MINUTA DECRETO Nº, DE DE DE 20.

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1 MINUTA DECRETO Nº, DE DE DE 20. Regulamenta os artigos 60 e 61 da Lei Nº 9.860, de 01 de julho de 2013, que dispõe sobre o processo de eleição direta para a função de Gestão Escolar das Unidades de Ensino da Rede Pública Estadual, e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO MARANHÃO, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos III e V do art. 64 da Constituição Estadual, e CONSIDERANDO a Lei nº 9.860, de 01 de julho de 2013, que dispõe sobre o processo de eleição direta para provimento da função de Gestão Escolar das Unidades de Ensino da Rede Pública Estadual; CONSIDERANDO a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de Lei de Diretrizes e Bases, que orienta para a gestão democrática do ensino público na educação básica, mediante a participação dos seus profissionais e das comunidades escolar e local, com vistas à elaboração do melhor projeto pedagógico para a escola; CONSIDERANDO que a participação da comunidade na gestão escolar é forma de atendimento ao preceito constitucional de incentivo a colaboração da família e do exercício da cidadania, buscando a melhoria na qualidade de ensino; DECRETA: Art. 1º O processo de eleição direta para Função da Gestão Escolar junto às escolas públicas estaduais será realizado em conformidade com a Lei nº de 01 de julho de 2013, com este Decreto e com as demais normas complementares a serem fixadas pela Secretaria de Estado da Educação. Parágrafo único. O processo constará de duas etapas, sendo a primeira de inscrição pública e a segunda de eleição direta e secreta.

2 Art. 2º A primeira etapa do processo, de inscrição, tem por objetivo a composição de um banco de gestores ou diretores escolares aptos a exercerem quaisquer das funções de direção escolar. Art. 3º Poderá se inscrever para preenchimento do banco de gestores escolares, o servidor integrante do Subgrupo Magistério da Educação Básica docente ou especialista em Educação e deverá atender às seguintes exigências: I - não ter sofrido penalidade, por força de procedimento administrativo disciplinar, cível ou criminal no quinquênio anterior ao pleito; II ter concluído nível superior; III - ter cumprido satisfatoriamente o estágio probatório. IV ter cursado ou estar cursando formação continuada na área de Gestão Escolar, disponibilizada pela Secretaria de Estado da Educação ou por instituições por ela conveniadas; V - ter experiência de, pelo menos, 3 (três) anos, ininterruptos, de efetivo exercício em Unidade de Ensino da Rede Estadual e 6 (seis) meses na escola em que pretende ser candidato. VI não estar em processo de aposentadoria. Art. 4º A segunda etapa do processo, consistirá de eleição direta e secreta, pela comunidade escolar, que ocorrerá preferencialmente, no mês de maio. Art. 5º Cada Mandato será de 03 (três) anos, com direito a reeleição, por igual período. Art. 6º Poderão votar no processo de eleição da Gestão Escolar os seguintes eleitores: a) alunos regularmente matriculados na escola, que tenham pelo menos 12 (doze) anos de idade, matriculados no estabelecimento há no mínimo 03 (três) meses e com frequência regular.

3 b) professores e servidores do quadro efetivo lotados na escola e que estejam no exercício de suas funções; c) professores em regime de contrato temporário, lotados na escola há, no mínimo, três meses; d) pais ou mães ou responsáveis pelo aluno matriculado na escola, com direito a um único voto por família, independentemente do número de filhos matriculados na unidade de ensino. 1º Os alunos, professores e servidores, respeitados os critérios estabelecidos nas alíneas anteriores, estarão automaticamente cadastrados como eleitores. 2º Os pais ou responsáveis por aluno deverão cadastrar-se como eleitores, no prazo previsto em Edital. 3º O servidor ou professor em exercício em mais de uma unidade escolar, terá direito a voto em cada uma das respectivas unidades. 4º Só haverá eleição nas escolas em que estiverem cadastrados, no mínimo, 51% (cinquenta e um) dos pais ou responsáveis por alunos matriculados. 5º Será anulada a eleição na escola em que não comparecerem, no mínimo, 51% (cinquenta e um) dos eleitores cadastrados. 6º É vedado o voto por representação. 7º Ninguém poderá votar mais de uma vez na mesma unidade ensino, ainda que represente segmentos diversos ou acumule mais de um cargo ou função. Art. 7º O processo de eleição da gestão escolar será organizado por Comissões de âmbito estadual, regional e escolar. Art. 8º A Comissão Estadual tem como atribuição, coordenar o processo de eleição da gestão escolar no âmbito estadual. Parágrafo único: A Comissão Estadual será composta por representantes das seguintes unidades administrativas da SEDUC, SAE,SAPE, SARE, SUPEJUR, SINPROESSEMA, sob a presidência da SAE-SUPGE.

4 Art. 9º A Comissão Regional tem como missão organizar o processo de eleição em âmbito regional. 1º A Comissão Regional será composta pelo Gestor Regional, que será o seu presidente, 02 (dois) servidores lotados na respectiva Regional, indicados pelo presidente. 2º A Comissão Regional será correspondente a cada Unidade Regional de Educação, sob a jurisdição da Secretaria Adjunta de Coordenação das Unidades Regionais. Art. 10 A Comissão Escolar tem como missão organizar o processo de eleição no âmbito de cada escola e será formada no mínimo por: a) 02 (dois) professores; b) 01 (um) servidor; c) 01 (um) responsável legal pelo aluno; d) 01 (um) aluno maior de 14 (catorze) anos. 1º O Conselho Escolar coordenará o processo de constituição da Comissão Escolar. 2º Na escola em que ainda não esteja funcionando o Conselho Escolar, a Comissão Regional assumirá a responsabilidade pela constituição da Comissão Escolar. Art. 11 Não poderão compor as Comissões, candidatos, seu cônjuge ou companheiro (a), parentes consanguíneos ou afins, em linha reta ou na colateral, até o 3º grau, nem servidores que estejam integrando o núcleo gestor em exercício. Art. 12 O processo eleitoral restringir-se-á, única e exclusivamente, à comunidade escolar, sendo vedada a participação de quaisquer organizações partidárias, sindicais, associativas, religiosas, empresariais e de qualquer natureza externa à comunidade escolar. Parágrafo único. O não atendimento ao disposto no caput poderá acarretar a impugnação da candidatura respectiva pela Comissão Regional.

5 Art. 13 Os servidores efetivos, os contratados temporariamente e os terceirizados, que por ação ou omissão, dificultarem a normalidade do processo, serão responsabilizados administrativamente, após apuração do fato pelas Comissões Escolar, Regional e Estadual. Art. 14 Quando da transmissão do cargo, o núcleo gestor em exercício deverá entregar ao novo diretor o balanço financeiro, o acervo documental e o inventário do material e dos bens móveis existentes na Escola, devidamente protocolados e assinados, após conferência, pelo novo diretor e pelo presidente do Conselho Escolar. 1º No caso de recondução, o Gestor/Diretor e demais membros do núcleo gestor deverão encaminhar ao Conselho Escolar, para aprovação, o balanço financeiro, o acervo documental e o inventário do material e dos bens móveis existentes na Escola. 2º No ato de posse, o candidato eleito a qualquer dos cargos do núcleo gestor deverá assinar uma declaração atestando disponibilidade para uma jornada de trabalho de 8 (oito) horas diárias, alternadas nos três turnos escolares. 3º O servidor público pertencente a outro órgão estadual, municipal ou federal, somente será nomeado se formalmente cedido por seu órgão de origem. 4º Não será nomeado para qualquer dos cargos do núcleo gestor, o candidato que, havendo sido integrante de núcleo gestor de escola em exercício anterior, encontrese inadimplente com prestação de contas da escola referente àquele exercício. Art. 15 O desempenho dos servidores eleitos será avaliado anualmente, através de procedimento institucional definido pela Secretaria de Estado da Educação, ficando os membros do núcleo gestor passíveis de dispensa caso não satisfaçam os critérios mínimos de avaliação exigidos, bem como o descumprimento dos deveres legais inerentes a função. Parágrafo único. O processo de avaliação de que trata o caput deste artigo será regulamentado através de Portaria do Titular da Secretaria da Educação. Art. 16 A vacância da Função Gratificada de Gestor/Diretor Escolar decorrerá:

6 I- dispensa, a pedido, por licença ou afastamento, com exceção da Licença para Tratamento de Saúde; II- III- IV- quando não alcançados os critérios mínimos da avaliação de desempenho previstos no artigo 15; demissão; exoneração; V- aposentadoria; VI- falecimento. Parágrafo único Ocorrendo a vacância de que trata este artigo no período anterior a 1 (um) ano e 6 (seis) meses deverá ser precedida nova eleição, sendo posterior a esse período o segundo mais votado assumirá a gestão na respectiva unidade de ensino. Art. 17 A Vacância dar-se-á na data: I da publicação do ato que a determinar; II do falecimento do servidor. Art. 18 As despesas decorrentes da operacionalização deste Decreto correrão à conta da dotação orçamentária própria da Secretaria da Educação. Art. 19 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente o Decreto Estadual nº , de 21 de agosto de PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO, EM SÃO LUÍS, DE DE 2013, 190º DA INDEPENDÊNCIA E 123º DA REPÚBLICA. ROSEANA SARNEY Governadora do Estado do Maranhão

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