MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÀRIO INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO ESTADO DO AMAPÁ SR21

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1 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÀRIO INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO ESTADO DO AMAPÁ SR21 Rua Adilson José Pinto Pereira nº Bairro de São Lázaro CEP Macapá/Amapá Telefone (96) Fax (96) CHAMADA PÚBLICA PARA SELEÇÃO DE ENTIDADE(S) PARA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ATER, ELABORAÇÃO DE PLANOS DE DESENVOLVIMENTO E PLANOS DE RECUPERAÇÃO DE ASSENTAMENTOS EM PROJETOS DE ASSENTAMENTOS DA REFORMA AGRÁRIA SOB A JURISDIÇÃO DA SR 21. PROJETO BÁSICO NOVEMBRO / 2011

2 1. OBJETO 2. APRESENTAÇÃO 3. PRINCÍPIOS 4. JUSTIFICATIVA 5. OBJETIVO GERAL 6. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 7. PÚBLICO BENEFICIÁRIO 8. ÁREA GEOGRÁFICA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS 9. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS 9.1 Etapas na Elaboração de PDA/PRA Atividades de Caráter Individual META Atividades de Caráter Coletivo Meta Meta Meta Serviços de ATER Atividades de Caráter Individual Meta Atividades de Caráter Coletivo Meta Meta Metas 2 e Meta Meta Metas 7, 8, 9 e Meta Meta DETALHAMENTO DAS METAS POR PROJETO DE ASSENTAMENTO E NÚCLEO OPERACIONAL 11. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS METAS 12. COMPOSIÇÃO DOS NÚCLEOS OPERACIONAIS 13. COMPOSIÇÃO TÉCNICA DOS NÚCLEOS OPERACIONAIS 14. COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS 15. DAS ESTRUTURAS DE ACOMPANHAMENTO, MONITORAMENTO E 16. CONSIDERAÇÕES FINAIS

3 17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 18. ANEXOS Anexo PB I Identificação da Demanda Anexo PB II Detalhamento das Metas por PA e NO Anexo PB III- Planilhas de Custos Anexo PB IV Parcerias

4 1. OBJETO Seleção de entidade(s) executora(s) de assistência técnica e extensão rural para prestar serviços de Assistência Técnica e Extensão ATER, incluindo a elaboração de Plano de Desenvolvimento do Assentamento - PDA e Plano de Recuperação do Assentamento PRA, por meio de atividades individuais, coletivas e complementares, compreendendo o planejamento, a execução e avaliação, no contexto da implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária PRONATER. 2. APRESENTAÇÃO O presente documento apresenta o Projeto Básico formatado pela Superintendência Regional do Estado do Amapá - SR 21, para prestação dos serviços de ATER, elaboração de Planos de Desenvolvimento e de Recuperação do Assentamento, através do Programa 1427 e Ação 4470, no contexto da implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária PRONATER, instituídos pela Lei , de 11 de janeiro de 2010 e o Decreto 7.215, de 16 de junho de A ATER é uma ação desenvolvida sob a coordenação do INCRA, por meio da Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento, cuja execução dar-se-à através de Contratos, nas formas previstas nas Leis 8.666, de 21 de junho de 1993 e Lei /2010, visando assegurar de forma continuada e integral os serviços de assistência técnica, desde a implantação dos Projetos de Assentamento, com o objetivo de torná-los unidades de produção estruturadas, inseridas de forma competitiva no processo de produção, voltadas para o mercado e integradas à dinâmica do desenvolvimento municipal e regional. O PDA e PRA são instrumentos básicos à formulação de projetos técnicos e todas as atividades a serem planejadas e executadas nas áreas do assentamento, constituindo-se em peças fundamentais ao monitoramento e avaliação dessas ações.

5 3. PRINCÍPIOS Especificamente, o Programa de ATER tem os seguintes princípios: I. Assegurar às famílias assentadas em Projetos de Assentamento federais ou reconhecidos pelo INCRA o acesso à ATER, pública, gratuita, de qualidade e em quantidade suficiente, visando o desenvolvimento dessas áreas e o fortalecimento da agricultura familiar; II. Contribuir para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, com ênfase em processos de desenvolvimento endógeno, apoiando as famílias assentadas na potencialização do uso sustentável dos recursos naturais; III. Adotar uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, estimulando a adoção de novos enfoques metodológicos participativos e de um paradigma tecnológico baseado nos princípios da Agroecologia; IV. Estabelecer um modo de gestão capaz de democratizar as decisões, contribuir para a construção da cidadania e facilitar o processo de controle social no planejamento, monitoramento e avaliação das atividades, de modo a permitir a análise e melhoria no andamento das ações; V. Desenvolver processos educativos permanentes e continuados, a partir de um enfoque dialético, humanista e construtivista, visando à formação de competências, mudanças de atitudes e procedimentos dos atores sociais, que potencializem os objetivos de melhoria da qualidade de vida e de promoção do desenvolvimento rural sustentável; VI. Promover a viabilidade econômica, a segurança alimentar e nutricional e a sustentabilidade ambiental das áreas de assentamento, tendo em vista a efetivação dos direitos fundamentais do trabalhador rural e considerando a perspectiva do desenvolvimento territorial; VII. Promover a igualdade entre trabalhadoras e trabalhadores rurais assentados da reforma agrária, favorecendo o protagonismo da mulher na construção e implementação dos projetos; e VIII. Contribuir no fortalecimento das organizações sociais dos assentados.

6 4. JUSTIFICATIVA Os Projetos de Assentamentos constituem alternativa viável para a solução de graves problemas que afetam a sociedade brasileira. A história dos assentamentos na jurisdição da SR 21 revela que o acesso a terra possibilita geração de emprego e renda, moradia, alimentação, escola e melhoria na qualidade de vida das famílias beneficiadas. As famílias assentadas provêm, fundamentalmente, de regiões distantes onde as densidades demográficas geram excedentes populacionais, e onde a escassez de emprego e oportunidades determina históricos de baixa escolaridade, exclusão e privações sociais, que redundam em precário domínio de técnicas de gestão e produção agrícola. Acrescenta-se a estas limitações, o fato de que costuma ser lento e penoso o processo de relacionamento entre os assentados e a sociedade local, sendo imperioso superar estágios de aproximação e construir níveis adequados de interação para que se obtenham sinergias que impulsionem o desenvolvimento territorial. Nestas condições desfavoráveis, é fundamental que as famílias recebam apoio técnico qualificado, de forma que construam referenciais sociais, produtivos e tecnológicos ajustados ao novo ambiente, e que respeitem os recursos naturais locais, aperfeiçoem o trabalho na atividade de produção e elevem o nível de conhecimento técnico, através da apropriação compartilhada com outros agricultores e entre os próprios beneficiados. Trata-se de potencializar, com investimentos públicos, as iniciativas das famílias, dinamizando a organização social juntamente com as iniciativas produtivas. Contempla-se, assim, a sustentabilidade ambiental, os agroecossistemas locais, as potencialidades e oportunidades de comercialização, dentro de um contexto de desenvolvimento local e regional. Os investimentos no processo de formação permanente dos agricultores permitirão a construção de formatos produtivos e tecnológicos adequados à realidade local, coerente com os princípios de uma comunidade sustentável sob os pontos de vista social, ambiental e econômico. As ações de ATES realizadas pelo INCRA desde 2003 ocorreram de forma descentralizada de apoio às famílias dos assentados nos Projetos de Reforma Agrária, com os seguintes instrumentos: - A presença diária dos técnicos nos assentamentos, que possibilita a leitura das diferentes realidades e a interação com as famílias, e estimula a busca de soluções criativas aos problemas que se apresentam;

7 - A ATES demonstrou ser uma ação estruturante dentro do desenvolvimento de assentamentos de Reforma Agrária, pois atua de forma transversal às demais políticas públicas do INCRA para o desenvolvimento dos PA s, possibilitando uma real articulação entre elas; - As alternativas de produção, que levam ao desenvolvimento econômico dos assentamentos, são experimentadas a partir das especificidades de cada realidade. Acrescentamos ainda, que os Planos de Desenvolvimento e de Recuperação dos Assentamentos PDA e PRA, subsidiarão o licenciamento ambiental nos projetos de assentamento contidos nesse Projeto Básico. 5 OBJETIVO GERAL O presente Projeto Básico propõe-se respaldar a contratação, por meio de Chamada Pública, de entidades públicas e privadas, com e sem fins lucrativos para execução dos serviços de ATER e elaboração de Planos de Desenvolvimento e de Recuperação dos Assentamentos, através de atividades individuais, coletivas e complementares, compreendendo o planejamento, a execução e avaliação, no contexto da implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária PRONATER, no âmbito do INCRA - SR OBJETIVOS ESPECÍFICOS I. Apontar estratégias iniciais para a construção da viabilidade econômica e da soberania alimentar e nutricional das famílias assentadas em projetos de assentamento novos, mediante a formulação de Planos de Desenvolvimento de Assentamentos (PDA)) quando requerido. Sendo considerada ação permanente, envolverá desde o processo de planejamento da ocupação e da utilização racional das áreas de assentamento, no âmbito de cada território, até o seu pleno desenvolvimento, através da efetiva garantia dos serviços básicos de infra estrutura física e social, assegurando complementarmente a recuperação do passivo ambiental, social e econômico inerente às áreas de reforma e desenvolvimento agrário. II. Apontar estratégias iniciais para a construção da viabilidade econômica e da soberania alimentar e nutricional das famílias assentadas em projetos de assentamento criados antes de 2003 ou que se encontram em estágios de estruturação ou em consolidação, através da elaboração de Planos de Recuperação

8 de Assentamentos (PRA), quando requerido, revisando Planos de Desenvolvimento existentes e apontando novas estratégias de desenvolvimento, assegurando complementarmente a recuperação do passivo ambiental, social e econômico inerente às áreas de reforma e desenvolvimento agrário. III. Apontar estratégias para a inserção na dinâmica do desenvolvimento territorial, onde o fortalecimento da noção de pertencimento do assentado ao território é fundamental. Nessa perspectiva, duas vias de interação devem ser estabelecidas: de um lado, a aproximação da comunidade assentada com a dinâmica do município, e de outro, a busca da complementaridade na execução das ações do Programa pela agregação de instituições privadas e públicas, de todas as esferas federativas, que atuam localmente. IV. Viabilizar a integração do Programa de ATER com planos de desenvolvimento regionais existentes ou que venham a existir, como os Territórios da Cidadania. V. Promover, através do uso de metodologias participativas, a compreensão do propósito de um grupo, introduzindo técnicas de planejamento, execução e monitoramento da evolução das propostas de desenvolvimento individual, coletivo e comunitário (produtivas e de crédito); incentivar a melhoria nas comunicações e atividades, tornando-os eficazes nas ações conjuntas pela prática do compartilhamento de conhecimentos e experiências, gerando aprendizado mútuo, valendo-se da manutenção de registros e anotações. VI. Promover contato entre grupos para intercâmbio de experiências, potencializando a formação de redes de cooperação entre as famílias assentadas, para inserção em cadeias produtivas. VII. Viabilizar a promoção da igualdade de gênero, o resgate dos saberes locais e do respeito à diversidade étnica e cultural dos assentados, que são princípios fundamentais do Programa, que deverão permear todas as ações das prestadoras de ATER. VIII. Desenhar ações de estímulo à compreensão dos direitos especiais de crianças, jovens e idosos, com foco de atenção à saúde, à segurança e ao lazer, buscando a consolidação da unidade familiar. IX. Promover a segurança alimentar, com a conscientização da importância de uma boa alimentação para a manutenção da saúde, através do estímulo à instalação e ao consumo de produtos da horta caseira agroecológica, formada por plantas medicinais, condimentares e olerícolas.

9 X. Encorajar a proteção à saúde através de mudanças nos hábitos e da compreensão das atitudes diárias como mecanismos de: promoção do saneamento básico a baixo custo, manutenção da segurança dos alimentos consumidos, provimento de água potável segura através do acesso a fontes de água limpa, redução da incidência de doenças e infecções, em especial as zoonoses, através de educação sobre os mecanismos de disseminação de doenças e seu controle. XI. Estimular, nas famílias, a prática de preservação do meio ambiente e ações necessárias para a conscientização quanto aos cuidados necessários ao uso sustentável da propriedade como forma de desenvolvimento. XII. Contribuir para o fortalecimento da noção de cidadania e suas implicações nos direitos e responsabilidades sociais, incluindo ações de valorização do indivíduo, da família e da unidade produtiva como instrumentos de inclusão social. 7. PÚBLICO BENEFICIÁRIO Após identificação e qualificação da demanda formada por agricultores e agricultoras, beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária, sob a jurisdição da SR 21, foram organizados os núcleos operacionais, que por sua vez constituirão os Lotes, passíveis de concorrência da Chamada Pública. 8. ÁREA GEOGRÁFICA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS Os serviços serão prestados no Estado do Amapá, em Projetos de Assentamento localizados nos municípios de abrangência da Superintendência Regional do INCRA SR 21, conforme quadro abaixo e detalhamento no Anexo I da Chamada Pública. Núcleos Operacionais Projetos de Assentamento Tradicionais (SR 21 Macapá / AP) Lote 1 Denominação do Lote Nº de Assentamentos Total de famílias 1 Tartarugalzinho Mazagão Itaubal TOTAL TABELA 1: Síntese da área geográfica para prestação dos serviços e público beneficiário da Chamada Pública 1 Entende-se por Lote, o conjunto de assentamentos dispostos em arranjo de maneira a facilitar a execução dos serviços, considerando a otimização de deslocamento, proximidade entre assentamentos, número de famílias, entre outros. O nome do Lote geralmente coincide com o município no qual será exigida a instalação de uma base/núcleo operacional central, de onde será projetada toda a distribuição e o planejamento dos serviços a serem executados. Para cada lote é admitida uma concorrência.

10 9. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS Considerando o contexto da PNATER, do Programa de ATER do INCRA e da demanda qualificada dos Projetos de Assentamento, sob a custódia da Superintendência Regional do Estado do Amapá SR 21 foram definidas 12 metas específicas para ATER e 05 metas para a elaboração dos PDA s e PRA s nos assentamentos que os demandarem. As metas envolvem atividades de caráter individual, coletivas e complementares. A conceituação dos serviços a serem contratados e o detalhamento numérico por Núcleo Operacional e Projeto de Assentamento das metas encontram-se anexos neste documento. Todas as ações serão sempre discutidas e aprovadas pelos assentados. A programação de todas as ações das metas a serem executadas deve ser enviada ao INCRA/ATER (SR21) com antecedência mínima de 15 (quinze) dias para que o Fiscal Assegurador do Contrato acompanhe as atividades, sob pena de não pagamento do serviço executado. No caso dos PA s onde serão contratados apenas serviços de ATER, ou seja, que já possuem PDA s ou PRA s já elaborados, a Prestadora efetivará a implementação, revisão e adequação desses instrumentos. A qualificação dos assentamentos com as ações e políticas públicas já implementadas e atual estágio (crédito apoio, habitação, infra estrutura, etc.), serão entregues na assinatura do contrato. Os PDA s e PRA s serão elaborados conforme os roteiros estabelecidos na Resolução CONAMA nº 387 de 27 de dezembro de 2006, anexos III e V. A Entidade buscará junto ao Órgão Estadual Ambiental OEMA, todas as informações necessárias e que porventura não estejam elencadas neste Termo de Referência, objetivando a aprovação dos PDA s e PRA s no órgão ambiental na ocasião da solicitação das licenças necessárias (ex. Licença de Instalação e Operação LIO). As peças técnicas seguem o preconizado nos Anexo III e V da CONAMA 387/2006, porém sugere-se que a entidade efetue articulação com o OEMA, para os devidos esclarecimentos quanto a elaboração dos mapas temáticos e demais exigências para a obtenção da LIO.

11 Os instrumentos a serem elaborados, atenderão aos critérios do art. 8º da Resolução supracitada. Todos os dados e informações pertinentes às atividades realizadas e produtos pertinentes ao Programa de ATER e aos Planos (PEA, PDA, PRA, Projetos de Recuperação e Conservação dos Recursos Naturais, entre outros) deverão ser agregados aos Sistemas Corporativos do INCRA, quando for o caso. Nas atividades coletivas, atendendo ao art. 3º, parágrafos 2º e 3º, da Portaria INCRA / P nº 581 de 20 de setembro de 2010, as entidades deverão distribuir quadro resumo, aos agricultores (as) participantes com os custos da cada atividade, assim como na realização dessas atividades terão pelo menos 02 (dois) banners destinados exclusivamente à identificação do Programa do INCRA e do MDA Etapas na Elaboração de PDA/PRA Profissionais específicos tratarão do cumprimento das etapas necessárias. A equipe será multidisciplinar e composta por profissionais das Ciências Agrárias, Ambientais, Biológicas, Sociais e Florestal com especialização em georreferenciamento, mapeamento participativo, topografia, cartografia, taxonomia de fauna e flora, solos, meio ambiente. Entre eles, obrigatoriamente, pelo menos um Engenheiro Agrônomo (CONAMA 387/2006). Na composição dos custos, previu-se um número adicional de técnicos para o período de elaboração das peças técnicas Atividade de Caráter Individual Meta 01 Aplicação de questionário para levantamento sócio, econômico e ambiental e croqui do lote (somente para o PA). Os questionários Sócio, Econômico e Ambiental serão considerados como atividade inicial e serão aplicados a todas as famílias que ocupam lotes no Projeto de Assentamento, independente de sua situação ocupacional. Os questionários subsidiarão a elaboração dos PDA s e PRA s e, posteriormente para o acompanhamento da evolução dos serviços de ATER. As entrevistas e preenchimento dos questionários serão executados pelos técnicos que compõem o núcleo operacional. O questionário sócio, econômico e ambiental será elaborado pelos técnicos da Equipe de ATER da SR 21 e será entregue no momento da assinatura do contrato.

12 Caso o lote visitado esteja vago ou esteja ocupado de maneira irregular, a entidade utilizará outro formulário específico a ser disponibilizado pela Equipe de ATER da SR 21. Nesse caso, a entidade levantará todas as informações necessárias (se já foi ocupado, onde está o dono, qual motivo que saiu do lote, foi comprado, está concentrado, etc.) para que o INCRA adote os procedimentos previstos em normas específicas com vistas a ocupação/regularização das parcelas por meio de assentamento de uma nova família, caso seja possível, ou outra medida cabível. Neste caso, estes documentos substituirão os questionários sócios econômicos. A digitação dos dados será de responsabilidade dos técnicos da prestadora. O Banco de dados digital será encaminhado ao INCRA SR01 /ATER. Concomitantemente à aplicação do questionário, a contratada levantará e definirá com o assentado o croqui do lote com o zoneamento ambiental e os shapes dos temas individuais: Área de Preservação Permanente - APP e Área de Reserva Legal ARL, Área de Uso Alternativo do Solo - AUAS e Área Desmatada - AD e demais características da propriedade (Rios, Lagos e Nascentes). O INCRA irá disponibilizar os mapas dos assentamentos demarcados e os arquivos digitais no formato shape para subsidiar o levantamento nos lotes. A Entidade buscará junto ao Órgão Estadual ambiental, todas as informações necessárias para a elaboração dos PRA s e para a obtenção do Licenciamento Ambiental nos PA s. A aplicação do questionário servirá ainda de base, para que o INCRA conheça o número exato de famílias que residem no assentamento e sua situação legal. Meio de Verificação: Para comprovação desta meta serão considerados os questionários aplicados com atesto / assinatura dos produtores entrevistados, os arquivos digitais no formato shape entregues dos temas individuais, o banco de dados digital, relatórios técnicos com resumo das informações obtidas por meio de gráficos e tabelas. Também serão encaminhadas listas de freqüências de reuniões, oficinas e assembléias, com anexos fotográficos indicando a data da atividade. O INCRA procederá à fiscalização do levantamento das informações e a correta digitação dos dados obtidos por meio de amostragem. Caso seja detectado erro em qualquer uma destas fases, a prestadora será obrigada a corrigi-los imediatamente, sem ônus para o INCRA. Nesta meta, serão ainda elaborados dois documentos complementares em formato de texto para cada assentamento.

13 O primeiro documento conterá informações individuais sobre os lotes e sua situação ocupacional, as famílias ocupantes dos lotes, incluindo os dados de cada família, número do lote que ocupa e se possui, aparentemente, alguma pendência junto ao INCRA, entre outras informações. Para os casos dos formulários preenchidos para as parcelas vagas ou ocupadas de forma irregular a entidade solicitará a assinatura de 02 (dois) beneficiários moradores do projeto de assentamento que estejam regulares junto ao INCRA, de preferência assinatura dos presidentes de associações e dos vizinhos do lote vago, que atestarão a veracidade das informações fornecidas pela prestadora. O segundo documento conterá as informações de todas as associações, cooperativas ou outro grupo coletivo presentes no Núcleo Operacional. As informações necessárias serão preenchidas em formulário próprio a ser entregue pelo INCRA / ATER. Os relatórios conterão em anexo, todos os documentos que deram origem às informações, que incluem os questionários sócio, econômico e ambiental e a completa digitação dos dados em software específico (Microsoft ou BR Office). A meta somente será considerada como cumprida caso seja executada na sua totalidade, de acordo com os critérios aqui estabelecidos. O INCRA poderá solicitar, a qualquer momento, documentos adicionais para comprovação da execução das ações desta meta Atividades de Caráter Coletivo A contratada deve considerar que o processo de elaboração dos Planos é efetivamente participativo. Assim, os instrumentos jamais poderão ser elaborados somente com reuniões com os assentados para a coleta de informações, sistematizá-ias em escritório e assim obter um "diagnóstico". Neste processo, a palavra "participativo" passa pela compreensão de que para mudar uma realidade é preciso conhecê-ia, entendendo que só assim é possível refletir sobre qual intervenção será realizada para que se possa alcançar um "futuro desejado" mais coerente com a realidade estudada. Neste sentido, a abordagem e postura adotadas pelos técnicos são fundamentais para que esse processo possa se concretizar em uma proposta viável para o desenvolvimento do (s) assentamento (s), visando garantir o acesso irrestrito às políticas públicas do INCRA e demais instituições parceiras. Assim, para que esse processo possa garantir a participação efetiva dos assentados, sugere-se a referência metodológica descrita abaixo.

14 Meta 2-1ª etapa (Planejamento e Sensibilização) PLANEJAMENTO Etapa 1 - A preparação da equipe técnica A implementação dos métodos participativos e o atendimento das demandas dos órgãos ambientais estaduais são questões centrais do planejamento. Momentos de preparação da equipe técnica: I. Levantamento dos dados secundários: Para isso a equipe técnica deve estabelecer contatos com instituições públicas, órgãos de classe, representações populares e técnicos que atuam ou atuaram no município onde o assentamento está localizado. Essas informações são extremamente importantes para o processo de elaboração do (s) Plano (s). Nessa fase, antes da primeira abordagem no assentamento, dever ser feito um levantamento e análise de "dados secundários" disponíveis do território ou microregião, do município e do Projeto de Assentamento. Deve-se ter atenção à necessidade de levantar as condições físicas e edafoclimáticas, bem como a elaboração de proposta de organização espacial, incluindo a confecção de mapas temáticos que irão subsidiar o licenciamento ambiental dos projetos de assentamento. Algumas dessas informações serão levantadas na própria Superintendência Regional do INCRA, mais especificamente os perímetros dos projetos de assentamento na cartografia e os dados técnicos do processo de criação dos projetos. Os demais dados, geralmente encontram-se em fontes bibliográficas e/ou nas bases cartográficas e classificações divulgadas pelo IBGE, Exército Brasileiro, IBAMA, RADAM BRASIL, SIPAM, etc. II. Estudo e organização das informações levantadas: após o levantamento dos dados secundários a equipe técnica deve organizar estas informações por temas (ambiental, econômica e social, etc.), para que sejam, posteriormente, socializadas com os assentados; I. Construção da agenda de atividades a serem realizadas na elaboração dos Planos: a equipe técnica deve organizar uma agenda de atividades para a elaboração do (s) plano (s), isso facilitará a realização dos trabalhos.

15 SENSIBILIZAÇÃO O primeiro momento de trabalho no assentamento para elaboração de um PDA ou PRA é a "sensibilização 2 " das famílias assentadas. Isso pressupõe mobilizá-ias para a ação da participação, no sentido de captar a percepção dos agricultores assentados sobre sua realidade, bem como a sua visão de futuro sobre o desenvolvimento do PA. Um processo de sensibilização bem trabalhado é fundamental para o sucesso, tanto na elaboração como na implementação dos PDA / PRA. Momentos da Sensibilização I. Mobilização: a equipe deve utilizar os meios disponíveis, como radiodifusão, cartazes, folders e outros. É importante conversar com lideranças e organizações sociais do assentamento (associação, grupos de mulheres, grupos de jovens) buscando envolver homens, mulheres, jovens e idosos. Eventualmente poderá ser realizada visita domiciliar; II. Sensibilização para o trabalho coletivo: a equipe deve realizar sensibilização das principais lideranças, as organizações do assentamento e assentados, quanto a relevância da construção do seu PDA / PRA. Isso pressupõe uma reflexão sobre as principais ferramentas e estratégias para construção de um processo de planejamento participativo. Para isso, é importante promover encontros (reuniões) no assentamento. Nas reuniões a entidade e técnicos buscarão um contato inicial positivo entre famílias assentadas, organização local e demais atores que participarão da elaboração dos PRA s. realidade. Esse momento será de apresentação, aproximação e reconhecimento da Nas reuniões a entidade apresentará a equipe e os dados básicos do contrato (duração, número de técnicos, metas, etc.), buscando criar um clima de transparência e de compromisso. Através das metodologias participativas, os participantes serão sensibilizados da importância de participar das demais etapas da elaboração dos instrumentos técnicos. atividades. Orienta-se a participação de no mínimo 30% de mulheres e jovens nessas 2 Adaptado de (Furtado e Furtado de Souza,1994).A sensibilização é feita a partir de uma mobilização e de momentos coletivos(reuniões)onde se faz reflexão crítica da necessidade, formas e capacidade de externalizar e trocar conhecimento, despertando valores como: cooperação, participação, paciência, união, cidadania, níveis de renda, perdas e consumo, para que se possa construir o novo. A sensibilização não é estanque, ela faz parte de todas as etapas de campo para elaboração dos planos.

16 Meio de Verificação: A comprovação dessa meta se dá com encaminhamento de listas de freqüências de reuniões, oficinas e assembléias, com anexos fotográficos indicando a data da atividade. A meta somente será considerada como cumprida caso a mesma seja executada na sua totalidade, de acordo com os critérios aqui estabelecidos. O INCRA poderá solicitar, a qualquer momento, documentos adicionais para comprovação da execução das ações desta meta Meta 3-2ª etapa (Autodiagnóstico) O "Autodiagnóstico 3 ", como já diz o próprio nome é diferente do diagnóstico tradicional. Neste sentido, o autodiagnóstico deve ser realizado pelos próprios assentados tendo a equipe técnica como orientadora. Isso os possibilita participar desde o início do processo de conhecimento da realidade e a partir daí analisar seus problemas e suas possibilidades de ação para o alcance das mudanças segundo os seus próprios interesses. Os técnicos atuam como facilitadores, contribuindo com sua capacidade teórica, de análise e sua metodologia. São também atores. De acordo com Marban e Sotelo (1981:5), três aspectos são importantes no autodiagnóstico: a teoria, o método e a ação. A teoria dá elementos para interpretar os problemas concretos que se busca conhecer na realidade. Ajuda a interpretar a realidade, a modificá-ia, mas também pode ser modificada por esta mesma realidade. Ela entra de forma dinâmica e refletida para "explicar por que as coisas acontecem da maneira como acontecem". (Furtado e Furtado de Souza, 1994). O método é o caminho para se conseguir alcançar os objetivos de forma lógica e simples. Identificam-se e organizam-se as informações tecnológicas, econômicas e financeiras, socioculturais, ambientais e político institucionais. Planeja-se como trabalhar com elas, "cotejando os interesses e os desejos da sociedade com os limites e possibilidades técnicas" (Buarque, 1998). A ação é importante também para testar se o conhecimento obtido da realidade é ou não adequado. Ela justifica o conhecimento que a comunidade precisa ter de sua realidade. (Furtado e Furtado de Souza, 1994) 3 Em virtude da semântica e considerando que a formação do profissional engajado com desenvolvimento no Estado leva a confundir o Autodiagnóstico com Diagnóstico ou Estudo de Realidade, faz-se necessário destacar a diferença conceitual entre os termos. O diagnóstico ficou bastante conhecido na fase do Crédito Supervisionado da Extensão Rural é uma etapa estanque e diferenciada na elaboração de projetos de crédito rural, principalmente. Já o Autodiagnóstico é processual, dinâmico e abrangente, compreendendo, resumidamente, o diagnóstico propriamente dito, a intervenção e a avaliação, com a participação dos sujeitos, num processo cíclico intermitente. (Furtado e Furtado de Souza; 1994).

17 Momentos do Autodiagnóstico 4 I. Sensibilizar as lideranças e a comunidade para a necessidade de conhecer a realidade do assentamento. Para isso é importante promover encontros (reuniões) de motivação, com os agricultores, as mulheres, os jovens, idosos. Planejar o trabalho de pesquisa, decidir os temas e como coletar as informações. A partir daí, dividem-se os grupos por temas (social, ambiental econômico, infra-estrutura, organização social) para o conhecimento da realidade. Os técnicos devem acompanhar os grupos de pesquisa-ação de acordo com o seu plano de trabalho; Il. Pesquisa-Ação 5 : estudar a realidade por meio do levantamento de informações, tendo os agricultores (as) e suas famílias como pesquisadores (grupos de pesquisa-ação). III. Sistematizar as informações obtidas na pesquisa-ação, agrupando-as sobre um mesmo tema e depois estabelecer relações entre elas. Para isso, realizar reunião(s) no assentamento com os grupos de pesquisa-ação; IV. Socializar o resultado da pesquisa-ação, utilizando técnicas, que garantam a participação de homens e mulheres em igualdade de oportunidades, para prosseguir com a reflexão sobre a sua realidade; V. Problematizar, identificar e definir com clareza os problemas mais importantes.; VI. Priorizar os problemas a partir da sua identificação; Vll. ldentificar as possíveis soluções para os problemas priorizados. Os itens IV, V, VI e VIII serão discutidos em oficina (s) no assentamento com as famílias e demais atores do processo de elaboração dos instrumentos. Meio de Verificação: A comprovação dessa meta se dá com encaminhamento de listas de freqüências de reuniões, oficinas e assembléias, com anexos fotográficos indicando a data da atividade. A meta somente será considerada como cumprida caso a mesma seja executada na sua totalidade, de acordo com os critérios aqui estabelecidos. O INCRA poderá solicitar, a qualquer momento, documentos adicionais para comprovação da execução das ações desta meta. 4 Adaptado de (Furtado e Furtado de Souza, 2000) 5 A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa participante engajada, em oposição à pesquisa tradicional, que é considerada como "independente", "não.reativa"e "objetiva". Como o próprio nome já diz, a pesquisa-ação procura unir a pesquisa à ação ou prática, isto é, desenvolver o conhecimento e a compreensão como parte da prática. É, portanto, uma maneira de se fazer pesquisa em situações em que também se é uma pessoa da prática e se deseja melhorar a compreensão desta. (ENGEL, G. I. Pesquisa-ação. Educar, Curitiba, n. 16, p Editora da UFPR). O sujeito que realiza a investigação é também o investigado. (Costa-1991,Whyte-1991).

18 Meta 4-3ª etapa (Futuro Desejado, redação do PDA e Socialização) Essa etapa deve ter como base principal os problemas e as potencialidades identificados no autodiagnóstico realizado pelos assentados, levando sempre em consideração suas próprias análises com o apoio dos técnicos responsáveis pelas atividades. Na visão crítico-construtiva, serão identificadas as ações que devem estar contempladas dentro dos "programas" definidos nos anexos III e V da Conama nº 387/2006, que possam tornar possível o processo de transformação da realidade e o alcance do desenvolvimento do (s) assentamento (s). Momentos das Oficinas do Futuro Desejado I. Sensibilização para o trabalho de planejamento da "programação para o desenvolvimento": é importante realizar um processo de sensibilização que envolva as lideranças e toda a comunidade para a necessidade de trabalhar na forma coletiva o planejamento e para o desenvolvimento; II. Construção, Sistematização das Agendas de Prioridades: a partir da priorização dos problemas e potencialidades, deve ser realizado no mínimo um encontro (oficina) com os grupos de pesquisa-ação para construção e sistematização de uma agenda de prioridades onde serão identificadas ações a serem realizadas para solucionar os problemas e aproveitar as potencialidades anteriormente identificadas; III. Socialização da Agenda de Prioridades: deve ser realizado no mínimo um encontro (oficina) com os assentados para socialização (apresentação) da construção e sistematização da "agenda de prioridades". A Redação do Plano A redação do Plano deve ocorrer ao final de cada etapa, pois, dessa forma a equipe ganhará tempo para se necessário retomar a campo e tratar novamente sobre alguns aspectos que por ventura não tenham ficado suficientemente claros. A Devolução para as Famílias e Aprovação do Plano Deve ser realizado no mínimo um encontro (reunião) com os assentados para devolução e aprovação do Plano. A Entrega do Plano Após a validação do Plano pelos assentados, o documento deverá ser entregue em 03 vias impressas. O documento deve ser entregue também em uma via digital. Meio de Verificação: A comprovação dessa meta se dá com encaminhamento de listas de freqüências de reuniões, oficinas e assembléias, com anexos fotográficos indicando a data da atividade.

19 A meta somente será considerada como cumprida caso a mesma seja executada na sua totalidade, de acordo com os critérios aqui estabelecidos. O INCRA poderá solicitar, a qualquer momento, documentos adicionais para comprovação da execução das ações desta meta. Caso o documento final do PDA/PRA não seja entregue ao INCRA, a entidade deverá devolver os recursos recebidos referentes às metas anteriores Etapas dos Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural Atividade de Caráter Individual Meta 1 - Visitas Técnicas aos lotes As visitas técnicas terão duração média de 02 (duas) horas para os PAE s e 1,5 h para os PA s. Esta atividade não se confunde com outras ações desenvolvidas pela assistência técnica, como laudos, elaboração de projetos, avisos para reuniões, entre outras. As visitas estão diretamente ligadas às ações de cunho produtivo, social ou ambiental e tem por finalidade o fortalecimento da unidade familiar na sua relação com a unidade produtiva no espaço físico do lote. Nesse sentido, as visitas técnicas serão um dos instrumentos mais importantes, pois permite o levantamento pormenorizado dos elementos psicossociais, ambientais, de produção e de autoconsumo, formando o contexto de cada unidade do assentamento. Essa contextualização resultará na busca das estratégias de ação coletiva, ao mesmo tempo em que possibilita a construção da tomada de decisão para a superação dos problemas específicos de cada família assentada. A ação da visita técnica pretende garantir que a ATER não perca contato com as unidades familiares, ao mesmo tempo em que aproxima o serviço das famílias que têm maior dificuldade de acessar ações coletivas. As visitas técnicas devem abranger um conjunto de iniciativas que visem redução da insegurança alimentar e nutricional. O técnico de ATER deverá introduzir alternativas para que o assentado tenha produção regular e permanente de alimentos, em qualidade e quantidade suficientes, respeitando a diversidade cultural, econômica e socialmente sustentável. As orientações devem estar articuladas às diversas políticas / programas governamentais (econômico, agrícola, ambiental, social, de alimentos, comercialização, etc.).

20 A Prestadora comunicará aos assentados, o cronograma de visitas, contendo a data e período (manhã ou tarde) em que a visita ocorrerá, evitando assim desencontros entre técnico (a) e assentado (a). Os beneficiários terão ciência do cronograma, com antecedência mínima de três meses para periodicidade quadrimestral e quatro meses para trimestral. Somente serão aceitas e pagas, as visitas àqueles que estão na Relação de Beneficiários RB, a ser entregue pelo INCRA / SR 21, no dia da assinatura do contrato. A orientação será registrada em Boletins de Assistência Técnica, Social e Ambiental, em linguagem de fácil entendimento ao agricultor, contendo todas as orientações necessárias para melhoria da qualidade de vida do beneficiário, sua família e o desenvolvimento do assentamento (áreas técnica, social e ambiental). O Boletim será assinado somente pelo titular do lote (ou cônjuge, desde que esteja em RB). O técnico responsável pela visita preencherá o Boletim, com a data do atendimento, assinatura legível e número do Conselho de Classe (CREA, CORECON, CRESS, CRMV, etc.), se houver. Os Boletins de Visitas com assinatura e / ou nº do conselho de classe ilegíveis, não serão aceitos para efeito de pagamento de visita realizada. Os beneficiários que possuírem projetos (PRONAF, FNO, PROCERA, etc.) elaborados por outra Prestadora, deverão ser atendidos, acompanhados e/ou negociados pela Prestadora ATER. Uma cópia do Boletim de Assistência Técnica ficará com o agricultor e outra irá compor o histórico do agricultor no período do contrato, além de ser escaneado para lançamento no SIATER, no prazo máximo de 10 dias. A exigência mínima de visitas técnicas individuais não considera as repetições que eventualmente ocorram no mesmo período. A primeira visita não se confunde com a aplicação do questionário sócio econômico e ambiental, para os PA / PAE onde serão elaborados PDA / PRA. Meio de Verificação: Esta meta será comprovada através do Boletim de Assistência Técnica, Social e Ambiental inserido em sistema eletrônico próprio (SIATER), no prazo máximo de 10 dias Atividades de Caráter Coletivo Este eixo de avaliação está relacionado com as metas estabelecidas para as ações técnicas, sociais, ambientais e de integração das políticas públicas e programas

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