PRINCÍPIOS BÁSICOS. Histórico:

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1 REFRAÇÃO

2 Histórico: PRINCÍPIOS BÁSICOS Lei básica da reflexão era conhecida por Euclides, o mais famoso matemático da Antigüidade viveu entre 325 e 265 AC. De forma experimental, o princípio básico da refração foi descoberto por Willebrod Snell em Em 1637, René Descartes deduziu a mesma lei a partir de analogias mecânicas.

3 PRINCÍPIOS BÁSICOS Princípios Físicos da Óptica: A luz trafega através dos objetos transparentes com uma velocidade mais lenta que através do ar. O índice de refração de uma substância é a relação entre sua velocidade no ar e sua velocidade no objeto transparente. A luz é uma onda plana, isto é, as frentes de onda são planas e perpendiculares à direção de propagação.

4 PRINCÍPIOS BÁSICOS Dois meios de substâncias diferentes (exemplo: ar e água), com superfície de contato plana, pelos quais a luz se propaga. Um raio de luz plana atravessa esses meios. Uma parte do raio incidente é refletida pela superfície de contato e outra parte é refratada, isto é, passa para o outro meio mas com direção diferente.

5 PRINCÍPIOS BÁSICOS Definição: Refração é um desvio do feixe de luz quando este atravessa obliquamente a interface entre dois meios transparentes que conduzem a luz com velocidades diferentes.

6 PRINCÍPIOS BÁSICOS A lente convexa focaliza os raios luminosos (os raios convergem). A lente côncava faz os raios divergirem Cada fonte puntiforme em frente à lente convexa é focalizada do lado oposto da lente,alinhada com o centro da lente (aparece de cabeça para baixo e invertido ).

7 PRINCÍPIOS BÁSICOS O comprimento focal da lente é a distância além da lente convexa na qual os raios paralelos de luz convergem sobre um único ponto

8 PRINCÍPIOS BÁSICOS Poder de Refração: quanto maior o poder de refração, mais próximo será o foco A unidade de medida do poder de refração é a dioptria (D= 1/f) Poder de refração do olho humano: 58 D

9 MEDIDA DO ERRO DE REFRAÇÃO Avaliação Objetiva: - Retinoscopia Avaliação Subjetiva: - Teste de acuidade visual - Esquiascopia com ou sem cicloplegia - Refratometria - Ceratometria

10 AVALIAÇÃO SUBJETIVA Teste de Snellen - Feito com ajuda da carta de Snellen e do refrator de Greens - Paciente a 5m da parede - Leitura do maior para o menor - Resultado: depende até que fileira de letras o paciente consegue enxergar

11 PRINCÍPIOS BÁSICOS Tipos de lente Lente Convergente - Convergem os raios - Aumentam o tamanho da imagem - Dioptrias positivas

12 PRINCÍPIOS BÁSICOS Lente Divergente - Divergem os raios - Diminuem o tamanho da imagem - Dioptrias negativas

13 PRINCÍPIOS BÁSICOS Tipos de lente Quanto á superfície: Esférica: Convergem todos os raios para um ponto focal. Cilíndrica: Convergem todos os raios para uma linha focal.

14 PRINCÍPIOS BÁSICOS Meios Refratores Complexo córnea-humor aquoso Responsável por 2/3 do poder de refração Cristalino Humor vítreo Responsáveis por 1/3 do poder de refração

15 PRINCÍPIOS BÁSICOS Acuidade Visual Definição: capacidade de enxergar os objetos com nitidez Maior na Região Foveal da Retina permite a discriminação de dois pontos de luz distintos

16 PRINCÍPIOS BÁSICOS Os receptores são chamados de bastonetes ou cones, dependendo, primariamente, da forma do seu aspecto externo Cones: Localizados na fóvea (mácula) Visão colorida Acuidade Visual Bastonetes: Localizados na periferia da retina Visão noturna incolor

17 PRINCÍPIOS BÁSICOS Formação de Imagem A imagem dos objetos se forma sobre a retina O cristalino muda sua conformação em função da distância, a fim de produzir uma imagem nítida

18 MIOPIA

19 MIOPIA É a condição em que os olhos podem ver objetos que estão perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe. miopia" = grego "olho fechado", porque as pessoas com esta condição, freqüentemente apertam os olhos para ver melhor à distância. Consiste em um erro refrativo que faz com que os raios de luz sejam focados muito antes da retina.

20 MIOPIA Condição herdada, normalmente descoberta entre 8-12 anos de idade. Tende a aumentar durante a adolescência. Após os 20 anos, há pouca alteração.

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22 MIOPIA Etiologia Genética + causas ambientais (?) Bulbo ocular muito alongado Excesso de curvatura da córnea ou cristalino (distância focal curta) Alteração no índice de refração dos meios (idosos)

23 MIOPIA Quadro Clínico Visão turva de objetos distantes Pestanejar constante Cefaléias Tensão ocular Lacrimejamento

24 MIOPIA

25 MIOPIA Complicações Descolamento de retina Trombose coroidal e hemorragia, com formação de áreas cicatrizadas e atrofiadas Opacidade vítrea (altos graus de miopia) Glaucoma simples

26 MIOPIA Tratamento Óculos Lentes divergentes / negativas Ceratotomia radial (incisões radiais na córnea) Cirurgias refrativas Deslocam o ponto focal para trás PRK (remove o epitélio) Lasik (epitélio levantado e recolocado) Lasek (não há corte no epitélio)

27 HIPERMETROPIA

28 HIPERMETROPIA DEFINIÇÃO ETIOLOGIA PROGRESSÃO QUADRO CLÍNICO CORREÇÃO

29 DEFINIÇÃO Deficiência visual Globo ocular curto A imagem se forma atrás da retina Objeto desfocado

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32 ETIOLOGIA Condição hereditária Crescimento insuficiente do globo ocular Comum em crianças Pode desaparecer durante seu crescimento

33 PROGRESSÃO Quando não regride, o paciente pode não perceber a diferença Flexibilidade da musculatura de acomodação visual Presbiopia (vista cansada): percepção do déficit após 40 anos

34 ACOMODAÇÃO VISUAL Para visualizar objetos próximos, ele se torna mais espesso. Imagem projetada exatamente sobre a retina e vista com nitidez.

35 QUADRO CLÍNICO Deficiência pode estar restrita a curta distância Pode ter boa acuidade visual para longe

36 Dificuldade de leitura Esforço para acomodação Afastamento do objeto Perda da nitidez Fadiga ocular (vista cansada) Cefaléia

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38 CORREÇÃO Uso de lentes esféricas convergentes É possível o uso de lentes de contato Cirurgia a laser: Maiores de 18 anos Entre 4 e 5 graus

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42 ASTIGMATISMO Córnea e cristalino: as duas principais lentes do sistema óptico com poder refracional. Astigmatismo: erro refracional. Acometimento da córnea, cristalino ou, ainda, retina.

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45 Astigmatismo Alguns raios são focalizados na retinas e outros não o são, resultando em imagens embaçadas e sombras Objetos longes e próximos ficam distorcidos: astigmatismo miópico, hipermetrópico ou misto.

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47 Astigmatismo Quadro clínico: Paciente assintomático Visão borrada, embaçada, sombras Astenopia (vista cansada) Cefaléia

48 Astigmatismo Doença hereditária Piscar os olhos muitas vezes durante o dia pode determinar, cronicamente, leve eliptização corneana (forma adquirida) Correção: uso de óculos; lentes côncavas (miópico); lentes convexas (hipermétrope); cirurgia refrativa

49 Astigmatismo Óculos: opção mais segura Lentes: rígidas ou de gás permeável, côncavas ou convexas Cirurgia: LASIK (laser in situ keratomileusis). Um feixe de luz acessa a córnea e outro que corrige sua curvatura anormal. Ótimo resultado, porém, válido apenas para forma miópica.

50 BIBLIOGRAFIA OFTALMOLOGIA, Paiva Gonçalves (4a edição) ENFERMIDADES DOS OLHOS DE PARSONS, Stephen Miller (16a edição) Antônio Carlos Lopes Tratado de Clínica Médica, 2009, 2 ed. Vol. III 4931 a 4971.

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