CENTRO SUPLETIVO DA ÁREA INSULAR CESIN. Fase II Unidade 2

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1 IMPÉRIO NAPOLEÔNICO CENTRO SUPLETIVO DA ÁREA INSULAR CESIN Fase II Unidade 2 Estabelecido por Napoleão Bonaparte na França entre 1804 e Resultado da Revolução Francesa, dissemina os ideais da burguesia em ascensão pela Europa.Com política expansionista, o império se estende por todo o continente em seu apogeu, por volta de Chega ao fim com a derrota francesa na Batalha de Waterloo. Antecedentes Líder militar de sucesso, Napoleão ganha prestígio e apoio popular nas guerras da França contra a Itália e a Áustria ( ) e contra o Egito (1798). Por isso é escolhido pela burguesia francesa para solucionar a grave crise que se havia instalado no governo revolucionário. Em 1799, Napoleão dá um golpe de Estado, conhecido como Golpe do 18 Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano). A Constituição republicana é suprimida e substituída por outra, autoritária, concentrando todo o poder nas mãos do primeiro-cônsul, cargo que ele passa a ocupar. Nesse período, chamado de Consulado ( ), Napoleão realiza obras de pacificação e de organização dos territórios franceses. Participa da redação do Código Civil, que confirma a vitória da revolução burguesa e influencia a legislação de todos os países europeus no século XIX. Institui os princípios de igualdade, de propriedade das terras, das heranças, a tolerância religiosa e o divórcio. No exterior assina tratados de paz com a Áustria (1801 e com a Inglaterra (1802). O Império O Império Napoleônico nasce de forma oficial em 1804, quando um plebiscito referenda o primeirocônsul como imperador da França. Napoleão é sagrado pelo papa Pio VII na Catedral de Notre Dame, em dezembro do mesmo ano. Coroado sob o nome de Napoleão I, preocupa-se em consolidar seu poder, modernizar a França e retomar a tradição do despotismo esclarecido. A convivência com as potências européias torna-se insustentável por causa da política de guerra permanente do Império, que leva à formação de coalizões contra os franceses. Napoleão I tenta invadir a Inglaterra, mas é derrotado. Volta-se, então, para a Europa Central. Vence a Áustria na Batalha de Austerlitz. Por meio de guerras e acordos, domina a Itália, a Holanda (Países Baixos) e boa parte da Alemanha. Após invadir a Prússia oriental e a Polônia (1806), Napoleão obriga a Rússia a aliar-se à França contra os ingleses e estabelece um bloqueio continental que impede o comércio de mercadorias inglesas na Europa. O expansionismo gera novas dificuldades. Em 1809, o Exército imperial enfrenta rebeliões militares na Espanha e assiste à formação de uma nova coalizão contra o Império. No mesmo ano, Napoleão derrota novamente a Áustria e assina a Paz de Viena. A aproximação dos dois Estados é reforçada pelo casamento do imperador com a arquiduquesa Maria Luísa da Áustria. Em 1810, o Império Napoleônico atinge o máximo de seu poder, com a anexação da Holanda e do litoral alemão. Nessa época, o Império tem 71 milhões de habitantes, dos quais apenas 27 milhões são franceses. Decadência Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo czar Alexandre, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia. Entra em Moscou e, durante a retirada, o frio e a fome dizimam grande parte do Exército francês. Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por setores descontentes da burguesia e da antiga nobreza francesa, arma uma conspiração para dar um golpe de Estado contra o imperador. Napoleão retorna imediatamente a Paris e controla a situação. Mas, no exterior, o Império começa a decair. Tem início então a luta da coalizão européia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador é obrigado a abdicar. O Tratado de Fontainebleau, de 1814, exila Napoleão na ilha de Elba, de onde foge no ano seguinte. Desembarca na França com um Exército e reconquista o poder. Inicia então o Governo dos Cem Dias. A Europa coligada retoma sua luta contra o Exército francês. Napoleão entra na Bélgica em junho de 1815, mas é derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo e abdica pela segunda vez, pondo fim ao Império Napoleônico. Após a derrota de Napoleão, o Congresso de Viena (1815) reúne as potências vitoriosas com o objetivo de reorganizar o mapa político da Europa. Sob a liderança de Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia são restauradas dinastias e fronteiras alteradas pelas guerras napoleônicas. A Santa Aliança, organização política internacional, é criada para impedir novos movimentos revolucionários. 1

2 INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA LATINA Independência da América Espanhola No decorrer do século XVIII, o sistema colonial implementado pelos espanhóis na América passou a sofrer importantes transformações, fruto do envolvimento metropolitano nas guerras européias e da crise da mineração. O Pacto Colonial visava permanecer com o monopólio comercial através de uma série de limitações comerciais e de algumas obrigações por parte da colônia. Em meados do século XVIII, a riqueza das colônias espanholas já não era a mesma. Em séculos anteriores sugou praticamente toda riqueza de algumas regiões. A Espanha tornou-se grande devedora da Inglaterra e da França, pois importava produtos, já que seu desenvolvimento industrial era atrasado. Para contornar a situação, a Coroa espanhola, aumentou os impostos e restringiu ainda mais o comércio colonial. Tais medidas desagradaram os colonos, em especial os criollos. Além dessas restrições econômicas, os criollos também eram proibidos de tomar decisões políticas, pois o controle estava nas mãos dos Chapetones. No século XIX, ocorreram diversas transformações no continente americano. As colônias espanholas e o Brasil se transformaram em Estados nacionais. Simultaneamente, os Estados Unidos se expandiram para o Oeste, enfrentaram uma violenta guerra civil, conhecida como Guerra da Secessão e, por fim, estabeleceram o seu domínio na América Latina. No século XIX, teve inicio o processo de descolonização da América Latina. No século XIX, teve inicio o processo de descolonização da América Latina, levando à formação de Estados independentes, cujo modelo econômico era o agrário-exportador. Pouco antes da emancipação das colônias espanholas, a sociedade colonial se apresentava rigidamente hierarquizado, onde o nascimento, a tradição e a riqueza definiam a posição social do individuo. A elite colonial dividia-se em: Criollos ( descendentes de espanhóis nascidos na América). Chapetones (pessoas nascidas na metrópole e que possuíam todos os privilégios e ocupavam os altos cargos administrativos). Camada intermediaria ( formada por comerciantes, advogados, médicos, professores, artesãos, etc). Camada dominada ( formada pela grande maioria da população). O NOVO COLONIALISMO O Tratado de Ultrecht ( 1713) foi uma decorrência da derrota da Espanha na "Guerra de Sucessão Espanhola", sendo forçada a fazer concessões à Inglaterra, garantindo-lhes a possibilidade de intervir no comércio colonial através do asiento - fornecimento anual de escravos africanos - e do permiso - venda direta de manufaturados às colônias. Esse tratado marca o início da influência econômica britânica sobre a região e ao mesmo tempo, o fim do monopólio espanhol sobre suas colônias na América. Se os direitos reservados aos ingleses quebravam o pacto colonial, a Espanha ainda manteve o controle sobre a maior parte do comércio colonial, assim como preservou o controle político, porém foi obrigada a modificar de maneira significativa sua relação com as colônias, promovendo um processo de abertura. As principais mudanças adotadas pela Espanha foram: A abolição do sistema de frotas, e abolição do sistema de porto único, tanto na metrópole, como nas colônias, pretendendo dinamizar o comércio, favorecendo a burguesia metropolitana e indiretamente o próprio Estado. Na 2

3 América foi liberado o comércio intercolonial (desde que não concorresse com a Espanha) e os criollos passaram a ter o direito de comercializar diretamente com a metrópole. AS TRANSFORMAÇÕES NAS COLÔNIAS As mudanças efetuadas pela Espanha em sua política colonial possibilitaram o aumento do lucro da elite criolla na América, no entanto, o desenvolvimento econômico ainda estava muito limitado por várias restrições ao comércio, pela proibição de instalação de manufaturas e pelos interesses da burguesia espanhola, que dominava as atividades dos principais portos coloniais. Os criollos enfrentavam ainda grande obstáculo à ascensão social, na medida em que as leis garantiam privilégios aos nascidos na Espanha. Os cargos políticos e administrativos, as patentes mais altas do exército e os principais cargos eclesiásticos eram vetados à elite colonial. Soma-se à situação sócio econômica, a influência das idéias iluministas, difundidas na Europa no decorrer do século XVIII e que tiveram reflexos na América, particularmente sobre a elite colonial, que adaptou-as a seus interesses de classe, ou seja, a defesa da liberdade frente ao domínio espanhol e a preservação das estruturas produtivas que lhes garantiriam a riqueza. O MOVIMENTO DE INDEPENDÊNCIA O elemento que destravou o processo de ruptura colonial foi a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte sobre a Espanha; no entanto é importante considerar o conjunto de alterações ocorridas tanto nas colônias como na metrópole, percebendo a crise do Antigo regime e do próprio sistema colonial, como a Revolução Industrial e a revolução Francesa. A resistência à ocupação francesa iniciou-se tanto na Espanha como nas colônias; nesta a elite criolla iniciou a formação de Juntas Governativas, que em várias cidades passaram a defender a idéia de ruptura definitiva com a metrópole, como vimos, para essa elite a liberdade representava a independência e foi essa visão liberal iluminista que predominou. Assim como o movimento de independência das colônias espanholas é tradicionalmente visto a partir dos interesses da elite, costuma-se compará-lo com o movimento que ocorreu no Brasil, destacando-se: A grande participação popular, porém sob liderança dos criollos O caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha A fragmentação territorial, processo caracterizado pela transformação de uma colônia em vários países livres Adoção do regime republicano - exceção feita ao México INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Processo de emancipação das colônias espanholas no continente americano durante as primeiras décadas do século XIX. Resulta das transformações nas relações entre metrópole e colônia e da difusão das idéias liberais trazidas pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA. Recebe influência também das mudanças na relação de poder na Europa em conseqüência das guerras napoleônicas. Durante o século XVIII, a Espanha reformula aspectos de seu pacto colonial. A suspensão do monopólio comercial da Casa de Contratação de Sevilha dá maior flexibilidade às relações comerciais entre metrópole e colônia. Mas, ao mesmo tempo, procura impedir o desenvolvimento das manufaturas coloniais e combate o contrabando inglês. Essas medidas contrariam os interesses da elite colonial, os criollos (descendentes de espanhóis nascidos na América), que lideram a maioria dos movimentos emancipacionistas. Eles são considerados inferiores pela elite e proibidos de ocupar cargos públicos, civis ou militares. As guerras travadas pelo Império Napoleônico alteram o equilíbrio de forças na Europa, que se reflete nos domínios coloniais. Em junho de 1808, Napoleão Bonaparte invade a Espanha, destrona o rei Carlos IV e seu respectivo 3

4 herdeiro, Fernando VII. Impõe aos espanhóis um rei francês, seu irmão, José Napoleão (José I). Na América, os cabildos (instituições municipais que são a base da administração colonial), sob comando dos criollos, declaram-se fiéis a Fernando VII e desligam-se do governo de José I. Passam a exigir ainda maior autonomia, liberdade comercial e igualdade com os espanhóis. Com a restauração da Monarquia após a derrota de Napoleão, a Espanha passa a reprimir os movimentos emancipacionistas. Diante dessa situação, a elite criolla decide-se pela ruptura com a metrópole. Conta com a aprovação da Inglaterra, que, interessada na liberação dos mercados latino-americanos para seus produtos industrializados, contribui militar, financeira e diplomaticamente com as jovens nações. O Paraguai proclama a independência em 1811 e a Argentina, em 1816, com o apoio das forças do general José de San Martín. No Uruguai, José Artigas lidera as lutas contra as tropas espanholas e obtém vitória em No entanto, a região é dominada em 1821 pelo rei dom João VI e anexada ao Brasil, sob o nome de Província Cisplatina, até 1828, quando consegue sua independência. San Martín organiza também no Chile a luta contra a Espanha e, com o auxílio do líder chileno Bernardo O''Higginsjump: BAHFF, liberta o país em Com isso, alcança o Peru e, com a ajuda da esquadra marítima chefiada pelo oficial inglês Lord Cockrane, torna-se independente do país em Enquanto isso, no norte da América do Sul, Simón Bolívar atua nas lutas pela libertação da Venezuela (1819), da Colômbia (1819), do Equador (1822) e da Bolívia (1825). Em 1822, os dois líderes, Bolívar e San Martín, reúnem-se na cidade de Guayaquil, no Equador, para discutir o futuro da América hispânica. Bolívar defende a unidade das ex-colônias e a formação de uma federação de repúblicas, e San Martín é partidário de governos formados por príncipes europeus. A tese de Bolívar volta a ser discutida no Congresso do Panamá, em 1826, mas é rejeitada. Em toda a América hispânica há participação popular nas lutas pela independência, mas a elite criolla se mantém hegemônica. No México, no entanto, a mobilização popular adquire contornos de revolução social: a massa da população, composta de índios e mestiços, rebela-se ao mesmo tempo contra a dominação espanhola e contra os criollos. Liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, os camponeses reivindicam o fim da escravidão, a divisão das terras e a abolição de tributos, mas são derrotados. Os criollos assumem a liderança do movimento pela independência, que se completa em 1821, quando o general Itúrbide se torna imperador do México. O movimento pela emancipação propaga-se pela América Central (que havia sido anexada por Itúrbide), resultando na formação da República Unida da América Central ( ), que mais tarde dá origem a Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e El Salvador. O Panamá obtém independência em 1821 e a República Dominicana, em Cuba permanece como a última possessão espanhola no continente até a Guerra Hispano-Americana. Ao contrário da América portuguesa, que mantém a unidade territorial após a independência, a América espanhola divide-se em várias nações, apesar de tentativas de promover a unidade, como a Grã-Colômbia, reunindo Venezuela e Colômbia, de 1821 a 1830, a República Unida da América Central e a Confederação Peru-Boliviana, entre 1835 e A fragmentação política da América hispânica pode ser explicada pelo próprio sistema colonial, uma vez que as diversas regiões do império espanhol eram isoladas entre si. Essa situação favorece também o surgimento de lideranças locais fortes, os caudilhos, dificultando a realização de um projeto de unidade colonial. COMÉRCIO LIVRE COM PAÍSES LIVRES No início do século XIX a América hispânica, inspirada nas idéias liberais do Iluminismo, travou sua guerra de independência vitoriosa contra colonialismo espanhol para, em seguida, fragmentar-se em um grande número de jovens repúblicas oprimidas por caudilhos militares, exploradas por oligarquias rurais e acorrentadas a uma nova dependência econômica imposta pelo capitalismo industrial inglês. A CRISE DO SISTEMA COLONIAL O fim do Antigo Regime nas últimas décadas do século XVIII foi conseqüência das transformações ideológicas, econômicas e políticas produzidas pelo Iluminismo, pela Revolução Industrial, pela independência dos Estados Unidos e pela Revolução Francesa. Estes acontecimentos, que se condicionaram e se influenciaram reciprocamente, desempenharam um papel decisivo no processo de independência da América espanhola. 4

5 As elites da América colonial encontraram na filosofia iluminista o embasamento ideológico para seus ideais autonomistas. A luta pela liberdade política encontrava sua justificativa no direito dos povos oprimidos à rebelião contra os governos tirânicos e á luta pela liberdade econômica na substituição do monopólio comercial pelo regime de livre concorrência. "A Revolução Industrial Inglesa: Viu-se a necessidade de substituir o monopólio comercial por livre concorrência". Indústrias Early séc. XIX Por esta época a Revolução Industrial inglesa inaugurava a era da indústria fabril e da produção mecanizada. A exportação das mercadorias inglesas exigia a abertura dos mercados americanos ao livre comércio e esbarrava nos entraves criados pelo pacto colonial. O monopólio comercial favorecia apenas as metrópoles que lucravam duplamente revendendo os produtos coloniais à Europa e as manufaturas inglesas às suas colônias. Esta política monopolista, entretanto, prejudicava tanto a burguesia inglesa quanto as elites coloniais, e, assim, o desenvolvimento do moderno capitalismo industrial acelerou a crise do antigo sistema colonial mercantilista. E a quebra do pacto colonial e sua substituição pelo livre comércio só poderia se fazer através da independência das colônias em relação às antigas metrópoles. "A independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa aceleraram o fim do sistema colonial lusoespanhol". Batalha de Boston 1770 As independências das treze colônias e as formações dos Estados Unidos, primeiro país soberano do Novo Mundo, tornaram-se o exemplo e a fonte de inspiração para os movimentos latinos - americanos que lutavam pela emancipação política e pela ruptura do pacto colonial. O regime republicano, baseado no pensamento iluminista, exerceu enorme fascínio sobre a aristocracia "criolla" da América Espanhola. O maior impacto veio, entretanto, da Revolução Francesa, cujas conseqüências se fizeram sentir tanto na Europa quanto na América. A ascensão de Napoleão Bonaparte, a imposição da supremacia francesa à Europa e o estabelecimento do Bloqueio Continental contra a Inglaterra desferiram um golpe de morte no decadente sistema colonial ibero-americano. A invasão de Portugal pelos franceses rompeu o pacto colonial luso-brasileiro e acelerou a independência do Brasil, ao mesmo tempo em que a ocupação da Espanha por Napoleão e a imposição de José Bonaparte como rei do país desencadearam as lutas de independência nas colônias da América espanhola. A CONJUNTURA HISPANO - AMERICANA No início do século XIX, quando ocorreu o choque entre a Revolução Industrial inglesa e a Revolução Francesa, o império colonial espanhol na América estava dividido, em termos administrativos, em quatro vice-reinados e quatro capitanias gerais. "A administração colonial: vice-reinados e capitanias gerais. Os entraves do monopólio comercial". Os vice-reinados existentes eram Nova Espanha ( México e parte do território atualmente pertencente aos Estados Unidos), Nova Granada ( Colômbia e Equador), Peru e Prata ( Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai). As capitanias gerais eram Cuba, Guatemala, Venezuela e Chile. Os cargos de vice-rei e capitão-geral eram exercidos por representantes da Coroa vindos diretamente da Espanha, como o eram igualmente todos os altos postos da administração colonial. Desta forma, o aparelho político-administrativo colonial era dominado e monopolizado por espanhóis natos. A economia colonial baseava-se na exportação de matérias-primas e, portanto, era dependente do mercado externo monopolizado pela metrópole através do pacto colonial. A mineração baseava-se na extração de ouro e prata e estava concentrada no México e na Bolívia. A agricultura tropical desenvolveu-se na América Central e nas Antilhas, com base no sistema de "plantation", ou seja, grandes propriedades monoculturas, trabalhadas por escravos. A pecuária concentrava-se principalmente no México e no vice-reinado do Prata. O comércio era praticado nas grandes cidades portuárias, como Buenos Aires, Valparaíso, Cartagena e Vera Cruz. 5

6 A Espanha exercia o monopólio comercial entre suas colônias e a Europa, o que afetava os interesses econômicos da elite colonial, obrigada a vender, a baixos preços, seus produtos à metrópole e dela comprar, a altos preços, as manufaturas importadas. O mesmo acontecia com os comerciantes e industriais ingleses, forçados a aceitar a intermediação da Espanha e impedidos de vender diretamente as suas mercadorias à América. O fim do monopólio comercial interessava, assim, tanto à elite colonial como à burguesia inglesa, à medida que ambas aumentariam seus lucros com a adoção do livre comércio. Esta convergência de interesses foi um fator decisivo para a vitória do movimento de independência hispano-americano. "A sociedade colonial: brancos, mestiços, índios e negros. Os conflitos entre a aristocracia criolla e os chapetones.". Por essa época a sociedade colonial era formada por uma população de dez milhões de habitantes, divididos em diversas classes sociais. Os brancos constituíam cerca de três milhões e trezentos mil e classificavam-se em chapetones e criollos. Os chapetones, perto de trezentos mil, eram os espanhóis natos que, monopolizando o poder político, dominavam os altos cargos da administração colonial. Os criollos, cerca de três milhões, eram descendentes de espanhóis nascidos na América e formavam a elite econômica e intelectual da colônia, à qual pertenciam os latifundiários, comerciantes, profissionais liberais e membros do baixo clero. A contradição entre a estrutura econômica, dominada elos criollos (partidários do livre comércio), e a estrutura política, controlada pelos chapetones (defensores do monopólio metropolitano), foi também um dos fatores importantes do processo de independência. Os mestiços, descendentes de espanhóis e índios, eram cerca de cinco milhões e dedicavam-se ao pequeno comércio e ao artesanato, enquanto os índios, mais de dez milhões, constituíam a mão-de-obra explorada na mineração e na agricultura. Os negros, perto de oitocentos mil, concentravam-se principalmente nas Antilhas e formavam a mão-deobra escrava utilizada nas plantations tropicais. Embora sendo esmagadora minoria, eram os criollos e os chapetones que dominavam e determinavam a condução das relações econômicas e políticas das colônias hispano-americanas e era a eles que interessava a ligação com a metrópole ou o rompimento de laços com ela. Assim, a guerra de independência caracterizou-se por ser uma luta entre os criollos, apoiados pela Inglaterra, e os chapetones, apoiados pela Espanha, pelo domínio do aparelho políticoadministrativo. A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA O processo de independência hispano-americana dividiu-se, grosso modo, em três fases principais: os movimentos precursores ( ), as rebeliões fracassadas ( ) e as rebeliões vitoriosas ( ). "Os movimentos precursores da guerra de independência: revoltas de Tupac Amaru e de Francisco Miranda". Os movimentos precursores, deflagrados prematuramente, foram severamente reprimidos pelas autoridades metropolitanas. Ainda que derrotados, contribuíram para enfraquecer a dominação colonial e amadurecer as condições para a guerra de independência travada posteriormente. A mais importante dessas insurreições iniciou-se no território peruano em 1780 e foi comandada por Tupac Amaru. Essa rebelião indígena mobilizou mais de sessenta mil índios e só foi totalmente esmagada pelos espanhóis em 1783, quando foram igualmente reprimidas outras revoltas no Chile e na Venezuela. Inspirado no exemplo dos Estados Unidos, o criollo venezuelano Francisco Miranda liderou, a partir desta época, vários levantes e se tornou o maior precursor da independência hispano-americana. Após os Estados Unidos, a segunda independência da América foi realizada pelos escravos trabalhadores das plantations que, em 1793, através de uma insurreição popular contra a elite branca libertaram o Haiti. "As rebeliões de independência fracassadas: a falta de apoio da Inglaterra e dos Estados Unidos". Em 1808, a ascensão de José Bonaparte ao trono da Espanha iria desencadear a guerra de independência na América espanhola, devido aos desdobramentos políticos daquela situação. Na Espanha, o povo pegou em armas contra a 6

7 dominação francesa; na América, os criollos pronunciaram-se pelo "lealismo" e se colocaram ao lado de Fernando VII, herdeiro legítimo de Coroa espanhola. Os criollos, entretanto, evoluíram rapidamente do "lealismo" para posições emancipacionistas e, em 1810, iniciaram a luta pela independência. O fracasso das rebeliões iniciadas em 1810, foi conseqüência, em grande parte, da falta de apoio da Inglaterra, que empenhada na luta contra a França napoleônica, não pôde fornecer ajuda aos movimentos de independência liderados pela aristocracia criolla. Os Estados Unidos, que possuíam acordos comerciais com a Junta de Sevillha, também não forneceram qualquer ajuda aos rebeldes hispano-americanos. Em 1816, os movimentos emancipacionistas, isolados internamente e sem apoio internacional, foram momentaneamente vencidos pelas tropas espanholas. "A vitória do movimento de independência: apoio da Inglaterra e dos Estados Unidos. A doutrina Monroe". Após a derrota de Napoleão e 1815, a Inglaterra, liberta da ameaça francesa, passou a apoiar efetivamente as rebeliões de independência na América, que se reiniciaram em 1817 e só terminariam em 1824 com a derrota dos espanhóis e a emancipação de suas colônias americanas. Naquele ano Simon Bolívar desencadeou a campanha militar que culminaria com a libertação da Venezuela, da Colômbia e do Equador e, mais ao sul, José de San Martín promovia a libertação da Argentina, do Chile e do Peru. Em 1822 os dois libertadores encontraram-se em Guayaquil, no Equador, onde San Martín entregou a Bolívar o comando supremo do exército de libertação. O processo de independência tornou-se irreversível quando, em 1823, os EUA proclamaram a Doutrina Monroe, opondo-se a qualquer tentativa de intervenção militar, imperialista ou colonizadora, da Santa Aliança, no continente americano. Em 1824, os últimos remanescentes do exército espanhol foram definitivamente derrotados pelo general Sucre, lugar-tenente de Bolivar, no interior do Peru, na Batalha de Ayacucho. Ao norte, a independência do México fora realizada em 1822 pelo general Iturbide, que se sagrou imperador sob o nome de Agustín I. Um ano de pois, foi obrigado a abdicar e, ao tentar retomar o poder, foi executado, adotando o país o regime republicano. Em 1825, após a guerra de independência, apenas as ilhas de Cuba e Porto Rico permaneceram sob o domínio espanhol. AS CONSEQÜÊNCIAS DA INDEPENDÊNCIA Em 1826, Bolivar convocou os representantes dos países recém-independentes para participarem da Conferência do Panamá, cujo objetivo era a criação de uma confederação pan-americana. O sonho boliviano de unidade política chocou-se, entretanto, com os interesses das oligarquias locais e com a oposição da Inglaterra e dos Estados Unidos, a quem não interessavam países unidos e fortes. Após o fracasso da Conferência do Panamá, a América Latina fragmentou-se politicamente em quase duas dezenas de pequenos Estados soberanos, governados pelas aristocracia criolla. Outros fatores que interferiram nessa grande divisão política foram o isolamento geográfico das diversas regiões, a compartimentação populacional, a divisão administrativa colonial e a ausência de integração econômica do continente. O pan-americanismo foi vencido pela política do "divida e domine". "À emancipação e divisão política latino-americana segue-se nova dependência em reação à Inglaterra". Assim, entre as principais conseqüências do processo de emancipação da América espanhola merecem destaque: a conquista da independência política, a conseqüente divisão política e a persistência da dependência econômica dos novos Estados. O processo de independência propiciou sobretudo a emancipação política, ou seja, uma separação da metrópole através da quebra do pacto colonial. A independência política não foi acompanhada de uma revolução social ou econômica: as velhas estruturas herdadas do passado colonial sobreviveram à guerra de independência e foram conservadas intactas pelos novos Estados soberanos. Assim, a divisão política e a manutenção das estruturas coloniais contribuíram para perpetuar a secular dependência econômica latino-americana, agora não mais em relação à Espanha, mas em relação ao capitalismo industrial inglês. As jovens repúblicas latino-americanas, divididas e enfraquecidas, assumiram novamente o duplo papel de fontes fornecedoras de matérias-primas essenciais agora à expansão do industrialismo e de mercados consumidores para as manufaturas produzidas pelo capitalismo inglês. 7

8 PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A visão mercantilista privilegiando o comércio externo em detrimento do comércio interno é contestada por Smith: a riqueza de uma nação nada mais era do que um conjunto de provisões e capacidades produtivas necessárias à satisfação das necessidades humanas. Os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho podem ser atribuídos aos seguintes fatores: a) maior destreza do trabalhador na realização de suas tarefas; b) redução dos tempos mortos; c) maior possibilidade de invenção de máquinas e mecanismos facilitadores do trabalho. Indivíduos são direcionados a se especializarem em um único tipo de trabalho de forma a aumentar seu excedente e com isso obter cada vez mais dos produtos que sejam necessários. Através de recursos financeiros as pessoas poupam parte dos frutos do trabalho e os transformam em capital de forma a comprar o trabalho de outras pessoas. Logo, essas pessoas, agora capitalistas e movidas egoisticamente por interesses próprios, aceleram a divisão/mecanização do trabalho e ampliam seus lucros. A dinâmica de acumulação de capital se caracteriza pelo fato de que quanto maior o volume de capital, maior a capacidade de divisão e mecanização do trabalho, gerando maiores lucros, maior capital e assim sucessivamente. A única limitação para a divisão do trabalho seria a dimensão do mercado. É interessante observar a questão salarial, onde...o aumento dos salários tende a aumentar as forças produtivas do trabalho e fazer com que uma quantidade menor de mão-de-obra produza uma quantidade maior de produto. Haverá muitas mercadorias que podem ser produzidas por um número tão reduzido de trabalhadores, que o aumento do preço deles é mais do que compensado pela diminuição de sua quantidade. A MECANIZAÇÃO A VAPOR A primeira revolução industrial se caracterizou pelo avanço da mecanização, ainda que a divisão de trabalho tenha um papel de suma importância. Significa dizer que não se trata de dividir o trabalho até a mecanização, mas sim de substituir métodos artesanais por mecanizados, concomitantemente ao desenvolvimento dos mesmos: a divisão do trabalho passa a ser determinada pela própria mecanização. Com a mecanização a vapor, os empresários intensificavam seus ganhos de produtividade em relação a produção artesanal, que era possível negligenciar a organização do trabalho. O avanço da mecanização se baseia no avanço tecnológico - mecânica e materiais - e nas possibilidades econômicas de sua realização, que decorrem dos avanços científicos e da dinâmica competitiva entre empresas. Na primeira revolução industrial os avanços, em sua maioria, originaram-se de descobertas e melhoramentos empíricos desenvolvidos por mecânicos, muitos deles empresários, com o objetivo de solucionar problemas específicos, além de buscar vantagens competitivas exclusivas:... a evolução da tecnologia ocorre interativamente com a dinâmica competitiva das empresas, determinando a evolução da mecanização e da própria economia. Ampliar a vantagem competitiva na primeira revolução industrial significava ampliar a produtividade dos recursos empregados. Mas com salários baixos não havia possibilidade de inovações de produto em termos de consumo popular e, por outro lado, as escalas mínimas da mecânica não facilitavam muito as coisas. Em face do exposto, ampliar a competitividade significava elevar a produtividade da energia, do trabalho e do capital de forma a reduzir o custo de produção. Assim sendo, a busca de ganhos de produtividade gera sistemas produtivos cada vez mais especializados, maiores e mais onerosos. Em termos schumpeterianos, a busca do lucro gerava um tamanho de fábrica cada vez maior e como o crescimento de escalas indivisíveis estava interligado ao desenvolvimento de equipamentos maiores e mais delicados, os novos tamanhos mínimos eram também mais estanques. Logo, com o avanço da mecanização, a busca por ganhos de produtividade nas empresas torna-se um processo discreto, associado à realização de grandes e crescentes blocos de investimentos, inviabilizando expressivos ganhos de produtividade via ampliação ou transformação gradativa das capacidades existentes. Enquanto a industria têxtil e a metalurgia caminham nesse sentido, outras industrias pararam no tempo, se expandindo apenas em função da demanda. Com a escassez e o encarecimento da mão-de-obra, essas industrias, e a própria agricultura, são levadas a ampliar a produtividade via mecanização crescente. Caso isso não ocorra, a dinâmica do crescimento levará a crescentes importações. Com a natural elevação da competitividade internacional - oriunda da necessidade de fábricas com capacidades produtivas superiores à demanda local -, e objetivando a maximização do lucro, o empresário passa a exportar como forma de minimizar possível capacidade ociosa. Cabe salientar que toda essa dinâmica de desenvolvimento se esgotou por volta de 1850 decorrente da ocupação plena do potencial de consumo do sistema, criando o cenário para a segunda revolução industrial, que engendrará um novo ciclo de desenvolvimento econômico. 8

9 Durante o período do Renascimento (sécs. XV e XVI) a Europa vivênciou vários desenvolvimentos no campo científico. Copérnico, propôs a teoria heliocêntrica. Kepler mostrou que os astros se movimentam em elipse no espaço. Leonardo da Vinci estabeleceu vários projetos que só se tornaram possível mais tarde com o desenvolvimento tecnológico. Newton trouxe a teoria da gravitação universal e Galileu, com suas observações do espaço celeste ratificou a tese heliocêntrica de Copérnico. O desenvolvimento verificado nesse período foi fundamental para sepultar antigas crenças místicas apregoadas pela Igreja Católica que impediam o livre impulso para o desenvolvimento tecnológico. O ambiente verificado na Europa, nesse momento, prepara o campo para a chegada de inúmeras novas tecnologias que freqüentemente são chamadas de Revolução Industrial no século XVIII. É necessário dizer que todo o desenvolvimento técnico sempre esteve relacionado com outros aspectos da história humana. No mesmo momento em que acontecia a Revolução Industrial, as transformações políticas e econômicas na Europa se davam igualmente de maneira muito rápida. Novas ideologias revolucionárias presentes na Declaração de Independência dos EUA (1776) e na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) tiveram enorme influência na mentalidade dos homens da época. Era o liberalismo político e econômico apresentando-se tal como definiu o conjunto das idéias iluministas. Durante o século XIX outros acontecimentos na Europa e nos EUA vão significar um rápido progresso e crescimento industrial. A vitória do Norte (industrializado) sobre o Sul (agrícola) na Guerra de Secessão ( ), nos EUA; a unificação italiana (1870), a unificação alemã (1870) e Era Meiji no Japão, contribuíram para generalizar a Revolução Industrial, que anteriormente se restringia basicamente à Inglaterra e França. INGLATERRA Durante a segunda metade do século XVIII, na Inglaterra uma série de transformações no processo de produção de mercadorias, deram origem ao que se convencionou chamar por 1ª Revolução Industrial. Antes desse processo eram as oficinas artesanais que produziam grande parte das mercadorias consumidas na Europa. Nestas oficinas, também chamadas de manufaturas, o artesão controlava todo o processo de produção. Era ele quem estabelecia, por exemplo, sua jornada de trabalho. Também não existia uma profunda divisão do trabalho (cada um fazendo uma parte do produto). Freqüentemente nas oficinas um grupo de dois ou três artesãos se dedicava à produção de uma mercadoria de seu princípio ao seu fim, ou seja fazia a mercadoria como na sua totalidade, sem divisão do trabalho. Com a Revolução Industrial isso se alterou, o artesão perdeu sua autonomia. Com a chegada de nova tecnologia e novas máquinas apareceram as fábricas nas quais todas as modernas máquinas tornaram-se propriedade de um capitalista (burguês). A produção fabril concorrendo com a artesanal levou esta à ruína. Os antigos artesãos então tiveram que se tornarem trabalhadores assalariados, estando a partir daí sob o controle do capitalista. Merece destaque como causas gerais da Revolução Industrial do século XVIII, a chamada Revolução Comercial e a Acumulação Primitiva de Capital. É importante explicar o que foram estas causas. Damos o nome de Revolução Comercial ao processo que se iniciou com as Grandes Navegações no século XV indo até o início da industrialização no século XVIII. Nesse período a Europa se constituiu no continente mais rico do planeta. Isso foi possível graças a vários acontecimentos como: a descoberta pelos portugueses de um novo caminho para os ricos entrepostos de comércio localizados nas Índias e o contato com novos continentes como a América. Isso possibilitou aos europeus se apossarem de produtos tropicais, metais preciosos, escravos que eram comercializados com altas taxas de lucratividade. Formou-se então um grande mercado mundial, espalhado por todo o planeta, que serviu para concentrar riquezas nos países europeus, processo que tem o nome de Acumulação Primitiva de Capital que proporcionou recursos para o surgimento da Revolução Industrial. Outro aspecto importante para que se entenda a Revolução Industrial é o triunfo da idéias iluministas (Enciclopedismo): o século XVIII é considerado o "século das luzes". Nesse período as idéias políticas, econômicas e sociais da chamada Idade Moderna (sécs. XVI - XVIII) passaram a ser questionadas possibilitando uma verdadeira revolução intelectual que se espalhou pelo mundo repercutindo até os dias atuais. A base dessa nova maneira de encarar o mundo, segundo os próprios iluministas, estava na razão. Abandonava-se dessa maneira qualquer possibilidade de Deus interferir nos destinos humanos. Na política, os iluministas fizeram a crítica ao absolutismo propunham um modelo de sociedade em que o Estado respeitasse os interesses dos cidadãos. Na economia, o inglês Adam Smith, propõe o liberalismo, fórmula segundo a qual, o Estado não deve intervir na economia. No livro A Riqueza das Nações, ele diz que a economia funciona por si mesma segundo a Lei da Oferta e da Procura. Criticava o monopólio comercial e o sistema colonial característicos do mercantilismo. Em termos sociais, os iluministas são contrários à sociedade estamental. Segundo eles, todos os homens nascem iguais, livres, estes homens podem através de seu trabalho prosperar economicamente. A liberdade, a propriedade privada e a resistência contra governos tirânicos são outros princípios defendidos pelos iluministas. Mas que razões possibilitaram que a Revolução Industrial se iniciasse na Inglaterra? 9

10 Podemos apresentar algumas razões fundamentais: 1) a supremacia naval inglesa: desde o ano de 1651, quando Oliver Cromwell decretou os Atos de Navegação e Comércio, que asseguraram exclusividade aos navios ingleses para o transporte de mercadorias para o seu país, que a Inglaterra passou a controlar o comércio mundial de larga escala. Isso permitiu a organização de um vasto império colonial que, ao mesmo tempo, será seu mercado consumidor de produtos manufaturados e fornecedor de matérias primas. 2) a disponibilidade de mão-de-obra: o estabelecimento do absolutismo na Inglaterra no século XVI levou a burguesia em aliança com a nobreza a promover um processo de expulsão dos camponeses de suas terras. Estas terras foram cercadas e transformadas em áreas de pastagens para ovelhas que ofereciam a matéria-prima básica para o tecido: lã. Houve, portanto, um intenso êxodo rural, que tornou as grandes cidades um lugar onde se encontrava uma grande disponibilidade de mão-de-obra. Dessa maneira, os salários sofreram um rebaixamento, fato que contribuiu para a elevação da produtividade na indústria. 3) a disponibilidade de matérias-primas: a Inglaterra não tinha dificuldades de acesso às matérias-primas básicas para seu desenvolvimento industrial. Era rica em minério de carvão, lã, algodão (obtido nos EUA) etc. 4) a Monarquia Parlamentar: a Revolução Gloriosa de 1688/89 estabeleceu na Inglaterra a Declaração dos Direitos (Bill of Rights) que permitiu a supremacia do parlamento sobre a monarquia, surgindo, portanto, o parlamentarismo. Isso significou o fim do absolutismo que permitiu à burguesia uma maior participação nas decisões do governo e na vida política do país. Dessa maneira, a economia do país passou a se organizar de maneira a atender aos anseios da burguesia. A Máquina a Vapor Até a invenção da máquina a vapor praticamente só se dispunha de duas máquinas como fonte de energia na Europa: a roda hidráulica e o moinho de vento, que quando muito ofereciam 10 cavalos de energia. A maior roda hidráulica de toda a Europa foi construída para servir às necessidades do Palácio de Versalhes na França, em 1682, durante o reinado de Luís XIV, funcionando bem chegava a produzir 75 cavalos de energia. Não foi fácil chegar à máquina a vapor. Até o século XVIII não havia uma idéia clara sobre os gases, que freqüentemente eram considerados substâncias misteriosas. Dênis Papin, físico francês, expôs em 1690, uma idéia que se constituiu no ponto de partida para aqueles que inventaram a máquina a vapor. Dizia ele: "já que a água goza da propriedade de que uma pequena quantidade dela transformada em vapor por meio do calor tem uma força elástica similar a do ar, e de que por meio do frio se transforma de novo em água, de maneira que não sobra nem rastro daquela força elástica, cheguei à conclusão de que é possível construir máquinas que no seu interior, por meio de um calor não muito intenso, se pode produzir um vazio perfeito, que de maneira nenhuma poderia se conseguido através da pólvora". As idéias de Papin foram aperfeiçoadas e testadas por Thomas Newcomen e por James Watt. Em 1712 ficou pronto o primeiro motor de Newcomen, o princípio desse motor era bem simples. Máquina hidráulica que precedeu à de vapor Baseava-se no mesmo fenômeno verificado por Papin: o de que, ao passar do estado gasoso para o líquido, a água tem seu volume diminuído. Entretanto, o motor de Newcomen era lento, desenvolvia apenas 5 HP, mas se constituía no mais eficiente meio para bombear água naquele momento.em meados do século XVIII, os motores Newcomen já estavam bem aperfeiçoados; os engenheiros da época tentaram adaptá-los para impulsionar outras máquinas. Em 1780, James Watt, utilizando um sistema de engrenagens planetárias, construiu um novo motor que adaptava um condensador especial, separado do pistão, para resfriar o vapor, dando grande eficiência ao motor que chegou a produzir mais de 1000 HPs. A Indústria Têxtil O desenvolvimento da máquina a vapor deu um grande impulso na indústria têxtil que tem sido considerada um exemplo clássico de desenvolvimento fabril na Revolução Industrial. Por milhares de anos, os povos usaram de um mesmo método para fiar a lã em estado natural. Realizada a tosquia do carneiro, as fibras de lã eram lavadas e enroladas em cordões, secadas eram amarradas a fusos pesados. A fiação era feita uma a uma, manualmente. Em 1755, John Kay, inventou a lançadeira volante, que trabalhando com mais fios, possibilitou aumentar a largura dos tecidos e a velocidade da fabricação. Em 1764, James Hargreaves, inventou a maquina de fiar que consistia em uma quantidade de fusos dispostos verticalmente e movidos por uma roda, além de uma gancho que segurava diversos novelos. Máquina de fiar de Hargreaves Em 1769, Richard Arkwright, desenvolveu uma máquina que se associava à máquina a vapor. Essas máquinas passaram a ter uma importância crescente com a substituição da lã pelo algodão. Este era fiado com mais facilidade, e por sua abundância nas plantações do Sul dos EUA permitiu grande desenvolvimento da indústria têxtil. A Metalurgia 10

11 O uso do minério de ferro na confecção de instrumentos e artefatos para auxiliarem o dia-a-dia do homem data da préhistória. Fazendo fogueiras o homem percebeu que algumas pedras se derretiam com o calor e passou a moldá-las. Desde esse momento, vários povos se utilizam da metalurgia. Entretanto, foi durante a Revolução Industrial que novos métodos de utilização do minério de ferro generalizaram essa matéria prima. Entretanto, os ingleses já dispunham de altos fornos para trabalhar o ferro desde o século XV. Trabalho em metalurgia A abundância de carvão mineral na Inglaterra possibilitou a este país, substituir as máquinas confeccionadas em madeira por ferro. No processo da chamada Segunda Revolução Industrial, Henry Bessemer, estabeleceu um método inovador de transformação do ferro em aço. Por sua resistência e por seu baixo custo de produção, o aço logo suplantou o ferro, transformando-se no metal básico de confecção de instrumentos e utilitários. SÉCULO XIX: AVANÇO TECNOLÓGICO E CRÍTICAS SOCIAIS Difícil, após a explosão das fábricas inglesas do século XVIII, impedir o crescente avanço tecnológico do Mundo Ocidental. Ao lado das ciências e, às vezes, à frente dela, a técnica sofreu inúmeras mudanças no século XIX. Ao lado das mudanças técnicas, e isto você já tem condições de analisar, aconteceram mudanças sociais que, nem sempre, são positivas. As condições de trabalho dos operários industriais, e de tantos outros setores econômicos que emergiram, eram precaríssimas. Este fato teve grande repercussão entre aqueles - os intelectuais - que procuraram entender as mudanças que estavam acontecendo. Reivindicação operária: 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e horas de sono Daí também surgindo vários movimentos de contestação ao sistema industrial que avançava. Lembre-se dos quebradores de máquinas. OS GRANDES AVANÇOS TECNOLÓGICOS Na primeira metade do século os sistemas de transporte e de comunicação desencadearam as primeiras inovações com os primeiros barcos à vapor (Robert Fulton/1807) e locomotiva (Stephenson/1814), revestimentos de pedras nas estradas McAdam/1819), telégrafos (Morse/1836). As primeiras iniciativas no campo da eletricidade como a descoberta da lei da corrente elétrica (Ohm/1827) e do eletromagnetismo (Faraday/1831). Dá para imaginar a quantidade de mudanças que estes setores promoveram ou mesmo promoveriam num futuro próximo. As distâncias entre as pessoas, entre os países, entre os mercados se encurtariam. Os contatos mais regulares e freqüentes permitiriam uma maior aproximação de mundos tão distintos como o europeu e o asiático. No setor têxtil a concorrência entre ingleses e franceses permitiu o aperfeiçoamento de teares (Jacquard e Heilmann). O aço tornou-se uma das mais valorizadas matérias-primas. Em 1856 os fornos de Siemens-Martin, o processo Bessemer de transformação de ferro em aço. A indústria bélica sofreu significativo avanço ( como os Krupp na Alemanha) acompanhando a própria tecnologia metalúrgica. A explosão tecnológica conheceu um ritmo ainda mais frenético com a energia elétrica e os motores a combustão interna. A energia elétrica aplicada aos motores, a partir do desenvolvimento do dínamo, deu um novo impulso industrial. Movimentar máquinas, iluminar ruas e residências, impulsionar bondes. Os meios de transporte se sofisticam com navios mais velozes. Hidrelétricas aumentavam, o telefone dava novos contornos à comunicação (Bell/1876), o rádio (Curie e Sklodowska/1898), o telégrafo sem fio (Marconi/1895), o primeiro cinematógrafo (irmãos Lumière/1894) eram sinais evidentes da nova era industrial consolidada. E, não podemos deixar de lado, a invenção do automóvel movido à gasolina (Daimler e Benz/1885) que geraria tantas mudanças no modo de vida das grandes cidades. modelo produzido em Em baixo um moderno Lamborguine O motor à diesel (Diesel/1897) e os dirigíveis aéreos revolucionavam os limites da imaginação criativa e a tecnologia avançava a passos largos. A indústria química também tornou-se um importante setor de ponta no campo fabril. A obtenção de matérias primas sintéticas a partir dos subprodutos do carvão - nitrogênio e fosfatos. Corantes, fertilizantes, plásticos, explosivos, etc. Entrava-se no século XX com a visão de universo totalmente transformado pelas possibilidades que se apresentavam pelo avanço tecnológico. AS GRANDES MUDANÇAS SOCIAIS A análise de tantos feitos tecnológicos não poderia ficar carente das mudanças sociais ocorridas neste mesmo período. As empresas industriais perderam totalmente suas feições caseiras adquirindo uma nova forma. Grandes conglomerados econômicos, a crescente participação do setor financeiro na produção industrial - trustes, cartéis, holdings. 11

12 Ao lado de uma intensificação da exploração do trabalho operário, da urbanização desenfreada e sem planejamentos, das epidemias provocadas pelo acúmulo de populações nos grandes centros sem infra-estrutura, cresciam as fábricas cada vez mais poderosas e determinantes de um processo irreversível. As nações, por sua vez, buscavam garantir melhores mercados fornecedores de matérias-primas, impulsionando o colonialismo afro-asiático que deixa marcas profundas até os dias de hoje. Ou seja, não é um mero processo de avanço. O avanço tecnológico sempre foi acompanhado, desde o paleolítico de intensas mudanças sociais. Nem sempre positivas. PROCESSOS POLÍTICOS E SOCIAIS NA EUROPA NO SÉCULO XIX Durante o século XIX, a sociedade européia conheceu um forte processo de organização política, o que deu maior consistência às lutas sociais. Nesse período, a burguesia se tornou classe social hegemônica, alcançando o poder em diversos países, fato que permitiu a expansão do capitalismo. As Revoluções Liberais que ocorreram no continente tiveram repercussão também no Japão e na América, em particular nos Estados Unidos. Em 1830, diversas revoluções varreram o continente europeu e foram responsáveis pela eliminação definitiva do Antigo Regime na França e pela independência da Bélgica. Os dois países tornaram-se monarquias constitucionais, em que a alta burguesia adquiriu papel preponderante no Estado, e deram início ao processo de industrialização. Em outros países os movimentos sociais que pretenderam a independência ou unificação foram abortados pela repressão. Em 1848, novas revoluções ocorreram. Em seu conjunto foram denominadas Primavera dos Povos, pois contaram com grande participação das camadas populares, em parte influenciadas pela idéias socialistas. No entanto a ideologia predominante e que comandou os movimentos do período foi o liberalismo. O liberalismo produziu transformações significativas na França, com proclamação da Segunda república e a formação de um governo de coalizão com a participação de socialistas. Percebemos nesse período, a luta de outros povos na Europa: os poloneses e os húngaros buscavam a independência frente aos impérios russo e austríaco, respectivamente; alemães e italianos lutavam pela unificação; os alemães principalmente de forma institucional, liderados pela elite da Prússia, enquanto os italianos, a partir de seus movimentos secretos nacionalistas. Na Inglaterra, a classe operária organizou o movimento cartista, que lutou por direitos políticos e trabalhistas. Se o operariado passou a se organizar e a participar efetivamente da luta por direitos e diretamente pelo poder, foi a burguesia quem efetivamente passou a controlar o Estado e impôs sua hegemonia. O CARTISMO COMO PRIMEIRO MOVIMENTO OPERÁRIO Na Inglaterra, país mais industrializado do século XIX, com o maior número de operários da Europa, foi onde se esboçaram as primeiras reações da classe trabalhadora. Nas primeiras décadas da Revolução Industrial, a sociedade inglesa se modificou. O norte e o oeste do país converteram-se em pontos de concentração demográfica e as condições de vida dos operários eram as mais terríveis: as habitações eram precárias, chegando a abrigar de 15 a 20 pessoas por quarto, expostas à sujeira e à umidade. Nas fábricas, o trabalho era freqüentemente feito por mulheres e crianças. A mecanização aumentava a produtividade e os lucros, mas fazia crescer o desemprego. Assim, os monstros de ferro (máquinas) geravam riqueza e indigência. Ned Ludd, em Nottingham, desesperado, destruiu uma oficina têxtil. Logo, teve seguidores, que, entre 1811 e 1812, destruíam máquinas, aterrorizando a burguesia: eram os ludistas. Apesar da lei que punia com a morte os atentados contra máquinas e oficinas, os ludistas continuaram insurgindo-se contra as indústrias. O fim da guerra com Napoleão deixou a Inglaterra em crise econômica e financeira que teve imediatos efeitos sobre a população. O aumento dos preços e dos impostos fez com que a população reivindicasse a diminuição dos impostos e reforma no Parlamento. Uma grande manifestação em Manchester. no ano de 1819, foi reprimida violentamente pelas tropas do exército britânico. Esse episódio ficou conhecido como o Massacre de Weterloo. em referência à batalha de Waterloo, contra Napoleão. A primeira luta de caráter mais diretamente político empreendida pelos operários ingleses foi pela conquista do sufrágio universal e contou com o apoio de parte da burguesia, aquela que não tinha representantes na Câmara dos Comuns. Em sob pressão, o Parlamento apoiou a reforma que suprimia as cidades mortas (pequenas cidades controladas pela nobreza), abaixava o censo eleitoral e aumentava o número de deputados. Essa reforma parlamentar satisfez a burguesia, mas não trouxe benefícios aos trabalhadores. 12

13 Em 1836, alguns operários agruparam-se, formando a Associação dos Operários. que continuava a luta pelo sufrágio universal. Em 1 837, a associação redigiu a Carta ao Povo (daí o nome cartista, de carta), contendo seis pontos de reivindicação: sufrágio universal, igualdade dos distritos eleitorais, supressão do censo, eleições anuais, voto secreto, pagamento aos deputados do Parlamento. O movimento cartista era dividido em duas correntes: a da força moral, que pregava a luta por meios pacíficos; e a da força física, que propunha a preparação de uma insurreição armada. Apesar dessa divisão, os cartistas fizeram conquistas consideráveis para a classe operária, como: 1º lei de proteção ao trabalho infantil (1833), lei de imprensa (1836), reforma do Código Penal (1837), regulamentação do trabalho feminino e infantil (1842), lei de supressão dos direitos sobre os cereais e lei permitindo as associações políticas (1846), lei da jornada de trabalho de 1 0 horas (1847). Em 1 842, auge do movimento, foi feita uma petição que exigia o sufrágio universal e a resolução de problemas econômicos. Apesar dos 3 milhões de assinaturas que a acompanhavam, a petição foi recusada pelo Parlamento. Em 1848, organizou-se nova manifestação de apoio à petição, com 5 milhões de assinaturas. Londres foi ocupada pelo exército, que impediu a manifestação. A partir dai o movimento cartista entrou em decadência. O cartismo legou ao proletariado inglês um vasto sistema de cooperativas, fortes sindicatos e um vigoroso espírito internacionalista. Mais tarde, sofreu influências do socialismo de Marx e Engels. O SOCIALISMO As condições miseráveis de vida dos operários, geradas pela recente industrialização, levaram alguns pensadores a buscar soluções para tais problemas. Nascia, dessa forma, o pensamento socialista, que fundamentou o movimento operário no século XIX. O pensamento socialista viu-se dividido em duas importantes correntes. Primeiro, surgiu a corrente dos socialistas utópicos; depois, a dos socialistas científicos. A primeira corrente desapareceu, dando lugar à corrente do socialismo científico, desenvolvido por Marx e Engels. O SOCIALISMO UTÓPICO Os socialistas utópicos eram assim chamados por idealizar a nova sociedade sem, no entanto, oferecer propostas concretas, historicamente viáveis, para as mudanças necessárias. Concebiam um novo mundo, equilibrado e justo, a ser criado pela bondade dos grupos privilegiados ou pelo Estado. Quatro socialistas utópicos se destacaram por sua importância teórica e projetos, que, mesmo fracassados, marcaram a segunda metade do século XIX: Saint-Simon ( ) considerava ser a produção de riqueza a missão principal da sociedade. Charles Fourier ( ) crítico social, foi um dos maiores satíricos do século. Em Teoria dos Quatro Movimentos e dos Destinos Gerais, dividiu a história da sociedade em quatro fases: selvageria, barbárie. patriarcado e civilização. Para ele, os instintos e paixões humanas deveriam expandir-se livremente. Fourier foi o primeiro a proclamar que o grau de emancipação da mulher na sociedade é a medida de sua emancipação geral. Robert Owen ( ) foi um brilhante empresário inglês. Em New Lanark (Escócia), dirigiu uma fábrica têxtil e transformou a cidade numa colônia-modelo, onde não havia embriaguez, policia, juizes, asilos etc.; sua empresa atingiu lucros enormes, e ele explicava isso pelo aumento da produtividade na indústria. Fundou colônias onde as fábricas pertenciam aos operários; lutou para limitar o trabalho feminino e infantil. P.J. Proudhon ( ) foi um dos precursores do pensamento anarquista e propunha a criação de um banco popular, com crédito barato e troca de produtos sem visar ao lucro. Denominava seu projeto de anarquista-mutualista. Os utópicos tomavam o socialismo como a expressão da verdade absoluta, bastando revelá-lo para que conquistasse o mundo: não possuíam uma base científica de conhecimentos, situados no terreno da realidade concreta. O SOCIALISMO CIENTÍFICO Karl Marx ( ) e Friedrich Engels ( ) desenvolveram as idéias básicas do socialismo científico, cujo conjunto recebeu o nome de marxismo. 13

14 A produção teórica dos socialistas utópicos trazia uma critica radical à sociedade capitalista. aliada à crença de que uma sociedade melhor deveria nascer da boa vontade dos ricos, que, convencidos da imoralidade da pobreza, educariam toda a sociedade. Marx e Engels eram socialistas e também estavam interessados em superar os obstáculos que a sociedade capitalista colocava ao livre desenvolvimento das potencialidades humanas. Entretanto, não buscavam inventar um novo modelo de sociedade, mas, sim, encontrar, dentro da sociedade capitalista, as forças sociais capazes de promover essas mudanças. Para tanto, empenharam-se no estudo da sociedade capitalista e das leis que a regiam. Estas leis mostrariam as forças que impulsionavam o desenvolvimento desse tipo de sociedade e as que a conduziriam a uma transformação revolucionária. Depois de verificar que o regime econômico era a base de toda a organização social. Marx e Engels se voltaram para o estudo do regime econômico da sociedade moderna. A obra principal de Marx, O Capital, foi dedicada a esse estudo. Aprofundando as investigações feitas pela economia clássica inglesa e a teoria do valor/trabalho, Marx mostrou que o valor de qualquer mercadoria era determinado pelo trabalho socialmente necessário para sua produção. Na produção capitalista, o operário vende sua força de trabalho ao dono dos meios de produção. O salário que ele recebe em troca de sua força de trabalho representa um valor menor que o produzido durante a jornada. A diferença entre o valor produzido pelo operário, que pertence ao capitalista. e o valor que recebe como salário. Marx chamou de mais-valia. A mais-valia é o objetivo principal de toda a produção capitalista e explica a concentração das riquezas produzidas na sociedade nas mãos da classe capitalista. Baseados na história da França na virada do século XIX, Marx e Engels formularam a teoria da luta de classes: as mudanças fundamentais ocorridas na história da humanidade decorreram da luta entre os interesses contraditórios das classes sociais, forjadas na divisão do trabalho e no grau de desenvolvimento das forças produtivas. Na sociedade capitalista, a luta se estabelece entre a burguesia e o proletariado. O marxismo teve profunda influência no mundo atual. A partir dele, criou-se a Associação Internacional dos Trabalhadores (1864, a I Internacional) e formaram-se, no mundo inteiro, partidos políticos e organizações operárias. Em 1917 a Rússia transformou-se no primeiro Estado socialista. O ANARQUISMO Os fundamentos teóricos do anarquismo foram desenvolvidos por dois pensadores russos: Bakunin e Kropotkin. Para eles, o Estado é a origem de todos os males, inclusive do capitalismo. Por isso, pregavam a eliminação do Estado e da propriedade privada como única forma de viabilizar a sociedade anarquista, organizada em comunidades voltadas para o auto-abastecimento e a troca sem fins lucrativos. Em 1872, durante o Congresso Internacional dos Trabalhadores, socialistas e anarquistas divergiram quanto às formas de condução da luta operária. Em função dessa divergência, houve uma cisão entre anarquistas e marxistas. CONCLUSÃO Enquanto a burguesia consolidava sua posição no poder político, as condições de vida dos trabalhadores urbanos se deterioravam e estes não acompanhavam as vantagens que o progresso técnico trazia para os potentados do capital. Mas a luta dos operários conseguiu significativas vitórias: na Inglaterra. a formação dos sindicatos foi bastante importante para Lis conquistas do proletariado. Entretanto, as melhorias obtidas com o movimento cartista levaram a liderança do movimento a posições reformistas, que não buscavam mudanças radicais na sociedade, conformando-se com as concessões de caráter econômico-social. Nesse quadro, nasceram as primeiras propostas do pensamento do movimento operário. chamado socialismo, que pregava uma mudança estrutural na organização da sociedade, partindo de uma ação revolucionária das classes produtoras dos bens sociais. Nas revoluções de 1 848, as teorias do socialismo foram, de certa forma, postas em prática. O marxismo, o socialismo utópico e o anarquismo forneceram o pensamento para os revolucionários de 1848 e

15 EXERCÍCIOS: 1) Defina o que foi o Golpe do 18 Brumário. 2) O que foi o Tratado de Ultrech e quais suas conseqüências? 3) Quais as principais mudanças adotadas pela Espanha após o Tratado de Utrech? 4) Como estava dividida a elite colonial? 5) Do que resulta a independência da América espanhola? 6) Quais acontecimentos, que se condicionaram e se influenciaram reciprocamente e desempenharam um papel decisivo no processo de independência da América espanhola? 7) Como estava dividida a elite colonial? 8) O que se convencionou chamar de Primeira Revolução Industrial? 9) Quais razões possibilitaram que a Revolução Industrial se iniciasse na Inglaterra? 10) Na política, os iluministas fizeram a crítica ao absolutismo, propunham um modelo de sociedade em que o Estado respeitasse os interesses dos cidadãos. Na economia, o inglês Adam Smith, propõe o liberalismo. Em que consiste o liberalismo econômico? 11) No livro Riquezas das Nações de Adam Smith como é idealizada a economia. 12) Faça um pequeno relato abordando as vantagens e desvantagens da Revolução Industrial. 13) Como nasce o socialismo? 14) O que você entende sobre sindicalismo? 15) Diferencie socialismo utópico do socialismo científico. 16) O que Karl Marx chamou de mais- valia? 17) Entre quem se estabelece a luta de classes na sociedade capitalista? 18) O Marxismo teve profunda influência no mundo atual. Cite algumas. 19) Quais os fundamentos teóricos do anarquismo? 20) Por que houve uma cisão entre anarquistas e marxistas? 15

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