CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

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1 1 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO UNIFRA PROFESSOR: JÉFERSON DE SOUZA FLORES

2 2 SUMÁRIO 1 CONCEITOS, PRINCÍPIOS E NORMAS BÁSICAS O Estado e o Poder de Tributar A Atividade Financeira do Estado Legislação Tributária Conceito de Legislação Tributária Vigência da Legislação Tributária: Aplicação da Legislação Tributária Direito Tributário Conceito de Direito Tributário: Sistema Tributário Nacional Conceito de Sistema Tributário Nacional Fontes do Direito Tributário Hierarquia Legislativa do Sistema Tributário Nacional: Tributos Conceito: Classificação dos Tributos Tributos Federais, Estaduais e Municipais (Poder de Tributar): Conjunto de Princípios Constitucionais Tributários: Elementos Fundamentais do Tributo: Obrigação tributária: Elementos básicos da obrigação tributária: Contribuinte ou responsável: Base de Cálculo Alíquota EXERCÍCIOS PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Impactos da Carga Tributária Conceito de Planejamento Tributário Objetivo do Planejamento Tributário: Aspectos importantes do Planejamento Tributário: Limites do Planejamento Tributário: Abrangência do Planejamento Tributário: Tipos de Planejamento Tributário: EXERCÍCIOS EQUIPARAÇÃO Á PESSOA JURÍDICA Equiparação à pessoa jurídica... 34

3 Caracterização Empresário Exceções à figura de empresário Pessoas físicas que exploram atividade econômica de natureza civil ou comercial Incorporação de prédios ou loteamento de terrenos Caracterização Incorporação e loteamento Incorporação ou loteamento sem registro Desmembramento de imóvel rural Aquisição e alienação Condomínios Início da equiparação Momento de determinação Início da aplicação do regime fiscal Não subsistência da equiparação Término da equiparação EXERCÍCIOS LUCRO PRESUMIDO Alternativas de Tributação das Pessoas Jurídicas Empresas que não podem Optar pelo Lucro Presumido Opção pelo Lucro Presumido Quando Será Manifestada Possibilidade de Mudança Determinação do Lucro Presumido Lucro Presumido com Base na Receita Bruta de Vendas de Mercadorias/Produtos e de Prestação de Serviços Percentuais Aplicáveis sobre a Receita Bruta Atividades Diversificadas Prestadoras de serviços de pequeno porte Conceito de receita bruta e exclusões Acréscimo das Demais Receitas ou Resultados e dos Ganhos de Capital Outros Acréscimos Obrigatórios Empresa que no Ano-Calendário Anterior tenha sido Tributada pelo Lucro Real Empresa que tiver Saldo de Lucro Inflacionário a Tributar Cálculo do Imposto Trimestral Alíquotas Deduções do Imposto Devido Vedação da Dedução de Incentivos Fiscais... 60

4 4 4.6 Pagamento do Imposto Prazo Preenchimento do DARF Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Apuração Trimestral Base de Cálculo Alíquotas Prazo de Pagamento Distribuição de Lucros ou Dividendos Isenção do imposto sobre a distribuição do lucro presumido Lucro Liquido Contábil Superior ao Presumido - Isenção na Distribuição O Alerta Necessário LUCRO REAL Imposto de Renda (IR) Legislação Aplicável Aspectos Gerais Pessoas jurídicas obrigadas a optar pelo Lucro Real Recolhimento com base na Contabilidade Incentivos Fiscais Exemplo de Recolhimento com base na Contabilidade Recolhimento por Estimativa com base na Receita Bruta e Adições Recolhimento Base de Cálculo Cálculo do Imposto Cálculo do IR Anual (Ajuste Anual) Possibilidade de Suspensão ou Redução dos Pagamentos EXERCÍCIOS PIS E COFINS Contribuintes Responsáveis Entidades Isentas Base de Cálculo Exclusões da Base de Cálculo Não-Incidência e Isenções Regime de Incidência Cumulativo Introdução Pessoas Jurídicas e Receitas Sujeitas ao Regime Cumulativo Alíquotas Regime de Incidência Não-Cumulativo... 98

5 Introdução e Características Pessoas Jurídicas Sujeitas ao Regime Não-Cumulativo Alíquotas Créditos da Não-Cumulatividade Dos Créditos Básicos da Não-Cumulatividade Dos Critérios para Apuração dos Créditos Da Determinação dos Créditos sobre Custos e Despesas Comuns às Receitas Cumulativas e Não-Cumulativas Dos Créditos Presumidos Dos Créditos Referentes às Operações de Exportação Dos Créditos Referentes às Operações de Vendas Efetuadas pela PJ com Suspensão, Isenção, Alíquota Zero ou Não-incidência das Contribuições no Mercado Interno Das Vendas a Pessoa Jurídica Preponderantemente Exportadora Exemplo de Apuração das Contribuições no Regime Não-Cumulativo EXERCÍCIOS ICMS Exemplo de Contabilização Compra Venda Operação de Compra e Venda Tratamento do IPI/ICMS nas Empresas Responsabilidade Passiva de Terceiros Substituição Tributária Para Trás Contabilização do ICMS nas aquisições de produtos rurais, sujeitos ao Regime de Substituição Tributária Contabilização Substituição Tributária Para Frente Exemplo de Contabilização Compra de Bens do Ativo Permanente Periodicidade de apropriação do crédito do ICMS Cálculo do crédito a ser apropriado mensalmente Classificação contábil do ICMS Contabilização da aquisição Apropriação mensal do crédito do ICMS ISSQN - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza Exemplo de Contabilização PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL FEDERAL Contagem dos Prazos Instauração da Fase Litigiosa

6 6 9.3 Julgamento de Primeira Instância (Delegacias RFB de Julgamento - DRJ) Julgamento de Segunda Instância (CARF) Processo de Consulta PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ESTADUAL Conceito Infração Exclusão da espontaneidade Órgão Competente Contagem de Prazo Intervenção do sujeito passivo Prazo para impugnação e contestação do Auto de Lançamento Defesa Domicílio fiscal do sujeito passivo Prazo para Interposição de Recurso Julgamento em segunda instância Recurso extraordinário Efeitos das decisões Nulidade

7 7 1 CONCEITOS, PRINCÍPIOS E NORMAS BÁSICAS 1.1 O Estado e o Poder de Tributar A Atividade Financeira do Estado No exercício de seu poder, o Estado necessita de meios materiais e pessoais para cumprir seus objetivos institucionais, garantindo a ordem jurídica, a segurança, a defesa, a saúde pública e o bem estar social de todos. Para cumprir essas tarefas, que têm valor econômico e social, o Estado, por sua atividade financeira, precisa obter, gerir e aplicar os recursos indispensáveis ao cumprimento de seus objetivos. A atividade financeira do Estado é, então, o conjunto de atos que o Estado pratica no processo de obtenção, gestão e aplicação dos recursos financeiros de que necessita para atingir seus fins. Tal atividade desenvolve-se em três fases distintas: Receita (Arrecadação): a receita pública divide-se em duas espécies: Originárias: são as receitas provenientes da exploração econômica do patrimônio do Estado. São, portanto, as receitas oriundas dos bens e empresas comerciais e industriais que pertencem ao Estado. Ex.: lucros provenientes de investimentos no Banco do Brasil, Banrisul, Correios, etc.; venda de bens (alienação de imóveis); prestação de serviços (tarifas públicas); Derivadas: são as receitas decorrentes da exploração de fontes externas ao próprio Estado, sendo exigidas de maneira compulsória, exercendo seu poder de soberania. Correspondem aos tributos e às penalidades pecuniárias decorrentes de atos ilícitos. Ex.: taxas, impostos, contribuições de melhoria, etc. Gestão (Orçamento): o Orçamento demonstra de que forma os recursos arrecadados em forma de receitas ordinárias e derivadas serão aplicados. Despesas (Aplicação): diz respeito à aplicação dos recursos financeiros arrecadados.

8 8 *** Ao Direito Tributário interessam as receitas derivadas, que correspondem ao conceito de tributo. 1.2 Legislação Tributária Conceito de Legislação Tributária Legislação Tributária pode ser entendida como o conjunto de normas que envolvem assuntos tributários. Segundo o art. 96 do CTN, a expressão Legislação Tributária compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e as relações jurídicas a eles pertinentes Vigência da Legislação Tributária: Os artigos 101 a 104 do CTN versam sobre a vigência da Legislação Tributária, definindo que: A vigência da Legislação Tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. O que significa que, salvo disposição em contrário (expressão esta lei entra em vigor... ), a lei deve entrar em vigor 45 dias após ser publicada; A legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no país, fora de seus respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritoriedade ou convênios de que participem, ou de que disponham as leis expedidas pela União; Salvo disposição em contrário, entram em vigor: Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas: na data de sua publicação; Decisões de órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa: 30 dias após a data de sua publicação;

9 9 Os convênios que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios celebram entre si: na data prevista no próprio convênio. Impostos sobre o patrimônio ou renda que criem ou majorem tais impostos, que definem novas hipóteses de incidência e que extingam ou reduzam isenções: no 1o dia do exercício subseqüente àquele em que a lei foi publicada Aplicação da Legislação Tributária Com relação à aplicação da legislação tributária, o art. 105 do CTN define que ressalvadas as garantias constitucionais sobre majoração ou instituição de tributo, a legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes (fato cuja ocorrência tenha início, mas não esteja completa). 1.3 Direito Tributário Conceito de Direito Tributário: Direito Tributário é o ramo do Direito que se ocupa das relações entre o fisco e as pessoas sujeitas à imposição tributária de qualquer espécie, limitando o poder de tributar e protegendo o cidadão contra os abusos desse poder. O Direito Tributário disciplina uma relação jurídica entre um sujeito ativo (o fisco) e um sujeito passivo (o contribuinte), envolvendo uma prestação (tributo). O Direito Tributário existe para delimitar o poder de tributar, sua finalidade não é a arrecadação de tributos, porque este sempre aconteceu, e acontece, independente da existência do Direito Tributário.

10 Sistema Tributário Nacional Conceito de Sistema Tributário Nacional O Sistema Tributário é um conjunto de princípios constitucionais, que regula o poder de tributar, as limitações deste poder e a repartição de suas receitas. O ideal é que o Sistema Tributário seja barato (o contribuinte deve suportar o pagamento, o que não significa necessariamente a menor alíquota); simples (deve ser entendido pelo contribuinte) e estável Fontes do Direito Tributário As fontes do Direito Tributário estão classificadas em primárias e secundárias, de acordo com o poder que elas têm em inovar na ordem jurídica: Fontes Primárias: a lei é a fonte imediata e primária do direito tributário. Nas suas várias formas e diversos graus de hierarquia as fontes primárias dividem-se em: (a) Lei Constitucional: é a fonte soberana da legislação, sendo que todas as leis devem obedecer aos limites impostos pela Constituição Federal (CF), sob pena de perder a validade. A Lei Constitucional fixa a competência (o poder de tributar), as limitações e a repartição da receita. (b) Lei Complementar: regula a matéria que a Constituição lhe reserva especificamente. A CF estabelece que a Lei Complementar deve definir as normas gerais do Direito Tributário, as competências da União, Estados, Distrito Federal e Municípios e regular as limitações ao poder de tributar. *** A Lei n /66, que passou a denominar-se Código Tributário Nacional (CTN) por força do art. 7o do Ato Complementar n. 36/67 pode, conforme estabelece a CF, ser reconhecida como lei complementar até que a nova lei complementar seja editada.

11 11 (c) Lei Ordinária: a Lei Ordinária difere-se da Lei Complementar porque pode ser editada pela União, pelos Estados e pelos Municípios, no campo de suas competências, delimitado pela Constituição (não há uma definição expressa dos casos que serão por elas regulados, como é o caso da Lei Complementar). A Lei Ordinária, diferentemente da Lei Complementar, que não cria tributos (exceto empréstimos compulsórios 1 e de competência residual da União), pode instituir, revogar ou extinguir tributos. Outra diferença entre a Lei Complementar e a Lei Ordinária está no fato de que a Lei Complementar exige maioria absoluta de votos nas duas Casas do Congresso Nacional. Fontes Secundárias: são as demais fontes possíveis que não compõem as fontes primárias, tais como: Instruções Normativas; Pareceres Normativos; Jurisprudência; Portarias do Ministério; decisões de órgãos administrativos da Receita Federal Hierarquia Legislativa do Sistema Tributário Nacional: CONSTITUIÇÂO Estabelece o poder de tributar (fixa a competência), as limitações e a repartição da receita. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL CTN (Lei 5.162/66) Estabelece as normas gerais do direito tributário: (a) Fato Gerador; (b) Contribuinte; (c) Base de Cálculo LEIS Normas que regulam os impostos, que só podem ser exigidos após a existência da lei. DECRETOS E OUTRAS NORMAS REGULADORAS Decretos: finalidade de possibilitar a aplicação da norma por agentes administrativos; Normas Complementares: Explicitam leis, decretos, tratados e convenções internacionais. 1 consiste na tomada compulsória de certa quantidade em dinheiro do contribuinte a título de "empréstimo", para que este o resgate em certo prazo, conforme as determinações estabelecidas por lei.

12 Tributos Conceito: De acordo com art. 3o do CTN, tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Prestação pecuniária: são as prestações que asseguram ao Estado os meios financeiros de que necessita para a consecução de seus objetivos; Compulsória: há a ausência do elemento vontade, ou seja, o dever de pagar o tributo nasce independentemente da vontade do contribuinte; Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: não existe a figura do tributo in natura ou in labore, uma vez que a prestação é pecuniária. Ex.: a um exportador de trigo não é permitido pagar seus impostos com uma quantidade X de trigo. Que não constitua sanção de ato ilícito: a incidência do tributo é um ato lícito (difere-se de penalidade ). As penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo; assim, o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei; Instituída por lei: só a lei pode instituir o tributo, o que significa que nenhum tributo será exigido sem que a lei o estabeleça, conforme assegura o art. 150, inciso I, da CF; Cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a cobrança é administrativa e privativa, não pode ser realizada por outra pessoa e deve ser vinculada (a administração pública deve agir conforme a lei e não segundo seus critérios de conveniência e oportunidade) Classificação dos Tributos No que se refere às espécies de tributos, o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de:

13 13 Impostos; Taxas; Contribuições de melhoria; Contribuições especiais. Já no que diz respeito a sua vinculação com a atividade estatal, os tributos podem ser classificados em: Vinculados, quando o Estado oferece uma contraprestação de imediato ao contribuinte; e Não vinculados, quando a arrecadação do tributo não depende de qualquer contrapartida do Estado em favor do contribuinte. Além disso, os tributos podem ser criados e utilizados com funções não arrecadatórias, sobretudo de intervenção na economia, sendo classificados, quanto as suas finalidades em: Tributos fiscais: possuem função meramente arrecadatória, visando ao financiamento das atividades do Estado para garantir o aporte de recursos necessários ao exercício de suas atividades. Ex.: Imposto de Renda; Tributos parafiscais: possuem função meramente arrecadatória; contudo, a receita arrecadada destina-se ao cumprimento de funções paralelas às funções típicas do Estado. Ex.: contribuições previdenciárias; Tributos extrafiscais: não são instituídos com função arrecadatória, mas para que o Estado cumpra a função de controle da economia. Ex.: Imposto sobre Importação; Imposto sobre Exportação; Imposto sobre Produtos Industrializados; etc. Taxas (CTN, art. 77): são vinculadas à atividade do Estado. É o tributo que tem como fato gerador o exercício de poder de polícia ou a utilização efetiva ou potencial de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Ex.: Taxa de Coleta de Lixo; Taxa de

14 14 Emissão de Documentos; Taxa de Conservação e Limpeza Pública; Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos; etc. Contribuição de Melhoria (CTN, art. 81): tributo instituído para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa incorrida e como limite individual o acréscimo do valor que a obra resultar para cada imóvel beneficiado. Pode-se afirmar que a Contribuição de Melhoria difere-se da Taxa porque esta está relacionada ao serviço público enquanto a Contribuição de Melhoria diz respeito à obra pública. Contribuições Especiais: são instituídas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, para fazer face aos investimentos em determinado setor (ex.: social), tais como as contribuições: À seguridade social (CF, art. 195, 201 a 204); Social do salário-educação (CF, art. 212, 5o); Para o Programa de Integração Social PIS; Para o Programa de Formação do Patrimônio Público PASEP (CF, art. 239); Para o Fundo de Investimento Social COFINS. Impostos (CTN, art. 16): é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Possui caráter geral, ou seja, se destina a cobrir as necessidades públicas gerais. Os impostos se distinguem entre si pelos respectivos fatos geradores e com base nessa distinção são atribuídos às diversas entidades em que se divide o Poder Político (Municipal, Estadual e Federal): Sobre o comércio exterior; Sobre o patrimônio e a renda; Sobre a produção e a circulação; Impostos especiais.

15 15 Os impostos também podem ser segregados em diretos e indiretos: Indiretos: São os tributos cujo ônus da contribuição os contribuintes podem transferir, total ou parcialmente, para terceiros; Os impostos indiretos são pagos pelo comprador, a empresa é somente a intermediária do imposto; Neste caso existe a figura do contribuinte de fato (aquele que efetivamente está pagando o imposto ( consumidor)) e de direito (aquele que a lei determina que é o apurador, arrecadador (intermediário)). O ônus não é do contribuinte de direito. Ex.: IPI e ICMS, que são cobrados pelo fisco do Produtor-Vendedor (contribuinte de fato) que emite a nota fiscal, e cujo custo é transferido ao comprador de mercadoria (contribuinte de direito). Diretos: São tributos cujos contribuintes são os mesmos indivíduos que arcam com o ônus da respectiva contribuição; O ônus é exclusivamente do contribuinte (o contribuinte de fato é o de direito). Ex.: IR, Imposto sobre Importação (II), Imposto sobre Exportação (IEx), Imposto Territorial Rural (ITR), Imposto Transmissão Inter vivos (ITBI), Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), Imposto Propriedade Veículos Automotivos (IPVA), etc.). Com relação à sua cumulatividade os impostos podem ser segregados em: Cumulativos: incidem em todas as etapas intermediárias dos processos produtivo e/ou de comercialização de determinado bem, inclusive sobre o próprio imposto anteriormente pago, da origem até o consumidor final, influindo na composição de seu custo e, em conseqüência, na fixação de seu preço de venda.

16 16 Ex.: ISS : A cumulatividade ocorre quando o serviço é prestado para outra empresa também prestadora de serviço. Assim, se uma empresa de construção civil constrói ou reforma um hospital, ou se uma empresa de decoração decora um hotel, o usuário do serviço arca com o ônus do imposto constante da fatura. Não há permissão para o aproveitamento do imposto e para o abatimento do ISS devido pelo hospital ou pelo hotel. (b) Não-Cumulativos: compensa-se o que é devido em cada operação com o montante cobrado nas operações anteriores. Não incide sobre o mesmo imposto/tributo pago/recolhido na etapa anterior. Ex: IPI e ICMS Tributos Federais, Estaduais e Municipais (Poder de Tributar): União (CF, art. 153 e 154); Estado e Distrito Federal (CF, art. 155); Municípios (CF, art. 156). União Impostos sobre: - Importação de produtos estrangeiros (II): cobrado sobre a entrada de mercadorias estrangeiras no país; ** - Exportação de produtos nacionais ou nacionalizados (IEx); ** - Renda e proventos de qualquer natureza (IR); - Produtos Industrializados (IPI); ** - Operações de crédito, câmbio e seguro ou relativos a títulos ou Estados e Distrito Federal Impostos sobre: - Transmissão causa mortis (herança) e doação de quaisquer bens e direitos (ITCMD); - Circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS); - Propriedade de veículos automotores (IPVA): cobrado sobre a propriedade de veículos automotores: consiste num tributo patrimonial sobre veículos, Municípios Impostos sobre: - Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU); - Transmissão inter vivos: (Imposto sobre a transmissão de bens imóveis - ITBI); - Serviços de qualquer natureza (ISS).

17 17 valores mobiliários (IOF, IOC); ** - Propriedade Territorial Rural (ITR); proporcional à data de fabricação do carro e ao seu valor de mercado. - Grandes Fortunas (IGF) *; - Impostos Extraordinários de Guerra (IEG); - Impostos que não sejam cumulativos e que não tenham a mesma base de cálculo dos impostos acima (Imposto Residual). (*) embora definido na CF, o IGF ainda não foi regulamentado por lei complementar. O contribuinte do imposto, a alíquota e a base de cálculo ainda não foram definidas. (**) não é necessária lei para alterar as alíquotas deste imposto, desde que sejam obedecidos os limites da legislação (a alteração pode ser realizada por Decreto) Conjunto de Princípios Constitucionais Tributários: Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas, as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles:

18 18 Legalidade (CF, art. 150, I): qualquer alteração nos termos tributários deve ser estabelecida em lei para que o pagamento possa ser exigido do contribuinte. É a garantia de que nenhum tributo será instituído ou aumentado a não ser através da lei. Isonomia/Igualdade (CF, art. 150, II): não deve haver tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situações equivalentes. Ex.: no caso dos impostos progressivos, quem tem mais capacidade contributiva deve pagar um imposto maior, pois assim será igualmente tributado, em termos proporcionais. Irretroatividade (CF, art. 150,III, a exceção art. 106, CTN): a lei nova, que cria ou aumenta tributos, alcança somente os fatos ocorridos posteriormente à sua publicação. Admite-se a retroatividade da lei tributária quando ela beneficia, de alguma forma, o contribuinte. Anterioridade (CF, art. 150, III, b exceção do art. 150, 1 e 195 6): qualquer alteração em termos de impostos só pode ser exigida do contribuinte a partir do 1º dia do próximo ano, com exceção de: Empréstimos compulsórios para atender despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou de sua eminência; Impostos sobre importação de produtos estrangeiros e exportação para o exterior de produtos nacionais ou nacionalizados; Produtos industrializados e Operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas à títulos ou valores mobiliários; Impostos extraordinário de eminência de caso de guerra; Contribuições sociais: CSSL, PIS, COFINS, FGTS, INSS. Capacidade Tributária/Contributiva (CF, art. 145, 1º): os tributos devem ser graduados segundo a capacidade tributária do contribuinte. Proibição de Confisco (CF, art. 150, IV): os tributos não devem ser utilizados para efeito de confisco. Esse princípio determina que o tributo deve ser instituído a um nível racional, ou seja, a sua rigorosa cobrança não deve acarretar assimilação do valor total do objeto tributado.

19 19 Liberdade de Tráfego (CF, art. 150, V): não é permitido estabelecer tributos pelo trânsito de pessoas entre estados/municípios (salvo cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo poder público). Imunidade (CF, art. 150, VI): não há tributação sobre: Patrimônio, renda ou serviços entre União, Estados, Distritos Federais e Municípios (ex.: o município não pode cobrar IPTU do Governo do Estado); Templos de qualquer culto; Patrimônio, renda ou serviços de partidos políticos, sindicatos e instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos; Livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão; *** Isenção difere-se de Imunidade, uma vez que a Isenção concedida é temporária e deve ser estabelecida por lei. 1.6 Elementos Fundamentais do Tributo: Obrigação tributária: Uma obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritas na lei (fato gerador). A obrigação tributária é principal ou acessória: Principal (CTN, art. 113, 1o): tem por objeto o pagamento do tributo ou penalidade pecuniária (em dinheiro). É a prestação à qual se obriga o sujeito passivo, é de natureza patrimonial. Acessória (CTN, art. 113, 2o): é uma obrigação não patrimonial que decorre da legislação tributária. É uma obrigação de fazer, não fazer ou de tolerar. Exemplos: Emitir nota fiscal, escriturar um livro, inscrever-se no cadastro de contribuintes (de fazer);

20 20 Não receber mercadorias desacompanhadas da documentação legalmente exigida (não fazer); Admitir o exame de livros e documentos pelo fiscal (tolerar). As obrigações acessórias têm como finalidade comprovar a existência e o limite das operações tributadas e a exata observância da legislação aplicável Elementos básicos da obrigação tributária: São três os elementos básicos da obrigação tributária: A lei: é o principal elemento da obrigação, pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (Princípio da Legalidade); O objeto: representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir, segundo as determinações legais. Basicamente, as obrigações consistem em principais (pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta pelo não atendimento à determinação legal) e acessórias (cumprimento de formalidades complementares); O fato gerador: Fato Gerador da Obrigação Principal (CTN, art. 114): fato gerador da obrigação tributária principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Fato Gerador da Obrigação Acessória (CTN, art. 115): é qualquer situação que, na forma de legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Ex.: o comerciante realiza a vende de mercadorias em seu estabelecimento e faz nascer, ao mesmo tempo, a obrigação de pagamento de ICMS (obrigação principal) e também a obrigação de emitir nota fiscal correspondente (obrigação acessória).

21 Contribuinte ou responsável: As partes da obrigação tributária são, de uma lado, o sujeito ativo, que é o ente público (União, Estado ou Município), criador do tributo, e, de outro lado, o sujeito passivo, que, segundo o CTN, pode ser o contribuinte ou o responsável. O contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. Já o responsável, é aquele que sem revestir a condição de contribuinte, ou seja, sem praticar o ato que enseja a ocorrência do fato gerador, vê a obrigação de pagar o tributo nascer por força de dispositivo legal Base de Cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de se apurar o montante a ser recolhido. A base de cálculo, conforme a CF, deve ser definida em lei complementar, estado sua alteração sujeita aos princípios da legalidade (mudança somente por outra lei); da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados) Alíquota É o percentual definido em lei que, aplicado sobre a base de cálculo, determina o montante do tributo a ser recolhido. Assim como a base de cálculo, a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade, da anterioridade e da irretroatividade.

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