X Legislatura Número: 50 III Sessão Legislativa (2013/2014) Quinta-feira, 03 de julho de 2014 REUNIÃO PLENÁRIA DE 03 DE JULHO

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1 Região Autónoma da Madeira Diário Assembleia Legislativa X Legislatura Número: 50 III Sessão Legislativa (2013/2014) Quinta-feira, 03 de julho de 2014 REUNIÃO PLENÁRIA DE 03 DE JULHO Presidente: Exmo. Sr. José Miguel Jardim de Olival Mendonça Secretários: Exmos. Srs. Rui Miguel Moura Coelho Ana Mafalda Figueira da Costa Sumário O Sr. Presidente declarou aberta a Sessão às 09 horas e 30 minutos. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA:- Deu-se continuidade aos pedidos de esclarecimento à intervenção proferida, na Sessão Plenária de ontem, pelo Sr. Deputado Emanuel Gomes (PSD) no âmbito da intervenção política, tendo para o efeito usado da palavra os Srs. Deputados Vicente Pestana (PSD), Savino Correia (PSD), Rui Almeida (PAN), José Manuel Coelho (PTP), Gualberto Fernandes (PSD), Agostinho Gouveia (PSD) e José Prada (PSD). - Ainda neste período, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e a favor do CDS/PP, do PS, do PTP, do PCP e do PAN, um Voto de Protesto, da autoria do CDS/PP, Contra a incapacidade que o SESARAM revela para acolher democraticamente as opiniões e críticas à qualidade dos serviços de saúde prestados à população. Intervieram a propósito os Srs. Deputados Mário Pereira (CDS/PP), José Manuel Coelho (PTP), Edgar Silva (PCP), Maximiano Martins (PS), Rafaela Fernandes (PSD) e Rui Almeida (PAN). PERÍODO DA ORDEM DO DIA:- Entrou-se na Iª Parte com a apreciação, na generalidade, de um projeto de decreto legislativo regional, da autoria do PAN, intitulado Alimentação de animais para consumo, o qual foi rejeitado, depois de terem usado da palavra, a diverso título, os Srs. Deputados Rui Almeida (PAN), Edgar Silva (PCP), Raquel Coelho (PTP), Vicente Pestana (PSD), José Manuel Coelho (PTP), Maximiano Martins (PS) e Martinho Câmara (CDS/PP). - Seguiu-se a continuação da apreciação conjunta, na generalidade, dos projetos de resolução Recomenda ao Governo da República a tomada de medidas de proteção ao Peixe-Espada-Preto na Região Autónoma da Madeira e A recomendar ao Governo da República, com carácter de urgência, ações de recuperação da frota espadeira da Região Autónoma da Madeira (RAM) junto das instâncias comunitárias, preservação e proteção do Peixe-Espada-Preto, do PSD e CDS/PP, respetivamente. Após as intervenções dos Srs. Deputados Edgar Silva (PCP), Rui Almeida (PAN), Rui Coelho (PSD), Roberto Rodrigues (CDS/PP) e Hélder Spínola (PND), os diplomas, submetidos à votação, foram aprovados. - Por fim, e após a leitura do parecer da 2ª Comissão Especializada, a Câmara iniciou a discussão, na generalidade, do projeto de resolução, da autoria do PSD, intitulado Pedido de parecer jurídico inconstitucionalidade por omissão artigo 64.º, n.º 3 da CRP cometida pelo Estado Português, ao não transferir os meios financeiros para fazer face aos encargos com a saúde no Arquipélago da Região Autónoma da Madeira, na qual usaram da palavra, a diverso título, os Srs. Deputados Rafaela Fernandes (PSD), Carlos Pereira (PS), Edgar Silva (PCP), Hélder Spínola (PND) e José Manuel Coelho (PTP). A continuação da discussão deste diploma ficou para uma próxima Sessão Plenária. O Sr. Presidente declarou encerrada a Sessão às 12 horas e 56 minutos.

2 Pág. 2 O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Bom dia, Srs. Deputados. Façam o favor de ocupar os vossos lugares. Estavam presentes os seguintes Srs. Deputados: PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA (PSD) Agostinho Ramos de Gouveia Ana Mafalda Figueira da Costa Ana Maria de Gouveia Serralha Edgar Alexandre Garrido Gouveia Élvio Manuel Vasconcelos Encarnação Emanuel Sabino Vieira Gomes Jaime Ernesto Nunes Vieira Ramos Jaime Filipe Gil Ramos José Gualberto Mendonça Fernandes José Jardim Mendonça Prada José Lino Tranquada Gomes José Luís Medeiros Gaspar José Miguel Jardim Olival Mendonça José Paulo Baptista Fontes José Savino dos Santos Correia Maria Rafaela Rodrigues Fernandes Miguel José Luís de Sousa Nivalda Nunes Silva Gonçalves Roberto Paulo Cardoso da Silva Rui Miguel Moura Coelho Vânia Andrea de Castro Jesus Vasco Luís de Lemos Vieira Vicente Estevão Pestana CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIAL/PP (CDS/PP) António Manuel Lopes da Fonseca José Lídio Figueira Aguiar José Manuel de Sousa Rodrigues José Roberto Ribeiro Rodrigues Lino Ricardo Silva de Abreu Luísa Isabel Henriques Gouveia Maria Isabel Vieira Carvalho de Melo Torres Mário Jorge de Sousa Pereira Martinho Gouveia da Câmara PARTIDO SOCIALISTA (PS) Ana Carina Santos Ferro Fernandes Avelino Perestrelo da Conceição Carlos João Pereira Maximiano Alberto Rodrigues Martins Vítor Sérgio Spínola de Freitas PARTIDO TRABALHISTA PORTUGUÊS (PTP) José Manuel da Mata Vieira Coelho Raquel da Conceição Vieira Coelho PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (PCP) Edgar Freitas Gomes Silva PARTIDO DA NOVA DEMOCRACIA (PND) Hélder Spínola de Freitas PARTIDO PELOS ANIMAIS E PELA NATUREZA (PAN) Rui Manuel dos Santos Almeida DEPUTADO INDEPENDENTE José Pedro Correia Pereira Srs. Deputados, dispomos de quórum, declaro aberta a Sessão. Eram 09 horas e 30 minutos. Ficaram pendentes pedidos de esclarecimento à intervenção do Sr. Deputado Emanuel Gomes. E o primeiro Sr. Deputado inscrito é o Sr. Deputado Vicente Pestana. Tem a palavra, Sr. Deputado.

3 O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Emanuel Gomes, em primeiro lugar, felicitá-lo pela sua importante e oportuna intervenção. E, em segundo lugar, para questioná-lo da seguinte forma. Eu anotei uma frase sua, portanto, da sua intervenção, que dizia, no essencial, isto: Depois da crise que nos assolou, ou que assolou a Europa, há quem pareça não ter aprendido a lição, ou melhor, há quem pareça nada ter aprendido. E durante este tempo todo que a sociedade portuguesa, tanto a nível nacional, como a nível regional, tem vindo a discutir a crise, as soluções para a crise e as propostas de todos os partidos da oposição para a crise, é esta, exatamente, a questão que mais me preocupa, é que o Sr. Deputado põe a frase em jeito de dúvida, mas subentende-se que tem a certeza que é isto que acontece, é que suspeita que nada tenham aprendido. E essa também é a minha preocupação, é que, vendo as propostas dos partidos do chamado arco do poder, nomeadamente o Partido Socialista, ouvindo as propostas dos partidos que estando nas margens do poder, o Partido Comunista, Bloco de Esquerda e outros, a verdade é que se subentende que nada aprenderam. E ao nível das propostas para a saída e para a solução duradoura O ORADOR:- dos problemas do País, tudo parece indicar que nada, nada mesmo aprenderam. E eu pergunto ao Sr. Deputado, se tenho ou não tenho razão ao suspeitar que o Sr. Deputado acredita também que os políticos portugueses pouco ou nada aprenderam com esta crise, e pouco ou nada adiantam quanto às soluções duradouras para resolver os problemas do País? Sr. Deputado Emanuel Gomes para responder, tem a palavra. O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, as palavras do Sr. Presidente da República, quando fez essa afirmação, são demonstração de que há alguma preocupação a nível nacional de que o País pode, digamos, não ter aprendido a lição, isto é, se é que há alguma lição a aprender, parece não haver reflexo no discurso de grande parte dos partidos, ou de alguma opinião pública, de que esta crise deverá ser um marco para se proceder a uma reflexão sobre o estado do País e sobre se, porventura, devemos tomar iniciativas que nos conduzam por caminhos diferentes. O certo é que há um fosso que separa, digamos, os partidos que estão neste momento na governação e que acreditam que alguma coisa tem que ser feita, e do outro lado vermos uma oposição que mantém o seu discurso de rotura, com esta, digamos, tentativa de alterar o atual sistema. A esquerda, e o Partido Socialista em particular, têm dito que não há necessidade de ir por outros caminhos políticos, basta manter todo o sistema como está e apenas dinamizar a economia, que é uma coisa que nós não compreendemos, ou não percebemos muito bem, como é que o Partido Socialista e aqueles que se propõem agora, também, governar o Partido Socialista a nível nacional, o que conseguiram fazer, nós temos a experiência, ou pelo menos lembramo-nos do que foi dito em França pelos socialistas O ORADOR:- François Hollande, quando dizia que isso era fácil, bastava dinamizar a economia e a crise passava, mas agora todos nós ficámos a saber que também o Partido Socialista Aparte inaudível do Sr. Victor Freitas (PS). não tem qualquer solução para esse problema! Sr. Deputado Savino Correia para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. SAVINO CORREIA (PSD):- Sr. Presidente, Srs. Deputados, o meu colega deputado, Emanuel Gomes, fez uma intervenção e abordou, em certo momento, as questões relativas à educação. E referiu alguns nomes, enfim, ligados ao movimento iluminista, referindo, e entre muitos que tiveram um papel importante no seu pensamento para a época e que em muito foram percursores de todo um conjunto de ideias que mais tarde se procura materializar na Revolução Francesa e que tem a ver com o movimento das ideias, com o Iluminismo. E falou a propósito, na área da educação, de um dos pensadores, que foi exatamente o Jean-Jacques Rousseau, que, no seu livro Bom Selvagem, refletiu sobre as questões da educação e da formação das pessoas. E, a propósito, este pensador, do tempo de outros célebres pensadores, como Montesquieu e Voltaire, refletiam um pouco sobre a escola, e abordou que a escola, e contribuiu com o seu pensamento, devia repousar a formação na escola pública, a escola pública como, de facto, agente fundamental da formação dos jovens. Neste momento discute-se muito no País, e também não só no País, mas também das teorias da educação e ao nível da pedagogia, se de facto a escola pública é, de facto, o único agente capaz de formar na sua plenitude os jovens? Se a Pág. 3

4 escola pública, por si só, é o único agente de socialização, de formação e de aculturação? Se, além da escola pública, que outros modelos, que outras variáveis Pág. 4 O ORADOR:- que outros agentes terão que ser chamados ao processo de formação? E eu falo disto, exatamente na sequência da magnífica intervenção do magnífico Reitor da Universidade da Madeira, que falava das questões da educação, e sobretudo relacionava a educação e a formação com o desenvolvimento qualitativo da nossa Região, mas sobretudo como um fator fundamental para o nosso bem-estar e desenvolvimento! Muito obrigado. Sr. Deputado Emanuel Gomes para responder, tem a palavra. O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Deputado Savino Correia, a questão que me coloca foi, de facto, um dos pontos principais da minha intervenção de ontem, numa abordagem descomplexada e sem qualquer pretensiosismo, mas para referir que, de facto, há, neste momento, até hoje houve uma ideia concebida e, digamos, que ninguém conseguia pôr em causa, de que de facto cabia ao Estado, desde sempre cabia ao Estado, exclusivamente, e aqui é que está a questão, exclusivamente, de se responsabilizar pela formação dos jovens, das crianças e jovens de cada País. É um facto que a criação da escola pública foi fundamental no desenvolvimento da civilização europeia, foi fundamental para o desenvolvimento social e económico, em Portugal particularmente teve um papel precioso, sobretudo depois do 25 de Abril, com a democratização do ensino e com a possibilidade de acesso de todos a uma escola pública de qualidade, mas o que não deixa, também, de ser importante, é o facto de para alguns políticos, para alguma, digamos, ideologia política, ser impensável que se coloque a questão de também poder haver outros meios, poder haver, digamos, outras entidades que também possam colaborar, também possam participar, também possam ser agentes positivos na formação e educação da nossa juventude. Este modelo de escola pública exclusiva não é um modelo universal, portanto, há outros modelos, embora este tenha tido muito sucesso, e hoje é também de referir algumas fragilidades O ORADOR:- alguns problemas que se vão colocando à escola pública, que muitas vezes não conseguem ser debelados, exatamente porque são do Estado, exatamente porque o Estado muitas vezes, e sobretudo em democracia, tem algumas dificuldades de lidar com determinados processos educativos. Sr. Deputado Rui Almeida para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. RUI ALMEIDA (PAN):- Obrigado, Sr. Presidente. Sr. Deputado Emanuel Gomes, ontem falou como faliu o contrato social e a relação entre o cidadão e o Estado, e referiu que o modelo de Estado social é insustentável e como não aprendemos nada com esta crise. Falou também que é tempo de mudar, de refletirmos com honestidade intelectual, acerca destes assuntos. Mas depois, e a meu ver, não disse nada que se pudesse assemelhar a uma proposta, a uma solução que resultasse nalgum tipo de aprendizagem, veio insistir no modelo do crescimento económico, isto é, produzir mais, consumir mais, mas isto também é mais do mesmo. E fiquei, depois, com alguma esperança quando começou a falar da questão da educação, mas sabe que o modelo económico, o modelo de crescimento económico molda a nossa educação!? Porque a educação é feita para a competição, para a exploração cada vez mais intensa de todos os recursos, quer sejam humanos, naturais ou ambientais, e, a meu ver, não há como mudar a educação sem também repensar aquilo que transversalmente todos parecem defender, que é o modelo económico. Mas depois também disse que queria cortar na despesa com a educação. Portanto, afinal, qual é o paradigma que quer? Será que eu percebi bem que, na sua ótica, a grande lição que devíamos ter aprendido é que o modelo de Estado social é insustentável e, portanto, que devemos caminhar para o seu desmembramento? Obrigado. Sr. Deputado Emanuel Gomes para responder, tem a palavra. O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Rui Almeida, eu não apresentei nenhum projeto alternativo em termos de modelo de educação, porque não o tenho presente na sua globalidade, na sua totalidade, o que eu quis chamar a atenção, foi para o facto de haver pessoas que têm disponibilidade intelectual, mental e política para problematizar a questão da educação e há outros que não o têm. E é aqui, sobretudo, que me separa de algumas outras pessoas, outros indivíduos. Hoje estamos, também em Portugal, a refletir sobre a escola pública. O Governo tem tomado algumas medidas que não têm sido bem recebidas por muitos agentes políticos, mas que vão no sentido daquilo que disse no final da sua pergunta, no sentido de uma preocupação crescente com a sustentabilidade do modelo que foi criado, porque, de facto, todos nós sabemos que é um modelo bastante caro, que tem tido resultados fantásticos, mas que custa ao erário público

5 uma parte substancial, uma fatia significativa do Orçamento do Estado e que, se não houver economia suficiente para poder continuar a garantir um modelo desta natureza, infelizmente, infelizmente, e nenhum de nós gostaria que isso acontecesse, mas infelizmente poderemos, aos poucos, ver que o modelo poderá começar a ter algumas dificuldades, daí que seja preciso refletir. É só isso que está em cima da mesa, é também a sustentabilidade, é também problematiza-lo, é também encontrar alternativas, é também abrir, digamos, o espírito a tudo o que se passa no mundo, à modernidade, e saber se os modelos que, sim, que tiveram eficácia, que foram bons durante os últimos 100, ou 200 anos, se terão que ser os modelos O ORADOR:- para os próximos 200 anos. É só isso que nós devemos ter, a abertura de espírito para refletir e pensar! Sr. Deputado José Manuel Coelho para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados. Muito bom dia para todos V. Exas. Queria perguntar ao Sr. Deputado Emanuel Gomes o seguinte, que ele me desse a sua balizada opinião. Quando ainda num passado recente o senhor líder do Grupo Parlamentar do PSD, Sr. Jaime Ramos, dizia, referindo-se ao Sr. Deputado Carlos Pereira, Você é um zé-ninguém, ao serviço dos ingleses. É um incompetente, um incompetente, eu pergunto: se não fosse o PSD e a FLAMA, o que é que era feito do senhor líder parlamentar do PSD? Não estaria ele a vender sanitas, ali, na Rua da Conceição, no negócio do pai? É uma pergunta que eu gostava que me respondesse. E também é o seguinte: quando o senhor chefe do Grupo Parlamentar do PSD há tempos disse, insultando a Sra. Deputada Fátima Torres, dizendo: Porque é que não vais para Lisboa com o teu marido? A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Isabel! O ORADOR:- Isabel Torres! O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Não tem nada a ver, Sr. Deputado. O ORADOR:- Não vais, porque aqui é melhor!. O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. Deputado, a sua conversa não tem nada a ver com a discussão! O ORADOR:- Perguntar, por exemplo, se a gente dissesse ao Sr. Presidente da Assembleia: Porque é que V. Exa. não vai para Santana escrever as memórias?. Não vai, porque aqui é melhor, tem dois ordenados! O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- V. Exa. O ORADOR:- Gostava que fizesse o favor de comentar estas situações! O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- V. Exa. é a parte lúdica do Parlamento! Sr. Deputado Jaime Ramos, é para que efeito? O SR. JAIME RAMOS (PSD):- É para a defesa da honra, nos termos do Regimento da Assembleia Legislativa, face à intervenção do Sr. Deputado Coelho. Sr. Presidente, Srs. Deputados, o Sr. Coelho, já todos o conhecemos, já na altura em que era do Partido Comunista e que fazia as suas habituais e habitués cenas públicas, autênticas palhaçadas, oriundas duas suas origens religiosas do senhor seu pai, portanto, toda a gente já o conhece, e eu, pessoalmente, o conheço, e o que eu gostava de dizer, acima de tudo, é que me honro daquilo que sou, que sempre fui, desde jovem, pertenço a uma família integrada na sociedade e legalizada na sociedade, cumpro com os meus deveres de impostos e sociais e políticos, e lamento, e tenho que dar conhecimento à população em geral, que o Sr. Coelho, hoje, vive de ilegalidade, recebe dinheiro vivo, duma percentagem dos funcionários, uma vez que está impedido de ter dinheiro na sua conta pessoal, que pagam os impostos ao Estado, descontam, e eles são obrigados a dar dinheiro vivo ao Sr. Coelho, para o Sr. Coelho e a sua família viverem. É isto que eu queria aqui dizer, é isto que é aquele senhor, que é muito honrado, muito sério e que muitas vezes, infelizmente, alguns partidos da oposição dão-lhe apoio! O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. Deputado O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Sr. Presidente, eu quero a defesa da honra. Pág. 5

6 Pág. 6 A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Ele tem direito à defesa da honra! O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Faz favor. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Eu queria explicar, aqui, aos madeirenses e porto-santenses, e aqui à Assembleia, que tudo o que o Sr. Deputado Jaime Ramos afirmou, são tudo mentiras! Risos na bancada do PSD. Apartes inaudíveis na bancada do PSD. O Sr. Deputado Jaime Ramos é que, na realidade, tem beneficiado ao longo da sua vida, aqui, em política, tem beneficiado dos favores do regime. E hoje é um dos maiores milionários, juntamente com o seu filho, graças a estar a viver à sombra laranja, à sombra do PSD. E o Sr. Deputado Jaime Ramos apodera-se, isso, sim, do jackpot da Assembleia, e não presta contas do jackpot da Assembleia A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Ah! O ORADOR:- como gasta o jackpot, ao Tribunal de Contas, e está indiciado, não só V. Exa., como também os outros grandes partidos desta Casa, que usam o jackpot indevidamente e recusam-se a prestar contas da maneira como usam o jackpot, que é o dinheiro pago pelos madeirenses e porto-santenses, que é os impostos que eles pagam, V. Exas. usam esse dinheiro indevidamente, não prestam contas como é que gastam o dinheiro, e usam em vosso proveito e metem o dinheiro na Fundação Social-Democrata, gastam a seu bel-prazer e não informam os cidadãos, nem o Tribunal de Contas, da maneira como gastam esse dinheiro. Aparte inaudível do Sr. Jaime Filipe Ramos (PSD). O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. Deputado Emanuel Gomes, deseja responder? O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, como é evidente, eu gosto, tenho todo o gosto em participar no debate parlamentar, mas a propósito da intervenção do Sr. Deputado José Manuel Coelho não tenho mais nada a referir! Troca de palavras entre a bancada do PSD e a bancada do PTP. Sr. Deputado Gualberto Fernandes para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. GUALBERTO FERNANDES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Sr. Deputado Emanuel referiu na sua intervenção a questão da dívida portuguesa. E também referiu que os partidos do arco do poder, quando assinaram o acordo com a troika, comprometeram-se a levar a bom porto a nossa economia, recuperando-a, no compromisso de atingir determinados objetivos: a inflação este ano tem que ficar nos 4%, para o ano tem que ficar nos 2,5 e em 2019 em 0,5. E foi este acordo que o Partido Socialista assinou! Aparte inaudível. Ainda no outro dia, estava a ler o Expresso, ou o Sol, e vinha o confronto de ideias, as ideias que iam ser discutidas entre Seguro e Costa. Um vira à esquerda, outro vira à direita, um fecha o punho, outro chama camarada, mas quando o António Costa vem dizer que não vai fazer o acordo com os partidos do centro e do centro-direita, diga-me, Sr. Deputado, como é que vamos levar este País a bom porto? Com certeza que António Costa, se chegar a Primeiro-Ministro, fará aquilo que o Presidente francês, Hollande, fez, que foi à Alemanha, fez a vénia à Sra. Merkel e meteu a viola no saco! Obrigado. Sr. Deputado Emanuel Gomes para responder, tem a palavra. O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Deputado Gualberto, as políticas de austeridade que foram levadas a efeito no País depois da entrada, da chamada entrada da troika em Portugal, foram medidas duras, levadas a efeito por um governo de centro-direita, pelo PSD e pelo CDS, e obviamente que não são do agrado dos portugueses, penso que nenhum português, nenhum cidadão gosta de austeridade, o certo é que isso decorreu, como referiu e bem o Sr. Deputado, decorreu de uma obrigação internacional, dum pedido de auxílio do Governo Português, e essas políticas foram, obviamente, obrigatórias.

7 O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Oh! Sr. Deputado, as minhas perguntas. O Senhor não respondeu às minhas perguntas! O ORADOR:- Já lá vamos. Mais um pouco, tenha paciência! O que acontece agora, é que nós não vislumbramos, no aspeto político nacional, partidos que tenham políticas alternativas, o problema do País neste momento é que não há ninguém que se apresente de forma coerente, de forma consistente, com medidas alternativas a esta política que foi seguida pelo atual governo de centro-direita, todas as ideias, todas as políticas que são apresentadas não são por mim refutadas (mas quem sou eu!?), mas por imensas pessoas, com responsabilidade pública e com conhecimento nesta matéria, e, pela experiência que temos também dessas políticas em outros países, todas elas, as propostas do Partido Socialista, e sobretudo aquelas à esquerda do Partido Socialista, são a prova de que estamos numa situação de bloqueio, não há medidas alternativas. E isso é que é preocupante para o País, o País precisa de mudanças, obviamente, mas precisa de mudanças exequíveis O ORADOR:- precisa de mudanças efetivas, não é de partidos que, uma vez estando na oposição, têm um discurso, mas que se sabe que, quando chegam ao poder, depois vão fazer exatamente o mesmo que o atual partido, ou os partidos que lá estão! Sr. Deputado Agostinho Gouveia para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. AGOSTINHO GOUVEIA (PSD):- Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Emanuel, na sua intervenção o Sr. Deputado falou numa situação que eu achei um pouco curiosa, que foi a oposição não se apercebeu da mudança que está a acontecer em Portugal, aquela verdadeira mudança. E quando se fala na verdadeira mudança quando se fala do Estado social e das dívidas que o País tem, é caso para questionar: será que o País pode manter este Estado social que existe? E quando se fala em termos de dívida que o País tem, a oposição vai sempre buscar a dívida da Região. Ora, é verdade que a Região teve que fazer uma dívida de cerca de 6 mil milhões de euros. Mas será que se pode chamar a isto despesismo? É porque, segundo os últimos dados do Ministério da Economia O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Ainda temos dinheiro a receber! O ORADOR:- só as empresas de transportes públicos têm uma dívida superior a 20 mil milhões de euros! Aparte inaudível. 20 mil milhões de euros! Só as empresas de transportes públicos! Ora, e repare! A REFER são mais de 7 mil milhões milhões! O Metro de Lisboa são mais de 4 mil milhões; a CP são milhões, quase 4 mil milhões; o Metro do Porto são mais de 3 mil milhões; as Estradas de Portugal são mais de 3 mil milhões! Então, repare-se! Isto é um Estado social O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Não se esqueça do Alberto Vieira! O ORADOR:- porque pega nestas empresas de transportes públicos que vão acumulando, todos os anos, milhões e milhões. Será que o País tem capacidade? Será que o País tem capacidade para pagar esta dívida? É que, segundo o Ministro da Economia, diz ele: Estes prejuízos são suportados O ORADOR:- por todos os contribuintes!. Ora, é caso para questionar: Nós temos capacidade, o País tem capacidade para ter este Estado social? É porque e já termino, Sr. Presidente, só para concluir o raciocínio estamos agora neste estado com a intervenção do FMI, mas daqui a alguns anos já se esqueceu e vamos passar novamente por este ciclo e a Região, a Madeira, se não tomar outro rumo, vai atrás deste rumo do País e vai também cair neste ciclo. É por isso que nós, a conclusão que eu quero chegar é que O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Quer concluir, ou quer perguntar?! O ORADOR:- nós precisamos de fazer uma alteração, nós precisamos de fazer uma reforma ao Estado, julgo que é esta a altura de fazer uma reforma ao Estado e de o Estado dar possibilidade da Região tomar o seu rumo, caso contrário, mais daqui a alguns anos nós vamos cair no mesmo rumo que o País vai com certeza cair! Pág. 7

8 Pág. 8 O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Agora faça a pergunta! Sr. Deputado Emanuel Gomes para responder, tem a palavra. O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Espere, que ele vai fazer a pergunta! O SR. AGOSTINHO GOUVEIA (PSD):- Não percebeu! O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Sr. Deputado Agostinho, do seu conjunto de afirmações eu deduzi perguntas óbvias Aparte inaudível do Sr. Edgar Silva (PCP). e por isso vou tentar satisfazer a sua curiosidade. Sr. Deputado, é óbvio que o caminho que o País seguiu nos últimos anos não tem sustentabilidade, não é só por causa do peso da dívida pública, que é enorme, mas é a própria gestão corrente do Estado. Todos os anos estamos ainda a fazer mais défice, todos os anos, todos os anos o Estado continua a gastar mais dinheiro do que consegue arrecadar nas suas receitas, e por isso estamos numa situação, de facto, difícil, que tem que ser refletida, pensada, e não cabe apenas aos partidos e aos políticos, esta reflexão cabe a toda a sociedade, porque, no fundo, é Portugal que está em causa, somos todos nós que, no fundo, participamos deste problema que se coloca às finanças públicas do País, não só de Portugal, da Região também, mas de grande parte dos países da Europa, sobretudo os países que têm menos recursos, digamos. E isso será um problema que se vai refletir na capacidade do Estado de poder apoiar as pessoas. Há pessoas que durante estes anos julgaram que a capacidade do Estado advinha de uma qualquer, digamos, possibilidade infinita de recursos, não se sabia muito bem onde ir busca-los, mas hoje já todos nós sabemos onde é que fomos busca-los, fomos busca-los à banca, ao endividamento, e agora estamos a ir busca-los ao bolso do cidadão. E não há milagres, não há milagres financeiros! O ORADOR:- E se nós quisermos, de facto, satisfazer, ou dar um caminho certo para o futuro, obviamente que muita coisa há de ser mudada em Portugal! Sr. Deputado José Prada para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. O SR. JOSÉ PRADA (PSD):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ouvi atentamente a sua intervenção de ontem, e onde, em complemento do que foi dito na primeira intervenção, no preâmbulo disse, e passo a citar: os portugueses tinham aprendido a lição com a recente crise das finanças públicas do país. Enquadrou, referindo-se a uma frase do Presidente da República quando discursava para o seu homólogo alemão. A afirmação, claro, que é pertinente, e a questão é saber se, de facto, os portugueses aprenderam a lição? Refiro-me aos partidos, refiro-me aos agentes da administração pública direta ou indireta, refiro-me ao sector empresarial público, etc., etc. Como sabe, hoje reúne-se o Conselho de Estado, e esta questão será colocada na Mesa. Será que têm coragem de admitir, se os portugueses aprenderam a lição, ou não? Sr. Deputado Emanuel Gomes para responder, tem a palavra. O SR. EMANUEL GOMES (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Deputado José Prada, obviamente que não, não acredito que o Conselho de Estado em Portugal faça esse reconhecimento. Nós conhecemos os agentes políticos nacionais O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Vai lá estar o Alberto João! O ORADOR:- nós sabemos qual é a matriz do pensamento das pessoas que na sua maioria governam este País, sabemos qual é, digamos, a justificação que muitas vezes entendem fazer da situação do País, e há uma coisa que eu digo-lhe que aprendi nos bancos da escola com alguns professores de história: quando estamos perante problemas muito

9 graves é preciso uma mudança de paradigma, e as mudanças de paradigma nunca nascem daqueles agentes que ao longo dos anos construíram o paradigma atual! Portanto, tem de haver uma introdução de algumas forças novas para que as coisas possam eventualmente mudar. Ninguém sabe neste momento, na Europa, que tipo de mudanças se poderão fazer, é uma coisa em reflexão, há muitas opiniões diversas, assenta sobretudo no problema económico, o problema económico, como se sabe, também, é muito complexo, diversificado, e até os próprios economistas, de cada vez que um fala, nós ficamos sem perceber o que é que o outro anterior terá dito e, portanto, estamos numa situação complexa, mas certamente que algo terá que ser feito para que a Europa, Portugal e a Região reganhem, retomem ânimo no Estado, na Administração, em tudo aquilo que implica a vida diária dos cidadãos. Esgotámos o tempo da Iª Parte do período de antes da ordem do dia, passamos aos votos. E temos um Voto de Protesto, da autoria do CDS/PP, Contra a incapacidade que o SESARAM revela para acolher democraticamente as opiniões e críticas à qualidade dos serviços de saúde prestados à população. Consta do seguinte: Voto de Protesto Contra a incapacidade que o SESARAM revela para acolher democraticamente as opiniões e críticas à qualidade dos serviços de saúde prestados à população A Assembleia Legislativa da Madeira, "casa" da Democracia e da Autonomia, nobre representante de todos os Madeirenses, não poderá permitir que os legítimos representantes do povo sejam vilipendiados na praça pública, com o recurso a uma linguagem indecorosa e inapropriada, vinda de um organismo da Administração Pública Regional, por exercerem a fiscalização do Governo. O SESARAM reage a todos os artigos de opinião, notícias, propostas legislativas e comentários que, de diferentes formas, questionem os cuidados de saúde prestados às populações. Os escritos publicados são, regra geral, um exercício democrático e responsável, alicerçados em factos e conhecimento de causa porque assinados por profissionais de saúde ou pessoas familiarizadas com o sector. Foi no exercício responsável e democrático, e utilizando vocabulário adequado, que os representantes eleitos pelo CDS/PP têm explanado algumas ideias sobre o sector da Saúde na Região, como sejam a introdução de cuidados de proximidade, instituir o Enfermeiro de Família, a Lei do medicamento, a Via Verde do Doente Oncológico e a acessibilidade que está a ser proposta nas listas de espera aos madeirenses. Ideias e propostas que já foram apresentadas pelo CDS/PP na Assembleia Legislativa da Madeira. Estranha-se, por isso, a prática frequente de reação virulenta e descabelada do Conselho de Administração de uma empresa pública, como é o SESARAM, sujeita que está ao escrutínio dos órgãos de poder regional, assim como a ameaça pueril e recorrente de que avançará para as instâncias judiciais para aclarar as "suspeições e difamações proferidas". Aliás, o senhor administrador revela uma incompreensível incapacidade para lidar com as questões afloradas, nem mesmo quando colocadas nos locais próprios e na forma adequada, porque denotam um inegável incómodo com situações tais como: a) Inexistência de um plano prévio para a transferência de doentes em situação de catástrofe (denúncia de profissionais da saúde). b) Hospital dos Marmeleiros ficou sem elevadores e os doentes tiveram que ser arrastados pelas escadas (denúncia da RTP-M). c) O racionamento de medicamentos nas urgências deste hospital lesa os doentes e é o único no país (denúncia da Ordem dos Médicos). d) A praga de piolhos dos pombos afeta os pisos do hospital (denúncia do Diário de Notícias da Madeira). e) O hospital já não efetua TAC e a lista de espera é enorme (denúncia do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira). f) A forma como está a ser aplicada na Madeira a Lei da Unidose lesa os doentes (denúncia da Ordem dos Farmacêuticos). g) Faltam alimentos para os doentes (denúncia da Ordem dos Enfermeiros). Parece óbvio que os senhores administradores deveriam usar o seu tempo de trabalho para resolver estes problemas e deixar a política para os representantes políticos. Por tudo aquilo que aqui foi referido, a Assembleia Legislativa da Madeira, legítima representante dos cidadãos da Madeira e Porto Santo aprova, nos termos estatutários e regimentais, um voto de protesto dirigido à Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, que tutela o SESARM, face à difamação perpetrada por esse organismo público contra os dignos representantes dos madeirenses, e por em vez de esclarecera população sobre os conteúdos das opiniões expressas, respondeu de forma política e não democrática. Funchal, 4 de novembro de O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS/PP, Ass.: Lopes da Fonseca.- Está à discussão. Sr. Deputado Mário Pereira para uma intervenção, tem a palavra. O SR. MÁRIO PEREIRA (CDS/PP):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o CDS apresentou acerca de um ano este voto de protesto, pela incapacidade que o Serviço Regional de Saúde e do seu Conselho de Administração ter um comportamento, diria, normal, muito semelhante aos comportamentos dos conselhos de administração do resto do País. A principal responsabilidade de um conselho de administração de uma entidade de saúde pública é, indiscutivelmente, prestar bons serviços à população, serviços de qualidade, prestar os serviços com a melhor clareza e justiça, não é fazer trica partidária, não é, de facto, ajudar o Governo na sua luta política Pág. 9

10 Pág. 10 deve usar uma linguagem serena e clara e não deve participar em julgamentos políticos. Mas nada disto acontece no Serviço Regional de Saúde, que é um braço armado, não do PSD, mas sim do PSD jardinista! Sr. Presidente e Srs. Deputados, tal como as entidades sindicais têm denunciado, nomeadamente a FNAM afeta à Intersindical, mais de 50 processos disciplinares ocorrem a funcionários do Hospital do Funchal e nenhum destes tem a ver com a prática clínica, mas tem a ver com perseguições a quem fala e denuncia carências no Serviço Regional de Saúde. É bem conhecido o facto de médicos que se preocuparam com a carência de materiais e de dispositivos médicos que foram enviados a consultas de psiquiatria e de psicologia da medicina do trabalho, pois talvez não estivessem bem da cabeça. Isto é absolutamente inaceitável! Eu, como médico, que tenho muito orgulho de o ser O ORADOR:- Já termino, Sr. Presidente. não posso deixar isto passar em claro! E, Sr. Presidente, eu, tal como o senhor, fizemos o Juramento de Hipócrates, e esse Juramento assenta essencialmente na coerência e na honestidade da prática clínica, e isto devia-nos preocupar como médicos, e devia-nos envergonhar como profissionais! Obrigado. Sr. Deputado José Manuel Coelho para uma intervenção, tem a palavra. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, o nosso Grupo Parlamentar vai votar favoravelmente este voto de protesto do CDS/Partido Popular. Realmente o Sr. Deputado Mário Pereira tem sido um paladino desta luta, por uma melhor saúde e melhores condições de atendimento e de assistência aos nossos doentes por parte do SESARAM. Ele não está sozinho, porque também tem o apoio do Partido Trabalhista. Claro que no Hospital Dr. Nélio Mendonça e nos outros hospitais da Região falta tudo no tratamento para os nossos doentes. O dinheiro que falta num lado, abunda noutro! E onde é que abunda esse dinheiro? No Grupo Parlamentar do PPD/PSD, que durante uma legislatura inteira sabotou-a com 4 milhões de euros de jackpot! E então, o PSD, como não pode roubar esse dinheiro sozinho, distribui também pelos outros partidos numa percentagem, como não podem ficar com esse dinheiro sozinho, porque não prestam contas como é que o gastam, como é que o aplicam, recusam-se, perante o Tribunal de Contas, de prestar contas como é que gastam esse dinheiro, claro que eles distribuem, na mesma proporção, aos outros partidos, porque têm que respeitar o princípio da igualdade. Agora o Tribunal de Contas faz o reparo ao pagamento ilegal, por parte desta Assembleia, de subsídios de reintegração. O Tribunal lá tem as suas razões! Mas o PSD, o Grupo Parlamentar do PSD, para favorecer a sua clientela de deputados com essas benesses, também é obrigado a dar a mesma coisa aos deputados da oposição. E vemos que a existência desta Assembleia é uma fraude aos contribuintes é uma fraude aos madeirenses e porto-santenses, porque o dinheiro que falta no SESARAM, que falta no Hospital Dr. Nélio Mendonça O ORADOR:- abunda aqui indevidamente, para engordar estes senhores do Partido Social-Democrata, que não prestam contas ao Tribunal de Contas e são obrigados a dar a mesma proporção de dinheiro aos partidos da oposição para beneficiarem indevidamente desses dinheiros, o que é uma vergonha. Mas podem estar certos que, da parte do Partido Trabalhista Português, nós vamos usar esse dinheiro, não em nosso benefício, mas é para vos desmascarar diante de todos os madeirenses e combater o vosso partido, combater o partido fascista do PSD, que saiu da FLAMA, que está a desgraçar a Madeira e os madeirenses! Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Obrigado, Sr. Deputado. Sr. Deputado Edgar Silva para uma intervenção, tem a palavra. O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, este voto aqui trazido pelo CDS é um voto de protesto que tem como alvo a Secretaria dos Recursos Humanos e, tendo como alvo o Governo Regional, a Secretaria dos Assuntos Sociais que tutela

11 o SESARAM, fala, ao longo de todo o texto, recorrentemente, do Sr. Administrador do Conselho de Administração. E do Sr. Administrador, que agora já não é, porque agora é uma Sra. Administradora, porque o Sr. Administrador passou formalmente a ter uma outra função, que é o Diretor Clínico, no Conselho de Administração já não é um Sr. Administrador, quem o preside é uma Sra. Administradora, no entanto (bem! Mas isto só decorre do facto de, praticamente um ano depois da apresentação do voto, estarmos agora a analisá-lo), e sobre aquele que é o conteúdo do voto, tem a ver com o Governo Regional, que é diretamente visado neste voto, que tutela o SESARAM, e sobre matéria que é da responsabilidade do SESARAM, por declarações e intervenções persecutórias e, como aqui é dito no voto, persecutórias, e como aqui é alegado também, de difamação, práticas persecutórias e difamatórias. De facto, estas são acusações graves que, sendo referenciadas ao SESARAM, também responsabilizam diretamente quem tutela o SESARAM, que é o Governo Regional, e particularmente a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, e na verdade, a pessoa então visada há um ano atrás O ORADOR:- E termino já, Sr. Presidente. tinha como nota de destaque, e de alguma forma pavoneava-se desse seu jeito persecutório e de algumas práticas que eram apontadas como persecutórias. Tal matéria, de facto tem relevante gravidade, e nós vamos, por isso, votar favoravelmente o voto aqui trazido pelo CDS. O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Obrigado, Sr. Deputado. Sr. Deputado Maximiano Martins para uma intervenção, tem a palavra. O SR. MAXIMIANO MARTINS (PS):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, existem muitas boas razões para protestar pelo funcionamento do SESARAM, muitas, múltiplas razões para um protesto, incluindo, neste caso, muito justamente, uma atitude que o SESARAM desenvolveu durante um certo tempo, não sabemos se continuará com as alterações, mesmo de aparência formal, que surgiram na Administração, não sabemos se continuará, que é uma prática inaceitável por parte de institutos públicos, que é uma tendência para intervir na vida política. Os administradores das instituições públicas, como das privadas, o que devem fazer é, gerir, governar e ter uma abordagem técnica, naturalmente, e o esclarecimento técnico necessário, mas não ir atrás do que um deputado, um grupo parlamentar, um partido político, uma reunião política disseram a propósito do seu funcionamento. Não é um bom caminho e, portanto, faz sentido, também neste caso, o fundamento do protesto que o CDS nos traz a esta Casa. E tanto o SESARAM tem razões para protesto, que o Serviço Regional de Saúde teve o privilégio negativo de ser objeto de uma comissão de inquérito parlamentar. É um privilégio de natureza negativa, que nem todos tiveram, tiveram também as parcerias público-privadas, e teve o privilégio adicional, e além de ter um relatório oficial da comissão de inquérito parlamentar, de que eu fiz parte, ter direito a um relatório sobre, neste caso preparado e apresentado pelo CDS, mas que outras oposições poderiam e podiam ter subscrito. O ORADOR:- E tudo isto para dizer que faz sentido trazer ao debate estas atitudes e fundamentar o protesto a este tipo de funcionamento! Sra. Deputada Rafaela Fernandes para uma intervenção, tem a palavra. A SRA. RAFAELA FERNANDES (PSD):- Obrigada, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, naturalmente que o Partido Social-Democrata votará contra este voto de protesto, que honestamente ninguém consegue descortinar qual é a razão de ser deste voto de protesto, porque aquilo que aqui está é dizer que o CDS protesta contra os escritos publicados. Ora, penso que todos nós já nos habituámos à publicidade paga no Diário de Notícias, do CDS, relativamente às suas convicções nas várias áreas da governação. Aparte inaudível. Claro que sim! E a verdade é que a democracia só funciona para um lado: o CDS pode dizer aquilo que bem entende, e depois fica muito ofendido quando, naturalmente, o Governo Regional utiliza os meios ao seu dispor para repor, como aconteceu, de resto, esta manhã e ontem, para repor aquilo que são os factos e para proceder aos esclarecimentos à população! E por isso mesmo, aquilo que aqui está, é o CDS a querer inquinar aquilo que é um exercício da democracia, em que quem governa deve esclarecer, e quem está na oposição, pois bem, contesta e contestará, com verdade, sem verdade, fica ao critério de cada um! De resto, o que aqui está é mais uma tentativa curiosa, em que se baralha depois os escritos com uma questão que eu não deixarei de referenciar, até pela ironia do destino, e que tem a ver com a mistura de vários assuntos neste mesmo voto de protesto, em que a praga de piolhos dos pombos, que afeta os pisos do hospital, provavelmente também a culpa é do Presidente do Governo, ou é do Secretário Regional da tutela. Mas, como agora temos uma Câmara Municipal que Pág. 11

12 é governada pela coligação Mudança, eu espero bem que esta Câmara Municipal da coligação Mudança proceda ao controlo da população, da densidade populacional destes animais, para evitar que efetivamente aconteça esta chatice Pág. 12 Aparte inaudível do Sr. Victor Freitas (PS). da propagação de piolhos de pombos no Hospital do Funchal, que de resto estamos a ver a destruição de património também na baixa do Funchal decorrente de não haver uma política clara, por parte do Município do Funchal, no controlo da densidade populacional destes animais O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Terminou o tempo, Sra. Deputada. A ORADORA:- que naturalmente provocam grandes estragos. Mas eu não poderia deixar de mencionar, e termino já, Sr. Presidente, de mencionar este exemplo concreto no meio deste voto de protesto, para demonstrar que esta iniciativa legislativa do CDS não é, nada mais, nada menos, do que mais um fait divers para quem não quer discutir seriamente as políticas de saúde na Madeira. Apartes inaudíveis na bancada do CDS/PP. O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Obrigado, Sra. Deputada. Sr. Deputado Rui Almeida para uma intervenção, tem a palavra. O SR. RUI ALMEIDA (PAN):- Obrigado, Sr. Presidente. Todos nós sabemos que os partidos conseguem ser incómodos, e isto acontece geralmente quando há razões que o justificam. O CDS tem pessoas que conhecem bem a realidade na área da saúde e consegue manter alguma atualidade acerca do que se passa neste sector. Pronto! De uma forma geral, as relações entre secretarias e os órgãos tutelados por, neste caso pela Secretaria da Segurança Social, devem primar pela moderação, também pela cordialidade e objetividade e, neste sentido, recomendava-se moderação nas reações às opiniões que surgem por parte dos partidos. Relativamente a esta última questão levantada pela Sra. Deputada Rafaela Fernandes, a tendência que geralmente temos, quando há um problema com animais, a nosso ver, o primeiro impulso não deve ser tratar de diminuir a população, controlar, erradicar, abater, que geralmente caminha nesse sentido, há outras soluções que se podem aplicar para resolver problemas que temos com animais. Neste caso estava-se a referir às pombas e aos piolhos, há outros métodos de contenção que pudessem prevenir que esse parasita entrasse no hospital. Obrigado. Srs. Deputados, vou colocar à votação o texto do voto de protesto da autoria do Grupo Parlamentar do CDS. Submetido à votação, foi rejeitado com 22 votos contra do PSD e 14 votos a favor, sendo 6 do CDS/PP, 4 do PS, 2 do PTP, 1 do PCP e 1 do PAN. Srs. Deputados, terminámos o período de antes da ordem do dia, vamos entrar na nossa ordem de trabalhos. ORDEM DO DIA E temos como ponto único da Iª Parte, a apreciação, na generalidade, de um projeto de Decreto Legislativo Regional, da autoria do PAN, intitulado Alimentação de animais para consumo, apresentado nos termos do disposto da alínea e) do artigo 13.º e conjugado com o artigo 66.º do Regimento da Assembleia Legislativa. Está à discussão. Sr. Deputado Rui Almeida para uma intervenção, tem a palavra. O SR. RUI ALMEIDA (PAN):- Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, A proposta que têm perante vós não é nem de esquerda nem de direita mas, permitam-me dize-lo, consegue ser o melhor incentivo à agricultura que alguma vez passou aqui pela Assembleia. Resumidamente o que se pretende é estabelecer um período para as indústrias pecuária, aviária e de aquicultura fazerem uma transição faseada para um regime em que a alimentação dos animais mantidos na Região seja de origem regional. É também intenção deste decreto incentivar a migração de explorações para um modo de exploração extensivo. Toda a argumentação a favor desta medida, e que tem a ver com a sustentabilidade ambiental, o bem-estar animal e a saúde humana, podem encontrá-la no diploma que ora está a ser proposto. Quero aqui responder antecipadamente a uma objeção que podem querer levantar e que é: Esta medida vai prejudicar os nossos produtores, vai encarecer os seus produtos e destruir esta atividade económica na RAM!?! A preocupação que está aqui subjacente é que, com as práticas económicas dos outros, mais competitivas e eficientes, faz com que o seu produto seja mais barato, e como as pessoas compram o mais barato temos como consequência o fim desta nossa indústria. E eu quero rebater os dois axiomas que sustentam esta premissa: o da poupança financeira e o do enquadramento económico, sendo infelizmente claro que a afirmação, em que a maioria se revê, deixa de fora questões éticas, ambientais e de bem-estar animal.

13 Então em primeiro lugar acerca da poupança financeira. Para este tema em particular quero afirmar que é impossível desligar o regime alimentar baseado em produtos animais, de questões de saúde. E a questão da saúde tem, para muitos, gastos financeiros avultados. Sabiam que a Organização Mundial da Saúde determinou que fatores dietéticos são responsáveis por pelo menos 30% de todos os cancros nos países ocidentais e até 20% nos países em desenvolvimento e que quando os oncologistas começaram a procurar ligações entre a dieta alimentar e o cancro, uma das descobertas mais notáveis foi que as pessoas que evitavam carne eram muito menos propensas a desenvolver esta doença, o cancro? E há estudos na Inglaterra e na Alemanha que mostram que os vegetarianos têm cerca de 40% menos probabilidade de desenvolver cancro quando comparados com os consumidores de carne. Aparte inaudível. 40%! Há portanto um preço extra que se paga ao consumir diariamente carne, ele figura na conta do médico e em medicamentos. Como nem todos os consumidores se importam em estar devidamente esclarecidos acerca destes aspetos, eu vou a seguir também mencionar uma medida mitigadora para a diferença de preços. E o segundo axioma é o do modelo económico, é o pano de fundo de tudo e parece ditar todas as regras. O PAN entende que atualmente este modelo do crescimento económico é altamente questionável. E coloca a questão se ele deve estar acima de tudo, e ser defendido mesmo em detrimento da preservação da natureza, da ética e da sustentabilidade!? Se outros o usam para produzir mais e mais barato, não olhando a como, será que nós temos que fazer o mesmo? Se for bem entendida esta proposta do PAN deve: não levar à sua crítica porque ela parece prejudicar os nossos, mas antes a uma crítica ao modelo instituído que efetivamente nos prejudica a todos e por fim uma crítica à maneira insustentável como atualmente aqui e em todo o lugar se faz a produção e a alimentação de animais para consumo. Se estão a pensar que deve surgir um Decreto Legislativo Regional que aplique uma sobretaxa a produtos animais que não tiveram em conta estes aspetos de sustentabilidade, então estão a pensar bem! Sim, com a aprovação deste Decreto Legislativo Regional haveria motivo para taxar a importação de certos produtos de forma diferenciada e tentarmos espalhar para além fronteiras os valores que aqui começamos a estimar. Obrigado. Transcrito do original. Sr. Deputado Edgar Silva para uma intervenção, tem a palavra. O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, este projeto de decreto legislativo regional tem desde logo um mérito, que é o de permitir que se assuma uma vez mais, aqui, no Parlamento, que a capacidade produtiva na Região é extremamente residual, para não dizer mesmo quase insignificante. Porque, para os animais que são depois abatidos para consumo humano na Região, se eles são em dimensão muito limitada, e é importante lembrar que a Região já foi autossuficiente em produtos, para consumo humano, avícolas, já foi completamente autossuficiente, deixou de o ser há muito tempo, e se hoje a Região tem, ao longo destes anos, em resultado de há longos anos haver uma quebra, uma profunda quebra recessiva na sua capacidade de produção regional, este diploma desde logo permite reafirmar uma vez mais, aqui, no Parlamento, esta denúncia de como a Região tem descorado o seu sector produtivo. Mas sendo cada vez menos, há outro aspeto importante nesta denúncia à incapacidade produtiva na Região, ao desmantelamento de toda a capacidade produtiva regional, que é: hoje, sendo cada vez menos a capacidade de produção de bens alimentares de origem animal para consumo humano na Região, se o número é cada vez mais diminuto, hoje, se fosse para garantir que a alimentação para esses animais fosse produzida na Região, de acordo com os requisitos deste diploma, os animais morreriam todos à fome. E porquê? Porque a Região, a quantidade de animais para consumo humano criados na Região tem vindo progressivamente a diminuir ao longo de anos, a Região não tem autossuficiência alimentar, está completamente dependente a todos os níveis do exterior, e os poucos que a Região ainda produz, se tivesse que os alimentar com produção regional, morria tudo à fome. Por isso, o artigo 5.º que é aqui proposto aponta para uma fase gradual de capacidade regional para garantir a produção alimentar para esses animais. E propõe 20 anos. É uma fase gradual. Isto quer dizer que, não só estamos a anos-luz daquilo que deveria ser uma elementar e básica capacidade produtiva, mas aponta para 20 anos para podermos chegar a uma capacidade de 100% O ORADOR:- de garantia de concretização do que é aqui proposto neste decreto legislativo regional. É uma forma importante também de denúncia da política deste Governo Regional e do jardinismo, de destruição da capacidade produtiva regional, de destruição completa, progressiva e já completa a vários níveis do que eram, do que já foram importantes possibilidades de produção regional. Pág. 13

14 Sra. Deputada Raquel Coelho para uma intervenção, tem a palavra. A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Obrigada, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, o PAN traz a este Parlamento uma matéria de bastante relevo em termos ambientais e de saúde pública, que deve ser discutida e seriamente ponderada a sua introdução na Região Autónoma da Madeira. O nosso Grupo Parlamentar não sabe até que ponto a sociedade madeirense e os produtores locais estão preparados para os impactos e a logística que envolve a aprovação de um decreto legislativo regional deste género, acho que, em primeiro lugar, é preciso apostar na consciencialização da sociedade madeirense, que pouco conhece os efeitos e malefícios da ingestão dos alimentos geneticamente modificados, e só através de ações de formação e de conhecimento do problema é que realmente nós podemos evoluir neste sentido. Há que mudar, primeiro, mentalidades e a mudança de hábitos há muito enraizados. Sabemos que a Região neste momento não tem condições de aplicar este decreto legislativo, pelas razões que já foram enunciadas pelo Deputado Edgar Silva, nomeadamente da fraca capacidade da Região no sector produtivo. Também, infelizmente, à primeira vista, para muita gente, esta pode parecer uma medida com pouco interesse, mas a verdade é que, com a propagação de uma série de doenças nos últimos anos, especialmente os cancros, torna-se imperioso um estudo profundo dos efeitos da ingestão deste tipo de alimentos, até porque este tipo de doenças põem em causa a vida humana e o seu tratamento, que, como sabemos, é bastante demorado e oneroso para o Serviço Regional de Saúde, que muitas vezes, como bem sabemos, não dispõe de meios financeiros para os tratamentos adequados às pessoas que padecem destas doenças. Se nós fôssemos, realmente, autossuficientes na produção de carne, aplicar uma medida destas poderia significar, a longo prazo, uma redução significativa deste tipo de doenças e a poupança de muitos milhares de euros todos os anos aos cofres do Estado, mas, infelizmente, como grande parte daquilo que consumimos provém do exterior, não há como controlar o consumo de transgénicos aqui na Região. Também não poderíamos estar mais de acordo com a combinação que é feita no diploma às condições em que são criados os animais para consumo, especialmente nas explorações industriais que determinam a qualidade da carne e, por conseguinte, a saúde daqueles que a ingerem. A proposta também foca outro pertinente problema, que é o facto de a Região não produzir matéria suficiente para a alimentação alimentar, o que demonstra um total desinteresse e falta de estratégia por parte do Governo Regional nesta área, nomeadamente na produção regional. O PAN também destaca a violação do Decreto Legislativo Regional n.º 15/2010, de 13 de agosto. Ora, se as instituições regionais permitem que os animais para consumo humano sejam alimentados com rações compostas por cereais de origens geneticamente modificados e se permitem que nos supermercados esteja à venda carne proveniente de animais que foram alimentados com estas rações, portanto, o Governo Regional está a transgredir a própria lei. E é por estas e outras razões que o Partido Trabalhista Português irá votar favoravelmente esta proposta, embora sabendo que a Região não tem condições de aplica-la, nem tão pouco o PSD está direcionado nesse sentido, mas nós iremos votar favoravelmente, no sentido de que esta é uma medida boa, com princípios bons, e que tem, sobretudo, uma ação pedagógica. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Muito obrigado, Sra. Deputada. Sr. Deputado Vicente Pestana para uma intervenção, tem a palavra. O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Muito obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, eu noto que não há grande entusiasmo por parte dos partidos, incluindo, perdoe-me, desculpeme o autor da proposta, sobre este diploma. E também noto que há alguma dificuldade de interpretação sobre aquilo que aqui se pretende. Mas, em primeiro lugar, eu gostaria de me dirigir ao autor da proposta, para lhe dizer que aquilo que eu vier a dizer sobre este diploma, nada tem contra si, não entenda como menosprezo pelas suas ideias, ou pelas crenças (e eu sublinho aqui as suas crenças ), mas o que eu disser é sobre aquilo que entendo sobre este documento. O Sr. Deputado é uma pessoa que respeita as ideias alheias, é uma pessoa de bom trato em termos sociais, e, portanto, eu não quero, de forma alguma desviar-me dessa postura. No entanto Pág. 14 Aparte inaudível. no entanto, eu sublinhei o termo crença, porque aquilo que o Sr. Deputado, ou o autor deste documento aqui coloca, não passa, na maioria dos casos, de crenças. E aquilo que se diz que aqui está provado e comprovado, não é bem assim, e quem se quiser debruçar sobre estas matérias, mesmo não sendo especialista, como é o meu caso, dá para perceber que muito daquilo que aqui está escrito são crenças e são opções também, opções de vida, e não questões tecnicamente e cientificamente comprovadas. A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Não são crenças, pelo amor de Deus! O ORADOR:- Desde logo por aquilo que o Sr. Deputado acabou de dizer, aqui, no seu discurso, as questões económicas e as questões Aparte inaudível. Falou das questões de enquadramento económico e do enquadramento das poupanças financeiras.

15 Mas, inclusivamente, as questões ambientais, que muito são suscitadas aqui, neste diploma, isso não é líquido. Não é líquido e, antes pelo contrário, eu poderei prová-lo e comprová-lo, se tiver tempo, ou se tiverem pachorra para me ouvir, porque isto é uma matéria muito longa. De qualquer forma, eu começava por me referir ao preâmbulo do diploma, quando se refere que este documento é um primeiro passo no sentido das preocupações ambientais, no sentido do bem-estar animal, no sentido de formas corretas e amigas do ambiente, de praticar a agricultura. Oh! Sr. Deputado, isto não é manifestamente verdade. Toda a gente sabe, e os próprios agricultores madeirenses se queixam, se têm vindo a queixar muito disso, das normas rigorosas e das imposições que hoje em dia são feitas, tanto aos pequenos agricultores, como aos agricultores de forma intensiva, das regras rígidas que se colocam hoje em dia aos produtores agrícolas, sejam eles pecuários, ou seja mesmo no âmbito da aquicultura e, portanto, todo o enquadramento, tanto comunitário, como nacional, referente a estas matérias, está sobejamente plasmado nos diferentes regulamentos, diretivas, na legislação que entretanto foi transposta para a ordem jurídica nacional e, portanto, todas estas situações, incluindo o tratamento dos afluentes, também estão devidamente enquadradas em termos de legislação. E, portanto, desde logo esta questão não é correta. Aparte inaudível da Sra. Raquel Coelho (PTP). Depois, em vários pontos do seu preâmbulo faz afirmações como, está cientificamente comprovado, como, por exemplo, que não seria necessário produzir proteínas, porque o que os animais herbívoros comem para a produção de proteínas seria necessário para alimentar a população humana. Oh! Sr. Deputado, isto é um pouco de ironia, mas imaginem os Srs. Deputados que, em vez de comermos um bife de vaca, sermos obrigados, todos os dias, a comer uma maçaroca de milho Aparte inaudível da Sra. Raquel Coelho (PTP). ou então, em vez de uma costeleta de porco, termos que ser obrigados a comer umas folhas de inhame, ou outras coisas assim, ou seja, os princípios que aqui estão enumerados, na realidade não são verdade, mesmo naquilo que se refere à questão dos OGM. Não é verdade que para alimentar os animais que se produzem na Região sejamos obrigados a introduzir na Região os OGM. Poderá, e acontece com certeza, é importarmos matérias-primas que têm incorporado produtos produzidos por OGM. Mas depois, temos que ter O SR. AGOSTINHO GOUVEIA (PSD):- O que é isso? O ORADOR:- Organismos Geneticamente Modificados! O SR. AGOSTINHO GOUVEIA (PSD):- Obrigado! O ORADOR:- Mas depois, vamos ao articulado. O que o diploma diz pretender, que não é essa a verdadeira questão, mas é isso que o diploma diz pretender, é isentar de taxas os agricultores que tenham explorações, que procedam com determinados procedimentos. Ora, mas desde logo eu pergunto: que taxas? Porque não são aqui referidas, e na justificação do diploma diz que ele não tem implicações orçamentais. Portanto, convinha, para discutirmos aqui este diploma, sabermos que taxas é que estarão isentas! Depois, o diploma aponta para penalização, digamos assim, entre aspas, dos sistemas de cultivo intensivos, que se transforme as explorações em sistemas intensivos. Subentende-se no diploma, que o modo de produção intensivo é mau, o modo de produção extensivo é bom! Não é verdade. Esta, definitivamente, também não é verdade! O sistema intensivo pode ser, pode e deve, e hoje, cumprindo todas as regras comunitárias, nacionais e regionais sobre este tipo de produção, pode ser um bom método de produção, o regime extensivo pode ser devastador, inclusivamente, se mal utilizado para o ambiente, para o bem-estar animal, para a saúde do animal, e etc.. Portanto, não é claro, não é assumido, nem ninguém pode assumir conscientemente que, sairmos dum sistema para entrarmos noutro, que vamos resolver seja o que for. É preciso ter em conta que, se fosse a assumir este diploma vejase, por exemplo, a propriedade da Região. O sistema de propriedade, mais de 90% da propriedade agrícola da Região tem menos de 1 hectare, e mesmo assim essas propriedades estão cultivadas com algumas culturas. Para produzir a pecuária extensiva nestas propriedades, o agricultor não podia produzir outra cultura, e mesmo assim, por cada hectare só podia pôr uma vaca, ou então seis ovelhas. Ora, oh! Srs. Deputados, acham isto viável? O SR. AGOSTINHO GOUVEIA (PSD):- Cá nada! O ORADOR:- Depois, Srs. Deputados, além disso, mesmo em termos ambientais, não é por acaso que aqui, a Madeira, sempre teve uma tradição dos animais estarem em estábulos, e, portanto, os animais não iam à erva, a erva é que vinha aos animais. E porquê? Porque, dada a orografia, dada a dimensão da propriedade e até pelas necessidades das explorações, nomeadamente em adubos e fertilizantes, isto era importante para a segurança dos animais, em primeiro lugar, para o bem-estar do animal, porque corria muitos riscos de quedas, de partir membros e etc., e depois uma questão muito importante em termos ambientais, que era o de conseguir os adubos orgânicos, evitando, Sr. Deputado autor do Pág. 15

16 projeto, evitando exatamente os adubos químicos. Não estão a ver os Srs. Deputados, andar o agricultor atrás da vaca, ou atrás doutro animal, com um saquinho a recolher, enfim, já perceberam o resto. Não é assim, isto não é Pág. 16 Aparte inaudível do Sr. Edgar Silva (PCP). É que há determinados, criam-se determinados preconceitos, e que depois as pessoas, porque gostam, ou porque acreditam em determinadas situações, vão logo atrás. Mas isto tem implicações! Não é por acaso que, historicamente, as coisas se fizeram de um determinado modo, não é por acaso que, mesmo em termos da Europa, quem vai, enfim, mais à frente nas questões do bem-estar animal e da segurança animal, tem evoluído num determinado sentido, mas não no sentido que aqui se aponta. Depois, outra vertente do diploma, é o de alimentar os animais apenas com produtos produzidos na Região. Oh! Srs. Deputados, dizia o Sr. Deputado do PCP que a Região já foi autossuficiente na produção de animais para alimentação. O SR. EDGAR SILVA (PCP):- E foi! A base da alimentação era carne de galinha e ovos! O ORADOR:- Pois! Mas, como dizia aqui alguns dos colegas, havia pessoas que só comiam carne de vaca duas vezes por ano, era no Natal e no Espírito Santo. Dava para muitos, um frango dava para um sítio inteiro! Mas, Sr. Deputado, a verdade é que, a implementar isto que aqui está, pura e simplesmente não se pode produzir nada, porque os animais não se alimentam, aliás, mesmo em termos forrageiros, ou em termos dos animais herbívoros, para já não há alimento suficiente para os animais atualmente existentes, mesmo sendo poucos, como diz o Sr. Deputado Edgar. O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Morria tudo à fome! O ORADOR:- Exatamente! Olhe! Se calhar! Mas é impossível, porque não há produtos regionais suficientes, nem é possível O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Não aguentavam uma semana! O ORADOR:- Oh! Sr. Deputado, não é possível alimentar os animais com produtos apenas regionais. O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Não é possível, agora! O ORADOR:- Aliás, não se queira isto para os animais, quando não queremos isto nem para nós. Algum dos Srs. Deputados quer estar proibido, ou quer que não tenha à sua disposição produtos que não sejam produzidos na Região? Eu deixo esta pergunta. O ORADOR:- Oh! Srs. Deputados Mais! O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Não está impedida a importação! Ele não impede a importação! O SR. JOSÉ PRADA (PSD):- Limita. Limita! O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Isso impedia a lei da concorrência e não pode ser! O ORADOR:- O diploma também O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Condiciona! O SR. JOSÉ PRADA (PSD):- Limita. Limita, e muito! O ORADOR:- Oh! Srs. Deputados, só para concluir, porque já me estou a alongar demasiado. Esta questão também inclui a questão

17 Se os Srs. Deputados quiserem ouvir mais um bocadinho! O SR. JOSÉ PRADA (PSD):- Só um bocadinho? (Risos) O ORADOR:- Eu ainda vou falar do peixe. Quem não gosta de carne, ao menos espere pelo peixe! Risos. É que esta questão inclui também a aquicultura. E os princípios são os mesmos, alimentar os peixes apenas com produtos da Região! O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Produzidos na Região! O ORADOR:- Acontece, porém, que os peixes precisam também de ração, da aquicultura, e que inclui farinhas de origem animal, soja, cereais, alimentos vitamínicos e também os ligantes. Nada disto se produz aqui na Região, nem temos possibilidades, nem podemos ter a pretensão de ter estes produtos aqui na Região, o que teríamos que fazer era produzir apenas peixes herbívoros. Ora, na prática, não podíamos produzir os peixes que Aparte inaudível do Sr. Rui Almeida (PAN). Oh! Sr. Deputado, é assim! E então, os peixes carnívoros que podíamos ter aqui, na Região, eram as tilápias e as carpas! O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Peixes carnívoros, não está aqui! O ORADOR:- Se querem limitar a sua dieta em termos de peixe a tilápias e carpas O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Peixes carnívoros, não está aqui! O ORADOR:- oh! Srs. Deputados, fiquem lá com essas, eu não, eu gosto da Dourada, do Bodião É que os Srs. Deputados não perceberam uma coisa: é que o diploma o que pretende é evitar a alimentação através de animais carnívoros e, portanto, que se alimentam através doutros animais O SR. EDGAR SILVA (PCP):- Não! O ORADOR:- Ah! É, sim senhor, está implícito, nomeadamente no preâmbulo. O que o diploma pretende implementar é a criação e a exploração de espécies que não sejam alimentados com origem em outros animais. O espírito da coisa é exatamente esse, quanto a isso, não há dúvida absolutamente nenhuma! Mas, para concluir, eu gostaria de afirmar que, em primeiro lugar, já há legislação, nacional, comunitária e regional, que promove a questão do bem-estar alimentar, a defesa higieno-sanitária dos efetivos, a salvaguarda da saúde pública, a segurança alimentar de pessoas e de bens, a salvaguarda do ambiente e do ordenamento do território, tudo isto já está legislado e está bem legislado. O que os Srs. Deputados poderão dizer é: Ah! Mas nalguns casos não se pratica!. Está bem, não se pratica, mas então não vamos fazer leis em cima de leis que, com a duplicação, ainda se criar mais confusão! E naturalmente que toda esta legislação está feita num quadro de sustentabilidade e de responsabilidade social dos produtores pecuários e aquícolas. Por outro lado, também, se aqui o que se pretende é isentar de taxas para fomentar uma agricultura e uma aquicultura amiga do ambiente e da saúde e bem-estar alimentar, ora, vamos então verificar, se assim o entenderem e se se derem a essa maçada, que todos os apoios ao nível dos Quadros Comunitários, do anterior e deste que agora se vai implementar, todo ele está orientado e premeia e ajuda, com majorações, as explorações que implementem sistemas exatamente amigos do ambiente, da segurança alimentar e do bem-estar animal. E por isso, entendemos que este diploma, mesmo acreditando que o seu autor, ou autores tenham boas intenções, respeitamos aquilo que o autor, ou os autores acreditam ser o melhor para estas questões, mas naturalmente não concordamos! Sr. Deputado Rui Almeida para um pedido de esclarecimento, tem a palavra. Dispõe de 30 segundos. Pág. 17

18 O SR. RUI ALMEIDA (PAN):- Obrigado. Queria só dizer que as minhas crenças nesta área estão baseadas em factos estudados. E parece-me que há aqui uma confusão, ou não leram bem a proposta: os animais não vão morrer, só após 5 anos é que há um limite de 30% na alimentação, não há qualquer questão deles morrerem. Não há obrigação neste diploma para que as explorações sejam extensivas, nem que o consumidor seja obrigado a consumir carne. Nada disso! Também, relativamente à noção que se tem, de que o intensivo é que é bom e as normas técnicas estão asseguradas, etc., o intensivo é altamente prejudicial, a pegada ecológica é muito maior. E há imensas questões, obviamente que eu não tenho aqui tempo para as abordar, mas Pág. 18 O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Terminou o tempo. O ORADOR:- Vou só referir esta ideia. a questão aqui para a Região: É aplicável? Vamos contrapor entre o que é viável e o que é sustentável. Se calhar não é sustentável nós mantermos o regime e a produção que temos mantido até agora, nesta área! Sr. Deputado Vicente Pestana para responder, tem a palavra. O SR. VICENTE PESTANA (PSD):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, eu não sei se consegui apreender toda a pergunta, e peço desculpa, porque no início eu não me apercebi que era uma pergunta, de qualquer forma, talvez tenha captado o que o Sr. Deputado quis dizer. Aquilo que eu disse, e dei alguns exemplos, mas podia dar mais, daquilo que o diploma afirma, que são dados, que são estudos e que são conclusões, eu referi apenas alguns, mas no preâmbulo e em toda a apresentação do diploma existem várias afirmações, são várias, que eu não tenho dúvidas nenhumas, embora, repito, eu disse, e volto a dizer, não sou especialista nesta matéria, mas há uma coisa que sei (e faço notar novamente que isto sem ofensa para os autores), mas há uma coisa que eu sei: é que isto, esta proposta é irrealista e impraticável. Disso eu não tenho dúvidas absolutamente nenhumas! E há outra questão. O Sr. Deputado diz realmente que ninguém está a obrigar a nada. Sr. Deputado, não está, realmente não está, mas está a dizer que incentiva, ou que isenta de taxas, que não se sabe quais, porque eu próprio também não descobri. Portanto, diz que o diploma não tem implicações orçamentais. Ora, se não tem implicações orçamentais, é que não está a isentar nada! Aparte inaudível do Sr. Edgar Silva (PCP). Quanto à questão do extensivo e do intensivo, oh! Sr. Deputado, eu garanto-lhe uma coisa: aqui na Madeira, e eu dei o exemplo, por exemplo, dos ovinos, dos caprinos e dos bovinos, oh! Sr. Deputado, é impraticável! Como é que um agricultor, que raramente tem mais do que 1 hectare, poderá ter animais em sistema extensivo, quando, se ele colocar uma vaca na sua propriedade, já não pode fazer mais nada!? Quando, se ele colocar seis ovelhas, ou seis cabras, na sua propriedade, já não pode fazer mais nada!? Os aquicultores, se forem a fazer isto que o Sr. Deputado implementa, ou, aliás, se ele tentar fazer isto, embora não seja obrigado O ORADOR:- Já termino, Sr. Presidente. embora não seja obrigado, ele simplesmente não pode dar nada aos animais, porque aqui na Madeira não se produzem, nem temos matérias primas para produzir os alimentos para dar aos seus peixes. Portanto, a questão aqui, e por isso é que falei de crenças e de boas vontades, mas o que aqui se pretende não é praticável, isto é uma utopia. Talvez boa vontade, tudo bem! Mas, implicações não passa disso, Sr. Deputado! Mas, com todo o respeito, eu respeito perfeitamente O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Agradeço que conclua. O ORADOR:- as suas crenças e a sua iniciativa! O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Srs. Deputados, vamos fazer aqui o nosso intervalo regimental. Eram 10 horas e 56 minutos. INTERVALO O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Srs. Deputados, vamos retomar os nossos trabalhos. Eram 11 horas e 42 minutos.

19 E dou a palavra ao Sr. Deputado José Manuel Coelho, para uma intervenção. Dispõe de 1 minuto e meio. O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- 1 minuto e meio! Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, sobre este diploma aqui, apresentado pelo PAN, nós apoiamos e vamos votar favoravelmente, porque nós acreditamos na utopia, ao contrário do Sr. Deputado Vicente Pestana, que não acredita. A utopia parece uma coisa que parece impossível tornar possível e, portanto, nós estamos de acordo com esta coisa! Agora, voltando às declarações do Sr. Vicente Pestana, quando ele diz que isto é irrealista, que este projeto, que este decreto legislativo regional é irrealista, que é impraticável, ele lá tem as suas razões para dizer isso, porque ele sempre foi um técnico ligado à agricultura, um técnico abalizado, que sempre esteve ali, na ILMA. E já agora, gostava que o Sr. Deputado esclarecesse esta Casa e os madeirenses, se o Sr. António Nóbrega, do Caniço, que adquiriu a ILMA, o vai contratar para chefe e manager daquela nova empresa? Sabemos também que na realidade o Partido Social-Democrata não está muito virado para estas questões da alimentação, porque o Partido Social-Democrata constitui uma fauna muito especial, não se alimenta propriamente de alimentos físicos, o verdadeiro alimento do Partido Social-Democrata são os cifrões. E, portanto, é para vermos que o Partido Social-Democrata, para funcionar, supostamente em defesa dos madeirenses e dos porto-santenses, custa ao bolso dos madeirenses e porto-santenses 4 milhões de euros por legislatura. Vejam só! A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Só!? O ORADOR:- Portanto, é uma fauna muito especial, que não estou a ver essa fauna comer vergetaizinhos, alimentos livres de transgénicos, não estou a ver isso, porque eles alimentam-se, realmente, é de cifrões, não é verdade? Muito obrigado. Sr. Deputado Maximiano Martins para uma intervenção, tem a palavra. O SR. MAXIMIANO MARTINS (PS):- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o objeto deste diploma, deste projeto de Decreto Legislativo Regional é pertinente, embora a sua aplicação, como vimos durante o debate, envolva muita controvérsia em muitos aspetos, e alguma controvérsia necessária e legítima. E já iremos aos aspetos controversos. Mas quando eu digo que o objeto é pertinente, refiro-me a coisas que este projeto traz ao de cima, como seja: estabelecer regras que atenuem os impactos ambientais das explorações agrícolas, pecuárias e aquicultura, ou a maricultura, no caso da Madeira, porque toda a aquicultura é de mar; cuidar da sustentabilidade das atividades; potenciar a proteção animal, a saúde humana e o bem-estar animal, tudo isto são questões pertinentes, que devem ser discutidas. De resto, são questões ligadas, que não devem ser vistas, como não são vistas, no mundo moderno, de forma separada. Hoje em dia, quando se fala de proteção ambiental, liga-se à saúde humana, e quando se fala de bem-estar animal, ligase também a vários outros aspetos. Portanto, a primeira questão a sublinhar é que o objeto é pertinente, apesar de alguma controvérsia legítima, natural, na sua aplicação. O segundo aspeto, é dizer que é justificada a discussão deste tema na Assembleia Legislativa da Madeira, ainda bem que o tema é trazido, porque estes são temas que uma sociedade moderna, civilizada e progressista tem, obrigatoriamente, de abordar, tem, obrigatoriamente, de discutir, aliás, num outro dia, não necessariamente ligado a este, também o debate sobre os animais de companhia pode e deve ser feito, mas esse é um outro tema, porque agora é deste que estamos a tratar, mas de resto, este tema é um tema que tem, na sua essência, eu não direi desde que a humanidade existe, mas, no debate teórico, tem pelo menos 40 anos. Eu tenho em memória, tenho essa felicidade, é a felicidade da idade, tive a felicidade de assistir, no início dos anos 70, ao debate sobre as questões da sustentabilidade, a questão da sustentabilidade e a questão do modelo económico que a sociedade ocidental erigiu, deste muito tempo, desde a Revolução Industrial e desde o pós-guerra, e, portanto, a questão de pôr em causa o modelo económico. Isso foi feito claramente no início dos anos 70, e lembro-me também, no início dos anos 70, penso que em 1972, num livro que então me marcou muito, que foi Os limites do crescimento, do Clube de Roma, que contestava justamente a possibilidade do modelo económico ter um prolongamento, ser sustentável, ser viável, a médio e a longo prazo, na base do consumo de recursos e do impacto que tinha sobre o ambiente, sobretudo na ótica dos recursos naturais, e minerais em particular, necessários para o processo de crescimento. E lembro-me também dos trabalhos da OCDE, das Nações Unidas, da Comunidade Europeia, sobre estes temas. E, portanto, não é um tema moderno, o que é mais recente e mais moderno é a ligação mais articulada de vários pilares do desenvolvimento social, porque se a proteção ambiental, ligada ao desenvolvimento, esteve nesse início dos anos 70, hoje em dia coloca-se a saúde humana e o bem-estar animal como um desses pilares, a que eu juntaria, como pilar, na base do tratamento das questões de lidar com o sector primário, com a agricultura em particular, da Pág. 19

20 responsabilidade social. Eu, hoje, valorizo, e acho que devermos valorizar, o agricultor, mas mais que ter uma abordagem ecológica e ambiental, é ter responsabilidade social, o que significa que, pensar no consumidor, pensar na saúde animal, pensar na terra e no meio ambiente, deve ser equacionado pelo utilizador, inclusive quando utiliza produtos químicos. Ou seja, a utilização de produtos químicos, a meu ver, quando indispensáveis, deve ser feita, mas deve ser feita com responsabilidade social. E, portanto, parece-me, e falo com o meu lado de agricultor, ligado à agricultura, eu costumo dizer que eu prefiro ter uma abordagem de responsabilidade social na abordagem que faço à atividade económica e, portanto, eu acho que este projeto, sendo pertinente, volto a dizer, abre um debate necessário. Abre um debate necessário! Eu acho que é mais do que um projeto de Decreto Legislativo Regional, é um debate que deve ser aberto na sociedade madeirense, embora parte desta coisas nos transcendem totalmente, como seja a das explorações industriais e muito intensivas que não existem na Madeira, é um debate e que deve envolver, neste debate, os parceiros sociais, designadamente os parceiros da sociedade agrícola. Eu parece-me que não deveríamos legislar nesta Casa nesta matéria sem ter um contacto com os parceiros da atividade agrícola, para que estes nos dissessem, com realismo, embora eu felicite o Deputado Rui Almeida por ter tido realismo na abordagem que faz, designadamente em processos de transição, mas para, com realismo, nós podermos, e com consciência, com a nossa consciência tranquila, tomarmos uma posição definitiva sobre matérias que afetam, não apenas positivamente os animais, mas afetam as pessoas. E esta ligação, pessoas/animais, é uma ligação absolutamente indispensável, não é um contra o outro, é um desenvolvimento harmonioso que faz as sociedades se desenvolverem. E, portanto, ponderar todas estas coisas, ponderar os impactos sobre a atividade económica, ponderar as restrições do ponto de vista das leis da Comunidade Europeia, designadamente as leis da concorrência, tudo isto deve ser feito com muito cuidado, sendo que, inclusive, também trazer ao de cima aquilo que se faz atualmente. As preocupações ambientais nos apoios comunitários, da União Europeia, da Comissão Europeia, são restrições muito fortes e que são, obrigatoriamente, seguidas, para que os agricultores possam ter determinados apoios. E, portanto, esta necessidade de ponderação, de equacionar tudo o que está em causa, acho que devia ser feito por nós, de modo que eu francamente me divido relativamente a este diploma. Eu, no fundo, gostaria que houvesse um trabalho na especialidade, sem votação na generalidade, e que nós pudéssemos, em especialidade, desenvolver este tema, com o resultado que logo se veria. Mas isso depende, evidentemente, da vontade do autor e não me quero, em nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, substituir ao autor em matérias que a ele dizem respeito. Muito obrigado. Sr. Deputado Martinho Câmara para uma intervenção, tem a palavra. O SR. MARTINHO CÂMARA (CDS/PP):- Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Deputados, realmente esta matéria trazida aqui pelo PAN é muito importante para a Madeira. Aquilo que está aqui em debate são várias questões, desde a criação de animais, a própria agricultura, a sustentabilidade dos ecossistemas, mas, Sr. Deputado, já aqui foi apelidado, por alguns deputados que possivelmente vão votar favoravelmente este diploma, que este diploma não passa de um diploma utópico, que se trata de crenças, ou então, como o Sr. Deputado mesmo classificou, não crenças, mas factos estudados, mas não comentou quais foram os resultados desses factos estudados. Pág. 20 Aparte inaudível do Sr. Edgar Silva (PCP). Eu gostaria de, em primeira mão, dizer que, aquilo que o Sr. Deputado aqui propõe e que nos merece toda a atenção e todo o respeito, nem a própria Albânia se conseguiu fazer isso, ou seja, se fechar de tal maneira que nada lá entrasse. E aquilo que este diploma aqui propõe é que, violando todas as orientações e diretivas da União Europeia, que a Madeira fique isolada e não consiga importar alimentos para alimentar os seus animais, ou seja, aquilo que o Sr. Deputado aqui propõe é que se troque a produção regional, essa, sim, com alguma sustentabilidade, por importações de carcaças de animais para consumo. Mas eu gostaria que o Sr. Deputado trouxesse a este debate era outras questões outras questões que teriam a ver com a sustentabilidade dos ecossistemas, com a defesa dos ecossistemas, com a temática do abandono dos animais, com o abate dos animais, com o bem-estar animal, isso, sim, são preocupações que o CDS também partilha, mas, Sr. Deputado, quando o Sr. Deputado traz a esta Câmara e faz aqui, na abordagem e põe, no preâmbulo, que: Todos têm direito à proteção da saúde, incumbindo ao Estado promover ações e criar condições para que esse direito seja garantido e efetivado, de acordo com o artigo 64.º da República Portuguesa, Sr. Deputado, eu pensava que a Constituição Portuguesa relativamente a esta matéria estava-se a referir às pessoas, não se estava a referir aos animais. Eu compreendo que tem que haver essa preocupação, mas neste momento o próprio Estado não consegue garantir às pessoas essa garantia de saúde e o Sr. Deputado faz aqui um jogo ambíguo, que baralha tudo e confunde as pessoas e o bem-estar das pessoas também com o bem-estar dos animais.

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