CICLONE EXTRATROPICAL MAIS INTENSO DAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS PROVOCA ESTRAGOS NO RIO GRANDE DO SUL E NO URUGUAI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CICLONE EXTRATROPICAL MAIS INTENSO DAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS PROVOCA ESTRAGOS NO RIO GRANDE DO SUL E NO URUGUAI"

Transcrição

1 CICLONE EXTRATROPICAL MAIS INTENSO DAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS PROVOCA ESTRAGOS NO RIO GRANDE DO SUL E NO URUGUAI Entre os dias 22 e 23 de outubro de 2012 o processo de formação de um ciclone extratropical na região ciclogenética entre o nordeste da Argentina, Uruguai e sul do RS provocou condições de tempo severo. Este sistema atingiu núcleo de 975 hpa ao chegar no oceano Atlântico, caracterizando o ciclone extratropical mais intenso dos últimos vinte anos nesta região. No dia 22 houve registro de ventos de 99 km/h na barra do porto de Rio Grande-RS. Em Ibirubá-RS (fonte rbstv) houve alagamentos por causa da chuva forte. Em Santo Angelo vendaval derrubou árvores e destelhou casas por volta das 15h local do dia 22, também choveu granizo, sendo a localidade de Restinga Seca a mais atingida (zona rural), segundo os Bombeiros possivelmente foi um tornado (vídeo:http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/rbsnoticias/videos/t/edicoes/v/temporal-atingesanto-angelo/ /). Pela manhã houve alagamentos em Uruguaiana-RS. No dia 23 os ventos foram fortes no Uruguai entre às 05Z e às 19Z, com valores constantes de 70 km/h e rajadas de 180 km/h (às 15Z). No RS também ocorreram ventos fortes com rajadas de 70 km/h em Porto Alegre e na fronteira sul e oeste. As rajadas de vento de até 110 km/h também deixaram cerca de 80 mil consumidores sem energia elétrica no Estado. No início da tarde, a marinha suspendeu as operações em Rio Grande. Em São José do Norte, um navio graneleiro foi jogado contra o cais e destruiu parte de sua estrutura. Também houve registro de vento forte em Pelotas, Chuí e Jaguarão, no extremo Sul do Estado (mais 80 km/h em Jaguarão e no Chuí), Campanha (80 km em Bagé e 72 km/h em Dom Pedrito). FONTE: ZERO HORA

2 Foto de André Azeredo, Porto Alegre, RS. Fonte:g1.globo.com Vento jogou navio graneleiro contra cais onde estava aportado, em São José do Norte (RS) Thaize da Luz/Agência.Fonte: RBS Em Punta del Este, os vendavais chegaram até 181 Km/h, segundo o Departamento Nacional de Emergência do Uruguai, esse é o maior valor registrado no país desde agosto de Cerca de 170 pessoas ficaram desabrigadas e um homem morreu. Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Uruguai, até às 7 horas da manhã do dia 22, 49 chamados foram atendidos, sendo 24 por queda de árvores e 21 por inundações. Até então, 155 pessoas tiveram que abandonar suas casas em todo país. Jornaldotempo.uol.com.br

3 Para o maior detalhamento da situação meteorológica que provocou estes estragos será elaborada uma análise sinótica e posteriormente uma análise da previsão numérica que deste evento. ANÁLISE SINÓTICA Na sequência de imagens de satélite a seguir (Figura 1) nota-se o processo de formação do sistema frontal, com a instabilidade mais aglomerada nas primeiras imagens e na sequência mais organizada, mostrando bem a circulação ciclônica com a nebulosidade em espiral. O ramo frontal deste sistema também provocou tempo severo em áreas de SC e PR, onde se notam células convectivas significativas. a b c d

4 e f Figura 1 Imagens de satélite GOES 12: (a) do dia 22/10 das 12UTC canal VIS; (b) do dia 22/10 das 18:15UTC canal VIS; (c) do dia 23/10 da 00UTC Canal IR realçada; (d) do dia 23/10 das 12UTC canal VIS; (e) do dia 23/10 das 18UTC canal IR realçada; e (f) do dia 24/10 da 00UTC canal IR realçada. As figuras seguintes (Fmostram o comportamento sinótico na alta, média e baixa troposfera entre o dia 22 às 12Z e à 00Z do dia 24. Em altitude (Figura 2) observa-se a passagem de um cavado entre o norte da Argentina, RS e Uruguai entre as latitudes 20 S e 30 S, aproximadamente. Este cavado é contornado pelo Jato Subtropical (JST) e ramo norte do Jato Polar (JPN), principal sistema que dá suporte ao sistema frontal. A sequência das figuras mostra o deslocamento e o desenvolvimento do cavado, que a partir das 12Z do dia 23 evoluiu para um vórtice ciclônico de altos níveis, o que explica a intensificação do ciclone na baixa troposfera. Este sistema continuou seu deslocamento para sudeste e no último horário mostrado começa a se desintensificar.

5 a b c d e f

6 Figura 2 Carta do nível de 250 hpa do dia 22/10 das 12UTC (a) e das 18UTC (b); do dia 23/10 da 00UTC (c), das 12UTC (d), e das 18UTC (e); e do dia 24/10 da 00UTC (f). Áreas sombreadas indicam ventos acima de 72 km/h (20 kts) representando os Jatos Subtropical (JST) em vermelho, ramos norte (em laranja) e sul (em branco) do Jato Polar (JPN e JPS). Linhas contínuas em branco representam a altura geopotencial. Linhas em azul continuas e finas representam as linhas de corrente. Na troposfera média (Figura 3) observa-se o reflexo da circulação ciclônica ao sul de 20 S no continente e já desde às 12Z do dia 22 nota-se um vórtice ciclônico centrado em torno 37 S/64 W no valor de 5560 mgp, reflexo do ciclone extratropical em questão. Nota-se significativo gradiente de altura geopotencial e ventos fortes (sombreado verde) sobre este cavado, o que indica baroclinia associada ao sistema. À medida que este sistema se desloca para sudeste, nota-se sua intensificação tanto no valor do núcleo, quanto na intensidade dos ventos e do gradiente de altura geopotencial, o que favoreceu a intensificação do sistema em superfície. a b c d

7 e f Figura 3 Carta do nível de 500 hpa - do dia 22/10 das 12UTC (a) e das 18UTC (b); do dia 23/10 da 00UTC (c), das 12UTC (d), e das 18UTC (e); e do dia 24/10 da 00UTC (f). Áreas sombreadas indicam ventos acima de 54 km/h (15 kts). Linhas contínuas em branco representam a altura geopotencial. Linhas em azul continuas e finas representam as linhas de corrente. No campo de 850 hpa (Figura 4) pode-se notar a intensa circulação ciclônica, com ventos bastante significativos na região afetada entre às 12Z do dia 22 até às 18Z do dia 23. Às 00Z do dia 24 os ventos intensos ficaram restritos apenas a costa do RS e parte do Uruguai, devido ao deslocamento do ciclone extratropical para o oceano que evoluiu nos horários subsequentes. Deslocamento este típico deste tipo de sistema, primeiramente para leste e posteriormente para sudeste. Além disso, a presença deste sistema reforçou o escoamento de norte, associado ao Jato de Baixos Níveis, o que favoreceu a advecção de ar mais quente e úmido, dando suporte termodinâmico significativo para a instabilidade observada. a b

8 c d e f Figura 4 Carta do nível de 850 hpa - do dia 22/10 das 12UTC (a) e das 18UTC (b); do dia 23/10 da 00UTC (c), das 12UTC (d), e das 18UTC (e); e do dia 24/10 das 12UTC (f). Linhas contínuas em amarelo representam a altura geopotencial. Linhas em azul contínuas e finas representam as linhas de corrente. Ventos são representados pelas barbelas. Linhas em preto representam o limite de temperaturas positivas e negativas, sendo a contínua a isoterma de zero grau, a norte a isoterma de 2C e a sul a isoterma de -2C. No campo de superfície (Figura 5) nota-se entre o processo de formação da onda entre as 12 e 18Z do dia 22. Entre às 00 e 12Z do dia 23 o sistema já estava bem formado, seu núcleo se encontra na costa entre o Uruguai e a Província de Buenos Aires, na Argentina, mas se estende para o leste da Argentina, Uruguai e boa parte do RS, onde se nota gradiente de pressão intenso e que gerou os ventos constantes e rajadas de vento significativas comentadas acima. Além disso, este sistema intenso também favoreceu os grandes

9 volumes de chuva, uma vez que teoricamente o volume de chuva mais significativo se encontra no centro do sistema de baixa pressão. Quanto mais intenso este sistema, maior os ventos, a convergência de umidade e consequentemente a condição de tempo severo. Como este sistema se formou e se deslocou em parte do continente, o tempo foi bastante severo nos setores onde atuou. Nos dias subsequentes o sistema se deslocou em direção ao oceano, mas ainda com influência bem na costa do RS e do Uruguai, e continuou sua intensificação, atingindo seu valor mínimo de pressão no centro de 975 hpa às 18Z do dia 23. a b c d

10 e f Figura 5 Carta de superfície - do dia 22/10 das 12UTC (a) e das 18UTC (b); do dia 23/10 da 00UTC (c), das 12UTC (d), e das 18UTC (e); e do dia 24/10 da 00UTC (f). Linhas contínuas em amarelo representam as isóbaras. Linhas tracejadas representam a altura geopotencial entre a superfície e 500 hpa. Símbolos de frentes frias em azul, frentes quentes em vermelho, frentes em oclusão em rosa. Linhas contínuas em laranja representam a ZCIT. Linhas tracejadas em amarelo representam cavados. A seguir serão apresentados os campos de previsão desde 24 h até 120 h dos modelos numéricos utilizados na previsão de tempo do CPTEC no momento de formação do ciclone sobrepostos à análise do dia em que o ciclone extratropical se formou. Este momento seria o mais importante de ser prognosticado, sendo de fundamental importância para se estabelecer a condição de tempo sobre a região afetada. No geral, todos os modelos subestimaram a intensidade do ciclone extratropical. Os modelos GFS e ETA15 obtiveram um melhor desempenho tanto na localização, quanto na proximidade da intensidade. O modelo GFS desde 120 h de previsão e o modelo ETA15 desde 72 h. Os demais modelos conseguiram captar um melhor sinal entre 48 h e 24 h de antecedência, apresentando um desempenho inferior aos modelos ETA15 e GFS.

11 Figura 6 Modelos ETA15, BRAMS 5 km e 20km, Global CPTEC (T299) e GFS e suas análises e comparação com a previsão para até 120 h antes do dia 23/10/2012 à 00UTC. Elaborado pelos meteorologistas Caroline Vidal e Luiz Kondraski de Souza

Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011

Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011 Análise sinótica associada a ocorrência de chuvas anômalas no Estado de SC durante o inverno de 2011 1. Introdução O inverno de 2011 foi marcado por excessos de chuva na Região Sul do país que, por sua

Leia mais

Bloqueio atmosférico provoca enchentes no Estado de Santa Catarina(SC)

Bloqueio atmosférico provoca enchentes no Estado de Santa Catarina(SC) Bloqueio atmosférico provoca enchentes no Estado de Santa Catarina(SC) Várias cidades da faixa litorânea do Estado de Santa Catarina (SC) foram castigadas por intensas chuvas anômalas ocorridas durante

Leia mais

Enchentes em Santa Catarina - setembro/2013

Enchentes em Santa Catarina - setembro/2013 Enchentes em Santa Catarina - setembro/2013 O início da primavera de 2013 foi marcado por um período de chuvas intensas no estado de Santa Catarina, atingindo 82 municípios e afetando mais de 24 mil pessoas.

Leia mais

Acumulados significativos de chuva provocam deslizamentos e prejuízos em cidades da faixa litorânea entre SP e RJ no dia 24 de abril de 2014.

Acumulados significativos de chuva provocam deslizamentos e prejuízos em cidades da faixa litorânea entre SP e RJ no dia 24 de abril de 2014. Acumulados significativos de chuva provocam deslizamentos e prejuízos em cidades da faixa litorânea entre SP e RJ no dia 24 de abril de 2014. Ao longo de toda a quinta-quinta (24/04) a intensa convergência

Leia mais

1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram. na América do Sul a norte do paralelo 40S no mês de julho de 2013

1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram. na América do Sul a norte do paralelo 40S no mês de julho de 2013 1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram na América do Sul a norte do paralelo 40S no mês de julho de 2013 O mês de julho foi caracterizado pela presença de sete sistemas frontais,

Leia mais

Análise de um evento de chuva intensa no litoral entre o PR e nordeste de SC

Análise de um evento de chuva intensa no litoral entre o PR e nordeste de SC Análise de um evento de chuva intensa no litoral entre o PR e nordeste de SC Entre o dia 11 de março de 2011 e a manhã do dia 13 de março de 2011 ocorreram chuvas bastante intensas em parte dos Estados

Leia mais

Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação

Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação Massas de ar do Brasil Centros de ação Sistemas meteorológicos atuantes na América do Sul Breve explicação Glauber Lopes Mariano Departamento de Meteorologia Universidade Federal de Pelotas E-mail: glauber.mariano@ufpel.edu.br

Leia mais

Atmosfera e o Clima. Clique Professor. Ensino Médio

Atmosfera e o Clima. Clique Professor. Ensino Médio Atmosfera e o Clima A primeira camada da atmosfera a partir do solo é a troposfera varia entre 10 e 20 km. É nessa camada que ocorrem os fenômenos climáticos. Aquecimento da atmosfera O albedo terrestre

Leia mais

ANÁLISE DE UMA LINHA DE INSTABILIDADE QUE ATUOU ENTRE SP E RJ EM 30 OUTUBRO DE 2010

ANÁLISE DE UMA LINHA DE INSTABILIDADE QUE ATUOU ENTRE SP E RJ EM 30 OUTUBRO DE 2010 ANÁLISE DE UMA LINHA DE INSTABILIDADE QUE ATUOU ENTRE SP E RJ EM 30 OUTUBRO DE 2010 No sábado do dia 30 de outubro de 2010 uma linha de instabilidade provocou temporais em áreas entre o Vale do Paraíba

Leia mais

NOÇÕES BÁSICAS DE METEOROLOGIA

NOÇÕES BÁSICAS DE METEOROLOGIA NOÇÕES BÁSICAS DE METEOROLOGIA O objetivo principal deste documento é fornecer conhecimentos básicos de meteorologia prática para a interpretação dos principais sistemas meteorológicos que atingem boa

Leia mais

NOTA TÉCNICA: CHUVAS SIGNIFICATIVAS EM JUNHO DE 2014 NA REGIÃO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL

NOTA TÉCNICA: CHUVAS SIGNIFICATIVAS EM JUNHO DE 2014 NA REGIÃO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL NOTA TÉCNICA: CHUVAS SIGNIFICATIVAS EM JUNHO DE 2014 NA REGIÃO SUDESTE DA AMÉRICA DO SUL No mês de junho de 2014 foram registradas precipitações significativas no sul do Brasil, centro e leste do Paraguai

Leia mais

Novembro de 2012 Sumário

Novembro de 2012 Sumário 29 Novembro de 2012 Sumário BOLETIM DIÁRIO DO TEMPO... 2 Boletim do Tempo para 29 de Novembro... 2 Previsão do Tempo para o dia 30 de Novembro de 2012 (24 horas)... 3 Tendência para o dia 01 de Dezembro

Leia mais

ESTUDO SINOTICO DE UM EVENTO EXTREMO EM 2012 NA CIDADE DE RIO GRANDE RS

ESTUDO SINOTICO DE UM EVENTO EXTREMO EM 2012 NA CIDADE DE RIO GRANDE RS ESTUDO SINOTICO DE UM EVENTO EXTREMO EM 2012 NA CIDADE DE RIO GRANDE RS Dejanira Ferreira Braz¹ 1Universidade Federal de Pelotas UFPel/Faculdade de Meteorologia Caixa Postal 354-96.001-970 - Pelotas-RS,

Leia mais

Análise sinótica associada à ocorrência de temporais no Sul do Brasil entre os dias 07 e 09 de agosto de 2011

Análise sinótica associada à ocorrência de temporais no Sul do Brasil entre os dias 07 e 09 de agosto de 2011 Análise sinótica associada à ocorrência de temporais no Sul do Brasil entre os dias 07 e 09 de agosto de 2011 No final do dia 07 começou o desenvolvimento de áreas de instabilidade entre RS e centro-sul

Leia mais

Massas de Ar e Frentes

Massas de Ar e Frentes Massas de Ar e Frentes Propriedades das Massas de Ar Massas de Ar adquirem as propriedades da superfície subjacente As massas de ar são classificadas de acordo com seu local de origem Características

Leia mais

ANÁLISE DE UM CASO DE CHUVA INTENSA NO SERTÃO ALAGOANO NO DIA 19 DE JANEIRO DE 2013

ANÁLISE DE UM CASO DE CHUVA INTENSA NO SERTÃO ALAGOANO NO DIA 19 DE JANEIRO DE 2013 ANÁLISE DE UM CASO DE CHUVA INTENSA NO SERTÃO ALAGOANO NO DIA 19 DE JANEIRO DE 2013 Ricardo Antonio Mollmann Junior 1, Natalia Parisotto Sinhori 1, Yasmin Uchôa da Silva 1, Heliofábio Barros Gomes¹, Rosiberto

Leia mais

INFORMATIVO CLIMÁTICO

INFORMATIVO CLIMÁTICO GOVERNO DO MARANHÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO NÚCLEO GEOAMBIENTAL LABORATÓRIO DE METEOROLOGIA INFORMATIVO CLIMÁTICO MARANHÃO O estabelecimento do fenômeno El Niño - Oscilação Sul (ENOS) e os poucos

Leia mais

VISUALIZAÇÃO TRIDIMENSIONAL DE SISTEMAS FRONTAIS: ANÁLISE DO DIA 24 DE AGOSTO DE 2005.

VISUALIZAÇÃO TRIDIMENSIONAL DE SISTEMAS FRONTAIS: ANÁLISE DO DIA 24 DE AGOSTO DE 2005. VISUALIZAÇÃO TRIDIMENSIONAL DE SISTEMAS FRONTAIS: ANÁLISE DO DIA 24 DE AGOSTO DE 2005. Aline Fernanda Czarnobai 1 Daniel Augusto de Abreu Combat 2 Jorge Bortolotto 3 Rafaelle Fraga de Santis 4 Carlos Eduardo

Leia mais

Análise de um cavado móvel no sul da América do Sul através da ACE (Aceleração Centrípeta Euleriana)

Análise de um cavado móvel no sul da América do Sul através da ACE (Aceleração Centrípeta Euleriana) Análise de um cavado móvel no sul da América do Sul através da ACE (Aceleração Centrípeta Euleriana) Alice dos Santos Macedo; Bianca Buss Maske; Roseli Gueths Gomes Faculdade de Meteorologia/ Universidade

Leia mais

Novembro de 2012 Sumário

Novembro de 2012 Sumário 30 Novembro de 2012 Sumário BOLETIM DIÁRIO DO TEMPO... 2 Boletim do Tempo para 30 de Novembro... 2 Previsão do Tempo para o dia 01 de Dezembro de 2012 (24 horas)... 3 Tendência para o dia 02 de Dezembro

Leia mais

XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002

XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002 ESTUDO DE CASO - TEMPESTADE NA AMAZÕNIA BRASILEIRA Mamedes L. Melo 1, André L. de Moura, Flávia Lacerda, Ligia R. Bernardet, Reinaldo B. da Silveira Instituto Nacional de Meteorologia INMET RESUMO No dia

Leia mais

TEMPESTADE NA SERRA GAÚCHA NO DIA 29/10/2012

TEMPESTADE NA SERRA GAÚCHA NO DIA 29/10/2012 TEMPESTADE NA SERRA GAÚCHA NO DIA 29/10/2012 A região da Serra Gaúcha teve forte tempestade na noite do dia 29/10, com ventos intensos, queda de granizo e chuva forte. A região do município de Farroupilha-RS

Leia mais

Novembro de 2012 Sumário

Novembro de 2012 Sumário 25 Novembro de 2012 Sumário BOLETIM DIÁRIO DO TEMPO... 2 Boletim do Tempo para 25 de Novembro... 2 Previsão do Tempo para o dia 26 de Novembro de 2012 (24 horas)... 3 Tendência para o dia 27 de Novembro

Leia mais

Estudo de Caso : Configuração da Atmosfera na Ocorrência de Baixo Índice da Umidade Relativa do Ar no Centro-Oeste do Brasil

Estudo de Caso : Configuração da Atmosfera na Ocorrência de Baixo Índice da Umidade Relativa do Ar no Centro-Oeste do Brasil Estudo de Caso : Configuração da Atmosfera na Ocorrência de Baixo Índice da Umidade Relativa do Ar no Centro-Oeste do Brasil 1 Elizabete Alves Ferreira, Mamedes Luiz Melo 1, Josefa Morgana Viturino de

Leia mais

O episódio de tempo severo de 7 de setembro de 2009 nos contextos sinótico e climatológico.

O episódio de tempo severo de 7 de setembro de 2009 nos contextos sinótico e climatológico. O episódio de tempo severo de 7 de setembro de 2009 nos contextos sinótico e climatológico. Ernani L. Nascimento 1, Vagner Anabor 1, Marilei Foss 1, Everson Dal Piva 1. 1 Grupo de Modelagem Atmosférica,

Leia mais

Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica

Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica Exercícios Tipos de Chuvas e Circulação Atmosférica 1. De acordo com as condições atmosféricas, a precipitação pode ocorrer de várias formas: chuva, neve e granizo. Nas regiões de clima tropical ocorrem

Leia mais

Avisos meteorológicos: Uma visão operacional do grupo de previsão do tempo do CPTEC/INPE

Avisos meteorológicos: Uma visão operacional do grupo de previsão do tempo do CPTEC/INPE Avisos meteorológicos: Uma visão operacional do grupo de previsão do tempo do CPTEC/INPE Andrade, K. M. (1), Lima, M. V. (2), Escobar, G. C. J. (3). RESUMO: Este trabalho tem como objetivo mostrar o procedimento

Leia mais

Análise do Movimento vertical na América do Sul utilizando divergência do Vetor Q

Análise do Movimento vertical na América do Sul utilizando divergência do Vetor Q Análise do Movimento vertical na América do Sul utilizando divergência do Vetor Q Cristina Schultz, Thalyta Soares dos Santos, Rômulo Augusto Jucá Oliveira, Bruna Barbosa Silveira Instituto Nacional de

Leia mais

ESTUDO DE CASO DE POSSÍVEL TORNADO NA SERRA GAÚCHA EM 21 DE JULHO DE 2010

ESTUDO DE CASO DE POSSÍVEL TORNADO NA SERRA GAÚCHA EM 21 DE JULHO DE 2010 ESTUDO DE CASO DE POSSÍVEL TORNADO NA SERRA GAÚCHA EM 21 DE JULHO DE 2010 Na noite da quarta-feira, 21/07/2010, segundo a Defesa Civil do município de Canela, 488 casas foram danificadas, caíram e postes

Leia mais

PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL JULHO/AGOSTO/SETEMBRO - 2015 Cooperativa de Energia Elétrica e Desenvolvimento Rural JUNHO/2015 Previsão trimestral Os modelos de previsão climática indicam que o inverno

Leia mais

ESTUDO SOBRE FRENTES QUENTES QUE OCORREM NO SUL DO BRASIL. mhcar@uol.com.br, natalia@dimin.net. Recebido Março 2010 Aceito Dezembro 2010

ESTUDO SOBRE FRENTES QUENTES QUE OCORREM NO SUL DO BRASIL. mhcar@uol.com.br, natalia@dimin.net. Recebido Março 2010 Aceito Dezembro 2010 Revista Brasileira de Meteorologia, v.26, n.2, 257-272, 2011 ESTUDO SOBRE FRENTES QUENTES QUE OCORREM NO SUL DO BRASIL MARIA HELENA DE CARVALHO 1, NATALIA FEDOROVA 2 1 Departamento de Meteorologia, Universidade

Leia mais

ABSTRACT. Palavras-chave: Aviso Meteorologia Especial, INMET, São Paulo. 1 - INTRODUÇÃO

ABSTRACT. Palavras-chave: Aviso Meteorologia Especial, INMET, São Paulo. 1 - INTRODUÇÃO Avisos Meteorológicos Especiais: Um Estudo de Caso para a Cidade de São Paulo-SP Josefa Morgana Viturino de Almeida¹; Wagner de Aragão Bezerra². 1, 2 Meteorologista, Instituto Nacional de Meteorologia

Leia mais

COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO

COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO A DINÂMICA ATMOSFÉRICA CAPÍTULO 1 GEOGRAFIA 9º ANO Vanessa Andrade A atmosfera é essencial para a vida, porque além de conter o oxigênio que respiramos, ela mantém a Terra quente,

Leia mais

Elementos Climáticos CLIMA

Elementos Climáticos CLIMA CLIMA Elementos Climáticos O entendimento e a caracterização do clima de um lugar dependem do estudo do comportamento do tempo durante pelo menos 30 anos: das variações da temperatura e da umidade, do

Leia mais

Colóquio APMG 201405. Um Inverno particular. Pedro Viterbo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Agradecimentos: Julia Slingo, UK Metoffice

Colóquio APMG 201405. Um Inverno particular. Pedro Viterbo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Agradecimentos: Julia Slingo, UK Metoffice Colóquio APMG 201405 Um Inverno particular Pedro Viterbo Instituto Português do Mar e da Atmosfera Agradecimentos: Julia Slingo, UK Metoffice APMG 201405 Colóquio APMG 201405 Com as devidas desculpas a

Leia mais

Estudo de caso de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis utilizando o software GrADS e imagens de satélite do EUMETSAT

Estudo de caso de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis utilizando o software GrADS e imagens de satélite do EUMETSAT Estudo de caso de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis utilizando o software GrADS e imagens de satélite do EUMETSAT Maurício Granzotto Mello, Maely Soares Silva, Joana Trentin Piceni de Souza, Maria Clara

Leia mais

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO IX GRUPO DE ESTUDO DE OPERACAO DE SISTEMAS ELETRICOS GOP

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO IX GRUPO DE ESTUDO DE OPERACAO DE SISTEMAS ELETRICOS GOP SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GOP 15 14 a 17 Outubro de 2007 Rio de Janeiro - RJ GRUPO IX GRUPO DE ESTUDO DE OPERACAO DE SISTEMAS ELETRICOS GOP ANÁLISE METEOROLOGICA

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

ANÁLISE DA PASSAGEM DE UM SISTEMA FRONTAL NO SUL DE SANTA CATARINA EM AGOSTO DE 2005. Rafael Marques 1

ANÁLISE DA PASSAGEM DE UM SISTEMA FRONTAL NO SUL DE SANTA CATARINA EM AGOSTO DE 2005. Rafael Marques 1 ANÁLISE DA PASSAGEM DE UM SISTEMA FRONTAL NO SUL DE SANTA CATARINA EM AGOSTO DE 2005. Rafael Marques 1 RESUMO: Este artigo descreve a ocorrência da passagem de um sistema frontal em Tubarão, região sul

Leia mais

SÍNTESE SINÓTICA MENSAL OUTUBRO DE 2012

SÍNTESE SINÓTICA MENSAL OUTUBRO DE 2012 SÍNTESE SINÓTICA MENSAL OUTUBRO DE 2012 1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos que atuaram na América do Sul ao norte do paralelo 40 S no mês de outubro de 2012 O destaque para o início

Leia mais

Análise sinótica e avaliação qualitativa do evento severo ocorrido no Estado de Santa Catarina (SC) em novembro de 2008 RESUMO

Análise sinótica e avaliação qualitativa do evento severo ocorrido no Estado de Santa Catarina (SC) em novembro de 2008 RESUMO Análise sinótica e avaliação qualitativa do evento severo ocorrido no Estado de Santa Catarina (SC) em novembro de 2008 Naiane Pinto Araujo 1, Kelen M. Andrade 1, Carlos R. Weide Moura 1, Gustavo C. J.

Leia mais

CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011. FENÔMENO DATA CAUSA REGIÃO IMPACTO AVISO Chuva forte 01 Cavado entre 850 e 500 Vale do Itajaí e

CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011. FENÔMENO DATA CAUSA REGIÃO IMPACTO AVISO Chuva forte 01 Cavado entre 850 e 500 Vale do Itajaí e CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011 FENÔMENO DATA CAUSA REGIÃO IMPACTO AVISO Chuva forte 01 Cavado entre 850 e 500 Vale do Itajaí e hpa, difluência em 250 leste do PR hpa e termodinâmica Chuva

Leia mais

Estudo de caso de um sistema frontal atuante na cidade de Salvador, Bahia

Estudo de caso de um sistema frontal atuante na cidade de Salvador, Bahia Estudo de caso de um sistema frontal atuante na cidade de Salvador, Bahia Fernanda Gonçalves Rocha 1 ; Maria Regina da Silva Aragão 2 1 Bolsista (CNPq), Programa de Pós-graduação em Meteorologia/DCA/UFCG,

Leia mais

Interacção Oceano-Atmosfera. O transporte de calor pelos oceanos. Os oceanos como reguladores do clima.

Interacção Oceano-Atmosfera. O transporte de calor pelos oceanos. Os oceanos como reguladores do clima. Interacção Oceano-Atmosfera. O transporte de calor pelos oceanos. Os oceanos como reguladores do clima. Vimos como o oceano, através da influência que exerce no conteúdo de humidade da atmosfera afecta

Leia mais

Eny da Rosa Barboza Natalia Fedorova Universidade Federal de Pelotas Centro de Pesquisas Meteorológicas natalia@cpmet.ufpel.tche.

Eny da Rosa Barboza Natalia Fedorova Universidade Federal de Pelotas Centro de Pesquisas Meteorológicas natalia@cpmet.ufpel.tche. ASSOCIAÇÕES ENTRE A CORRENTE DE JATO SUBTROPICAL E COMPLEXOS CONVECTIVOS DE MESOESCALA PARTE I: A INFLUÊNCIA DA CORRENTE DE JATO SUBTROPICAL NO DESENVOLVIMENTO DE COMPLEXOS CONVECTIVOS DE MESOESCALA Eny

Leia mais

CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE MARÇO DE 2006:

CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE MARÇO DE 2006: CAS DO MÊS DE MARÇO DE 2006: FENÔMENO DATA CAUSA ÁREA AFETADA IMPACTO TEMPORAL 01 Calor e umidade. Capital paulista A forte chuva que atingiu a cidade durante a tarde deixou 11 (onze) pontos de alagamento

Leia mais

CLIMA I. Fig. 8.1 - Circulação global numa Terra sem rotação (Hadley)

CLIMA I. Fig. 8.1 - Circulação global numa Terra sem rotação (Hadley) CAPÍTULO 8 CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA 1 CLIMA I 8.1 CIRCULAÇÃO GLOBAL IDEALIZADA Nosso conhecimento dos ventos globais provém dos regimes observados de pressão e vento e de estudos teóricos de movimento dos

Leia mais

Resumo. Abstract. 1. Introdução

Resumo. Abstract. 1. Introdução Contribuições da Região Amazônica e do Oceano Atlântico nas chuvas intensas de Janeiro de 2004 sobre a Região Nordeste do Brasil Raimundo Jaildo dos Anjos Instituto Nacional de Meteorologia raimundo.anjos@inmet.gov.br

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO 1.0. O que é o El Nino? É o aquecimento anômalo das águas superficiais na porção leste e central do oceano Pacífico equatorial, ou seja, desde a costa da América do Sul até

Leia mais

TEMA 3: Qual é o papel do desmatamento nas mudanças climáticas?

TEMA 3: Qual é o papel do desmatamento nas mudanças climáticas? INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) Concurso Público - NÍVEL SUPERIOR CARGO: Tecnologista da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico Classe: Tecnologista Junior Padrão I (TJ17) CADERNO DE

Leia mais

CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE ABRIL DE 2007

CASOS SIGNIFICATIVOS DO MÊS DE ABRIL DE 2007 FENÔMENO DATA CAUSA ÁREA AFETADA IMPACTO Chuva forte 01 e 02 Calor, umidade e ventos em altitude. Chuva Forte 02 e 03 ZCIT, calor, unidade, ventos em altitude, áreas de baixa pressão. 02 e 03 ZCIT, calor,

Leia mais

Variabilidade na velocidade do vento na região próxima a Alta da Bolívia e sua relação com a precipitação no Sul do Brasil

Variabilidade na velocidade do vento na região próxima a Alta da Bolívia e sua relação com a precipitação no Sul do Brasil Variabilidade na velocidade do vento na região próxima a Alta da Bolívia e sua relação com a precipitação no Sul do Brasil Luiz Carlos Salgueiro Donato Bacelar¹; Júlio Renato Marques ² ¹Aluno graduando,

Leia mais

TEMA 6 CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA

TEMA 6 CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA TEMA 6 CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA Como já foi visto no estudo dos movimentos atmosféricos, a distribuição dos ventos na superfície deve ser aproximadamente as das Figuras da página seguinte. Os ventos

Leia mais

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003).

PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003). 1 PROGNÓSTICO TRIMESTRAL (Setembro Outubro e Novembro de- 2003). O prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento,

Leia mais

AMBIENTE SINÓTICO DE UM CCM OCORRIDO ENTRE OS DIAS 10 E 11 DE JANEIRO DE 2006 NO RS

AMBIENTE SINÓTICO DE UM CCM OCORRIDO ENTRE OS DIAS 10 E 11 DE JANEIRO DE 2006 NO RS AMBIENTE SINÓTICO DE UM CCM OCORRIDO ENTRE OS DIAS 10 E 11 DE JANEIRO DE 2006 NO RS Vanderlei R. de Vargas Jr. 1, Cláudia R. J.de Campos 1, Gustavo Rasera 1, Cristiano W. Eichholz 1 1 Universidade Federal

Leia mais

PADRÕES SINÓTICOS ASSOCIADOS A SITUAÇÕES DE DESLIZAMENTOS DE ENCOSTAS NA SERRA DO MAR. Marcelo Enrique Seluchi 1

PADRÕES SINÓTICOS ASSOCIADOS A SITUAÇÕES DE DESLIZAMENTOS DE ENCOSTAS NA SERRA DO MAR. Marcelo Enrique Seluchi 1 PADRÕES SINÓTICOS ASSOCIADOS A SITUAÇÕES DE DESLIZAMENTOS DE ENCOSTAS NA SERRA DO MAR Marcelo Enrique Seluchi 1 RESUMO A região da Serra do Mar é freqüentemente atingida por chuvas intensas que costumam

Leia mais

ANÁLISE SINÓTICA DE UM CASO DE OCORRÊNCIA DE TEMPO SEVERO NA CAPITAL PAULISTA E NO VALE DO PARAÍBA

ANÁLISE SINÓTICA DE UM CASO DE OCORRÊNCIA DE TEMPO SEVERO NA CAPITAL PAULISTA E NO VALE DO PARAÍBA ANÁLISE SINÓTICA DE UM CASO DE OCORRÊNCIA DE TEMPO SEVERO NA CAPITAL PAULISTA E NO VALE DO PARAÍBA Introdução Elaborado por Silvia Manami Yaguchi e Gustavo Escobar No final da tarde do dia 4 de Maio de

Leia mais

Análise da chuva intensa que atingiu a Grande São Paulo no dia 08 de setembro de 2009

Análise da chuva intensa que atingiu a Grande São Paulo no dia 08 de setembro de 2009 Análise da chuva intensa que atingiu a Grande São Paulo no dia 08 de setembro de 2009 A chuva que ocorreu em São Paulo no último dia 08 de setembro de 2009 provocou um longo congestionamento e problemas

Leia mais

Características Climáticas da Primavera

Características Climáticas da Primavera Previsão Climática para a Primavera/2013 Data da Previsão: 16/09/2013 Duração da Primavera: 22/09/2013(17h44min) a 21/12/2013 (14h11min*) *Não acompanha o horário de verão Características Climáticas da

Leia mais

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA Instituto Nacional de Meteorologia INMET Coordenação Geral de Agrometeorologia

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA Instituto Nacional de Meteorologia INMET Coordenação Geral de Agrometeorologia 1 PROGNÓSTICO DE ESTAÇÃO PARA A PRIMAVERA DE 2003 TRIMESTRE Outubro-Novembro-Dezembro. A primavera começa neste ano às 07:47h do dia 23 de setembro e vai até 05:04h (horário de Verão) de Brasília, do dia

Leia mais

Abril de 2011 Sumário

Abril de 2011 Sumário 17 Abril de 2011 Sumário BOLETIM DIÁRIO DO TEMPO... 2 Boletim do Tempo para 17 de abril (CHUVA)... 2 Previsão do Tempo para 18/19 de abril (24hr)... 5 Boletim Técnico CPTEC... 6 Nível 250 hpa... 6 Nível

Leia mais

INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4

INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4 INMET: CURSO DE METEOROLOGIA SINÓTICA E VARIABILIDADE CLIMÁTICA CAPÍTULO 4 Ciclo Sazonal Global: Temperatura da Superfície do Mar, Pressão ao Nível do Mar, Precipitação, Monções, e Zonas de Convergência

Leia mais

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA ENERGIA CINÉTICA ASSOCIADA A ATUAÇÃO DE UM VÓRTICE CICLÔNICO SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA ENERGIA CINÉTICA ASSOCIADA A ATUAÇÃO DE UM VÓRTICE CICLÔNICO SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA ENERGIA CINÉTICA ASSOCIADA A ATUAÇÃO DE UM VÓRTICE CICLÔNICO SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL Raimundo Jaildo dos Anjos Instituto Nacional de Meteorologia INMET raimundo@inmet.gov.br

Leia mais

Boletim Climatológico Mensal Fevereiro de 2010

Boletim Climatológico Mensal Fevereiro de 2010 Boletim Climatológico Mensal Fevereiro de 2010 CONTEÚDOS Observatório José Agostinho 01 Resumo Mensal 02 Resumo das Condições Meteorológicas 03 Caracterização Climática Mensal 03 Precipitação total 04

Leia mais

Uso de sensoriamento remoto para análise de uma linha de instabilidade: Estudo de caso ocorrido no Rio Grande do Sul

Uso de sensoriamento remoto para análise de uma linha de instabilidade: Estudo de caso ocorrido no Rio Grande do Sul Anais XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Curitiba, PR, Brasil, 30 de abril a 05 de maio de 2011, INPE p.2150 Uso de sensoriamento remoto para análise de uma linha de instabilidade:

Leia mais

01 Introdução 02 O que é um tornado? 03 Quanto custa um tornado? Tipo de destruição 04 Tornado é coisa de norte americano? 05 O que é um downburst?

01 Introdução 02 O que é um tornado? 03 Quanto custa um tornado? Tipo de destruição 04 Tornado é coisa de norte americano? 05 O que é um downburst? 01 Introdução 02 O que é um tornado? 03 Quanto custa um tornado? Tipo de destruição 04 Tornado é coisa de norte americano? 05 O que é um downburst? Mecanismos de disparo em áreas subtropicais Mecanismo

Leia mais

CONDICIONANTES METEOROLÓGICAS E GEOGRÁFICAS PARA A OCORRÊNCIA DE NEVE NO SUL DO BRASIL

CONDICIONANTES METEOROLÓGICAS E GEOGRÁFICAS PARA A OCORRÊNCIA DE NEVE NO SUL DO BRASIL ABSTRACT CONDICIONANTES METEOROLÓGICAS E GEOGRÁFICAS PARA A OCORRÊNCIA DE NEVE NO SUL DO BRASIL Rodolfo de Oliveira Souza, doutorando do Departamento de Geografia da USP Fone: (021) 281.6975 The south

Leia mais

CLIMAS DO BRASIL MASSAS DE AR

CLIMAS DO BRASIL MASSAS DE AR CLIMAS DO BRASIL São determinados pelo movimento das massas de ar que atuam no nosso território. É do encontro dessas massas de ar que vai se formando toda a climatologia brasileira. Por possuir 92% do

Leia mais

Catástrofe climática ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro em 12/01/2011

Catástrofe climática ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro em 12/01/2011 Catástrofe climática ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro em 12/01/2011 Uma chuva intensa afetou a Região Serrana do Rio de Janeiro (RSRJ) entre a noite do dia 11/01 e madrugada de 12/01/2011,

Leia mais

ANÁLISE DE PICOS SECUNDÁRIOS NA CONCENTRAÇÃO DE OZÔNIO EM SUPERFÍCIE SOBRE A REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

ANÁLISE DE PICOS SECUNDÁRIOS NA CONCENTRAÇÃO DE OZÔNIO EM SUPERFÍCIE SOBRE A REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO ANÁLISE DE PICOS SECUNDÁRIOS NA CONCENTRAÇÃO DE OZÔNIO EM SUPERFÍCIE SOBRE A REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO 1 Helena Turon Balbino, 2 Edmilson Dias de Freitas RESUMO: Neste trabalho são analisados máximos

Leia mais

Sistemas Meteorológicos Atuantes na América do Sul

Sistemas Meteorológicos Atuantes na América do Sul ACA 0223 Climatologia I (Climatologia Física 2012) Sistemas Meteorológicos Atuantes na América do Sul Esta apostila aborda sumariamente os principais sistemas meteorológicos de escala sinótica e alguns

Leia mais

vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade

vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade Fatores Climáticos: vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade correntes marítimas disposição do relevo. CORRENTES MARÍTIMAS Radiação Solar TIPOS DE CHUVAS 1- Massa de Ar Equatorial Amazônica:

Leia mais

Adversidades Climáticas Geradoras de Eventos de Inundação. Camila Cossetin Ferreira camila.ferreira@crs.inpe.br

Adversidades Climáticas Geradoras de Eventos de Inundação. Camila Cossetin Ferreira camila.ferreira@crs.inpe.br Adversidades Climáticas Geradoras de Eventos de Inundação Camila Cossetin Ferreira camila.ferreira@crs.inpe.br Introdução Circulação Geral da Atmosfera Massas de Ar que Afetam a América do Sul Sistemas

Leia mais

Colégio Santa Dorotéia

Colégio Santa Dorotéia Colégio Santa Dorotéia Área de Ciências Humanas Disciplina: Geografia Série: 6ª Ensino Fundamental Professor: Rogério Duarte Geografia Atividades para Estudos Autônomos Data: 28 / 09 / 2015 Aluno(a): Nº:

Leia mais

O MEIO AMBIENTE CLIMA E FORMAÇÕES VEGETAIS

O MEIO AMBIENTE CLIMA E FORMAÇÕES VEGETAIS 2011/2012 Geografia 7º Ano de escolaridade O MEIO AMBIENTE CLIMA E FORMAÇÕES VEGETAIS Estado do tempo e clima Elementos e fatores do clima A ATMOSFERA: Invólucro gasoso (camada de ar) que envolve a Terra;

Leia mais

UM ESTUDO DE CASO DE INVASÃO DE AR POLAR EM LATITUDES MÉDIAS ASSOCIADO A UMA CICLOGENESIS INTENSA NO RIO DA PRATA

UM ESTUDO DE CASO DE INVASÃO DE AR POLAR EM LATITUDES MÉDIAS ASSOCIADO A UMA CICLOGENESIS INTENSA NO RIO DA PRATA UM ESTUDO DE CASO DE INVASÃO DE AR POLAR EM LATITUDES MÉDIAS ASSOCIADO A UMA CICLOGENESIS INTENSA NO RIO DA PRATA Giovanni Dolif Neto e-mail: giovanni@model.iag.usp.br Tércio Ambrizzi e-mail: ambrizzi@model.iag.usp.br

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS Título do Podcast Área Segmento Duração Massas de Ar no Brasil Ciências Humanas Ensino Fundamental; Ensino Médio 5min33seg Habilidades: H.7 (Ensino Fundamental)

Leia mais

vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade

vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade Fatores Climáticos: vegetação massas líquidas latitude altitude maritimidade correntes marítimas disposição do relevo. CORRENTES MARÍTIMAS Radiação Solar TIPOS DE CHUVAS 1- Massa de Ar Equatorial Amazônica:

Leia mais

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Diversidade global de climas Motivação! O Clima Fenômeno da atmosfera em si: chuvas, descargas elétricas,

Leia mais

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE SAÚDE E SERVIÇOS

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE SAÚDE E SERVIÇOS INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE SAÚDE E SERVIÇOS CURSO TÉCNICO DE METEOROLOGIA André Will Rossoni EL NIÑO E LA NIÑA OSCILAÇÃO

Leia mais

Análise das condições atmosféricas durante evento extremo em Porto Alegre - RS

Análise das condições atmosféricas durante evento extremo em Porto Alegre - RS Análise das condições atmosféricas durante evento extremo em Porto Alegre - RS Madson T. Silva 1, Vicente de P.R da Silva 2, Julliana L. M. Freire 3, Enilson P. Cavalcanti 4 1 Doutorando em Meteorologia,

Leia mais

Detecção Precisa de Relâmpagos, Perto e Longe

Detecção Precisa de Relâmpagos, Perto e Longe Detecção Precisa de Relâmpagos, Perto e Longe / A Rede de Detecção de Relâmpagos Total GLD360 da Vaisala detecta atividades meteorológicas no mundo inteiro A rede em que você pode confiar! A Rede de Detecção

Leia mais

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima - Conceitos e definições (iniciais) importantes: - Atmosfera: camada gasosa que envolve a Terra (78% Nitrogênio, 21% Oxigênio e 1% outros). A camada gasosa

Leia mais

CASOS SIGNIFICATIVOS DE NOVEMBRO DE 2007. FENÔMENO DATA CAUSA REGIÃO IMPACTO AVISO Vendaval e acumulado significativo de chuva

CASOS SIGNIFICATIVOS DE NOVEMBRO DE 2007. FENÔMENO DATA CAUSA REGIÃO IMPACTO AVISO Vendaval e acumulado significativo de chuva FENÔMENO DATA CAUSA REGIÃO IMPACTO AVISO Vendaval e acumulado significativo de chuva 01 Difluência dos ventos em altitude. Massa de ar úmida e instável. Aproximação de uma frente fria no RS CASOS SIGNIFICATIVOS

Leia mais

MODELOS ESTATÍSTICOS DE QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ASSOCIADA AS PASSAGENS FRONTAIS NO RIO GRANDE DO SUL. por

MODELOS ESTATÍSTICOS DE QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ASSOCIADA AS PASSAGENS FRONTAIS NO RIO GRANDE DO SUL. por 503 MODELOS ESTATÍSTICOS DE QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ASSOCIADA AS PASSAGENS FRONTAIS NO RIO GRANDE DO SUL por Emma Giada Matschinski e Prakki Satyamurty CPTEC - Instituto de Pesquisas Espaciais -

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ESCOLA NÁUTICA FABIO REIS METEOROLOGIA

FUNDAMENTOS DE ESCOLA NÁUTICA FABIO REIS METEOROLOGIA FUNDAMENTOS DE ESCOLA NÁUTICA FABIO REIS METEOROLOGIA Prof. Fabio Reis 2004 FUNDAMENTOS BÁSICOS DA METEOROLOGIA ATMOSFERA E AQUECIMENTO DA TERRA pg.- 02 VAPOR DE ÁGUA - NUVENS pg.- 20 PRESSÃO CARTA SINÓTICA

Leia mais

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses Dados divulgados nesta semana das anomalias de temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico indicaram que fenômeno El Niño está na presente,

Leia mais

Data: / / Analise as proposições sobre as massas de ar que atuam no Brasil, representadas no mapa pelos números arábicos.

Data: / / Analise as proposições sobre as massas de ar que atuam no Brasil, representadas no mapa pelos números arábicos. -* Nome: nº Ano: 1º Recuperação de Geografia / 2º Bimestre Professor: Arnaldo de Melo Data: / / 1-(UDESC) Observe o mapa abaixo.. Analise as proposições sobre as massas de ar que atuam no Brasil, representadas

Leia mais

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA Profª Margarida Barros Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA RAMO DA GEOGRAFIA QUE ESTUDA O CLIMA Sucessão habitual de TEMPOS Ação momentânea da troposfera em um determinado lugar e período. ELEMENTOS

Leia mais

Exercícios - Fatores Exógenos

Exercícios - Fatores Exógenos Exercícios - Fatores Exógenos 1. A figura abaixo retrata a barreira que o relevo representa para os ventos e as massas de ar. Com base nesta figura são feitas as seguintes afirmativas: ( F ) As letras

Leia mais

DMet CTO / MN Centro Técnico Operacional de Manaus Divisão de Meteorologia

DMet CTO / MN Centro Técnico Operacional de Manaus Divisão de Meteorologia El Niño O fenômeno El Niño, identificado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico equatorial central e/ou oriental, produz mudanças na circulação global com reconhecidos reflexos no regime pluviométrico

Leia mais

10 DEPRESSÕES FRONTAIS

10 DEPRESSÕES FRONTAIS 10 DEPRESSÕES FRONTAIS A maior parte das condições de tempo características das latitudes médias é determinada pela incidência variável de sistemas atmosféricos inseridos na circulação de oeste predominante

Leia mais

UMA ANÁLISE CLIMATOLÓGICA DE RE-INCURSÕES DE MASSAS DE AR ÚMIDO NA REGIÃO DA BACIA DO PRATA DURANTE A ESTAÇÃO FRIA.

UMA ANÁLISE CLIMATOLÓGICA DE RE-INCURSÕES DE MASSAS DE AR ÚMIDO NA REGIÃO DA BACIA DO PRATA DURANTE A ESTAÇÃO FRIA. UMA ANÁLISE CLIMATOLÓGICA DE RE-INCURSÕES DE MASSAS DE AR ÚMIDO NA REGIÃO DA BACIA DO PRATA DURANTE A ESTAÇÃO FRIA. Felipe Daniel C. Espindola, 12 Ernani de Lima Nascimento 1, Lincon T. Carabagialle 1

Leia mais

PADRÃO SINÓTICO ATUANTE DURANTE O EVENTO DE PICO NA ESPESSURA ÓPTICA DE AEROSSÓIS SOBRE O OBSERVATÓRIO ESPACIAL DO SUL NO DIA 06 DE SETEMBRO DE 2007.

PADRÃO SINÓTICO ATUANTE DURANTE O EVENTO DE PICO NA ESPESSURA ÓPTICA DE AEROSSÓIS SOBRE O OBSERVATÓRIO ESPACIAL DO SUL NO DIA 06 DE SETEMBRO DE 2007. PADRÃO SINÓTICO ATUANTE DURANTE O EVENTO DE PICO NA ESPESSURA ÓPTICA DE AEROSSÓIS SOBRE O OBSERVATÓRIO ESPACIAL DO SUL NO DIA 06 DE SETEMBRO DE 2007. LUCAS V. PERES 1, ELENICE KALL 2, DAMARIS K. PINHEIRO

Leia mais

ATUAÇÃO DO VÓRTICE CICLÔNICO DE ALTOS NÍVEIS SOBRE O NORDESTE DO BRASIL NO MÊS DE JANEIRO NOS ANOS DE 2004 E 2006.

ATUAÇÃO DO VÓRTICE CICLÔNICO DE ALTOS NÍVEIS SOBRE O NORDESTE DO BRASIL NO MÊS DE JANEIRO NOS ANOS DE 2004 E 2006. ATUAÇÃO DO VÓRTICE CICLÔNICO DE ALTOS NÍVEIS SOBRE O NORDESTE DO BRASIL NO MÊS DE JANEIRO NOS ANOS DE 2004 E 2006. Maria Marle Bandeira 1 & Ewerton Cleudson de Sousa Melo 2 RESUMO Foram utilizados dados

Leia mais

Caracterização climática do estado de Santa Catarina: uma abordagem dos principais sistemas atmosféricos que atuam durante o ano.

Caracterização climática do estado de Santa Catarina: uma abordagem dos principais sistemas atmosféricos que atuam durante o ano. Caracterização climática do estado de Santa Catarina: uma abordagem dos principais sistemas atmosféricos que atuam durante o ano. Maurici Amantino Monteiro * Resumo O presente trabalho descreve o clima

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

O TORNADO NA CIDADE DE MUITOS CAPÕES, RIO GRANDE DO SUL. Palavras-chave: tornado, radar meteorológico, tempestades severas.

O TORNADO NA CIDADE DE MUITOS CAPÕES, RIO GRANDE DO SUL. Palavras-chave: tornado, radar meteorológico, tempestades severas. O TORNADO NA CIDADE DE MUITOS CAPÕES, RIO GRANDE DO SUL Lizandro Oliveira Jacóbsen (1), Fernando Mendonça Mendes (2) RESUMO: As tempestades severas que causaram muitos estragos e danos no norte e nordeste

Leia mais

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002).

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO. (Fevereiro, Março e Abril de 2002). 1 PROGNÓSTICO CLIMÁTICO (Fevereiro, Março e Abril de 2002). O Instituto Nacional de Meteorologia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com base nas informações de análise e prognósticos

Leia mais