FOCO NA MARCA. Origens históricas do branding

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FOCO NA MARCA. Origens históricas do branding"

Transcrição

1 FOCO NA MARCA Origens históricas do branding O branding existe, de uma forma ou de outra, há séculos. 1 A motivação original do ato de marcar era possibilitar que artesãos e outros identifi cassem os frutos de seu trabalho de modo que os clientes pudessem reconhecê-los facilmente. A utilização de marcas, ou pelo menos de marcas comerciais, remonta à cerâmica antiga e às marcas dos pedreiros aplicadas a bens fabricados à mão para identificar sua fonte. Utensílios de cerâmica e lâmpadas de argila às vezes eram vendidos longe das ofi cinas onde eram fabricados, e os compradores procuravam os selos de oleiros confiáveis como guia de qualidade. Foram encontradas marcas em porcelana chinesa antiga, em jarros de cerâmica da Grécia e Roma antigas e em mercadorias provenientes da Índia datadas de cerca de 1300 a.c. Na época medieval, a essas marcas juntaram-se as marcas de impressores, as marcas d água sobre papel, as marcas de padeiros e as marcas de várias corporações de artesãos (as guildas). Em alguns casos elas eram usadas para atrair compradores fi éis a determinados fabricantes, mas também foram utilizadas para policiar quem infringia os monopólios das corporações e para identifi car fabricantes de mercadorias de qualidade inferior uma lei inglesa aprovada em 1266 exigia que padeiros aplicassem sua marca em cada pão vendido; assim, se qualquer pão estivesse abaixo do peso, seria possível saber de quem era a culpa. Ourives que trabalhavam com ouro e prata também eram obrigados a marcar as mercadorias que produziam com sua assinatura ou símbolo pessoal e também com um sinal indicando a qualidade do metal. Em 1597, dois ourives condenados por terem aplicado marcas falsas em seus produtos foram pregados ao pelourinho pelas orelhas. Punições similarmente severas eram decretadas para aqueles que falsifi cavam as marcas de outros artesãos. Quando os europeus começaram a se estabelecer na América do Norte, levaram com eles a convenção e a prática de utilizar marcas. Os fabricantes de remédios patenteados e produtores de tabaco foram os pioneiros do branding nos Estados Unidos. Poções medicinais como Swaim s Panacea (panacéia de Swaim), Fahnestock s Vermifuge (vermífugo de Fahnestock), Perry Davis Vegetable Pain Killer (analgésico vegetal de Perry Davis) tornaram-se bem conhecidas do público antes da Guerra Civil. Medicamentos patenteados eram embalados em pequenas garrafas e, por não serem considerados uma necessidade, eram vigorosamente promovidos. Para influenciar ainda mais a escolha dos consumidores nas lojas, os fabricantes imprimiam rótulos elaborados e característicos, muitas vezes apresentando seu próprio retrato no centro. Os produtores de tabaco americanos já exportavam sua produção desde o início de No início de 1800, eles tinham fardos de tabaco embalados com rótulos como Smith s Plug e Brown e Black s Twist. Durante a década de 1850, muitos produtores de tabaco reconheceram que nomes mais criativos como Cantaloupe, Rock Candy, Wedding Cake e Lone Jack eram úteis para vender seus produtos. Na década de 1860, eles começaram a vender suas mercadorias acondicionadas em saquinhos, diretamente aos consumidores. Embalagens de aparência atraente também eram consideradas importantes e, como resultado, foram desenhados símbolos, fi guras e elementos decorativos nos rótulos. A história do branding nos Estados Unidos, desde 1860 até seus desenvolvimentos mais modernos de 1985 em diante, pode ser dividida em quatro períodos principais. Em seguida consideraremos alguns dos importantes desenvolvimentos em cada um deles. SURGIMENTO DE MARCAS DE FABRICANTES DE ÂMBITO NACIONAL: 1860 A 1914 Nos Estados Unidos pós-guerra Civil, vários fatores combinaram-se para transformar produtos manufaturados com marca de fábrica e amplamente distribuídos em empreendimentos lucrativos: Melhorias nos transportes (ferrovias) e nas comunicações (o telégrafo e o telefone) tornaram a distribuição regional, e até mesmo nacional, cada vez mais fácil. Melhorias nos processos de produção possibilitaram a fabricação barata de grandes quantidades de produtos de alta qualidade. Melhorias no processo de embalagem viabilizaram produtos individuais (ao contrário da embalagem a granel) que podiam ser identifi - cados com a marca comercial do fabricante. Mudanças na lei das marcas comerciais, em 1879, na década de 1880 e em 1906, facilitaram a proteção das identidades das marcas. A propaganda revelou-se uma opção de maior credibilidade, e jornais e revistas começaram a buscar avidamente receitas oriundas de propaganda. Instituições de varejo, tais como lojas de departamentos e de variedades, e estabeleci-

2 mentos que vendiam por reembolso postal serviam como intermediários efetivos e incentivavam despesas de consumo. Crescimento da população devido às políticas liberais de imigração. Industrialização e urbanização crescentes elevaram o padrão de vida e as aspirações dos norte-americanos, embora muitos produtos no mercado ainda apresentassem qualidade irregular. Aumentou o índice de alfabetização. A porcentagem de norte-americanos analfabetos caiu de 20 por cento em 1870 para 10 por cento em Todos esses fatores facilitaram o desenvolvimento de produtos de consumo de qualidade consistente, que podiam ser vendidos eficientemente aos consumidores por meio de campanhas de marketing de massa. Nesse fértil ambiente de branding, mercadorias produzidas em massa e embaladas substituíram em grande parte mercadorias vendidas localmente e estocadas a granel. Essa mudança provocou a proliferação do uso das marcas comerciais. A Procter - Gamble, por exemplo, fabricava velas em Cincinnati e as despachava para comerciantes em outras cidades ao longo dos rios Ohio e Mississipi. Em 1851, os trabalhadores dos ancoradouros começaram a marcar os engradados da Procter & Gamble com uma estrela grosseira. A empresa logo notou que os compradores rio abaixo confiavam na estrela como marca de qualidade e os comerciantes recusavam as velas se os engradados chegassem sem as marcas. O resultado é que as velas passaram a vir marcadas com um rótulo de estrela mais formal em todas as embalagens e receberam o nome de marca Star, que desenvolveu uma freguesia fiel. H. J. Heinz construiu o nome de marca Heinz mediante inovações na produção e promoções espetaculares. A Coca-Cola tornou-se uma potência nacional devido aos esforços de Asa Candler, que supervisionava ativamente o crescimento do extenso canal de distribuição. Fabricantes de alcance nacional às vezes tinham de superar a resistência dos consumidores, varejistas, atacadistas e até mesmo dos próprios empregados. Essas empresas empregavam esforços sustentados de push e pull para manter consumidores e varejistas satisfeitos e receptivos às marcas nacionais. Consumidores eram atraídos mediante a distribuição de amostras, prêmios, folhetos com instruções sobre o produto e intensa propaganda; os varejistas, por meio de distribuição de amostras e programas promocionais nas lojas, além de assistência na manutenção das prateleiras. À medida que a utilização de nomes de marcas e marcas comerciais se disseminava, o mesmo acontecia com as práticas de imitação e falsificação. Embora as leis não fossem muito claras, mais e mais empresas buscavam proteção enviando suas marcas comerciais e rótulos para registro em tribunais distritais. O Congresso fi nalmente distinguiu o registro de marcas comerciais e rótulos em 1870 com a aprovação da primeira lei federal de marcas comerciais do país. Segundo essa lei, quem quisesse registrar uma marca teria de enviar um fac-símile de sua marca com a descrição do tipo de mercadorias em que ela era usada ao Escritório de Patentes (Patent Offi ce) em Washington, com uma taxa de 25 dólares. Uma das primeiras marcas apresentadas ao Patent Offi ce sob a nova lei foi o diabinho vermelho da Underwood, registrado por William Underwood & Company of Boston, em 29 de novembro de 1870, para uso nos produtos alimentícios Deviled Entremets ( Entradas do Demônio ). Em 1890, a maioria dos países tinha leis de marcas comerciais que determinavam que nomes de marcas, rótulos e designs eram ativos passíveis de proteção legal. DOMÍNIO DAS MARCAS PROMOVIDAS EM MASSA: 1915 A 1929 Em 1915, as marcas de fabricantes já estavam bem estabelecidas nos Estados Unidos tanto em âmbito regional como nacional. Os 15 anos seguintes testemunharam a aceitação cada vez maior e até a admiração dos consumidores por essas marcas. O marketing de marcas tornou-se mais especializado sob a orientação de especialistas funcionais encarregados da produção, promoção, venda pessoal e outras áreas. Essa maior especialização levou a técnicas de marketing mais avançadas. Profi ssionais de design foram contratados para auxiliar no processo da seleção da marca comercial. A venda pessoal tornou-se mais sofisticada à medida que vendedores eram cuidadosamente selecionados e treinados para tratar sistematicamente de contas e procurar novos negócios. A propaganda combinava criatividade mais poderosa com textos e bordões mais persuasivos. Surgiu a regulamentação governamental e industrial para reduzir a propaganda enganosa. A pesquisa de marketing tornou-se mais importante e influente no apoio de decisões de marketing. Embora a administração funcional de marcas tivesse essas virtudes, também apresentava problemas. Como a responsabilidade por qualquer marca determinada era dividida entre dois ou mais gerentes funcionais, bem como por especialistas em publicidade, a coordenação precária sempre foi um problema potencial. Por exemplo, o lançamento do cereal Wheaties pela General Mills quase foi sabotado pelos vendedores da empresa, que relutavam em aceitar novas obrigações para dar suporte à marca. Três anos após o lançamento do cereal, que estava prestes a ser abandonado, um gerente do departamento de propaganda da General Mills decidiu tornarse um defensor de produto para o Wheaties e a marca alcançou grande sucesso nas décadas seguintes.

3 DESAFIOS PARA AS MARCAS DE FABRICANTES: 1930 A 1945 O início da Grande Depressão em 1929 apresentou novos desafios às marcas de fabricantes. Uma sensibilidade maior aos preços desviou o pêndulo do poder em favor dos varejistas que promoviam suas próprias marcas e abandonavam as marcas de fabricantes que não apresentavam bom desempenho. A propaganda foi bombardeada como manipuladora, enganosa e de mau gosto, e era cada vez mais ignorada por certos segmentos da população. Em 1938, a Emenda Wheeler deu poder à Federal Trade Commission (FTC) para regulamentar práticas de propaganda. Em resposta a essas tendências, a propaganda dos fabricantes foi além de bordões e jingles para apresentar aos consumidores razões específicas por que deveriam comprar produtos anunciados. Durante essa época houve poucas mudanças drásticas no marketing de marcas. Como notável exceção, a Procter & Gamble pôs para funcionar o primeiro sistema de administração de marcas no qual cada gerente era responsável por uma marca individual e pelo seu sucesso fi nanceiro. Contudo, outras empresas demoraram a seguir seu exemplo e se fiavam na sua tradicional reputação de boa qualidade e na falta de concorrência para sustentar vendas. Durante a Segunda Guerra Mundial, as marcas de fabricantes tornaram-se relativamente escassas, pois os recursos eram dirigidos para o esforço de guerra. Não obstante, muitas marcas continuaram a anunciar e ajudaram a impulsionar a demanda de consumo durante esses tempos difíceis. A Lei Lanham de 1946 permitiu o registro federal de marcas de serviço (marcas utilizadas para designar serviços em vez de produtos) e de marcas coletivas como nomes de sindicatos e emblemas de clube. ESTABELECIMENTO DE PADRÕES DE GERENCIAMENTO DE MARCA: 1946 A 1985 Após a Segunda Guerra Mundial, a demanda reprimida por marcas de alta qualidade levou a uma explosão de vendas. A renda pessoal crescia à medida que a economia decolava e a demanda de mercado se intensificava à medida que o crescimento populacional explodia. A demanda por marcas nacionais foi às alturas, alimentada por uma saraivada de novos produtos e uma classe média crescente e receptiva. Durante esse período, empresa após empresa adotou o sistema de administração de marca. No sistema de administração de marca, um gerente assumia a propriedade de uma marca. Ele era responsável pelo desenvolvimento e implementação do plano anual de marketing para sua marca, bem como pela identificação de novas oportunidades de negócios. O gerente de marca podia ser auxiliado internamente por representantes da manufatura, da força de vendas, da pesquisa de mercado, do planejamento financeiro, da pesquisa e desenvolvimento, de relações pessoais, jurídicas e públicas e, externamente, por representantes de agências de propaganda, fornecedores de pesquisas e agências de relações públicas. NOTA 1. Grande parte desta seção foi adaptada de um excelente artigo de autoria de George S. Low e Ronald A. Fullerton, Brands, brand management, and the brand manager system: a critical-historical evaluation, Journal of Marketing Research, 31, maio 1994, p , e de um excelente livro de Hal Morgan, Symbols of America. Nova York: Viking, 1986.

4 Histórico das marcas no Brasil* 1. ORIGEM DAS MARCAS A origem das marcas constitui tema controverso entre os doutrinadores. Não há consenso quanto ao momento histórico em que surgiram as marcas, dividindo-se os autores entre o período da Antigüidade e da Idade Média. No entender de grande parte dos escritores europeus, o uso das marcas remonta à Antigüidade. MAILLARD DE MARAFY assevera que, na pré-história, já se verificava o emprego das marcas nos rebanhos, com o intuito de assegurar a identifi cação de seus donos. Outros escritores, como ALEXANDRE BRAUN e KÖLER, sustentam que as marcas tiveram origem na Roma antiga. Diversos objetos da época, tais como obras de arte e artigos de cerâmica, foram encontrados nas ruínas da cidade, assinalados por marcas (sigillum) compostas por iniciais, nomes por extenso, símbolos e emblemas de seus fabricantes. Também na Grécia foram localizados potes e vasos de cerâmica, nos quais os artesãos gravavam suas iniciais ou fi guras que identificassem a procedência dos objetos. As marcas, portanto, tinham como função apenas certifi car a origem dos produtos e indicar a sua propriedade, sem a mesma fi nalidade jurídica que lhes é atribuída nos dias de hoje. Como ressalta João da Gama Cerqueira, o uso de tais sinais para a identificação das obras, bem como para a marcação dos rebanhos, demonstra apenas a tendencia natural do homem de impor a tudo o cunho de sua personalidade e a affi rmação de seu dominio, não se podendo emprestar a esses costumes o mesmo caracter econômico de que o uso das marcas se reveste na edade contemporanea. 1 Com efeito, as marcas não eram empregadas com a mesma função econômica que possuem nos tempos modernos. Por essa razão, muitos doutrinadores rechaçam o entendimento de que as marcas surgiram na Antigüidade, até mesmo porque não havia, nesta época, regulamentação quanto ao uso das marcas, nem imposição de penas à sua usurpação. 2 Nas palavras de Waldemar Ferreira, só nos tempos medievos, em que o comércio adquiriu relevantíssimo papel econômico e jurídico, que cada dia se torna mais empolgante, as marcas se revestiram de sentido jurídico, que hoje têm. Assim mesmo, não como assinaladoras de produtos da indústria individual, senão da época desenvolvida sob os auspícios das corporações de artes e ofícios. 3 De fato, nas corporações de artes e ofícios medievais, todos os produtos produzidos sob a supervisão dos mestres deveriam ser assinalados com as marcas da corporação, notadamente porque somente os seus membros poderiam exercer a profi ssão na cidade. Surgiram, então, as marcas corporativas obrigatórias, que garantiam a legitimidade das mercadorias, identificando a corporação da qual provinham. Não era vedado, contudo, o emprego de marcas individuais pelos artífices, contanto que houvesse o depósito correspondente no registro da corporação. Tais marcas coexistiam com as marcas corporativas e, uma vez registradas no livro da corporação, não era permitido o uso de sinais semelhantes que se confundissem com as marcas já existentes. Nas lições de Ramon Pella, 4 a Carta Real redigida por D. Pedro IV, em 1386, ao magistrado de Barcelona, ordenando que os tecelões apusessem a marca desta cidade em determinadas peças de tecido, a fim de evitar fraudes e enganos entre os mercadores, constitui o mais antigo documento existente na Europa sobre marcas de fábrica. Nessa mesma época, surgiram também as denominadas marcas emblemáticas, tendo em vista a aprovação da ordenação dos tecelões de Torroela de Montgri por D. Pedro IV, em Segundo esta ordenação, os tecelões locais deveriam grafar nas extremidades das peças de tecido uma torre, marca representativa da cidade de Torroela, onde eram produzidos os tecidos. Como se vê, foi na Idade Média que as marcas adquiriram função econômica aproximada às marcas contemporâneas e que surgiram as primeiras regulamentações sobre a matéria, motivo pelo qual muitos autores afi r- mam ser este o momento correto de origem dos sinais distintivos. Ressalte-se, contudo, que, na Idade Média, as marcas destinavam-se a identificar apenas o fabricante, enquanto que, nos dias atuais, as marcas referem-se ao próprio produto, tendo por fi nalidade individualizá-lo e distingui-lo de outros idênticos ou semelhantes. Houve, pois, uma evolução da função das marcas, principalmente após as mudanças trazidas pela Revolução Francesa. Segundo ressalta Maristela Basso, com a Revolução Francesa, as Declarações de Direitos Individuais, somando-se ao desenvolvimento, já desencadeado na Idade Média, das relações comerciais entre os indivíduos, a proteção dos sinais distintivos e dos privilégios passou a incorporar-se ao patrimônio pessoal dos produtores individuais e das empresas e indústrias. 5 Na Idade Moderna, a primazia na regulamentação do uso das marcas é atribuída à França, com a promulgação da Lei de 12 de abril de 1803, que disciplinou o registro das marcas naquele país e estabeleceu penas em casos de crimes de falsificação de documentos privados, entre outras disposições. Nesse diploma, a aposição de marcas nos produtos não era mais obrigatória, tal como ocorria na Idade Média. Embora a Lei de 12 de abril de 1803 tenha sido a primeira, nos tempos modernos, a conferir proteção legal * Texto de autoria dos advogados Rafael Marinangelo e Tânia Aoki Carneiro.

5 às marcas de fábrica e de comércio, foi a lei francesa de 1857 que exerceu grande infl uência sobre toda a legislação moderna, tornando-se verdadeiro paradigma para os demais países do mundo, inclusive para o Brasil. 2. HISTÓRICO DAS MARCAS NO BRASIL Até o ano de 1875, não existia qualquer proteção jurídica às marcas de fábrica e de comércio no Brasil. As marcas estavam ao inteiro desamparo da lei, o que facilitava abusos e fraudes por parte de comerciantes e industriais desonestos, acoroçoados pela certeza da completa impunidade que a ausência de repressão legal lhes assegurava. 6 O Código Criminal de 1830 não continha nenhum dispositivo de proteção à propriedade industrial. Procurava-se punir a usurpação de marcas mediante a aplicação analógica de outros dispositivos do Código Criminal (falsifi cação de documento público e particular, crime de furto, entre outros), o que não era permitido, contudo, pelos princípios do direito penal. O primeiro caso de grande repercussão que demonstrou o total desamparo das marcas no Brasil ocorreu na Bahia, por volta de A empresa Meuron & Cia., dedicada ao comércio do tabaco, comercializava seus produtos sob a marca Rapé Areia Preta. Na esteira do sucesso desta empresa, a sociedade Moreira & Cia. lançou no mercado o mesmo produto sob a marca Rapé Areia Parda e, posteriormente, apropriou-se da marca Areia Preta. Inconformada, a empresa Meuron & Cia., patrocinada pelo célebre jurista Rui Barbosa, propôs ação criminal contra a Moreira & Cia. Embora o juiz de primeira instância tenha proferido decisão favorável à autora, o Tribunal da Relação da Bahia reformou a sentença de pronúncia e anulou o processo, visto que a usurpação de marcas não constituía crime punível pelas leis então em vigor. Confi ra-se trecho fi nal do acórdão proferido pelo Tribunal da Relação da Bahia, quando do julgamento em questão: Portanto, reformada a sentença recorrida, julgam nullo o presente processo pela illegitimidade de sua iniciação, se já não o fosse pela falta de base, visto como nem o Codigo Criminal, nem nenhuma outra lei qualificou de delicto o facto em que assentou o processo. 7 Diante da derrota para os usurpadores de sua marca, a Meuron & Cia. e outros interessados representaram à Câmara dos Deputados, cobrando providências para a proteção das marcas no Brasil. A representação foi acolhida pela Comissão de Justiça Criminal da Câmara dos Deputados. Após estudar a questão, o relator deputado Gomes de Castro, do Maranhão, apresentou projeto de lei, o qual, com algumas modificações, converteu-se no Decreto n o 2.682, de 23 de outubro de O Decreto n o 2.682/1875, inspirado na lei francesa de 1857, foi o primeiro diploma legal a conferir proteção às marcas de indústria e comércio no Brasil. Reconhecia a qualquer industrial ou comerciante o direito de marcar seus produtos com sinais que os tornassem distintos de outros de origem diversa, sinais estes que poderiam ser compostos pelo nome do fabricante, firma ou razão social da empresa, revestidos de forma distintiva, ou quaisquer outras denominações ou símbolos. O registro das marcas era efetuado perante o Tribunal ou Conservatória do Comércio antecessor das atuais Juntas Comerciais do domicílio do industrial ou comerciante. Na época, discutia-se se o registro era atributivo da propriedade sobre a marca, prevalecendo, contudo, o entendimento do Governo Imperial de que o fato do registro não destrói o direito que alguém possa ter à sua propriedade, desde que prove posse anterior. 8 Entretanto, o Decreto n o 2.682/1875 era confuso no que tange às marcas admitidas a registro e na formulação dos tipos penais. Como ressaltou Afonso Celso, Visconde de Ouro Preto, (...) esse decreto ressentiu-se de alguns defeitos, que menos precipitada preparação teria corrigido. Desejava-se uma providencia prompta; queria-se legislar depressa, e assim se fez. Necessariamente deveriam escapar muitos senões, tanto mais que não era ainda bem conhecida a materia no paiz. 9 No ano de 1883, representantes de diversos países reuniram-se em um Congresso Internacional para a Proteção da Propriedade Industrial, realizado na cidade de Paris. Nesta oportunidade, foi firmado o primeiro tratado multilateral de vocação universal, 10 conhecido como Convenção de Paris para a Proteção da Propriedade Industrial ou Convenção da União de Paris (CUP). O Brasil também foi signatário deste tratado, o qual foi promulgado pelo Decreto n o 9.233, de 28 de junho de Visando adaptar a legislação então vigente às disposições da Convenção da União de Paris, o Governo Imperial encarregou as seções reunidas dos Negócios do Império e da Justiça do Conselho de Estado a elaborar projeto de reforma da lei de marcas. Em 27 de maio de 1885, o projeto foi apresentado pelos senadores Visconde de Ouro Preto e Leão Veloso, tendo sido aprovado apenas em 1887, com a promulgação do Decreto n o 3.346, de 14 de outubro deste mesmo ano. Com a proclamação da República, a Constituição de 1891 renovou a garantia da propriedade dos inventores e assegurou a propriedade das marcas de fábrica (art. 72, 27). Nesta mesma época, o Código Penal alterou as disposições do Decreto n o 3.346/1887, abolindo a pena de prisão e modificando a multa estabelecida pela usurpação das marcas. Em virtude disso, surgiram difi culdades na coibição das fraudes e falsificação de marcas. Sensível às reclamações dos comerciantes e industriais, o deputado Germano Hasslocker apresentou, em 1903, à Câmara dos Deputados, projeto de lei voltado, principalmente, ao municiamento do sistema com meios eficazes de repressão aos atos de violação à propriedade industrial. A justifi cativa do projeto do deputado Germano Hasslocker estava assim redigida: Há muito tempo que

6 o clamor de todos os que trabalham e produzem se levanta contra os fabricantes falsificadores, que abusivamente se utilizam das marcas acreditadas pelo labor honesto. (...) A lei de 1887, dentre de algum tempo, se tornou insufi ciente para garantir o commercio, accrescendo que a decretação do Cod. Penal, que supprimiu a pena de prisão para os falsificadores, veio de novo anima-los, favorecendo assim as suas empreitadas illicitas. 11 O referido projeto foi convertido na Lei n o 1.236, de 24 de setembro de 1904, destacando-se, entre as modifi cações introduzidas no sistema, a agravação das penas aplicadas à contrafação e a instituição da responsabilidade solidária entre todos os que concorressem para a falsifi cação de marcas. No mais, a nova lei reproduziu o Decreto n o 3.346/1887. Em 1922, foi realizado, no Rio de Janeiro, Congresso Jurídico comemorativo da Independência do Brasil, no qual foi proposta a unificação do registro de marcas de fábrica e de comércio mediante a criação da Diretoria Geral da Propriedade Industrial. Com isto, seria evitada a pluralidade de registros em Juntas Comerciais independentes, tornando-se o serviço exclusivamente federal. Nesse passo, incluiu-se na lei orçamentária de 1923 permissão para que o Poder Executivo procedesse à reorganização dos serviços relativos às patentes de invenção e às marcas industriais. Com base nisso, o governo expediu o Decreto n o , de 19 de dezembro de 1923, por meio do qual foi criada a Diretoria Geral da Propriedade Industrial. Confi ra-se a exposição de motivos do referido Decreto n o /1923: Essa reforma, além de criar a Directoria Geral da Propriedade Industrial, em obediencia ao compromisso internacional assumido pelo Brasil, institue o exame prévio para os privilegios de invenção e modifica o registro de marcas de industria e commercio. A unifi cação do registro de marcas de industria e de commercio é outra medida que não mais deve ser adiada, a bem dos interesses do commercio e do cabal cumprimento das convenções internacionais assignadas pelo Brasil sobre esse importante ramo da propriedade industrial. Manifestando-se pela conveniencia da unidade do registro, o Congresso Jurídico commemorativo da Independência do Brasil aprovou as seguintes conclusões: a) o registro de marcas de industria e de commercio, sendo um serviço de natureza essencialmente federal, não deve ser confiado às autoridades dos Estados; b) a pluralidade dos registros, em juntas completamente independentes umas das outras, é muito prejudicial ao interesse publico e facilita as manobras fraudulentas dos exploradores do trabalho alheio. É de urgente necessidade a criação da Directoria Geral da Propriedade Industrial, que unifi que o serviço, dando-lhe o necessario desenvolvimento. (...) 12 Convém salientar que, nos dias de hoje, a execução dos serviços de propriedade industrial compete ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal criada em 1970, em substituição ao antigo Departamento Nacional de Propriedade Industrial, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Diversos outros decretos e leis regulamentaram a propriedade industrial no país. Atualmente, a propriedade industrial é disciplinada pela Lei n o 9.279, de 14 de maio de 1996, que revogou o antigo Código da Propriedade Industrial (Lei n o 5.772, de 21 de dezembro de 1971), e o Decreto-lei n o 7.903, de 27 de agosto de 1945, que dispunha sobre os crimes em matéria de propriedade industrial. No Brasil, a propriedade industrial também é disciplinada por tratados internacionais, dentre os quais se destacam: (i) Convenção da União de Paris, promulgada pelo Decreto n o 9.233, de 28 de junho de 1884; (ii) Acordo sobre Aspectos dos Direitos da Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio, mais conhecido como Acordo TRIPS (Trade Related Aspects of Intellectual Property Rights), promulgado pelo Decreto n o 1.355, de 30 de dezembro de Objetivando reduzir distorções e obstáculos ao comércio internacional e conferir proteção eficaz e adequada aos direitos de propriedade intelectual, os países participantes do GATT (General Agreement on Trade and Tariffs) iniciaram negociações multilaterais para criar padrões à proteção da propriedade intelectual, em 20 de setembro de 1986, no lançamento da Rodada do Uruguai. Após mais de sete anos de negociações, a Ata Final da Rodada Uruguai do GATT foi aprovada em 15 de abril de 1994, durante a Conferência de Marrakesh, por 123 países, surgindo, então, o Acordo TRIPS. Trata-se de relevante acordo internacional que estabelece diretrizes mínimas a serem observadas por todos os países signatários do acordo, consolidando a proteção dos direitos de propriedade intelectual na sociedade internacional contemporânea. A propriedade industrial teve grande desenvolvimento em nosso país, principalmente no que tange ao registro de marcas. Conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, anualmen-

7 te há expressivo número de depósitos de marcas, o que refl ete a crescente preocupação das empresas em obter proteção a este importante ativo intangível. Confi ra-se: Pedidos de marca depositados no Brasil. Ano Depósitos * * Relatório de Gestão, dado sujeito a atualização. Fonte: Banco de Dados do INPI de 1990 a 2001 (atualizado em fevereiro de 2005). casos, as marcas representam o maior ativo das empresas, principalmente na economia moderna, sendo-lhes atribuído valor freqüentemente superior ao valor do ativo tangível (patrimônio material) das sociedades. Nas palavras de WALDEMAR FERREIRA, para o proprietário ela [a marca] funciona como garantia de seus produtos, se industrial, ou de seus artigos, se comerciante. Por via dela um e outro identifi cam as suas mercadorias, de modo que, em verdade, elas levam consigo, para o mercado, o sinal característico de sua identidade. Daí o papel econômico da marca de indústria ou de comércio. Por via dela, assegura-se o comerciante ou o industrial da intensidade e da largueza de sua penetração no campo de consumo. 13 De fato, as marcas também têm importante papel no mercado de consumo, na medida em que permitem a identificação do produto ou serviço pelos consumidores e pelo público em geral, auxiliando-os na decisão de compra. Conforme pondera GILSON NUNES, a marca estabelece também uma demanda estável no longo prazo através de uma relação funcional, emocional e filosófica com os seus consumidores, criando uma barreira à entrada e um grande diferencial competitivo de longo prazo. 14 Como se vê, as marcas desempenham importante papel na economia moderna, razão pela qual, nos últimos tempos, as empresas têm se preocupado em obter proteção dos sinais distintivos apostos em seus produtos ou serviços, a fi m de assegurar direitos exclusivos sobre as marcas em todo território nacional. Com efeito, além de sua função distintiva, as marcas desempenham relevante função econômica. Em muitos NOTAS 1. João da Gama Cerqueira, Privilegios de invenção e marcas de fabrica e de commercio. São Paulo: Livraria Acadêmica, 1930, v. II, p Nesse sentido, pondera Gama Cerqueira: Mesmo, porém, que se aceite como indubitável essa pratica entre gregos e romanos, o certo é que suas leis não regulavam o uso das marcas, nem puniam sua usurpação. Os autores que sustentam que em Roma taes marcas eram protegidas e sua falsificação punida, apenas podem invocar, em apoio desse asserto, leis de caracter geral, como as que facultavam a actio ex dolo, a de falsis, ou a quanti minoris, quando a contrafacção fosse inferior (Privilegios de invenção e marcas de fabrica e de commercio. São Paulo: Livraria Acadêmica, 1930, v. II, p. 11). 3. Waldemar Ferreira, Tratado de direito comercial. São Paulo: Saraiva, 1962, v. VI, p Apud João da Gama Cerqueira, Privilegios de invenção e marcas de fabrica e de commercio. São Paulo: Livraria Acadêmica, 1930, v. II, p Maristela Basso, O direito internacional da propriedade intelectual. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2000, p João da Gama Cerqueira, Tratado da propriedade industrial, 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1982, v. 1, p Apud João da Gama Cerqueira, Privilegios de invenção e marcas de fabrica e de commercio. São Paulo: Livraria Acadêmica, 1930, v. II, p Decisão tomada pelo Governo Imperial em 29 de outubro de 1877, em resposta a uma representação da Junta Comercial de Pernambuco. Apud Tratado da propriedade industrial, 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1982, v. 1, p Apud João da Gama Cerqueira, Privilegios de invenção e marcas de fabrica e de commercio. São Paulo: Livraria Acadêmica, 1930, v. II, p Maristela Basso, O direito internacional da propriedade intelectual, Porto Alegre, Livraria do Advogado, 2000, p Apud José Xavier Carvalho de Mendonça, Tratado de direito commercial brasileiro, 2 ed. Rio de Janeiro: Livraria Editora Freitas Bastos, 1934, v. V, p

8 12. Apud João da Gama Cerqueira, Privilegios de invenção e marcas de fabrica e de commercio. São Paulo: Livraria Acadêmica, 1930, v. II, p Waldemar Ferreira, Tratado de direito comercial. São Paulo: Saraiva, 1962, v. VI, p Gilson Nunes, Marca é o maior ativo das empresas na nova economia, Revista da ABPI, n o 63, março/abril 2003, p. 69. Veja também: Maitê Cecília Fabbri Moro, Direito de marcas: abordagem das marcas notórias na Lei 9.279/1996 e nos acordos internacionais. São Paulo: Revista dos Tribunais, Newton Silveira, Curso de propriedade industrial, 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987.

PROPRIEDADE INTELECTUAL:

PROPRIEDADE INTELECTUAL: PROPRIEDADE INTELECTUAL: LEGISLAÇÃO - 2 Profa. Dra. Suzana Leitão Russo Prof. Gabriel Francisco Silva Profa. Dra. Ana Eleonora Almeida Paixão Art. 1º Esta Lei regula direitos e obrigações relativos à propriedade

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO Registro: 2013.0000450602 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0112846-73.2008.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que é apelante COMPANHIA MULLER DE BEBIDAS, são apelados

Leia mais

Aula 1: Introdução Inovação e Design DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS

Aula 1: Introdução Inovação e Design DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS Aula 1: Introdução Inovação e Design DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS No design, muito se discute as formas e idéias em prol da função. Por mais bela que seja uma peça, não estará completa se não cumprir

Leia mais

Ética: compromisso social e novos desafios. Propriedade intelectual e bioética. Cintia Moreira Gonçalves 1

Ética: compromisso social e novos desafios. Propriedade intelectual e bioética. Cintia Moreira Gonçalves 1 Ética: compromisso social e novos desafios Propriedade intelectual e bioética Cintia Moreira Gonçalves 1 A propriedade intelectual e a propriedade industrial estão previstas e protegidas no ordenamento

Leia mais

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças 28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças Os Estados signatários da presente Convenção, Firmemente convictos de que os interesses da criança são de primordial importância

Leia mais

MARKETING EMPRESARIAL MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE

MARKETING EMPRESARIAL MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO E SUSTENTABILIDADE Marketing: uma introdução Introdução ao Marketing O que é Marketing Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações

Leia mais

Marketing Empresarial MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE

Marketing Empresarial MARCO ANTONIO LIMA GESTÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE Marketing Empresarial Capítulo 1 Marketing: uma introdução Introdução ao Marketing O que é Marketing Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações de troca,

Leia mais

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial:

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial: PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV 1. História e conceito do Direito Industrial: - Como referência ao direito industrial encontramos o uso da expressão marca e patente. Este ramo do direito teve início na Inglaterra

Leia mais

Tratamento dos Diferendos Relativos a Investimentos Internacionais em Macau

Tratamento dos Diferendos Relativos a Investimentos Internacionais em Macau Tratamento dos Diferendos Relativos a Investimentos Internacionais em Macau Fan Jian Hong Este artigo tem como finalidade proceder a um estudo detalhado da Convenção para a Resolução de Diferendos Relativos

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º, DE 2012.

PROJETO DE LEI N.º, DE 2012. PROJETO DE LEI N.º, DE 2012. (Do Sr. Irajá Abreu) Altera a redação do art. 611 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovado pelo Decreto-lei nº 5452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a eficácia

Leia mais

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças 21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns a fim de facilitar a administração internacional de

Leia mais

Unidade III GESTÃO DAS INFORMAÇÕES. Prof. Me. Léo Noronha

Unidade III GESTÃO DAS INFORMAÇÕES. Prof. Me. Léo Noronha Unidade III GESTÃO DAS INFORMAÇÕES ORGANIZACIONAIS Prof. Me. Léo Noronha Objetivos Sistema de informações excelentes. Gestão do capital intelectual. 1- PNQ COMO REFERENCIAL Um conjunto de critérios para

Leia mais

Altamente profissionalizados e por dependerem dos recursos oriundos da comunicação de massa - especialmente a TV, os eventos esportivos modernos,

Altamente profissionalizados e por dependerem dos recursos oriundos da comunicação de massa - especialmente a TV, os eventos esportivos modernos, O esporte é um poderoso filão a ser explorado na criação publicitária - e também caminho certo para custosas dores de cabeça se for utilizado sem autorização de quem detém os direitos de uso de marcas

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº DE 2011. (Do Sr William Dib) Estabelece normas de controle de animais e dá outras providências. O Congresso Nacional Decreta: Art. 1º Esta lei estabelece normas de controle de animais.

Leia mais

Curso Avançado de Marcas

Curso Avançado de Marcas A proteção às marcas e aos demais sinais distintivos na legislação brasileira, na legislação comparada e nos tratados internacionais Nível Avançado 1º Semestre de 2009 Coordenação: Advs. Ricardo Fonseca

Leia mais

Os Direitos de Propriedade Industrial em Portugal

Os Direitos de Propriedade Industrial em Portugal Apresentado por José Maria Maurício Os Direitos de Propriedade Industrial em Portugal Director de Marcas e Patentes Fundação Luso-Americana, 19 de Março o de 2007 nas patentes Antiguidade, até ao Século

Leia mais

Processo nº 80/2003 Data: 07.05.2003

Processo nº 80/2003 Data: 07.05.2003 Processo nº 80/2003 Data: 07.05.2003 Assuntos : Recurso judicial do despacho de recusa de registo de marca. Autorização do titular da firma que figura na marca. SUMÁRIO 1. A marca é um sinal que tem como

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 Código de Processo Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: LIVRO II DOS

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 Dispõe sobre medidas de suspensão e diluição temporárias ou extinção de da proteção de direitos de propriedade

Leia mais

NOVO REGIME JURÍDICO DO CHEQUE SEM PROVISÃO TEXTO INTEGRAL ACTUALIZADO

NOVO REGIME JURÍDICO DO CHEQUE SEM PROVISÃO TEXTO INTEGRAL ACTUALIZADO NOVO REGIME JURÍDICO DO CHEQUE SEM PROVISÃO TEXTO INTEGRAL ACTUALIZADO Decorrente do Dec.-Lei 316/97, de 19 de Novembro. CAPÍTULO I Das restrições ao uso de cheque Artigo 1. Rescisão da convenção de cheque

Leia mais

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da

Leia mais

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário 196 Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário Luiz Alberto Carvalho Alves 1 O direito de propriedade consiste nos atributos concedidos a qualquer sujeito de direito, de usar, gozar, fruir e

Leia mais

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA Nos primórdios da sociedade romana, surgiu o instituto da arbitragem como forma de resolver conflitos oriundos da convivência em comunidade, como função pacificadora

Leia mais

Este guia é dirigido a todos os que pretendem internacionalizar a sua actividade e exportar os seus produtos ou serviços.

Este guia é dirigido a todos os que pretendem internacionalizar a sua actividade e exportar os seus produtos ou serviços. Este guia é dirigido a todos os que pretendem internacionalizar a sua actividade e exportar os seus produtos ou serviços. Se está nestas condições, leia atentamente este guia. Através deste guia ficará

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO. Regimento Interno CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO

CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO. Regimento Interno CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO Regimento Interno CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO Art. 1.º O Conselho Nacional do Trabalho, com sede na Capital da República e jurisdição em todo

Leia mais

AS DECISÕES REFERENTES AOS CANAIS DE MARKETING ESTÃO ENTRE AS MAIS CRÍTICAS COM QUE AS GERÊNCIAS PRECISAM LIDAR

AS DECISÕES REFERENTES AOS CANAIS DE MARKETING ESTÃO ENTRE AS MAIS CRÍTICAS COM QUE AS GERÊNCIAS PRECISAM LIDAR KOTLER, 2006 AS DECISÕES REFERENTES AOS CANAIS DE MARKETING ESTÃO ENTRE AS MAIS CRÍTICAS COM QUE AS GERÊNCIAS PRECISAM LIDAR. OS CANAIS AFETAM TODAS AS OUTRAS DECISÕES DE MARKETING Desenhando a estratégia

Leia mais

DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL: Importância de ter uma marca registrada para o seu negócio

DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL: Importância de ter uma marca registrada para o seu negócio DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL: Importância de ter uma marca registrada para o seu negócio Apresentado por Mohamed Mhadbi Abu-Ghazaleh Intellectual Property (AGIP) www.agip.com "We Work Hard to Stay

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 5171, DE 2001

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 5171, DE 2001 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 5171, DE 2001 Modifica o Decreto-lei 3689, de 3 de outubro de 1941 Código de Processo Penal tornando da competência do júri os crimes que

Leia mais

Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011

Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011 Formação em Gestão da Qualidade e Higiene dos Alimentos Praia 7, 8 e 9 Novembro 2011 Breve referência aos acordos da OMC OTC e SPS Sumário GATT Origem dos acordos OTC e SPS OMC funções e acordos Propósitos

Leia mais

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO Competitividade Perenidade Sobrevivência Evolução Orienta na implantação e no desenvolvimento de seu negócio de forma estratégica e inovadora. O que são

Leia mais

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 PELA MANUTENÇÃO DO INJUSTIFICÁVEL Autor Marcos Lobo de Freitas Levy Em longa entrevista concedida à Revista do IDEC neste mês de agosto, o Dr. Luis Carlos Wanderley Lima, ex-coordenador

Leia mais

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL Art. 1142, CC Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados, para exercicio da empresa, por empresário ou por sociedade empresária. - Trata-se de ELEMENTO ESSENCIAL

Leia mais

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça Intervenção do Ministro da Justiça Sessão comemorativa do 30º Aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos do Homem Supremo Tribunal de Justiça 10 de Novembro de 2008 Celebrar o

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 3.966, DE 2004 Modifica a Lei nº 9.609, de 1998, que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador. Autor:

Leia mais

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras CONVENÇÃO DE NOVA YORK Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Decreto nº 4.311, de 23/07/2002 Promulga a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica

Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica Lojas Virtuais Venda de Produtos Falsificados e Uso de Marcas de Terceiros: Repercussões penais Reflexos Criminais da Pirataria Eletrônica Eduardo Reale Ferrari eduardo@realeadvogados.com.br Tel : (11)

Leia mais

SMART DIALOGUE ON INTERNET GOVERNANCE PROPRIEDADE INTELECTUAL E RESPONSABILIDADE DOS INTERMEDIÁRIOS

SMART DIALOGUE ON INTERNET GOVERNANCE PROPRIEDADE INTELECTUAL E RESPONSABILIDADE DOS INTERMEDIÁRIOS SMART DIALOGUE ON INTERNET GOVERNANCE PROPRIEDADE INTELECTUAL E RESPONSABILIDADE DOS INTERMEDIÁRIOS CONSIDERAÇÕES GERAIS Como é do domínio público, a internet permite transmitir dados de qualquer ordem,

Leia mais

Ministério da Indústria

Ministério da Indústria Ministério da Indústria Lei nº 3/92 de 28 de Fevereiro A instituição de um regime jurídico e administrativo de defesa da propriedade industrial assume se nos dias de hoje como uma das premissas necessárias

Leia mais

QA#010 / Novembro, Dezembro 2014 Mónica Veloso * Área Jurídica da Unidade Empreendedorismo ANJE. A Moda e o Direito

QA#010 / Novembro, Dezembro 2014 Mónica Veloso * Área Jurídica da Unidade Empreendedorismo ANJE. A Moda e o Direito QA#010 / Novembro, Dezembro 2014 Mónica Veloso * Área Jurídica da Unidade Empreendedorismo ANJE A Moda e o Direito O conceito da Fashion Law, nascido nos Estados Unidos, é hoje em dia uma realidade, também,

Leia mais

RECURSOS HUMANOS PRODUÇÃO

RECURSOS HUMANOS PRODUÇÃO RECURSOS HUMANOS FINANCEIRO VENDAS PRODUÇÃO DEPARTAMENTO MERCADOLÓGICO Introduzir no mercado os produtos ou serviços finais de uma organização, para que sejam adquiridos por outras organizações ou por

Leia mais

A CONCORRÊNCIA DESLEAL E O CRIME DE FALSA ALEGAÇÃO DE DIREITO DE EXCLUSIVA A LIVRE CONCORRÊNCIA COMO REGRA NO DIREITO BRASILEIRO

A CONCORRÊNCIA DESLEAL E O CRIME DE FALSA ALEGAÇÃO DE DIREITO DE EXCLUSIVA A LIVRE CONCORRÊNCIA COMO REGRA NO DIREITO BRASILEIRO A CONCORRÊNCIA DESLEAL E O CRIME DE FALSA ALEGAÇÃO DE DIREITO DE EXCLUSIVA Patrícia Carvalho da Rocha Porto 1 A LIVRE CONCORRÊNCIA COMO REGRA NO DIREITO BRASILEIRO No Brasil a livre iniciativa é prevista

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALTER PINHEIRO

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALTER PINHEIRO PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado n 689, de 2011, do Senador Vital do Rêgo, que acrescenta 3º ao art. 84 da Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996, para

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 7.645, DE 2014. Altera o art. 18 do Decreto-Lei nº 667, de 2 de julho de 1969, que extingue a pena de prisão disciplinar para as polícias

Leia mais

Código. de Conduta do Fornecedor

Código. de Conduta do Fornecedor Código de Conduta do Fornecedor 03/2014 Índice 1. Considerações... 03 2. Decisões... 04 3. Diretrizes... 05 3.1. Quanto à Integridade nos Negócios... 05 3.2. Quanto aos Direitos Humanos Universais... 06

Leia mais

PONTO ELETRÔNICO. COMO FICA A PARTIR DE DOIS DE ABRIL DE 2012

PONTO ELETRÔNICO. COMO FICA A PARTIR DE DOIS DE ABRIL DE 2012 PONTO ELETRÔNICO. COMO FICA A PARTIR DE DOIS DE ABRIL DE 2012 I - INTRODUÇÃO. Como é público e notório, o ponto eletrônico foi instituído através da Portaria do Ministro de Estado do Trabalho e Emprego,

Leia mais

Regulamento (CE) nº 40/94 do Conselho, de 29 de Dezembro de 1993, sobre a marca comunitária

Regulamento (CE) nº 40/94 do Conselho, de 29 de Dezembro de 1993, sobre a marca comunitária Regulamento (CE) nº 40/94 do Conselho, de 29 de Dezembro de 1993, sobre a marca comunitária Alteração REGULAMENTO (CE) Nº 40/94 DO CONSELHO de 20 de Dezembro de 1993 sobre a marca comunitária O CONSELHO

Leia mais

Desembaraço aduaneiro, fraude praticada por terceiros e pena de perdimento, análise de uma situação concreta

Desembaraço aduaneiro, fraude praticada por terceiros e pena de perdimento, análise de uma situação concreta Desembaraço aduaneiro, fraude praticada por terceiros e pena de perdimento, análise de uma situação concreta Por Tácio Lacerda Gama Doutor em Direito pela PUC/SP Um caso concreto A União Federal move ação

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

CÓDIGO DE CONDUTA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO CÓDIGO DE CONDUTA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A ASSESPRO A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação - ASSESPRO, é constituída uma sociedade civil de direito

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.

LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. TÍTULO V DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA AS PATENTES- Excludentes

Leia mais

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção

Leonardo de Medeiros Garcia. Coordenador da Coleção Leonardo de Medeiros Garcia Coordenador da Coleção Marcelo André de Azevedo Promotor de Justiça no Estado de Goiás. Assessor Jurídico do Procurador-Geral de Justiça e Coordenador da Procuradoria de Justiça

Leia mais

A MARCA DE ALTO RENOME E A MARCA NOTORIAMENTE CONHECIDA Patricia Carvalho da Rocha Porto[1]

A MARCA DE ALTO RENOME E A MARCA NOTORIAMENTE CONHECIDA Patricia Carvalho da Rocha Porto[1] A MARCA DE ALTO RENOME E A MARCA NOTORIAMENTE CONHECIDA Patricia Carvalho da Rocha Porto[1] O presente estudo versa sobre o significado e a importância da marca de alto renome e da marca notoriamente conhecida;

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 Disciplina: Direito Internacional Departamento IV Direito do Estado Docente Responsável: Fernando Fernandes da Silva Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual

Leia mais

Bens duráveis: duram muito tempo como, por exemplo, casas, carros, etc.

Bens duráveis: duram muito tempo como, por exemplo, casas, carros, etc. A3 - Produto e Preço O que é produto? Produto é o conjunto de benefícios que satisfaz o desejo e/ou a necessidade do consumidor, pelo qual ele está predisposto a pagar em função da sua disponibilidade

Leia mais

Política de Integridade

Política de Integridade Política de Integridade 1. INTRODUÇÃO Os procedimentos aqui descritos são complementares às diretrizes do Código de Conduta da empresa, e são norteados pelo compromisso assumido junto ao Pacto Empresarial

Leia mais

CONTEÚDOS PARA TREINAMENTOS, CURSOS DE CAPACITAÇÃO, PALESTRAS

CONTEÚDOS PARA TREINAMENTOS, CURSOS DE CAPACITAÇÃO, PALESTRAS CONTEÚDOS PARA TREINAMENTOS, CURSOS DE CAPACITAÇÃO, PALESTRAS Os conteúdos listados abaixo são uma prévia dos temas e podem ser adequados ao cliente de acordo com o perfil e demanda da empresa/instituição.

Leia mais

Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais

Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais Painel 13 Marcas de Alto Renome: Novas Regras nos Tribunais Márcia Maria Nunes de Barros Juíza Federal Notoriedade Código de Propriedade Industrial de 1971 (art.67): marca notória, com registro próprio,

Leia mais

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Semana de Produção e Consumo Sustentável Mauricio Pellegrino de Souza FIEMG Convenção de Viena 1969 Direito dos Tratados

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Projeto de Lei nº de 2006.

Projeto de Lei nº de 2006. Projeto de Lei nº de 2006. Dispõe sobre o exercício da profissão de Ministro de Confissão Religiosa Evangélica, e dá outras providências O Presidente da República, faço saber que o Congresso Nacional decreta

Leia mais

Princípios e Conceitos de Marketing. Prof. Felipe A. Pires

Princípios e Conceitos de Marketing. Prof. Felipe A. Pires Princípios e Conceitos de Marketing Prof. Felipe A. Pires O que é Marketing? É a execução de um conjunto de atividades comerciais, tendo como objetivo final a troca de produtos ou serviços entre produtores

Leia mais

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. In: Internet: (com adaptações).

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. In: Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações). Texto para os itens de 1 a 15 A Constituição Federal, em seu artigo 5.º, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, estabelece o direito à proteção das criações intelectuais. No inciso XXVII,

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini RESUMO: Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade internacional passou a ter como principal objetivo a criação de acordos

Leia mais

NOTA TÉCNICA Nº 23/2008/DENOR/SGCN/SECOM-PR

NOTA TÉCNICA Nº 23/2008/DENOR/SGCN/SECOM-PR PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas NOTA TÉCNICA Nº 23/2008/DENOR/SGCN/SECOM-PR Referências: Processo SECOM nº 00170.001719/2008-71.

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Do Sr. Walter Feldman) Dispõe sobre a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos direitos autorais na Internet. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei dispõe

Leia mais

C E S A - C e n t r o d e E s t u d o s d a s S o c i e d a d e s d e A d v o g a d o s

C E S A - C e n t r o d e E s t u d o s d a s S o c i e d a d e s d e A d v o g a d o s C E S A - C e n t r o d e E s t u d o s d a s S o c i e d a d e s d e A d v o g a d o s Rua Boa Vista, 254, 4 andar, sls. 412/413 01014-907 São Paulo, SP. Fone: (11) 3104-8402 Fax: (11) 3104-3352 e-mail:

Leia mais

INDICE. Introdução...03. O Negócio...03. Como se tornar um Distribuidor Independente EKOBRAZIL...03. Requisitos do requerente...03

INDICE. Introdução...03. O Negócio...03. Como se tornar um Distribuidor Independente EKOBRAZIL...03. Requisitos do requerente...03 INDICE Introdução...03 O Negócio...03 Como se tornar um Distribuidor Independente EKOBRAZIL...03 Requisitos do requerente...03 Diretrizes Do Distribuidor...04 Condutas e Normas Exigíveis...04 Limitação

Leia mais

Patente: uma breve introdução

Patente: uma breve introdução Patente: uma breve introdução Maria Fernanda Gonçalves Macedo A. L. Figueira Barbosa SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros MACEDO, MFG., and BARBOSA, ALF. Patentes, pesquisa & desenvolvimento: um

Leia mais

ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA INTERNALIZAÇÃO NO ORDENAMENTO JÚRICO BRASILEIRO

ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA INTERNALIZAÇÃO NO ORDENAMENTO JÚRICO BRASILEIRO ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA INTERNALIZAÇÃO NO ORDENAMENTO JÚRICO BRASILEIRO Isabella Petini de Oliveira 1 Nivaldo dos Santos 2 PALAVRAS-CHAVE: Propriedade Intelectual; Tratados

Leia mais

Legal Flash I Escritório de Shanghai

Legal Flash I Escritório de Shanghai Legal Flash I Escritório de Shanghai Fevereiro, 2012 Medidas interinas para investigação e tratamento da ausência de declaração da concentração de operadores comerciais, conforme requerido pela lei ( Medidas

Leia mais

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA.

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. VOTO DE VISTA: FAUZI AMIM SALMEM PELA APROVAÇÃO DO RELATÓRIO, COM AS SEGUINTES

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.749, DE 2013 Altera a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, dispondo sobre a criação da figura do paralegal. Autor: Deputado SERGIO

Leia mais

TRIBUTÁRIO EM FOCO #edição 6

TRIBUTÁRIO EM FOCO #edição 6 TRIBUTÁRIO EM FOCO #edição 6 Maio de 2012 NOVIDADE NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA "GUERRA DOS PORTOS" - ICMS NAS IMPORTAÇÕES - RESOLUÇÃO DO SENADO Nº 13, DE 26 DE ABRIL DE 2012 DECISÕES JUDICIAIS PARTICIPAÇÃO

Leia mais

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

PROPRIEDADE INDUSTRIAL PROPRIEDADE INDUSTRIAL A vigente Lei de Propriedade Industrial (LPI Lei n. 9.279/96) aplica-se à proteção das invenções, dos modelos de utilidade, dos desenhos industriais e das marcas. Para que a invenção

Leia mais

RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 1ª Edição OUT 2012

RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 1ª Edição OUT 2012 RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS TEORIA 38 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Teoria e Seleção das Questões: Prof. Ricardo S. Pereira Organização e Diagramação: Mariane dos Reis 1ª

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2013.0000091762 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0020463-94.2008.8.26.0482, da Comarca de Presidente Prudente, em que é apelante REFRIGERANTES MARAJA S

Leia mais

Poder Judiciário. Tabela 1 Poder Judiciário Primeira Instância Segunda Instância

Poder Judiciário. Tabela 1 Poder Judiciário Primeira Instância Segunda Instância O é a instituição encarregada de administrar justiça por meio dos tribunais. Sua função é assegurar o amparo, proteção ou tutela dos direitos dispostos nas leis. A Suprema Corte de Justiça é a máxima autoridade

Leia mais

Responsabilidade Civil Engenheiros e Arquitetos E&O e D&O

Responsabilidade Civil Engenheiros e Arquitetos E&O e D&O Responsabilidade Civil Engenheiros e Arquitetos E&O e D&O AsBEA Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura Encontro Regional AsBEA 2010 Nada a perder, algo a ganhar... Algo a ganhar, pouco a

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Lei nº /2012, de de. Sobre a execução da prestação de trabalho em favor da comunidade

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Lei nº /2012, de de. Sobre a execução da prestação de trabalho em favor da comunidade DIRECÇÃO NACIONAL DE ASSESSORIA JURÍDICA E LEGISLAÇÃO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Lei nº /2012, de de Sobre a execução da prestação de trabalho em favor da comunidade A presente lei define as regras aplicáveis

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942. Vide Decreto-Lei nº 4.707, de 1942 Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro O PRESIDENTE

Leia mais

GUARDA MUNICIPAL E SEGURANÇA PÚBLICA

GUARDA MUNICIPAL E SEGURANÇA PÚBLICA GUARDA MUNICIPAL E SEGURANÇA PÚBLICA Aristides Medeiros ADVOGADO Consoante estabelecido no art. 144, caput, da Constituição Federal, os órgãos incumbidos da segurança pública, isto é, da segurança geral,

Leia mais

PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) PARECER - Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) Autor: Consócio Jacksohn Grossman Matéria: Nova Lei de Crimes Resultantes de Discriminação e Preconceito Relatora: Victoria-Amália de Barros Carvalho

Leia mais

MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB

MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB Anexo(5), da Port nº 26/2011, da SecCTM MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB 1 PROPÓSITO Estabelecer orientações

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA

4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA 4 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO EM INFORMÁTICA 4.1 Legislação aplicável a crimes cibernéticos Classifica-se como Crime Cibernético: Crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), furtos, extorsão,

Leia mais

ORIENTAÇÃO EM RELAÇÕES DO TRABALHO

ORIENTAÇÃO EM RELAÇÕES DO TRABALHO ABRIL/2011 ORIENTAÇÃO EM RELAÇÕES DO TRABALHO CONTROLES DE JORNADA E O PONTO ELETRÔNICO REFERÊNCIA Formas de controle de jornada de trabalho. Alterações decorrentes da Portaria do MTE nº. 373/2011, que

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato *

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato * A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL Fábio Konder Comparato * Dispõe a Constituição em vigor, segundo o modelo por nós copiado dos Estados Unidos, competir

Leia mais

T E O R I A GERAL DO DIREITO CIVIL

T E O R I A GERAL DO DIREITO CIVIL ROTEIRO DE AULA Ponto 02 Teoria Geral do Direito Civil 1. Histórico Romano-Germânica Direito Português Direito Brasileiro Idade Antiga Ius Civile (Roma) Idade Média Direito Romano com fortes influências

Leia mais

&RPpUFLR,QWHUQDFLRQDO±&RQIOLWRV

&RPpUFLR,QWHUQDFLRQDO±&RQIOLWRV &RPpUFLR,QWHUQDFLRQDO±&RQIOLWRV 3RU 'HQLV &RUWL] GD 6LOYD $QGHUVRQ 1RYDHV 9LHLUD 5RGROIR )DUDK 9DOHQWH )LOKR 'DQLHO5XGUD)HUQDQGHV,QWURGXomR A criação da OMC (Organização Mundial do Comércio) foi um grandioso

Leia mais

Nota. Prova Discursiva II. Prova Discursiva II. Cargo: Procurador da Fazenda Nacional. Concurso Público - PFN/2012. Concurso Público - PFN/2012

Nota. Prova Discursiva II. Prova Discursiva II. Cargo: Procurador da Fazenda Nacional. Concurso Público - PFN/2012. Concurso Público - PFN/2012 Missão: Desenvolver pessoas para o aperfeiçoamento da gestão das finanças públicas e a promoção da cidadania. Cargo: Procurador da Fazenda Nacional Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Concurso Público

Leia mais

Os documentos obrigatórios que devem estar presentes numa licitação para aquisição de correlatos

Os documentos obrigatórios que devem estar presentes numa licitação para aquisição de correlatos Os documentos obrigatórios que devem estar presentes numa licitação para aquisição de correlatos Aldem Johnston Barbosa Araújo Advogado da UEN de Direito Administrativo do Escritório Lima & Falcão e assessor

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Responsabilidade Social da Empresa e Comunicação Maria Cristina Mattioli Introdução. Em matéria veiculada no Valor Econômico de 27 de março de 2003, Duda Mendonça afirma que os produtos

Leia mais

discurso medalha JOÃO MAGABEIRA a MENEZES DIREITO A doutrina e os julgados que enfrentam nas estórias

discurso medalha JOÃO MAGABEIRA a MENEZES DIREITO A doutrina e os julgados que enfrentam nas estórias 1 discurso medalha JOÃO MAGABEIRA a MENEZES DIREITO (25.07.01) Senhoras, Senhores: A doutrina e os julgados que enfrentam nas estórias do dia-a-dia o desafio de construir o direito vivo, para que melhor

Leia mais

OMC: estrutura institucional

OMC: estrutura institucional OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 Enquanto o GATT foi apenas

Leia mais

PROTECÇÃO DAS MARCAS, PARA DEFESA DAS EMPRESAS ÍNDICE. Introdução. Terminologia e informações úteis

PROTECÇÃO DAS MARCAS, PARA DEFESA DAS EMPRESAS ÍNDICE. Introdução. Terminologia e informações úteis ÍNDICE Introdução Terminologia e informações úteis Recomendações para ajudar a prevenir a prática de actos ilegais Contactos úteis Diplomas legais mais relevantes 1/7 Introdução A protecção da propriedade

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000233978 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 2070413-53.2013.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante BOTUCATU TEXTIL S/A

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 067, DE 2011

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 067, DE 2011 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 067, DE 2011 Regulamenta o exercício das profissões de transcritor e de revisor de textos em braille. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Na produção de textos no sistema

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes) PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes) Acrescenta parágrafo único ao art. 23 da Lei nº 8.906, de 04 de Julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil

Leia mais