A INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO MILITAR ADMINISTRATIVA The UNCONSTITUTIONALITY MILITARY PRISON ADMINISTRATION

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1 Curso de Direito Artigo Original A INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO MILITAR ADMINISTRATIVA The UNCONSTITUTIONALITY MILITARY PRISON ADMINISTRATION Heitor Theodoro da Silva 1, Kenia Carina J. S. Arruda Nogueira 2 1 Discente do Curso de Direito 2 Professora Especialista do Curso de Direito Resumo O presente trabalho tem o despretensioso escopo de lançar luz à discussão acerca da constitucionalidade das prisões administrativas, presente em quase todos os Regulamentos Disciplinares Militares. Trata-se, portanto, no caso de ser aplicada sanção privativa de liberdade, de hipóteses previstas em Decretos criados pelo Poder Executivo, o que a Constituição veda no artigo 5º, inciso LXI, a não ser nos casos em que a própria Lei Maior excepciona, mesmo assim determina que sejam regulamentados por lei. Dessa forma, o Executivo aproveita a omissão das leis e do judiciário, na produção de decretos completamente inconstitucionais. Palavras-chave: Constitucionalidade; prisão administrativa; polícia militar. ABSTRACT: This work has the unpretentious scope to shed light on the discussion about the constitutionality of administrative arrests, present in almost all the Military Disciplinary Regulations. It is, therefore, if it is applied custodial penalty in cases stipulated in Decree created by the executive branch, which the Constitution prohibits in article 5, section LXI, except in cases where the very highest law excepti nonetheless states that are regulated by law. Thus, the Executive takes advantage of the omission of law and the judiciary, in the production of completely unconstitutional decrees KEYWORDS: constitutionality ; administrative detention ; military police Contato: Introdução No Brasil colônia não se tem notícia de uma intuição militar hierarquizada, próxima da formação dos dias atuais, o que se tinha era uma instituição que acompanhou a vinda da família Real portuguesa. Representando um corpo militar uniformizado voltado para a defesa da família real, e, a partir daí projetou-se na vanguarda das instituições criadas na ex-colônia. Devido as suas particularidades, assim como ocorria na então metrópole, os militares passaram a ser regidos por regulamentos próprios, aplicados por aqueles que integravam a carreira das armas, assentada em dois princípios fundamentais: a hierarquia e a disciplina. Assim, a existência das instituições militares, sejam elas pertencentes às Forças Armadas ou às Forças Auxiliares, é essencial para a manutenção e ordem do Estado e preservação da segurança interna, no aspecto de ordem pública e na defesa da soberania do território, do espaço aéreo e do mar territorial. Mercê dessa notável importância para o país, também é necessário que a imagem dessas instituições seja preservada perante a sociedade civil a fim de que se garanta credibilidade e respeito. O presente artigo objetiva discutir, à luz da Constituição Federal de 1988, o entendimento sedimentado nos tribunais e na doutrina sobre a constitucionalidade das prisões administrativas, ou seja, prisões no âmbito militar. Assim, as determinações apresentadas pelos artigos constitucionais são incompatíveis com a prática, visto que os regimentos internos que determinam as prisões administrativas decorrem de Decretos regulamentares do poder executivo, não passando pelo crivo do procedimento legislativo brasileiro. Como veremos, o entendimento jurisprudencial do STF é, contudo, incompatível

2 com o sistema de direitos e garantias fundamentais estabelecido pela Constituição Federal de 1988, ou melhor, o STF em todas as oportunidades que teve de debater sobre o assunto, preferiu não se pronunciar, com justificativas descabidas de não possuir repercussão geral. 1. O histórico da polícia militar no Brasil Nos primeiros anos do Brasil Império não se pode fazer uma referência a uma polícia militar profissionalizada, na verdade o que se encontra sobre a realidade dessas polícias é que eram frágeis, incapacitadas, pouco articuladas e disciplinadas, mas que servia para as necessidades daquela época. Só com passar dos anos e com a consolidação do Império, observa-se a polícia recebendo funções mais específicas, com uma organização urbana e todas as atribuições jurídicas necessárias para o funcionamento de uma polícia militar (RIBEIRO, 2011). Diante disso, em 1830, em consequência da abdicação de D. Pedro I e da menoridade de D. Pedro II, o Império passou a ser dirigido por Regentes, que, na concepção popular, não gozavam de legitimidade para governar. Por esse motivo, teve início, em todo país, uma série de movimentos revolucionários, como a Balaiada (Maranhão), a Sabinada (Bahia), e a Guerra dos Farrapos (Rio Grande do Sul), entre outros. Além de representar perigo para a manutenção do Império e para a integridade territorial brasileira, esses movimentos também comprometiam a ordem pública, o que ocorria com mais intensidade no Rio do Janeiro, Capital do Império (SODRÉ, 1979). Assim, o ponto marcante dessa consolidação da polícia militar no Brasil ocorre no momento da abdicação de Dom Pedro I e o estabelecimento do período regencial, momento onde o então ministro da justiça/guerra e padre Diogo Antônio Feijó, destinado a manter a ordem pública naquela Província, ordena em 1831, extinguir todos os corpos policiais existentes e manda criar um único corpo a Guarda Municipal de Voluntários por Provinciais, chamado de Corpo de Guardas Municipais Permanentes, que tinha como função exercer as funções da extinta Guarda Real, bem como as tarefas de fiscalização da coleta de impostos (MUNIZ, 2001). Para Nelson Werneck Sodré (1979), a Guarda era, segundo a lei que a criou, uma organização permanente, consistindo o seu serviço ordinário, dentro e fora dos municípios, em destacamentos à disposição dos juízes de paz, criminais, presidentes de províncias e ministro da Justiça. Com o crescente número de revoltas das províncias e as constantes guerras entre Estados vizinhos levou mais uma alteração da formação policial do Brasil, fez com que os policiais militares começassem a atuar menos na proteção da sociedade, ficando estes, aquartelados e voltados a questões de defesa do Império. Conforme descrito abaixo: Menos nos serviços de proteção da sociedade e mais nas questões de defesa do Estado (MEZZOMO, 2005) Holloway (1997) descreve que a Proclamação da República, em 1889, inaugurou uma nova ordem política e houve a reorganização do aparato repressivo estatal. Embora o advento da República não tenha significado uma alteração fundamental na composição da classe dominante, a nova ordem política modificou consideravelmente as relações entre as diferentes elites políticas, e também alterou as relações entre as classes dominantes e subalternas. A abolição da escravidão, a instauração de um federalismo altamente descentralizado e o rápido crescimento

3 urbano das principais cidades brasileiras exigiram profundas modificações nas instituições policiais. Desta forma, essa nova polícia começa a se institucionalizar no Brasil, criando um corpo organizado, hierarquizado, disciplinando seus integrantes, buscando sua formalização como trabalho de forma integral e assalariada. Ademais com essa realidade novos instrumentos e mecanismos de controle social precisaram ser desenvolvidos. Sob forte influência do direito positivo, o Código Penal foi reformado em Uma vez que a ênfase deveria recair sobre o criminoso e não sobre o ato criminal, o novo código passou a dar maior importância às práticas comuns das ditas classes perigosas como vadiagem, prostituição, embriaguez e capoeira. A ideia era permitir um melhor controle dos grupos perigosos, na medida em que seus hábitos passaram a ser considerados crime, segundo Holloway (1997). Em 1930, O golpe Militar pôs fim ao arranjo político da Primeira República, já corroído pelo clientelismo e pelo localismo. Getúlio Vargas chega ao poder com a intenção de inaugurar uma nova ordem política baseada num Estado forte o suficiente para conduzir a sociedade a novos rumos. O regime autoritário de Vargas consolidado em 1937 é marcado pela excessiva centralização no plano federativo e pela limitação dos canais de participação no plano partidário (COSTA, 2004). A polícia iria assumir papel fundamental na construção e manutenção desse regime autoritário. Suas tarefas foram ampliadas, sendo de sua competência o controle dos grupos políticos dissidentes. Aqueles vistos como inimigos do Estado (comunistas, judeus, dissidentes políticos, entre outros) deveriam ser vigiados e controlados, juntamente com as classes pobres perigosas (CRUSOÉ JÚNIOR, 2005). Em 1964, o golpe militar que pôs fim à experiência democrática dos anos 1950, estabeleceu um regime burocrático-autoritário, conduzido por militares e civis, que iria se estender até O regime militar restringiu a participação política e ampliou o poder das Forças Armadas. Essa nova ordem política era justificada a partir da noção de inimigo interno inscrita na Doutrina de Segurança Nacional, desenvolvida pela Escola Superior de Guerra do Exército brasileiro (CARVALHO, 2007). Com a Constituição Federal de 1967, as Polícias Militares, se mantiveram como reserva e forças auxiliares do Exército. Entretanto, inovou a fim de facilitar o controle da polícia, extinguindo as Guardas Civis e incorporando seus efetivos às Polícias Militares, que passariam a ser as únicas forças policiais destinadas ao patrulhamento ostensivo das cidades e sob tutoria do Exército brasileiro (SOUSA, 2011) Em 1985 chega ao fim a Ditadura Militar, passando-se a respirar uma expectativa de dias melhores. Em 1987 é instaurada a Assembleia Nacional Constituinte, que culminou com a Constituição Federal do Brasil de 1988, a qual trouxe inovações importantes na seara da Segurança Pública se comparada ao padrão tradicional de Segurança Pública incorporado à Segurança Nacional da época de exceção. 2. O crime militar perante a nova Constituição Antes da definição do que é crime militar para a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é necessário delimitar o conceito de militar para aplicação da lei penal castrense. O conceito está explicitado no Código Penal Militar, art. 22 do CPM, e se sistematiza com as disposições do art. 42 da atual Constituição, vejamos in verbis: Art. 22. É considerada militar, para efeito da aplicação deste Código, qualquer pessoa que,

4 em tempo de paz ou de guerra, seja incorporada às forças armadas, para nelas servir em posto, graduação, ou sujeição à disciplina militar. (CPM) Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) (CF/88) Observa-se que militares são aqueles elementos que foi incorporados às Forças Armadas, servindo-se do postos ou graduações estabelecidos por decretos militares, e que estão sujeitos às regras de hierarquia e disciplina militar. Destarte, o mesmo ocorre com os militares estaduais, estando sujeitos a todos os ônus relativos à disciplina militar. No entanto, para os caso de competência das Justiças Militares Estaduais e Federal restringe-se ao seu respectivo âmbito estadual ou federal, não havendo, em regra, transferência entre essas esferas. Desta sorte, os integrantes das Polícias Militares e dos Bombeiros Estaduais, nos termos do art. 42 de Constituição Federal, são militares estaduais, processados e julgados pela Justiça Militar estadual, nos crimes militares definidos pelo CPM e em consonância com o art. 125 de Constituição Federal. Logo os integrantes das Forças Armadas, referidos no art. 22 da Carta Magna, são exclusivamente os militares para efeito de aplicação da lei penal castrense no âmbito da Justiça Militar federal. O Constituinte de 1988, definiu crime militar e suas sanções para serem editadas em lei posterior, deixando este texto constitucional em branco, vez que com a omissão do Poder Legislativo, os militares ficaram à mercê de Decretos do Executivo para os regerem e reger suas instituições, ao ponto que estas normas não passaram pelo crivo do poder legislativo e assim ferem diretamente princípios constitucionais. É cediço que ordenamento jurídico brasileiro está lastreado no princípio da legalidade. O art. 5º, inciso II, da Constituição Federal de 1988 (CF/88) estabelece que não é possível a imposição de obrigação de fazer ou não fazer por intermédio de outro instrumento que não a lei. Assim, não poderia um decreto expedido pelo chefe do Poder Executivo, criar deveres, obrigações e impor sanções. Ressalta-se que no âmbito militar as infrações disciplinares possuem sanções administrativas que restringem o direito de liberdade, como a penalidade de detenção, o que torna ainda mais grave a circunstância de serem instituídas por um decreto do Poder Executivo (ALMEIDA, 2014), vez que a bem da disciplina pode-se restringir a liberdade do militar que cometeu uma infração administrativa dando a este voz de prisão em flagrante como penalidade da infração. Quanto ao princípio da legalidade ou da reserva legal dispõe que toda e qualquer atividade administrativa deve ser autorizada por lei. Assim, a Administração Pública só pode fazer o que a lei permite (DI PIETRO, 2011), do contrário seus atos serão ilícitos (CARVALHO FILHO, 2009). Tal preceito nasceu na Europa, entre os séculos XVII e XVIII, com o surgimento do Iluminismo e das revoluções burguesas, as quais derrubaram os Estados Absolutistas e implantaram os Estados Democráticos de Direito, baseados na lei, onde todos estavam sujeitos às normas, inclusive o próprio Estado e seus governantes (DI PIETRO, 2011). Ademais, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88), determina

5 que a transgressão militar ou crime propriamente militar serão definidos em lei. Vejamos: Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei. Assim, a Constituição Federal não define crime militar, mas traz várias referências em seus artigos: 5, inciso LXI; 124; 125, 4 ; 144, 4 da CF/88. Para a doutrina majoritária crime militar é toda violação acentuada ao dever militar e aos valores das instituições militares, distinguindose da transgressão disciplinar, porque esta é a mesma violação, porém, elementar e simples. A relação entre crime militar e transgressão disciplinar é a mesma que existe entre crime e contravenção, assim como o delito pressupõe a violação de uma norma legal em virtude de sua gravidade, a infração disciplinar menos grave, pressupõe a violação de um regulamento militar. No entanto, a prática, na grande maioria dos casos, ainda tem sido a aplicação de regulamentos disciplinares instituídos por decretos, colocando-se o crime militar e a transgressão disciplinar em pé de igualdade, aplicando-se em ambas a prisão em flagrante com restrição da liberdade, violando completamente a Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em A prisão administrativa e sua inconstitucionalidade No meio militar, mesmo não estando em estado de sítio (estado de exceção), é habitual se aplicar a prisão administrativa como meio de sanção à uma transgressão disciplinar, que de acordo Decretos do executivo que os regem, podem ser aplicadas em três momentos; como manutenção da prisão em flagrante, durante a instrução da sindicância e ao final desta, que em todos os casos buscam a repressão total à mãos de ferro como punição máxima a exemplo aos demais integrantes da instituição. No Direito Administrativo aplicado aos integrantes das Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica, bem como às Forças auxiliares: Polícia Militar, Brigada Militar e os Corpos de Bombeiros Militares, no texto da CF/88, houveram modificações que após dezoito anos de promulgadas, ainda passam por ajustes junto aos diversos órgãos responsáveis pela segurança nacional ou contido no Código Penal Militar (CPM), Código de processo penal Militar (CPPM) e nos diversos regulamentos disciplinares. No caso desses regulamentos, colocados em vigor por meio de Decreto-Lei que está abaixo da nossa Carta Magna, por isto, ferindo-a (LIMA, 2004). Destarte, que as razões históricas para manter uma pessoa reclusa foram, a princípio, o desejo de que mediante a privação de liberdade retribuísse a sociedade o mal causado por sua conduta inadequada (CERVINI, 1995), todavia, na prisão administrativa militar, se busca a repressão de uma conduta inadequada para a instituição militar, sendo através desta sanção um exemplo à não ser seguido, vez que no meio militar o bem da vida é a hierarquia e disciplina enquanto na Constituição Federal de 1988 o bem da vida é a

6 própria vida. Pois bem, se no concurso entre transgressão disciplinar e crime militar, será aplicado somente a pena referente ao crime militar, e sendo a gravidade da violação ao dever militar e aos valores das instituições militares a nota distintiva entre estes e aqueles, não será fácil compreender que ao final de uma sindicância, não havendo indícios de crime militar, seja aplicada a pena de prisão como forma de punição policial militar (SOUZA, 2011), pois ao militar, basta estar envolvido em uma conduta, que aos olhos dos comandantes superiores, abale a instituição para ser punido, sendo a exemplo qualquer forma de argumentação, pois militar não questiona, militar cumpre ordens, sendo apenas elemento de execução, atitude incompatível com o Estado Democrático de Direito que vivemos. Vale lembrar que é possível a prisão em flagrante e sua manutenção por meio da prisão administrativa por ofensa a hierarquia e a disciplina (transgressão da disciplina), conforme art. 10 do CPPM, vez que o inquérito se iniciará mediante sindicância feita em âmbito de jurisdição militar e que termine com indício da existência da infração penal militar. Averiguado grave ofensa à hierarquia e a disciplina, caberá a aplicação do art. 255 do Código de Processo Penal, que em sua alínea e permite a prisão preventiva fundamentada na exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando estiver em risco ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado perante o Juiz de Direito da Vara da Auditoria Militar (LIMA, 2014). O Supremo Tribunal Federal (STF), em sede de controle de constitucionalidade difuso, no julgamento do Recurso Extraordinário nº /RS, deixou de analisar o mérito do assunto, por entender que não havia Repercussão Geral. No recurso seria examinada a constitucionalidade da punição disciplinar prevista em regulamento disciplinar, instituído por decreto, no âmbito da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul. In verbis: MILITAR. REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. DECRETO ESTADUAL /04. PUNIÇÃO DISCIPLINAR RESTRITIVA DE LIBERDADE. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por maioria, recusou o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Gilmar Mendes. Não se manifestaram os Ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Votou de forma divergente o Ministro Marco Aurélio. Ministra ELLEN GRACIE Relatora. Observa-se que os Excelentíssimos Ministros se equivocaram ao dizer que não há repercussão geral sobre o tema. É verdade que o art. 102, 3º, da Constituição Federal de 1988 prescreveu como pré- requisito para que o Recurso Extraordinário seja conhecido pelo STF a demonstração da repercussão da matéria discutida. Por sua vez, o art. 543-A, 1º, do

7 Código de Processo Civil (CPC) estabelece que haverá repercussão geral quando no recurso existir questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os limites subjetivos da causa (ALMEIDA, 2014). Ademais, é de notório conhecimento que muitas corporações militares instituem seus regulamentos disciplinares por meio de decreto, ao invés de lei, suscitando frequentes questionamentos quanto à constitucionalidade de tais normas, demonstrando a controvérsia jurídica e que essa discussão ultrapassa os limites subjetivos de processo específico. Assim sendo, o STF perdeu a oportunidade de enfrentar o tema e resolver definitivamente a polêmica. No entanto, a Suprema Corte no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº /RS decidiu que a definição dos requisitos para o ingresso nas Forças Armadas não pode ser estabelecida por regulamento ou decreto, mas somente por lei, conforme transcrição abaixo: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS: CRITÉRIO DE LIMITE DE IDADE FIXADO EM EDITAL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DE PARADIGMA. ART. 10 DA LEI N /1980. ART. 142, 3º, INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DECLARAÇÃO DE NÃO- RECEPÇÃO DA NORMA COM MODULAÇÃO DE EFEITOS. DESPROVIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário n : perda de seu objeto; substituição pelo Recurso Extraordinário n O art. 142, 3º, inciso X, da Constituição da República, é expresso ao atribuir exclusivamente à lei a definição dos requisitos para o ingresso nas Forças Armadas. 3. A Constituição brasileira determina, expressamente, os requisitos para o ingresso nas Forças Armadas, previstos em lei: referência constitucional taxativa ao critério de idade. Descabimento de regulamentação por outra espécie normativa, ainda que por delegação legal. 4. Não foi recepcionada pela Constituição da República de 1988 a expressão nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica do art. 10 da Lei n / O princípio da segurança jurídica impõe que, mais de vinte e dois anos de vigência da Constituição, nos quais dezenas de concursos foram realizados se observando aquela regra legal, modulem se os efeitos da nãorecepção: manutenção da validade dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no art. 10 da Lei n /1980 até 31

8 de dezembro de Recurso extraordinário desprovido, com modulação de seus efeitos. Decisão: Por unanimidade, o Tribunal reconheceu a exigência constitucional de lei e que os regulamentos e editais vigorarão até 31 de dezembro do corrente ano, e negou provimento ao recurso extraordinário. Votou o Presidente, Ministro Cezar Peluso. Plenário, Assim, por analogia, é totalmente plausível se concluir que não é possível a instituição por decreto de regulamentos disciplinares, os quais criem deveres e obrigações, tipifiquem infrações e cominem penalidades disciplinares, sob pena de violação ao princípio da legalidade (ALMEIDA, 2014). Em relação à doutrina, entende que não é admissível no Brasil a existência de regulamentos autônomos, ou seja, regras que não se lastreiam diretamente na Constituição. O sistema constitucional brasileiro não admite o chamado regulamento independente ou autônomo. O princípio é o de que o poder regulamentar consiste num poder administrativo no exercício de função normativa subordinada, qualquer que seja seu objeto. Significa dizer que se trata de poder limitado. Não é poder legislativo; não pode, pois criar normatividade, que inove a ordem jurídica. Seus limites naturais situam-se no âmbito da competência executiva e administrativa, onde se insere. Ultrapassar esses limites importa em abuso de poder, usurpação de competência, tornando-se írrito o regulamento dele proveniente (DA SILVA, 2005). Nesse mesmo sentido Carvalho Filho (2009) leciona que não se admite os regulamentos autônomos no Brasil, pois que somente a lei pode criar primariamente direitos e obrigações, consoante o disposto no art. 5º, inciso II, da Carta Magna, que institui o princípio da reserva legal como basilar de todo o sistema. Assim, por analogia ao julgado citado do Suprema Tribunal Federal, os Regulamentos Disciplinares dos Militares Estaduais são inconstitucionais, pois foram instituídos por Decretos, violando o princípio da legalidade, e atacando a liberdade dos integrantes das forças armadas, vez que somente uma lei formal em sentido estrito pode criar deveres e obrigações. A manutenção dessa inconstitucionalidade tem ocasionado diversas insatisfações e o desestímulo aos militares estaduais, podendo acarretar, ainda, questionamentos judiciais. 4. Conclusão O direito se transforma constantemente para se adequar a evolução da sociedade, no entanto, no âmbito do Direito Processual Penal Militar, não houve modificações significativas, pois a atual Lei processual foi editada em 1969, (Dec Lei n 1002), somente foi aperfeiçoada pela Lei n 6.544/78, que adotou a Suspensão Condicional da Pena. Isso se deve ao tipo de bens jurídicos tutelados serem diferenciados, a fim de garantir os princípios basilares das Forças Armadas, o que fez ser esse ramo do Direito, mais conservador e mais rigoroso.

9 Enquanto a Constituição Federal de 1988, do Brasil, é conhecida por ser uma constituição cidadã, onde se defende como bem maior a vida e a liberdade, e as demais leis ordinárias como o Código Cível (lei de 10 de janeiro de 2002), que em sua reforma de 2002 passou a defender também a vida e não o patrimônio, como era antes, veio a acompanhar a Constituição como lei máxima, porém, o direito penal militar se perpetua Em face da escassez de obras doutrinárias e de sua não inclusão nos currículos dos cursos jurídicos, o Direito Militar tem se tornado, pouco a pouco, um ilustre desconhecido. Bem por isso, gracejam interpretações equivocadas em torno do que venha a ser o crime militar. A existência de penas disciplinares militares cerceadoras de liberdades é uma realidade muito discutida nos meios jurídicos. Existe uma aparente contradição entre as garantias do cidadão e a possibilidade de supressão da liberdade na esfera administrativa. Não se há de negar a abrangência da proibição constitucional de prisão administrativa disciplinar, a qual encontra determinação na Constituição da República Federativa do Brasil, no entanto, na prática, esses atos são disciplinados somente pelos Regimentos Internos Militares, sendo estes, Decretos instituídos pelo Poder Executivo. Estas práticas, conforme as circunstâncias que permearem o caso concreto, pode chegar à prisão administrativa disciplinar, afrontando assim garantias constitucionais, pois não levam em consideração princípios primordiais como os do devido processo legal, do contraditório e a ampla defesa. Portanto, esta usurpação do poder executivo em usar as forças militares, em especial, as policiais militares, para as regerem ao seu bem prazer por meio de decretos, os coloca em um constante estado de exceção, onde se desrespeita princípios constitucionais, como da dignidade da pessoa humana. Na tentativa de transformar estes militares em cães do estado, para apenas serem elementos de execução, como se propõe os regulamentos que os regem. Conforme exposto, o STF teve oportunidades para julgar e mudar estes preceitos, mas com sua omissão, a cegos olhos, não encontrou matéria de repercussão geral como prequestionamento, permitindo a manutenção deste status a quo ; Podendo se dizer que em pleno século XXI ainda se tem trabalhadores, policiais militares, que contribuem para a consolidação de direitos constitucionais da sociedade, porém, excluídos desses direitos, onde se tem Estado na posição de Senhor Feudal e os Militares como seus vassalos. Conclui-se que, quem mais perde é a própria sociedade, pois estes militares não os servem, mas sim ao Estado. Em se tratando de segurança pública são os que estão mais próximos da população como a ponta de uma lança, porém, devido um conjunto de decretos, acabam por reproduzir para a sociedade este mesmo regime de exceção que os rege, onde pela sua simples desobediência, se torna passível de ser preso administrativamente, com a perda da sua liberdade, num total descompasso com o Estado Democrático de Direito, em um ato totalmente inconstitucional.

10 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 1. ALMEIDA, Robledo Moraes Peres. Analise da Constitucionalidade do Regulamento dos Militares Estaduais do Estado do Espirito Santo. Revista Jus Militaris. N Acesso em: 15 Abr ASSIS, Jorge César de. Comentários ao Código Penal Militar. 3. Código Penal Militar Parte Geral (art. 1º a 135). 4ª Edição. Curitiba: Juruá, 2003, p BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva, CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 21. Ed, vol. 3. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, COSTA, Arthur Trindade Maranhão. Entre a lei e a ordem: violência e reforma nas Polícias do Rio de Janeiro e Nova York. Editora FGV. Rio de Janeiro CRUSOÉ JÚNIOR, Nilson Carvalho. Da Volante à Academia: a Polícia Militar da Bahia na Era Vargas ( ). Universidade Federal da Bahia, Salvador, DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 24 ed. São Paulo: Atlas, HOLLOWAY, Thomas H. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século XIX. Tradução de Francisco de Castro Azevedo. Rio de Janeiro: FGV, LIMA, Antonio da Silva. Prisão Administrativa disciplinar por Transgressão Disciplinar. Revista Jus Militaris. N Acesso em: 15 Abr MEZZOMO, Sócrates Ragnini. O sofrimento psíquico dos expurgados da Brigada Militar no período da repressão: Dissertação de Mestrado em História. Universidade de Passo Fundo.Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Passo Fundo, 2005, p MUNIZ, Jaqueline. A Crise de Identidade das Polícias Militares Brasileiras: Dilemas e Paradoxos da Formação Educacional. Security and defense Studies Review. Volume 1. Rio de Janeiro, 2001, p RIBEIRO, Lucas Cabral. História das polícias militares no Brasil e da Brigada Militar no Rio Grande do Sul. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História ANPH. São Paulo, SODRÉ, Nelson Werneck. A História Militar do Brasil. Editora Civilização brasileira. 3º Edição. Rio de Janeiro SOUSA, Reginaldo Canuto. Polícia e Sociedade: uma análise da história da segurança pública brasileira. V Jornada Internacional de Políticas Públicas. Maranhão

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