Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

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1 FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LUIZ GUILHERME JULIANO PIROZZELLI TULIO TSURUDA WISLIY LOPES Noções de Direito e Legislação da Informática GOIÂNIA JUNHO DE 2014

2 RELACIONAR AS LEIS DA INFORMATICA COM SEGURAÇÃO DA INFORMAÇÃO Relação entre a Política de Segurança da Informação com a: 1. Lei Nesta lei dispões sobre os crimes e penalizações cometidos no âmbito da Informação, referente a um dispositivo informático alheio. Esta lei tem forte relação com a Segurança da Informação, pois a informação é um bem de algumas empresas e pessoal que devem ser fortemente protegidos. O crime praticado onde a informação foi de certa forma violada e em seguida divulgada e/ou utilizada para uso ilícito deverá ter sua penalidade. Qual é a relação entre a Lei e a Política? A relação se dá à quebra da segurança da informação. Informações, seguras ou não, de alguma organização ou pessoa qualquer são para fins próprios e de seu sigilo. Uma organização, por exemplo, protege a sua informação, pois a mesma tem planejamento e estratégia de negócio e mercado. Se alguma vilão virtual tiver posse de tais informações poderão vendê-las para alguma empresa concorrente e com isso a beneficiada poderá ter alguma vantagens diante a que foi lesada. Uma organização deve ter as Normas de Segurança da Informação (ISO 27002) aplicada em sua empresa para que possam minimiza, ou evitar e/ou prevenir possíveis ataques à suas informações. Esta lei dispões sobre as penalidades aplicadas em espécie qualquer de invasão à um dispositivo. Art. 154-A. Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. Lei , DE 30 DE NOVEMBRO DE Em nossa Politica de segurança este artigo servirá para penalizar qualquer indivíduo não autorizado, de dentro ou fora da empresa, que tente ou execute invasões a alguma informação confidencial, bancos de dados, rede, dispositivo eletrônico alheio, área restrita. Com a lei e a nossa Politica a GameStage consegue ter mais segurança perante os dados dos clientes que a empresa tem em sua posso. As informações mais valiosas

3 que a empresa guarda é os dados dos nossos clientes. Com isso a empresa se resguardar. Marco Civil (Lei ) O Marco Civil da Internet estabelece os princípios, as garantias, os direitos e os deveres para o uso da Internet no Brasil. Este projeto foi questionado por muitos, sendo que, para alguns eram a favor e outros eram contra. A lei, hoje, encontra-se em vigência. O Marco Civil da Internet traz em seus dispositivos: A garantia à defesa dos consumidores que usam a Internet para adquirirem produtos e serviços; Regula a comercialização das empresas que utilizam a rede mundial de computadores como meio de comércio, assegurando a regime de livre iniciativa, bem como a livre concorrência; e Além de reger os serviços prestados pelos provedores de Internet, estipulando o fornecimento com segurança e a garantia da funcionalidade, sobresponsabilidade dos agentes prestadores. Com isso os usuários ficam assegurados de direitos e garantias que caracterizam a promoção da cultura e o exercício da cidadania pelo acesso à Internet. A Lei assegura o princípio da inviolabilidade da vida privada e da intimidade, princípio este que, apesar de já ser exercido no Brasil para os acontecimentos fora da rede, mostrou-se deficiente quando relacionada ao mundo virtual ultimamente. Aos clientes dos provedores ficam reservados os direitos de receberem os serviços contratados de qualidade, podendo ficar o uso da rede suspenso se, e somente se, houver débitos decorrentes de sua utilização. Além disso, o Marco Civil garante o sigilo das informações, comunicações, dados e registros armazenados como está disposto no Art.10, 1º ao 4º. Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas. 1º O provedor responsável pela guarda somente será obrigado a disponibilizar os registros mencionados no caput, de forma autônoma ou associados a dados pessoais ou a outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Seção IV deste Capítulo, respeitado o disposto no art. 7o.

4 2º O conteúdo das comunicações privadas somente poderá ser disponibilizado mediante ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer, respeitado o disposto nos incisos II e III do art. 7o. 3º O disposto no caput não impede o acesso aos dados cadastrais que informem qualificação pessoal, filiação e endereço, na forma da lei, pelas autoridades administrativas que detenham competência legal para a sua requisição. 4º As medidas e os procedimentos de segurança e de sigilo devem ser informados pelo responsável pela provisão de serviços de forma clara e atender a padrões definidos em regulamento, respeitado seu direito de confidencialidade quanto a segredos empresariais. LEI Nº , DE 23 ABRIL DE Na lei reforça que é garantido o direito à privacidade e à liberdade de expressão. Art. 9 O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação. 1o A discriminação ou degradação do tráfego será regulamentada nos termos das atribuições privativas do Presidente da República previstas no inciso IV do art. 84 da Constituição Federal, para a fiel execução desta Lei, ouvidos o Comitê Gestor da Internet e a Agência Nacional de Telecomunicações, e somente poderá decorrer de: [...] LEI Nº , DE 23 ABRIL DE O Marco Civil (Art. 9º, 1º da Lei ) garante a isonomia dos dados trafegados, ou seja, uma neutralidade da rede, às empresas que fornecem o acesso à conexão fica o dever da proteção de todos os registros e dados pessoais; do armazenamento dos registros de conexão e dos acessos às aplicações; e da responsabilidade por danos que decorram de conteúdo gerado por terceiros. Contudo, que garantia relacionada à Segurança da Informação esta lei nos favorece? Relativamente, em tudo. O motivo se deve ao próprio principio desta lei que, em suma, ao trazer os direitos aos usuários, em geral, da Internet é uma forma de segurança. Diante do exposto concluímos que o Marco Civil é, em tese, uma espécie de segurança dos usuários da internet pode tem os seus direitos de uso e uma garantia do sigilo de suas informações na rede.

5 Lei e Lei Lei diz respeito aos direitos autorais da criação de softwares. O principio desta lei a salvar os direitos da criação de um programa de computador ao seu criando dando-lhe garantias da posse como pode ser visto no Art. 2 e 1º ao 6º. Em resumo, dá direito ao proprietário sobre um programa de computador criado, porém, o mesmo deve utilizar de vias legais para a sua autenticação. Por exemplos, as Obras artísticas são autenticadas a assinatura do artista (será mais bem detalhada na Lei 9.610), porém, um programa de computador tem algumas diferenças, sendo que para o seu funcionamento é feito a implementação de funcionalidades (códigos) e estes são os responsáveis para seu funcionamento. Art. 2. O regime de proteção à propriedade intelectual de programa de computador é o conferido às obras literárias pela legislação de direitos autorais e conexos vigentes no País, observado o disposto nesta Lei. 1º Não se aplicam ao programa de computador as disposições relativas aos direitos morais, ressalvado, a qualquer tempo, o direito do autor de reivindicar a paternidade do programa de computador e o direito do autor de opor-se a alterações não autorizadas, quando estas impliquem deformação, mutilação ou outra modificação do programa de computador, que prejudiquem a sua honra ou a sua reputação. 2º Fica assegurada a tutela dos direitos relativos a programa de computador pelo prazo de cinquenta anos, contados a partir de 1º de janeiro do ano subsequente ao da sua publicação ou, na ausência desta, da sua criação. 3º A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro. 4º Os direitos atribuídos por esta Lei ficam assegurados aos estrangeiros domiciliados no exterior, desde que o país de origem do programa conceda aos brasileiros e estrangeiros domiciliados no Brasil, direitos equivalentes. 5º Inclui-se dentre os direitos assegurados por esta Lei e pela legislação de direitos autorais e conexos vigentes no País aquele direito exclusivo de autorizar ou proibir o aluguel comercial, não sendo esse direito exaurível pela venda, licença ou outra forma de transferência da cópia do programa. 6º O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos casos em que o programa em si não seja objeto essencial do aluguel. LEI Nº 9.609, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

6 Já a lei foca no ponto que o titular de direitos de autor sobre uma obra protegida poderá utilizar a obra como desejar e impedir quaisquer terceiros de utilizá-la sem sua autorização. Ou seja, se o autor dos direitos pode impedir alguém de agir contra seus interesses, isso é chamado de direitos exclusivos. O autor possui dois tipos de direitos, o direito patrimonial e o direito moral, o direito patrimonial abrange diversos direitos no qual podem ser transferidos para outros detentores através de contratos, já o direito moral permanece ao autor original mesmo que este já não possua mais direitos patrimoniais pela obra. Existem duas grandes diferenças entre as leis e a lei 9.610, por exemplo, na lei rege que a validade do direito a obra é de 70 anos após a morte do autor, enquanto que na lei do software esse prazo é reduzido para 50 anos. Outra diferença é o que tange sobre os direitos morais na Lei do Software, a lei trata apenas dois aspectos dos direitos morais, o direito de paternidade e o direito de se opor a modificações não autorizadas, quando ocorrem deformação ou outros tipos de modificação a que venham difamar sua reputação. Art. 22. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou. Art. 23. Os co-autores da obra intelectual exercerão, de comum acordo, os seus direitos, salvo convenção em contrário. Art. 24. São direitos morais do autor: [...] III. o de conservar a obra inédita; IV. o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra; V. o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada; [...] Art. 25. Cabe exclusivamente ao diretor o exercício dos direitos morais sobre a obra audiovisual. Art. 26. O autor poderá repudiar a autoria de projeto arquitetônico alterado sem o seu consentimento durante a execução ou após a conclusão da construção. Parágrafo único. O proprietário da construção responde pelos danos que causar ao autor sempre que, após o repúdio, der como sendo daquele a autoria do projeto repudiado.

7 Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE Portanto, relacionar a nossa Política de Segurança da Informação com estas as duas (2) leis seria a garantia que o autor de algum bem (programa de computador, patrimônio, obra, etc...) ter o seu direito reservado e em sua posse como já exposto Art. 2 da Lei 9609 e o Art. 22 ao Art. 27 da Lei As duas leis garante que o autor tenha direito a algo, mesmo que, antes não feita a autenticação, o bem ainda é de sua autoria. Contudo, com estes direitos garantidos há penalidades quando alguém utilizar alguma informação ou a ideia de outrem a seu favor com fins lucrativos ou de forma ilícita. Se o autor tiver ciência da utilização indevida da sua ideia poderá requerer os seus direitos. No âmbito de nossa empresa e se algum funcionário utilizar dos recursos da empresa para utilização particular para venda ou qualquer outro fim por meio do Comércio Eletrônico da empresa. Ou, algum colaborador da empresa utilizar os recursos da empresa para criação de outro Comércio Eletrônico e com este haver estratégias de marketing da GameStage. Este Comércio Eletrônico será de autoridade da empresa. Salvo, somete se houver acordo timbrada ou equivalência de ambas as partes.

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