Informativo n 40 Preenchimento Nota de Empenho e SICOM Despesa decorrente de licitação, dispensa e inexigibilidade

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1 Informativo n 40 Preenchimento Nota de Empenho e SICOM Despesa decorrente de licitação, dispensa e inexigibilidade É sabido que empenho é o comprometimento de verba orçamentária para fazer face a uma despesa e, para cada empenho, será extraído um documento denominado nota de empenho que indicará o nome do credor, a especificação do bem ou serviço, os prazos, a importância da despesa etc, bem assim dedução do seu valor da dotação própria (arts. 58 e 61 da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964). Nesse compasso, destaca-se que, no preenchimento da nota de empenho, a especificação/descrição do bem ou serviço deve ser pormenorizada, de modo a deixar claro o objeto, o preço unitário e o valor do empenho, bem assim a vinculação a procedimentos licitatórios (licitação, dispensa e inexigibilidade) e contratos. Acerca da vinculação a procedimentos licitatórios há na nota de empenho um campo próprio para indicar a modalidade licitatória. Embora nos termos legais as modalidades de licitação são apenas as definidas no art. 22 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, isto é, concorrência, tomada de preços, convite, concurso, leilão e no art. 1º da Lei nº , de 17 de julho de 2002, o pregão, podendo ser presencial ou eletrônica, é usual verificarmos a referência da contratação direta realizada sem licitação, em situações de dispensa ou inexigibilidade, como modalidade licitatória. No modelo padronizado da nota de empenho há campo próprio modalidade para o preenchimento apropriado acerca da despesa empenhada, devendo ser relacionado adequadamente o modo/procedimento prévio que originou a despesa sem olvidar que posteriormente deve ser preenchido também o quadro de detalhamento dos empenhos do mês no Sistema Informatizado de Contas dos Municípios - SICOM. Desta feita, chamamos atenção para a indicação da despesa relativa à realização do procedimento especial de licitação - Registro de Preços - ou Adesão à Ata de Registro de Preço, pois implicam em tópicos distintos no campo modalidade, cujo preenchimento incorreto acarreta problemas e/ou inconsistências no envio do SICOM. Assim, se o órgão público realiza o procedimento especial de Registro de Preços deve ser indicada no empenho a licitação e depois a modalidade propriamente dita - concorrência ou pregão presencial ou eletrônico. Quando o órgão público aderiu à ata de Registro de Preço de outro órgão público, isto significa que a licitação não foi feita por ele e sim por outro órgão o que permitiu a adesão - a justificar que a indicação no empenho seja Adesão à Ata de

2 Registro de Preço e depois a referência à modalidade licitatória - concorrência ou pregão presencial ou eletrônico. Assim, trazemos o quadro detalhado abaixo para melhor compreensão da correlação da despesa e modalidade efetivada, em garantia ao devido preenchimento da nota de empenho e dos quadros do SICOM: Despesa Decorrente de Licitação Modalidade da Licitação 1 Não ou Dispensa por valor 1 - Dispensa por Valor (art.24, I e II da Lei 8.666/93) 2 Licitação 1 Convite; 2 Tomada de Preços; 3 Concorrência; 4 Concurso; 5 Pregão Presencial; 6 Pregão Eletrônico e 7 Leilão 3 Dispensa ou Inexigibilidade 1 Dispensa; 2 Inexigibilidade; 3 Inexigibilidade por credenciamento/chamada pública e 4 Dispensa por chamada pública 4 Adesão à Ata de Registro de Preço 1 Concorrência e 2 Pregão 5 Licitação realizada por outro Órgão ou Entidade 1 Licitação realizada por outro Órgão ou Entidade 6 Dispensa ou Inexigibilidade 1 Dispensa ou Inexigibilidade realizada realizada por outro Órgão ou por outro Órgão ou Entidade Entidade 7 Licitação Regime Diferenciado de Contratações Públicas RDC, conforme Lei n / Licitação Regime Diferenciado de Contratações Públicas RDC, conforme Lei n /2011 Súmulas das Decisões Recentes do Tribunal de Contas de Minas Gerais SÚMULA 118 (PUBLICADA NO D.O.C DE 19/06/13-PÁG.02) O subsídio dos vereadores deve ser fixado e regulamentado por resolução, sendo admitida a utilização de lei quando, expressamente, a Lei Orgânica do Município assim estabelecer, devendo, em qualquer caso, ser observados o princípio da anterioridade e os limites de despesa com pessoal dispostos na Constituição da República e na legislação infraconstitucional.

3 SÚMULA 119 (PUBLICADA NO D.O.C DE 19/06/13-PÁG.02) O subsídio dos agentes políticos do Poder Executivo municipal (prefeitos, viceprefeitos e secretários municipais) deve ser fixado e regulamentado por lei de iniciativa do Poder Legislativo, observados os limites de despesa com pessoal dispostos na Constituição da República e na legislação infraconstitucional, dispensada a observância do princípio da anterioridade. SÚMULA 120 (PUBLICADA NO D.O.C DE 19/06/13-PÁG.02) É legítimo o pagamento do 13º salário aos agentes políticos municipais, com base no valor do subsídio integral. Vale lembrar: Deve ser utilizado o código estruturado Obrigações Tributárias e Contributivas, para classificação e registro da cota patronal devida ao INSS, de responsabilidade da Administração Pública, incidente sobre o valor bruto do contrato de prestação de serviços por terceiros - pessoa física, sem vínculo empregatício, e desde que essa contratação se enquadre como terceirização lícita (Consulta TCEMG n.º ). A licença-prêmio convertida em pecúnia não tem natureza remuneratória, possuindo caráter indenizatório, razão pela qual o valor não pode ser considerado como despesa realizada com manutenção e desenvolvimento do ensino e não deve ser incluído no cômputo dos 60% do FUNDEB, correspondente ao percentual a ser gasto com remuneração dos profissionais do magistério (Consulta TCEMG nº ) É possível a cessão de servidor público a outro órgão ou entidade da Administração Pública, em caráter de cooperação e por prazo determinado, a fim de atender ao interesse público, conforme juízo de oportunidade e conveniência, devendo ser analisado pela municipalidade, caso a caso, a fim de que seja verificada a inocorrência de prejuízo ao andamento do serviço executado pelo servidor cedido e desde que seja formalizada, em regra, por meio de convênio que preveja o ônus correspondente e esteja devidamente amparada em lei autorizativa (Consulta TCEMG nº ).

4 Lei municipal poderá estabelecer remuneração a membros de conselho tutelar, que não deverá ser por meio de Recibo de Pagamento de Autônomo (RPA), considerando-se a natureza permanente do serviço prestado. Lei que estabelecer a remuneração de membros de conselho tutelar garantirá a esses agentes, em efetivo exercício, o recolhimento dos encargos incidentes durante o período de mandato. Serão computadas como gastos com pessoal (art. 18, LRF) as despesas com os membros do conselho tutelar (Consulta TCEMG nº ). FIQUE ATENTO A Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas - CNDT - deve ser exigida em todos os processos licitatórios, independente do objeto da contratação. A inadimplência da empresa em relação aos débitos trabalhistas é óbice à sua contratação, ainda que se trate de hipótese de contratação direta. Deverá ainda a Administração, durante toda a execução contratual e, em especial, anteriormente à realização dos pagamentos e para fins de prorrogação, verificar a regularidade trabalhista, consoante o disposto no inciso XII do art. 55 da Lei nº 8.666/93, segundo o qual o contratado é obrigado a manter as condições de habilitação regulares durante a vigência do contrato (Consulta TCEMG nº ). É necessária a comprovação de regularidade fiscal do licitante como requisito para sua habilitação, conforme preconizam os arts. 27 e 29 da Lei nº 8.666/93, exigência que encontra respaldo no art. 195, 3º, da CF, devendo a comprovação permanecer durante toda a execução do contrato, a teor do art. 55, XIII, da Lei nº 8.666/93, que dispõe ser "obrigação do contratado manter, durante toda a execução do contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação". 2) A Administração Pública não pode negar a devida contraprestação pecuniária por bens ou serviços contratados que lhe foram efetivamente prestados ou disponibilizados a contento, ainda que o fornecedor dos bens ou o prestador de serviço se encontre em dívida com a Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal, pois além de não encontrar amparo legal, configura enriquecimento ilícito da Administração Pública. 3) A Administração poderá, em razão de descumprimento de cláusula contratual, imputar as sanções previstas no art. 87 da Lei n.º 8.666/93 ou, até mesmo, rescindir o contrato. Todavia, a retenção de pagamento em razão de o contratado não manter a regularidade fiscal perante a Fazenda Pública ofende o princípio da legalidade insculpido na Carta Magna, por não constar do rol das condições para o pagamento de acordo com o que dispõe o art. 87 da Lei nº 8.666/93 (Consulta TCEMG nº ).

5 SUAS Sistema Único de Assistência Social Nomeações e/ou Contratações de Pessoal As nomeações e/ou contratações de pessoal para o atendimento do SUAS Sistema Único de Assistência Social - afetas aos servidores ou empregados públicos concursados e aos exercentes de função pública temporária e de excepcional interesse público - devem observar as normas municipais, a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e o mandamento constitucional(art. 37, incisos II, V e IX), no que for pertinente a natureza da nomeação/contratação. As despesas com pessoal para a execução de ações continuadas dos programas destinados ao SUAS custeadas com recursos próprios ou provenientes de transferências de recursos intergovernamentais obrigatórias fundo a fundo serão contabilizadas na apuração dos limites de gastos previstos nos arts. 19 e 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. A forma de contabilização das despesas com pessoal que atua no Programa de Atenção Básica - PAB e no Programa de Saúde da Família - PSF, não poderá ser utilizada como paradigma de outros programas desenvolvidos entre a Municipalidade, o Estado e a União, com os recursos do Sistema Único de Assistência Social SUAS, conforme orientação do Tribunal de Contas de Minas Gerais - TCEMG. Assim, As receitas decorrentes de transferências intergovernamentais vinculadas ao Sistema Único de Assistência Social - SUAS - são transferências obrigatórias, compõem a Receita Corrente Líquida do orçamento municipal e podem ser alocadas para custeio de despesas de pessoal; portanto, a forma de contabilização das despesas com pessoal que atua no Programa de Atenção Básica - PAB - e no Programa de Saúde da Família - PSF -, estampada nas Consultas ns , e , não poderá ser utilizada como paradigma para as despesas com pessoal de outros programas desenvolvidos de modo compartilhado entre os Municípios, o Estado e a União, por meio dos repasses do Sistema Único de Assistência Social SUAS. Grifo Nosso (Consulta nº , de 06/02/13, Relator Conselheiro Wanderley Ávila).

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