GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE SOFTWARE: UM ESTUDO DE CASO NA AGROINDÚSTRIA CATARINENSE

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1 GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE SOFTWARE: UM ESTUDO DE CASO NA AGROINDÚSTRIA CATARINENSE Francis Becker José Alexandre De Toni Universidade Comunitária Regional de Chapecó UNOCHAPECÓ Caixa Postal 747, Chapecó SC Resumo Este artigo tem o objetivo de mostrar um estudo feito sobre o gerenciamento e controle de projetos de software, utilizando a ferramenta PERT/CPM e alguns conceitos de CMM. O estudo é baseado nas agroindústrias catarinenses, em específico as do ramo frigorífico que possuem uma equipe interna de desenvolvimento de sistemas. O conhecimento da ferramenta PERT/CPM, pelo gerente de projetos, suas características, recursos e como ela pode ser utilizada no gerenciamento de projetos de software, contribuem para estes sejam bem sucedidos. A proposta do trabalho apresentado neste artigo, é o desenvolvimento de um protótipo de auxílio no gerenciamento de projetos de software da empresa Chapecó Cia. Indl. de Alimentos(CCIA), baseado na ferramenta PERT/CPM. Para isto, é feito um estudo do ambiente de tecnologia da informação da empresa CCIA, apontando as necessidades do supervisor de desenvolvimento de sistemas, no gerenciamento e controle dos projetos e atividades em andamento. Para o desenvolvimento do protótipo foi utilizada a linguagem de programação Delphi 6 com banco de dados Interbase 6. Palavras-chave: Gerenciamento de Projetos, Projetos de Software, CMM, PERT/CPM, Engenharia de Software, Análise de Sistemas. Abstract This article has the objective of showing a study done on the management and control of software projects, using the tool PERT/CPM and some concepts of CMM. The study is based on them agriculture industries catarinenses, in specific the one of the refrigerating branch that possess an internal team of development of systems. The knowledge of the tool PERT/CPM, for the manager of projects, its characteristics, resources and like her it can be used in the management of software projects, they contribute to these they are well happened. The proposal of the work presented in this article, is the development of a prototype of aid in the management of projects of software of the company Chapecó Cia. Indl. of Alimentos(CCIA), based on the tool PERT/CPM. Para this, it is made a study of the atmosphere of technology of the information of the company CCIA, aiming the

2 supervisor's of development of systems needs, in the management and control of the projects and activities in process. For the development of the prototype the programming language was used Delphi 6 with database Interbase 6. Keywords: Management of Projects, Projects of Software, CMM, PERT/CPM, Engineering of Software, Analysis of Systems. 1. INTRODUÇÃO Este artigo refere-se ao estudo do gerenciamento e controle do desenvolvimento de software, fazendo o uso da ferramenta PERT/CPM, abordando a importância de se gerenciar, identificando os problemas que podem ocasionar a falta de controle e má seleção dos projetos a serem desenvolvidos. O campo de estudo do trabalho apresentado neste artigo, são as agroindústrias catarinenses, em específico, as do ramo frigorífico. As maiores empresas desta área encontram-se no oeste catarinense, sendo estas responsáveis pela maior fatia do mercado nacional no setor. Por serem todas da mesma região, existe uma competição muito grande para manutenção e conquista de novos clientes. Como são empresas de grande porte, a maioria pode contar com uma equipe interna de desenvolvimento de sistemas. Para atender as necessidades dos usuários, em um ambiente de constantes mudanças, estas equipes precisam apresentar qualidade nos projetos de desenvolvimento de software, em curtos espaços de tempo e com recursos limitados. A cada dia são solicitadas novas alterações de sistemas à equipe de desenvolvimento, gerando um grande número de atividades com pouco tempo para serem concluídas. Desta forma é preciso planejamento, definindo prioridades e objetivos, analisando a real necessidade de cada projeto e sua viabilidade. A utilização do PERT/CPM no gerenciamento, permite ao gerente de projetos ter uma boa visão de como será o andamento deste. Através de variáveis como folga livre, folga total da atividade e caminho crítico, o PERT/CPM permite identificar quais atividades não poderão sofrer atrasos com o risco de comprometer todo o projeto. Desta forma, é possível ao gerente delegar seus melhores recursos de pessoal e equipamentos para a realização destas etapas críticas. O uso de uma ferramenta de gerenciamento baseada nestas técnicas, permite que se tenha um melhor controle das atividades pelo gerente de desenvolvimento, como também, uma garantia do término do projeto com o custo e tempo de duração prédeterminados, e principalmente, permite alcançar um trabalho de ótima qualidade. O presente artigo, trata então, de uma proposta de implementação de um protótipo de apoio no gerenciamento e controle dos projetos de software das

3 agroindústrias, baseado nas técnicas da ferramenta PERT/CPM. Para isto, foi realizado um estudo de caso na empresa Chapecó Cia. Indl. de Alimentos, apontando as necessidades do supervisor de desenvolvimento de sistemas da empresa. Este artigo divide-se em seis títulos onde são abordados vários temas relacionados ao assunto. No segundo título são apresentados aspectos gerais das agroindústrias catarinenses. O terceiro, engloba vários assuntos, divididos em subtítulos, onde serão abordados todos os conceitos, técnicas e teorias relacionadas ao desenvolvimento do trabalho. Após, é apresentado um estudo de caso do ambiente onde o trabalho será aplicado, e proposta a criação de um protótipo que atenda as necessidades apontadas. O título 5, é apresenta o protótipo desenvolvido a partir dos conceitos e necessidades levantadas, e finalizando o título 6 aponta a importância do trabalho realizado. 2. ASPECTOS DA AGROINDÚSTRIA CATARINENSE As agroindústrias catarinenses, a qual o trabalho se refere, são empresas sociedade anônima que tem seu ramo de atividade voltado ao abate, frigorificação e industrialização de suínos e aves. Além da industrialização e comercialização, as agroindústrias trabalham diretamente com o produtor. Com políticas de parceria abrangentes, atendem famílias de pequenos e médios avicultores e suinocultores. Principalmente nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul[CHA 02]. Além das unidades produtoras, essas empresas também contam com núcleos de apoio a produção, como granjas, incubatórios e unidades de genética para desenvolvimento de produtos com maior qualidade. O mercado de carnes e seus derivados, possui um grande público consumidor. As agroindústrias atendem todo o mercado nacional, através de representantes comerciais e operadores logísticos. Tendo como seus maiores consumidores a Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Além do mercado nacional, essas indústrias têm uma forte atuação no mercado internacional, chegando a destinar 40% da sua produção para a exportação. Os maiores importadores estão na Europa(Alemanha, Inglaterra), Ásia(Rússia) e Oriente Médio(Arábia Saudita, Emirados Árabes). Além da América do Sul(Argentina, Uruguai)[CHA 02]. 2.1 Modelos de Gerenciamento de Projetos de Software na Agroindústria Catarinense

4 Em geral, nas agroindústrias que possuem uma equipe de desenvolvimento interna, não há ou não existia até pouco tempo um modelo de gerenciamento de projetos de sistema, e nem mesmo uma metodologia de desenvolvimento. O uso de um software de gerenciamento de projetos de sistema é inexistente em algumas empresas. Outras criaram sua própria ferramenta, que em geral, realiza somente um controle das tarefas executadas pela equipe. O que se observa, é uma grande defasagem tecnológica no que diz respeito à área de tecnologia da informação nestas empresas. 3. GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE SOFTWARE Neste item serão tratados alguns conceitos e técnicas relacionadas ao gerenciamento de projetos de software. Conceitos de metodologia de desenvolvimento e gerência de projetos. Dentre todas as técnicas utilizadas no gerenciamento e controle de projetos, o PERT/CPM será objeto de estudo aprofundado, já que servirá de base para o desenvolvimento de um protótipo que será proposto e apresentado mais adiante neste artigo. Também serão expostos aqui alguns conceitos de CMM, assunto este que trata da qualidade do processo de desenvolvimento de software. 3.1 Metodologia de Desenvolvimento Estruturada A metodologia de desenvolvimento estruturada, propõe a construção de um modelo lógico do sistema apresentado de forma gráfica, sendo de fácil compreensão e visualização pelo usuário, por isso é um dos métodos mais amplamente usado. Esta metodologia, consiste em dividir o sistema em partes funcionais, detalhando então, o que deve ser construído em cada uma[kel 90]. O uso desta metodologia em projetos de desenvolvimento define claramente o papel do gerente de projetos, analista e usuário. A metodologia estruturada, faz o uso de ferramentas que modelam o conteúdo e o fluxo das informações do sistema que será desenvolvido. Uma destas ferramentas é o Diagrama de Fluxo de Dados(DFD), que modela o fluxo das informações do sistema, e as transformações que irão ocorrer nelas desde a entrada de dados até a sua saída[pre 95]. O Dicionário de Dados, é outra ferramenta utilizada pela metodologia de desenvolvimento estruturada, ele é construído a partir do DFD, detalhando cada componente deste, através de uma listagem precisa dos dados do sistema [YOU 92].

5 Também existe a especificação de processos, que consiste em descrever os processos que aparecem no último nível de refinamento do DFD, através de um texto narrativo, explicando o seu funcionamento [PRE 95]. O Diagrama de Entidades Relacionamentos(DER), diferente do DFD que serve para mostrar as funções, modela através de um diagrama os dados armazenados no sistema. Ele mostra em detalhes as informações contidas nos depósitos de dados do DFD, e o relacionamento existente entre eles[you 92]. 3.2 Gerenciamento de Projetos de Software Gerenciar um projeto consiste em planejar sua execução antes de iniciá-lo, acompanhar seu desenvolvimento e sua atuação após ser acabado. No planejamento do projeto são estabelecidas as metas(ou objetivos) a serem atingidos, as atividades a serem realizadas e a sua seqüência com base nos recursos necessários e disponíveis[pra 98]. Por se tratar de um processo que tem um determinado tempo para ser concluído, todo projeto passa por algumas etapas que se costuma chamar de ciclo de vida do projeto. Existem algumas fases que podemos considerar como sendo parte do ciclo de vida genérico de um projeto: Fase conceptual : inclui todas as atividades que vão desde a idéia inicial do assunto a se pesquisar, a qual engloba a elaboração da proposta até a aprovação da mesma. As decisões tomadas nesta fase, em meio a dúvidas e incertezas, são responsáveis pelos maiores efeitos e conseqüências do restante da vida do projeto [VAL 98]. Fase de planejamento e organização : fase em que o projeto é traçado com os mínimos detalhes necessários para sua execução e controle. Nesta etapa são determinadas as responsabilidades e as condições de controle, quanto a prazos, custos e desempenho. Fase de implementação : esta fase consiste na realização e controle das tarefas, ou seja, executar o que foi planejado e ajustar a execução quando necessário para atingir o objetivo, dentro das condições pré-determinadas. Fase de encerramento : os resultados do projeto são passados ao cliente que efetua a sua aprovação. Nesta fase além da aprovação do cliente que é o objetivo principal, a equipe realiza uma avaliação interna de todo o projeto, efetua as prestações de contas e entrega sua documentação final[val 98]. O gerenciamento de projetos de software tem algumas particularidades em relação aos projetos genéricos. Para realizar um projeto de software com sucesso, devese ter bem claro o seu escopo, os riscos que poderão ocorrer, as tarefas a serem

6 executadas, os pontos de controle a serem acompanhados, os recursos humanos, financeiros e materiais(hardware, software) necessários, o esforço empregado e o cronograma a ser seguido. Antes de iniciar o planejamento do projeto é necessário que os objetivos e o escopo estejam bem definidos, deve-se pensar em soluções alternativas, e identificar todas as restrições administrativas e técnicas que possam ocorrer. De posse dessas informações é possível ter uma estimativa de custo confiável, uma correta divisão das tarefas e programação do projeto[shn 02]. O uso da ferramenta PERT/CPM auxilia o gerente de projetos na divisão do trabalho, e consequentemente na distribuição dos recursos necessários para cada etapa, de maneira correta e eficaz [PRE 95].Nos itens a seguir ela apresentada com sua variáveis, técnicas e diferentes formas de utilização. 3.3 PERT/CPM Histórico O termo PERT/CPM surgiu na década de cinqüenta, como uma ferramenta de apoio no planejamento e controle de projetos, tendo grande influência no crescimento da gerência de projetos. [DAR 98]. O governo norte-americano, na década de 50, iniciou um projeto de construção de uma série de submarinos atômicos, o projeto POLARIS. Para gerenciar o POLARIS, foi criada uma equipe para planejar, fiscalizar e acompanhar a sua execução. A esta equipe deu-se o nome de PERT(Program Evaluation And Review Task Force). A equipe PERT inovou a gerência de projetos em algumas áreas, criando uma nova maneira de representar um projeto através de uma rede. O Projeto Polaris obteve grande êxito na sua execução. Terminado dentro do orçamento planejado e num período de apenastrês anos [DAR 98]. Atualmente, o termo PERT/CPM é usado para designar qualquer tipo de representação de projetos por rede. A maioria dos softwares de gerenciamento de projetos existentes no mercado, utilizam-no [DAR 98]. Nos itens a seguir serão apresentadas algumas técnicas e formas de utilização do PERT/CPM com mais detalhes [DAR 98] Diagrama de Setas em Escala O Diagrama de Setas em Escalas, utiliza o método Pert/CPM para solucionar as deficiências do Gráfico de Gantt, o qual não mostra claramente as dependências existentes entre as etapas do projeto. Neste diagrama substitui-se a barra do Gráfico de

7 Gantt por uma seta, sendo que a seqüência de setas mostra a dependência existente entre as atividades [DAR 98]. O primeiro diagrama da figura 1 mostra o diagrama de setas em escala, nele a seta tracejada mostra a dependência existente entre as atividades Primeiras Datas Em um projeto, toda atividade que o compõe, tem uma data de início e término, sendo assim, estas datas recebem o nome de primeiras datas de início e término. No primeiro diagrama apresentado na figura 1, é possível observar que a atividade E tem sua primeira data de início no dia 7, e sua primeira data de término no dia 12 [DAR 98]. Primeira Data de Início( PDI ) conhecida também como data de início mais cedo, refere-se a data em que a atividade deve ser iniciada, observando que as atividades que a antecedem respeitem as suas durações estimadas. Primeira Data de Término( PDT ) também conhecida como data de término mais cedo, refere-se a data de término da atividade que inicia em PDI e tem a sua duração respeitada [DAR 98] Folga Livre(FL) Folga livre da atividade refere-se a folga disponível a ela, contanto que não prejudique o início das suas sucessoras. Na figura 1, é possível observar no primeiro diagrama que, a atividade E tem seu término no dia 12, a atividade H que é sua sucessora tem seu início no dia 15. Verifica-se que entre o término da atividade E, e o início da atividade H, como mostra a seta tracejada, existem 2 dias de intervalo. Diz-se então, que a atividade E possui 2 dias de folga livre [DAR 98] Últimas Datas Quando uma atividade do projeto é colocada imediatamente antes da data de início da sua atividade sucessora, as datas de início e término da atividade recebem o nome de últimas datas de início e término [DAR 98]. Última Data de Término( UDT ) é a última data em que atividade pode ser encerrada. O não cumprimento desta data, pode comprometer o término do projeto na data prevista; Última Data de Início( UDI ) refere-se a data limite para início da atividade, para que ela possa ser concluída em UDT.

8 3.3.5 Folga Total(FT) folga total da atividade, é a soma da sua folga livre com as folgas livres das suas atividades sucessoras, ou a diferença entre UDT PDT ou UDI PDI Caminho Crítico O caminho crítico constitui-se em uma seqüência de atividades, que não podem sofrer atraso, com a penalidade de comprometer todo o projeto. É um fator de muita importância para o gerente de projetos, pois tendo o conhecimento destas atividades críticas, ele pode destinar seus melhores recursos, de pessoal e ferramentas, para a execução destas etapas. É claro que, também não se pode descuidar das outras etapas do projeto, pois se uma outra atividade consumir a sua folga total, as sucessoras estarão formando um novo caminho crítico no projeto [DAR 98] Diagrama de Setas Sem Escala No diagrama de setas sem escala, diferente do diagrama de setas com escala, o tamanho da seta que indica a atividade não é proporcional a sua duração. Para indicar as datas de início e término da atividade, estas são escritas ao lado da atividade. Quando for necessário alterar alguma data, somente alterasse as informações escritas ao lado da atividade, não sendo necessário desenhar o diagrama novamente [DAR 98]. O segundo diagrama da figura 1 mostra o diagrama de setas sem escala Diagrama de Blocos ou de Precedências Existem algumas diferenças entre o Diagrama de Blocos e os Diagramas de Setas. Uma delas é que no Diagrama de Blocos não existem atividades fantasmas, o que facilita nos cálculos, pois no diagrama de setas cerca de 20% a 40 % das atividades e eventos são fantasmas, o que implica em perda de tempo calculando atividades que não existem. O Diagrama de Setas é de fácil visualização e comunicação, por ser desenhado em escalas. Por outro lado, o seu desenho é muito trabalhoso, o que contribui para o baixo uso desta técnica [DAR 98].

9 Para desenhar o Diagrama de Blocos é bastante simples, basta partir de uma tabela de ordenação das atividades, e ir colocando os blocos de acordo com a ordem da tabela. Na figura 1 é possível observar as diferentes técnicas de utilização do PERT/CPM, mostrando a mesma seqüência de atividades com suas respectivas durações para os três exemplos [DAR 98]. FIGURA 1 Comparação Diagramas :Seta Com Escalas x Sem Escalas x Blocos [DAR 98] CMM(Capability Maturity Model for Software)

10 O CMM(traduzindo, Modelo de Maturidade da Capacitação), está relacionado a qualidade do software, e consequentemente a melhoria do seu processo de desenvolvimento [FIO 98]. O modelo CMM divide-se em cinco níveis, que estão relacionados à capacidade e maturidade que a empresa tem em desenvolver software. As técnicas do PERT/CPM complementam as propostas do CMM, auxiliando o gerente de desenvolvimento no planejamento e controle do projeto, podendo observar todo o desenvolvimento deste, e se necessário tomar ações corretivas para que este consiga cumprir suas tarefas dentro dos prazos, com recursos e orçamento estabelecidos. Como conseqüência, poderá se alcançar um produto final com maior qualidade e dentro do que foi planejado. Um dos princípios do CMM, é documentar toda e qualquer alteração no processo de desenvolvimento de software, ações de melhoria ou de correções, e comunicar todas as partes envolvidas no projeto [FIO 98]. 4. ESTUDO DE CASO Este item abordará aspectos relacionados ao setor de Tecnologia da Informação(TI) da empresa Chapecó Cia. Indl. de Alimentos(CCIA), apresentando um estudo do ambiente de desenvolvimento de sistemas da empresa, levantando as necessidades desta em relação aos projetos de software existentes. A Chapecó Cia. Indl. de Alimentos(CCIA), atua no ramo de abate e frigorificação de suínos e aves, sendo uma das maiores empresas neste segmento. A mais de cinqüenta anos atuando, tem um forte nome no mercado nacional, e também internacional, para onde destina algo em torno de 40% da sua produção. Na área de TI, a CCIA conta com uma equipe consideravelmente grande, com 36 funcionários. Destes, no Centro de Processamento de Dados(CPD), concentra-se o maior número. O pessoal de CPD, tem como principal função garantir a troca de informações entre as filiais, e a integridade desta para o usuário final. A equipe de CPD, também se reveza na área de suporte a microinformática e sistema operacional. A equipe de desenvolvimento de sistemas é composta pelo supervisor, 4 analistas e 3 programadores. Estes, além de dar suporte aos sistemas existentes, a cada dia são solicitados para desenvolver novos programas de computador que atendam a necessidade da empresa. 4.1 Necessidades Apontadas Junto à Equipe de Desenvolvimento

11 A partir do estudo de caso realizado no ambiente de desenvolvimento de sistemas da CCIA, pode-se apontar algumas necessidades do supervisor da área no controle dos projetos da empresa: Controle sobre quais projetos estão em andamento(iniciados, atrasados, cancelados, não iniciados); Controle de atividades por projeto(controlar o cumprimento dos prazos das atividades, para que não atrasem o término do projeto); Controle sobre quais projetos foram concluídos(por analista, por diretoria, por área, por usuário solicitante); Controle sobre o desempenho da equipe de desenvolvimento(atividades realizadas, o que foi concluído no prazo, o que está atrasado); Controle sobre alocação de mão de obra da equipe(quais setores ou áreas da empresa solicitaram mais serviços); Controle de versões dos programas(necessário para evitar o uso de programas com versões diferentes nas filiais). A partir das necessidades apontadas acima, no próximo item será apresentada a proposta de criação de um protótipo de controle e gerenciamento dos projetos de software, que servirá de apoio ao supervisor de desenvolvimento de sistemas da CCIA. 4.2 Proposta Com base nos conceitos abordados no item 3 deste artigo, conhecimentos sobre PERT/CPM e das necessidades apontadas no ambiente de TI e desenvolvimento de sistemas da CCIA, este trabalho propõe a criação de uma ferramenta protótipo de apoio no gerenciamento dos projetos de software da empresa. Dentre as funções que o protótipo irá disponibilizar destaca-se: controle sobre os projetos que estão em andamento, observando quais já foram iniciados, os que estão em atraso, os cancelados e os que ainda serão iniciados; utilizando as técnicas do PERT/CPM, possibilitar ao supervisor de sistemas da CCIA ter uma visão geral de como será o andamento do projeto. permitir ao gerente do projeto observar quais atividades não poderão sofrer atraso, identificando o caminho crítico do projeto através de suas datas de início e término, podendo assim, destinar seus melhores recursos computacionais e humanos para realizar estas tarefas. possibilitar ao gerente de desenvolvimento, identificar quais os setores ou usuários da empresa que mais solicitaram serviços da equipe;

12 manter um histórico de todos os projetos e atividades realizadas, permitindo assim a realização de estimativas para projetos futuros. Por estes motivos, o uso de uma ferramenta deste gênero é de grande importância para o supervisor de sistemas na seleção, planejamento e, principalmente, no acompanhamento dos projetos de software. 5. RESULTADOS ALCANÇADOS COM O PROTÓTIPO A apresentação de resultados obtidos a partir da utilização do protótipo proposto, é importante, para mostrar que o desenvolvimento de uma ferramenta de gerenciamento de projetos de software é muito útil para as organizações que desenvolvem programas de computador. Os resultados mostrados aqui são baseados nas necessidades levantadas no ambiente onde este será aplicado, mostrando também, a aplicação dos conceitos de controle e gerenciamento de projetos do método PERT/CPM utilizados no protótipo. 5.1 Implementação do Protótipo No desenvolvimento do protótipo, procurou-se contemplar os estudos realizados no sobre o PERT/CPM, juntamente com o levantamento dos requisitos do supervisor de desenvolvimento de sistemas da CCIA. O protótipo está dividido em cinco módulos. Um para cadastro de parâmetros, que serão usados nos demais módulos do protótipo. Módulo para cadastro de informações relacionadas as características da empresa onde o protótipo será aplicado. Módulo onde serão efetuados os cadastros e controle dos projetos da empresa. Módulo para geração de relatórios, mostrando os resultados alcançados nos projetos, e um módulo onde serão gerados gráficos dos resultados obtidos. 5.2 Alguns Resultados Obtidos com a Utilização do Protótipo Nos módulos de Relatório e Gráfico, o usuário do protótipo poderá dispor de informações relativas aos projetos da empresa. Através de gráficos o usuário pode obter dados do sistema como, a quantidade de projetos que está sendo realizado por filial, por setor, por analista responsável ou por usuário solicitante. Também dispõe de relatórios de acompanhamento de projetos onde as variáveis PERT/CPM são usadas. Abaixo é apresentado a tela de geração de relatórios. A tela de geração de gráficos é a mesma, a única mudança são as opções de geração.

13 FIGURA 2 Tela de Geração de Relatórios(Menu Relatório). A figura 3 mostra um gráfico geral dos projetos que estão em andamento na empresa. Permite ao gerente ter um controle dos projetos que estão em andamento. FIGURA 3 Gráfico Geral de Projetos por Filial(Menu Gráfico/Projeto)

14 A figura 4 mostra um gráfico de acompanhamento por projeto, onde o usuário informa o código do projeto e tem como retorno o status de todas as atividades do projeto. FIGURA 4 Gráfico de Projeto Por Código de Projeto/Status Atividade(Menu Gráfico/Projeto) 6. CONCLUSÕES FINAIS Os conceitos, técnicas e métodos apresentados neste artigo, utilizados para o desenvolvimento do protótipo de gerenciamento de projetos de software, certamente atenderão as necessidades de outras agroindústrias catarinenses do ramo frigorífico, que pretendam desenvolver um software deste tipo. Hoje, o gerenciamento de projetos é uma atividade de suma importância para a sobrevivência das organizações. Algumas empresas, já adotam um setor que trabalha somente com gerência e desenvolvimento de projetos. Na área de desenvolvimento de softwares não é diferente, as equipes precisam acompanhar as inúmeras mudanças que ocorrem no mercado, e constantemente necessitam atualizar os sistemas da empresa, para que esta consiga atender as necessidades do cliente. Para que a empresa tenha um bom aproveitamento do protótipo apresentado neste trabalho, sugere-se que este seja continuado e aprimorado, utilizando os seus recursos por completo. Para que o protótipo tenha uma aplicação mais direcionada aos

15 conceitos de engenharia de software, sugere-se para o melhoramento deste, em trabalhos futuros, o controle da análise de requisitos realizada diretamente no protótipo, assim como o controle das análises de risco, e o uso mais efetivo das métricas de software entre outros conceitos da engenharia de software que podem ser melhor estudados e utilizados. O objetivo deste trabalho foi apresentar um protótipo para auxílio aos gerentes ou supervisores da área de desenvolvimento de sistemas, no gerenciamento dos seus projetos. É necessário destacar a sua importância, pois trata-se de um trabalho que terá uma aplicação direta no gerenciamento dos projetos de software das agroindústrias, e que pode ter o seu uso facilmente adaptado as características de empresas de outros ramos que desenvolvem software, e até para outros tipos de projeto. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [PRA 98] PRADO, Darci Santos do. Planejamento e controle de projetos. Belo Horizonte : Desenvolvimento Gerencial, [DAR 98] PRADO, Darci Santos do. PERT/CPM. Belo Horizonte : Desenvolvimento Gerencial, [CHA 02] CHAPECÓ Informativo Comercial CHAPECÓ Informativo Comercial. Disponível por www em (29 abril 2002). [KLU 90] KLUGER, José Luiz Carlos; FERNANDES, Aguinaldo Aragon. Gerência de projetos de sistemas 2. ed. Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e Científicos Editora, [VAL 98] VALERIANO, Dalton L.. Gerência em Projetos Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia. São Paulo: Makron Books, [BUL 97] BULGARELLI, Waldírio. Manual das Sociedades Anônimas. 9. ed. Atual. São Paulo: Atlas, [KEL 90] KELLER, Robert. Análise estruturada na prática : Desmistificando mitos; Tradução Josué Gomes Duarte; Revisão técnica Laerte Garcia Martins. São Paulo: McGraw-Hill, [LAR 02] LARA, Jusane Farina Gerenciamento e Planejamento de Projetos - Disponível por www em (11 Abril 2002). [SHN 02] SHNEIDER, Ricardo Luiz. Fundamentos da Engenharia de Software. Disponível em www por (12 abril 2002).

16 [PRE 95] [FIO 98] [YOU 92] [ROC 01] PRESSMAN, Roger S. Engenharia de Software; Tradução José Carlos Barbosa Dos Santos; São Paulo: Makron Books, FIORINI, Soeli T; STAA, Arndt von; BAPTISTA, Renan Martins. Engenharia de Software com CMM; Rio de Janeiro: Brasport, YOURDON, Edward. Análise Estruturada Moderna; Tradução Dalton Conde de Alencar; Rio de Janeiro: Campus, ROCHA, Ana Regina Cavalcanti da; MALDONADO, José Carlos; WEBER, Kival Chaves. Qualidade de Software Teoria e Prática; São Paulo: Prentice Hall, 2001.

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