Cap.6 Transformadores para Instrumentos. TP Transformador de Potencial. TC Transformador de Corrente

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1 Universidade Federal de Itajubá UNIFEI Cap.6 Transformadores para Instrumentos. TP Transformador de Potencial. TC Transformador de Corrente Prof. Dr. Fernando Nunes Belchior

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3 6.1. INTRODUÇÃO CONSIDERAÇÕES INICIAIS As principais funções dos transformadores para instrumentos (TI s) são: Retratar condições reais de um sistema elétrico com a fidelidade necessária; Transformam o módulo da grandeza a ser medida sem alterar sua natureza (forma de onda, defasagem); Isolar o circuito primário do secundário.

4 6.1. INTRODUÇÃO Há dois tipos de TI's: Transformadores de potencial (TP's) saída de tensão padronizada em 115 [V]; Transformadores de corrente (TC's) saída de corrente padronizada em 5 [A].

5 TP Transformador de Potencial A. Introdução; B. Diagrama Equivalente e Diagrama Fasorial; C. Valores Nominais dos TP s; D. Classe de Exatidão; E. Grupos de Ligação e Potência Térmica Nominal; F. Determinação da Carga dos TP s; G. Polaridade e Marcação dos Terminais de TP s; H. Paralelogramos de Precisão e Classes de Exatidão; I. Observações Práticas Importantes Sobre TP s; J. Representação das Tensões e Relações de Transformadores Nominais dos TP s; K. Ordem de Grandeza das Perdas da Bobina de Potencial.

6 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) Primário do TP 13,8kV fase-fase (existem diferentes níveis de tensão) Secundário do TP Padronizado em 115V fase-fase Figura 1 Exemplo de utilização de TP

7 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) A. INTRODUÇÃO Os TP s reduzem os níveis de tensões das instalações a valores mais baixos, compatíveis com a segurança de operadores e das bobinas de tensões dos circuitos de medição, controle ou proteção. - A sua instalação pode ser externa ou interna (abrigada). - Ele alimenta a instrumentação de medição, proteção e controle. - A representação da relação de transformação e, por exemplo: V 1 V 2 = N 1 N 2 N 1 N 2 Figura 2 - Polaridade do TP

8 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) B. DIAGRAMA EQUIVALENTE E DIAGRAMA FASORIAL A carga Z do TP é um medidor: voltímetro e/ou medidor de energia elétrica e/ou wattímetro, etc. Figura 3 - Diagrama Equivalente do TP (tal como um transformador convencional)

9 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) B. DIAGRAMA EQUIVALENTE E DIAGRAMA FASORIAL Figura 4 - Diagrama Fasorial do TP

10 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) B. DIAGRAMA EQUIVALENTE E DIAGRAMA FASORIAL Características dos TP s: Projetados para suportarem sobretensões a níveis determinados em regime permanente, sem que nenhum dano lhes seja causado; Como são empregados para alimentar instrumentos de alta impedância (voltímetros, reles de tensão, etc) a corrente secundária é extremamente baixa. Além disso, devem ter um erro mínimo na relação de transformação e no ângulo de fase. Figura Cap. 56 Terminais Transformadores secundários para Instrumentos de TP

11 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) B. DIAGRAMA EQUIVALENTE E DIAGRAMA FASORIAL Tipos de TP s: Indutivos, Capacitivos (mais conveniente e econômico em circuitos de alta e extra-alta tensão) TP s indutivos: Mesmo princípio de funcionamento dos transformadores de potência, variando-se a tensão primária haverá uma variação proporcional na tensão secundária, ou seja curva relacionando as duas tensões deve ser linear.

12 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) B. DIAGRAMA EQUIVALENTE E DIAGRAMA FASORIAL Os TP s podem ter, considerando a quantidade de enrolamentos secundários: Um enrolamento secundário: é o caso mais normal para TP s de média e baixa tensão. Amplamente utilizado na indústria em geral; Um enrolamento secundário com tap s: utilizados onde se desejam dois ou mais valores de tensão secundária; Dois secundários: possuem dois secundários em núcleo magnético comum e possuem enrolamentos com ou sem tap s. Naturalmente, cada secundário é afetado pelas condições de carga do outro.

13 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) Os valores nominais que caracterizam um TP, de acordo com a NBR 6855/2009, são: a) Tensão primária nominal e relação nominal; b) Nível de isolamento; c) Frequência nominal; d) Carga nominal; e) Classe de exatidão; f) Potência térmica nominal. C. VALORES NOMINAIS DOS TPs

14 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) C. VALORES NOMINAIS DOS TPs TENSÃO PRIMÁRIA E RELAÇÃO NOMINAL: A tensão primária nominal depende da tensão entre fases, ou entre fase e neutro, do circuito em que o TP vai ser utilizado; A tensão secundária nominal é, aproximadamente, 115 Volts (fase-fase). Caso a ligação seja fase-neutro, utiliza-se 115/ 3 volts. Outras possibilidades de tensão no secundário (não muito comum): 110[V], 120 [V], 125[V]; A relação de transformação é definida como: RTP = U 1N U 2n U 1N é a tensão primária nominal, em [V] U 2N é a tensão secundária nominal, em [V].

15 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) C. VALORES NOMINAIS DOS TPs TENSÃO PRIMÁRIA E RELAÇÃO NOMINAL:

16 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) C. VALORES NOMINAIS DOS TPs FREQUÊNCIA NOMINAL: 60 [Hz] no Brasil.

17 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) CARGAS NOMINAIS: C. VALORES NOMINAIS DOS TPs

18 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) D. CLASSE DE EXATIDÃO Classe de exatidão é o valor máximo de erro, expresso em porcentagem, que poderá ser causado pelo TP aos instrumentos a ele conectados. TP s são enquadrados em uma ou mais das três seguintes classes de exatidão: 0,3; 0,6 e 1,2. A seleção da classe de precisão depende da aplicação a que se destina o TP.

19 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) D. CLASSE DE EXATIDÃO Tabela 4 Aplicações dos TP s conforme sua classe de exatidão

20 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) E. GRUPOS DE LIGAÇÃO E POTÊNCIA TÉRMICA NOMINAL TP s classificam-se em 3 grupos de ligação: a) Grupo 1 - TP s projetados para ligação entre fases; b) Grupo 2 - TP`s projetados para ligações entre fases e neutro de sistemas diretamentes aterrados; c) Grupo 3 TP s projetados para ligações entre fases e neutro de sistemas onde não se garanta a eficácia do aterramento.

21 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) E. GRUPOS DE LIGAÇÃO E POTÊNCIA TÉRMICA NOMINAL Potência térmica nominal é a maior potência aparente que um TP pode oferecer em regime permanente e tensão e frequência nominais. Para os TP s pertencentes aos grupos 1 e 2 a potência térmica deve ser superior a 1,33 vezes a carga mais alta em [VA], referente a exatidão do TP, com sobretensões de 15% continuamente. Para os pertencentes ao grupo 3 a potência térmica superior a 3,6 vezes a carga mais alta em [VA] com sobretensões 90% continuamente.

22 A potência térmica é expressa por : Pt - potência térmica; Pt > K 1,21 U2 Z K - 1,33 (grupos 1 e 2) ou 3,6 (grupo 3); U - tensão secundária em [V]; Z - impedância correspondente à carga nominal em [Ω] TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) E. GRUPOS DE LIGAÇÃO E POTÊNCIA TÉRMICA NOMINAL Tabela 5 Potências térmicas aceitáveis para secundário normalizados em 115 e 66,45 [V]

23 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) Representação ABNT: X-P.VA onde X é a classe de precisão. 0,6P12,5 -> 0,6 exatidão e VA a potência da carga acoplada ao secundário Representação ANSI: Designação por letras:; F. DETERMINAÇÃO DA CARGA DOS TPs 12,5 potência máxima VA a) 0,3WXY -> TP com cargas padronizadas W, X e Y acopladas ao secundário, tem classe de exatidão 0,3; b) 0,6Z -> Com carga padronizada Z acoplada ao secundário, tem classe de exatidão 0,6.

24 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) F. DETERMINAÇÃO DA CARGA DOS TPs

25 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) G. POLARIDADE E MARCAÇÃO DOS TERMINAIS DE TPs

26 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) H. PARALELOGRAMOS DE PRECISÃO E CLASSES DE EXATIDÃO Os paralelogramos definem a área onde um determinado TP está dentro de uma classe de exatidão.

27 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) I. OBSERVAÇÕES PRÁTICAS IMPORTANTES SOBRE TPs 1. Se um TP alimenta vários instrumentos elétricos, estes devem ser ligados em paralelo a fim de que todos eles fiquem submetidos à mesma tensão secundária do transformador; 2. Estando um TP com carga e havendo a necessidade de retirá-la, é necessário que o enrolamento secundário fique aberto. O fechamento do secundário de um TP através de um condutor de baixa impedância provocará um curto-circuito; em outras palavras, uma corrente secundária demasiadamente elevada, e em consequência a primária, pode provocar a danificação do TP e, ainda, uma possível perturbação no sistema do circuito principal;

28 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) I. OBSERVAÇÕES PRÁTICAS IMPORTANTES SOBRE TPs 3. Outro aspecto importante é o aterramento rígido, que deva haver entre carcaça e circuito secundário dos TP s do Grupo 1 e dos terminais do neutro dos TP s dos Grupos 2 e 3 à malha de terra da instalação; isto se deve aos seguintes fatores: a) Contato ocasional entre primário, secundário e carcaça devido à falha ou defeitos internos, resultando no aparecimento de potenciais perigosos a operadores; b) Aparecimento de altos potenciais estáticos no enrolamento secundário, devido à indução estática entre enrolamentos primário e secundário (funcionam, basicamente, como as placas de um capacitor). 4. Os TP s, assim como outros transformadores monofásicos, devem ter polaridade subtrativa.

29 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) J. REPRESENTAÇÃO DAS TENSÕES E RELAÇÕES DE TRANSFORMADORES NOMINAIS DOS TP s As tensões primárias nominais e as relações nominais devem ser representadas em ordem crescente, do seguinte modo: a) Sinal de dois pontos (:) deve ser usado para representar relações nominais. Por exemplo: 120:1 b) Hífen (-) deve ser usado para separar relações nominais de enrolamentos diferentes. Por exemplo: :1 c) Sinal (x) deve se usado para separar tensões primárias nominais e relações nominais de enrolamentos destinados a serem ligados em série ou paralelo. Por exemplo: 6900 x 13800[V] x 120:1 d) A barra (/) deve ser usada para separar tensões primárias nominais e relações nominais obtidas por meio de derivações, seja no enrolamento primário, ou seja, no enrolamento secundário. Por exemplo: Um enrolamento primário com derivação, e um enrolamento secundário: 6900 / 8050 [V] 60/70:1

30 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) K. ORDEM DE GRANDEZA DAS PERDAS DA BOBINA DE POTENCIAL Tabela 9 Ordem de grandeza das perdas da bobina de potencial de instrumentos elétricos empregados com TP s de 115V, 60Hz.

31 6.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) K. ORDEM DE GRANDEZA DAS PERDAS DA BOBINA DE POTENCIAL Ex.: Especificar um TP para medição de energia elétrica para faturamento a um consumidor energizado em 69 kv, em que serão utilizados os seguintes instrumentos: a) medidor de kwh com medidor de demanda; b) medidor de kvarh sem medidor de demanda. OBS.: Utilizar os maiores valores.

32 TC Transformador de Corrente A. Introdução; B. Diagrama Equivalente e Diagrama Fasorial; C. Paralelogramos e Classes de Exatidão; D. TC s para Medidas e Proteção; E. Tipos de TC s conforme sua Construção; F. Tipos de TC s conforme seus Enrolamentos; G. Valores Nominais dos TC s; H. Especificação de TC s; I. Polaridade e Marcação dos Terminais de TC s; J. Relação de Transformação; K. Representação das Correntes e Relações de Transformação Nominais dos TC s. L. Prof. Ordem Fernando de Belchior Grandeza Março/2014 das Perdas da Bobina de Corrente.

33 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) A. INTRODUÇÃO Reduz valores de corrente em outro de menores intensidades. Mais comum 5[A]; O circuito primário é ligado em série com a alimentação de uma instalação ou equipamento onde se deseja medições ou proteção; O circuito secundário alimenta as bobinas de corrente dos aparelhos destinados para tal fim. Ex.: Amperímetro, bobina de corrente do wattímetro e do medidor de energia elétrica.

34 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) A. INTRODUÇÃO Em TC s a corrente primária que define a secundária, independente do instrumento que esteja alimentando. Baixa impedância de primário para não influenciar o circuito de alta corrente. Alta tensão de secundário. Inconveniente:

35 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) A. INTRODUÇÃO Antes de qualquer operação com TC s deve-se primeiro aplicar um curto circuito através de um condutor de baixa impedância ou de chave apropriada.

36 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) B. DIAGRAMA EQUIVALENTE E DIAGRAMA FASORIAL

37 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) C. PARALELOGRAMOS E CLASSE DE EXATIDÃO TC para medição CLASSE 0,3 APLICAÇÃO Medidas de precisão (laboratório e faturamento) 0,6 Medidas de energia (faturamento) 1,2 Instrumentos de painel em geral 3,0 Amperímetros.

38 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) Construção diferente para medição e proteção; D. TCs PARA MEDIDAS E PROTEÇÃO TC s para medição mais precisos e saturam em 150% da corrente nominal; TC s para proteção menos precisos e não devem saturar facilmente. Saturam cerca de 20 a 25 x In (2000 % In, 2500 % In).

39 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) Tipo enrolado: enrolamento primário constituído por uma ou mais espiras, envolve mecanicamente o núcleo do transformador; Tipo barra: primário constituído por uma barra montada permanentemente através do núcleo do transformador. E. TCs CONFORME SUA CONSTRUÇÃO

40 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) Tipo janela: sem primário próprio, construído por uma abertura no núcleo, por onde passará o condutor primário, Formando uma ou mais espiras. E. TCs CONFORME SUA CONSTRUÇÃO Tipo bucha: tipo especial de TC janela, instalado sobre a bucha de um equipamento elétrico fazendo parte dele.

41 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) E. TCs CONFORME SUA CONSTRUÇÃO TC núcleo dividido: tipo especial de TC janela em que parte do núcleo é separável.

42 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) F. TCs CONFORME SEUS ENROLAMENTOS Objetivo: variação da relação de transformação. VÁRIOS ENROLAMENTOS PRIMÁRIOS Ex.: TC com 4 enrolamentos primários que suportam 100A cada, tem-se: Ligação série 100-5[A] RTC 20:1 Ligação série-paralelo 200-5[A] RTC 40:1 Ligação paralelo 400-5[A] RTC 80:1 TC seria 100x200x400 5 [A] Prof. Fernando (RTC Belchior = 20x40x80:1). Março/2014

43 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) F. TCs CONFORME SEUS ENROLAMENTOS Objetivo: variação da relação de transformação. VÁRIOS ENROLAMENTOS SECUNDÁRIOS EM NÚCLEOS DISTINTOS. Os TC s possuem dois tipos de enrolamentos secundários, um para medição e outro para proteção. Por este fato, nota-se que, neste caso, deve haver dois núcleos diferentes e independentes entre si devido às diferenças de saturação. Figura 9 TC s com vários enrolamentos secundários

44 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) G. VALORES NOMINAIS DOS TCs

45 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) A. CORRENTE NOMINAL E RELAÇÃO NOMINAL G. VALORES NOMINAIS DOS TCs Corrente Primária: TC s deve ser escolhido de acordo com a corrente máxima do circuito ao qual será inserido; Corrente Secundária: No Brasil padronizada 5[A], casos especiais em proteção pode haver 2,5[A], 1[A].

46 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) G. VALORES NOMINAIS DOS TCs B. NIVEL DE ISOLAMENTO: Normalmente considera a tensão como sendo a imediatamente superior à nominal de linha do circuito em que o TC será utilizado. C. FREQUÊNCIA NOMINAL: 60 [Hz] no Brasil.

47 D. CARGA NOMINAL : 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) G. VALORES NOMINAIS DOS TCs Designadas pela letra C seguida da carga em [VA] em 60 [HZ], corrente secundária 5[A]. A resistência, indutância, das cargas nominais são obtidas multiplicando-se os valores especificados na tabela 3 pelo quadrado da relação entre 5[A], e a corrente Prof. Fernando secundária Belchior Março/2014 nominal do transformador.

48 E. CLASSE DE EXATIDÃO TC s Medição: Objetivo detectar a qualidade do TC s. NBR 6856/81 TC s devem ser enquadrados nas seguintes classes de exatidão: 0,3; 0,6; 1; 2; TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) G. VALORES NOMINAIS DOS TCs TC s e os instrumentos (destinados a serem ligados ao mesmo) devem apresentar a mesma classe de exatidão.

49 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) G. VALORES NOMINAIS DOS TCs TC s proteção: NBR 6856/81 padronizou a classe de exatidão 5 ou 10%, para qualquer corrente secundária, desde 1 a 20 vezes a corrente nominal, e qualquer carga igual ou inferior a nominal. A NBR 6856/81 admite que a corrente máxima deva ser 20 vezes a nominal, não citando o fator de Prof. sobrecorrente. Fernando Belchior Março/2014

50 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) G. FATOR TÉRMICO NOMINAL: É o fator que multiplicado pela corrente primária indica a corrente primária máxima que o TC pode suporta em regime permanente. Os fatores térmicos são : 1,0; 1,2; 1,3; 1,5; 2. G. VALORES NOMINAIS DOS TCs H. CORRENTE TÉRMICA NOMINAL (I th ): É a maior corrente primária que um TC é capaz de suportar durante 1seg., com o secundário curto-circuitado, sem exceder os limites de elevação de temperatura correspondente a sua classe de isolamento. I. CORRENTE DINÂMICA NOMINAL: É o valor da crista da corrente primária que um TC é capaz de suportar, durante o primeiro ciclo com o secundário curto-circuitado. A NBR 6856 cita que o valor da crista é normalmente 2,5 o valor da corrente térmica. Idin= 2,5 I th

51 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) H. ESPECIFICAÇÃO DE TCs Medição: Verificar a aplicação do TC, para se determinar a classe de exatidão. Depois determina-se as cargas em termos de suas potências consumidas Representação da NBR: X é a classe de exatidão e VA a potência. Ex: 0,6C25 Representação ANSI: X é a classe de exatidão e Z a impedância. Para o TC do ex. anterior, com I 2n =5A, P=Z.I 2 -> Z=1Ω -> 0,6B1

52 Proteção: Maneira Antiga: ANSI e ABNT A ANSI utilizava os seguintes termos: Onde: 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) H. ESPECIFICAÇÃO DE TCs H impedância secundária interna elevada (TC do tipo enrolado) L impedância secundária interna baixa (TC do tipo bucha ou janela) X representa o máximo erro de relação especificado em porcentagem (valor 10 ou 2,5), V significa a máxima tensão terminal secundária. O mesma é válido para a letra L.

53 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) H. ESPECIFICAÇÃO DE TCs Maneira atual: A NBR 6856/2009 modificou a especificação de TC s de proteção. É necessário indicar se o TC de proteção deve ser de classe A(alta impedância) ou B (baixa impedância) e também a tensão secundária nominal

54 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) I. POLARIDADE E MARCAÇÃO DOS TERMINAIS DE TCs Polaridade: sentido das tensões induzidas no primário e secundário. As diversas normas internacionais especificam que os TC s devem ser subtrativos e os terminais marcados como mostrado na tabela a seguir.

55 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) I. POLARIDADE E MARCAÇÃO DOS TERMINAIS DE TCs

56 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) J. RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO Procura-se aplicar a corrente primária I com um valor mais próximo possível dos nominais do TC. Efetuadas as medidas calcula-se os erros.

57 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) J. REPRESENTAÇÃO DAS CORRENTES E RELAÇÕES DE TRANSFORMAÇÃO NOMINAIS DOS TCs Hífen (-): separar as correntes nominais Dois pontos (:): exprimir as relações nominais (X): separar as corrente primárias ou relações obtidas e enrolamentos cujas bobinas devem ser ligadas em série ou paralelo Barra (/): separar correntes primárias ou relações obtidas por meio de derivações.

58 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) L. ORDEM DE GRANDEZA DAS PERDAS DA BOBINA DE CORRENTE

59 6.3. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC) ESPECIFICAÇÃO DE TCs. O cálculo de potência ê idêntico ao cálculo feito para o TP.. Os condutores secundários devem entrar no cálculo de carga;. Os TC's fornecem isolamento também;. Tipos de TC s: - Enrolamento: primário enrolado; - Barra: circ. primário é uma barra; - Janela; - Bucha; - Núcleo dividido: alicate amperímetro.. As cargas devem ser ligadas em série;. I secundária (5A);. I primária;. Classe de exatidão;. Carga nominal;. Fator térmico - FT x In (Para atingir temperatura limite mantendo-se dentro da precisão) - 1,0; 1,2; 1,3; 1,5; 2,0. Nível de Isolamento;. Corrente térmica nominal chegar à temperatura limite para determinada corrente em 1s;. Corrente din. nominal 2,5 x I th para não destruir o TC, aplicação = 0,5 ciclo;. Polaridade;. Utilização e tipo (externo. interno/janela, bucha, etc.). Há TC's: - Vários núcleos; - Múltipla relação de transformação (vários primários); - Derivação no secundário; - Mixtos.. O aumento de carga se dá pelo aumento da impedância da carga secundária (analisar I 2 = constante).

60 EXERCÍCIOS Especificar um TC para medição de energia elétrica para faturamento a um consumidor energizado em 69 kv, cuja corrente na linha chegará em 80 A no 1º ano de operação, podendo atingir cerca de 160 A, no 2º ano. Os instrumentos elétricos que serão empregados, abaixo indicados, ficarão a 25m do TC e serão ligados ao 2º deste através de fio de cobre 2,5 mm 2. O medidor de kwh com indicador de demanda máxima tipo mecânico apresenta consumo de 1,4 W e 0,8 VAr. O medidor de kvarh, específico para energia reativa, sem indicador de demanda máxima com consumo de 1,4 W e 0,8 VAr. O condutores conduzindo 5 A apresentam um consumo de 6,6 W. Especificar um TC para medição de energia elétrica e controle, sem finalidade de faturamento, sabendo que a tensão entre fases do circuito é de 13,8 kv e que a corrente na linha chegará no máximo a 80 A. Os instrumentos elétricos que serão empregados são: Medidor de kwh com indicador de demanda máxima, consumo 1,4 W, e 0,8 VAr; Medidor de kwh, sem indicador de demanda máxima, acoplado a um autotransformador de defasamento, utilizado para medir kvarh, consumo 1,4 W, e 0,8 VAr; Wattímetro com consumo de 0,7 W e 2,0 VAr; Varmetro com consumo de 0,7 W, e 2,0 VAr; Amperímetro com consumo de 1,5 W, e 0,7 VAr; Fasímetro 2,5 W e 2,0 VAr. Os instrumentos estão instalados a uma distância média de 25 m do TC, com condutor de 2,5 mm 2.

61 Obrigado pela atenção!! FIM

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