A DEFENSORIA PÚBLICA E O DIREITO DE RESISTÊNCIA. Complementar 132/09, ampliou sensivelmente o caráter da Defensoria Pública, ao

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A DEFENSORIA PÚBLICA E O DIREITO DE RESISTÊNCIA. Complementar 132/09, ampliou sensivelmente o caráter da Defensoria Pública, ao"

Transcrição

1 A DEFENSORIA PÚBLICA E O DIREITO DE RESISTÊNCIA I Introdução O artigo 1º da Lei Complementar nº 80/1994, alterado pela Lei Complementar 132/09, ampliou sensivelmente o caráter da Defensoria Pública, ao afirmar que ela é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, assim considerados na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal. Não resta dúvida, portanto, de que a Defensoria Pública possui o dever de defender os direitos humanos da população historicamente excluída. Para isso, para além da atividade jurisdicional, a própria Lei Complementar 80/94 passou a determinar, a partir das alterações trazidas pela LC 132/09, como função institucional da Defensoria Pública, a promoção da difusão e a conscientização dos direitos humanos, da cidadania e do ordenamento jurídico. Ora essa atividade, de educação em direitos, possui um grande potencial de emancipação da população, uma vez que leva ao apoderamento 1

2 dessa população, a partir do conhecimento, capacitando-os para que exijam os seus direitos. Uma questão que se coloca, assim, é como a Defensoria Pública deve proceder diante da forma de atuação eleita pela população para garantir os seus direitos. Em especial, quando a opção é pela adoção de medidas que, em um primeiro momento, representam o descumprimento da lei. Quando fazemos um resgate histórico acerca do descumprimento da lei como forma de efetivar direitos humanos, diversos foram os pensadores, como veremos, que defenderam o direito, ou mesmo dever, de descumprir a lei para proteger direitos humanos, assim como várias movimentos ocorreram nesse sentido. Partindo da teoria e exemplos da desobediência civil e do direito de resistência e passando pelos processos históricos de normatização e implementação dos direitos humanos em âmbito internacional e nacional, o presente trabalho pretende mostrar que, em que pese haver um largo espaço para a aplicação de direitos humanos pela via institucional, essa via muitas vezes possui uma limitação para a completa efetivação desses e, a partir daí, questionar qual seria o papel da Defensoria Pública, enquanto instituição estatal, nesse processo. II- Direitos de resistência 2

3 II.1- Desobediência Civil Uma primeira forma de descumprimento da lei para efetivar os direitos humanos é a desobediência civil, cujo principal teórico é Henry Thoreau, que se classifica por ser um ato ilegal, público, não violento e consciente, realizado com a intenção de infringir leis, programas ou decisões de governo, devendo ser usado como último recurso. 1 É importante diferenciar o ato ilegal do ato ilegítimo. O ato de desobediência civil é ilegal, mas legítimo, pois nele o homem age de acordo com sua consciência, para evitar que sua obediência cega à lei o leve a cometer injustiças. Por outro lado, por vezes o ato do governo é legal, porém ilegítimo, sendo dever do homem agir de acordo com sua consciência e seu bom senso. Em outras palavras, deve o cidadão desistir de sua consciência, mesmo por um único instante ou em última instância, e se dobrar ao legislador? Por que então estará cada homem dotado de uma consciência? Na minha opinião devemos ser em primeiro lugar homens, e só então súditos 2. Podemos usar como exemplos bastante expressivos de figuras históricas, quando falamos em desobediência civil, Mahatma Gandhi, na Índia, e Martin Luther King, nos Estados Unidos. Procurando algo que pudesse afetar os britânicos, sem ter que 1 THOREAU, Henry David. Desobedecendo: A Desobediência Civil e Outros Escritos. Trad. de José Augusto Drummond. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p Idem, p. 37 3

4 usar da violência, Gandhi, propõe ao povo indiano o não-pagamento dos impostos cobrados pelos ingleses, o que contribuiu para a conquista da Índia, em A tese de Gandhi, baseada essencialmente na resistência passiva, na não violência e na desobediência às leis moralmente injustas, constituiem um modelo de ação política que é modernamente seguido em numerosos países do mundo. Gandhi admitia o dever político do cidadão de obedecer às leis do Estado, como forma de permitir a vida em sociedade, contanto que existisse legitimidade material nessas leis. Considerava que o direito de violar leis injustas ou repressivas era irrenunciável e estendia-se a todo e qualquer indivíduo, não podendo o homem ceder nem uma parcela dessa responsabilidade para acatar a ordens do Estado em nome do contrato social, do consentimento, da soberania ou de qualquer outra coisa. Martin Luther King, por sua vez, atuou na luta contra a segregação racial nos Estados Unidos, organizando movimentos e marchas, sempre pacíficos. O principal movimento liderado por ele teve sua origem com a prisão de uma mulher negra, Rosa Parks, por ter se recusado a ceder o seu acento em um ônibus para uma mulher branca. Como resposta a essa prisão, legal e ilegítima, Martin Luther King liderou o boicote aos transportes públicos em Montgomery, no Alabama, que, após 381 dias, terminou com um mandado da 4

5 Suprema Corte proibindo qualquer transporte público segregador. Tanto o caso indiano como o americano ilustram muito bem o que seja a desobediência civil, por meio da qual ações ilegais, legítimas e pacíficas podem afetar a estrutura de um Estado, obrigando esse a respeitar esse ou aquele direito humano. Há que se ressaltar, no entanto, que esse instrumento é utilizado para mudanças mais pontuais, para reivindicações específicas, mais localizadas (por exemplo, a não segregação dos negros). II.2- Direito de resistência em Locke A idéia de direito de resistência, defendido por John Locke, se distingue da desobediência civil, de Thoreau, por objetivar a retirada do poder do governante injusto, enquanto nessa somente se busca a correção do ato injusto. Para Locke, ao adentrar na sociedade o homem não renuncia aos seus direitos naturais em favor dos governantes. Para ele, o poder dos governantes é outorgado e, assim, é também revogável. Aí surge a deixa para o direito de resistência e insurreição, justificáveis quando essas autoridades abusarem do poder. Para ele, cabe ainda, ao povo um poder supremo para afastar ou alterar o 5

6 legislativo quando é levado a verificar que age contrariamente ao encargo que lhe confiaram. Porque, sendo limitado qualquer poder concedido como encargo para conseguir-se certo objetivo, por esse mesmo objetivo, sempre que se despreza ou contraria manifestamente esse objetivo, a ele se perde o direito necessariamente, e o poder retorna às mãos dos que o concederam, que poderão colocá-lo onde o julguem melhor para garantia e segurança próprias. 3 Ou seja, alguns direitos naturais (como o direito à vida) continuam em poder dos indivíduos, de modo que, se eles forem desrespeitados pelo Estado, o homem tem o direito, e o dever, de resistir a isso, retirando o poder das mãos do governador que o fizer. III- Processo de conquistas dos direitos humanos Além dessas formas específicas de luta pela efetivação de um ou outro direito humano, o próprio processo de normatização desses direitos é reflexo de lutas populares, que se deram à margem da legalidade. Há centenas de anos se fala em direitos humanos, filosofa-se sobre a justiça, a liberdade, a igualdade etc. Porém, pode-se dizer que foi com as revoluções burguesas, a partir do final do século XVIII, que essa temática passou a permear as estruturas jurídicas dos Estados. 3 LOCKE, John. SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p

7 Foi a partir da Revolução Francesa, por exemplo, que nasceu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), que trouxe importantes avanços perante a realidade absolutista, principalmente no que diz respeito às liberdades individuais. Como se observa, o que levou à primeira declaração referente aos direitos humanos foi uma revolução, ou seja, algo que rompeu com as estruturas sociais até então existentes. Porém, as conquistas trazidas pela revolução burguesa (igualdade civil e liberdade individual) se mostraram insuficientes, em especial diante da desigualdade social que se consolidava no capitalismo, de modo que a parcela insatisfeita da população procurou dar mais um passo no sentido dos direitos humanos, em busca de direitos que tivessem como papel garantir a vivência do ser enquanto ser social, parte de uma coletividade. 4 Trindade afirma que ao terminar o século XIX, ficava claro também que o movimento dos trabalhadores dava passos concretos e alcançavam as primeiras vitórias, tímidas ainda na organização das lutas pelo que, mais tarde, seria conhecido como direitos econômico-sociais (...). Que se afaste, todavia, qualquer equívoco de assimilação edulcorada desse processo histórico: todas essas vastas demandas sociais só avançaram mediante combate aguerrido, sacrifício, vertendo continuaria a verter muito 4 TRINDADE, José Damião da Lima. HISTÓRIA SOCIAL DOS DIREITOS HUMANOS. São Paulo: Peirópolis, 2002, p. 76 7

8 sangue dos trabalhadores e das trabalhadoras de todos os países. 5 Assim, novamente as conquistas na área dos direitos humanos se deram por meio de luta social, dessa vez simbolizada pelas revoluções socialistas. Em suma, percebe-se que os direitos humanos civis e políticos e os econômicos, culturais e sociais foram trazidos para a esfera da ordem jurídica (legal) como resultado de movimentos sociais que procuravam reverter a ordem social e que, quando surgiram, nada tinham de legais. Não foi à toa, aliás, que as revoluções burguesas, na qual os revolucionários saíram vencedores, instalou uma nova ordem social (capitalista), enquanto as revoluções socialistas, de modo geral derrotadas, foram duramente reprimidas pela ordem vigente. 6 Observe-se que tal caminho é natural, afinal, como diz Boaventura de Sousa Santos não é através da teoria que a teoria se transforma em senso comum. A teoria é a consciência cartográfica do caminho que vai sendo percorrido pelas lutas políticas sociais e culturais que ela influencia tanto quanto é influenciada por elas." 7 5 Idem, p Também por isso, hoje em dia, de um modo geral, os quatro direitos humanos eleitos pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (liberdade, propriedade, igualdade e segurança) seguem prevalecendo sobre os direitos do cidadão, surgidos a partir das frustradas revoluções socialistas (moradia, trabalho, educação etc). 7 SANTOS, Boaventura de Souza. A CRÍTICA DA RAZÃO INDOLENTE - Contra o desperdício da experiência. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2001, p

9 IV- Os direitos humanos no Brasil Quando se analisa a situação dos direitos humanos hoje, no Brasil, impossível não notar os avanços trazidos pela Constituição Federal de Como afirma Piovesan, dentre os fundamentos que alicerçam o Estado Democrático de Direito brasileiro, destacam-se a cidadania e a dignidade da pessoa humana. Vê-se aqui o encontro do princípio do Estado Democrático de Direito e dos direitos fundamentais, fazendo-se claro que os direitos fundamentais são um elemento básico pra a realização do princípio democrático 8 Percebe-se, assim, a intrínseca relação entre a redemocratização e a constitucionalização dos direitos humanos, podendo-se dizer que a Carta de 1988, como marco jurídico da transição ao regime democrático, alargou significativamente o campo dos direitos e garantias fundamentais, colocando-se entre as Constituições mais avançadas do mundo no que diz respeito à matéria. 9 Não se pode deixar de observar que esses avanços são fruto da grande mobilização da sociedade que havia em torno da constituinte, o que por sua vez devia-se ao fato dessa ter se dado na redemocratização do país, pós 8 PIOVESAN, Flávia. DIREITOS HUMANOS E O DIREITO CONSTITUCIONAL INTERNACIONAL. São Paulo: Saraiva, 2007, p Idem, p.24 9

10 ditadura militar. Sobre isso, cumpre ressaltar que na ditadura a legislação não permitia (entre outras coisas) o direito de reunião. No entanto, foi se reunindo que a população se organizou para combater o regime político. Sendo assim, também no Brasil foi descumprindo a lei que a sociedade derrotou a ditadura militar e, com a redemocratização, conseguiu inserir na Constituição todo o rol de direitos humanos hoje existentes. No entanto, cumpre ressaltar que a previsão de tantos direitos humanos na Constituição não veio acompanhada da efetivação desses direitos, em especial dos direitos econômicos, sociais e culturais. Hoje, mais de 20 anos após a promulgação da Carta de 1988, o Brasil ainda não consegue garantir saúde, educação, moradia, trabalho, enfim, nenhum dos direitos arrolados no seu artigo 6º para grande parte da população. É inegável que o fato desses direitos estarem previstos na Constituição já representa um grande avanço, permitindo que sua efetivação seja cobrada, perante o Estado, por meio dos instrumentos jurídicos fornecidos pelo próprio Estado. Nesse sentido, a efetivação desses direitos é passível de ser cobrada institucionalmente, sem que seja necessário descumprir a lei para tanto. No entanto, há que se considerar que há mais elementos que influenciam na efetivação dos direitos humanos, para além do fato de estarem 10

11 eles ou seus instrumentos garantidores previstos na ordem jurídica. positiva do Estado. Por exemplo, tal efetivação depende, também, de uma atuação No entanto, não podemos esquecer que o sistema econômico vigente é o capitalista. Assim, junto com redemocratização e as normatização dos direitos humanos, outros ideais se arraigaram e se jurisdicionalizaram, em especial no campo da economia, com o advento do neoliberalismo. Importa ressaltar que a identificação do modelo econômico é de vital importância para se avaliar se o Estado será, politicamente, capaz de dar efetividade aos direitos humanos. A economia neoliberal, por exemplo, tem como um de seus pilares a intervenção estatal minimizada, por considerar que o Estado é o oposto e mesmo inimigo da sociedade civil. Esta deve ser forte e, para tanto, o Estado deve ser fraco, o chamado Estado mínimo, voltando à idéia liberal original. 10 Claramente, portanto, há uma divergência conceitual entre o princípio prevalecente no campo dos direitos humanos, de necessidade da intervenção estatal para a efetivação desses, e as premissas da conjuntura econômica que se hegemonizou no Brasil nos últimos anos, de prejudicialidade 10 SANTOS, Boaventura de Sousa. OS PROCESSOS DA GLOBALIZAÇÃO. In: A globalização e as ciências sociais. São Paulo: Cortez, 2002, p

12 dessa intervenção em qualquer seara. 11 Sendo assim, enquanto prevalecer no âmbito político e econômico o neoliberalismo, será muito difícil a total efetivação dos direitos humanos por parte do Estado (pela via legal, portanto), diante da limitação da necessária intervenção estatal para tanto. 12 V- Conclusão Vimos que, historicamente, as conquistas na área dos direitos humanos se deram através de lutas sociais que ocorreram à margem da legalidade. Isso indica que, na atualidade, sua efetivação também exigirá, muitas vezes, esse tipo de atuação. Nesse sentido, em que pese a Constituição brasileira de 1988 ter representando um grande avanço na proteção dos direitos humanos, que estão 11 Já vimos que enquanto os direitos humanos do período pós-revoluções burguesas visavam defender o indivíduo contra os abusos do Estado, os que surgiram a partir das revoluções socialistas têm como escopo defender o homem da exploração do próprio homem e das demais mazelas sociais, por meio de uma atuação positiva do Estado. Importante observar que aqui, quando falamos em direitos humanos, referimo-nos principalmente a esses direitos dos cidadãos. Vale também anotar que o fato do sistema econômico vigente ser resultado do sucesso das primeiras revoluções é fundamental para entendermos porque um dos direitos fundamentais mais sagrados, atualmente, é o direito de propriedade, que mais à frente veremos contraposto a direitos reivindicados pela população atendida pela Defensoria Pública. 12 Vale observar que, adotando-se uma concepção marxista de Estado, a limitação para a efetivação dos direitos humanos é inerente a esse, uma vez que, para Marx, o Estado é a expressão legal de uma classe, a superestrutura jurídica (politica e policial) que legitima a estrutura econômica da sociedade, que se baseia, por sua vez, na exploração de uma classe sobre a outra. Essa realidade, por si só, impede a efetivação dos direitos humanos. Afinal, um dos direitos humanos mais basilares é justamente o da igualdade, ignorado nesse sistema. Ora, se o Estado existe para legitimar a forma de produção capitalista, e se concluímos que para que os direitos humanos sejam realmente efetivados há que se mudar essa estrutura econômica, fica claro que agindo apenas dentro da esfera de legalidade desse Estado não será possível garantir a efetividade dos direitos humanos. Por isso, Marx acredita que, para reverter essa exploração, somente através da revolução (transformação radical da estrutura econômica e jurídica), isso é, por meios que passam ao largo da ordem jurídica vigente. 12

13 em sua grande maioria por ela previstos e protegidos, isso não é suficiente para garantir a eficácia dos direitos humanos, em especial dos direitos econômicos, sociais e culturais. O principal exemplo atual dessa atuação à margem da estrita legalidade é a ocupação de terras ou prédios vazios como forma de pressionar pela reforma agrária, que representa o direito à terra e ao trabalho, e pelo direito à moradia. Essa prática, legítima, adotada por movimentos sociais organizados em torno de uma reivindicação justa, é razão de acaloradas discussões e catalisa diversos conflitos, especialmente no campo. E como a Defensoria Pública deve atuar quando o seu público alvo atua à margem da lei? Poder-se-ia entender que existiria, nesse caso, uma situação conflitante. Afinal, como pode uma instituição estatal, em qualquer esfera, defender, ou legitimar, a adoção de medidas que, a princípio, podem ser entendidos como fora da lei? Tal conflito, no entanto, não existe. Inicialmente, observe-se que a Defensoria Pública tem a função de garantir os direitos humanos dos necessitados. Ora, entre o direito de propriedade de um grande latifundiário e o direito à moradia e ao trabalho de pessoas necessitadas, mesmo que se entenda estarem em voga direitos constitucionalmente garantidos em ambos os lado da disputa, a Defensoria Pública tem, por força da lei, um lado a defender: o dos necessitados (artigos 5º, inciso LXXIV e 134 da Constituição Federal e artigo 1º da LC 80/94). 13

14 Além disso, diante de um aparente conflito entre direitos humanos, considerando tratar-se de instituição necessária para a garantia do Estado Democrático de Direito, a Defensoria Pública deve defender, primordialmente, aqueles direitos que tendem à construção de uma sociedade mais justa, igualitária, em que a pobreza seja erradicada, enfim, aquele que melhor atenda aos objetivos da República Federativa Brasileira. Importante anotar que não cabe à Defensoria instigar nem participar de nenhuma dessas atuações. Aliás, seguindo o raciocínio até então exposto, pelo fato de ser uma instituição estatal e, portanto, limitada pelo ordenamento jurídico brasileiro atualmente vigente - a atuação da Defensoria Pública no sentido da efetivação de direitos humanos possui a sua limitação. Assim, não cabe a Defensoria Pública, diretamente, a efetivação dos direitos humanos, mas sim à própria população. A ela cabe servir como instrumento dessa população, dotando-a de conhecimento necessário à sua emancipação e facilitando seu canal de acesso ao aparelho estatal e ao sistema jurídico como um todo. Nesse sentido, a Defensoria Pública tem um papel importante, não como atora social do direito de resistência, mas como instrumento jurídico de defesa, judicial e extrajudicial (por meio da mediação de conflitos, por exemplo), do direito de resistência por parte dos protagonistas desse processo de efetivação dos direitos humanos. 14

15 Pode-se concluir, assim, que é função da Defensoria Pública, como instrumento imprescindível ao cidadão, a utilização de todos os seus mecanismos para apoderar essa pessoa de instrumentos para a conquista de seus direitos. E, como instrumento de garantia do Estado Democrático de Direito, representar o respaldo institucional aos movimentos que visam à efetivação de direitos humanos da população historicamente excluída, inclusive quando essa atuação se der por meio do exercício do direito de resistência. VI- Bibliografia LOCKE, John. SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO. São Paulo: Abril Cultural, MARX, Karl. A QUESTÃO JUDAICA. 2ª edição. São Paulo: Moraes, 1991 PIOVESAN, Flávia. DIREITOS HUMANOS E O DIREITO CONSTITUCIONAL INTERNACIONAL. São Paulo: Saraiva, SANTOS, Boaventura de Sousa. OS PROCESSOS DA GLOBALIZAÇÃO. In: A globalização e as ciências sociais. São Paulo: Cortez, p. 31. SANTOS, Boaventura de Souza. A CRÍTICA DA RAZÃO INDOLENTE - Contra o desperdício da experiência. 3ª ed. São Paulo: Cortez, THOREAU, Henry David. DESOBEDECENDO: A DESOBEDIÊNCIA CIVIL E OUTROS ESCRITOS. Trad. de José Augusto Drummond. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Rocco, TRINDADE, José Damião da Lima. HISTÓRIA SOCIAL DOS DIREITOS HUMANOS. São Paulo: Peirópolis,

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

Projeto de Lei nº 213/2015 - O Ingresso das Mulheres no Serviço Militar

Projeto de Lei nº 213/2015 - O Ingresso das Mulheres no Serviço Militar Projeto de Lei nº 213/2015 - O Ingresso das Mulheres no Serviço Militar Lívia Aragão de Melo 1 O Projeto de Lei nº 213/2015, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin, pretende alterar a Lei do Serviço

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUTIVO, MOVIMENTOS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS

MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUTIVO, MOVIMENTOS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUTIVO, MOVIMENTOS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS Área: CÍVEL E ESPECIALIZADAS Autoras: Bettina Estanislau Guedes Maria Ivana Botelho Vieira da Silva I. INTRODUÇÃO Nunca é demais relembrar

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012 PROJETO DE LEI Nº 128/2012 Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate a Homofobia, a

Leia mais

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa cidade. Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma Bruno Oliveira O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada um país

Leia mais

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DIÁLOGO SOCIAL NO BRASIL: O MODELO SINDICAL BRASILEIRO E A REFORMA SINDICAL Zilmara Davi de Alencar * Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Por Carlos ley Noção e Significados A expressão direitos humanos é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Sem esses direitos a pessoa não

Leia mais

A CRÍTICA AO ATO DE SUPERIOR E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A CRÍTICA AO ATO DE SUPERIOR E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO MILITAR DIREITO PENAL MILITAR PARTE ESPECIAL MARCELO VITUZZO PERCIANI A CRÍTICA AO ATO DE SUPERIOR E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO Marcelo Vituzzo Perciani

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

Sociologia Movimentos Sociais. Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

Sociologia Movimentos Sociais. Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 Sociologia Movimentos Sociais Visão Geral Ações sociopolíticas Atores sociais coletivos diferentes classes e camadas sociais Interesses em comum Atuação explícita Consciência organização política cultura

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é:

Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é: Atividade extra Fascículo 3 Sociologia Unidade 5 Questão 1 Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é: a. Isolamento virtual b. Isolamento físico c.

Leia mais

Educação e Desenvolvimento Social

Educação e Desenvolvimento Social Educação e Desenvolvimento Social Luiz Antonio Cunha Os Princípios Gerais do Liberalismo O liberalismo é um sistema de crenças e convicções, isto é, uma ideologia. Todo sistema de convicções tem como base

Leia mais

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão.

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. Osdireitosdohomemedocidadãonocotidiano (OscarNiemeyer,1990) "Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável,

Leia mais

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas)

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) 1) O que é tributo? Considerando a classificação doutrinária que, ao seguir estritamente as disposições do Código Tributário Nacional, divide os tributos em "impostos",

Leia mais

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz

1. RESUMO. na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz 1. RESUMO Os direitos fundamentais trabalhistas estão inseridos na Constituição Federal, portanto, a análise do tema deve ser estudada à luz do Direito do Trabalho e dos princípios que orientam o Direito

Leia mais

Os representantes do povo francês, reunidos em Assembléia Nacional, considerando que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem

Os representantes do povo francês, reunidos em Assembléia Nacional, considerando que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem Os representantes do povo francês, reunidos em Assembléia Nacional, considerando que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção

Leia mais

MAHATMA GANDHI. Cronologia

MAHATMA GANDHI. Cronologia Cronologia 1869 Data de nascimento de Gandhi 1888 1891 Estudou direito em Londres 1893 1914 Período em que viveu na África do Sul 1920 Lutou pelo boicote aos produtos ingleses 1930 Campanhas de desobediência

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Cantando as Diferenças, destinado a promover a inclusão social de grupos discriminados e dá outras providências. O

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Michael Haradom - www.shalomsalampaz.org - ssp@shalomsalampaz.org tel (11) 3031.0944 - fax (11)

Leia mais

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo Ciências Humanas Material de apoio para Aula ao Vivo 1. A charge expressa enfaticamente uma característica do processo histórico de urbanização da sociedade brasileira. A crítica contida na charge refere-se

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 (Da Sra. Professora Dorinha Seabra Rezende) Dispõe sobre o preenchimento de vagas por mulheres nas eleições proporcionais. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Acrescente-se

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

INTERVENÇÃO FEDERAL ARTIGO 34 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

INTERVENÇÃO FEDERAL ARTIGO 34 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL INTERVENÇÃO FEDERAL ARTIGO 34 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL É o ato de intervir (tomar parte), toda vez que a ação de um Estado- Membro perturbe o sistema constitucional federativo ou provoque grave anormalidade

Leia mais

TRABALHO INFANTIL. Vivian Flores BRANCO 1

TRABALHO INFANTIL. Vivian Flores BRANCO 1 TRABALHO INFANTIL Vivian Flores BRANCO 1 RESUMO: O presente artigo trata do início do trabalho infantil, assim como as causas que levam crianças e adolescentes a se incorporarem no mercado de trabalho

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR DIREITOS FUNDAMENTAIS BRUNO PRISINZANO PEREIRA CREADO: Advogado trabalhista e Membro do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós- Graduação em Direito. Mestre em direitos sociais e trabalhistas. Graduado em

Leia mais

Sample text here. O Sistema Político e o Direito Internacional: da Guerra dos Trinta Anos às Críticas da Contemporaneidade

Sample text here. O Sistema Político e o Direito Internacional: da Guerra dos Trinta Anos às Críticas da Contemporaneidade O Sistema Político e o Direito Internacional: da Guerra dos Trinta Anos às Críticas da Contemporaneidade Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Objetivo:

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: CONSTRUÇÃO COLETIVA DO RUMO DA ESCOLA

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: CONSTRUÇÃO COLETIVA DO RUMO DA ESCOLA PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: CONSTRUÇÃO COLETIVA DO RUMO DA ESCOLA Luís Armando Gandin Neste breve artigo, trato de defender a importância da construção coletiva de um projeto político-pedagógico nos espaços

Leia mais

Quanto à titularidade de direitos fundamentais por pessoas jurídicas

Quanto à titularidade de direitos fundamentais por pessoas jurídicas 6. Quanto à titularidade de direitos fundamentais por pessoas jurídicas (Art. 19 III GG) NOTA INTRODUTÓRIA: A questão da titularidade de direitos fundamentais segue, como visto na introdução, a regra da

Leia mais

Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental

Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental XI Salão de Iniciação Científica PUCRS Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental João Pedro Ignácio Marsillac (apresentador), Denise Pires Fincato (orientadora) Faculdade de Direito -

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito de associação do servidor público militar Paulo Tadeu Rodrigues Rosa* Constituição Federal vigente rompeu com o Estado até então existente e que era regido pela Constituição

Leia mais

CARTA PÚBLICA. À Excelentíssima Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff

CARTA PÚBLICA. À Excelentíssima Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff À Excelentíssima Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff A instituição de Organismos de Políticas Públicas para as Mulheres pelo Poder Executivo é uma proposta dos movimentos feministas e de mulheres

Leia mais

Lei Maria da Penha: uma evolução histórica

Lei Maria da Penha: uma evolução histórica Lei Maria da Penha: uma evolução histórica Karina Balduino Leite e Rivadavio Anadão de Oliveira Guassú Maria da Penha foi uma entre as incontáveis vítimas de violência doméstica espalhadas pelo planeta.

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E DA POSSE. Ana Luísa de Souza Beleza

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E DA POSSE. Ana Luísa de Souza Beleza A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E DA POSSE Ana Luísa de Souza Beleza Belo Horizonte Março de 2009 1 INTRODUÇÃO Iustitĭa est constans et perpetŭa voluntas ius suun cuĭque tribŭens - a justiça é a constante

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

DECRETO Nº 1.973, DE 1º DE AGOSTO DE 1996. (Publicado no D.O.U. de 02.08.1996)

DECRETO Nº 1.973, DE 1º DE AGOSTO DE 1996. (Publicado no D.O.U. de 02.08.1996) DECRETO Nº 1.973, DE 1º DE AGOSTO DE 1996. (Publicado no D.O.U. de 02.08.1996) Promulga a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, concluída em Belém do Pará,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 65 Discurso na solenidade do Dia

Leia mais

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Décima Oitava Sessão Agenda item 43 Resoluções aprovadas pela Assembléia Geral 1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial A Assembléia Geral,

Leia mais

Sobre a criminalização das ocupações urbanas

Sobre a criminalização das ocupações urbanas Sobre a criminalização das ocupações urbanas Mauri J.V Cruz 1 Que as lutas e conflitos sociais são tratados no Brasil como caso de polícia nós já sabemos há muitos anos. Esta prática, infelizmente, não

Leia mais

OS DIREITOS HUMANOS E A PENA DE MORTE

OS DIREITOS HUMANOS E A PENA DE MORTE OS DIREITOS HUMANOS E A PENA DE MORTE Ana Flavia JOLO 1 Sérgio Tibiriçá AMARAL 2 RESUMO: A Declaração Universal dos Direitos Humanos deu maior abertura a discussão sobre a Pena de Morte. Veremos o posicionamento

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o, DE 2013

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o, DE 2013 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N o, DE 2013 (Do Sr. SEBASTIÃO BALA ROCHA) Dá nova redação ao art. o 170 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal,

Leia mais

DIREITO DE ACESSIBILIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA

DIREITO DE ACESSIBILIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA 1 DIREITO DE ACESSIBILIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA Cezar E. Martinelli 1 RESUMO: O artigo fala sobre o Direito de Acessibilidade e sua importância, ligado aos movimentos sociais que promovem

Leia mais

A LIBERDADE COMO POSSÍVEL CAMINHO PARA A FELICIDADE

A LIBERDADE COMO POSSÍVEL CAMINHO PARA A FELICIDADE Aline Trindade A LIBERDADE COMO POSSÍVEL CAMINHO PARA A FELICIDADE Introdução Existem várias maneiras e formas de se dizer sobre a felicidade. De quando você nasce até cerca dos dois anos de idade, essa

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro A Campanha Nacional pela Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma colheita para o futuro, é uma ação estratégica do Movimento Sindical de Trabalhadores

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini RESUMO: Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade internacional passou a ter como principal objetivo a criação de acordos

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 Reunidos na cidade de Quebec de 18 a 22 de setembro de 1997, na Conferência Parlamentar das Américas, nós, parlamentares das Américas, Considerando que o

Leia mais

Declaração Política. (Em defesa da Liberdade e da Democracia)

Declaração Política. (Em defesa da Liberdade e da Democracia) Declaração Política (Em defesa da Liberdade e da Democracia) O maior dos Presidentes americanos, Abraham Lincoln, definiu, uma vez, a democracia e a liberdade como o governo do povo, pelo povo e para o

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS

POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA ERRADICAÇÃO DO ANALFABETISMO EM MINAS GERAIS TRINDADE, Jéssica Ingrid Silva Graduanda em Geografia Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes jessica.ingrid.mg@hotmail.com

Leia mais

OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO

OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO 56 OS CLUBES TOASTMASTER PARA APRENDER A FALAR EM PÚBLICO Existe uma organização mundial com clubes por todo o mundo para as pessoas treinarem as suas capacidades de falar em público. Poderá fazer o download

Leia mais

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA.

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. NOGUEIRA, Ione da Silva Cunha - UNESP/Araraquara Uma educação conscientizadora e emancipadora, que garanta qualidade de ensino e acesso

Leia mais

A dignidade da pessoa humana e os valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade

A dignidade da pessoa humana e os valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade Direitos humanos: considerações gerais Camila Bressanelli * A dignidade da pessoa humana e os valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade Análise contextual: Para o estudo dos direitos humanos

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES Alexandre do Nascimento Sem a pretensão de responder questões que devem ser debatidas pelo coletivo, este texto pretende instigar

Leia mais

A NOVA SISTEMÁTICA DO SEGURADO ESPECIAL, APÓS O ADVENTO DA LEI N. 11.718/2008

A NOVA SISTEMÁTICA DO SEGURADO ESPECIAL, APÓS O ADVENTO DA LEI N. 11.718/2008 A NOVA SISTEMÁTICA DO SEGURADO ESPECIAL, APÓS O ADVENTO DA LEI N. 11.718/2008 O presente artigo tem o desiderato de analisar as alterações trazidas com o advento da Lei n. 11.718/08, dentre as quais destacam-se

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1. Introdução. Diversas são as formas e critérios de classificação uma Constituição. O domínio de tais formas e critérios mostra-se como fundamental à compreensão

Leia mais

Reformas Políticas: aperfeiçoando e ampliando a Democracia

Reformas Políticas: aperfeiçoando e ampliando a Democracia Reformas Políticas: aperfeiçoando e ampliando a Democracia Pedro Pontual Pesquisador da Equipe de Participação Cidadã/Observatório dos Direitos do Cidadão do Instituto Pólis Apresentação O Observatório

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org CARTA DE PRINCÍPIOS DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL O Comitê de entidades brasileiras que idealizou e organizou

Leia mais

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: O PILAR QUE SUSTENTA A FUNÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE. Laboratório de Extensão - LABEX

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: O PILAR QUE SUSTENTA A FUNÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE. Laboratório de Extensão - LABEX EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: O PILAR QUE SUSTENTA A FUNÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE Laboratório de Extensão - LABEX Augusto Gomes Amado Júlia Mafra Letícia Nery de Figueiredo Juliana Westmann Del Poente Thaisa

Leia mais

A MULHER E OS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS

A MULHER E OS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS A MULHER E OS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS Os Direitos Humanos surgiram na Revolução Francesa? Olympe de Gouges (1748-1793) foi uma revolucionária e escritora francesa. Abraçou com destemor

Leia mais

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a).

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). 1 Ofício nº 01/2015 - CDS - OAB/BLUMENAU Aos(as) Excelentíssimos(as) Vereadores(as) de Blumenau. Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). Conforme se denota do sítio eletrônico,

Leia mais

UNIVERSIDADE ABERTA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS

UNIVERSIDADE ABERTA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA UNIVERSIDADE

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA. Por: Rodrigo A. Gaspar

REVOLUÇÃO FRANCESA. Por: Rodrigo A. Gaspar REVOLUÇÃO FRANCESA Por: Rodrigo A. Gaspar REVOLUÇÃO FRANCESA Influência dos valores iluministas Superação do Absolutismo monárquico e da sociedade estratificada Serviu de inspiração para outras revoluções,

Leia mais

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Um projeto para discutir Direitos Humanos necessariamente tem que desafiar à criatividade, a reflexão, a crítica, pesquisando, discutindo e analisando

Leia mais

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Votada definitivamente em 2 de outubro de 1789

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Votada definitivamente em 2 de outubro de 1789 Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Votada definitivamente em 2 de outubro de 1789 Os representantes do Povo Francês constituídos em Assembléia Nacional, considerando, que a ignorância o olvido

Leia mais

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado)

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado) 1. (Fgv 2014) O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da propriedade dos privilégios aristocráticos, embora, ao mesmo tempo,

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades 1 Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades A Comissão Nacional da Questão da Mulher Trabalhadora da CUT existe desde 1986. Neste período houve muitos avanços na organização das

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

ILUMINISMO/ LIBERALISMO. Regimes Absolutistas. Revolução Francesa. História da Educação. Prof. Manoel dos Passos da Silva Costa

ILUMINISMO/ LIBERALISMO. Regimes Absolutistas. Revolução Francesa. História da Educação. Prof. Manoel dos Passos da Silva Costa ILUMINISMO/ LIBERALISMO Regimes Absolutistas Revolução Francesa Prof. Manoel dos Passos da Silva Costa A palavra Iluminismo vem de luz e se refere à capacidade que a razão tem de tudo iluminar. A razão,

Leia mais

A efetividade das sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Brasil

A efetividade das sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Brasil IX Salão de Iniciação Científica PUCRS A efetividade das sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Brasil Gabriela Bratkowski Pereira, Elias Grossmann (orientador) Faculdade de Direito,

Leia mais

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas.

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O que é o dever de Consulta Prévia? O dever de consulta prévia é a obrigação do Estado (tanto do Poder Executivo, como do Poder Legislativo)

Leia mais

REESTRUTURAÇÃO DO CADASTRO

REESTRUTURAÇÃO DO CADASTRO REESTRUTURAÇÃO DO CADASTRO VISANDO À MULTIFINALIDADE: Aspectos técnicos, legais e administrativos Profª Andrea F. T. Carneiro Programa de Pós-graduação em Ciências Geodésicas e Tecnologias da Geoinformação

Leia mais

VOLUNTARIADO E CIDADANIA

VOLUNTARIADO E CIDADANIA VOLUNTARIADO E CIDADANIA Voluntariado e cidadania Por Maria José Ritta Presidente da Comissão Nacional do Ano Internacional do Voluntário (2001) Existe em Portugal um número crescente de mulheres e de

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na sessão de abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na sessão de abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na sessão de abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar Data: 16/11/2009 Roma, 16/11/2009 Bem... Lugo, tudo bem? Cumprimentar a

Leia mais

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006.

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006. UM ENSAIO SOBRE A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO NO COTIDIANO ESCOLAR: A CONEXÃO QUE FALTA. Noádia Munhoz Pereira Discente do Programa de Mestrado em Educação PPGE/FACED/UFU - noadia1@yahoo.com.br Resumo O presente

Leia mais

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades DIREITO À CIDADE UM EXEMPLO FRANCÊS Por Adriana Vacare Tezine, Promotora de Justiça (MP/SP) e Mestranda em Direito Urbanístico na PUC/SP I Introdução A determinação do governo francês de proibir veículos

Leia mais

LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS *

LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS * LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS * CARLOS EDUARDO CAPUTO BASTOS Interpretar a lei, assevera Bevilaqua, é revelar o pensamento que anima suas palavras, daí por

Leia mais

Faculdade de Direito Ipatinga Núcleo de Investigação Científica e Extensão NICE Coordenadoria de Extensão. Identificação da Ação Proposta

Faculdade de Direito Ipatinga Núcleo de Investigação Científica e Extensão NICE Coordenadoria de Extensão. Identificação da Ação Proposta Faculdade de Direito Ipatinga Núcleo de Investigação Científica e Extensão NICE Coordenadoria de Extensão Identificação da Ação Proposta Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas Área Temática:

Leia mais

Ser humano, sociedade e cultura

Ser humano, sociedade e cultura Ser humano, sociedade e cultura O ser humano somente vive em sociedade! Isolado nenhuma pessoa é capaz de sobreviver. Somos dependentes uns dos outros,e por isso, o ser humano se organiza em sociedade

Leia mais

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Economia solidária: Uma ferramenta para construção do feminismo

Leia mais