A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE INDUSTRIAL: DE COMENIUS A RIVAIL

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO DE PESQUISAS SÓCIO-PEDAGÓGICAS PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE INDUSTRIAL: DE COMENIUS A RIVAIL Por: Sebastião Pinheiro Martins Orientador: Prof. Ms. Marco A. Larosa Rio de Janeiro 2001

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES INSTITUTO DE PESQUISAS SÓCIO-PEDAGÓGICAS PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE INDUSTRIAL: DE COMENIUS A RIVAIL Apresentação de monografia ao Conjunto Universitário Cândido Mendes como condição prévia para a conclusão do Curso de Pós-Graduação Latu Sensu em Docência Superior, em 2001 Por Sebastião Pinheiro Martins ii DEDICATÓRIA

3 Dedico esta monografia à minha prima Mara Lúcia, exemplo de mulher cristã, mãe e educadora; e à minha amiga Leonídia, sociológa, que desde o princípio me estimulou a realizar este trabalho. iii AGRADECIMENTOS

4 Quero deixar aqui registrados meus agradecimentos ao pessoal da Escola Estadual Mal. Zenóbio da Costa, em Nilópolis, RJ, nas pessoas de sua diretora geral, Regina da Conceição; de sua diretora adjunta, Edilene Ferreira Braz; das orientadoras pedagógicas Nádia Santos Souza e Jurema Almeida Rangel; dos professores Maria de Lourdes Lima de Sousa Correia, Celi de Almeida Pinto e David Borges Berkowicz; e demais funcionários, pela amistosa acolhida e apoio durante meu estágio no referido estabelecimento público de ensino. Quero agradecer também ao Prof. Marco Antônio Chaves, da Universidade Cândido Mendes, pelas primeiras orientações na elaboração do projeto para a pesquisa de que esta monografia é resultado. Agradeço também ao Prof. Carlos Faria Filho, a Antônio Augusto Azevedo de Carvalho, pelas sugestões bibliográficas. E, finalmente, quero deixar aqui registrado também meu agradecimento ao presidente do Centro Espírita Léon Denis, Altivo Pamphiro, pelo estímulo e apoio para a realização deste trabalho. iv

5 RESUMO As transformações econômicas, sociais, políticas e culturais ocorridas entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do XIX, por efeito da Revolução Industrial, impuseram modificações nas teorias e práticas educacionais, tendo em vista preparar o cidadão e trabalhador do operário ao engenheiro para um mundo em vias de globalização. Dentro desse contexto histórico, a proposta educacional do pedagogo francês Hyppolite Léon Denizard Rivail buscava atender, em parte, às exigências dessa sociedade em processo de industrialização, valorizando, por um lado, uma formação intelectual que privilegiava o ensino das ciências e das línguas modernas em substituição ao ensino humanista que caracterizara a educação do Antigo Regime, mas, por outro lado, enfatizando em primeiro lugar, uma formação ética, calcada em valores cristãos. v METODOLOGIA

6 Basicamente, pode-se definir a metodologia desta pesquisa, de forma mais genérica, como dedutiva. O método dedutivo parte de uma situação ou posição geral, particularizando conclusões. Dessa forma, pretende-se explicar as idéias do Prof. Rivail situando-as no contexto histórico das transformações trazidas pela Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, e pela revolução político-social, iniciada na França em 1789, assim como a influência de pedagogos como Pestalozzi e Jean-Jacques Rousseau. Procedendo à interpretação crítica dos dados levantados pelo estudo da documentação textual, será averiguada a adequação das propostas educacionais do Prof. Rivail às exigências trazidas pelas transformações sócio-econômicas e culturais ocorridas no período supracitado. vi

7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 9 CAPÍTULO I O CONTEXTO HISTÓRICO Um modelo a ser superado: o Antigo Regime O papel da Igreja na educação O impacto da Reforma protestante na educação O impacto das revoluções de CAPÍTULO II O SURGIMENTO DA PEDAGOGIA MODERNA Comenius Rousseau Pestalozzi 75 CAPÍTULO III RIVAIL E A EDUCAÇÃO O Plano proposto para a melhoria da Educação Pública Conceito de educação Inatismo Fim das punições físicas Valorização do estudo das ciências Valorização do estudo das línguas modernas Contra as classes demasiadamente grandes Criação de uma escola de pedagogia Educação feminina 99 vii

8 3.1.9 Sobre a interferência estatal no ensino O Espiritismo e a educação do trabalhador Léon Denis e a escola laica 113 CAPÍTULO IV A PEDAGOGIA ESPÍRITA NO CONTEXTO BRASILEIRO O contexto brasileiro A introdução do Espiritismo no Brasil O desenvolvimento de uma pedagogia espírita no Brasil 134 CONCLUSÃO 144 BIBLIOGRAFIA 147 ANEXOS 151 INDICE 152 FOLHA DE AVALIAÇÃO 154 Viii

9 INTRODUÇÃO Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. KARDEC. O Livro dos Espíritos (1860) 1 Esta monografia tem como objetivo esclarecer o sentido da proposta pedagógica do pedagogo francês Hyppolite Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec ( ). Busca elucidar, mais especificamente, as possíveis contribuições trazidas por esse educador para a construção de uma pedagogia apropriada às novas necessidades impostas por uma economia industrial. Deve ser enfatizado, por outro lado, que não se está colocando em questão nenhum aspecto propriamente religioso do pensamento de Kardec. O problema apresenta relevância social no contexto brasileiro, levandose em conta a influência que as idéias de Kardec exercem sobre significativa parcela da população brasileira desde a segunda metade do século XIX, estimulando a implantação de uma extensa rede de assistência social, que inclui unidades escolares ou préescolares que se propõe a aplicar os princípios teóricos do citado pensador. O recente lançamento, no Brasil, da tradução de seu Plano proposto para a melhoria da Educação Pública 2, tornou ainda mais oportuna esta investigação. 1 KARDEC, Allan [RIVAIL, Hippolyte Léon Denizard]. O Livro dos espíritos. 3. ed., São Paulo: FEESP, 1987, p RIVAIL, Hippolyte Léon Denizard. Textos pedagógicos. Tradução, apresentação e notas de Dora Incontri. São Paulo: Comenius, 1998, pp

10 A pesquisa parte do presuposto de que a educação não é algo de isolado, abstrato, mas está relacionada estreitamente com a sociedade e cultura de cada época 3, pois as questões educacionais são engendradas no seio das relações econômicas, sociais e políticas das quais fazem parte indissolúvel 4. Não basta, portanto, situar Rivail/Kardec em uma determinada linha teórica da Pedagogia e explicar que ele foi discípulo de Pestalozzi ( ), que por sua vez recebeu forte influência de Rousseau ( ), e que todos eles foram herdeiros de Comenius ( ) ainda que este seja, sem dúvida alguma, de um aspecto fundamental, que deve necessariamente ser levado em conta na pesquisa. Mas não é suficiente. É necessário, também, elucidar o sentido da proposta pedagógica kardequiana situando-a no contexto histórico das transformações econômicas, sociais, políticas e culturais ocorridas na França desde as últimas décadas do século XVIII até a metade do século XIX. Para a compreensão do impacto dessas mudanças históricas sobre a educação, o conceito de aparelho ideológico de Estado, elaborado pelo filósofo francês Louis Althusser ( ), é de fundamental importância. Segundo Althusser, na sociedade capitalista industrial, o Estado, além de contar com um aparato repressivo que assegura a manutenção da ordem por meio da coerção (exército, polícia, tribunais, prisões, etc.), possui também aparelhos ideológicos, constituídos por instituições da sociedade civil encarregadas de transmitir idéias, valores e regras pelas quais se pretende regular as relações sociais. São os aparelhos ideológicos: religioso, escolar, familiar, jurídico, político, sindical, de informação e o cultural. Destes, o mais importante na sociedade capitalista seria o escolar, por desempenhar papel de destaque na formação de mão-de-obra, não só através da transmissão de conhecimentos científicos ou técnicos, mas também e principalmente de idéias e valores da classe dominante, a burguesia 5. 3 LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. 18. ed., São Paulo: Nacional, 1990, p. xv. 4 ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. 2. ed. rev. e atual., São Paulo: Moderna, 1996, p ALTHUSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado. 7. ed., Rio de Janeiro: Graal, 1998, p

11 Conforme essa linha de pensamento, o processo de secularização do ensino, que tomou maior impulso com a Revolução Francesa de 1789, substituindo a Igreja pela Escola leiga no papel de aparelho ideológico de Estado dominante, vinculase ao desenvolvimento da economia capitalista e da consequente ascensão da burguesia ao poder 6. Tal processo implicou na substituição de teólogos e padres por intelectuais leigos, pedagogos e professores no papel de principais responsáveis pela defesa e inculcação dos valores da classe dominante junto às classes trabalhadoras 7. É a partir desses pressupostos teóricos que se pretende elucidar o papel desempenhado pelo pedagogo Rivail/Kardec na sociedade francesa no século XIX, assim como o sentido de suas propostas educacionais. Assim, no capítulo I, abordam-se as mudanças sócio-econômicas, políticas e educacionais ocorridas na Europa ocidental, mais particularmente na França, durante a Idade Moderna, até a primeira metade do século XIX, demonstrando que essas transformações estão interligadas dentro de um mesmo processo, que é o da implantação capitalismo industrial e da ascenção da burguesia ao poder. O capítulo II trata do desenvolvimento da pedagogia moderna e de sua relação com as transformações culturais, econômicas e políticas ocorridas no período histórico em questão, concentrando a análise nos três principais pedagogos da linha teórica a que se filiava Rivail/Kardec, ou seja: Comenius, Rousseau e Pestalozzi. O objetivo deste capítulo é discernir as principais propostas desse grupo de educadores. O capítulo III busca analisar, mais especificamente, as idéias pedagógicas defendidas pelo professor Rivail antes da codificação da doutrina espírita, assim como o impacto posterior de suas propostas sobre a concepção espírita de educação. Finalmente, no capítulo IV, é apresentado, de maneira sintética, um histórico da implantação do espiritismo no Brasil e o esforço de alguns de seus adeptos em desenvolver no plano prático as propostas educacionais de Kardec. 6 Id., ibid., p HOBSBAWM, Eric J. A Era das revoluções: Europa, ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000, p. 241; VARELA, Julia & ALVAREZ-URIA, Fernando. A maquinaria escolar. Teoria & Educação, Porto Alegre, n. 6, p , 1992.

12 CAPÍTULO I O CONTEXTO HISTÓRICO Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha, mas sob aquelas circunstâncias com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime o cérebro dos vivos como um pesadelo. MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte. (1852) 8 Hippolyte Léon Denizard Rivail, que se tornou mundialmente conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec, nasceu na cidade de Lyon, França, no dia 3 de outubro de Descendente de antiga família lionesa, católica, foram seus pais Jean-Baptiste Antoine Rivai, juiz de direito, e Jeanne Louise Duhamel. Tendo realizado seus primeiros estudos em Lyon, Rivail foi enviado, aos 10 anos de idade, à cidade de Yverdon, na Suíça, a fim de prosseguir seus estudos no então célebre Instituto de Educação fundado por Johann Heinrich Pestalozzi. Completou sua formação na Escola normal do Instituto, no qual teria iniciado sua experiência pedagógica já em 1819, estagiando como submestre. Instala-se em Paris, no ano de 1822, onde desenvolve sua carreira de professor, dono e diretor de escolas particulares, autor de livros didáticos e pedagógicos. Dentre estes últimos, ganha destaque o Plano proposto para a melhoria da Educação Pública, apresentado ao Parlamento da França e publicado em Posteriormente, em 1831 e em 1847, quando da abertura de trabalhos parlamentares visando a reforma do ensino, publicou e enviou novamente aos legisladores sugestões para a melhoria da instrução pública. Casa-se, em 6 de fevereiro de 1832, com a professora Amélie-Gabrielle Boudet, sua maior colaboradora. 9 8 MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte. 2. ed., São Paulo: Centauro, 2000, p WANTUIL, Zeus & THIESEN, Francisco. Allan Kardec: meticulosa pesquisa biobibliográfica. 4. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1990, v. I, pp , ; DE MARIO, Marcus A. Kardec, o Professor. Revista Internacional de Espiritismo, Matão, ano LXXVI, n. 12, p , jan

13 A promulgação da Lei Falloux, em 15 de março de 1850, a qual colocava as instituições laicas sob severa fiscalização da Igreja, restringindo em muito seu trabalho, determinou o afastamento do Prof. Rivail e de inúmeros outros educadores de suas atividades docentes 10. A partir de 1854, Rivail dedica-se ao estudo de fenômenos parapsicológicos, dos quais extrai conclusões não apenas científicas, mas também de ordem filosófica e religiosa. Publica os primeiros resultados de suas pesquisas em 1857, na primeira edição do Livro dos Espíritos, utilizando então, pela primeira vez, o pseudônimo pelo qual se tornaria mais conhecido, Allan Kardec. Funda, em janeiro de 1858, a Revista Espírita Jornal de Estudos Psicológicos, e, em abril do mesmo ano, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Publica uma série de livros sobre o Espiritismo: O que é o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Falece em janeiro de Alguns de seus livros didáticos, sobre Aritmética, Geometria, Ciências e Gramática, voltados para alunos do ensino fundamental e médio, incluindo manuais de preparação para exames de admissão em universidades, como a Sorbonne, tiveram sucessivas edições, após sua morte (até, pelo menos, 1879) 11. Mas foi sua atuação como pensador religioso, entretanto, que ficou marcada para a posteridade, ofuscando seu trabalho como pedagogo. Só muito recentemente, graças à publicação, em português, de seu Plano de 1828, é que os espíritas brasileiros começaram a se dar conta da importância das idéias pedagógicas do codificador do Espiritismo. Esse resgate da missão pedagógica do Prof. Rivail 12, contudo, ainda carece de aprofundamento no que se refere à sua contextualização histórica. Habitualmente, os escritores espíritas limitam-se a situar Kardec como continuador de uma corrente pedagógica integrada por pensadores como Comenius, Rousseau e Pestalozzi 13, todos eles, com exceção do próprio Rivail, protestantes, fato que pode não ser uma simples coincidência, mas que nenhum autor espírita parece ter se detido em explicar preencher esta lacuna é um dos objetivos desta monografia. 10 WANTUIL, Zeus & THIESEN, Francisco. Op.cit., pp Id., ibid., pp LOBO, Ney. Resgate da memória e da missão pedagógica do Prof. Rivail. Visão Espírita, Salvador, ano 2, n. 19, p , dez INCONTRI, Dora. A Pedagogia Espírita. Revista Cristã de Espiritismo, São Paulo, ano 1, n. 3, p , set./out

14 É importante também levar em consideração que Rivail/Kardec trabalhou como educador em um período crítico, quando a Europa sofria os efeitos do que o historiador inglês Eric Hobsbawm chamou de dupla revolução : a Revolução Francesa (abrangendo não apenas a revolução de 1789, mas também as de 1830 e 1848), de cunho político e social, e a Revolução Industrial inglesa. Para Hobsbawm, essa dupla revolução constitui a maior transformação da história humana desde os tempos remotos quando o homem inventou a agricultura e a metalurgia, a escrita, a cidade e o Estado, e seus efeitos se fazem sentir ainda, por todo o mundo 14. No plano econômico, esse período se caracterizou pela superação de uma economia feudal, predominantemente agrícola, pelo capitalismo industrial e urbano. Com a invenção do telégrafo, do transporte ferroviário e do navio a vapor, essa nova economia industrial já manifestava uma de suas características mais marcantes: a tendência de reunir todas as regiões do planeta em um único mercado globalizado. A aristocracia agrária e o clero católico perderam o poder político para uma nova classe dominante: a burguesia. Conseqüentemente, o período se caracteriza pelo surgimento de uma sociedade regida por valores burgueses, pela obrigação geral do trabalho, por uma separação rigorosa entre o foro privado e a vida pública, por uma hierarquia de valores que dá a primazia ao sucesso econômico 15. No aspecto educacional, essa época se caracterizou pelo desenvolvimento da instrução pública estatal, constituída como unidade orgânica, da escola primária à universidade; pelo laicismo, com a substituição do ensino religioso pela instrução moral e cívica, inspirada em princípios democráticos e de liberdade; e, finalmente, pela implantação do princípio da instrução elementar universal, gratuita e obrigatória. O fenômeno da urbanização acelerada, decorrente do capitalismo industrial, criava grande expectativa e demanda com respeito à educação, uma vez que a complexidade do trabalho fabril passou a exigir maior qualificação da mão-de-obra 16. Essas transformações econômicas, sociais, políticas e educacionais ocorreram não apenas simultâneamente, mas de forma integrada, enfrentando muita 14 HOBSBAWM, Eric J. A Era das revoluções: Europa, ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000, p CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990, p LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. 18. ed., São Paulo: Nacional, 1990, pp , , ; ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. 2. ed. rev. e atual., São Paulo: Moderna, 1996, p. 146.

15 resistência por parte de várias instituições sociais, como a Igreja católica. Importa proceder agora ao exame mais pormenorizado dessas mudanças históricas. 1.1 Um modelo a ser superado: o Antigo Regime O modelo de sociedade que as revoluções de buscavam superar era aquele que os franceses denominam Ancien Régime, o Antigo Regime, cujos fundamentos institucionais remontavam à Idade Média. O período de existência do Antigo Regime corresponde, grosso modo, ao da chamada Idade Moderna, entre os séculos XV e XVIII. Tratava-se, antes de mais nada, de uma sociedade essencialmente rural, de economia agropastoril: até 1789, quatro de cada cinco habitantes da Europa, em média, eram camponeses, e mesmo na Inglaterra, pioneira na industrialização, a população urbana não suplantou a rural antes de O Antigo Regime se caracterizava também por uma estratificação social rígida, constituída por estamentos ou Estados. Esses Estados, definidos conforme a função desempenhada pelos seus membros, eram três: o Primeiro Estado, constituído pelo o clero, o Segundo Estado, formado pela nobreza, e o Terceiro Estado, a massa restante da população, que trabalhava para sustentar os outros Estados HOBSBAWM, Eric J. Op. cit., p DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos, e outros episódios da história cultural francesa. 2. ed., Rio de Janeiro: Graal, 1996, p. 163; HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 21. ed. rev., Rio de Janeiro: LTC, 1986, p. 2-3, ; OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. 19. ed., São Paulo: Ática, 1999, pp

16 Até o começo do século XIX, a servidão feudal ainda não havia sido abolida em muitos países europeus, tais como Áustria, Alemanha, Polônia, Rússia e Romênia, onde boa parte do povo continuava efetivamente preso à gleba, como na Idade Média. Na maioria dos Estados alemães, no fim do século XVIII, por exemplo, o camponês não podia deixar o domínio senhorial: se o fizesse, podia ser perseguido e reconduzido à força. Não podia alcançar uma posição melhor, nem mudar de profissão ou casar-se sem o consentimento de seu senhor. Faltava-lhe liberdade até mesmo para escolher o quê, quando e como plantar. Devia prestar serviço compulsório (corvéia) ao seu senhor por até três dias da semana 19. Esse estado de servidão só foi abolido, na Europa Central, em 1848, e na Rússia e Romênia, após Na França, estas restrições servis à liberdade do camponês já haviam sido abolidas antes de 1789, mas ainda se obrigava o agricultor a pagar certos tributos feudais aos nobres. Em países mais desenvolvidos como a Inglaterra e a França, boa parte da terra o principal meio de produção 21, numa economia predominantemente agropastoril já havia se tornado, ao fim do século XVIII, propriedade de camponeses livres; contudo, grandes extensões dela ainda estavam sob a posse dos nobres ou da Igreja, variando o percentual conforme o país ou região da Europa 22. Na França, os agricultores ainda trabalhavam em condições nas quais, além de não conseguir terras suficientes para alcançarem a independência econômica, ainda tinham a maior parte do excedente produzido confiscada, sob a forma de tributos e obrigações senhoriais TOCQUEVILLE, Alexis de. O Antigo Regime e a Revolução. 4. ed., Brasília: UnB, 1997, p HOBSBAWM, Eric J. Op. cit., p Meio de produção: é todo meio material utilizado para realizar qualquer tipo de trabalho. Os meios de produção subdividem-se em matérias-primas (elementos que, no processo de produção, são transformados pra constituírem o bem final) e instrumentos de produção (objetos que direta ou indiretamente permitem transformar a matéria-prima num bem final: ferramentas, máquinas, imóveis, etc.). (OLIVEIRA, Pérsio Santos de. op. cit., p ) 22 HOBSBAWM, Eric J. Op. cit., pp , DARNTON, Robert. Op. cit., p. 40; HUBERMAN, Leo. Op.cit., p

17 Toda mão-de-obra familiar tinha de ser aproveitada na produção: as crianças trabalhavam junto com os pais quase imediatamente após começarem a caminhar, e ingressavam na força de trabalho adulta como lavradores, criados e aprendizes, logo que chegavam à adolescência 24. Não se considerava que as crianças camponesas precisassem de instrução, uma vez que, numa sociedade estamental, não se esperava que um filho de camponeses pudesse ser outra coisa senão camponês, criado ou artesão, profissões que não exigiam, sequer, que se fosse alfabetizado. De qualquer forma, a necessidade do trabalho infantil para ajudar no sustento da família (explicável, em parte, pelo fraco desenvolvimento das forças produtivas 25, que obrigava a um emprego extensivo da mão-de-obra) dificultaria a permanência das crianças em quaisquer escolas rurais que chegassem a ser criadas. A situação dos trabalhadores urbanos não era muito diferente, e assim permaneceu até o século XIX. Faltava também, às pessoas do Ancien Régime, até mesmo uma noção da infância e da adolescência como fases distintas da vida humana, que exigem cuidados e atenções especiais quanto à sua educação e preparação para a vida 26. Até meados do século XVII, o tipo de educação aplicado à maior parte da população consistia em simplesmente integrar a criança à vida adulta, tão logo ela tivesse crescido o bastante para isso. A alta nobreza e os artesãos permaneciam fiéis a uma antiga forma medieval de aprendizagem: aos sete ou nove anos a criança era colocada na casa de outra pessoa (muitas vezes em outra cidade ou país), para aí trabalhar por um período de sete a nove anos. Elas eram então chamadas aprendizes, no caso dos artesãos, ou de pajens, no caso dos nobres. Os plebeus aprendiam, dessa forma, uma profissão, e os jovens aristocratas aprendiam línguas, as boas maneiras, os esportes da cavalaria e as artes marciais 27. Somente o Primeiro Estado, ou seja, o clero católico, valorizava e garantia uma instrução letrada a seus membros: desde o Concílio de Trento ( ) foram criados seminários para educar os que se candidatavam ao sacerdócio. Entretanto, a maior parte da nobreza e do Terceiro Estado, como foi visto, não sentiam necessidade de uma instruição letrada. Esse quadro mudou graças a alterações, ocorridas entre os 24 DARNTON, Robert. Op. cit., p Forças produtivas: são o conjunto dos meios de produção, mais o trabalho humano que os transforma em bens e serviços. (OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Op. cit., p ) 26 ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. 2. ed., Rio de Janeiro: LTC, 1981, p Id., ibid., pp

18 séculos XV e XVIII, na economia e política européias, e nas quais estava envolvido um importante segmento do Terceiro Estado: a burguesia. O termo burguesia tem suas origens no chamado renascimento comercial e urbano dos séculos XI a XIII. As Cruzadas uma série de expedições militares, organizadas entre 1095 e 1270 sob os auspícios da Igreja Católica, com o objetivo de libertar a Terra Santa (a Palestina) do domínio muçulmano haviam tido como conseqüência o restabelecimento das relações comerciais entre Europa e Ásia, proporcionando à nobreza acesso aos produtos de luxo do Oriente e maiores oportunidades de negócio para os mercadores. A retomada do comércio proporcionou o aparecimento de bancos e instrumentos de crédito, o surgimento de grandes empresas comerciais e a proliferação de oficinas manufatureiras. Todas essas atividades concentravam-se em cidades cercadas por muralhas, denominadas burgos, e todo aquele que habitava o burgo era chamado, consequentemente, de burguês. Como, via de regra, os habitantes das cidades desenvolviam atividades ligadas ao comércio, diferenciando-se da grande maioria da população trabalhadora, voltada para a agricultura, bem cedo, já no século XI, o termo burguês foi usado para designar, ao mesmo tempo, aqueles que viviam numa cidade e a classe mercantil em geral 28. Todavia, a organização política feudal, descentralizada, que vigorava na Europa, prejudicava a expansão do comércio, pois os nobres tinham autonomia para cobrar tarifas alfandegárias e pedágios nas fronteiras, pontes e estradas de seus domínios senhoriais, além de cunhar moedas e estipular pesos e medidas, com validade regional. Isso dificultava a unificação dos mercados nacionais. Além do mais, a invenção das armas de fogo já havia tornado a cavalaria e os castelos dos senhores feudais obsoletos, exigindo, desde o século XV, um novo tipo de exército. Somente os reis tinham autoridade para reunir os recursos humanos, técnicos e econômicos necessários na formação do novo Estado centralizado, e de seu novo exército. Por outro lado, a fabricação das armas de fogo e da pólvora que os reis precisavam para suas tropas demandava capital e indústrias, que estavam nas mãos da burguesia MELLO, Leonel Itaussu A. & COSTA, Luís César. História moderna e contemporânea. 5. ed., São Paulo: Scipione, 1999, pp ; HUBERMAN, Leo. Op.cit., pp PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes. 16. ed., São Paulo: Cortez, 1998, p

19 A burguesia passou, portanto, a apoiar os reis, contribuindo sobretudo financeiramente para que eles impusessem sua autoridade aos senhores feudais, abolindo suas milícias particulares em favor de um exército de caráter nacional, e unificassem a moeda, os pesos e as medidas. Uma lei promulgada na França em 1439 vedava expressamente aos senhores feudais a manutenção de tropas armadas sem o consentimento do rei, ao mesmo tempo em que proibia todos os capitães e homens de guerra (a guerra era o ofício por excelência da nobreza) de molestar os mercadores ou quaisquer profissionais no exercício de suas atividades e de cobrar quaisquer tipo de resgates. No mesmo ano, o rei da França introduziu a taille, imposto regular em dinheiro, que lhe permitiria manter seu exército 30. Foi sobre esse duplo monopólio do soberano o monopólio fiscal, que centraliza a tributação e dá ao rei a possibilidade de retribuir em dinheiro, e não mais em terras, aos seus vassalos e servidores, e o monopólio da violência legítima, que atribui unicamente ao monarca a força militar, tornando-o portanto senhor e garante da pacificação de todo o espaço social que se baseou o Estado moderno, dito absolutista, dos séculos XV a XVIII 31. Premidos pela necessidade de aumentar as receitas, os reis absolutistas passaram a interferir mais diretamente na economia. Procuraram fomentar o tráfico mercantil, para obter pelo comércio exterior excedentes em forma monetária (alcançando uma balança comercial favorável ). Estimularam e protegeram a produção industrial manufatureira, apoiaram as companhias mercantis voltadas para o comércio internacional ou fundaram as suas próprias, apoderaram-se da navegação marítima e conquistaram colônias na África, Ásia e Américas, de onde se obtinham produtos e matérias-primas inexistentes na Europa 32. Esse período da História, conhecido como da Revolução Comercial, prenuncia também o futuro nascimento da globalização econômica: Não só o velho mundo da Europa e regiões da Ásia se abriram aos comerciantes empreendedores, mas também os novos mundos da América e África. Não mais se limitava o comércio aos rios e mares bloqueados por terras, como o Mediterrâneo e 30 HUBERMAN, Leo. Op.cit., p ; TOCQUEVILLE, Alexis de. Op. cit., p CHARTIER, Roger. Op. cit., pp. 105 e HUBERMAN, Leo. Op.cit., p

20 o Báltico. Se anteriormente a expressão comércio internacional queria apenas dizer comércio europeu com uma parte da Ásia, agora a expressão se aplicava a uma área muito mais extensa, abrangendo quatro continentes, tendo rotas marítimas como estradas Id.,ibid., p. 90.

21 Embora não se tratasse, ainda, da globalização propriamente dita pois esta só chegaria a se manifestar em sua plenitude no fim do século XX, é inegável que a implantação dessa rede de comércio internacional representou um passo importante nesse sentido. A nova economia propiciava o desenvolvimento de novas tecnologias 34, exigindo, como conseqüência, uma mão-de-obra mais qualificada e, portanto, uma nova educação 35. Já no século XVI o médico espanhol Cristóbal Pérez de Herrera defendia o encaminhamento das crianças e jovens para instituições que os formassem para a prática de ofícios adequados à suas aptidões, idade, origem social ou sexo. Assim, de acordo com sua proposta, meninos de 10 a 14 anos seriam encaminhados para o aprendizado de ofícios mecânicos, ou para o estudo da matemática, destinado à edificação, artilharia, construção naval, etc VILAR, Pierre. A transição do feudalismo ao capitalismo. In: SANTIAGO, Theo (org.). Do feudalismo ao capitalismo: uma discussão histórica. 4. ed. rev., São Paulo: Contexto, 1992, p Tais mudanças chegaram, em alguns países, a influir na educação dos nobres. Em uma obra pedagógica de 1693 Pensamentos a Respeito da Educação, o médico e filósofo inglês John Locke estipulava como absolutamente necessário à educação de um gentleman o aprendizado da escrituração comercial. Trata-se de um sinal eloqüente do avanço da economia capitalista e da influência da mentalidade burguesa na sociedade da época, pois anteriormente os gastos da nobreza não precisavam ser contabilizados: esbanjar dinheiro, com elegante desprezo, era uma característica do nobre. Reflete também o fato de que muitos membros da nobreza britânica passaram a investir no comércio e na manufatura, associando-se à burguesia (PONCE, Aníbal. Op. cit., p ). 36 VARELA, Julia & ALVAREZ-URIA, Fernado. A maquinaria escolar. Teoria & Educação, Porto Alegre, n. 6, p , 1992; citação da p

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