R EVISÃO DE MEIO-TERMO

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1 R EVISÃO DE MEIO-TERMO D E Z M E TA S PA R A D E C L A R A Ç Ã O D E C O M P R O M I S S O S S O B R E H I V / A I D S RELATÓRIO BRASIL J U N H O

2 F I C H A T É C N I C A UNAIDS/BRASIL Setor de Embaixadas Norte, Quadra Lote Brasília/DF Website: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais SAF Sul, trecho 2, bloco F, Torre Brasília/DF Website: Elaboração Lilia Rossi (Consultora) Colaboração Equipe Técnica do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Ademildo Coelho Mendes Alexsandro de Britto Ana Mônica de Mello Ana Roberta Pascom Anderson Alvarenga Pereira Gabriela Oliveira de Almeida Gerson Fernando Mendes Pereira Giovanni Ravasi (OPAS) Isabelle Mendes de Oliveira Ivo Britto Jorge Eurico Ribeiro Juliana Machado Givisiez Karim Sakita Kátia Abreu Kátia Guimarães Liliana Pittaluga Ribeiro Mylenne Nunes Noêmia de Souza Lima Rodrigo Zilli Haanwinckel Sara Alves Neves Tatianna Meireles Dantas de Alencar Colaboraram também na consolidação e validação das informações desse relatório, representantes da esfera governamental estadual, da sociedade civil, de instituições acadêmicas e de agências ONU que participaram da Consulta Nacional realizada, conforme relação descrita na página 46. Tradução Nena Lentini (Consultora) 2

3 S U M Á R I O SIGLAS E ACRÔNIMOS... 4 APRESENTAÇÃO BACKGROUND OBJETIVOS E MÉTODOS RESULTADOS Meta Meta Meta Meta Meta Meta Meta Meta Meta Meta CONCLUSÕES ANEXOS Anexo I: Questionário de Avaliação do Progresso - Brasil Anexo II: Dados Brasil Dez Metas Anexo III: Resumo de Resultados e Recomendações Anexo IV: Entrevistas com Informantes-Chave Anexo V: Participantes da Consulta Nacional Anexo VI: Apresentações - Consulta Nacional

4 S I G L A S E A C R Ô N I M O S AIDS CAMS CNAIDS CTA DATASUS DDAHV GARPR CONASEMS GT/UNAIDS HIV HSH HV IBGE LGBT MS ODM OMS ONG ONU OPAS PAM OSC PS PVHA RDS SAE SEDH SES SICLON SIM SINAN SISCEL SMS SPM SUS SVS TARV TB TG PPA UD e UDI UNAIDS UNFPA UNGASS UNICEF UNODC Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Comissão de Articulação com Movimentos Sociais Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais Centro de Testagem e Aconselhamento Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Global AIDS Response Progress Reporting Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids Vírus da Imunodeficiência Humana Homens que Fazem Sexo com Homens Hepatites Virais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros Ministério da Saúde Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Organização Mundial de Saúde Organizações Não Governamentais Organizações das Nações Unidas Organização Pan-Americana de Saúde Programação Anual de Metas Organizações da Sociedade Civil Profissionais do sexo Pessoas Vivendo com HIV e Aids Respondent Driven Sampling Serviço de Atendimento Especializado Secretaria Especial de Direitos Humanos Secretaria Estadual de Saúde Sistema de Controle Logístico de Medicamentos Sistema de Informação de Mortalidade Sistema de Informação de Agravos de Notificação Sistema de Controle de Exames Laboratoriais Secretaria Municipal de Saúde Secretaria de Políticas para Mulheres Serviço Único de Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Terapia antirretroviral Tuberculose Transgêneros (considerando, travestis e transexuais) Plano Plurianual Usuários de Drogas e Usuários de Drogas Injetáveis Programa Conjunto das Nações Unidas em HIV/Aids Fundo de População das Nações Unidas Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unida sobre HIV/AIDS Fundo das Nações Unidas para a Infância Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime 4

5 A P R E S E N T A Ç Ã O Depois de três décadas de enfrentamento da epidemia do HIV/Aids são notáveis os progressos empreendidos e alcançados para reduzir sua disseminação em todo o mundo. Dados globais apresentados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas em HIV/Aids (UNAIDS) mostram que nos últimos dez anos, em muitos países a incidência da infecção pelo HIV entre adultos foi reduzida drasticamente, assim como o número de óbitos por causas relacionadas à Aids. No entanto, este contexto favorável não reflete todos os cenários da epidemia, os quais ainda demandam esforços intensivos em diferentes áreas. A prevenção da infecção pelo HIV em populações específicas, por exemplo, ainda continua sendo um grande desafio para a estabilização da epidemia, pois algumas populações-chave apresentam elevados padrões de risco e vulnerabilidade, como é o caso de gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo (PS), transgêneros (TG) 1, usuários de drogas (UD) e pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA). Em resposta a tal diagnóstico da situação global da epidemia, bem como em consonância com os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) cujo alcance foi estabelecido para 2015, a Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2011 apresentou como resultado uma nova Declaração Política sobre o HIV/Aids, refletindo o compromisso dos Estados membros para o enfrentamento e eliminação do HIV nesses países. Nessa Declaração foram identificadas dez metas concretas e mensuráveis, cujos indicadores possibilitam acompanhar e avaliar os avanços alcançados por cada país, nos níveis nacional, regional e global. Desta forma, além da análise de dados epidemiológicos globais sobre a epidemia fornecidos pelos países e divulgados anualmente nos Relatórios de Progresso da Resposta Global à Aids (Global Aids Response Progress Reporting - GARPR) do UNAIDS, o acompanhamento e monitoramento dos esforços de cada Estado membro incluem uma revisão intermediária de progresso para avaliar os avanços e as lacunas em relação ao alcance das dez metas da Declaração Política. Este Relatório, portanto, descreve processos e resultados da revisão de meio-termo do progresso alcançado pelo Brasil, tendo como base uma análise crítica de informações estratégicas associadas às dez metas estabelecidas, bem como recomendações para superar os desafios existentes no contexto nacional. Elaborado a partir de uma sinergia de esforços coordenados pelo Escritório do UNAIDS no Brasil, o conteúdo deste Relatório fornece, primeiramente, informações atualizadas sobre a epidemia e características relevantes do contexto socioeconômico e político do país. Em seguida, são descritos os processos, fontes e instrumentos utilizados para coleta e consolidação de informações, considerando 1 Salienta-se que neste Relatório utiliza-se transgêneros, considerando que no Brasil este termo abrange, igualmente, travestis e transexuais. 5

6 instruções previamente fornecidas pelo UNAIDS. Na sequência, os resultados da revisão de meiotermo são apresentados, contemplando o detalhamento da resposta do País, meta a meta, segundo os avanços alcançados, eventuais dificuldades existentes e as recomendações para sua superação. Por fim, são apresentados comentários finais sobre esta revisão de meio-termo, enfatizando informações e subsídios estratégicos para o alcance das metas até Adicionalmente, são fornecidos como anexos documentos que subsidiaram as informações aqui consolidadas. O processo de elaboração deste Relatório seguiu diretrizes globais previamente fornecidas, incorporando dados do governo, bem como contribuições da sociedade civil, da gestão governamental estadual, de instituições acadêmicas e do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids (GT/UNAIDS). Três distintos métodos foram utilizados para envolver tais parceiros institucionais do Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e seu Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV) neste processo: (i) a aplicação de um formulário padrão do UNAIDS sobre as dez metas; (ii) a participação em Consulta Nacional promovida pelo UNAIDS e DDAHV; e, (iii) a realização de entrevistas com informantes-chave. No âmbito governamental, além dos indicadores Brasil do banco de dados para o GARPR 2013, foram consideradas informações fornecidas pelo DDAHV por meio do questionário de avaliação de meiotermo do UNAIDS. Para a consolidação e análise das informações coletadas, contou-se com a colaboração de uma consultora externa, contratada por UNAIDS. A revisão de meio-termo aqui apresentada abrange o período de janeiro a maio de 2013, tendo como base os indicadores para o período de 2012 (GARPR, 2013), bem como dados e referências preliminares de 2013 sobre o desenvolvimento, avanços e desafios para as dez metas. Elementos significativos do contexto brasileiro em HIV/Aids, descritos neste relatório, dimensionam os contínuos progressos e destaques do país no enfrentamento da epidemia, cuja base está centrada nos princípios de universalidade, equidade e integralidade do seu sistema de saúde pública. Da mesma forma, refletem as atuais dificuldades políticas, programáticas e operacionais que interagem no combate ao HIV/Aids no país. Tal conjugação e análise de informação têm como objetivo reafirmar a qualidade, diversidade e cobertura da resposta brasileira à epidemia, reconhecendo as barreiras e desafios existentes e, ao mesmo tempo, reinterando o compromisso e esforços das diferentes instâncias envolvidas na resposta nacional, no sentido de superá-los. 6

7 DEZ METAS PARA 2015 DECLARAÇÃO POLÍTICA SOBRE HIV/AIDS DE Reduzir a transmissão sexual do HIV em 50%. 2. Reduzir a transmissão do HIV entre pessoas usuárias de drogas em 50%. 3. Eliminar da transmissão vertical com mais acesso aos medicamentos pelas crianças e incentivo à realização do pré-natal. 4. Aumentar o acesso à terapia antirretroviral para alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento. 5. Reduzir pela metade a mortalidade por tuberculose em pessoas vivendo com HIV. 6. Reduzir a lacuna global de recursos para Aids e reconhecer que o investimento na resposta é responsabilidade compartilhada. 7. Eliminar as desigualdades de gênero e dos abusos e violência baseada em gênero e fortalecer as capacidades de meninas e mulheres de se protegerem ao HIV. 8. Eliminar o estigma e discriminação contra pessoas vivendo ou afetadas pelo HIV, por meio da promoção de leis e políticas que assegurem a realização total dos direitos humanos e de liberdades fundamentais. 9. Eliminar as restrições de trânsito, permanência e residência relacionadas ao HIV. 10. Eliminar os sistemas paralelos e fortalecer as ações integradas em HIV. 1. B A C K G R O U N D Dados apresentados pelo UNAIDS 2 registram que em 2011, 34 milhões de pessoas viviam com HIV e 2,5 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV em todo o mundo. Por outro lado, de 2001 a 2011, a incidência da infecção pelo HIV entre adultos teve redução de mais de 25% em 39 países, permanecendo relativamente estável em vários outros. Adicionalmente, nos dois últimos anos o acesso a medicamentos e tratamento para o HIV/Aids aumentou 63% no mundo todo, possibilitando uma redução de 24% dos óbitos atrelados à Aids (de 2,2 milhões em 2005 a 1,7 milhão em 2011). Embora ainda represente 54% do total estimado de pessoas que necessitam de tratamento antirretroviral, significativos oito milhões de pessoas no mundo recebiam TARV, registrando um aumento de 20% no acesso ao tratamento, em apenas um ano ( ). Porém, apesar de tais avanços e do declínio contínuo observado no número de pessoas infectadas globalmente, dados e tendências epidemiológicas também indicam uma expansão da epidemia em muitas partes do mundo. Este é o caso das regiões do Oriente Médio e do Norte da África que desde 2 UNAIDS Report on the Global AIDS Epidemic,

8 2001 apresentam um aumento de mais de 35% no número de pessoas infectadas pelo HIV, bem como da Europa Oriental e Ásia Central onde, no final da década de 2000, registrou-se um aumento na incidência da infecção, com pelo menos nove países apresentando uma ampliação de 25% para novas infecções em 2011, em comparação com as taxas de Igualmente, tal cenário favorável não reflete de igual forma a relevância da transmissão sexual que ainda afeta significativamente a população mundial e, sobretudo, populações-chave (i.e. gays e outros HSH, PS, transgêneros 3, UD e pessoas vivendo com HIV/Aids), com reduzido acesso a serviços de saúde e prevenção ou em situação de exclusão social. Além disso, a tuberculose (TB) continua sendo a principal causa de óbito entre as PVHA; os jovens e mulheres jovens permanecem com uma forte participação no conjunto das novas infecções registradas em 2011 (jovens de 15 a 24 anos representando 40% das novas infecções); e 46 países ou territórios ainda impõem restrições para entrada e permanência de PVHA. Na América Latina a epidemia afeta 1,4 milhão de pessoas, com 86 mil pessoas infectadas pelo HIV em Indicadores para a Região apontam a estabilidade da epidemia entre 2005 e 2011, uma leve queda para novos casos detectados e uma redução de cerca de 10% de óbitos relacionados à Aids. Inserida entre as regiões de renda média e baixa, a América Latina possui a maior cobertura de tratamento para pessoas infectadas pelo HIV, com taxa de 68% em comparação à média mundial de 54%. Diferentes países da Região apresentam indicadores de sucesso no enfrentamento da epidemia, como é o caso, entre outros, do Peru e do México que em 2011 reduziram o número de óbitos em 55% e 27% respectivamente e, do Brasil, pioneiro no tratamento e acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais (ARV), garantido a partir de 1991 a toda sua população. Com uma taxa de incidência de Aids de 20,1 casos por 100 mil habitantes, o Brasil registra casos do início da epidemia, em 1980, até , sendo 65,4% ( ) casos do sexo masculino e 34,6% ( ) do sexo feminino. Neste mesmo ano, a taxa de cobertura no país para tratamento foi de 93,5%, representando pessoas em TARV. Tal cobertura se reflete no coeficiente nacional de mortalidade devido à aids que caiu de 6,3 mortes para cada 10 mil habitantes em 2000, para 5,6 em Estimativas de 2012 do DDAHV indicaram que cerca de pessoas viviam com HIV no país e, seguindo as tendências para a Região, o Brasil apresenta uma epidemia concentrada, incidindo mais fortemente em grupos populacionais específicos, aqui já descritos como populaçõeschave. Assim, enquanto a taxa de prevalência do HIV para a população de 15 a 49 anos é de 0,6% 5 (0,4% entre mulheres e 0,8% entre homens), se mantendo estável desde 2004, a taxa de prevalência 3 Novamente salienta-se que o termo transgêneros utilizado internacionalmente, no Brasil é vinculado e abrange travestis e transexuais. 4 GARPR 2013 e MS-SVS-DDAHV. Boletim Epidemiológico 2012 em 5 Szwarcwald C.L,

9 para gays e outros HSH, UD e mulheres profissionais do sexo, é significativamente maior, segundo estudos realizados em 2009/ : 10,5%, 5,9% e 4,9%, respectivamente. Não se pode compreender os indicadores nacionais para o HIV/Aids sem considerar algumas características socioeconômicas, geográficas e políticas do país, que influenciam a resposta à epidemia. A primeira delas é a vasta extensão geográfica ( km 2 ) equivalente a 47% do território sul-americano, que abrange cinco regiões distintas, 26 estados, um Distrito Federal e municípios. Dez estados e 62 municípios brasileiros fazem fronteira com a maioria dos países da América do Sul, impondo maior complexidade ao contexto do país, também no que se refere ao enfrentamento do HIV/Aids. Além da dimensão continental, que determina grande diversidade cultural e discrepância econômica e de infraestrutura, o país ocupa a quinta posição no mundo em termos populacional, com milhões de habitantes 7, sendo grande parte da população definida como urbana (84,4%) e jovem (idade média de 32,1 anos), com predomínio da população feminina (51,5% de mulheres contra 48,5% de homens). Em a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais é de 8,6% (12,9 milhões de brasileiros), sendo que 96% dos analfabetos do país têm 25 anos ou mais. O Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecido na Constituição Federal de 1988, é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e um dos únicos a garantir o acesso universal, integral e gratuito como dever do Estado e direito do cidadão. Portanto, é no âmbito do SUS que se estabelecem todas as demandas e necessidades em saúde do HIV/Aids, a partir de uma estrutura descentralizada com ações e serviços articulados entre as três esferas de governo (União, Estados e Municípios). Diretrizes nacionais identificadas pela SVS/DDAHV definem as políticas públicas nacionais, bem como subsidiam a gestão de uma rede de mais de serviços de saúde para diagnóstico, tratamento, atenção e cuidados em HIV/Aids, a produção de medicamentos antirretrovirais, além de sistemas de informação para o monitoramento de dados, destacando-se entre eles o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), o Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (SISCEL) e o Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM). Expressivos avanços governamentais são registrados nos últimos oito anos para combater as desigualdades socioeconômicas, melhorar a qualidade de vida da população brasileira e minimizar o impacto da crise econômica mundial. Ainda assim, permanecem muitos desafios a serem superados 6 DDAHV. Pesquisa RDS, IBGE. Censo 2010 em 8 IBGE. Pesquisa de Amostra por Domicílio,

10 nessas áreas, muitos dos quais determinados pelas dimensões geográfica e populacional do país associadas às características políticas, estruturais e culturais. Neste cenário o enfrentamento da epidemia igualmente registra marcos e conquistas de grande envergadura em diferentes áreas. No entanto, ainda se confronta com desigualdades de gênero, orientação sexual e identidade de gênero; na busca por igualdade, cidadania e respeito aos direitos humanos; e nas disparidades socioeconômicas que também definem níveis diferenciados ao acesso à informação e aos serviços de saúde. Outros desafios para as políticas de saúde e HIV/Aids fazem parte deste conjunto: a execução dos compromissos pactuados entre as três esferas de governo; a manutenção do financiamento de ações e apoio à sustentabilidade das organizações da sociedade civil (OSC), a partir de parâmetros e mecanismos nacionais, adequados ao atual contexto da epidemia; e a maior integração intersetorial considerando políticas, programas, sistemas e serviços de governo. Por fim, cabe destacar uma forte interferência de cunho religioso que corrobora a disseminação do preconceito e violência contra populações-chave para a epidemia, repercutindo na manifestação social pelo fortalecimento e/ou retomada de perspectivas e compromissos políticos que sempre marcaram positivamente a resposta nacional à epidemia. A superação desses desafios é considerada prioridade para a manutenção do patamar de excelência da resposta nacional à epidemia, marcada e reconhecida nacional e internacionalmente, pela sinergia entre uma forte determinação política do governo e uma expressiva tradição e atuação dos movimentos organizados da sociedade civil. 2. O B J E T I V O S E M É T O D O S A revisão intermediária das metas definidas pela Declaração Política sobre o HIV/Aids de 2011 tem como objetivo principal acompanhar e avaliar o progresso obtido pelos países, durante período intermediário ao monitoramento dos indicadores nacionais fornecidos para o GARPR anual. Tal objetivo considera desdobramentos específicos associados à melhoria da eficácia dos programas nacionais de enfrentamento do HIV/Aids; à maior transparência e apropriação do conhecimento sobre o corrente contexto nacional da epidemia e seus desafios; e ao fortalecimento de compromissos, responsabilidades e solidariedade nos níveis nacional, regional e global em relação ao alcance das metas estabelecidas para Como resultados dessa revisão intermediária, espera-se obter subsídios para manter, ampliar e/ou redirecionar políticas, investimentos e estratégias nacionais, de forma a atender as prioridades do país, conjugando as características da epidemia às metas globais. Além disso, espera-se que a revisão de meio-termo mobilize todos os atores envolvidos na resposta nacional. Esta participação é indispensável para realinhar as diretrizes 10

11 nacionais, provendo maior agilidade e/ou melhor qualificação do desempenho do país. Não se pode excluir a expectativa dessa iniciativa também promover uma ampla discussão sobre a sustentabilidade de políticas, programas e serviços, até e após Com base nesses objetivos e resultados esperados, a elaboração do relatório Brasil de meio-termo foi coordenada pelo UNAIDS/Brasil em estreita colaboração com o DDAHV. Sua realização foi efetivada durante dois meses (abril e maio de 2013), contando com a participação de instâncias parceiras do governo que contribuíram na análise crítica sobre os avanços e desafios associados ao alcance das dez metas. A indicação desses atores foi resultante de discussões sobre os mecanismos de monitoramento e avaliação (M&A) das dez metas, nas reuniões ordinárias da Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais (CNAIDS) e da Comissão de Articulação com Movimentos Sociais (CAMS) do MS/SVS/DDAHV, que identificaram os representantes da sociedade civil, da gestão governamental estadual e municipal e de instituições acadêmicas participantes do processo. Após tal etapa, em janeiro de 2013, o DDAHV instituiu um grupo de trabalho para a produção de relatórios internacionais (GT Relatórios de País), formado por seu corpo técnico e pelos representantes acima. A coordenação das atividades para a coleta, análise e consolidação das informações foi realizada a partir da articulação direta entre o UNAIDS/Brasil e o GT Relatórios de País, abrangendo de forma complementar integrantes das agências ONU atuantes no país. Os métodos e instrumentos de coleta e consolidação de informações foram estabelecidos por UNAIDS em documentos específicos, divulgados no país em fevereiro de 2013, baseados no acesso a múltiplas fontes e na triangulação de dados. Tais orientações técnicas subsidiaram todo o processo de análise de meio-termo, determinando cinco diferentes fontes de informação, a saber: (1) Questionário de Avaliação do Progresso (Anexo I) com 144 perguntas abertas e fechadas respondidas pelo DDAHV em maio/2013 e relacionadas ao contexto atual, políticas e estratégias associadas às dez metas. Do total de perguntas deste questionário, duas questõeschave foram repetidas em cada uma das metas: Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? e Você acredita que o país está no rumo certo para alcançar essa meta? ; (2) Sistema de informação UNAIDS para o GARPR 2013 onde foram registrados dados sobre a epidemia no país (DDAHV, março/2013), consolidados em 28 indicadores relacionados às oito metas, uma vez que os indicadores para duas delas referem-se a processos de coleta de dados previstos para 2014 ou de responsabilidade do UNAIDS (8 e 9, respectivamente); (3) Formulário padrão com dez perguntas abertas e fechadas para cada uma das dez metas (Anexo III Formulário 10 Metas) respondidas por parceiros institucionais do DDAHV, visando identificar os principais avanços e desafios do contexto nacional em relação às metas, bem como recomendações para otimizar e/ou agilizar o alcance das mesmas. 11

12 (4) Entrevistas semi-estruturadas (Anexo IV, roteiro) realizadas em maio de 2013 com nove informantes-chave vinculados aos movimentos sociais, à gestão governamental e às instituições acadêmicas, tendo como prioridade as principais questões da revisão de meiotermo, e o eventual esclarecimento de informações específicas abordadas pelas fontes; (5) Consulta Nacional realizada em maio de 2013 com 28 participantes, representando a gestão governamental; a sociedade civil considerando a diversidade dos movimentos sociais; instituições acadêmicas; e as agências ONU (Anexo V). Tais atores foram reunidos durante um dia de trabalho, quando foi possível apresentar e discutir os resultados da revisão de meiotermo, consensuando e validando as informações deste relatório como adequadas ao real e atual contexto nacional. Algumas das principais características do acesso a tais fontes de informação, métodos a elas vinculados e respectivos instrumentos utilizados merecem destaque. Na percepção da esfera governamental federal o sistema online para o GARPR 2013 é pouco amigável para a inclusão e revisão de dados do país, também considerando o grande número de indicadores (28) a serem registrados. Da mesma forma, o Questionário de Avaliação recebeu algumas críticas: (i) o extenso número de perguntas (144) com relação ao prazo exíguo para resposta; (ii) o pequeno intervalo de tempo entre o fornecimento de indicadores para o GARPR 2013 e a resposta do Questionário onde são solicitadas, novamente, informações sobre grande parte desses indicadores; e, (iii) parte da estrutura do Questionário que não possibilita o aporte de informações mais específicas sobre as características do país com uma epidemia concentrada. Ainda com relação a este instrumento e a partir da análise de suas respostas, foram observadas limitações dos dados aportados que determinam lacunas para o adequado monitoramento de algumas metas. Neste sentido, ressalta-se a necessidade de priorizar e agilizar a obtenção de resultados de pesquisas nacionais, bem como a integração, utilização ou atualização de bancos de dados (geridos por estados e/ou outras áreas de governo). Ainda tendo o âmbito governamental como fonte, a revisão de meio-termo contou com a contribuição de gestores de Programas Estaduais e Municipais de DST/AIDS/HV, efetivada pela participação em Consulta Nacional e pelo preenchimento do Formulário 10 Metas. Neste sentido, houve uma expectativa inicial de incluir dez gestores dos âmbitos estadual e municipal na devolutiva desse instrumento. Os critérios para identificação de tais representantes locais consideraram: (i) distribuição por regiões brasileiras (um estado e um município de cada região); (ii) dados epidemiológicos nacionais (maior incidência) para a definição dos cinco estados; e, (iii) a indicação do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASEMS) para os cinco municípios. No entanto, apesar dos esforços aplicados, tal expectativa não foi atendida, sendo necessário realizar uma nova chamada 12

13 junto a outros 12 gestores (sete estaduais e cinco municipais). O retorno dessas duas chamadas consistiu no recebimento de seis Formulários 10 Metas, cujas respostas se restringiram aos gestores estaduais. O preenchimento do instrumento teve como princípio norteador as iniciativas executadas no âmbito estadual relacionadas às dez metas, que foram apropriadas para o contexto nacional. A participação da sociedade civil neste processo foi também vinculada ao Formulário 10 Metas e à Consulta Nacional. O instrumento foi enviado para 14 representações da sociedade civil, inseridas em Comitês e Comissões do DDHAV. Tais representações ampliaram a divulgação do Formulário junto as suas redes e pares, resultando no recebimento de 34 formulários caracterizados por nove diferentes instâncias ou movimentos da sociedade civil. Na avaliação desses parceiros, foi unânime a dificuldade de interpretar adequadamente as informações solicitadas no instrumento, devido ao seu formato e ao nível de conhecimento das metas e símbolos, pelas redes e lideranças. Outra dificuldade observada foi a mobilização da sociedade civil, considerando as diferentes prioridades, demandas e agendas, sem omitir a necessidade de maior instrumentalização e discussão sobre o processo. Tais fatores também determinaram a qualidade e quantidade do retorno recebido. Por fim, porém não menos importante, salienta-se a quase nula participação e representação das instituições acadêmicas inseridas em Comitês e Comissões da esfera governamental (consistindo em 72 profissionais). Esta baixa adesão pode ser um indicativo da necessidade atual de estreitar e aprimorar a articulação entre governo e academia. As entrevistas com informantes-chave e a Consulta Nacional complementaram as fontes e os métodos para a revisão de meio-termo, garantindo aportes diferenciados de todas as áreas envolvidas. Neste sentido, cabe salientar a riqueza dessas duas estratégias, que permitiram ampla discussão técnicapolítica das dez metas no contexto brasileiro e, consequentemente, obtenção de maiores informações para qualificar os indicadores nacionais. O cruzamento de dados das fontes de informação, métodos e instrumentos descritos nesse capítulo foram revistos e analisados, de forma a consolidar percepções e contribuições comuns a todos os atores envolvidos. Dados e indicadores nacionais da epidemia agregados a este conjunto de informações consolidadas, viabilizaram, portanto, identificar a situação atual, os avanços, os obstáculos para cada uma das dez metas, assim como as recomendações programáticas e políticas para transpô-los, garantindo e acelerando o alcance das mesmas. Considerando tal estrutura, os resultados finais dessa revisão de meio-termo são apresentados a seguir. 13

14 3. R E S U L T A D O S A partir das perguntas-chave estabelevidas por UNAIDS para a revisão de meio-termo, os atores envolvidos na resposta à epidemia no país, compartilham e reforçam o entendimento sobre a relevância das metas da Declaração Política sobre o HIV/Aids também para o contexto brasileiro, sendo as mesmas compatíveis com as metas do país. A partir dessa perspectiva, foi ressaltado o alinhamento entre as dez metas e as políticas, planos e programas de governo. Além disso, a percepção dessas instâncias, sobre três perguntas-chave (fechadas) referentes à prioridade, alinhamento e prazo das metas sofreu variações, conforme demonstra os dados fornecidosos abaixo (Figuras 2, 3 e 4). Em função da frequência elevada de respostas idênticas obtidas nos instrumentos de coleta de dados, foi identificada a alternativa de consolidar um conjunto de recomendações estratégicas adequadas a todas as metas, excetuando-se a nona pelo fato desta não corresponder à realidade do país. Tal possibilidade foi apresentada na Consulta Nacional, havendo consenso para inseri-las desta forma neste relatório de país (Figura 5), acompanhadas de outras informações sobre os avanços, desafios e recomendações. Figuras 2, 3 e 4 14

15 O enfrentamento da epidemia no país e, consequentemente, os resultados dessa revisão de meiocontexto brasileiro. Para termo, estão baseados em alguns princípios e características que permeiam o um melhor entendimento desta dinâmica, enfatizamos alguns desses elementos: O Estado Laico determinado pela Constituição Federal e reforçado por acordos internacionais firmados pelo país, deve prevalecer na trajetória brasileira para a formulação, defesa e implantação de políticas públicas; O enfrentamento da epidemia no país deve considerar o respeito à complexidade, diversidade e peculiaridades de suas regiões e população, tendo em vista ser este um país de dimensões continentais, com uma extensa área de fronteiras e com parte da sua população vivenciando situação de exclusão social e econômica e/ou de vulnerabilidade; A unversalidade do sistema de saúde pública no país acrescida dos demais princípios norteadores (integralidade, equidade, descentralização e controle social) garantem à população brasileira o direito à saúde, sendo este um dever do Estado; A histórica e bem sucedida participação da sociedade civil promovendo um efetivo controle social para a construção da resposta à epidemia, situada em patamares de excelência com reconhecimento tanto nacional quanto internacional. 15

16 Figura 5: Recomendações Estratégicas para Assegurar a Implantação e Sustentabilidade das 10 Metas Fortalecer e ampliar ações de advocacy em HIV/Aids, pautando a epidemia em todos os espaços políticos dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. Ampliar e fortalecer o compromisso político de governo para o enfrentamento da epidemia no âmbito federal, estadual e municipal, também no que se refere ao cumprimento das dez metas. Garantir a manutenção e a qualidade da política de incentivo em HIV/Aids e das programações anuais de governo. Ampliar o conhecimento e disseminação de informações sobre diferentes aspectos do contexto brasileiro em DST, HIV, Aids e coinfecções, a partir de maior investimento em bases e sistemas de informação, estudos e pesquisas. Fortalecer e ampliar a integração entre políticas e programas de governo, priorizando a intersetorialidade e a transparência. Ampliar a qualificação e cobertura de ações e serviços em saúde para o HIV/Aids, considerando as diferenças regionais brasileiras. Rever e/ou ajustar programas governamentais em HIV/Aids, garantindo que estejam baseados nos direitos e nas necessidades das populações-chave (incluindo mas não limitado às mulheres PSeseusclientes, gayseoutroshsh, travestisetransexuais,ud, populaçãoem situaçãoderua e população privada de liberdade). Fortalecer e ampliar a articulação entre governo e sociedade civil, nos níveis federal, estadual e municipal. Contribuir para o contínuo fortalecimento da sociedade civil em aspectos relacionados a sua sustentabilidade e participação em espaços de controle social e de incidência política. Rever e/ou ajustar mecanismos para financiamento de ações e serviços, considerando as diferentes demandas do atual contexto da epidemia. Rever normas e procedimentos de conselhos profissionais de forma a contribuir para a ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Definir e/ou adequar mecanismos e processos para o monitoramento e avaliação contínuos do cumprimento das dez metas Meta 1 Reduzir a transmissão sexual do HIV em 50% até Mesmo havendo uma diferença entre esta meta e a do governo brasileiro (a saber, reduzir a taxa de incidência de aids no país e não apenas a transmissão sexual do HIV) há a compreensão de todos de que esta é uma meta prioritária e que vem sendo cumprida pelo país. É consenso, no entanto, que algumas questões do contexto atual limitam seu cumprimento, em termos programáticos, operacionais e temporais. Nesta perspectiva, a revisão de meio-termo enfatizou as restrições impostas pelo crescimento de alas políticas conservadoras no governo, que restringem a plena observância da Constituição Brasileira, sobretudo no que diz respeito à soberania do Estado Laico. Tal contexto político vem dificultando sobremaneira o adequado desenho, implantação e/ou ampliação de políticas e programas em HIV/Aids, imprimindo limitações para as ações direcionadas às populações-chave que registram maior taxas de prevalência para o HIV, bem como para populações em situação de maior vulnerabilidade à infecção. Foi identificado que tal contexto político impacta negativamente no alcance da meta, estabelecendo lacunas ou descontinuidade das estratégias voltadas para gays e outros HSH, transgêneros, profissionais do sexo e usuários de drogas. Também se evidencia na abordagem dos direitos humanos, dos direitos reprodutivos e sexuais, bem como para o segmento de jovens inseridos nessas populações-chave. Os demais resultados obtidos na revisão da meta são descritos abaixo e complementam as recomendações estratégicas já descritas anteriormente. 16

17 Avanços: Ampliação e manutenção da aquisição, distribuição e do acesso gratuito aos insumos de prevenção. Ampliação da cobertura do diagnóstico para o HIV, com utilização do teste rápido. Meta inserida no planejamento e execução de ações de governo, nos níveis federal, estadual e municipal. Desafios: Dificuldades no acesso aos insumos de prevenção, sobretudo no interior do país. Estratégias de prevenção limitadas a modelos pouco inovadores. Nível do estigma, preconceito e discriminação. Dificuldades na execução da programação anual nos níveis estadual e municipal. Aporte financeiro para alcance dessa meta, também considerando as ações da sociedade civil. Recomendações: Ampliar a rede de serviços e os meios de acesso ao diagnóstico, exames de acompanhamento, tratamento e aos insumos de prevenção, incluindo áreas remotas e de difícil acesso no país. Ampliar a cobertura e investimento das ações do governo para a prevenção junto aos jovens e às populações-chave. Investir na definição e implementação de tecnologias e estratégias inovadoras em prevenção, incluindo a Profilaxia Pré e Pós Exposição. Ampliar a efetivação dos planos e programações anuais das esferas governamentais, priorizando o apoio à sociedade civil e às ações voltadas para a promoção e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos. Investir em estudos e pesquisas voltadas para as populações-chave Meta 2 Reduzir a transmissão do HIV entre pessoas usuárias de drogas em 50% até Mesmo sendo esta uma meta prioritária para o país, a revisão de meio-termo identificou que há descompassos em termos de processos e prazos para seu cumprimento. Tal cenário é determinado (i) pelo contexto político do país já descrito na Meta 1 que também impõe barreiras ao alcance desta meta, sobretudo no que diz respeito ao aumento do nível de estigma e discriminação (E&D) contra UD e pouca ou baixa performance da abordagem do tema em programas de governo voltados à educação em saúde (e.g. Programa Saúde e Prevenção nas Escolas); e (ii) pela pouca adequação das estratégias de atenção em saúde e prevenção do HIV face às mudanças no perfil do usuário de drogas e/ou a variedade de drogas socialmente consumidas pela população. Além desses dois elementos de maior destaque, as outras características que se associam a ela, estão indicadas a seguir. Avanços: Acesso gratuito aos insumos para a redução de danos. Incentivo e ampliação do diagnóstico para o HIV e para as Hepatites Virais. Abordagens diferenciadas para uso de drogas, considerando as especificidades do contexto brasileiro. Meta inserida no planejamento e execução de ações governamentais. Desafios: Aumento da disponibilidade do crack e de outras drogas recreativas. Irregularidade no cumprimento dos direitos humanos, a partir da descontinuidade da estratégia de redução de danos inserida na Política de Drogas do país. Dificuldade de acesso à rede de atenção e baixo investimento na qualificação dos serviços. Contexto político do país (discurso moral-religioso) reforçando E&D. Pouca participação da sociedade civil. Baixa qualificação das informações sobre uso e abuso de drogas nos meios de comunicação. Recomendações: Ampliar o acesso aos insumos de prevenção e ao diagnóstico nos serviços de atenção à saúde, incluindo a disponibilização dos mesmos nos serviços de saúde mental. 17

18 Ampliar a qualificação de serviços e de profissionais de saúde. Ampliar a parceria com sociedade civil, incentivando o desenvolvimento de projetos. Garantir ações integradas para o diagnóstico, a prevenção e a promoção dos direitos humanos, considerando programas, estratégias, rede de atenção e serviços de governo. Garantir o desenvolvimento de ações para o combate ao E&D em todos os ambientes educacionais e meios de comunicação. Investir em pesquisas e estudos Meta 3 Eliminar a transmissão vertical até 2015 com mais acesso aos medicamentos pelas crianças e incentivo à realização do pré-natal. Embora a revisão de meio-termo tenha reforçado ser esta meta uma prioridade para o país e que há avanços em relação ao seu alcance, também definiu o consenso em relação aos desafios a ela relacionados. O primeiro deles refere-se à preocupação em não alcançar a meta de eliminação da transmissão vertical no país até 2015, apesar das políticas e dos esforços nacionais. Assim, como recomendação prioritária, destaca-se a necessidade de implantar mecanismos obrigatórios de investigação, que identifiquem de forma ágil e oportuna as causas da transmissão vertical e de óbitos dessa natureza, quando da ocorrência e registro de tais episódios nos diferentes serviços de saúde, identificando igualmente estratégias para ajustar seus procedimentos de forma imediata. Neste sentido, enfatizou-se a urgência de garantir a integração e articulação na abordagem desse aspecto da transmissão vertical do HIV nos Comitês de Morte Materna e Infantil em todos os níveis. Outra questão destacada com relação a esta meta é a necessidade de superar lacunas existentes na abordagem da saúde sexual no escopo da saúde reprodutiva, entendendo-se que ambas não podem ser tratadas de forma dissociada em nenhuma política ou iniciativa governamental. Avanços: Criação e ampliação da cobertura da rede de serviços para a saúde materno e infantil, do acesso ao pré-natal e do diagnóstico do HIV. Ações integradas incluídas em programas e programações anuais de governo. Maior qualificação dos profissionais de saúde na rede de serviços. Desafios: Dificuldades de acesso ao pré-natal, ao diagnóstico e ao atendimento hospitalar para mulheres em situação de exclusão social ou fora dos centros urbanos. Expansão da rede de serviços de saúde materno e infantil, do acesso ao pré-natal e do diagnóstico, considerando a universalização de diretrizes, estratégias e serviços em toda a rede básica de saúde. Dificuldades na integração de políticas, programas e serviços de saúde sexual e saúde reprodutiva. Recomendações: Ampliar e fortalecer a infraestrutura da rede de serviços do SUS. Expandir a cobertura dos serviços de saúde materno e infantil e do acesso ao pré-natal, considerando que tais serviços em rede hospitalar são uma oportunidade para o diagnóstico do HIV. Garantir a atuação integrada dos três níveis de serviços públicos de saúde (i.e. rede básica, rede cegonha 9 e rede hospitalar). Garantir maior compromisso do governo para a manutenção, ampliação e integração de estratégias e serviços, nos níveis federal, estadual e municipal. Manter e ampliar mecanismos para a qualificação permanente de profissionais de saúde. Ampliar a transparência e divulgação de estratégias e serviços, assim como dos respectivos resultados por eles alcançados em temos da eliminação da transmissão vertical. 9 Rede Cegonha é uma estratégia do Ministério da saúde, implementada no SUS, que disponibiliza por meio da rede de serviços públicos, cuidados e assistência em saúde humanizada e de qualidade, para mulheres e crianças.. 18

19 3.4. Meta 4 Aumentar o acesso à terapia antirretroviral para alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento. Além de reforçar o reconhecimento nacional e internacional sobre as conquistas do país no acesso universal e gratuito à TARV, a revisão de meio-termo também destacou alguns obstáculos importantes para a ampliação e/ou manutenção dos avanços desta meta. O primeiro deles refere-se à necessidade da adoção de medidas imediatas para eliminar qualquer evento de desabastecimento na disponibilização de medicamentos pelo SUS, bem como de lacunas em procedimentos vinculados ao tratamento e assistência. Da mesma forma e em decorrência dessa necessidade de ajustar o nível de atendimento da demanda existente, identifica-se a necessidade de ampliar o investimento na rede de serviços de atendimento especializado em HIV/Aids (SAE), suprindo de forma emergencial lacunas existentes em vários municípios brasileiros, incluindo aqueles com mais dificuldade de acesso. Foi apontada também a necessidade de ampliar a linha de cuidados às PVHA, incorporando novos meios de acesso aos medicamentos para além das Unidades Dispensadoras. Também foi salientada a importância de rever as normativas dos Conselhos de Classe, de forma a flexibilizar condutas de atendimento e a necessidade de priorizar o início do tratamento de pessoas envolvidas em relações sorodiscordantes. Avanços: Distribuição gratuita dos medicamentos ARV, a partir da rede de serviços do SUS. Produção nacional de medicamentos. Aumento da adesão ao tratamento. Redimensionamento de efeitos colaterais. Desafios: Desabastecimento na oferta de medicamentos na rede de serviços do SUS. Ampliação da produção nacional de medicamentos. Investimento em novas pesquisas para o tratamento e a cura. Conhecimento tardio da infecção pelo HIV. Manutenção contínua de mecanismos de qualificação de profissionais e serviços de saúde em HIV/Aids, garantindo maior efetividade no acesso à rede de serviços. Recomendações: Aprimorar sistemas de governo para a distribuição de medicamentos e de informação em HIV/Aids, além da capacidade gerencial nos níveis federal, estadual e municipal. Investir na ampliação da produção nacional de medicamentos. Manter o investimento do governo para o tratamento, assistência e cuidados em HIV/Aids, ampliando o nível de aporte financeiro para essas áreas. Ampliar a cobertura dos SAE e das ações de prevenção posithiva. Garantir a qualificação permanente dos profissionais de saúde, bem como a manutenção contínua de equipes especializadas na rede de serviços para tratamento, cuidados e dispensação de medicamentos. Ampliar as estratégias para o diagnóstico precoce do HIV Meta 5 Reduzir pela metade a mortalidade por tuberculose em pessoas vivendo com HIV. Com a revisão de meio-termo evidenciou-se a necessidade de aumentar a cobertura de tratamento de coinfectados nos SAE, contando com medicamentos para TB. Além disso, foi destacado o fato de que o diagnóstico, isoladamente, não abrange toda a dimensão da coinfecção TB/HIV sendo, portanto, urgente integrar o tratamento ao diagnóstico. Outra questão-chave enfatizada refere-se à demanda emergencial para a ampliação e garantia do acesso de populações mais vulneráveis à rede de atenção e cuidados. Adicionalmente, foi também apontada a relevância em criar interfaces amigáveis entre os sistemas de informação de TB e HIV, o que permitirá não só aprimorar a vigilância da coinfecção mas também responder aos indicadores nacionais e internacionais. Complementando ou reforçando este conjunto de indicações, outros resultados são apontados a seguir. 19

20 Avanços: Acesso universal e gratuito ao tratamento e aos medicamentos. Redução das taxas de incidência e de mortalidade. Integração dos programas de HIV/Aids e Tuberculose. Ampliação do diagnóstico TB/HIV na rede de atenção básica e nos SAE. Parceria entre governo e sociedade civil. Desafios: Ampliação e interiorização dos serviços e estratégias voltadas para coinfecção TB/HIV. Baixo controle social em relação à incidência de TB. Qualificação dos profissionais de saúde na rede de serviços. Baixo conhecimento e/ou acesso à informação da população sobre TB e a coinfecção. Conhecimento tardio da infecção pelo HIV. Recomendações: Garantir maior acesso à rede de atenção em saúde, sobretudo das populações em situação de maior vulnerabilidade. Ampliar a atuação integrada das diferentes áreas e programas de governo. Fortalecer a discussão sobre a coinfecção TB/HIV nas diferentes agendas de saúde. Ampliar a oferta do diagnóstico para TB/HIV. Ampliar a divulgação de informações e a educação em saúde, com foco na coinfecção. Ampliar a participação e mobilização da sociedade civil Meta 6 Reduzir a lacuna global de recursos para Aids e reconhecer que o investimento na resposta é responsabilidade compartilhada. Os resultados decorrentes da análise de meio-termo desta meta incluem a perspectiva de que o país vem garantindo de forma integral recursos financeiros para o enfrentamento da epidemia, considerando as diferentes áreas e serviços. Ao mesmo tempo em que se reconhece que as estratégias de governo reduziram os reflexos da crise financeira mundial internamente, há o entendimento de que o declínio de financiamentos internacionais em HIV/Aida no país repercutiu de forma expressiva na manutenção das OSC. Tal fato obrigou a um realinhamento e adaptação na gestão para garantir sua sustentabilidade. Esta característica do atual contexto nacional foi apontada de forma contundente na análise desta meta, reinterando a necessidade de maior investimento do governo nesta área. Avanços: Programas de Cooperação Técnica entre o Brasil e outros países. Impacto reduzido da crise mundial no contexto brasileiro. Manutenção do orçamento brasileiro para saúde e para HIV/Aids. Investimentos feitos pelo governo em diferentes áreas sociais. Inserção do Brasil como receptor do Fundo Global. Desafios: Manutenção do investimento do governo em HIV/Aids. Descontinuidade e/ou baixo investimento em ações da sociedade civil. Dificuldades nos mecanismos e no acesso aos recursos financeiros descentralizados. Baixa inserção de advocacy em HIV/Aids em espaços de gestão das políticas em saúde. Baixa participação do setor privado. Recomendações: Garantir o investimento governamental contínuo e adequado em HIV/Aids, nos níveis federal, estadual e municipal. Manter e ampliar o investimento financeiro de governo em ações da sociedade civil. Inclusão da recomendação de estudos para dimensionar os gastos dos estados e municípios com ações de serviços relacionados ao HIV. Aprimorar os mecanismos e o acesso a recursos financeiros descentralizados. 20

21 Investir e ampliar ações de advocacy em HIV nos colegiados de gestão do SUS. Ampliar a responsabilidade do setor privado no combate à epidemia Meta 7 Eliminar as desigualdades de gênero e dos abusos e violência baseada em gênero e fortalecer as capacidades de meninas e mulheres de se protegerem ao HIV. A revisão de meio-termo reafirmou importantes conquistas da área governamental associadas a esta meta, ao mesmo tempo promoveu uma maior reflexão dos diferentes atores envolvidos sobre o conhecimento e grau de importância dado ao combate às desigualdades e violência baseadas em gênero. Nesta perspectiva foi consenso a urgência de retomar a discussão de tais temas, associandoos ao impacto da epidemia na população feminina. A identificação de melhores estratégias para ampliar e garantir a integração contínua das políticas de governo voltadas para as mulheres, direcionando-as ao combate do HIV/Aids. O destaque desta recomendação é ainda mais realçado pelas dificuldades em trabalhar continuamente as questões de gênero, em um contexto nacional de epidemia concentrada. Na mesma proporção de destaque, foram salientadas as atuais lacunas existentes para garantir processos educativos não discriminatórios e/ou que conjuguem concomitantemente os direitos da mulher, direitos reprodutivos e direitos sexuais. Avanços: Inclusão das questões de gênero no Plano Plurianual, bem como nas programações anuais de metas de estados e municípios. Desenvolvimento de planos governamentais de políticas para mulheres e de enfrentamento da epidemia. Legislação específica que criminaliza a violência doméstica e familiar contra as mulheres e protege seus direitos (i.e. Lei Maria da Penha). Sistemas de disseminação e monitoramento de informações sobre desigualdades de gênero e direitos das mulheres e para o monitoramento da violência baseada em gênero, com cobertura nacional. Rede governamental de serviços e de atendimento especializado para prevenção, amparo psicossocial, em saúde e jurídico, para mulheres em situação de violência. Desafios: Manutenção das políticas, planos e programas de governo voltados para as mulheres. Baixo conhecimento dos gestores governamentais nos níveis estadual e municipal sobre planos e rede de serviços nacionais voltados para as mulheres. Dificuldades na abordagem adequada das questões de gênero e de identidade de gênero, no contexto da epidemia. Baixo desempenho na execução das programações anuais de estados e municípios. Nível de integração entre os diferentes planos e programas de governo, com baixa concentração em esforços conjuntos para a prevenção do HIV. Recomendações: Fortalecer a implantação e desenvolvimento de políticas e programas de governo, garantindo sua continuidade. Ampliar e fortalecer a educação em saúde no ambiente escolar, incluindo e priorizando a abordagem dos direitos sexuais e reprodutivos. Ampliar o acesso à informação e à sensibilização de gestores dos níveis federal, estadual e municipal para as questões de gênero. Garantir a manutenção de estratégias e serviços para mulheres (jovens e adultas), com especial atenção às necessidades de mulheres profissionais do sexo, bem como às demandas relacionadas à população transexual feminina. Garantir ações governamentais de educação focadas na promoção da saúde e na promoção dos direitos sexuais e reprodutivos, assim como no combate ao E&D contra as mulheres profissionais do sexo, as travestis e transexuais além das mulheres vivendo com HIV/Aids. 21

22 Ampliar a interlocução entre os programas de governo, garantindo a abordagem de temas e definição de agendas de trabalho comuns Meta 8 Eliminar o estigma e discriminação contra pessoas vivendo ou afetadas pelo HIV, por meio da promoção de leis e políticas que assegurem a realização total dos direitos humanos e liberdades fundamentais. A reflexão e análise vinculada à revisão de meio-termo reforçou o entendimento comum sobre as dificuldades e obstáculos que o atual contexto político do país traz para os avanços em direção a esta meta. Dentre outros elementos, destacam-se características desse contexto, já descritas anteriormente, que marcam um retrocesso na soberania do Estado Laico, e consequentemente nas políticas de educação e saúde conjugadas à promoção dos direitos humanos, sexuais e reprodutivos. Avanços: Criação da Frente Parlamentar Mista de Aids e de Comissões de Aids em Câmaras de Vereadores. Inserção dos direitos para PVHA e de populações-chave nas áreas da saúde e da previdência social. Integração de políticas e programas de saúde e HIV/Aids com outras áreas de governo. Apoio para iniciativas centradas nas PVHA, na promoção dos direitos humanos, no combate do E&D e na assistência jurídica. Sistemas de informação e mecanismos de governo para monitoramento da violação dos direitos humanos e da violência. Desafios: Visão e/ou política conservadora para as questões relacionadas ao HIV/Aids, aos direitos sexuais e reprodutivos. Retrocesso das políticas de educação em sexualidade nas escolas. Lacunas na aplicação e na ampla divulgação das leis protetoras dos direitos humanos. Deficiência na manutenção e utilização integrada de sistemas de informação do governo. Baixo desempenho de processos de avaliação da efetividade ou do impacto de iniciativas voltadas para a promoção dos direitos humanos e combate ao E&D. Recomendações: Garantia do Estado Laico. Fortalecer a atuação das Frentes Parlamentares e das Comissões de Aids. Ampliar a definição de marcos e arcabouço legais em direitos humanos para PVHA e para populações-chave. Ampliar o advocacy para a aprovação de projetos de leis em tramitação que protejam os direitos das PVHA ou de populações vulneráveis. Garantir o cumprimento dos direitos para PVHA e populações-chave na saúde e previdência social. Fortalecer e ampliar a atuação da sociedade civil. Combater a impunidade em relação à violência de gênero, à homofobia e à transfobia. Implementar políticas públicas sociais e educacionais que garantam a efetividade dos direitos humanos Meta 9 Eliminar as restrições de trânsito, permanência e residência relacionados ao HIV. A meta não se aplica ao contexto brasileiro, uma vez que não há restrições para a entrada, permanência ou residência de PVHA no país, com base em seu status sorológico Meta 10 Eliminar os sistemas paralelos e fortalecer as ações integradas em HIV. 22

23 Considerando as características, princípios e marcos legais do SUS que orientam as atividades de gestão em saúde no país, a análise dessa meta no âmbito da revisão de meio-termo, teve foco na integração entre as ações em saúde e em HIV/Aids, bem como entre as mesmas com outras áreas do governo,pressupondo a gestão governamental e a sociedade civil. A pactuação, interface e integração intrassetorial e intersetorial, nos níveis federal, estadual e municipal constitui-se, portanto, base da análise dessa meta, cujos avanços, desafios e recomendações, são descritas a seguir. Avanços: Serviços, atenção e tratamento relacionados ao HIV garantidos no âmbito da saúde e do SUS, com alinhamento entre os ciclos orçamentários de saúde e para HIV/Aids. Articulação entre áreas-chave e programas de governo, nos níveis federal, estadual e municipal. Sistemas de M&A do HIV/Aids integrados ao sistema de informação em saúde. Sistema logístico federal para compra e distribuição de insumos e medicamentos, integrado com os níveis estadual e municipal. Desafios: Pouca visibilidade e transparência de processos orçamentários e programáticos. Banalização da aids como problema de Saúde Pública. Baixo nível de articulação intersetorial. Baixa sensibilização e comprometimento dos gestores nos níveis estadual e municipal. Sustentabilidade das organizações da sociedade civil. Pouca discussão sobre novas formas de financiamento para ações voltadas ao HIV/Aids. Recomendações: Aprimorar de forma contínua o planejamento e execução orçamentária de governo, garantindo maior visibilidade desses processos. Criar fundo de incentivo para a sustentabilidade das OSC. Garantir de forma contínua a inserção da política em HIV/Aids nas programações anuais de saúde de governo, nos níveis estadual e municipal. Manter e ampliar espaços de discussão e articulação entre diferentes atores envolvidos no enfrentamento da epidemia. Desenvolver ações intersetoriais e efetivas para populações em situação de vulnerabilidade, tais como jovens, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e populações tradicionais (i.e. ribeirinhos, quilombolas e outros). 23

24 4. CONCLUSÕES A revisão de meio-termo das dez metas foi uma oportunidade, dentro da crise econômica mundial, para o país refletir sobre a situação e rumos da política de HIV/Aids inserida na sua estrutura de saúde. A utilização neste processo de um espaço compartilhado por instituições governamentais, da sociedade civil, da academia e de organismos internacionais que atuam na promoção da saúde da população, valorizou o diálogo como meio de intensificar a formulação, implantação e acompanhamento de políticas públicas. Iniciativa esta ainda mais positiva, pois sinaliza a retomada de uma característica que perpassa a resposta do país à epidemia. Ao estabelecer estratégias que visam otimizar o alcance das dez metas até 2015, o Brasil se coloca em desafio também no que se refere à atualização e apropriação pelo governo e sociedade das variações no perfil nacional de combate à epidemia e de promoção da saúde, decorrentes de um contexto cultural, social e econômico diversificado. Portanto, a percepção comum e a expectativa para um futuro próximo é que este (e outros) processos de monitoramento e avaliação de progresso sejam, não apenas uma demanda de organismos internacionais, mas uma prática reintegrada pelo país para discussão e definição das suas políticas. Como consequência também foi reafirmada a relevância de processos desta natureza, que incluem diferentes atores e setores, para o adequado entendimento e dimensionamento de crises, lacunas ou obstáculos em HIV/Aids. Neste sentido, a ampliação do advocacy em HIV/Aids permitirá maior visibilidade das demandas impostas pelas epidemia, garantindo e ampliando o adequado atendimento das mesmas nos níveis político, programático, financeiro e gerencial. Uma ágil e contundente resposta que faça frente às adversidades do cenário político atual, minimizará a preocupante tendência da banalização da Aids, que agravará o impacto da epidemia na vida de milhões de brasileiros. Os resultados da revisão de meio termo apontam algumas recomendações estratégicas que, juntamente com outras indicações já fornecidas, deverão assegurar prioridade e/ou maior agilidade para o alcance das dez metas, a saber: O aprimoramento dos sistemas de informação e vigilância existentes no país e a ampliação da investigação acadêmica em HIV/Aids; A manutenção, expansão e qualificação da rede e de profissionais de saúde; A (re)aproximação ou (re)conexão, efetiva, entre a gestão governamental, as instituições acadêmicas, a sociedade civil e os organismos internacionais; 24

25 A garantia e aplicação de recursos financeiros nas atuais áreas críticas, como a produção de medicamentos, a atuação da sociedade civil e o fortalecimento da rede de atenção e assistência; e, O fortalecimento da interface e intersetorialidade. No sentido de aprimorar o processo da revisão de meio-termo das dez metas foi sugerido absorver nas iniciativas futuras, os seguintes aspectos: (i) o aperfeiçoamento ou adequação de instrumentos e prazos; (ii) a efetiva e ampla participação de todas as instâncias nacionais envolvidas no processo; e, (iii) a discussão contínua desse marco referencial em espaços de interlocução de e entre governo e sociedade civil. Os próximos passos, a serem concluídos em curto e médio prazos, incluem, mas não se limitam, a uma vasta divulgação dos resultados desta avaliação de meio-termo, compartilhando-os com os diferentes atores e seus fóruns de articulação; e, ao detalhamento de estratégias e atividades factíveis que correspondam aos aportes já obtidos, compondo assim um plano de trabalho norteador das iniciativas dos três níveis de governo, das instâncias acadêmicas colaboradoras e da sociedade civil, no esforço nacional para aprimorar o enfrentamento da resposta de país à epidemia e às dez metas pactuadas globalmente. 25

26 ANEXOS I. Questionário da Avaliação do Progresso- Brasil II. Dados Brasil Dez Metas III. Resumo Resultados e Recomendações - Instâncias Parceiras IV. Roteiro de Entrevistas com Informantes-Chave V. Participantes da Consulta Nacional VI. Apresentações - Consulta Nacional 26

27 Anexo I: Questionário de Avaliação do Progresso - Brasil Qual é o tipo da epidemia no país? Concentrada 1.1) Qual foi o último ano em que se realizou a modelagem da incidência do HIV? Estudo piloto de incidência Recife e Curitiba em andamento, com o objetivo de testar a metodologia, para posterior generalização ao país. 1.2) Em que ano o país analisou a incidência por Formas de Transmissão? Mesmo estudo piloto de incidência. Recife e Curitiba em andamento. Existem também estudos anteriores, pontuais, como o estudo de avaliação da efetividade das intervenções com profissionais do sexo, que utilizou metodologia para analisar a incidência. Dados publicados em 1.3) Quais são os 3 grupos com maior incidência da infecção? Com base em estudos de prevalência (RDS): Profissionais do sexo (e seus clientes) e HSH. 1.4) Forneça dados e estimativas do último censo: Meta 1. Reduzir a Transmissão Vertical. 1.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? População Data da estimativa Tamanho estimado da população HSH Fonte: PCAP (3,1% pop masculina de 15 a 49 anos) Profissionais do sexo Fonte: PCAP (1,3% pop de 15 a 49 anos - ambos os sexos) 1.5) Seu país tem uma meta nacional para a redução da transmissão sexual? A meta nacional é de redução da taxa de incidência de aids (não apenas a da transmissão sexual). 1.6) Se tem qual é a meta nacional para a redução da transmissão sexual até 2015? Reduzir a incidência de aids de 20,1/ para 18,9. Essa incidência inclui todas as formas de transmissão e não se refere apenas à transmissão sexual. 1.8) De que modo essa meta se relaciona à meta da Declaração de Políticas de 2011? (maior, igual, menor) A meta é menor. A redução esperada até 2015 é de 6,3% de redução na linha de base de ) Qual é o percentual de jovens entre 15 e 24 anos vivendo com o HIV (GARPR 1.6)? Especifique o ano. 10 0,31% (Estudo Sentinela em Parturientes de 2010) 1.10) O valor percentual acima está aumentando, diminuindo ou mantém-se constante? 1 Aumentando: no Estudo Sentinela em Parturientes de 2006 era 0,26%. 1.11) Qual o percentual de adultos entre 15 e 49 anos de idade que tiveram relação sexual com mais de um parceiro nos últimos 12 meses (GARPR 1.3)? 1 Pesquisa comportamental nacional realizada em 2008 (PCAP) na população em geral (15-64 anos de idade) avalia % dos entrevistados "que tiveram relações sexuais com mais de cinco parceiros nos últimos 12 meses". Disponível em: PCAP indicador:% dos entrevistados com idades entre anos que tiveram relações sexuais com mais de cinco parceiros nos últimos 12 meses: 9,48% (Numerador: # de inquiridos dos anos que tiveram relações sexuais com mais de cinco parceiros nos últimos 12 meses / denominador: # de todos os inquiridos dos anos = 491/5175), do sexo masculino 14,5% (378/2606); do sexo feminino 4,39% (113/2569) 1.12) O valor percentual acima está aumentando, diminuindo ou mantém-se constante? 1 10 Responder apenas se o país estiver classificado como epidemia generalizada 27

28 1.13) Qual o percentual de adultos entre 15 e 49 anos de idade que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses e que informaram ter usado camisinha na última relação sexual (GARPR 1.4)? 1 Pesquisa comportamental nacional realizada em 2008 (PCAP) na população em geral (15-64 anos de idade) avalia a% dos entrevistados "que foram sexualmente ativos (> 0 parceiros sexuais) nos últimos 12 meses e que também informou o uso do preservativo na última relação sexual. Disponível em: Indicador PCAP: % dos entrevistados com idades entre anos sexualmente ativos nos últimos 12 meses e que também informou o uso do preservativo na última vez que teve relações sexuais: 38,0% (1986/5230), sendo 44,1 % (1166/2642) do sexo masculino, 31,7% (820/2588) do sexo feminino. 1.14) O valor percentual acima está aumentando, diminuindo ou mantém-se constante? ) As estratégias abaixo estão sendo utilizadas para alcançar a meta? TARV para Prevenção; Distribuição e promoção do uso de camisinhas junto a populações-alvo; Programas intensivos adaptados a populações-chave. Outros: ações de programas específicos de mudança comportamental e de programas baseados em evidencia dirigidos à população de maior risco (e.g. DEBI, SAGAS e QUERO FAZER, além de intervenções desenhadas exclusivamente para profissionais do sexo que foi avaliada pelo DDAHV e com usuários de drogas). 1.16) O país tem leis, normas ou políticas que sejam obstáculos para a prevenção efetiva do HIV junto a populaçõeschave e grupos vulneráveis? (NCPI) Homens que fazem sexo com homens Profissionais do sexo Jovens 1.18) Qual é o número estimado de HSH alcançados com intervenções preventivas? Não há dados disponíveis 1.19) Qual é o número estimado de profissionais do sexo alcançados com intervenções preventivas? Não há dados disponíveis 1.20) Quais são as tendências de investimentos com atividades selecionadas para a prevenção da aids no último ano? Populações-chave (Aumentando, Reduzindo, Constante) Promoção e distribuição de camisinhas (Aumentando, Reduzindo, Constante) ) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta 2. Prevenção do HIV entre Usuários de Drogas. 2.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 2.1) Qual foi a última estimativa do tamanho da população UDI e qual a data da estimativa? ) Qual o número estimado de infecções pelo HIV entre UDI no último ano? 908 casos de aids (3,8% dos casos notificados no SINAN, 2011). 2.3) Você tem uma meta nacional para a redução da infecção pelo HIV entre UDI até 2015? Não há meta especifica para UD/UDI. Mesma meta geral de redução de incidência aids (meta 1) 2.4) Se não tem, planeja estabelecer, neste ano, uma meta para 2015? 2.5) Se tem, qual a sua meta nacional para a redução da transmissão do HIV até 2015 (percentual da redução comparado aos níveis de 2011)? 2.6) De que modo essa meta se relaciona à meta da Declaração Política de 2011 (Reduzir a transmissão do HIV entre usuários de drogas injetáveis em 50% até 2015)? (maior, igual, menor) 2.7) Quais os elementos da prevenção do HIV abordados pelas políticas/estratégias nacionais? Troca de Agulhas & Seringas (TAS) Rede e serviços de apoio baseados nos CAPS/AD organizados nacionalmente e estruturados para as ações de redução de danos. 28

29 2.8) Quantas Pessoas que Injetam Drogas (em inglês, People Who Inject Drugs - PWID) foram alcançadas com a Terapia de Substituição de Opiáceos? Não se aplica 2.9) O número de PWID alcançados pelo programa de TAS é crescente? Dado não disponível 2.10) Quantos usuários de drogas injetáveis estão inscritos para a Terapia de Substituição de Opiáceos? Não se aplica 2.11) O número de PWID inscritos na TSO está aumentando? Não se aplica 2.12) Os clientes TSO recebem doses recomendadas de 60mg de metadona por dia ou 12 mg de buprenorfina/dia? Não se aplica 2.13) Qual a proporção de PWID portadores do HIV recebendo TARV? Dado não disponível 2.14) Qual a proporção estimada de recursos para o HIV gastos em programas direcionados a pessoas que usam drogas? Tais gastos são de responsabilidade da Área Técnica de Saúde Mental, pois hoje esta ação é integrada e corresponde a uma iniciativa governamental ampla coordenada pela presidência da republica. Não há dados disponíveis no DDAHV. 2.15) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta 3. Eliminar Novas Infecções pelo HIV em Crianças. 3.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 3.1) Qual é o número estimado de crianças infectadas pelo HIV em decorrência da transmissão vertical (incluindo amamentação) no último ano? (GARPR) 391 crianças (modelagem) 3.2) O seu país tem uma meta nacional para a eliminação de infecções em crianças? Reduzir a incidência de aids em menores de 5 anos 3.3) De que modo a meta nacional se relaciona à meta da Declaração de Políticas 90% de redução de novas infecções em crianças ( eliminação ) entre 2011 e 2015? Menor. A redução esperada até 2015 é de 33,3% de redução da linha de base de ) Há um plano ou estratégia nacional definida para a eliminação? Plano Operacional para Redução da Transmissão Vertical (TV) do HIV e da Sífilis (até Dez/2011 e em atualização), Ações de redução da TV no âmbito da Rede Cegonha (a partir de 2011) e o Plano de Qualificação das Linhas de Cuidado da Transmissão Vertical do HIV e Sífilis nos estados do Semiárido e Amazônia Legal, em parceria com a UNICEF desde A agenda Estratégica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) inclui indicadores sobre a eliminação da TV do HIV e Sífilis. Documento disponível em: 3.5) Qual é o número estimado de mulheres grávidas vivendo com o HIV no último ano (Spectrum)? Este número será calculado na oficina em Panamá (Spectrum) nas próximas semanas, mas por enquanto o número estimado baseado na prevalência do estudo sentinela parturiente é de (do GARPR: o número estimado de gestantes HIV positivas nos doze últimos meses foi calculado com base no número de nascimentos no Brasil em 2010 ( ) + 10% para considerar aborto e natimortos ( ) e ANC HIV soroprevalência de 0,38% (ANC vigilância sentinela em 2010/11). 3.6) Que proporção de grávidas fizeram o pré-natal pelo menos uma vez? (caso seja possível, utilize uma pesquisa por amostra de domicílios que seja representativa em nível nacional) 97,3% (Fonte: SINASC) 29

30 98,5% (Pelo menos uma consulta de pré-natal; e, 70% correspondem a 6 consultas e mais) Fonte: Estudo Sentinela-Parturiente 2010/2011 com amostra de parturientes de 15 a 49 anos de idade de todas as regiões do país) 3.7) Que percentual de grávidas HIV-positivas recebem antirretrovirais para reduzir o risco da transmissão vertical no último ano (GARPR 3.1)? 64,15% (2012) 3.8) Esse percentual está aumentando? Sim (de 50,23 em 2011 para 64,15% 2012 denominador estimado versão do Brasil - com o denominador do Spectrum em 2011 foi de 81,41%) 3.9) Qual é a principal opção de profilaxia por ARV utilizada conforme a política nacional? A Nevirapina em dose única é utilizada como principal profilaxia por ARV, de acordo com a política nacional? Principal opção em gestantes: AZT + 3TC + Lopinavir/r 3.10) Quais são os planos para mudar para a opção A, B or B+? Eliminar gradualmente até o final do ano. Eliminar gradualmente no próximo ano. Continuar, sem outros planos. Atualmente utiliza-se recomendação nacional próxima à B (com exceção do braço do RN). A partir de 2013 está sendo implementada recomendação próxima à B+, individualizando para cada gestante a manutenção da TARV após o parto, independente do CD4 ou sintomas. 3.11) Qual o percentual de mulheres grávidas vivendo com o HIV, elegíveis para a TARV para sua própria saúde, que estão no momento recebendo a TARV? 36,3% (2783/7674) gestantes em 2012 estavam em lifelong TARV (ver GARP 3.1). 3.12) Esse percentual está aumentando? Sim. Em 2011 era 2241/6528: 34,3%. 3.13) Qual o percentual de crianças nascidas de mulheres HIV positivas que recebem o diagnóstico precoce para recém-nascidos nos primeiros 2 meses de vida? 20,6% em ) Esse percentual está aumentando? Não, em 2011 eram 35,24%. 3.15) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta Milhões Acessando Tratamento 4.0) Esta meta é prioritária para o seu país? Se não, por quê? 1.0) 4.1) O seu país tem uma meta nacional para acesso a tratamento até 2015? O Brasil tem uma política de acesso universal ao tratamento ARV. Cobertura estimada em 2012 foi de 93,5% ( pessoas em TARV) excedendo a meta internacional para acesso universal de 80%. Numerador: (número de adultos e crianças com infecção do HIV avançada que atualmente recebe TARV em consonância com protocolo nacional para tratamento (ou padrões OMS), no final do ano deste relatório). Denominador: (numero estimado de adultos e crianças elegíveis, usando padrões OMS). O percentual deve ser usado segundo critério OMS (segundo denominador). 4.2) De que modo a meta nacional se relaciona à meta da Declaração Política de 2011 (80%)? 4.3) Qual é o número estimado de adultos (+15 anos) precisando de terapia antirretroviral, com base nas orientações da OMS de 2010? adultos (GARPR 4.1) 4.4) Quantos adultos (+15 anos) estão em tratamento antirretroviral? (GARPR 4.1) 30

31 4.5) O número de adultos recebendo TARV está aumentando? Sim 4.6) Quantos pacientes estão recebendo terapia de 1ª linha, 2ª linha e 3ª linha (conforme definição da OMS)? (2011) a. 1ª linha: b. 2ª linha: c. 3ª linha: pacientes adultos (acima de 13 anos) retiraram medicamentos nos últimos três meses de ) Qual é o número de novos pacientes inscritos para TARV nos primeiros 6 meses de 2012? Os dados de 2012 ainda não foram atualizados, mas seguem estáveis nos últimos anos. No ano de 2011 o número de novos pacientes inscritos para TARV: 1º semestre de 2011: º semestre: ) Qual é o percentual de adultos (+15 anos) portadores do HIV que ainda estão em tratamento 12 meses após o início da terapia antirretroviral (GARPR 4.2)? 79,92% 4.9) Se regimes terapêuticos com base na estavudina ainda forem utilizados, há planos para eliminá-los de forma gradual? Sim, de acordo com Nota Técnica 193/ 2013 CQV/DDAHV/SVS/MS 4.10) Qual é a proporção de pacientes tratados com Combinação com Dose Fixa (1 pílula hoje)? (<20%, 20-50%, 50-80%, >80%) pessoas (cerca de 55%) em uso de AZL (AZT+3TC) nos últimos 100 dias de ) Os enfermeiros são qualificados/têm permissão para... a. Iniciar a TARV em pacientes? Não b. Manter pacientes na TARV? Não 4.12) Agentes comunitários de saúde têm permissão para a. Realizar o teste rápido do HIV? Não b. Fornecer ARV para pacientes? Não 4.13) Foram introduzidas ferramentas para monitoria do tratamento do HIV no local de atendimento ao paciente? (não, em pequena escala apenas, em todo o país) Sim, o Sistema de Controle e Logística de Medicamentos é uma ferramenta de gestão das dispensas dos ARV. 4.14) Qual é o custo total do tratamento por paciente anualmente? Estima-se que, em 2009, o custo do tratamento antirretroviral por paciente, por ano foi de US$1, 608, ) Que proporção do Orçamento para o HIV é destinado para tratamento? 66% do valor total do orçamento aprovado no ano de 2012 foram destinados a tratamento. 4.16) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta 5. Evitar Mortes por TB 5.0) Esta meta é prioritária para o seu país? Se não, por quê? 5.1) Qual é a sua meta nacional para reduzir a morte por TB relacionadas ao HIV? Ampliar a testagem da coinfecção de TB/HIV para 100% até 2015, sendo 75% em ) De que modo a meta nacional se relaciona à meta da Declaração Política de 2011 ( reduzir as mortes por TB relacionadas ao HIV em 50% até 2015 )? Trata-se de um indicador proxy para medir a ampliação do acesso ao diagnóstico da coinfecção de TB/HIV e o acesso a serviços. 5.3) O seu país adota políticas sobre: a. Terapia Preventiva com Isoniazida (IPI)? Sim B. Teste da TB para PVHA? Sim 5.4) Quais destas orientações/protocolos/algoritmos são observados para a prevenção da TB entre pacientes HIV positivos? Políticas da OMS para atividades conjuntas para TB/HIV: guia para programas nacionais e outras partes interessadas (OMS). 31

32 Orientações para intensificar a identificação de casos de tuberculose e terapia preventiva com isoniazida para pessoas vivendo com o HIV em ambientes de recursos limitados (OMS) Tratamento da Tuberculose: orientações para programas nacionais (OMS). Orientações para a Prevenção e Tratamento de Infecções Oportunistas em Adolescentes e Adultos Infectados pelo HIV (CDC) Outros (especifique, por favor): 5.5) Quantas pessoas cadastradas como HIV positivas receberam profilaxia com isoniazida (tratamento de infecção latente de TB) no último ano? Esta informação é disponibilizada pelo SICLOM, mas o dado de 2012 é incompleto e refere-se apenas às 16 cidades onde as UDM começaram a distribuição de medicamentos anti-tb. 5.6) Esse número está aumentando? 5.7) Quantas pessoas cadastradas como HIV positivas foram testadas para TB pelo menos uma vez no ano? GARP 5.4: foi respondido o indicador de screening para TB em pessoas com HIV baseado na informação contida da ficha de notificação do SINAN. O dado é proxy, considerando que não tem como responder esta pergunta sobre testagem/avaliação anual com dados de prontuário. 5.8) Esse número está aumentando? Estável nos últimos 5 anos. 5.9) Quantos pacientes coinfectados com HIV e TB iniciaram ou continuaram a TARV? Aguarda-se relacionamento dos bancos de dados. 5.10) Esse número está aumentando? 5.11) Qual é o número de mortes em decorrência de TB em indivíduos HIV positivos, por habitantes? Em 2011 foram óbitos por aids, destes (13,3%) foram associados à TB. 5.12) Esse número está aumentando? O número de óbitos por aids aumentou nos últimos cinco anos, saiu de em 2006 para em 2011, logo o número de óbitos associados à TB também aumentou, passou de em 2006 para em No entanto, apesar desse número ter aumentado, a proporção de óbitos por aids associados à TB nesse período não apresentou aumento significativo, em 2006 correspondiam a 13,7% e em 2011 a 13,3%. 5.13) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Necessidades Futuras 6.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 6.1) As necessidades futuras de investimento para o HIV foram estimadas? As estimativas são avaliadas ano a ano quando da elaboração da Lei Orçamentária Nacional (LOAS) no que se refere ao orçamento do setor saúde. Os recursos nacionais são da ordem de 1,2 bilhões, sendo 700 milhões destinados à aquisição de medicamentos e 500 milhões para prevenção e gestão descentralizada dos programas. 6.2) Se afirmativo, qual é a necessidade de investimento estimada? Para 2013: 1,2 bilhões Para 2014: 1,3 bilhões Para 2015: 1,35 bilhões 6.3) Qual foi a última estimativa das despesas totais com o HIV provenientes de fontes públicas, privadas e internacionais? A única informação disponível é proveniente do orçamento nacional destinado ao custeio das ações programáticas nacionais para controle da epidemia. Não inclui, portanto, as despesas realizadas por estados e municípios e as despesas pagas pelo sistema de saúde para os provedores privados. 6.4) Qual foi a proporção do financiamento com recursos nacionais? (<20%, 20-40%, 40-60%, 60-80%, >80%) A execução orçamentária no exercício de 2012 ficou 95,23%. Este orçamento corresponde a fontes exclusivamente Federais. 32

33 6.5) Qual foi o valor do orçamento com recursos nacionais para o último ano (2012)? O valor aprovado para o orçamento em 2012 foi de R$ ,00 (hum bilhão, cento e noventa e três milhões de reais), o valor executado no exercício foi de R$ ,00(hum bilhão, cinquenta e oito milhões, quinhentos e dezesseis mil reais). 6.6) A alocação de recursos internos no orçamento nacional aumentou mais rápido do que o crescimento econômico durante os últimos 3 anos? Na média, a alocação de recursos no orçamento foi similar ao crescimento econômico. 6.7) Espera-se um aumento na alocação de recursos internos no orçamento nacional para os próximos anos? O aumento do orçamento do setor saúde e da vigilância em saúde, em particular, é uma necessidade e o financiamento tem sido uma das principais agendas de discussão das três esferas de Governo, integrando hoje o debate da regionalização e da descentralização. 6.8) O país possui planos de ação específicos para aumentar o financiamento nacional para o HIV? O aumento dos recursos destinados ao controle da epidemia está diretamente relacionado às ações de qualificação da vigilância e do aperfeiçoamento da política de incentivo, de modo que estados e municípios possam utilizar os recursos disponíveis conforme as necessidades e baseado em resultados. 6.9) Há planos para um financiamento inovador para a resposta ao HIV, tais como fundos fiduciários para a aids, impostos específicos ou a inclusão do HIV no esquema nacional de seguro de saúde? (se a resposta for afirmativa, descreva, por favor) Não 6.10) Qual foi o valor estimado da ajuda internacional no último ano? US$ ,00 que correspondem aos gastos com doações de antirretrovirais e atividades de cooperação técnica com África, América do Sul e Caribe. 6.11) Espera-se que a assistência internacional aumente nos próximos três anos? Espera-se que permaneça estável com pequeno crescimento. 6.12) A alocação dos recursos para o HIV é condizente com a distribuição da infecção por grupo populacional e regiões do país? Sim, estratégia nacional é de orientar as programações locais para a focalização das ações em grupos populacionais de maior risco para infecção. Como a epidemia não é homogênea e sua distribuição é desigual regionalmente, focalização e cobertura são estratégias necessárias para conter o avanço da epidemia em subgrupos e na população em geral. 6.13) Se não é, há planos para a redistribuição dos recursos para o HIV? A distribuição dos recursos hoje se coaduna com as características da epidemia, segundo critérios epidemiológicos e demográficos. 6.14) Como os preços com insumos para o HIV se comparam com os preços internacionais em outros países de renda média e baixa (por exemplo: mecanismos de informação de preços de medicamentos da OMS)? A questão dos preços dos insumos obedece, em geral, as regras do mercado e podem variar em relação à taxa de câmbio praticada no país quando da importação, dos custos relacionados aos impostos, das regras nacionais e do custo de produção nacional relacionado aos encargos trabalhistas, investimento em ciência e tecnologia, entre outros. A vantagem comparativa de países que possuem plantas industriais próprias, mesmo praticando preços acima do que é praticado no mercado mundial, é compensada pela autonomia, podendo o país diversificar e ganhar no médio e longo prazo independência em relação aos países que dominam o mercado mundial de insumos e de medicamentos, superando inclusive a prática do dumping. 6.15) Se forem mais altos, há planos sendo desenvolvidos para rever as práticas de compras com o objetivo de reduzir os preços de insumos? O país dispõe hoje de mecanismos de compra efetivos e de mesa de negociações de preços que permitem estabelecer parâmetros para que não haja abuso comercial. 33

34 6.16) Houve alguma revisão das diferentes opções do modelo de entrega de serviços para o HIV (por exemplo: integrado, descentralizado, com base na comunidade), com o objetivo de melhorar o acesso aos serviços e reduzir custos? Sim, para o tratamento da coinfecção TB/HIV houve o esforço de integrar a atenção à TB nos Serviços de Assistência Especializada em HIV e Aids (SAEs) em 16 municípios. Foi publicada a portaria conjunta Nº 1, entre SAS e SVS, de 16 de janeiro de 2013, que altera na Tabela de Serviço Especializado no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), o Serviço Serviço de Atenção a DST/HIV/Aids, e institui o Regulamento de Serviços de Atenção às DST/HIV/Aids, que define suas modalidades, classificação, organização das estruturas e o funcionamento. 6.17) Você acredita que haja um déficit de recursos significativo atualmente? Não há déficit de recursos. O que se espera é que os recursos disponíveis possam ser mais bem gerenciados e possam de fato responder a situação atual da epidemia no país. 6.18) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? 7.1) Foi realizada uma avaliação relativa a gênero da epidemia, contexto e resposta? O Boletim epidemiológico apresenta dados da epidemia de aids no Brasil por sexo e faixas etária. 7.2) Os dados da avaliação foram utilizados para subsidiar a estratégia para o HIV? 7.3) O Plano Estratégico Nacional (PEN) Inclui ações específicas para abordar as necessidades e direitos de mulheres e meninas e a igualdade de gênero? O Plano Plurianual (PPA) contempla ações e metas multissetoriais para enfrentamento da desigualdade de gênero. Disponível em: Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de HIV e Aids. Disponível em: Inclui um orçamento específico para tratar aspectos relacionados ao gênero na vulnerabilidade ao HIV? Sim, de acordo com a composição orçamentária do PPA. Atende às necessidades e direitos de transgêneros? Sim Atende às necessidades e direitos das mulheres em populações-chave? Sim, de acordo com as ações programáticas do PPA. Inclui atividades que atraiam homens e meninos? Sim 7.4) Há mecanismos para rastrear a Violência Baseada no Gênero? Sim 7.5) Qual é a proporção de mulheres que já foram casadas ou moraram com um parceiro, com idade entre 15 e 49 anos, que foram vítimas de violência física ou sexual por um parceiro íntimo do sexo masculino nos últimos 12 meses? GARPR 7.1: Mulheres de anos que atualmente têm ou que já tiveram um parceiro íntimo e que relatam ter sofrido violência física ou sexual por pelo menos um dos parceiros nos últimos doze meses: (todas as mulheres) mulheres anos: mulheres anos: mulheres anos: mulheres (15-49 anos) se referem ao número das que sofrera, violência física ou sexual pelo menos uma vez de seus parceiros íntimos (marido, ex-marido, namorado, ex-namorado) nos últimos doze meses, no conjunto de notificações de mulheres (15-49 anos) que experimentaram violência sexual ou física de qualquer agressor. Não se considera casos notificados de IPV como melhor forma para estimar prevalência. 7.6) Qual é a fonte e data dos dados? SINAN Meta 6. Eliminar as Desigualdades de Gênero 7.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 7.7) Esses dados foram utilizados para subsidiar a estratégia para o HIV ou a elaboração de propostas? Não 34

35 7.8) O PEN inclui ações específicas para responder à violência contra mulheres e meninas? Sim 7.9) O país adota uma política, leis ou normas para reduzir a violência contra mulheres, incluindo, por exemplo, vítimas de violência sexual ou mulheres vivendo com o HIV? Sim. Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (http://spm.gov.br/publicacoesteste/publicacoes/2011/politica-nacional). Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (http://spm.gov.br/publicacoes-teste/publicacoes/2011/pacto-nacional) Lei / Lei Maria da Penha revisada (http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1928/lei_maria_penha_4ed.pdf) 7.10) Há evidências de que a desigualdade de gênero reduziu em decorrência de leis, políticas e programas que criam um ambiente favorável e melhoram a saúde sexual e reprodutiva? Dado não disponível 7.11) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta 7. Eliminação do Estigma e da Discriminação 8.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 8.1) Quais são os mecanismos existentes no país para documentar e responder às violações dos direitos humanos relacionados ao HIV? (Relatórios policiais, registros de processos legais, pesquisas e estudos específicos, nenhum) Existe relatório indicativo de violação dos direitos humanos, estigma e discriminação. Fonte: DDAHV. 8.2) Foi realizada alguma avaliação do nível, natureza e impacto do estigma e da discriminação relacionados ao HIV, na resposta ao HIV (tal como o Indicador de Estigma)? Não 8.3) Quais foram os principais resultados encontrados? a. Estigma na família e na comunidade (por ex.: exclusão das atividades familiares, sociais ou religiosas; boatos) b. Violência (por ex.: insultos verbais, ameaças, hostilização ou violência física por causa do status soropositivo) c. Discriminação em ambientes de atendimento médico (por ex.: serviços negados, incluindo assistência dentária, saúde sexual e reprodutiva e planejamento familiar) d. Discriminação no ambiente de trabalho (por ex.: perda de emprego ou renda, oportunidade de emprego negada) PVHA vivenciaram Populações-chave vivenciaram: 8.4) Foi realizada alguma avaliação do ambiente legal, político e social para identificar os principais obstáculos para a resposta ao HIV? São utilizados os dados constantes do relatório do Seminário Nacional de Direitos Humanos, ocorrido em Brasília-DF, em junho de 2012 (Fonte: DDAHV) e os relatórios de execução dos projetos da rede de assessorias jurídicas em HIV/aids (Fonte: DDAHV). 8.5) Quais foram os resultados dessas avaliações? Leis punitivas contra pessoas vivendo com o HIV dificultam o acesso a serviços Leis punitivas contra membros de populações-chave dificultam o acesso a serviços A aplicação de leis punitivas dificulta o acesso a serviços para o HIV A falta de aplicação de leis protetoras contribui para o estigma e a discriminação 8.6) Foram implantados programas para reduzir o estigma e a discriminação relacionados ao HIV? Editais de apoio a projetos de promoção de direitos humanos. 8.7) Esses programas incluem: Atividades para aumentar a aceitação e avançar nas questões da não discriminação contra pessoas vivendo com o HIV ou membros de populações-chaves 35

36 Serviços jurídicos relacionados ao HIV para pessoas vivendo com o HIV ou membros de populações-chave Cursos básicos de fundamentação jurídica ( conheça seus direitos ) Sensibilização de legisladores e autoridades policiais Treinamento para profissionais da saúde sobre direitos humanos e ética médica, relacionado ao HIV Atividades para reduzir a discriminação contra mulheres no contexto do HIV 8.8) Há evidências de que houve redução do estigma e da discriminação em decorrência da implantação desses programas? Dado não disponível 8.9) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta 8. Eliminação das Restrições a Viagens 9.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 9.1) Há restrições para a entrada, permanência ou residência de pessoas vivendo com o HIV com base no status sorológico? Não 9.2) Há algum registro, nos últimos 6 meses, de pessoas que tiveram a entrada, permanência ou residência negadas, ou de pessoas serem deportadas com base no status sorológico? Não 9.3) Se há alguma restrição a viagens relacionada com o HIV, que ações estão sendo adotadas pelo programa nacional para removê-las? Revisão das leis, regulamentos, políticas e práticas relacionadas à entrada, permanência e residência de pessoas vivendo com o HIV. Início de um diálogo sobre políticas com as diversas partes interessadas (por ex.: os relevantes ministérios, departamentos, comitês parlamentares, sociedade civil e setor privado) com o objetivo de remover as restrições à entrada, permanência e residência. Início de um processo formal para remover das leis, normas, políticas e recomendações, as restrições à entrada, permanência e residência. Início de um processo formal para retirar as perguntas sobre o status sorológico de formulários de pedido de visto. 9.4) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? Meta 9. Fortalecimento da Integração do HIV 10.0) Esta meta é prioritária para seu país? Se não, por quê? 9.0) 10.1) As metas nacionais relativas ao HIV e à mortalidade infantil e maternal estão alinhadas? 11 Não se aplica 10.2) As populações-chave com risco aumentado para a infecção pelo HIV são mencionadas no plano nacional de desenvolvimento? Entendendo-se plano nacional de desenvolvimento, como o Plano Plurianual do Governo não. 10.3) Os planos nacionais para a saúde e aids e os ciclos orçamentários estão alinhados? Sim. Os ciclos orçamentários estão em consonância com as ações e serviços de saúde planejados no Plano Nacional de Saúde (PNS) e no Plano Plurianual (PPA). 10.4) Qual a proporção estimada de recursos de doadores para o HIV investidos em ações fora do orçamento do governo (extraorçamentárias)? Não se aplica 10.5) Quais os serviços para portadores do HIV que são cobertos pelo sistema nacional de seguro de saúde? Todos os serviços relacionados ao HIV Teste do HIV 11 Responder apenas se o país estiver classificado com epidemia generalizada 36

37 TARV Prevenção da Transmissão Vertical Infecções Oportunistas Não existe um sistema nacional de seguro de saúde 10.6) Quais elementos do Programa Nacional de Prevenção da Transmissão Vertical estão integrados aos programas de saúde maternal e infantil? Gestão Conjunta Supervisão Conjunta Treinamentos Capacitação de profissionais de saúde da Atenção Básica para a realização de testes rápidos (HIV, sífilis), no âmbito da Rede Cegonha. 10.7) Os programas para a coinfecção HIV/TB estão articulados? Sim, há um GT interprogramático que reúne o Programa Nacional de Combate à Tuberculose (PNCT), o DDAHV e a OPAS e um Comitê Técnico Assessor da SVS em TB/HIV. 10.8) Como o sistema de Monitoria e Avaliação do HIV está integrado ao Sistema de Informações em Saúde (SIS)? Corpo funcional conjunto Sistemas Conjuntos de coleta de dados Revisões Conjuntas de programas Base de Dados conjuntas Outros elementos: monitoramento do Planejamento e Gestão 10.9) Os medicamentos e insumos para diagnóstico são comprados e/ou distribuídos por meio do mesmo sistema utilizado para os insumos referentes a outras doenças? Compra Conjunta Armazenamento Conjunto Transporte Conjunto Controle de Estoque Conjunto O planejamento das demandas dos insumos é elaborado pelas Áreas Técnicas do Ministério da Saúde. Essas solicitações de aquisição são encaminhadas para os setores responsáveis no Ministério e são realizadas com base na Lei 8.666, que rege as licitações públicas. Os insumos são armazenados no Almoxarifado Central do Ministério da Saúde SADM. Para o transporte, existe uma empresa responsável pelo envio dos insumos aos estados/municípios, conforme solicitação de distribuição das Áreas demandantes. Além disso, no SADM, o controle de estoque é efetuado por um único sistema informatizado. Por outro lado, cada Área técnica realiza controle específico dos estoque/demandas ) Como os provedores de atendimento para o HIV são remunerados quando comparados com outros profissionais de saúde? 10.11) Os centros de saúde fornecem serviços para o HIV de modo integrado com outros serviços de saúde? TARV e Tuberculose TARV e Doenças Crônicas Não Contagiosas TARV para pacientes ambulatoriais Prevenção da Transmissão Vertical com Pré-Natal/Saúde Maternal e Infantil Aconselhamento & Testagem com Saúde Sexual & Reprodutiva 10.12) Você acredita que o País está no rumo certo para alcançar esta meta? 37

38 Anexo II: Dados Brasil Dez Metas Relatório Brasil Revisão Meio-Termo

39 39 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013

40 40 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013

41 Anexo III: Resumo de Resultados e Recomendações Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Perguntas-Chave Dez Metas da Declaração Política da ONU sobre o HIV/AIDS de Principais Resultados e Recomendações Nível Nacional Resumo Brasil - Sociedade Civil 1. Reduzir a transmissão do 2. Reduzir transmissão entre 3. Eliminar da transmissão 4. Aumentar o acesso para 5. Reduzir pela metade a HIV em 50% UD em 50% vertical TARV mortalidade TB em PVHA É meta prioritária no país? Sim: 73,52% Não: 52,94% Sim: 41,18% Sim: 73,53% Não: 23,53% Sim: 76,47% Não: 14,70% Sim: 76,47% Não: 14,70% O PEN aborda esta meta? Sim: 91,17% Não: 50% Sim: 38,23% Sim: 91,18% Não: 5,88% Sim: 70,59% Não: 26,47% Sim: 70,59% Não: 26,47% Quais as principais ações adotadas desde 2011 para alcance da meta? Quais os principais desafios para abordar esta meta? O país está cumprindo os prazos para alcançar esta meta? Quais as principais ações programáticas para cumprir prazos e alcançar esta meta? Quais as políticas necessárias para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são os investimentos necessários para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são suas recomendações para assegurar a implantação das mudanças sugeridas? Compra e acesso a insumos Ações p/prevenção e testagem Inclusão da meta nas PAMs Financiamento e apoio p/ ONG Acesso a insumos Execução das PAMs Prevenção limitada e E&D Inclusão da meta nas PAMs Acesso aos insumos de RD Incentivo testagem HIV e HV Retomada da política de RD Discurso moral/religioso e E&D Despreparo da rede de serviços Aumento do uso de crack Cobertura do pré natal e testagem Investimento na Rede Cegonha 2. Universalização de estratégias na rede de atenção básica 3. Expansão da Rede Cegonha Execução das PAMs 41 Produção nacional medicamentos ARV na rede do SUS Redimensão dos efeitos colaterais Ampliação da produção de ARV no país e alto custo medicamentos Desabastecimento na rede Questões da aplicação TRIPS Acesso medicamentos e tratamento Testagem na atenção básica Integação programas TB/Aids Inclusão da meta nas PAMs Investir no DOTs comunitário Diagnóstico precoce Cruzamento de dados Controle Social Execução das PAMs Não: 50% Sim: 26,47% Não: 67,65% Sim: 5,88% Não: 50% Sim: 35,29% Não: 47,05% Sim: 26,47% Não: 67,65% Sim: 17,65% Ações de prevenção, testagem, acesso insumos e campanhas Estudos e tecnologias de prevenção p/ populações chave Compromisso político e integração dos 3 níveis governo Fortalecimento das ações nas PAMs Efetivação das ações das PAMs Investimento financeiro Infraestrutura rede de serviços Fortalecimento sociedade civil Pautar aids na Casa Civil/Congresso Atuação integrada do governo Diálogo horizontal c/ sociedade civil Investimento CAPS e CAPS AD Ações de redução de danos Integrar ONG nas ações Rede de saúde mental Decisão política Política de redução de danos Qualificar prevenção e atenção Combate E&D Editais para projetos ONG Infraestrutura do SUS Integração dos três níveis governo Fortalecimento da sociedade civil Investimento em pesquisas Atuação integrada do governo Mudança na visão sobre uso drogas Decisão política Política de redução de danos Qualificar prevenção e atenção Combate ao E&D Cumprimento do protocolo da Rede Cegonha Responsabilidade do Estado Acesso ao pré-natal Investimento na rede do SUS Aplicação da verba de saúde conforme legislação Comprometimento do governo nos três níveis Atuação integrada do governo Fortalecer o controle social Diagnóstico precoce Uso licenciamento compulsório Estoque regulador nos Estados Capacidade da rede de Atenção HIV Compromisso político Pesquisas em saúde pública Investimento na produção nacional Recursos para a saúde Capacidade de produção Integração de áreas de governo Cumprir tripartite p/ medicamentos Pautar Aids na Casa Civil / Congresso Investimento em pesquisas Atuação integrada do governo Mobilização da sociedade civil Participação da sociedade civil Diagnóstico precoce Legislação para profilaxia Campanhas Decisão política Apoio para ONG nesta área Informação e campanhas Rede atenção básica do SUS Políticas de assistência social Fortalecimento sociedade civil Pautar Aids na Casa Civil Investimento em pesquisas Campanhas de prevenção Mobilização da sociedade civil

42 Perguntas-Chave 6. Reduzir a lacuna global de recursos para Aids 7. Eliminar desigualdades e violência devido ao gênero Resumo Brasil - Sociedade Civil 8. Eliminar o E&D contra PVHA 9. Eliminar restrições de trânsito relacionadas ao HIV Relatório Brasil Revisão Meio-Termo Eliminar sistemas paralelos É meta prioritária no país? Não: 47,05% Sim: 47,05% Não: 55,88 Sim: 35,29% Sim: 47,05% Não: 38,23% Não: 64,70% Sim: 20,59% Não: 47,06% Sim: 44,12% O PEN aborda esta meta? Não: 55,88 Sim: 29,41% Sim: 64,70% Não: 29,41% Sim: 55,88% Não: 26,47% Não: 76,77% Sim: 8,82% Não: 50% Sim: 38,23% Quais as principais ações adotadas desde 2011 para alcance da meta? Quais os principais desafios para abordar esta meta? O país está cumprindo os prazos para alcançar esta meta? Quais as principais ações programáticas para cumprir prazos e alcançar esta meta? Quais as políticas necessárias para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são os investimentos necessários para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são suas recomendações para assegurar a implantação das mudanças sugeridas? Quais são suas recomendações para sustentar o progresso alcançado para esta meta para além de 2015? Brasil como receptor do FG Não há política continuada para atendimento de demandas Foco no financiamento de política específica Execução das PAMS (recursos retidos). Sustentabilidade das ONG Plano Feminização nos estados Inclusão meta nas PAMs Frente Parlamentar em estados Políticas sobre questões de gênero Interesse c/ segmentos + vulneráveis Execução das PAMs Interesse dos gestores Garantias fundamentais p/ PVHA Frente Parlamentar Mista de Aids Nome social p/ transgêneros Visão e política conservadoras Lentidão da justiça Envolvimento sociedade civil Execução das PAMs Dados nacionais para advocacy Não existem restrições Falta de apoio transportes em estados e municípios Imigrantes haitianos no norte do país Ausência de TARV gratuito em países de fronteira Seminário de Direitos Humanos Inclusão da meta nas PAMs Fundamentalismo Partidário Intra e intersetorialidade Execução das PAMs Estado Laico Não: 55,88% Sim:14,70% Não: 67,65% Sim: 5,88% Não: 61,76% Sim: 11,76% Não: 73,53% Sim: 5,88% Não: 47,06% Sim: 20,59% Advocacy em colegiados do SUS Novas formas de financiamento ONG Recursos para controle social Aplicação de recursos com M&A Decisão política Fortalecimento sociedade civil Rever o perfil do país na saúde Aplicação de verba para saúde conforme legislação Manutenção do financiamento de ações ONG Pautar aids na Casa Civil/Congresso Fortalecimento sociedade civil Garantir que financiamentos cheguem na ponta Exigir o cumprimento dessa agenda Monitoramento do fluxo financeiro Campanhas e informação dirigida Fortalecimento e criação de leis Apoio mulheres na pop. LGBT Participação das ONG Decisão política Fortalecimento da sociedade civil Campanhas contra E&A Garantia da igualdade gênero e diversidade sexual Integração áreas de governo Investimento qualificado Fortalecimento da sociedade civil Pautar aids na Casa Civil/Congresso Fortalecimento sociedade civil Planos de Enfrentamento e SPE Pesquisas e estudos Exigir do o cumprimento da meta Monitoramento e avaliação Formação de ativistas Fundo de incentivo para ONG Aids Definição de Marcos legais Estado Laico Defensorias públicas nos estados Informação sobre realidade do HIV Visibilidade de direitos Comprometimento do goveno Campanhas de sensibilização Concursos p/ defensores públicos Capacitação em recursos humanos Aplicação da verba de saúde conforme legislação Integração de áreas do governo Pautar aids Casa Civil/Congresso Atuar com outras Secretarias Respeitar Constituição Investimento em pesquisas Exigir do o cumprimento da meta Continuidade de ações e serviços Respeito às leis vigentes Capacitar e fortalecer soc. civil Ampliar TARV para países da ALC Brasil liderar o tema na ONU Revisão de posições de outros países Redução do E&D Acesso à saúde nos países de extrema pobreza Comprometimento do governo Derrubar legislações restritivas Manter recursos específicos para deslocamento Não existem restrições no Brasil Participação da sociedade civil Redefinir inserção aids no SUS Compromisso do governo Integração governo, sociedade civil e usuários SUS Discussão sobre aids no SUS Fazer valer a Constituição Integração de áreas e níveis de governo Garantir prioridade aids no SUS Fortalecimento sociedade civil Pautar Aids na Casa Civil Revisão dos programas de aids Estado laico e não religioso Mobilização da sociedade civil Exigir do o cumprimento da meta Estado laico Articulação com mídias Formação de ativistas 42

43 Perguntas-Chave Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Dez Metas da Declaração Política da ONU sobre o HIV/AIDS de Principais Resultados e Recomendações Nível Nacional Resumo Brasil - Gestores Estaduais 1. Reduzir a transmissão do 2. Reduzir transmissão 3. Eliminar da transmissão 4. Aumentar o acesso para 5. Reduzir pela metade a HIV em 50% entre UD em 50% vertical TARV mortalidade TB em PVHA É meta prioritária no país? Sim: 85,72% Não Resp: 14,28% Sim: 42,86% Não:28,57% Sim: 85,725% Não Resp: 14,28% Sim: 85,72% Não Resp: 14,28% Sim: 85,72% Não Resp: 14,28% O PEN aborda esta meta? Sim: 85,72% Não Resp: 14,28% Sim: 57,14% Não: 14,19% Sim: 85,725% Não Resp: 14,28% Sim: 71,43% Não: 14,28% Sim: 71,43% Não: 14,28% Quais as principais ações adotadas desde 2011 para alcance da meta? Quais os principais desafios para abordar esta meta? O país está cumprindo os prazos para alcançar esta meta? Quais as principais ações programáticas para cumprir prazos e alcançar esta meta? Quais as políticas/mudanças necessárias para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são os investimentos necessários para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são suas recomendações para assegurar a implantação das mudanças sugeridas? Quais são suas recomendações para sustentar o progresso alcançado para esta meta para além de 2015? Disponibilização de insumos Ampliação do diagnóstico precoce Prevenção na atenção básica Planos de Enfrentamento Ampliação da educação em saúde para populações chave Escassez de recursos humanos Descentralização de recursos Déficit comunicação p/ pop. chave Articulação entre áreas de governo Implantação política de RD Não houve ações significativas Ações conjuntas Casas de apoio\ Fragilidade da rede de atenção Escassez de recursos humanos Rede Cegonha e Projeto Nascer Testagem rápida nas unidades básicas de saúdepara sífilis e HIV Rotatividade dos técnicos de saúde Deficiência de infraestrutura Garantir integralidade das ações Melhoria da adesão Rede de atendimento e dispensação de ARV Qualificação de recursos humanos Acesso pessoas de extrema vulnerabilidade Utilização dados de sist. informação Infraestrutura e recursos humanos Treinamentos nas unidades de atendimento de TB medicamentos e tratamento Expansão/divulgação do programa Diagnóstico HIV c/ teste rápido Lacunas em pesquisas Conhecimento tardio infecção HIV Recursos Humanos Sim: 57,14% Não Resp: 42,86% Sim: 42,86% Não Resp:42,86% Sim: 71,42% Não 28,58% Sim: 57,14% Não Resp: 28,58% Sim: 57,14% NãoResp: 42,86%: Qualificação permanente RH Implantação Planos enfrentamento Fortalecimento da gestão Ampliação do diagnóstico Adequação Planos Enfrentamento Fortalecimento infraestrutura da rede Participação setor privado Capacitação da sociedade civil Manutenção política incentivo Contratação de Recursos Humanos Manutenção da Política DST/Aids Contrapartida estadual Fortalecimento capacidade gestão Política nacional integrada Maior integração saúde e educação Manutenção política incentivo Intensificar diálogo com soc. civil Articulação intersetorial em saúde Sensibilização de gestores Retomar programas específicos Ampliação do diagnóstico Mecanismos de contratação de recursos humanos Manutenção de orçamento Melhorar formas de financiamento Monitoramento da política de enfrentamento crack e outras drogas Integração com outras Secretarias Integração das políticas públicas Manutenção política das programações anuais Intersetorialidade Ações p/ situação pré-uso drogas Projetos para jovens Rearticular diálogo c/ sociedade civil Integração de áreas atenção a saúde Integração com Conselhos, setor privado e sociedade civil Capacitação de profissionais Ampliação da abordagem sindrômica Manutenção da política de DST/Aids como prioridade de saúde pública Novas políticas para RH Maior investimento financeiro em ações específicas e capacitação Melhores mecanismos para execução financeira Integração áreas da saúde e educação Garantir insumos p/ saúde reprodutiva Integração c/ Conselhos, setor privado e sociedade civil Manutenção das políticas existentes Garanti r ações de prevenção primária Estratégias para grupos vulneráveis Qualificação da gestão Fortalecimento do controle social Treinamentos Flexibilização da política de RH Redes atenção HIV ampliada Melhorar mecanismos de descentralização Campanhas e capacitações Sistemas informação mais adequados Mecanismos de controle social Flexibilização para contratação de especialistas no SUS Fortalecer diálogo com soc. civil Manutenção política das programações anuais Fortalecer controle social e diálogo com soc. civil Ampliar oferta do diagnóstico Diagnostico/ tratamento TB latente Ampliar acesso serviços de saúde Investir em novas tecnologias Financiamento p/ pesquisas Ações de controle em pop. chave Rede atenção básica do SUS Políticas de assistência social Fortalecimento sociedade civil Sistema de informação integrado Definir prazos p/ medidas nacionais Investimento em pesquisas Maior diálogo c/ sociedade civill Definir indicadores específicos Tecnologia de Informação Investimento em pesquisas Manutenção política das programações anuais 43

44 Perguntas-Chave 6. Reduzir a lacuna global 7. Eliminar desigualdades e de recursos para Aids violência devido ao gênero É meta prioritária no país? Sim: 71,42% Não Resp: 28,58% Sim:85,71% Não Resp:14,29% O PEN aborda esta meta? Sim: 57,14% Não Resp:28,58% Sim:85,71% Não Resp:14,29% Cooperação Internacional Quais as principais ações Ações da SPM pelo fim da violência adotadas desde 2011 para Programação orçamentária Ações nas escolas (PSE) alcance da meta? subsidia o planejamento institucional Implantação PEP Quais os principais desafios para abordar esta meta? O país está cumprindo prazos para alcançar esta meta? Quais as principais ações programáticas para cumprir prazos e alcançar esta meta? Quais as políticas necessárias para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são os investimentos necessários para cumprir prazos e/ou alcançar esta meta? Quais são suas recomendações para assegurar a implantação das mudanças sugeridas? Quais são suas recomendações para sustentar o progresso alcançado para esta meta para além de 2015? Sensibilização de gestores Maior visibilidade e transparência aos processos Resumo Brasil - Gestores 8. Eliminar o E&D contra PVHA 9. Eliminar restrições de trânsito relac. ao HIV Relatório Brasil Revisão Meio-Termo Eliminar sistemas paralelos Sim: 71,42% Não:14,29% Sim: 28,58% NR: 42,84% Sim: 71,42% Não Resp:28,58% Sim: 71,42% Não:14,29% Sim: 28,58% NR: 57,13% Sim: 50% Não Resp:28,58% Garantias fundamentais p/ PVHA Frentes Parlamentares locais Leis nos 3 níveis de governo Articulação com Saúde da Mulher Ampliar estratégias de comunicação Implantar rede local atenção p/ mulheres Inserir o tema nas políticas de diferentes vitimas de violência instâncias de governo Intersetorialidade Vontade política Não Resp:28,58% Não 57,14% Sim: 42,86% Sim: 71,42% Não, 28,58% Sim: 57,13% Monitoramento do orçamento Programação anual de metas com Secretarias de Saúde Garantir dotação orçamentária anual para política DST/Aids Manutenção da política de incentivo para DST/Aids Manutenção da política nas programações anuais Fortalecimento do controle social Compromisso institucional Visibilidade e transparência Política de incentivo para DST/Aids Aprimoramento do planejamento e execução orçamentária Ações do Plano de Feminização Acesso à população masculina Abordagem da violência institucional contra mulheres Desconstruir imagem de vitimização da mulher que sofre violência Maior integração entre políticas de DST/Aids, saúde e Direitos Humanos Manutenção da política de incentivo Contratação recursos humanos Investimento em comunicação Ampliar ações contra à violência no geral Sensibilização de gestores locais Maior articulação entre gestores Manutenção da política nas programações anuais Intersetorialidade Implementação contínua das políticas Fortalecimento espaços de controle social Melhoria da qualidade da informação M&A da meta Criar arcabouço legal sobre ciminalização Aprovação de projeto de lei em tramitação Articulação intersetorial e c/ soc.civil Implantar e integrar políticas de diferentes instâncias de governo Ampliar diálogo c/ sociedade civil e pesquisadores Capacitação para operadores de direito Integração de políticas Vontade política Parcerias com ONG e serviços especializados em HIV/Aids Apoio ONG que atuam com direitos humanos Reduzir a impunidade Respeito aos direitos humanos com principio de políticas públicas Interface entre áreas/secretarias governo Pautar discriminação nos espaços de gestão e controle social Não existem restrições Não existem Integração de planos de enfrentamento em Plano Estratégico único Comitês específicos Articulação interinstitucional Rotatividade dirigentes municipais Má fase do SUS Mudanças no perfil da epidemia Relativização da aids na Saúde Pública Sim: 28,58% NR: 71,42% Sim: 57,14% Não Resp: 42,86% Não existem restrições Consolidar rede de atenção PVHA Focalização em populações chave Aprimorar o SUS Monitoramento das ações Financiamento e autonomia de gestão Manutenção da política de incentivo e contrapartida estadual Financeiro, de todos níveis de governo Sustentabilidade da sociedade civil Compromisso institucional Priorização da aids Investimento da formação de RH Maior compromisso dos gestores SUS Aids como prioridade nacional e financiamento Manter espaços de articulação de diferentes atores Monitoramento e avaliação das políticas 44

45 Anexo IV: Entrevistas com Informantes-Chave Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Roteiro para Entrevistas com Representantes da Gestão Governamental, da Sociedade Civil e de Instituições Acadêmicas 1. OBJETIVO Coletar informações referentes à resposta do país às dez metas da Declaração de Compromisso da ONU de 2011, de forma complementar, esclarecer ou acessar outros aportes técnicos e políticos, de diferentes atores nacionais, para a elaboração do relatório de meio-termo UNAIDS (referente ao período 2012/2013). 2. DADOS DO/A ENTREVISTADO/A (caso não disponível previamente) Nome Data Entrevista Vinculo e Função do Informante Chave (considerando instâncias envolvidas) 3. APRESENTAÇÃO Cumprimentos iniciais Descrição sumária do papel da entrevistadora no processo Breve descrição do objetivo da entrevista Rever as 10 metas (caso necessário e dependendo do vínculo do informante) Informação sobre garantia do anonimato 4. PERGUNTAS 4.1. Gostaria que você falasse um pouco sobre o processo de relatoria, no geral (etapas, prazos, coordenação, instrumentos, atores envolvidos, articulação, etc) Explorar participação da instância especifica no processo e outras percepções similares (e.g. para sociedade civil nível de articulação entre redes, facilidades/obstáculos; para gestão governamental nível de articulação interna e com outros níveis hierárquicos; para instâncias acadêmicas facilidades/obstáculos e lacunas identificadas) Explorar sugestões para aprimoramento do processo Você tem conhecimento das 10 metas a serem atingidas até 2015? Explorar entendimento de alguns atores sobre as metas, o histórico e contexto da definição das mesmas, mecanismos de acesso à informação Considera-se que todas as dez metas são prioritárias. Porém, com base no contexto específico do Brasil e seu conhecimento/participação do/no desenvolvimento das políticas públicas em HIV/Aids, qual meta você acha que deve ser alvo de maior focalização e esforços? Por quê? 4.5. Quais são suas recomendações em termos de estratégias que concretizem essa focalização e maior investimento de esforços na(s) meta(s)? Dependendo das recomendações, explorar atores e respectivos papéis/responsabilidades Considerando que as metas 1 e 2 (repeti-las, se necessário) estão centradas mais fortemente na prevenção do HIV junto a públicos específicos mais vulneráveis ou em maior risco, qual sua opinião sobre: a. Acha factível o Brasil alcançar as metas até 2015? Se sim ou não: Por quê? b. As políticas e diretrizes nacionais atendem a necessidade atual do país? Se sim ou não: Por quê? Quais facilitadores e desafios? c. Considerando processos e política de descentralização, qual sua percepção sobre atuação de estados e municípios tendo como base as diretrizes nacionais? d. Quais facilitadores e desafios? e. Quais recomendações você tem para superação dos desafios (considerar políticas nacionais e atuação descentralizada de estados e municípios) 4.7. Em sua opinião quais outras metas necessitam de maior atenção e esforços do país? 4.8. Quais seriam suas recomendações (chave) para agilizar e/ou aperfeiçoar o desenvolvimento de estratégias para o alcance dessa(s) meta(s)? 4.9. A partir e dependendo da resposta para questões 4.7 e 4.8, explorar desafios/recomendações em relação a E&D (PVHA e populações-chave), gênero, acesso TARV, investimento financeiro. 5. AGRADECIMENTOS E INDICAÇÃO SUMÁRIA DOS PRÓXIMOS PASSOS. 45

46 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Anexo V: Participantes da Consulta Nacional Participante Adele Benzaken Amujaci Brilhante Antonio Ernandes Cristina Raposo Dirceu Greco Eduardo Barbosa Ellen Zita Giovanni Ravasi Ivo Brito Jair Brandão Juliana Machado Givisiez Juliana Monteiro Juliana Uesono Kátia Abreu Katia Guimarães Keila Simpson Leila Barreto Lilia Rossi Luiz Henrique Ávila Maria Clara Gianna Mariana Braga de Souza uza Nara Denilse de Araújo Nena Lentini Renato Chuster Sandra Munhoz Tathiane Araújo Tatianna Alencar Wilza Villela Representação UNAIDS Comissão de Articulação com Sociedade Civil Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais DDAHV DDAHV DDAHV DDAHV OPAS DDAHV Rede Nacional de PVHA - Brasil DDAHV DDAHV DDAHV DDAHV DDAHV Associação Nacional de Travestis avestis e Transgêneros Rede Brasileira de Prostitutas Consultora UNAIDS Rede Nacional de Jovens Vivendo com HIV/Aids Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais UNESCO UNODC Consultora UNAIDS DDAHV Movimento de Mulheres Comissão de Articulação com Sociedade Civil DDAHV Comitê Assessor DH e Prevenção Participantes da Consulta Nacional. Brasília, 28 de maio de

47 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Anexo VI: Apresentações - Consulta Nacional Marcos e Contexto dos Compromissos para Enfrentamento da Epidemia Revisão de meio-termo do relatório de Progresso da Resposta Global à AIDS CONSULTA NACIONAL DAS DEZ METAS Brasilia, 28 de maiode 2013 Adele Schwartz Benzaken Oficial de programa UNAIDS/Brasil Marcos Históricos Em 2000, 189 países membros da ONU firmam compromisso para combater a extrema pobreza e outros males da sociedade, renovado em Esse compromisso se concretiza nos 8 objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) a ser alcançado até Erradicar a fome e a miséria 2. Oferecer educação básica de qualidade para todos 3. Promover a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres 4. Reduzir a mortalidade infantil 5.Melhorar a saúde das gestantes 6. Combater a Aids, a malária e outras doenças 7.Garantir qualidade de vida e respeito ao meio ambiente 8.Estabelecer parcerias mundiais para o desenvolvimento UNAIDS UNAIDS Compromissos Internacionais Declaração de Compromisso (2001) : CRISE MUNDIAL, RESPOSTA GLOBAL Declaração Política Sobre AIDS (2006): ACESSO UNIVERSAL À PREVENÇÃO, TRATAMENTO E CUIDADOS ATÉ 2010 Declaração Política Sobre AIDS (2011): INTENSIFICANDO NOSSOS ESFORÇOS PARA ELIMINAR O HIV/AIDS Declaração Política sobre HIV/Aids: Intensificando nossos esforços para eliminar o HIV/Aids (A/RES/65/277) de 2011 Compromissos para o enfrentamento e eliminação do HIV/Aids - em consonância com os ODM. Estabelece 10 Metas a serem alcançadas até 2015, a partir de políticas públicas e estratégias desenvolvidas por cada país membro. Pela primeira vez uma Declaração da ONU reconhece populações com maior vulnerabilidade ao HIV ( HSH, UDI, PS). UNAIDS UNAIDS 47

48 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Instrumentos de coordenação, vigilância e prestação de contas para maximização da resposta Historia do marco internacional de compromissos e seguimento UNAIDS coordena, monitora e consolida resultados regionais e globais relacionados ao perfil da epidemia e ao alcance das 10 metas. junho junio 2001 Declaração Declaración de Compromisso Compromiso (UNGASS) junho junio 2006 Declaración Declaração Política sobre AIDS SIDA 2006 junho junio 2011 Declaración Declaração Política sobre AIDS SIDA 2011 Processos de coleta de dados, prestação de contas e avaliações anuais e intermediárias. Resultados de alcance das metas em 2015 e preparação da Agenda Global Pós Consulta Nacional Pós-2015 com o objetivo de escutar as camadas excluídas e mais vulneráveis da sociedade brasileira, para que suas necessidades possam ser consideradas na Agenda Global Pós Informes UNGASS Objetivos de Desenvolvimento de Desarrollo del Milenio do Milenio Informes Informes UNGASS UNGASS 2004 Informes UNGASS 2006 Informes UNGASS 2008 Informes UNGASS 2010 Informes de Progresso Progreso Global sobre SIDA AIDS 2012 UNAIDS UNAIDS CRONOGRAMA ATIVIDADES RELATÓRIO DE PROGRESSO GLOBAL 2012 RELATÓRIOS GARPR 2013 ALCANCE DAS 10 METAS ESTIMATIVAS DE CASOS DE AIDS RELATÓRIO GLOBAL GARPR 2014 incluindo o NPCI (National Commitments and Policies Instrument) INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS Governo/UNAIDS/OPAS/ UNICEF/SC Governo/UNAIDS/OPAS/ UNICEF/SC Governo/UNAIDS Governo/UNAIDS/OPAS/ UNICEF/SC DATAS DE EXECUÇÃO Março de 2013 Maio de 2013 com entrega em junho de 2013 Oficina em maio de 2013 e entrega em julho de 2013 Março de 2014 Obrigada! UNAIDS Contato: Setor de Embaixadas Norte, Quadra Lote Brasília-DF UNAIDS UNAIDS 48

49 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Processo GARPR 2013 REVISÃO DE MEIO-TERMO DEZ METAS CONSULTA NACIONAL UNAIDS Departamento de DST/Aids/HV Brasília, Maio 2013 Formação do GT interno Relatórios Internacionais no DDAHV, em janeiro de OSC indicaram seus representantes para participar do processo, contando com integrantes da CAMS e da CNAIDS. Levantamento de dados e indicadores, bem como aportes à questões enviadas aos parceiros. Reunião presencial em 22/3/12 em Brasília. Processo GARPR 2013 (Fev-Mar) Processo Revisão Dez Metas Questão Respondida pela Sociedade Civil na Consulta presencial em 22 de março Questão respondida pelo Sistema ONU Indicadores do Departamento de DST, Aids, HV GARPR de março Coleta dos dados para a revisão de meio-termo das 10 metas, por meio de dois instrumentos: Matriz com perguntas sobre as 10 metas e Questionário sobre as 10 metas. Contratação de consultora e realização de entrevistas com informantes chave. Realização desta Consulta envolvendo as partes interessadas, para rever os progressos realizados, identificar lacunas e acordar conjunto de recomendações. Produzir um Informe Nacional resumindo as principais conclusões e recomendações para melhorar o alcance de objetivos relevantes para o país, até o final de

50 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Processo Revisão Dez Metas Fontes & Instrumentos Coleta dos dados para a revisão de meio-termo das 10 metas, por meio de dois instrumentos: Matriz com perguntas sobre as 10 metas e Questionário sobre as 10 metas. Contratação de consultora e realização de entrevistas com informantes chave. Realização desta Consulta envolvendo as partes interessadas, para rever os progressos realizados, identificar lacunas e acordar conjunto de recomendações. Produzir um Informe Nacional resumindo as principais conclusões e recomendações para melhorar o alcance de objetivos relevantes para o país, até o final de Formulário 10 Metas 22/03: Consulta Nacional 11/04: Envio aos Parceiros 12/04: Informe CAMS 28/04: Prazo Retorno /05: Nova Chamada 17 22/05: Prazo Final Retorno Metas e compromissos de eliminação da Declaração de Políticas da ONU para o HIV/AIDS de 2012 Resumo Meta por Meta dos Principais Resultados e Recomendações da Partes Interessadas em Nível Nacional 10 Perguntas- Chave 1. É uma meta prioritária para este país? 2. O Plano Estratégico Nacional ou equivalente aborda esta meta? 3. Quais as principais ações adotadas desde 2011 para alcançar esta meta? Meta 1 Meta 2 [País ] Meta 3 Meta 4 Meta 5 Meta 6 Meta 7 Meta 8 Meta 9 Meta 10 S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N S/N Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Liste até 3 Processo 10 Metas (Abril Maio) Processo Matriz 10x10 respondidas pela Sociedade Civil, Gestores e Representantes da Academia Questionário respondido pelo DDAHV Entrevistas com Informantes- Chave GARPR 2013 GARPR 2013 Março 2013 RELATÓRIO 10 METAS Maio ª Assembleia Geral da ONU/ UNGASS Setembro 2013 GARPR 2014 incluindo NCPI Março 2014 ODM 2015/ Agenda pós Relatório de meio-termo sobre resposta brasileira às 10 Metas, rumo à

51 Objetivo & Dinâmica Objetivo: Compartilhar os resultados da revisão com todas as instâncias envolvidas no processo, validando as informações e recomendações do relatório de meio-termo do país. Dinâmica: Discussão das dez metas, a partir da apresentação de resultados estruturados em avanços, desafios e recomendações, obtendo assim contribuições e aportes adicionais participantes. Fontes & Instrumentos Formulário 10 Metas Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Parceiros Diretos Enviados Recebidos Sociedade Civil Instituições Acadêmicas Gestores Locais 14 (Diferentes representações) 72 profissionais (Comitês e Comissões) 12 Programas Estaduais 10 Programas Municiais Entrevistas Semi Estruturadas 09 Diferentes rep. (35 formulários) Gestão governamental, movimentos sociais e à instituições acadêmicas. Entrevistas (09) realizadas no período de maio (2 etapas) 0 (2 etapas) Revisão de Meio Termo Revisão de Meio Termo Questões Chave da Revisão Resultados 1. As metas nacionais para o HIV estão alinhadas com a Declaração Política? 2. O país está no rumo para alcançar as metas? 3. Quais são as ações já adotadas ou planejadas para alcançar as metas? 4. Quais são os principais obstáculos para o alcance das metas? 5. Quais são as mudanças de políticas e de contexto e/ou investimentos necessários para alcançar as metas? 28 Indicadores 144 Perguntas 09 Entrevistas Revisão Meio-Termo 16 Form. (10x10) Revisão de Meio Termo Revisão de Meio Termo 51

52 Resultados Resultados Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Recomendações Estratégicas Fortalecer e ampliar ações de advocacy em HIV/Aids nos espaços políticos (Legislativo, Judiciário e Executivo). Ampliar /fortalecer compromissos políticos em HIV/Aids nos três níveis de governo, também no que se refere ao cumprimento das metas. Ampliar o conhecimento sobre diferentes aspectos do contexto brasileiro em DST, HIV/Aids e coinfecções investindo em base e sistemas de informação, estudos e pesquisas. Fortalecer e ampliar a integração entre políticas e programas de governo, priorizando a intersetorialidade e a transparência. Rever e/ou ajustar mecanismos para financiamento de ações e serviços, considerando diferentes necessidades do atual contexto da epidemia. Ampliar qualificação e cobertura de ações e serviços em saúde para o HIV/Aids, considerando as diferenças regionais. Meta Todas (exc. 09) Todas (exc. 09) 1,2,5, 8,4,7,3,10 Todas (exc.09) Todas (exc.09) 1,2,3,4,5,7 Recomendações Estratégicas Fortalecer e ampliar a articulação e diálogo entre governo e sociedade civil, nos três níveis de governo. Fortalecer a atuação da sociedade civil, também considerando sua participação em espaços de controle social e incidência política, bem como a sustentabilidade de suas ações. Garantir a manutenção da política de incentivo em HIV/Aids e das programações anuais definidas. Rever e/ou ajustar programas em HIV/Aids com base nos direitos e necessidades de populações-chave, incluindo mas não limitado às OS e seus clientes, HSH, travestis e transexuais, UD, populações em situação de rua e privada de liberdade. Definir e/ou rever ampliar processos de M&A sobre o cumprimento das dez metas. Meta Todas (exc. 09) Todas (exc. 09) Todas (exc. 09) 1,2,7,8 Todas Revisão de Meio Termo Revisão de Meio Termo Meta 1 Reduzir a transmissão do HIV em 50% até a) Avanços: Ampliação e manutenção da aquisição, distribuição e acesso gratuito aos insumos de prevenção. Ampliação da cobertura do diagnóstico, com utilização do teste rápido. Meta ou prioridade considerada em mecanismos de planejamento e execução nos três níveis de governo. Meta 1 b) Desafios: Dificuldades no acesso aos insumos de prevenção. Estratégias de prevenção limitadas a modelos pouco inovadores. Nível do estigma, preconceito e discriminação. Dificuldades na concretização e/ou execução das PAMs. Baixo investimento financeiro em ações, incluindo apoio àquelas da sociedade civil. Revisão de Meio-Termo Revisão de Meio-Termo 52

53 Relatório Brasil Revisão Meio-Termo 2013 Meta 1 c) Recomendações: Ampliar as formas de acesso a testagem, exames de acompanhamento, tratamento e aos insumos de prevenção. Ampliar a cobertura e investimento em ações de prevenção para jovens e populações-chave, nos três níveis de governo. Investir em estudos e pesquisas focalizadas nas populaçõesde novas tecnologias chave Investir na definição e implementação e estratégias de prevenção (PeP e PreP). Efetivação de ações inclusas em planos e programações de governo, nos três níveis, com ênfase nas ações relacionadas aos direitos sexuais e reprodutivos. Meta 2 Reduzir a transmissão do HIV entre UD em 50% até a) Avanços: Acesso a insumos para a redução de danos. Incentivo e ampliação do diagnóstico para o HIV e Hepatites Virais. Meta ou prioridade considerada em mecanismos de planejamento e execução nos três níveis de governo. Abordagem e/ou estratégias diferenciadas para uso de drogas, considerando especificidades do contexto brasileiro. Revisão de Meio-Termo Revisão de Meio-Termo Meta 2 b) Desafios: Aumento da disponibilidade do crack e outras drogas recreativas. Irregularidade do desenvolvimento da estratégia de redução de danos na Politica de Drogas do país, baseado nos Direitos Humanos. Dificuldade de acesso a rede e baixo investimento na qualificação dos serviços direcionados especificamente a este público Contexto político (discurso moral-religioso) religioso) do país reforçando E&D. Pouca participação da sociedade civil nas ações para esta população. Qualificação das informações sobre drogas nos meios de comunicação. Revisão de Meio-Termo 53

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