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1 POLÍTICAS EDUCACIONAIS CIONAIS Revista de Educação

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3 Revista de Ed ucação Vol. 1 nº 1 jan./jun p ESTADO MILITAR E AS REFORMAS EDUCACIONAIS Cleci Terezinha Battistus 1 Cristiane Limberger 2 Orientador: André Paulo Castanha 3 O período de 1964/1974, não se caracteriza somente pelo autoritarismo, mas também pela realização de reformas institucionais na educação sob a Lei nº 5.540/68 que refere-se a Reforma do Ensino Superior, e sob a Lei nº 5.692/71 que diz respeito a Reforma do Ensino de 1º e 2º graus. Como o Estado nesse período está mais do que nunca disposto a se fazer obedecer, estabelece por suas próprias razões, formas de dominação baseadas numa organização racional onde a administração passa a ter grande importância na manutenção da ordem pública. As reformas educacionais feita nessa fase da história nacional foram efetivadas no interior dessa complexa e às vezes conflitante máquina administrativa. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é compreender o que ocorreu com a educação no período de 1964 a 1974, que culmina com a ênfase na profissionalização que tem por base preparar bons empregados para o crescente empresariado que vem assumindo o controle econômico do país. A preocupação com a profissionalização é tão grande que constitui um dos destaques na formulação do programa do novo governo. O golpe de 1964 foi uma manobra dos setores mais avançados da burguesia brasileira, que contou com o apoio e a aliança dos latifundiários, das multinacionais, do governo dos Estados Unidos da América, da classe média e dos militares responsáveis pela intervenção executiva. Esse Regime discricionário utilizou-se de muitos mecanismos repressivos para impedir a participação e a representação das massas populares em nível institucional. Por outro lado, buscou canais de legitimidade, ao utilizar-se de propagandas com forte cunho nacionalista, com o intuito de promover reformas nos setores educacionais e sociais. Esta legitimação aconteceria através de apelos constantes à democracia e à liberdade, quando na verdade estas eram reprimidas; pelo discurso favorável à erradicação do analfabetismo, e a valorização da educação escolar, enquanto pouco dinheiro se destinava para este fim, sem contar com a forte contenção política na instituição de ensino. Nesse contexto observa-se que os Governos Militares não se precipitaram em fazer essas reformas na área de educação; dedicou seus primeiros anos de governo ao que lhe pareceu mais importante, isto é, aos setores econômico e político.

4 ISSN Vol. 1 nº 1 jan./jun p Em 1968 o Estado aprovou a Reforma do Ensino Superior e pouco depois em 1971 a Reforma do Ensino Primário e Médio. Estas reformas não contaram com a participação da sociedade civil, pois esta estava desmobilizada, e visavam desfazer eventuais movimentos neste campo (EVALDO VIEIRA, apud GERMANO, p. 104). O Regime político militar definiu um dos seus projetos de equalização social através da valorização da educação e fez da política educacional um meio para obtenção do consenso. Podemos identificar a importância que o Estado atribuiu à educação através da repressão de professores e alunos perigosos ao Regime, através do controle ideológico e político do ensino, visando eliminar a crítica social e política. Neste sentido observa-se que após 1964 todos os movimentos educacionais e populares foram fechados e seus participantes presos e cassados. Neste ano a Lei Suplicy 3 coloca a União Nacional de Estudantes (UNE) na ilegalidade, visando coibir o potencial crítico dos estudantes. Universidades receberam intervenção militar, professores e reitores foram expulsos com o objetivo de afastar e punir portadores de idéias consideradas marxistas ou subversivas ( ADUSP, apud GERMANO, p 109). A partir de 1964 acordos entre o Mec e a Usaid 4, foram feitos, abrangendo todos os níveis de ensino. O relatório Atcon 5 enfatizava a importância de racionalizar a universidade,organizando-a em moldes empresarias, privilegiando assim a questão da privatização do ensino. A reforma universitária estabelecida pela Lei 5540/68, foi concebida como uma estratégia militar de afrontamento ao movimento estudantil, como uma concessão à classe média que clamava por mais vagas no ensino superior. Esta reforma, ao ser implantada, encontrou resistências em vários setores sociais ligados à educação, principalmente porque ela nasceu identificada com um período em que as liberdades democráticas tinham sido suprimidas. Estamos falando de um período político em que o Estado brasileiro estava organizado em bases autoritárias, que se fundara por meio de um golpe de Estado e que definira como classe política dirigente um grupo de militares. Conforme Germano (1994), as mudanças ocorridas no ensino superior tinham como objetivos a necessidade de extinção do sistema de cátedras; a introdução da organização departamental; a divisão do currículo escolar em dois ciclos, um básico e outro profissionalizante; integração das atividades de ensino e pesquisa e a ênfase na pós-graduação. Neste contexto a UNE realizou um seminário sobre a Reforma Universitária reivindicando a autonomia da universidade perante o governo, a liberdade para eleger direções, liberdade para modificar currículos e programas. Para a UNE o ensino primário não atendia toda a população, o ensino médio não estaria organizado de acordo com as necessidades do desenvolvimento, e o ensino superior não estava formando os profissionais exigidos. A Reforma Universitária ten- EST ESTADO MILITAR AR E AS REFORMAS EDUCACIONAIS CIONAIS

5 ISSN Vol. 1 nº 1 jan./jun p tou inviabilizar um projeto de universidade crítica e democrática ao reprimir e despolitizar o espaço acadêmico. Nesse sentido reformar significava desmobilizar os estudantes, estancando o crescimento da oposição ao Regime. Em seguida, o governo incumbiu-se de modificar o ensino fundamental e o médio. Com a Lei 5.692, de 1971, aumentou os anos de escolarização obrigatória para 8 anos, abrangendo a faixa etária de 7 a 14 anos, e acabou com a equivalência entre o propedêutico e o ramo secundário. Passa-se a ter a obrigatoriedade de uma habilitação profissional para todos que cursassem o agora chamado 2ª grau. O objetivo do ensino de 1º e 2º graus volta-se para a qualificação profissional e o preparo para exercer a cidadania. Essa nova proposta vinha atender aos interesses do Governo Militar, que seriam, entre outros, o de esvaziar os conteúdos, trazendo assim uma despolitização, ao mesmo tempo que iria preparar e aumentar a força-de-trabalho qualificada, que atenderia à demanda do desenvolvimento anunciado pelo tempo do milagre, que dizia que o Brasil poderia fazer parte do bloco do 1º mundo. Na lei proposta em 1971, fica claro que a educação para o trabalho é algo desejável pelo governo. A idéia básica é a de que, se o aluno quiser, terá condições de prosseguir até a Universidade, mas, se não quiser ou não puder, poderá arranjar razoáveis empregos quando sair do 2º grau. A profissionalização do nível médio, portanto, era vista como uma exigência que teria como resultado selecionar apenas os mais capazes para a Universidade, dar ocupação aos menos capazes, e, ao mesmo tempo, conter a demanda de educação superior em limites mais estreitos (ROMANELLI, 1989, p.235). Contudo, a Lei 5692/71 responde a uma demanda do mercado econômico que se firmava pela necessidade de formar um perfil de trabalhadores que respondesse as exigências do grande capital, denominado pelos organismos internacionais e pelo Estado brasileiro, agente de intervenção do desenvolvimento econômico. De acordo com Germano (1994), a profissionalização universal e compulsória de caráter terminal adotada pelo Brasil foi uma opção caduca na medida que tomou uma direção contrária das tendências que ocorriam, desde a década de 70, nos próprios países de economia capitalista, com relação à qualificação da força de trabalho. Assim, as bases de legitimação do Estado Militar tratavam de proporcionar uma igualdade de oportunidades, num momento em que se acentuavam as diferenças sociais. Ou seja, via educação resolver os problemas sociais. A política educacional tem igualmente a pretensão de suprir um quadro de carência real, que seria diminuir a exclusão das camadas populares da cultura letrada. Mas, apesar de significativos contingentes das camadas populares terem tido acesso à escola, a educação proporcionada a esta população foi de segunda categoria e de baixa qualidade. O índice de repetência e evasão escolar mantiveram-se em níveis elevados. Apesar das justificativas do Ensino Cleci Ter erezinha ezinha Battistus - Cristiane Limberger er - André Paulo Castanha

6 Vol. 1 nº 1 jan./jun p Profissionalizante concorrer para a superação das desigualdades sociais, o que realmente aconteceu foi a manutenção da estrutura da desigualdade social, na medida, em que estabeleceu uma relação direta com a produção capitalista. Finalmente caracteriza-se o período 1964/1974 pelo severo controle social das escolas, controle a que são submetidos professores e alunos. Criou-se uma falsa imagem da formação profissional como solução para os problemas de emprego, possibilitando a criação de muitos cursos mais por imposição legal e motivação políticoeleitoral que por demandas reais da sociedade. Trata-se de abreviar a escolarização dos mais pobres empurrando-os mais cedo para o mercado de trabalho, apesar do gigantismo do exército industrial de reserva no país ( GERMANO, 1994, p. 177 ). Nestes termos o ensino profissionalizante privilegiou a formação técnica, o saber fazer, em detrimento do saber cientifico. A contribuição da escola para o mercado de trabalho se realiza na medida em que forma indivíduos eficientes, isto é, aptos a dar sua parcela de contribuição para o aumento da produtividade da sociedade. Assim, ela estará cumprindo sua função de equalização social ( SAVIANI, 2005, p.13 ). Conforme Germano (1994), a reforma educacional do Regime foi particularmente perversa com o ensino do 2º grau público. Destruiu o seu caráter propedêutico ao ensino superior, elitizando ainda mais o acesso às universidades publicas. Ao mesmo tempo, a profissionalização foi um fracasso. Fatos estes que indicam a falência da política educacional de 1º e 2º graus durante o Regime Militar. Para concluir, é relevante observarmos que a instituição de ensino, se tornou um veiculo de legitimação do Regime Militar que através da Reforma Universitária sufocou possíveis mobilizações anti-regime. As leis nºs 5.540/68 e 5.692/ 71, promulgadas num cenário marcado por pressões das camadas médias por educação, representaram uma estratégia governamental no sentido de conter a forte demanda por ensino superior. Nesse sentido, a Lei nº 5.692/71, em nome da necessidade de formação de técnicos de nível médio, atribui ao ensino de 2º grau um caráter de profissionalização compulsória, que visava atender aa determinações do sistema produtivo que se encontrava em franca expansão. Todas estas medidas acabaram por rebaixar ainda mais o nível de ensino das classes populares. REFERÊNCIAS CUNHA, L., A. GÓES, M. de. O golpe na educação. Rio de Janeiro: JORGE Zahar Editor,1986, p CUNHA, L., A. Educação e desenvolvimento social no Brasil. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1991,p ESTADO MILITAR AR E AS REFORMAS EDUCACIONAIS CIONAIS

7 Vol. 1 nº 1 jan./jun p GERMANO, J., W. Estado Militar e Educação no Brasil ( ). São Paulo: Cortez, 1994, p ROMANELLI, O. de O. História da Educação no Brasil ( ). Petrópolis: Editora Vozes, SAVIANI, D. Escola e Democracia. Campinas: Autores Associados, NOTAS 1 Graduandas em Pedagogia, pela. Membros do HISTEDOPR - Grupo de estudos em História, Sociedade e Educação no Brasil GT da Região Oeste do Paraná. 2 Doutorando pela UFScar. Membro do HISTEDOPR - Grupo de estudos em História, Sociedade e Educação no Brasil GT da Região Oeste do Paraná. 3 A chamada Lei Suplicy, trata-se de uma referencia a Flavio Suplicy de Lacerda, Ministro de Educação e Cultura, que coloca a UNE e as Uniões Estaduais de Estudante (UEEs) na ilegalidade e cria novos órgãos de representação estudantil atrelados às autoridades governamentais. 4 Acordos realizados a partir de 1964, entre o Ministério da Educação (MEC) e uma Agência do governo americano United States Agency for International Development (USAID). Estes acordos tinham o objetivo de implantar o modelo norte americano nas universidades brasileiras através de uma profunda reforma universitária. 5 Elaborado em 1966 por Rudolph Atcon, professor e assessor norte-americano a serviço do MEC, envolvido na definição da Reforma Universitária. Cleci Ter erezinha ezinha Battistus - Cristiane Limberger er - André Paulo Castanha

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9 Revista de Ed ucação Vol. 1 nº 1 jan./jun p EDUCAÇÃO: DO LIBERALISMO AO NEOLIBERALISMO Claudio A. Peres 1 André P. Castanha 2 INTRODUÇÃO A presente pesquisa, ainda em andamento, é parte dos resultados preliminares da monografia intitulada História da Educação Superior na Região Oeste do Paraná O Público e o Privado no município de Cascavel, onde se pretende estudar a questão do ensino superior privado no Brasil e as diferenças estruturais que o mesmo apresenta em relação ao ensino público, analisando o contexto da Região Oeste do Paraná, particularmente do Município de Cascavel. Esta tarefa nos remete à década de 90, época de recrudescimento da discrepância que se apresenta. 3 Apesar deste período se destacar por promover o maior crescimento do ensino privado da história, 4 fazendo com que o país seja destaque mundial em número de instituições particulares de ensino, o estudo da época em si, não nos permitirá a compreensão do contexto por completo. Para além dos dados estatísticos, é preciso compreender a vinculação com a totalidade no sentido físico e temporal, confrontando o contexto local face ao mundial. É preciso buscar na economia política clássica e em seus idealizadores a raiz do pensamento econômico vigente na sociedade contemporânea, a saber, o neoliberalismo, reformulação e atualização do liberalismo idealizado, principalmente, a partir de John Locke ( ) e Adam Smith ( ) que, diante das necessidades produzidas pela base econômica de suas épocas, combateram o mercantilismo, a nobreza feudal e a posição da igreja, formando as bases para o liberalismo democrático capitalista. Na primeira metade do Século XX, a lógica da acumulação e da exploração capitalista torna-se cada vez mais evidente, fazendo ampliar idéias contrárias. Assim, que para sua própria manutenção, o capitalismo liberal, minimizando a radicalidade de suas práticas, dá um certo recuo com o Estado do Bem Estar Social, idealizado por John Maynard Keynes( ), porém, reage com as idéias de Friedrich Haiek ( ), inspirador do neoliberalismo e das novas estratégias de exploração do trabalhador pela classe dominante, o que se evidencia na década de 90 no Brasil, através das reformas do Estado.

10 Vol. 1 nº 1 jan./jun p ECONOMIA E EDUCAÇÃO LIBERAL CLÁSSICA A tese central da economia política liberal é a questão da participação mínima do Estado nas atividades econômicas do País. Adam Smith, economista político dos mais influentes do liberalismo, considera que a concorrência, por si só, é capaz de garantir o bem estar da sociedade e a perfeita harmonia entre o público e o privado, ou seja, a economia é auto regulatória e o Estado não deve intervir nesta liberdade. Um exemplo latente da ausência do Estado está na questão das responsabilidades com a educação, presente na obra de Smith, no segundo volume do Riqueza das Nações (1983). Smith diz, por exemplo, que as instituições educacionais podem captar recursos para cobrir seus próprios gastos. Ele não aponta o Estado como garantidor da educação gratuita pública, ou popular. 5 O trabalhador na sociedade liberal buscará a educação para aprender uma profissão, pois a certeza de poder permutar toda a parte excedente da produção de seu próprio trabalho que ultrapasse seu consumo estimula cada pessoa a dedicar-se a uma ocupação específica (Adam Smith, 1983, p ). Quando a educação passa a ser privada, ele acaba pagando para aprender produzir cada vez mais. Já no período da Revolução Industrial, o pensamento de Smith mostra sua falácia, pois apesar do trabalhador assinar contratos e ter alguns direitos, ele sempre produzirá excedente, como considera Smith, porém, a mensuração da produção foge ao seu controle. A necessidade de se manter no emprego e ser um bom operário em face da concorrência faz com que ele produza mais do que se esperava, produzindo o que Marx chama de mais valia. Este tipo de intercâmbio entre o capital e o trabalho é que serve de base à produção capitalista, ou ao sistema do assalariado, e tem que conduzir, sem cessar, à constante reprodução do operário como operário e do capitalista como capitalista (Marx, 1982, p. 164). O ESTADO DO BEM ESTAR SOCIAL E SUA DISSOLUÇÃO Passado o século XIX, a economia auto reguladora e a aplicação da política do Laissez faire 6 chegou ao ponto em que o capitalismo não mais se sustentaria daquela maneira. Questões como juro, moeda, poupança, investimento e emprego, eram interpretadas em uma lógica que não garantia a distribuição regular das vantagens e desvantagens entre as classes sociais distintas e não mais conseguia promover o desenvolvimento, surgindo insatisfações e movimentos contestatórios. As revoltas da classe trabalhadora e o fantasma do comunismo/socialismo passam preocupar sobremaneira a classe burguesa liberal dominante. EDUCAÇÃO: DO LIBERALISMO AO NEOLIBERALISMO

11 Vol. 1 nº 1 jan./jun p Analisando os aspectos econômicos do contexto da Primeira Guerra Mundial ( ), da Grande Depressão (1929) e da Segunda Guerra Mundial ( ), John Maynard Keynes 7 interpreta o capitalismo, trazendo idéias que passam a ser bastante consideradas no âmbito da economia clássica. A participação do Estado em funções bem específicas nas esferas econômica e social é condição para a fuga da crise. Keynes argumenta que o Governo deveria suplementar a insuficiência de demanda do setor privado (Keines, 1982, p. 15). Suas teorias acabam por contornar a crise patrão-empregado, apesar de não ser a preocupação real o bem estar do trabalhador. Seu objetivo é o equilíbrio do capitalismo para a manutenção do mesmo. A chamada política do bem estar social, é na verdade, movimento compensatório para evitar um desajuste ainda maior do sistema As idéias de Keynes seguem a reforçar os ideais do liberalismo: Nosso problema é o de criar uma organização social tão eficiente quanto possível, sem ofender nossas noções de um modo satisfatório de vida (Keines, 1984 p. 126). Seu principal objetivo era a criação de um estado de confiança para a atuação da inciativa privada. (Keines, 1982, p. 124). Este mito do Estado regulador da economia idealizado por Keynes e presente na ideologia dominante desta primeira metade do século XX, até certo ponto, é desfeito por Friedrich Hayek, 8 que traz interpretações que rebuscam as origens do liberalismo. Ele condena o programa de obras públicas e qualquer atividade econômica que venha a depender de verbas do governo (Hayek, 1987, p. 125). Hayek, em sua obra clássica O Caminho da Servidão, não disfarça a pretensão de defender com todas suas forças o capitalismo liberal. Na intenção clara de estar fazendo um manifesto capitalista, conclama que Urge reaprendermos a encarar o fato de que a liberdade tem o seu preço e de que, como indivíduos, devemos estar prontos a fazer grandes sacrifícios materiais a fim de conservá-la (Hayek, 1987, p. 133). Ocorre que o sacrifício constante é do trabalhador, que é sempre explorado. Este capitalismo irracional presente na estratégia neoliberal transfere para o mercado questões como saúde, educação, transporte, bem como serviços sociais em geral. Áreas de atuação que curiosamente dão prejuízos ao governo e lucro à iniciativa privada. A alegação é que o Governo não sabe gerenciar. Hayek admite que o monopólio privado é mais aceitável que o monopólio governamental ou público (Hayek, 1987, p. 180), em face de que o privado raramente é total e tem curta duração. Contudo, não é o que mostra a realidade atual. Pelo que foi comentado, e principalmente pela estratégia de Haiek, podemos dizer que o neoliberalismo venceu o racionalismo de Keynes nesta batalha de tentar manter o capitalismo liberal em toda sua essência. Claudio A. Per eres es - André P.. Castanha

12 Vol. 1 nº 1 jan./jun p CONSIDERAÇÕES FINAIS A estratégia neoliberal da década de 90 no Brasil, foi desenvolver a economia e fazer a reforma educacional, aumentando o poder da iniciativa privada, por meio do consenso ideológico. A conciliação é a estratégia política conservadora que assume uma face progressista, isto é, a de estar com a história, no caso com o processo de globalização e a inserção do País na nova ordem mundial. Enquanto o liberalismo político clássico colocou a educação entre os direitos do homem e do cidadão, o neoliberalismo, segundo Tomás Tadeu da Silva (Gentili & Silva, 1995, p. 21), promove uma regressão da esfera pública, na medida em que aborda a escola no âmbito do mercado e das técnicas de gerenciamento, esvaziando assim o conteúdo político da cidadania, substituindo-o pelos direitos do consumidor. A expressão falta de produtividade tem em contrapartida a produtividade da pesquisa relevante, isto é, utilitária, bem financiada, altamente rendosa, segundo critérios mercantis. A pesquisa está presente no Ensino Público, através das parcerias, para atender aos interesses do mercado. O Art. 213 da Constituição Federal de 1988, já traz a idéia de estimular a iniciativa privada para atuar na Educação, mas é a Lei 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que abre a possibilidade de que recursos públicos possam ser transferidos para o ensino superior privado, em quase todas as situações, uma vez que as definições de escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas, constantes dos Art. 19 e 20, são bastante abrangentes. Legislações posteriores seguem na mesma direção. O processo de desestatização exige uma regulamentação que acaba sempre por atender a interesses privados, a defesa da mais valia fica escamoteada pelo discurso da liberdade de ensino e Liberdade para a família escolher a educação de seus filhos, denúncia do monopólio da educação pelo Estados e outras falácias (Cunha, 1989, p.40). Com o governo Collor e FHC, o neoliberalismo transformou-se na doutrina oficial de governo, usada para justificar a reforma do Estado Brasileiro. Como a educação reproduz as condições econômicas existentes em cada época, daí o aumento histórico das Instituições Privadas de Ensino Superior no Brasil na década de 90, enquanto que as instituições públicas não apresentam crescimento algum, 9 reflexo da teoria do Estado Mínimo que se evidenciou, seja liberal ou neoliberal. Após um estudo das idéias de Adam Smith para o financiamento da educação, em sua época, podemos verificar que as políticas educacionais do Brasil na década de 90, têm fundamentação no liberalismo clássico. Medidas características da educação neoliberal, como, parcerias, convênios, provões, cursos supletivos e EDUCAÇÃO: DO LIBERALISMO AO NEOLIBERALISMO

13 Vol. 1 nº 1 jan./jun p formação profissional para os interesses do mercado são assuntos presentes na intencionalidade da proposta liberal. 10 Todo este projeto neoliberal faz o trabalhador continuar, como no liberalismo do século XVIII, acreditando em subir na vida pelo trabalho, pela educação e pelo esforço individual, condenando-se por estar na pobreza. A lei é igual para todos. Tem escola para todos. A justiça é imparcial. Falta perceber que a elite é que está e sempre esteve no poder de verdade e é quem decide tudo. O povo, está cercado de ideologias. As Leis, o Salário, o excedente, a mídia, a educação, tudo pertence ao detentor do capital. Ao povo, resta o sonho. De maneira bastante sutil, os condutores do pensamento neoliberal acabam tornando consensuais idéias que fortalecem o discurso a favor do ensino privado e desvaloriza o ensino público. Como em Smith, forma-se a crença de que o que é pago diretamente pelo indivíduo tem maior valor. A competitividade é supervalorizada, conforme as orientações de Hayek. Tudo o que é público é burocrático e não tem qualidade, muito menos total, como analisa Tomaz Tadeu da Silva (1994). Todos esses argumentos, que estão impregnados do ideário liberal, são expressados nos discursos dos economistas, dos intelectuais, dos empresários, divulgado pela mídia e perigosamente defendido e aplicado pelos políticos nas Câmaras, Assembléias e Congresso Nacional. Daí, a importância da estratégia da resistência ativa, apontada por Dermeval Saviani (1991), para que a luta em prol do ensino público possa influenciar no legislativo, a ponto de mudar os rumos. REFERÊNCIAS CUNHA, Luiz Antônio. Escola Pública, Escola Particular e a democratização do ensino. 3. ed, São Paulo: Cortez, GENTILI, Pablo A.A, SILVA, T. Tadeu da (Orgs.). Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação, Visões críticas. 3. ed., Petrópolis: Vozes, HAYEK, F. Auguste. O Caminho da Servidão. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura: Instituto Liberal, KEYNES, J. Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Atlas, KEYNES, J. Maynard. Economia. Organizador: Tamás SzmrecsÁnyi (Org), Florestan Fernandes, São Paulo: Ática, MARX, K, ENGELS, F, Para a Crítica da economia política. Salário, Preço e Lucro; O Rendimento e suas Fontes: A Economia Vulgar, São Paulo: Abril Cultural, Claudio A. Per eres es - André P.. Castanha

14 Vol. 1 nº 1 jan./jun p SMITH, Adam. A Riqueza das Nações - Investigando Sobre Sua Natureza e Suas Causas. Vol I, São Paulo: Abril Cultural, SAVIANI, Dermeval. Ensino Público e algumas falas sobre Universidade. 5ª ed, São Paulo: Cortez/ Autores Associados, NOTAS 1 Graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Especialista em História da Educação no Brasil /. 2 Doutorando em Educação, pela UFSCar e membro do HISTDOPR. 3 Criação das Instituições de Ensino Superior em Cascavel: : 1987, UNIPAR: 1993, UNIVEL: 1995, Faculdade Dom Bosco: 1999, FAG: 1999, UNIPAN: 1999, FADEC: 2000 (Dados do INEP). 4 Segundo dados do INEP, A liberalização do ensino superior, a partir da metade da década de 90, levou a uma expansão desenfreada das universidades privadas no Brasil. Isto fez com que, hoje, 70% das vagas sejam não estatais e apenas 30% estatais. Com este índice, o Brasil transformou-se no país com maior participação privada no ensino superior do mundo. 5 " Também as instituições para a educação da juventude podem propiciar um rendimento suficiente para cobrir seus próprios gastos. Os honorários ou remuneração que o estudante paga ao mestre constituem um rendimento deste gênero não é necessário que ele seja tirado da receita geral do Estado.... A dotação provém, em toda parte, sobretudo de algum rendimento local ou provincial, do arrendamento de alguma propriedade territorial, ou dos juros de alguma soma de dinheiro concedida e confiada à gestão de curadores para esse fim específico, ora pelo próprio soberano, ora por algum doador particular (Smith, 1983, p. 199). 6 Signinfica: deixe que o homem comum escolha e atue, não o obriguem a ceder ante a um ditador. 7 Influente economista ingês. A partir de suas idéias, surgem o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). 8 Prêmio Nobel de Economia. Autor de O Caminho da Servidão, obra de grande influência no resgate à tradição Liberal. 9 De acordo com o INEP, em 1998, o Brasil contava com 209 Instituições de Educação Superior públicas e 764 privadas. Em 2003 as Instituições públicas estavam reduzidas a 207 e as privadas chegaram ao número de "Para se obter as honras de um diplona, não se exige que uma pessoa apresente certificado de haver estudado durante determinado número de anos em uma escola pública. Se ele demonstrar, no exame, que aprendeu aquilo que nessas escolas se ensina, não se pergunta em que lugar aprendeu (Smith, 1983, p. 203)... Se não houvesse instituições públicas para a educação, não se ensinaria nenhum sistema e nenhuma ciência que não fossem objeto de alguma procura ou que as circustâncias da época se tornassem necessário, conveniente, ou, pelo menos, de acordo com a moda. (Smith, 1983, p. 212). EDUCAÇÃO: DO LIBERALISMO AO NEOLIBERALISMO

15 O NEOLIBERALISMO E A CRISE NOS MOVIMENTOS SOCIAIS 1 Revista de Ed ucação Vol. 1 nº 1 jan./jun p Tiago Limanski 2 Orientador: Roberto Antônio Deitos 3 No contexto atual vivenciamos um movimento contraditório no meio social, acentuado na busca de justificação teórica para práxis neoliberal, articulado principalmente nos campos político e econômico, com a formulação de novas concepções e idéias pautadas, sobretudo em explicações filosóficas, políticas, econômicas e sociais, ao processo da chamada globalização. Imbricada neste contexto, a desarticulada massa operária encontra-se diluída em vários novos movimentos, que se delimitam em seu campo de atuação a defesa institucional de um comum propósito simbólico aos interesses demandados em suas categorias sociais de luta. Essa situação concreta de desmonte da consciência de classe no campo da luta social remete ao ideário de recomposição histórica das forças liberais no sentido de se forjar uma nova e falsa identidade de massa, articulada em um patamar de aceitáveis concessões promovidas pela sociedade capitalista contemporânea. Esses novos entendimentos não somente adulteram a gênese que permeia a articulação da classe expropriada, como também seu produto final, ou seja, as perspectivas quanto ao processo de mudança na estrutura social, o que explicita inegavelmente contradições que surgem historicamente e se perfazem em situação contrária aos objetivos das mobilizações populares, que por via de reforma conciliam os interesses opostos em um processo impar de inserção a estrutura social. Para tanto, para se fazer frente ao ideário pós-moderno, as práticas sociais devem resgatar os encaminhamento doutrora, rearticulando as divergentes frações demandas sob o comum propósito de enfrentamento das relações hegemônicas consolidadas com o advento do movimento neoliberal. Que preconiza no intermédio de seus teóricos, a inevitável consolidação da estrutura que compõe o quadro social na atualidade, quanto a isso (FUKUYAMA 1992) 4 afirma: O neoliberalismo proclamou-se o fim da história, e o conhecimento de uma nova era. Contudo, a de se atentar, que está equivocada validação social a afirmação teórica de que a história acabou, está intrinsecamente associada a um estado de sujeição das massas, caracterizada nos dispêndios contemporâneos da sociedade capitalista em posicionar forças humanas e materiais nas regiões geografica-

16 Vol. 1 nº 1 jan./jun p mente caracterizadas por tensões, isto é, ameaças ao modelo democrático liberal e ao sistema econômico capitalista. O uso destes meios coercitivos é historicamente um instrumento articulador que admite se necessário a destruição das forças humanas, estruturais e produtivas, em função de necessidades capitalistas, estruturou no processo de composição da história contemporânea uma realidade social antagônica que, por si só, produziu o abismo social entre as classes, individualizando os acessos aos benefícios da revolução tecno-científica. Essa limitação na aquisição social dos frutos da tecnologia originou no seio do movimento de massa eixos de disputas que passam a reivindicar por interesses, cada vez mais singulares e adversos, as reinvidicações demandadas na totalidade da classe subjugada pela ação do capital. O que originou a recente fragmentação da classe em categorias sociais de luta, os denominados novos movimentos que se restringem a reinvidicações setoriais fechadas em si mesma, não objetivam assegurar os acessos homogêneos na estrutura social. A solidariedade caracterizada na atual modalidade do capitalismo, originária no terceiro setor frente a necessidade de atendimento as demandas reclamadas nas categorias sociais que, por si só, não objetiva transformar a sociedade, seu objetivo é implícito no norte reformador, e portanto, compete somente a classe expropriada repensar as suas formas de abordagem de massa, delimitando um movimento homogêneo no sentido de reclamar por mudanças. Quanto a atual modalidade do capitalismo no modelo neoliberal, (SAN- TOS 1996, pág. 163) afirma Agora se mundializa: a produção, o produto, o dinheiro, o crédito, o consumo, a política e a cultura 5. Inovações sociais que flexibilizam as relações de consumo e explicitam a necessidade de se expandir a economia capitalista, base para acumulação, nas áreas da informática, microeletrônica, comunicação e transportes, incrementando o comercio, a circulação dos capitais, ou seja, novos padrões do trabalho e da produção a serem assumidos. Neste contexto, em que se internacionalizam as relações sociais, é fato consumado que os avanços produzidos nas formas estruturais de comunicação podem unir os ideários de luta, como maior agilidade que em outrora, fortalecendo e internacionalizando os movimentos de massa operária. As realidades geradas nos novos movimentos caracterizam em si pela negação da perspectiva de transformação social por via de ruptura, para tanto é necessário considerar as afirmações do professor e sociólogo FLORESTAN FERNANDES 6 que na década de setenta materializava no campo universitário sua trincheira de luta, defensor do movimento de massa, revelava que a libertação da O O NEOLIBERALISMO E A CRISE NOS MOVIMENTOS SOCIAIS

17 Vol. 1 nº 1 jan./jun p massa seria produto da ação desta própria massa, objeto alcançado somente a partir da autoconsciência de classe, produzida socialmente. Para Florestan se fazia necessário em seu contexto, tanto quanto agora se faz em nossa época, Uma ação coletiva e simultânea dos indivíduos, tanto em nível de categorias, quanto em nível de classe social. Defensor dos velhos movimentos criticou abertamente as deficiências político-ideológicas de consciência nos novos movimentos, a exemplo dos movimentos feminista, ecológico e negro; Materializados com base em reinvidicações individualizadas a especificidade da categoria que reclama, e não na totalidade da classe expropriada da qual também são emergidos. As novas formas de movimentos caracterizam-se em um novo modelo de homem, ascendente das transformações tecnológicas, que destitui as perspectivas de massa e caráter formal das relações humanas que norteavam seu antecessor. Quanto a isso (GOHN, 1995) 7 assevera Os novos movimentos sociais se contrapõe aos velhos e historicamente tradicionais movimentos sociais em suas práticas e objetivos. Um subproduto do embate ideológico no campo social das relações humanas, que esclerosou que a consciência da massa é, sobretudo, o resultado de um processo massificador de formação ideológica, que no primeiro momento é assimilada na família, e depois amplamente reforçada na escola, e por relações suplantados por inúmeros veículos que reforçam o estereótipo de obediência. Partindo da afirmação anterior pode-se caracterizar que o ato de neutralidade é também opção política, e que nenhuma das instituições sociais é neutra, o que no campo educacional dimensiona que escola é dualista sim e serve aos interesses que melhor convier ao momento, não é comprometida com o movimento de massa, nasce no seio da burguesia, (PONCE, 1996, pág. 169) 8 afirma A classe que domina materialmente é também a que domina com sua moral, com sua educação e com as suas idéias. No conceito produzido a partir dos pressupostos marxistas, a educação é um instrumento que vai no estado proletariado materializar a conscientização das massas e romper com a ideologia dominante, e se colocar a serviço da operária. Para entender que procedimentos transformam o ensino burguês em proletariado, devemos atentar para o que (PONCE, 1996, pág. 169) 9 assevera Nenhuma mudança pedagógica fundamental pode impor-se antes do triunfo da classe revolucionária que a reclama. Contudo, é importante reiterar que as duas considerações obtidas nos parágrafos anteriores, desmistificam a leitura ingênua de escola transformadora do meio social, ou seja, não é na escola, mas em direção a escola, que a ruptura social deve-se constituir. Para tanto a necessidade de se ter uma consciência de classe, isto é, de massa no sentido de se assumir o processo de transformação social, que inevitavel- Tiag iago o Limanski - Roberto Antonio Deitos

18 O ISSN Vol. 1 nº 1 jan./jun p mente passa pela reestruturação dos movimentos sociais e posteriormente apela reestruturação da escola. Esse determinismo que deve ser assumido por sociólogos e educadores ligados intrinsecamente a classe trabalhadora, tende a assemelhar a afirmação de LÊNIN, citada por (PONCE, 1996, pág. 172) Há quem nos acuse pelo fato de transformarmos a nossa escola em escola de classe, mas, a escola sempre foi uma escola de classe. O nosso ensino defenderá por isso, exclusivamente, os interesses da classe laboriosa. Para tanto, deve-se levantar a seguinte questão: vivemos um momento em que se atenuam as contradições impostas política, ideológica e economicamente pelo chamado neoliberalismo, na medida em que a história não acabou e que o neoliberalismo não venceu, refutam-se as afirmações oportunistas, como afirma (ANDERSON, 1992), tendo como exemplo as que proclamam O fim das ideologias: e o envelhecimento do marxismo. Nossa atualidade caracteriza um momento de relações hegemônicas determinadas ideológica e economicamente pelo capital, que de certo modo desarticularam os movimentos sociais, contudo nada pode estar determinado como fim da história e o campo da história e também o espaço para disputa social e política podem afloraram novas e mais graves contradições sociais. REFERÊNCIAS: ANDERSON, Perry. O fim da história (De Hegel a Fukuyama). Trad. De Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, CONCEIÇÃO, Gilmar Henrique da. Partidos políticos e educação: a extrema esquerda brasileira e a concepção de partido como agente educativo. Cascavel: Edunioeste, FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo, Difel, FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Trad. Aulyde Soares Rodrigues. RJ. Rocco, GOHN, Maria da Glória. Teorias dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, Movimentos sociais e educação. São Paulo: Cortez, PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes, trad. José Severo de Campo Pereira. 15ª ed. São Paulo: Cortez, SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo (globalização e meio-técnico cientifico Informal). São Paulo: Hesitec, O NEOLIBERALISMO E A CRISE NOS MOVIMENTOS SOCIAIS

19 Vol. 1 nº 1 jan./jun p NOTAS 1 Texto revisto e ampliado apresentado originalmente nos anais da XXVII Semana de Educação nesta instituição de ensino, com o titulo de As perspectivas da classe operária para além do chamado pós-modernismo, em co-autoria com os acadêmicos..., sob a orientação do prof. Dr. Gilmar Henrique da Conceição, em Acadêmico da 3ª serie noturna do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Unioeste, Campus Universitário de Cascavel. 3 Orientador, Doutor em educação, professor do Curso de Pedagogia da Unioeste, Campus Universitário de Cascavel. 4 FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Trad. Aulyde Soares Rodrigues. RJ. Rocco, SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo (globalização e meio-técnico cientifico Informal). São Paulo: Hesitec, FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo, Difel, GOHN, Maria da Glória. Teorias dos movimentos sociais: Paradigmas Clássicos e Contemporâneos. São Paulo: Loyola, PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes, trad. José Severo de Campo Pereira. 15ª ed. São Paulo: Cortez, PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes, trad. José Severo de Campo Pereira. 15ª ed. São Paulo: Cortez, 1996 Tiag iago o Limanski - Roberto Antonio Deitos

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