A REALIZAÇÃO DE REUNIÕES PÚBLICAS NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO. Laysa Deiró de Lima Izis de Oliveira Alves

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1 A REALIZAÇÃO DE REUNIÕES PÚBLICAS NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO Laysa Deiró de Lima Izis de Oliveira Alves

2 Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco Instituído em 2003 pelo Governo Federal. Prevê investimentos de R$ 1,5 bilhões entre 2007 e Busca implementar e integrar projetos e ações governamentais visando à sustentabilidade socioambiental no território dabaciahidrográficadorio São Francisco.

3 Ações vinculadas ao Programa de Revitalização do rio São Francisco 1. Proteção e uso sustentável dos recursos naturais: Combate a erosão Projeto de navegabilidade Recuperação e proteção das nascentes dos afluentes do Rio São Francisco

4 Ações vinculadas ao Programa de Revitalização do rio São Francisco 2. Economias Sustentáveis: Recuperação de perímetros irrigados; Conclusão de Perímetros com obras iniciadas a exemplo do Projeto Baixio de Irecê e Projeto Salitre; Estações de Piscicultura

5 Ações da CODEVASF vinculadas ao Programa de Revitalização do rio São Francisco 3. Qualidade e Saneamento Ambiental: Sistema de Abastecimento de Água SAA; Sistema de tratamento de resíduos sólidos urbanos; Sistema de Esgotamento Sanitário SES. Obras de saneamento em Luís Eduardo Magalhães, Bahia.

6 Revisão Bibliográfica Constituição Brasileira de 1988 Resolução CONAMA 001/1986 Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes para uso e implementação da Avaliação do Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente Resolução CONAMA 009/ Dispõe sobre diretrizes para a realização das audiências públicas. Resolução CEPRAM 2929 de 2002 Dispõe sobre o processo de Avaliação de Impactos Ambientais no estado da Bahia.

7 Revisão Bibliográfica Lei de 2007 Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico. Decreto de Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e dá outras providências.

8 Revisão bibliográfica Realizar reunião pública com a população do município, desencadeando um processo de esclarecimento ao público acerca do cronograma das obras, da sua importância social e benefícios esperados com a implantação dos SES, devendo apresentar ao IMA, quando do requerimento da LI, cópia da Ata de Reunião com a assinatura de todos os participantes; OBS: Condicionante constante da Portaria de concessão da Licença de Localização dos empreendimentos. SES Sistema de Esgotamento Sanitário IMA Instituto do Meio Ambiente (Órgão executor da Política de Meio Ambiente do Estado da Bahia) LI Licença de Implantação

9 Revisão Bibliográfica A Audiência Pública possibilita a colocação dos anseios e dúvidas da população, bem como expõe os valores sócioculturais nos quais está pautada a comunidade de forma que esses aspectos sejam conhecidos e discutidos no âmbito das tomadas de decisão acerca da análise de viabilidade da atividade no local escolhido. Altíssimo e Santi (2007)

10 Revisão Bibliográfica O sistema de gestão ambiental permite a uma organização desenvolver uma política ambiental, estabelecer objetivos e processos para atingir os comprometimentos da política, agir, conforme necessário, para melhorar seu desempenho. ISO 14001

11 Metodologia Escolha de Local para a realização das Reuniões Públicas nos municípios beneficiados; Fácil acesso Capacidade de pessoas Divulgação da realização do evento; Faixas, banners Meios de comunicação locais mais utilizados Convite à entidades importantes para o esclarecimento de dúvidas da comunidade como: prefeito, presidente da câmara municipal, engenheiro fiscal da obra, representante da operadora do sistema,e etc; Convite à agentes multiplicadores na comunidade;

12 Metodologia Momentos da Reunião Pública: Abertura Apresentação do SES Discussão

13 Apresentação do SES TÓPICOS ABORDADOS: Programa de revitalização; importância do saneamento e principais doenças relacionadas a água contaminada; benefícios do esgotamento sanitário; articulação institucional; funcionamento do sistema; projeto local (investimento, extensão da rede, tipo de tratamento de efluentes a ser realizado); termo de cooperação técnica com informação da responsabilidade dos entes envolvidos e cronograma de obras.

14 Apresentação do SES Aspectos da relação entre o saneamento e a saúde pública, com base em dados estatísticos divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Fonte: Slides nº 06 e 07 da apresentação para a Reunião Pública - Município de Glória/BA.

15 Discussão Principais questionamentos nas reuniões públicas Geração de odores nas unidades do sistema; A qualidade do efluente que será lançado no meio ambiente; Possibilidade de poluição do ambiente; custos envolvidos com a operação do sistema; Possibilidade de desvalorização imobiliária em função da proximidade do imóvel com as unidades dos sistemas; transtornos advindos da abertura de valas; origem da mão-de-obra para a implantação do empreendimento, etc.

16 Dados SES para implantação em municípios baianos. 27 já tiveram as Reuniões Públicas realizadas e obras iniciadas. 12 dos 27 SES com a realização dos eventos tiveram pesquisa para a avaliação das Reuniões públicas e das obras. Mais obras de esgotamento sanitário estão previstas para execução em cidades nos estados do Piauí, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Minas Gerais.

17 Reuniões públicas

18 Resultados obtidos Avaliação dos eventos 1ª Etapa: Aspectos avaliados pela equipe responsável pela realização do evento: Qualidade das discussões surgidas no espaço de questionamentos Número de presentes no evento 2ª Etapa: Aplicação de questionários e desenvolvimento de avaliação estatística nas comunidades beneficiadas.

19 Resultados obtidos Avaliação dos eventos

20 Resultados obtidos Avaliação dos eventos

21 Resultados obtidos Benefícios advindos da realização dos eventos Atendimento da condicionante ambiental; Melhorias na Gestão Ambiental da empresa; Minimização de transtornos na fase de implantação do empreendimento; Maior celeridade na aquisição e regularização de áreas destinadas a implantação de unidades do empreendimento; Fomento à colaboração popular na fiscalização das obras; e Possibilidade de soluções de saneamento melhor aproveitadas, com maior adesão da população e melhores resultados para a revitalização da bacia do São Francisco.

22 Conclusões Faz-se necessária uma pesquisa mais abrangente com a população de municípios contemplados por obras de saneamento; É importante a comunicação entre empreendedor e população beneficiada, propiciando a troca de informações; Informar a comunidade sobre as intervenções necessárias e benefícios advindos do correto uso do SES infere em maior segurança, minimização de transtornos e fluidez nas obras.

23 Conclusões A participação social é aliada no sucesso das soluções empregadas A preparação e a realização das Reuniões Públicas proporcionam integração e multiplicação das informações, contribuindo para a gestão ambiental na empresa. A realização das Reuniões Públicas proporciona o conhecimento da execução de Políticas públicas, como a PNDR por meio do Programa de Revitalização da Bacia do São Francisco.

24 Referências ABNT. Normas Técnicas: NBR ISO Associação Brasileira de Normas Técnicas ALTÍSSIMO, S. P.; SANTI, A.M.M.; Participação Social no processo de licenciamento ambiental corretivo do distrito ferrífero de Itabira CRVD. Anais do II Seminário Nacional:MovimentosSociais,ParticipaçãoeDemocracia;Abrilde2007,UFSC;Santa Catarina, Florianópolis. BORJA, P. C.; MORAES, L. R.; Saneamento como um direito social semasa.sp.gov.br. Disponível em: SALHEAB, G. M. et all. Politicas públicas e meio ambiente: reflexões preliminares. Art. Do Programa de Pós Graduação em Direito Ambiental e Políticas Públicas. Disponível em:

25 Agradecimentos Demétrios Rocha Chefe da Unidade Regional de Comunicação da 2ª SR da CODEVASF Sérgio Coelho Assessor da Presidência da CODEVASF Alan Santos, Thaina Oliveira e Yuri Souza Educadores sócio-ambientais da empresa consultora

26 contatos Laysa Deiró de Lima Analista em Desenvolvimento Regional da CODEVASF (71) Izis de Oliveira Alves Chefe da Unidade regional de meio ambiente da CODEVASF(2ª Superintendência). (77)

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