Ciências Humanas e suas Tecnologias História, Geografia, Filosofia e Sociologia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ciências Humanas e suas Tecnologias História, Geografia, Filosofia e Sociologia"

Transcrição

1 Universidade Aberta do Nordeste e Ensino à Distância são marcas registradas da Fundação Demócrito Rocha. É proibida a duplicação ou reprodução desse fascículo. Cópia não autorizada é crime. Ciências Humanas e suas Tecnologias História, Geografia, Filosofia e Sociologia André Rosa, Josias Almeida, Paulo Humberto e Thiago Cavalcanti GRATUITO Esta publicação não pode ser comercializada. Disponível no site: enem

2 74

3 Prezado(a) Leitor(a), Com o objetivo de exercitar suas habilidades, disponibilizamos este fascículo que aborda conteúdos e exercícios referentes a Ciências Humanas e suas Tecnologias. Prepare-se para ingressar na faculdade, para isso faça uma leitura atenta e crítica dos temas aqui elencados os quais serão de grande valia para aqueles que estão preparando-se para exames que exijam conhecimentos em Ciências Humanas. Aproveite bem para extrair o melhor dos assuntos que estão sendo disponibilizados. Bom êxito! Filosofia e Sociologia Ética e Cidadania São incomensuráveis as transformações que ocorreram desde as primeiras experiências filosóficas e a instauração da democracia pelos antigos gregos, há anos, fruto da evidência da razão, que desmistificou os preconceitos míticos e a força das tiranias, mostrando aos cidadãos a origem do poder. Este, imperial ou monárquico, fundava-se em heranças divinas, sendo usurpado aos seus legítimos detentores, os cidadãos. Mas eis que a persistência do pensamento filosófico faz novas descobertas, tanto no campo científico, como na relação ética e na capacidade da cidadania de cada um. Conhecem-se as invasões territoriais em nome da civilização, contactam-se novos mundos e novas vivências; ocorrem derrocadas de impérios e de monarquias; e os cidadãos conhecem outras realidades, que não somente aquelas que o mito e a religião transmitiam dos tempos ancestrais. Ocorre o Milagre Grego: a transformação econômica e política - instaura-se a Democracia. A Matemática e a Medicina conquistam o estatuto de ciência. A primeira com Euclides (primeira metade do séc. III a.c.), a segunda com Hipócrates ( a.c.). As transformações econômico-sociais não pararam e as guerras são o vício da cegueira humana. Já perto de nós, no tempo, emergem revoluções, movimentos assistêmicos, como o nazismo, o fascismo, o comunismo e as duas Grandes Guerras Mundiais. Ainda mais próximo, conhecemos as Guerras do Golfo, o desmoronamento do Iraque, e a recente guerra entre Israel e o Líbano, etc. Ora, são todas estas ocorrências, negativas ou positivas, que não podem deixar de incomodar a consciência dos povos e de cada cidadão. As transformações não param, novos interesses se instalam e a globalização, tão em voga, vai apagando as diferenças positivas que ainda existem entre os povos. No âmbito político, a sede de poder é insaciável, não olhando meios ignorando todos os princípios da ética e da cidadania. Vive-se a moda dos grandes impérios empresariais, perde-se o sentido da medida. Tudo muda. Falar hoje de ética e de cidadania é um imperativo de consciência, é um dever de todos nós. É ter presente o que ocorre neste mundo, cada vez mais globalizado e mais cruel, e tão distante da sua matriz: as pessoas. Por tudo isso, cabe questionar: que credibilidade atribuir a quem nos promete mundos e fundos, por ocasião de eleições, uma vez que passadas estas, logo os seus atores esquecem quem lhe preparou o palco? Cada vez mais, os cidadãos se sentem desamparados e entregues à sua sorte e, não raro, ao desespero. Por isso, é necessário dizer a quem se esquece frequentemente que todos temos uma função a desempenhar, que toda a função, por mais humilde que seja, é necessária para o conjunto da vivência humana. Por exemplo, se uns são políticos e desempenham funções a esse nível é porque outros têm a qualidade de eleitores e os elegem. Sem a qualidade de uns não existirá a qualidade dos outros. Se não houvesse a doença que falta nos faria o médico? Se o carro não avariasse, como sobreviveria o mecânico? Se a energia elétrica faltasse, como escreveria estas linhas no meu computador? Vivemos num tempo em que tudo muda muito rápido. As novas tecnologias são uma maravilha diabólica criada pelo homem. Mas tanto podem estar ao serviço do Bem como do Mal. Contudo, temos que acreditar em alguma coisa. Acreditemos no Homem. O ser humano não é mau por natureza. Às vezes, é um pouco esquecido! Universidade Aberta do Nordeste 75

4 Pelas dúvidas expostas, pelos eventos referenciados, queiramos ou não, estamos todos convocados a fazer uso, quanto baste, da nossa cidadania, lembrando, sempre que necessário, aos responsáveis públicos mais esquecidos, que a ética e a moral não são coisas vãs, nem habilidades de intelectual, mas fazem parte, devem fazer parte efetiva da nossa relação com os outros. Sem a existência do Outro, não existe a afirmação do Eu. (António Pinela, Reflexões, Agosto de Adaptado). Questão comentada Eles andam bem-vestidos, dirigem carros novos, estudam nas melhores escolas e faculdades. Mas foram atraídos para o crime. Policiais, promotores e especialistas em segurança pública afirmam que jovens das classes média e alta, os filhos da elite, são responsáveis por uma parcela cada vez maior das ocorrências registradas nas delegacias, tais como: agressões, furtos, porte ou uso de armas, e principalmente tráfico de entorpecentes. No meio policial, esses criminosos são chamados de bico fino. São membros de famílias com alto poder aquisitivo. Concluíram o ensino médio, cursam uma faculdade ou até já se formaram. E agem como bandidos. (Correio Braziliense) Considerando o texto acima, o tema nele focado e suas múltiplas implicações, ao julgar os seguintes itens, podemos ter como melhor conclusão que A. autoridades e especialistas lembram que, entre os múltiplos fatores determinantes da ação violenta dos jovens que pertencem a essas classes poderosas, estão as características mais predominantes atualmente: o individualismo e o exacerbado apelo consumista. B. a expressão pitboy, em clara referência a uma raça de cães conhecida por sua ferocidade, não pode ser utilizada a esses garotos, pois sua delinquência é bastante contida e a violência é raríssima. C. o tipo de jovem que o texto menciona corresponde, no aspecto educacional, ao padrão da juventude brasileira, já que o acesso ao ensino médio e à educação superior praticamente está universalizado. D. a reportagem traz uma visão bastante parcial da situação,como se tivesse sido feita por pessoas que tenham interesses em conseguir prejudicar esses garotos,que muitas vezes são estereotipados. E. A criminalidade, segundo o texto, tem aumentado nessa parcela de classe, mas as consequências só afetam a mesma classe, sem propagações para outras. Solução comentada O conceito de criminalidade não está relacionado somente a uma classe social, quer dizer, todos podem ter a responsabilidade criminal e, com isso, devem ser penalizados se, por acaso, quebrarem a condição de ordem e lei. As classes mais abastardas, em muitas localidades do mundo, sentem-se acima dessa lei e, muitas vezes, praticam delitos que devem ser denunciados pelas vítimas e vermos a justiça agir. Resposta: A Para aprender mais! 1. Se os tubarões fossem homens Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos? Certamente, se os tubarões fossem homens, fariam construir resistentes gaiolas no mar para os peixes pequenos, com todo o tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as providências sanitárias. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nas aulas, os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia para localizar os grandes tubarões deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. A eles seria ensinado que o ato mais grandioso e mais sublime é o sacrifício alegre de um peixinho e que todos deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando estes dissessem que cuidavam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos seria condecorado com uma pequena Ordem das Algas e receberia o título de herói. BRECHT, B. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: Ed. 34, 2006 (adaptado). A análise textual ironiza muitos momentos em que nossa sociedade tem tido suas contradições, demonstrando ética e valores que pouco respeita e propaga, pervertendo os valores humanos que ela própria criou. É o que ocorre na narrativa do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Por meio da hipótese apresentada, o autor A. revela a possibilidade de a literatura ser manipuladora ao retratar, de modo positivo, todas as relações de conflito que existem na nossa sociedade. B. demonstra a maneira como certos membros da humanidade se utilizam de artifícios predatórios para conseguir sua sobrevivência. C. apresenta a força colonizadora e civilizatória do homem ocidental sempre no momento de valorização, tentando ajudar as outras comunidades como uma forma de civilizá-las e de modernizá-las. D. confirma uma evolução de uma sociedade praticamente perfeita, mas não globalizada, em que todos, fortes ou fracos, terão a mesma oportunidade. 76

5 E. questiona, de maneira irônica, as relações das sociedades ocidentais capitalistas, que se desenvolveram fundamentadas nas relações de opressão em que os mais fortes exploram os mais fracos. 2. Considere o texto de Paulo Freire. Adestram-se animais, cultivam-se plantas e educam-se os seres humanos... Poderíamos dizer que o cultivo, o adestramento, a educação passam pela vida. Na história da experiência de viver que caracteriza a experiência de outros animais, das árvores e da experiência humana, nós, homens e mulheres, fomos os únicos capazes de inventar a existência. A invenção da existência deu-nos a possibilidade de estarmos não apenas no mundo, mas com o mundo. Eu posso mudar o mundo e é fazendo isso que eu me refaço. É mudando o mundo que eu me transformo também. Homens e mulheres inventam a história que eles e elas criam e fazem. Nós temos de colocar a existência decentemente frente à vida, de tal maneira que a existência não mate a vida e que a vida não pretenda acabar com a existência, para se defender dos riscos que a existência lhe impõe. Isso, para mim, faz parte dessa briga pelo verde. Lutar pelo verde, tendo certeza de que, sem o homem e a mulher, o verde não tem cor. que parece não encontraremos ninguém suficientemente dotado de força de vontade para permanecer justo e resistir à tentação de tomar o que pertence a outro, já que poderia impunemente tomar o que quisesse no mercado, invadir as casas e ter relações sexuais com quem quisessem, matar e quebrar as armas dos outros. nada o distinguiria do injusto, ambos tenderiam a fazer o mesmo e veríamos nisso a prova de que ninguém é justo porque deseja, mas por imposição Segundo essa passagem, A. os homens são naturalmente justos. B. os homens não têm o que temer. C. a conduta ética depende apenas do medo da punição. D. os atos condenáveis são bons aos olhos de Deus. E. o homem justo jamais age como o homem injusto. Democracia direta e indireta Adaptado de: <http://www.semasa.sp.gov.br/admin/biblioteca/docs/pdf/livro_ GEST_ED_AMB_V1.pdf> acessado em: fev O texto apresentado mostra o ponto de vista do autor que está preocupado com a evolução da vida no planeta e com os demais conceitos, em que o principal está relacionado à(ao) A. manutenção do planeta, dependendo da educação formal dos seres humanos. B. estabilidade entre os polos existentes (natureza X ciência), que podem ser destruídos pela revolução verde. C. invenção da existência provocará grandes catástrofes naturais no planeta. D. continuidade da existência humana estará diretamente relacionado com a forma que ele constrói sua vida. E. seres humanos viverão com base nas experiências de outros animais e vegetais. 3. (CP PRJ 2010) Considere a seguinte passagem de A República de Platão, nas palavras de Glauco: Vamos provar que a justiça só é praticada contra a própria vontade dos indivíduos e devido à incapacidade de se fazer a injustiça, imaginado o que se segue. Ao A democracia direta e a democracia indireta expõem as mudanças e limitações do sistema representativo. Ao nos depararmos com o termo democracia, muitos apontam esse tipo de governo como sendo aquele que se guia por meio da vontade do povo. Nesse sentido, a população teria o direito de interferir nas escolhas e nas decisões que afetariam diretamente as suas vidas. Entretanto, o espaço político gerado pela democracia pode ser organizado das mais diferentes formas e deve atender à especificidade de cada povo. É daí que reconhecemos a existência dos modelos de democracia direta e indireta. A democracia direta pode já ser vista como um tipo de sistema em que os cidadãos discutem e votam diretamente as principais questões de seu interesse. Na Grécia Antiga, as assembleias populares reuniam a população Universidade Aberta do Nordeste 77

6 das Cidades-Estado democráticas na Ágora (praça), local onde as leis e as principais decisões eram discutidas e resolvidas. Vale lembrar que, nos moldes gregos, o exercício de opinião política estava restrito a uma parcela específica da população. À medida que as sociedades se alargavam numericamente e a organização social se tornava cada vez mais complexa, vemos que o sistema de democracia direta se mostrava inviável. Afinal de contas, como seria possível contabilizar o voto de toda uma população numerosa, uma vez que as questões a serem decididas não poderiam estar sujeitas ao registro do voto de cada um dos indivíduos? É nesse instante que temos a organização da chamada democracia indireta. A democracia indireta estabelece que a população utilize do voto para a escolha dos representantes políticos mais adequados aos seus interesses. Desse modo, os cidadãos teriam os seus direitos assegurados por vereadores e deputados que se comprometeriam a atender os anseios de seus eleitores. No entanto, observando o desenvolvimento da democracia indireta, vemos que esse compromisso entre os políticos e os cidadãos está sujeito a vários questionamentos. Visando a escapar do afastamento à norma democrática, observamos hoje a organização de algumas iniciativas interessadas em reforçar o poder de intervenção do povo por meio do uso do voto. Um desses exemplos pode ser visto na organização do chamado orçamento participativo, sistema em que autoridades de um município anunciam a existência de uma determinada verba e conclamam a população de um bairro ou região para discutir e votar sobre qual a melhor destinação dos recursos. Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola Questão comentada (Enem cancelado) Na democracia estadunidense, os cidadãos são incluídos na sociedade pelo exercício pleno dos direitos políticos e também pela ideia geral de direito de propriedade. Compete ao governo garantir que esse direito não seja violado. Como consequência, mesmo aqueles que possuem uma pequena propriedade sentem-se cidadãos de pleno direito. Na tradição política dos EUA, uma forma de incluir socialmente os cidadãos é A. submeter o indivíduo à proteção do governo. B. hierarquizar os indivíduos segundo suas posses. C. estimular a formação de propriedades comunais. D. vincular democracia e possibilidades econômicas individuais. E. defender a obrigação de que todos os indivíduos tenham propriedades. Solução comentada A política internacional estadunidense está sempre querendo demonstrar a estreita relação entre democracia, cidadania e progresso econômico, como uma realidade incontestável. Resposta: D Para aprender mais! 4. Leia os textos a seguir: Texto 1 Discurso do deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira Brasil 1879 No dia 5 de março de 1879, o deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira, discursando na Câmara, afirmou que era preciso que o poder público olhasse para a condição de um milhão de brasileiros, que jazem ainda no cativeiro. Nessa altura do discurso, foi aparteado por um deputado que disse: BRASILEIROS, NÃO. Em seguida, você tomou conhecimento da existência do Projeto Axé (Bahia), nos seguintes termos: Texto 2 Projeto Axé, Lição de cidadania 1998 Brasil Na língua africana Iorubá, axé significa força mágica. Em Salvador, Bahia, o Projeto Axé conseguiu fazer, em apenas três anos, o que sucessivos governos não foram capazes: a um custo dez vezes inferior ao de projetos governamentais, ajuda meninos e meninas de rua a construírem projetos de vida, transformando-os de pivetes em cidadãos. A receita do Axé é simples: competência pedagógica, administração eficiente, respeito pelo menino, incentivo, formação e bons salários para os educadores. Criado em 1991 pelo advogado e pedagogo italiano Cesare de Florio La Rocca, o Axé atende hoje a mais de duas mil crianças e adolescentes. A cultura afro, forte presença na Bahia, dá o tom do Projeto Erê (entidade criança do candomblé), a parte cultural do Axé. Os meninos participam da banda mirim do Olodum, do Ilé Ayê e de outros blocos, jogam capoeira e têm um grupo de teatro. Todas as atividades são remuneradas. Além da bolsa semanal, as crianças têm alimentação, uniforme e vale-transporte. Com a leitura dos dois textos, você descobriu que a cidadania A. é um processo que sempre todos da população tiveram acesso. B. foi conseguida com certo imediatismo por todos os ex-escravos. C. nunca fez com que os negros tivessem reconhecimento. 78

7 D. ainda hoje continua incompleta para milhões de brasileiros. E. está relacionada exclusivamente ao processo eleitoral. 5. (Objetivo adaptado) Há algum racismo efetivo: quase insignificante como traço negativo da situação social do Brasil. E, ao seu lado, considerável racismo aparente. Quando o abalizado padre Bastos de Ávila intelectual muito do meu apreço e da minha estima fala em racismo brasileiro, como em recente e longo discurso proferido numa Associação Comercial, comete, a meu ver, um equívoco sociológico. O racismo que denuncia é antes aparente do que real. Os exemplos de racismo que cita não são, de modo algum, de exato racismo, mas de desigualdades de ascensão socioconômica que, atingindo brasileiros de cor, atingem, em cheio, brasileiros brancos. Brancos, porém pobres. O equivalente do chamado, nos Estados Unidos, poor white trash. Fenômeno, portanto, muito mais de classe do que de raça. Ou de classe e não de raça. De que principalmente resulta o fato de serem raros, no Brasil de hoje, os bispos ou altas autoridades eclesiásticas, homens ostensivamente de cor; almirantes e generais ostensivamente de cor; ministros de Estado ou governadores, ostensivamente de cor; embaixadores ou plenipotenciários ostensivamente de cor? De um predominante preconceito de raça ou de cor? Parece a alguns analistas mais discriminadores do assunto que não, e sim resultado de um predominante preconceito de classe. Gilberto Freyre Na avaliação do clássico sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, poderá ser ainda verificado que A. existe no país um profundo racismo, herança do processo histórico escravocrata. B. há no Brasil um racismo camuflado por um suposto espírito tolerante. C. se confunde no Brasil preconceito racial com preconceito de classe; este último realmente caracteriza o País. D. acontece sempre na nação brasileira um racismo semelhante ao que existe em outros países, como nos EUA. E. não há, em geral, preconceitos no Brasil. 6. (Unesp adaptada) Analise a passagem do legislador Péricles para conclusões seguintes: Péricles, governante de Atenas no século V a.c., enaltecendo as glórias da democracia ateniense, declarou: O poder está nas mãos não da minoria, mas de todo o povo, e todos são iguais perante a lei. (Tucídides, Guerra do Peloponeso.) Na prática da vida política ateniense, a ideia de democracia na época de Péricles, diferentemente da atual, significava que A. os habitantes da cidade, ricos e pobres, homens e mulheres, podiam participar da vida política. B. os escravos possuíam direitos políticos porque a escravidão constituída por dívida era temporária. C. os direitos políticos eram privilégios dos cidadãos e vetados aos metecos, escravos e mulheres. D. os metecos tinham privilégios políticos por sustentarem o comércio e a economia da cidade. E. os pobres e os estrangeiros podiam ser eleitos para os cargos do Estado porque recebiam remuneração. História Globalização A globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países. A globalização é oriunda de evoluções ocorridas, principalmente, nos meios de transportes e nas telecomunicações, fazendo que o mundo encurtasse as dis- Universidade Aberta do Nordeste 79

8 tâncias. No passado, para a realização de uma viagem entre dois continentes, eram necessárias cerca de quatro semanas, hoje esse tempo diminuiu drasticamente. Um fato ocorrido na Europa chegava ao conhecimento dos brasileiros 60 dias depois, hoje a notícia é divulgada em tempo real. O processo de globalização surgiu para atender ao capitalismo e, principalmente, os países desenvolvidos; de modo que pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno se encontrava saturado. A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo. A consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial. A integração mundial decorrente do processo de globalização ocorreu em razão de dois fatores: as inovações tecnológicas e o incremento no fluxo comercial mundial. As inovações tecnológicas, principalmente nas telecomunicações e na informática, promoveram o processo de globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difusão de informações entre as empresas e instituições financeiras, ligando os mercados do mundo. O incremento no fluxo comercial mundial tem como principal fator a modernização dos transportes, especialmente o marítimo, pelo qual ocorre grande parte das transações comerciais (importação e exportação). O transporte marítimo possui uma elevada capacidade de carga, que permite também a mundialização das mercadorias, ou seja, um mesmo produto é encontrado em diferentes pontos do planeta. O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios. Outra faceta da globalização é a formação de blocos econômicos, que buscam fortalecer-se no mercado que está cada vez mais competitivo. Por Eduardo de Freitas, Graduado em Geografia Questão comentada (Enem cancelado) O índio do Xingu, que ainda acredita em Tupã, assiste pela televisão a uma partida de futebol que acontece em Barcelona ou a um show dos Rolling Stones na praia de Copacabana. Não obstante, não há que se iludir: o índio não vive na mesma realidade em que um morador do Harlem ou de Hong Kong, uma vez que são distintas as relações dessas diferentes pessoas com a realidade do mundo moderno; isso porque o homem é um ser cultural, que se apoia nos valores da sua comunidade, que, de fato, são os seus. GULLAR, F. Folha de S. Paulo. São Paulo: 19 out (adaptado). Ao comparar essas diferentes sociedades em seu contexto histórico, verifica-se que A. pessoas de diferentes lugares, por fazerem uso de tecnologias de vanguarda, desfrutam da mesma realidade cultural. B. o índio assiste do futebol ao show, mas não é capaz de entendê-los, porque não pertencem à sua cultura. C. pessoas com culturas, valores e relações diversas têm, hoje em dia, acesso às mesmas informações. D. os moradores do Harlem e de Hong Kong, devido à riqueza de sua História, têm uma visão mais aprimorada da realidade. E. a crença em Tupã revela um povo atrasado, enquanto os moradores do Harlem e de Hong Kong, mais ricos, vivem de acordo com o presente. Solução comentada No processo de globalização, os aspectos de economia, política, cultura e outros setores são afetados, mas existirão certas proteções em algumas comunidades, conseguindo alguns povos combater toda essa força difundida durante os anos por esse sistema. Os meios de comunição serão também fontes de difusão dessa política, pois darão acessos a muitos povos sobre eventos e informações, mas sempre lembrando a distinção dos povos, mesmo com tanta aproximação dessas fronteiras. Resposta: C Para aprender mais! 7. SAL O vizinho Rio Grande do Norte, maior produtor de sal do País, sofre com a concorrência chilena. O Estado produz 5 milhões de toneladas, o que seriam 97% de todo o mercado. Também exporta para a África e os Estados Unidos. Diante da pressão potiguar, o Governo Federal pretende brecar a entrada de sal do Chile no Brasil. O sal chileno está entrando com preços mais baixos que os nacionais. Jocélio Leal - Vertical S/A - jornal O POVO ) Baseado no texto que nos mostra uma problemática internacional de dependência em muitos países, como o Brasil, devemos ficar atentos para o fato de que o problema não é recente, tendo suas origens no século XIX, 80

9 com o imperialismo que se transformou com o passar do tempo em globalização. A relação que deve ser estabelecida é a de que A. a globalização econômica se caracteriza pela adoção de princípios liberais, tais como abertura de mercado e Estado máximo. B. o imperialismo foi o movimento de expansão européia no século XIX em direção aos mercados africano e asiático, chegando ao território americano. C. a expansão imperialista visava principalmente à exploração de metais preciosos e de produtos tropicais. D. a globalização econômica coincide com o aprimoramento de tecnologias informatizadas aplicadas ao processo de trabalho, em todos os setores. E. a globalização econômica se fundamenta em ideologias racistas baseadas no darwinismo social e na superioridade da raça branca. 8. As condições de vida do planeta são as mais problemáticas possíveis, com as interatividades de problemas naturais e socioeconômicos que acabam sendo fatores dos distúrbios mais comuns para uma convivência menos prazerosa e longa. Considerando essa situação comprovada para muitas classes sociais, pode-se verificar como fator causador de todos esses problemas A. a corrupção de muitas lideranças políticas, que perdem seu nacionalismo para negociar seu país com as multinacionais. B. o desenvolvimento industrial pode ser o fator mais relevante, pois o surgimento das técnicas mecanicistas gera um impacto ambiental e social insuperável. C. a educação direcionada para o lucro desenfreado, que tornou-se a marca principal do ensino de todas as escolas, em que o entendimento da sociedade é feita apenas na base do dinheiro. D. a falta de políticas públicas para favorecer os mais desvalidos, principalmente em países como o Brasil, que com seus governos conservadores só beneficia os descamisados. E. o sistema ter misturado um conjunto de fatores, que, com isso, fica difícil de focalizar um ponto principal, para alguns a política é culpada, para outros o sistema financeiro selvagem dará uma contribuição maior. Leia mais! As primeiras Olimpíadas Olimpíadas na Grécia Antiga Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Embora o surgimento desses jogos date de 776 a.c, desde aproximadamente a.c, os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus. Atletas das cidades-estados gregas se reuniam na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros. Os gregos buscavam, por meio dos Jogos Olímpicos, a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. No ano de 392 d.c, os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo. No ano de 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira. A mitologia grega Na Antiguidade, as pessoas não podiam explicar os eventos a partir da ciência. Por isso explicavam os acontecimentos naturais a partir das histórias de deuses, deusas e heróis. Os gregos tinham uma história para explicar a existência do mal e dos infortúnios. Acreditavam que, em certa época, todos os males e infortúnios estiveram presos em uma caixa. Pandora, a princesa mulher, abriu a caixa, e eles se espalharam pelo mundo. Universidade Aberta do Nordeste 81

10 Os mais antigos mitos gregos falam do caos (confusão primitiva), de Gaia (mãe-terra), Ponto (o mar) e Urano (céu). Do casamento de Urano e Gaia, nasceram os titãs, ciclopes e gigantes, que personificaram as coisas grandes e poderosas da Terra: montanhas, terremotos, furacões, etc. O mais forte dos titãs, Cronos, casou-se com sua irmã Réia, e tiveram seis filhos. Temendo a rivalidade de seus filhos, Cronos devorou-os logo ao nascer, exceto Zeus, que Réia escondeu numa caverna. Quando se tornou adulto, Zeus derrotou o pai e obrigou-o a libertar os ciclopes da tirania de Cronos, e eles, em recompensa, deram-lhe as armas do trovão e do relâmpago. Além dos deuses, também os heróis tinham direito ao culto. Resultado da união entre um deus e uma mortal (ou vice-versa), eram considerados intermediários entre os deuses e os homens, atribuía-lhes a proteção do local onde estavam sepultados. Outros foram homens excepcionais, cujos feitos, muito antigos, se tinham transformado em lenda. Temos o caso do Édipo que, após ter sido expulso de Tebas por ter morto o pai sem o ter reconhecido, conseguiu responder à esfinge. Em Atenas, temos Teseu que fora seu fundador e vencedor do Minotauro e Hércules, um dos mais populares heróis gregos e considerado como fundador dos Jogos Olímpicos. Hércules e Hidra Teseu e Minotauro Questão comentada (Enem 2004) Os Jogos Olímpicos tiveram início na Grécia, em 776 a.c., para celebrar uma declaração de paz. Na sociedade contemporânea, embora mantenham como ideal o congraçamento entre os povos, os Jogos Olímpicos têm sido palco de manifestações de conflitos políticos. Dentre os acontecimentos apresentados abaixo, o único que evoca um conflito armado e sugere sua superação, reafirmando o ideal olímpico, ocorreu A. em 1980, em Moscou, quando os norte-americanos deixaram de comparecer aos Jogos Olímpicos. B. em 1964, em Tóquio, quando um atleta nascido em Hiroshima foi escolhido para carregar a tocha olímpica. C. em 1956, em Melbourne, quando a China abandonou os Jogos porque a representação de Formosa também havia sido convidada para participar. D. em 1948, em Londres, quando os alemães e os japoneses não foram convidados a participar. E. em 1936, em Berlim, quando Hitler abandonou o estádio ao serem anunciadas as vitórias do universitário negro, Jesse Owens, que recebeu quatro medalhas. Solução comentada O processo armado indicado na questão foi a Segunda Guerra Mundial. A opção correta apresenta uma relação direta com o fato, quando nos lembramos do momento do lançamento das bombas atômicas e vendo um atleta originário da região atingida, evidenciamos a superação referida no enunciado. Resposta: B Para aprender mais! Apesar de serem vistas como momento de confraternização entre povos, as Olimpíadas modernas foram palco, muitas vezes, de misturas entre esportes e política, transformando- -se em demonstração de força ou de superioridade de um país ou de um regime político sobre os demais. 9. (PUC-SP Adaptada) Um atleta negro norte- -americano chamado Jesse Owens conseguiu quatro medalhas de ouro na Olimpíada de Berlim, em 1936; tornou-se, assim, o grande vitorioso dos Jogos e atrapalhou a imagem que a Alemanha e seu governante, Adolf Hitler, pretendiam que o evento tivesse. Isso se deu porque A. a Alemanha estava em guerra com os Estados Unidos e não queria que um norte-americano triunfasse em seu território. B. as concepções raciais do nazismo pregavam a superioridade ariana e não admitiam a vitória de um negro sobre brancos. C. a cidade de Berlim estava cercada por tropas aliadas e os alemães não puderam, em virtude disso, participar dos Jogos. D. as propostas políticas do nazismo evitavam misturar esportes e política e Owens, ao receber a medalha, fez um discurso político. 82

11 E. a Alemanha pretendia demonstrar seu poder por meio de vitórias nos Jogos e, assim, compensar as derrotas na Guerra Mundial. 10. Os Jogos Olímpicos contemplam a tradição de muitos anos, desde a Grécia antiga trazem em seu nome a ideia de força, beleza e habilidade para quem o pratica. Os esportes sempre foram uma forma de transformação e os Jogos Olímpicos é uma junção das qualidades nos atletas e da disposição de uma país para sediar esse evento que ocorre a cada quatro anos. Esse foi um dos caminhos que levaram a China a ser uma referência quando o assunto é esporte. A dedicação e a disciplina dos atletas chineses ganharam destaque entre grandes países como EUA, França, Grã-Bretanha, Japão e outros que são considerados superpotências. Mas os Jogos Olímpicos não estão relacionados somente aos eventos esportivos, base de suas competições, mas também a situações políticas como no tempo do nazismo em que se verificou A. uma fiel utilização dos jogos para praticar saúde e convivência. B. uma arma de controle de massas para beneficiar o Estado. C. um típico instrumento manipulador evidente somente na Alemanha. D. um visível aspecto político ditatorial surgido na América. E. uma constante forma de governo vista em muitos outros momentos da história. Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado Ao longo do tempo, o homem foi moldando o Estado e a organização deste, geralmente para satisfazer o interesse de alguns grupos privilegiados. Desde as primeiras sociedades até as atuais, essas relações sociais entre os diversos sujeitos históricos são moldadas, na maioria das vezes, por forças desproporcionais, na maioria dos casos, os grupos privilegiados, cada um a seu tempo, apropriam-se da força de produção das outras classes, acumulando riqueza. É claro que nem sempre essa relação de dominação é tão visível, visto que até as ditas classes dominadas, por vezes, agem como dominantes. Um exemplo disso é o comportamento do grupo que ascendeu ao poder durante a Revolução Francesa, os jacobinos, estabelecendo uma política altamente centralizadora, com pouca liberdade de opinião e com truculência política com os inimigos do Estado. Nesse cabo de guerra entre as classes sociais, por vezes, alguns desses setores se organizam e passam a lutar para reivindicar seus interesses, sejam políticos, econômicos, sociais e ou culturais, também existe um rosário de exemplos que ilustram esse processo. Em Roma, os plebeus lutaram contra os patrícios e conquistaram seus direitos. Na Idade Média, diversos movimentos contestaram a supremacia religiosa da Igreja Católica, os chamados movimentos heréticos, na Idade Moderna, movimentos como o Renascimento, a Reforma Protestante e principalmente o Iluminismo, marcam essa transição do mundo moderno ao contemporâneo. Com o advento do pensamento racional o desenvolvimento urbano e industrial, parte dessa ideologia produzida servia para interpretar as relações sociais entre essas diversas classes. O aumento da hostilidade entre patrões e operários, evidenciado por movimentos, como o Ludismo (quebradores de máquinas) e o Cartismo (escreveram a carta do povo endereçada aos membros do parlamento, reivindicando melhoria nas condições dos trabalhadores), e o surgimento das trade unions (espécie de sindicatos), paralelo a isso, o desenvolvimento dos meios de comunicação, que permitiam uma divulgação maior de determinados pensamentos, por meio de jornais, por exemplo, orientando e formando uma opinião pública, para a conformação ou a confrontação e o aumento da opressão e da exploração dos homens pelos homens, fez surgir uma ideologia de esquerda, que tentava organizar ou, pelo menos, minimizar a situação de exploração e miséria dos trabalhadores. Destaque em especial para o pensamento Marxista, atribuído ao pensador Karl Marx, que, por meio de suas obras, em particular O Capital, tenta orientar, segundo alguns, o trabalhador para superar o sistema capitalista explorador e evoluir a sociedade para uma organização comunista, e o primeiro passo seria a consciência de classe, ou seja, identificar-se como pertencente a uma classe e perceber que está sendo explorado. Questão comentada (ENEM 2010) O movimento operário ofereceu uma nova resposta ao grito do homem miserável no princípio do século XIX. A resposta foi a consciência de classe e a ambição de classe. Os pobres então se organizavam em uma classe específica, a classe operária, diferente da classe dos patrões (ou capitalistas). A Revolução Francesa lhes deu confiança, a Revolução Industrial trouxe a necessidade da mobilização permanente. HOBSBAWN, E. J. A era das revoluções. São Paulo: Paz e Terra, Universidade Aberta do Nordeste 83

12 No texto, analisa-se o impacto das Revoluções Francesa e Industrial para a organização da classe operária. Enquanto a confiança dada pela Revolução Francesa era originária do significado da vitória revolucionária sobre as classes dominantes, a necessidade da mobilização permanente, trazida pela Revolução Industrial, decorria da compreensão de que A. a competitividade do trabalho industrial exigia um permanente esforço de qualificação para o enfrentamento do desemprego. B. a completa transformação da economia capitalista seria fundamental para a emancipação dos operários. C. a introdução das máquinas no processo produtivo diminuía as possibilidades de ganho material para os operários. D. o progresso tecnológico geraria a distribuição de riquezas para aqueles que estivessem adaptados aos novos tempos industriais. E. a melhoria das condições de vida dos operários seria conquistada com as manifestações coletivas em favor dos direitos trabalhistas. Solução comentada A questão aborda a evolução da organização social das classes trabalhadoras e suas relações com alguns movimentos da história que contribuíram para seu fortalecimento, o texto indaga sobre a necessidade de uma mobilização permanente desse grupo no contexto da Revolução Industrial, visto que essa última aumentou de forma extraordinária os modos de exploração do trabalhador, característica do modo de produção capitalista, daí a sugestão de que esse modelo só vai deixar de ser explorador se for modificado por completo, dito de outra maneira, for destruído. Resposta: B sem rede de esgotos. Por algumas vezes, esses bairros se encontram perto de suntuosos palácios dos ricos. As habitações são descritas como úmidas e frias, as pessoas que ali viviam estavam em condições subumanas, não tinham quase nenhum móvel, os que o tinham sempre vendiam em busca de dinheiro ou o usavam para aquecimento. A personagem Fantine, do livro de Victor Hugo, é um bom exemplo disso, ela é a personificação da miséria. No início do livro, é descrita como uma mulher linda, jovem, loura e de lindos dentes. Como dote possuía ouro e pérola; ouro sobre a cabeça e pérolas na boca. Sempre era muito alegre e dotada de pudor. Porém, o autor desconstrói toda essa imagem à medida que ela vai tornando-se miserável. Desempregada, com uma filha para sustentar, Fantine passa pelas situações mais humilhantes possíveis, submetendo-se a trabalhos extremamente penosos e mal remunerados, que não lhe possibilitam pagar suas dívidas, fazendo-a vender os poucos móveis que tinha. Já quase sem nenhum bem para vender, decide vender seus cabelos e posteriormente seus dentes, não tendo mais nada de resto, vende sua honra, torna-se prostituta. Para aprender mais! 11. Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem. TOCQUEVILLE, Aléxis de. Apud Hobsbawn, Eric. A Era das Revoluções Leia mais! A VIDA DO OPERÁRIO A miséria não é uma realidade nova no século XIX, porém, o seu tema como objeto de estudo surge neste período. Nem Victor Hugo nem Engels são os primeiros a abordar o assunto, porém ambos em muito contribuíram para uma nova ótica sobre a pobreza. Victor Hugo, em sua obra Os Miseráveis, procura traçar um panorama da sociedade francesa do século XIX, revelando as mazelas do povo e as degradantes situações a que eram submetidos por meio da vida de seus personagens. Já Engels, para escrever seu livro A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, visita diversos bairros de má fama para observar de perto a situação do proletário. Todos esses bairros que visita são descritos de maneiras muito semelhante, ruas estreitas, tortuosas, sujas, a maioria O grande desenvolvimento tecnológico vem proporcionando muitas facilidades e melhorias para a humanidade, mas ainda existe uma parcela dessa mesma população com uma exclusão perceptível. Pessoas que, por falta de oportunidades e recursos, não estão dentro desse conjunto de melhorias, desse mundo digital. A razão que melhor explica esse fato será A. a acomodação dessa população que sempre espera pelo Estado para lhe favorecer. B. o fato de não existir ainda meios no sistema capitalista para a inclusão total da população. C. a falta do interesse dos mais desvalidos em melhorar,típico da classe. D. o apego de certas classe ao tradicional,ao antigo e aversão ao moderno. E. o fato de ficar longe dessa tecnologia e poder ter uma vida bem mais simples e agradável. 84

13 12. Leia os dois textos seguintes. No Ocidente Medieval, a unidade de trabalho é o dia [...] definido pela referência mutável ao tempo natural, do levantar ao pôr do sol. [...] O tempo do trabalho é o tempo de uma economia ainda dominada pelos ritmos agrários, sem pressas, sem preocupações de exatidão, sem inquietações de produtividade. Jacques Le Goff. O tempo de trabalho na crise do século XIV. Na verdade, não havia horas regulares: patrões e administradores faziam conosco o que queriam. Normalmente os relógios das fábricas eram adiantados pela manhã e atrasados à tarde e, em lugar de serem instrumentos de medida do tempo, eram utilizados para o engano e a opressão. Anônimo. Capítulos na vida de um menino operário de Dundee, Entre as razões para as diferentes organizações do tempo do trabalho, pode-se citar A. a predominância no campo de uma relação próxima entre empregadores e assalariados, uma vez que as atividades agrárias eram regidas pelos ritmos da natureza. B. o impacto do aparecimento dos relógios mecânicos, que permitiram racionalizar o dia de trabalho, que passa a ser calculado em horas no campo e na cidade. C. as mudanças trazidas pela organização industrial da produção, que originou uma nova disciplina e percepção do tempo, regida pela lógica da produtividade. D. o conflito entre a Igreja Católica, que condenava os lucros obtidos a partir da exploração do trabalhador, e os industriais, que aumentavam as jornadas. E. a luta entre a nobreza, que defendia os direitos dos camponeses sobre as terras, e a burguesia, que defendia o êxodo rural e a industrialização. 13. O juiz do condado de Broghton, presidindo uma reunião da prefeitura de Nottingham [Inglaterra], em 14 de janeiro de 1860, declarou que, naquela parte da população, empregada nas fábricas de renda da cidade, reinavam sofrimentos e privações em grau desconhecido do resto do mundo civilizado... Às duas, três e quatro horas da manhã, crianças de 9 e 10 anos são arrancadas de camas imundas e obrigadas a trabalhar até as 10, 11 ou 12 horas da noite, para ganhar o indispensável à mera subsistência. Com isso, seus membros definham, sua estatura se atrofia, suas faces se tornam lívidas, seu ser mergulha num torpor pétreo, horripilante de se contemplar [...] O sistema [...] constitui uma escravidão em sentido social, físico, moral e intelectual [...]. DECCA, Edgar de. Fábricas e Homens: a Revolução Industrial e o cotidiano dos trabalhadores. São Paulo: Atual, Os textos expressam A. a exploração da mão de obra escrava que caracterizou a industrialização capitalista, no séculos XIX e XX. B. as violências impostas aos trabalhadores durante a Revolução Industrial, iniciada no século XVIII. C. o trabalho escravo e assalariado, nos períodos das Revoluções Comercial e Industrial, nas colônias inglesas. D. as características de superexploração do trabalho, inerentes ao modelo mercantilista inglês, no século XIX. E. o capitalismo industrial, iniciado no século XIX, na Inglaterra, com suas relações de trabalho essencialmente escravocratas. 14. Condições de moradia do operário industrial: À medida que as novas cidades industriais envelheciam, multiplicavam-se os problemas de abastecimento de água, saneamento, superpopulação, além dos gerados pelo uso de casas para serviços industriais, culminando com as estarrecedoras condições reveladas pelas investigações sobre moradia e condições sanitárias, na década de Essas condições, nas vilas rurais ou nas aldeias têxteis, eram muito precárias, mas a dimensão do problema era certamente maior nas grandes cidades, pela facilidade de proliferação de epidemias. (...) Os habitantes das cidades industriais tinham frequentemente de suportar o mau cheiro do lixo industrial e dos esgotos a céu aberto, enquanto seus filhos brincavam entre detritos e montes de esterco. Na verdade, alguns desses fatos persistem ainda hoje (década Universidade Aberta do Nordeste 85

14 de 1960), no panorama industrial do norte e da região central da Inglaterra. (...) Adaptado de: E. P. Thompson. A formação da classe operária inglesa. In: Alceu Pazzinato e Maria Helena Senise. História moderna e contemporânea. São Paulo: Ática, p As precárias condições de vida operária reveladas por investigações realizadas na década de 1840, na Inglaterra, são resultantes de um processo marcado pelo avanço tecnológico, grandes transformações nas relações de trabalho e nas formas de produção. A situação apresentada no texto conduz ao período conhecido como A. Primeira Revolução Industrial, com desenvolvimento na Inglaterra fortalecendo a economia daquela nação. B. Liberalismo Econômico, aplicado pelos novos pensadores do século XIX, com seus conceitos de fortalecimento estatal. C. Segunda Revolução Industrial, expandido por todo o mundo, inclusive pelos ditos países de baixo desenvolvimento. D. Revolução Gloriosa, movimento que fortaleceu o Estado inglês e a monarquia. E. Terceira Revolução Industrial, processo já concluído, com o desenvolvimento das armas nucleares e computadores. 15. O duque de Bridgewater censurava os seus homens por terem voltado tarde depois do almoço; estes se desculparam dizendo que não tinham ouvido a badalada da 1 hora, então o duque modificou o relógio, fazendo-o bater 13 badaladas. Esse texto revela um dos aspectos das mudanças oriundas do processo industrial inglês no final do século XVIII e início do século XIX. A partir do conhecimento histórico, deduzimos que A. os trabalhadores foram beneficiados com a diminuição da jornada de trabalho em relação à época anterior à revolução industrial. B. a racionalização do tempo foi um dos aspectos psicológicos significativos que marcou o desenvolvimento da maquinofatura. C. os empresários de Londres controlavam com mais rigor os horários dos trabalhadores, mas, como compensação, forneciam remuneração por produtividade para os pontuais. D. as fábricas, de modo em geral, tinham pouco controle sobre o horário de trabalho dos operários, haja vista as dificuldades de registro e a imprecisão dos relógios naquele contexto. E. os industriais criaram leis que protegiam os trabalhadores que cumpriam corretamente o horário de trabalho. Ampliando conhecimentos para o Enem 1. Os textos abaixo apresentam duas opiniões, sobre a importância histórica do continente africano. Texto 1 Escrito pelo filósofo alemão Gerg F. Hegel ( ) [A África] não tem interesse histórico próprio, senão o de que os homens vivem ali na barbárie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento à civilização. HEGEL. Filosofia da história universal. Citado em HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.p.20. Texto 2 Escrito pela antropóloga Marta Heloisa Leuba Salum Para compreendermos a cultura material das sociedades africanas, a primeira questão que se impõe é a imagem que até hoje pendura da África, como se até sua descoberta fosse esse continente perdido na obscuridade dos primórdios da civilização, em plena barbárie, numa luta entre homem e natureza. De fato, a história dos povos africanos é a mesma de toda humanidade: a da sobrevivência material, mas também espiritual, intelectual e artística, o que ficou à margem da compreensão nas bases do pensamento ocidental, como se a reflexão entre homem e cultura fosse seu atributo exclusivo, e como se natureza e cultura fossem fatores antagônicos. SALUM, Marta Heloisa Leuba. África: culturas e sociedades guia temático para professores. São Paulo: MAE/ USP, A leitura, a interpretação e o debate dos textos nos permite compreender que A. os textos expressam visões semelhantes em relação ao desenvolvimento da civilização africana. B. os textos divergem visto que para Hegel a civilização africana é inculta e estéril do ponto de vista civilizatório. C. a antropóloga Marta Heloisa Leuba Salum concorda com a tese do texto de Hegel a respeito da civilidade africana. D. os dois textos discordam de uma civilidade em relação aos africanos e concordam com o conceito de barbárie. E. ambos os textos concordam que as visões sobre os povos africanos são parciais e distorcidas. 86

15 2. O Rio de Janeiro se tornou neste domingo (7/7/2012) Patrimônio Mundial. É a primeira cidade do mundo a receber esse título da Unesco na categoria Paisagem Natural. A relação harmoniosa entre a natureza e a intervenção humana é, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a âncora da candidatura do Rio. A candidatura listou os principais elementos naturais que tornam original e excepcional a paisagem carioca, como o Pão de Açúcar, Corcovado, a Floresta da Tijuca, Praia de Copacabana e a Baía de Guanabara. O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco em 1992, como uma nova tipologia de reconhecimento de bens culturais, dentro da lista de patrimônios mundiais da organização, que já soma 911 itens. Os sítios reconhecidos como tal eram áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. Além do Rio, o Brasil tem 18 bens culturais e naturais na lista da Unesco. Estão na lista os conjuntos arquitetônicos e urbanísticos de Ouro Preto (MG) e Brasília, os centros históricos de Olinda (PE), Salvador, Diamantina (MG), São Luís e Goiás (GO), as ruínas de São Miguel das Missões (RS) e o santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG). Na relação de bens naturais, constam os parques nacionais do Iguaçu (PR), Costa do Descobrimento (BA/ES), Serra da Capivara (PI), Jaú (AM), Pantanal (MT/MS), Veadeiros (GO) e Fernando de Noronha (PE). Disponível em: -de-janeiro-patrimonio-mundial,894272,0.htm, acesso em: 11 de julho de Entre os motivos e os desdobramentos apontados pela notícia sobre a decisão de tornar o Rio de Janeiro patrimônio mundial, podemos deduzir que A. o Rio de Janeiro não é a primeira cidade brasileira agraciada com esse título nessa categoria, visto que antes dela Recife e Olinda já detinham tal título. B. o título se refere ao fato de a cidade do Rio de Janeiro ter recebido ao longo de sua história pouquíssimas intervenções humanas, mantendo-se quase inalterada. C. o fato de ser considerado Patrimônio Mundial se deu pelas últimas ações empreendidas pelos governos estaduais e municipais em relação ao combate à violência. D. para a Unesco, a relação harmoniosa entre natureza e intervenção humana faz do Rio de Janeiro um lugar singular e que deve ser preservado. E. o título não traz impactos, nem positivos nem negativos, para o cotidiano da cidade, pois é meramente simbólico. 3. Da prática marginal à luta nacional. Segundo Vieira (1995), essa forma de rebeldia, antes utilizada como arma de luta entre inúmeras fugas durante a escravidão, tornou-se um símbolo da resistência cultural do negro. Assim o governo republicano, instaurado em 1889, deu continuidade à política da repressão e associou diretamente a criminalidade à capoeira, como consta no decreto 847 de 11 outubro de 1890, com o título Dos Vadios e Capoeiras : Artigo 402: Fazer nas ruas ou praças públicas exercícios de destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem: pena de seis meses a dois anos de reclusa. Único: É considerada agravante pertencer a alguma banda ou malta. Aos chefes, ou cabeças, impor-se-à a pena em dobro. A data histórica é 15 de julho de Nesse dia, reunidos no Palácio Rio Branco, em Salvador, num ritual bem mais formal que suas irreverentes rodas, dezenas de mestres do Brasil inteiro testemunham a capoeira ser registrada patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Capoeira é um exemplo de como a visão da sociedade em relação a determinados assuntos se modifica com o passar do tempo, muitos eventos que ocorreram no passado e eram reprovados pela sociedade hoje alcançam espaços de expressão não marginalizados. Um dos fatores que, assim como a capoeira, mantém a mes- Universidade Aberta do Nordeste 87

16 ma relação de um passado marginalizado e a aceitação no presente é A. o tabagismo, visto como um grande problema social no passado hoje é aceito pela sociedade sem grandes restrições ao seu uso. B. a obesidade antes considerada um grande problema social, símbolo da ostentação de alguns, hoje é visto como problema de saúde pública. C. o homossexualismo visto com reprovação nas sociedades da Antiguidade, hoje é aceito em todas as instâncias sociais como governo e religiões. D. os fascismos, reprovados por seus atos no passado, hoje surgem como propostas de solução dos problemas dos países europeus em crise econômica. E. a violência contra a mulher, de certa forma tolerada no Brasil Colonial, hoje, através de leis como a Maria da Penha, é condenada pela sociedade Placa na Argentina diz as Malvinas são argentinas (Marcos Brindicci / Reuters) Essa placa contém uma ideia que recentemente voltou à cena na Argentina e está ligada A. às disputas entre argentinos e ingleses pela soberania das Ilhas Malvinas, hoje sob o comando do Reino Unido. B. ao problema entre argentinos e paraguaios sobre suas fronteiras, desde a derrota na guerra do Paraguai pelo Exército Argentino. C. a uma área que está dentro dos limites argentinos, mas ainda dominada pela Espanha como resquício do Período Colonial. D. ao território pertencente originalmente à Inglaterra, mas os argentinos alegam que fazem parte de seus territórios. E. ao território cedido pelos espanhóis ao Governo Inglês e tomado pelos argentinos na guerra das Malvinas, gerando conflitos até hoje na região. Entre os itens abaixo, um que expressa relação direta com o pensamento implícito na charge é (são) A. o crescimento do desenvolvimento tecnológico é o maior fator que tem aumentado o desemprego. B. para manter a economia equilibrada, o estado deve ser pequeno, demitindo e reduzindo o estado. C. o efeito gerado pela crise econômica europeia e a pouca estabilidade do trabalhador. D. as crises políticas dos países árabes gerando a falência de muitas empresas, e, como consequência, o desemprego. E. o momento atual da economia brasileira é marcado pelo grande desemprego. 6. Revolução! Precavenha-se fazendo suas compras da margarina Elza... Esta propaganda, estampada no Diário Nacional em 1930, mostra como a perturbação da ordem invadia o cotidiano do país naquela época. De fato, entre 1920 e 1930, a ideia de revolução permeava o debate político e pairava sobre a sociedade brasileira. Militares demonstraram sua contrariedade em 1922 e em 1924, ao marcharem contra o Governo Federal, e um grupo de rebeldes militares percorreu o país em nome da revolução en- 88

17 tre 1925 e Nas grandes cidades, o descontentamento de parte da população se manifestava em greves e inquietação. Disponível em: acesso em: 11 de julho de O texto destaca aspectos relevantes entre o final da República Velha no Brasil e o início da Era Vargas. Sobre esse contexto, um dos movimentos que expressam essas agitações pode ser A. a eclosão de vários movimentos messiânicos, como o movimento de Canudos, no sertão baiano, liderado pelo beato, profeta para seus seguidores, Antônio Conselheiro. B. a Guerra do Contestado, ocorrida entre os estados do Paraná e Santa Catarina, no momento em que um bando armado e organizado pelo beato José Maria invade o Estado de Santa Catarina. C. a Revolta da Vacina, movimento ocorrido no Rio de Janeiro e que objetivava derrubar o presidente da República Oswaldo Cruz, autor da lei da vacina obrigatória. D. a Coluna Prestes, um dos principais movimentos tenentistas do período que conseguiu agitar praticamente todo o país e causou certa reflexão sobre as práticas políticas da República Velha. E. a Semana de Arte Moderna de São Paulo repercutiu no cenário cultural e patrocinou uma aceitação a figura do revolucionário como porta voz do progresso. 7. Em julho de 1900, a Convenção Constitucional de Cuba iniciou suas deliberações e foi notificada que o Congresso dos EUA pretendia anexar uma emenda à Constituição cubana. Em 1901, o Secretário da Guerra Elihu Root elaborou um conjunto de artigos como diretrizes para as futuras relações Estados Unidos-Cuba. Artigo III. Que o Governo de Cuba consente que os Estados Unidos possam exercer o direito de intervir para a preservação da independência cubana, a manutenção de um governo adequado à proteção da vida, propriedade e liberdade individual, e para cumprimento das obrigações com relação a Cuba imposta pelo Tratado de Paris sobre os Estados Unidos, agora a ser assumida e realizada pelo governo de Cuba. Fonte: php#ixzz20fhz0lpd A. processo de independência de Cuba e a Emenda Platt. B. desenvolvimento da Doutrina Monroe e a política da boa vizinhança. C. Revolução Cubana e a crise dos mísseis. D. renovação do governo cubano e o apoio dos Estados Unidos. E. guerra de independência e a formação do Zapatismo. 8. O que se espera de uma nação Que o herói é a televisão Que passa todos os seus meses mal Melhora tudo no Natal Até presente dá pra dar Só não se sabe o que vai receber Pano de prato ou dedal Escolha o mais caro que eu quero ver Mucama na cama do patrão Me chama, me chama de negão Paga salário de pão Mas come o que a população não come O que se espera de uma nação Que o herói é a televisão Que passa todos os seus meses mal Melhora tudo no Carnaval Mucama, Cidade Negra Música para muitos é uma forma de expressão não apenas artística, mas reflete características de uma sociedade, seus anseios e suas frustrações. A letra acima da banda Cidade Negra expressa A. uma crítica à utilização da mídia de forma a alienar as pessoas. B. a valorização das mídias como forma de entreter a população e fazê-las esquecer-se da condição miserável em que vivem. C. a valorização dos momentos em que a população ameniza a sua condição de miséria e valoriza o espírito coletivo. D. a defesa de que o Natal e o Carnaval são as únicas datas em que a população ameniza as suas necessidades. E. a crítica à opressão dos patrões sobre os empregados, os quais utilizam a mídia como forma de resistência. O texto acima está mais diretamente relacionado a (o) Universidade Aberta do Nordeste 89

18 Geografia Rio+20, sucesso ou fracasso? Num mundo mais aberto e mais democrático, são mais complexos os processos de tomada de decisão, as conferências internacionais não têm a intensidade dramática capaz de satisfazer a nossa fome de espetáculo. No entanto, elas não ocorrem em vão e dispersam sementes para além das aparências. No caso das questões do ambiente, foi assim com a Rio-92, com Kyoto e certamente será assim também com a Rio+20. O modo de funcionamento dessas conferências reflete a realidade de um mundo mais multipolarizado, em que se multiplica sem cessar o número de atores relevantes. Não é mais possível, felizmente, que dois ou três países se reúnam e decidam o destino da humanidade. Os próprios governos, por sua vez, ao falar e ao decidir por seus países, devem respeitar a vontade livre de suas sociedades. O mundo tornou-se claramente mais aberto e muito mais democrático. Nesse mundo, mais opiniões estão sendo levadas em consideração, tornando mais complexos os processos de tomada de decisão. A partir dessas duas premissas, pode-se fazer um julgamento mais equilibrado e mais justo da nossa conferência. É verdade que ela não foi ambiciosa e que renunciou depressa demais a seus objetivos? Não é uma tarefa simples conseguir que 190 governantes, representando 7 bilhões de pessoas, ponham-se de acordo sobre mudanças nos modos de produção, nos estilos de vida e nas expectativas de crescimento econômico para as próximas décadas. Os próprios termos do problema dificilmente são matéria consensual, mesmo entre profissionais e ativistas. Há importantes setores dos movimentos ambientalistas que contestam duramente a economia verde que não passa, segundo eles, de mais um disfarce ou uma variante do desenvolvimento capitalista. Os objetivos de uma economia sustentável não devem ser impostos por meio de ordens de governos centralizadores, e sim por meio da administração de incentivos que, num ambiente de liberdade, alterem os comportamentos de produtores e de consumidores. Afinal, em que sociedade queremos viver? Como bem disse o negociador-chefe do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, a objetivos ambiciosos devem corresponder a recursos também ambiciosos. Uma coisa sem a outra é, no mínimo, incoerência, disse ele. Eu diria que chega mesmo a ser hipocrisia. Os países ricos desenvolveram-se sem as regras e o limites que hoje pesam sobre os países de desenvolvimento tardio e sem incorrer nos custos que essas restrições implicam. Por isso, se a União Europeia e os Estados Unidos desejam estabelecer objetivos concretos, devem antecipar-se e oferecer uma parte grande dos recursos necessários. O papel da política é agir conforme a circunstância, avançando ou recuando conforme as condições reais. Nesse sentido, foi prudente recuar em relação aos recursos e aos financiamentos. Entretanto, pela mesma razão, foi necessário não avançar em compromissos que custarão muito, principalmente para os países em desenvolvimento, que ainda enfrentam situações de extrema pobreza. A preservação dos recursos naturais, para que eles possam ser aproveitados de modo duradouro pelas futuras gerações, é uma tarefa importante que deve obrigar a todos nós. Porém, ao olhar para a natureza e para os homens de amanhã, não podemos fechar os olhos para os homens de hoje; para as centenas de milhões de pobres na África, na Ásia e na América Latina, especialmente mulheres e crianças. Para eles, é preciso haver mais crescimento econômico e mais produção de alimentos. Não vamos conseguir isso retrocedendo a formas primitivas de organização da produção, abolindo o uso de novas tecnologias no campo, renunciando à engenharia genética e amaldiçoando o desenvolvimento. A Rio+20 é o espelho do Mundo Novo, mais aberto e mais democrático, sem protagonismos excessivos. O governo brasileiro mostrou-se um ator apropriado desses tempos novos, exercendo um tipo de liderança serena, lúcida e democrática. Estou convicta de que o Brasil, em todos os aspectos, cumpriu bem o seu papel como anfitrião de uma das conferências mais importantes deste século. Fonte: Folha de S.Paulo, Kátia Abreu 23/06/2012 Questão comentada (Enem) Em 1872, Robert Angus Smith criou o termo chuva ácida, descrevendo precipitações ácidas em Manchester após a Revolução Industrial. Trata-se do acúmulo demasiado de dióxido de carbono e enxofre na atmosfera que, ao reagirem com compostos dessa camada, formam gotículas de chuva ácida e partículas de aerossóis. A chuva ácida não necessariamente ocorre no local poluidor, pois tais poluentes, ao serem lançados na atmosfera, são levados pelos ventos, podendo provocar a reação em regiões distantes. A água de forma pura apresenta ph 7, e, ao contatar agentes poluidores, reage modificando seu ph para 5,6 e até menos que isso, o que provoca reações, deixando consequências. Disponível em: Acesso em: 18 maio 2010 (adaptado). O texto aponta para um fenômeno atmosférico causador de graves problemas ao meio ambiente: a chuva ácida 90

19 (pluviosidade com ph baixo). Esse fenômeno tem como consequência A. a corrosão de metais, pinturas, monumentos históricos, destruição da cobertura vegetal e acidificação dos lagos. B. a diminuição do aquecimento global, já que esse tipo de chuva retira poluentes da atmosfera. C. a destruição da fauna e da flora, e redução dos recursos hídricos, com o assoreamento dos rios. D. as enchentes, que atrapalham a vida do cidadão urbano, corroendo, em curto prazo, automóveis e fios de cobre da rede elétrica. E. a degradação da terra nas regiões semiáridas, localizadas, em sua maioria, no Nordeste do nosso país. Solução comentada A chuva ácida é um dos principais problemas ambientais e afeta os grandes centros industriais do mundo, sendo resultante da poluição do ar. As queimas de carvão ou de petróleo liberam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras. A reação dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida. A precipitação ácida, como mostrada no texto, é corrosiva (devido o PH baixo) e pode corroer estátuas e monumentos. A chuva ácida pode atingir a vegetação e os rios. As consequências disso são o comprometimento da biodiversidade, com a morte de algumas plantas e peixes pela acidificação dos rios e dos lagos. Resposta: A Para aprender mais! 16. O mapa apresenta dados de balanço divulgado pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT) sobre o número de pessoas ameaçadas, decorrente de questões agrárias, observa-se que a situação é mais preocupante na(o) A. Centro-Sul do país, onde a modernização da agropecuária intensificou os conflitos fundiários. B. Nordeste brasileiro devido à não aplicação do Plano Nacional de Reforma Agrária. C. fronteira com o Paraguai em função da expansão da soja. D. Amazônia resultante da expansão fronteira agrícola e do clima de impunidade. E. Polígono das Secas onde a estiagem provoca constantes conflitos entre sem-terra e agropecuaristas. 17. A Norte Energia, empresa responsável pela hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, anunciou, na noite desta terça-feira (10), ter chegado a um acordo com os índios que ocupam um de seus canteiros de obras. A empresa diz que se comprometeu a realizar projetos já previstos no Plano Básico Ambiental (PBA) indígena. Afirmou ainda que irá discutir as demais reivindicações, que não constavam no plano, em um comitê que será criado para acompanhar as contrapartidas. Folha de S. Paulo, 10 de Julho de 2012 Os principais problemas resultantes da construção da hidrelétrica de Belo Monte estão relacionados com A. as diversas obras que estão sendo implementadas na bacia do rio Tocantins, tipicamente de planície, que resultaram em um grande desastre ambiental. B. a construção de uma rede de transmissão de energia entre o Amazonas e o Sudeste do país, obra cujo custo é altíssimo, é desnecessária, pois o Sudeste já é autossuficiente em energia. C. a compatibilização entre a necessidade de ampliação da produção de energia, em face do aumento continuo do consumo e da política de conservação do ecossistema amazônico. D. resistência imposta pelos que são favoráveis à expansão da energia solar e eólica. E. a falta de mão de obra na Região Amazônica, cuja vocação econômica é a agropecuária. 18. Também conhecido como meteorização, é o conjunto de fenômenos físicos e químicos que levam à degradação e enfraquecimento das rochas. O termo é aplicado às alterações físicas e químicas a que estão sujeitas as rochas na superfície da Terra, porém essa alteração ocorre in situ, ou seja, sem deslocamento do material. Esse fenômeno, junto com a erosão, é de grande importância para a formação e constante Universidade Aberta do Nordeste 91

20 mudança no relevo terrestre. A conceituação trata de um fenômeno importantíssimo para a Pedologia, que é A. tectônica das Placas, processo endógeno responsável pela formação edáfica. B. isostasia, equilíbrio entre o SIAL e o SIMA, que resulta na movimentação da litosfera. C. intemperismo, responsável pela formação dos solos. D. voçoroca, agente exógeno que se concentra nas encostas montanhosas. E. epirogênese, responsável pela esfoliação das rochas e pela consolidação dos solos. 20. Texto A Morte da floresta é o fim da nossa vida. Expressão na camisa de Irmã Doroty no ocasião do seu assassinato. Desde a década de 1970, quando as preocupações ambientais ascenderam à agenda política e alcançaram uma perspectiva global, a Amazônia vem se constituindo em um dos principais temas do ativismo além-fronteiras. Keck; Sikkink, 1998 O processo de ampliação da fronteira econômica do Brasil na direção da Região Amazônica, tem gerado uma grande preocupação entre os ambientalistas que defendem um modelo menos impactante e que seja acompanhado por uma justiça ambiental, que implica no(a) A. adoção de uma política de sustentabilidade como forma de garantir a preservação da biodiversidade da região. B. intensificação de incentivos fiscais para a formatação de uma nova zona de processamento de exportação. C. redirecionamento do agronegócio a partir de uma legislação que proíba a exploração agropecuarista. D. combate aos povos da floresta, principais responsáveis pelos impactos ambientais. E. ampliação do Projeto Calha Norte, que visa ao monitoramento da região. Texto 2 WASHINGTON A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou, neste sábado, 29, que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso e que passará a tentar um novo método. Texto 3 Texto 4 Fonte Estadão.com.br 29/maio/2010 Número de focos de queimada no Brasil, acumulado desde 1º de janeiro e até a última quinta-feira, 12, chegou a , ante no mesmo período do ano passado, uma variação, em termos relativos, de 85%. De acordo com relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), esta é a primeira variação positiva para o período desde 2007, quando o número de focos superou os de 2006 em 154%. Nos últimos anos, a tendência vinha sendo de queda, com redução de 70% em 2008 e 20% em Fonte: Estadão.com.br 10/Agosto/

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Heidi Strecker* A filosofia é um saber específico e tem uma história que já dura mais de 2.500 anos. A filosofia nasceu na Grécia antiga - costumamos dizer - com

Leia mais

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática GEOGRAFIA, ECONOMIA E POLÍTICA Terreno montanhoso Comércio marítimo Cidades-estado

Leia mais

1º ano. 1) Relações de Trabalho, Relações de Poder...

1º ano. 1) Relações de Trabalho, Relações de Poder... Liberdade, propriedade e exploração. A revolução agrícola e as relações comerciais. Capítulo 1: Item 5 Relações de trabalho nas sociedades indígenas brasileiras e americanas. Escravidão e servidão. Divisão

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM com a Independência dos E.U.A. e a Revolução Francesa, a Declaração Universal dos Direitos do Homem é um documento extraordinário que precisa ser mais conhecido

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros

Leia mais

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009 Questão 01 UFBA - -2009 2ª FASE 2009 Na Época Medieval, tanto no Oriente Médio, quanto no norte da África e na Península Ibérica, muçulmanos e judeus conviviam em relativa paz, fazendo comércio e expressando,

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.:

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.: PROFESSOR: EQUIPE DE HISTÓRIA BANCO DE QUESTÕES - HISTÓRIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- Como o relevo

Leia mais

Lista de Exercícios:

Lista de Exercícios: PROFESSOR(A): Ero AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DATA DA REALIZAÇÃO ROTEIRO DA AVALIAÇÃO 2ª ETAPA AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DISCIPLINA: HISTÓRIA ANO: 6º CONTÉUDOS ABORDADOS Cap. 4: o mundo grego todos os temas Cap

Leia mais

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou

Leia mais

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA 2011/HIST8ANOEXE2-PARC-1ºTRI-I AVALIAÇÃO PARCIAL 1º TRIMESTRE

Leia mais

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Preâmbulo Considerando

Leia mais

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Na orientação dessa semana faremos questões objetivas sobre filosofia política. II. Questões sobre Filosofia Política 1. Foi na Grécia de Homero que

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

Brasil, suas contradições

Brasil, suas contradições Brasil, suas contradições O que é Violência? Violência Qualidade de violento; ato violento; ato de violentar Violentar Exercer violência; forçar; coagir; violar; estuprar Violento Que se exerce com força;

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo em Movimento do DISTRITO FEDERAL. Geografia Leituras e Interação

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo em Movimento do DISTRITO FEDERAL. Geografia Leituras e Interação Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo em Movimento do DISTRITO FEDERAL Geografia Leituras e Interação 2 Caro professor, Este guia foi desenvolvido para ser uma ferramenta útil à análise e

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa cidade. Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma Bruno Oliveira O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada um país

Leia mais

EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS

EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS EDUCAR PARA OS DIREITOS HUMANOS Sandra Regina Paes Padula * Gostaria aqui fazer um breve histórico de como surgiu os Direitos Humanos para depois entendermos como surgiu a Educação em Direitos Humanos.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 106 Discurso na cerimónia de entrega

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. Revolução Agrícola Capítulo 1: Item 5 Egito - política, economia, sociedade e cultura - antigo império

1º ano. 1º Bimestre. Revolução Agrícola Capítulo 1: Item 5 Egito - política, economia, sociedade e cultura - antigo império Introdução aos estudos de História - fontes históricas - periodização Pré-história - geral - Brasil As Civilizações da Antiguidade 1º ano Introdução Capítulo 1: Todos os itens Capítulo 2: Todos os itens

Leia mais

Estímulo Experimental: Texto para filmagem dos discursos políticos (Brasil Thad Dunning)

Estímulo Experimental: Texto para filmagem dos discursos políticos (Brasil Thad Dunning) Estímulo Experimental: Texto para filmagem dos discursos políticos (Brasil Thad Dunning) DISCURSOS 1, 2, 3 e 4 sem mensagem de raça ou classe (o texto do discurso é para ser lido duas vezes por cada ator,

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo III: Conselhos dos Direitos no

Leia mais

Recursos para Estudo / Atividades

Recursos para Estudo / Atividades COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 1ª Etapa 2014 Disciplina: HISTÓRIA Professora: ALESSANDRA PRADA Ano: 2º Turma: FG Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série 1 - DEFINIÇÃO Direitos e deveres civis, sociais e políticos usufruir dos direitos e o cumprimento das obrigações constituem-se no exercício da

Leia mais

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com Reflexões sobre Empresas e Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com PRINCÍPIOS ORIENTADORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS (ONU, 2011): 1. PROTEGER 2. RESPEITAR 3. REPARAR Em junho de 2011, o

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

Declaração Universal dos. Direitos Humanos

Declaração Universal dos. Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Ilustrações gentilmente cedidas pelo Fórum Nacional de Educação em Direitos Humanos Apresentação Esta é mais uma publicação da Declaração Universal dos Direitos

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

GABARITO PRÉ-VESTIBULAR

GABARITO PRÉ-VESTIBULAR LINGUAGENS 01. C 02. D 03. C 04. B 05. C 06. C 07. * 08. B 09. A 10. D 11. B 12. A 13. D 14. B 15. D LÍNGUA ESTRANGEIRA 16. D 17. A 18. D 19. B 20. B 21. D MATEMÁTICA 22. D 23. C De acordo com as informações,

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: HISTÓRIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS:. Compreender

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

Fichamento. Texto: O Terceiro Mundo

Fichamento. Texto: O Terceiro Mundo Fichamento Texto: O Terceiro Mundo I Descolonização e a revolução transformaram o mapa politico do globo. Consequência de uma espantosa explosão demográfica no mundo dependente da 2º Guerra Mundial, que

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Formação do bacharel em direito Valdir Caíres Mendes Filho Introdução O objetivo deste trabalho é compreender as raízes da formação do bacharel em Direito durante o século XIX. Será

Leia mais

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação de GOIÁs. História Oficina de História

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação de GOIÁs. História Oficina de História Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação de GOIÁs História Oficina de História 2 Caro professor, Este guia foi desenvolvido para ser uma ferramenta

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Declaração Universal dos Direitos do Homem Declaração Universal dos Direitos do Homem Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Mundo está fragmentado em centenas de países, mas ao mesmo tempo, os países se agrupam a partir de interesses em comum. Esses agrupamentos, embora não deixem de refletir

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 5 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP ROTEIRO DA UNIDADE 05 FINALIDADE: Com esta UE você terminará de estudar

Leia mais

Evolução histórica da Moral/Ética

Evolução histórica da Moral/Ética (3) Evolução histórica da Moral/Ética Zeila Susan Keli Silva 1º Semestre 2013 1 O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: Importância

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Imperialismo dos EUA na América latina

Imperialismo dos EUA na América latina Imperialismo dos EUA na América latina 1) Histórico EUA: A. As treze colônias, colonizadas efetivamente a partir do século XVII, ficaram independentes em 1776 formando um só país. B. Foram fatores a emancipação

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como:

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: 1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão

Leia mais

Roteiro de Estudos. 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série

Roteiro de Estudos. 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série Roteiro de Estudos 2 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia 2ª série Professor: Eduardo O que devo saber: Globalização, comércio mundial e blocos econômicos. O Comércio Global. O protecionismo. O comércio

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Revolução Industrial e Socialismo. A Revolução Industrial.

Revolução Industrial e Socialismo. A Revolução Industrial. Aula 11 Revolução Industrial e Socialismo Nesta aula, iremos tratar da Revolução Industrial e de suas conseqüências para o mundo contemporâneo. Entre as conseqüências, destaque para o desenvolvimento de

Leia mais

O nascimento da sociologia. Prof. Railton Souza

O nascimento da sociologia. Prof. Railton Souza O nascimento da sociologia Prof. Railton Souza Áreas do Saber MITO RELIGIÃO ARTES FILOSOFIA CIÊNCIA SENSO COMUM CIÊNCIAS NATURAIS OU POSITIVAS ASTRONOMIA FÍSICA QUÍMICA BIOLOGIA MATEMÁTICA (FERRAMENTA

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência.

Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Título: Conflitos teológicos e políticos da Igreja Católica Brasileira presente nos artigos das revistas: Hora Presente e Permanência. Nome: Glauco Costa de Souza (Graduando Unesp/Assis). e-mail: glaucojerusalem@hotmail.com

Leia mais

1º ano. I. O Surgimento do Estado e a Organização de uma Sociedade de Classes

1º ano. I. O Surgimento do Estado e a Organização de uma Sociedade de Classes Africana: África como berço da humanidade Capítulo 1: Item 1 Européia Capítulo 1: Item 2 Asiática Capítulo 1: Item 2 Americana Capítulo 1: Item 3 Arqueologia Brasileira Capítulo 1: Item 4 A paisagem e

Leia mais

DICAS DO PROFESSOR. História 7º Ano

DICAS DO PROFESSOR. História 7º Ano DICAS DO PROFESSOR História 7º Ano A REFORMA PROTESTANTE AS PRINCIPAIS CRÍTICAS DE LUTERO Vida desregrada; Opulência; Luxo do alto clero; Venda de cargos; Venda de relíquias sagradas; Venda de indulgências.

Leia mais

UNICAMP REVOLUÇÃO FRANCESA HISTÓRIA GEAL

UNICAMP REVOLUÇÃO FRANCESA HISTÓRIA GEAL 1. (Unicamp 94) Num panfleto publicado em 1789, um dos líderes da Revolução Francesa afirmava: "Devemos formular três perguntas: - O que é Terceiro Estado? Tudo. - O que tem ele sido em nosso sistema político?

Leia mais

CARTA DA TERRA Adaptação Juvenil

CARTA DA TERRA Adaptação Juvenil CARTA DA TERRA Adaptação Juvenil I TRODUÇÃO Vivemos um tempo muito importante e é nossa responsabilidade preservar a Terra. Todos os povos e todas as culturas do mundo formam uma única e grande família.

Leia mais

Curso: Estudos Sociais Habilitação em História. Ementas das disciplinas: 1º Semestre

Curso: Estudos Sociais Habilitação em História. Ementas das disciplinas: 1º Semestre Curso: Estudos Sociais Habilitação em História Ementas das disciplinas: 1º Semestre Disciplina: Introdução aos estudos históricos Carga horária semestral: 80 h Ementa: O conceito de História, seus objetivos

Leia mais

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Brasil Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)

Leia mais

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão.

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. Osdireitosdohomemedocidadãonocotidiano (OscarNiemeyer,1990) "Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável,

Leia mais

DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO

DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO POR UM CEARÁ MELHOR PRA TODOS A COLIGAÇÃO POR UM CEARA MELHOR PRA TODOS, com o objetivo de atender à Legislação Eleitoral e de expressar os compromissos

Leia mais

Grécia Antiga - Questões de Vestibulares Gabarito *

Grécia Antiga - Questões de Vestibulares Gabarito * Grécia Antiga - Questões de Vestibulares Gabarito * 1. (Fatec) "A cidade-estado era um objeto mais digno de devoção do que os deuses do Olimpo, feitos à imagem de bárbaros humanos. A personalidade humana,

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

CIDADANIA DIREITO DE TODOS

CIDADANIA DIREITO DE TODOS CIDADANIA DIREITO DE TODOS Luciana Montes Arruda Universidade Castelo Branco INTRODUÇÃO Com o objetivo de contribuir para a qualidade de vida no estado do Rio, o Sistema FIRJAN criou, em 2010, o SESI Cidadania.

Leia mais

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TREZE COLÔNIAS Base de ocupação iniciativa privada: Companhias de colonização + Grupos de imigrantes = GRUPOS DISTINTOS [excedente da metrópole;

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE PROCESSO DE INGRESSO NA UPE SOCIOLOGIA 2º dia 1 SOCIOLOGIA VESTIBULAR 11. A Sociologia surgiu das reflexões que alguns pensadores fizeram acerca das transformações ocorridas na sociedade do seu tempo.

Leia mais

Universidade Federal do Ceará Coordenadoria de Concursos - CCV Comissão do Vestibular

Universidade Federal do Ceará Coordenadoria de Concursos - CCV Comissão do Vestibular Universidade Federal do Ceará Coordenadoria de Concursos - CCV Comissão do Vestibular Data: 08.11.2009 Duração: 05 horas Conhecimentos Específicos: Matemática: 01 a 05 Redação História: 06 a 10 Coloque,

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F

CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F CADERNO DE EXERCÍCIOS 2F Ensino Fundamental Ciências Humanas Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 Movimento operário e sindicalismo no Brasil H43 2 Urbanização nas regiões brasileiras H8,

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA INTERATIVIDADE FINAL AULA SOCIOLOGIA. Conteúdo: Conflitos religiosos no mundo

CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA INTERATIVIDADE FINAL AULA SOCIOLOGIA. Conteúdo: Conflitos religiosos no mundo Conteúdo: Conflitos religiosos no mundo Habilidades: Reconhecer que a religião muitas vezes esconde razões políticas, econômicas e sociais de inúmeros conflitos no mundo contemporâneo; Reconhecer que a

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2

Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Final 3ª Etapa 2014 Disciplina: História Professor (a): Rodrigo Ano: 6 Turma:6.1 e 6.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA. Profº Alexandre Goicochea História

A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA. Profº Alexandre Goicochea História A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA Profº Alexandre Goicochea História ORIGENS O mundo grego antigo ocupava além da Grécia, a parte sul da península Balcânica, as ilhas do mar Egeu, a costa da Ásia Menor, o

Leia mais

Em 27 de Abril de 1994, a África do Sul deixou

Em 27 de Abril de 1994, a África do Sul deixou 2 Celebrando 20 Anos de Liberdade e Democracia Em 27 de Abril de 1994, a África do Sul deixou de lado séculos de discriminação e opressão para formar uma nova sociedade construída sobre o fundamento da

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA. Por: Rodrigo A. Gaspar

REVOLUÇÃO FRANCESA. Por: Rodrigo A. Gaspar REVOLUÇÃO FRANCESA Por: Rodrigo A. Gaspar REVOLUÇÃO FRANCESA Influência dos valores iluministas Superação do Absolutismo monárquico e da sociedade estratificada Serviu de inspiração para outras revoluções,

Leia mais

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA AULA: 17 Assíncrona TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Conteúdos: China: dominação

Leia mais

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil.

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Arquivo do Estado de SP O Uso dos Documentos de Arquivo na Sala de Aula Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Mariana Ramos Apolinário 2º semestre 2013 São Paulo SP

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

Professor Thiago Espindula - Geografia. África

Professor Thiago Espindula - Geografia. África África A seguir, representação cartográfica que demonstra a localização da África, em relação ao mundo. (Fonte: www.altona.com.br) Europeus partilham a África A Conferência de Berlim, entre 1884 e 1885,

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 8 o ano o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o :. Leia os textos e responda às questões e. Texto Na Grécia Antiga, Aristóteles (384 a.c.-3 a.c.) já defendia a ideia de que o Universo

Leia mais