Ericka Vicente Brandão URBANIZAÇÃO E VIOLÊNCIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A ANOMIA ESTATAL E A ALTERAÇÃO DOS ÍNDICES DA VIOLÊNCIA URBANA EM BELÉM DO PARÁ

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1 PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISA EM QUALIDADE DE VIDA E MEIO AMBIENTE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE URBANO Ericka Vicente Brandão URBANIZAÇÃO E VIOLÊNCIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A ANOMIA ESTATAL E A ALTERAÇÃO DOS ÍNDICES DA VIOLÊNCIA URBANA EM BELÉM DO PARÁ BELÉM 2009

2 Ericka Vicente Brandão URBANIZAÇÃO E VIOLÊNCIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A ANOMIA ESTATAL E A ALTERAÇÃO DOS ÍNDICES DA VIOLÊNCIA URBANA EM BELÉM DO PARÁ Dissertação apresentada ao programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano, da Universidade da Amazônia, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre. Linha de pesquisa: Dinâmica Sócioambiental Urbana. Orientador: Prof. Dr. Leonardo Augusto Lobato Bello BELÉM 2009

3 Ericka Vicente Brandão URBANIZAÇÃO E VIOLÊNCIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A ANOMIA ESTATAL E A ALTERAÇÃO DOS ÍNDICES DA VIOLÊNCIA URBANA EM BELÉM DO PARÁ Dissertação apresentada ao programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano, da Universidade da Amazônia, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre. Linha de pesquisa: Dinâmica Sócioambiental Urbana. Orientador: Prof. Dr. Leonardo Augusto Lobato Bello Defesa: Belém(PA), 19 de outubro de 2009 Banca Examinadora: Prof. Dr. Leonardo Augusto Lobato Bello Orientador, Universidade da Amazônia Prof. Dr. Marco Aurélio Arbage Lobo Examinador, Universidade da Amazônia Prof. Dr. Reinaldo Nobre Pontes Examinador, Universidade da Amazônia

4 Ao meu marido, que durante toda a minha vida acadêmica me apoiou e acreditou no meu trabalho, e que, mais uma vez, sonhou o meu sonho tornando-o nosso. A ele com amor.

5 AGRADECIMENTOS A Deus pelo dom da vida, nos momentos difíceis em que Ele me confortou e me conduziu ao caminho do conhecimento. À Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade da Amazônia, na pessoa da professora Núbia Maria de Vasconcelos Maciel, pela competência com que conduz os programas de mestrado da universidade, em especial o Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano. À Coordenação do Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano, na pessoa do professor Marco Aurélio Arbage Lobo, pela dedicação e empenho durante todo o curso e, ainda pelos conhecimentos repassados sobre Sistema de Informação Geográfica, que foram de grande valia para o desenvolvimento desta dissertação. Às professoras Nírvia Ravena e Voyner Ravena Cañete, pela grande contribuição no que trata do desenvolvimento de um olhar que escapa à visão tecnicista, promovendo assim o aclaramento das questões que envolvem o espaço urbano construído e, consequentemente a busca da compreensão deste fenômeno. À professora Luciana Costa da Fonseca, a qual, como colega, procuro me espelhar no desenvolvimento da docência, por ter encontrado nela uma grande inspiração, uma verdadeira mestra ao que se propõe realizar, o ensino e a aprendizagem. E ainda por ter me proporcionado a visão de uma ciência tão ampla e importante, quando tratamos o meio ambiente urbano, o direito com suas nuances e vertentes. Ao professor Mário Vasconcelos Sobrinho, que contribuiu sobremaneira ao desenvolvimento desta dissertação, através dos momentos de convivência, os quais proporcionaram o aprimoramento do pensamento científico refletindo no desenvolvimento e compreensão de cada uma das etapas que constituem a pesquisa. Ao meu orientador, professor Leonardo Augusto Lobato Bello, acima de tudo pela confiança que depositou nesta pesquisa, e consequentemente nesta pesquisadora. A paciência, dedicação, empenho e, ainda, pela forma com que abraçou esta pesquisa incondicionalmente e por ter aceito orientá-la. Aos novos colegas que através dos nossos debates contribuíram para o meu conhecimento nas mais diferentes áreas. A cada um dos funcionários que fazem parte do Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano, que por vezes, estavam presentes nos momentos de convivência que constituíram os dois últimos anos, sempre com uma palavra ou um gesto amigo e carinhoso, em especial ao nosso querido Tiago, sempre por perto com o objetivo de nos proporcionar o conforto adequado ao desenvolvimento de nossas tarefas. A todos os amigos que de alguma forma contribuíram, mesmo que inconscientemente, para o desenvolvimento desta pesquisa, seja lendo, dando sugestões, indicando literaturas ou simplesmente me aguentando nos momentos mais difíceis. A minha família pelo carinho e compreensão, nos momentos de ausência e também de conflito. A Elaynia Cristina Vicente Ono pela dedicação, profissionalismo e competência com que realizou o projeto gráfico desta dissertação, conferindo a esta pesquisa uma leitura clara através de uma diagramação adequada ao escopo científico. À FIDESA, pela assistência financeira concedida por meio da bolsa de estudos para a realização deste mestrado.

6 A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original. Albert Einstein

7 RESUMO BRANDÃO, Ericka V. Urbanização e Violência: uma reflexão sobre a anomia estatal e a alteração dos índices da violência urbana em Belém do Pará. 112 f. Dissertação (Mestrado) Universidade da Amazônia, Belém, No Brasil o fenômeno urbano transformou as cidades em organismos caracterizados pelo seu poder de polarização, que traz como consequência desta característica a produção das desigualdades socioteritoriais, reflexo da interação do homem com o meio ambiente urbano. Um dos fenômenos decorrentes desta produção sócio-espacial é a violência urbana, foco desta pesquisa, que leva em consideração a constituição do espaço urbano como fator intrínseco ao fenômeno. Diante da necessidade de políticas públicas que dêem conta do fenômeno da violência urbana, esta pesquisa volta-se ao estudo das desigualdades sócio-territoriais com o objetivo de mapeálas tendo como ferramenta um sistema de informação geográfica como instrumento de análise do fenômeno. A metodologia adotada se dá a partir da adaptação de algumas metodologias utilizadas anteriormente, como por exemplo, Wiens (2007), onde se propõe a classificação do índice de infraestrutura e equipamentos urbanos, em contraponto com ao índice de criminalidade violenta, constituído por meio da adaptação da metodologia utilizada por Massena (1986). De posse dos índices as variáveis foram contrapostas, tendo como pano de fundo a sua leitura, o mapeamento cartográfico do espaço. A partir da metodologia adotada nesta pesquisa, buscou-se criar artifícios que pudessem contribuir na análise do espaço urbano, facilitando o entendimento do objeto em estudo, neste caso o município de Belém. Palavras-chave: Urbanismo. Violência Urbana. SIG. Belém

8 ABSTRACT BRANDÃO, Ericka V. Urbanização e Violência: uma reflexão sobre a anomia estatal e a alteração dos índices da violência urbana em Belém do Pará. 112 f. Dissertação (Mestrado) Universidade da Amazônia, Belém, The urban phenomenon in Brazil transformed the cities in organisms characterized for its power of polarization, that brings as a consequence of this characteristic the production of the socio-spacial inequalities, facing the interaction of the man with the urban environment. One of the decurrent phenomena of this socio-spatial production is the urban violence, focus of this research, that takes in consideration the constitution of the urban space as intrinsic factor to the phenomenon. Ahead of the necessity of public politics that give account of the phenomenon of the urban violence, this research turns it the study of the socio-spacial inaqualities with the objective of mapping them with a software tool of geographic information as instrument of analysis of the phenomenon. The methodology adopted was the adaptation of some methodologies used previously, as for example, Wiens (2007), where if it considers the classification of the index of infrastructure and urban equipment, in counterpoint with the index of violent crime, constituted by the adaptation of the methodology used for Massena (1986). The indices was compared with the variable had been opposed, with the cartographic mapping of the space. The methodology adopted in this research, was used to create artifices that could contribute in the analysis of the urban space, facilitating the agreement of the object in study, in this case the city of Belém. Keywords: Urbanism. Urban violence. GIS. Belém

9 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Princípios da Escola Penal Clássica...37 Tabela 2: Tendências da violência urbana no Brasil...40 Tabela 3: Delimitação das fases do PRONACI...42 Tabela 4: Características do programa Terraview Tabela 5: Origem dos dados...54 Tabela 6: Constituição da dimensão social...57 Tabela 7: Constituição da dimensão ambiental...58 Tabela 8: Constituição da dimensão econômica...58 Tabela 9: Indicadores relacionados segundo sua classificação, secundária e primária...59 Tabela 10: Classificação dos índices grupais...64 Tabela 11:Construção do índice sintético do bairro de Águas Lindas...64 Tabela 12: Relação do ICV com o iieu...94

10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Ilustração 1: Ilustração da Teoria Multifatorial...16 Ilustração 2: Esquema dos pressupostos do planejamento urbano integrado...25 Ilustração 3: Boulevard da República...29 Ilustração 4: Planta da cidade de Belém, com a primeira légua patrimonial demarcada Ilustração 5: Esquema que retrata as diversas causas da violência urbana...35 Ilustração 6: Fluxograma da arquitetura do SIG...46 Ilustração 7: Mapa de pontos do TerraView...47 Ilustração 8: Ilustração de mapa densidade...48 Ilustração 9: Mapa de Kernel...48 Ilustração 10: Metodologia utilizada na pesquisa...53 Ilustração 11: Município de Belém divisão político-administrativa...55 Ilustração 12: iieu...61 Ilustração 13: Exemplo de limiares do iieu...62 Ilustração 14: Esquema da construção do índice grupal...62 Ilustração 15: Construção do índice sintético...63

11 LISTA DE MAPAS Mapa 1: Mapa do iieu...71 Mapa 2: Mapa do iieu correlacionando os índices grupais...73 Mapa 3: Mapa do Índice Social Grupal...74 Mapa 4: Índice grupal social e a relação com os índices parciais de segurança, saúde e lazer...75 Mapa 5: Índice grupal social e a relação com os índices parciais de educação...77 Mapa 6: Índice ambiental grupal...82 Mapa 7: Índice ambiental grupal e a relação com os índices parciais de saneamento..84 Mapa 8: Índice econômico grupal...86 Mapa 9: Índice econômico grupal e a relação entre os índices social grupal e ambiental grupal...87 Mapa 10: Índice de criminalidade violenta...89 Mapa 11: Índice de criminalidade violenta e os eventos de criminalidade violenta...92 Mapa 12: Relação do ICV com o iieu...94

12 LISTA DE SIGLAS AE Anuário Estatístico do Município de Belém 2006 AEbd AGB BDG CBB CMP CODEM CRISP DABEL DABEN DAENT DAGUA DASAC DPP DPPa DPPb DPPe DPPl FIDESA FUNCATE IAB Análise Espacial de Dados Geográficos Associação dos Geógrafos Brasileiros Banco de Dados Geográficos Comissão dos Bairros de Belém Central de Movimentos Populares Companhia de Desenvolvimento e Administração da área Metropolitana de Belém Centro de Estudos da Criminalidade da Universidade Federal de Minas Gerais Distrito Administrativo de Belém Distrito Administrativo do Benguí Distrito Administrativo do Entroncamento Distrito Administrativo do Guamá Distrito Administrativo da Sacramenta Domicílio Particular Permanente Domicílios Particulares Permanentes Abastecidos pela Rede Geral de Água Domicílio Particular Permanente com Banheiro Domicílio Particular Permanente com Ligação a Rede de Esgoto Domicílio Particular Permanente Servido por Coleta de Lixo Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais Instituto dos Arquitetos do Brasil

13 IBGE icv IGS iieu INPE IPARDES IPEA IPPUC Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Índice de Criminalidade Violenta Instituto Econômico e Social da Polônia Índice de Infraestrutura e Equipamentos Urbanos Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Instituto de Políticas Públicas de Curitiba i as1 Índice Ambiental Social 1 i as2 Índice Ambiental Social 2 i as3 Índice Ambiental Social 3 i as4 Índice Ambiental Social 4 i er Índice Econômico de Renda i se1 Índice Social de Educação 1 i se2 Índice Social de Educação 2 i se3 Índice Social de Educação 3 i ssg Índice Social de Segurança i ssd Índice Social de Saúde i slz Índice Social de Lazer MEC NEV ONU Ministério da Educação Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo Organização das Nações Unidas

14 PC PDN PDTU PDU PIAPS PIN PMB PNSP Polícia Civil do Estado do Pará Plano de Desenvolvimento Nacional Plano Diretor de Transportes Urbanos Plano Diretor Urbano Plano de Integração e Acompanhamento de Programas Sociais de Prevenção à Violência Plano de Intervenção Nacional Prefeitura Municipal de Belém Plano Nacional de Segurança Pública PRONASCI Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania PUC-SP PUC-RJ SEDUC SEGEP SEMMA SESPA SIG tdpp tdppa tdppb tdppl Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Educação Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão Secretaria Municipal de Meio Ambiente Secretaria de Estado de Saúde Pública Sistema de Informação Geográfica Taxa de Domicílio Particular Permanente Taxa de Domicílio Particular Permanente Abastecido por Água Taxa de Domicílio Particular Permanente com Banheiro Taxa de Domicílio Particular Permanente Servido de Coleta de Lixo

15 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO O processo de urbanização no Brasil O processo de urbanização em Belém (PA) VIOLÊNCIA URBANA Crime e violência: uma visão das escolas penais Uma abordagem da violência urbana: o cenário brasileiro SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA: UMA FERRAMENTA DE ANÁLISE Análise espacial de dados geográficos Análise espacial de dados geográficos: uma aplicação no ambiente urbano MATERIAL, MÉTODO E DESCRIÇÃO DOS DADOS ORIGEM DOS DADOS DELIMITAÇÃO DO UNIVERSO DA PESQUISA CONSTRUÇÃO DOS INDICADORES POR BAIRRO Indicadores do iieu Indicadores do icv CONSTRUÇÃO DOS ÍNDICES POR BAIRRO Construção do índice de infraestrutura e equipamentos urbanos: método genebrino Construção do índice de criminalidade violenta: método bayesiano MAPAS TEMÁTICOS ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ANÁLISE DO IIEU POR BAIRRO Análise comparativa do iieu correlacionando as suas dimensões Análise comparativa do índice social grupal Análise comparativa do índice ambiental grupal Análise comparativa do índice econômico grupal ANÁLISE DO ICV POR BAIRRO ANÁLISE DA RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE O iieu E O ICV CONSIDERAÇÕES FINAIS...96 REFERÊNCIAS APÊNDICE A

16 1 INTRODUÇÃO Acredita-se que nas primeiras décadas do século XXI a violência urbana será um dos principais focos de pesquisas entre a sociedade brasileira e mundial, constituindo-se talvez como o maior desafio de gestão da urbe. Alguns países, como por exemplo: os Estados Unidos da América e a Colômbia já se mobilizam na intenção de criar mecanismos que viabilizem a sustentabilidade da segurança pública. A cidade não está resumida à sua delimitação físico-geográfica, ela deve ser analisada a partir de um todo que interage diretamente com suas partes, com características dinâmicas sujeitas a mudanças. Partindo deste princípio, o planejamento urbano se faz imprescindível na relação do todo com as partes e atua como um agente na estruturação das partes com o todo. As áreas de urbanização desordenada fazem com que surjam bolsões dentro do tecido urbano, que se constituem em áreas potenciais ao desenvolvimento da violência urbana, uma vez que os indivíduos que vivem nestes espaços encontram dificuldades no que diz respeito a acessibilidade, educação, equipamentos de lazer, cultura e outros. Isto faz com que diminuam as oportunidades de inserção na sociedade, levando ao aumento da formação de novos indivíduos no crime. É válido ressaltar que a violência urbana está presente em todas as classes sociais, no entanto é no extrato mais pobre, onde as oportunidades são limitadas, que ela se intensifica. Elliot e Merril (1961, p. 11) apud Gomes (2002), doutrinadores da Teoria Multifatorial, afirmam que muitos delitos são frutos de uma acumulação de sete ou mais circunstâncias negativas (Ilustração1). Um jovem seria capaz de conviver e superar duas ou três das características citadas acima como negativas, porém se ele tiver que enfrentar um número maior passa a ser muito difícil sua superação, o que o leva a ingressar na criminalidade. Ilustração 1: Ilustração da Teoria Multifatorial Fonte: Elaborada pela autora com base em Elliot e Merril (1961) apud Gomes (2002) (2009) 16

17 No Brasil o primeiro relatório oficial sobre o desenvolvimento sustentável no país, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2004), constatou que no período de 1992 a 1999 os homicídios passaram de 19,2 para cada habitantes para 26,18 para cada habitantes, o que reflete em um aumento de aproximadamente 40%. A pesquisa em questão tomou para análise o fenômeno da urbanização como fator relacional do aumento deste indicador de violência urbana. A questão central que norteia esta pesquisa foi pautada na tentativa de compreensão de como a ausência de infraestrutura e de equipamentos urbanos podem contribuir para o crescimento da violência urbana nos grandes centros metropolitanos. O critério estabelecido aqui para definir áreas de risco considera aquelas áreas que apresentam a soma de dois fatores: (i) a constituição espontânea de sítios urbanos, sem nenhum planejamento prévio; (ii) a anomia estatal, caracterizada pela precariedade ou até inexistência de infraestrutura e equipamentos urbanos, tais como escola, posto de saúde, água encanada, esgoto sanitário e áreas de lazer. A temática violência urbana está diretamente atrelada às políticas públicas que devem nortear a elaboração e a implantação de ações mitigadoras, relacionadas à violência urbana, objetivando garantir à urbe suas funções. Dessa maneira, a sociedade que a habita se encontrará protegida. O tema violência urbana deve ser gerido com uma visão holística buscando gerenciar e integrar todos os fatores componentes deste fenômeno. Quando se fala de políticas públicas, com um pano de fundo da violência urbana, não se trata apenas de questões voltadas à segurança pública, mas também de questões que envolvem o planejamento urbano, a educação, a saúde e a cultura. Há, portando, a necessidade de um estudo amplo sobre a temática para obter juízo sobre o tema em discussão. A presente pesquisa atuou dentro da linha de discussão que entende o fenômeno da anomia estatal como catalisador da violência urbana, em especial nos grandes centros metropolitanos. Tem-se como hipótese que a presença de infraestrutura dentro do tecido urbano é fundamental para que os indivíduos interajam através do acesso a educação, equipamentos de lazer, cultura e outros, com o objetivo de aumentar as oportunidades de inserção na sociedade. Partindo deste princípio temse como objetivo realizar uma análise que dispõe da relação entre a implantação de infraestrutura e equipamentos urbanos em áreas de urbanização desordenada e a alteração dos índices da violência urbana nos grandes centros metropolitanos. Tal análise foi demonstrada através do georeferenciamento da área que compõem o tecido urbano do município de Belém, identificando através de mapas temáticos as variáveis consideradas neste estudo, como por exemplo: o perfil socioeconômico da população traduzido em níveis de escolaridade e renda. 17

18 Para esta pesquisa foi adotado como objeto de estudo o município de Belém, capital do estado do Pará, que é constituído por áreas insulares (39 ilhas) e pela área continental. Neste estudo foi considerada apenas a área continental envolvendo analiticamente 37 dos 71 bairros 1 que se distinguem pelo processo de urbanização de cada um, gerando características particulares que foram expostas à análise nesta pesquisa acadêmica, e a partir dos questionamentos acima postos realizou-se uma leitura através da visualização de mapas temáticos obtidos com o auxilio de uma ferramenta computacional, o Sistema de Informação Geográfica (SIG). Nesta pesquisa foi utilizado como ferramenta o programa TerraView 3.3.1, software livre, desenvolvido e disponibilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As análises de dados georeferenciados aconteceram por meio de mapas temáticos que tem como suporte o tratamento de dados de base geográfica e dados estatísticos tabulados, transformando as análises em imagens cartográficas de leitura universal. A presente dissertação consta de cinco capítulos que trataram sobre a questão central da pesquisa. O primeiro capítulo buscou introduzir o tema direcionando o leitor com objetivo de esclarecer as premissas da pesquisa. No capítulo segundo foi exposto o que se refere à revisão de literatura, onde os conceitos foram destacados e contrapostos para uma melhor análise dos fatos que representam a pesquisa. No capítulo terceiro foram contemplados os procedimentos metodológicos que a pesquisa seguiu para alcançar sua finalidade, neste capítulo foi descrito cada etapa da metodologia adotada na pesquisa, detalhadamente. No capítulo quarto foram tratadas a análise e a interpretação dos dados coletados durante a pesquisa. No capítulo quinto foram dispostas as conclusões e as sugestões pertinentes à pesquisa realizada. E por fim seguem as referências bibliográficas que fizeram parte desta pesquisa. 1 Lei Municipal n de 30 de julho de 1996, que delimita as áreas que compõem os bairros de Belém e dá outras providências. 18

19 2 REVISÃO DE LITERATURA O presente capítulo disserta sobre a literatura que trata das questões inerentes a esta pesquisa como crescimento urbano desordenado e violência urbana, e ainda fala do uso da ferramenta que esteia a discussão, o georreferenciamento destes dados traduzindo-os em mapas cartográficos. O primeiro tópico deste capítulo trata da temática do crescimento urbano dos centros metropolitanos caracterizado pelo assentamento urbano, muitas vezes não planejado, onde o acesso a cidade, de fato, é negado à população que habita essas áreas. É comum e cotidiano o tema violência urbana, que faz parte de discussões que acontecem nos âmbitos mais distintos como: no meio acadêmico, mas também nos meios de comunicação em massa, nas ruas, e até mesmo em reuniões sociais, e ainda assim, diante de intensos debates a conceituação é de extrema complexidade. O segundo tópico desta revisão versa sobre tal temática. O último tema a ser tratado nesta revisão trata a concretização da arguição entre os aspectos que envolvem os índices de violência urbana e o nível de infraestrutura urbana, que toma como princípio o georreferenciamento desses dados estatísticos convertendo-os em uma análise de leitura universal através de mapas temáticos. 2.1 O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO Esta sessão aborda aspectos relacionados ao processo de urbanização e crescimento urbano imposto às cidades durante o seu desenvolvimento. Para chegar a tal abordagem, se faz necessário, inicialmente, trazer à tona a origem do termo urbanismo, tendo como base a vertente de pensamento francesa, que foi difundida por dois grandes teóricos. Um conceito bastante disseminado é o do urbanista francês Alfred Agache 2, que se intitula criador do termo. Para Agache (1931) apud Santos (2006, p. 7) o termo significa: Uma ciência, e uma arte e, sobretudo uma filosofia social. Entende-se por urbanismo, o conjunto de regras aplicadas ao melhoramento das edificações, do arruamento, da circulação e do descongestionamento das artérias públicas. É a remodelação, a extensão e o embelezamento de uma cidade, levados a efeito, mediante um estudo metódico da geografia humana e da topografia urbana sem descurar as soluções financeiras. 2 Alfred Agache, urbanista francês nascido em Tours em 1875, faleceu em Paris em Chegou ao Brasil em fevereiro de 1927, contratado pelo prefeito Prado Junior, para elaborar o plano de remodelação da cidade do Rio de Janeiro. 19

20 Por sua vez, Bardet 3 (1990) postula que o termo surgiu pela primeira vez no ano de 1910, no Bulletin de la Societé geographique de Neufchâtel. Nascia então uma nova ciência caracterizada por seu caráter crítico e reflexivo. Segundo Bardet (1990, p.8) [...] afim de disciplinar essas massas que traziam problemas de grandes números devido a sua concentração em certos pontos do espaço [...] uma nova ciência de aplicação devia eclodir: a ciência da organização das massas sobre o solo. Por volta de 1910 ela foi batizada na França de Urbanismo (tow planning, städtebau), o que quer dizer, etimologicamente, ciência do planejamento das cidades. Villaça (2004, p. 180) chamou atenção ao cuidado que é necessário existir quando se coloca em pauta a conceituação do termo urbanismo: [...] pode ter três sentidos. O primeiro corresponde ao conjunto de técnicas e / ou discursos referentes à ação do Estado sobre a cidade; corresponde, em inglês, ao city planning, ao francês urbanism e ao português urbanismo, no sentido antigo. Esse sentido existe no Brasil desde seu aparecimento na França, no início deste século. O segundo corresponde a um estilo de vida Wirth, 1973, publicado em 1938, sendo designado, em inglês, por urbanism; finalmente o terceiro refere-se ao conjunto das ciências e supostas ciências que estudam o urbano; este último sentido só passou a ser utilizado no Brasil em décadas recentes. A partir das premissas pontuadas por Agache (1931) apud Santos (2006), e Bardet (1990) e de posse das variáveis que o termo em pauta sugere ao ser evocado, buscou-se nesta pesquisa o entendimento mais aprofundado do processo de urbanização. Este teve seu início no século XIX, caracterizado pela Revolução Industrial que tirou o homem do campo e o levou à cidade, na busca por novos meios de produção, com a perspectiva de conquistar melhores condições de vida. Durante este processo, houve diferentes respostas ao processo de urbanização no que tange a assimilação das mudanças trazidas pela revolução industrial. Algumas cidades do continente europeu como Barcelona, Paris e Londres receberam as mudanças acompanhadas de planejamento, permitindo que o assentamento da população que migrava do campo para a cidade ocorresse de maneira favorável a esta sociedade, atrelando os benefícios gerados pela indústria. Já a América Latina, que conheceu o fenômeno da urbanização no século seguinte da Europa, respondeu ao processo de urbanização de maneira acelerada e desequilibrada. Ao chegar a países como Brasil, Chile, Colômbia e Equador, a indústria gerou a migração da sociedade do campo para a cidade, sem que houvesse um planejamento urbano que pudesse dar conta de receber tal contingente nas cidades. 3 Gaston Bardet foi um urbanista, um arquiteto e um escritor francês, que nasceu em 1907 e faleceu em 1989 na cidade de Vichy. Ele foi um teórico do urbanismo francês e publicou o livro L urbanisme, em

21 [...] deve-se atentar também em quando se pretende fazer comparações entre o planejamento urbano na Europa ou nos Estados Unidos e o planejamento urbano no Brasil. Lá, ao contrário daqui, ele corresponde em parte à ação concreta do Estado (VILLAÇA, 2004, p. 191). Ao considerar as particularidades entre os cenários que contextualizam o início do processo de urbanização na Europa e no Brasil, tem-se então a aclaração dos diferentes saldos desse processo. No cenário europeu o planejamento urbano atuou legitimando a ação concreta do Estado. Já no Brasil, o planejamento urbano atuou como uma fachada ideológica trabalhando de forma a ocultar à atuação do Estado, traduzindo-se em mero discurso, ao confundir o campo ideológico com políticas urbanas. Estas que se referem a reais ações e consequentes propostas de ação do Estado sobre o urbano. Uma vez que, segundo Villaça (2004, p. 173) urbanismo é a ação do Estado sobre a organização do espaço intra-urbano, daí a apreciação de cenários distintos que se apresentam após dois séculos do início do processo de urbanização O processo de urbanização no Brasil A história da urbanização brasileira pode ser dividida em três períodos distintos, que remetem, consequentemente, a três fases distintas. Nestas, os conceitos de urbanismo se mesclam à história do país se encaixando e reproduzindo o espaço social e geográfico com suas características e pretensões bem delimitadas no tempo e no espaço, expressando o cenário a que se refere cada um dos períodos em questão. Para Villaça (2004, p. 182): O primeiro período é marcado pelos planos de melhoramentos e embelezamento ainda herdeiros da forma urbana monumental que exaltava a burguesia e que destruiu a forma urbana medieval (e colonial, no caso do Brasil). É o urbanismo de Versalhes, de Washington, de Haussmman e de Pereira Passos. O segundo, que se inicia na década de 1930, é marcado pela ideologia do planejamento, enquanto técnica de base cientifica, indispensável para a solução dos chamados problemas urbanos. Finalmente o último, que mal está começando, é o período marcado pela reação ao segundo. A primeira fase do urbanismo, a que Villaça (2004) se refere, abrangeu o período que vai de 1875 a 1930, e foi caracterizada pelo embelezamento das cidades, premissa trazida da França que pregava a beleza monumental. Notou-se esta fase em diversas cidades do continente europeu e americano como, por exemplo: Madri, Barcelona, Buenos Aires, Budapeste, Washington e Chicago. No Brasil tal vertente urbanística tomou cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, e outras tantas. Uma das 21

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