Relatório da Administração. 1º Semestre de 2015

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1 Relatório da Administração 1º Semestre de 2015

2 Sumário 1. Senhores Acionistas Banco Luso Brasileiro S.A Estrutura Acionária Desempenho Operacional Destaques do Semestre Indicadores Gráficos Governança Corporativa... 6 a. Risco de Crédito... 6 b. Risco de Mercado... 6 c. Risco de Liquidez... 7 d. Risco Operacional... 7 e. Gestão de Capital... 7 f. Prevenção à Lavagem de Dinheiro... 8 g. Gestão de Segurança da Informação... 8 h. Código de Étina Norma e Conduta Perspectivas Auditores Independentes Agradecimentos

3 1. Senhores Acionistas Apresentamos o Relatório da Administração do Banco Luso Brasileiro S.A. referente ao semestre findo em 30 de junho de 2015, acompanhadas das respectivas Demonstrações Financeiras, notas explicativas e Relatório dos Auditores Independentes, em conformidade com a legislação vigente. 2. Banco Luso Brasileiro S.A. O Banco Luso Brasileiro S.A. é um banco múltiplo, especializado na concessão de créditos e serviços para empresas de médio porte, sendo reconhecido pelo seu profundo conhecimento do setor dos transportes coletivos, o qual, constitui o carro chefe da sua atuação mercadológica. 3. Estrutura Acionária A estrutura acionista do Banco Luso Brasileiro, S.A. era a seguinte em 30 de junho de 2015: RC Participações, S.A. (43%), Amorim Aliança BV (43%) e Lusopar S.A. (14%). 4. Desempenho Operacional O Banco, no decurso do 1º semestre de 2015, consolidou a melhoria de resultados já evidenciada no 2º semestre de 2014, ao apresentar um lucro líquido de R$ 7,6 milhões (R$ 3,5 milhões no 2º semestre de 2014), ao mesmo tempo que completou doze meses consecutivos de resultados positivos e crescentes. Registe-se, a propósito, que nos últimos 12 meses o banco registrou um lucro líquido acumulado de R$ 11 milhões. Este fato comprova o acerto da reestruturação e consequente reorientação estratégica iniciada em 2012, quando se definiu como vetor central de atuação o setor de transporte coletivo e a descontinuação das linhas de negócio existentes à época, tais como, cartões de crédito, crédito consignado e crédito imobiliário. O ativo total atingiu R$ 796 milhões, dos quais, R$ 550 milhões correspondem a carteira de crédito, sendo de destacar que em 30/06/15, a carteira comercial core já ascendia a 91% daquele total. 3

4 Sublinhe-se que as operações de crédito, no conceito expandido, totalizaram R$ 639 milhões no final do referido semestre. 5. Destaque do Semestre a. O forte crescimento da carteira de crédito comercial ( core ) durante o 1º semestre do ano (+25%), em contra ciclo com o mercado, tendo-se atingido um volume de R$ 499 milhões, o que compara com R$ 398 milhões em 31/12/2014. b. O produto bancário cresceu 40% face ao semestre anterior, tendo atingido o patamar de R$ 30 milhões. c. O aumento muito significativo da margem financeira (+33%) registado no semestre quando comparado com o período imediatamente anterior, fruto do crescimento da carteira e do alargamento dos spreads. d. A atividade de câmbio registou um crescimento exponencial neste 1º semestre do ano, registando um aumento de receitas de 400% quando comparado com o semestre anterior, atingindo uma contribuição de aproximadamente 16% do produto bancário do banco. e. A despesa total manteve-se estável e em linha com os semestres anteriores, a permitir uma forte melhoria do índice de eficiência que atingiu os 50,8%, com forte viés de descida. f. Os recursos captados aumentaram 17% no semestre, em linha com o crescimento global da carteira de crédito, tendo atingido um montante de R$ 500 milhões, sendo de assinalar que 67% dessa captação está representada por CDBs. g. Por último, o indicador de crédito vencido evidencia uma ligeira deterioração em função da conjuntura econômica negativa que o País atravessa, sem contudo representar uma ameaça, dado o nosso foco e perfil de atuação. 4

5 6. Indicadores Gráficos Expansão e Crescimento 5

6 7. Governança Corporativa Risco de Crédito Relatório da Administração 1S.2015 A política de gestão de riscos foi adaptada em função da reorientação estratégica do Banco que prevê uma forte concentração de risco no setor do transporte coletivo, o qual, historicamente apresenta níveis de inadimplência muito baixos quando comparado com outros setores da atividade económica. Nesse sentido, foi desenvolvido um modelo específico de análise e avaliação de risco, de modo a melhor definir limites de exposição e garantias associadas. A aprovação de crédito é de responsabilidade do Comitê de Crédito, até ao limite de sua alçada. Acima daquele montante, a aprovação é da responsabilidade do Conselho de Administração, sob proposta e prévia aprovação do Comitê de Crédito. A gestão das linhas de crédito atribuídas a clientes é da responsabilidade do Departamento de Crédito e a sua operacionalização, bem como, a formalização das garantias, nos termos definidos aquando da aprovação por parte do Comitê de Crédito, fica a cargo da Área de Operações. A Área de Gestão de Riscos, executa um acompanhamento macro da carteira, garantindo a observância das respetivas políticas, monitorando níveis de concentração e sensibilizando o impacto de cenários de estresse. Mensalmente, é produzido um relatório para discussão e análise no Comitê de Riscos do banco e informado o Conselho de Administração. Risco de Mercado Limitado ao descasamento de indexadores e prazos, não apresenta risco significativo. A alocação de capital para este risco tem-se situado reiteradamente abaixo de R$ 1 milhão. O Banco utilizou operações de derivativos para hedge de uma pequena parcela da sua carteira de crédito, distribuída em janeiro, abril e julho de 2016 e janeiro e abril de 2017, contabilizando no total 280 contratos de DI-futuro. A política de gestão de riscos de mercado estabelece limites máximos de VaR das carteiras e os limites de perda máxima para situações de estresse. O monitoramento do risco de mercado é assegurado pela Área de Gestão de Riscos, cabendo ao Comitê de Riscos a definição da estratégia e dos respetivos limites de risco. 6

7 Risco de Liquidez Relatório da Administração 1S.2015 O Banco possui um modelo próprio de cálculo do caixa mínimo de liquidez e vem mantendo um nível de liquidez muito superior ao mínimo. Por outro lado, tem reduzido concentrações de prazos e de depositantes, bem como eliminado depósitos com compromisso de recompra por parte do Banco mediante aviso, tudo a garantir uma menor e adequada pressão sobre os depósitos. A administração da liquidez é feito pela Tesouraria e o monitoramento do risco de liquidez é assegurado pela Área de Gestão de Riscos, cabendo ao Comitê de Riscos a definição da estratégia e dos limites julgados adequados. Risco Operacional A melhoria do sistema de riscos operacionais tem sido objeto da atenção e forte investimento no sentido de dotar o Banco dos meios humanos e materiais necessários a uma eficiente mitigação destes riscos. Tal processo passou pela formação, treinamento e a criação de uma estrutura organizacional adequada de controles internos cobrindo as áreas de compliance, prevenção e lavagem de dinheiro e auditoria interna. A atual alocação de capital para o risco operacional é da ordem de R$ 6,8 milhões (DLO junho/15), calculado pelo método da Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada. O gerenciamento e monitoramento do risco operacional está organizado em diferentes linhas sucessivas de atuação, começando na Área de Controles Internos, passando pelo Comitê de Controles Internos, pela Área de Gestão de Riscos e, por último, pelo Comitê de Riscos. Gestão de Capital O Banco tem implantada uma estrutura de gerenciamento de capital, dando cumprimento à Resolução 3988 de 30/06/2011 do Banco Central do Brasil. A gestão de capital corresponde ao Comitê de Riscos, o qual, inclui a Diretoria Executiva, recebendo contributos da Área de Gestão de Riscos e da Controladoria, enquanto responsável pelo planejamento estratégico e pelo acompanhamento orçamental. O Conselho de Administração é mensalmente informado sobre a evolução e adequação do capital e de eventuais desvios. 7

8 Prevenção de Lavagem de Dinheiro O Banco Luso Brasileiro possui uma política interna rígida para a Prevenção de Lavagem de Dinheiro (PLD). A área de Gestão foi formalmente institucionalizada para monitorar transações incompatíveis com o patrimônio dos clientes, além de identificar todas aquelas que apresentem riscos relacionados aos crimes dessa natureza. Possui um comitê de PLD atuante subordinado diretamente à sua Diretoria Executiva. Gestão de Segurança da Informação O Banco Luso Brasileiro possui políticas de segurança da informação que formam um conjunto de diretrizes, normas, procedimentos e instruções referenciados na ISO para garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade cotidianamente, segundo as melhores e mais seguras práticas do mercado. Auditoria Interna A Auditoria Interna reporta-se diretamente ao Conselho de Administração do Banco. A comunicação de resultados à alta administração é documentada em relatórios periódicos, correios eletrônicos e reuniões presenciais. Código de Ética e Norma de Conduta O Banco Luso Brasileiro zela pelo alto padrão de conduta de seus colaboradores, com o intuito de mitigar práticas abusivas e adaptar sua conduta segundo a evolução e as exigências do setor financeiro. Reconhece a importância da adoção de rigorosos princípios éticos na condução dos seus negócios, nos diversos mercados em que atua. Para tanto, divulga o Código de Ética a todos os colaboradores, para que tenham clareza na forma de proceder segundo seus padrões de boa conduta. 8. Perspectivas A entrada dos novos acionistas, os Grupos Ruas e Cunha e o Grupo Américo Amorim, contribuiu decisivamente para o relançamento do Banco no mercado e para a sua reorientação estratégica. O Banco irá prosseguir com a aplicação do seu plano estratégico, centrado no segmento dos transportes coletivos, 8

9 complementado pelas empresas middle market e pelo câmbio. A captação de recursos continuará a constituir um fator crítico de sucesso para o desenvolvimento da atividade da instituição, mantendo-se em curso iniciativas que visam o alargamento da base e a diversificação das fontes de financiamento. Continuaremos a assistir ao progressivo desenvolvimento da atividade de câmbio, o que nos permitirá ampliar base de negócios, diversificar risco, bem como, as fontes de receita. O Banco tem mantido uma postura conservadora, permanecendo pouco alavancado nas operações ativas e sem tomar posições de risco na tesouraria, focando na manutenção da liquidez e níveis de rentabilidade adequados. 9. Auditores Independentes As Demonstrações Financeiras do Banco passaram a ser auditadas, a partir do segundo semestre de 2011, pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes ( PWC ). De acordo com o teor da Instrução CVM nº 381, o Banco Luso Brasileiro, durante o 1º semestre de 2015, não contratou e nem teve serviços prestados pela PWC, não relacionados à auditoria externa, em patamares superiores a 5% do total dos custos desta. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do Auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, ou seja, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover interesses deste. 10. Agradecimentos Agradecemos aos nossos colaboradores pelo empenho demonstrado ao longo do 1º semestre de 2015 e pelo seu engajamento na aplicação das novas orientações estratégicas, e aos nossos clientes, investidores e parceiros que nos honram com o seu apoio e confiança. São Paulo, 18 de Agosto de

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