Aspectos Jurídicos no Uso de Dispositivos Pessoais no Ambiente Corporativo. Dra. CRISTINA SLEIMAN. Dra. Cristina Sleiman Diretora Executiva

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1 Comissão de Direito eletrônico E Crimes de Alta Tecnologia Aspectos Jurídicos no Uso de Dispositivos Pessoais no Ambiente Corporativo Dra. CRISTINA SLEIMAN Dra. Cristina Sleiman Diretora Executiva SP, 21 de maio de 2015

2 COORDENADORIA DE PREVENÇÃO DO RISCO ELETRÔNICO NO AMBIENTE CORPORATIVO Tem por Objetivo promover ações de orientação e de prevenção de Risco Eletrônico no ambiente corporativo. Disseminar para advogados e gestores em geral sobre a importância da pratica jurídica preventiva em relação ao uso de recursos tecnológicos, bem como como lidar com situações de incidentes. Coordenadora: Dra. Cristina Sleiman

3 Currículo - Dra. Cristina Sleiman Advogada e pedagoga, mestre em Sistemas Eletrônicos pela Escola Politécnica da USP e com extensão em Direito da Tecnologia pela FGV/RJ, extensão Educador Virtual pelo Senac São Paulo em parceria com Simon Fraser University, professora de Pós Graduação na Faculdade Impacta. Responsável pela coordenadoria de Prevenção à crimes eletrônicos no ambiente corporativo da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP. É co-autora do livro e audiolivro Direito Digital no Dia a Dia e da Cartilha Boas Praticas de Direito Digital Dentro e Fora da Sala de Aula.

4 A sociedade evolui a cada dia e os incidentes também! Sociedade Digital Comunicação instantânea, rapidez, velocidade; Nem tudo é o que parece; 15 minutos de fama!!!!!; Tudo prova; Suposto anonimato; Falta de conhecimento, falta de noção!!!! Ambiente corporativo Pessoal x profissional Poder diretivo x redes sociais? Ponto eletrônico (fraude???) Privacidade monitoramento, inspeção de equipamentos

5 A ISO define como ATIVO: qualquer coisa que tenha valor para a organização

6 O QUE É SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO? Pressupõe implementação de um conjunto adequado de controles, incluindo: Políticas, Processos, Procedimentos, Estrutura Organizacional e Funções de software e hardware. Processo de atualização contínuo - controles devem ser estabelecidos, implementados, monitorados, analisados criticamente e melhorados. ISO Sistema de Gestão de SI ISO Código de Práticas para Controles de Segurança

7 Segurança da Informação Pressupõe controles: Físicos Catracas Senha Lógicos Comportamentais Pessoas

8 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ESTRATÉGICO Valores da empresa POLÍTICA o que é! TÁTICO Padronização do ambiente NORMAS - regras OPERACIONAL Continuidade do negócio Confidencialidade PROCEDIMENTOS como deve ser feito Natureza do Negócio 2 Cultura Organizacional 3 Ativos Físicos 4 - Ativos Tecnológicos 5 Ativos Humanos

9 REQUISITOS SI (ISO 27002) a. Avaliação de riscos para a organização - levando-se em conta objetivos e estratégias globais do negócio. Identifica-se ameaças e vulnerabilidades, estima-se a probabilidade de ocorrência e impacto potencial ao negócio; b. Legislação Vigente, estatutos, regulamentações e cláusulas contratuais, além do ambiente sociocultural; c. Conjuntos particulares de princípios, objetivos e os requisitos do negócio para o manuseio, processamento, armazenamento, comunicação

10 EVOLUÇÃO DA LEI BRASILEIRA DE 2010 A 2015

11 Freedigitalphotos/tungphoto AS EMPRESAS SÃO RESPONSÁVEIS PELO MAU USO DAS TECNOLOGIAS PELOS SEUS COLABORADORES

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14 Marco Civil sancionado em 2014 Necessidade de guarda de dados de conexão / possibilidade de identificação Senac - Enquanto provedor de acesso e de aplicativo Lei Anticorrupção sancionada em 2013 Responsabilidade jurídica e administrativa da empresa por ações de seus empregados / entidades públicas. Lei de Crimes Informáticos sancionada em 2013 Invasão de dispositivos e redes Decreto Ecommerce Estabelece regras para vendas online.

15 Quais os perigos no uso de dispositivos pessoais no ambiente corporativo?

16 O uso de recursos pessoais no ambiente corporativo pode deixar brechas à vulnerabilidades e precisa ser tratado com seriedade e planejamento. Pressupões recursos tecnicos para maior segurança da empresa, bem como prevenção de insidentes e responsabilidade jurídica.

17 Poder Diretivo do Empregador Desde que respeitados os princípios éticos e legais, tem o empregador poder diretivo, de forma que pode determinar o modo como deve ser exercida a atividade do empregado: - Avalone (2008) O poder de organização ( ditar as regras) ; O poder de controle (fiscalização das atividades profissionais); O poder disciplinar (aplicação de sanções). 17

18 Justa Causa Art Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade; b) incontinência de conduta ou mau procedimento; c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; e) desídia no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço; g) violação de segredo da empresa; h) ato de indisciplina ou de insubordinação; i) abandono de emprego; j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; l) prática constante de jogos de azar. Parágrafo único - Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional. 18

19 É possível monitorar apenas as informações corporativas no dispositivo móvel? É possível garantir que não sejam instalados softwares piratas? Há risco de que o negócio possa perder controle de armazenamento e manuseio das informações? O que a empresa pode fazer para evitar incidentes e crimes eletrônicos? Como motivar os colaboradores para tomar precauções essenciais a fim de evitar problemas jurídicos e de segurança?

20 GESTÃO DE RISCO 1. Identificar 2. Probabilidade de materialização 3. Impacto - ( técnicos, jurídicos e Marca)

21 Planejamento Quais os benefícios; Quais os riscos e impactos; Quais áreas ou cargos poderão utilizar seus proprios recursos; Estabelecer requisitos técnicos de segurança; Normas, regras; Contratos, termos, ciência x aceite;

22 O Júrídico das empresas e principalmente das Instituições de Ensino, não precisam necessariamente recomendar a proibição, mas sim buscar soluções que minimizem os riscos. Nosso papel é mostrar os riscos jurídicos e suas consequencias para embasar qualquer tomada de decisão pela empresa e/ou instituição educacional..

23 As organizações estão cada vez mais expostas aos riscos que envolvem o uso das tecnologias e a prevenção jurídica é essencial para sobrevivência de qualquer negócio.

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25 SLEIMAN, Cristina. (Disponível em PDF) Tel Cel Cristina Sleiman Sociedade de Advogados. Este documento está protegido pelas leis de Direito Autoral e não deve ser copiado, divulgado ou utilizado para outros fins que não os pretendidos pelo autor ou por ele expressamente autorizados. Sendo permitida somente a impressão de cópias para uso acadêmico e arquivo pessoal, sem que sejam separadas as partes, permitindo dar o fiel e real entendimento de seu conteúdo e objetivo. Em hipótese alguma o usuário adquirirá quaisquer direitos sobre os mesmos.

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