Integralidade da Assistência

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Integralidade da Assistência"

Transcrição

1 Integralidade da Assistência A Questão do Direito Individual e as Escolhas em Nome do Coletivo. André Medici (Banco Mundial) CLASSAUDE 2009 São Paulo, 2 de junho de 2009

2 Temas a Desenvolver O SUS e seus avanços na expansão do direito à saúde Igualdade, equidade e justiça em saúde; Integralidade: o finito e o infinito Saúde: direitos individuais x direitos coletivos: a solução européia e a solução norte-americana Garantindo o direito constitucional em saúde: a insuficiência do uso x a inflação do abuso; A reserva do possível problema ou solução? Passos necessários para o cumprimento do direito constitucional à saúde em busca de uma integralidade sustentável.

3 O SUS e seus avanços na expansão do direito à saúde

4 O Direito à Saúde na Constituição Brasileira de 1988 Art A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. Art As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade.

5 Questões a ser consideradas no Texto Constitucional e sua implicação para o Direito Sanitário Temas Direito Coletivo Direito Individual Acesso Universal e Igualitario Execução através de Serviços Públicos ou Privados Atendimento Integral com prioridade para prevenção igualdade e equidade são a mesma coisa? Serviços financiados pelo setor público universais e gratuitos (contrato social) Integralidade associada a garantias explícitas Numa sociedade economicamente desigual é possível garantir a igualdade em saúde? Serviços privados limitados a quem paga e regidos por contratos particulares Privado: restrição aos limites contratuais público: reserva do possivel.

6 Igualdade, Equidade e Justiça em Saúde

7 Um mosaico de perguntas... (a) Todos devem ter igual saúde? (b) Todos devem ter acesso aos mesmos serviços de saúde? (c) Todos devem ter iguais oportunidades para alcançar plenamente seu potencial em saúde? (d) Os serviços de saúde devem ser gratuitos para todos? (e) Todos devem ter acesso os serviços de saúde que solicitam? (f) Todos devem pagar o que podem pelos serviços de saúde que recebem?

8 Todos devem ter igual saúde? Geneticamente não somos iguais... Fatores sociais, culturais e ambientais nos expõe a riscos diferentes em saúde... Não temos todos a mesma informação para cuidar de nossa saúde... Nossa consciência e nosso comportamento influenciam nossa saúde... Por mais que nos esforcemos, não temos nem teremos igual saúde. PORTANTO A DESIGUALDADE EM SAÚDE É INEVITÁVEL

9 Todos devem ter acesso aos mesmos serviços de saúde? Saúde para o indivíduo é um estoque, mas para os serviços é um fluxo. Como organizar o fluxo da oferta para atender a todos em todas as suas necessidades? Planejamento para os crônicos? Caos para os agudos? Casos similares devem ser tratados de forma similar (eqüidade horizontal) Casos diferentes devem ser tratados diferencialmente (eqüidade vertical) IGUALDADE NO ACESSO NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE EQÜIDADE

10 Todos devem ter iguais oportunidades para alcançar plenamente seu potencial em saúde? Ter iguais oportunidades não significa iguais serviços, mas sim ter os recursos para alcançar os serviços necessários a cada um; Direitos de cidadania se soman aos incentivos para o desenvolvimento da responsabilidade individual; Instrumentos públicos para adequar a oferta, homogeneizar a informação e promover a igualdade de oportunidades; Políticas ativas de inclusão social (gênero, etnia, pertinência cultural, etc.). IGUALDADE DE OPORTUNIDADES SERIA O CONCEITO MAIS PRÓXIMO AO DE EQÜIDADE

11 Ninguém deve pagar pelos cuidados de saúde? Bens ou serviços livres, de mérito ou públicos A desigualdade das origens... A Lei de Say (ou a fábrica de induzir demanda) Informação assimétrica... benefícios regressivos O silêncio dos excluídos... O NÃO RECONHECIMENTO DE QUE A SOCIEDADE É DESIGUAL GERA INEQÜIDADES

12 Todos devem ter acesso os serviços de saúde que solicitam? A cada um segundo suas necessidades... Correção das assimetrias de informação Informação, informação e muita avaliação Mais diagnóstico e normas baseadas em evidência. Maior resultado por unidade de dinheiro gasto Protocolos, custos e medição de impacto EQÜIDADE DEVE ESTAR ASSOCIADA AO ACESSO E NÃO AO USO

13 Todos devem pagar o que podem pelos serviços de saúde que recebem? De cada um segundo suas possibilidades... Solidariedade no financiamento... Incentivos iguais...cidadania preservada Separação de papéis de financiamento, provisão e regulação A posição social deixa de influenciar o resultado Não descuidar da fiscalização e controle EQÜIDADE FINANCEIRA

14 Conceito de Eqüidade em Saúde (OMS, 1991) A eqüidade em saúde supõe que, idealmente, todos devem ter uma oportunidade justa para alcançar seu potencial em saúde e que ninguém deve estar impossibilitado de alcançar este potencial. Iniqüidades são as diferenças em saúde que não somente são desnecessárias e evitáveis (devido às más condições sócio-econômicas), mas que também se consideram injustas.

15 Igualdade, Eqüidade e Justiça Igualdade é um valor moral, enquanto que eqüidade é uma questão de justiça. Eqüidade é uma expressão de justiça social a qual se destina a corrigir desigualdades que podem ser evitadas na distribuição de bens ou capacidades básicas que são de responsabilidade social (Amartya Sen) A igualdade como idéia abstrata não tem força (Amartya Sen) A justiça distributiva é o princípio que se utiliza para separar desigualdades de iniqüidades (Amartya Sen) Necessidades, acesso, utilização e financiamento não podem ser avaliados separadamente na análise da equidade em saúde.

16 Integralidade O finito e o infinito

17 Alguns Conceitos Antes da Constituição de 1988 o conceito de integralidade nunca havia sido aplicado a políticas de saúde Qual é a dimensão do infinito? A cobertura integral deve ser limitada ou ilimitada? Caso seja limitada, o que impõe os limites? Disponibilidade de recursos ou tetos financeiros, Prioridades epidemilógicas Contratos individuais ou Contratos Sociais Qual deve ser a base para a interpretação jurídica do conceito de integralidade? Como ampliar a extensão do conjunto de serviços garantidos nos contratos individuais ou sociais? Como a incorporação de tecnologia pode ser regulada sem que os direitos individuais ou coletivos em saúde estejam ameaçados?

18 Saúde, Direitos Individuais x Direitos Coletivos A solução européia x a solução norteamericana

19 Diferenças básicas entre os sistemas de saúde europeu e norte americano Sistema norte-americano Predominância de mecanismos de seguro privado baseado em contratos com indivíduos e empresas; A maior parte do financiamento é feito pelas famílias ou empresas; O setor público cobre basicamente idosos, acidentados ou pessoas abaixo da linha de pobreza; A população sem cobertura alcança quase 20% dos indivíduos e vem crescendo nos últimos anos. Sistema Europeu Predominam os mecanismos de proteção universal baseados em cidadania; O financiamento se realiza através de impostos gerais ou contribuições sociais e as regras públicas substituem os contratos. A maior parte do financiamento é garantido pelo governo, ainda que familias complementem com copagamentos; A população sem cobertura tende a ser residual.

20 Diferenças básicas entre os processos de aplicação do direito em saúde na Europa e Estados Unidos Direito Norte-Americano Reclamações e queixas se resolvem no âmbito das empresas de seguro de saúde ou, em última instância, na justiça com base no direito individual, baseadas em jurisprudência; Casos freqüentes são os de não cumprimento dos contratos por parte dos seguros ou casos de má prática que muitas vêzes levam a ações milionárias em benefício dos indivíduos. Direito Europeu Reclamações e queixas se resolvem através de ouvidorias ou serviços de atenção ao consumidor; Casos de má prática também ocorrem e são processados mais em menor freqüência. Como não existem contratos, as coberturas são aquelas asseguradas, coletivamente, nas normas de serviços garantidas pelo Estado. Os orçamentos públicos de saúde se pautam pela cobertura mais equitativa.

21 Como se deveriam aplicar as regras de direito em saúde no Brasil? Direito Individual Quando não se cumprem os contratos privados entre profissionais, serviços e operadoras de planos de saúde com indivíduos ou empresas; Quando é negado a m indivíduo pelo Estado um bem ou serviço que lhe é garantido por força da Lei e das normas vigentes. No caso do SUS, essas normas são aquelas que se refletem nos serviços garantidos pelo Ministério da Saúde (tais como as tabela de procedimentos, medicamentos e órteses, proteses e materiais do SUS que é atualizada a cada ano) Direito Coletivo Quando é solicitado o pagamento pelo SUS de ítems não incluídos nas tabelas de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais do SUS; Quando é solicitado o pagamento pelo SUS de ítems que, ainda que incluídos nas tabelas do SUS, deveria ser feito a indivíduo que tem um plano de saúde cujo contrato garante a cobertura dos ítem solicitados através do Plano. Quando o pagamento solicitado afetará o orçamento limitando o acesso de outros indivíduos a serviços essenciais que lhes estariam sendo garantidos.

22 Garantindo o direito constitucional à saúde A deflação do uso x a inflação do abuso

23 A deflação do uso O SUS deve ser considerado a melhor política social brasileira, implantada nos últimos 20 anos No entanto, os indicadores mostram que o o acesso, uso e a qualidade dos serviços ainda é deficiente para os grupos mais pobres. A epidemiologia e o acesso aos mais necessitados deve ser a principal prioridade do SUS nos próximos anos, antes que novos passos no uso de tecnologia e procedimentos não testados e avaliados estejam disponíveis. O SUS incorporou as características sociais do Estado de Bem-Estar (Welfare State) europeu mas a justiça tende a tratar os temas legais sob a ótica do direito individual que predomina no sistema de saúde norte-americano.

24 A inflação do Abuso A maioria dos processos jurídicos contra o SUS estão associados a causas em beneficio de pessoas que tem mais informação, educação, renda (contradição entre um sistema social europeu e um sistema jurídico onde predomina o direito individual) ou de ONG s que representam lobbies associados a patologias ou condições específicas; Em muitos casos elas solicitam o pagamento pelo SUS de procedimentos não cobertos pelas tabelas vigentes; Caberia aos órgãos do poder judiciário criar uma base de dados para análise e processamento dos casos associados a estes processos para classificar a população que os requer e gerar jurisprudência para sua solução; Os recursos que envolvem ações contra o SUS já atingem em alguns estados centenas de milhões de reais e representam grandes vazadouros de recursos necessários a cobertura das necessidades de saúde dos mais pobres.

25 A reserva do possível Problema ou solução?

26 Direitos sociais e mínimo existencial Os Direitos Sociais fazem parte da última etapa de incorporação de direitos humanos fundamentais, após a incorporação dos direitos civis e dos direitos políticos (Marshall, 1965). O mínimo existencial compreendido como todo o conjunto de prestações materiais indispensáveis para assegurar a cada pessoa uma vida digna, no sentido de uma vida saudável - tem sido identificado como o núcleo essencial dos direitos fundamentais sociais, núcleo este blindado contra toda e qualquer intervenção por parte do Estado e da Sociedade; Contudo, a garantia do mínimo existencial tem um custo e este deveria ser assumido através da arrecadação ordinária de impostos e contribuições sociais.

27 A reserva do possível O Estado dispõe de limitada capacidade para financiar as prestações reconhecidas de direitos fundamentais sociais e do mínimo existencial. O Estado, por outro lado, também deve ter a capacidade jurídica de dispor, sem o qual de nada lhe adiantam os recursos existentes. Em virtude destes aspectos, a sustentação dos direitos sociais a depende de uma reserva do possível que define a existência ou ausência de recursos indispensáveis ao cumprimento destes direitos pelo Estado. A construção teórica da reserva do possível tem origem na Alemanha dos anos Assim, a efetividade dos direitos sociais a prestações materiais estaria sob a reserva das capacidades financeiras do Estado, uma vez que seriam direitos fundamentais dependentes de prestações financiadas pelos cofres públicos. A reserva do possível (Der Vorbehalt des Möglichen) passou a traduzir a idéia de que os direitos sociais a prestações materiais dependem da real disponibilidade de recursos financeiros por parte do Estado, disponibilidade esta que estaria localizada no campo discricionário das decisões governamentais e parlamentares, sintetizadas no orçamento público. Poder-se-ia também sustentar, sob o argumento da reserva do possível, que não haveria como impor ao Estado a prestação de assistência social a alguém que efetivamente não faça jus ao benefício, por dispor, ele próprio, de recursos suficientes para seu sustento.

28 Usos e limites da reserva do possível Como problema Quando é usada para vetar uma prestação garantida pela tabela de procedimetos, medicamentos, órteses, próteses e materiais do SUS; Quando é usada para negar o acesso de uma pessoa sem recursos ou sem outras formas de proteção a saúde (como a saúde suplementar) à esta prestação; Quando é usada como pretesto para vetar a transferência de recursos de um determinado nível de governo para outro para o financiamento de serviços essenciais que não tem possibilidades de ser custeados pelo nível de governo correspondente. Como solução Quando é usada para vetar uma prestação que não está incluída na tabela procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais do SUS; Quando é usada para negar o acesso aos recursos públicos de uma pessoa protegida por um plano ou seguro saúde onde a prestação requerida está contratualmente garantida por este plano, segundo o contrato e as normas da ANS. Quando é usada para bloquear o acesso de um pedido de financiamento a serviços não essenciais ou supérfluos pelo erário público

29 O Direito Constitucional à Saúde Em busca de uma integralidade sustentável

30 O Direito Coletivo e a Garantia de Saúde Princípio da Suficiencia: Legislar pela aplicação de critérios que zelem pela equidade regional na distribuição dos fundos do SUS, garantindo recursos suficientes para a cobertura das necessidades epidemiológicas básicas nas regiões mais pobres do país; Princípio da Probidade: Legislar sobre a melhoria dos fluxos de financiamento entre os distintos fundos de saúde (nacional, estaduais e municipais) garantindo que os recursos estejam disponíveis e que não haja evasão, malversação e uso inadequado dos recursos destinados à saúde; Principio da Coletividade: Disseminar a posição de que os recursos públicos destinados à saúde são, em primeira instância matéria de direito coletivo e não de direito individual, onde vale o princípio da reserva do possível. Portanto, ações legais individuais não deveriam prevalecer sobre as necessidades de financiamento à saúde de uma coletividade. Princípio do uso público dos recursos: Legislar pela aplicação de critérios, processos e fórmulas que procurem corrigir os usos indevidos de recursos públicos e instalações do sistema público de saúde em benefício de planos privados de saúde;.

31 O Direito Individual e a Garantia da Saúde Respeito às Regras Contratuais: Garantir o direito individual à saúde nos contratos privados entre indivíduos e famílias e planos privados de saúde e o respeito às regras contratuais vigentes; Suficiência dos Contratos: Garantir que os contratos tenham todos os elementos suficientes para garantir a cobertura necessária aos riscos de saúde dos indivíduos ou famílias que contratam a cobertura de planos privados de saúde. Garantia de que a informação é simétrica: Garantir ao usuário de planos privados a informação e a normatização necessária para que os contratos não sejam lesivos ao interesse dos indivíduos procurando evitar o abuso econômico, o monopólio e a falta de liberdade de escolha dos indivíduos; Garantia do uso apropriado de tecnologia: Garantir que a tecnologia utilizada nos serviços previstos nos contratos privados de saúde seja a mais apropriada e a menos custosa em busca de garantir a melhor qualidade e o menor custo no financiamento dos planos de saúde.

32 Muito Obrigado

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999

PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 2.031, DE 1999 Dispõe sobre o atendimento obrigatório aos portadores da Doença de Alzheimer no Sistema Único de Saúde - SUS, e dá outras providências.

Leia mais

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL Profª Carla Pintas O novo pacto social envolve o duplo sentido de que a saúde passa a ser definida como um direito de todos, integrante da condição de cidadania social,

Leia mais

Sistema Único de Saúde (SUS)

Sistema Único de Saúde (SUS) LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 Criadas para dar cumprimento ao mandamento constitucional Sistema Único de Saúde (SUS) 1 Lei n o 8.080

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH

O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH Departamento de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina da USP - FMUSP Núcleo de Pesquisa em Direito

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E LEGISLAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL ADRIANO CRISTIAN CARNEIRO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E LEGISLAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL ADRIANO CRISTIAN CARNEIRO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E LEGISLAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL ADRIANO CRISTIAN CARNEIRO Fortalecimento do SUS Constituição Federal de 1988, artigos 196 a 200; Lei Federal nº. 8.080, de 19/09/1990 Lei

Leia mais

Trabalho de Conclusão do Curso de Direito Sanitário

Trabalho de Conclusão do Curso de Direito Sanitário 201 Trabalho de Conclusão do Curso de Direito Sanitário Débora Maria Barbosa Sarmento 1 Apesar de o homem desde a Antiguidade reconhecer a importância da saúde, o Estado Moderno, na consagração das declarações

Leia mais

SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA

SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA José Ivo dos Santos Pedrosa 1 Objetivo: Conhecer os direitos em saúde e noções de cidadania levando o gestor a contribuir nos processos de formulação de políticas públicas.

Leia mais

A SAÚDE NO GOVERNO LULA PROGRAMA DE GOVERNO

A SAÚDE NO GOVERNO LULA PROGRAMA DE GOVERNO A SAÚDE NO GOVERNO LULA PROGRAMA DE GOVERNO ÍNDICE Diagnóstico Princípios Básicos: 1- Redefinição da atuação pública na saúde 2-Saúde como direito de todos 3-Estabilidade e continuidade das políticas de

Leia mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL I RISCO SOCIAL 04/08/2014. Aula 1. RISCO SOCIAL Incapacidade ou impossibilidade de trabalhar. Saúde. Assistência Social

PREVIDÊNCIA SOCIAL I RISCO SOCIAL 04/08/2014. Aula 1. RISCO SOCIAL Incapacidade ou impossibilidade de trabalhar. Saúde. Assistência Social PREVIDÊNCIA SOCIAL Aula 1 - RISCO SOCIAL - CONCEITOS DE SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL E PREVIDÊNCIA SOCIAL - PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL I RISCO SOCIAL Trata-se de acontecimentos, pela natureza das coisas

Leia mais

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Leia mais

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Características da Federação Brasileira Federação Desigual Federação

Leia mais

DECRETO Nº 1948 QUE REGULAMENTA A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO

DECRETO Nº 1948 QUE REGULAMENTA A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO DECRETO Nº 1948 QUE REGULAMENTA A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 1.948, DE 3 DE JULHO DE 1996. Regulamenta a Lei n 8.842, de 4 de janeiro

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1 Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I Atenção Básica e a Saúde da Família 1 O acúmulo técnico e político dos níveis federal, estadual e municipal dos dirigentes do SUS (gestores do SUS) na implantação

Leia mais

A contribuição do Controle Social para Promoção do Uso Racional de Medicamentos

A contribuição do Controle Social para Promoção do Uso Racional de Medicamentos A contribuição do Controle Social para Promoção do Uso Racional de Medicamentos II Seminário Multiprofissional sobre o Uso Racional de Medicamentos Maceió - 2014 Medicamentos e Uso Racional 1975 28ª Assembleia

Leia mais

Qualidade da Informação no Serviço de Auditoria em Saúde

Qualidade da Informação no Serviço de Auditoria em Saúde Qualidade da Informação no Serviço de Auditoria em Saúde Auditoria e Monitoramento dos Sistemas de Informação do SUS 1- O que é Auditoria 2- Objetivos e formas 3- Base Legal O que é Auditoria É a denominação

Leia mais

Incentivos do Poder Público à atuação de entidades civis sem fins lucrativos, na área social. (1) renúncia fiscal

Incentivos do Poder Público à atuação de entidades civis sem fins lucrativos, na área social. (1) renúncia fiscal Incentivos do Poder Público à atuação de entidades civis sem fins lucrativos, na área social Associação Fundação Privada Associação Sindical Partidos Políticos (1) renúncia fiscal Subvencionada 1 Entidades

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL RESOLUÇÃO N.º 191, DE 10 DE NOVEMBRO 2005 DOU 17/11/2005

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL RESOLUÇÃO N.º 191, DE 10 DE NOVEMBRO 2005 DOU 17/11/2005 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL RESOLUÇÃO N.º 191, DE 10 DE NOVEMBRO 2005 DOU 17/11/2005 Institui orientação para regulamentação do art. 3º

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 3.630, DE 2004

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 3.630, DE 2004 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 3.630, DE 2004 Define diretriz para a política de atenção integral aos portadores da doença de Alzheimer no âmbito do Sistema Único de Saúde SUS

Leia mais

Código de prática para a gestão da segurança da informação

Código de prática para a gestão da segurança da informação Código de prática para a gestão da segurança da informação Edição e Produção: Fabiano Rabaneda Advogado, professor da Universidade Federal do Mato Grosso. Especializando em Direito Eletrônico e Tecnologia

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 303, DE 2013

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 303, DE 2013 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 303, DE 2013 Dispõe sobre a destinação dos recursos recuperados por meio de ações judiciais para o Fundo Nacional de Saúde e o Fundo Nacional de Desenvolvimento

Leia mais

O DIREITO À SAÚDE. Prof. Msc. Danilo César Siviero Ripoli

O DIREITO À SAÚDE. Prof. Msc. Danilo César Siviero Ripoli O DIREITO À SAÚDE Prof. Msc. Danilo César Siviero Ripoli Previsão : Arts. 196 à 200 da CF. Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que

Leia mais

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS SISTEMAS DE SAÚDE?

O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS SISTEMAS DE SAÚDE? Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0640 Prof. Dr. Paulo Eduardo Elias 2011 Paulo Eduardo Elias Ana Luiza Viana O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS SISTEMAS DE SAÚDE?

Leia mais

Regulação 15 anos depois O papel da ANS: fiscalizar ou contribuir na produção da saúde? O que mudou e o que poderia ter mudado?

Regulação 15 anos depois O papel da ANS: fiscalizar ou contribuir na produção da saúde? O que mudou e o que poderia ter mudado? Regulação 15 anos depois O papel da ANS: fiscalizar ou contribuir na produção da saúde? O que mudou e o que poderia ter mudado? Mauricio Ceschin Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS Agência reguladora

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

"Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã."

Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã. MANIFESTO DO SINDICATO DOS MÉDICOS E DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE PERNAMBUCO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E SOBRE AS INTERVENÇÕES JUDICIAIS(JUDICIALIZAÇÃO) COMO INSTRUMENTO

Leia mais

PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009

PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009 PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009 Institui no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA 16 a 20 de junho de 2014 CE154.R17 Original: inglês RESOLUÇÃO CE154.R17 ESTRATÉGIA PARA COBERTURA UNIVERSAL DE SAÚDE A 154 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO,

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios LEI N. 1.343, DE 21 DE JULHO DE 2000 Institui a Política Estadual do Idoso - PEI e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado

Leia mais

Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas

Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas Diretrizes Estaduais de Saúde aos Povos Indígenas 1. Atenção a Saúde da População Indígena no Estado de São Paulo 1 A população Indígena residente no Estado de São Paulo totaliza, segundo Censo do IBGE

Leia mais

Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO DOU de 05/10/2015 (nº 190, Seção 1, pág. 669) Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições

Leia mais

MINUTA DE PROPOSTA DE RESOLUÇÃO ABILUX 05/03/2010

MINUTA DE PROPOSTA DE RESOLUÇÃO ABILUX 05/03/2010 MINUTA DE PROPOSTA DE RESOLUÇÃO ABILUX 05/03/2010 Dispõe sobre a destinação de Lâmpadas inservíveis, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências O CONSELHO NACIONAL DO MEIO

Leia mais

GUIA DE ARGUMENTOS DE VENDAS

GUIA DE ARGUMENTOS DE VENDAS GUIA DE ARGUMENTOS DE VENDAS O Plano Diretor é uma lei municipal que estabelece diretrizes para a ocupação da cidade. Ele deve identificar e analisar as características físicas, as atividades predominantes

Leia mais

GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MERCOSUL

GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MERCOSUL MERCOSUL/GMC/RES. N 21/00 GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N 91/93 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO 21 de novembro de 1978 SHS/2012/PI/H/1 Preâmbulo A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,

Leia mais

INCENTIVOS FISCAIS, UMA VISÃO GERAL

INCENTIVOS FISCAIS, UMA VISÃO GERAL INCENTIVOS FISCAIS, UMA VISÃO GERAL Danilo Brandani Tiisel danilo@socialprofit.com.br MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS Características da Atividade Atividade planejada e complexa: envolve marketing, comunicação,

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NO SUS

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NO SUS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NO SUS Sobre o SUS A Constituição Federal do Brasil define, em seu artigo 196 que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas,

Leia mais

ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política

ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política ARTIGO: O direito à saúde e a judicialização da política Carlos Roberto Pegoretti Júnior 1 RESUMO: Os entes políticos, por vezes, encontram-se no pólo passivo de demandas judiciais referentes à entrega

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO SUS Movimento da Reforma Sanitária

CONSTRUÇÃO DO SUS Movimento da Reforma Sanitária SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE CAPACITAÇÃO PARA APOIOS DO CONTROLE SOCIAL Mariângela de Assis Gomes Fortes CONSTRUÇÃO DO SUS Movimento da Reforma Sanitária Surgimento No Final dos anos de 1970 e início dos anos

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições,

São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, A Constituição Federal de 1988 reconhece aos povos indígenas suas especificidades étnicas e culturais bem como estabelece seus direitos sociais. Dentre as inúmeras proteções conferidas aos povos indígenas

Leia mais

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO SEMINÁRIO BINACIONAL NA ÁREA DE SAÚDE BRASIL PERU LIMA - SETEMBRO/2011 VISÃO GERAL Abrangência: Governo Federal Marcos Legais Visão Geral do Planejamento e do Orçamento Recursos

Leia mais

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009.

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009. LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009. DISPÕE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE SAÚDE, CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL, DA DIVISÃO DE MEIO-AMBIENTE E

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador CRISTOVAM BUARQUE

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador CRISTOVAM BUARQUE PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 333, de 2014, do Senador Pedro Taques, que altera a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de

Leia mais

Índice. Desenvolvimento econômico, 1 Direitos legais, 3

Índice. Desenvolvimento econômico, 1 Direitos legais, 3 Índice A Academic drift, 255 Accountability, 222, 278 Agenda social, 2 Aplicativo para a Melhoria de Qualidade (AMQ), 84 Aposentadoria benefícios previdenciários e assistenciais e seu impacto sobre a pobreza,

Leia mais

NBA 10: INDEPENDÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. INTRODUÇÃO [Issai 10, Preâmbulo, e NAT]

NBA 10: INDEPENDÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. INTRODUÇÃO [Issai 10, Preâmbulo, e NAT] NBA 10: INDEPENDÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE CONTAS INTRODUÇÃO [Issai 10, Preâmbulo, e NAT] 1. Os Tribunais de Contas somente podem realizar suas tarefas quando são independentes da entidade auditada e são protegidos

Leia mais

A Reforma Sanitária e o processo de implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil

A Reforma Sanitária e o processo de implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil A Reforma Sanitária e o processo de implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil Antecedentes Históricos Movimento pela Reforma Sanitária VIII Conferência Nacional de Saúde O Movimento pela Reforma

Leia mais

SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL. Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO

SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL. Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO DIREITO PREVIDENCIÁRIO Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO 1 2 Conceituação: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a

Leia mais

DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE

DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE Paulo Eduardo Elias* Alguns países constroem estruturas de saúde com a finalidade de garantir meios adequados para que as necessidades

Leia mais

RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014

RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014 RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014 PR-PA-00032907/2013 Inquérito Civil Público n. 1.23.000.001476/2013-31 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República e Procurador Regional dos Direitos

Leia mais

Em defesa da Saúde pública para todos

Em defesa da Saúde pública para todos Boletim Econômico Edição nº 57 março de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Em defesa da Saúde pública para todos 1 A saúde pública faz parte do sistema de Seguridade Social

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

Modelo Domiciliar de. Assistência ao Doente. Crônico

Modelo Domiciliar de. Assistência ao Doente. Crônico Modelo Domiciliar de Modelos Assistenciais Assistência ao Doente Alternativos Crônico Panorama da Saúde no Brasil Aumento do poder aquisitivo Mudanças no Estilo de Vida Crescimento da População com Planos

Leia mais

A proteção previdenciária do brasileiro no exterior

A proteção previdenciária do brasileiro no exterior A proteção previdenciária do brasileiro no exterior Hilário Bocchi Junior Especialista em Previdência Social 1 A Seguridade Social está prevista no capítulo II do título VIII (Da Ordem Social) da Constituição

Leia mais

CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL

CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1 Art. 196: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário

Leia mais

A OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO REGIME DE APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA, QUANDO DESFAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE

A OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO REGIME DE APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA, QUANDO DESFAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE 1 A OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO DO REGIME DE APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA, QUANDO DESFAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE Wagner Balera PUC-SP EQUIDADE V - Equidade na Forma de Participação

Leia mais

O Pacto de Gestão do SUS e os Municípios

O Pacto de Gestão do SUS e os Municípios Colegiado de Secretários Municipais de Saúde do Estado de PE COSEMS-PE O Pacto de Gestão do SUS e os Municípios 2º Congresso Pernambucano de Municípios - AMUPE Gessyanne Vale Paulino Saúde Direito de todos

Leia mais

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos,

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos, O Acordo de Madrid relativo ao Registro Internacional de Marcas e o Protocolo referente a este Acordo: Objetivos, Principais Características, Vantagens Publicação OMPI N 418 (P) ISBN 92-805-1313-7 2 Índice

Leia mais

Brasília, 27 de maio de 2013.

Brasília, 27 de maio de 2013. NOTA TÉCNICA N o 20 /2013 Brasília, 27 de maio de 2013. ÁREA: Desenvolvimento Social TÍTULO: Fundo para Infância e Adolescência (FIA) REFERÊNCIAS: Lei Federal n o 4.320, de 17 de março de 1964 Constituição

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2010

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2010 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2010 Institui diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas escolas de educação infantil, fundamental e de nível médio das redes pública e privada, em âmbito nacional.

Leia mais

Agenda Estratégica para o SUS e a Reforma Sanitária Brasileira: Objetivos e Metas para a Política de Saúde no Período 2011-2014

Agenda Estratégica para o SUS e a Reforma Sanitária Brasileira: Objetivos e Metas para a Política de Saúde no Período 2011-2014 Agenda Estratégica para o SUS e a Reforma Sanitária Brasileira: Objetivos e Metas para a Política de Saúde no Período 2011-2014 Diretrizes para articular saúde e desenvolvimento social Para contribuir

Leia mais

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

CAPÍTULO I DA FINALIDADE

CAPÍTULO I DA FINALIDADE LEI Nº 1.392, DE 11 DE SETEMBRO DE 2009. DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DO IDOSO, CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO E O FUNDO MUNICIPAL DOS DIREITOS DO IDOSO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Alterado pela

Leia mais

QUESTIONÁRIO Formas de discriminação que limitam o exercício pleno dos direitos econômicos, sociais e culturais das mulheres

QUESTIONÁRIO Formas de discriminação que limitam o exercício pleno dos direitos econômicos, sociais e culturais das mulheres QUESTIONÁRIO Formas de discriminação que limitam o exercício pleno dos direitos econômicos, sociais e culturais das mulheres Este questionário foi preparado como parte do plano de trabalho da Relatoria

Leia mais

CONSELHO INTERACÇÃO. Declaração Universal dos Deveres do Homem. Setembro de 1997. Criado em 1983. InterAction Council

CONSELHO INTERACÇÃO. Declaração Universal dos Deveres do Homem. Setembro de 1997. Criado em 1983. InterAction Council CONSELHO INTERACÇÃO Criado em 1983 Declaração Universal dos Deveres do Homem Setembro de 1997 InterAction Council Declaração Universal dos Deveres do Homem Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Gestão Participativa, SUStentabilidade e inovação. Brasília, 14 de abril de 2015

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Gestão Participativa, SUStentabilidade e inovação. Brasília, 14 de abril de 2015 Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa Gestão Participativa, SUStentabilidade e inovação Brasília, 14 de abril de 2015 Saúde Direito de todos e dever do Estado Art. 6º São direitos sociais a

Leia mais

Políticas de saúde no México Direitos, universalidade, eqüidade e integralidade?

Políticas de saúde no México Direitos, universalidade, eqüidade e integralidade? XXI Congresso da Associação Latina de Análise dos Sistemas de Saúde Cidade do México 2-4 de setembro de 2010 Políticas de saúde no México Direitos, universalidade, eqüidade e integralidade? Oliva López

Leia mais

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Constituição de 1988 Implantação do SUS Universalidade, Integralidade e Participação Social As instituições privadas participam

Leia mais

Como harmonizar a relação entre cidadãos/consumidores e sus/operadoras de planos de saúde e reduzir as demandas judiciais

Como harmonizar a relação entre cidadãos/consumidores e sus/operadoras de planos de saúde e reduzir as demandas judiciais Como harmonizar a relação entre cidadãos/consumidores e sus/operadoras de planos de saúde e reduzir as demandas judiciais João Baptista Galhardo Júnior Membro do Comitê Estadual da Saúde do Conselho Nacional

Leia mais

regionalização e contratos organizativos de ação pública.

regionalização e contratos organizativos de ação pública. A Regulamentação da Lei 8.080/90: A Regulamentação da Lei 8.080/90: regionalização e contratos organizativos de ação pública. Seminário Nacional PRÓ Saúde e PET Saúde Brasília, 19 de outubro de 2011.,

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 3.998, de 2012

PROJETO DE LEI N.º 3.998, de 2012 1 COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROJETO DE LEI N.º 3.998, de 2012 Altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que "dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde", para incluir os

Leia mais

Conselho Nacional de Procuradores Gerais - CNPG Grupo Nacional de Direitos Humanos - GNDH Comissão Permanente de Defesa Da Saúde - COPEDS

Conselho Nacional de Procuradores Gerais - CNPG Grupo Nacional de Direitos Humanos - GNDH Comissão Permanente de Defesa Da Saúde - COPEDS Conselho Nacional de Procuradores Gerais - CNPG Grupo Nacional de Direitos Humanos - GNDH Comissão Permanente de Defesa Da Saúde - COPEDS ENUNCIADOS SOBRE TERCEIRIZAÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE Enunciado

Leia mais

Incorporação de Tecnologias na Saúde Suplementar Revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde 2015-2016. Janeiro de 2015

Incorporação de Tecnologias na Saúde Suplementar Revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde 2015-2016. Janeiro de 2015 Incorporação de Tecnologias na Saúde Suplementar Revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde 2015-2016 Janeiro de 2015 1 Agência Nacional de Saúde Suplementar É a agência reguladora do Governo Federal,

Leia mais

POLÍTICA DE GESTÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE OCUPACIONAL DA ELETROBRAS ELETRONORTE

POLÍTICA DE GESTÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE OCUPACIONAL DA ELETROBRAS ELETRONORTE POLÍTICA DE GESTÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE OCUPACIONAL DA ELETROBRAS ELETRONORTE 1 OBJETIVO... 1 2 CONCEITOS... 3 3 DIRETRIZES... 3 4 RESPOSABILIDADES... 5 5 DISPOSIÇÕES GERAIS... 5 2 1 OBJETIVO

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO Texto:Ângela Maria Ribeiro Holanda ribeiroholanda@gmail.com ribeiroholanda@hotmail.com A educação é projeto, e, mais do que isto,

Leia mais

"A POLEMICA SOBRE "OS CRITÉRIOS TÉCNICOS" NA RESTRIÇÃO DE SEGUROS"

A POLEMICA SOBRE OS CRITÉRIOS TÉCNICOS NA RESTRIÇÃO DE SEGUROS "A POLEMICA SOBRE "OS CRITÉRIOS TÉCNICOS" NA RESTRIÇÃO DE SEGUROS" Contribuição de Dr Rodrigo Vieira 08 de julho de 2008 Advocacia Bueno e Costanze "A POLEMICA SOBRE "OS CRITÉRIOS TÉCNICOS" NA RESTRIÇÃO

Leia mais

******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007

******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007 ******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007 ********************************************************************************

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº., DE DE DE 2012.

PROJETO DE LEI Nº., DE DE DE 2012. PROJETO DE LEI Nº., DE DE DE 2012. Cria a Central de Atendimento Telefônico ao Idoso e Portador de Necessidades Especiais, no âmbito do Estado de Goiás. A Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, nos

Leia mais

008/2015 DOMINGUEIRA DE 24/05/2015

008/2015 DOMINGUEIRA DE 24/05/2015 Gasto Total com Saúde no Brasil: a importância e o esforço de medi-lo Maria Luiza Levi 1 Áquilas Mendes 2 Nesta domingueira resolvemos reeditar o exercício que Gilson Carvalho teimava em fazer a cada ano,

Leia mais

Movimento Nossa São Paulo Outra Cidade. Gestão Democrática

Movimento Nossa São Paulo Outra Cidade. Gestão Democrática Movimento Nossa São Paulo Outra Cidade Gestão Democrática Diagnóstico Em agosto de 2002, o Fórum de Educação da Zona Leste promoveu o 2º seminário Plano Local de Desenvolvimento Educativo. Realizado no

Leia mais

POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO HOSPITALAR - PNHOSP

POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO HOSPITALAR - PNHOSP POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO HOSPITALAR - PNHOSP Macro estratégias Discussão, pactuação tripartite, e publicação de portaria da Politica Nacional de Atenção Hospitalar/PNHOSP no SUS, estabelecendo as diretrizes

Leia mais

PARECER Nº, DE 2006. Em 1º de agosto de 2003, a CAS recebeu emenda à proposição, apresentada pela Senadora Lúcia Vânia.

PARECER Nº, DE 2006. Em 1º de agosto de 2003, a CAS recebeu emenda à proposição, apresentada pela Senadora Lúcia Vânia. PARECER Nº, DE 2006 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em caráter não-terminativo, sobre os Projetos de Leis do Senado n os 237 e 504, de 2003, e nº 80, de 2004; e sobre os Projetos de Leis da Câmara n os

Leia mais

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social PAPER DA CARTILHA DO FÓRUM INTERSETORIAL DE CONSELHOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO

Leia mais

"Financiamento do SUS: cenários e perspectivas. gilson carvalho 1

Financiamento do SUS: cenários e perspectivas. gilson carvalho 1 "Financiamento do SUS: cenários e perspectivas gilson carvalho 1 gilson carvalho 3 SUS LEGAL (CF E LEIS) SAÚDE DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO FUNÇÕES: REGULAR, FISCALIZAR,CONTROLAR, EXECUTAR OBJETIVOS:

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo:

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo: FINANCIAMENTO DO SUAS: GESTÃO MUNICIPAL E AS DESIGUALDADES REGIONAIS Financiamento Foco: competências da gestão municipal, especialmente no enfrentamento das desigualdades regionais exige o debate sobre

Leia mais

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL I - Fundamentos legais A Constituição de 1988, inciso IV do artigo 208, afirma: O dever do Estado com a educação será efetivado

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Por Carlos ley Noção e Significados A expressão direitos humanos é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Sem esses direitos a pessoa não

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA RESOLUÇÃO COEMA N 116, DE 03 DE JULHO DE 2014. Dispõe sobre as atividades de impacto ambiental

Leia mais

DIRETRIZES PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À CORRUPÇÃO.

DIRETRIZES PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À CORRUPÇÃO. DIRETRIZES PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À CORRUPÇÃO. Proposta 4.1.: Sendo transitado e julgado o servidor público em ato corrupto, o mesmo devolverá aos cofres público todo valor corrigido e ainda deverar

Leia mais

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às CURSO: ENFERMAGEM Missão Formar para atuar em Enfermeiros qualificados todos os níveis de complexidade da assistência ao ser humano em sua integralidade, no contexto do Sistema Único de Saúde e do sistema

Leia mais