UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA MARIA CARLA CHITOLINA A ILEGALIDADE DA SUBVENÇÃO PATRONAL AO SINDICATO DE TRABALHADORES

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1 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA MARIA CARLA CHITOLINA A ILEGALIDADE DA SUBVENÇÃO PATRONAL AO SINDICATO DE TRABALHADORES Florianópolis 2013

2 MARIA CARLA CHITOLINA A ILEGALIDADE DA SUBVENÇÃO PATRONAL AO SINDICATO DE TRABALHADORES Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Direito da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel. Orientador: Prof. Carolina Giovannini Aragão de Santana, Msc. Florianópolis 2013

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5 Aos meus pais que, com muito carinho e apoio, não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa de minha vida. Ao meu filho amado que literalmente, sempre esteve ao meu lado.

6 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, por me proporcionar esta experiência de vida, de aprendizado, amadurecimento e evolução moral e intelectual. Agradeço aos meus pais, por todo apoio, seja ele financeiro ou moral, e por acreditarem em todos os meus projetos e perspectivas profissionais. Ao meu filho Matheus, por compreender a minha ausência em momentos importantes de sua vida, sempre demonstrando afeição e amor mesmo nos momentos mais difíceis desse percurso. À minha querida orientadora professora Carolina Giovannini Aragão de Santana pela paciência na orientação e incentivo nos momentos de dúvida e insegurança. A todos aqueles cujos nomes não estão expressos aqui, mas que sempre me incentivaram, contribuindo, direta e indiretamente, para a realização desse trabalho.

7 Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas Graças a Deus, não sou o que era antes. (Marthin Luther King)

8 RESUMO O presente trabalho de conclusão de curso tem por objetivo analisar a legalidade da subvenção patronal ao sindicato de trabalhadores. Para tanto, utiliza-se o método dedutivo, através de pesquisa exploratória, com o emprego da técnica bibliográfica, analisando a legislação e o posicionamento atual da doutrina e da jurisprudência correlata ao tema. Inicia-se com um breve estudo do sindicato, suas origens, evolução histórica, conceito, natureza jurídica, funções além das principais fontes de custeio. Posteriormente conceituam-se os princípios de liberdade e autonomia sindical, analisam-se os principais aspectos das Convenções n. 87 e n. 98 da Organização Internacional do Trabalho, a evolução histórica do sindicalismo no Brasil e as normas sindicais previstas na Constituição da República Federativa do Brasil. Ao adentrar-se no tema proposto, descreve-se esta modalidade de financiamento sindical, utilizada por sindicatos profissionais, bem como suas formas de instituição. São expostos, por fim, os fundamentos da doutrina especializada quanto à ilegalidade dessa fonte de custeio sindical e o posicionamento da jurisprudência. Palavras-chave: Sindicato. Custeio. Liberdade Sindical. Autonomia Sindical. Subvenção.

9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ANAMATRA - Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho ART - Artigo CLT Consolidação das Leis do Trabalho CONALIS Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical CRFB Constituição da República Federativa do Brasil OIT Organização Internacional do Trabalho SDC Seção Especializada em Dissídios Coletivos TAC - Termo de Ajustamento de Conduta TST Tribunal Superior do Trabalho UNISUL Universidade Do Sul de Santa Catarina

10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO O SINDICATO ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DO SINDICATO FUNÇÕES DO SINDICATO AS FONTES DE CUSTEIO SINDICAL Contribuição sindical Contribuição assistencial Contribuição confederativa Contribuição associativa LIBERDADE E AUTONOMIA SINDICAL CONCEITO DE LIBERDADE SINDICAL CONCEITO DE AUTONOMIA SINDICAL EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SINDICALIZAÇÃO NO BRASIL A CONVENÇÃO N. 87 DA OIT A CONVENÇÃO N. 98 DA OIT O SINDICATO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE A ILEGALIDADE DA SUBVENÇÃO PATRONAL AO SINDICATO DE TRABALHADORES CONCEITO DE SUBVENÇÃO PATRONAL A SUBVENÇÃO PATRONAL AO SINDICATO DE TRABALHADORES A ILEGALIDADE DA SUBVENÇÃO PATRONAL AO SINDICATO DE TRABALHADORES DECISÕES JURISPRUDENCIAIS ACERCA DA MATÉRIA CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A Convenção n. 87 da OIT ANEXO B Convenção n. 98 da OIT ANEXO C - Convenção coletiva de trabalho 2013/ ANEXO D Convenção coletiva de trabalho 2011/ ANEXO E Convenção coletiva de trabalho 2012/

11 ANEXO F Acordo coletivo de trabalho 2013/ ANEXO G Acordo coletivo de trabalho 2013/ ANEXO H Enunciados 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho ANEXO I Orientações aprovadas pela CONALIS

12 11 1 INTRODUÇÃO A presente pesquisa possui como tema a subvenção patronal ao sindicato de trabalhadores, tendo como objetivo central analisar se a contribuição a ser paga pelas empresas ou sindicato patronal em favor do sindicato de trabalhadores atenta contra os princípios da liberdade e autonomia sindical dispostos nas Convenções n. 87 e n. 98 da OIT e no Art. 8º da Constituição da República Federativa do Brasil. O estudo do tema deve-se ao fato de que o Ministério Público do Trabalho vem recebendo denúncias de que sindicatos profissionais têm subordinando a assinatura de instrumentos coletivos à inclusão de cláusula prevendo o pagamento de contribuição por parte do empregador, ou sindicato patronal, ao sindicato obreiro. O assunto ora escolhido para ser tema de Trabalho de Conclusão de Curso, possui extrema relevância para a sociedade brasileira, porquanto o sindicato tem como principal prerrogativa a representação e defesa dos interesses gerais da correspondente categoria profissional ou econômica e, durante muitos anos lutou-se por um sindicalismo livre e independente. Em um momento histórico da redemocratização do País, com o advento da Constituição da República Federativa do Brasil, em 1988, os princípios da liberdade e autonomia sindical foram alçados ao nível de garantia constitucional, na qual o sindicato figura na condição de agente único responsável pelas suas resoluções e decisões, ou seja, sua organização interna, administração e política dependem, única e exclusivamente, da decisão dos seus associados, sem influencia ou interferência direta ou indireta de poderes estranhos, justamente para preservar a instituição sindical em seus fundamentos, prevenindo-se assim, a ocorrência de mitigações em sua liberdade e autonomia. Tais disposições são coerentes com as diretrizes das Convenções n. 87 e n. 98 da Organização Internacional do Trabalho, que consagraram os princípios do direito sindical e a liberdade sindical individual e coletiva, além de garantir ao grupo organizador do sindicato total independência e autonomia organizacional, administrativa e financeira, em relação ao Estado, mas também em face dos empregadores e de suas associações de classe. Desta forma, pretende-se fazer uma análise da subvenção patronal ao sindicato de trabalhadores. Delimitando se a sua instituição compromete a independência do sindicato obreiro no exercício das funções necessárias à defesa dos interesses dos trabalhadores, implicando em ingerência indevida da entidade patronal, haja vista que tais instituições possuem interesses, em princípio, divergentes.

13 12 O método de abordagem empregado será o dedutivo. O procedimento utilizado é o monográfico, em relação à natureza, a pesquisa será básica e quanto ao seu objetivo será exploratória. Utilizar-se-ão, como técnicas de pesquisa, a bibliográfica e a jurisprudencial. Durante o processo, a documentação indireta será largamente explorada, como fonte primária, utilizar-se-ão a lei e a doutrina, como fonte secundária de documentação, os artigos servirão de precioso recurso para obtenção do embasamento teórico para o trabalho. Com relação à metodologia, fez-se uso das Normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, atualizadas, e subsidiariamente do Manual de Normatização disponibilizado pela Universidade Do Sul de Santa Catarina - UNISUL. Com o escopo de facilitar a compreensão do tema, a presente pesquisa dividir-se-á em cinco seções, quais sejam: A primeira seção é a introdução, que descreve o cenário e os elementos da presente pesquisa. Na segunda seção, será realizado um estudo acerca do sindicato, suas origens, evolução histórica, conceito, natureza jurídica, funções e principais fontes de custeio autorizadas por lei. Na terceira seção, serão conceituados os princípios de liberdade e autonomia sindical, bem como serão analisados os principais aspectos das Convenções n. 87 e n. 98 da Organização Internacional do Trabalho, a evolução histórica do sindicalismo no Brasil e as normas sindicais previstas na Constituição da República Federativa do Brasil. Já a quarta seção versará sobre a subvenção patronal ao sindicato de trabalhadores. Para tanto, conceituaremos e descreveremos brevemente esta modalidade de financiamento sindical, comumente utilizadas pelos sindicatos obreiros, delineando as suas formas de instituição, destacando os fundamentos da doutrina especializada quanto à ilegalidade dessa fonte de custeio sindical e o posicionamento da jurisprudência. Por fim, a quinta seção, na qual apresentar-se-á a conclusão de todo o estudo realizado, acerca da subvenção patronal ao sindicato de trabalhadores.

14 13 2 O SINDICATO 2.1 ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA Antes de iniciar a discussão inicialmente proposta, e para uma melhor compreensão da finalidade e da abrangência da atividade sindical, é importante reportar-se à evolução histórica do movimento sindical no mundo, definindo-se as suas origens e seus momentos decisivos. A doutrina ao abordar o contexto histórico do sindicalismo, divide-se quanto ao momento exato do nascimento desse movimento. Para muitos, foi na antiguidade, que despontaram os primeiros indícios do sindicalismo, outros defendem seu surgimento na idade média, e há aqueles que somente reconhecem a sua origem na idade moderna. Não se pretende aqui, fazer um estudo aprofundado dos aspectos históricos ou deter-se precisamente a uma cronologia de acontecimentos, mas percebe-se que os autores, em sua maioria, quando tratam da evolução histórica do sindicalismo, fazem referência a dois fatos ocorridos na segunda metade do século XVIII, e que foram fundamentais para a origem desse instituto, nos moldes em que conhecemos hoje, são eles: a supressão das Corporações de Ofício e a Revolução Industrial. Na concepção de Vitor Manoel Castan: A associação ou grupo de pessoas sempre estiveram presentes na história da humanidade de uma forma ou de outra. Um exemplo disso é encontrado no Direito Romano, pois o síndico era a pessoa encarregada de representar uma coletividade (um mandatário), no Direito Grego, sindicato deriva de sundike. Existiam as guildas, associação de pessoas voltada à defesa mútua de seus próprios interesses, cuja concepção foi cristã e de assistência. 1 No século XII, notou-se uma sensível modificação do espírito da Idade Média, com o reflorescimento das artes e dos ofícios, surgindo de imediato novas associações profissionais, que, pela primeira vez não possuíam natureza ou finalidades místicas, as chamadas Corporações de Ofício. 2 Nas palavras de José Carlos Arouca: 1 CASTAN, Vitor Manoel. Abuso do direito sindical. São Paulo: LTr, p RUSSOMANO, Mozart Victor. Princípios gerais de direito sindical. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense, p. 11.

15 14 As corporações representavam o poder econômico, pois arrecadavam impostos e pagavam para obter e manter privilégios, inclusive para exercer determinada atividade, recebendo para tanto, uma carta patente outorgada pelo imperador. Além disso, contavam com o apoio da igreja e, através do monopólio, exploravam aqueles que só dependiam da força de trabalho. E foram criadas com o objetivo de dividir o povo. Compunham-se de três categorias hierarquizadas: mestres, companheiros e aprendizes, cuidando da regulação de suas atividades e solução de divergências. O exercício da profissão passava pelo aprendizado a serviço de um mestre, após o que o artesão tornava-se companheiro ou oficial. Só com muito esforço e apoio chegava a mestre. 3 Mas, como aponta José Claudio Monteiro de Britto Filho, somente em tese havia a possibilidade de ascensão, do primeiro (aprendiz) ao último grau (mestre). O aprendizado do ofício ficava a critério dos mestres e estes, por sua vez, retardavam ao máximo a promoção de seus aprendizes. E é justamente em função da sua estrutura de organização, que reunia o capital (mestres) e o trabalho (companheiros e aprendizes) que, na doutrina, fomentam-se posicionamentos contrários quanto à definição das corporações de ofício como embrião do sindicalismo. 4 Para Mozart Victor Russomano, a rígida estrutura das organizações corporativas foi um dos fatores determinantes para a sua decadência. Os mestres, de forma abusiva, desfrutavam de todos os benefícios de sua condição e controlavam o acesso ao último grau, desencadeando a revolta dos companheiros e aprendizes e ocasionando a ruptura interna das corporações. 5 Segundo afirma José Claudio Monteiro de Britto Filho, a supressão das corporações de ofício, decorre da adoção do liberalismo, que se revela incompatível com a existência de associações ou assemelhados que se pudessem sobrepor entre os indivíduos e o Estado. 6 Complementando este entendimento, Amauri Mascaro Nascimento leciona: O liberalismo da Revolução Francesa de 1789 suprimiu as corporações de ofício, dentre outras causas por sustentar que a liberdade individual não se compatibiliza com a existência de corpos intermediários entre o indivíduo e os Estado. Para ser livre, o homem não pode estar subordinado à associação, porque esta suprime a sua livre e plena manifestação, submetido que fica ao predomínio da vontade grupal. Essa posição doutrinária, que serviu de suporte para a extinção das corporações de ofício, de longo desenvolvimento histórico, viria a provocar, com a efetivação dos seus 3 AROUCA, José Carlos. Curso básico de direito sindical. São Paulo: LTr, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p RUSSOMANO, Mozart Victor. Princípios gerais de direito sindical. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p. 52.

16 15 objetivos, a interrupção de um procedimento associativo e a dissociação dos mestres, companheiros e aprendizes. 7 Além de todos esses fatores, a economia passava por profundas modificações, surgia a indústria e desenvolvia-se a mecanização e o comércio internacional, fatores esses que, de certa forma, contribuíram para o fim das corporações de ofício, pois faltava-lhes flexibilidade suficiente para suportar todas estas transformações. 8 José Claudio Monteiro de Brito Filho destaca que [...] foi a Revolução Industrial que propiciou os fatores que permitiram o agrupamento dos trabalhadores em moldes distintos dos observados até então. 9 A Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII transformou profundamente as relações sociais, familiares e de trabalho, como bem descrevem Orlando Gomes e Elson Gottschalk: O quadro sociológico em que se desenvolveu o sindicalismo moderno foi aberto pela primeira Revolução Industrial, expressão cuja paternidade é atribuída a Arnold Toynbee e que reporta às profundas inovações técnicas, que deram origem à indústria moderna. A técnica tornou-se mais poderosa e ao mesmo tempo mais exigente. Começavam a agrupar os homens em massa compacta em torno das máquinas. E essas massas, sem as quais o progresso não era possível, começaram a perceber ao longo do tempo que não lhes fora reservado um lugar humano na estrutura social individualista. O sofrimento amplificado pelas crises econômicas, levou-as a se unirem, a se organizarem. Assim, a vida comum das oficinas, o trabalho em manufaturas, depois em maquinofaturas, despertaram entre os operários a consciência de sua comunidade de interesses. Com a liberdade de imprensa, o maquinismo e a obsessão do lucro, a necessidade da mão de obra não cessa de aumentar. A miragem do trabalho industrial provoca o êxodo dos trabalhadores rurais para as aglomerações urbanas. Isso determina o excesso da mão de obra nas cidades, o desemprego, que se agrava com a introdução de novas máquinas e pelo recurso à mão de obra feminina e infantil. As jornadas de trabalho são longas, até dezesseis e dezessete horas; os salários diminuem. Assim, a miséria é grande; nenhuma higiene nas oficinas, nenhum saneamentos nos quarteirões operários que, estão superlotados. Acumulados nas caves e taudis miseráveis, esta mão de obra toma pouco a pouco consciência de sua miséria, da comunidade de seus interesses, de seu poder político. As diferenças sociais tornam-se nítidas, os antagonismos agravam-se. Assim, a técnica, criando uma nova psicologia e apoiada por novas forças econômicas, conduz a uma transformação da atmosfera doutrinária e política. É este clima que explica o nascimento do movimento operário moderno do sindicalismo 10. (grifos do autor) 7 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de direito do trabalho: história e teoria geral do direito do trabalho: relações individuais e coletivas do trabalho. 24. ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, p e RUSSOMANO, Mozart Victor. Princípios gerais de direito sindical. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p GOMES, Orlando; GOTTSCHALK, Elson. Curso de direito do trabalho. 18. ed. Rio de Janeiro: Forense, p. 538 e 539.

17 16 José Carlos Arouca segue esse mesmo entendimento, complementando que a Primeira Revolução Industrial deu causa à questão social. Os baixos salários, as longas jornadas, as péssimas condições de vida, além da concentração industrial, provocada pelo avanço tecnológico, aproximou os trabalhadores, que se uniram e reagiram. Primeiro ocorriam reuniões e coalizões ocasionais, depois, organizações duradouras com propósitos bem definidos. 11 Na opinião de Vitor Manoel Castan, as transformações, trazidas pela Revolução Industrial, contribuíram muito para o surgimento dos sindicatos, inicialmente na Europa, e posteriormente difundindo-se pelos demais continentes: [...] as mudanças advindas da Revolução Industrial, na sociedade, no trabalho, na economia, na produção, na fase do Estado liberal, contribuíram enormemente para o surgimento do sindicato como se conhece hodiernamente. Também, esses processos de mudança na Europa e depois nos demais países do mundo, se fizeram presentes, cada uma seu tempo, pois, a organização dos sindicatos se relaciona ao surgimento e crescimento das próprias indústrias. 12 Desta forma, é evidente que o nascimento do sindicalismo reúne diversas influências, porquanto não possui um único fator determinante. Ele é resultado de um processo histórico, composto por um complexo emaranhado social, político e econômico, canalizados para um único ideal comum de valorização do homem como pessoa e de reconhecimento dos direitos essenciais à defesa de seus interesses e à expansão de sua personalidade. 13 Corroborando com este entendimento, conclui Mauricio Godinho Delgado: É claro que se pode investigar acerca da existência de tipos de associação entre seres humanos ao longo da história; muitos desses tipos terão existido, desde a Antiguidade Oriental, passando pela Antiguidade Clássica, Idade Média até as proximidades de emergência histórica do capitalismo. Mas, certamente, os exemplos associativistas encontrados sempre guardarão diferenças fundamentais, essenciais, perante os contemporâneos sindicatos. É que jamais houve antes, na História, sistema econômico-social com o conjunto de características do capitalismo, assim como jamais houve antes na História, relação socioeconômica de produção relação de trabalho com as características específicas da relação de emprego, ocupando o papel nuclear que esta ocupa no sistema econômico dos últimos dois ou três séculos AROUCA, José Carlos. Curso básico de direito sindical. São Paulo: LTr, p CASTAN, Vitor Manoel. Abuso do direito sindical. São Paulo: LTr, p RUSSOMANO, Mozart Victor. Princípios gerais de direito sindical. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense, p.16 e DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 9. ed. São Paulo: LTr, p

18 17 Desta forma, a evolução histórica do sindicalismo costuma ser dividida pela doutrina em três fases distintas: a fase de proibição, a fase de tolerância e a fase de reconhecimento jurídico. José Claudio Monteiro de Britto Filho esclarece que essas fases não ocorrem exatamente da mesma forma e na mesma ordem em todos os países. Em alguns países, certos períodos não se dão, ou não podem ser observados nitidamente. 15 Segundo Mauricio Godinho Delgado, a primeira fase de desenvolvimento das associações sindicais foi extremamente difícil, porque não reconhecida sua validade pelas ordens jurídicas da época. 16 A respeito da fase de proibição Vitor Manoel Castan explica: A primeira fase de proibição, iniciada com a Lei Le Chapellier de 1791, que proibia as reuniões para deliberações de interesse comuns, ainda, na França, a Lei contra a Conjura, de (Código de Napoleão), sujeitando os sócios do sindicato a penas criminais, ademais, as coalizões, eram consideradas atos conspiratórios. 17 Sobre este ponto, José Claudio Monteiro de Britto Filho elucida que a proibição não se dirigia apenas às associações com cunho estritamente reivindicatório-profissional, e sim com o próprio direito de associação, incompatível com o ideário liberal da época. 18 Contudo, com o passar dos anos, a postura do Estado começa a mudar, iniciandose o período denominado de fase de tolerância, em que o Estado, mesmo não reconhecendo o direito de associação no plano jurídico, descriminaliza a coalizão. 19 Sobre esta fase intermediária Vitor Manoel Castan esclarece que a Inglaterra uma vez mais foi pioneira, nesse processo, extinguindo o delito de coalizão de trabalhadores na década de 1920; Também, na Alemanha, em 1869 e na Itália, em 1889, as reuniões de trabalhadores deixaram de ser delito BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 9. ed. São Paulo: LTr, p CASTAN, Vitor Manoel. Abuso do direito sindical. São Paulo: LTr, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p CASTAN, Vitor Manoel. Abuso do direito sindical. São Paulo: LTr, p. 25.

19 18 Assim, os sindicatos mesmo sem o apoio legal vão se incorporando ao cotidiano e, segundo leciona Carlos Alberto Chiarelli a Igreja Católica também teve papel importante durante esse período: [...] através da Encíclica Rerum Novarum, da autoria de Leão XIII, manifestou-se criticamente sobre o contexto, não aceitando a situação a que estava sendo submetida a classe trabalhadora. O documento papal significou um esforço para elevar o padrão dos operários, cuja condição calamitosa era flagrante; relacionava causas de tal estado de coisas, tais como a destruição dos antigos grêmios (sem adequada substituição por instituição sucessora), a desordenada ambição deflagrada pelo regime da livre concorrência etc. Dessa maneira, a Encíclica identificava, implicitamente, no liberalismo, as origens do quadro socioeconômico danoso, e particularmente seu reflexo no mundo do trabalho, propondo a intervenção estatal corretiva, por entendêla necessária. 21 Sob esta nova perspectiva, o sindicalismo persiste em sua evolução e o Estado, como não poderia deixar de ser, deixa de lado sua postura de indiferença legal à questão e se curva a uma nova realidade, impossível de ser ignorada, dando inicio a uma nova fase, denominada fase de reconhecimento. 22 Vitor Manoel Castan explica que nesta terceira e última fase, o direito de associação passa a ser reconhecido na França, por meio da lei Waldeck Rouseau, de 1884, reconhecendo a liberdade de associação sindical. Na Inglaterra, apenas em 1875 que houve a possibilidade de criação livre de sindicatos e o reconhecimento das Trade-Unions. 23 Seguindo neste novo período, um marco significativo deu-se com a Constituição Mexicana de 1917 e a Alemã de Weimar de 1919, sendo as primeiras a permitirem expressamente em seu texto a liberdade de associação dos trabalhadores, e que deram inicio ao fenômeno conhecido como constitucionalismo social. 24 Indispensável registrar nesta fase, após a Primeira Guerra Mundial, a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), através do Tratado de Versalhes, em 1919 como parte da Sociedade das Nações, que em 1946, se converteu no primeiro organismo especializado das Nações Unidas CHIARELLI, Carlos Alberto. O trabalho e o sindicato: evolução e desafios. São Paulo: LTr, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p CASTAN, Vitor Manoel. Abuso do direito sindical. São Paulo: LTr, p CASTAN, Vitor Manoel. Abuso do direito sindical. São Paulo: LTr, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p. 56.

20 19 A OIT é um organismo especializado das Nações Unidas que trata da proteção das relações entre empregados e empregadores no âmbito internacional por meio de tratados e convenções internacionais, procura fomentar a justiça social e os direitos humanos e trabalhistas internacionalmente reconhecidos. Formula normas internacionais de trabalho, revestidas na forma de convenções e recomendações pelas quais se fixam condições mínimas em matéria de direitos trabalhistas fundamentais. Presta assistência técnica nas questões relacionadas com o trabalho e fomenta o desenvolvimento de organizações independentes de empregadores e de trabalhadores e lhes facilita formação e assessoramento técnico. 26 Dentro do sistema das Nações Unidas, a OIT é a única organização que conta com estrutura tripartite, porquanto empregadores e trabalhadores participam em pé de igualdade com os governos em seus órgãos de administração CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DO SINDICATO Após os esclarecimentos acerca da evolução histórica do movimento sindical no mundo, resta agora tecer considerações sobre o conceito e natureza jurídica deste instituto para definirmos qual o seu verdadeiro propósito. Em princípio, Carlos Alberto Chiarelli nos apresenta a origem etimológica da palavra sindicato: O passado pode ajudar no encontro etimológico da palavra sindicato. Gallart Folch afirmava que o termo francês syndicat antecedente do nosso designava aqueles que se achavam vinculados a uma corporação ou, em outras palavras, encontravamse sob a tutela de um syndic. Syndic, por sua vez, originava-se do grego e sua mais adequada concepção (modernizada) seria procurador. E foi tal expressão, com tal raiz, que veio a difundir-se pela latinidade, batizando essa instituição tão complexa e multifacetada: o sindicato. Em Italiano, sindacato; em Espanhol, como no Português, sindicato, todos circunavegando a expressão franco-grega que serviu de matriz e referência. Já o mundo anglo-saxônico seguiu outros roteiros etimológicos e vocabulares. No Alemão, utiliza-se arbeitwerein e/ou gesellchafts, enquanto no Inglês, titulam-se as entidades sindicais de trade unions. 28 Segadas Vianna afirma que ao definir o sindicato, os autores divergem na maneira de encará-los: uns o veem no sentido clássico de coalizão permanente para a luta de classes, 26 STÜRMER, Gilberto. A liberdade sindical na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e sua relação com a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, p STÜRMER, Gilberto. A liberdade sindical na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e sua relação com a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, p CHIARELLI, Carlos Alberto. O trabalho e o sindicato: evolução e desafios. São Paulo: LTr, p. 137.

21 20 outros já o entendem como órgão destinado a, de forma ampla, solucionar o problema social, e ainda outros, dão-lhe uma posição de ação e influência em todo o complexo social. 29 Mauricio Godinho Delgado apresenta a seguinte definição para sindicato: Sindicatos são entidades associativas permanentes, que representam trabalhadores vinculados por laços profissionais e laborativos comuns, visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas, defendendo seus interesses trabalhistas conexos, com o objetivo de lhes alcançar melhores condições de labor e vida. 30 Ainda segundo o mesmo autor, esta definição levou em consideração somente os sindicatos obreiros, entretanto, na medida em que surgiram os sindicatos empresariais, a definição tornou-se mais ampla, abrangendo os dois pólos trabalhistas, senão vejamos: Nesta linha mais lata, envolvendo empregadores, empregados e outros obreiros que se vinculam sindicalmente (como profissionais liberais e trabalhadores avulsos), sindicatos seriam entidades associativas permanentes, que representam, respectivamente, trabalhadores, lato sensu, e empregadores, visando a defesa de seus correspondentes interesses coletivos. 31 Complementando esse entendimento José Claudio de Brito Filho leciona que os sindicatos nasceram como forma de concentração de esforços de um grupo de indivíduos em prol de seus interesses comuns, interesses esses que em um primeiro momento eram apenas profissionais, o sindicato em princípio, é forma de associação ligada intimamente aos trabalhadores, muito embora ele seja admitido, em alguns países, como o Brasil, como forma de agrupamento de empregadores. 32 Roberto Barreto Prado conceitua sindicato como uma associação que tem por objeto a representação e defesa dos interesses gerais da correspondente categoria profissional, bem como da categoria empresarial, e supletivamente dos interesses individuais dos seus membros. 33 Para Sérgio Pinto Martins sindicato é, assim, a associação de pessoas físicas ou jurídicas que têm atividades econômicas ou profissionais, visando à defesa dos interesses coletivos e individuais de seus membros ou da categoria SÜSSEKIND, Arnaldo et al. Instituições de direito do trabalho. 22 edição atualizada por Arnaldo Süssekind e João de Lima Teixeira Filho São Paulo: LTr, v. p DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 9. ed. São Paulo: LTr, p DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 9. ed. São Paulo: LTr, p BRITO FILHO, Jose Claudio Monteiro de. Direito sindical: analise do modelo brasileiro de relações coletivas de trabalho à luz do direito comparado e da doutrina da OIT: proposta da inserção da comissão de empresa. 2. ed. São Paulo: LTr, p PRADO, Roberto Baretto. Curso de direito sindical. 3.ed. rev. e atual. São Paulo: LTr p MARTINS, Sergio Pinto. Direito do trabalho. 28. ed. São Paulo: Atlas, p. 741.

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