Conferência Processos de Contra-Ordenação: Autoridades Administrativas e Tribunais

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1 Conferência Processos de Contra-Ordenação: Autoridades Administrativas e Tribunais Lisboa, 31 de Maio de 2011 Carlos Tavares

2 Processos de Contra-Ordenação: Autoridades Administrativas e Tribunais A actuação da CMVM Nos últimos 20 anos a CMVM abriu processos de contra-ordenação e aplicou coimas no valor de 28,7 milhões de euros. Destes processos 123 foram impugnados para os tribunais e a decisão da CMVM foi revogada em 9 casos. 250 Processos de Contra-Ordenação * Processos Instaurados Coimas aplicadas * Até 31/3/2011 2

3 A actuação da CMVM Desde 2005: CMVM aplicou 117 coimas no valor global de 17,5 milhões de euros; Decisão foi impugnada em 0 casos; 30 desses casos já foram decididos pelo TPIC; Em 15 casos a decisão da primeira instância foi contrária à da CMVM, tendo esta recorrido para o TRL em 13, relativamente aos quais: Em 7 foi reposta a decisão da CMVM; Em 2 os recorrentes foram absolvidos; casos estão ainda pendentes. Dois casos foram objecto de recurso para o Tribunal Constitucional tendo sido rejeitados. 3

4 A actuação da CMVM Desde 1997 a CMVM investigou 15 casos de abuso de mercado dos quais 31 foram enviados à PGR. 25 Evolução do número anual de processos de investigação abertos Abuso de informação privilegiada Manipulação de mercado Participações à PGR Julgamentos: 11 casos foram levados a julgamento (primeira sentença em 2003) de que resultaram 10 condenações e 1 absolvição; ainda nenhuma condenação implicou prisão efectiva (as penas de prisão aplicadas até hoje foram sempre substituídas por multa).

5 Processos de contra-ordenação da CMVM impugnados desde 2005 Tempo Médio Decorrido Em Anos Entre a data da acusação e o trânsito em julgado (20 casos) 3,0 (cerca de 3 anos e 5 meses) Entre a data da decisão CMVM e a data de hoje (processos não transitados) Entre a data da decisão CMVM e da Decisão do TPIC (30 casos) 2,29 2,00 (cerca de 2 anos e meses) (2 anos) 5

6 Sanções (Artigo 2º da Directiva) Abuso de Informação Privilegiada Dos 29 países representados na ESMA: 2 aplicam sanções e medidas administrativas não pecuniárias 21 aplicam coimas 28 aplicam sanções criminais pecuniárias 27 aplicam pena de prisão 6

7 Sanções (Artigo 5º da Directiva) Manipulação de Mercado Divergências substanciais entre os membros da ESMA Montante das coimas Entre para pessoas individuais ou para pessoas colectivas na Eslovénia e em Itália (coimas máximas) e ilimitado no Reino Unido Montante das multas criminais Entre na Bélgica e em Itália (valores máximos) e ilimitado na Alemanha e no Reino Unido Duração da pena de prisão Entre 1 ano no Luxemburgo e 15 anos na Letónia (penas máximas) 7

8 Penas Máximas de Prisão 15 anos na Letónia 12 anos na República Checa e em Itália 10 anos na Grécia e na Irlanda 8 anos na Polónia e na Eslováquia 7 anos no Reino Unido 6 anos na Noruega e em Espanha 5 anos em Portugal, na Áustria, na Alemanha, na Roménia 8

9 Aplicação Efectiva do Novo Regime (2008) Inquérito da ESMA aos seus 29 membros: investigações iniciadas: 30 por alegado abuso de informação privilegiada; 330 por alegada manipulação de mercado; 12 por alegado abuso de informação privilegiada e/ou manipulação de mercado (sem distinção possível); 213 por alegada violação do dever de defesa do mercado; 1.35 por alegadas violações dos deveres de transparência investigações concluídas: 565 processos arquivados; 222 medidas administrativas aplicadas; 21 denúncias às autoridades judiciárias. 9

10 Aplicação Efectiva do Novo Regime (2008) 99 sanções aplicadas: 653 coimas; 201 admoestações; 90 penas criminais pecuniárias; 50 penas de prisão. Coima máxima aplicada: de 6 a 7 milhões de euros Pena criminal pecuniária máxima aplicada: de 671 a 0,15 milhões Pena de prisão mais longa aplicada: de 50 dias a 10 anos. 10

11 Disparidades (Exemplo) Coima Máxima em Processos de Contra-Ordenação por Violação do Dever de Comunicação de Informação Privilegiada * No Reino Unido a coima máxima é ilimitada * A coima máxima passou a ser de 5 milhões de euros com a entrada em vigor da Lei 28/2009. Este valor pode duplicar caso o benefício económico da infracção seja superior a 5 milhões de euros. 11

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