ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE SANTARÉM

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1 ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE SANTARÉM MESTRADO TECNOLOGIA ALIMENTAR GESTÃO AMBIENTAL EM AGRO-INDUSTRIAS

2 IMPACTES AMBIENTAIS E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE Luís Filipe F. Ferreira Sector Biociências, ESAS, IPS

3 Edward O. Wilson, The Creation: An appeal to save life on earth. 1º Princípio da Ecologia Humana EVOLUÇÃO O Homo sapiens é uma espécie confinada a um nicho extremamente pequeno ou Os planetas extra-terrestres não estão nos nossos genes

4 ESQUECEMO-NOS DAS CONDIÇÕES ESPECÍFICAS EM QUE TEM DECORRIDO A EVOLUÇÃO?

5 ELEMENTOS AMBIENTAIS: - COMPONENTES NATURAIS - COMPONENTES ANTROPOGÉNICOS ELEMENTOS SÓCIO-ECONÓMICOS: - EDUCAÇÃO - SAÚDE -

6 IMPORTÂNCIA DE ELEMENTOS AMBIENTAIS NA SAÚDE HIPÓCRATES (500? AC) identificou a importância de factores ambientais (clima, solo, água) na origem de doenças endémicas e reconheceu a sua ocorrência sazonal. O médico romano GALENO ( ? AD) escreveu que a doença é uma consequência do TEMPO, resulta do excesso de calor, frio, secura, humidade, que determinados órgãos estão sujeitos. No séc. XIX, JOHN SNOW durante o surto epidémico de cólera em Londres em 1854, atribuiu a causa à existência de partículas contagiosas que poderiam ser transmitidas via fecal-oral e pela contaminação da água. Trabalhos subsequentes de ROBERT KOCH e LOUIS PASTEUR, confirmam as intuições de SNOW, e identificaram o princípio da especificidade de microrganismos para doenças infecciosas.

7 ELEMENTOS AMBIENTAIS: - COMPONENTES NATURAIS - COMPONENTES ANTROPOGÉNICOS BEM-VALOR AMBIENTAL-ECONÓMICO-SOCIAL IMPACTES AMBIENTAIS Poluição atmosférica Acidificação, Saúde: doenças, morte Frutificação Qualquer alteração do ambiente, adversa ou benéfica, total ou parcialmente resultante das actividades, produtos ou serviços de uma organização.

8 IMPACTES AMBIENTAIS CAUSAS NATURAIS Variações na actividade solar Vulcanismo CO 2 e 0 2 Temperatura Poeiras Microrganismos

9 CO 2 ATMOSFÉRICO - TEMPERATURA + eficiência reacções meteorização aumenta - eficiência diminui CICLO SILICATOS CARBONATADOS METEORIZAÇÃO DAS ROCHAS FOTOSSÍNTESE CO 2 + H 2 O H 2 CO 3 (ácido carbónico) CO 2 + H 2 O (CH 2 O) n + O 2 H 2 CO 3 reage com os silicatos Forma-se Carbonato de Cálcio CaCO 3 Movimentos Tectónicos das Placas Vulcões libertação de CO 2 OCEANOS : OXIDAÇÃO FERRO E FORMAÇÃO ÓXIDOS FERRO (FE 2 O 3 ) IMPACTO ORGANISMOS ANAERÓBIOS

10 CAUSAS ANTROPOGÉNICAS POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA ÁGUA SOLO RESÍDUOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS RESÍDUOS INDUSTRIAIS (BANAIS E PERIGOSOS) RESÍDUOS HOSPITALARES (TIPOS III E IV) DESFLORESTAÇÃO, FOGO, DESERTIFICAÇÃO

11 ELEMENTOS SÓCIO-ECONÓMICOS: - URBANIZAÇÃO NUMA PERSPECTIVA MUNDIAL Início séc. XIX, 5% da população a nível mundial vivia em áreas urbanas; Final séc. XIX, 46% da população; Em % da população (73% nos países desenvolvidos e 36% nos países em desenvolvimento); Em 2010 estima-se que 4 biliões de pessoas vivam em áreas urbanas.

12 ELEMENTOS SÓCIO-ECONÓMICOS: URBANIZAÇÃO O AMBIENTE FÍSICO: SAÚDE POLUIÇÃO MALÁRIA A poluição atmosférica é em parte um problema urbano: A maioria das fontes emissoras antropogénicas estão próximas ou no interior das cidades (tráfico, fábricas). Efeito URBAN HEAT ISLAND. 73% da população vive nas cidades.

13 POLUIÇÃO POLUENTES ÁGUA SOLO ATMOSFERA INORGÂNICOS: metais: Cu, Zn, Cd, Pb, ORGÂNICOS: derivados petróleo, PCB s, DDT, ORGANOMETÁLICOS: mercúrio, tributil-estanho, GASOSOS: SO 2, NO (x) Ozono, CO 2, CFC s, COV (benzeno, metano), Partículas. RADIOACTIVOS: Cs-137, Pl-239, I-131

14 Paracelsus ( ) enunciou a lei básica da toxicologia: Todas as substâncias são venenos; não há uma única que não o seja. A dose certa diferencia um veneno de um remédio. Terra e Saúde, construir um ambiente mais seguro. Ciências da Terra para a Sociedade. Prospecto relativo a um tema-chave do Ano Internacional do Planeta Terra Comissão Nacional da Unesco, Outubro 2007.

15 ÁGUA Mais de 100 milhões de pessoas na região Pan-Europeia ainda não têm acesso a água potável de boa qualidade e a um saneamento adequado. Agência Europeia do Ambiente, O Ambiente na Europa, quarta avaliação., Outubro ONU, L eau, source de vie, UN-Waters.

16 ÁGUA 1,5 biliões de pessoas não têm acesso a água potável. 5 milhões mortes/ano provocadas por doenças com origem na qualidade da água. ONU, L eau, source de vie, UN-Waters.

17 7ª Pandemia casos mortes Vibrio cholerae Programme des Nations Unies pour l Environnement, GEO4, 2007.

18 Água de Abastecimento Público Trihalometanos Ozono + Peróxido Hidrogénio + Sulfato Alumínio + Cloroaminas Uso do cloro na desinfecção da água iniciado em 1897, permitindo aumentar a esperança de vida : Por diminuição do número de mortes: devido à cólera, à disenteria, à febre tifóide,. Em 1993 falhou sistema de tratamento de água de Milwauke, proliferando um protozoário, Cryptosporidium, sendo infectadas mais de pessoas e morreram 50 pessoas. Formosinho, S., Nos Bastidores da Ciência, 20 anos depois. Imprensa da Universidade de Coimbra.

19 ÁGUA BIOTOXINAS - SAÚDE TOXINAS ORIGEM: MICROALGAS(40 das 5000 sp de fitoplâncton marinho) BLOOM/FLORESCIMENTO: Depleção de O 2. Produção de Toxinas. Cólera (Vibrio cholerae)

20 SOLO A relação entre rochas, minerais e saúde humana é conhecida há séculos. Há mais de 2000 anos, textos chineses descreveram o uso de 46 minerais diferentes com aplicações medicinais. Terra e Saúde, construir um ambiente mais seguro. Ciências da Terra para a Sociedade. Prospecto relativo a um tema-chave do Ano Internacional do Planeta Terra Comissão Nacional da Unesco, Outubro 2007.

21 Geofagia Uma resposta aprendida : Comer argila e minerais do solo para reduzir a toxicidade de vários componentes dietéticos. Ou inata relativamente a deficiências nutricionais resultantes de uma dieta pobre. Terra e Saúde, construir um ambiente mais seguro. Ciências da Terra para a Sociedade. Prospecto relativo a um tema-chave do Ano Internacional do Planeta Terra Comissão Nacional da Unesco, Outubro 2007.

22 ALGUMAS SITUAÇÕES COM REFLEXO NA SAÚDE DAS POPULAÇÕES Arsénio: contaminação pelas malaguetas Urânio e Rádon: cancro pulmão. Urgeiriça Deficiência de Iodo, Selénio e Ferro: degeneração músculo cardíaco, calcificação dos ossos, anemia. Deficiência e excesso de Flúor (fluorose esquelética). Excesso de Cobre nos solos: tratamentos fitossanitários. Escombreiras Minas de Jales : Ar, Pb, Zn, e Cu mg/kg mg/kg Terra e Saúde, construir um ambiente mais seguro. Ciências da Terra para a Sociedade. Prospecto relativo a um tema-chave do Ano Internacional do Planeta Terra Comissão Nacional da Unesco, Outubro 2007.

23 Desertificação CABO VERDE MALI SUL ESPANHA milhões pessoas má-nutrição Actual/ - 3,7 biliões (60% pop. mundial) 6 milhões crianças <5anos morrem/ano FAO, 2002

24 Poluição Atmosférica Efeitos na saúde: Respiratório Tosse Bronquite Asma Alergia A NÍVEL MUNDIAL: OMS, 2002/3-3 milhões mortes/ano (maioria crinanças) - Afecta mais de 1 bilião de pessoas POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Cardiovascular CONDIÇÕES CLIMÁTICAS Neurológico

25 Poluição Atmosférica Incidentes resultantes da poluição atmosférica: - Dezembro pessoas morreram, Vale de Mosa, Bélgica, quando foi coberto por um nevoeiro de poluição (smog), possivelmente devido ao excesso de dióxido de enxofre no ar Cidade de Donora (Pensilvânia, EUA), durante uma inversão térmica, o ar poluído ficou estagnado, sobre a cidade, matando 20 pessoas e provocando problemas respiratórios, irritação nos olhos, náuseas e vómitos em mais de sete mil habitantes. - Dezembro de 1952 Cidade de Londres, o killer fog que se abateu sobre Londres provocou cerca de mortes adicionais em relação ao normal, sobretudo em pessoas com problemas respiratórios.

26 Poluição Atmosférica Partículas (PM 2,5 ; PM 10 ) - Poeiras GEE (Vapor de Água, CO 2, CH 4, N 2 O, CFCs, PFCs, SF 6, O 3 ) NO x SO 2 COV (Compostos Orgânicos Voláteis)

27 Poluição Atmosférica GEE As emissões devem diminuir na UE, relativamente aos níveis de % até 2020; 40% até 2030; 65% até European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

28 Alteração percentual nas emissões ( ) Região Pan-Europeia Poluente EOC SE EOAC NOx - 8,7% + 5,7% + 13,1% SO 2-19,6% + 1,5% - 10,3% COV - 13,6% - 12,3% + 11,2% NH 3-2,6% - 5,7% - 14,4% Precursores Ozono - 11,3% - 2,1% + 11,5% PM 10-9,7% + 2,2% + 12,6% Europa Ocidental e Central Sudeste Europeu Europa Oriental, Cáucaso e Ásia Central Agência Europeia do Ambiente, O Ambiente na Europa, quarta avaliação., Outubro 2007.

29 Poluição Atmosférica Partículas (PM 2,5 ; PM 10 )- Poeiras ORIGEM NATURAL: Vulcanismo Cinzas Vulcânicas, Poeiras/Areias formadas nos desertos. ANTROPOGÉNICA: partículas provenientes da combustão: Carvão e outros Combustíveis Fósseis; Fornos das Cimenteiras; + Reacções químicas na atmosfera. B. anthracis Transporte de 19 agentes patogénicos: Bacillus anthracis, Mycobacterium tuberculosis, vírus gripe, hantavirus (Síndrome pulmonar SPH),

30 Poluição Atmosférica Partículas (PM 2,5 ; PM 10 ) - Poeiras São os principais poluentes causadores de MORTE na Europa: Em 2002, mortes prematuras devido à exposição a PM 2,5 - Regiões mais sensíveis: Benelux, Norte de Itália, Polónia e Hungria.

31 Poluição Atmosférica Partículas (PM 2,5 ; PM 10 ) Poeiras Condições meteorológicas: - Vento; - Precipitação; - Reacções químicas. European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

32 Poluição Atmosférica Poeira Atmosférica Tempestades africanas de poeira atingem regularmente os Alpes e as nuvens de poeiras asiáticas podem chegar à Califórnia, algumas atravessando o Oceano Atlântico até à Europa. Algarve sofre influência dos ventos do Norte de África. Terra e Saúde, construir um ambiente mais seguro. Ciências da Terra para a Sociedade. Prospecto relativo a um tema-chave do Ano Internacional do Planeta Terra Comissão Nacional da Unesco, Outubro 2007.

33 Estudo da qualidade do ar em Pamplona e Alsasua (Navarra-Espanha) entre * Número de vezes que se ultrapassou o limite diário de PM 10 e a variação temporal de PM 10 foram influenciados pelas massas de ar provenientes do Norte de África. Os valores mais elevados de PM 10 verificaram-se quando estas localidades estavam sobre a influência destas massas de ar; 9% das situações. * J. Zabalza, et al., Study of urban atmosferic pollution in Navarra (Norther Spain). Environ Monit Assess, 134:

34 Na África Sub-Sahariana ocorrem, durante a estação seca, surtos epidémicos de meningite devido à estirpe A de Neisseria meningitidis. Verificou-se que no Mali existe uma relação linear entre o período de início dos Ventos Harmattan e os surtos epidémicos locais de meningite. * * D. N. Fisman, Seasonality of Infectious Diseases. Annu. Rev. Public Health, 28:

35 Poluição Atmosférica Origem Chuvas Ácidas (2002): SO 2 (40%) Combustíveis fósseis NOx (32%) Amónia (28% - Agricultura) Transportes Terrestres Transporte Marítimo Doenças respiratórias e cardíacas European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

36 Doenças respiratórias Em estudo realizado na Suécia concluiu-se: * Os sintomas asmáticos aumentam significativamente na população com o aumento da concentração de NO 2, proveniente dos escapes dos automóveis. Os sintomas estão significativamente dependentes dos níveis do tráfico. * L. Modig & B. Forsberg, Perceived annoyance and asthmatic symptoms in relation to vehicle exhaust levels outside home: a cross-sectional study. Environmental Health, 6:29.

37 Ozono O + O 2 O 3 + calor Estratosfera (15-35 km): protege a superfície terrestre das radiações ultra-violetas. Troposfera: resulta de reacções fotoquímicas (Verão), a partir de NOx e COV, derivados da combustão de combustíveis fósseis. CANCRO DA PELE 2-3 milhões pessoas COVs + NO x + O 2 Mistura de O 3, HNO 3 e Compostos Orgânicos Baird, C., Química Ambiental. 2ª edição (reimpressão)-porto Alegre:Bookman,2002.

38 DIMINUIÇÃO DE OZONO ESTRATOSFÉRICO NO ÁRCTICO (IM) INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (IM) A diminuição da camada de ozono sobre o Árctico atingiu um nível sem precedentes na Primavera deste ano. Apesar dos resultados positivos obtidos na redução da produção e consumo de produtos químicos prejudiciais ao ozono atmosférico, continua a verificarse uma diminuição drástica na camada de ozono. Devido ao longo período de residência destes compostos na atmosfera serão necessárias várias décadas para que as suas concentrações voltem aos níveis pré-1980, meta acordada no Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono. Através de observações efectuadas à superfície, lançamento de balões na região Árctica e recurso a dados de satélite, verifica-se que esta região sofreu uma diminuição de aproximadamente 40% na coluna de ozono, desde o início do Inverno até ao final de Março. A maior diminuição de ozono já registada num Inverno foi de cerca de 30%. Embora o elevado grau de destruição do ozono estratosférico no Árctico, em 2011, seja inédito, não é inesperado, devido a um Inverno árctico frio e estável

39 Ozono Smog Fotoquímico (Coktail) Troposfera: Produzido em zonas urbanas mas por vezes surgem concentrações mais elevadas em zonas rurais. Destruição do Ozono por NO (mais elevado em meios urbanos). NO x + O 3 NO 2 + O 2 Baird, C., Química Ambiental. 2ª edição (reimpressão)-porto Alegre:Bookman,2002.

40 Ozono ACÇÃO MUCOCILIAR Consequências saúde: Inflamação vias respiratórias e consequentes dificuldades respiratórias; Desencadeia situações asmáticas; há uma nítida associação entre aparecimento de ataques de asma e picos de poluição atmosférica. Morte, em doentes que padeçam de doenças respiratórias e cardíacas.

41 Ozono Consequências saúde: Na Europa estima-se que, em cada ano, diminua o tempo vida de pessoas. Cerca de 30 milhões de pessoas sensíveis ao ozono tomam medicamentos para melhorar as suas condições respiratórias.

42 European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

43 Autoridades emitem avisos à população quando se verificam situações de elevadas concentrações de Ozono. PORTUGAL 2004 European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

44 Objectivo a longo prazo 120 μg/m 3 Limiar de Informação ao Público 180 μg/m 3 Limiar de Alerta 240 μg/m 3 European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

45 Objectivo a longo prazo 120 μg/m 3 ( DL nº 320/2003, 20/12/2003) A concentração no ar ambiente de ozono abaixo da qual, de acordo com os conhecimentos científicos actuais, é improvável a ocorrência de efeitos nocivos directos na saúde humana e ou no ambiente em geral. Valor-alvo : nível fixado 120 μg/m 3 a ser cumprido em 2010 para a protecção da saúde humana a não exceder mais do que 25 dias no ano. Limiar de Informação ao Público 180 μg/m 3 Nível acima do qual uma exposição de curta duração acarreta riscos para a saúde humana de grupos particularmente sensíveis da população e a partir do qual é necessária a divulgação de informação horária actualizada Limiar de Alerta 240 μg/m 3 O nível de poluentes na atmosfera acima do qual uma exposição de curta duração apresenta riscos para a saúde humana e a partir do qual devem ser adoptadas medidas imediatas.

46 APA, 2008 Avaliação dos Níveis de Ozono no Ar Ambiente em Portugal, Verão 2006

47 APA, 2008 Avaliação dos Níveis de Ozono no Ar Ambiente em Portugal, Verão 2006

48 APA, 2008 Avaliação dos Níveis de Ozono no Ar Ambiente em Portugal, Verão 2006

49 APA, 2008 Avaliação dos Níveis de Ozono no Ar Ambiente em Portugal, Verão 2006

50 APA, 2008 Avaliação dos Níveis de Ozono no Ar Ambiente em Portugal, Verão 2006

51 Poluição Atmosférica SUBSTÂNCIAS CARCINOGÉNICAS PAHs Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos, resultantes da queima incompleta dos combustíveis, das incineradoras, algumas indústrias. POPs Poluentes Orgânicos Persistentes, interfere com os sistemas hormonal e neurológico; interfere com a tiroxina, hormona regula um conjunto de genes. European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

52 Poluição Atmosférica POPs (PCBs) O ar frio do Árctico causa a condensação dos poluentes atmosféricos e sua deposição no solo e oceano e consequente contaminação da cadeia alimentar (fito, zooplâncton, peixes). European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

53 Poluição Atmosférica POPs (PCDD, PCDF s) Policlorodibenzodioxinas (Dioxinas)?

54 Dioxinas Cimenteiras (Com. Cient. Indep.- CCI)- RSU Na Europa, a maior fonte de produção de dioxinas é proveniente da queima de RSU (massa muito heterogénea) em incineradoras: 0% para o ar; elevada, 34%, em descargas de dioxinas para resíduos sólidos e líquidos. S. Formosinho, Nos Bastidores da Ciência, 20 anos depois. Imprensa da Universidade de Coimbra

55 Dioxinas Cimenteiras (Com. Cient. Indep.- CCI)- RSU Queimar 50 Kg de lixo caseiro no quintal emite tantas dioxinas como um forno de cimento par produzir 629 toneladas de cimento. Uma cimenteira com produção de 2 milhões de toneladas de cimento/ano produz as mesmas dioxinas por dia que 89 habitações americanas a queimar o lixo no quintal. S. Formosinho, Nos Bastidores da Ciência, 20 anos depois. Imprensa da Universidade de Coimbra

56 Dioxinas Estudo realizado em Itália (Província de Veneza concluiu: * Os resultados mostram um aumento significativo no risco de sarcoma /tumor correlacionado com: O nível de exposição ambiental a dioxinas; e período de exposição. * P. Zambon, et al., Sarcoma risk and dioxin emissions from incinerators and industrial plants: a population-based case-control study (Italy) environmental Health, 6:19

57 Dioxinas 2/3 dos estudos epidemiológicos publicados em 2003 sobre efeitos na saúde resultantes da exposição às emissões de incineradoras de resíduos, mostram uma associação significativa entre a exposição e o cancro: Laringe, Pulmão, Linfoma Hodgykin * P. Zambon, et al., Sarcoma risk and dioxin emissions from incinerators and industrial plants: a population-based case-control study (Italy) environmental Health, 6:19

58 RUÍDO POLUIÇÃO SONORA Ruído é... um som desagradável ou indesejável. A percepção do ruído depende das pessoas, dos momentos e dos locais. É por isso que é difícil determinar objectivamente a incomodidade.

59 RUÍDO POLUIÇÃO SONORA

60 RUÍDO POLUIÇÃO SONORA Os transportes são os principais responsáveis, embora o ruído de actividades industriais e comerciais possa assumir relevo em situações pontuais.

61 RUÍDO POLUIÇÃO SONORA Principais problemas associados ao ruído: Redução da capacidade auditiva; Perturbação do sono; Interferência com a comunicação; Interferência na aprendizagem; Efeitos fisiológicos; Desassossego.

62 RUÍDO POLUIÇÃO SONORA Segundo dados da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, a surdez profissional é um problema que está a aumentar, afectando, em 1997, 1 em cada 4 trabalhadores portugueses incapacitados. É a 2ª causa principal de incapacidade profissional permanente em Portugal. Foi estimado que em 2001 havia cerca de trabalhadores expostos a níveis sonoros acima dos 85 db.

63 Carta ruído global diurno - Lisboa

64 Carta ruído global nocturno-lisboa

65 Variações Climáticas na Europa Nos últimos 100 anos a TEMPERATURA MÉDIA subiu 0,95º C. PRECIPITAÇÃO HUMIDADE VENTO O maior aquecimento verificou-se na Península Ibérica, no Noroeste da Rússia e Árctico. Nos próximos 100 anos prevê-se que suba 2-6,3º C EEA Briefing, Vulnerabilidade e adaptação às alterações climáticas na Europa. nº 3. ISSN

66 Variações Climáticas e Custos Económicos Consequências: Em 2004 os desastres associados a acontecimentos relacionados com o clima provocaram prejuízos económicos estimados em 86 biliões de euros. Desde 1980 alguns dos desastres provocaram mais de mortos e custos superiores a 1 trilião de euros. EEA Briefing, Vulnerabilidade e adaptação às alterações climáticas na Europa. nº 3. ISSN

67

68 Temperatura TEMPERATURA + MORTES PARIS 2003 LISBOA Santos, F. D., Forbes, K, & Moita, R. (editors), Climate Change in Portugal. Scenarios, Impacts and Adaptation Measures SIAM. Gradiva, Lisbon.. European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

69 Temperatura Vaga de calor no Verão de 2003: Morreram mais pessoas na Europa, relativamente a igual período em anos anteriores; em França. A maioria das pessoas morreram: Choque do calor (temp. + > 40º C e - > 25º C); Problemas cardíacos e respiratórios; European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

70 Temperatura Aumento no consumo energético para arrefecimento Aumento nas emissões de GEE Santos, F. D., Forbes, K, & Moita, R. (editors), Climate Change in Portugal. Scenarios, Impacts and Adaptation Measures - SIAM. Gradiva, Lisbon.

71 Aumento da Temperatura Segundo a OMS verificar-se-á: Aumento de alergias (Febre dos Fenos); Aumento de ataques de asma devido ao ozono na troposfera; Intoxicações alimentares por deterioração dos alimentos; Salmonella, E. coli, Campylobacter Na Europa, aumento no número de áreas com risco potencial de epidemia de malária. European Environment Agency, The European Environment State and Outlook Copenhagen

72 Aumento da Temperatura MALÁRIA : Urbanização reduz incidência de malária Desflorestação e diminuição acidificação água pântanos Mosquito desenvolve resistência insecticidas Protozoário (Plasmodium) desenvolve resistência medicamentos 500 milhões novos casos/ano 1,2-2,7 milhões mortes/ano % África Temperatura 20-28ºC Humidade 80-95%

73 Variação na Temperatura e Salinidade da Água do Mar Circulação Termohalina Outro Período Glaciar na Europa?

74 Estudo: Seasonality of Infectious diseases David N. Fisman, 2007 Annu. Rev. Public Health, 28: Previsão de ocorrência de DOENÇAS INFECCIOSAS no contexto das MUDANÇAS/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

75 O Aquecimento Global pode alterar: Capacidade reprodutiva de agentes patogénicos e de vectores (Abril 2008, Monitorização: Dengue, Brasil, Portugal); Alterar a sobrevivência de agentes patogénicos no meio ambiente; Alterar a qualidade e disponibilidade da água; Aumentar a probabilidade de eventos meteorológicos extremos. Identificadas até 12/4/ mortes David N. Fisman, 2007.Seasonality of Infectious diseases.annu. Rev. Public Health, 28:

76 Jornal Expresso, 3/12/2012

77 O Mecanismos subjacentes à sazonalidade: Comportamentos da população humana: culturais, sexuais, alime.. Interacções microrganismos patogénicos: Pneumococcus, gripe e meningite Efeitos ambientais em agentes/microrganismos patogénicos: temperatura da água há um aumento das populações de Vibrio cholerae e Legionella pneumophila na água; humidade podem aumentar a sobrevivência viral no ambiente; a temperatura e outros stresses ambientais potenciam a manifestação de factores de virulência em microrganismos patogénicos: Legionella, Shigella, Yersinia, Steptococcus, Neisseria, Escherichia coli Efeitos ambientais nos hospedeiros: Fotoperíodo - VITAMINA D Algumas situações regionais. Cólera, Malária e Gripe associada ao ENSO

78 DOENÇAS M. tuberculosis (1) EMERGÊNCIA NOVAS DOENÇAS RESSURGIR DE DOENÇAS -Síndrome pulmonar hantavírus - Vírus Nilo Ocidental 1999 USA - Doença Lyme (Borrelia burdorferi) - Tuberculose - Gripe - Brucelose - (Brucella sp.) - HIV/AIDS Veado - - Hepatite, 5 novos vírus estimou-se 115 pessoas infectadas a nível mundial milhões de infectados e mais 5 milhões de novos casos (1)

79 DOENÇAS RESSURGIR DE DOENÇAS PESTE BUBÓNICA - PNEUMÓNICA A peste bubónica é uma zoonose, doença de animais (geralmente roedores) transmitida ao homem pela pulga dos ratos. As pulgas, ao picarem ratos infectados, passam a albergar a bactéria - Yersinia pestis, introduzindo-a no organismo humano através de picadas. Endémica do sopé dos Himalaias e de África (de Madagáscar à Zâmbia ou à República do Congo). Jornal Expresso,

80 DOENÇAS PESTE BUBÓNICA - PNEUMÓNICA PANDEMIAS HIPÓCRATES (430 a.c.) - consegue travar a peste que devastava Atenas à base de medidas sanitárias. SÉCULO VI ( ) - afectou o mundo mediterrânico, estima-se que tenha vitimado 100 milhões de pessoas. Terá tido origem na China. SÉCULO XIV (IDADE MÉDIA) - PESTE NEGRA - PESTE BUBÓNICA- PNEUMÓNICA - assolou a Europa, matou cerca de 75 milhões de pessoas PESTE DA CHINA - matou 12 milhões de pessoas no Extremo Oriente. O bacteriologista suiço Alexandre Yersin, isolou pela 1ª vez a bactéria % dos casos de peste ocorreram em África. EUA - 11º lugar na lista de países que declararam mais de 40 casos de peste na última década. Jornal Expresso,

81 DOENÇAS RESSURGIR DE DOENÇAS PESTE BUBÓNICA - PNEUMÓNICA A Yersinia pestis multiplica-se no sistema linfático e os bubões (inchaços nas axilas e noutros locais) da fase inicial da doença (bubónica) são gânglios linfáticos inflamados onde ocorrem hemorragias nos órgãos vitais conduzindo à morte (mortalidade cerca de 75%). A peste começa por ser bubónica e transmitida por picadas de pulga e, sem tratamento, evolui para peste pneumónica propagada por aerossóis (p. ex. espirros) contendo a bactéria. Jornal Expresso,

82 ?

83 Discurso: - Limites - Prometaico

84 Desenvolvimento Sustentável (IUCN 1980). a gestão da utilização da biosfera, de forma a proporcionar o maior benefício sustentável às gerações presentes, mantendo a sua capacidade de satisfação das necessidades e aspirações das gerações futuras POLÍTICAS AMBIENTAIS ECONÓMICAS - SOCIAIS

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