O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE : EMPRESA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE : EMPRESA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE MARÍLIA MARIÂNGELA CONCEIÇAO VICENTE BERGAMINI DE CASTRO O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE : EMPRESA MARÍLIA 2008

2 MARIÂNGELA CONCEIÇAO VICENTE BERGAMINI DE CASTRO O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE : EMPRESA Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado em Direito da Universidade de Marília como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Direito, sob a orientação da Profª. Drª. Jussara Suzi Assis Borges Nasser Ferreira. MARÍLIA 2008

3 Autora: MARIÂNGELA CONCEIÇAO VICENTE BERGAMINI DE CASTRO Título: O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE: EMPRESA Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado em Direito da Universidade de Marília, área de concentração Empreendimentos Econômicos, Desenvolvimento e Mudança Social, sob a orientação da Profª. Drª. Jussara Suzi Assis Borges Nasser Ferreira. Aprovado pela Banca Examinadora em 12/09/2008 Profª. Drª. Jussara Suzi Assis Borges Nasser Ferreira Orientadora Profª.Drª Miriam Fecchio Chueiri Profª. Drª.Maria de Fátima Ribeiro

4 Dedico este trabalho ao meu marido João Paulo, valioso e fiel companheiro, que solidariamente me acompanhou em todas as viagens no decorrer do curso, proporcionando apoio e incentivo em todos os momentos desta minha caminhada.

5 Agradeço primeiramente a Deus, pela saúde e pela oportunidade de poder realizar plenamente este desafio. Aos meus filhos Fernanda, João Vitor e João Pedro, pela compreensão nos momentos de ausência. Aos Professores do Curso de Mestrado, pelos ensinamentos. A minha orientadora, Profa. Dra. Jussara, pela valiosa compreensão e colaboração no decorrer deste trabalho. Ao meu marido João Paulo, pelo companheirismo e solidariedade.

6 O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE : EMPRESA Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo analisar a função social da empresa. Com o advento do Estado Social e o reconhecimento da função social da propriedade alterou-se o regime fundamental da propriedade privada, proporcionando uma situação de equilíbrio entre o individual e coletivo. A função social da propriedade, prevista constitucionalmente, determina que o proprietário, além de um poder sobre a propriedade, tem um dever correspondente para com toda a sociedade de usar esta propriedade de forma a lhe dar a melhor destinação sob o ponto de vista dos interesses sociais. Esta pesquisa pretende demonstrar que a empresa, enquanto propriedade privada dos bens de produção, a par do lucro desejável para os sócios, exigência de sua subsistência empresarial, tem que atender aos interesses coletivos, determinados pela sua função social. Para tanto, após o desenvolvimento histórico da evolução do direito de propriedade, analisa-se o processo de funcionalização dos direitos subjetivos e da propriedade, destacando a transformação dos institutos do direito privado, por meio da função social que lhes foi atribuída, empreendendo-se uma análise critica da propriedade na pós-modernidade. Em seguida, enfoca-se a empresa, como propriedade dinâmica, atividade destinada à produção e circulação de bens e serviços. A esta propriedade dinâmica dos bens de produção, vincula-se uma função social. Estudada em seu contorno atual busca-se especificar o papel que a empresa pode desempenhar para promover os valores albergados pelo ordenamento jurídico. Procede-se ainda à investigação dos princípios constitucionais e sua força normativa, analisando-se o princípio da função social previsto no Art. 170 da Constituição Federal e sua aplicação à empresa e os bens de produção. O estudo permite concluir que a atividade empresarial não mais se restringe aos interesses particulares dos proprietários, mas representa o atendimento de interesses sociais potencializados pela funcionalidade que integra o exercício do direito de propriedade. Palavras-chave: Princípio da função social da propriedade. Empresa. Função social da empresa.

7 THE BEGINNING OF THE SOCIAL FUNCTION OF PROPERTY : COMPANY Abstract This paper aims at examining the social function of the company. With the advent of the welfare state and recognition of the social function of ownership,it has changed the fundamental system of private property, providing a balance between the individual and collective. The social function of property, constitutionally provided, states that the owner, as well as a power on the property, has a corresponding duty to the whole society to use this property in order to give the best destination from the standpoint of the interests social. The paper intends to demonstrate that the company, while private ownership of goods of production, alongside the profit desirable for the shareholders, a requirement for their livelihood enterprise, has to meet the collective interests, as determined by its social function, and critical analysis. For that, after the historic development of the evolution of ownership,it is analyzed the process of functionalization of subjective rights and property, highlighting the transformation of institutes of private law, through the social function which they were assigned. Then, the enterprise is focused as dynamic property, activity for the production and circulation of goods and services. To this dynamics property of goods of production,is bound a social function. Studied in its current contours, it seeks to specify the role business can play in promoting the values hosted by the legal system. It is also searched the constitutional principles and their normative force, examining the principle of social function provided for in Article 170 of the Federal Constitution and its application to business and assets of production. The study indicates that the business activity no longer is limited to particular interests of owners, but represents the interests of social care enhanced through the functionality that includes the right of ownership. Keywords- Begning of the social function of property. Company. Function of the company.

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO O INSTITUTO DA PROPRIEDADE A ORIGEM DA PROPRIEDADE PRIVADA Considerações sobre Origem e Fundamentos da Propriedade A Cultura Greco-romana: Origem e Conceito de Propriedade A Propriedade na Idade Média/Feudalismo A Propriedade segundo John Locke O Direito de Propriedade na Idade Moderna A revolução francesa e a propriedade Direito e Propriedade na Idade Contemporânea A Concepção Materialista sobre a Origem da Propriedade A Propriedade no Entendimento de Leon Duguit A PROPRIEDADE PRIVADA NO ESTADO SOCIAL A CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE PRIVADA O ESTADO SOCIAL E A FUNCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS SUBJETIVOS E DA PROPRIEDADE A PROPRIEDADE NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO O Direito da Propriedade e seu Contexto na Geração de Direitos A Evolução do Direito de Propriedade nas Constituições Brasileiras A Propriedade como Direito Fundamental e Elemento da Ordem Econômica O Aspecto Funcional da Propriedade e da Empresa FUNÇÃO SOCIAL NA CONSTITUIÇÃO DE EMPRESA PRIVADA E BENS DE PRODUÇAO EVOLUÇÃO DO DIREITO COMERCIAL A EMPRESA Empresa e Função Social... 84

9 3.3 A EMPRESA E O DIREITO ECONÔMICO A Empresa como Sujeito do Direito Econômico BENS DE PRODUÇÃO E EMPRESA PRIVADA A Classificação da Empresa dentre as Espécies de Propriedade Propriedades Estáticas e Propriedades Dinâmicas Destinação dos Bens: Bens de Produção e Bens de Consumo A Propriedade e os Bens de Produção EMPRESA E LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DA FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA ANÁLISE CRÍTICA DA PROPRIEDADE PRIVADA MA PÓS-MODERNIDADE Os Princípios Jurídicos Os Princípios Constitucionais Princípios, Normas e Valores Natureza e Características dos Princípios Constitucionais OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ORDEM ECONÔMICA O ARTIGO 170 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL O Princípio da Propriedade Privada Função Individual e Função Social da Propriedade O PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E DA EMPRESA Origem e Definição da Função Social da Propriedade A Função Social da Empresa prevista no Art. 170, III da Constituição Federal A Plena Aplicabilidade do Princípio da Função Social à Atividade Empresarial O PRINCIPIO DA PRESERVAÇÃO DA EMPRESA NA LEI /2005 PARA MANUTENÇÃO DA FONTE PRODUTORA CONCLUSÃO REFERÊNCIAS

10 10 INTRODUÇÃO Como cláusula orientadora do exercício da propriedade privada e da atividade empresarial, a função social da propriedade vem despertando discussões e controvérsias. Tão logo o direito se apropriou do conceito de função social, no final do século XIX, verificou-se a complexidade de seus desdobramentos, estabelecendo-se uma polêmica existente até hoje, ante a dificuldade de administrar a tensão entre as dimensões funcional e individual da propriedade privada e o exercício dos direitos e liberdade de uma forma geral. O reconhecimento da função social acarreta uma mudança no cerne da própria estrutura da propriedade, que em decorrência da integração entre o individual e o social, passa a abrigar deveres e obrigações de fazer, deixando de ser apenas um complexo de privilégios. Além do poder sobre a propriedade, a função social determina que o proprietário tem o dever de usar esta propriedade de forma a lhe dar a melhor destinação sob o ponto de vista dos interesses sociais. Prevista constitucionalmente, a funcionalização da propriedade ainda conduz a outro aspecto. Como unidade produtiva, a propriedade é tida como bem de produção a serviço da sociedade, com especial relevância para a empresa, responsável pela produção de bens e serviços à comunidade, traduzidos em empregabilidade e recolhimento de impostos e contribuições sociais. A função social da empresa, dos bens de produção em dinamismo, determina que a exploração da atividade empresarial não interesse apenas ao seu titular. Ela implica um dever social que exige consonância entre interesse particular e o coletivo, sem é claro, desviar-se de sua finalidade lucrativa, inerente à instituição e sem a qual ficaria desnaturada. Estudar sobre a propriedade implica reconhecer que a instituição, em sua função social, constitui-se, à primeira vista, em uma aparente dissociação axiológica referente ao questionamento propriedade privada e função social. A análise a ser desenvolvida compreende uma nova interpretação dos institutos jurídicos, dentre os quais a

11 11 propriedade empresarial, marcados pelo cunho individualista, frente aos novos direitos de ordem social. Por ocupar papel relevante nas sociedades capitalistas, uma vez que toda a economia é fruto de processo produtivo de natureza empresarial, a empresa tem sua importância no contexto social. Busca-se nesta pesquisa o real sentido da empresa. A investigação destina-se a saber se a propriedade empresarial tem mesmo que atender a sua função social ou se pode ser exercida sem preocupação com os impactos que sua atividade pode causar ao meio social. Ao proceder ao exame da empresa privada, este estudo buscou indicar o tratamento dispensado pela Constituição Federal à propriedade privada dos bens de produção, identificar a possibilidade de caracterizar a empresa privada como elemento da propriedade privada e a análise da sujeição dos bens de produção e da empresa privada ao Princípio da Função Social previsto constitucionalmente. Para esta abordagem procura-se, inicialmente, no Capítulo I, através de reflexões de ordem histórica e evolutiva, determinar os principais aspectos da propriedade privada no período histórico estabelecido para este trabalho: desde a Bíblia até a contemporaneidade verificando as indicações defendidas pela doutrina, bem como a visão de autores clássicos e contemporâneos sobre o direito de propriedade. Busca-se demonstrar as transformações ocorridas na caracterização da propriedade como decorrência da própria evolução do Direito, enfatizando a transformação da idéia de propriedade individualista para noção de propriedade função social. O segundo capítulo trata do processo de constitucionalização do direito de propriedade no Estado Social de Direito e a conseqüente funcionalização dos direitos subjetivos. Após a análise da influência destes direitos sobre o direito de propriedade, será abordado o processo evolutivo no tratamento da propriedade pelas constituições, a partir do advento da Constituição Alemã em 1919 (Constituição de Weimar) até as Constituições Brasileiras. Complementando, pela análise das mudanças no pensamento político-economico se estudará a configuração da função social da propriedade na

12 12 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, ancorada nos princípios da solidariedade e da dignidade humana. A partir da evolução histórica do direito comercial, até a implantação da teoria da empresa com o atual Código Civil, no terceiro capítulo, será desenvolvido o estudo da empresa privada, ente jurídico essencial à atividade econômica. Iniciando-se pela análise do Direito Econômico, segue-se estudo das propriedades estáticas e dinâmicas, bens de consumo e bens de produção, na busca de demonstrar a empresa como hoje é conhecida e sua função social. No estudo dos fundamentos constitucionais da função social da empresa, empreendido no ultimo capítulo, após uma análise da força normativa dos princípios, parte-se para o estudo dos princípios econômicos e da função social da propriedade prevista no Art. 170, III da Constituição Federal. Busca-se avaliar a concepção da função social da empresa no direito brasileiro, como principio constitucional a ser conciliado aos demais princípios colocados como norteadores da atividade econômica. Procura-se demonstrar a plena aplicabilidade do princípio da função social da propriedade à empresa, a funcionalidade da empresa na legislação constitucional e o principio da preservação da empresa na Lei /2005 (Lei de Recuperação Judicial), evitando, sempre que possível, que ocorra o desaparecimento de unidades produtivas no país. Busca-se avaliar, ainda, se o princípio constitucional da função social da empresa, a par de delimitar as atividades da empresa em razão do interesse social, pode garantir a manutenção das atividades econômicas desenvolvidas pela empresa, proporcionando tratamento jurídico diferenciado para a salvaguarda e a proteção dos bens de produção de empresa.

13 13 1 O INSTITUTO DA PROPRIEDADE 1.1 A ORIGEM DA PROPRIEDADE PRIVADA Considerações sobre Origem e Fundamentos da Propriedade A propriedade sempre suscitou grande interesse dos teóricos e filósofos que buscaram determinar sua origem e seus fundamentos. Nesta busca, geraram-se controvérsias, principalmente entre as correntes que entendiam ser a propriedade um direito natural do homem, ou seja, um direito que nasce no estado de natureza, anterior à formação do Estado e não sujeita a limitações, e aquela nega o direito de propriedade como direito natural, entendendo a Propriedade como uma criação do Estado, estando sujeita às normas dele derivadas. Na evolução histórica da propriedade, a Igreja e o pensamento cristão foram responsáveis pela formação de alguns teóricos que viriam a construir os alicerces do Estado e do Direito contemporâneos. A defesa da propriedade seria uma reinterpretação do Evangelho, das Sagradas Escrituras e das palavras dos santos, em especial, São Tomás de Aquino. Em sua principal obra, a Suma Teológica 1 no século XIII, São Tomás aceitava a existência da propriedade, mas não a considerava um direito natural, ou seja, não a admitia como um direito que pudesse se opor ao bem comum ou à necessidade alheia. Para ele, o poder de dispor do proprietário estava na sua possibilidade de escolher como entregar aos necessitados o que lhe sobejava, ou seja, de transferir um bem que lhe pertencia. Somente depois que a teoria política e as leis passaram a tratar a propriedade como um direito natural, no século XVIII, quando já se pensava na constitucionalização 1 CHATELET, François. História da filosofia: de Platão a São Tomas de Aquino. Opus Biblioteca de Filosofia, 2ª ed., V.1., Lisboa: Publicações Don Quixote, 1995, p

14 14 do Estado e na construção da propriedade privada tal como é conhecida hoje, é que a Igreja Católica a reconheceu como direito natural, oponível a todos os outros direitos criados pela sociedade. Após São Tomás de Aquino, do século XIII ao século XIX, a Igreja silenciou sobre o tema, abrindo espaço para as idéias iluministas, a propriedade feudal e, mais tarde para a propriedade mercantil. Também John Locke, em 1690, baseia-se na origem divina do legado concedido a Adão como justificativa da propriedade individual. Procura explicar que a terra e todas as criaturas inferiores são comuns a todos, mas que aquilo que cada homem retira por meio de seu próprio trabalho, torna-se sua propriedade. Como o trabalho é propriedade exclusiva do homem, ao cultivar a terra, colher um fruto ou abater uma caça, adquire um direito privado sobre estas coisas. 2 Partindo do princípio de que Deus deu a terra para a subsistência de todos, o autor considerava que a propriedade privada se justificaria pelo trabalho e seria legítima somente enquanto o titular precisasse dela para utilizar e desfrutar. Tudo o que excedesse pertenceria aos outros homens. Desta forma, atribuíu fundamentos morais - trabalho e utilidade - para a aquisição e a utilização da propriedade privada. Para Locke, adepto da teoria da propriedade como direito natural, a propriedade é inerente ao homem no estado de natureza que, tomando certa porção de terra para si, adquire a propriedade através do trabalho que sobre ela executa, afirmando que a extensão de terra que um homem lavra, planta, melhora, cultiva, cujos produtos usa, constitui a sua propriedade. Pelo trabalho, por assim dizer, separa-a do comum. 3 Já a teoria de que o direito de propriedade nasce como conseqüência da constituição do Estado, tem seus expoentes em Thomas Hobbes e Jean Jacques Rousseau. 2 LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. Tradução Alex Marins. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2002, p. 37 a Idem, ibidem, p. 37 a 39.

15 15 Na concepção de Thomas Hobbes 4, é impossível a existência da Propriedade no estado de natureza, onde todos têm direito sobre todas as coisas. A propriedade é uma prerrogativa concedida pelo poder soberano, através de leis civis, a partir da instituição do Estado. Para o autor acima, os homens procuram viver sob a forma de Estado, visando à sua conservação, segurança e melhores condições de vida, procurando através de um pacto mantido por este poder controlador contornar as suas paixões naturais. Para ele, é a renúncia aos direitos e liberdades inerentes ao estado de natureza em nome de um poder soberano e a conseqüente instituição do Estado que dão origem à propriedade e às regras de Justiça. Para Jean Jacques Rousseau 5, a Propriedade só tem origem a partir da instituição do Estado. Inicialmente, as coisas são comuns e a posse advém da ocupação do que é necessário à subsistência. Mas esta situação está sujeita à intervenção de terceiros, estabelecendo-se a posse do primeiro ocupante, a partir do contrato social. Aí sim, adquire a feição de propriedade, instituída por ato positivo e garantida pelas leis civis, delimitando-se o que pertence a cada um. Como instituto jurídico dinâmico e flexível, a propriedade sofre alterações no curso da história em função das mudanças sociais, econômicas e políticas. Seus contornos são formados de acordo com os princípios e valores vigentes a cada época. Desde o início da vida na Terra, o homem usou de seu trabalho ou de escravos para obter alimentos para si e sua descendência. A Bíblia, no Gênesis, já descreve essa incumbência como condição da vida humana na terra e assim fizeram outros povos, como os hebreus e os egípcios. A historiografia romana é especialmente rica e com ela inicia-se o estudo da origem da propriedade privada. 4 HOBBES, Thomas. Leviatã ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil. Coleção Fundamentos do Direito. São Paulo: Ed. Ícone, 2000, p.86 5 ROUSSEAU, Jean Jacques. Do contrato social: discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 124.

16 A Cultura Greco-romana: Origem e Conceito de Propriedade Já é possível encontrar, em épocas bastante remotas, uma preocupação do Estado com o destino das propriedades. Muitos autores se referem ao Código de Hamurabi 6, elaborado em 1965 a.c, contendo disposições sobre o trabalho, o comércio, a propriedade, a organização industrial, salários e acidentes de trabalho. No século IV a.c, em A República, Platão revela as propostas de Sócrates para a cidade onde, ao lado da comunidade de mulheres e dos filhos, a ausência de propriedade seria uma das condições de felicidade para todos os cidadãos. Afirma que nenhum guardião possuirá bens próprios, a não ser coisas de primeira necessidade e nenhum terá habitação ou depósito, em que não possa entrar quem quiser. 7 Aristóteles, em A Política, refuta as teorias de Platão, examinando as diferentes formas de governo propostas em inúmeras constituições da antiguidade, bem como o regime adotado para as propriedades. Embora discordando da proposta contida na A República de Platão, Aristóteles, nesta comparação, oferece prova concreta de que praticamente todos os governos da antiguidade clássica tinham em suas constituições, dispositivos acerca do regime de propriedade. 8 Não se pode afirmar que se tratasse de uma intervenção sobre as propriedades, no sentido que hoje é atribuído à expressão, mas desde aquela época, os governos da antiguidade grega manifestavam, sob a égide das constituições, intenção de ordenar a maneira pela qual deveriam reger-se as propriedades. O direito de propriedade para os antigos baseou-se em princípios diferentes dos atuais, e disso resulta que as leis que o garantiam eram sensivelmente diversas das nossas. Nas populações primitivas da Itália e da Grécia, a propriedade privada era intimamente ligada à religião doméstica e à família. A idéia de propriedade estava 6 O Código de Hamurabi é um dos mais antigos conjuntos de leis já encontrados, e um dos exemplos mais bem preservados deste tipo de documento da antiga Mesopotâmia. In: Códigos Penais de Hamurabi. Disponível em: <http://www.historiadomundo.com.br/babilonia/codigos-penais-hamurabi>. Acesso em VAZ, Isabel. Direito Econômico das Propriedades. Rio de Janeiro: Forense, 1993, p Op. cit., p. 52.

17 17 implícita na própria religião. Cada família tinha seu lar e seus antepassados, aos quais apenas ela podia adorar e que só a ela protegiam. Sendo fixada à terra, a família ali se mantinha em nome de seus deuses, caracterizando assim um dever religioso de permanecer na propriedade ao longo das gerações. Analisando este aspecto, Fustel de Coulanges afirma que: Cada família possuía seus próprios deuses, suas sepulturas e seu culto, ao qual nenhum estranho podia sequer assistir. Surgiu assim a necessidade de estabelecer limites, através de muros, fossos ou cercado, posteriormente fixado por lei, em Roma, em dois pés e meio. Se alguém pretendesse apossar-se do campo de um vizinho, era preciso derrubar ou deslocar o marco. Mas este marco era equiparado pelos antigos ao deus Termo e tocá-lo constituía sacrilégio, a que a tradição e algumas leis atribuíam penas severas. 9 Com a profunda ligação entre a família e a terra, o culto dos mortos e deuses particulares, subtrai-se ao indivíduo o poder de dispor da propriedade, que não lhe pertence individualmente, mas sim a toda a família e aos antepassados mortos. Fabio Konder Comparato lembra: A idéia de propriedade privada, em Roma ou nas cidades gregas da Antiguidade, sempre foi intimamente ligada à religião, à adoração do deus-lar, que tomava posse de um solo e não podia ser, desde então, desalojado. A casa, o campo que a circundava e a sepultura nela localizada eram bens próprios de uma gens ou família, no sentido mais íntimo, ou seja, como algo ligado aos laços de sangue que unem um grupo humano. 10 Percebe-se que, embora não caracterizada plenamente como individual, a propriedade na sociedade greco-romana já possuía contornos de propriedade privada. Para este estudo é essencial a configuração da propriedade nas regras de Direito Romano, pois instituíram as principais categorias jurídicas e adquiriram caráter universal, influenciando grande parte dos sistemas jurídicos ocidentais. Aliás, em toda a evolução do direito privado ocidental, a propriedade configura um poder jurídico soberano e exclusivo de direito sobre uma coisa determinada. 9 COULANGES, Fustel de. A cidade antiga. Tradução Pietro Nasseti. São Paulo: Martin Claret, 2002, p COMPARATO, Fabio Konder. Direitos e deveres fundamentais em matéria de propriedade. Disponível em: <http://www.dhnet.org.bre/direitos/militantes/comparato/comparatol.htm>. Acesso em: 11 out

18 18 Em traços largos, o conceito de propriedade que veio a prevalecer entre os Romanos é o que modernamente se qualifica como individualista. No dizer de Orlando Gomes: [...] Cada coisa tem seu dono. Os poderes do proprietário são mais amplos. A formulação que emerge da investigação das fontes não encontra área imune à controvérsia. [...] No Direito Romano Clássico a expressão ius in re não coincide com o conceito jurídico hoje denominado direito real. Os romanos não elaboraram um conceito de direitos reais e não tiveram um nome para representar estes direitos. Esta noção só veio se formar muito mais tarde, a partir do século XVIII com Pothier, passando aos romanistas do século XIX e, também a uma parcela de autores modernos. 11 No Direito Romano arcaico, o poder do proprietário fazia parte das prerrogativas do pater familias sobre o conjunto dos escravos e bens que compunham o grupo familiar. Prerrogativas soberanas, porque absolutas e ilimitadas, imunes a qualquer encargo, público ou privado, e de origem sagrada, por força de sua vinculação com o deus lar. Por aí se percebe que seria absurdo falar no direito antigo de deveres do cidadão, enquanto proprietário, para com a comunidade. 12 Nesta linha, a noção de propriedade corresponde sempre a um vínculo jurídico a unir uma pessoa, titular do direito, ao objeto deste direito. Hely Lopes Meirelles resume que os romanos conceituavam o direito de propriedade como o poder de usar, gozar e abusar da coisa sob o seu domínio: jus utendi, fuendi et abutendi re sua. 13 Primeiramente, a propriedade romana é considerada como direito absoluto, por ser oponível erga omnes, mas não se configura como um direito ilimitado, pois sofria limitações referentes ao interesse público e ao interesse privado dos vizinhos. Jean Philippe Levy assegura que era um direito exclusivo, já que cada porção de terra poderia ter somente um proprietário e perpétuo, na medida em que eles não podiam conceber uma propriedade que só tivesse sido adquirida por um dado período de tempo a titulo provisório, ou condicionalmente. Destaca que os romanos não 11 GOMES, Orlando. Direitos Reais. 19ª ed. atualizada por Luiz Edson Fachin. Rio de Janeiro: Forense, 2008, p COMPARATO, Fabio Konder. Direitos e deveres fundamentais em matéria de propriedade. Disponível em: <http://www.dhnet.org.bre/direitos/militantes/comparato/comparatol.htm>. Acesso em: 11 out MEIRELLES, Hely Lopes. O direito de construir. 6ª ed. São Paulo: Malheiros, 1994, p. 17.

19 19 transformaram a sua concepção de propriedade em dogma paralisante: aceitavam, por exemplo, que se perdesse a propriedade em caso de abandono ou por confisco penal. 14 A propriedade no Direito Romano é freqüentemente apontada como direito absoluto, exclusivo e perpétuo, que permite ao proprietário utilizar a coisa como bem entender, inclusive destruí-la. Este posicionamento, entretanto, é questionado por parte da doutrina, ressaltando que os textos romanos não exprimem literalmente estes elementos. No Direito Romano, a concepção de propriedade não se conservou estática, ao contrário, modificou-se acompanhando a evolução política, cultural e social, refletindo sobre as normas jurídicas, dando-lhes um sentido mais social. Daí a lição de José Cretela Junior: A Propriedade Romana passa por uma evolução que vai da Propriedade caracterizada pela noção individualista até uma concepção marcada pelo caráter social. [...]O Direito de Propriedade sofreu inúmeras transformações no longo período em que vigorou o Direito romano, a partir da antiga concepção, poder ilimitado e soberano, profundamente individualista, até a concepção justinianéia, arejada por um novo e altruísta sentido social. 15 A propriedade vai sofrendo transformações, adquirindo uma conotação social, no sentido de que seu uso não atinja a propriedade e os direitos de outrem. Numa lenta e gradual evolução, a propriedade vai perdendo sua conformação absoluta para assumir um perfil mais brando, de um direito que acarreta obrigações e deveres morais, afastando o direito de abusar da propriedade. Após os dois primeiros séculos da Era Cristã, quando o Império Romano teve seu sistema econômico, social e político funcionando bem, iniciou-se uma crise no início do século III, ocasionada principalmente pela diminuição de produção de latifúndios em virtude da falta de escravos, levando à desintegração do sistema por volta do século V, rumando para o sistema de produção feudal. 14 LÉVY, Jean-Philippe apud CAVEDON, Fernanda de Sales. Função social e ambiental da propriedade. Florianópolis: Visualbooks, 2003, p CRETELLA JUNIOR, José. Curso de direito romano. 22ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1999, p. 153.

20 20 Do contato dos romanos e germânicos com outras civilizações, resultou no surgimento de algumas, até então desconhecidas, espécies de propriedade, conforme enumera Rogério Gesta Leal: [...] a comunal, sucessora da antiga mark germânica; a alodial, tida como livre; a beneficiária, surgida da concessão aos plebeus feita pelos reis, a censual, que implicava a fruição dos imóveis mediante pagamento e a servil, atribuída aos servos que possuíam a terra, porém, se mantinham vinculados a ela como seu acessório. 16 Os valores relativos ao direito de propriedade do Direito Romano foram então, sendo modificados. O traço individualista dos primeiros tempos vai sofrendo contínuas atenuações, cedendo espaço à entrada do elemento social A Propriedade na Idade Média/Feudalismo Na Idade Média, contrariando o modelo unitário de propriedade romana, abre-se espaço para a concorrência de proprietários. O poder descentralizado, a economia agrícola de subsistência e a mão-de-obra servil constituem a base desse sistema. Com as diversas invasões ocorridas na Europa durante a Idade Média, como a dos bárbaros, árabes, normandos, húngaros e eslavos, a vida só era possível junto a um castelo fortificado, onde as estruturas românicas e germânicas se integraram, dando origem ao sistema feudal. Assim, contrariando o modelo exclusivista da propriedade romana instituiu-se uma superposição de títulos dominiais, fundamentados na hierarquia dos feudos que, a seu turno, identificavam-se com a hierarquia de pessoas. 17 As condições sociais básicas da sociedade feudal eram senhor e servo. O servo tinha a posse útil da terra, devia obrigações e tinha o direito de ser protegido pelo senhor. No feudalismo, uma escala de valores jurídicos e de valores políticos estendia-se 16 LEAL, Rogério Gesta. A função social da propriedade e da cidade no Brasil. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1998, p COSTA, Cássia Celina Paulo Moreira. A constitucionalização do direito de propriedade privada. Rio de Janeiro: América Jurídica, 2003, p.13.

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa cidade. Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma Bruno Oliveira O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada um país

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito agrário: função social da propriedade; sua evolução e história Paula Baptista Oberto A Emenda Constitucional Nº. 10 de 10/11/64 foi o grande marco desta recente ciência jurídica

Leia mais

Educação e Desenvolvimento Social

Educação e Desenvolvimento Social Educação e Desenvolvimento Social Luiz Antonio Cunha Os Princípios Gerais do Liberalismo O liberalismo é um sistema de crenças e convicções, isto é, uma ideologia. Todo sistema de convicções tem como base

Leia mais

Evolução histórica da Moral/Ética

Evolução histórica da Moral/Ética (3) Evolução histórica da Moral/Ética Zeila Susan Keli Silva 1º Semestre 2013 1 O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: Importância

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

História dos Direitos Humanos

História dos Direitos Humanos História dos Direitos Humanos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os direitos humanos são o resultado de uma longa história, foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O início

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

Contexto. Galileu Galilei, René Descartes e Isaac Newton. Concepção racionalista do mundo Leis Naturais

Contexto. Galileu Galilei, René Descartes e Isaac Newton. Concepção racionalista do mundo Leis Naturais Revolução Científica do século XVII Galileu Galilei, René Descartes e Isaac Newton Concepção racionalista do mundo Leis Naturais Contexto Crise do Antigo Regime Questionamento dos privilégios do Clero

Leia mais

Distinção entre Norma Moral e Jurídica

Distinção entre Norma Moral e Jurídica Distinção entre Norma Moral e Jurídica Filosofia do direito = nascimento na Grécia Não havia distinção entre Direito e Moral Direito absorvia questões que se referiam ao plano da consciência, da Moral,

Leia mais

A FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO SOB A CONCEPÇÃO DOS TEÓRICOS CONTRATUALISTAS RESUMO

A FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO SOB A CONCEPÇÃO DOS TEÓRICOS CONTRATUALISTAS RESUMO 51 A FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO SOB A CONCEPÇÃO DOS TEÓRICOS CONTRATUALISTAS Andreia Aparecida D Moreira Arruda Mestranda em Direito Constitucional pela FDSM Pouso Alegre-MG Recebido em: 10/04/2013 Aprovado

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes Introdução ao Direito Administrativo NOÇÕES GERAIS O estudo do Direito Administrativo, no Brasil, torna- se um pouco penoso pela falta de um código, uma legislação

Leia mais

Guerra Civil (1642-1648)

Guerra Civil (1642-1648) Prof. Thiago Revolução Inglesa Governo Despótico de Carlos I (1625-1648) Petição de Direitos (1628) Exigência do Parlamento Cobrança do ship money em cidades do interior desobediência ao Parlamento Guerra

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA Aulas 19 e 20 Pág. 15 P R O F ª C L E I D I V A I N E D A S. R E Z E N D E D I S C. H I S T Ó R I A / 8 º A N O

REVOLUÇÃO FRANCESA Aulas 19 e 20 Pág. 15 P R O F ª C L E I D I V A I N E D A S. R E Z E N D E D I S C. H I S T Ó R I A / 8 º A N O REVOLUÇÃO FRANCESA Aulas 19 e 20 Pág. 15 P R O F ª C L E I D I V A I N E D A S. R E Z E N D E D I S C. H I S T Ó R I A / 8 º A N O 1 - INTRODÇÃO 1789 a Bastilha (prisão) foi invadida pela população marca

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO

ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO Woille Aguiar Barbosa 1 1. RESUMO Neste trabalho, é apresentado um panorama das diversas concepções do constitucionalismo, através de um

Leia mais

Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho

Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho 1 Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho 1 - Surgimento e Evolução do Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 - Os Escravos 1.3 - Os Servos 1.4 - As corporações de ofício 1.5 - A revolução industrial

Leia mais

CONSIDERAÇÃO SOBRE O CONCEITO DE POSSE NA DOUTRINA DO DIREITO DE KANT

CONSIDERAÇÃO SOBRE O CONCEITO DE POSSE NA DOUTRINA DO DIREITO DE KANT CONSIDERAÇÃO SOBRE O CONCEITO DE POSSE NA DOUTRINA DO DIREITO DE KANT Jéssica de Farias Mesquita 1 RESUMO: O seguinte trabalho trata de fazer uma abordagem sobre o que se pode considerar uma filosofia

Leia mais

Código Florestal e Pacto Federativo 11/02/2011. Reginaldo Minaré

Código Florestal e Pacto Federativo 11/02/2011. Reginaldo Minaré Código Florestal e Pacto Federativo 11/02/2011 Reginaldo Minaré Diferente do Estado unitário, que se caracteriza pela existência de um poder central que é o núcleo do poder político, o Estado federal é

Leia mais

HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL

HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL CÊGA, Anderson Associação Cultural e Educacional de Garça ACEG - Garça andersoncega@yahoo.com.br TAVARES, Guilherme Associação Cultural e Educacional

Leia mais

4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval. Introdução

4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval. Introdução 1 4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval Introdução O último período da Filosofia Grega é o Helenístico (Sec. III a.c.-vi d.c.). É um período

Leia mais

CONCEPÇÃO DE HOMEM EM DO CONTRATO SOCIAL DE ROUSSEAU

CONCEPÇÃO DE HOMEM EM DO CONTRATO SOCIAL DE ROUSSEAU CONCEPÇÃO DE HOMEM EM DO CONTRATO SOCIAL DE ROUSSEAU Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar a concepção de homem na obra Do contrato social de Rousseau. O contrato de doação é o reflexo da complacência

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 6 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP UNIDADE DE ESTUDO 06 OBJETIVOS - Localizar, na História, a Idade Média;

Leia mais

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE JOCEANE CRISTIANE OLDERS VIDAL Lucas do Rio Verde MT Setembro 2008 FACULDADE

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-1ª Prova Comum FILOSOFIA QUESTÃO 01

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-1ª Prova Comum FILOSOFIA QUESTÃO 01 FILOSOFIA QUESTÃO 01 Leia atentamente o seguinte verso do fragmento atribuído a Parmênides. Assim ou totalmente é necessário ser ou não. SIMPLÍCIO, Física, 114, 29, Os Pré-Socráticos. Coleção Os Pensadores.

Leia mais

História. Antigo regime, Estados nacionais e absolutismo

História. Antigo regime, Estados nacionais e absolutismo Antigo regime, Estados nacionais e absolutismo Índice Clique sobre tema desejado: A origem dos Estados Nacionais Contexto Histórico: crise feudal (séc. XIV-XVI) Idade Média Idade Moderna transição Sociedade

Leia mais

SIMULADO DE FILOSOFIA

SIMULADO DE FILOSOFIA NOME: DATA DE ENTREGA: / / SIMULADO DE FILOSOFIA 1) A Filosofia é uma disciplina, ou uma área de estudo que envolve: a) ( ) investigação, análise, discussão, formação e reflexão de idéias em uma situação

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

Como favoráveis ao segundo grupo, são apontados Hobbes e Rousseau. Já a teoria da Propriedade como direito natural, teve seu grande expoente em Locke.

Como favoráveis ao segundo grupo, são apontados Hobbes e Rousseau. Já a teoria da Propriedade como direito natural, teve seu grande expoente em Locke. O Direito de Propriedade: Caracterização na Concepção de Autores Clássicos e Contemporâneos e Breves Comentários acerca da Função Social. VIVIAN BACARO NUNES SOARES Graduada em Direito pelas Faculdades

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

Sistema feudal. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal 15

Sistema feudal. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal 15 Sistema feudal Com o declínio da mão de obra escrava no Império Romano, a consolidação da economia passa a ser feita a partir do estabelecimento de acordos entre ricos e pobres, onde o rico se propõe a

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

Do contrato social ou Princípios do direito político

Do contrato social ou Princípios do direito político Jean-Jacques Rousseau Do contrato social ou Princípios do direito político Publicada em 1762, a obra Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau, tornou-se um texto fundamental para qualquer estudo sociológico,

Leia mais

OS DIREITOS HUMANOS E A PENA DE MORTE

OS DIREITOS HUMANOS E A PENA DE MORTE OS DIREITOS HUMANOS E A PENA DE MORTE Ana Flavia JOLO 1 Sérgio Tibiriçá AMARAL 2 RESUMO: A Declaração Universal dos Direitos Humanos deu maior abertura a discussão sobre a Pena de Morte. Veremos o posicionamento

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR DIREITOS FUNDAMENTAIS BRUNO PRISINZANO PEREIRA CREADO: Advogado trabalhista e Membro do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós- Graduação em Direito. Mestre em direitos sociais e trabalhistas. Graduado em

Leia mais

Do estado de natureza ao governo civil em John Locke

Do estado de natureza ao governo civil em John Locke Adyr Garcia Ferreira Netto 1 Resumo No estado de natureza, situação em que segundo a doutrina contratualista o homem ainda não instituiu o governo civil, John Locke entende que os indivíduos são iguais,

Leia mais

1- Unificação dos Estados Nacionais. Centralização do poder

1- Unificação dos Estados Nacionais. Centralização do poder 1- Unificação dos Estados Nacionais Centralização do poder 1.1- Nobreza classe dominante Isenção de impostos; Ocupação de cargos públicos; Altos cargos no exército. 1- Conceito: Sistema de governo que

Leia mais

INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO

INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO QUESTÃO PARA DISCUSSÃO: EXPLIQUE A DEFINIÇÃO DE CONSTITUCIONALISMO POR CANOTILHO, como uma Técnica específica de limitação

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 8 o ano o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o :. Leia os textos e responda às questões e. Texto Na Grécia Antiga, Aristóteles (384 a.c.-3 a.c.) já defendia a ideia de que o Universo

Leia mais

Márcio Ronaldo de Assis 1

Márcio Ronaldo de Assis 1 1 A JUSTIÇA COMO COMPLETUDE DA VIRTUDE Márcio Ronaldo de Assis 1 Orientação: Prof. Dr. Juscelino Silva As virtudes éticas derivam em nós do hábito: pela natureza, somos potencialmente capazes de formá-los

Leia mais

O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática

O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática Neusa Chaves Batista 1 1. Introdução O modelo de gestão para a escola pública requerido na atualidade encontra-se expresso no ordenamento

Leia mais

O MUNDO MEDIEVAL. Prof a. Maria Fernanda Scelza

O MUNDO MEDIEVAL. Prof a. Maria Fernanda Scelza O MUNDO MEDIEVAL Prof a. Maria Fernanda Scelza Antecedentes Crises políticas no Império Romano desgaste; Colapso do sistema escravista; Problemas econômicos: aumento de impostos, inflação, descontentamento;

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção.

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. Modos de Produção O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus

Leia mais

Palavras chave: Direito Constitucional. Princípio da dignidade da pessoa humana.

Palavras chave: Direito Constitucional. Princípio da dignidade da pessoa humana. 99 Princípio da Dignidade da Pessoa Humana Idália de Oliveira Ricardo de Assis Oliveira Talúbia Maiara Carvalho Oliveira Graduandos pela Faculdade de Educação, Administração e Tecnologia de Ibaiti. Palavras

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL EM QUADROS

DIREITO CONSTITUCIONAL EM QUADROS DIREITO CONSTITUCIONAL EM QUADROS Prof. Gabriel Dezen Junior (autor das obras CONSTITUIÇÃO FEDERAL ESQUEMATIZADA EM QUADROS e TEORIA CONSTITUCIONAL ESQUEMATIZADA EM QUADROS, publicadas pela Editora Leya

Leia mais

O LIBERALISMO POLÍTICO DE JOHN LOCKE 1

O LIBERALISMO POLÍTICO DE JOHN LOCKE 1 O LIBERALISMO POLÍTICO DE JOHN LOCKE 1 Francy José Ferreira Vilela 2 Introdução John Locke foi um importante filósofo britânico, nascido no século XVII, que trouxe grandes contribuições para o pensamento

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

Exercícios de Iluminismo e Independência dos EUA

Exercícios de Iluminismo e Independência dos EUA Exercícios de Iluminismo e Independência dos EUA 1. (Enem) É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer, mas a liberdade política não consiste nisso. Deve-se ter sempre presente em mente

Leia mais

A Revolução Inglesa. Monarquia britânica - (1603 1727)

A Revolução Inglesa. Monarquia britânica - (1603 1727) A Revolução Inglesa A Revolução inglesa foi um momento significativo na história do capitalismo, na medida em que, ela contribuiu para abrir definitivamente o caminho para a superação dos resquícios feudais,

Leia mais

desafia, não te transforma Semestre 2015.2

desafia, não te transforma Semestre 2015.2 O que não te 1 desafia, não te transforma Semestre 2015.2 1 Nossos encontros www.admvital.com 2 2 Nossos encontros www.admvital.com 3 AULÃO 3 4 Materiais da aula www.admvital.com/aulas 4 5 Critérios AV

Leia mais

AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO)

AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO) AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO) PERÍODOS DA FILOSOFIA MEDIEVAL 1º Patrística: século II (ou do V) ao VIII (Agostinho de Hipona). 2º Escolástica: século IX ao XV (Tomás

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série 1 - DEFINIÇÃO Direitos e deveres civis, sociais e políticos usufruir dos direitos e o cumprimento das obrigações constituem-se no exercício da

Leia mais

DIREITOS HUMANOS. Concepções, classificações e características A teoria das gerações de DDHH Fundamento dos DDHH e a dignidade Humana

DIREITOS HUMANOS. Concepções, classificações e características A teoria das gerações de DDHH Fundamento dos DDHH e a dignidade Humana DIREITOS HUMANOS Noções Gerais Evolução Histórica i Concepções, classificações e características A teoria das gerações de DDHH Fundamento dos DDHH e a dignidade Humana Positivismo e Jusnaturalismo Universalismo

Leia mais

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado)

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado) 1. (Fgv 2014) O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da propriedade dos privilégios aristocráticos, embora, ao mesmo tempo,

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO LINHA DE PESQUISA TEORIA E PRÁTICA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PROJETO IDENTIDADE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Leia mais

IDADE MÉDIA BAIXA IDADE MÉDIA (SÉC. XI XV)

IDADE MÉDIA BAIXA IDADE MÉDIA (SÉC. XI XV) 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS: Decadência do feudalismo. Estruturação do modo de produção capitalista. Transformações básicas: auto-suficiência para economia de mercado; novo grupo social: burguesia; formação

Leia mais

Sociologia: ciência da sociedade

Sociologia: ciência da sociedade Sociologia: ciência da sociedade O QUE É SOCIOLOGIA? Sociologia: Autoconsciência crítica da realidade social. Ciência que estuda os fenômenos sociais. A Sociologia procura emancipar o entendimento humano

Leia mais

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO HISTÓRIA DO LEGISLATIVO Maurício Barbosa Paranaguá Seção de Projetos Especiais Goiânia - 2015 Origem do Poder Legislativo Assinatura da Magna Carta inglesa em 1215 Considerada a primeira Constituição dos

Leia mais

Caracterização Cronológica

Caracterização Cronológica Caracterização Cronológica Filosofia Medieval Século V ao XV Ano 0 (zero) Nascimento do Cristo Plotino (204-270) Neoplatônicos Patrística: Os grandes padres da igreja Santo Agostinho ( 354-430) Escolástica:

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

SUMÁRIO O MUNDO ANTIGO

SUMÁRIO O MUNDO ANTIGO SUMÁRIO Apresentação Prefácio Introdução 1. Da história da pedagogia à história da educação 2. Três revoluções em historiografia 3. As muitas histórias educativas 4. Descontinuidade na pesquisa e conflito

Leia mais

Aula 1414- Alta Idade Média - Feudalismo

Aula 1414- Alta Idade Média - Feudalismo Aula 14 - Feudalismo Aula 1414- Alta Idade Média - Feudalismo DeOlhoNoEnem H4 - Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura. (A boa e a má Idade Média).

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFº DANILO BORGES

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFº DANILO BORGES RESOLUÇÕES DE QUESTÕES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFº DANILO BORGES (UFU ) Segundo Jean Paul Sartre, filósofo existencialista contemporâneo, liberdade é I- escolha incondicional que o próprio homem

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO 3ᴼ Ano Turmas A e B Prof. Ms: Vânia Cristina Teixeira CORREÇÃO PROVA 3ᴼ BIM Examine as proposições abaixo, concernentes à desapropriação, e assinale a alternativa correta: I. Sujeito

Leia mais

História- 2 ano/ Ensino Médio Revolução Francesa

História- 2 ano/ Ensino Médio Revolução Francesa História- 2 ano/ Ensino Médio Revolução Francesa 1 A Revolução Francesa representou uma ruptura da ordem política (o Antigo Regime) e sua proposta social desencadeou a) a concentração do poder nas mãos

Leia mais

Palestra realizada no auditório da Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo no dia 05/06/2009.

Palestra realizada no auditório da Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo no dia 05/06/2009. Palestra realizada no auditório da Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo no dia 05/06/2009. Palestrante: Profa. Dra. Gisele Mascarelli Salgado. GISELLE MASCARELLI SALGADO:

Leia mais

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II David Ricardo Profa. Enimar No século XVIIII tem início a fase científica da Economia. As Escolas Fisiocrata e Clássica foram as primeiras Escolas do Pensamento Econômico

Leia mais

PROVA DO MESTRADO FILOSOFIA, TEORIA E HISTÓRIA DO DIREITO. Metáfora das cores: Negro (clero), Vermelho (militar, napoleônico), Azul (nobreza).

PROVA DO MESTRADO FILOSOFIA, TEORIA E HISTÓRIA DO DIREITO. Metáfora das cores: Negro (clero), Vermelho (militar, napoleônico), Azul (nobreza). PROVA DO MESTRADO FILOSOFIA, TEORIA E HISTÓRIA DO DIREITO QUESTÃO 1: Sob a perspectiva de Julien Sorel, de que maneira se relacionam os sistemas jurídicos que Stendhal, metaforicamente, associou aos negros,

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO RELAÇÕES DE TRABALHO Conjunto de normas e princípios que regem a relação entre aquele que detém o poder de contratar outro para desenvolver determinada atividade e aquele que mobilizado para tal executa

Leia mais

Cap. 12- Independência dos EUA

Cap. 12- Independência dos EUA Cap. 12- Independência dos EUA 1. Situação das 13 Colônias até meados do séc. XVIII A. As colônias inglesas da América do Norte (especialmente as do centro e norte) desfrutavam da negligência salutar.

Leia mais

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FORMA DE ESTADO: UNITÁRIO 1. Puro: Absoluta centralização do exercício do Poder; 2. Descentralização administrativa: Concentra a tomada de decisões, mas avança na execução de

Leia mais

O TIGRE E A DEMOCRACIA: O CONTRATO SOCIAL HISTÓRICO

O TIGRE E A DEMOCRACIA: O CONTRATO SOCIAL HISTÓRICO 5.11.05 O TIGRE E A DEMOCRACIA: O CONTRATO SOCIAL HISTÓRICO Luiz Carlos Bresser-Pereira Primeira versão, 5.11.2005; segunda, 27.2.2008. No século dezessete, Hobbes fundou uma nova teoria do Estado que

Leia mais

Roteiro: Locke: contexto histórico, metodologia, natureza humana e estado de natureza

Roteiro: Locke: contexto histórico, metodologia, natureza humana e estado de natureza Gustavo Noronha Silva José Nailton Silveira de Pinho Juliana Gusmão Veloso Kátia Geralda Pascoal Fonseca Walison Vasconcelos Pascoal Roteiro: Locke: contexto histórico, metodologia, natureza humana e estado

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

ALTA IDADE MÉDIA 1. FORMAÇÃO DOS REINOS CRISTÃOS-BÁRBAROS

ALTA IDADE MÉDIA 1. FORMAÇÃO DOS REINOS CRISTÃOS-BÁRBAROS ALTA IDADE MÉDIA É costume dividir o período medieval em duas grandes fases: a Alta Idade Média, que se estende do século V ao século XI e a Baixa Idade Média, do século XII ao século XV. A primeira fase

Leia mais

O que é Ética? Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.

O que é Ética? Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado. 1 O que é Ética? Definição de Ética O termo ética, deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.

Leia mais

Neoclassicismo. Segundo a leitura acima analise os itens e marque uma ÚNICA alternativa:

Neoclassicismo. Segundo a leitura acima analise os itens e marque uma ÚNICA alternativa: Neoclassicismo Questão 01 De acordo com a tendência neoclássica, uma obra de arte só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos

Leia mais

DIREITOS FUNDAMENTAIS. Exame - 16.06.2015. Turma: Dia. Responda, sucintamente, às seguintes questões:

DIREITOS FUNDAMENTAIS. Exame - 16.06.2015. Turma: Dia. Responda, sucintamente, às seguintes questões: DIREITOS FUNDAMENTAIS Exame - 16.06.2015 Turma: Dia I Responda, sucintamente, às seguintes questões: 1. Explicite o sentido, mas também as consequências práticas, em termos de densidade do controlo judicial,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito: palavra e definição Leonardo Franco Silva* Trabalha as várias discussões acerca da definição do direito, mostrando a dificuldade de traçar um enfoque que traduza uma definição

Leia mais

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1. Introdução. Diversas são as formas e critérios de classificação uma Constituição. O domínio de tais formas e critérios mostra-se como fundamental à compreensão

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009.

RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009. caderno ufs - filosofia RESENHA: PAULA, MARCIO GIMENES DE. INDIVÍDUO E COMUNIDADE NA FILOSOFIA DE KIERKEGAARD. PAULUS/MACKENZIE, SÃO PAULO, 2009. Jadson Teles Silva Graduando em Filosofia UFS Indivíduo

Leia mais

ILUMINISMO/ LIBERALISMO. Regimes Absolutistas. Revolução Francesa. História da Educação. Prof. Manoel dos Passos da Silva Costa

ILUMINISMO/ LIBERALISMO. Regimes Absolutistas. Revolução Francesa. História da Educação. Prof. Manoel dos Passos da Silva Costa ILUMINISMO/ LIBERALISMO Regimes Absolutistas Revolução Francesa Prof. Manoel dos Passos da Silva Costa A palavra Iluminismo vem de luz e se refere à capacidade que a razão tem de tudo iluminar. A razão,

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO FILOSOFIA

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO FILOSOFIA PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO FILOSOFIA P á g i n a 1 QUESTÃO 1 - Assinalar a alternativa correta: A) Com seu giro linguístico hermenêutico, Gadamer mostra que o processo hermenêutico é unitário,

Leia mais

Terceiro Setor, ONGs e Institutos

Terceiro Setor, ONGs e Institutos Terceiro Setor, ONGs e Institutos Tomáz de Aquino Resende Promotor de Justiça. Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Tutela de Fundações de Minas Gerais. Usualmente é chamado de

Leia mais

Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948)

Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948) Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948) Resolução XXX, Ata Final, aprovada na IX Conferência Internacional Americana, em Bogotá, em abril de 1948 A IX Conferência Internacional Americana,

Leia mais

HEGEL: A NATUREZA DIALÉTICA DA HISTÓRIA E A CONSCIENTIZAÇÃO DA LIBERDADE

HEGEL: A NATUREZA DIALÉTICA DA HISTÓRIA E A CONSCIENTIZAÇÃO DA LIBERDADE HEGEL: A NATUREZA DIALÉTICA DA HISTÓRIA E A CONSCIENTIZAÇÃO DA LIBERDADE Prof. Pablo Antonio Lago Hegel é um dos filósofos mais difíceis de estudar, sendo conhecido pela complexidade de seu pensamento

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DANNIELE VARELLA RIOS DEBORAH DONATO DE SOUZA FELIPE PENIDO PORTELA PÂMELLA ÀGATA TÚLIO ESCOLA INGLESA CURITIBA 2009 DANNIELE

Leia mais

Estudo Dirigido - RECUPERAÇÃO FINAL

Estudo Dirigido - RECUPERAÇÃO FINAL Educador: Luciola Santos C. Curricular: História Data: / /2013 Estudante: 7 Ano Estudo Dirigido - RECUPERAÇÃO FINAL 7º Ano Cap 1e 2 Feudalismo e Francos Cap 6 Mudanças no feudalismo Cap 7 Fortalecimento

Leia mais

Palestrante: José Nazareno Nogueira Lima Advogado, Diretor -Tesoureiro da OAB/PA, Consultor da ALEPA

Palestrante: José Nazareno Nogueira Lima Advogado, Diretor -Tesoureiro da OAB/PA, Consultor da ALEPA A ÉTICA NA POLÍTICA Palestrante: Advogado, Diretor -Tesoureiro da OAB/PA, Consultor da ALEPA A origem da palavra ÉTICA Ética vem do grego ethos, que quer dizer o modo de ser, o caráter. Os romanos traduziram

Leia mais

Crise no Império Romano. Capítulo 6

Crise no Império Romano. Capítulo 6 Crise no Império Romano Capítulo 6 A falta de escravos leva ao aparecimento do sistema do colonato. Corte nas verbas do exército, gera revolta e briga entre os generais. Os generais passam a não obedecer

Leia mais

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades DIREITO À CIDADE UM EXEMPLO FRANCÊS Por Adriana Vacare Tezine, Promotora de Justiça (MP/SP) e Mestranda em Direito Urbanístico na PUC/SP I Introdução A determinação do governo francês de proibir veículos

Leia mais