OS IDEAIS DE IGUALDADE, FRATERNIDADE E LIBERDADE NA PRÁTICA DEMOCRÁTICA: ENTRE ROUSSEAU E HABERMAS

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1 OS IDEAIS DE IGUALDADE, FRATERNIDADE E LIBERDADE NA PRÁTICA DEMOCRÁTICA: ENTRE ROUSSEAU E HABERMAS Rousseau foi quem melhor definiu o ideal da democracia, que hoje está em conflito com as democracias reais: uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém. 121 Boaventura de Souza Santos RESUMO A democracia,como forma de organização e participação, tornou-se pouco a pouco um processo referencial de construção das sociedades e países, caracterizando-se por seu universalismo e aceitação. Esse processo consagrado traz em sua essência a possibilidade de diferentes leituras e de eventuais conflitos de interpretação na sua aplicação, tornando-o dinâmico e ao mesmo tempo controverso. Através desse trabalho exponho as bases referenciais da democracia moderna a partir dos ideais propostos por Rousseau e as reflexões contemporâneas de Habermas, inserindo-os no contexto de um mundo complexo, multicultural e de sociedades plurais. PALAVRAS-CHAVE democracia, poder, ideal, representação, pluralidade, consenso ABSTRACT La démocratie comme une forme d'organisation et de participation, est devenu progressivement un processus de construction et de réference des sociétés et des pays, caractérisé par son universalisme et l'acceptation. Ce processus inscrit dans l'essence apporte la possibilité d'interprétations différentes et d'éventuels conflits d'interprétation dans leur application, ce que rend a ce processus un caractère dynamique et au même temps controversée. Grâce à ce travail j expose les fonde ments de la démocratie moderne repères des idéaux proposés par Rousseau et les réflexions contemporaines de Habermas, en les insérant dans le contexte d'unesociété complexe, multiculturelle et pluraliste. MOTS-CLÉS démocratie, pouvoir, idéel, représentation, pluralisme, consensus

2 Introdução 122 O período que antecede a denominada Revolução Francesa foi marcado por graves problemas internos na sociedade francesa nas áreas social, econômica, política e financeira. Por um lado havia a monarquia, a nobreza e o clero, encabeçando a hierarquia social do país, sustentadas em seus direitos e privilégios e, de outro, a nascente burguesia e a grande população que vivia dos campos trabalhando em sua maioria em terras pertencentes à nobreza. Essa estrutura social praticamente dividia a população em três segmentos, sendo que os dois primeiros representados pela nobreza e pelo clero católico detinham poder, recursos, salvaguardas e benefícios que estavam muito acima da capacidade da sociedade em sustentar. Restava ao terceiro estado, representando por camponeses e a burguesia ascendente, o encargo de manter os gastos da parcela privilegiada. Esse estado de coisas, dentro de uma sociedade profundamente desigual, proporcionou a necessária inquietude, acompanhada de manifestações, as quais produziram os elementos que vieram a resultar na Revolução Francesa, que trouxe profundas mudanças nas estruturas sociais, econômicas e políticas do país, sobretudo a partir da propagação dos ideais iluministas. O Iluminismo por sua vez, constituiu um processo que se desenvolveu ao longo de mais de um século, surgiu na Inglaterra, em decorrência das transformações econômicas e sociais trazidas pela Revolução Industrial, as quais introduziram mudanças importantes no pensamento europeu a partir do século XVII. As ideias iluministas influenciaram movimentos revolucionários que visavam mudanças nas estruturas econômicas, sociais e políticas que davam sustentação ao poder absoluto dos reis, a acumulação de privilégios pela aristocracia e à forte influência política da Igreja Católica. A crise que se estabeleceu em decorrência dessas mudanças foi acompanhada por um conjunto de novas ideias filosóficas e econômicas que defendiam a liberdade de pensamento e a igualdade de todos os homens perante as leis. As ideias econômicas defendiam a prática da livre iniciativa. Esse movimento cultural, político e filosófico que aconteceu entre os séculos XVII e XVII, em toda a Europa, sobretudo na França, ficou conhecido como Iluminismo ou Século das Luzes. Os iluministas caracterizavam-se pela importância que davam à razão. Reconheciam que somente por meio do racionalismo, afirmavam ser possível compreender perfeitamente os

3 fenômenos naturais e sociais. Defendiam a democracia, o liberalismo econômico e a liberdade religiosa e de pensamento. Na verdade, o Iluminismo foi um processo longo do qual as transformações culturais então iniciadas influenciaram importantes movimentos que resultaram na Independência Americana, na Inconfidência Mineira e na Revolução Francesa. 123 O Iluminismo e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Pela filosofia iluminista, o homem tinha em sua constituição natural a bondade, porém sofria com o tempo dos efeitos corruptores da sociedade em que vivia. Nesse sentido, existia a crença de que se todos os cidadãos fizessem parte uma sociedade mais justa, com igualdade de direitos, o bem e felicidade comum seriam alcançados. Por esta razão, eles tiveram papel importante na criação do ideário contrário ás imposições de caráter religioso, às práticas mercantilistas, ao absolutismo do rei e dos privilégios dados à nobreza e ao clero. Dessa forma, a ruptura com o poder real significou transformações sociais e políticas que redundaram na reorganização das relações entre as várias camadas da sociedade da época, a partir da criação de mecanismos legais e códigos, projetos políticos, do ensino público, do sufrágio e do voto como exercícios de cidadania. A maioria dos regimes denominados democráticos se baseiam nos ideais preconizados pela Revolução Francesa, cuja síntese resultou em três princípios básicos: igualdade, fraternidade e liberdade. A liberdade é em geral interpretada como a não interferência da autoridade na esfera dos interesses privados. A fraternidade se estabelece quando existe de fato uma comunidade politicamente solidária, com indivíduos iguais e livres. E a igualdade seria a ausência de privilégios entre os cidadãos, independente de classe social, credo, raça e outras características que poderiam diferenciá-los. Essa tríade do pensamento, de onde emergiu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, tendo Rousseau como um dos seus principais mentores, surgiu em meio às grandes transformações resultantes da Revolução Francesa. Esse processo histórico constituiu um divisor de águas entre o poder absolutista da monarquia e representa a transformação política da Europa moderna.. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 1789, na França,consagrou os ideais liberais e burgueses extraídos do Iluminismo, tais como a igualdade perante a lei, o direito à vida, à propriedade e á liberdade religiosa e de expressão.

4 Em seu artigo 1º, a Declaração francesa já enunciava princípios universais que viriam a ser repetidos em futuras legislações de períodos seguintes Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos; as distinções sociais não podem ser fundadas senão sobre a utilidade comum. Nesse ambiente tão propício surgem propostas substantivas pela igualdade de direitos, que ajudaram a criar as bases do Estado democrático e uma nova ordem social, apoiados nas ideias iluministas que dominou o cenário europeu durante dois séculos e que até hoje produz efeitos sobre a construção dos processo democráticos existentes em todo o mundo. 124 O pensamento de Rousseau A somatória de ideias e eventos egressos do espírito iluminista criou um pano de fundo para os acontecimentos que marcariam a obra de Jean-Jacques Rousseau, pensador de origem suíça, que se tornou um dos principais formuladores da então revolucionária ideia do povo como origem legítima do governo, através da publicação da obra Contrato Social. Nessa obra, a formulação de um poder popular pressupõe a existência de um povo e da deliberação pública, antes mesmo do ato pelo qual se elege um governante, sendo esse o verdadeiro fundamento da sociedade. Por outro lado concluiu que somente um contrato tácito e livremente aceito por todos permite cada um ligar-se ao todo, retendo a sua livre vontade. A liberdade estaria na lei livremente aceita,sendo que obedecer uma lei auto-imposta é liberdade. Para Rousseau o contrato social é uma livre associação de seres humanos inteligentes de deliberadamente resolver formar um certo tipo de sociedade, à qual passam a prestar obediência mediante o respeito á vontade geral. Discorreu o filósofo igualmente em sua obra sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, surgindo daí a sua tese do homem natural, que não foi corrompido pela sociedade e, portanto, sem os vícios que marcam o seu relacionamento no ambiente social. O homem no seu estado natural para ele é igual. A desigualdade surge do mal governo entre os homens em sociedade. Tornou-se um crítico do absolutismo na França, ressaltando em suas obras o papel da democracia, por ele interpretada como a aplicação das leis para todos e acima das quais nada pode se opor. Percebe-se nessa forma de interpretação de Rousseau, com que rigor foi colocada a imposição e aplicação das leis, denotando certa inflexibilidade sobre seu questionamento e

5 reavaliação. Esse aspecto o faz próximo do pensamento de um dos maiores expoentes do racionalismo, René Descartes, para quem apenas a razão e só ela, poderia fornecer algo verdadeiro ao crescimento do ser humano. O pensamento de Rousseau foi precursor dos chamados direitos fundamentais, ou primários, em função dos quais decorrem todos os outros. Deles podem-se enumerar o direito á vida, ao nascer livre e igual, ao direito de propriedade, de liberdade e de segurança, independentes de qualquer fato ou circunstância histórica. Também resulta dessa mesma época a defesa da manifestação da opinião pública como forma de exercer a democracia em contraponto ao poder absolutista vigente. A informação e a livre manifestação de ideias romperam com séculos de dominação soberana e foram precursoras das formas hoje conhecidas de divulgação de diferentes correntes de ver e de pensar e dos meios de comunicação de massa. Esses princípios básicos e, até certa forma mitificados, ainda servem de referência para o jornalismo moderno, hoje já mais influenciado pela velocidade das transformações das sociedades, pelas práticas de consumo e tecnologias da informação. 125 A democracia como modelo A consagração da democracia como princípio norteador de parte substancial das nações de maior influência no contexto global e sinônimo de legitimidade do exercício do poder político, é resultado de um longo caminho que conta mais de dois milênios, passando por altos e baixos na sua aplicação. Por outro lado a democracia também sofreu influência da complexidade das transformações históricas, dos regimes políticos que se sucederam e das múltiplas possibilidades que se abriram nos contextos das sociedades politicamente organizadas. A democracia ganhou corpo e substância durante o século XX, fundamentando-se em diferentes modelos teóricos e diferentes correntes de pensamento. As duas correntes predominantes, de acordo com a classificação proposta por Lijphart (2008, p. 18), são: a democracia majoritária e a democracia consensual O modelo majoritário tem como essência o reconhecimento dos anseios da maior parte dos representados e por isso apresenta um grande apelo por aproximar-se do ideal democrático do governo pelo povo e para o povo. Em geral, nesse caso, tende-se à aprovação das propostas por um percentual denominado maioria simples.

6 Já o modelo consensual não diverge muito do majoritário, mas propaga no entanto que a participação da maioria seja ao máximo estendida de maneira a captar os anseios da população, abrindo as regras e as instituições à maior participação.tenta-se dessa forma o compartilhamento, a dispersão e a limitação do poder nas mais variadas partes possíveis. A democracia poderia ser definida simplesmente como o governo pelo povo e para o povo, vindo em seguida algumas questões fundamentais, tais como quem governará e como governará, tendo os interesses majoritários como prioridades a ser atendidas. O processo democrático é em si fragmentado, cabendo diferentes entendimentos em suas práticas e formas de se estabelecer no imenso caleidoscópio que se constitui a sociedade das nações no mundo. Por isso não existe uma única fórmula ou processo referencial no qual possam se espelhar todas as sociedades; apenas alguns princípios gerais já detalhados anteriormente. Por essa construção desigual, o exercício da democracia sujeita-se a contradições e questionamentos nas suas formas de participação e de exercício do consenso. Sobre esses aspectos, observa Thompson: 126 Apesar do inestimável apelo moral que o modelo de democracia direta e participativa suscita, ele dificilmente consegue resolver os dilemas da política democrática da idade moderna. Tal modelo pressupõe certas condições sociais e simbólicas que raramente se verificam nas circunstâncias em que são tomadas as decisões hoje. Ele pressupõe primeiro um local compartilhado no qual os indivíduos possam se reunir para discutir temas de interesse comum. Segundo, ele pressupões que certa igualdade social entre os participantes. Terceiro, ele pressupõe um processo de diálogo através do qual os indivíduos sejam capazes de expressar seus pontos de vista, questionar os dos outros, argumentar e chegar a um juízo formado discursivamente. Em resumo, o modelo pressupões um processo de comunicação dialógica entre indivíduos de condições sociais mais ou menos iguais que se reúnem para formar através da argumentação e do debate, uma vontade coletiva. (THOMPSON,1999, p.220) A construção de sociedades democráticas não é tarefa das mais simples, já que passa pela criação de processos por vezes ousados e ao mesmo tempo realizáveis para que se tornem práticos e reconhecidos. O pensamento de Habermas O principal eixo das discussões do filósofo alemão é a crítica ao tecnicismo e ao cientificismo que, a seu ver, reduziam todo o conhecimento humano ao domínio da técnica e ao

7 127 modelo científico, limitando o campo de atuação da razão humana ao conhecimento objetivo e prático. Também introduziu uma nova visão das relações entre a linguagem e a sociedade, quando publicou a Teoria da Ação Comunicativa, considerada sua obra mais importante. Em "A Transformação Estrutural da Esfera Pública", de 1962, aborda o fundamento da legitimidade da autoridade política como o consenso e a discussão racional. Em "Entre Fatos e Normas", publicado em 1996, o filósofo faz uma descrição do contexto social necessário à democracia, e esclarece fundamentos da lei, de direitos fundamentais, bem como uma crítica ao papel da lei e do Estado. Em sua teoria, Habermas procurou mostrar que os ideais de verdade, liberdade e justiça poderiam inscrever-se nas estruturas da fala cotidiana. Através dela, as comunicações estabelecidas entre as pessoas são mediadas por atos de fala e são mediadas por três mundos: o mundo objetivo das coisas, o mundo social das normas e instituições e o mundo subjetivo das vivências e dos sentimentos. As relações entre eles, mesmo que não igualitárias, estariam presentes nas interações sociais entre os indivíduos. Primeiramente, as pessoas coordenam suas ações à medida que interagem. Dessa interação e compartilhamento do mundo objetivo e, portanto técnico, podem surgir o sucesso ou não de suas ações conjuntas. Em seguida, vem a interação orientada pelas normas sociais, as quais pré-existem ou são criadas durante a interação. Elas definem as expectativas entre os membros do grupo, as quais são do conhecimento coletivo. Delas resulta o reconhecimento inter-sujeitos e o consenso de valor, podendo gerar sanções em caso de violação. Por fim, as interações entre as pessoas mostram suas experiências, intenções, carências e medos, de maneira que tornam mais transparente a interioridade dos indivíduos, dando maior veracidade às suas manifestações e ações. A linguagem ocupa um importante papel para a coordenação das ações e para as avaliações éticas. A legitimidade da ação comunicativa passa a ser alcançada apenas pela racionalidade meio-fim, mas pela argumentação em função de princípios reconhecidos e validados pelo grupo. Habermas sugere um modelo ideal de ação comunicativa, no qual as pessoas interagem através da linguagem, organizam-se em sociedade e procuram o consenso de forma não coercitiva.

8 128 Assim, o processo de comunicação visa o entendimento mútuo e constitui-se a base de toda a interação. Através da argumentação permite-se o acordo entre os indivíduos, a validação das proposições e a legitimidade normativa. O discurso daí resultante pressupõe a interação entre as pessoas, a participação dos agentes e a simetria na comunicação. Do ponto de vista do exercício democrático, Habermas pressupõe que as instituições devem estar organizadas e estruturadas de maneira que o discurso possa surgir como forma de resolução dos conflitos surgidos das quebras pactuais ou dificuldades de comunicação das comunidades. O ponto central é, portanto, o mesmo, independente da sua formulação. As normas e as decisões políticas só podem legitimarem-se em decorrência de poderem ser questionadas e aceitas no discurso de entre cidadãos livres e iguais. O modelo de democracia deliberativa defendido por Harbermas distancia-se da visão centrada no Estado, a qual serviu à formulação das alternativas democráticas liberal e republicana de organização e participação. Do ponto de vista liberal, existe a definição estatutária da cidadania, a proteção do Estado, seus direitos e limites previstos em lei. Através do modelo republicano, as questões normativas são respeitadas, incorporando-se igualmente a possibilidade de formação da opinião e da vontade públicas através da prática do discurso político. As democracias também passam por crises e desconfianças face à competência com que suas instituições são ou não capazes de resolver os conflitos e impasses decorrentes da própria evolução das sociedades. Os processos mais avançados de democracia já admitem que a resolução de muitos problemas passa pela incorporação dos elementos subjetivos e a elevação do cidadão como categoria central, independente das teorias políticas e ideologias. Uma das questões mais relevantes nesse campo é como alcançar a unidade apesar das diferenças, conciliar as identidades coletivas em relação ao papel exigido do cidadão? Bauman destaca que o sonho de uma república e de democracia parece a melhor solução para o convívio humano, vivendo juntos com um mínimo de rivalidade e conflito, além do esforço do exercício da tolerância. Os desafios da democracia e a proposta de Habermas A ideia de democracia deliberativa, desenvolvida por diversos teóricos contemporâneos, incluindo o próprio Habermas, destaca essencialmente a noção de legitimidade das decisões políticas que demandem a inclusão de todos os indivíduos, possivelmente afetados, no processo público de sua formulação.

9 129 Desse modo, os teóricos deliberativos sustentam que o exercício da cidadania estende-se para além da mera participação no processo eleitoral, exigindo o engajamento num processo contínuo de discussão e crítica reflexiva das normas e valores que orientam a coletividade. A comunicação cotidiana, acerca das questões comuns à comunidade, ganha uma centralidade política da qual não gozava em outros modelos teóricos. Reconhecendo o fato básico do pluralismo, os defensores da democracia deliberativa sustentam, nesse sentido, que apenas o envolvimento e a participação de todos os atores interessados e possivelmente afetados por determinadas questões e problemas coletivos pode garantir a legitimidade e a justiça do processo público de tomada de decisões. Isto porque as questões coletivas devem ser objeto de apreciação e decisão por parte de todos. Por isso, a questão da esfera pública desempenha um papel crucial no modelo democrático deliberativo, na medida em que é nesse espaço que se dão os processos argumentativos entre os indivíduos, que procuram expor, publicamente, as suas razões, opiniões,julgamentos e ouvir os argumentos dos demais, a fim de alcançarem, ao final, uma decisão coletiva, consensual ou não. Os espaços públicos sejam eles físicos ou virtuais se caracterizam como o local onde são discutidas as questões públicas, que interessam à coletividade, e, por isso, eles transcendem o processo político-eleitoral, já que os debates são contínuos e não ocorrem, apenas, nos momentos das eleições. Pode-se dizer, ainda, que eles são mais abertos e inclusivos, pois dele participam sujeitos que não necessariamente estão ligados, de modo direto, à disputa eleitoral, os diretamente interessados e não apenas de uma burocracia especializada, de um corpo de técnicos ou de uma elite política eleita, a quem se atribui o poder exclusivo de deliberação. O desenvolvimento do conceito de esfera pública representou inegável contribuição para os debates sobre a democracia abrindo espaço para discussões sobre os próprios conceitos de democracia até hoje vigentes. Permitiu ainda que houvesse a revitalização do debate democrático e sobre o exercício racional dos cidadãos por meio do processo público de tomada de decisões, atenuando ideias e discussões emanadas pelos primeiros teóricos da Escola de Frankfurt que não enxergavam tal possibilidade dentro do próprio processo evolutivo do exercício democrático. Desse modo, ao lado do republicanismo e do pluralismo, a teoria da democracia vinculada ao conceito de esfera pública forneceu um suporte analítico diferenciado para a discussão sobre o bem comum e os rumos da comunidade política.

10 Essa concepção de democracia distancia-se dos pressupostos das teorias que tinham na elite o controle e exercício do poder, abrindo nova concepção do exercício da política de forma emancipada e sob outra configuração. O significado de cidadania sofre transformações e tem sido destituído de seus antigos dogmas, tradicionalmente endossados e dirigidos por instituições do Estado-nação, o qual se fragmenta progressivamente nas modernas sociedades. Outros agentes e alternativas se sucedem e o espaço político deixa de ser entendido apenas como a esfera da disputa entre facções e autointeressada pelo poder ou como o local de exercício de dominação, para avançar em direção ao conceito de deliberação coletiva. 130 A complexidade do mundo e os processos democráticos Os debates sobre o pluralismo e o multiculturalismo fortaleceram a aprimoraram as investigações sobre os tipos de democracia que melhor se enquadram às novas demandas globais. Pode-se dizer que os problemas em torno das sociedades complexas e do mundo composto de múltiplas civilizações levaram à procura por uma nova configuração das relações sócio-culturais, levando em conta as novas estruturas e reivindicações políticas, nos planos internos, como também na esfera internacional. Nesse caso, a democracia sempre sinalizou como a melhor maneira de se conquistar um ideal de sociedade. Uma sociedade que permite a pluralidade como fonte da própria existência saudável de um novo conceito de sociedade. Este valor se constrói pautado nas diferenças que são frequentemente transformadas a partir da construção, solidificação, defesa do pluralismo e, paradoxalmente, diante da construção de uma unidade composta por igualdade e respeito mútuo apregoado pelos direitos humanos. Diante da nova conjuntura das sociedades complexas, o princípio democrático indica o processo a partir do qual esses novos anseios se estabelecem e os mais diversos interesses são permitidos de maneira a possuir um mesmo peso. Desta forma, o processo democrático pode ser compreendido como um valor não somente importante, mas essencial para se alcançar uma sociedade plural e, por assim dizer, justa. A ideia de democracia é, portanto, compreendida como um valor pelo qual as sociedades que almejam um maior grau de justiça e igualdade deveriam apelar e, a partir dela, se desenvolver. A diversidade cultural existente e a heterogeneidade dos mais diversos sistemas políticos dependem, dentro dessa perspectiva, da existência de um procedimento democrático para que ele possa ser estabelecido. Nesse caso, a democracia é considerada como o único caminho para que

11 131 essas novas exigências de interesses e conflitos se construam, se legitimem e, mais que isso, possam se aperfeiçoar continuamente. O modelo do conflito, nesse aspecto, é tido como um fator positivo, uma vez que determina a própria concepção do dinamismo, deixando sempre em aberta a possibilidade de revisão dos princípios morais e políticos, além de considerar a importância que este efeito traz para a própria formulação de pluralidade. Desta forma, os conflitos entre julgamentos morais e políticos que se formam na democracia não são tidos como um problema, mas como parte fundamental para a busca entre a convergência nessas esferas e no espaço público. Por fim, o processo deliberativo permite aos sujeitos nele envolvidos que alterem suas preferências, submetam suas razões ao julgamento público e se deixem convencer pelos argumentos dos demais. Ou seja, o espaço deliberativo oferece aos indivíduos e grupos a oportunidade de confrontarem seus argumentos com aqueles oferecidos pelos demais interessados na questão e assim se convencerem, ou não, da legitimidade de suas demandas ou da necessidade de se implementarem as ações reivindicadas pelos outros. Por isso, ele avança em relação ao processo de mera agregação de preferências ou à negociação estratégica, que privilegiam os interesses pessoais, os argumentos auto-interessados, em detrimento da razoabilidade, justiça e aceitabilidade moral da decisão que virá por consequência. Considerações finais Os ideais democráticos de Rousseau e alguns dos princípios emanados pela Revolução Francesa encontram ainda hoje representações teórico-práticas, por seu caráter inovador e pelas formas de criação simbólicas e de práticas políticas, mesmo decorridos mais de dois séculos. A política ganhou maior peso na vida das sociedades, até então hierarquizadas em papéis previsíveis e com baixa participação nas decisões. Alguns costumes do passado foram pouco a pouco deixados e novas formas de organização e participação foram surgindo, fazendo com que a mobilização de diferentes camadas da sociedade, sobretudo as mais baixas, encontrassem maior poder deliberativo no espaço público. A politização do cotidiano trazida pela experiência revolucionária aflorou o debate em torno da tomada das decisões, criando uma nova linguagem em torno desse ideário de renovação. O republicanismo democrático é considerado o mais importante legado da revolução Francesa, por suas conseqüências imediatas naquele período, como também para a história

12 moderna que se sucedeu no longo prazo, incluindo correntes e movimentos de forte participação social, tais como o marxismo e o socialismo (HUNT, 2007, p. 260). Para que cada pessoa possa se sentir livre para desempenhar o seu papel no mundo, essa esfera da igualdade exige uma sensibilidade maior na estruturação política. Uma estrutura política formada por e a partir de relações sociais. Relações sociais estabelecidas por seres humanos formados pelas suas psicologias próprias e histórias de vida que lhe são caras e indispensáveis para suas identidades pessoais, ainda que emergidos nas identidades culturais que os compõem. Nesse aspecto, o mundo da vida aparece como um reservatório de um conhecimento tido como dado, de convicções sólidas das quais os participantes em comunicação se servem em processos cooperativos de interpretação. (...) O mundo da vida é representado por um estoque de modelos interpretativos transmitidos culturalmente e organizados linguisticamente. (HABERMAS, 1987, p. 124) 132 Para que esses elementos sejam preservados, o ideal de uma sociedade democrática deve se preocupar em não inibir que seus participantes possam exercer aquilo que lhes são próprios. Aquilo que formam as suas próprias identificações como pessoas integrantes do mundo. Para que isso ocorra, é preciso que a democracia passe a ser revestida de um caráter mais substantivo e não apenas formal. Deve sinalizar os caminhos que permitam a seus participantes desenvolverem suas capacidades e expressarem suas vontades mais autênticas e muito próximas às suas histórias de vida. A democracia deve reconhecer e permitir que cada um dos cidadãos seja considerado um elemento único, cujo valor é-lhe intrínseco e que possui, na expressão de Kant, um valor em si mesmo, podendo desfrutar de uma igualdade e dignidade no que se refere à liberdade pessoal. A liberdade pessoal é por si um valor essencial e que deve ser garantido para que se desenvolva uma sociedade equilibrada e ao mesmo tempo aberta á participação de todos aqueles que a compõem. Isto quer dizer que, independente da democracia ser um processo instrumentalizado para se alcançar finalidades traçadas pelos seres humanos, o mais importante é o que está no cerne dos anseios das sociedades atuais. E desta forma, a democracia deve se mostrar pronta a responder às demandas das sociedades contemporâneas cada vez mais complexas. Surge cada vez mais a necessidade da coexistência equilibrada e justa entre os diferentes atores sociais. O discurso em favor da democracia, na verdade, passa a ser traduzido como um

13 discurso em busca de um princípio moral que satisfaça e sustente a igualdade e existência das mais diversas formas de vida e formas de expressão e de participação. Assim, o discurso moral torna-se elemento fundamental no contexto do discurso político de todos aqueles que vislumbram a construção de uma sociedade plural e que possa ser considerada melhor para se viver. No entanto fica ainda a dúvida até que ponto podemos transformar, ou até mesmo exigir, que o discurso moral e democrático possa ser aplicado e aceito como modelo de aplicação universal nas mais diferentes sociedades. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 133 Biografia Jürgen Habermas in educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u391.jhtm, acesso em 10/01/2010. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, 1789, in acessado em 10/01/2010 HABERMAS, Jürgen. A Inclusão do Outro. São Paulo, Loyola, A Teoria da Ação Comunicativa. Beacon Press, 1987 Tradução para fins acadêmicos de Angela Cristina Salgueiro Marques História Viva: Idade Contemporânea, vol. 4. São Paulo, Duetto, HOBSBAUM, Eric. Tempos Interessantes. São Paulo, Cia das Letras, 2002 HUNTINGTON, Samuel P. O Choque de Civilizações. Rio de Janeiro, Objetiva, JULIEN, François. O Diálogo entre Culturas. Rio de Janeiro, Zahar, LIJPHART, Arend. Modelos de Democracia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2008 ROUSSEAU, J.J. Do Contrato Social. São Paulo, Abril, THOMAS, Neil. Seja fluente na cultura e no modo de vida da França. São Paulo, Larousse, THOMPSON, J.B. A Mídia e a Modernidade. Petrópolis, Vozes, ZYGMUNT, B. Identidade. Rio de Janeiro, Zahar, 2004.

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