CURSO DE DIREITO A TUTELA DOS DIREITOS AUTORAIS EM MEIO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS

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1 CURSO DE DIREITO A TUTELA DOS DIREITOS AUTORAIS EM MEIO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS DANILO MARTINS FONTES RA: /5 TURMA: 3209A FONE: (11) SÃO PAULO

2 DANILO MARTINS FONTES Monografia apresentada à Banca Examinadora do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, como exigência parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito sob a orientação do Professor Dr. Antônio Carlos Morato SÃO PAULO

3 BANCA EXAMINADORA: Professor Orientador: Dr. Antonio Carlos Morato Professor Argüidor: Professor Argüidor: 2

4 Dedico este trabalho aos meus pais, Tânia e Valmir, que são os grandes responsáveis por minha formação acadêmica e pessoal. 3

5 Primeiramente, agradeço a Deus por tornar tudo isto possível. Agradeço ao Prof. Antonio Carlos Morato, com quem tive o primeiro contato com a matéria, pelas precisas orientações em relação a este trabalho. Por fim, com receio de cometer alguma injustiça ao citar mais nomes, agradeço de forma genérica a todas as pessoas que, de algum modo, prestaram algum auxílio na concretização desta monografia. 4

6 Sem a técnica, a inspiração é uma mera palheta oscilando ao vento. 5 Johannes Brahms

7 SINOPSE O presente trabalho visa dissertar sobre os aspectos jurídicos dos Direitos Autorais, bem como fazer uma reflexão sobre sua aplicação nos dias atuais, buscando contextualizar os problemas e, através do método dialético, propor soluções. De fato, buscamos contextualizar o problema que se originou na era da Sociedade da Informação, tal qual o do gerenciamento de conteúdo protegido por direitos autorais, visando relacionar os meios legais e tecnológicos descobertos até agora para a efetiva proteção da Propriedade Intelectual. Destarte, procuramos aqui também apontar as futuras direções a serem tomadas pela industria do entretenimento, haja vista serem os maiores detentores de direitos autorais, e dos principais países no cenário global, a fim de impedir a pirataria online e promover a devida responsabilização aos infratores. Palavras-chave: Direito, Tecnologia, Internet, Sociedade da Informação, Contrafação. 6

8 ABSTRACT The present work aims to expose the main legal aspects of the Copyright Laws around the world especially the Brazilian and the North American ones - as well as intends to make a reflection about its application nowadays, in order to propose solutions. In fact, we hereby try to contextualize the problem which was originated in the Information Society era, which is the management of copyrighted content, by showing the legal e technological ways discovered until now to protect Intellectual Property. Furthermore, we try to show the future directions to be taken by the entertainment industry - considering them as the biggest owners of copyrighted content - and the countries, in order to prevent online piracy and promote proper liability for copyright infringement. Keywords: Law, Technology, Internet, Information Society, Counterfeiting. 7

9 SUMÁRIO Introdução Direito Autoral: Conceitos Fundamentais Breve Evolução Histórica e Natureza Teoria Dualista Direitos Patrimoniais Conceito e Características Requisitos para a transmissão Direitos Morais Objeto da Tutela Da Diluição da Autoria Limitações aos Direitos Autorais As Novas Tecnologias Breves Considerações Sobre a Sociedade da Informação Internet Breves Considerações Técnicas Sobre a Internet Principais Reflexos no Direito de Autor Métodos Tecnológicos de Proteção da Propriedade Intelectual A Visão Legislativa Breve apanhado sobre os tratados internacionais A Perspectiva Anglo-Americana Conclusão do capítulo Recentes controvérsias Os Projetos de Lei no Âmbito Nacional A Doutrina do Fair Use Responsabilidade Civil Conceito Geral Sistemas de Responsabilidade Civil Responsabilidade Civil na Internet Notice and Take Down A Problemática do Peer-to Peer Propostas Legislativas no Âmbito Internacional

10 3.5.1 S.O.P.A. e P.I.P.A Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA) Conclusão Referências Bibliográficas

11 Introdução É difícil precisar o momento histórico no qual o homem fez sua primeira criação intelectual; a necessidade de comunicação, por meio das artes, e de inventar utilitários, das mais variadas formas, com o fim de adaptar seu meio ao próprio estilo de vida, parece ser uma condição humana. O Direito, então, atendendo ao fim de conceder tutela aos conflitos da sociedade, passaram a disciplinar a questão do direito autoral tão logo se originaram os maiores conflitos, quando da invenção da impressão gráfica, marco inicial da reprodução da obra estética em caráter industrial. 1 Desde então, o controle de tais obras se tem tornado um grande desafio às autoridades governamentais e um pesadelo aos titulares de direitos autorais, agravada por conta de sua natureza imaterial, e difícil majoração de valores. Outrossim, a tecnologia vem evoluindo em progressão geométrica, tornando a transmissão de dados cada vez mais veloz, o que acaba por mudar completamente os meios de distribuição de obras e, por conseguinte, os meios de controle. No mesmo sentido, assinalamos ainda o grande número de entraves burocráticos existentes, tendo em vista que, como condição da própria segurança jurídica, os processos legislativos e judiciais infelizmente ainda demandam de um tempo muito superior ao ideal para a efetiva regulação de um meio tão dinâmico quanto o das mídias digitais. Desse modo, são grandes os esforços conjuntos entre os principais países no genário global a fim de promover acordos visando uma proteção mais uniforme à Propriedade Intelectual, envolvendo não tão somente interesses 1 GANDELMAN, Henrique. De Gutenberg à Internet: Direitos Autorais na Era Digital. Rio de Janeiro: Record, p

12 governamentais, mas precípuamente interesses privados, das principais companhias atuantes no mercado do entretenimento mundo afora. Por isso, no sentido de realizar um estudo completo sobre o tema, de forma a contextualizar a realidade das leis brasileiras face ao atual cenário da tecnologia digital, bem como a traçar um comparativo entre os principais sistemas de proteção aos direitos autorais, dividimos o presente trabalho em três capítulos: No primeiro capítulo, o enfoque recai sobre lei brasileira, trazendo citações doutrinárias de muitos dos principais autoralistas pátrios, visando trazer à tona os conceitos fundamentais ao discorrer sobre as obras protegidas, das limitações ao direito de autor, sobre a natureza de tais direitos além de, como não poderia deixar de faltar, trazer um breve panorama histórico sobre o tema. Já no segundo capítulo, procuramos tratar mais especificamente sobre a Sociedade da Informação e seu núcleo, ainternet, trazendo alguns aspectos técnicos básicos sem a pretensão de ser uma obra técnica sobre o assunto - para que possamos expor adequadamente os problemas surgidos nesta nova era. Ainda neste capítulo, trazemos alguns possíveis meios propostos, a fim de solucionar referidos problemas, situando-os basicamente sob as perspectivas tecnológicas e legais. Quanto à primeira, buscamos demonstrar que a própria tecnologia que trouxe uma série de controvérsias à Propriedade Intelectual no mundo, traz métodos efetivos para se auto-regular não sendo assim o problema tão somente uma questão legal. Em relação à segunda, procuramos destacar a visão de outros regimes jurídicos sobre o tema, trazendo menções aos principais esforços internacionais, materializados sob a forma de acordos e, principalmente, sobre a visão angloamericana e como seu regime de copyright enfrenta a atual questão. 11

13 No terceiro capítulo, trazemos os contornos atuais do Direito de Autor no Brasil, com as recentes propostas legislativas versando principalmente sobre a adoção do regime do uso justo e sobre a questão da responsabilidade civil por violações de direitos autorais. Também não nos olvidamos de mencionar sobre as recentes propostas de lei estadunidenses que causaram grande repercussão nas principais mídias sociais, portais de entretenimento e jornais especializados no mundo todo. Por fim, o presente estudo tem por objetivo não somente o apontamento de problemas e soluções, mas a análise crítica sobre o assunto, de modo a tomar como as proposições do passado como referência às soluções futuras. 12

14 1. Direito Autoral: Conceitos Fundamentais 1.1 Breve Evolução Histórica e Natureza Muito embora a criação intelectual seja intrínseca ao ser humano, o enfoque jurídico sobre o direito autoral ainda é bastante recente, em comparação aos outros ramos do direito. Inobstante o fato de o homem já ter criado, na antiguidade, um grande número de obras estéticas, às quais a sociedade outorga grande valor, não havia uma efetiva proteção sobre elas, bem como tampouco se tinha uma noção exata da definição de direito de autor. Ensina Eduardo Vieira Manso, que tal definição só começou tomar forma, mesmo que de modo rudimentar, a partir da idade moderna, com a efervescência cultural originada a partir da Revolução Francesa, com o movimento modernista. 2 Todavia, conforme assinala José Carlos Costa Netto, durante muito tempo, o próprio Código Civil Brasileiro de 1916 chegou a regular o assunto como integrante dos direitos de propriedade, sendo este, à época, equiparado a um bem móvel, para efeitos legais. 3 Hoje, no entanto, em que pese o fato de perdurar o termo propriedade quando da designação de algum direito intelectual, pode-se dizer que o direito autoral constitui um ramo autônomo do direito, em virtude de sua complexidade e caráter interdisciplinar. Neste sentido, discorre a autora Manuella Santos: O direito autoral já foi associado a diferentes ramos do direito, sendo considerado direito de propriedade e codificado como parte do direito civil. 2 MANSO, Eduardo J. Vieira. O que é direito autoral. São Paulo: Brasiliense, 1992, p COSTA NETTO, José Carlos. Direito autoral no Brasil. São Paulo: FTD, 2008, p

15 Por sua ligação com a propriedade industrial, já foi inserido no âmbito do direito empresarial. Envolve, ainda, pagamento de tributos, por vezes há o estabelecimento de relações trabalhistas, bem como noções de direito do consumidor e conhecimento de direito internacional. Embora inserido a seara do direito civil, por sua especificidade o direito de autor é hoje reconhecido como um ramo autônomo do direito privado. Essas poucas palavras já indicam a complexidade do direito autoral. 4 Portanto, ante a complexidade desta matéria, que se dá, principalmente, quando da sua inserção no contexto atual, em que a tecnologia apresenta grandes evoluções a cada dia, dificultando a tutela sobre as obras de natureza intelectual, a autonomia do direito autoral não pode ser vista como mera questão acadêmica, mas como uma necessidade prática Teoria Dualista Valendo-se dos ensinamentos de Henry Jessen, José Carlos Costa Netto leciona sobre a existência de diversas teorias acerca da natureza do direito de autor, como (a) teoria da propriedade, pela qual o autor seria titular de um direito real sobre a obra; (b) teoria da personalidade, que considera a obra uma extensão da pessoa do autor; (c) teoria dos bens jurídicos imateriais, reconhecendo ao autor um direito de natureza real, paralelamente a um direito da personalidade; (d) teoria dos direitos sobre bens intelectuais, sobre o direito das coisas incorpóreas (obras literárias, artísticas e científicas, patentes de invenção e marcas de comércio); e, por fim, a teoria dualista, consistindo em uma evolução natural das teses anteriores, abrangendo tanto direitos morais quanto direitos patrimoniais. 5 Esta última, consiste na idéia de que dois direitos de natureza distinta advém da obra intelectual: um de natureza pecuniária e, portanto, patrimonial, referente à remuneração devida ao titular da autoria pelo uso da obra, que nasce no 4 SANTOS, Manuella. Direito Autoral na Era Digital. São Paulo: Saraiva, 2009, p. XIX 5 JESSEN, Henry. In: COSTA NETTO, José Carlos. Direito Autoral no Brasil. Op. cit., p

16 momento de sua publicação; e outro de natueza moral, que é intrínseco à pessoa do autor da obra, relativo aos direitos da personalidade. 6 Com efeito, referida teoria foi recepcionada pela Lei 9610/98 a Lei dos Direitos Autorais que prevê regulamentações distintas aos institutos dos direitos patrimoniais e dos direitos morais de autor, mantendo-se sempre a relação de interdependência de ambas junto à obra. 1.2 Direitos Patrimoniais Conceito e Características Discorre José de Oliveira Ascenção, sobre a definição de direitos patrimoniais, ora fulcrada no artigo 28 da Lei 9610/98 7, conceituando que os direitos patrimoniais consistem no direito conferido ao autor de utilizar, fruir e dispor da sua obra, bem como na sua autorização de uso e exploração por parte de terceiros. 8 Eduardo Vieira Manso, por sua vez, ressalta que, embora sejam os direitos patrimoniais dotados de algumas características em comum com os direitos morais, como o absolutismo (opõem-se erga omnes), a generalidade (não se limitam as prerrogativas a uma ou a certas formas de exploração econômica) e a exclusividade (pertence somente ao autor), também possuem características próprias, quais sejam as de alienabilidade e da temporalidade. 9 Quanto à alienabilidade, trata-se de uma característica essencial à viabilização da exploração econômica da obra intelectual, haja vista a impossibilidade operacional de o autor, sozinho, criar a obra, reproduzi-la, multiplicá-la para, então auferir seus lucros. 10 Tal requisito encontra sua previsão legal no art. 49 da lei dos 6 DESBOIS, Henri, Le Droit d Auteur, apud CARBONI, Guilherme Capinzaiki. O Direito de Autor na Multimídia. São Paulo: Quartier Latin, 2003, p Originalmente, o Autor menciona o art. 29 da lei antiga, que tem sua redação no art. 28 da atual lei. 8 ASCENÇÃO, José de Oliveira. Direito Autoral. Rio de Janeiro: Forense, p MANSO, Eduardo Vieira. Direito Autoral. São Paulo: José Butchavsky, p Ibidem, p

17 direitos autorais, que confere ao autor a faculdade de transferir seus direitos patrimoniais a terceiros. 11 Já a temporalidade funda-se na defesa dos interesses sociais sobre a cultura, que restaria prejudicada caso fossem concedidos ao autor e seus sucessores perpetuamente. Ademais, ressalta Eduardo Vieira Manso, como uma razão de ordem prática para a restrição temporal, que, em determinado ponto, com o distanciamento do autor na linha hereditária em relação aos seus sucessores, seria impossível a identificação e localização de quem estaria no gozo destes direitos, a fim de se obter a autorização de utilização da obra, inviabilizando sua utilização prática. 12 No mesmo sentido, Carlos Alberto Bittar ressalta a independência dos direitos patrimoniais, em referência ao artigo 31 da Lei 9610/98 13, asseverando sobre a liberdade do autor em negociar tais direitos com diferentes pessoas permitindo, por exemplo, a coexistência de titulares derivados de uma mesma obra. 14 O mesmo autor, também, não se olvida ao mencionar o artigo 4º da citada lei, que prescreve a interpretação restritiva dos contratos que tenham por objeto direitos autorais; fazendo com que permaneçam com o criador aqueles direitos não expressamente transferidos ou, ainda, aqueles decorrentes de usos não previstos contratualmente Art. 49. Os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiros (...) I a transmissão total compreende todos os direitos de autor, salvo os de natureza moral e os expressamente excluídos por lei. 12 MANSO, Eduardo Vieira. Direito Autoral. São Paulo: José Butchavsky, p Art. 31. As diversas modalidades de utilização de obras literárias, artísticas ou científicas ou de fonogramas são independentes entre si, e a autorização concedida pelo autor, ou pelo produtor, respectivamente, não se estende a quaisquer das demais. 14 BITTAR, Carlos Alberto. Direito de Autor. São Paulo: Forense Universitária, 2001, p Idem, p.50 16

18 1.2.2 Requisitos para a transmissão José Carlos Costa Netto menciona sobre os requisitos legais para a fruição das obras intelectuais por parte de terceiros, a saber: (a) a obrigatoriedade de autorização ou licença; e (b) a delimitação das condições de uso. 16 Tais requisitos encontram agasalho no art. 49, incisos II e III, VI 17 da lei especial. Os dois primeiros incisos, em suma, mencionam que o contrato deve ser escrito, estabelecendo a restrição temporal máxima de 5 (cinco) anos para os contratos não escritos. Já o inciso VI referido acima, impõe a mesma condição de interpretação restritiva dos contratos imposta no art. 4 da Lei 9610/98. Isto significa dizer que qualquer uso não expressamente autorizado da obra autoral por terceiros constitui em ilícito cível e em crime de violação de direito autoral, na esfera penal. 18 Face ao exposto neste capítulo, concluímos, portanto, pela inadequação da restritiva da lei de direitos autorais, que tende a enquadrar no tipo penal de violação de direito autoral todas as condutas de utilização extracontratual da obra autoral por terceiro. Com efeito, há de se atentar que a punição no âmbito penal deve ser sempre a última alternativa e, no caso em tela, nem sempre se faz justificável. 16 COSTA NETTO, José Carlos. Op. cit., p Art. 49. Os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiros (...) II somente se admitirá transmissão total e defintiva dos direitos mediante estipulação contratual escrita; III na hipótese de não haver estipulação contratual escrita, o prazo máximo será de 5 (cinco) anos; e VI não havendo especificações quanto à modalidade de utilização, o contrato será interpretado restritivamente, entendendo-se como limitada apenas a uma que seja aquela indispensável ao cumprimento da finalidade do contrato. 18 COSTA NETTO, José Carlos. Op. cit., p Vide arts. 184 e 186 do Código Penal brasileiro. 17

19 1.3 Direitos Morais Consoante pontuado por Carlos Alberto Bittar, os direitos morais são os vínculos perenes que unem o criador à sua obra, para a realização da defesa de sua personalidade. 19 Assinala José Carlos Costa Netto que, em oposição aos direitos patrimoniais, os direitos morais de autor são intransmissíveis, indisponíveis e irrenunciáveis, em razão de constituírem direitos da personalidade; asseverando ainda que a cessão de tais direitos ensejaria no esvaziamento da personalidade jurídica por um ato de renúncia, o que não é admitido pelo direito pátrio. 20 Tal tema é regulado na lei dos direitos autorais (Lei 9.610/98), que, em síntese, concede ao autor o direito de reivindicar, a qualquer tempo a autoria da obra, bem como o de conservar a obra inédita, ou mesmo requerer a sua retirada de circulação nos casos em que esta vir a implicar em afronta à sua reputação ou imagem. 21 Observa José Carlos Costa Netto que, em um eventual conflito entre direitos patrimoniais e morais, estes sobressaem-se àqueles, in verbis: Apenas uma complementação é fundamental observar nesse conceito (dualista): os direitos morais de autor se sobrepõem aos econômicos. Nesse sentido, por exemplo, o direito moral de arrependimento, que estabelece que o autor pode determinar a retirada de circulação de obra mesmo já publicada uma vez que, naturalmente, indenize as partes prejudicadas, princípio abrigado pela lei brasileira. 22 Em relação às pessoas jurídicas, defende Guilherme C. Carboni que, apesar da possibilidade de a pessoa jurídica ser detentora da autoria de uma obra, o que 19 COSTA NETTO, José Carlos. Op. cit., p Ibidem, p Art. 24:São direitos morais do autor:i - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;iii - o de conservar a obra inédita;vi - o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem. 22 COSTA NETTO, José Carlos. Direito Autoral no Brasil. Op. cit., p

20 se admite graças à teoria da ficção jurídica, haja vista que o criador efetivo de uma obra será necessariamente uma pessoa física, ou mesmo a um conjunto delas, não se admite que a pessoa jurídica seja titular de direitos morais de autor. 23 Por outro lado, ilustra Antonio Carlos Morato que a visão da pessoa jurídica como ficção a qual acaba por inviabilizar seus direitos como autora - é deveras ultrapassada, haja vista que a pessoa jurídica, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, se tornou passível de sofrer danos de natureza moral, o que, portanto, admite a presença de direitos da personalidade. 24 Aduz-se, portanto, que a superação da teoria da ficção jurídica para fins de atribuição de direitos morais às pessoas jurídicas detentoras de direitos morais tende a ser incorporada pelo nosso ordenamento jurídico. Nesse sentido, temos a direção do art. 52 do Código Civil 25, além as modernas concepções, uníssonamente aceitas pela doutrina e pela jurisprudência, referentes à extensão da figura do dano moral à pessoa jurídica, já consolidada pelo Superior Tribunal de Justiça por meio da súmula Objeto da Tutela De acordo com o já demonstrado no bojo deste trabalho, infere-se que o direito de autor visa propiciar tutela às criações do ser humano de caráter imaterial. A tais obras, se dá, genericamente, a denominação de Propriedade Intelectual ou Direitos Intelectuais, como ressalva Carlos Alberto Bittar. 27 Porém, tais manifestações podem se dar de diferentes formas: por vezes podem manifestar-se de forma estética, destinada à contemplação, ao deleite e ao aperfeiçoamento intelectual - como nas artes em geral - e noutras manifestam-se 23 CARBONI, Guilherme Capinzaiki. O Direito de Autor na Multimídia. São Paulo: Quartier Latin, 2003, p MORATO, Antonio Carlos. Direito de Autor em Obra Coletiva. São Paulo: Saraiva, 2007, p Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. 26 Súmula 227 do STJ: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 27 BITTAR, Carlos Alberto. Op. cit., p

21 como obras de cunho utilitário, de objetivos práticos, como é o caso das invenções e modelos de utilidade. 28 A fim de se tutelar as relações oriundas de tais obras de maneira mais específica, foram criados dois sistemas jurídicos especiais: ao primeiro caso referido no parágrafo anterior, se aplica o Direito de Autor, enquanto, no segundo caso, aplicase o Direito de Propriedade Industrial. 29 Todavia, exceção a tal conceito se dá em relação aos programas de computador ( softwares ) que, apesar de, muitas vezes, serem dotados de aplicação prática, são, para efeitos legais, obras de direito autoral, conforme indica o artigo 7º, inciso XII da Lei dos Direitos Autorais. 30 Ainda sobre o mesmo artigo, que define as obras protegidas pela Lei de Direitos Autorais, pode-se fazer certa confusão em relação à questão da proteção das ideias,questão, porém, já superada pela doutrina, conforme pontua José Carlos Costa Netto: De qualquer maneira, a maioria dos juristas que se dedicaram ao estudo da matéria procurou deixar claro que o objeto da proteção não deve ser a ideia (que originou a obra) mas, som, a sua concepção estética a sua forma de expressão materializada como obra intelectual. 31 Observe-se que o Direito de Autor abrange essencialmente aquelas criações tidas como derivadas do espírito humano e, portanto, sua proteção legal nasce juntamente à obra, independentemente de registro que é uma faculdade do autor, conforme rezam os artigos 18 e 19 da Lei de Direitos Autorais BITTAR, Carlos Alberto. Op. cit., p Idem. 30 Artigo 7º da Lei 9.610/98: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como: (...) XII - os programas de computador (...) ; 31 COSTA NETTO, José Carlos. Op. cit. p Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro; art. 19. É facultado ao autor registrar a sua obra no órgão público definido no caput e no 1º do art. 17 da Lei nº 5.988, de 14 de dezembro de

22 1.5 Da Diluição da Autoria Em menção ao ensinamento de Vanessa Merceron, leciona Antonio Carlos Morato sobre a necessidade prática da autoria coletiva na obra intelectual, relacionando esta com as inovações tecnológicas, as quais tornam necessários um maior número de envolvidos no processo criativo. 33 Nesta esteira, reforça Guilherme C. Capinzaiki que, mesmo a interatividade com usuário, propiciada através de tais obras, pode-se resultar em conflitos de autoria, in verbis: Verifica-se que, à medida que a interatividade aumenta, passa a ocorrer o fenômeno que, para os teóricos da comunicação, vem sendo chamado de autorização 34 do leitor, mas que somente tem sentido no campo do direito de autor, se dessa interação resultar, como já dissemos acima, um produto final, no qual o elemento criativo desenvolvido pelo usuário possa ser identificado. 35 De fato, é notável que, há pelos menos duas décadas, tal situação vem se estabelecendo como uma realidade bastante presente no mundo digital, como podemos observar na prática, com a popularização da Wikipedia 36, e dos chamados Softwares Livres 37. Porém, quanto à questão da diluição da autoria, identifica Guilherme C. Carboni que podem se dar em três situações, das quais decorrem efeitos jurídicos distintos: (a) quando, apesar de não ser a intenção primária, o grau de interatividade do usuário no processo criativo for grande ao ponto de deixar traços na obra final; (b) nos casos em que a obra se dá sob a iniciativa, organização e responsabilidade de uma 33 MERCERON, Vanessa. Les Oeuvres Collectives en Droit Français. Tese (Doutorado em Direito) Faculdade de Direito, Universidade Pantheon-Assas (Paris II). p. 1. apud MORATO, Antonio Carlos. Direito de Autor em Obra Coletiva. São Paulo: Saraiva, 2007, p GUIMARÃES, Luciano. In: CAPINZAIKI, Guilherme Carboni. O Direito de Autor na Multimídia. São Paulo: Quartier Latin, 2003, p CARBONI, Guilherme Capinzaiki. Op. cit., p Trata-se de uma enciclopédia livre construída por colaboradores do mundo inteiro. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/wikip%c3%a9dia:sobre>. Acesso em 13 mar É o programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem qualquer restrição. Disponível em <http://br-linux.org/faq-softwarelivre/>. Acesso em 13 mar

23 pessoa física ou jurídica; e, finalmente, (c) quando a transformação, pelo usuáio, das obras de terceiro, com a expressa autorização, resulta em criação intelectual nova. 38 No primeiro caso, citado na letra a,identifica-se a realização de obra em coautoria, prevista no artigo 5º, VIII, alínea a da Lei 9610/98, que tende a conferir os mesmos direitos a todos os criadores, sendo que, em casos de obra indivisível, depende da deliberação de todos os autores para a publicação ou cessão de qualquer direito patrimonial, nos termos do artigo 31 da referida lei. 39 Já no segundo caso, da letra b, verifica-se a existência de obra coletiva que, conforme previsão do art. 17 da Lei dos Direitos Autorais, preserva os direitos morais à todos que colaboraram para com a obra; porém, restringe os direitos patrimoniais unicamente ao organizador/responsável pela obra total, cabendo a este estipular contratualmente com os colaboradores os termos em que se dará a contribuição, bem como os demais termos em que esta se dará. Por fim, faz-se necessário mencionar a hipótese da letra c, qual seja a de autoria em obra derivada, que trata-se da transformação, por parte do usuário, de obras já existentes, resultando em nova criação intelectual, da qual o criador se torna titular originário, desde que tenha expressa autorização do autor da obra que a originou, exceto nos casos especificados por lei, como nas hipóteses de limitações aos direitos autorais (artigos. 46 e seguintes) que trataremos mais adiante - e de obra caída em domínio público. 40 Todavia, ressalva José Carlos Costa Netto que as obras derivadas e as obras justapostas não se confundem, nas palavras do autor: Em relação à titularidade derivada, não deve ser confundida com os atributos do autor de obra derivada (adaptações, traduções, etc.) ou obras justapostas (uma poesia musicada, por exemplo). Como já visto, uma vez que regularmente autorizadas pelos autores das obras preexistentes e respeitando as exigências que eventualmente lhes sejam feitas por estes, os autores das 38 CARBONI, Guilherme Capinzaiki. Op. cit., p Art. 32. Quando uma obra feita em regime de co-autoria não for divisível, nenhum dos co-autores, sob pena de responder por perdas e danos, poderá, sem consentimento dos demais, publicá-la ou autorizar-lhe a publicação, salvo na coleção de suas obras completas. 40 CARBONI, Guilherme Capinzaiki. Op. cit., p

24 obras derivadas uma vez presentes nestas o requisito da originalidade podem assumir verdadeira titularidade originária do direito de autor sobre sua criação intelectual, independentemente dos direitos de autor dos criadores intelectuais das obras preexistentes, que continuam íntegros. 41 Conforme já exposto ao longo deste capítulo, muito embora tal proteção esteja presente no texto legal e seja amplamente discutida no âmbito doutrinário, torna-se difícil visualizar, na prática, a ocorrência destes efeitos em razão das dificuldades técnicas existentes em se determinar a autoria face às mídias digitais. 1.6 Limitações aos Direitos Autorais Nos dizeres de Eduardo Vieira Manso, o instituto da limitação aos direitos autorais visa especificar certas tolerâncias à utilização não autorizada de obras protegidas pelo direito de autor sem que, no entanto, tais utilizações venham a constituir atos ilícitos. 42 No mesmo sentido, José Carlos Costa Netto discorre sobre a função social do direito autoral, a qual envolve o interesse público de acesso à cultura e fruição das obras intelectuais, assim como a interação entre os criadores de tais obras que corrobora no desenvolvimento cultural da sociedade como um todo. 43 José de Oliveira Ascenção, por sua vez, faz ressalvas ao termo limitações ao direito de autor, preferindo falar em utilizações livres. Em suma, diz o autor que todo o direito é composto por regras positivas ou negativas e que estes são elementos constitutivos do próprio direito, não se podendo imputar às regras negativas a alcunha de limitações. 44 Com efeito, a Convenção da União de Berna, uma das principais convenções internacionaisrelativa à proteção das obras literárias e artísticas, da qual o 41 COSTA NETTO, José Carlos. Op. cit., p MANSO, Eduardo Vieira. Op. cit., p COSTA NETTO, José Carlos. Op. cit., p ASCENÇÃO, José de Oliveira. Op. cit., p

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