TECENDO UMA ANÁLISE DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ( ) NO CONTEXTO DO ENSINO FUNDAMENTAL

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1 TECENDO UMA ANÁLISE DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ( ) NO CONTEXTO DO ENSINO FUNDAMENTAL Resumo RIBAS, Marciele Stiegler 1 - PUCPR DONATO, Sueli P. 2 - PUCPR LOPES, Arlete do Rocio R. 3 - PUCPR Grupo de Trabalho - Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da Educação Agência Financiadora: CAPES Refletir a respeito da educação brasileira implica discutir sobre as políticas públicas para ela direcionadas. No cenário educacional vivenciamos um momento relevante para o futuro da educação, desde dezembro de 2010 o novo Plano Nacional de Educação (Projeto de Lei n ) para o decênio de ainda está em tramitação, ou seja, não foi aprovado, embora já tenha se passado dois anos. O referido documento é resultante de intensos debates da Conferência nacional de Educação (CONAE) que conclamou a participação da sociedade política e diversos setores da sociedade civil vinculados à educação, assim, o novo Plano é composto por 20 metas. Com o intuito de analisar as metas estabelecidas para o ensino fundamental contemplando a modalidade da Educação de Jovens e Adultos, propomos a seguinte reflexão: quais os limites e possibilidades das metas propostas pelo novo PNE no contexto do ensino fundamental para atingir uma educação de qualidade social? Assim, temse como objetivo geral analisar os limites e possibilidades das metas propostas pelo novo PNE no contexto do ensino fundamental para atingir uma educação de qualidade social. Para tanto, utilizamos como abordagem metodológica a análise documental e a pesquisa bibliográfica. Articulamos a discussão nos fundamentando principalmente em Brasil (2010), CONAE (2010), Lobo Neto (2011), Laplane e Prieto (2010), Gracindo (2011) e Di Pierro (2010). Como resultados apontamos um contexto societário permeado por desigualdades, contradições, forte individualismo, dentre outros aspectos, inerentes do próprio sistema capitalista vigente, todos esses refletidos na educação. As metas estabelecidas são urgentes, no entanto, frente ao descaso que tem marcado a educação, principalmente, na esfera pública, 1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR/PPGE. Licenciada em Pedagogia (UFPR). Bolsista Capes. 2 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR/PPGE. Bolsista Capes. Licenciada em Pedagogia (PUCPR). Professora da escola básica - Colégio Nossa Senhora Medianeira, Curitiba/PR. Membro do Grupo de Pesquisa: Políticas, Formação do Professor e Representações Sociais, POFORS. 3 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR/PPGE. Licenciada em História (UFPR) e Psicologia (UTP). Professora da Educação Básica no Município de Araucária.

2 2534 possivelmente tais metas ficarão novamente elencadas em mais um documento legal, persuadido por um discurso, contudo, longe de ser refletido na prática. Palavras-chave: Plano Nacional de Educação ( ). Políticas Públicas. Ensino Fundamental. Educação de Jovens e Adultos. Introdução A sociedade contemporânea, no âmbito do cenário educacional, vivencia um momento relevante para o futuro da educação brasileira, quando estamos diante do fato de um Projeto de Lei (PL n ) o qual foi apresentado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em dezembro/2010 para o decênio que já começou e, que ora encontra-se em tramitação. Nesse contexto, convém ressaltarmos que o plano anterior (2001) levou três anos para sua aprovação, por isso, não podemos esquecer que dos 10 anos previstos para sua vigência, dois deles já estão se findando sem aprovação4. Frente às considerações, conforme evidencia Lobo Neto (2011, p. 13) o pior que pode acontecer é deixarmos que siga os trâmites regimentais da Câmara e do Senado sem a nossa inquieta e constante participação, uma vez que: seria trágico aceitar a falácia de que ele já foi discutido pela sociedade nas estratégias de realização da CONAE de Portanto, discuti-lo na etapa de seu percurso pela Comissão Especial (até 26/05/11 foram apresentadas 522 emendas) e pelo Plenário da Câmara, assim como depois, em todos os momentos, na sua passagem pela revisão do Senado Federal, não é uma sugestão, mas uma necessidade, portanto, uma obrigação. Ainda, cabe ressaltarmos que o projeto que está em discussão no Congresso Nacional é o segundo plano a obedecer a prescrição do Art. 214 da Constituição 5 e considerou o documento do CNE, o documento final 6 resultante da Conferência nacional de Educação (CONAE) realizada em Brasília, no período de 28 de março a 01 de abril de 2010 na qual se constitui um amplo movimento envolvendo a sociedade política e diversos setores da sociedade civil vinculados à educação. A CONAE foi um processo de debate democrático que possibilitou a participação efetiva de diversos segmentos, discutindo os rumos da 4 Art. 3º As metas previstas no Anexo desta Lei deverão ser cumpridas no prazo de vigência do PNE /2020, desde que não haja prazo inferior definido para metas específicas. 5 Art. 1º - Fica aprovado o Plano Nacional de Educação para o decênio (PNE /2020) constante do Anexo desta Lei, com vistas ao cumprimento do disposto no art. 214 da Constituição. 6 O documento final resultou das deliberações, majoritárias ou consensuadas, nas plenárias de eixo e que foram aprovadas na plenária final CONAE (2010, apud NETO, 2011, p. 9).

3 2535 educação brasileira da creche à Pós-Graduação para retirar daí os resultados necessários à elaboração do PNE para os próximos dez anos (DOCUMENTO ANPED, 2011, p. 484). Lobo Neto (2011, p. 9) vem explicar que o Documento Final da CONAE, pode ser considerado um estímulo: à um processo de mobilização e debate permanente nos diferentes segmentos educacionais e setores sociais brasileiros, contribuindo tanto 'no balizamento das políticas educacionais, na perspectiva do Sistema Nacional de Educação', quanto na 'elaboração do novo Plano Nacional de Educação' para o período de 2011 a Todavia, o documento final da CONAE (2010) sob o tema central Construindo o Sistema Nacional Articulado: O Plano Nacional de Educação" e, compreende 168 páginas, foi dividido em seis grandes eixos temáticos visando pautar o novo PNE ( ), descritos a seguir: I Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade: Organização e regulação da Educação Nacional; II Qualidade da Educação, Gestão Democrática e Avaliação; III Democratização do Acesso, Permanência e Sucesso escolar; IV Formação e Valorização dos Trabalhadores em Educação; V Financiamento da Educação e Controle Social e o último eixo VIRAM Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade. Nessa perspectiva, a proposta do novo PNE está estruturado em s e Estratégias que, [...] parecem obedecer a um critério de organização que traz, em um primeiro bloco, aquelas que dizem respeito ao direito de todos à educação de qualidade (s 1 a 10); um segundo bloco trata de questões específicas de modalidades, níveis e profissionais da educação, gestão e financiamento (s 10-20) (LOBO NETO, 2011, p. 15). Tais s têm como objetivo orientar os sistemas de ensino. Porém, parece haver a necessidade de um maior desdobramento das estratégias elencadas, mas antes, grande avanço seria aprovar o novo Plano, afinal, a educação brasileira até o momento, está sem nenhum, este fato elucida o total descaso do poder público para com a educação. Nesse sentido, cabe lembrarmos que o prazo de vigência do plano anterior (PNE 2001) se esgotou em 09 de janeiro de 2011 e desde então, estamos diante de um desafio da mais alta relevância para o futuro do Brasil, o que nos põem a necessidade imediata e objetiva: aprovar o PNE com política de Estado para os próximos dez anos ( ), alerta a ANPED (2011). No âmbito dessa discussão o problema que orienta a reflexão busca investigar quais os limites e possibilidades das metas propostas pelo novo PNE no contexto do ensino

4 2536 fundamental para atingir uma educação de qualidade social? Assim, tem-se como objetivo geral analisar os limites e possibilidades das metas propostas pelo novo PNE no contexto do ensino fundamental para atingir uma educação de qualidade social. Para tanto, utilizamos como abordagem metodológica a análise documental e a pesquisa bibliográfica. Articulamos a discussão nos fundamentando principalmente em Brasil (2010), CONAE (2010), Lobo Neto (2011), Laplane e Prieto (2010), Gracindo (2011) e Di Pierro (2010). O novo Plano Nacional de Educação ( ) em questão: uma breve discussão O Projeto de Lei nº 8035 enviado ao Congresso Nacional pelo Poder Executivo em 20/12/2010 que tem como objeto a aprovação do Plano Nacional de Educação 7 para o decênio (que se encontra em processo de tramitação até o momento desse trabalho), é objeto desse estudo. Esse novo plano tem como relator o deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) e, diferente do anterior (2001) que continha quase 300 metas no total, nesse as metas foram reduzidas a vinte, todas acompanhadas das respectivas estratégias de ação indispensáveis para sua concretização 8, explica (LOBO NETO, 2011), as quais são apresentadas no quadro 1: Quadro 1: s Novo PNE Universalizar até 2016, o atendimento escolar da população de quatro e cinco anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a cinquenta por cento da população de até três anos. Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de seis a quatorze anos. Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de quinze e dezessete anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas do ensino médio para oitenta e cinco por cento, nesta faixa etária. Universalizar, para a população de quatro e dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino. Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade. Oferecer educação em tempo integral em cinquenta por cento das escolas públicas de educação básica. 7 Atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB: anos iniciais do ensino fundamental ,6/ ,9/ ,2/ ,5/ ,7/ ,0; anos finais do ensino fundamental ,9/ ,4/ ,7/ ,0/ ,2/ ,5; ensino médio ,7/ ,9/ ,3/ ,7/ ,0/ ,2. 8 Elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte quatro anos de modo a alcançar no mínimo de doze anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade do 7 O segundo a obedecer à prescrição do Art. 214 da Constituição Federal de 1988 (CF/88). 8 Segundo o Ministro da Educação, autor da Exposição de Motivos 033/2010, esclarece que a fim de que o PNE não redundante em uma carta de boas intenções incapaz de manter a mobilização social pela melhoria da qualidade da educação, é preciso associar a cada uma das metas uma série de estratégias [...] (LOBO NETO, 2011, p.14).

5 país e dos vinte e cinco por cento mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros. Elevar a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para noventa e três vírgula cinco por cento até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional. Oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta. Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para cinquenta por cento e a taxa líquida para trinta e três por cento da população de dezoito a vinte e quatro anos, assegurando a qualidade da oferta. Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para sessenta e cinco por cento, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, trinta e cinco por cento doutores. Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de sessenta mil mestres e vinte e cinco mil doutores. Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Formar cinquenta por cento dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu e garantir a todos a formação continuada em sua área de atuação. Valorizar o magistério público da educação básica, a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino. Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar. Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de sete por cento do produto interno bruto do País. Fonte: Lobo Neto, 2011, p Ainda, no contexto dessa questão (entre metas e estratégias), convém mencionarmos um alerta de Lobo Neto (2011, p. 15) ao fazer uma observação relevante quando diz que na leitura geral das estratégias referente a cada meta, será frequente encontrarmos algumas que poderiam ser metas e não estratégias. No entanto, quando se fala que o novo PNE (em tramitação) considerou as deliberações da CONAE (2010), a ANPED posiciona-se manifestando que o projeto não refletiu o conjunto das decisões da CONAE/2010, pontua que os avanços contidos no documento final da CONAE, resultado dos debates e disputas internas ocorridas no espaço democrático de discussão que esta possibilitou, não foram, em sua maioria, contemplados no PL n /2010 (2010, p. 10). E ainda, "[...], além disso, o referido projeto apresenta outros problemas que precisam ser identificados e resolvidos para que possamos aprovar no Congresso Nacional um PNE que atenda aos anseios da sociedade brasileira" (ANPED, 2010,

6 2538 p. 10). Nesse sentido, o a ANPED se mobilizou (entre os seus 23 grupo de trabalhos) visando produzir um documento crítico-propositivo que resultou num documento-síntese denominado Por Um Plano Nacional de Educação ( ) como Política de Estado que refletisse sua posição frente ao PL visando apresentar de forma sistematizada suas contribuições ao novo PNE. Dentre os problemas detectados pela ANPED, está a necessidade de maior organicidade entre as metas e as estratégias propostas, em sintonia com o Documento final da CONAE, ou seja, de acordo com a ANPED a proposta de Plano não traduz o conjunto de deliberações aprovadas pela CONAE, apresentando limites na organização, concepção de metas, articulação entre metas e estratégias, etc. (ANPED, 2010, p. 17). Em suma, a ANPED, apesar de reconhecer que o plano traz avanços significativos sobretudo no estabelecimento de diretrizes e metas da universalização (dos 4 aos 17 anos), como requer Constituição Federal, por meio da Emenda Constitucional nº 59/2009, esta por sua vez reafirma a necessidade de que o debate sobre o PNE respeite as deliberações da CONAE e a necessidade da defesa dos princípios lá inscritos, visando garantir que ele seja expressão de políticas de Estado. Dentre essas deliberações, podemos citar a questão do financiamento da educação, ao defender a ampliação de recursos para educação tendo como meta a aplicação de 10% do PIB em educação até Cumpre, pois, examinarmos especificamente essas questões no âmbito do ensino fundamental, bem como, na modalidade do ensino da EJA. No contexto, o ensino fundamental e o PNE ( ) De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, o ensino fundamental é obrigatório e gratuito. O art. 208 preconiza a garantia de sua oferta, inclusive para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. É básico na formação do cidadão, pois de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96), em seu art. 32, o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo constituem meios para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de se relacionar no meio social e político. É prioridade oferecê-lo a toda população brasileira. O art. 208, 1º, da Constituição Federal afirma: "O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo, e seu não oferecimento pelo Poder Público ou sua oferta irregular implica responsabilidade da autoridade competente" (BRASIL, 1988).

7 2539 Desde 2006, a duração do Ensino Fundamental, que até então era de 8 anos, passou a ser de 9 anos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) foi alterada em seus artigos 29, 30, 32 e 87, através da Lei Ordinária /2006, e ampliou a duração do Ensino Fundamental para 9 anos, estabelecendo como prazo para implementação da Lei pelos sistemas de ensino, o ano de O Ensino Fundamental passou então a ser dividido da seguinte forma: anos iniciais compreende do 1º ao 5º ano, sendo que a criança ingressa no 1º ano aos seis anos de idade; anos finais compreende do 6º ao 9º ano. Além da LDB, o Ensino Fundamental é regrado por outros documentos, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, o Plano Nacional de Educação (Lei nº /2001), os pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) e as legislações de cada sistema de ensino. A esse respeito, o texto do PNE (BRASIL, 2010, p. 769) afirma que: A despeito das dificuldades e limitações identificaram-se progressos significativos na educação básica e na educação superior [...] a consolidação de políticas de universalização do ensino fundamental e de ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, para garantir mais tempo à escolarização obrigatória no País, simultaneamente à otimização no uso da capacidade instalada dos diversos sistemas de ensino, com a realização de experiências direcionadas à melhoria do acesso do estudante à escola e de sua permanência nela, por meio, dentre outros, da adoção da educação de tempo integral. Neste sentido, indagam-se quais os limites e as possibilidades pontuadas nas metas da proposta no novo Plano Nacional de Educação ( ), ainda não aprovado. Ele estabelece estratégias para promover melhorias no ensino fundamental? Com o intuito de analisar os caminhos traçados para o ensino fundamental, no quadro a seguir, apresentam-se as metas e estratégias propostas, no novo PNE ( ) e a discussão realizada pela CONAE/2010, referente ao ensino fundamental. Quadro 2- s e estratégias do Novo Plano Nacional de Educação. PNE (PL nº 8035/2010) METAS META 2- Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de seis a quatorze anos. ESTRATÉGIAS EIXO III- c) A universalização e a ampliação do ensino fundamental (EF) para nove anos, considerando-se estabelecer, por meio de lei específica, que o ingresso no EF só ocorra aos seis anos completos ou a completar até o início do ano letivo (no máximo até março do ano de ingresso), admitindo-se a possibilidade de a criança nesta faixa etária manter-se na rede física da educação infantil com o mesmo currículo e o profissional que já a atendia; uma vez que esta é a rede que historicamente considera a infância e suas necessidades para o atendimento escolar, garantir, assim, mais tempo e oportunidades de aprendizagem à escolarização obrigatória e gratuita no País, e, ao mesmo tempo, a otimização do uso da capacidade instalada nos diversos sistemas de ensino. Isto inclui favorecer a autonomia das escolas em seus múltiplos aspectos;

8 2540 estimular o/a professor/ a e a escola a desenvolverem discussões sobre o currículo e sua gestão pedagógica; investigar e analisar as lacunas entre as propostas curriculares; promover discussões, análise e proposição a respeito do currículo, na perspectiva das diferentes linguagens e da diversidade cultural, dentre outras; avaliar os resultados de propostas alternativas, gestadas e implementadas em diferentes sistemas; estimular a implantação de organizações curriculares alternativas à seriação, conforme o previsto no Art. 23 da LDB (Lei n /96); avaliar as possibilidades e o sentido do trabalho da alfabetização e do letramento, no âmbito do ensino fundamental, considerando as características específicas das crianças de seis anos de idade; adequar os espaços físicos, mobiliário e material didático-pedagógico às etapas e modalidades de ensino da escola, considerando o custo-aluno/a e os referenciais de qualidade para cada nível ou etapa de educação. Fonte: Elaborado pelas autoras, com base no PNE Para Lobo Neto (2011) a meta número 2 é abusiva, pois, coloca-se como obstáculo a direitos públicos que já são constitucionais, art. 208 se refere ao ensino obrigatório e gratuito. Tabela 1 -Matrículas do ensino fundamental e população residente de 6 a 10 e 11 a 14 anos- Brasil- 2007/2011 Ano Total de matriculas EF Anos iniciais EF Anos finais EF População por idade 6 a 10 anos População por idade 11a 14 anos % 2010/2011-2,1-2,4-1, Fonte: Fonte: MEC/ Inep/Deed; IBGE/Pnades 2007 a 2009 e Censo Demográfico Nota: Não inclui matrículas em turmas de atendimento complementar e atendimento educacional Ao analisarmos os dados do Inep é possível perceber que houve um decréscimo nas matriculas de alunos tanto nos anos iniciais, quanto nos anos finais do ensino fundamental. Algumas indagações podem ser feitas em relação aos dados, pois eles nos dizem que não estamos conseguindo garantir o acesso dos alunos na faixa etária estabelecida. Quadro 3- s e estratégias do Novo Plano Nacional de Educação. PNE (PL nº 8035/2010) - METAS 4- Universalizar, para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino. Fonte: Elaborado pelas autoras, com base no PNE ESTRATÉGIAS O tema educação especial, dirigido à população-alvo denominada no texto como pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento [TGD] e altas habilidades/superdotação, está organizado em 23 propostas que reafirmam o direito de acesso irrestrito à educação, pautado na garantia de condições para a implementação de uma Política Nacional de Educação Inclusiva, apontando, entre outros fatores, a importância da participação da família e da comunidade nas instituições educativas (CONAE, 2010b, p. 133).

9 2541 Segundo Laplane e Prieto (2010, p. 927 apud CONAE, 2010, p. 133) o texto da CONAE organiza-se em "[...] 23 propostas que reafirmam o direito de acesso irrestrito à educação, pautado na garantia de condições para a implementação de uma 'Política Nacional de Educação Inclusiva', apontando entre outros fatores da importância da 'participação da família e da comunidade nas instituições educativas. A educação para esses alunos deve concretizar-se na escola regular, em classe comum, com atendimento educacional especializado complementar e no contraturno. Desse modo, definida a educação especial, fica vetada a organização do atendimento escolar dessa população em classes ou escolas especiais, bem como em instituições especializadas. Quadro 4- s e estratégias do Novo Plano Nacional de Educação. PNE (PL nº 8035/2010) METAS 5- Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade. Fonte: Elaborado pelas autoras, com base no PNE ESTRATÉGIAS A universalização e a ampliação do ensino fundamental (EF) para nove anos, considerando-se estabelecer, por meio de lei específica. A superação da ruptura entre os anos iniciais e os anos finais do ensino fundamental, bem como em todas as etapas da educação básica, compreendendo ciclos, séries e outras formas de organização, como tempos e espaços interdependentes e articulados entre si. Nesse sentido, cabe compreender a construção de espaços coletivos para a formação em serviço dos/das profissionais da educação como uma das tarefas da gestão democrática das escolas, que deverá ser viabilizada em todos os sistemas de ensino. Lobo Neto (2011, p. 15) aponta que é preciso levar em conta as estratégias pertinentes- do contrário, ela significa apenas que a União e os Estados nada podem fazer pela educação infantil. Contudo, as duas primeiras estratégias previstas para esta meta ( fomentar a estruturação do ensino fundamental de nove anos com foco na organização de ciclo de alfabetização plena de todas as crianças, no máximo, até o final do terceiro ano ; e aplicar exame periódico especifico para aferir a alfabetização das crianças ) demonstra que será preciso envolver não apenas Estados e Municípios na estruturação do ensino fundamental de nove anos, mas também contar com exame nacional aplicado pela União para aferir a alfabetização de crianças até os oito anos de idade. Quadro 5- s e estratégias do Novo Plano Nacional de Educação. METAS 6- Oferecer educação em tempo integral em cinquenta por cento das escolas públicas de educação básica. Fonte: Elaborado pelas autoras, com base no PNE ESTRATÉGIAS EIXO II- I. direito do/a estudante à formação integral, por meio da garantia da universalização da expansão e da democratização, com qualidade, da educação básica e superior.

10 2542 A escola de tempo integral não deve, pois, se configurar como simples ampliação/ duplicação das atividades que a educação básica atual desenvolve. Há que se garantir estruturas físicas adequadas e profissionais qualificadas para o atendimento, bem como conceber um projeto político-pedagógico que lhe dê sentido e faça com que a permanência dos/das estudantes por mais tempo na escola melhore a prática educativa, com reflexos na qualidade da aprendizagem e da convivência social, elementos constitutivos da cidadania. Assim, cabe conceber um projeto com conteúdos, metodologias e atividades dos mais diversos, adequados tanto à realidade social quanto à natureza dos conhecimentos e às necessidades e potencialidades dos/das estudantes (CONAE 2010, p. 57). Quadro 6- s e estratégias do Novo Plano Nacional de Educação. METAS 7-. Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Fonte: Elaborado pelas autoras, com base no PNE ESTRATÉGIAS A implementação de sistema nacional de avaliação da educação básica e superior voltado, para subsidiar o processo de gestão educativa e para garantir a melhoria da aprendizagem e dos processos formativos, respeitando a singularidade e as especificidades de cada região. ( p. 31) Processos avaliativos voltados para a identificação, monitoramento e solução dos problemas de aprendizagem e para o desenvolvimento da instituição educativa (p. 34). Segundo o documento final da CONAE (2010, p. 25): Os processos de avaliação, devem ser capazes de assegurar a construção da qualidade social inerente ao processo educativo, de modo a favorecer o desenvolvimento e a apreensão de saberes científicos, artísticos, tecnológicos, sociais e históricos compreendendo as necessidades do mundo do trabalho e elementos materiais e a subjetividade humana. Quadro 7- s e estratégias do Novo Plano Nacional de Educação. METAS 8-. Elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte e quatro anos de modo a alcançar mínimo de doze anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos vinte e cinco por cento mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional Fonte: Elaborado pelas autoras, com base no PNE ESTRATÉGIAS EIXO II - Estabelecimento de políticas de educação inclusiva visando à superação das desigualdades educacionais vigentes entre as diferentes regiões, contribuindo com o desenvolvimento econômico, social e cultural do País; IV. reconhecimento e valorização da diversidade, com vistas à superação das desigualdades sociais, étnico-raciais, de gênero e de orientação sexual bem como atendimento aos deficientes; V. valorização da educação do campo, quilombola e escolar indígena a partir de uma visão que as articule ao desenvolvimento sustentável; EIXO III- Compreender a educação das relações étnico-raciais e a discussão sobre igualdade de gênero, com políticas de ação afirmativas voltadas a ambos, como fundamentais à democratização do acesso, à permanência e ao sucesso em todos os níveis e modalidades de ensino.

11 2543 Ao analisar essa meta o documento da CONAE (2010, p ) aponta que: [...] nossa sociedade é marcada por profundas desigualdades sociais, e classe, de gênero, étnico-raciais, geracionais, e de pessoa com deficiência, a garantia e uma educação pautada na justiça social, que considere o mundo do trabalho para além da teoria do capital humano e que reconheça e dialogue com a diversidade ampliando a noção de inclusão e igualdade social se constitui em um desafio. Corroborando com a análise do documento Lobo Neto (2011, p.18) diz que é preciso lidar equilibradamente com a unidade na diversidade, com a igualdade na diferença, com a pluralidade das culturas na defesa de um patrimônio cultural nacional, deve ser exigir uma sincera busca de caminhos, um honesto intercambio de concepções, um cordial confronto de divergências [...] a democratização da educação no Brasil passa necessariamente pela nossa diversidade cultural, com as diferenças que não comprometem, mas consolidam a unidade nacional. A educação de jovens e adultos (EJA) e o novo PNE ( ) A Educação de Jovens e Adultos, é uma modalidade de ensino da educação básica destinada à pessoas jovens, adultas e idosas que não concluiram seus estudos na idade própria. Em função dos altos indíces de analfabetismo e frequente evasão no ensino fundamental regular e no ensino médio, seria de suma importância que a EJA recebesse maior atenção traduzidas em políticas públicas que contemplassem todas as disparidades historicamente presentes nessa modalidade de ensino, como falta de recursos, material e metodologias inadequadas para trabalhar com esses alunos e a precária formação do professor que atua nessa modalidade. Ao analisarmos a EJA frente às políticas educacionais, é possível perceber que ao longo da história sua importância relativa é marcada por controvérsias, mesmo que, no discurso o direito humano à educação seja em qualquer idade, na prática constata-se segundo Haddad e Ximenes (2008) a secundarização desta modalidade comparada a outros níveis de ensino. No governo Fernando Henrique Cardoso (FHC ), quando promulgada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação n. 9394/96, a EJA é colocada como modalidade de ensino. Contudo, nesse mesmo governo, em relação ao investimento na educação, mais uma vez não foi tratada como prioridade, conforme denuncia Di Pierro (2010, p. 941):

12 2544 Por força de veto presidencial à lei que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), as matrículas na EJA não puderam ser consideradas, o que restringiu as fontes de financiamento e desestimulou os gestores a ampliarem as matrículas na modalidade. Já no governo Lula, a EJA conquistou maior espaço nas políticas educacionais. Mesmo que, de maneira tímida "[...] houve um incremento na colaboração da União com os estados e municípios, por meio da institucionalização da modalidade no sistema de ensino básico, com sua inclusão nos mecanismos de financiamento e nos programas de assistência aos estudantes" (DI PIERRO, 2010, p. 946). No cenário das políticas públicas, o novo Plano Nacional da Educação ( ), ainda em tramitação estabelece algumas metas para a EJA, seriam estas capazes de mudar a atual realidade dessa modalidade, marcada por uma secundarização? Com o intuito de analisar os caminhos traçados para a educação de jovens e adultos, no quadro a seguir, apresenta-se as metas do novo PNE ( ) e a discussão elucidada pela CONAE/2010, referente à EJA. Quadro 8: s do novo PNE referentes à EJA CONAE 2010 O texto da CONAE, reconhecendo os elevados índices de analfabetismo e a baixa escolaridade média dos brasileiros, pontua que a alfabetização precisa ser concebida como prioridade nacional e que os indicadores relativos à EJA sejam considerados no ordenamento da colaboração da União com os entes federados. No eixo III do documento que tratou da democratização do acesso, permanência e sucesso escolar, dá ênfase na articulação entre formação geral e profissional, por meio da ampliação dos cursos gratuitos oferecidos pelo Sistema S. No eixo IV sobre a formação e valorização dos profissionais da educação, apresenta a diretriz de formação continuada dos profissionais do magistério atuantes na EJA, com vistas a uma prática pedagógica que respeite as especificidades dos alunos, também propõe a valorização dos profissionais que possuem formação e atuam na EJA, com justa remuneração e adoção de critérios de seleção, ingresso e progressão na carreira que estimulem a dedicação e permanência dos docentes na modalidade. No eixo V que trata do financiamento da educação, com relação à EJA defende a eliminação do teto de gastos e isonomia de tratamento no FUNDEB, para ampliar os recursos a ela destinados (DI PIERRO, 2010). METAS 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de quinze e dezessete anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas do ensino médio para oitenta e cinco por cento, nesta faixa etária. 8: Elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte quatro anos de modo a alcançar no mínimo de doze anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade do país e dos vinte e cinco por cento mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros. 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para noventa e três vírgula cinco por cento até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional. 10: Oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Fonte: Elaborado pelas autoras com base no PNE , no documento da CONAE (2010) e na autora Di Pierro (2010).

13 2545 Como pode-se observar duas metas tratam da universalização da Educação básica (metas 3 e 8), a meta 3 ao recomendar a universalização do atendimento escolar para toda a população de quinze e dezessete anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas do ensino médio para oitenta e cinco por cento, nesta faixa etária impõe desafios amplos para o ensino regular e também para a EJA, nesse sentido cabe destacar as duas ações que precisam ser tomadas para o cumprimento dessa meta aludidas por Grancindo (2011, p. 146): "1) a responsabilidade de atendimento qualitativo pelos adolescentes de 15 e 17 anos, independentemente da etapa de escolaridade em que se encontram e 2) a correção de fluxo dos estudantes que se encontram no ensino fundamental". Na mesma direção, com uma responsabilidade ainda maior para a EJA encontra-se a meta 8, que tem como objetivo elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte quatro anos alcançando no mínimo doze anos de estudo. Mas, conforme dados do Censo Escolar de 2011, verificamos que o ensino fundamental não está demandando matrícula para o ensino médio nessa etapa de ensino, fato que evidencia o abandono precoce dos estudos por esses alunos. Não basta criar programas para propiciar a oferta da EJA, é preciso garantir a mínima qualidade se contrapondo a visão assistencialista que há muito tempo permeia essa modalidade. Tabela 2: Matrículas na Educação de Jovens e Adultos por Etapa de Ensino Ano Total Geral Ensino Fundamental Ensino Médio % 2010/2011-6,0-6,6-4,8 Fonte: Censo Escolar "Os números são contundentes, ou seja, o atendimento de EJA é muito aquém do que poderia ser. Essa questão precisa ser melhor analisada, e os dados do Censo podem contribuir para o diagnóstico e a proposição de políticas de ampliação da oferta dessa modalidade de ensino" (BRASIL, 2011, p ). Como é possível observar, os números demonstram uma queda acentuada de matrículas para o ensino médio, talvez a medida proposta pelo documento da CONAE de ampliar os cursos gratuitos ofertados pelo Sistema S para articular a educação geral e a

14 2546 profissional, pudesse elevar o número de ingressos no nível médio. Aumentando a média de estudos dos alunos da EJA. Essa proposição está em consonância com a meta 10 que trata das matrículas na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio da EJA. Muitos voltam para a escola justamente em função das exigências do mundo do trabalho, dessa forma, a articulação entre educação geral e profissional provavelmente seria uma motivação para o educando buscar a escolarização. Pois, estaria no contexto desses alunos trabalhadores. Assim, promover esforços a fim de garantir a profissionalização, seja de nível básico ou de nível médio, para o segmento social atendido pela EJA é fundamental. Nesse sentido, são fundamentais: diversificação curricular; educação a distância; assistência ao estudante. envolvimento das entidades de formação profissional vinculadas ao sistema sindical (GRACINDO, 2011, p ). Em relação a meta 9 que trata da elevação da taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar até 2020 o analfabetismo absoluto e, ainda reduzir 50% da taxa de analfabetismo funcional é bastante ousada. Essa afirmação está respaldada na própria história da educação de jovens e adultos no Brasil. Nessa perspectiva, conforme enfatiza Grancindo (2011, p. 147) "se a história mostra tantos fracassos no passado, o Sistema Nacional de Educação necessita criar mecanismos orgânicos que, de fato, possam garantir o sucesso do processo de alfabetização e, mais que isso proporcionem continuidade de estudos para todos que passarem por esse processo inicial de leitura de mundo". O documento da CONAE ao se referir sobre a alta taxa de analfabetismo no Brasil propõe que a alfabetização seja tratada como prioridade nacional, uma vez que, conforme denuncia Di Pierro (2010, p. 946) as taxas de analfabetismo mantêm uma "[...] tendência histórica de recuo bastante lento". É possível observar esse "recuo lento" na tabela abaixo: Tabela 3: Taxa de analfabetismo no Brasil- população de 15 anos ou mais Ano Percentual 11,45 11,13 10,47 10,09 9,96 9,70 Fonte: PNAD/IBGE, 2010 Com base nos dados apresentados, infelizmente nesse ritmo seja provável que até 2020 a meta em relação a erradicação do analfabetismo não seja cumprida. Uma vez que, já

15 2547 estamos em 2013 e o Plano sequer foi aprovado. Parece evidente que a prioridade do governo não é a educação, e dentro do cenário educacional a EJA também nunca foi prioridade. Para o alcance de todas as metas estabelecidas para a EJA, uma medida seria impreterivelmente fundamental, a questão da formação do professor que atua nessa modalidade de ensino, essa falta de formação acentua as disparidades presentes na EJA. No eixo IV do documento da CONAE essa questão é ressaltada, aparece a necessidade de propiciar uma formação adequada para contemplar as especificidades dessa modalidade, no entanto, mesmo com as recomendações da CONAE no novo Plano não consta nenhuma meta designada para a formação do docente da EJA. Analisando o documento da CONAE e também o novo Plano Nacional, não se pode negar que, por mais necessárias, e urgentes que sejam as metas estabelecidas para a EJA, seria otimismo demais pensar que essas metas serão alcançadas, não só pelos motivos já elencados, mas principalmente pela questão financeira, falta recursos para esta modalidade. Isso porque o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou a ampliação dos investimentos para a ampliação do Plano ( ), principalmente o dispositivo que previa a elevação gradativa dos gastos públicos em educação até atingir 7% do produto Interno Bruto (PIB). Este veto tem sido mantido pelo atual governo, fazendo com que o gasto em educação seja de aproximadamente 4% do PIB (HADDAD E XIMENES, 2008, p. 145). Por mais que a EJA, tenha sido incorporada no FUNDEB, ela precisaria ser equiparada às demais modalidades da educação básica, pois "[...] a Medida Provisória n. 339/2006, a ser convertida em lei, limita em 10% a 'apropriação de recursos pela educação de jovens e adultos (art. 11)', sendo tal modalidade a única a contar com essa espécie de trava de expansão" (HADDAD E XIMENES, 2008, p. 146). Enquanto a EJA não for prioridade nacional, as metas irão se repetir ainda em muitos planos. Considerações Finais No quadro dessa temática refletirmos sobre a educação no contexto da escola básica (ensino fundamental/ modalidade EJA) é possível inferir que a educação está inserida num contexto societário permeado por desigualdades, contradições, forte individualismo, dentre outros aspectos, inerentes do próprio sistema capitalista vigente (imerso num contexto neoliberal quando a educação é submetida aos mecanismos de mercado), sob o 3º modelo de produção (toyotismo) e o domínio da globalização, em consonância com profundas e rápidas

16 2548 mudanças sociais (principalmente pela democratização do acesso à educação por meio da universalização do ensino, o qual trouxe para a escola a inclusão daqueles que antes eram excluídos) e quando nossos educandos (sintonizados com o presente) são reflexos de um novo tempo, uma nova época, com um jeito diferente de ser, viver e pensar em função das mudanças tecnológicas. Nesse contexto, é nítido que a escola na contemporaneidade sofre os reflexos das diversas esferas da sociedade, ou seja, reflexos dos problemas econômicos, políticos e sociais. Dessa forma, a escola revela-se cada vez mais ambígua, multifacetada e cheia de contradições. Diante da complexidade cada vez mais presente na educação, um importante avanço seria o cumprimento das metas estabelecidas no novo Plano, no entanto, frente ao descaso que tem marcado a educação, principalmente, na esfera pública, possivelmente tais metas ficarão novamente elencadas em mais um documento legal, persuadido por um discurso, contudo, longe de ser refletido na prática. Nesse sentido, como profissionais da educação, finalizamos esse artigo com algumas indagações buscando provocar uma maior reflexão sobre o tema: Em que medida esse novo plano se revela efetivamente capaz de enfrentar a questão da qualidade do ensino das escolas de educação básica? Como podemos pensar os entraves e limites dessa máquina administrativa brasileira responsável por colocar essas questões em prática sem acarretar mais danos/atrasos/mazelas à educação brasileira, dos que já existem? Como podemos ou não, como profissionais da educação, contribuir para provocar inquietações, no sentido de abalar, fustigar o descaso para com o avanço e concretização da aprovação do plano atual, o qual se encontra engavetado? REFERÊNCIAS ANPED Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação Documento. Por um plano Nacional de Educação ( ) como política de estado, BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n , de 20 de dezembro de Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 15 jan Poder Executivo. Projeto de Lei nº 8.035, de 20 de dezembro de Aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio , e dá outras providências. Câmara dos Deputados, Brasília, Disponível em:

17 2549 PL+8035/2010 Acesso em: 15 abr Poder Executivo. Projeto de Lei nº , de 6 de fevereiro de Altera a redação dos arts. 29, 30, 32 e 87 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de Câmara dos Deputados, Brasília, Disponível em: Acesso em: 15 abr Ministério da Educação. Documento final da Conae. Brasília: MEC, 2010b.. Poder Executivo. Projeto de Lei , de 9 de janeiro de 2001 ( PNE ). Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm> Acesso em maio de Constituição da República Federativa do Brasil. Texto promulgado em 05 de outubro de Brasília: Senado Federal: Secretaria Especial de Editoração e Publicações: Subsecretaria de Edições Técnicas, Disponível em: <http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/con1988_ /con1988.pdf>. Acesso em: 10 jan Conferência Nacional de Educação (CONAE), Brasília, DF. Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: o Plano nacional de Educação, diretrizes e estratégias: Documento final. Brasília, DF: MEC, DI PIERRO, Maria Clara. A educação de jovens e adultos no Plano Nacional de Educação: avaliação, desafios e perspectivas. Educ. Soc. [online]. 2010, vol.31, n.112, pp Disponível em: <http://dx.doi.org/ /s >, acesso em: 24 maio DOURADO, Luiz Fernandes. Introdução aos desafios da universalização da educação básica. In: Salto para o futuro. Ano XXI Boletim 16 - Novembro GRACINDO, Regina Vinhaes. Educação de jovens e adultos e o PNE : avaliação e perspectivas. In: DOURADO, Luiz Fernandes (Org.). Plano nacional de educação ( ): avaliação e perspectivas. 2. ed. Goiânia: Editora UFG; Belo Horizonte: Autêntica Editora, HADDAD, Sergio; XIMENES, Salomão. A educação de pessoas jovens e adultas e a nova LDB: um olhar passado dez anos. In: BRZEZINSKI, Iria (Org.). LDB dez anos depois: reinterpretação sob diversos olhares. São Paulo: Cortez, 2008, p IBGE. Pesquisa nacional por amostra de domicílios: Brasil Rio de Janeiro: IBGE, v. 30, 2010, 231p. Disponível em <http://www.ibge.gov.br. Acesso em 22 abr INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Censo da educação básica: 2011 resumo técnico. Brasília. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/educacao_basica/censo_escolar/resumos_tecnicos/resumo_tecni co_censo_educacao_basica_2011.pdf>. Acesso em: maio/2012.

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