PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA A PANDEMIA DE GRIPE A (H1N1)

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1 PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA A PANDEMIA DE GRIPE A (H1N1) 1. INTRODUÇÃO Por três vezes no século XX ( ; ; ) a gripe manifestou-se como uma pandemia, quando um novo subtipo de vírus da gripe do tipo A, se transmitiu de forma eficaz e sustentada entre os seres humanos. Resultante da susceptibilidade generalizada da população ao novo vírus, a gripe ocorreu simultaneamente em diversas partes do mundo, afectando uma elevada proporção de pessoas. Os organismos internacionais e as autoridades nacionais de saúde têm vindo a alertar a sociedade e as empresas para uma nova pandemia de gripe, recomendando a preparação de planos de contingência, cujo objectivo será possibilitar, com a detecção de qualquer situação de alerta pandémico ou de pandemia, uma resposta abrangente, organizada e eficiente. Perante o cenário de uma eventual pandemia, a sociedade em geral e as empresas em particular têm um papel fulcral a desempenhar na protecção da saúde e na segurança dos seus colaboradores e clientes, assim como na limitação do impacto negativo sobre a economia e a sociedade. 2. OBJECTIVO O Plano de Contingência Nacional toma como referência as orientações internacionais, nomeadamente, da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Comissão Europeia e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. O seu objectivo é minimizar o impacto de uma eventual pandemia em território nacional, sobretudo no que respeita à mortalidade e à disfunção social. Numa empresa, um Plano de Contingência deve contemplar a redução dos riscos para a saúde dos colaboradores e a continuidade das actividades essenciais, de forma a minimizar o impacto de qualquer disrupção. Assim, os principais objectivos do Plano de Contingência da Sensor, são: Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe A (H1N1) 1

2 Detecção precoce de suspeitas clínicas de Gripe A (H1N1); Preparação de uma resposta operacional para minimizar as condições de propagação da pandemia; Manter os serviços essenciais em funcionamento; Desta forma estaremos a colaborar: Na redução da incidência da Gripe A (H1N1); Na minimização de uma eventual disrupção social e económica; 3. PRESSUPOSTOS A ocorrência de uma Pandemia pode afectar parcelas significativas da população, provocando rupturas significativas nos domínios social e económico. Na elaboração do Plano da Sensor foram considerados os seguintes pressupostos, que devem ser tomados como referência: 1º Salvaguardar a vida das pessoas, reduzindo o risco de contaminação no local de trabalho (por via do contacto com colegas ou por contacto com terceiros) e limitando a propagação no interior das instalações; 2º Assegurar os serviços essenciais a um nível equivalente ao normal esperado (expectativas dos clientes); 3º Período critico de duração da situação de pandemia de 12 semanas; 4º Até 40% dos colaboradores poderão estar ausentes por períodos de cerca de duas semanas; 4. DA GRIPE PANDÉMICA Os momentos para a implementação das medidas preconizadas no Plano da Sensor tomam como referência as indicações que vierem do Plano de Contingência Nacional, das autoridades ou das entidades nacionais de saúde. Para cada fase serão definidas directivas para a execução do Plano, sendo este alvo de permanente revisão e actualização de acordo com as fases evolutivas da actividade gripal. Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe A (H1N1) 2

3 A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera as seguintes fases na evolução da gripe pandémica: Periodo FASE 1 Ausência de casos de infecção em pessoas por vírus da gripe em circulação nos animais Inter- FASE 2 Casos de infecção humana por vírus da gripe de origem animal (animais domést icos e selvagens), Pandémico represent ando pot encial ameaça pandémica Periodo FASE 3 Casos esporádicos ou pequenos clust ers de infecção humana por vírus da gripe de origem de animal, ou de rearranjo humano-animal, mas sem t ransmissão suficient e ent re pessoas para Alerta causar surt os na comunidade Risco FASE 4 Transmissão ent re pessoas do vírus da gripe de origem animal ou de rearranjo humano-animal Elevado capaz de provocar surtos na comunidade Pandemia FASE 5 Surt os sust ent ados na comunidade, em dois ou mais países, numa única região da OMS, Eminente provocados pelo mesmo vírus (ident ificado na fase anterior) Pandemia FASE 6 Surt os sust ent ados na comunidade, pelo menos num out ro país e numa out ra região da OMS, causados pelo mesmo vírus, em acumulação com os crit érios definidos na fase 6 NIVEL DE ALERTA/ RESPOSTA Espera Espera Espera Elevado Severo Severo 5. PLANO DE CONTIGÊNCIA DA SENSOR 5.1 Conteúdo O Plano de Contingência da Sensor: Identifica os serviços essenciais, com vista a facilitar a aplicação dos procedimentos na preparação para a resposta à pandemia; Identifica as condições, recursos e meios para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais, nomeadamente: a) Equipas de Trabalho; b) Condições de trabalho das equipas; Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe A (H1N1) 3

4 c) Definição dos serviços que possam ficar temporariamente desactivados; d) Definição das Instalações que possam servir de suporte; e) Necessidades de formação acelerada para potenciais reservas/substituições; Identifica os clientes considerados mais importantes, que devam ser considerados nos serviços essenciais; Identifica a necessidade de garantir previamente determinados equipamentos de protecção contra a propagação da gripe: a) Equipamentos de protecção individual para o pessoal (luvas, máscaras); b) Equipamentos para limpeza geral (luvas, sprays desinfectantes, toalhetes de álcool); 5.2 Actividades que podem ser temporariamente suspensas Consoante a evolução da situação poderá ser aconselhável, para diminuir os riscos de contágio, suspender temporariamente as actividades que não sejam absolutamente necessárias para a prestação dos serviços essenciais. Prevê-se igualmente que o atendimento aos clientes seja feito exclusivamente por telefone ou por correio electrónico. 6. EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO Perante o actual enquadramento, a utilização de equipamento de protecção individual será decidida considerando as indicações e recomendações das autoridades nacionais de saúde e a evolução da situação a nível nacional e local. Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe A (H1N1) 4

5 7. ÁREAS OPERACIONAIS ÁREA 1: IMPACTO DA PANDEMIA DE GRIPE SOBRE A EMPRESA 1.1 Designar uma equipa para a elaboração de um Plano de preparação e resposta à pandemia de gripe, com papeis e responsabilidades bem definidos. 1.2 Identificar os colaboradores e outros recursos essenciais (matériasprimas, fornecedores) necessários para manter a empresa em funcionamento durante a pandemia 1.3 Equacionar a preparação de uma lista adicional de colaboradores e dar-lhes formação para estarem aptos a desempenhar tarefas essenciais/prioritárias 1.4 Desenvolver cenários plausiveis, passiveis de resultar num aumento ou redução de procura de serviços, durante a eventual pandemia. Planear tendo em conta os cenários. 1.5 Procurar manter informação actualizada e fiável sobre a eventual pandemia, em articulação com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) 1.6 Implementar exercicios/treinos para testar o Plano de Contingência. Revê-lo periodicamente ÁREA 2: IMPACTO DA PANDEMIA DE GRIPE SOBRE OS COLABORADORES E CLIENTES 2.1 Prever o absentismo dos colaboradores durante a pandemia. Tais ausências podem ser devidas a doença pessoal ou familiar, medidas de contenção e quarentenas impostas pelas autoridades (encerramento de escolas e/ou empresas, etc). 2.2 Implementar medidas com o objectivo de diminuir a disseminação da infecção. Alterar a frequência e/ou a forma de contacto (aperto de mão, reuniões presenciais) entre os colaboradores e entre estes e os clientes. 2.3 Identificar as necessidades dos clientes durante a pandemia. Se necessário rever e adaptar os modelos de funcionamento da empresa para continuar a satisfazer os clientes ÁREA 3: ESTRATÉGIAS E PROCEDIMENTOS A IMPLEMENTAR DURANTE A PANDEMIA DE GRIPE 3.1 Definir estratégias e procedimentos a aplicar exclusivamente em caso de pandemia, para ausências por doença, bem como regras para voltar ao trabalho em segurança 3.2 Definir estratégias e procedimentos para prevenir a propagação da gripe no local de trabalho (promoção de regras de higiene geral e de etiqueta respiratória e imediata exclusão das pessoas com sintomas de gripe. 3.3 Definir estratégias e procedimentos para os colaboradores que tenham sido expostos a um caso de gripe pandémica, que se suspeite estarem doentes ou que adoeçam no local de trabalho (licença por doença imediata). 3.4 Estabelecer os procedimentos para activar e terminar o Plano de Contingência da empresa, assim como para alterar as actividades da empresa. Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe A (H1N1) 5

6 ÁREA 4: ATRIBUIÇÃO DE RECURSOS PARA PROTEGER OS COLABORADORES E CLIENTES DURANTE A PANDEM IA DE GRIPE 4.1 Disponibilizar equipamentos suficientes e acessiveis em todos os locais da empresa para reduzir a disseminação da infecção (equipamento para lavar as mãos, toalhetes e receptáculos para a sua eliminação; máscaras cirúrgicas) 4.2 Considerar implementar medidas adicionais para reduzir o risco de infecção, como limpeza mais frequente das instalações. Assegurar a disponibilidade de recursos. 4.3 Reforçar se necessário as infra-estruturas tecnológicas de comunicação e informação ÁREA 5: COM UNICAÇÃO E INFORM AÇÃO AOS COLABORADORES 5.1 Desenvolver e divulgar informação acessivel, de fácil compreensão e adequada à fase de alerta em que se encontra a pandemia de gripe. A informação deve transmitir estratégias de protecção pessoal e familiar. 5.2 Assegurar que a comunicação é cultural e linguisticamente adquada aos colaboradores a que se destina 5.3 Divulgar o Plano de contingência da empresa, junto de todos os colaboradores 5.4 Desenvolver infra-estruturas(linhas directas, websites dedicados) para comunicar, aos colaboradores, fornecedores e clientes, a situação da pandemia e quais as acções em curso e as que são necessárias desencadear 5.5 Identificar as fontes para a obtenção de informação actual e precisa sobre a pandemia (nacional e internacional) Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe A (H1N1) 6

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