O SINDICALISMO NO BRASIL: PRINCIPAIS AVANÇOS, RETROCESSOS E PERSPECTIVAS ATUAIS

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1 O SINDICALISMO NO BRASIL: PRINCIPAIS AVANÇOS, RETROCESSOS E PERSPECTIVAS ATUAIS Autor: Fowler R. P. Cunha Autor. Fowler Roberto Pupo. O sindicalismo no Brasil: principais avanços e retrocessos e perspectivas atuais; uma analise interdisciplinar nos artigos. 8 e artigo 11, da Constituição Federal por meio da PEC (Proposta de Emenda a Constituição) e pelo Anteprojeto de Lei de Relações Sindicais. RESUMO: Monografia de Pós Graduação em Direito e Processo do Trabalho que versa sobre o sindicalismo no Brasil, apontando avanços, retrocessos e perspectivas atuais. Utilizou-se o método dedutivo, ao passo que parte do geral para o particular, e o método analítico, envolvendo análise textual, temática e interpretativa do material utilizado. Apresenta a evolução histórica do sindicalismo, tanto no direito comparado como no Brasil. Demonstra a evolução da legislação. Apresenta os principais avanços, retrocessos e perspectivas atuais, neste contexto fazendo apontamentos no que se refere as recentes propostas que estão sendo apresentadas no Congresso Nacional, não deixando de apresentar criticas e sugestões, afim de que se chegue a um modelo de sindicato que melhor atenda as necessidades e reivindicações das mais diversas categorias profissionais existentes nesse país. PALAVRAS CHAVE: Direito do Trabalho. Sindicalismo. Sindicato. 1. INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação Nos tempos atuais, vivenciamos que a luta dos trabalhadores não é mais em busca de novas conquistas, mas sim do mínimo já conquistado durante todos os tempos. O Direito de Trabalho é regido por normas legais. As Entidades Sindicais, através de reivindicações, transcritas através de Convenções, Dissídios ou

2 mesmo Acordos Coletivos de Trabalho, que visam, na maioria das vezes, melhorar as condições de trabalho, atendendo as necessidades de uma determinada categoria, bem como inserindo normas coletivas a fim de viabilizar financeiramente os trabalhadores, sejam elas através de cunho salariais, ditas econômicas (pisos salariais), sejam também através de benefícios conhecidos como sociais (cestas básicas; ticket alimentação, etc.). O Direito do Trabalho, ante a economia globalizada, vem com a pela chamada flexibilização dos direitos, ao longo do tempo já conquistados, tem com a conseqüente precarização de direitos, sendo imposto como medida de satisfação e necessidade do mercado de trabalho que emprega a mão de obra. Não se pode negar que o Direito Sindical, tanto no Brasil como também no mundo inteiro, não atendeu aos verdadeiros objetivos que se propôs, ocasionando grande perda de representatividade, gerando insatisfação de seus membros filiados ou não filiados. Não partilhamos do entendimento de que hoje os sindicatos perdeu sua união por conta da unicidade sindical, ao contrário, o que se perdeu de fato foi o desinteresse dos integrantes da categoria de exigir de seu sindicato atuação mais eficaz, afim de exigir da classe empresária, forçosas soluções em prol de todos os representados. Neste aspecto, poderíamos fazer um paralelo entre um presidente de um sindicato e um presidente de um País. Quando votamos em presidente da República, por exemplo, temos o compromisso de saber votar no melhor candidato e exigir daquele que detém o cargo, o melhor pela sociedade. Para a diretoria de um sindicato, o paralelo não é diferente, porém, de forma mais restrita. Assim, hoje, não temos dúvidas de que o Direito Sindical deve passar por reformulações, ou seja, há sim necessidade do Estado intervir no sistema atual, não com o intuito de comprometer a liberdade sindical, mas sim dar segurança e legalidade aos atos praticados pelos dirigentes sindicais, seja em que grau for (Sindicatos, Federações ou Confederações). 1.2 Metodologia

3 Com base nos estudos com as mais diversas doutrinas, tanto as específicas quanto às básicas, teve for fim alcançar um aprofundamento da matéria, bem como criar novas idéias a respeito do assunto. O material de estudo consistiu na leitura, análise, fichamento, interpretação e discussão de textos, bem como livros específicos que tratam sobre o Direito Sindical. Após a leitura e fichamento de textos especializados, houve análise, interpretação e discussão dos mesmos, incluindo-se ai a comparação dos dados internacionais levantados. Foram utilizados: o método dedutivo, pois o tema dissertado parte do geral para chegar ao particular, o método analítico, envolvendo a análise textual, temática e interpretativo do material bibliográfico e documental. 1.3 Objetivo A presente monografia busca demonstrar que existe meios pelos quais Direito Sindical possa alcançar suas finalidades, à luz da Constituição Federal de 1988, normas esparsas e dos projetos atualmente apresentados pelo Congresso Nacional. Assim, como podemos observar, mudanças ocorreram e continuarão ocorrendo, pois este assunto é de natureza social, onde toda a sociedade está mobilizada, exigindo e cobrando soluções. Com esta pesquisa científica, busca-se, desta forma, como objetivo principal, a atualização das normas jurídicas, modificadas nos últimos anos e os mecanismos pelos quais o Direito Sindical possa alcançar os seus objetivos.

4 2. HISTÓRIA DO SINDICALISMO 2.1 Direito Comparado Iniciaremos a origem histórica do sindicalismo através da evolução sindical na Itália que se deu através da extinção do corporativismo, ou seja, um sistema intervencionista, hoje afastado, do qual se fez crescer e surgir à idéia de liberdade sindical e autonomia coletiva, o que inclui uma nova organização com base democrática e diversificação de formas de representação dos trabalhadores. Em 1943, passou-se a punir as condutas anti-sindicais, juntamente com a Lei nº 300/70. Já em 1945, surgiram-se três confederações: a CGIL (Confederação Geral Italiana do Trabalho), a CISL (Confederação Italiana dos Sindicatos Livres) e a UIL (União Italiana dos Trabalhadores). Devido à criação das grandes confederações, a Itália passou por um período conturbado, do qual ficou conhecido como período outono quente, devido à movimentação de greves e lutas sindicais, que apesar de causar grande tumulto, teve uma duração curta. Em seguida, surge uma nova estratégia, liderada pelos metalúrgicos, que tinha por objetivo pressionar os empregadores a discutir reivindicações, seja elas de natureza salarial e não salariais. As greves seguiram com grande força, juntamente com os choques entre grevistas e a polícia, movimentando todo o país e a vida política da nação. O Ilustre doutrinador Amauri Mascaro Nascimento, expõe em sua brilhante obra o seu entendimento sobre esse período que modificou o sindicalismo na Itália: Os sindicatos foram considerados entes de direito privado, e não mais públicos, como na época corporativista. Surgiram sindicatos de direito e sindicatos de fato, estes regidos pelas regras de direito civil, aqueles fundamentados no art. 39 da Constituição Italiana. Os estatutos sindicais passaram a ser aprovados pelas assembléias das entidades sindicais. Prevaleceu o modelo associativo de organizações territoriais. No primeiro grau, foram criados sindicatos em nível

5 provincial. Em segundo grau, federações regionais e organizações intercategoriais. 1 Com as diversas mudanças ocorridas neste período, resgatou-se o que já existia no período contemporâneo: a representação dos trabalhadores no local de serviço, através das Comissões Internas. Respectiva representação que antes era combatida pelos sindicatos, passou a ser um instrumento utilizado para penetrar nas empresas. Outra grande mudança, conforme nos ensina Amauri Mascaro Nascimento, foi a respeito do contrato coletivo de trabalho, que previa um procedimento para dar ao respectivo uma eficácia geral, e não apenas aos sócios do sindicato, sendo praticada em mais de um nível com reserva de competência para cada grau. 2 Com a criação de um protocolo em 1993, os contratos coletivos nacionais, passaram a ter uma duração quadrimestral e bienal, sendo que normativa para o primeiro período e econômica para o segundo período, bem como as contribuições cobradas dos trabalhadores, que foram restringidas aos sócios. Respectiva mudança foi rejeitada pelas bases sindicais, criandose em 1995 um referendo para que as entidades sindicais expressassem a sua vontade, do qual ocasionou a perda de poder das cúpulas, ou seja, a representatividade passou a ser auferida aos sindicatos, ou seja, as bases. Nascimento, sobre essa experiência italiana: Por fim, destacamos a conclusão de Amauri Mascaro A experiência italiana, nos mostra que a representatividade de um sindicato de base não pode ser auferida pela sua inscrição em uma Central ou uma Confederação porque a representatividade desta não é difusa sobre as bases, sendo premissa falsa concluir que há uma relação entre os dois níveis. 3 Já a evolução do sindicalismo da Alemanha, inicialmente sofreu algumas modificações devido à implantação da Lei de Ordenação do Trabalho Nacional (AOG), criada em 1934, do qual obteve como as principais transformações, a substituição das convenções coletivas e o forte controle estatal sobre os empresários. 1 NASCIMENTO, Mascaro Amauri, Compêndio de Direito Sindical, 5ª. Ed, São Paulo: LTr, 2008, p NASCIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit.,p. 87.

6 Respectivas transformações citadas acima foram alteradas após a Segunda Guerra Mundial, conforme nos ensina Amauri Mascaro Nascimento: Com o término da guerra e a divisão da Alemanha, cindiu-se, conseqüentemente, o movimento sindical, desdobrando-se em modelo soviético e modelo autônomo, correspondendo ás duas diferentes áreas de ocupação do país, com a República Democrática da Alemanha (zona soviética) e a República Federal da Alemanha (zona americana). Nesta, cresceu um sindicalismo de elevado poder econômico, organizado por setores de atividade industrial e por diversos tipos de profissões. Restabeleceram-se as negociações coletivas, desenvolveu-se o direito de greve, foi aprovada a lei de organização social da empresa (1952) e foram criados Conselhos de Fábrica que exerceram papel de relevo, influindo na experiência alemã, bem-sucedida, da cogestão da empresa. A tal ponto chega a relação entre sindicato e empresa que o sindicato é um complemento do Comitê de empresa. A Constituição de 1949 declarou o princípio da liberdade sindical, já previsto da Constituição de 1919, e as diferentes constituições estaduais passaram a ter disposições semelhantes. 4 Destaca José Cláudio Monteiro de Brito Filho, em sua respeitável obra, que o artigo 159 da Constituição Alemã de 1919 assegurava a liberdade de coalização para a defesa e melhoria das condições de trabalho. 5 Observa-se que a Alemanha adotou ao modelo utilizado na Itália, ou seja, extinguiu-se o corporativismo e adotou-se o modelo democrático. Nos Estados Unidos, a fim de pacificar os conflitos entre os sindicatos pela preferência entre os trabalhadores, as centrais sindicais AFL e CIO, unificaram-se, e passaram a exigir do governo federal a promulgação de leis de interesse dos trabalhadores. A central única AFL-CIO, oferecia assistência técnica, mas sem interferir na atividade interna dos sindicatos. Sediada em Washington, teve ramificações nos demais Estados. 6 Atualmente, o sindicalismo é exercido nas empresas, com total democracia, sendo totalmente livre a escolha dos sindicatos que melhor os represente; presumindo-se a pluralidade sindical; a eleição dos dirigentes e sua renovação através da reivindicação de metade e mais um dos trabalhadores, bem como a resolução de 3 NACIMENTO, Mascaro Amauri,. Op. cit.,p NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit.,p BRITO FILHO, José Cláudio Monteiro de, Direito Sindical, 2ªed. São Paulo: Ltr, 2007,p. 6 NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit., p. 95.

7 possíveis divergências que possam ocorrer dentro da empresa, do qual se faz resolver através de um mediador oficial, e caso necessite, de um árbitro. Amauri Mascaro Nascimento classifica o sindicalismo dos Estados Unidos como um local, bem como ressalta que nada mais é que um escritório de negociação com os patrões. 7 Já a Argentina, modernizou o seu sistema sindical, através da Lei de organização sindical, promulgada em 1988, apesar de conter algumas características do modelo adotado anteriormente. Dentre as principais mudanças, Amauri Mascaro Nascimento destaca algumas modificações decorrentes desta lei: 8 A lei assegura o direito de criar organizações sindicais sem necessidade de prévia autorização do Estado, cabendo às respectivas associações determinar o seu âmbito de representação e atuação territorial, devendo o Poder Público abster-se de limitar a autonomia sindical. Os sindicatos de trabalhadores são constituídos por setor de atividade ou setores afins, por ofício, profissão ou categoria, ainda que seus integrantes desempenhem atividades distintas, e por empresa. Há sindicatos, uniões, federações e confederações. Os sindicatos podem representar os interesses coletivos quando não houver na mesma atividade ou categoria associação com personalidade sindical. Desse modo, existem associações sem e associações com personalidade jurídica sindical, que é obtida pela entidade, em seu âmbito territorial e pessoal de atuação, quando se caracterizar como a associação mais representativa e se encontrar inscrita perante a autoridade administrativa. Observamos que respectivo modelo de sindicalismo tem certa semelhança com o modelo sindical brasileiro atual, do qual iremos discutir a seguir. 2.2 No Brasil No Império ( ), não tínhamos sindicatos. Algumas associações que existiriam no século XIX, ligas de socorros mútuos e sociedades de trabalhadores, não eram sindicatos. A Constituição Política do Império do Brasil, de 25 de março de 1824, no artigo 179, ao garantir a inviolabilidade dos direitos civis e políticos dos cidadãos brasileiros, havia abolido as corporações de ofício, dizendo: Ficam abolidas as corporações de ofícios, seus juízes, escrivães e mestres. (art. 179, 7 NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit., p NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit.,p. 95.

8 inciso 25). Inexistia dispositivo constitucional que garantisse o direito de associação. Tal direito só surgiria, em nível constitucional com a promulgação da nossa primeira Constituição republicana, em 24 de fevereiro de 1891, cujo art. 72 declarou ato ilícito a associação e a livre reunião sem armas, bem como a vedação da polícia intervir senão para manter a ordem pública. 9 O Decreto nº 979, de 1903, permitiu a sindicalização dos profissionais da agricultura e das indústrias rurais, tanto pequenos produtores como empregados e empregadores, com liberdade de escolha das formas de representação. 10 Conforme entendimento de Alice Monteiro de Barros: Essa legislação possuía caráter mais econômico do que sindical, pois servia de intermediária de crédito em favor dos associados. 11 Posteriormente criou-se o Decreto nº 1.637, de 1907, que permitia a sindicalização dos trabalhadores do comércio e da indústria. Apesar da sustentação de alguns autores, dentre eles Alice Monteiro de Barros, que esses decretos quase não tiveram aplicação, podemos conferir o entendimento de Amauri Mascaro Nascimento, que vai contra respectivos entendimentos afirmando que esses dois decretos assinalavam a primeira fase do nosso sindicalismo, em Vale salientar que o anarco-sindicalismo, do qual surgiu em 1820 e desapareceu por volta de 1920, influenciou no sindicalismo brasileiro, sendo que sobre respectiva influência do anarco-sindicalismo no Brasil, nos ensina Amauri Mascaro Nascimento sobre essas influências: O anarquismo sindical foi propagado, nos meios trabalhistas brasileiros, pelos imigrantes italianos, em panfletos que aqui publicaram para divulgação das suas idéias, de um sindicalismo apolítico, voltado para a melhoria das condições dos trabalhadores, e com o emprego de táticas, como a sabotagem, a greve geral etc. A União Geral da Construção Civil e o Centro Cosmopolita, dois importantes sindicatos, foram movidos pelo anarquismo. Assim, também, o I Congresso Operário (1906), do qual resultou a criação da Confederação Operária Brasileira CBO, que não chegou a funcionar, senão por um período pouco superior a um mês. Seu declínio foi vertiginoso, não só pela reação contrária, culminando com 9 SILVA, da Vaz Corrêa Floriano, Direito Sindical Brasileiro: LTr, São Paulo, 1998, p. 127 e NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit., p BARROS, de Monteiro Alice, Curso de Direito do Trabalho, 3ª Ed, São Paulo: LTr, 2007, p NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit., p. 116.

9 a expulsão dos estrangeiros de 1907 a 1921, mas porque o anarquismo sofreu um esvaziamento com os conflitos étnicos. 13 No período de 1931 a 1935, a unicidade e a pluralidade tornaramse inconstantes, ou seja, com o Decreto n , de 19 de março de 1931, mais precisamente em seu artigo 9º, consagrou a unicidade sindical, bem como a neutralidade e a nacionalidade dos sindicatos, que foi alterada devido a Carta Constitucional de 1934, que acolheu a pluralidade, bem como a liberdade e autonomia sindical, o que durou pouco, pois o governo federal imediatamente retomou seu controle pleno, através do estado de sítio de 1935, continuado pela ditadura aberta de 1937, eliminando, assim, qualquer foco de resistência à sua estratégia político-jurídica, firmando solidamente a larga estrutura do modelo justrabalhista, cujas bases iniciara logo após o movimento de outubro de Maurício Godinho Delgado expõe em sua brilhante obra as modificações decorrentes da retomada do governo federal, destacando as principais modificações, dentre elas: A primeira área contemplada pela ação governamental seria a própria administração federal, de modo a viabilizar a coordenação das ações institucionais a serem desenvolvidas nos anos seguintes. Criou-se, assim, o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, pelo Decreto n , de Meses após, em , instituiu-se o Departamento Nacional do Trabalho (Decreto n A). A área sindical seria também imediatamente objeto de normatização federal, através do Decreto n , de , que cria uma estrutura sindical oficial, baseada no sindicato único (embora ainda não obrigatório), submetido ao reconhecimento pelo Estado e compreendido como órgão colaborador deste. 15 Em 1931, foi promulgada a Lei dos Sindicatos, através do Decreto n ( ), resultado da vitória da Revolução da Aliança Liberal, que criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. A respeito do decreto citado acima, Rudimar Roberto Bartolotto, expõe algumas regras que continham no respectivo decreto: Estabelecia o decreto, especialmente os sindicatos como órgão de colaboração do governo, formados através do agrupamento de profissões idênticas, similares e conexas, com abstenção de toda e 13 NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit., p DELGADO, Godinho Maurício, Curso de Direito do Trabalho, 6ª. Ed, São Paulo: LTr, 2007, p DELGADO, Godinho Maurício, Op. cit., p

10 qualquer atividade ou propaganda de ideologias sectárias, de caráter social, político ou religioso; a exigência de reconhecimento do Estado e estatutos padronizados; a necessidade de apresentação de relatório de atividades; o sindicato único em cada base territorial; a proibição de sindicalização de funcionários públicos e empregados domésticos; a proibição de filiação dos sindicatos a entidades internacionais sem a autorização do Estado; a atribuição de função assistencial; permição de criação de associações sindicais de grau superior; inamovibilidade aos diretores do sindicato; e pagamento de uma indenização correspondente ao salário de seis meses quando o patrão demitisse o empregado por causa de sua ação sindical. 16 Destacamos também como desenvolvimento, a criação de um sistema de resolução de conflitos trabalhistas, que se fundou através do Decreto nº , de , do qual era denominado como Comissões Mistas de Conciliação e Julgamento, do qual foi aperfeiçoada após a Constituição de 1937, sendo denominada por Justiça do Trabalho, e que foi efetivamente regulamentada pelo Decreto-Lei n , de Além de todas as modificações já citadas, é importante destacar os inúmeros diplomas justrabalhistas que são lembrados em brilhante obra do ilustre doutrinador Maurício Godinho Delgado: Decreto n , de , regulamentando o trabalho feminino; Decreto n , de , fixando a jornada de oito horas para os comerciários, preceito que seria, em seguida, estendido aos industriários (Decreto n , de ); Decreto n , de , estabelecendo férias para os bancários, e diversos outros diplomas que se sucederam ao longo da década de 30 até Depois de estruturado, o modelo justrabalhista foi normatizado através do Decreto-Lei n , de , do qual se fez criar a Consolidação das Leis do Trabalho, mais conhecida como CLT, do qual se fez constar um título exclusivo contendo a matéria sobre o Direito Sindical. Na opinião de Amauri Mascaro nascimento a publicação da Consolidação das Leis do Trabalho, em nada contribuiu para mudar o que havia, não passando de mera reunião de textos já existentes com algumas pinceladas pouco ou quase nada inovadoras BARTOLOTTO, Roberto Rudimar, Os Aspectos da Representatividade no Atual Direito Sindical Brasileiro, LTr, São Paulo, 2001, p DELGADO, Godinho Maurício, Op. cit., p NACIMENTO, Mascaro Amauri. Op. cit., p. 130.

11 A Constituição de 1946 retoma as diretrizes democráticas inseridas na Constituição de 1934, assegurando a liberdade de associação profissional; a representação nas convenções coletivas e o exercício de funções delegadas pelo poder público. Reconheceu-se o direito de greve, cujo exercício deveria ser regulamentado por lei (art. 158 e 159). 19 O País ingressa em 1964, na ditadura militar, sufocando qualquer manifestação sindical autêntica, mantendo e aumentando o controle estatal no movimento sindical, aliando o caráter extremamente repressivo do próprio regime. Para registro, movimentos de enfrentamento ao regime militar surgem em Contagem (MG) em 1968, repetindo-se em Osasco (SP) em seguida. 20 Ainda sobre o égide do regime militar, instituiu-se em 1967 a promulgação da Constituição de Respectiva Constituição possui semelhança com a Constituição de 1946, no sentido de assegurar a liberdade de associação profissional. Dentre as regulamentações contidas na Constituição de 1967, Alice Monteiro de Barros destacam algumas dentre elas: a contribuição para o custeio das atividades dos órgãos sindicais. O voto nas eleições sindicais torna-se obrigatório, e o direito de greve assegurado no artigo 158, XXI, exceto nos serviços públicos e nas atividades essenciais definidas em lei (art. 157, 72). Com a regulamentação do direito de greve (Lei n , de 1º de junho de 1964), foi ela proibida em um número expressivo de atividades. A Emenda Constitucional n. 1, de 1969, reproduziu essas mesmas diretrizes nos art. 165, XX, e Respectivo modelo corporativista tanto no Direito do Trabalho como no modelo sindical, manteve-se praticamente intocável até a atual Constituição Federal de 1988, que obteve algumas mudanças no modelo trabalhista e sindical. Maurício Godinho Delgado destaca os pontos de avanço democrático na Constituição Brasileira de 1988, tanto na área trabalhista, como principalmente na área sindical: 19 BARROS, de Monteiro Alice, Op. cit., p BARTOLOTTO, Roberto Rudimar, Op. cit., p BARROS, de Monteiro Alice, Op. cit., p

12 a nova Carta confirma em seu texto o primeiro momento na história brasileira após 1930 em que se afasta, estruturalmente, a possibilidade jurídica de intervenção do Estado- através do Ministério do Trabalhosobre as entidades sindicais. Rompe-se, assim, na Constituição com um dos pilares do velho modelo: o controle político-administrativo do Estado sobre a estrutura sindical. Proíbe a Constituição, ainda, em coerência a sua manifesta intenção democrática, qualquer interferência do Estado nas organizações sindicais (art.8º, I). Incorpora norma clássica de garantia do emprego ao dirigente sindical (art. 8º, VII). Estende-a, também, ao empregado eleito para o cargo de direção em CIPA (art. 10º, II, a, ADCT, CF/88), suplantando-se sobremaneira, nesse ponto, a timidez legislativa anterior. Silencia-se, contudo, sobre a garantia ao representante obreiro eleito em empresas com mais de duzentos empregados (art. 11, CF/88)- figura criada, originalmente, pelo mesmo texto constitucional de O texto Constitucional, precisamente em seu artigo 8º, inciso I, proibiu a intervenção do poder público na organização sindical, destacando que não poderá exigir autorização do Estado para fundação de sindicato, exigindo apenas o registro no órgão competente. Já no inciso II do mesmo artigo, vedou a criação de mais de uma organização sindical na mesma base territorial, não podendo ser inferior à área de um Município. Outra modificação trazida pela Constituição de 1988 foi o inciso IV do mesmo artigo que fixa a contribuição confederativa pela assembléia geral, que será descontada e folha, independentemente da contribuição prevista em lei, matéria que será examinada em capítulo próprio.

13 3. DO DIREITO SINDICAL 3.1 Conceito de Direito Sindical e Sindicato Antes de iniciarmos a discussão que nos propusemos, inicialmente, importante conceituarmos o que significa Direito Sindical, até para delimitar as atribuições e seus limites. A doutrina se divide na denominação entre Direito Sindical e Direito Coletivo do Trabalho. Entendemos que não há importância nesta divergência, pois qualquer que seja tais denominações são, por certo, sinônimos. Segundo Amauri Mascaro do Nascimento, Direito Sindical é o ramo do direito do trabalho que tem por objeto o estudo das normas e das relações jurídicas que dão forma ao modelo sindical. 23 O conceito apresentado pelo nobre doutrinador dispensa maiores comentários. Assim, definido o Direito Sindical, passaremos a conceituar sindicato. Martins, nos ensina: Quanto à origem histórica da palavra sindicato, Sérgio Pinto A palavra sindicato vem do francês syndicat. Sua origem está na palavra síndico, que era encontrada no Direito Romano para indicar as pessoas que eram encarregadas de representar uma coletividade, e no Direito grego (sundiké). A Lei Le Chapelliei, de julho de 1791, utilizava o nome de síndico, derivando daí a palavra sindicato, com o objetivo de se referir aos trabalhadores e associações clandestinas que foram organizadas após a Revolução Francesa de Outras denominações são empregadas, como union ou trade union, em inglês; Gewerkschaft (arbeitervereine), em alemão; sindacato, em italiano. Também são usadas as denominações associações e grêmios, esta última em países de língua espanhola, como na Argentina. Verifica-se na Europa, a partir de 1830, o uso da palavra sindicato referente à classe de trabalhadores ou a trabalhadores de diversos ofícios ou ocupações, tendo surgido a denominação sindicato operário, que era uma associação de trabalhadores do mesmo ofício. 24 Maurício Godinho Delgado apresenta seu próprio conceito: 22 DELGADO, Godinho Maurício, Op. cit., p e NASCIMENTO, Mascaro Amauri, Compêndio de Direito Sindical, 5ª Ed, São Paulo: Ltr, 2008, p MARTINS, Pinto Sérgio, Direito do Trabalho, 15ª Ed, São Paulo: Atlas, 2002, p

14 Sindicatos são entidades associativas permanentes, que representam trabalhadores vinculados por laços profissionais e laborativos comuns, visando tratar de problemas coletivos das respectivas bases representadas, defendendo seus interesses trabalhistas e conexos, com o objetivo de lhes alcançar melhores condições de labor e vida. 25 Já para Alice Monteiro de Barros: associação profissional devidamente reconhecida pelo Estado como representante legal da categoria. 26 De maneira um pouco mais ampla, João José Sady entende que: Os sindicatos são organizações erigidas com o intuito de construir uma fonte de poder que pretende originar normas gerais de caráter abstrato, obtidas e aplicadas através da coação contra outros agentes que operam dentro da mesma sociedade. 27 Podemos dizer que independentemente de conceitos propriamente ditos, o mais importante é destacarmos a importância desse novo ramo do direito, que regulamentam direitos e obrigações entre empregados e empregadores, nos mais diversos ramos de atividades profissionais. 3.2 Divisão controvérsias. A divisão ou composição do Direito Sindical, na doutrina, não há Assim como Amauri Mascaro do Nascimento, entendemos que o Direito Sindical se compõe em quatro partes: a) a organização sindical; b) a ação e funções dos entes sindicais, em especial a negociação coletiva e os contratos coletivos de trabalho; c) os conflitos coletivos de trabalho e suas formas de composição; e d) a representação não sindical ou mista dos trabalhadores na empresa Função A entidade sindical é a associação que tem por finalidade coordenar e defender interesses profissionais e econômicos de trabalhadores. 25 DELGADO, Godinho Maurício, Curso de Direito do Trabalho, Editora LTR,2007 pg BARROS, de Monteiro Alice, Curso de Direito do Trabalho, 3ª Ed. LTr, 2007, p SADY, José João, Curso de Direito Sindical, São Paulo: LTr, 1998, p. 7.

15 Devido a essa finalidade, os sindicatos estão intimamente ligados às funções que desempenham, sejam elas internas (a própria organização sindical) ou externas (aos representados). A respeito das funções que os sindicatos devem desempenhar, expõe Amauri Mascaro Nascimento o seu entendimento: Ao sindicato devem ser garantidos os meios para o desenvolvimento da sua ação destinada a atingir os fins para os quais foi constituído. De nada adianta a lei garantir a existência de sindicatos e negar os meios para que suas funções pudessem ser cumpridas. 29 Respectivas funções estão inseridas na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do Trabalho. Sobre as funções ou atividades exercidas pelos sindicatos, encontramos na doutrina correspondente, diversos tipos de funções, ou seja, cada autor classifica respectivas funções da maneira que acham mais corretas. Verifica-se que não grandes diferenças apontadas pela doutrina, havendo consenso entre as funções inerentes às entidades sindicais, ao menos as essenciais. É importante ressaltar que respectivas funções que serão estudadas abaixo, somente tornam-se eficaz, se for desenvolvida em favor da finalidade do sindicato, que é coordenar e defender interesses econômicos, em prol de trabalhadores ou de empregadores. 30 Limitaremos a estudar a função negocial; assistencial; de arrecadação; de colaboração com o Estado e a de representação, conforme a seguir exposto Função negocial A função negocial, diz respeito ao poder que o sindicato tem de ajustar acordos coletivos e convenções coletivas com os empregadores, representados 28 NASCIMENTO, Mascaro Amauri, Compêndio de Direito Sindical, 5ª Ed. São Paulo: LTr, 2008, p MASCARO, Nascimento Amauri, Compêndio de Direito Sindical, 5ª Ed. São Paulo: LTr, 2008, p FILHO, Brito de Monteiro Cláudio José, Direito Sindical, 2ª Ed, São Paulo: LTr, p. 137.

16 pelo sindicatos patronais, a fim de fixar normas coletivas a serem aplicadas à categoria, ou parte da categoria. A respeito da função negocial, Maurício Godinho Delgado, expõe o seu entendimento a respeito: (...) a função importante dos sindicatos é a negocial. Através dela, esses entes buscam diálogo com os empregadores e/ou sindicatos empresariais com vistas à celebração dos diplomas negociais coletivos, compostos por regras jurídicas que irão reger os contratos de trabalho das respectivas bases representadas. 31 No Brasil, respectiva função está inserida no artigo 8º, inciso IV da Constituição Federal do Brasil, do qual declara que é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. As convenções coletivas de trabalho são reconhecidas pela Constituição Federal, através do artigo 7º, XXVI, bem como é fixado em artigo 611 da CLT, a definição e obrigação à negociação. Os acordos ou convenções coletivas são realizados anualmente na data base da categoria e visam renovar e ampliar os direitos conquistados no ano anterior, bem como devem ser respeitados e aplicados obrigatoriamente a todos os integrantes da categoria. Entendemos que respectiva função assume papel de função mais importante do sindicato, por ser uma forma ágil de solucionar conflitos através da autocomposição, que se materializa através do contrato coletivo, que nada mais é que uma negociação bem-sucedida Função assistencial Os sindicatos, desde as suas origens, desenvolvem funções assistenciais. Os primeiros entes que procederam os sindicatos foram sociedades de socorros mútuos e de assistência social dos seus associados. 32 A função assistencial consiste na prestação de serviços aos representados, como assistência jurídica, médica, dentária, hospitalar, farmacêutica, 31 DELGADO, Godinho Mauricio, Curso de Direito do Trabalho, 6º edição, Editora LTR, pg MASCARO, Nascimento Amauri, Op. cit., p. 343.

17 agências de colocação, bibliotecas, creches, congressos, conferências, colônias de férias, centros de recreação etc. A CLT determina ao sindicato diversas atividades assistenciais, como educação (art. 514, parágrafo único), saúde (art. 592), colocação (art. 513, parágrafo único), lazer (art. 592), fundação de cooperativas (art. 514, parágrafo único) e serviços jurídicos (arts º, 500, 513, 514, b, e Lei n , de 1970, art. 18). Como crítica à norma legal, José Cláudio Monteiro de Brito Filho, expõe o seu entendimento: Não que não deva existir a função assistencial (...). Apenas não deve ser a principal, dentro da finalidade do sindicato de defender os interesses do grupo que representa, pois esta é cumprida de outras formas, por meio de gestão que as organizações sindicais fazem junto aos empregadores e ao Estado, em busca de melhores condições de vida e de trabalho para aqueles que representam e não, principalmente, oferecendo serviços que são de responsabilidades de terceiros. 33 Entendemos que respectiva função inseridas na norma legal desvia-se do papel principal dos sindicatos, e que deveriam ser exercidas pelo Estado, ou, ao menos, às Associações representativas, fundadas especialmente com este e para este objetivo Função de arrecadação A função de arrecadação consiste em contribuições que são impostas pelos sindicatos através de aprovação em assembléias e as fixadas em lei. As contribuições impostas tanto para associados como pelos não associados, dependendo de cada qual, constituem a principal fonte de renda das entidades sindicais, ou seja, o patrimônio das entidades sindicais, que é formado por todos os bens e receitas adquiridos, podendo a ele ser dada à destinação que for entendida conveniente, em prol do desempenho da finalidade básica das entidades sindicais, que é coordenar e defender interesses econômicos ou profissionais FILHO, Brito de Monteiro Cláudio José, Direito Sindical, 2ª Ed., São Paulo: LTr, 2007, p FILHO, Brito de Monteiro Cláudio José, Direito Sindical, Editora LTR, pg. 127.

18 Respectivas contribuições previstas em norma legal são denominadas: contribuição sindical, contribuição confederativa, contribuição assistencial e contribuição associativa. O imposto sindical, hoje denominado contribuição sindical foi instituída pela Constituição de 1937, regulamentada pelo Decerto-lei n , de 1939, art. 3º, seguindo com o Decreto-lei n , de 1940, e finalmente, a Consolidação das Leis do Trabalho de 1943, competindo ao Estado, por lei, disciplinar o seu valor, destinação e fiscalizar a sua arrecadação (CLT, arts. 578 a 610). 35 De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a contribuição sindical possui natureza tributária e é recolhida compulsoriamente pelos empregadores no mês de janeiro e pelos trabalhadores no mês de abril de cada ano 36. Conforme entendimento de Cláudio Rodrigues Morales, contribuição sindical é definida como: Contribuição sindical em conceito amplo, genérico e democrático, para nós é uma obrigação devida por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica, profissional liberal, em favor da entidade representativa da mesma categoria ou profissão. Entre nós, em face das inúmeras contribuições obrigatórias e espontâneas, é o valor pago à entidade sindical, seja por imposição legal ou deliberação de assembléia, para consecução de seus fins. 37 Já na opinião de Amauri Mascaro Nascimento a contribuição sindical é visto como uma lesão à liberdade sindical individual. 38 Salienta-se que várias foram as tentativas de extinguir respectiva contribuição. Na assembléia constituinte pregava-se sua extinção, mas por fim o resultado foi outro, ou seja, na Constituição mantiveram-se as contribuições obrigatórias. O Presidente Fernando Collor de Mello, através das Medidas Provisórias 215/90, 258/90 e 275/90, tentou eliminá-las, mas sua proposta acabou não sendo confirmada pelo legislativo NASCIMENTO, Mascaro Amauri, Curso de Direito do Trabalho, 23ª Ed, São Paulo: Saraiva, 2008, p MORALES, Rodrigues Cláudio, Das contribuições aos Sindicatos, Editora: LTr, São Paulo, 2000, p MASCARO, Nascimento Amauri, Op. cit., p MORALES, Rodrigues Cláudio, Op. cit., p. 13.

19 Conforme artigo 589 da CLT as Os valores arrecadados através da contribuição sindical são repartidos entre sindicato (60%), federação (15%) e confederação (5%). Vale ressaltar que estão excluídos do recolhimento de respectiva contribuição, quem não exerce atividade econômica com fins lucrativos (art. 580, 6º, da CLT) e os advogados (art. 47, da Lei n /94). A contribuição confederativa, é devida somente pelos associados e tem por finalidade o custeio do sistema confederativo da representação sindical e está inserido no artigo. 8º, IV, da Constituição Federal: IV a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei. A respeito da cobrança da contribuição confederativa, José Cláudio Monteiro de Brito Filho, defende que respectiva contribuição é devida somente pelos associados: É devida, apenas, pelos associados, visto que a liberdade sindical individual, prevista no art. 8º, V, da CF/88, ao trazer a liberdade de não filiação, trouxe também, a liberdade de não contribuição em relação às que forem objeto de deliberação interna das entidades sindicais. 40 Barros expõe o seu entendimento: Seguindo a mesma linha de entendimento, Alice Monteiro de Assim, entendemos que a cobrança da contribuição confederativa só pode ser efetuada em relação aos associados do sindicato que participaram ou poderiam ter participado da assembléia instituidora, pois no tocante aos não associados depende da lei, que fixará quorum para deliberação da assembléia, valor, critério para distribuição das importâncias arrecadadas, sanção para os abusos cometidos, etc. 41 é devida por todos: Já para Cláudio Rodrigues Morales, a contribuição confederativa Entendemos que ela é devida por todos, uma vez que cabe ao sindicato defender os interesses coletivos da categoria e os individuais, sem distinção de associados ou não FILHO, Brito de Monteiro Cláudio José, Op. cit. P BARROS, de Monteiro Alice, Curso de Direito do Trabalho, 3ª Ed. São Paulo: Ltr, 2007, p MORALES, Rodrigues Cláudio, Das Contribuições aos Sindicatos Manual com Roteiro Prático, São Paulo: LTr, 2000, p. 77.

20 Importante destacar que tal contribuição, muito embora seja defendido por determinados doutrinadores que seria devida por associados e não associados, tal corrente é minoritária, haja vista previsão legal da livre associação, corrente esta amplamente defendida pelos Magistrados. A Convenção 95/OIT, no art. 8º, dispõe: Art. 8 1 Descontos em salários não serão autorizados, senão sob condições e limites prescritos pela legislação nacional ou fixados por convenção coletiva ou sentença arbitral. (GRIFO NOSSO). Este tratado foi subscrito pelo Brasil, aprovado (Decreto Legislativo 24, de ), ratificado ( ), promulgado (Decreto , de ), com vigência nacional em (Convenções da OIT, Arnaldo Sussekind, LTr). A contribuição denominada contribuição associativa também chamada de mensalidade sindical, ou seja, aquela devida somente aos sócios da categoria, do qual é fixada livremente pela assembléia geral, cujo pagamento regular assegura aos filiados o acesso aos serviços mantidos pelos sindicatos, do qual está inserido no artigo 548, letra b, da Consolidação das Leis do Trabalho: Art.548. Constituem o patrimônio das associações sindicais: b) as contribuições dos associados, na forma estabelecida nos estatutos ou pelas assembléias gerais. (...). O desconto da respectiva contribuição é feito em folha, pelo empregador e por ele recolhido ao sindicato, desde que o trabalhador assim autorize por escrito. A contribuição assistencial, nada mais é que o pagamento pelas atividades assistenciais prestadas pelo sindicato aos associados, do qual teve a sua origem em 1903 através do Decreto n. 979, de 1903, permitindo a sindicalização dos profissionais da agricultura e das indústrias rurais, denominados sindicatos rurais e através do Decreto n , de 1907, permitindo a sindicalização dos trabalhadores do comércio e da indústria, denominado sindicatos urbanos. Quanto à contribuição assistencial, José Cláudio Monteiro de Brito Filho expõe o seu entendimento sobre respectiva contribuição:

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