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2 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias

3 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias - 5º Período Geraldo da Silva Gomes José Kasuo Otsuka Maurício Ivonei da Rosa Nelson Russo Palmas/TO

4 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS Reitor Humberto Luiz Falcão Coelho Vice-Reitor Lívio William Reis de Carvalho Pró-Reitor de Graduação Galileu Marcos Guarenghi Pró-Reitora de Pós-Graduação e Extensão Claudemir Andreaci Pró-Reitora de Pesquisa Antônia Custódia Pedreira Pró-Reitora de Administração e Finanças Maria Valdênia Rodrigues Noleto Diretor de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais Marcelo Liberato Souza Coordenador Pedagógico Geral Geraldo da Silva Gomes MATERIAL DIDÁTICO Organização dos Conteúdos Geraldo da Silva Gomes José Kasuo Otsuka Maurício Ivonei da Rosa Nelson Russo Coordenação Editorial Maria Lourdes F. G. Aires Assessoria Editorial Darlene Teixeira Castro Revisão Didático-Pedagógico Francisco Gilson Rebouças Porto Júnior Revisão Lingüístico-Textual Domenico Sturiale, Ivan Cupertino e Sibele Letícia R. O. Biazotto Revisão Digital Katia Gomes da Silva Programação Visual Irenides Teixeira Ilustrações Geuvar S. de Oliveira Coordenador do Curso José Kasuo Otsuka EDUCON EMPRESA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA LTDA Presidente Luiz Carlos Borges da Silveira Diretor Acadêmico Osíris Manne Bastos Gerente de EaD Sandra Poli Diretor Administrativo e Financeiro Júlio César Algeri PRODUÇÃO E DESIGN GRÁFICO Gerenciamento Vivianni Asevedo Soares Borges Projeto Gráfico Douglas Donizeti Soares Diagramação Douglas Donizeti Soares Leonardo Valadão Nunes Torres Vladimir Alencastro Feitosa Foto Vivianni Asevedo Soares Borges 4

5 Caro Aluno, Neste caderno de conteúdos e atividades, estudaremos a temática dos direitos humanos com enfoque nos direitos conquistados com a promulgação da Carta Política de Este documento incorporou os valores iluministas da Revolução Francesa, pontuando como princípios básicos e cláusulas pétreas os direitos inerentes à pessoa humana, aptos a proporcionarem seu pleno e amplo desenvolvimento, sendo o inaugural deles, o direito à vida. Daremos o enfoque aos direitos humanos no contexto da globalização econômica, universalizante dos direitos e do tratamento imparcial dos direitos pela simples condição de ser humano, pontuando os novos direitos e o cenário da relatividade cultural que permeia as novas demandas dos direitos humanos no cenário mundial. Os seminários objetivam provocar as discussões acerca desses direitos, formando uma consciência participativa e responsável. O final do século passado e o início do século XXI têm fortalecido a temática dos direitos humanos, as novas demandas que envolvem a bioética, os portadores de necessidades especiais, o fim da discriminação contra a mulher e, também com relevante importância, os direitos dos idosos, tão vulneráveis e discriminados na sociedade brasileira. Bons estudos! Prof. Geraldo da Silva Gomes Prof. José Kasuo Otsuka Prof. Maurício Ivonei da Rosa Prof. Nelson Russo 5

6 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias - 5º Período EMENTA Compreensão do sentido atual dos direitos humanos, relacionandoos com o espaço da cidadania e com a conquista das condições materiais básicas de vida. Reflexão sobre a universalidade e a parcialidade dos direitos humanos, diante da globalização econômica, do pluralismo cultural e ético. Análise dos movimentos sociais e do cooperativismo como produtores de novas demandas de direitos humanos ou fundamentais. Exame dos modelos jurídicos ocidentais e a regulação dos direitos humanos. Temáticas eletivas que apresentam interfaces com o conteúdo dos seminários. OBJETIVO Conhecer os pressupostos históricos, filosóficos, sociológicos e científicos de temáticas contemporâneas presentes direta ou indiretamente no pensar-refletir e nas práticas de todos aqueles que atuam na esfera judiciária. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO História dos direitos humanos Direitos humanos: atualidade no espaço de cidadania e efetividade das condições básicas da vida A universalidade e a parcialidade dos direitos humanos diante da globalização econômica O multiculturalismo e os direitos humanos Modelos jurídicos ocidentais e regulação dos direitos humanos A velhice tratada pelas sociedades históricas e a proteção constitucional da pessoa idosa Pessoa com deficiência: conceito e definições o idoso e a assistência social A gestão social diante da necessária multirreferencialidade do conhecimento na sociedade contemporânea: gestão e a responsabilidade social Bioética: aspectos históricos, conceituais e perspectivas de análise Mulher, feminino e feminismo: lutas, conquistas e novos desafios 6

7 BIBLIOGRAFIA BÁSICA DALLARI, Dalmo de Abreu. Direito Humanos e Cidadania. 2.ed. São Paulo: Moderna, LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 5.ed. São Paulo: Atlas, PIOVESAN, Flávia. Temas de Direitos Humanos. 2.ed. São Paulo: Max Limonad, RAMOS, Paulo Roberto Barbosa. Discurso jurídico e prática política: contribuição à análise do Direito a partir de uma perspectiva interdisciplinar. v. 1. Florianópolis: Obra Jurídica, BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ARENDT, Hannah. Los orígenes del totalitarismo. Madrid, Taurus, ATLAS, 2005 (coleção temas jurídicos; 3). COMPARATO, Fábio Konder. A Afirmação Histórica dos Direitos Humanos. 3.ed. revista e ampliada. São Paulo: Saraiva, DALLARI, Dalmo de Abreu. Direitos Humanos e cidadania. 2.ed. reform. São Paulo: Moderna, (Coleção Polêmica). KRAMER, Heinrich; SPRENGLER, James. O martelo das feiticeiras (Malles Maleficarum). Breve introdução de história de Rose Marie Muraro. Rio de Janeiro: Rosa dos Ventos, LEOPOLD, A. A Sand County Almanac, and sketches here and there. New York: Oxford, Potter VR. Bioethics. Bridge to the future. Englewood Cliffs: Prentice Hall, SARLET, Ingo Wolfgang. Dignidade da pessoa humana e direitos fundamentais na Constituição Federal de Porto Alegre: Livraria do Advogado, SARTI, Cynthia Andersen. O femininismo brasileiro desde aos ano 1970: revisitando uma trajetória. In: Revista Estudos Feministas, maio-agosto, ano/vol.12, número 2, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, pp.35-50,

8 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias Unidade 1 Breve história dos direitos humanos... 9 Unidade 2 Direitos Humanos: atualidade no espaço de cidadania...15 Unidade 3 Efetividade das condições básicas da vida - alguns direitos fundamentais da pessoa humana...20 Unidade 4 A universalidade e a parcialidade dos direitos humanos, diante da globalização econômica...24 Unidade 5 A importância do respeito ao multiculturalismo nos direitos humanos...30 Unidade 6 Modelos jurídicos ocidentais e regulação dos direitos humanos...34 Unidade 7 A velhice tratada pelas sociedades históricas...38 Unidade 8 A proteção constitucional da pessoa idosa...41 Unidade 9 Pessoa com deficiência: conceito e definições...45 Unidade 10 Pessoa com deficiência, o idoso e a assistência social...50 Unidade 11 A gestão social diante da necessária multirreferencialidade do conhecimento na sociedade contemporânea...54 Unidade 12 A gestão e a responsabilidade social...59 Unidade 13 Bioética: aspectos históricos e conceituais...62 Unidade 14 Bioética e perspectivas de análise...68 Unidade 15 Mulher, feminino e feminismo: lutas, conquistas e novos desafios I...75 Unidade 16 Mulher, feminino e feminismo: lutas, conquistas e novos desafios II

9 Breve história dos direitos humanos Meta da unidade Introdução aos direitos humanos e reflexão do direito à vida, como direito fundamental. Objetivo Esperamos que, ao final desta unidade, você seja capaz de: conhecer a evolução dos direitos humanos. Pré-requisitos Para melhor compreensão desta unidade, é importante rever alguns dos conceitos básicos estudados em direito constitucional I e II (3º e 4º períodos, respectivamente), notadamente no que diz respeito a evolução do Direito Constitucional, a natureza da aplicabilidade das normas constitucionais, os princípios fundamentais, direitos e garantias individuais, os direitos sociais e a organização político administrativa do Estado, que proporcionarão o correlacionamento do direito constitucional brasileiro com as demandas e discussão acerca dos direitos humanos. Introdução A definição da vida deve ser fornecida pela ciência médica, mas por ser objeto de direito fundamental, encontrando-se estampada no art. 5º, caput, da Constituição Federal, e também nos arts. 8º e 9º da Lei , de 1/10/2003, passaremos a estudá-la. A questão da vida infere intrinsecamente nos direitos humanos. As nações, desde há muitos séculos, vêm discutindo-a. Mais recentemente, mormente após os conflitos bélicos mundiais que assolaram a primeira metade do século XX, as organizações internacionais (ONU, OEA) que se originaram da reunião de países estão seriamente preocupadas com a preservação e a proteção dos direitos da humanidade. O mais elementar direito humano é o direito que cada indivíduo tem de viver, estudar, residir, trabalhar e conviver com outras pessoas, no lugar em que se encontra. 9

10 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias Idéia geral da evolução dos direitos humanos Magna Carta, 1215, Inglaterra A idéia de que todos são iguais perante a lei é o âmago dos direitos humanos. Assim, não há qualquer pessoa ou ente que possa estar acima da lei, pois se isso ocorresse haveria a desigualdade e, fatalmente, a violação de direitos humanos. O primeiro documento histórico atinente a assegurar os direitos humanos, conhecido como Magna Carta, foi assinado pelo rei João da Inglaterra, em 1215, época em que a sociedade era composta de três classes: a nobreza, o clero e o povo. Ao contrário dos nobres e do clero que possuíam privilégios transmissíveis hereditariamente, o povo gozava somente da liberdade, status libertatis, que o diferenciava dos servos. O marco que caracteriza a Magna Carta é o fato inédito, na história política medieval, de o rei estar vinculado pelas próprias leis que edita. Quinhentos anos antes, Santo Isidoro ( ), bispo de Sevilha, pregava que o príncipe devia submeter-se às leis que ele próprio promulgara. Como pretender que o povo respeite as leis se a realeza não as respeita? Essa vinculação do monarca às leis traz como conseqüência a limitação de seus poderes, e não apenas pelas normas superiores, fundadas na religião ou no costume, mas também por direitos subjetivos dos governados, que é a faculdade ou a possibilidade que tem um indivíduo de buscar em juízo a prevalência de sua vontade fundada em um interesse. É preciso compreender a consagração dos direitos humanos na história da humanidade para poder identificar os valores que sempre pautaram as discussões e as lutas pela universalização dos direitos humanos, independentemente da condição sócio-cultural dos povos, respeitando as relatividades, não se valendo delas para a violação dos direitos humanos individuais, inerentes à pessoa humana. Declaração de Direitos (Bill of Rights), 1689, Inglaterra Com a promulgação da Declaração de Direitos, findou-se o regime de monarquia absoluta, no qual todo poder emana do rei e em seu nome é exercido. A partir de 1689, a competência de legislar e de criar tributos passa a ser exclusivamente do Parlamento, órgão encarregado de defender os súditos perante o rei, cujo funcionamento não pode estar ao arbítrio deste. Institucionalizou-se a separação dos poderes como garantia das liberdades civis. Outro legado foi expressar a garantia de direitos fundamentais do cidadão, expressos até hoje nas Constituições modernas, como o direito de petição e a proibição de penas cruéis. A Independência dos Estados Unidos, 1776 Com as lutas políticas e econômicas que levaram as treze colônias britânicas da América do Norte à declaração de independência e à constituição dos Estados Unidos da América do Norte, reconhece-se a existência de direitos inerentes a todo ser humano, independentemente das diferenças de sexo, raça, religião, cultura ou posição social. A Confederação dos Estados Unidos da América do Norte nasce sob a invocação da liberdade, sobretudo da liberdade de opinião e religião, da igualdade de todos perante a lei e da afirmação e do respeito à soberania popular. Com isso, reconhecem-se os direitos de todos os homens como inalienáveis. 10

11 A Revolução Francesa, 1789: Liberdade, Igualdade e Fraternidade A Revolução Francesa decorreu, principalmente, das humilhações e das desigualdades a que se encontravam submetidos os indivíduos e grupos sociais. A liberdade, para os homens de 1789, resumia-se na supressão de todas as diferenças sociais devido aos estamentos ou corporações de ofícios. A igualdade foi o grande esteio e mola propulsora do movimento revolucionário. E a fraternidade significava a extinção de todos os privilégios. Na luta contra as desigualdades, não apenas foram extintas de um só golpe todas as servidões feudais, que vigoravam há séculos, como também se proclamou, pela primeira vez na Europa, em 1791, a emancipação dos judeus e a abolição de todos os privilégios religiosos. Esse movimento igualitário só não conseguiu, afinal, derrubar a barreira da desigualdade entre os sexos. Ainda vivo e latente encontramos o lema da revolução francesa, ao depararmos com o artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, Todos os seres humanos são livres e nascidos com igualdade de dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem relacionar-se com os outros em espírito de fraternidade. (Disponível em: Acesso em 12/5/2007). A Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, ONU A Declaração Universal dos Direitos Humanos redigida e aprovada, ainda sob o impacto da 2ª Grande Guerra Mundial, representou a manifestação histórica de que se formara, enfim, em âmbito universal, o reconhecimento dos valores supremos da igualdade, da liberdade e da fraternidade entre os homens. E a transformação desses ideais em direitos efetivos será fruto de um esforço sistemático de educação em direitos humanos. Dos direitos assegurados e proclamados na Declaração, no momento, interessa-nos o artigo II que prega a igualdade e abomina qualquer tipo de distinção entre os homens quanto à capacidade de gozo de direitos e de liberdades, uma vez que declara essa capacidade à pessoa idosa, a qual não deverá suportar qualquer discriminação em face da idade. O artigo III estabelece que toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Este artigo é um princípio da igualdade essencial ao ser humano, não obstante as múltiplas diferenças de ordem biológica e cultural que distingue os homens entre si. Por fim, quase no limiar da Declaração, estabelece-se uma ordem internacional como garantia ao homem para a realização dos direitos e das liberdades nela estabelecidos. Os direitos humanos nas constituições do Brasil No Brasil, desde a sua primeira constituição, sempre se consignou a defesa e a garantia dos direitos humanos, quer políticos, quer sociais. Assim, 11

12 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias O princípio da igualdade dos homens perante a lei encontra-se consagrado, sem exceção, em todas as constituições brasileiras. a Constituição de 25 de março de 1824, proclamada no Brasil Império, trazia em seu Título VIII Das Disposições Gerais e Garantias dos Direitos Civis e Políticos dos Cidadãos Brasileiros, o princípio da igualdade dos homens, assim redigido no artigo 179, inciso XIII, a lei será igual para todos, quer proteja, quer castigue, e recompensará em proporção dos merecimentos de cada um. (Disponível em: Acesso em 20/6/2007). E, em consonância, a Declaração de Direitos (Bill of Rights), 1689, Inglaterra, aboliu as penas cruéis, declarando com isso respeito aos direitos humanos. Essa constituição foi movida, talvez, pela consciência de respeito aos direitos humanos (igualdade), pregados, principalmente, pela Revolução Francesa (1789) e também pela Independência dos Estados Unidos da América do Norte (1776). O princípio da igualdade dos homens perante a lei encontra-se consagrado, sem exceção, em todas as constituições brasileiras posteriores à de Assim, a de 1891, primeira constituição republicana, consignou no 2º, do art. 72, que todos são iguais perante a lei. (Disponível em Acesso em 20/6/2007). Manteve, ainda, a disposição de banimento da pena de morte, excetuando disposições da legislação militar em tempo de guerra (art. 72, 21). A Constituição de 16 de julho de 1934 garantia, em seu art. 113, 1, que todos são iguais perante a Lei e, continuando, explicitou que não haverá privilégios, nem distinções, por motivo de nascimento, sexo, raça, profissões próprias ou dos pais, classe social, riqueza, crenças religiosas ou idéias políticas, reforçando a igualdade entre os homens. Nesta Constituição de 1934, inseriu-se o princípio basilar de democracia, ou seja, todos os poderes emanam do povo, e em nome dele são exercidos (art. 2º), que foi repetido nas Constituições: 1937 (art. 1º); 1946 (art. 1º); 1967 (art. 1º, 1º); Emenda Constitucional de 1969 (art. 1º, 1º), e, finalmente, 1988 (art 1º, Parágrafo Único). (Disponível em: Acesso em 20/6/2007). O princípio de igualdade dos homens é encontrado nas Constituições de 1937 (art. 122, 1º), 1946 (art. 141, 1º); 1967 (art. 150, 1º) (na qual acrescenta-se que haverá lei para punir o preconceito de raça), Emenda Constitucional de 1969 (art. 153, 1º), e 1988 (art. 5º, caput). Na questão do direito social, as constituições brasileiras, invariavelmente, asseguravam os direitos da família, da infância e da adolescência: 1946 (art. 164), 1967 (art. 167, 4º), Emenda Constitucional de 1969 (art. 175, 4º), 1934 (que trata somente de questões referente à família). Na constituição de 1988, tivemos definitivamente institucionalizado o regime político democrático no Brasil, consolidando, no ordenamento jurídico brasileiro, as garantias e os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, notadamente àqueles em condições de vulnerabilidade. A Carta Política de 1988, conhecida como constituição cidadã, não só consolidou os direitos humanos, mas também foi a que objetivamente protege e resguarda, de forma nunca adotada nas constituições anteriores, o respeito e a 12

13 universalização dos direitos humanos. Não é por menos que foram consagrados como direitos intocáveis pelo legislador, protegidos na forma do artigo 60, parágrafo 4º da Constituição como cláusulas pétreas. Síntese da unidade Os direitos humanos foram construídos ao logo do tempo, de forma isolada. Lembremos do marco inicial de toda essa caminha com a Carta Magna da Inglaterra, em que o Rei passou a submeter-se às leis que ele próprio promulgava. Esse absolutismo sucumbiu com a Declaração de Direitos de 1689 e institucionalizou-se a separação dos poderes. O final século XVIII foi marcado pela reconhecimento da igualdade entre as pessoas, independentemente das diferenças de sexo, raça, religião e pelo fim das desigualdades, respectivamente com a independência dos Estados Unidos e com a Revolução Francesa. Estava pronto o cenário para a universalização dos direitos humanos, e em 1948 foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reconheceu os valores da Revolução Francesa de igualdade, liberdade e fraternidade. Todas as constituições brasileiras, mesmo que singelamente, sempre trataram de direitos hoje reconhecidos como direitos humanos, mas foi a de 1988 que, após romper com o regime ditatorial, consolidou no ordenamento jurídico do país os direitos humanos consagrados e ratificados pelo Brasil de forma inovadora e sólida, não podendo ser atingidos por emenda constitucional ante a proteção esculpida no artigo 60, 4º da Carta Magna brasileira. 1 - Como os Direitos Humanos são tratados na Constituição Federal de 1988? Construa um texto dissertativo de 10 linhas. 2 - Quais os avanços trazidos pela Constituição à matéria dos Direitos Humanos? Construa um texto dissertativo de 10 linhas. 3 - A Carta Magna pátria é também chamada de Constituição Cidadã. Que considerações você faria sobre essa expressão e o que justifica seu emprego? Comentário Na atividade 1, você percebeu que a Declaração Universal dos Direitos Humanos consolidou o que a sociedade mundial vinha isoladamente consagrando. Já na questão 2, as atrocidades da 2ª Grande Guerra foram o marco, o limite da aceitação de violação de direitos. Os países signatários inseriram em seus textos constitucionais os direitos da Declaração, no caso do Brasil, como cláusula pétrea, na forma do artigo 60, 4º da Carta Magna brasileira, avançando na oferta de uma vida digna e de um pleno desenvolvimento social. Já na questão 3, ser cidadão é participar ativamente da vida do Estado e a Carta Política de 1988 inseriu vários momentos e institutos verdadeiramente cidadãos, como os conselhos com representação popular, a ação popular, entre outros. 13

14 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias Referências DIREITOS HUMANOS. Declaração universal. Disponível em : Acesso em: 12/05/ Constituição. Disponível em: Acesso em: 20/06/ Constituição. Disponível em: Acesso em: 20/06/ Constituição. Disponível em: Acesso em 20/06/2007. Informações sobre a próxima unidade A Constituição de 1988 revolucionou o Estado Democrático de Direito, quando rompeu definitivamente com o regime ditatorial imposto pela constituição de Um novo espaço de participação se abriu para o exercício democrático e de cidadania do país. É sob esse enfoque que estudaremos os direitos humanos no espaço de cidadania constitucional. 14

15 Direitos Humanos: atualidade no espaço de cidadania Meta da unidade Apresentação dos conceitos e das noções básicas de direitos humanos, com enfoque na participação do indivíduo nas políticas públicas do Estado para a efetivação dos direitos elementares da pessoa. Objetivo Esperamos que, ao final desta unidade, você seja capaz de: compreender os conceitos elementares de direitos humanos, identificando a importância dos direitos analisados e o significado para as pessoas e a sociedade humana. Pré-requisitos Para facilitar o desenvolvimento desta unidade, sugerimos que você reveja, no caderno de conteúdos e atividades do 1º período, as disciplinas: Aspectos Históricos e Filosóficos do Direito, Introdução ao Estudo do Direito e Organização Política e Judiciária do Estado. Importante ainda relembrar o conteúdo estudado em Sociologia Geral Jurídica no 2º período. Por fim, as disciplinas de direito constitucional I e II estudadas respectivamente no 2º e 3º período. As disciplinas citadas são de extrema importância, haja vista toda a discussão histórica do direito e da organização do estado, o contexto social como formador de novas relações e que redundaram na ordem constitucional vigente. Introdução Impossível pensarmos em Estado de Direito, direitos fundamentais e democracia no Brasil sem enfrentarmos o desrespeito à dignidade humana e, principalmente, o tema dos direitos humanos. Para Arendt (1974, p.375), a privação fundamental dos direitos humanos se manifesta primeiro e sobretudo na privação de um lugar no mundo que torne significativas as opiniões e efetivas as ações. As políticas públicas de direitos humanos só recentemente passaram a fazer parte da agenda social e política brasileira. Se observarmos que, até pouco tempo, tínhamos a escravatura e que não superamos inteiramente o coronelismo, com constantes explorações infanto-juvenis, desrespeito aos idosos, podemos compreender tal fenômeno. Os chamados direitos de 15

16 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias primeira geração, ou seja, os direitos civis e políticos eram pouco mais que afirmações retóricas. Portanto, para que tenhamos o respeito aos direitos básicos do indivíduo, é fundamental que saibamos qual o espaço de exercício de cidadania. É o que vamos conhecer nesta unidade. O conjunto de condições e de possibilidades associadas às características naturais dos seres humanos, à capacidade natural de cada pessoa e os meios de que a pessoa pode valer-se como resultado da organização social. É a esse conjunto que se dá o nome de direitos humanos. [DALARI, 2004, p.12-13] [Grifo do autor] Direitos humanos Existem direitos que são essenciais, sem os quais a pessoa humana não existe ou não é capaz de desenvolver-se, de participar da vida com plenitude e de alcançar uma vida digna e participativa. A cada pessoa devem ser garantidas as condições mínimas para que possa se beneficiar das vantagens que o convívio social pode possibilitar e também ser útil à sociedade. A esses direitos chamamos de direitos fundamentais que, como afirma Dallari (2004, p. 12), são mencionados na forma abreviada de direitos humanos. Esse conjunto de direitos, Moraes (2005, p. 21) chama de direitos humanos fundamentais e o conceitua como [...] o conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o respeito a sua dignidade, por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal, e o estabelecimento de condições mínimas da vida e desenvolvimento da personalidade humana [...]. Para que possamos mais facilmente entender, direitos humanos são aqueles que são essenciais a uma vida com dignidade, com respeito à pessoa. Como exemplo de direito fundamental e primário, temos o direito à vida, sem o qual não há como se discutir ou efetivar os demais. Ocorre que, para a preservação da vida, outros direitos fundamentais devem ser assegurados, pois de nada adiantaria preservar a vida sem proporcionar a sua manutenção, ou seja, a garantia dos direitos fundamentais da alimentação, da saúde, da educação, do saneamento básico e da moradia. Absolutas na igualdade de valores e relativas culturalmente Vimos que todas as pessoas possuem as mesmas necessidades básicas desde o nascimento, sejam elas nas condições de desenvolvimento ou de oportunidades para participarem da sociedade. Isso nos remete ao entendimento de que todas as pessoas são iguais, uma não vale mais do que a outra, uma não vale menos que a outra (DALLARI, 2004, p.13) Todavia, nenhuma pessoa é igual psíquica, fisiológica e intelectualmente. Temos várias etnias, vários temperamentos, diversas formas de pensar, de sentir e de viver. A individualidade é a característica marcante de cada ser humano. Do mesmo modo, quando reunidos em grupos sociais, os indivíduos determinam suas condutas, suas regras de relacionamento, sua cultura própria, notadamente por conta do contexto em que estão inseridos, seja por condições naturais ou sociais. Mas, se somos diferentes como pessoas, somos iguais enquanto seres humanos, com as mesmas necessidades, com os mesmos desejos de respeito, dignidade e oportunidade. 16

17 Dignidade da pessoa humana Muito se fala em dignidade da pessoa humana, que todos merecem uma vida digna, respeitável. Mas, afinal de contas, o que é dignidade da pessoa humana? Todos sabem o que é indigno. Por exemplo, obrigar idosos a enfrentarem filas no INSS é mais que indigno. Sarlet ( 2001, p.41) atesta que a dignidade é qualidade integrante e irrenunciável da condição humana, devendo ser reconhecida, respeitada, promovida e protegida. Não é criada, nem concedida pelo ordenamento jurídico, motivo por que não pode ser retirada, pois é inerente a cada ser humano. Concluímos que a dignidade humana deve ser compreendida como um valor absoluto, que privilegia o indivíduo, sempre, em sua eterna oposição à sociedade. Portanto, não se pode pensar na possibilidade de optar entre o indivíduo e a sociedade. Os direitos são absolutos, deve-se buscar equacionar o conflito de interesses optando pelos dois, implementando e tomando posturas razoáveis à consecução dos interesses do indivíduo e da sociedade. Cidadania A concepção do verdadeiro sentido da palavra cidadania evolui ao longo do tempo, sendo em determinado momento desvirtuada, utilizada para justificar inúmeras injustiças e ilegalidades. Foi notório no final da Revolução Francesa. Quando tratamos de cidadania, vem-nos à mente que é cidadão aquele que tem o direito de votar e ser votado, ou seja, participar da vida política do País. Esse é um dos direitos do cidadão, que foi extremamente ampliado após a promulgação da atual constituição brasileira, inovando, de forma ímpar, após os desmandos e as atrocidades que a população brasileira viveu durante o período do regime militar. Foram os conhecidos anos de chumbo. Assim, os direitos da cidadania abarcam desde a escolha dos representantes e a possibilidade de ser votado, ao direito de apresentar projetos de lei (iniciativa popular), plebiscito, referendo e à propositura de ações, chamadas de garantias constitucionais, como mandado de segurança, habeas corpus, habeas data etc. Outro meio de exercer o direito da cidadania é a participação da sociedade na esfera governamental por meio de representantes em conselhos, que em todas as esferas governamentais deve respeitar a paridade entre governo e sociedade. Os mais atuantes são os conselhos de direitos da criança e do adolescente, os da saúde e os da educação e também os conselhos municipais dos idosos, ou da terceira idade, como muitos os chamam. Esses conselhos, com a efetiva participação da comunidade, têm contribuído de forma decisiva na implementação de políticas públicas que assegurem os direitos fundamentais coletivos e difusos em comento. Como, em sociedade, o indivíduo isolado é fraco diante do Estado, esses direitos de cidadania são vistos também como deveres, visto que temos a Notas de Ingo Wolfgang Sarlet sobre dignidade da pessoa humana. A dignidade humana constitui valor fundamental da ordem jurídica para a ordem constitucional que pretenda se apresentar como Estado democrático de direito (2001, p.37). É valor jurídico fundamental da comunidade (2001, p.72). Constitui atributo da pessoa humana individualmente considerada, não podendo ser confundida com a referida à humanidade como um todo (2001, p.52). Atributo intrínseco da pessoa humana, expressando seu valor absoluto, sua dignidade não pode ser desconsiderada, mesmo cometendo as ações mais indignas e infames (2001, p.43). A palavra cidadania, usada na antiguidade, foi retomada nos séculos XVII e XVIII, no quadro das lutas contra o absolutismo. Expressando a síntese da liberdade individual e da igualdade de todos. (DALARI, 2005, p. 17) 17

18 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias obrigação de solidariedade para com os outros. Dallari (2004, p.25) pontua que é importante salientar que os direitos da cidadania são, ao mesmo tempo, deveres [...] A natureza associativa da pessoa humana, a solidariedade natural característica da humanidade, a fraqueza dos indivíduos isolados quando devem enfrentar o Estado ou grupos sociais poderosos são fatores que tornam necessária a participação de todos nas atividades sociais. Acrescente-se a isso a impossibilidade de viver democraticamente se os membros da sociedade não externarem suas opiniões e sua vontade. Tudo isso torna imprescindível que os cidadãos exerçam seus direitos de cidadania. Síntese da unidade Os direitos humanos, na atual sociedade brasileira, assim como em todo o mundo, tem sido objeto de ampla discussão e estão incluídos nas constituições de cada País. No Brasil, os direitos fundamentais da pessoa humana, consagrados e incorporados na Carta Política de 1988, adquiriram status de direitos protegidos como cláusulas pétreas. Isso possibilitou o exercício da cidadania em vários âmbitos da vida em sociedade e oportunizou que as condições básicas de vida sejam implementadas, acompanhadas e exigidas com a utilização de instrumentos legais contra o Estado, via de regra letárgico. 1 - Escolha ou, tomando como base os conceitos vistos, crie um conceito de Direitos Humanos. Elabore com ele um texto dissertativo de 10 linhas. 2 - Sobre a dignidade da pessoa humana, marque a alternativa correta. a. ( ) Não é prevista em nossa constituição. b. ( ) É um valor absoluto. c. ( ) É fruto da construção doutrinária. d. ( ) A dignidade da pessoa humana tem valor por haver previsão legal. Comentário Na questão 1, você percebeu que criar ou elaborar um conceito para direitos humanos é bem complexo, haja vista as diversas concepções e valores que diretamente podem interferir nessa construção. Na verdade, elementos diversos podem integrar esse conceito tão amplo e, ao mesmo tempo, necessário. Já na questão 2, a dignidade da pessoa humana, em que pese sua previsão constitucional, independe desse status para ser considerada um valor absoluto, visto que é inerente à pessoa humana. Referência MORAES, Alexandre de. Direitos Humanos Fundamentais: teoria geral, comentários aos arts. 1º a 5º da constituição da República Federativa do Brasil, doutrina e jurisprudência. 6.ed. São Paulo: Atlas, (Coleção temas jurídicos; 3). 18

19 Informações sobre a próxima unidade Qualquer discussão que envolva direitos humanos deve necessariamente perpassar pelos direitos à vida, à liberdade e pelo direito de ser pessoa. Toda discussão que se preste a contribuir na formação do indivíduo e da sociedade gerando conhecimento deve obrigatoriamente pautar-se em suas linhas mais essenciais e mais elementares, para posteriormente alimentar os grandes temas dos direitos humanos. São essas condições que iremos estudar na próxima unidade. 19

20 Seminário Fundamentos e Práticas Judiciárias Efetividade das condições básicas da vida - alguns direitos fundamentais da pessoa humana Meta da unidade Apresentação das condições básicas para uma vida digna com enfoque nos direitos mais elementares como o direito à vida, o direito de ser pessoa e o direito de liberdade. Objetivo Esperamos que, ao final desta unidade, você seja capaz de: compreender o conceito de direito à vida, seu enfoque histórico e constitucional enquanto direito primário. Pré-requisitos Para melhor entendimento desta unidade, é importante assimilar os conceitos de direitos humanos, dignidade da pessoa humana e cidadania, inseridos na unidade anterior, que darão suporte filosófico e legal aos temas desta unidade didática. Introdução Não há como se adentrar com maior profundidade nas questões atinentes aos direitos humanos se não reconhecermos alguns dos direitos mais fundamentais do indivíduo, quais sejam, a vida, o direito de ser pessoa e a liberdade. Esses direitos são interdependentes, inter-relacionados e caracterizam o indivíduo como sujeito de direitos para uma vida digna, plena de desenvolvimento e oportunidades. A Constituição brasileira, em seu artigo 5º, garante o direito à vida e declara que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (CONSTITUIÇÃO, 1988). Importante compreender que o direito à vida é um princípio destinado a todos indistintamente, antes mesmo de ser visto como um direito. Sobre o direito à vida, Diniz (2001, p ) leciona que 20

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