A IMPORTÂNCIA DE UM SERVIDOR PARA CONTROLE DE SERVIÇOS E FLUXO DE DADOS EM UMA REDE

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1 ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL ESAB LATO SENSU EM REDES DE COMPUTADORES ALESSANDRO PERUFO SUDATI A IMPORTÂNCIA DE UM SERVIDOR PARA CONTROLE DE SERVIÇOS E FLUXO DE DADOS EM UMA REDE CRUZ ALTA - RS 2008

2 ALESSANDRO PERUFO SUDATI A IMPORTÂNCIA DE UM SERVIDOR PARA CONTROLE DE SERVIÇOS E FLUXO DE DADOS EM UMA REDE. Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Redes de Computadores apresentado a ESAB-Escola Superior Aberta do Brasil, sob orientação do Prof. Dr. Jaime Roy Doxsey. CRUZ ALTA - RS 2008

3 ALESSANDRO PERUFO SUDATI A IMPORTÂNCIA DE UM SERVIDOR PARA CONTROLE DE SERVIÇOS E FLUXO DE DADOS EM UMA REDE BANCA EXAMINADORA Prof. Dr. JAIME ROY DOXSEY ORIENTADOR Professor 2 Professor 3 CRUZ ALTA-RS 2008

4 Dedico este trabalho à DEUS por me motivar todos os dias de minha vida, minha esposa e filha que sempre estiveram junto comigo apoiando e sempre me dando forças para a conclusão deste curso. À minha mãe que sempre esteve comigo nas horas boas e difíceis que passamos juntos. Ao meu pai que sempre me orientou a ter o estudo como base de todos os meus princípios.

5 AGRADECIMENTOS A ESAB e ao meu orientador pela oportunidade de concluir uma Pós Graduação em uma área tão nobre e indispensável nos dias de hoje.

6 Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais... (Almir Sater)

7 RESUMO Este trabalho teve por objetivo descrever a importância de um servidor para controle de serviços e fluxo de dados de uma rede. Foi analisado um computador caracterizado como servidor que concentra programas e serviços que controlam o tráfego de dados de uma empresa ou provedor de Internet. Relacionados aos equipamentos e programas, foram detalhados também assuntos pertinentes que complementam a descrição dos principais requisitos necessários para implementação dos serviços e sistemas. De acordo com a diversidade de sistemas operacionais disponíveis no mercado atual, verificou-se que o Linux é o que mais comtempla as necessidades para implantação de ferramentas de controle e de acessórios que trabalham em conjunto, disponibilizando assim uma performance satisfatória e segura ao administrador da rede. Sua robustez e clareza, aliada ao fator de ter seu código aberto, facilita ao administrador que atenda suas necessidades de forma seletiva e centralizada, obtendo resultados positivos quando agrega o sistema operacional em conjunto com linguagens de programação e banco de dados.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Visão inicial da arquitetura do kernel Figura 2 - Placa de Rede Figura 3 - Estrutura dos servidores DNS Figura 4 - Exemplo de página da internet Figura 5 - Página do Google Maps... 33

9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Lista das distribuições Linux Quadro 2 - Redes privadas Quadro 3 - Parâmetros de configuração do servidor Apache no Linux.. 36 Quadro 4 - Parâmetros de configuração do servidor Samba... 42

10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPITULO 1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS A CENTRALIZAÇÃO DOS RECURSOS CAPÍTULO 2 - DEFINIÇÕES SISTEMA OPERACIONAL REDES SERVIDOR Alguns servidores implementados Serviços implementados INSTALAÇÃO DO SISTEMA OPERACIONAL DESCRIÇÃO GERAL DO LINUX Clareza Compatibilidade Portabilidade Robustez e Segurança Velocidade CAPÍTULO 3 - SERVIDORES SERVIDOR DHCP SERVIDOR DNS SERVIDOR WEB SERVIDOR SERVIDOR FTP SERVIDOR ARQUIVOS SERVIDOR PROXY Restrição de acesso por listas Restrição por autenticação Proxy transparente... 47

11 CAPÍTULO 4 - SERVIÇOS NAT AGENDAMENTO DE TAREFAS ADMINISTRAÇAO REMOTA CAPÍTULO 5 - SEGURANÇA CONFIDENCIALIDADE INTEGRIDADE DISPONIBILIDADE IRRETRATABILIDADE AMEAÇAS, RISCOS E VULNERABILIDADES CAPÍTULO 6 - CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 59

12 12 INTRODUÇÃO O compartilhamento de informações e dos recursos são possíveis através de sistemas centralizados, permitindo a troca de mensagens entre diversos usuários, acesso à dados e programas de várias fontes. As formas de integração de sistemas proporcionam uma convergência de dados trazendo ao administrador de uma rede aspectos muito significativos para a melhora do desempenho de suas funções e serviços. O atrativo principal para qualquer servidor é a integração de um sistema operacional fácil de usar e livre de custos juntamente com outras ferramentas que proporcionam confiabilidade e estabilidade integrando soluções que tornam aplicações e equipamentos flexíveis e dinâmicos. Este trabalho tem por objetivo descrever a importância de um servidor para controle do fluxo de dados em uma rede, juntando ferramentas disponíveis que centralizam recursos e serviços.

13 13 CAPITULO 1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS 1.1 A CENTRALIZAÇÃO DOS RECURSOS A evolução dos tempos se dá proporcionalmente à evolução da informação contida nos meios de comunicação. A facilidade com que a informação nos chega nos dias de hoje é tão surpreendente quanto assustador pois muitas vezes o fato acaba de acontecer e a informação já esta disseminada pelo mundo a fora. Quando falamos em tempo também temos que considerar o desperdício que ocorre quando temos os recursos descentralizados em um ambiente de trabalho. Muitas vezes ou quase sempre utilizamos várias ferramentas para determinadas funções, acarretando assim uma série de manuais, procedimentos de buscas, pesquisas desnecessárias, desperdiçando os recursos disponíveis por carência de um padrão, uma centralização ou uma ferramenta que proporcione a agilidade e eficácia. Ao elaborar um projeto que concentre em um computador, todos os recursos necessários, incluindo ferramentas e utilitários, uma empresa seja ela qual for seu ramo de atuação, ganha muito em tempo, pois através de uma administração dos recursos de forma segura e direcionada trará inúmeros benefícios a empresa convertendo isso em pontos positivos. Consiste em um computador denominado servidor que concentra em suas configurações recursos necessários para atender todas as necessidades de uma empresa, podendo dar acesso a determinadas informações, barrar outras, bem como agilizar a pesquisa de documentos, arquivos, programas, planilhas que sejam do seu uso contínuo. Para isso é interessante termos em mente os custos, pois ao utilizarmos sistemas, banco de dados e aplicativos gratuitos, ficamos muitas vezes nas mãos dos desenvolvedores que limitam determinados recursos nas versões que estão disponíveis na internet para que possam prosperar forçando o usuário ou empresa a adquirir outros produtos fornecidos por eles mediante pagamento.

14 14 Sendo assim, foi elaborado um projeto, utilizando softwares e aplicativos que hoje se encontram na internet gratuitamente. O maior custo para implantação e organização do projeto se dá ao adquirir um equipamento que seja compatível e atenda as necessidades não só momentâneas, mas prevendo também expansão dos próprios recursos e serviços. De posse do equipamento, estaremos configurando e instalando as ferramentas necessárias para que o computador possa gerenciar toda a rede e recursos necessários. Utilizaremos um sistema operacional multitarefa, leve e que a cada dia ganha mais adeptos, o Linux. O surgimento do Linux se deu através de seu idealizador Linus Torvalds, que necessitava de um sistema operacional com as características do Unix, mas que pudesse ser utilizado em um computador de pequeno porte. O Linux ganhou mais admiradores por ser um sistema operacional de código aberto e de livre distribuição onde cada vez mais pessoas e empresas se empenham em torná-lo cada vez mais amigável e competitivo com seu maior rival o Windows 1. Aplicativos e ferramentas são desenvolvidos para facilitarem a administração de redes e recursos bastante explorados e necessários nos dias de hoje (MAXWELL, 2000). Existem várias distribuições Linux espalhadas ao redor do mundo pela facilidade de seu código ser aberto. O que as diferencia é a quantidade de aplicativos e ferramentas contidas em cada distribuição, que são montadas para atender fins específicos (TSUJI, 2000). DISTRIBUIÇÃO Conectiva Kurumin Debian BR CDD Debian Fedora Gentoo Knoppix Mandriva Red Hat LINK DA DISTRIBUIÇÃO Sistema Operacional pertencente a Microsoft Corporation

15 15 Slackware SUSE Ubuntu Yellow Dog Linux Quadro 1 - Lista das distribuições Linux Fonte: Baseado em MAXWELL (2000). Juntamente com as distribuições estaremos analisando as principais ferramentas usadas, porém pouco notadas pela facilidade do uso em nosso cotidiano.

16 16 CAPÍTULO 2 - DEFINIÇÕES 2.1 SISTEMA OPERACIONAL A partir do desenvolvimento da informática reuniram-se esforços para viabilizar soluções em empresas, estabelecimentos de ensino, provedores de internet, etc, onde fosse possível utilizar um sistema operacional maduro, barato e estável o suficiente para as mais diversas funcionalidades. O Linux por atender a todos estes requisitos pode ser usado tanto em um computador para uso pessoal, na edição de textos, navegar na internet, planilhas, gráficos, desenvolvimento de programas, em poderosos servidores de redes, atuando também em redes heterogêneas com outros sistemas operacionais (Windows, Novell, Unix, OS/2, Machintosh, etc.) ou ainda como servidor de arquivos, aplicações, bando de dados, Internet, Intranet, firewall e sem limitação para o número de usuários (GOMES, 2001). Um sistema operacional como Linux, possui diversas bibliotecas de funções bem como programas e aplicações cujo objetivo é de manter o sistema operacional em pleno funcionamento e oferecer recursos para facilitar o uso, como o ambiente gráfico e o uso do mouse para execução de tarefas. Apesar de apresentar um maior desempenho, o Linux instalado em modo console, muitas vezes não é muito amigável, pois para executar tarefas é necessário a digitação de comandos com seus parâmetros e opções, sendo que muitas vezes torna-se pouco prático porém deixa o sistema mais leve, tendo mais performance para as aplicações e ferramentas que estão instaladas, configuradas e em funcionamento (BALL, 1999). O kernel é a parte mais importante do Linux, pois ele é o responsável pelo gerenciamento de processos, memória, controle de dispositivos, gerenciador de arquivos e outros. Dentre suas funções as mais importantes são o gerenciamento de memória e de processos. O gerenciador de memória é responsável pela atribuição das áreas de memória com as áreas de troca (swap) para os processos. No gerenciamento de processos o kernel cria e implementa multitarefa entre os

17 17 processos ativos no processador e realiza as trocas necessárias (WIRZENIUS, 1998). Figura 1 - Visão inicial da arquitetura do kernel Fonte: MAXWELL (2000). O sistema operacional se comunica com cada dispositivo ou periférico através de controladores (drivers) que contém as características necessárias para a inicialização e execução das funções de cada dispositivo. Mas a comunicação entre dois ou mais computadores é definida por rede, onde o Linux possui muitas vantagens tornando a administração dos serviços mais simples, uma vez que estes recursos estão de forma centralizada mantendo o processamento distribuído, gerando menores custos e melhor tolerância a falhas (WIRZENIUS, 1998). 2.2 REDES A idéia de se comunicar surgiu há muito tempo atrás, desde as formas mais primitivas, tendo em vista que o homem necessitava de uma maneira de facilitar a execução de atividades sem precisar se deslocar de um lado a outro. Este conceito

18 18 se espalhou em todas as formas de comunicação, tendo hoje computadores trocando informações ao redor do mundo através de diversos recursos, sejam elas através de cabos, fibras ópticas, via satélite, redes sem fio, etc. A comunicação é impossível sem algum tipo de linguagem ou código preestabelecido para que se tenha a troca de dados ou informações entre equipamentos e computadores. Entre os computadores existe um tipo de hardware bem conhecido chamado Ethernet que possibilita a comunicação e troca de informações entre si. Utilizando um cabo de par trançado que possui 4 (quatro) pares de fios se consegue um trafego de dados em alta velocidade podendo atingir bilhões de bits por segundo (KIRCH, 1999). Figura 2 - Placa de rede FONTE: REITER (2006). A criação de redes se dá através de comutadores, repetidores e outros equipamentos que permitem a interligação de um computador a diversos podendo estar eles localizados dentro de uma sala como ao redor do mundo através da Internet (TSUJI, 2000). A internet é uma gigantesca rede de computadores espalhada pelo mundo possibilitando além de acesso a dados estáticos e mensagens instantâneas a vídeo conferências, transmissão de áudio e muito mais. Após a década de 80 começou uma explosão de recursos possibilitando a comunicação em um grau bem mais elevado que o tradicional, permitindo que as empresas comprassem direto de seus fornecedores de uma forma mais ágil e eficaz, sem a necessidade da visita de um

19 19 vendedor na porta de sua empresa para demonstração de produtos. Facilitou também as transações bancárias, pesquisas em universidades oferecendo a possibilidade de se estudar sem sair do conforto de sua casa e compartilhar informações com diversas pessoas nos pontos mais distantes do planeta (REICHARD, 1998). Com o advento da internet ofereceu também que a comunicação empresarial, utilizasse outros recursos que antes eram indisponíveis e hoje são indispensáveis para o crescimento econômico e empresarial. Com isso, surgiu as intranets que, possibilitaram a comunicação de um grupo de computadores da matriz de uma empresa que estão localizados em uma cidade com outro grupo de computadores que estão localizados na filial da empresa localizada a quilômetros de distância, como se estivessem em uma mesma sala, compartilhando recursos, arquivos, aplicativos com total segurança, possibilitando ainda que os integrantes da empresa pudessem acessar os dados de qualquer lugar usando os meios mais variados (REICHARD, 1998). Antes imaginávamos que rede eram apenas computadores trocando informações, hoje com a evolução e a tecnologia avançada temos outros dispositivos trocando informações, acessando dados, executando tarefas sem a necessidade de se ter um teclado e um monitor sentado atrás de uma mesa, ou até mesmo estar de forma presente em um ambiente de trabalho, loja ou bancos. 2.3 SERVIDOR O nome servidor se dá ao computador que detém um sistema operacional multitarefa rodando aplicações e que está interligado com os demais computadores compartilhando recursos para o gerenciamento de dados e serviços. Uma das soluções mais inovadoras atualmente é centralizar os recursos fazendo com que os demais usuários que trocam informações e arquivos tenham em sua estação uma configuração mais simples não necessitando de equipamentos

20 20 muito sofisticados bem como uma diversidade de softwares para desempenhar suas funções (REICHARD, 1998). A centralização dos recursos traz de forma imediata algumas vantagens: Unificação de dados: todos os dados ficam armazenados em um só lugar onde através de hierarquias conseguimos manter de forma organizada os arquivos, sistemas, aplicativos e diretórios e subdiretórios de dados e sistemas. Centralização de backups: a copia dos dados é feita no servidor sem a necessidade que seja realizada em outros pontos ou por mais pessoas, podendo ainda ser agendado para que o servidor execute-as automaticamente. Atualização de sistemas: os sistemas e aplicativos instalados no servidor eliminam a tarefa de instalação em todos os pontos que o mesmo será utilizado, fazendo com que uma vez atualizado todos os usuários em seus pontos de acesso já executem as novas versões com suas modificações ou atualizações. Arquivos limpos: como todas as operações estão centralizadas em um servidor a função de um anti-vírus se torna mais eficiente pois o servidor controla o fluxo dos dados impossibilitando que vírus possam se propagar em toda a rede. Facilitando ainda mais para o processo de atualizações para prevenções de novos vírus. Estações mais enxutas: como todos os sistemas e dados estarão centralizados no servidor, as estações que utilizarão dos recursos não tem a necessidade de instalação dos aplicativos ou sistemas, ficando apenas na necessidade de um sistema operacional com todos os drivers para o funcionamento correto de todos os periféricos do computador e um anti-vírus para dar mais segurança quanto à infecção de vírus. Juntando os conceitos de servidor com os serviços que podemos utilizar, associados aos recursos do sistema operacional, necessitamos que os mesmos

21 21 sejam instalados e configurados para usufruir de todos os seus serviços (MOTA FILHO, 2000) Alguns servidores implementados SERVIDOR WEB: armazena arquivos contendo linguagem de programação que serão apresentadas por um navegador. SERVIDOR DHCP: distribuem configurações pré-estabelecidas aos demais computadores da rede. eletrônicas SERVIDOR DE responsável pelo recebimento e envio de mensagens servidor. SERVIDOR FTP: controla a transferência de arquivos dos usuários para o SERVIDOR ARQUIVOS: responsável pelas permissões e armazenamento dos arquivos de usuários. SERVIDOR DNS: responsável pela conversão de nomes da internet/intranet. SERVIDOR PROXY: controla o acesso de conteúdo e agiliza o tráfego internet da rede local Serviços implementados ADMINISTRAÇÃO REMOTA: monitoramento, execução de tarefas, configurações realizadas através de conexão fora da rede local. externo. NAT: responsável pela conversão do tráfego da rede interna ao mundo

22 22 AGENDAMENTO DE TAREFAS: possibilita a execução de tarefas sem a necessidade que o usuário tenha que realiza-lo manualmente. 2.4 INSTALAÇÃO DO SISTEMA OPERACIONAL Inicialmente iremos instalar o sistema operacional que irá coordenar o funcionamento dos componentes e os programas que irão trabalhar em conjunto. A grande maioria das distribuições do Linux é disponibilizada em CD. Hoje com a grande utilização de ferramentas e complementos da instalação já estão sendo distribuídos em DVD, contendo além dos arquivos, bibliotecas e programas necessários a instalação outras ferramentas complementares que muitas vezes são necessárias para obtermos o resultado esperado em um servidor. Além disso, podem ser encontradas nos sites de cada distribuição podendo ser copiadas através da Internet. Os passos para instalação de um sistema operacional como o Linux se dá com o seguinte processo: - Criação dos discos de inicialização (boot) a partir do CD de instalação; - Preparar o disco rígido com as ferramentas de formatação e particionamento; - Inicializar o Linux a partir do CD; - Instalação da versão integral e de suas ferramentas (REICHARD, 1998). 2.5 DESCRIÇÃO GERAL DO LINUX O Linux está organizado da seguinte forma: As informações sobre o boot de inicialização ficam gravadas na primeira trilha do disco rígido, chamada de MBR 2, onde nela estão todas as características do disco rígido, tamanho, partições, tamanho de cada partição, etc (STATO FILHO, 2002). 2 Master Boot Record

23 23 Quando inicializado, o Linux carregará as configurações do próprio sistema, para cada periférico, e as configurações dos servidores e serviços que estarão em funcionamento. A partir deste momento, todos os processos irão obedecer às regras pré-configuradas que estão em seus arquivos de configurações dando permissões e executando determinadas operações (TSUJI, 2000). Ao terminar de carregar os módulos de configurações, o Linux apresentará uma tela para que o usuário possa se identificar. Cada usuário possui um nome de usuário, senha e atributos para permissão de leitura, gravação e execução de arquivos e programas. Ao logar-se, que é o procedimento de identificação do usuário no sistema, pode-se começar a usar o Linux através de linhas de comando, que quando digitados, o sistema operacional resultará uma resposta para as operações. Os comandos podem ainda ter opções e argumentos que podem ser consultados através de um manual on-line contido no próprio sistema operacional. Argumentos e opções são entrados após os comandos, separados por espaços ou ainda incluídos dentro de aspas simples, características estas, próprias de cada comando. Como em outros sistemas operacionais, o Linux é composto de arquivos e diretórios, mas é sensível aos caracteres maiúsculos e minúsculos, tratando-os de forma diferenciada. No Linux, por ser um sistema que permite o gerenciamento de múltiplos usuários, somente os registrados, em seus arquivos de configurações, podem ter acesso ao sistema. O usuário estando logado, ele estará em seu diretório padrão já pré-configurado, podendo navegar aos demais diretórios utilizando comandos para listagem dos mesmos. Os arquivos e diretórios no Linux têm usuários proprietários e grupos de proprietários para os quais são definidas permissões de leitura, gravação e execução mantendo assim o controle sobre estes arquivos e diretórios.

24 Clareza Para simplificar um pouco, o objetivo do Linux é ser o mais claro possível dentro das restrições de ser o mais seguro e robusto, e em contraste com o desenvolvimento de aplicativos mais modernos, em que o objetivo geralmente é ser o mais rápido possível. Dentro do Linux, a importância normal relativa à velocidade e clareza é oposta. A clareza complementa a robustez: uma implementação que pode ser facilmente entendida e utilizada quando está correta, ou pode ser desmembrada quando está incorreta para os ajustes necessários. Esses dois objetivos, portanto, raramente se opõem. Mas a clareza e a velocidade estão freqüentemente em conflito. Um programa que tenha sido desenvolvido e otimizado manualmente, raramente representa a mais clara de todas as implementações. Quando os objetivos da clareza e velocidade entram em conflito no Linux, a velocidade geralmente vence. Mesmo assim, os desenvolvedores reconhecem, em sua maioria, a importância da clareza e realizam um trabalho mais consistente para a escolha da forma mais clara de atingir uma maio$r velocidade (MAXWELL, 2000) Compatibilidade O Linux foi originalmente escrito para formar o núcleo de um sistema operacional completo compatível com o Unix. Ao longo de seu desenvolvimento, foi incorporado o objetivo de também se tornar um kernel compatível com o POSIX. No que diz respeito ao kernel, não há muita diferença entre ser compatível com o Unix e estar de acordo com o POSIX. O kernel oferece outro tipo de compatibilidade. Um sistema baseado no Linux proporciona suporte opcional para a execução de arquivos em Java como se fossem executáveis dele próprio. Na realidade, o Linux foi reconhecidamente o primeiro sistema operacional a proporcionar esse suporte, embora na realidade a interpretação dos executáveis em Java seja de responsabilidade de um processo em separado onde o kernel proporciona os mecanismos que possibilitam tornar este suporte transparente para o usuário (MAXWELL, 2000).

25 25 O suporte para outros formatos executáveis também pode ser acrescentado ao kernel da mesma forma, com partes variáveis do suporte proporcionadas pelo próprio kemel. A título de observação, o Linux como um todo oferece suporte para executáveis dos antigos programas que rodavam no sistema operacional DOS por meio do emulador DOSEMU e oferece mais suporte para os executáveis do sistema operacional Windows por meio de outro emulador, o WINE. De forma similar, os serviços de arquivos e impressão compatíveis com o Windows são proporcionados pelo servidor de arquivos (SAMBA), mas estes não são produtos do Linux, e sim de desenvolvedores que criaram estas ferramentas para obter uma melhor compatibilidade, mesmo assim existem alguns problemas de compatibilidade que são contornados com as versões mais atuais. Outro aspecto é a compatibilidade com sistemas de arquivos "estrangeiros", o Linux suporta uma grande variedade de sistemas de arquivos - ext2 (o sistema de arquivos nativo), ISO-9660 (utilizado em CDROMs), MS-DOS, Network File System (NFS) e muitos outros. A interligação em rede também é outro aspecto da compatibilidade, que se toma ainda mais importante nesses tempos de conexões via Internet. O Linux, como uma variação do Unix, tem naturalmente suporte para TCP/IP desde o início de sua existência. O kernel também inclui códigos para o protocolo AppleTalk, que permite que uma caixa Linux funcione bem em Macintoshes; protocolos da Novell, denominados Internetwork Packed Exchange (IPX), Sequenced Packed Exchange (SPX) e NetWare Core Protocol (NCP); a nova versão do protocolo IP, o IPv6, mais um grande número de protocolos menos conhecidos. O aspecto da compatibilidade do Linux é considerado a nível de dispositivos de hardware, onde praticamente todas as placas de vídeo obscuras, placas de rede encontradas no mercado, interfaces de CD-ROM não-padrão e drives de fita proprietários possuem, de uma forma ou de outra, um driver para funcionar no Linux.

26 26 Apesar de que, alguns dispositivos foram fabricados para outros sistemas operacionais específicos. Além disso, o suporte para hardware do kernel está ficando cada vez melhor, onde os fabricantes vêem que ao abrirem seus códigos-fonte, tornam mais fácil a portabilidade para o Linux. Toda essa compatibilidade é atingida por meio de um objetivo secundário importante: modularidade. O kernel define uma interface abstrata para um subsistema, de forma que a interface possa ser implementada de diversas formas. O suporte do kernel para um novo sistema de arquivos, por exemplo, reduz a necessidade de criação de uma nova implementação para a interface Virtual File System (VFS). Outro exemplo, é o suporte abstrato do kernel para manipuladores binários, que é seu método para o suporte de novos formatos executáveis, como os produzidos em Java. A adição de suporte para um novo formato executável é basicamente um problema de implementação para aquele formato que se está se desenvolvendo Portabilidade Um objetivo do Linux é em parte relacionado com a compatibilidade de hardware que chamamos de portabilidade, onde pode se executar o kernel do Linux em diversas plataformas de hardware. O sistema foi originalmente desenvolvido para os processadores da lntel x86 utilizadas em equipamentos compatíveis com o IBM-PC, sem pensar em dar-lhe portabilidade. Com o passar do tempo, as coisas mudaram, onde as portas do kernel oficial incluem portas para sistemas baseados em outros tipos de processadores como os Alpha, ARM, Motorola 680xO, MlPS, PowerPC, SPARC e SPARC-64. Dessa forma, você pode executar o Linux em Amigas, em Macintoshes antigos ou novos, em estações de trabalho da Sun e da SGl, em máquinas NeXT e outros. E estas são apenas as portas presentes na distribuição oficial do kernel. Os trabalhos também estão progredindo na elaboração

27 27 de portas não-oficiais para praticamente tudo, desde os antigos DEC VAXs até a série de handhelds Palm da 3Com. As portas não-oficiais bem-sucedidas tendem a tornar-se oficiais mais adiante, de forma que muitas delas acabarão na árvore de desenvolvimento principal. A grande variedade de plataformas suportadas está habilitada, em parte, pela clara separação do código-fonte do kernel em seções independentes e dependentes da arquitetura (MAXWELL, 2000) Robustez e Segurança A pretensão do Linux é ser robusto e seguro. Ele não deve ter muitos bugs (erros de programação ou execução) oriundos dele mesmo e deve proteger os processos e usuários uns dos outros, assim como deve proteger o sistema de outros sistemas como um todo. A grande vantagem é o controle do espaço para aplicações confiáveis criadas por usuários, embora o kernel deva proporcionar os códigos sobre os quais a segurança possa ser baseada. A robustez e a segurança geralmente se sobrepõem a quaisquer outras considerações, incluindo velocidade. O único e mais importante fator que garante a robustez e a segurança do Linux é seu processo de desenvolvimento aberto, que cada linha de código presente no kernel, e cada alteração, serão examinadas por desenvolvedores pelo mundo afora. Um deles pode ser o responsável por encontrar qualquer bug que possa estar escondido e testa-lo, pois todos desejam manter seus próprios sistemas Linux robustos e seguros também. Os bugs que não forem encontrados pela inspeção poderão ser isolados e consertados por qualquer um que os encontrar, e os consertos serão incorporados de volta na árvore de desenvolvimento principal para o benefício de todos. Tanto os alertas de segurança quanto os relatórios de bugs geralmente são consertados em dias, ou até mesmo em horas (MAXWELL, 2000). O Linux pode não ser o sistema operacional absolutamente mais seguro, mas é um concorrente muito forte. E sua robustez está próxima de chegar ao topo.

28 Velocidade Este fator fala por si só. A velocidade está próxima de ser o critério mais importante, embora esteja abaixo da robustez, da segurança e da compatibilidade. É, um dos aspectos mais visíveis do código. O código do kernel do Linux está exaustivamente otimizado, com as opções mais utilizadas. Quase a toda hora alguma coisa no código parece estranha, mas está assim disposta porque é a forma mais rápida. Algumas vezes, uma implementação mais direta pode também não ser a mais rápida e vice-versa (MAXWELL, 2000).

29 29 CAPÍTULO 3 - SERVIDORES Serão descritos abaixo algumas implementações de servidores que o Linux gerencia e tem obtido resultados satisfatórios tanto em desempenho como na administração de seus serviços e configurações. 3.1 SERVIDOR DHCP No conceito de redes de computadores, para que os mesmos estabeleçam um padrão para comunicação entre si, é necessário que a configuração dos computadores que irão acessar os recursos disponíveis no servidor. Esta é uma tarefa trabalhosa e que exige que o usuário tenha um certo conhecimento além de que estas configurações são necessárias em todos os computadores que pertencem a rede, o servidor DHCP 3 é capaz de fornecer automaticamente todas as informações necessárias a cada computador que esteja ligado na rede facilitando sua administração (MOTA FILHO, 2000). Quando definimos um padrão que será utilizado pela rede interna, utilizamos protocolos e um conjunto de regras para que os computadores possam de forma transparente trocar informações entre si. O protocolo mais utilizado atualmente é o TCP/IP 4, por ele passam diversas informações, divididas em funções de sistema que estão estruturados em camadas, onde cada uma possui responsabilidades dentro do protocolo. Em uma rede, cada interface de rede (placa de rede), possui um nome atribuído a ela denominado host e um número identificador, o IP 5. O IP consiste em um número formado por 4 octetos, separados por pontos, onde cada octeto é composto por 8 bits, totalizando 32 bits. Cada octeto possui 8 números entre 0 e 1, onde um quer dizer verdadeiro e zero falso, sendo o menor valor 0 ( ) e o maior valor 255 ( ). Ex: Dynamic Host Configuration Protocol 4 Transmission Control Protocol/Internet Protocol 5 Internet Protocol

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