ENGENHARIA CIVIL. Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu Rua Padre Saporiti, União da Vitória PR (42)

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1 Rua Padre Saporiti, União da Vitória PR (42) Projeto Pedagógico de Curso ENGENHARIA CIVIL Prof. Coordenador Esp. Eng. Adailton Marcelo Lehrer

2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA MANTENEDORA e MANTIDA Identificação da Mantenedora (e-mec) Identificação da Mantida (e-mec) Histórico da mantenedora e mantida Missão Institucional Diretrizes Pedagógicas gerais da Instituição ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA Identificação do Curso (e-mec) Contexto Educacional Perfil Econômico da Região Perfil Social da Região Inserção do curso no contexto econômico e social da região Política Institucionais no Âmbito do Curso Objetivos do Curso Perfil Profissional do Egresso Competências esperadas do Egresso Estrutura Curricular Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena Políticas de Educação Ambiental Estrutura Curricular Conteúdos Curriculares Núcleo de Conteúdos Básicos Núcleo de Conteúdos profissionalizantes Núcleo de Conteúdos Específicos Ementário e Bibliografia Disciplinas Obrigatórias Metodologia Estágio Curricular Supervisionado Caracterização do estágio curricular obrigatório de Engenharia Civil Objetivos e prática do estágio curricular obrigatório Atividades Complementares Trabalho de Conclusão de Curso

3 Regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso: Apoio Discente Apoio Financeiro Apoio à Participação em Eventos Apoio Pedagógico ao Discente Acompanhamento Psicopedagógico Mecanismos de Nivelamento Acompanhamento de Egressos Ações Decorrentes dos Processos de Avaliação do Curso Tecnologias de Informação e Comunicação TICs no processo ensinoaprendizagem Procedimentos de avaliação dos processos de ensino-aprendizagem Número de Vagas CORPO DOCENTE Núcleo Docente Estruturante NDE Atuação do NDE Coordenação do Curso Atuação do Coordenador do Curso Experiência profissional, de magistério superior e de gestão acadêmica do(a) coordenador(a) Regime de trabalho do (a) coordenador (a) do curso Perfil do Corpo Docente Relação de professores do Curso de Engenharia Civil 2014/ Titulação do corpo docente do curso Regime de trabalho do corpo docente do curso Experiência Profissional do Corpo Docente Experiência de magistério superior do corpo docente Produção científica, cultural, artística ou tecnológica Funcionamento do colegiado de curso ou equivalente INFRAESTRUTURA FÍSICA E DE APOIO DIDÁTICO PEDAGÓGICO Gabinetes para Docentes em Tempo Integral Espaço de trabalho para coordenação do curso e serviços acadêmicos Salas de Professores Salas de Aula Acesso dos alunos a equipamentos de informática

4 4.6. Biblioteca Acervo Política Institucional de Atualização do Acervo Bibliografia básica Bibliografia complementar Periódicos Especializados Laboratórios didáticos especializados: quantidade Apoio Didático Pedagógico e Administrativo Apoio Pedagógico aos docentes Secretaria Geral Organização do controle acadêmico Corpo técnico da Secretaria Corpo Técnico da Biblioteca REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

5 APRESENTAÇÃO O Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Civil das Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu aponta os princípios norteadores, os objetivos, o perfil profissional e as áreas de atuação do profissional egresso. Assim como ressalta aspectos envolvendo o corpo docente, as estratégias utilizadas no processo de ensino-aprendizagem e estrutura curricular flexibilizada oferecida aos acadêmicos, bem como o levantamento dos recursos humanos e materiais disponíveis para a formação dos futuros profissionais. A construção deste Projeto Pedagógico do Curso PPC segue as recomendações dadas pela CPA da IES e o Instrumento de Avaliação de Cursos. Considera os princípios norteadores do parecer CNE/CES 1362/2001 e a Resolução CNE/CES 11, DE 11 DE MARÇO DE 2002, de forma a propor diretrizes para o curso de Engenharia Civil das Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu, em consonância com o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) e com o PPI (Plano Pedagógico Institucional). A elaboração deste PPC contou com a participação do corpo discente, docente e técnico administrativo, objetivando a construção de um projeto sólido que propicie incorporar ciência e técnica à participação social de um profissional engenheiro civil como membro da sociedade. 5

6 1. DA MANTENEDORA e MANTIDA 1.1. Identificação da Mantenedora (e-mec) 1.2. Identificação da Mantida (e-mec) 6

7 1.3. Histórico da mantenedora e mantida A UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR VALE DO IGUAÇU S.A., mantenedora das Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu, iniciou suas atividades ao final do ano de Após várias discussões, visitas in loco, atendimentos de diligências, foram credenciadas, em agosto de 2001, a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de União da Vitória e a Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas de União da Vitória. As atividades tiveram início no segundo semestre daquele ano, com os cursos de graduação em Administração com habilitação em Administração Pública, Agronegócios e Marketing, além do curso de graduação em Sistemas de Informação. No início do ano de 2002, foi credenciada a Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória, e então autorizados os cursos de Nutrição, Educação Física, Enfermagem. No mesmo ano foi autorizado o curso de Fisioterapia. Com edição do decreto 3860/2001, tornou-se necessário a introdução como parte integrante do Projeto Institucional das Instituições de Ensino Superior, o seu planejamento estratégico, sintetizado no Plano de Desenvolvimento Institucional PDI. Assim, a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e a Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória, tiveram desenvolvidos seus PDIs, e os mesmos foram anexados, no sistema SAPIEns, em 16/04/2002. A partir deste planejamento e compromissos assumidos, a UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR VALE DO IGUAÇU, definiu sua política de trabalho em consonância com as necessidades e expectativas gerais da sociedade local e em interface permanente com o mercado global. Entendendo que é papel de uma boa educação, preparar indivíduos para compreender os impactos das novas tecnologias na cultura através da concepção de sociedade como um processo complexo e inacabado, onde valores e paradigmas estão sendo permanentemente questionados, a instituição promove uma política de graduação teoricamente rigorosa, sólida e articulada organicamente a um projeto de sociedade e de educação. Tomando como base o ensino de qualidade e os projetos desenvolvidos junto à comunidade mais carente da região, procura-se promover a criação e a execução de atividades acadêmicas, onde os conhecimentos e as atitudes essenciais à formação humana e profissional fossem consideradas. Os projetos pedagógicos da Instituição são configurados num conjunto de princípios que expressam a missão de servir como elemento de desenvolvimento e construção do saber, criando alternativas de soluções para os problemas postos pela sociedade. Essas diretrizes norteadoras requerem ações que atendam as expectativas da sociedade 7

8 e sejam adaptadas às realidades regionais. Diante disto, a UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR VALE DO IGUAÇU, quando da elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional referente à Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória, período de 2002 a 2006, definiu em seu quadro de expansão a criação dos cursos de graduação de Farmácia, Serviço Social (autorizados nos final de ano de 2003), e Odontologia para O Plano de Desenvolvimento Institucional referente à Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de União da Vitória, período de 2002 a 2006, definiu a criação do curso de Bacharelado em Direito para Após receber a visita da comissão de avaliadores para o curso de Direito e atender todas as diligências e complementos do PDI, a instituição aguardou pronunciamento do CNE, que se manifestou favorável à autorização do curso de graduação de Direito, fato que ocorreu em fevereiro de Com a emissão da Portaria nº 7 de 19 de março de 2004, que dispõe sobre o Aditamento de PDI, a Unidade de Ensino Superior Vale do Iguaçu, de acordo com o Artigo 1º da referida Portaria e tendo em vista o cumprimento dos compromissos assumidos junto ao MEC até então, promoveu modificações, considerando a inclusão e exclusão de cursos. Desta forma, a solicitação do curso de graduação de Odontologia foi substituída, em Aditamento de PDI, pela solicitação do curso de graduação em Medicina Veterinária e o curso de Agronomia foi acrescentado, em PDI, à proposta de expansão da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas (até então sem PDI aprovado). Em maio do ano de 2005, a instituição recebeu a visita de comissão de especialistas no MEC para a verificação das condições existentes para a implantação dos cursos de Medicina Veterinária e Agronomia, exigindo, naquele momento, algumas providências para que os cursos fossem implantados. Essas providências foram tomadas de forma satisfatória e, em setembro de 2005, a comissão manifestou-se favoravelmente à oferta desses cursos. A autorização dos cursos de Medicina Veterinária e Agronomia ocorreu no final do ano de Além desses cursos, também foram solicitadas as autorizações para os cursos de Biomedicina e de Educação Física (Bacharelado). O aditamento de PDI não foi realizado, conforme dispõe a portaria normativa nº 40, de 12 de dezembro de Os dois cursos foram autorizados no mês de dezembro de Em 28 de agosto de 2009, foi solicitada a unificação das três faculdades mantidas; Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas de União da Vitória (1793), Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de União da Vitória (1795) e Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória (1927). A unificação se deu em 24 de dezembro de 2009, com a 8

9 edição da portaria 1746, com o nome de Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu, mantendo o código INEP Por ocasião da solicitação dessa unificação, foi anexado ao sistema SAPIEns (sistema vigente à época para processos de unificação de mantidas) um Plano de Desenvolvimento Institucional para o período 2009/2013. Como o processo tramitou paralelamente ao sistema e-mec (que na época não dispunha de ferramenta para unificação de mantidas), tal PDI não foi vinculado a esse sistema. A que se considerar ainda, que uma das faculdades unificadas, a Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória, código INEP 1927, tinha processo de recredenciamento tramitando no sistema e-mec protocolado em 30 de outubro de 2007, com Conceito Institucional CI igual 4, não concluído à época da unificação. Por entendimento da IES, esse processo também se aplicaria à nova faculdade, já que a unificação se daria nessa faculdade, extinguindo-se as demais (1793 e 1795). Entretanto, não foi este o entendimento da relatora do processo no CNE, que deu parecer favorável ao recredenciamento da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória, apenas, ignorando essa unificação. Após nota técnica da Secretaria de Educação Superior, a qual concluiu equivocadamente que a Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde de União da Vitória havia sido extinta pela referida portaria de unificação das mantidas, o processo de recredenciamento foi encaminhado ao CNE para reexame e, finalmente, foi arquivado. A conclusão desse processo foi que as Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu são uma nova IES, credenciada em Sendo assim, em 2012, conforme legislação em vigor, a IES teve que solicitar o recredenciamento da mesma, o que exigiu a elaboração de um novo PDI para o período 2013/2017. Conforme PDI inserido no sistema SAPIEns, a nova instituição (unificada) deveria ter solicitado a autorização de 3 novos cursos: Psicologia em 2009, Engenharia de Produção em 2010 e Medicina em Embora essas solicitações estivessem previstas para esses anos, por questões de reavaliação de investimentos da mantenedora, dificuldades na aquisição de espaços destinados aos novos cursos, entre outras, a solicitação dos cursos de Psicologia e Engenharia de Produção ocorreu apenas em Dadas as dificuldades inerentes à autorização do curso de Medicina e após a realização de estudos envolvendo o corpo docente e técnicoadministrativo, visando a elaboração do planejamento estratégico da instituição (em 2010), optou-se por não solicitar o mesmo, substituindo-se pela solicitação dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Mecânica, constituindo uma nova área de atuação da IES, suprindo a demanda por esses profissionais na região. Não houve aditamento do PDI, comunicando essa mudança, dado o fato de tal ferramenta não estar disponível em nenhum sistema eletrônico do 9

10 MEC. O curso de Engenharia Mecânica foi autorizado em dezembro de Os demais cursos, com autorizações solicitadas, estão com processos em trâmite. Paralelamente aos processos de recredenciamento da IES, unificação de mantidas e autorizações de cursos, a Unidade de Ensino Superior Vale do Iguaçu S. A., através das faculdades mantidas, solicitou, a partir da conclusão de 50% da carga horária mínima de cada curso, o reconhecimento dos mesmos. Foram reconhecidos 11 dos 13 cursos oferecidos pelas três faculdades mantidas. Os outros dois cursos (Biomedicina e Educação Física - Bacharelado) tiveram seus processos de reconhecimento solicitados em O quadro a seguir resume a situação atual de cada curso: Curso Autorização Reconhecimento Administração de 01/08/ de 22/11/2011 Agronomia de 02/12/ de 06/01/2012 Biomedicina de 04/12/2008 em tramitação Direito 543 de 22/02/ de 02/09/2010 Educação Física - Bacharelado de 04/12/2008 em tramitação Educação Física - Licenciatura 13 de 04/01/ de 21/12/2012 Enfermagem 12 de 04/01/ de 06/01/2012 Engenharia Civil 180 de 08/05/ Engenharia de Produção 152 de 02/04/ Engenharia Mecânica 278 de 19/12/ Farmácia de 12/12/ de 06/01/2012 Fisioterapia de 06/09/ de 06/01/2012 Medicina veterinária de 14/11/ de 28/01/2009 Nutrição 14 de 04/01/ de 06/01/2012 Psicologia 632 de 28/11/ Serviço social de 12/12/ de 22/12/2010 Sistemas de informação de 01/08/ de 21/12/ Missão Institucional As Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu foram criadas com a missão, ainda atual, de ser uma instituição de referência no Estado, assumindo o compromisso institucional de promover o desenvolvimento educacional e social da região, por intermédio da oferta de um 10

11 ensino de qualidade em diferentes áreas do conhecimento, integrado à iniciação à pesquisa e à extensão. São valores da Instituição: autonomia, cidadania, compromisso social, ética e respeito à diversidade Diretrizes Pedagógicas gerais da Instituição As Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu, mantida pela Unidade de Ensino Superior Vale do Iguaçu têm por objetivo a formação de profissionais de nível superior competentes e aptos a participar no processo de desenvolvimento da sociedade. Para tanto, promove ações visando à qualidade e a excelência na formação, respeitando e considerando a importância do compromisso social. O homem age na realidade em que vive e, nessa relação, busca compreendê-la utilizando-se de diversas formas de mediação. Nessa perspectiva, a aprendizagem reflete um processo de aquisição e reconstrução do conhecimento, que se dá pela constante mediação entre sua representação teórica e a prática social. Assumindo essa perspectiva, as Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu de União da Vitória elegem como eixo central de suas diretrizes pedagógicas a aprendizagem em sua relação dialética com o ensino. Entende-se o aluno como sujeito de sua própria aprendizagem, capaz de, numa ação deliberada e consciente, buscar o domínio dos conteúdos necessários à vida cidadã e à profissionalização. Para isso, mais do que dominar enorme massa de conteúdos e técnicas, o estudante deverá aprender a se relacionar com o conhecimento de forma ativa, construtiva, criadora e ética. 11

12 2. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA 2.1. Identificação do Curso (e-mec) 2.2. Contexto Educacional Na concepção do curso, considerou-se, como ponto de partida, a contextualização da engenharia como fator de desenvolvimento econômico e social da região de União da Vitória e arredores. A engenharia tem uma presença tão forte na história da região que em 1912 provocou a separação do município de Porto União da Vitória em União da Vitória/PR e Porto União/SC. O acontecimento ocorreu após a Guerra do Contestado devido à disputa de terras entre posseiros e grandes madeireiras norte-americanas. As empresas norte-americanas se instalaram na região como parte do contrato de uma obra de engenharia: construção da estrada de ferro que cortava a região. Os municípios que compõem a região sudeste do Paraná e norte de Santa Catarina são em sua maioria originados, no final do século XIX, pela colonização pelos tropeiros. Com o crescimento das cidades, houve necessidade de atrair imigrantes estrangeiros para a produção de alimentos (poloneses, ucranianos, alemães e russos). A vocação madeireira na região se firmou neste período e a atividade (portanto há mais de cem anos), juntamente com a erva-mate e o fumo, passaram a mover a economia da região. Atualmente a atividade madeireira é a principal nas cidades de União da Vitória e Porto União, as gêmeas do Iguaçu. Para apresentar as características da cidade e arredores utilizou-se das denominações criadas pelo IBGE para congregar diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais: mesorregião e microrregião. Já o governo do estado do Paraná agrupa vários municípios em Núcleos Regionais de Educação NRE, com o objetivo de 12

13 desenvolver o ensino fundamental e médio da região. Outra forma de visualizar as influências locais é através dos Arranjos Produtivos Locais APL que reúnem empresas, fornecedores de insumos, prestadores de serviços, cooperativas, associações etc, localizadas numa mesma região, com o foco em atividades econômicas correlatas. A localização de União da Vitória é apresentada na figura 1. O município de União da Vitória está localizado às margens do Rio Iguaçu no sudeste do Estado do Paraná, e faz parte da mesorregião do Sudeste Paranaense, uma das dez mesorregiões do Paraná. Essa mesorregião é formada pela união de 21 municípios: Antônio Olinto, Bituruna, Cruz Machado, Fernandes Pinheiro, General Carneiro, Guamiranga, Imbituva, Ipiranga, Irati, Ivaí, Mallet, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto Vitória, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul, São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Teixeira Soares e União da Vitória. Estes municípios são agrupados em quatro microrregiões: Irati, Prudentópolis, São Mateus do Sul e União da Vitória e ocupam uma área total de km 2, assentada nas bacias hidrográficas dos rios Iguaçu e Tibagi Perfil Econômico da Região A economia de União da Vitória é muito influenciada pelo setor de serviços, comércio, agropecuária e indústria. O setor industrial da região apresenta destaque com o setor madeireiro, fabricando portas e janelas que são exportadas para todo o Brasil e exterior. O perfil econômico será tratado dentro da Mesorregião do Sudeste Paranaense e dentro do Arranjo Produtivo Local - APL de Porto União / União da Vitória. 13

14 Figura 2.1 Localização de União da Vitória Fonte: APL da Madeira (2007). Figura 2.2 Mesorregião do Sudeste Paranaense Mesorregião do Sudeste Paranaense A região tem uma pequena participação no total do Valor Adicionado Fiscal (VAF) estadual, em torno de 2%. Os principais segmentos industriais representativos em termos de VAF são: madeireiro (55% do VAF da indústria regional), mineral (25% do VAF da indústria regional) e agroindustrial. Estes segmentos podem ser subdivididos em: lâminas e chapas de 14

15 madeira, desdobramento de madeira, celulose, papel e papelão, embalagens de papel e papelão, extração xisto e gás natural (14% do VAF da indústria regional) e o segmento cerâmico (9% do VAF da indústria regional). Cabe registrar que a região tem destaque na produção estadual de fumo, erva-mate e arroz. Essa produção abastece as diversas empresas beneficiadoras desses produtos na região. A pecuária abastece as agroindústrias da região que produzem embutidos (lingüiça, o salame, o lombo defumado, a costelinha, o bacon e a linguicinha). O segmento cerâmico se destaca com uma unidade de produção de cerâmica branca, a INCEPA em São Mateus do Sul, várias indústrias de cerâmica vermelha principalmente em Guamiranga, Imbituva e Prudentópolis, e uma empresa de cerâmica refratária, localizada no município de Lapa. Nesta região existem alguns fatores que favorecem o florescimento de indústrias cerâmicas tais como a abundância de argilas e a produção de gás em São Mateus do Sul que é o combustível preferencial da indústria de cerâmica branca. Outro fato importante que pode atrair segmentos industriais na região, além do cerâmico, é que do processamento do xisto resultam rejeitos com características físico-químicas regulares e homogêneos que podem servir de matéria-prima para outros segmentos industriais. Arranjo Produtivo Local de Porto União União da Vitória Especificamente nesta região sul do Paraná e planalto norte de Santa Catarina (no Vale do Rio Iguaçu, no território denominado Médio Iguaçu), há o polo conhecido como Arranjo Produtivo Local (APL) de Porto União / União da Vitória. Originário da organização denominada Núcleo das Esquadrias de Madeira, o APL da Madeira de União da Vitória (PR) e Porto União (SC), com sua composição ampliada para todos os segmentos madeireiros dos dois municípios, foi oficializado em 10 de março de 2005, congregando inicialmente em torno de 50 empresas. Nesse APL as indústrias utilizam madeira de Pinus e espécies tropicais, como jatobá, canela, itaúba, cedro, angelim, copaíba e virola, para o desenvolvimento de suas atividades, sendo essa região conhecida principalmente por sua produção de esquadrias de madeira. A área do APL abrange os municípios de União da Vitória, Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Mallet, Paula Freitas, Porto Vitória, Paulo de Frontin e, no estado de Santa 15

16 Catarina, o município de Porto União, com a existência de mais de 250 estabelecimentos formais nas principais atividades do APL. A capacidade instalada de produção brasileira de portas é de aproximadamente 6 milhões de peças por ano, sendo que a região do PR e SC, produz aproximadamente 20% da produção brasileira de portas, já que é responsável por uma produção de aproximadamente portas/ano e janelas/ano. As empresas participantes constituem os ramos de desdobramento de madeira, chapas, laminados e compensados e esquadrias. Entre elas, predominam firmas de micro e pequeno porte, que representam 96,5% do total de estabelecimentos. No segmento de desdobramento de madeira, verifica-se a existência de aproximadamente 90 empresas; no segmento de chapas, laminados e compensados, outras 90 empresas; e no segmento de esquadrias, aproximadamente 80 empresas. A consolidação e desenvolvimento do APL da madeira tem origem nos seguintes fatores: grande aglomeração de plantas industriais do setor madeireiro, mão-de-obra especializada, conhecimento tácito disseminado, forte tradição e identidade cultural da região, alta capacidade de articulação dos atores locais e presença de instituições que ofertam cursos de nível superior e técnico para formação e qualificação profissional Perfil Social da Região A cidade de União da Vitória é um centro educacional de ensino superior, atraindo estudantes de vários municípios da região sul do Paraná e norte de Santa Catarina, que moram e trabalham num raio de até 150 km. Alguns estudantes originados de cidades mais distantes passam a morar em União da Vitória. De acordo com as estimativas do IBGE, o município de União da Vitória possui em torno de 50 mil habitantes, sendo que 94% da população vive em área urbana assentada na bacia do Rio Iguaçu. Apresentou em 2000 um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal IDH- M de 0,79 (33 a melhor posição do Estado) e um PIB Per Capita (IBGE/IPARDES 2008) de R$ 9 794,95. A primeira influência, econômica e social, do município de União da Vitória é sobre os municípios que formam a denominada microrregião de União da Vitória (uma das microrregiões da mesorregião do Sudeste Paranaense). A população da microrregião de União 16

17 da Vitória foi estimada em 2009 pelo IBGE em 122 mil habitantes e está dividida em sete municípios: Bituruna; Cruz Machado; General Carneiro; Paula Freitas; Paulo Frontin; Porto Vitória; União da Vitória. A população da Mesorregião do Sudeste Paranaense foi estimada em 2009 pelo IBGE em 415 mil habitantes, dos quais 54% na área urbana. Esta Mesorregião conta, com aproximadamente estabelecimentos industriais, distribuídos em 62 segmentos representativos que ofertaram em torno de postos de trabalho, correspondendo a 4% na participação do total de empregos industriais do Estado. O segmento madeireiro da Mesorregião do Sudeste Paranaense congrega em torno de 600 empresas e conta com um efetivo aproximado de empregados que representam 70% do total da mão-de-obra industrial ocupada na região. Ainda no setor madeireiro os três segmentos mais representativos em mão de obra são: lâminas e chapas de madeira (30%), desdobramento de madeira (20%) e celulose, papel e papelão (10%). União da Vitória também tem influência sobre o desenvolvimento das microrregiões limítrofes, principalmente sobre os municípios menos desenvolvidos situados nas microrregiões de Guarapuava, Irati, Palmas, São Mateus do Sul, Joaçaba (SC) e Canoinhas (SC). A influência sobre o estado de SC ocorre principalmente na microrregião de Canoinhas, uma das microrregiões mais pobres do Estado de Santa Catarina ( habitantes- IBGE 2010). Esta microrregião está dividida em doze municípios sendo que os três maiores são: Mafra ( habitantes), Canoinhas ( habitantes) e Porto União ( habitantes). A economia da microrregião de Canoinhas não possui uma atividade de grande valor agregado, as que mais se destacam são: a produção de grãos, o setor madeireiro, o setor de serviços e a atividade dos frigoríficos em Itaiópolis, Canoinhas e Mafra Inserção do curso no contexto econômico e social da região A Construção Civil no Brasil é um dos setores econômicos que mais cresceu nos últimos anos em nosso país. Depois de décadas de estagnação, a maior facilidade do crédito e a estabilidade econômica atuais, aliadas ao grande déficit habitacional e da infraestrutura, provocaram um crescimento inédito desse setor nos anos mais recentes. Recordes em financiamentos com juros acessíveis, concedidos por meio dos programas governamentais, foram atingidos, mesmo dentro da crise econômica mundial que se instalou a partir de O Programa de Aceleração do Crescimento, atuando em obras de energia e infraestrutura e a 17

18 demanda provocada por grandes eventos internacionais, tais como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 tornaram o engenheiro civil um profissional mais valorizado e disputado pelo mercado. As estatísticas do Ministério de Educação e Cultura mostram que, entre as engenharias mais tradicionais, a Engenharia Civil foi a que menos cresceu na última década, em termos de novas instituições de ensino, fazendo com que o número de profissionais formados anualmente permanecesse praticamente estável durante esse período, apesar do forte crescimento social e econômico no país. O reflexo disso hoje é uma maior valorização profissional, com maior oferta de empregos e salários mais adequados à responsabilidade e elevado nível técnico envolvidos no exercício da profissão. Dentro desse contexto, há comprovada escassez de profissionais capacitados na área de Engenharia Civil, tanto no Paraná, como no Brasil em geral. Dados do CREA-PR mostram que muitas prefeituras de municípios paranaenses não possuem engenheiros civis em seus quadros. Alguns municípios são muito carentes do trabalho desse profissional, tendo que recorrer aos engenheiros que residem em outras cidades, algumas nem sempre próximas. Sendo União da Vitória uma cidade-polo de atração de estudantes de sua região, a implantação de um curso de graduação em Engenharia Civil irá contribuir para o desenvolvimento, não só da cidade em si, como da região do país onde a mesma se insere. Na cidade de União da Vitória e nos municípios imediatamente vizinhos existe atualmente apenas um curso superior de Engenharia Civil, no Centro Universitário de União da Vitória UNIUV. Há um grande potencial de desenvolvimento de serviços de engenharia civil na região, com a manutenção e expansão de instalações industriais, controle ambiental por meio do manejo de resíduos (exploração de minérios: xisto, areia, barro para cerâmicas), expansão das moradias da região, assegurar a instalação de residências e fábricas em regiões mais seguras de enchentes, monitoramento de solos e deslizamento de encostas, entre outros Política Institucionais no Âmbito do Curso A aquisição do conhecimento pelo sujeito aprendente se dá através da mediação, que não ocorre só na sala de aula. Compreende-se, assim, que o papel do professor é justamente o de mediar, intencionalmente, a relação entre o sujeito-aprendente e o objeto a ser apreendido. Tem, portanto, uma especificidade a ser respeitada: trata-se de um profissional a serviço da orientação e condução do processo de aprendizagem, a partir de uma metodologia que favoreça 18

19 a construção de sujeitos autônomos, hábeis e competentes. Nesse movimento, a pesquisa e a elaboração pessoal são essenciais. Na ordem das atividades didáticas, os planos de ensino orientam a aprendizagem visando o desenvolvimento de habilidades e competências primordiais ao exercício da profissão e da cidadania, considerando também, a necessidade de promover a capacidade de elaboração pessoal e a pesquisa. Estas estão sempre em relação com as práticas sociais e balizadas pelas discussões coletivas, orientadas pelo docente durante as aulas. Em síntese: a Instituição garante a aprendizagem adequada aos alunos; a aprendizagem assenta-se ao mesmo tempo, no domínio dos conteúdos considerados essenciais, e no desenvolvimento de competências e habilidades relevantes à formação profissional; a instituição zela pela formação ética e pelo desenvolvimento da autonomia, da autoconfiança, da capacidade de adaptar-se a novas realidades, motivando o sujeito aprendiz à conquista de objetivos, à tomada de decisão, à superação de obstáculos, à adoção de uma postura empreendedora e ética frente aos novos desafios, à competência em lidar com as emoções, à liderança, ao trabalho em equipe, à iniciativa, à tolerância, entre outras habilidades que fazem parte dos valores humanos que também integram a formação profissional. A Instituição promove: apoio à iniciação científica e à produção de artigos de base científica neste caso, pretende-se despertar o interesse pela inovação e pela crítica abrangente dos processos de formação educacional e profissional; atividades de pesquisa bibliográfica, utilizando-se do acervo da biblioteca e de consultas a bancos de dados da área de saúde; exposição dos próprios trabalhos dos alunos por vários meios de divulgação (publicação de artigos, participação em seminários, congressos, simpósios e etc.); apoio ao trabalho acadêmico interdisciplinar. Sobretudo nos seguintes momentos: Estágio Supervisionado, Trabalho de Conclusão de Curso e Atividades Complementares; aulas e atividades práticas; 19

20 o relacionamento direto e recíproco com a comunidade local e regional, pela extensão do ensino mediante a oferta de cursos e serviços especiais; a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação tecnológica gerada pelos cursos da Instituição. A IES entende o seu desenvolvimento como muito próximo ao da comunidade de que é originária e busca a institucionalização de suas atividades de ensino e extensão. O reconhecimento de que a produção de conhecimento se faz na interface escola/comunidade (RENEX, 1998), leva ao enfrentamento da questão da extensão. Esta se coloca como prática que interliga uma faculdade, em suas atividades de ensino, com as demandas econômicas, sociais e culturais da região onde se instala. Assim, a ação extensionista vai além da prestação de serviços (assistências, consultorias, assessorias, atendimento nas empresas juniores), da difusão cultural (eventos e toda uma vasta gama de realizações artísticas ou culturais), ou da disseminação de conhecimentos (cursos, seminários, palestras, conferências). Mais do que na simples formulação da missão institucional, é na compreensão desta identidade, na vivência deste conceito: Ensino prá valer e compromisso social pela comunidade acadêmica que a IES promove a integração entre ensino e extensão Objetivos do Curso O projeto pedagógico do curso de Engenharia Civil foi elaborado de forma coletiva pelo NDE Núcleo Docente Estruturante, constituído para esse fim. Sua elaboração tomou como base as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em Engenharia no disposto no Art. 4º da Resolução do CNE/CES 11, de 11 de março de Em relação à sistematização dos campos de atuação profissional, o Engenheiro Civil está inserido, perante o CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na modalidade industrial. Objetivo Geral O curso procura formar engenheiros civis plenos que possam atuar na concepção, investigação ou execução de tarefas de Engenharia Civil. A vertente a ser seguida pelo estudante será função de suas inclinações e das oportunidades apresentadas. 20

21 Objetivos Específicos O Curso de Engenharia Civil também visa preparar os futuros profissionais para situações de adaptação e atualização frente a novos desafios e conjunturas, decorrentes da dinâmica de uma sociedade em transformação, a sociedade do conhecimento. Esta perspectiva, necessária a este curso, está inserida na própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, que em seu artigo 43 afirma que, entre outras, o ensino superior tem por finalidade: estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; formar diplomados nas diferentes áreas do conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, deste modo, desenvolver o entendimento do homem e o meio em que ele vive. O curso é fundamentado numa abordagem multidisciplinar, voltada à visão global, integrada e crítica da profissão e da atuação profissional, dotando o egresso de competência técnica, científica e administrativa, tornando-o apto para a atuação técnica, à tomada de decisões, à comunicação, à liderança, ao gerenciamento, à administração e fundamentalmente à educação continuada Perfil Profissional do Egresso O perfil do egresso do curso será obtido com uma sólida formação acadêmica generalista e humanista capaz de desenvolver sujeitos competentes e conscientes das exigências éticas e sociais da profissão. A formação primará por conhecimentos, habilidades e atitudes que ajudem a inserir os egressos em seus respectivos contextos profissionais de forma autônoma, solidária, crítica, reflexiva e comprometida com o desenvolvimento local, regional e nacional sustentáveis, objetivando a construção de uma sociedade justa e democrática. O avanço tecnológico ocorrido, principalmente, a partir do final do século passado, permitiu que a educação passasse a ser uma educação centrada no sujeito coletivo, que reconhece a importância do outro, a existência de processos coletivos de construção do saber e a relevância de se criar ambientes de aprendizagem que forneçam o desenvolvimento do conhecimento interdisciplinar (MORAES, 1996, p.64). Esse novo paradigma, que se instaura 21

22 desde o início do século XXI, prevê que a necessidade de formação já não está restrita à mera atualização de conhecimentos, mas inclui a capacidade do aluno de construir e comparar novas estratégias de ação, redefinindo e enfrentando os problemas cotidianos de seu universo de atuação. Isso implica, de acordo com MORAES, Levar o indivíduo a aprender a aprender, que se manifesta pela capacidade de refletir, analisar e tomar consciência do que sabe, dispor-se a mudar os próprios conceitos, buscar novas informações, substituir velhas verdades por teorias transitórias, adquirir novos conhecimentos que vêm sendo requeridos pelas alterações existentes no mundo, resultantes da rápida evolução das tecnologias da informação (1996, p. 64). Dentro deste contexto atual de avanços tecnológicos e de uma nova percepção sobre o aprendizado, destacamos que, de forma específica, o perfil planejado para o egresso do Curso de Engenharia Civil atende as competências e habilidades gerais acordadas na Resolução CNE/CES 11, de 11 de Março de Competências esperadas do Egresso A meta do curso de Engenharia Civil é a formação de um profissional que, frente aos desafios da sociedade, tenha capacidade de integrar de forma harmônica conhecimentos, habilidades e atitudes e assim tornar-se apto ao exercício das seguintes competências (conforme a Resolução CNE/CES 11): aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia; projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados; conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos; planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia; identificar, formular e resolver problemas de engenharia; desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas; supervisionar a operação e a manutenção de sistemas; avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas; comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; atuar em equipes multidisciplinares; compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais; avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental; 22

23 avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia; assumir a postura de permanente busca de atualização profissional. O curso visa proporcionar competências nos campos de atuação profissional preconizados para a modalidade da Engenharia Civil no Anexo II da Resolução n o 1010 do CONFEA, de 22 de agosto de 2005: Construção Civil; Sistemas Estruturais; Geotecnia; Hidrotecnia; Saneamento Básico; Tecnologia Hidrossanitária; Gestão Sanitária do Ambiente; Recursos Naturais; Recursos Energéticos; Gestão Ambiental Estrutura Curricular O curso de Engenharia Civil da IES adota o regime seriado semestral, a fim de absorver os princípios de integração e integralidade que a proposta do curso apresenta, além de permitir o máximo desempenho do acadêmico. O Curso estrutura-se de acordo com a Lei 9394/1996 e com a Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Engenharia. Para a integralização do Curso e obtenção do Diploma, o aluno deve cumprir horas, sendo, horas em disciplinas, conforme a distribuição da carga horária contida na matriz curricular, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia, além de realizar 200 horas de Atividades Complementares de Graduação, conforme as normas deste PPC. Deverá, ainda, apresentar Trabalho de Conclusão de Curso e obter aprovação em defesa pública e cumprir no mínimo 200 horas de estágio curricular obrigatório. O curso apresenta duração formal de cinco anos (dez semestres), com duração mínima de dez semestres e com duração máxima de vinte semestres. As aulas são oferecidas em turno único, matutino, de modo a proporcionar ao acadêmico liberação do outro turno para participar 23

24 de outras atividades que completam a sua formação acadêmica plena. O curso oferecerá anualmente 80 vagas, formando duas turmas de 40 alunos, dispostas em um único ingresso anual, no primeiro semestre de cada ano. Considerando que as aulas são ministradas em blocos de 50 minutos, o quadro a seguir mostra a distribuição da carga horária do Curso em aulas e em horas, bem como o tempo mínimo e máximo de integralização do Curso. DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL Exigência Horas Aulas Mínimo Máximo Disciplinas Obrigatórias semestres 20 semestres Estágio Supervisionado Atividades Complementares Obrigatórias Total semestres 20 semestres 24

25 Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena. A Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena são contempladas, principalmente: em conteúdos das disciplinas de Introdução à Engenharia I, Desafios Sociais Contemporâneos e Legislação e Ética Profissional, além de ser abordado, de forma transversal, em todas as disciplinas que tratam da busca de igualdade de direitos; em atividades complementares; na iniciação científica; em projetos de extensão e em atividades extracurriculares promovidas pela IES Políticas de Educação Ambiental A Educação Ambiental será abordada, especificamente, na disciplina de Engenharia Ambiental I e II; e em atividades extracurriculares e projetos de extensão promovidos pelo Núcleo de Políticas Ambientais da IES; na iniciação científica e em atividades complementares Estrutura Curricular A Matriz Curricular é uma expressão sintética através de meio gráfico do processo de desenvolvimento e formação dos alunos. A integração multidisciplinar é estimulada nas disciplinas da mesma série, assim como, nas disciplinas de séries diferentes. O oferecimento do curso no horário noturno favorece que o estudante realize, além do estágio supervisionado obrigatório, outros estágios durante sua vida acadêmica, desta forma o aluno pode visualizar inter-relações também entre a vida acadêmica e a vida profissional. A multidisciplinaridade é trabalhada no curso por meio de trabalhos bimestrais, que na medida do possível abrangem conhecimentos de várias disciplinas da série. Estes trabalhos, principalmente os de final de disciplina, versam também sobre conceitos e conteúdos que fazem parte de outras séries, promovendo, desta forma, uma interdisciplinaridade. A multidisciplinaridade é fundamental para a formação do profissional, pois elimina a fragmentação do conhecimento, mostrando que o saber é único e uniforme. A integralização da carga horária com disciplinas optativas será dada nos últimos semestres do curso, com carga horária de 80 horas por semestre, num total de 160 horas. As disciplinas optativas têm por finalidade suplementar a formação integral do acadêmico, o qual pode escolher uma determinada área de conhecimento para realizar uma concentração no foco dos estudos, o que permite atender melhor a expectativas individuais dos acadêmicos e a atualização constante dos conteúdos. 25

26 As disciplinas ofertadas pelos demais cursos da IES e relacionadas com a formação pretendida ao egresso engenheiro civil podem ser cursadas pelos acadêmicos, a fim de ser validada como disciplina optativa ou de caráter eletiva para integralização das atividades complementares do acadêmico. As atividades acadêmicas ligadas à formação envolvem, além das disciplinas, as atividades complementares, os estágios supervisionados obrigatórios e os trabalhos de conclusão de curso que serão apresentados na sequência. A estrutura curricular está apresentada a seguir. Período 4 Período 3 Período 2 Período 1 Período Unidade Curricular Horas- Aula Cálculo Diferencial e Integral I 80 Física Geral e Experimental I 80 Geometria Analítica 80 Desenho Técnico I 40 Topografia I 80 Introdução à Engenharia I 40 Subtotal 400 Cálculo Diferencial e Integral II 80 Física Geral e Experimental II 80 Álgebra Linear 80 Desenho Técnico II 40 Topografia II 80 Introdução à Engenharia II 40 Subtotal 400 Cálculo Diferencial e Integral III 80 Física Geral e Experimental III 80 Desenho Arquitetônico 40 Química Tecnológica I 40 Mecânica Geral I 80 Materiais de Construção Civil I 80 Subtotal 400 Acessibilidade 40 Cálculo Diferencial e Integral IV 80 Física Geral e Experimental IV 80 Probabilidade e Estatística I 40 Química Tecnológica II 40 Mecânica Geral II 80 Materiais de Construção Civil II 40 Projetos Integradores I 40 Subtotal

27 5 Período 6 Período 7 Período 8 Período 9 Período 10 Período Probabilidade e Estatística II 40 Geologia e Mecânica dos Solos I 80 Pesquisa Operacional 40 Mecânica dos Fluidos 80 Resistência dos Materiais I 80 Construção Civil I 80 Subtotal 400 Cálculo Numérico 40 Geologia e Mecânica dos Solos II 80 Instalações Elétricas Prediais 80 Hidráulica 80 Resistência dos Materiais II 80 Construção Civil II 40 Subtotal 400 Fundações I 40 Engenharia Ambiental I 40 Instalações Hidráulicas Prediais 80 Teoria das Estruturas I 80 Engenharia de Transportes I 40 Hidrologia 40 Gestão de Projetos I 40 Fundamentos de Administração para Engenheiros 40 Projetos Integradores II 40 Estágio Supervisionado 240 Subtotal 680 Fundações II 40 Engenharia Ambiental II 40 Desafios Sociais Contemporâneos 40 Teoria das Estruturas II 80 Engenharia de Transportes II 80 Obras Hidráulicas 40 Gestão Empresarial 40 Sistemas de Prevenção de Incêndio 40 Subtotal 400 Estruturas de Concreto I 80 Saneamento Ambiental I 80 Sistemas Estruturais I 80 TCC I 40 Optativa I 80 Projetos Integradores III 40 Subtotal 400 Estruturas de Concreto II 80 Saneamento Ambiental II 80 Sistemas Estruturais II 40 27

28 Legislação e Ética Profissional 40 TCC II 40 Optativa II 80 Projetos Integradores IV 40 Atividades Complementares 240 Subtotal 640 Total Geral Conteúdos Curriculares Os conteúdos curriculares do curso, em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Engenharia, procuram revelar inter-relações com a realidade regional, nacional e internacional, segundo perspectiva histórica e contextualizada, relacionadas com os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, utilizando tecnologias inovadoras. Essas Diretrizes destacam, no artigo 6º, que todo curso de Engenharia, independente de sua modalidade, deve possuir em seu currículo um núcleo de conteúdos básicos, um núcleo de conteúdos profissionalizantes e um núcleo de conteúdos específicos que caracterizem a modalidade. A estrutura curricular do curso de Engenharia Civil da IES está distribuída semestralmente e pelos núcleos de conteúdos básicos (CB), profissionalizantes (CP) e profissionalizantes específicos (CPE). Também estão presentes na matriz curricular o estágio curricular supervisionado obrigatório, as atividades complementares e o trabalho de conclusão do curso. Disciplinas básicas: São aquelas que compõem o núcleo de conteúdos básicos (CB), todas obrigatórias, e correspondendo ao que estabelece a resolução CNE/CES 11, de 11 de março de Disciplinas profissionalizantes: São aquelas que compõem o núcleo de conteúdos profissionalizantes (CP), todas obrigatórias, e correspondendo ao que estabelece a resolução CNE/CES 11, de 11 de março de Disciplinas profissionalizantes específicas: São aquelas que compõem o núcleo de conteúdos profissionalizantes específicos (CPE), todas obrigatórias, e correspondendo ao que estabelece a resolução CNE/CES 11, de 11 de março de

29 Núcleo de Conteúdos Básicos De acordo com as Diretrizes Curriculares, cerca de 30% da carga horária total devem ser do núcleo de conteúdos básicos, ou seja, considerando que o Curso de Engenharia Civil possui uma carga horária total horas, as disciplinas que cobrem o núcleo de conteúdos básicos devem possuir no mínimo 1.368h. O núcleo de conteúdos básicos deve conter os seguintes tópicos: I. Metodologia Científica e Tecnológica; II. Comunicação e Expressão; III. Informática; IV. Expressão Gráfica; V. Matemática; VI. Física; VII. Fenômenos de Transporte; VIII. Mecânica dos Sólidos; IX. Eletricidade Aplicada; X. Química; XI. Ciência e Tecnologia dos Materiais; XII. Administração; XIII. Economia; XIV. Ciências do Ambiente; XV. Humanidades, Ciências Sociais e Cidadania. A Tabela, a seguir, apresenta a correspondência entre os tópicos do núcleo de conteúdos básicos e as disciplinas que contemplam aqueles conteúdos. Núcleo de Conteúdos Básicos Tópico Disciplina(s) que contempla(m) o Tópico Metodologia Científica e Introdução à Engenharia I, II Tecnológica Comunicação e Expressão Introdução à Engenharia I, II Informática Cálculo Numérico Expressão Gráfica Desenho Técnico I e II 29

30 Matemática Cálculo Diferencial e Integral I, II, III e IV Probabilidade e Estatística Geometria Analítica e Álgebra Linear Física Física I, II, III e IV Fenômenos de Transporte Mecânica dos Fluidos Mecânica dos Sólidos Mecânica Geral I e II Eletricidade Aplicada Física III e IV, Instalações Elétricas Prediais Química Química Tecnológica I e II Ciência e Tecnologia dos Materiais de Construção I e II Materiais Administração Gestão Empresarial Economia Gestão Empresarial Ciências do Ambiente Engenharia Ambiental I e II Humanidades, Ciências Sociais e Legislação e Ética Profissional Cidadania A carga horária das disciplinas que cobrem o núcleo de conteúdos básicos correspondem a 39,5% do total Núcleo de Conteúdos profissionalizantes As Diretrizes Curriculares estabelecem que o núcleo de conteúdos profissionalizantes, com cerca de 15% da carga horária mínima, deve versar sobre um subconjunto coerente de tópicos a ser escolhido pela instituição a partir de um universo de 52 tópicos. O Curso de Engenharia Civil elegeu os seguintes tópicos do Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes: Algoritmos e Estruturas de Dados; Ciência dos Materiais; Circuitos Elétricos; Eletromagnetismo; Estratégia e Organização; 30

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