Resumo. Abstract. 1. Introdução

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Resumo. Abstract. 1. Introdução"

Transcrição

1 DE SENSORES E ATUADORES ATÉ OS SISTEMAS DE GESTÃO EMPRESARIAL UM ESTUDO DOS FLUXOS DE INFORMAÇÃO DE AUTOMAÇÃO E SEUS BENEFÍCIOS Antonio C. S. Mello 1, Elisabeth G. Bernardino 2, Fernando da S. Mota Júnior 3, Rafael P. Oliveira 4. Copyright 2013, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis - IBP Este Trabalho Técnico foi preparado para apresentação na VII Congresso Rio Automação, realizado em maio de 2013, no Rio de Janeiro. Este Trabalho Técnico foi selecionado para apresentação pelo Comitê Técnico do evento, seguindo as informações contidas no trabalho completo submetido pelo(s) autor(es). Os organizadores não irão traduzir ou corrigir os textos recebidos. O material conforme, apresentado, não necessariamente reflete as opiniões do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Sócios e Representantes. É de conhecimento e aprovação do(s) autor(es) que este Trabalho Técnico seja publicado nos Anais da VII Congresso Rio Automação. Resumo Os elementos de automação mais próximos dos processos produtivos de uma indústria, tais como sensores e atuadores, muitas vezes possuem informações que podem ser bastante úteis quando ultrapassam as tradicionais fronteiras dos níveis de supervisão e controle. Além das variáveis diretamente relacionadas à monitoração e controle dos processos, existe uma significativa massa de dados que pode ser utilizada para melhorar a produtividade da planta e aumentar a confiabilidade e disponibilidade dos ativos industriais, de forma a permitir um melhor planejamento das operações de produção e manutenção. Este trabalho se propõe a apresentar um estudo baseado em boas práticas e tendências de mercado, focandose em descrever os possíveis fluxos de dados abrangendo desde a Instrumentação, incluindo Sistemas de Gerenciamento de Ativos e Sistemas de Gestão Operacional, chegando até os Sistemas de Gestão de Empresarial. Este estudo também tem como objetivo apresentar as vantagens que essas trocas de informação podem oferecer a empresa como um todo. Abstract The automation elements closest to the industry processes, such as sensors and actuators, often have information that may be useful when transcending the traditional boundaries of supervisory and control level. Besides the variables directly related to processes monitoring and control, there is a significant mass of data that can be used to improve plant productivity and increase the reliability and availability of the industrial assets, allowing better planning of production operations and maintenance. This paper aims to present a study based on best practices and market trends, focusing on describing the possible data flows between Instrumentation, Asset Management Systems, Operations Management Systems, and Business Management Systems. This study also aims to present the advantages that these information exchanges can offer to the company as a whole. 1. Introdução Uma das primeiras atividades que deve ser realizada ao se conceber uma solução de automação cujos requisitos já são conhecidos é desenhar uma arquitetura organizando os vários elementos que a compõe. Esse desenho deve descrever, de maneira resumida, as características funcionais dos sistemas a serem utilizados e os elementos de hardware necessários para atender as demandas de um determinado empreendimento. Deve ainda tratar de detalhes relacionados às redes e padrões de comunicação que promoverão as trocas de informações necessárias entre seus elementos, representar estratégias para atender as necessidades de disponibilidade (redundância) e segurança da informação. Resumidamente, uma arquitetura de automação deve descrever de maneira geral as soluções que serão adotadas para atender as metas e requisitos do cliente e como as mesmas se inter-relacionam. Para compreender os possíveis fluxos de informação entre os diversos elementos que podem integrar uma solução de automação industrial, faz-se necessário entender como o mercado normalmente se refere a esses elementos e quais funções espera-se que sejam desempenhadas por cada um deles. Soluções de automação industrial têm inicio nos próprios processos a serem controlados e/ou monitorados, incluindo a definição dos sensores e atuadores adequados, 1 Especialista, Tecnólogo em Automação Industrial SIX Automação S.A. 2 Tecnóloga em Análise de Sistemas SIX Automação S.A. 3 Tecnólogo em Automação Industrial SIX Automação S.A. 4 Técnico em Automação SIX Automação S.A.

2 controladores programáveis, sistemas de supervisão, sistemas de gestão de operações de manufatura (cujo exemplo mais famoso é o MES) chegando até a integração com sistemas de gestão empresarial (tais como ERP e BI). A parte 1 da norma ANSI/ISA-95 (ISA, 2010) define um modelo hierárquico funcional, representado na Figura 1, que formaliza esta divisão funcional em níveis, assim como trata das possíveis interfaces de comunicação entre eles. Figura 1 - Modelo Hierárquico Funcional (ISA, 2010) Onde: Nível zero - Planta ou processo: Normalmente o processo físico de fabricação ou de produção. Nível um - Sensores e Atuadores: Monitoração e manipulação do processo. Nível dois - Monitoração, Supervisão e Controle dos processos: Dependendo da estratégia adotada o nível dois pode incluir Controladores Programáveis, SDCDs (Sistemas Digitais de Controle Distribuídos), sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) etc. Nível três - Sistemas de Gestão de Manufatura - Determinam o fluxo de trabalho/controle de receitas para produzir os produtos finais desejados. Nele são realizadas a manutenção de registros e a otimização dos processos de produção. Alguns exemplos de sistemas deste nível são o MES (Manufacturing Execution System), PIMS (Process Information Management System), LIMS (Laboratory Information Management System) e PAM (Plant Asset Management System). Nível quatro: Sistemas de Planejamento e Logística de Negócios Estabelecem o cronograma básico de produção da planta, utilização, entrega e transporte de materiais. Nele também são determinados os níveis de estoque. Como exemplo de sistema de nível quatro podemos citar o ERP (Enterprise Resource Planning). Um exemplo didático de uma arquitetura de automação estruturada de acordo com o modelo hierárquico funcional, com algumas soluções típicas de mercado representando as funcionalidades dos diversos níveis, pode ser visto na Figura 2. Este trabalho irá discorrer sobre a importância do fluxo de informações entre estes diversos níveis, tomando como foco as informações obtidas a partir dos elementos que estabelecem interface direta com o processo (neste trabalho a instrumentação, posicionada no nível um) ultrapassando os tradicionais níveis de controle e supervisão (nível dois). Além de monitorar ou interferir em um processo, dados da instrumentação inteligente podem ser utilizados para melhorar diversas outras operações industriais, tais como as operações de manutenção e de planejamento da produção (nível três), além de fornecer dados relevantes para as interfaces entre o nível três e os sistemas de gestão de negócios (nível quatro). 2

3 Figura 2 Exemplo de arquitetura de automação baseada no modelo hierárquico funcional da ISA Os próximos itens abordarão alguns dos possíveis fluxos de dados iniciados em sensores e atuadores inteligentes, e seus desdobramentos envolvendo os diversos níveis do modelo hierárquico funcional da ISA. 2. Sensores e Atuadores Na automação e controle de processos, diagnósticos consistentes dos dispositivos de campo podem representar uma notável economia no contexto de operação e manutenção. Além das informações do processo, dispositivos de campo inteligentes disponibilizam informações valiosas sobre o seu estado como alarmes de falha de sensor, temperatura interna alta, mudança de parâmetros, margem restante de desgaste, número de horas de operação, medidas de desempenho e etc. Para um melhor aproveitamento das informações disponibilizadas pelo dispositivo é importante saber manipulálas, fazendo as triagens necessárias, enviando-as para os sistemas e setores corretos. Por exemplo, informações de processo devem ser trocadas com os sistemas de operação e controle e informações de diagnósticos para os sistemas de manutenção e gerenciamento de ativos, podendo ainda ser integradas a outros sistemas como gestão operacional e gestão de negócios. A utilização adequada dos dados de instrumentos, facilitada pelo advento dos barramentos de campo (como por exemplo, o HART, PROFIBUS e FOUNDATION FIELDBUS), pode transformar preciosos bits e bytes em um relacionamento economicamente mais favorável, alem de possibilitar um ganho qualitativo do sistema como um todo Barramentos de Campo As redes (ou barramentos) industriais de campo são responsáveis pela comunicação entre o controle e os instrumentos. Por este motivo é importante conhecer um pouco sobre como elas acessam e enviam essas informações. Como referência, citaremos os principais padrões de comunicação do mercado industrial, que já tem uma ampla aceitação e consolidação de ferramentas, tais como, HART, Profibus e Foundation Fieldbus. Um importante conceito que devemos conhecer é que em redes industriais as informações pertinentes à gestão para manutenção trafegam através de conexões acíclicas ou assíncronas na rede. As informações de controle se valem de conexões cíclicas ou síncronas. Ou seja: dados que demandam respostas rápidas das estratégias de controle se utilizam das conexões cíclicas, de maior prioridade, e os dados de diagnóstico úteis à manutenção se valem das conexões acíclicas, de prioridade mais baixa, uma vez que faz pouca diferença se a informação sobre uma necessidade de manutenção chega em poucos milésimo de segundos ou vários segundos. Cada padrão de rede industrial tem suas particularidades quanto ao tratamento dos dados de diagnóstico. A figura a seguir detalha algumas das informações de diagnóstico do padrão Foundation Fieldbus. 3

4 Tabela 1 - Exemplo de dados de diagnóstico (BLOCK_ERR ) Foundation Fieldbus (National Instruments). Status Other (LSB) Block Configuration Error Link Configuration Error Simulate Active Local Override Device Fault State Set Device Needs Maintenance Soon Input Failure / BAD PV Status Output Failure Memory Failure Lost Static Data Lost NV Data Readback Check Failed Device Needs Maintenance Now Power-up Out-of-Service (MSB) Descrição Condição de erro indefinida O bloco detectou um erro na sua configuração. Isso geralmente indica um parâmetro estático foi deixado não inicializado. A conexão lógica entre esse bloco e outro bloco esta incorreta. Para blocos de funções de I/O isso indica que a simulação está habilitada. Para o bloco de recursos, isso indica que o jumper de simulação foi definido, permitindo que a simulação seja ativada em outros blocos. O bloco está substituído localmente o valor de saída. Isto pode ser o resultado de um intertravamento ou estado de falha. O bloco de comportamento estado de falha está ativo O dispositivo está relatando degradação de desempenho, e em breve necessitará de manutenção. O canal transdutor de entrada relatou uma falha, ou o parâmetro de entrada de um bloco a montante relatou uma falha. Para um bloco AI, isto pode ser causado pela detecção de um circuito aberto no módulo de entrada. O canal transdutor de saída relatou uma falha. Para um bloco AO, isso pode indicar que saída não pôde atender ao pedido atual, talvez devido a um circuito aberto. O armazenamento de parâmetros não voláteis e estáticos foi corrompido. O dispositivo não consegue restaurar os valores dos parâmetros não voláteis após um reinício. O valor lido a partir do canal de saída não corresponde ao valor para o qual o mesmo foi comandado. O dispositivo requer manutenção agora O dispositivo está sendo iniciado O bloco está atualmente fora de serviço. Podemos observar que algumas das informações disponíveis mencionadas nas tabelas anteriores podem ser bastante úteis, tanto para alertar o controle e supervisão da planta que as informações de um instrumento podem não ser atualmente confiáveis, quanto para comunicar uma falha ou iminência de falha para a equipe de manutenção. Observe que o status Device Needs Maintenance Soon alerta sobre um nível de degradação que exige cuidados antes do instrumento se tornar inoperante. De forma similar ao Foundation Fieldbus, os protocolos HART e Profibus também possuem blocos padronizados com informações de diagnósticos prontas para serem utilizadas pelas ferramentas e sistemas adequados. A tabela que segue representa os indicadores de estado de um instrumento HART. Repare que um dos status disponíveis em HART, o Maintenance Required também pode alertar sobre uma necessidade de manutenção antes que o dispositivo não possa mais ser utilizado para fins de controle e medição. Tabela 2 - Indicadores de estado de dispositivos HART (Helson) Status Device Malfunction Device Variable Alert Cold Start Configuration Changed Configuration Descrição Indica que um erro que impede o funcionamento adequado do dispositivo foi detectado. Hosts devem considerar isso como um alarme e abster-se de usar o dispositivo para aplicações de controle de processo. Este bit indica que alguma variável do dispositivo está em estado de alarme ou aviso. Permite a detecção de problemas de qualidade de dados mesmo em variáveis que não estão sendo ativamente monitoradas. Este bit é acionado quando o dispositivo é energizado após ter sido reiniciado. Ele é normalizado automaticamente pelo primeiro comando recebido do host. Este bit é acionado em qualquer momento em que alguma configuração do dispositivo é alterada. Esse bit só pode ser normalizado por um comando do host (mesmo que o dispositivo seja reiniciado, este estado é mantido) É um contador de 16 bits, incrementado a cada mudança de configuração do dispositivo. Este 4

5 Change Counter Maintenance Required More Status Available Non PV Out of Limits PV Out of Limits Loop Current Fixed Loop Current Saturated valor não pode ser zerado, mesmo que o dispositivo seja reiniciado. Este bit indica que, embora o dispositivo não esteja em estado de mau funcionamento, ele requer manutenção. Indica que bits status adicionais estão atualmente acionados e podem ser úteis para o host. Estas informações adicionais podem ser usadas para tornar corrigir medições e adequá-las para o sistema de controle. Este status é acionado quando qualquer variável do dispositivo, além da(s) relacionada(s) na malha atual, atinge o limite superior ou inferior de seu transdutor. Os limites podem ser elétricos (por exemplo, o sensor de um transmissor) ou mecânicos (por exemplo, os limites de curso de um atuador). Quando a variável do dispositivo (entrada ou saída), relacionada à malha atual, atinge os limites superior ou inferior do transdutor. Indica que a malha atual não está respondendo às mudanças do processo. Indica que o host não deve usar o sinal da malha para fins de controle. Dispositivos HART calculam continuamente os valores digitais para as suas variáveis, dentro dos seus limites máximo e mínimo. Quando o valor digital de uma variável ultrapassa seus demasiadamente seus limites, a malha vai saturar. Nesse ponto devemos compreender que existem dois destinos que os dados de instrumentos inteligentes devem tomar. Eles devem fluir entre sistemas de controle e supervisão (nível dois) ou entre sistemas de gestão de manufatura (nível três). Os dados do processo, assim como o mínimo de informações de diagnóstico para atestar a qualidade desses sinais, são trocados com sistemas de nível dois (normalmente controladores programáveis ou acopladores de redes de campo) para atender às necessidades de controle e supervisão. Esses dados podem ainda fluir dos sistemas de nível dois para sistemas de nível três, de modo a contribuir com a Gestão de Operações da Manufatura. Em processos contínuos, por exemplo, e relativamente comum que esses fluxos ocorram com sistemas PIMS, e em processos de batelada ou manufaturas discretas esses fluxos podem ocorrer com sistemas do tipo MES ou sistemas que possuam algumas de suas funções. Informações detalhadas de diagnóstico devem fluir para sistemas específicos, normalmente sistemas de Gerenciamento de Ativos de Instrumentação (em inglês denominados Plant Asset Management ou simplesmente PAM) e/ou sistemas de Gestão de Ativos Empresariais (em inglês Enterprise Asset Management, ou EAM) posicionados respectivamente nos níveis três e quatro do modelo hierárquico da ANSI/ISA-95. Sistemas de nível três, incluindo os exemplos citados nos parágrafos anteriores, serão abordados no próximo item deste trabalho. 3. Gestão de Operações de Manufatura Conforme definido na parte 3 da norma ANSI/ISA-95, as atividades relacionadas à gestão de operações de manufatura visam coordenar pessoas, equipamentos, materiais e energia com o objetivo de transformar peças ou matériasprimas em produtos. Estas atividades, que podem ser realizadas por equipamentos, esforços humanos e sistemas informatizados, abrangem a gestão da programação de atividades, da capacidade atual de um ou mais recursos, das definições de um produto ou procedimento, dos dados históricos e da condição (estado) de todos os recursos envolvidos. Estas atividades subdividem-se em quatro grandes grupos: Gestão de Operações de Produção, de Estoque, de Manutenção e de Qualidade. As mesmas encontram-se representadas dentro da área sombreada circundada pela linha tracejada grossa na Figura 3, assim como as interfaces entre elas e outras atividades normalmente desempenhadas por sistemas do nível quatro. Note que algumas elipses estão totalmente fora da área sombreada, indicando atividades normalmente desempenhadas exclusivamente por sistemas de nível quatro, e outras elipses estão representadas apenas parcialmente dentro da área sombreada, indicando que algumas das atividades que a compõe seriam desempenhadas por sistemas de nível quatro e outras por sistemas de nível três. A parte três da norma ANSI/ISA-95 apresenta modelos de atividades para cada um dos grupos de gestão de operações de manufatura. A Figura 4 representa o modelo comentado de atividades relacionadas à gestão de operações de manutenção, onde podemos verificar mais detalhadamente onde atuam os fluxos de dados referentes a diagnósticos e comandos relativos a operações desta natureza com a instrumentação inteligente. 5

6 Figura 3 - Modelo de Gestão de Operações de Manufatura (ISA, 2005) Figura 4 - Modelo de Atividades de Gestão de Operações de Manutenção (ISA, 2005) Como mencionado anteriormente, parte das atividades de gestão de operações de manutenção pode ser realizada por sistemas de gerenciamento de ativos de instrumentação. Esse tipo de sistema será abordado no próximo item. 4. Sistemas de Gerenciamento de Ativos de Instrumentação Sistemas de gerenciamento de ativos de instrumentação, mais especificamente aqueles capazes de realizar monitoração contínua das condições dos instrumentos a eles interligados (por exemplo, estabelecendo comunicação através das tecnologias HART, PROFIBUS e FIELDBUS FOUNDATION) processam organizam e representam 6

7 graficamente informações para o uso das equipes de manutenção (Hokeness). Algumas das atividades que tipicamente são realizadas por sistemas desse tipo são: Parametrização remota de instrumentos. Apoia as tarefas de manutenção de rotina, incluindo calibrações e solução de problemas. Alertar os responsáveis quando os sinais de desgaste que exigem ações imediatas são detectados, possibilitando manutenção preditiva em equipamentos essenciais, de modo a evitar onerosas paradas não programadas. Automatiza a disponibilização de documentação relacionada às atividades de manutenção. Cria um registro de auditoria, que permite aos usuários monitorar facilmente as mudanças realisadas. 4.1 Comunicações entre Sistemas de Gerenciamento de Ativos de Instrumentação e Instrumentação Inteligente As trocas de dados entre sistemas de gerenciamento de ativos e instrumentos normalmente utilizam ao menos uma das seguintes tecnologias: DTM (Device Type Manager), usado pela tecnologia FDT (Field Device Technology); EDDL (Electronic Device Description Language); Estas tecnologias trabalham com conceitos similares. Nelas todos os diferentes dispositivos conectados a uma ou mais redes devem possuir um arquivo que descreve o funcionamento de cada tipo de dispositivo. Este arquivo, ou driver, tanto pode ser um arquivo de texto como é o caso dos DD (Device Description) na tecnologia EDDL, quanto pode ser uma extensão de programa (DLL) como no caso do DTM na tecnologia FDT (Cassiolato). A tecnologia FDT se propõe a padronizar comunicação e interfaces de configuração entre os dispositivos de campo e sistemas host, onde o FDT fornece um ambiente comum para acessar recursos dos dispositivos. Qualquer dispositivo aderente a essa tecnologia pode ser configurado, operado e mantido pela interface de usuário padrão, Independentemente do fornecedor ou padrão de comunicação (FDT Group). A interface FDT consiste na especificação que descreve a troca de dados padronizada entre dispositivos e sistema de controle ou engenharia ou ferramentas de gerenciamento de ativos. DTMs são classificados em duas categorias: Device DTMs e CommDTMs, onde (FDT Group): Device DTMs o São fornecidos pelo fabricante do dispositivo o Representam a lógica e os parâmetros de um dispositivo o Possuem Interface padronizada para a aplicações FDT o Podem ser usados em qualquer aplicação FDT CommDTMs o Representam os componentes de comunicação, como placas de comunicação de computadores, acopladores, gateways, Remote I / O e Linking Devices. O DTM fornece uma estrutura unificada para acessar os parâmetros do dispositivo, configura-los e diagnosticar problemas. DTMs podem variar desde uma simples interface gráfica para definição dos parâmetros do dispositivo até uma aplicação complexa capaz de executar cálculos em tempo real com a finalidade de realização diagnósticos. O FDT especifica interfaces padronizadas que garantem a conectividade e interoperabilidade entre uma ferramenta de engenharia e os equipamentos de campo, através dos seus DTMs. Desta forma, uma ferramenta de engenharia que implemente as especificações FDT pode integrar equipamentos de qualquer fabricante para o qual se tenha um DTM disponível (Cassiolato). Já a EDDL ou Electronic Device Description Language é uma linguagem baseada em texto cujo objetivo é a descrição de características de comunicação de dispositivos inteligentes, de forma a ser independente de recursos de sistemas operacionais softwares de supervisão. Entre estas características estão variáveis de processo, dados de diagnósticos, detalhes de calibração e configuração. Em termos simples, DD, DDL, EDD, EDDL são termos relacionados. DD é o nome original. DD e EDD se referem ao arquivo em si, enquanto DDL e EDDL referem-se à linguagem usada para escrever o arquivo. 5. Enterprise Asset Management Systems (EAM) Sistemas EAM, posicionados no nível quatro do modelo hierárquico funcional da ANSI/ISA-95, gerenciam e aperfeiçoam as atividades relacionadas à manutenção, tais como a programação destes serviços, fluxo de trabalho, estoque (peças de reposição, ferramentas, consumíveis, etc.), compras (para repor os estoques relativos manutenção) dentre outras. Ou seja, normalmente são sistemas EAM que disparam as ordens de serviço de manutenção, visando garantir que esses serviços serão realizados pelos profissionais com as qualificações adequadas e que as ferramentas e peças necessárias estejam disponíveis no momento e local planejados para a execução dos serviços. Sistemas EAM também tem a função gerir os estoques de materiais envolvidos nas atividades de manutenção, informando ao setor de aquisição sobre as necessidades de reposição. 7

8 Sistemas de gerenciamento de ativos podem ser integrados com um sistema EAM para fornecer alertas sobre falhas de dispositivos e principalmente iminências de falhas, e assim reduzir custos de manutenção e aumentar a disponibilidade do processo. Isso pode ser realizado através de um processo automatizado de geração de ordens de serviço com base na monitoração contínua de condições feita pelos sistemas de gerenciamento de ativos de instrumentação. As vantagens relacionadas à possibilidade de manutenção preditiva são evidentes, entretanto existem outras como a possibilidade de eliminação de erros humanos na entrada de dados que detalham a necessidade de manutenção. Vale lembrar que, embora o foco deste trabalho seja o fluxo de dados oriundos da instrumentação inteligente, existem outros tipos de sistemas de gerenciamento de ativos que podem ser utilizados de maneira bastante vantajosa na integração com sistemas EAM. Um exemplo são os sistemas de gerenciamento de ativos de maquinas rotativas, que normalmente monitoram continuamente variáveis tais como vibração e temperatura de equipamentos, e com base nessas informações conseguem estimar a degradação e consequentemente alertar sobre uma necessidade de manutenção antes da ocorrência de uma falha crítica. 6. Fluxo de Dados Entre a Instrumentação Inteligente e Outros Sistemas As informações dos instrumentos inteligentes seguem ainda outro caminho, conforme mencionado no item 2.1 deste trabalho. Sob a ótica de controle e supervisão os fluxos de dados ocorrem normalmente entre os instrumentos e controladores programáveis (que podem, por exemplo, possuir módulos de entrada e saída habilitados para HART), ou entre instrumentos e hosts que podem, por exemplo, concentrar segmentos Foundation Fieldbus ou Profibus PA. Esses elementos podem inclusive servir como ponte para permitir a comunicação entre os instrumentos e sistemas de gerenciamento de ativos de instrumentação. Os dados dos instrumentos que dizem respeito à monitoração e controle do processo, juntamente com a informação resumida de diagnóstico que ateste a qualidade desses sinais, seguem normalmente para sistemas de supervisão e IHMs (interfaces Humano Máquina), e dependendo da solução de automação adotada podem seguir também para soluções PIMS. PIMS são sistemas posicionados no nível três, que adquirem dados do processo através de diversas fontes distintas, armazenam essas variáveis num banco de dados históricos e os disponibilizam através de diversas formas de representação. PIMS também são frequentemente utilizados para disponibilizar dados do processo para outros sistemas de nível igual ou superior tais como MES ou ERP. Um dos principais benefícios de um PIMs é permitir a compreensão das situações operacionais que se apresentam, e compará-las com situações padrões previamente arquivadas. Uma prática comum é se armazenar todos os dados de preparação da linha (set-up) para associá-los aos resultados obtidos. Se um resultado melhor é obtido, este resultado passa a constituir um benchmarking para aquela instalação e a repetição do resultado passa a ser perseguida (Seixas Filho). 7. Interfaces de Comunicação Entre os Níveis Dois e Três As primeiras interfaces de comunicação entre sistemas de nível dois (tipicamente entre controladores programáveis e sistemas de supervisão) envolvendo computadores com versões do sistema operacional Windows utilizavam drivers de comunicação proprietários (que ainda são usados atualmente, embora em escala bem menor). As tecnologias OLE (Object Linking and Embedding), COM (Component Object Model) e DCOM (Distributed Component Object Model), que começavam a surgir na década de 1990 introduzidas pela Microsoft permitiam às aplicações interoperar e comunicar com módulos distribuídos através de uma rede de computadores. No entanto, até este momento, a comunicação era particular de cada fabricante. Figura 5 Comunicações envolvendo as tecnologias OLE e COM 8

9 Com o objetivo de padronizar as tecnologias OLE, COM e DCOM em aplicações de controle de produção, os principais fabricantes de hardware e software constituíram uma organização, a OPC Foundation, da qual resultou o padrão de comunicação OPC (OLE for Process Control). Este é o nome dado a uma interface padronizada de comunicação, baseada no conceito cliente servidor que foi criada na tentativa de minimizar os problemas relacionados à inconsistência dos drivers de equipamentos industriais de diferentes fabricantes. Comparando a Figura 5 com a Figura 6 podemos observar que não são mais necessários diversos drivers proprietários instalados nos computadores numa arquitetura baseada em OPC, uma vez que um mesmo cliente OPC pode estabelecer comunicação com diversos servidores OPC. Figura 6 Comunicações envolvendo Clientes e Servidores OPC O primeiro padrão de comunicação OPC desenvolvido foi o OPC DA (Data Acess), preparado apenas para prover acesso a dados. Posteriormente surgiram os padrões OPC AE (Alarms and Events), OPC HDA (Historical Data Access) e OPC XD (Data Exchange). Atualmente a OPC Foundation está desenvolvendo o OPC UA (Unified Archtecture), que tem como objetivo integrar as funcionalidades dos diversos padrões OPC. Arquiteturas de automação novas tendem a ter suas trocas de dados baseadas no padrão OPC, ao menos no que tange a interfaces entre sistemas de nível dois e interfaces entre os níveis dois e três. 8. Interfaces de Comunicação Entre os Níveis Três e Quatro Os mundos de TA (tecnologia de automação) e TI (tecnologia de informação) se desenvolveram com suas próprias soluções e terminologias, e por muito tempo se mantiveram trocando pouca ou nenhuma informação automaticamente. Entretanto as necessidades de integração entre esses dois mundos tem se mostrado cada vez mais importante para uma melhor condução dos negócios de uma indústria. No que tange a este trabalho, os sistemas de nível quatro são nativamente do mundo de TI e sistemas dos níveis um e dois nativamente de TA. Sistemas de nível três frequentemente integram as informações dos dois mundos, e frequentemente promovem trocas de informações entre eles. OU seja: Normalmente sistemas de nível três utilizam os padrões de comunicação de ambos. No que tange as interfaces entre os níveis três e quatro, a especificação XML DA foi a primeira tentativa de permitir a interoperabilidade dos sistemas através de troca de informações usando dados em XML. A chave para a interoperabilidade é a arquitetura orientada a serviços, provindos através dos chamados Web Services, que são serviços que transportam dados em XML entre as aplicações podendo também trafegar na internet. Essa tecnologia é provida pela união das tecnologias SOAP (baseada em XML), HTTP e TCP/IP. Os Web Services são como aplicações que existem em um ambiente distribuído como a Internet, capazes de aceitar um pedido/requisição, executar uma ação e retornar uma resposta. Tanto o pedido quanto a resposta usualmente têm a forma de um documento XML e são entregues via Hypertext Transfer Protocol (HTTP). SOAP (Simple Object Access Protocol) é um protocolo projetado para invocar aplicações remotas ou trocas de mensagens, em um ambiente independente de plataforma e linguagem de programação. SOAP é, portanto, um padrão normalmente aceito para se utilizar com Web Services. Desta forma, pretende-se garantir a interoperabilidade e intercomunicação entre diferentes sistemas, através da utilização de uma linguagem (XML) e mecanismo de transporte (HTTP) padrões. WSDL (Web Service Description Language) é um documento em XML que descreve os protocolos que podem ser utilizados para acessar o web service. No WSDL estão definidos: a URL de acesso, o nome do web service, a descrição de cada método e como fazer a solicitação via SOAP, HTTP GET ou HTTP POST. UDDI (Universal Description, Discovery and Integration) é o protocolo desenvolvido para a organização e registro de Web Services. É um esforço da indústria para permitir que os comerciantes conseguissem encontrar Web 9

10 Services de forma rápida, fácil e dinâmica, além de interagir uns com os outros. O UDDI é basicamente um diretório de Web services que oferece às empresas uma maneira fácil de registrar e localizar serviços. Figura 7 Arquitetura de comunicação baseada em Web Services 8. Conclusões No decorrer deste trabalho foram apresentadas vantagens atreladas à utilização dos possíveis fluxos de informação envolvendo os níveis de um a quatro do modelo hierárquico funcional da ANSI/ISA-95, assim como algumas das principais tecnologias utilizadas para promover essa integração. A maioria das soluções mencionadas já é utilizada em grande parte das indústrias, ao menos de forma isolada. A intenção deste trabalho é a de apresentar as vantagens da integração entre essas soluções, usando como exemplo os desdobramentos das comunicações oriundas da instrumentação inteligente. Entretanto é importante ressaltar que essa integração não significa apenas escolher os dispositivos e sistemas mais adequados e as melhores alternativas para promover os fluxos de dados entre eles. Trata-se de uma decisão corporativa, que envolve a conscientização e participação dos vários setores envolvidos na determinação de uma solução que contribua para levar uma empresa aos níveis de excelência operacionais e de gestão desejados. 9. Referências Cassiolato, C. (s.d.). EDDL - Electronic Device Description Language & FDT/DTM Field Device Tool/ Device Type Management & FDI - Field Device Integration. Acesso em 27 de Outubro de 2012, disponível em FDT Group. (s.d.). FDT technology, what is it? Acesso em 11 de Novembro de 2012, disponível em Helson, R. (s.d.). HART Communication: Driving New Product Developments. Acesso em 12 de Outubro de 2012, disponível em 57b9a8a db6bfefff&DB_KEY=V0VCRklMRVM%3D Hokeness, S. (s.d.). Online Asset Management Software Uses Field-based Data to Automate Enterprise Asset Management System. Acesso em 9 de Setembro de 2012, disponível em ISA. (2005). Enterprise-Control System Integration Part 3: Activity Models of Manufacturing Operations Management. ISA. ISA. (2010). Enterprise-Control System Integration Part 1: Models and Terminology. ISA. National Instruments. (s.d.). FOUNDATION FIELDBUS - NI-FBUS Configurator User Manual. Acesso em 19 de Outubro de 2012, disponível em Seixas Filho, C. (s.d.). PIMS -Process Information Management System Uma introdução. Acesso em 27 de Outubro de 2012, disponível em 10

Redes Industriais. Alexandre Rocha Alysson Geisel

Redes Industriais. Alexandre Rocha Alysson Geisel Redes Industriais OPC OLE for Process Control Alexandre Rocha Alysson Geisel 1 O que é OPC? Padrão de comunicação entre os dispositivos de chão de fábrica e os sistemas de automação e informação, desenvolvido

Leia mais

Integração de Sistemas Industriais com a Suíte GE Proficy

Integração de Sistemas Industriais com a Suíte GE Proficy Integração de Sistemas Industriais com a Suíte GE Proficy Ricardo Caruso Vieira Aquarius Software Revista Cadware Ed.22 versão online 1. Introdução Há mais de duas décadas, a indústria investe intensamente

Leia mais

MANUAL DO USUÁRIO. AssetView FDT. AssetView FDT

MANUAL DO USUÁRIO. AssetView FDT. AssetView FDT MANUAL DO USUÁRIO AssetView FDT AssetView FDT A S T V W F D T M P www.smar.com.br Especificações e informações estão sujeitas a modificações sem prévia consulta. Informações atualizadas dos endereços estão

Leia mais

Integração de Sistemas Industriais com a Suíte GE Proficy

Integração de Sistemas Industriais com a Suíte GE Proficy Integração de Sistemas Industriais com a Suíte GE Proficy Ricardo Caruso Vieira Aquarius Software 1. Introdução Há mais de duas décadas, a indústria investe intensamente em sistemas ERP (Enterprise Resource

Leia mais

PIMS Process Information Management System

PIMS Process Information Management System INTRODUÇÃO O setor industrial vem sofrendo constantes pressões para alcançar a excelência operacional, objetivando garantir sua competitividade. Algumas das principais pressões observadas são: redução

Leia mais

AUTOMAÇÃO SUPERVISÃO E CONTROLE E A APLICAÇÃO DA ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS SOA.

AUTOMAÇÃO SUPERVISÃO E CONTROLE E A APLICAÇÃO DA ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS SOA. AUTOMAÇÃO SUPERVISÃO E CONTROLE E A APLICAÇÃO DA ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS SOA. Uma significativa parcela dos sistemas de automação de grandes empresas são legados de tecnologias de gerações anteriores,

Leia mais

1 Gerenciamento de Ativos

1 Gerenciamento de Ativos 1 Gerenciamento de Ativos 1 - OBJETIVO Esse documento tem por objetivo a especificação do sistema de gerência de ativos para um sistema de automação. 2 - CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS Esse documento foi baseado

Leia mais

Sistemas de Automação

Sistemas de Automação Sistemas de Automação Introdução Walter Fetter Lages w.fetter@ieee.org Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Elétrica Programa de Pós-Graduação em Engenharia

Leia mais

Gerência da Informação nos Processos de Automação Industrial

Gerência da Informação nos Processos de Automação Industrial Gerência da Informação nos Processos de Automação Industrial Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Redes Industriais Professor Affonso Alessandro J. de Souza / Affonso Guedes Objetivos Discorrer

Leia mais

O Padrão de Comunicação OPC e Suas Características

O Padrão de Comunicação OPC e Suas Características O Padrão de Comunicação OPC e Suas Características Ana Clara Ratunde, Matheus Costa Santos e Yago Oliveira Cruz Resumo As diferenças que existem entre os padrões dos protocolos de comunicação sempre impediram

Leia mais

AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL

AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL Automação e Controle AR026 SUMÁRIO I. Sistemas Supervisórios... 3 II. Automação... 4 III. Arquitetura de Redes Industriais... 5 IV. Comunicação entre Supervisório e CLP...7 V. O Protocolo

Leia mais

GERENCIAMENTO DE ATIVOS. Como usar as informações das Redes Profibus e Profinet para Diagnósticos e Manutenção de Equipamentos de Automação

GERENCIAMENTO DE ATIVOS. Como usar as informações das Redes Profibus e Profinet para Diagnósticos e Manutenção de Equipamentos de Automação GERENCIAMENTO DE ATIVOS Como usar as informações das Redes Profibus e Profinet para Diagnósticos e Manutenção de Equipamentos de Automação DIRETRIZ SUA AUTOMAÇÃO TEM INTELIGÊNCIA? SEU SISTEMA ENTREGA INFORMAÇÃO?

Leia mais

FOUNDATION FIELDBUS NA INDÚSTRIA DE PROCESSO

FOUNDATION FIELDBUS NA INDÚSTRIA DE PROCESSO o PROTOCOLO FOUNDATION FIELDBUS NA INDÚSTRIA DE PROCESSO Sup. Eng. de Aplicação de Sistemas da YokogawaAmérica do Sul Neste trabalho discorre-se sobre a rede foundation fieldbus, situando-a dentro do universo

Leia mais

INFRAESTRUTURA DE TI E TECNOLOGIAS EMERGENTES

INFRAESTRUTURA DE TI E TECNOLOGIAS EMERGENTES Sistema de Informação e Tecnologia FEQ 0411 Prof Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br Capítulo 5 INFRAESTRUTURA DE TI E TECNOLOGIAS EMERGENTES PRADO, Edmir P.V.; SOUZA, Cesar A. de. (org). Fundamentos

Leia mais

MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com. Gerenciamento e Administração de Redes

MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com. Gerenciamento e Administração de Redes MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com Gerenciamento e Administração de Redes 2 Gerência de Redes ou Gerenciamento de Redes É o controle de qualquer objeto passível de ser monitorado numa estrutura de

Leia mais

Sumário. TI Industrial Mercado Empresas Perfil do profissional Disciplinas Conclusão

Sumário. TI Industrial Mercado Empresas Perfil do profissional Disciplinas Conclusão Prof. Ricardo Lüders (DAINF/CPGEI) Prof. Flávio Neves Jr (DAELN/CPGEI) Sumário TI Industrial Mercado Empresas Perfil do profissional Disciplinas Conclusão Vídeo: STUXNET http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=dbmlkomu3au

Leia mais

Sistemas SCADAS. Apresentação dos sistemas de supervisão do mercado de automação: - Elipse E3 (fabricante Eilpse)

Sistemas SCADAS. Apresentação dos sistemas de supervisão do mercado de automação: - Elipse E3 (fabricante Eilpse) A palavra SCADA é um acrônimo para Supervisory Control And Data Acquisition. Os primeiros sistemas SCADA, basicamente telemétricos, permitiam informar periodicamente o estado corrente do processo industrial,

Leia mais

Adicionando valor na produção

Adicionando valor na produção Adicionando valor na produção Em um mercado global altamente competitivo e em constantes transformações, a otimização do resultado dos processos de produção é fundamental. Pressões ambientais e de custo,

Leia mais

Gerenciamento de Redes

Gerenciamento de Redes Gerenciamento de Redes As redes de computadores atuais são compostas por uma grande variedade de dispositivos que devem se comunicar e compartilhar recursos. Na maioria dos casos, a eficiência dos serviços

Leia mais

Service Oriented Architecture (SOA)

Service Oriented Architecture (SOA) São Paulo, 2011 Universidade Paulista (UNIP) Service Oriented Architecture (SOA) Prof. MSc. Vladimir Camelo vladimir.professor@gmail.com 04/09/11 vladimir.professor@gmail.com 1 04/09/11 vladimir.professor@gmail.com

Leia mais

Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados. SCADA - Supervisory Control and Data Aquisition

Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados. SCADA - Supervisory Control and Data Aquisition Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados SCADA - Supervisory Control and Data Aquisition São sistemas que utilizam software para monitorar e supervisionar as variáveis e os dispositivos de sistemas

Leia mais

O que são sistemas supervisórios?

O que são sistemas supervisórios? O que são sistemas supervisórios? Ana Paula Gonçalves da Silva, Marcelo Salvador ana-paula@elipse.com.br, marcelo@elipse.com.br RT 025.04 Criado: 10/09/2004 Atualizado: 20/12/2005 Palavras-chave: sistemas

Leia mais

UFG - Instituto de Informática

UFG - Instituto de Informática UFG - Instituto de Informática Especialização em Desenvolvimento de Aplicações Web com Interfaces Ricas EJB 3.0 Prof.: Fabrízzio A A M N Soares professor.fabrizzio@gmail.com Aula 13 Web Services Web Services

Leia mais

Sistemas Supervisórios

Sistemas Supervisórios Sistemas Supervisórios Prof a. Michelle Mendes Santos michelle@cpdee.ufmg.br Sistemas Supervisórios Objetivos: Apresentação e posicionamento da utilização de sistemas supervisórios em plantas industriais;

Leia mais

PIMS & MES Process Information Management Systems & Manufacturing Execution Systems

PIMS & MES Process Information Management Systems & Manufacturing Execution Systems PIMS & MES Process Information Management Systems & Manufacturing Execution Systems Prof. Ricardo J. Rabelo UFSC Universidade Federal de Santa Catarina DAS Departamento de Automação e Sistemas SUMÁRIO

Leia mais

2 Conceitos relativos a Web services e sua composição

2 Conceitos relativos a Web services e sua composição 15 2 Conceitos relativos a Web services e sua composição A necessidade de flexibilidade na arquitetura das aplicações levou ao modelo orientado a objetos, onde os processos de negócios podem ser representados

Leia mais

Projeto de Monitoração e Melhoria Contínua com Six-Sigma, IoT e Big Data

Projeto de Monitoração e Melhoria Contínua com Six-Sigma, IoT e Big Data Projeto de Monitoração e Melhoria Contínua com Six-Sigma, IoT e Big Data Contexto As pressões do mercado por excelência em qualidade e baixo custo obrigam as empresas a adotarem sistemas de produção automatizados

Leia mais

Controle e Automação

Controle e Automação Controle e Automação Sistemas Supervisórios rios e Comunicação OPC Prof. Carlos Conceitos Iniciais Informação Dado Modelos de Redução de Dados Sistemas Supervisórios rios Sistemas SCADA Supervisão e Controle,

Leia mais

Rodrigo Baleeiro Silva Engenheiro de Controle e Automação. Introdução à Engenharia de Controle e Automação

Rodrigo Baleeiro Silva Engenheiro de Controle e Automação. Introdução à Engenharia de Controle e Automação Rodrigo Baleeiro Silva Engenheiro de Controle e Automação (do latim Automatus, que significa mover-se por si) ; Uso de máquinas para controlar e executar suas tarefas quase sem interferência humana, empregando

Leia mais

S.T.A.I. (SERVIÇOS TÉCNICOS DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL) REDE PROFIBUS PA ALISSON TELES RIBEIRO

S.T.A.I. (SERVIÇOS TÉCNICOS DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL) REDE PROFIBUS PA ALISSON TELES RIBEIRO g S.T.A.I. (SERVIÇOS TÉCNICOS DE AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL) REDE PROFIBUS PA ALISSON TELES RIBEIRO SUMÁRIO 1. Objetivo 2. História 3. O Que é Profibus? 4. Profibus PA 5. Instrumentos 6. Bibliografia 1. OBJETIVO

Leia mais

PROFIsafe o perfil de segurança PROFIBUS

PROFIsafe o perfil de segurança PROFIBUS PROFIsafe o perfil de segurança PROFIBUS César Cassiolato Gerente de Produtos - Smar Equipamentos Industriais Ltda e Vice-Presidente da Associação PROFIBUS Brasil. INTRODUÇÃO A demanda por mais e mais

Leia mais

EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MES

EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MES MAXMES EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MES White Paper Maxmes # 01 07/2009 MAXMES www.maxmes.com.br 1.0 Introdução A AMR Research conceituou o MES em 1990 como um sistema de informação que residia entre a automação

Leia mais

Ferramentas Web para controle e supervisão: o que está por vir

Ferramentas Web para controle e supervisão: o que está por vir Artigos Técnicos Ferramentas Web para controle e supervisão: o que está por vir Marcelo Salvador, Diretor de Negócios da Elipse Software Ltda. Já faz algum tempo que ouvimos falar do controle e supervisão

Leia mais

HSE High Speed Ethernet (Novo padrão em backbones de redes de automação fieldbus )

HSE High Speed Ethernet (Novo padrão em backbones de redes de automação fieldbus ) HSE High Speed Ethernet (Novo padrão em backbones de redes de automação fieldbus ) Disciplina: Redes de Alta Velocidade Jean Willian de Moraes 782 Odemil Camargo 971 PAUTA DA APRESENTAÇÃO Evolução dos

Leia mais

Aula 03 Redes Industriais. Informática Industrial II ENG1023 Profª. Letícia Chaves

Aula 03 Redes Industriais. Informática Industrial II ENG1023 Profª. Letícia Chaves 1 Aula 03 Redes Industriais Informática Industrial II ENG1023 Profª. Letícia Chaves Plano de aula Tópicos da aula: 1 Introdução 2 Benefícios na utilização de redes 3 Dificuldades na utilização de redes

Leia mais

Controle Supervisório e Aquisição de Dados (SCADA) Sistema de Execução da Manufatura MES Sistemas a Eventos Discretos (SED

Controle Supervisório e Aquisição de Dados (SCADA) Sistema de Execução da Manufatura MES Sistemas a Eventos Discretos (SED Controle Supervisório e Aquisição de Dados (SCADA) Sistema de Execução da Manufatura MES Sistemas a Eventos Discretos (SED Yuri Kaszubowski Lopes Roberto Silvio Ubertino Rosso Jr. UDESC 24 de Abril de

Leia mais

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2

Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-2 Aula 2 Computação em Nuvem Desafios e Oportunidades A Computação em Nuvem

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CURSO: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 9º PERÍODO. Profª Danielle Casillo

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CURSO: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 9º PERÍODO. Profª Danielle Casillo UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CURSO: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 9º PERÍODO Profª Danielle Casillo Utilizar os mesmos processos do trabalho anterior (Ladder já existente). Implementar este sistema

Leia mais

APLICATIVOS CORPORATIVOS

APLICATIVOS CORPORATIVOS Sistema de Informação e Tecnologia FEQ 0411 Prof Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br Capítulo 3 APLICATIVOS CORPORATIVOS PRADO, Edmir P.V.; SOUZA, Cesar A. de. (org). Fundamentos de Sistemas

Leia mais

Papel e importância dos sistemas LIMS na indústria moderna

Papel e importância dos sistemas LIMS na indústria moderna Papel e importância dos sistemas LIMS na indústria moderna Georgio Raphaelli Labsoft Tecnologia E-mail: georgior@gmail.com Resumo: Um bom sistema de uso diário, produzido especificamente para laboratórios

Leia mais

Permite a coleta de dados em tempo real dos processos de produção, possuindo, também, interfaces para a transferência dos dados para os sistemas

Permite a coleta de dados em tempo real dos processos de produção, possuindo, também, interfaces para a transferência dos dados para os sistemas Permite a coleta de dados em tempo real dos processos de produção, possuindo, também, interfaces para a transferência dos dados para os sistemas administrativos da empresa. Nessa configuração, o PC é a

Leia mais

Solução Integrada para Automação em Usinas de Açúcar e Álcool. Usina Alto Alegre Unidade Santo Inácio/PR

Solução Integrada para Automação em Usinas de Açúcar e Álcool. Usina Alto Alegre Unidade Santo Inácio/PR Solução Integrada para Automação em Usinas de Açúcar e Álcool Usina Alto Alegre Unidade Santo Inácio/PR Grupo Lincoln Junqueira Grupo Alto Alegre Unidade Central Presidente Prudente/SP Unidade Floresta

Leia mais

O que é automação? SENAI / RJ. Julho / 2011

O que é automação? SENAI / RJ. Julho / 2011 O que é automação? SENAI / RJ Julho / 2011 O que é automação? Automação industrial é o uso de qualquer dispositivo mecânico ou eletro-eletrônico para controlar máquinas e processos. Entre os dispositivos

Leia mais

Solução Completa em Automação. FieldLogger. Registro e Aquisição de Dados

Solução Completa em Automação. FieldLogger. Registro e Aquisição de Dados Solução Completa em Automação FieldLogger Registro e Aquisição de Dados Ethernet & USB Até 16GB de memória Conversor A/D 24 bits Até 1000 amostras por segundo Apresentação FieldLogger O FieldLogger é um

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

SOA Introdução. SOA Visão Departamental das Organizações

SOA Introdução. SOA Visão Departamental das Organizações 1 Introdução A Organização é a forma pela qual nós coordenamos nossos recursos de todos os tipos para realizar o trabalho que nos propusemos a fazer. A estrutura de nossas organizações manteve-se basicamente

Leia mais

Gerenciamento Inteligente do Sensor na Fabricação de Cerveja

Gerenciamento Inteligente do Sensor na Fabricação de Cerveja Gerenciamento Inteligente do Sensor na Fabricação de Cerveja Gerenciamento Inteligente do Sensor O Gerenciamento Inteligente do Sensor, ou simplesmente ISM, é uma tecnologia digital para sistemas analíticos

Leia mais

Comunicado à Imprensa

Comunicado à Imprensa Industry 4.0 Página 1 de 6 Beckhoff na Hanover Messe: Hall 9 Stand F06 Indústria 4.0 Fórum: Controle baseado em PC como base tecnológica para aplicações em fabricas inteligentes Com o Indústria Integrada

Leia mais

6 - Gerência de Dispositivos

6 - Gerência de Dispositivos 1 6 - Gerência de Dispositivos 6.1 Introdução A gerência de dispositivos de entrada/saída é uma das principais e mais complexas funções do sistema operacional. Sua implementação é estruturada através de

Leia mais

Soluções para controle industrial Sistema avançado de controle de traço térmico NGC-40

Soluções para controle industrial Sistema avançado de controle de traço térmico NGC-40 Soluções para controle industrial Sistema avançado de controle de traço térmico NGC-40 SOLUÇÕES PARA GERENCIAMENTO TÉRMICO WWW.THERMAL.PENTAIR.COM DIGITRACE NGC-40 O NGC-40 é um avançado sistema modular

Leia mais

Introdução e Aplicação de Sistemas SCADA em Engenharia

Introdução e Aplicação de Sistemas SCADA em Engenharia Introdução e Aplicação de Sistemas SCADA em Engenharia Eng. Fernando Guessi Plácido E-mail: fernandogplacido@hotmail.com Skype: fernando.guessi Roteiro O que é SCADA Benefícios de um sistema de supervisão;

Leia mais

BRAlarmExpert. Software para Gerenciamento de Alarmes. BENEFÍCIOS obtidos com a utilização do BRAlarmExpert:

BRAlarmExpert. Software para Gerenciamento de Alarmes. BENEFÍCIOS obtidos com a utilização do BRAlarmExpert: BRAlarmExpert Software para Gerenciamento de Alarmes A TriSolutions conta com um produto diferenciado para gerenciamento de alarmes que é totalmente flexível e amigável. O software BRAlarmExpert é uma

Leia mais

BENEFÍCIOS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE DE GERENCIAMENTO DE ATIVOS

BENEFÍCIOS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE DE GERENCIAMENTO DE ATIVOS BENEFÍCIOS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE DE GERENCIAMENTO DE ATIVOS Benefícios Econômicos com os Protocolos Digitais 50% das atividades de manutenção das indústrias são ações corretivas 12% dos custos

Leia mais

Por existir diferentes níveis em uma organização, existem diferentes tipos de sistemas servindo cada nível organizacional

Por existir diferentes níveis em uma organização, existem diferentes tipos de sistemas servindo cada nível organizacional Por existir diferentes níveis em uma organização, existem diferentes tipos de sistemas servindo cada nível organizacional Fonte: Tipos de Sistemas de Informação (Laudon, 2003). Fonte: Tipos de Sistemas

Leia mais

Sistemas Operacionais Gerência de Dispositivos

Sistemas Operacionais Gerência de Dispositivos Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul UEMS Curso de Licenciatura em Computação Sistemas Operacionais Gerência de Dispositivos Prof. José Gonçalves Dias Neto profneto_ti@hotmail.com Introdução A gerência

Leia mais

Software de gerenciamento do sistema Intel. Guia do usuário do Pacote de gerenciamento do servidor modular Intel

Software de gerenciamento do sistema Intel. Guia do usuário do Pacote de gerenciamento do servidor modular Intel Software de gerenciamento do sistema Intel do servidor modular Intel Declarações de Caráter Legal AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE DOCUMENTO SÃO RELACIONADAS AOS PRODUTOS INTEL, PARA FINS DE SUPORTE ÀS PLACAS

Leia mais

Cogent DataHub v7.0. A próxima geração em soluções para troca de dados em tempo real

Cogent DataHub v7.0. A próxima geração em soluções para troca de dados em tempo real Cogent DataHub v7.0 A próxima geração em soluções para troca de dados em tempo real Cogent é reconhecida como uma líder no segmento de soluções de middleware no domínio do tempo real. E, com a introdução

Leia mais

esip- Sistema Integrado de Processo

esip- Sistema Integrado de Processo esip- Sistema Integrado de Processo Geração Distribuição Transmissão www.ecilenergia.com.br Integração dos dispositivos da SE na rede do esip Criação de uma Base de Dados Unificada Otimização no Deslocamento

Leia mais

Forefront Server Security Management Console: Gerenciamento Simplificado da Segurança para Mensagens e Colaboração White Paper

Forefront Server Security Management Console: Gerenciamento Simplificado da Segurança para Mensagens e Colaboração White Paper Forefront Server Security Management Console: Gerenciamento Simplificado da Segurança para Mensagens e Colaboração White Paper Outubro de 2007 Resumo Este white paper explica a função do Forefront Server

Leia mais

Soluções de Gerenciamento de Clientes e de Impressão Universal

Soluções de Gerenciamento de Clientes e de Impressão Universal Soluções de Gerenciamento de Clientes e de Impressão Universal Guia do Usuário Copyright 2007 Hewlett-Packard Development Company, L.P. Windows é uma marca registrada nos Estados Unidos da Microsoft Corporation.

Leia mais

5º Semestre. AULA 02 Introdução a Gerência de Redes (Arquitetura e Áreas de Gerenciamento)

5º Semestre. AULA 02 Introdução a Gerência de Redes (Arquitetura e Áreas de Gerenciamento) Disciplina: Gerência de Redes Professor: Jéferson Mendonça de Limas 5º Semestre AULA 02 Introdução a Gerência de Redes (Arquitetura e Áreas de Gerenciamento) 2014/1 Agenda de Hoje Evolução da Gerência

Leia mais

DeviceNet Drive Profile CFW-09

DeviceNet Drive Profile CFW-09 Motores Automação Energia Transmissão & Distribuição Tintas DeviceNet Drive Profile CFW09 Manual da Comunicação Manual da Comunicação DeviceNet Drive Profile Série: CFW09 Idioma: Português Versão de Software:

Leia mais

Interfaces Online e Opcionais

Interfaces Online e Opcionais Interfaces Online e Opcionais O AMS Device Manager fornece diagnósticos preditivos para aumentar a disponibilidade da planta e reduzir os custos de manutenção Implemente diagnósticos preditivos para aumentar

Leia mais

ARQUITETURAS DE GERENCIAMENTO DE ATIVOS PARA O SETOR SUCRO ALCOOLEIRO UTILIZANDO INSTRUMENTAÇÃO INTELIGENTE HART

ARQUITETURAS DE GERENCIAMENTO DE ATIVOS PARA O SETOR SUCRO ALCOOLEIRO UTILIZANDO INSTRUMENTAÇÃO INTELIGENTE HART ARQUITETURAS DE GERENCIAMENTO DE ATIVOS PARA O SETOR SUCRO ALCOOLEIRO UTILIZANDO INSTRUMENTAÇÃO INTELIGENTE HART Autor: Rafael Lima Altus Sistemas de Automação S.A. Introdução A utilização de instrumentos

Leia mais

Migração de sistemas antigos. Avançando para um futuro competitivo

Migração de sistemas antigos. Avançando para um futuro competitivo Migração de sistemas antigos Avançando para um futuro competitivo A automação e controle é um dos mais importantes investimentos para garantir o sucesso da manufatura de qualquer indústria. Porém, por

Leia mais

MI02 - Manufatura Inteligente, trazendo resultados para o cliente

MI02 - Manufatura Inteligente, trazendo resultados para o cliente MI02 - Manufatura Inteligente, trazendo resultados para o cliente Core Business Soluções para controle e gestão de processos. Mercados Alvo Alimentos; Nutrição animal; Polímeros; Química Auto peças. Unidade

Leia mais

MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 UTILIZANDO O VMWARE PLAYER

MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 UTILIZANDO O VMWARE PLAYER MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 UTILIZANDO O VMWARE PLAYER TÁSSIO JOSÉ GONÇALVES GOMES tassiogoncalvesg@gmail.com MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 TÁSSIO GONÇALVES - TASSIOGONCALVESG@GMAIL.COM 1 CONTEÚDO Arquitetura

Leia mais

Gestão de Armazenamento

Gestão de Armazenamento Gestão de Armazenamento 1. Introdução As organizações estão se deparando com o desafio de gerenciar com eficiência uma quantidade extraordinária de dados comerciais gerados por aplicativos e transações

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO @ribeirord FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Rafael D. Ribeiro, M.Sc,PMP. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br Sistemas de Informação Sistemas de Apoio às Operações Sistemas

Leia mais

SISTEMAS DE NEGÓCIOS. a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS

SISTEMAS DE NEGÓCIOS. a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS 1 SISTEMAS DE NEGÓCIOS a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS 1. COLABORAÇÃO NAS EMPRESAS Os sistemas colaborativos nas empresas nos oferecem ferramentas para nos ajudar a colaborar, comunicando idéias, compartilhando

Leia mais

Otimização de máquinas de papel da SKF

Otimização de máquinas de papel da SKF Otimização de máquinas de papel da SKF Aumentando a eficiência e a produtividade global das máquinas O Poder do Conhecimento em Engenharia Operação mais rápida e eficiente Nunca foi tão difícil operar

Leia mais

Um Driver NDIS Para Interceptação de Datagramas IP

Um Driver NDIS Para Interceptação de Datagramas IP Um Driver NDIS Para Interceptação de Datagramas IP Paulo Fernando da Silva psilva@senior.com.br Sérgio Stringari stringari@furb.br Resumo. Este artigo apresenta o desenvolvimento de um driver NDIS 1 para

Leia mais

Fundamentos de Automação. Controladores

Fundamentos de Automação. Controladores Ministério da educação - MEC Secretaria de Educação Profissional e Técnica SETEC Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Campus Rio Grande Fundamentos de Automação Controladores

Leia mais

Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Sistemas Integrados de Gestão Empresarial Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 05 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

Administration Kit. Parte de Kaspersky Business Space Security Kaspersky Enterprise Space Security Kaspersky Total Space Security

Administration Kit. Parte de Kaspersky Business Space Security Kaspersky Enterprise Space Security Kaspersky Total Space Security Administration Kit Parte de Kaspersky Business Space Security Kaspersky Enterprise Space Security Kaspersky Total Space Security O Kaspersky Administration Kit é uma ferramenta de administração centralizada

Leia mais

SISTEMA DE GERÊNCIA - DmView

SISTEMA DE GERÊNCIA - DmView Sistema de Gerenciamento DmView O DmView é o Sistema de Gerência desenvolvido para supervisionar e configurar os equipamentos DATACOM, disponibilizando funções para gerência de supervisão, falhas, configuração,

Leia mais

PROPOSTA DE SOFTWARE DE INSTALAÇÃO PARA UM AMBIENTE INTEGRADO DE GERÊNCIA DE PROJETOS E DE PROCESSOS DE NEGÓCIOS

PROPOSTA DE SOFTWARE DE INSTALAÇÃO PARA UM AMBIENTE INTEGRADO DE GERÊNCIA DE PROJETOS E DE PROCESSOS DE NEGÓCIOS PROPOSTA DE SOFTWARE DE INSTALAÇÃO PARA UM AMBIENTE INTEGRADO DE GERÊNCIA DE PROJETOS E DE PROCESSOS DE NEGÓCIOS Élysson Mendes Rezende Bacharelando em Sistemas de Informação Bolsista de Iniciação Científica

Leia mais

INNOVA. Soluções de software que capacitam os processadores de aves a...

INNOVA. Soluções de software que capacitam os processadores de aves a... INNOVA Soluções de software que capacitam os processadores de aves a... Maximizar o rendimento e a produtividade Estar em conformidade com os padrões de qualidade e garantir a segurança dos alimentos Obter

Leia mais

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Industriais Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Ementa Proposta CAP: 1 - INTRODUÇÃO ÀS REDES INDUSTRIAIS ; CAP: 2 - MEIOS FÍSICOS ; CAP: 3 - REDES

Leia mais

15/09/2015. Gestão e Governança de TI. Modelo de Governança em TI. A entrega de valor. A entrega de valor. A entrega de valor. A entrega de valor

15/09/2015. Gestão e Governança de TI. Modelo de Governança em TI. A entrega de valor. A entrega de valor. A entrega de valor. A entrega de valor Gestão e Governança de TI Modelo de Governança em TI Prof. Marcel Santos Silva PMI (2013), a gestão de portfólio é: uma coleção de projetos e/ou programas e outros trabalhos que são agrupados para facilitar

Leia mais

PROGRAMA DE MBA em Gestão e Engenharia do Produto. O Produto Internet e suas Aplicações

PROGRAMA DE MBA em Gestão e Engenharia do Produto. O Produto Internet e suas Aplicações Universidade de São Paulo Escola Politécnica Programa de Educação Continuada em Engenharia PROGRAMA DE MBA em Gestão e Engenharia do Produto O Produto Internet e suas Aplicações Tecnologias de Informação

Leia mais

Tópicos. Atualizações e segurança do sistema. Manutenção Preventiva e Corretiva de Software (utilizando o MS Windows XP)

Tópicos. Atualizações e segurança do sistema. Manutenção Preventiva e Corretiva de Software (utilizando o MS Windows XP) teste 1 Manutenção Preventiva e Corretiva de Software (utilizando o MS Windows XP) Rafael Fernando Diorio www.diorio.com.br Tópicos - Atualizações e segurança do sistema - Gerenciamento do computador -

Leia mais

CAPÍTULO 7 O SERVIÇO DOS AGENTES

CAPÍTULO 7 O SERVIÇO DOS AGENTES CAPÍTULO 7 O SERVIÇO DOS AGENTES A inteligência... é a capacidade de criar objetos artificiais, especialmente ferramentas para fazer ferramentas. ( Henri Bergson) O serviço dos agentes surge como uma prestação

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Disciplina: Curso de Tecnologia em Redes de Computadores Auditoria e Análise de Segurança da Informação - 4º período Professor: José Maurício S. Pinheiro AULA

Leia mais

Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM

Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM Universidade Federal do Vale do São Francisco Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM Prof. Ricardo Argenton Ramos Aula 6 ERP Enterprise Resource Planning Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Leia mais

Gerenciamento de software como ativo de automação industrial

Gerenciamento de software como ativo de automação industrial Gerenciamento de software como ativo de automação industrial INTRODUÇÃO Quando falamos em gerenciamento de ativos na área de automação industrial, fica evidente a intenção de cuidar e manter bens materiais

Leia mais

Antonio Gomes de Araujo Laboratório de Eletrônica Industrial, Escola SENAI Anchieta São Paulo

Antonio Gomes de Araujo Laboratório de Eletrônica Industrial, Escola SENAI Anchieta São Paulo Antonio Gomes de Araujo Laboratório de Eletrônica Industrial, Escola SENAI Anchieta São Paulo Toshi-ichi Tachibana Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, Escola Politécnica da Universidade São Paulo

Leia mais

acoplamento Exprime o grau de conexão entre os módulos; os módulos de um software devemapresentar um baixo coeficiente de acoplamento.

acoplamento Exprime o grau de conexão entre os módulos; os módulos de um software devemapresentar um baixo coeficiente de acoplamento. SOA Arquitetura Orientada a Serviços Conceitos e Aplicações Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com/ http://edilms.eti.br Gestão de TI Conceitode SOA SOA - Service OrientedArchitecture (Arquitetura

Leia mais

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil Projeto 914 BRA5065 - PRODOC-MTC/UNESCO DOCUMENTO TÉCNICO Nº 02 IMPLANTAÇÃO DE 1 (UM)

Leia mais

DESAFIOS OPERACIONAIS E METROLÓGICOS DA MEDIÇÃO POR COORDENADAS NO AMBIENTE DE MANUFATURA DIGITAL

DESAFIOS OPERACIONAIS E METROLÓGICOS DA MEDIÇÃO POR COORDENADAS NO AMBIENTE DE MANUFATURA DIGITAL II CIMMEC 2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE METROLOGIA MECÂNICA DE 27 A 30 DE SETEMBRO DE 2011 Natal, Brasil DESAFIOS OPERACIONAIS E METROLÓGICOS DA MEDIÇÃO POR COORDENADAS NO AMBIENTE DE MANUFATURA DIGITAL

Leia mais

UMA ABORDAGEM DE GERENCIAMENTO REMOTO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA USANDO WEB SERVICES SOBRE TECNOLOGIA GPRS

UMA ABORDAGEM DE GERENCIAMENTO REMOTO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA USANDO WEB SERVICES SOBRE TECNOLOGIA GPRS UMA ABORDAGEM DE GERENCIAMENTO REMOTO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA USANDO WEB SERVICES SOBRE TECNOLOGIA GPRS Prof. Roberto A. Dias, Dr. Eng CEFET-SC Igor Thiago Marques Mendonça Reginaldo

Leia mais

Contrato de Suporte End.: Telefones:

Contrato de Suporte End.: Telefones: Contrato de Suporte Contrato de Suporte Desafios das empresas no que se refere à infraestrutura de TI Possuir uma infraestrutura de TI que atenda as necessidades da empresa Obter disponibilidade dos recursos

Leia mais

Módulo 4. Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios

Módulo 4. Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios Módulo 4 Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios Estruturas e Metodologias de controle adotadas na Sarbanes COBIT

Leia mais

Conceitos Básicos e Implementação. Entrega de Serviços. Professor Gledson Pompeu (gledson.pompeu@gmail.com)

Conceitos Básicos e Implementação. Entrega de Serviços. Professor Gledson Pompeu (gledson.pompeu@gmail.com) Conceitos Básicos e Implementação Pref. Mun. Vitória 2007 Analista de Suporte 120 A ITIL (information technology infrastructure library) visa documentar as melhores práticas na gerência, no suporte e na

Leia mais

CA Network Automation

CA Network Automation FOLHA DE PRODUTOS: CA Network Automation agility made possible CA Network Automation Ajude a reduzir o risco e aprimore a eficiência da TI automatizando o gerenciamento de mudança e da configuração de

Leia mais

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento Romeu Reginato Julho de 2007 Rede. Estrutura de comunicação digital que permite a troca de informações entre diferentes componentes/equipamentos

Leia mais

Sistema de Proteção contra Sobrepressão

Sistema de Proteção contra Sobrepressão Sistema de Proteção contra Sobrepressão Sistema de Proteção contra Sobrepressão HIPPS O QUE É UM SISTEMA HIPPS? HIPPS é uma sigla para High Integrity Pressure Protection System (Sistema de Proteção contra

Leia mais

APLICAÇÕES E ANÁLISE DE SISTEMAS SUPERVISÓRIOS "SCADA"

APLICAÇÕES E ANÁLISE DE SISTEMAS SUPERVISÓRIOS SCADA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO DEPARTAMENTO DE PESQUISA E

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Introdução: Conceito Antigo de Organização da Manutenção: Planejamento e Administração de recursos ( pessoal, sobressalentes e equipamentos)

Leia mais