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2 Órgãos Sociais ASSEMBLEIA GERAL José da Silva Andrade (Presidente) João Maria Sá Marta Pedro Andrade Dias CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Joaquim Marques dos Santos (Presidente) Mário Leite Santos António Rocha Moreira Manuel Pinto Marta João Ibérico Nogueira Vitor Farinha Nunes CONSELHO FISCAL António Freitas dos Santos (Presidente) Manuel Santos Caseirão Maria Teresa Andrade Dias SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS KPMG & Associados, S.R.O.C., S.A. Banco Banif Mais, S.A. 2

3 Índice 01. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO CONJUNTURA INTERNACIONAL Desenvolvimentos das Principais Economias CONJUNTURA NACIONAL Procura e Oferta Evolução dos Preços Necessidades de Financiamento da Economia Política Orçamental SISTEMA FINANCEIRO Estabilidade Financeira Mercados Monetário e Cambial Mercado de Obrigações Mercado de Acções SÍNTESE DOS PRINCIPAIS INDICADORES DE ACTIVIDADE RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 27 Síntese dos Principais Acontecimentos do Ano 28 1 Breve balanço de Mercado Automóvel 31 3 Análise da Actividade por País 32 4 Captação de Fundos 35 5 Recursos Humanos 36 Análise das Demonstrações Financeiras do Banco Banif Mais, S.A. 36 Proposta de Aplicação de Resultados 38 Perspectivas para Notas Finais 38 Banco Banif Mais, S.A. 3

4 04. RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE ESTRUTURA E PRÁTICAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO Estrutura de Governance Assembleia Geral Conselho de Administração Comissão Executiva Conselho Fiscal REMUNERAÇÕES Descrição da política de remunerações dos órgãos de administração e de fiscalização a que se refere o artigo 2º da Lei nº 28/2009, de 19 de Junho Indicação do montante anual da remuneração auferida individualmente pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade, incluindo remuneração fixa e variável Informações em cumprimento do disposto no nº 4 do artigo 16º do Aviso nº 10/2011 do Banco de Portugal Divulgação de informação quantitativa de acordo com o previsto no artigo 17º do Aviso nº 10/ DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RELATÓRIOS E PARECERES DOS ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO INFORMAÇÕES ADICIONAIS RECOMENDAÇÕES DO FSF E DO CEBS RELATIVAS À TRANSPARÊNCIA DE INFORMAÇÃO E À VALORIZAÇÃO DE ACTIVOS 213 Banco Banif Mais, S.A. 4

5 Banco Banif Mais, S.A. 5

6 01 Enquadramento Macroeconómico 1. CONJUNTURA INTERNACIONAL O ano de 2011 foi marcado pelo abrandamento do ritmo de expansão das principais economias mundiais, após a recuperação económica verificada em De acordo com o FMI, a economia global terá crescido 3,8% em 2011, face a um crescimento de 5,2% em 2010, tendo o crescimento sido mais acentuado nos países emergentes e mais moderado na generalidade das economias avançadas. Apesar da redução do ritmo de crescimento, a sustentabilidade do ciclo de expansão foi ainda condicionada por um conjunto de factores temporários, de entre os quais: i) os efeitos do terramoto e consequente tsunami no Japão; ii) a crise política em países do Norte de África e Médio Oriente, em particular na Líbia, e os efeitos ao nível do preço do petróleo; e, iii) o agravamento crise de dívida soberana ocorrida na Zona Euro, com o contágio para a economia portuguesa e, na segunda metade do ano, para as economias espanhola e italiana. A crise de dívida soberana que afecta os países da Zona Euro começou no final do ano de 2009 na Grécia e propagou-se no início de 2011 para Portugal, depois de ter obrigado a Irlanda a um pedido de ajuda externa no final de A desconfiança dos mercados financeiros relativamente à dívida de Portugal conduziu ao aparecimento de dificuldades crescentes no financiamento dos agentes públicos e privados e conduziu o governo a um pedido de assistência financeira à União Europeia, aos países membros da área do euro e ao FMI no dia 7 de Abril de No âmbito deste pedido, foi elaborado um alargado programa de ajustamento económico e financeiro para o período de , o qual contempla um financiamento total de 78 mil milhões de euros. O programa centra a sua intervenção em 3 grandes áreas: Reformas estruturais para aumentar o crescimento potencial da economia; Banco Banif Mais, S.A. 6

7 Estabelecimento de uma estratégia de consolidação orçamental credível; Desalavancagem ordenada do sector financeiro. A crise na Zona Euro condicionou o acesso ao crédito por parte das famílias e das empresas, devido às dificuldades de refinanciamento da banca, e pressionou os governos a anunciar políticas orçamentais mais restritivas com vista a recolocar as finanças públicas em trajectória sustentável, caso da França, da Grécia, de Espanha, de Itália e Portugal. Estas medidas contraccionistas condicionam de forma significativa o processo de recuperação económica em curso. Paralelamente, os governos da Alemanha e França insistiram na necessidade de envolver os investidores privados nos programas de resgate financeiros dos países em dificuldade, o que veio agravar ainda mais o sentimento dos investidores. O aumento da aversão ao risco sentido pelos investidores traduziu-se, em Agosto e Setembro de 2011, num contágio global em que a elevada volatilidade de mercado afectou igualmente os mercados da Zona Euro, demais mercados desenvolvidos e os mercados emergentes, com os fluxos de capital a caírem de forma pronunciada e as divisas a depreciarem face à moeda de refúgio, o dólar norte-americano. Neste contexto, as economias avançadas registaram em 2011 um forte abrandamento no crescimento face ao registado em 2010, tendo passado, de acordo com o FMI, de um crescimento de 3,2% em 2010 para 1,6% em Neste bloco económico, a procura interna tem vindo a desacelerar, com o consumo privado a ser afectado pelas negativas condições do mercado de trabalho nas principais economias ao longo de 2011, com níveis de desemprego elevados e modesta criação de emprego. Paralelamente, regista-se na maioria destes países um processo de desalavancagem das famílias e das empresas, o que tem afectado tanto o comportamento do consumo privado como o do investimento residencial. O consumo público, por seu turno, tem sido afectado pela necessidade geral de consolidação das finanças públicas. As economias emergentes e em desenvolvimento continuam a liderar o crescimento, apresentando uma dinâmica mais forte que as desenvolvidas, o que tem contribuído para o aumento do seu peso relativo na economia mundial. Esta dinâmica superior tem influenciado positivamente o preço de matérias-primas e a inflação a nível global. Adicionalmente estas economias permanecem com amplo espaço de manobra ao nível monetário e fiscal que permite compensar um abrandamento da actividade das economias desenvolvidas que se reflicta negativamente sobre as exportações das economias emergentes. 1.1 Desenvolvimentos das principais economias A economia norte-americana perdeu dinâmica em 2011, com o crescimento a desacelerar de cerca de 3% em 2010 para 1,8% em 2011, tendo no entanto registado um desempenho distinto no primeiro e no segundo semestre do ano. Nos meses finais do ano, beneficiou dos efeitos técnicos positivos que resultaram da recuperação dos choques negativos sofridos na primeira metade de 2011, em particular em resultado da subida do preço do petróleo e das quebras do abastecimento da cadeia de produção, na sequência do terramoto do Japão. Esta recuperação permitiu alimentar um crescimento de cerca de 2,9% no último trimestre do ano e uma redução da taxa de desemprego, que passou de 9,1% no 3º trimestre para 8,7% no 4º trimestre. Ao longo do ano a confiança das empresas e das Banco Banif Mais, S.A. 7

8 famílias deteriorou-se de forma marcada, afectada pela elevada volatilidade dos mercados financeiros e pelo downgrade do risco de crédito soberano. A Reserva Federal Norte-Americana (FED) optou ao longo do ano pela manutenção das taxas de juro, tendo sinalizado que estas se iriam manter a níveis reduzidos por um período prolongado. Paralelamente, continuou com um processo de aquisição de dívida em mercado secundário (vulgarmente designado por quantitative easing), que havia sido iniciado em Novembro de 2010 e que se prolongou até Junho de 2011, envolvendo um montante aproximado de 600 mil milhões de dólares. Em Setembro, a FED anunciou a operação twist, que consiste na troca de dívida de curto prazo por dívida de médio longo prazo, com a qual pretende estimular a economia através da redução das taxas de juro de longo prazo. No final do ano, a Reserva Federal, numa alteração extremamente significativa, decidiu modificar a política de comunicação, com o objectivo de influenciar a formação de expectativas por parte dos agentes económicos, que assim poderão mais facilmente interpretar as próximas acções da FED e contribuir para o sucesso das suas políticas. Entre as principais novidades estão: i) a explicitação e publicação de um objectivo de médio prazo para a inflação, de 2%; ii) a publicação das projecções dos membros do comité de política monetária para trajectória das taxas de juro, que aponta para a manutenção das taxas próximo de zero até finais de No continente asiático, a actividade económica permaneceu robusta, mas abrandou no primeiro semestre na sequência das disrupções na cadeia de produção, sobretudo nos sectores automóvel e de componentes electrónicos, causadas pelo terramoto e tsunami no Japão. Algumas economias registaram um abrandamento no crescimento das exportações, tendo embora a procura doméstica continuado a ser suportada pelo crescimento do crédito e da confiança empresarial e dos fortes mercados de trabalho. Na economia japonesa, os dados mais recentes apontam para uma contracção do PIB em 2011 de -0,9%, em virtude da quebra das linhas de abastecimento de matérias-primas e bens intermédios às indústrias, após o terramoto de Março, e da queda das exportações. O abrandamento externo e a apreciação do iene têm contribuído para a deterioração da balança comercial, que apresentou em Dezembro o 9º défice consecutivo em termos ajustados de sazonalidade. No último trimestre o volume de exportações aumentou para os EUA mas caiu fortemente para a EU e ligeiramente para a Ásia. O ambiente externo, em particular as tensões financeiras provocadas pela crise na zona euro, está a afectar o sentimento empresarial japonês e as empresas estão a reportar o adiamento de decisões de investimento. Os consumidores, por seu turno, continuam a sustentar a economia, suportados pelo novo programa governamental para a aquisição de viaturas, assim como pelo aumento do poder de compra em termos reais, dada a expectativa de continuação da deflação. Paralelamente, o esforço de reconstrução das infra-estruturas pós-terramoto deverá sustentar a recuperação na primeira metade de De acordo com o FMI, a China registou um abrandamento do crescimento em 2011, de 10,4% para 9,2%. Este abrandamento está relacionado com a envolvente externa, sobretudo uma menor procura por parte da UE, que está a afectar o comportamento das exportações e a uma redução do excedente comercial. Paralelamente, o investimento imobiliário começou a corrigir fortemente na segunda metade de No entanto, com a inflação a cair de forma consistente desde o máximo de 6,5% atingido em Julho, situando-se em 4,1% em Dezembro, a Banco Banif Mais, S.A. 8

9 política monetária alterou-se, passando o foco do combate à inflação para a estabilização do crescimento. Neste sentido, o Banco da China baixou o rácio de reservas legais dos bancos e existe ampla margem de manobra para continuar a medidas de estímulo monetário, assim como a política orçamental, que deverá ser igualmente acomodatícia, com cortes de impostos e mais despesa na habitação social, segurança social e agricultura. Os países da América Latina e Caraíbas registaram no seu conjunto um crescimento de 4,6% em 2011, o que configura um abrandamento face ao crescimento de 6,1% registado em O crescimento na região foi forte no primeiro semestre do ano, impulsionado pelas exportações de matérias-primas, mas onde a procura interna, suportada por políticas acomodatícias e forte influxo de capitais, também desempenhou papel relevante. Na segunda metade do ano, a dinâmica de crescimento, começou a moderar-se, com a necessidade de reverter o sentido das políticas económicas e com os efeitos da crise financeira na Zona Euro. O Brasil deverá ter crescido 2,9% em 2011, significativamente abaixo do crescimento registado em 2010 (7,5%). Este abrandamento está relacionado com a visível queda da economia no 2º semestre de 2011, em resultado do efeito desfasado do aumento dos juros na 1ª metade do ano, da imposição medidas macro-prudenciais, da redução da oferta de crédito por parte do BNDES e da contenção dos gastos públicos. Adicionalmente, o impacto do ambiente externo sobre a confiança e da surpresa de inflação sobre o poder de compra real dos salários também tiveram efeito negativo. A Zona Euro registou um ano marcado por elevada volatilidade dos mercados financeiros e riscos crescentes à estabilidade financeira. Os custos de financiamento dos Estados soberanos e dos bancos aumentaram nos países periféricos e a instabilidade propagou-se, por contágio, a países que até então tinham permanecido relativamente imunes, como Itália, Bélgica, Espanha, Áustria e até França. Após um primeiro trimestre relativamente forte, a actividade económica desacelerou de forma significativa na segunda metade do ano, tendo a Zona Euro, no seu conjunto, registado um crescimento de 1,6% em 2011, após um crescimento de 1,9% em Este abrandamento, que se prolonga para 2012, fica a dever-se a uma combinação de factores, dentre os quais a subida das yields de dívida soberana, os efeitos sobre a economia real da desalavancagem bancária e os impactos da consolidação orçamental adicional anunciada pelos vários governos. Estes factores, em conjunto, tiveram impacto muito negativo sobre a confiança dos consumidores e dos empresários, que afectou também os países centrais da Zona Euro. A divergência de crescimento entre os vários países europeus acentuou-se em 2011, com alguns países a operarem a níveis próximos dos registados antes da crise (Dinamarca, Alemanha, Holanda, Polónia, Suécia, entre outros), e outros a níveis marcadamente inferiores, onde se incluem a periferia da Zona Euro (Grécia, Irlanda, Portugal). Na Alemanha, apesar de um forte crescimento registado para o conjunto do ano de 2011, de 3%, o PIB já terá contraído no 4º trimestre do ano, apesar de a procura interna se manter relativamente resiliente e o nível de emprego continuar a aumentar. Em França, por seu turno, o crescimento situou-se em 1,6% em 2011, mas a economia finalizou o ano em clima recessivo, afectada pela crise da Zona Euro, pela perda do rating de AAA e pela incerteza política resultante da realização de eleições presidenciais (cuja primeira volta se realiza a 22 de Abril de 2012). Banco Banif Mais, S.A. 9

10 A Espanha deverá ter registado em 2011 um crescimento moderado, que o FMI estima em 0,7%. A economia espanhola sofreu, após a cimeira europeia de 21 de Julho na qual se decidiu a participação do sector privado no novo pacote de resgate à Grécia, um forte ataque por parte dos mercados financeiros, que especularam sobre a sustentabilidade da trajectória das finanças públicas e sobre a necessidade de o país ter de recorrer a um pacote de ajuda externa. Esta instabilidade conduziu a eleições antecipadas e à mudança de Governo, tendo o novo governo anunciado, em Novembro, um novo pacote de medidas de austeridade com o objectivo de atingir um défice público de 4,4% do PIB em 2012, que incluem medidas de corte de despesa e de aumento de impostos que, em conjunto, ascendem a 1,4% do PIB. Neste contexto, o Banco Central Europeu (BCE) iniciou, durante o primeiro semestre de 2011, o processo de normalização das condições monetárias após as medidas excepcionais tomadas na sequência da crise financeira de 2008/09. Assim, o BCE procedeu à subida das taxas de juro directoras em Abril, de 1,00% para 1,25%, tendo no início de Julho procedido a um novo aumento para 1,50%. Paralelamente, o BCE continuou, nos primeiros 3 meses do semestre e no contexto da crise da dívida soberana, com o programa de compra em mercado secundário de dívida de países da Zona Euro com dificuldades de financiamento, através de operações esterilizadas. No entanto, o agravamento das condições económicas e a instabilidade dos mercados financeiros durante os meses de Verão conduziram o BCE a inverter as subidas anteriores, tendo procedido ao corte das taxas de juro em 50 pontos base (25 pontos em Novembro e Dezembro), colocando-as no mesmo nível do início do ano, e ao anúncio de novas medidas não convencionais, que incluíram cedências de liquidez em quantidade ilimitada a taxa fixa pelo prazo de 3 anos (LTRO), a primeira das quais realizada em finais de Dezembro de 2011 (que envolveu a cedência de cerca de 489 mil milhões de euros por cerca de 523 instituições na Zona Euro), e novas regras de aceitação de colateral nas operações de refinanciamento dos bancos. O abaixamento das notações de rating de um conjunto de países da Zona Euro por parte da agência Standard & Poors, que conduziu à perda do rating de AAA por parte da França e da Áustria implicou a perda por parte do Banco Banif Mais, S.A. 10

11 Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) de cerca de 180 mil milhões de euros de garantias AAA e a perda do seu próprio estatuto de AAA, o que pode dificultar ainda mais o apoio aos países sem acesso ao financiamento de mercado. As autoridades estão por isso focadas em aprovar as regras do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE), que deverá entrar em funcionamento em Julho de 2012 (inicialmente previsto para 2013), requerendo para tal alterações aos tratados da UE. Em paralelo, continuam os avanços para o estabelecimento do chamado fiscal compact, que pretende estabelecer as regras de uma arquitectura institucional estável para a ZE e que inclua, entre outros aspectos, limites constitucionais (ou em leis de poder reforçado) aos défices e endividamento e o envolvimento do Tribunal Europeu de Justiça para garantir o seu cumprimento; submissão prévia, para validação, dos orçamentos nacionais a órgãos de supervisão multilaterais; sistema de sancionamento e penalização automática para os não cumpridores. A economia Húngara registou em 2011 o segundo ano consecutivo de crescimento económico, após a quebra significativa de 6,7% do PIB registada em 2009, tendo atingido um crescimento do PIB de 1,4% em 2011, face a 1,2% em No entanto, o contexto económico da Europa afectou inevitavelmente a Hungria, em especial no último trimestre do ano, forçando o Banco Nacional da Hungria (MNB) a aumentar a taxa de juro base por duas vezes (uma em Novembro e outra em Dezembro), em incrementos sucessivos de 50 pontos base, passando dos 6%, que vigoravam desde Janeiro, para os 7%. O rating do país também foi revisto em baixa neste período e a sustentabilidade das contas públicas foi posta em causa (tendo havido recurso a medidas extraordinárias, como por exemplo, a nacionalização do segundo pilar do sistema de pensões, até então nas mãos dos privados), tornando possível um eventual recurso do país a mais um pacote de ajuda financeira de organismos internacionais. Neste contexto, o forint depreciou-se fortemente fechando o ano a uma taxa de cambio EUR/HUF de 311,13 e CHF/HUF a 255,91 (contra taxas de cambio de 278,75 e 228,68, respectivamente, no final de 2010). No que respeita ao desemprego na Hungria, houve uma evolução favorável. A taxa de desemprego passou de 11,2% em finais de 2010, para 10,7% no final de Quanto à inflação, a evolução foi igualmente favorável com uma descida deste indicador para 3,9%, contra os 4,9% registados em A economia Eslovaca apresentou em 2011 um crescimento acentuado, com o PIB a crescer cerca de 3,1%. Esse valor resulta de um aumento das exportações, consequência do crescimento da produção de carros novos e de electrodomésticos, juntamente com um aumento no consumo interno. A taxa de desemprego atingiu os 13,4% e a inflação 3,9%. As previsões apontam para um 2012 pior, com uma taxa de crescimento previsional de 1,1% para o PIB, ainda que com uma manutenção da taxa de desemprego. A economia Polaca cresceu 4,3% em 2011, registando um crescimento ainda mais forte do que os 3,9% verificados em Os principais motores para o crescimento foram o consumo privado e o considerável investimento por parte das empresas. A desvalorização do zloty no segundo semestre de 2011 foi uma ajuda ao aumento das exportações polacas, tornando os produtos polacos ainda mais competitivos nos mercados externos. Não obstante o bom comportamento das exportações, a Polónia continua a beneficiar da sua menor dependencia deste factor para impulsionar o seu crescimento, ao contrário de seus países vizinhos como a Hungria e a República Checa. Banco Banif Mais, S.A. 11

12 Os resultados da economia Polaca em de 2011 não eliminam, no entanto, algumas preocupações, principalmente com o nível de desemprego, mas as previsões para o ano de 2012 apontam para que as condições favoráveis se mantenham e que o país continue a registar um dos melhores desempenhos económicos da União Europeia. 2. CONJUNTURA NACIONAL A economia nacional encontra-se condicionada e enquadrada pelo cumprimento das metas acordadas no plano de financiamento com a UE, os países da zona euro e o FMI, e que pressupõe um processo de ajustamento que se deverá caracterizar, em traços gerais, pela conjugação dos processos de consolidação orçamental e de desalavancagem do sector privado. A sua concretização será particularmente exigente, não só porque decorre num enquadramento económico e financeiro internacional adverso, mas também pela persistência de um conjunto de fragilidades estruturais que contribuem para um baixo crescimento da produtividade tendencial em Portugal. 2.1 Procura e Oferta A conjuntura nacional caracterizou-se, em 2011, pela continuação do agravamento das condições económicas, que se verifica desde a segunda metade de Este agravamento é visível na evolução do PIB, que terá registado uma queda de -1,5% em A redução da variação anual do produto deveu-se a uma redução acentuada do investimento e das despesas de consumo final das famílias. Associado à queda do consumo, verificou-se uma diminuição das importações de bens e serviços, enquanto as exportações, por seu turno, mantiveram um ritmo elevado de crescimento, o que se reflectiu num contributo positivo da procura externa líquida. A taxa de desemprego estimada para o quarto trimestre situou-se em 14%, um nível historicamente elevado. A forte quebra do consumo privado em 2011, que deverá apresentar pela primeira vez uma variação inferior à do PIB (diminuindo portanto o seu peso nesse agregado), e o fraco desempenho do investimento, reflectem o impacto das medidas de consolidação orçamental, a manutenção da situação adversa no mercado de trabalho, as condições restritivas de financiamento e o abrandamento significativo do ritmo de crescimento nos principais parceiros económicos. O desempenho económico em Portugal acentuou o diferencial negativo para o crescimento da zona euro, que se deverá intensificar nos próximos anos, no contexto do processo de correcção de desequilíbrios da economia portuguesa. Nos últimos 10 anos, o PIB em Portugal registou taxas de crescimento bastante reduzidas, que têm acentuado a divergência face à média dos países da Zona euro, sendo estas acompanhadas por taxas de poupança historicamente baixas e por um aumento do nível de endividamento da economia. O consumo privado deverá ter contraído cerca de 3,8% em Esta evolução é consistente com a evolução do rendimento disponível real e com a expectativa de redução do rendimento permanente por parte das famílias. A redução muito acentuada do rendimento disponível real reflecte a redução das remunerações por trabalhador Banco Banif Mais, S.A. 12

13 no conjunto da economia, num contexto em que o nível de emprego deverá voltar a apresentar uma queda, bem como o impacto das medidas de consolidação orçamental, onde se destacam a redução de 5% em termos médios das remunerações dos funcionários públicos, o agravamento dos impostos directos e indirectos e o aumento dos preços de bens e serviços sujeitos a regulação. A correcção do consumo privado deverá continuar nos próximos anos e deverá traduzir-se num processo de reestruturação dos balanços das famílias, num contexto de condições restritivas de financiamento. Os empréstimos bancários concedidos a particulares apresentam variações negativas desde meados de 2011, afectados, do lado da procura, pela deterioração das expectativas dos consumidores acerca da situação financeira futura e, do lado da oferta, pelas dificuldades de financiamento dos bancos nos mercados financeiros internacionais, decorrente da crise da dívida soberana e da necessidade de desalavancagem dos respectivos balanços. Os principais indicadores do consumo apontam claramente a tendência, com a confiança dos consumidores a atingir -56 em Dezembro e o índice do volume de negócios no comércio a retalho com uma variação de -10,3% em termos homólogos, em Dezembro. Por componentes, a variação negativa do consumo privado deverá ser explicada por reduções nos bens correntes e serviços e também, com particular relevo, na componente de bens duradouros. O consumo de bens duradouros deverá ter registado uma quebra de cerca de 20%, após um aumento de 10,6% em 2010, justificada pelas restrições ao financiamento das famílias, pelas alterações das expectativas dos consumidores, pelo impacto das medidas do programa de ajustamento económico e financeiro e, sobretudo, pela antecipação de compra no final de 2010 de alguns bens duradouros, em particular veículos automóveis, associada às alterações na tributação que entraram em vigor no início de 2011, bem como às alterações no programa do incentivo ao abate a veículos em fim de vida. Em 2011 as vendas de veículos ligeiros novos de passageiros caíram 60,1% e as importações de bens de consumo (excluindo material de transporte) caíram 6%. O consumo de bens correntes e serviços, apesar de ter um comportamento menos volátil, também deverá apresentar uma queda de cerca de 2%, após uma subida de 1,4% em O consumo público deverá ter registado uma queda em termos reais de 3,3% em 2011, em consequência da diminuição em volume das despesas com pessoal, do consumo intermédio e das prestações em espécie. Banco Banif Mais, S.A. 13

14 A formação bruta de capital fixo registou em 2011 uma redução muito acentuada, que no 3º trimestre do ano se cifrava em 12,0%. Esta evolução está presente tanto na componente pública, em resultado do processo de consolidação orçamental, como na componente privada, em resultado da deterioração das expectativas quanto à evolução futura da procura, a elevada incerteza e as condições restritivas de financiamento, num contexto em que as empresas apresentam um nível de endividamento muito elevado em comparação com as empresas na zona euro. Não obstante o forte crescimento do crédito e os baixos custos de financiamento de que Portugal beneficiou desde o início da década anterior, a FBCF em Portugal registou uma queda acumulada de 31,9% entre 2001 e O desempenho da FBCF em 2011 prolonga esta tendência, que não estará associada a factores de natureza cíclica, mas de natureza estrutural. Entre os factores que condicionam as decisões de investimento por parte das empresas destaca-se o nível de qualificação da mão-de-obra, o quadro institucional existente, em particular ao nível da flexibilidade dos mercados, e a previsibilidade do sistema fiscal. Nos próximos anos, não é de antecipar uma recuperação forte desta componente da procura, ao contrário do que é típico nos períodos pós-recessivos, já que se encontra em curso o processo de ajustamento dos balanços das empresas face ao seu elevado nível de endividamento. Paralelamente, a deterioração das expectativas de crescimento da procura para os próximos anos também condicionam a evolução da FBCF. A queda da FBCF em 2011 é transversal a todas as suas componentes, mas assume particular destaque na FBCF em construção. O indicador de confiança no sector da construção regista os valores mais baixos desde que o inquérito foi iniciado (1989), as vendas de cimento caíram 19,1% em termos homólogos, em Dezembro, e a taxa de variação dos empréstimos bancários a empresas dos sectores da construção e actividades imobiliárias apresenta valores negativos desde o início de A FBCF em máquinas e equipamento também registou uma forte queda, visível nas importações de máquinas e outros bens de capital, que registaram uma queda homóloga de 23,6% em Dezembro, em linha com a evolução do indicador de confiança na indústria transformadora e nos serviços. No que respeita à FBCF em material de transporte, a evolução em 2011 reflecte a queda significativa de vendas de veículos comerciais ligeiros e pesados, com quebras de -4,1% e -68,2%, respectivamente e, em menor grau, a diminuição significativa de compras de automóveis pelas empresas de rent-a-car. As exportações de bens e serviços apresentaram-se como a componente mais dinâmica da despesa total, se bem que se verificou um marcado abrandamento das mesmas no segundo semestre, reflectindo a evolução da procura externa. De acordo com a informação disponível, as exportações cresceram 6,5% até ao 3º trimestre (Contas Nacionais do INE). Em termos nominais, as exportações de bens verificaram uma desaceleração significativa em Dezembro, tendo passado de uma variação homóloga de 16,1% em Novembro para 4,4% em Dezembro. As exportações de bens para a UE passaram de uma variação positiva de 9,8% em Novembro para - 1,1% em Dezembro, enquanto as exportações de bens extra-ue abrandaram de 36,8% para 19,2% no mesmo período, respectivamente. Também o índice de volume de negócios da indústria para o mercado externo revelou um comportamento similar, tendo registado uma subida homóloga de 4,4% em Dezembro. Em relação aos mercados de destino, destaca-se a desaceleração das exportações para Espanha (que representam mais de ¼ das exportações nacionais), e o forte crescimento das exportações para a Alemanha, Itália e França. Relativamente aos mercados extra-comunitários, realça-se a recuperação da dinâmica das exportações para os Banco Banif Mais, S.A. 14

15 PALOP, com destaque para Angola (o principal mercado extra-comunitário das exportações portuguesas), após as quedas registadas em 2009 e No que respeita às exportações de serviços, estas apresentaram um dinamismo inferior às exportações de bens, mas ainda assim registaram um crescimento de 9,5% nos primeiros 7 meses de Dentro das exportações de serviços, destacam-se as receitas de turismo (que pesam cerca de 43% do total), e que registaram um crescimento de 8,6% até Julho, beneficiando da recuperação da procura mundial. Em particular, as receitas de turismo extra-comunitárias, em particular para o Brasil, revelaram um dinamismo superior ao das provenientes do conjunto dos países da UE. Por outro lado, a instabilidade no norte de África também poderá ter influenciado o crescimento das exportações de turismo para França (+10,3% até Julho). As importações de bens e serviços, por seu turno, apresentaram uma queda de 2,8% até ao final do 3º trimestre e deverão ter registado uma queda superior para o final do ano, concomitante com a evolução das componentes da procura com maior conteúdo importado, como o consumo de bens duradouros e a FBCF em máquinas e material de transporte. Na componente de bens, as importações caíram 16,9% em Dezembro, em termos homólogos, tendo a evolução sido díspar, com uma queda no caso das importações da UE (-22,8%) e uma subida das importações extra-ue (+6,2%). A queda das importações de bens foi particularmente evidente nos produtos de média-alta tecnologia, com destaque para a forte queda das aquisições de veículos automóveis e outro material de transporte. As importações de combustível mantiveram um elevado ritmo de crescimento ao longo da primeira metade do ano, o que se traduz na evolução das importações provenientes da Argélia e Nigéria, que registaram um forte crescimento. Na componente de serviços, as importações registaram um crescimento em termos homólogos (5,7% até Julho) que reflecte largamente o forte crescimento da componente de serviços financeiros, associada ao pagamento de comissões e taxas de serviços na sequência do recebimento das tranches do programa de assistência financeira a Portugal. Nas componentes de serviços mais relevantes na estrutura das importações, a variação tem sido negativa, com destaque para o abrandamento das importações de turismo (que pesam 27,2% do total), que cresceram 8,9% em 2010 e apenas 1,1% até Julho de Do lado da oferta, os dados do INE até ao 3º trimestre de 2011 mostram uma evolução heterogénea do Valor Acrescentado Bruto (VAB) por sectores de actividade, com um crescimento do VAB da Agricultura, Silvicultura e Pescas (1,5%), uma quase estagnação do VAB da indústria, energia, água e saneamento (-0,1%), uma queda moderada dos serviços (-1,1%) e uma forte queda do VAB da construção (-11,6%). Em termos acumulados, a redução do VAB no sector da construção é particularmente forte, ascendendo a cerca de 20% desde Atendendo à evolução mais recente, observa-se no conjunto de sectores de actividade alguma reorientação da actividade no sentido dos sectores mais transaccionáveis, o que decorre do processo de ajustamento da economia portuguesa. Os indicadores de confiança dos vários sectores de actividade mostram uma evolução descendente para valores mínimos ao longo do ano, com o sector da construção a atingir níveis historicamente baixos. O sector da Banco Banif Mais, S.A. 15

16 indústria transformadora apresenta uma leitura de -25 em Dezembro de 2011 (-12 em 2010), do comércio -25 (-5 em 2010), da construção -69 (-47 em 2010) e dos serviços -37 (-9 em 2010). No que respeita ao mercado de trabalho, os dados do INE referentes ao 4º trimestre de 2011 situam a taxa de desemprego em 14% (11,1% no 4º trimestre de 2010), situando-se o número de desempregados em 771 mil, face a uma população empregada de 4.735,4 mil. Relativamente ao desemprego registado nos centros de emprego, os dados do IEFP mostram uma variação de 11,7% em 2011 face ao ano anterior, afectando um total de 605 mil pessoas (542 mil no final de 2010). O processo de correcção dos desequilíbrios macroeconómicos em curso na economia portuguesa e a restritividade das condições de financiamento da economia levam a perspectivar que a evolução do emprego continuará a ser desfavorável, com impactos negativos sobre a taxa de desemprego. 2.2 Evolução dos preços A evolução da inflação em Portugal, nos últimos anos, tem sido explicada, fundamentalmente, pela evolução dos preços do petróleo e de outras matérias-primas nos mercados internacionais, em detrimento do impacto dos fundamentais da economia. Assim, após uma taxa de inflação média anual negativa em 2009 (facto inédito nas últimas 3 décadas em Portugal), a taxa de inflação voltou a apresentar valores positivos a partir de 2010, mantendo-se acima de 3 % desde Janeiro de Em Dezembro de 2011, a inflação homóloga situou-se em 3,6% e a variação média dos 12 meses anteriores ascendeu a 3,7%. O índice harmonizado de preços no consumidor situou-se em 3,5%, enquanto o IPC subjacente ascendeu a 2,3%. Banco Banif Mais, S.A. 16

17 Os transportes e a habitação, água e electricidade foram as categorias que mais contribuíram para o aumento da inflação, dada a influência do preço dos produtos energéticos sobre estas. Adicionalmente, a aceleração dos preços no consumidor foi largamente condicionada pela entrada em vigor de diversas medidas associadas ao processo de consolidação orçamental, com destaque para o efeito do aumento em 1 p.p. de todas as taxas do IVA a partir de Julho de 2010 e um aumento adicional de 2 p.p. da taxa normal em Janeiro de 2011, bem como o preço de alguns bens e serviços sujeitos a regulação. 2.3 Necessidades de Financiamento da Economia Desde o início da crise financeira que as necessidades de financiamento da economia portuguesa têm vindo a diminuir, incluindo o primeiro semestre de De facto, depois do agravamento verificado em 2008, fortemente condicionado pelas sociedades não financeiras, a gradual desalavancagem que se tem vindo a verificar desde então, especialmente no sector privado, conduziu à diminuição das necessidades de financiamento nos anos de 2009 e Porém, este comportamento não terá sido uniforme quando analisado por sector institucional: à redução das necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e ao aumento da capacidade de financiamento das sociedades financeiras e famílias, contrapôs-se um forte agravamento das necessidades de financiamento das Administrações Públicas. O grau de dependência energética de Portugal face ao exterior, e o consequente elevado défice da balança energética, tem contribuído para o agravamento das necessidades de financiamento da economia, sendo que estas se reduzem de forma significativa quando se exclui esta componente. As condições de financiamento da economia portuguesa deterioraram-se de forma significativa ao longo de 2011, com a crescente diferenciação do risco soberano na área do euro. Esta diferenciação conduziu a fortes tensões nos mercados financeiros internacionais e à restrição no acesso do sistema financeiro português ao mercado de dívida por grosso. Esta situação traduziu-se na subida das taxas de rendibilidade das obrigações do Banco Banif Mais, S.A. 17

18 tesouro para níveis economicamente insustentáveis e em acrescidas dificuldades no acesso ao financiamento por parte do sector público. Esta situação colocou pressão adicional sobre os bancos domésticos, o que tornou ainda mais complexa a sua situação. O financiamento das administrações públicas foi, assim, particularmente problemático, sobretudo no primeiro trimestre de 2011, onde o fluxo de crédito líquido representou uma pequena fracção do total das necessidades de financiamento do Estado para A assinatura do programa de assistência financeira dominou o fluxo de crédito líquido nos trimestres subsequentes, tendo os desembolsos ao abrigo do programa ascendido a milhões de euros. Neste contexto, o aumento dos depósitos de clientes e o recurso às operações de refinanciamento do BCE, que permaneceram a um nível elevado, permitiram mitigar o impacto do encarecimento do funding dos bancos sobre o preço e a quantidade do crédito. De facto, em 2011 o financiamento do sector bancário dependeu em grande medida do aumento da captação de depósitos junto do sector não monetário residente, que cresceu em termos homólogos 14,7%, enquanto os depósitos de não residentes registaram uma redução de 13,9% no mesmo período. As responsabilidades representadas por títulos mantiveram um contributo negativo, algo que é verificado desde o 4º trimestre de O recurso às operações de cedência de liquidez do BCE permaneceu relativamente estável, se bem que a nível elevado, representando cerca de 9% do financiamento do sistema. O aumento dos depósitos bancários contrasta com a diminuição verificada na generalidade dos outros instrumentos de poupança desde o início de 2010, nomeadamente a diminuição dos títulos de dívida de instituições financeiras colocados junto de clientes, a diminuição das subscrições líquidas de unidades de participação de fundos de investimento e o aumento dos resgates de certificados de aforro. 2.4 Política Orçamental A política orçamental foi condicionada em 2011 pela execução de um Orçamento do Estado virado para a redução do défice orçamental e, posteriormente, pela trajectória de ajustamento das variáveis orçamentais definida no Programa de Assistência Económica e Financeira, acordado em Maio com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI. Como ponto de partida, os valores do défice para 2010 foram sucessivamente revistos em alta de um valor inicialmente reportado de 7,3% do PIB, devido à inclusão na órbita das administrações públicas de um conjunto de empresas do sector dos transportes. Adicionalmente, foi também incluído no défice desse ano a assunção de imparidades do Banco Português de Negócios e a execução de uma garantia concedida ao Banco Privado Português. Paralelamente, o tat procedeu a uma alteração metodológica sobre o tratamento de 3 contratos de construção e exploração de infra-estruturas rodoviárias, até então classificadas como parcerias públicoprivadas com impactos nos défices e dívida dos períodos de 2007 a Por último, os valores finais sofreram nova alteração, após a identificação de um conjunto de dívidas contraídas desde 2004 pelas administrações e empresas públicas da Madeira e não comunicadas antes às autoridades estatísticas nacionais. Os valores finais para o défice e dívida em percentagem do PIB para o ano de 2010 estabilizaram finalmente em 9,8% e 93,3%, respectivamente. Banco Banif Mais, S.A. 18

19 O OE2011 definiu inicialmente os objectivos para o défice e dívida de, respectivamente, 4,6% e 86,6%. Na sequência do pedido de assistência financeira, foram definidos novas metas que tiveram em consideração as revisões acima referidas e ainda as perspectivas menos favoráveis de evolução do cenário macroeconómico. Os objectivos foram então revistos em alta para 5,9% e 101,7%, respectivamente para o défice e dívida pública. No entanto, a execução do OE2011 apresentou desvios significativos que, de acordo com o Ministério das Finanças (MF), se cifravam em cerca de 2 pontos percentuais do PIB (cerca de milhões de euros). Estes desvios são explicados, do lado da despesa, por uma redução menor que o esperado nas remunerações certas e permanentes (em cerca de 300 milhões de euros), por um acréscimo de 560 milhões de euros em consumos intermédios (dos quais 335 milhões em comissões pagas pelos empréstimos associados à ajuda internacional). Do lado da receita, o MF estimou um desvio de cerca de 800 milhões de euros em outras receitas correntes, resultantes de menores contribuições para a Segurança Social, receitas próprias do Ministério da Justiça e dividendos de participações do Estado. Para além destes desvios, existiram custos associados com a recapitalização do BPN, uma deterioração maior do que o esperado do sector empresarial do Estado e a não execução de vendas previstas de participações e património. Em conjunto estes desvios ascenderam a milhões de euros, sendo o restante explicado por operações ligadas a responsabilidades do sector empresarial da Região autónoma da Madeira. O desvio apurado foi colmatado com o recurso a medidas transitórias, de entre as quais a sobretaxa de IRS cobrada junto do subsídio de natal dos trabalhadores por conta de outrem com vínculo permanente, o aumento do IVA sobre os bens energéticos e a integração dos Fundos de Pensões da Banca na Segurança Social. Com o conjunto destas medidas o défice público para 2011 ter-se-á situado em 4% do PIB, se bem que o défice subjacente, excluindo as medidas de carácter pontual, se teria situado próximo de 7% do PIB. 3. SISTEMA FINANCEIRO No quadro de crise no mercado de dívida soberana, as condições de financiamento do sector público e do sector bancário nos mercados internacionais deterioraram-se significativamente desde o início As medidas não convencionais de política monetária do BCE, com destaque para as operações de cedência de liquidez, permitiram assegurar o financiamento do sistema bancário português, substituindo em parte o financiamento de médio e longo prazo nos mercados internacionais de dívida por grosso. Em 2010 e em 2011, o enquadramento do sistema bancário foi particularmente adverso e implicou um ajustamento do balanço da maioria dos bancos, que incluiu reforços de capital, vendas de activos, e uma intensificação da captação de recursos de clientes. Este enquadramento tem naturalmente repercussões sobre o volume de crédito concedido pelo sector bancário. Refira-se, a título de exemplo, o crédito destinado às empresas não financeiras em Portugal, que após ter mantido um crescimento de 2 dígitos em 2008, iniciou uma trajectória de descida em 2009, tendo atingido uma variação negativa de 0,4% em Julho de Para esta evolução contribuem não apenas as condições mais restritivas aplicadas pelos bancos na concessão de empréstimos, como também um efeito de procura por parte das empresas num contexto de clara desaceleração da actividade económica. Banco Banif Mais, S.A. 19

20 Quanto à materialização do risco de crédito, é de salientar que o crédito à habitação continuou a apresentar níveis de incumprimento baixos, para o qual tem contribuído o nível das taxas de juro, que conduziu a reduções substanciais da prestação média nos contratos deste segmento. Pelo contrário, o crédito de cobrança duvidosa respeitante aos empréstimos dirigidos ao consumo e às empresas continuou a acelerar nos últimos meses, tendo assumido níveis historicamente elevados, para o primeiro caso e valores relativamente altos, para o segundo. A grande volatilidade e incerteza nos mercados financeiros repercutiu-se igualmente no mercado accionista, tendo o índice PSI-20 registado desde finais de 2010 quebras significativas, à semelhança das registadas nos índices bolsistas internacionais. 3.1 Estabilidade Financeira A preocupação com a estabilidade financeira num contexto de agudização da crise da dívida soberana foi particularmente marcada, sendo uma parte fundamental do programa de assistência financeira. O principal objectivo desta estratégia é o de obter uma desalavancagem gradual e ordeira do sistema financeiro que não prejudique o financiamento dos sectores produtivos da economia. Neste sentido, a estratégia anunciada baseia-se em 4 pilares fundamentais: (i) O reforço da base de capital dos bancos; (ii) A protecção da liquidez do sistema; (iii) A melhoria da monitorização e supervisão do sistema bancário, e; (iv) Melhoria do enquadramento regulamentar. Relativamente ao primeiro aspecto, o Banco de Portugal introduziu desde o final de 2010 um conjunto de medidas destinadas a melhorar a solvência do sistema, de entre as quais a recomendação, realizada em Janeiro de 2011 para os bancos não distribuírem dividendos, de forma a melhorar os capitais de base; o estabelecimento, em Abril de 2011, de um objectivo para o rácio de core tier 1 de 8% para o final de 2011, objectivo esse que foi alterado em Maio, sob a égide do programa de assistência financeira, para 9%. No programa foi igualmente estabelecido um rácio mínimo de core tier 1 de 10% para o final de Também no programa de assistência financeira ficou definida uma facilidade de suporte à solvência dos bancos, de milhões de euros, destinada a providenciar aos bancos uma fonte de capital público na circunstância em que não for possível atingir os objectivos de capital através de fontes de mercado. A protecção da liquidez do sistema financeiro está relacionada com o processo de desalavancagem em curso, que se pretende ordeiro. Nesse sentido, o BP recomendou aos bancos, em Setembro de 2010, a desalavancagem através da venda de activos não-core ou não estratégicos, e começou a monitorar os rácios de alavancagem mais activamente. Em particular, pretende-se reduzir a dependência elevada do financiamento nos mercados grossistas, passando de um rácio de crédito sobre depósitos de cerca de 170% em Junho de 2010 para 120% até 2014 (no final do programa de ajustamento). Até ao final de Setembro de 2011, o rácio de crédito sobre depósitos já tinha descido para 146%, uma queda de mais de 20 pontos percentuais face ao máximo Banco Banif Mais, S.A. 20

21 atingido em Junho do ano anterior. Esta queda foi obtida através da combinação de aumento do volume de depósitos e de venda de activos, tanto domésticos como externos. A monitorização e supervisão do sistema bancário foram reforçadas através de um programa de inspecções onsite sobre a qualidade dos activos dos bancos, compreendendo os 8 maiores grupos financeiros e 83% dos activos do sector bancário. As correcções às imparidades reportadas pelos bancos ascenderam a menos de 0,5% das exposições creditícias analisadas. Os impactos dessas revisões sobre os rácios de capital, à data de 30 de Junho de 2011, foram pouco significativas, tendo o rácio de core tier 1 agregado passado de 9,1% para 8,8%, acima do mínimo de 8% exigível para aquela data. Paralelamente, os bancos passaram a reportar um novo rácio de crédito vencido, alinhado com as práticas internacionais e publicado pelo BP a partir de Setembro de No que respeita ao enquadramento regulamentar, merecem particular destaque os diplomas já apresentados no início de 2012, que respeitam ao acesso dos bancos ao capital público (DL Nº4/2012 de 11 de Janeiro), e ao reforço de poderes do BP para intervenção preventiva, resolução e protecção de depósitos, que está nas fases finais de aprovação. 3.2 Mercados Monetário e Cambial Em 2011, os mercados cambiais voltaram a mostrar uma elevada volatilidade, com as moedas que habitualmente são procuradas pelos investidores por motivo de refúgio a terem desempenhos muito fortes, sobretudo face ao euro, na sequência da agudização da crise da dívida soberana, em Agosto e Setembro. Assim, no início do ano e até finais de Abril, o euro apreciou-se face ao iene e face ao dólar em, respectivamente 13% e 12%, na sequência da incorporação da expectativa de subida das taxas de juro por parte do BCE, para depois encetar um processo de queda que proporcionou uma depreciação anual de cerca de 8,8% e 4%, respectivamente. O Euro foi particularmente afectado pelas perspectivas que se criaram em torno de eventual incumprimento por parte de um país da Zona Euro e da inevitabilidade que essa situação criaria de abandono da zona euro por parte desse país. Também as menores perspectivas de crescimento económico da Zona euro pesaram negativamente no sentimento dos investidores, conduzindo em baixa o valor externo da moeda. Banco Banif Mais, S.A. 21

22 Ao longo de 2011, verificou-se um clima de aversão ao risco elevado que foi particularmente agudo durante os meses de Verão. Nesse período, os mercados interbancários deixaram de funcionar, com consequências negativas nos fluxos de financiamento intra-comunitários. As taxas euribor subiram durante os primeiros três trimestres, acompanhando o andamento da política monetária por parte do BCE, para depois caírem no 4º trimestre, na sequência dos cortes de taxas de juro oficiais. Com efeito, a autoridade monetária da Zona Euro continuou a praticar medidas extraordinárias de cedência de liquidez e as taxas de juro oficiais fecharam o ano a níveis mínimos, se bem que na primeira metade do ano houve um período de subida de taxas (entre Abril e Julho) que foi posteriormente revertido (em Novembro e Dezembro). 3.3 Mercado de Obrigações Os mercados obrigacionistas foram condicionados, ao longo de 2011, pelo agudizar da crise das dívidas soberanas na Zona Euro, o que provocou variações muito diferenciadas no desempenho das dívidas dos vários países. Neste contexto, a forte valorização da dívida alemã deveu-se ao aumento de procura por activos de Banco Banif Mais, S.A. 22

23 refúgio, enquanto a dívida de países sob planos de assistência financeira, como Grécia e Portugal, apresentaram desvalorizações sem precedentes, de -61,8% e -24,2%, respectivamente. A Irlanda registou o melhor desempenho no seio da Zona Euro (+11,2%), com o bom desempenho económico e o sucesso na implementação do respectivo programa de assistência a impactar positivamente no sentimento dos investidores. Nos restantes mercados, destaca-se a valorização da dívida de Espanha (+7,0%) e a tendência inversa em Itália (-5,7%). No mercado de crédito, após um 1º semestre positivo, o índice iboxx Corporate sofreu uma desvalorização no segundo semestre, tendo encerrado o ano com um ganho modesto de 1,71%. 3.4 Mercado de Acções Os mercados de acções registaram comportamentos díspares ao longo do ano. O índice S&P (EUA) terminou o ano inalterado, enquanto na Europa (índice MSCI Europe), no Japão (índice Nikkei) e nos Emergentes (índice MSCI Emerging Markets) os mercados apresentaram fortes quedas, de -10,94%, -17,05% e -20,41%, respectivamente. No que respeita à Zona Euro, o índice DJ Euro Stoxx 50, representativo das maiores capitalizações desta região, desvalorizou 17,05% em 2011, penalizado pelas questões em torno do agravamento da crise da Zona Euro atrás referidas. Ao nível sectorial, observou-se uma divergência significativa de desempenhos. Pela positiva, destacaram-se sectores mais defensivos, como farmacêuticas (+11,84%) e Alimentação e Bebidas (+5,39%), que conjugam uma maior estabilidade nos resultados com uma exposição mais elevada a mercados fora da Europa. Pela negativa, destacou-se o sector bancário (-32,48%), um dos mais directamente afectados pela crise das dívidas soberanas, mas também sectores mais expostos ao ciclo económico, como materiais básicos (- 30,12%) e o sector automóvel (-24,08%) foram penalizados, em parte devido a receios de um abrandamento económico mais forte na China. Em Portugal, o índice PSI-20 encerrou o ano de 2011 nos 5.494,27 pontos, menos 27,6% do que no final de A capitalização bolsista da Euronext Lisbon totalizou ,6 milhões de euros em Dezembro, 11,7% inferior à do período homólogo de Banco Banif Mais, S.A. 23

24 O segmento de obrigações foi o que mais contribuiu para o aumento da capitalização bolsista do mercado regulamentado da Euronext Lisbon no final do ano de 2011, ao subir 16,6% em relação ao mesmo período de O segmento de acções acumulou uma queda de 23,6% no ano, encerrando 2011 com uma capitalização bolsista de ,8 milhões de euros. A volatilidade do índice PSI-20 foi de 20,77% em Dezembro, acima dos 16,08% fixados no período homólogo de A EDP (18,92%), a Jerónimo Martins (17,90%) e a Galp (16,27%) foram os emitentes com maior representatividade no índice no final do ano. O valor das transacções efectuadas no mercado secundário a contado totalizou 2.083,8 milhões de euros em Dezembro, menos 1.796,2 milhões (46,3%) do que em igual período de No mercado regulamentado Euronext Lisbon, o volume de transacções caiu em ,5% face ao registado até Dezembro do ano anterior, para 2.054,9 milhões de euros. No mercado regulamentado de dívida (MEDIP), o valor transaccionado recuou 77,6% em relação ao final de 2010, para 246 milhões. Em Dezembro de 2011, o valor sob gestão dos organismos de investimento colectivo em valores mobiliários (OICVM) totalizou ,9 milhões de euros, menos 2.657,6 milhões de euros (-30,3%%) do que no final de Recorde-se que, nesta indústria, os volumes sob gestão já haviam caído 25% em 2010 face a Nos fundos especiais de investimento (FEI) o valor sob gestão caiu para 4.817,5 milhões de euros, menos 12% do que no ano anterior, cujo montante ascendeu a 5.477,7 milhões de euros. Banco Banif Mais, S.A. 24

25 Banco Banif Mais, S.A. 25

26 02 Síntese dos Principais Indicadores de Actividade Números significativos (base NCA) Milhares de Variação Activo líquido ,2% Crédito Total ,8% Capitais Próprios ,3% Produção global ,5% Margem Financeira ,5% Produto da Actividade ,8% Cash-Flow ,5% Resultado líquido ,3% Custos Pessoal/Activo líquido médio 18,0% 17,3% - Cost to Income 46,9% 45,1% - Produto Bancário/Activo líquido médio 5,4% 6,5% ROE 3,8% 4,0% - ROA 0,8% 0,9% - RAI/Activo líquido médio 1,0% 1,0% - RAI/Capitais Próprios médios 4,6% 4,4% - Provisões para crédito/crédito Total 26,1% 24,1% - Rácio Solvabilidade 24,4% 26,1% - Pontos de Venda Nº de Empregados Banco Banif Mais, S.A. 26

27 Banco Banif Mais, S.A. 27

28 03 Relatório do Conselho de Administração referente à actividade e às contas de 2011 do BANCO BANIF MAIS, S.A. Senhores Accionistas, Submetemos à apreciação de Vossas Excelências o Relatório e as Contas do Banco Banif Mais, S.A. (Banif Mais) relativo ao ano de Nos termos do Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro, e do Aviso do Banco de Portugal nº 1/2005, as contas aqui apresentadas foram elaboradas de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA). As contas do Banif Mais reflectem a situação patrimonial e os resultados gerados pela actividade desenvolvida em Portugal e pelas suas sucursais em Espanha, na Eslováquia e na Polónia. Com o intuito de proporcionar uma perspectiva completa sobre a actividade do crédito especializado da sub holding Banif Mais SGPS S.A. (Banif Mais SGPS), o presente relatório refere os aspectos mais significativos do sub grupo Banif Mais e apresenta um resumo da actividade das principais sociedades objecto de consolidação, incluindo a do Banif Plus Bank, Zrt. na Hungria (Banif Plus Hungria). SÍNTESE DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO ANO 1. BREVE BALANÇO DE 2011 A estrutura de participações do sub grupo Banif Mais sofreu uma alteração em Fevereiro de 2011, tendo o Banif Mais passado a deter 90% da TCC Investments Luxembourg, Sarl. (TCC Investments), até então detida a 100% pela Banif Mais SGPS, que manteve 10% de participação. A TCC Investments manteve como seu único propósito a aquisição e o booking de títulos emitidos ao abrigo de operações das titularização em que o Banif Mais se apresenta como entidade originadora. No final do ano de 2011, as demonstrações financeiras do Banif Mais (incluindo as sucursais) apresentam um resultado líquido de 7,6 milhões de euros (7,2 milhões de euros em 2010). Para este contribuíram os resultados positivos do Banif Mais em Portugal, com 11,0 milhões de euros (10 milhões de euros em 2010) e da Sucursal da Eslováquia com 0,3 milhões de euros (0,6 milhões de euros em 2010). Por sua vez, o contributo da Sucursal Espanhola para o Resultado Líquido do Banif Mais foi negativo em 3,3 milhões de euros (-3,4 milhões de euros Banco Banif Mais, S.A. 28

29 em 2010) e a Sucursal da Polónia apresentou um resultado líquido também negativo de 0,5 milhões de euros (-0,02 milhões de euros em 2010). No que respeita à actividade desenvolvida em Portugal, há a assinalar o facto de em 30 de Dezembro de 2011 ter sido concluído o processo de Cisão-Fusão da Banif Go, Instituição Financeira de Crédito, S.A. (Banif GO), em resultado do qual esta sociedade foi extinta e se verificou o seguinte: A incorporação por fusão no Banco Mais, S.A. da parcela do património da Banif GO constituída por todos os activos e passivos que consubstanciam os ramos de actividade leasing mobiliário e financiamento de aquisições a crédito ; A alteração da denominação do Banco Mais, S.A. para Banco Banif Mais, S.A. e o aumento do respectivo capital social de 100 milhões de euros para 101 milhões de euros. A referida fusão teve também impacto no resultado do Banif Mais em Portugal em 2011, uma vez que a mesma produziu efeitos em termos contabilísticos a partir de 1 de Janeiro de O resultado líquido do Banif Mais em Portugal em 2011 excluindo o impacto da fusão ascendeu a 18,1 milhões de euros. Note-se que em termos de actividade comercial, esta fusão não produziu novos impactos em 2011 pois a concretização e respectivo booking de novas operações relativas aos referidos financiamentos já são efectuados no Banif Mais desde O desempenho comercial global do sub grupo Banif Mais em 2011 registou uma concessão de 250,1 milhões de euros de financiamento, incluindo 154,0 milhões de euros de financiamento a clientes finais Crédito, ALD e Leasing decorrentes da celebração de novos contratos, e 96,1 milhões de euros de crédito stock através de factoring ou contratos de mútuo. Este desempenho traduz-se num decréscimo do valor financiado global de 17,5% e em decréscimos do financiamento a clientes finais de 15,6% e do financiamento de crédito stock de cerca de 20%. Para o referido desempenho global contribuiu de forma determinante a actividade em Portugal, onde foram celebrados contratos a clientes finais em 2011, aos quais corresponde um valor de crédito originado de 134,7 milhões de euros, menos cerca de 19% do que no ano anterior. O crédito stock concedido pelo sub grupo Banif Mais respeita em mais de 99% à actividade em Portugal. Nas Sucursais da Eslováquia e Polónia verificou-se um aumento dos financiamentos concedidos em 2011 face a 2010, tendo sido celebrados novos contratos (1.579 em 2010) a clientes finais, que representam um total de crédito concedido de 8,7 milhões de euros (6,2 milhões de euros em 2010). A sucursal de Espanha manteve em 2011 o total enfoque da sua actividade na gestão da carteira de crédito, com particular destaque para a recuperação de crédito em mora, não tendo havido concessão de novos créditos. No Banif Plus Hungria verificou-se um aumento significativo do valor financiado em 2011 face a 2010, tendo o valor financiado ascendido a 10,6 milhões de euros, mais 57,4% do que no ano anterior. Este desempenho é em parte explicado pelo facto de em anos anteriores esta subsidiária ter sentido fortes quebras da sua produção, Banco Banif Mais, S.A. 29

30 acima das quedas do mercado, situação que começou a inverter em 2010, mas cuja recuperação foi sobretudo notória em 2011, tendo recuperado parcialmente a sua posição no mercado. Apesar da diminuição global da produção de contratos e do valor de financiamento, o portfólio em balanço do sub grupo Banif Mais registou um crescimento de 11%, explicado pela referida fusão de parte do património da Banif GO. Assim, em 31 de Dezembro de 2011, a carteira de crédito a clientes, líquida de imparidade, da Banif Mais SGPS em termos consolidados era de 776,0 milhões de euros, quando um ano antes era de 697,7 milhões de euros. (milhões de euros) EVOLUÇÃO DA CARTEIRA DE CRÉDITO (sub Grupo Banif Mais) No Banif Mais, o crédito em balanço (líquido de provisões) ascendeu a 644,0 milhões de euros em 2011 (561,4 milhões de euros em 2010). EVOLUÇÃO DA CARTEIRA DE CRÉDITO (Banco Banif Mais, S.A.) (milhões de eur os) Banco Banif Mais, S.A. 30

31 2. MERCADO AUTOMÓVEL Segundo a ACEA European Automobile Manufacturers Association, o mercado da União Europeia para automóveis novos de passageiros deverá ter diminuído 1,7%, com um total de novas unidades vendidas ao longo do ano. As vendas em Dezembro deverão totalizar cerca de unidades, o que significa um decréscimo de 6,4% face ao período homólogo de Os países onde o Banif Mais se encontra a operar apresentaram no ano de 2011 comportamentos diferentes nas vendas de veículos novos. Veículos Novos - Mercado Ligeiros Passageiros * Var. 10/11 Portugal 201, , , , , % Hungria 171, ,278 60,189 43,479 45, % Eslováquia 59,700 70,040 74,717 64,033 68, % Polónia 293, , , , , % * Dados provisórios Em Portugal, no período acumulado de Janeiro a Dezembro de 2011, as vendas ascenderam a unidades, o que representou um decréscimo de 31,3% relativamente a igual período do ano anterior. No mês de Dezembro de 2011, o mercado de automóveis ligeiros de passageiros novos sofreu uma forte queda de 60,1% em relação a igual mês do ano anterior, tendo sido comercializados veículos. Este decréscimo deveu-se, por um lado, ao prolongamento da tendência descendente iniciada em Janeiro de 2011, e, por outro, ao facto de no período homólogo de 2010, que constitui o termo de comparação, o mercado ter registado uma forte subida resultado do aumento da fiscalidade para a compra de veículos e da extinção do programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida para automóveis não exclusivamente eléctricos, que viriam a ser introduzidos no início de O desempenho no mercado de usados é mais difícil de aferir, pois as estimativas que eram feitas com base nos registos de propriedade efectuados são agora menos fiáveis, pelo facto de ser obrigatório, desde 2008, o registo provisório das viaturas em nome dos revendedores. Os dados publicados disponíveis, que reflectem o número de registos efectuados, indicam uma redução do número de registos de cerca de 19% em 2011 face a 2010, redução esta que, ainda assim, é significativamente inferior à verificada na venda de veículos novos. Na Eslováquia o mercado de automóveis ligeiros de passageiros novos apresentou um crescimento de 6,5%. No segmento de usados, embora não haja estatísticas disponíveis, estima-se que o mercado tenha atingido as viaturas ( em 2010). Na Polónia, o mercado de automóveis ligeiros de passageiros novos em 2011 apresentou um desempenho inferior ao do ano anterior, com um decréscimo de 12,2% nas vendas. O número de registos de viaturas usadas de ligeiros de passageiros em 2011 também diminuiu em 10,7% face a 2010 ( e viaturas em 2010 e 2011, respectivamente). Banco Banif Mais, S.A. 31

32 Na Hungria o mercado de vendas de veículos ligeiros de passageiros novos registou um aumento de 3,7% em 2011 face a 2010, totalizando, para o ano, cerca de viaturas vendidas. No mesmo sentido, o mercado de usados medido pelo número de transacções de mudança de propriedade registadas apresentou uma subida de 6,7%, totalizando registos em ANÁLISE DA ACTIVIDADE POR PAÍS 3.1 Portugal Em Portugal, o ano de 2011 foi marcado pela referida contracção do mercado de venda de veículos novos e usados, tendo a actividade comercial do Banif Mais contraído face ao verificado em 2010, ano em que se tinha verificado uma recuperação da actividade comercial e recuperação da quota de mercado depois de um período de elevada contenção na concessão de crédito. Foram celebrados contratos em 2011 (excluindo crédito stock ) aos quais corresponde um volume total de crédito originado de 134,7 milhões de euros, menos cerca de 19% do que no ano anterior. PESO POR PRODUTO NO CRÉDITO TOTAL CONCEDIDO (excluindo crédito stock) 8% 6% 1% Crédito Auto Leasing e ALD Auto Crédito Pessoal 14% 71% Equipamentos Industruais e Agrícolas Outros Financiamentos No que respeita ao financiamento de veículos, segmento tradicional do Banif Mais e que representou cerca de 84% do crédito a clientes finais concedido em 2011, o número total de viaturas financiadas através de Crédito, Leasing e ALD (incluindo motas) ascendeu a , num montante total de crédito concedido de 99,8 milhões de euros, o que representou um decréscimo de 27,1% e 30,6%, respectivamente, face ao ano anterior. Esta produção representa um nível de concretização de propostas na ordem dos 45% (48% em 2010). Na actividade em Portugal, o Banif Mais manteve a segunda posição em termos de quota do mercado de financiamento de veículos usados, tendo, contudo, essa quota diminuído de 12,9% em 2010 para 11,8% em Banco Banif Mais, S.A. 32

33 2011. Também no financiamento para a aquisição de veículos novos a quota de mercado diminuiu de 3,3% para 2,5%. No financiamento de motos, o Banco manteve também a segunda posição do mercado, com uma quota de 29,1% em 2011, ainda que no final do ano o Banif Mais tivesse vindo a ocupar a primeira posição do ranking. Em 2011, ao nível do crédito pessoal, segmento que representou 8% dos financiamentos a clientes finais concedidos no ano, também se verificou uma redução da actividade, tendo sido realizados contratos, no montante de 10,2 milhões de euros, menos 25% do que em O segmento dos produtos de crédito lar e saúde não foram uma aposta do Banco em 2010 e 2011, sobretudo em consequência dos limites de TAEG impostos para este tipo de financiamento. O negócio de financiamento de equipamentos industriais e agrícolas alcançou em 2011 um peso de 7% no total do valor financiado, tendo este negócio, sobretudo no que respeita aos equipamentos industriais, sido impulsionado pela integração no Banif Grupo Financeiro, que começou em meados de 2010 a efectuar estas operações, quando angariadas no ponto de venda, através do Banif Mais. A produção deste tipo de financiamentos ascendeu a 7,8 milhões de euros em 2011 (10,1 milhões de euros em 2010). A acrescer à produção referida, o Banco financiou em 2011 na sua actividade em Portugal crédito stock no montante de 95,4 milhões de euros (119,7 milhões de euros em 2010). No Banif Mais, prosseguiu-se a actividade de cross selling de seguros directamente e através da MARGEM Mediação de Seguros, Lda, sociedade detida a 100% pela Banif Mais SGPS, com os prémios globais originados no ano de 2011 de cerca de 6,3 milhões de euros. Aproximadamente 60% destes prémios foram originados pelos seguros de protecção total e de vida. Em termos de política de concessão de crédito, o ano de 2011 continuou a reger-se por critérios de análise muito restritivos tendo em conta um contexto de agravamento da situação económica do país, o que poderia vir a significar níveis de incumprimento acrescidos face a um contexto económico regular. Como resultado dessas medidas, as operações concretizadas pelo Banco durante os anos de 2009, 2010 e 2011 apresentam um nível de incumprimento bastante reduzido e tendo em conta os modelos estatísticos usados pelo banco projectam níveis de perdas finais das mais baixas das observadas nos últimos anos. Durante o presente ano, deu-se continuidade à influência dos modelos estatísticos de análise de risco na decisão de crédito e manteve-se o forte enfoque na actividade de recuperação através da Equipa Central de Cobranças, responsável por todos os contactos com clientes em situações de incumprimento menos graves, bem como através das equipas regionais, responsáveis pelos contactos de maior complexidade e gravidade. Em termos de Resultado Líquido obtido nas contas elaboradas de acordo com as NCA (Normas Internacionais de Contabilidade), a actividade originada em Portugal apresentou um valor final de 11,0 milhões de euros (21,6 milhões de euros excluindo o impacto da fusão da Banif GO). Banco Banif Mais, S.A. 33

34 3.2 Espanha A Sucursal de Espanha manteve em 2011 o total enfoque da sua actividade na gestão da carteira de crédito, com particular destaque para a recuperação de crédito em mora, não havendo lugar à concessão de novos financiamentos. O contributo da Sucursal Espanhola para o Resultado Líquido do Banif Mais (contas de acordo com as NCAs) foi negativo em 3,3 milhões de euros. 3.3 Eslováquia Na Eslováquia a produção registada em 2011 foi cerca 28% acima da verificada em 2010 (em valor financiado), isto depois de em 2010 se ter verificado uma quebra significativa face a Foram então gerados novos contratos, com um total de crédito concedido de 4,9 milhões de euros. Das propostas de crédito recebidas foram concretizadas cerca de 34%, taxa similar à registada no ano anterior. Em termos de resultados, a Sucursal apresentou uma contribuição para o Resultado Líquido do Banif Mais de 0,3 milhões de euros. 3.4 Polónia A actividade na Polónia, apesar de se manter ainda em níveis baixos face ao seu potencial, apresentou no ano de 2011 uma evolução favorável, tendo sido financiados 913 veículos no valor de 3,8 milhões de euros, o que traduziu um crescimento de 37,7% e 57,5%, respectivamente, face a O Resultado Líquido em 2011 da actividade na Polónia foi negativo em 0,5 mil euros, sobretudo em resultado desta sucursal ter estado exposta ao risco cambial até 31 de Outubro de 2011, data em que foi possível a cobertura plena dos financiamentos para a moeda local (zlotys). A partir desse momento a sucursal passou a ficar apenas exposta ao risco cambial relativo à dotação de capital, no valor de 2 milhões de euros. 3.5 Hungria Em 2011 a actividade da subsidiária do Banco Banif Mais na Hungria contrariou a tendência negativa do mercado de financiamento de automóveis usados húngaro, que registou um decréscimo de 17% no número de unidades financiadas, enquanto que o aumento no número de contratos celebrados pela filial foi de 21,4% (26% em termos de valor de crédito concedido). Este desempenho acima do mercado é em parte explicado pelo facto de em anos anteriores esta subsidiária ter sentido fortes quebras da sua produção, cuja recuperação se iniciou em 2010 mas foi sobretudo notória em Estes números são mais expressivos tendo em consideração o esforço de redução dos custos de estrutura da filial, e que teve implicações ao nível da rede de delegações, que passou de 9 para 6 balcões. Banco Banif Mais, S.A. 34

35 Apesar da referida evolução do mercado de financiamento, as vendas veículos novos e usados apresentaram em 2011 evoluções positivas de 3,7% e 6,7%, respectivamente. Contudo, a penetração das vendas a crédito no ponto de venda reduziu-se em cerca de 2,3 pontos percentuais nas vendas de veículos usados (passando de 10,5% do total das transacções em 2010, para 8,2% em 2011) e cerca de 1,8 pontos percentuais no segmento de veículos novos (decrescendo de 29,3% para 27,5%). 4. CAPTAÇÃO DE FUNDOS No que respeita à gestão de liquidez Fontes de Financiament o do sub grupo Banif Mais, há que registar como facto notório que, ao 39% Secur it ização longo do ano de 2011, foram Obrigações Endividamento Bancário amortizadas linhas de crédito num total de 73 milhões de euros, bem como foram efectuadas amortizações de obrigações associadas a activos 49% transferidos num total de 133,9 12% milhões de euros, em concreto 17,6 milhões de euros ao abrigo da BMORE 4, 93,9 milhões de euros no âmbito da BMORE 5, enquanto a Atlantes Finance No. 3 teve uma amortização de 22,5 milhões. Em sentido diverso há que enfatizar que em Julho de 2011 o Banif Mais emitiu um empréstimo obrigacionista, garantido pela República Portuguesa, no montante de 25 milhões de euros, e que em Dezembro participou como co-originador na operação Atlantes Finance No. 4 pela qual foram titularizados 247,5 milhões de euros, dos quais 137,25 milhões de euros originados pelo Banif Mais. A partir destas operações e da manutenção, ainda que em fase de amortização, das operações de titularização BMORE 4, BMORE 5 e Atlantes Finance No. 3, do confortável nível de capitais próprios acumulados ao longo da sua história, e do continuado apoio ao Grupo da generalidade da banca doméstica, o Banif Mais logrou continuar a desenvolver a gestão da sua liquidez de uma forma equilibrada. Banco Banif Mais, S.A. 35

36 5. RECURSOS HUMANOS O sub grupo Banif Mais tem apresentado redução do número de colaboradores desde 2008, situação que ocorreu novamente em 2011, tendo acabado o ano com 355 colaboradores (Full Time Equivalent) face a 374 no final de Esta redução resultou essencialmente do redimensionamento das equipas face à redução do nível de produção na Hungria e em Portugal, apesar da integração de colaboradores por via do processo de fusão da Banif GO. Este processo de fusão implicou a incorporação de 39 colaboradores, 24 dos quais já se encontravam cedidos ao Banco desde 2010, pelo que o impacto no número de colaboradores em 2011 ascendeu a 14. Total Nº de Colaboradores por País 2011 (método FTE) Portugal Hungria Espanha Eslováquia Polónia Total ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO BANCO BANIF MAIS, S.A. A fusão da carteira de leasing mobiliário e de financiamentos de aquisições a crédito da Banif GO no Banif Mais produziu impactos de relevo nas demonstrações financeiras de final de 2011 deste Banco, tendo o Resultado Líquido (incluindo sucursais) atingido 7,6 milhões de euros (7,2 milhões de euros em 2010). Sem o efeito da referida fusão, o Resultado Líquido do Banif Mais ascenderia a 18,1 milhões de euros, evidenciando um crescimento para mais do dobro face ao resultado de Para o incremento dos resultados concorreram sobretudo os seguintes factores: Os rendimentos de instrumentos de capital, que aumentaram de 7,6 milhões de euros em 2010 para 12,7 milhões de euros em 2011, em resultado do recebimento de dividendos originados na TCC Investments (6,7 milhões de euros), situação nova em 2011 depois do Banco ter passado a deter 90% desta participada do sub grupo Banif Mais. O Banco recebeu ainda, como em 2010, dividendos da filial da Hungria (6,0 milhões de euros em 2011); As provisões para crédito líquidas de reversões e recuperações, que diminuíram de 13,6 milhões de euros em 2010 para 9,1 milhões de euros em 2011 (4,6 milhões de euros sem o impacto da fusão da Banif GO). A Demonstração de Resultados do Banif Mais apresenta em 2011, face ao ano anterior, uma redução da margem financeira de 11% (redução de 2,1% excluindo o impacto da fusão da Banif GO). O total dos proveitos operacionais também sofreu uma quebra de 2,8% (registaria um aumento de 4,9% excluindo o impacto da fusão da Banif GO). Esta evolução dos proveitos operacionais, melhor do que a verificada na margem financeira, foi sobretudo devida ao já referido aumento dos resultados de instrumentos de capital, uma vez que se assistiu a uma redução significativa dos resultados de serviços e comissões (resultado essencialmente do efeito da fusão da Banif GO) e ao agravamento dos resultados negativos de activos e passivos ao justo valor através de Banco Banif Mais, S.A. 36

37 resultados (rubrica que reflecte os ganhos ou perdas resultantes da reavaliação dos instrumentos financeiros derivados de risco de taxa de juro). Ao nível dos custos operacionais, é de assinalar a referida redução de 32,8% das provisões para crédito líquidas de reversões e recuperações (66,4% excluindo o impacto da fusão da Banif GO), fruto da menor necessidade de constituição de provisões na actividade em Portugal e em Espanha. Os custos com o pessoal e os gastos gerais administrativos mantiveram-se praticamente inalterados mesmo com os impactos da fusão, sendo que excluindo esse impacto estes custos teriam diminuído em 7,3%. Ao nível do Balanço, o activo líquido atingiu em Dezembro de 2011 o valor de 980,4 milhões de euros (789,1 milhões de euros em 2010), sendo 185,9 milhões de euros o valor do impacto da fusão da Banif GO. A rubrica do crédito a clientes líquida de provisões, que aumentou 14,7% em resultado dos efeitos da fusão, manteve-se a mais representativa, assumindo peso de 65,7% do activo líquido e tendo atingido 644,0 milhões de euros. Das restantes rubricas do activo é de assinalar os activos financeiros disponíveis para venda, que ascenderam a 189,4 milhões de euros, representando 19,3% do activo líquido, as aplicações em instituições de crédito que ascenderam a 66,4 milhões de euros no final de 2011, representado 6,8% do total do activo líquido e os outros activos, que ascenderam a 51,6 milhões de euros, representado 5,3% do total do activo líquido. Os activos financeiros disponíveis para venda aumentaram de forma expressiva em 2011 face em 2010 em resultado da aquisição pelo Banco de títulos emitidos ao abrigo da Operação de Titularização de créditos Atlantes Finance No. 4. Da rubrica de outros activos, que também aumentaram de forma significativa em resultado do aumento dos outros devedores, destacam-se 16 milhões de euros de empréstimo concedido à Banif Mais SGPS em Dezembro de 2011 e 15,6 milhões de euros de valores devidos pela BANIF - Banco Internacional do Funchal (Cayman) Ltd em resultado da cedência de activos efectuada, ainda pela Banif GO, em Dezembro de No que respeita ao passivo, verifica-se um incremento dos recursos de outras instituições de crédito como fonte de financiamento alheio, assumindo esta fonte de financiamento em conjunto com os fundos resultantes de operações de titularização de créditos o valor de 683,3 milhões de euros, o que representa 87,3% do total de passivo. O total do capital próprio registou 197,5 milhões de euros (20,1% do activo), tendo aumentado 9,3% face ao ano anterior. O impacto da referida fusão da Banif GO no capital próprio do Banco foi reduzido e perfez -2,1 milhões de euros. Banco Banif Mais, S.A. 37

38 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS Em termos individuais, o Banco Banif Mais, S.A. apresentou um Resultado Líquido de euros. Em consequência, o Conselho de Administração propõe a seguinte aplicação de resultados: Reserva Legal Reservas Livres PERSPECTIVAS PARA 2012 A estratégia do sub grupo Banif Mais para 2012 assenta numa aposta na rentabilidade e no bom nível de risco dos novos negócios, mantendo o objectivo de consolidação da posição nos mercados onde actua activamente. O Banif Mais continuará a apostar numa gestão activa do risco das carteiras geradas através do enfoque na recuperação rápida do crédito em incumprimento apoiada nos recursos e equipas internas da área de recuperação. No que respeita à actividade em Portugal, em 2012 e nos anos seguintes, perspectiva-se que o mercado de financiamento automóvel seja marcado pelas seguintes alterações: Redução da dimensão do mercado, devido a dois factores: o Redução das vendas de veículos e/ou do valor médio de venda; o Maior peso do pronto pagamento no total das transacções. Aumento da idade média das viaturas financiadas, pela deslocação das compras de veículos novos para semi-novos e dentro dos veículos usados para veículos com mais anos. Redução do número de operadores activos no mercado. No cenário perspectivado, o Banif Mais prevê manter-se como um dos principais operadores em Portugal, incrementando a sua quota, essencialmente no mercado de financiamento de veículos usados o segmento menos afectado pelo decréscimo expectável, isto, com algum incremento das margens praticadas. NOTAS FINAIS No sentido de cumprir com o artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais declara-se que não ocorreram, após o termo do exercício, factos relevantes não mencionados, estando a verificar-se um normal andamento dos negócios. Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 245.º do Código dos Valores Mobiliários, cada um dos membros do Conselho de Administração, signatários do presente documento, infra identificados, declara, sob sua responsabilidade própria e individual, que, tanto quanto é do seu conhecimento, o relatório de gestão, as contas anuais, a certificação legal de contas e demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou por Banco Banif Mais, S.A. 38

39 regulamento, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do Banco Banif Mais S.A., e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do Banco Banif Mais S.A., e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta. Por último, o Conselho de Administração gostaria de expressar os seus agradecimentos aos membros dos restantes Órgãos Sociais, às Autoridades Monetárias que supervisionaram a actividade, aos Clientes, Instituições de Crédito e todos os Colaboradores que empenhadamente se têm dedicado no exercício das suas funções. Lisboa, 27 de Fevereiro de 2012 O Conselho de Administração Joaquim Filipe Marques dos Santos Presidente Mário Raul Leite Santos Vice-Presidente António Manuel Rocha Moreira Vice-Presidente Manuel Cardoso Pinto Marta - Vogal João Manuel Mora de Ibérico Nogueira - Vogal Vítor Manuel Farinha Nunes Vogal Banco Banif Mais, S.A. 39

40 Banco Banif Mais, S.A. 40

41 04 Relatório sobre o Governo da Sociedade A informação que segue, relativa ao Governo da Sociedade, consubstancia o cumprimento do disposto na alínea b) do nº 2 do art.º 70º do Código das Sociedades Comerciais, no artigo 3º da Lei nº 28/2009, de 19 de Junho e nos art.º 16.º e 17.º do Aviso n.º 10/2011 do Banco de Portugal. 1. ESTRUTURA E PRÁTICAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO 1.1 Estrutura de Governance A sociedade está estruturada de acordo com o Modelo Latino (Reforçado), nos termos previstos na alínea a) do n.º 1 do art.º 278.º do Código das Sociedades Comerciais ( CSC ). A administração da sociedade está confiada a um Conselho de Administração (art.º 9.º e seguintes do Contrato de Sociedade) constituído por um mínimo de 3 e um máximo de 11 elementos, eleitos por mandatos de 4 anos. O Conselho de Administração é designado pela Assembleia Geral, de acordo com o n.º 1 do art.º 9.º do Contrato de Sociedade e com o n.º 1 do art.º 391.º do CSC. A fiscalização da sociedade está confiada a um Conselho Fiscal (art.º 17.º e seguinte do Contrato de Sociedade), constituído por 3 membros efectivos eleitos por mandatos de 4 anos, e a um revisor oficial de contas ou a uma sociedade de revisores oficiais de contas, de acordo com o previsto na alínea b) do n.º 1 do art.º 413.º do Código das Sociedades Comerciais. O Conselho Fiscal é eleito pela Assembleia Geral, em conformidade com o n.º 3 do art.º 17.º do Contrato de Sociedade e com o n.º 1 do art.º 415.º do Código das Sociedades Comerciais. O revisor oficial de contas é igualmente designado pela Assembleia Geral, de acordo com o n.º 3 do artigo 17.º do Contrato de Sociedade e com o n.º 1 do art.º 446.º do CSC. A gestão corrente da sociedade está delegada numa Comissão Executiva, constituída no seio do Conselho de Administração, conforme previsto no n.º 1 do art.º 12.º do Contrato de Sociedade e do n.º 3 do art.º 407.º do Código das Sociedades Comerciais. Banco Banif Mais, S.A. 41

42 1.2 Assembleia Geral Identificação dos membros da mesa da Assembleia Geral A Mesa da Assembleia Geral é constituída, de acordo com o art.º 21.º, n.º 2 do Contrato de Sociedade, por um Presidente e por dois Secretários. Estas funções são exercidas, actualmente, pelos membros que abaixo se discriminam. Presidente: Dr. José Abel Tavares da Silva Andrade Secretários: Eng.º João Maria Montesuma Carvalho Sá Marta Dr. Pedro Correia da Silva Andrade Dias Indicação da data de início e termo dos respectivos mandatos A eleição dos membros da Mesa da Assembleia Geral foi objecto de deliberação na Assembleia Geral de 16 de Março de 2009, para o mandato quadrienal , com termo em 31 de Dezembro de Indicação da antecedência exigida para o bloqueio das acções para a participação na assembleia-geral De acordo com o disposto no art.º 19.º do Contrato de Sociedade para efeitos de participação na Assembleia Geral as acções deverão ser registadas ou depositadas, na sociedade ou numa instituição legalmente autorizada para o efeito, pelo menos quinze dias antes da data de realização da Assembleia, e deverão permanecer registadas ou depositadas em nome do accionista pelo menos até ao encerramento da reunião da Assembleia Geral Indicação das regras aplicáveis ao bloqueio das acções em caso de suspensão da reunião da assembleia-geral De acordo com o n.º 2 do art.º 19.º do Contrato de Sociedade, os accionistas devem manter as acções de que são titulares registadas ou depositadas em seu nome, pelo menos, até ao encerramento da reunião da Assembleia Geral Número de acções a que corresponde um voto Nos termos do disposto no n.º 3 do art.º 19.º do Contrato de Sociedade, a cada 100 (cem) acções corresponde 1 (um) voto. De acordo com o n.º 4 do art.º 19.º do Contrato de Sociedade os accionistas titulares de acções em número inferior ao exigido para conferir direito a voto poderão agrupar-se de forma a completar o mínimo exigido. O agrupamento pode então ser representado por qualquer dos agrupados, ou por qualquer outro accionista com direito a voto. Banco Banif Mais, S.A. 42

43 1.2.6 Indicação de accionistas titulares de direitos especiais e descrição desses direitos Não existem accionistas titulares de direitos especiais. O capital social da sociedade está integralmente realizado e está representado por 101 milhões de acções ordinárias Indicação das regras estatutárias que prevejam a existência de acções que não confiram o direito de voto ou que estabeleçam que não sejam contados direitos de voto acima de certo número, quando emitidos por um só accionista ou por accionistas com ele relacionados O n.º 4 do artigo Sétimo do Contrato de Sociedade prevê a emissão de acções preferenciais sem voto, nos termos seguintes: A sociedade pode também emitir, nos limites legais, acções preferenciais sem voto, ou remíveis, com ou sem prémio, bem como converter acções ordinárias em acções preferenciais sem voto. Não existem regras estatutárias que limitem a contagem dos direitos de voto Existência de regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto, incluindo sobre quóruns constitutivos e deliberativos ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial Não existem regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto, designadamente no que se refere a quóruns constitutivos e deliberativos, pelo que será aplicável o regime legal (previsto, v.g. nos art.º 383 e 386.º do Código das Sociedades Comerciais). Não existem igualmente regras estatutárias sobre sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial Existência de regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto por correspondência Não existem regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto por correspondência Exercício do direito de voto por meios electrónicos Não está previsto o exercício do direito de voto por meios electrónicos Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de acções, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial Sem prejuízo do referido nos pontos anteriores, nomeadamente no ponto I.2.5, não existem restrições em matéria de direito de voto. Banco Banif Mais, S.A. 43

44 Informação sobre a intervenção da assembleia-geral no que respeita à política de remuneração da sociedade e dos membros do órgão de administração e outros dirigentes A remuneração dos membros dos órgãos sociais é estabelecida por uma Comissão de Remunerações, constituída por um mínimo de 1 e um máximo de 3 membros, eleita directamente pela Assembleia Geral (art.º 15.º, n.º 1 e art.º 17.º, n.º 4 do Contrato de Sociedade). Adicionalmente, em conformidade com o n.º 1 do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho, a Comissão de Remunerações submete anualmente, para apreciação pela Assembleia Geral, uma declaração sobre a política de remunerações dos órgãos de administração e fiscalização Informação sobre a intervenção da assembleia-geral na aprovação das principais características do sistema de benefícios de reforma de que beneficiem os membros dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º3 do art. 248.º-B do Código de Valores Mobiliários A concessão aos membros do Conselho de Administração de planos de segurança social (reforma por velhice ou invalidez e/ou complemento de reforma) será fixada pela Comissão de Remunerações (art.º 15.º, n.º 1 do Contrato de Sociedade). De acordo com o n.º 5 do art.º 15.º do Contrato de Sociedade as pensões e os complementos de reforma previstos no anterior número Um ficarão a cargo da sociedade, que para o efeito poderá celebrar, a favor dos beneficiários, contratos com empresas seguradoras ou sociedades gestoras de fundos de pensões. O regulamento de execução do regime de reforma e complementos de reforma deve ser aprovado pela Assembleia Geral (art.º 15.º, n.º 6 do Contrato de Sociedade) Regras aplicáveis à alteração dos estatutos da sociedade Não existem regras específicas, designadamente de natureza estatutária, aplicáveis à alteração dos estatutos da sociedade, sendo integralmente aplicável o regime legal previsto, designadamente, no Código das Sociedades Comerciais Participações Qualificadas no capital da sociedade Da totalidade das 101 milhões de acções do Banco Banif Mais, SA, 100 milhões de acções, representativas de 99% do capital social, são detidas pela sociedade Banif Mais - SGPS, S.A. e 1 milhão de acções, representativas de 1% do capital social, são detidas pela sociedade Banif Comercial SGPS, S.A.. Banco Banif Mais, S.A. 44

45 1.3 Conselho de Administração Identificação dos membros do Conselho de Administração Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos (Presidente) Dr. Mário Raul Leite Santos (Vice-Presidente) Dr. António Manuel Rocha Moreira (Vice-Presidente) Eng.º Manuel Cardoso Pinto Martha Dr. João Manuel Mora de Ibérico Nogueira Dr. Vítor Manuel Farinha Nunes Indicação da data de início e termo dos respectivos mandatos A eleição dos membros do Conselho de Administração foi objecto de deliberação na Assembleia Geral de 16 de Março de 2009, para o mandato quadrienal , com termo em 31 de Dezembro de Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 26 de Outubro de 2009, foi alterado o número de membros para integrar o Conselho de Administração no mandato correspondente ao quadriénio , de cinco para sete, tendo sido eleitos, para o exercício de funções no referido mandato, o Sr. Comendador Horácio da Silva Roque e o Sr. Dr. António Manuel Rocha Moreira. No dia 19 de Maio de 2010, faleceu o então Presidente do Conselho de Administração, Sr. Comendador Horácio da Silva Roque. Em 9 de Junho de 2010, o Conselho de Administração deliberou cooptar, ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do art.º 393 do Código das Sociedades Comercias, o Sr. Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos, o qual, em conformidade com o disposto no n.º 3 do art.º 69.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, apenas iniciou funções em 23 de Julho de 2010, após a conclusão do processo de registo junto do Banco de Portugal. O Conselho de Administração, igualmente em 9 de Junho de 2010, deliberou designar para Presidente do Conselho de Administração o Sr. Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos. Na sequência da renúncia do Dr. Manuel Carlos Carvalho Fernandes ao Cargo de Membro do Conselho de Administração da sociedade, em Assembleia Geral, realizada a 24 de Junho de 2012, foi deliberada a alteração da composição daquele órgão, que passou a ser constituído por 6 elementos. Na mesma Assembleia foi deliberada também a alteração o n.º1 do art.º 9.º do Contrato de Sociedade nos seguintes termos: o Conselho de Administração deverá ser composto por um número mínimo de três e máximo de onze administradores, conforme o que for deliberado em Assembleia Geral. Banco Banif Mais, S.A. 45

46 1.3.3 Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento de capital As competências do Conselho de Administração estão previstas no art.º 13.º, n.ºs 1 e 2 do Contrato de Sociedade. De acordo com a referida norma estatutária, o Conselho de Administração terá os mais amplos poderes de gerência e administração da sociedade.. Para além das atribuições gerais que por lei lhe são conferidas ou que lhe forem atribuídas pela Assembleia Geral, compete, designadamente ao Conselho de Administração: a) gerir os negócios sociais, actuando diligentemente com vista à realização do objecto social, celebrando os contratos e praticando todos os actos a isso necessários que não caibam na competência atribuída a outros órgãos da sociedade; b) adquirir, alienar, dar e tomar em locação, incluindo a locação financeira, e onerar quaisquer direitos ou bens móveis ou imóveis, com observância, quanto aos imóveis, dos condicionalismos legais; c) constituir sociedades e subscrever, adquirir, alienar e onerar participações sociais; d) participar em quaisquer associações, consórcios, agrupamentos complementares de empresas, agrupamentos europeus de interesse económico, quer intervindo na respectiva constituição, quer adquirindo posições em associações, consórcios ou agrupamentos já existentes; e) mobilizar recursos financeiros e realizar operações de crédito que não sejam vedadas pela lei; f) contratar empregados, fixar as suas remunerações, regalias sociais e outras prestações pecuniárias e exercer o correspondente poder directivo e disciplinar; g) constituir e alterar a estrutura organizativa da empresa e definir os métodos de trabalho a implementar, estabelecendo os regulamentos internos e impondo directivas a isso pertinentes; h) preparar e elaborar orçamentos, planos de investimento, orientações de estratégia e outros documentos previsionais e os correspondentes relatórios de execução; i) deliberar ou propor fundamentadamente os aumentos de capital necessários; j) representar a sociedade, em juízo e fora dele, activa e passivamente, e comprometer-se em árbitros; k) constituir mandatários para o exercício de actos determinados. O n.º 3 do art.º 5.º do Contrato de Sociedade contempla a possibilidade de aumento de capital da sociedade por deliberação do Conselho de Administração, com parecer favorável do Conselho Fiscal Informação sobre as regras aplicáveis à designação e à substituição dos membros do Conselho de Administração O Conselho de Administração é formado por um número mínimo de três e máximo de onze administradores, conforme o que for deliberado em Assembleia Geral. Os membros do Conselho de Administração são designados pela Assembleia Geral para o exercício de um mandato de quatro anos, sem prejuízo da sua reeleição, cabendo, na sua primeira reunião de cada mandato, a designação, de entre os seus membros, de um Presidente, podendo ainda nomear um ou mais Vice-Presidentes. Banco Banif Mais, S.A. 46

47 O Contrato de Sociedade não prevê qualquer regime específico relativo à substituição dos membros do Conselho de Administração, pelo que esta se processa nos termos previstos no n.º 3 do art.º 393 do Código das Sociedades Comerciais. Não está formalizada uma política de rotação de pelouros no Conselho de Administração Funções que os membros do órgão de administração exercem em outras sociedades, discriminando-se as exercidas em outras sociedades do mesmo grupo - Joaquim Filipe Marques dos Santos A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Presidente do Conselho de Administração Banif - SGPS, SA Banif - Banco Internacional do Funchal, SA Banif - Banco de Investimento (Brasil), SA Banif - Corretora de Valores e Câmbio, SA Banif (Açores) - Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil), SA Banif - Banco de Investimento, SA Banif Comercial, SGPS, SA Banif - Investimentos - SGPS, SA Banif Brasil (Holdings), SA Banif International Holdings, Ltd. Banif Imobiliária, SA Presidente da Mesa da Assembleia Geral Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil), SA Banif - Banco de Investimento (Brasil), SA Banif - Corretora de Valores e Câmbio, SA Presidente da Mesa da Assembleia Geral e Membro da Comissão de Vencimentos BCN - Banco Caboverdiano de Negócios, SA (em representação da Banif SGPS, SA) Presidente do Conselho de Supervisão Banif Plus Bank Co, Ltd Membro da Comissão de Vencimentos Banif Açor Pensões, Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA, Banif Gestão de Activos, SA Banif Capital - Sociedade de Capital de Risco, SA Banco Banif Mais, S.A. 47

48 B) Outras entidades Presidente do Conselho de Administração Centaurus Realty Group - Investimentos Imobiliários, SA Companhia de Seguros Açoreana, SA Conselheiro Conselho Económico e Social (CES) (em representação da Associação Portuguesa de Bancos) Membro do Conselho Consultivo Banif - Banco de Investimento, SA Membro do Conselho de Governadores St. Dominic s International School - Mário Raul Leite Santos A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Presidente do Conselho de Administração Banif Mais SGPS, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, SA Vogal do Conselho de Administração TCC Investments Luxembourg, SARL Banif Plus Bank Company, Ltd. Gerente Margem Mediação de Seguros, Lda B) Outras entidades Vogal do Conselho de Administração Auto Industrial, S.G.P.S., SA Auto Industrial, SA CAM-Camiões, Automóveis e Motores, SA Solmotor-Veículos e Peças, SA Finim-Representações, SA Mercentro-Comércio de Automóveis, SA A. Brás Heleno, SA Margem Investments, INC. Cayman Sagrup-S.G.P.S., S.A. Banco Banif Mais, S.A. 48

49 Gerente Tractores Ibéricos, Lda Forte, Lda Auto-Industrial Porto, Lda Auto Horizonte - Comercio e Reparações, Lda Digitese-Consultadoria em Aplicações Informáticas, Lda União Eborense de Automóveis, Lda EUA-Empresa Universal de Automóveis, Lda Garagem de Santa Cruz, Lda Sagar-Comércio de Máquinas e Representações, Lda Motolusa-Motores de Portugal, Lda Sodicentro-Comercio de Veiculos, Lda - António Manuel Rocha Moreira A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Presidente do Conselho de Administração Banif Rent - Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA Vice-Presidente do Conselho de Administração BCN - Banco Caboverdiano de Negócios, SA Banco Banif Mais, SA Vogal do Conselho de Administração Banif SGPS, SA Banif Banco Internacional do Funchal, SA Banif Comercial SGPS, SA Banif (Açores) - Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA Banif International Bank, Ltd. Banif Plus Bank Company Limited Membro da Comissão de Vencimentos Investaçor SGPS, SA (em representação do Banif - Banco Internacional do Funchal, SA) B) Outras entidades Presidente do Conselho Fiscal Zon TV Cabo Madeirense, SA (em representação do Banif - Banco Internacional do Funchal, SA) Banco Banif Mais, S.A. 49

50 - Manuel Cardoso Pinto Martha A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Vogal do Conselho de Administração Banif Mais SGPS, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, SA TCC Investments Luxembourg, SARL Membro do Conselho de Supervisão Banif Plus Bank Company Limited Gerente Margem Mediação de Seguros, Lda B) Outras entidades Presidente do Conselho de Administração Modipe, SA Vogal do Conselho de Administração Marthas & Companhia, SA Gerente Digitese-Consultadoria em Aplicações Informáticas, Lda - João Manuel Mora de Ibérico Nogueira A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Vogal do Conselho de Administração Banif Banco de Investimento, SA Banif Mais - SGPS, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, SA Banif Plus Bank Company, Ltd. TCC Investments Luxembourg, SARL Gerente Margem Mediação de Seguros, Lda B) Outras entidades Administrador Único Iberparticipa, SGPS, SA Banco Banif Mais, S.A. 50

51 - Vítor Manuel Farinha Nunes A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Vogal do Conselho de Administração Banif SGPS, SA Banif Banco Internacional do Funchal, SA Banif Mais - SGPS, SA Banif Rent, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, SA Banif Plus Bank Company, Ltd. TCC Investments Luxembourg, SARL Gerente Margem Mediação de Seguros, Lda B) Outras entidades Administrador Único FN Participações, SGPS, SA Gerente Core Investimentos, Consultoria e Serviços, Lda 1.4 Comissão Executiva Identificação dos membros da Comissão Executiva Dr. Mário Raul Leite Santos (Presidente) Dr. João Manuel Mora de Ibérico Nogueira Dr. Vítor Manuel Farinha Nunes A Comissão Executiva do Conselho de Administração foi constituída por deliberação deste órgão de 26 de Outubro de Nesta data, foi designado Presidente da Comissão Executiva o Sr. Dr. Mário Raul Leite Santos Poderes da Comissão Executiva A Comissão Executiva do Conselho de Administração exerce competências delegadas deste órgão, nos termos da deliberação de delegação de competências aprovada em reunião do Conselho de Administração de 26 de Outubro de 2009 (Acta n.º 268). Banco Banif Mais, S.A. 51

52 De acordo com a referida deliberação, a Comissão Executiva dispõe dos mais amplos poderes de administração e gestão estabelecidos na lei e no Contrato de Sociedade, com exclusão dos seguintes: a) cooptação de Administradores; b) aprovação dos Relatórios do Conselho de Administração e das Contas Anuais; c) pedidos de convocação de Assembleias Gerais; d) aprovação da prestação de cauções e garantias pessoais ou reais pela Sociedade, com excepção de garantias e avales bancários que se relacionem com o seu negócio; e) aprovação da abertura e encerramento de filiais, de sucursais, de agências e delegações ou de outras formas de representação social no estrangeiro; f) aprovação dos projectos de fusão, de cisão e de transformação da Sociedade; g) aprovação dos planos e orçamentos anuais; h) aprovação da emissão de empréstimos obrigacionistas; i) aprovação das propostas de alteração do Contrato de Sociedade; j) decisão sobre operações/limites de crédito (por desembolso e extrapatrimoniais) que envolvam exposições de crédito globais de clientes ou grupos de clientes, que não sejam Instituições de Crédito, superiores a 1 milhão de euros. São, no entanto, delegados na Comissão Executiva os poderes necessários no que concerne a decisões de utilização alternativa de modalidades de crédito, no âmbito do valor global das linhas ou limites em vigor, das taxas de juro ou comissões, bem como para a realização de operações extra-limite ou pontuais que não excedam, na sua totalidade, 10% do limite máximo aprovado para um cliente ou grupo de clientes; k) decisão sobre investimentos, projectos de investimento ou desinvestimentos de montante superior a 250 mil euros e a aquisição ou alienação de participações financeiras qualificadas ou que envolvam um montante superior ao atrás referido; l) contratação de empregados com a categoria de Director e a designação ou destituição de responsáveis de Órgãos de primeira linha da estrutura do Banco; m) atribuição de patrocínios e donativos de montante superior a 25 milhares de euros; n) relacionamento institucional com os titulares de valores mobiliários emitidos pelo Banco, sem prejuízo das competências próprias do Representante para as Relações com o Mercado; o) indicação de membros para os órgãos sociais das empresas onde o Banco participe e onde tenha essa prerrogativa; p) qualquer outro assunto sobre o qual algum Administrador requeira a deliberação do Conselho de Administração. Na deliberação de delegação de competências, está ainda contemplado que as competências previstas nas alíneas d), e), h), j), k) e l) são passíveis de ratificação pelo Conselho de Administração sempre que, por motivo de urgência ou manifesto interesse para o Banco, as mesmas devam ser exercidas pela Comissão Executiva que, para o efeito, as não poderão delegar. Banco Banif Mais, S.A. 52

53 1.4.3 Informação sobre as regras aplicáveis à designação e à substituição dos membros da Comissão Executiva A Comissão Executiva é constituída por um número ímpar de Administradores designados pelo Conselho de Administração (art.º 12.º, n.º 1 do Contrato de Sociedade), não se encontrando previsto qualquer regime estatutário específico para a designação ou substituição dos respectivos membros. De acordo com o previsto no art.º 12.º, n.º 2 o Presidente da Comissão Executiva deverá ser igualmente designado pelo Conselho de Administração. Não está formalizada uma política de rotação de pelouros entre os membros da Comissão Executiva. 1.5 Conselho Fiscal Identificação dos membros do Conselho Fiscal À data de referência, 31 de Dezembro de 2011, o Conselho Fiscal do Banco Banif Mais, S.A. é composto pelos seguintes membros: António Freitas dos Santos (Presidente) Manuel Rui dos Santos Caseirão (Vogal Efectivo) Maria Teresa Correia da Silva Andrade Dias (Vogal Efectivo) António Luis Matos de Athayde Martha (Vogal Suplente) Indicação da data de início e termo dos respectivos mandatos A eleição dos membros do Conselho Fiscal foi objecto de deliberação na Assembleia Geral de 16 de Março de 2009, para o mandato quadrienal , com termo em 31 de Dezembro de Informação sobre as regras aplicáveis à designação e à substituição dos membros do Conselho Fiscal. O Conselho Fiscal é composto por três membros efectivos, e por um suplente, nos termos legais (art.º 17.º, n.º 2 do Contrato de Sociedade), eleitos em Assembleia Geral por períodos de 4 anos, reelegíveis uma ou mais vezes. O Presidente do Conselho Fiscal será designado pela Assembleia Geral (art.º 17.º, n.º 2 do Contrato de Sociedade). O Conselho Fiscal deve ser constituído com respeito pelo regime de incompatibilidades legalmente previsto, devendo, pelo menos um dos seus membros ter curso superior adequado ao exercício das suas funções, Banco Banif Mais, S.A. 53

54 conhecimentos em auditoria ou contabilidade, e ser considerado independente nos termos da lei (art.º 3.º, n.º 2 do Decreto-lei n.º 225/2008 de 20 de Novembro). O Contrato de Sociedade não prevê qualquer regime específico relativo à substituição de membros do Conselho Fiscal, pelo que esta se processa nos termos previstos no artigo 415.º do Código das Sociedades Comerciais Funções que os membros do conselho fiscal exercem em outras sociedades, discriminando-se as exercidas em outras sociedades do mesmo grupo - António Freitas dos Santos A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Presidente do Conselho Fiscal Banif Mais SGPS, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, S.A. B) Outras entidades Membro do Conselho Fiscal / ROC Auto Industrial, SA Central Parque- Automóveis, SA Auto Industrial SGPS, SA Sient, SA Fiscal Único / ROC Gilauto Automóveis, Máquinas e Equipamentos, SA Solmotor- Veículos e Peças, SA Mercentro Comercio de Automóveis, SA Almeida & Torres, SA Marthas & Cª, SA Soft 2000, SA Soft Sol, SA Soft 400, SA Tinita, SA Tyr, SA Obrapolis, SA Soresolve Med. Seguros, SA Finim, SA Lucral, SA Mirol sgps, SA A. Brás Heleno, SA Banco Banif Mais, S.A. 54

55 Revisor Oficial de Contas Tractores Ibéricos, Lda Forte, Lda Garagem de Santa Cruz, Lda União Eborense de Automóveis, Lda Sodicentro- Comercio de Veículos, Lda Konecta Portugal, Lda - Manuel Rui dos Santos Caseirão A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Vogal do Conselho Fiscal Banif Mais SGPS, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, SA B) Outras entidades Sócio - Gerente BDO & Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda Presidente do Conselho Fiscal ASTA ATLÂNTICA Sociedade de Turismo e Animação, SA Fiscal Único Portugal-Western Balkans Chamber of Commerce (Sérvia, Croácia, Bósnia Herzegovina, Albânia, Macedónia e Montenegro) Representa a BDO & Associados Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., nos Conselhos Fiscais de várias Empresas (cerca de 100). - Maria Teresa Correia da Silva Andrade Dias A) Sociedades do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA Vogal do Conselho Fiscal Banif Mais SGPS, SA Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, SA B) Outras entidades Gerente Andrade Dias & Associados - Sociedade de Advogados R.L Presidente do Conselho Fiscal CAM Camiões, Automóveis e Motores, SA Banco Banif Mais, S.A. 55

56 Vogal do Conselho Fiscal Auto Industrial, SA Auto Industrial SGPS, SA Central Parque Automóveis, SA Referência ao facto de o conselho fiscal avaliar anualmente o auditor externo e à possibilidade de propor à assembleia-geral a destituição do auditor com justa causa O Conselho Fiscal avalia anualmente o auditor externo. O auditor externo em funções foi nomeado pela Assembleia Geral, em 16 de Março de 2009, pelo prazo de 4 anos. O Conselho Fiscal tem presente a possibilidade, que lhe é reconhecida, de propor à Assembleia Geral a destituição do auditor externo, com justa causa Referência ao facto de os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo Conselho Fiscal incluírem a descrição sobre a actividade de fiscalização desenvolvida referindo eventuais constrangimentos detectados, e serem objecto de divulgação no sítio da Internet da sociedade, conjuntamente com os documentos de prestação de contas Os Relatórios Anuais do Conselho Fiscal incluem a descrição sobre a actividade de fiscalização desenvolvida, referindo eventuais constrangimentos detectados (se existentes) e são objecto de divulgação no sítio de internet da sociedade, conjuntamente com os documentos de prestação de contas Descrição dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na sociedade, designadamente, quanto ao processo de divulgação de informação financeira. No último exercício, o Banco continuou a promover o desenvolvimento do seu Sistema de Controlo Interno, mantendo como objectivos a atingir e melhorar: Estabelecer o nível do Ambiente de Controlo da organização, conferindo disciplina e estrutura às bases da Função de Controlo Interno, disseminando essa cultura pela organização; Promover a efectividade e eficiência nas operações; Assegurar que a informação reportada é objectiva, fidedigna e correcta; Cumprir com as disposições legais e regulamentares definidas e aplicáveis. A metodologia de implementação de Controlo Interno assenta nos princípios internacionais e num framework desenvolvido pelo Grupo, pretendendo-se garantir a prossecução de cinco componentes essenciais: Ambiente de Controlo Estabelecendo o grau em que o Banco influencia a consciência de controlo dos seus colaboradores conferindo-lhe disciplina e estrutura. Avaliação do Risco Identificando e analisando os riscos relevantes (internos e externos), por forma a que os objectivos da organização sejam alcançados e que seja criada uma base adequada para a gestão dos riscos. Banco Banif Mais, S.A. 56

57 Actividades de Controlo Assentando em políticas e procedimentos adequados com o objectivo de assegurar que as premissas estabelecidas pelo órgão de gestão são seguidas e permitem que as acções necessárias sejam realizadas para identificar os riscos inerentes às actividades do Banco. Informação & Comunicação Garantindo a identificação, captura e comunicação de informação pertinente e relevante que permita a tomada de decisões e que garanta a adequada execução. Monitorização - Avaliando a qualidade da performance do Controlo Interno. Ao nível da função de Controlo Interno do Banco, foram acompanhadas e promovidas, em 2011, diversas iniciativas, quer de gestão quer regulamentares que cumpre destacar: Elaboração do Relatório de Controlo Interno do Banco durante o primeiro semestre, em cumprimento do disposto no referido Aviso n.º 5/2008; Apresentação do Projecto de Remediação junto dos órgãos do Banco e definição das Acções a realizar; Execução de acções de follow-up dos Projectos de Remediação, através da realização de reuniões de acompanhamento com as várias Direcções envolvidas; Utilização da aplicação SAS OpRisk para gestão e registos das deficiências detectadas, respectivas acções de remediação e follow-ups; Elaboração de relatórios bimestrais, enviados ao Banco de Portugal, com o follow-up dos trabalhos desenvolvidos no sentido de remediação das deficiências detectadas e evidenciadas no Relatório de Controlo Interno de Junho de Em linha com as orientações regulamentares e em particular do Aviso n.º 5/2008 do Banco de Portugal, o Banco manteve uma aplicação informática utilizada pelo Grupo que sustenta a monitorização e controlo das acções realizadas nesta matéria. Assim, em cada momento, é possível saber o status de cada deficiência e de cada acção de remediação, as quais são devidamente acompanhadas dos documentos e evidências consideradas necessárias. Trata-se de um sistema de comunicação dinâmico entre o Órgão de Controlo e as Direcções envolvidas no processo de remediação. O Grupo promove com regularidade análises de sensibilidade e de cenários, elaborando testes idiossincráticos e de carácter sistémico por forma a avaliar o seu impacto nas principais rubricas e indicadores da actividade ao nível consolidado, onde o Banif assume particular importância pelo seu peso relativo e materialidade dos riscos associados. O resultado destes testes, quando relevante, é considerado como input para as decisões de gestão, avaliando-se as vulnerabilidades detectadas e as medidas correctivas mais adequadas para a sua mitigação. No decurso de 2011 o Grupo participou em vários exercícios desta índole, definidos pelo banco de Portugal, nomeadamente o bottom-up stress test realizado entre os meses de Setembro e Outubro, e o SIP-WS3 realizado nos meses de Novembro e Dezembro. Ainda no âmbito do Grupo, dando continuidade ao desenvolvimento das iniciativas referentes ao Acordo de Basileia II foi elaborado o Relatório sobre o Processo de Auto-Avaliação da Adequação do Capital Interno (adiante designado ICAAP) em conformidade com a Instrução n.º 15/2007, cumprindo-se assim os requisitos estabelecidos pelo Acordo para o Pilar II, complementando-se a visão regulamentar com a perspectiva económica dos riscos e da respectiva alocação de capital. Banco Banif Mais, S.A. 57

58 Este processo veio permite ao grupo efectuar um planeamento de capital económico, adequado à sua estratégia de risco, acompanhado pela realização de exercícios que permitem a quantificação de perdas inesperadas para a globalidade do seu activo, e a consequente adequação da estrutura organizacional do governo, processos e controlos. A especificação do perfil de riscos do Grupo permite a criação de cenários de avaliação do seu capital económico em conjunturas adversas, adoptando planos de contingências de capital para mitigar a exposição aos riscos com impactos na solvabilidade do Grupo. É objectivo do Grupo não só a identificação de todos os riscos que incorre, mas também a definição e consolidação do modelo interno de avaliação das necessidades de capital económico e da sua afectação aos diferentes riscos e linhas de negócio, constituindo factores essenciais: Na garantia da solvabilidade financeira; Na criação de valor aos accionistas; Na preparação da organização face às adversidades da actual conjuntura económica; Na utilização do ICAAP, como um elemento central de suporte às decisões estratégicas. A concretização dos objectivos acima descritos assume particular importância no contexto actual, não apenas pelo facto da crise financeira internacional ter vindo reforçar a preocupação das Instituições Financeiras quanto à identificação e medição de riscos a que estão sujeitos, como no seu controle e mitigação. Adicionalmente, a crescente tendência de sofisticação do mercado e a futura emissão de novos requisitos regulamentares, reforçam os desafios, que serão colocados a todos intervenientes do sector financeiro. Uma vez integrado num Grupo financeiro, o Banco divulga numa perspectiva agregada, no âmbito do enquadramento normativo nacional do Pilar III Disciplina de Mercado de Basileia II, informação detalhada sobre a solvabilidade, sobre os riscos incorridos, os processos e sistemas de avaliação e gestão instituídos no Banco, tendo assim, disponibilizado ao mercado, um conjunto mais vasto de elementos para a tomada de decisões pelos agentes económicos, contribuindo para uma maior transparência, estabilidade e solidez do sistema financeiro Responsabilidade do órgão de administração e do órgão de fiscalização na criação e no funcionamento dos sistemas de controlo interno e de gestão de riscos da sociedade, bem como na avaliação do seu funcionamento e ajustamento às necessidades da sociedade O Conselho de Administração e o Conselho Fiscal reconhecem a importância que têm para a organização os Sistemas de Gestão de Riscos e de Controlo Interno, promovendo as condições humanas e tecnológicas que resultem num ambiente de controlo proporcional e adequado aos riscos da actividade. Os Órgãos de Gestão mantêm um acompanhamento regular e periódico sobre a evolução e mitigação das deficiências identificadas ao nível do Sistema de Controlo Interno, acompanhando e dinamizando reuniões regulares promovidas com o órgão de controlo e direcções do Banco para a identificação, monitorização, quantificação e gestão dos riscos, que lhes permitem tomar as medidas correctivas necessárias ao adequado funcionamento da sociedade. O Conselho Fiscal avalia anualmente, através de relatório próprio, a eficácia do sistema de controlo interno ajustado às necessidades da Sociedade, recomendando, quando aplicável, as melhorias que considera pertinentes. Banco Banif Mais, S.A. 58

59 2. REMUNERAÇÕES Descrição da política de remunerações dos órgãos de administração e de fiscalização a que se refere o artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho Na Assembleia Geral Ordinária de 24 de Março de 2011, em conformidade com o disposto no artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho, foi aprovada uma declaração sobre política de remunerações dos órgãos de administração e fiscalização, apresentada pela Comissão de Remunerações, com o seguinte teor: Considerando: que, nos termos do artigo 2.º da Lei n.º 28/2009, de 19 de Junho e do Aviso n.º 1/2010 do Banco de Portugal, a Comissão de Remunerações do Banco Mais, S.A. deve submeter, anualmente, a aprovação da Assembleia Geral, uma declaração sobre a política de remuneração dos membros dos respectivos órgãos de administração e de fiscalização; que a Comissão de Remunerações do Banco Mais, S.A. tem, nos termos do art.15, n.º 1 dos Estatutos, competência para fixar as remunerações dos membros dos órgãos sociais da sociedade, sem prejuízo das recomendações das autoridades de supervisão e das directrizes transversais às sociedades do Banif Grupo Financeiro; que a Comissão de Remunerações exerce tal competência nos termos do mandato que lhe foi conferido pela Assembleia Geral; A Comissão de Remunerações do Banco Mais, S.A. submete a aprovação da Assembleia Geral a seguinte declaração sobre a política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização: 1 Objectivos da Política de Remuneração dos órgãos de administração e fiscalização do Banco Mais, SA ( Política de Remuneração ) A Política de Remuneração tem como objectivos: permitir, em permanência, ao Banco, tendo em conta o ambiente concorrencial em que opera, atrair, motivar e fidelizar quadros dirigentes de alto nível e que apresentem um elevado potencial; incentivar a consecução de objectivos de performance coincidentes com os interesses do Banco e dos seus accionistas, a curto, médio e longo prazo. estimular e recompensar os contributos individuais relevantes e a boa performance colectiva; evitar uma excessiva exposição ao risco e potenciais conflitos de interesses, promovendo os objectivos, valores e interesses de longo prazo da instituição. E visa estabelecer: Os níveis e a estrutura da remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização; Os mecanismos de alinhamento dos interesses dos membros dos órgãos sociais com os interesses societários; 1 Informação prestada em cumprimento do disposto no artigo 3.º da Lei n.º 28/2009 de 19 de Junho Banco Banif Mais, S.A. 59

60 2. Aprovação da Política de Remuneração A Política de Remuneração foi aprovada em reunião da Comissão de Remunerações do Banco Mais, S.A., no dia 10 de Março de 2011, por deliberação unânime dos respectivos membros. A Comissão de Remunerações foi eleita em Assembleia Geral de 26 de Janeiro de 2010, a qual, tendo em consideração o interesse no alinhamento do respectivo mandato com o dos demais órgãos sociais, exercerá funções até ao final do mandato 2009/2012, e tem a seguinte composição: Rentipar Financeira, SGPS, S.A., representada pelo Dr. Fernando José Inverno da Piedade. Fernando José Inverno da Piedade é licenciado em Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Línguas e Administração (1982). Entre 1981 e 1988 integrou a Executive Team da Arthur Andersen em Portugal. Actualmente exerce cargos de administração em várias empresas do sector financeiro, sendo Presidente dos Conselhos de Administração das holdings Rentipar Financeira SGPS, SA, Rentipar Indústria SGPS, SA, Rentipar Investimentos SGPS, SA e Rentipar Seguros SGPS, SA. Fundação Horácio Roque, representada pela Dr.ª Maria Teresa Henriques da Silva Moura Roque Dal Fabbro Maria Teresa Henriques da Silva Moura Roque Dal Fabbro é licenciada em Política, Filosofia e Economia pela Universidade de Oxford (Reino Unido), Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Johns Hopkins (Bolonha, Itália) e candidata a Doutoramento junto Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Presentemente exerce cargos de administração em várias empresas do Grupo Rentipar, sendo de destacar as holdings Rentipar Financeira SGPS, SA, Rentipar Indústria SGPS, SA, Rentipar Investimentos SGPS, SA e Rentipar Seguros SGPS, SA. Renticapital Investimentos Financeiros, S.A., representava pelo Sr. Vitor Hugo Simons Vitor Hugo Simons é Presidente dos Conselhos de Administração da Mundiglobo Habitação e Investimentos, SA (desde 1981) e da Habiprede Sociedade de Construções, SA (desde 1989), sendo igualmente vogal dos conselhos de administração de várias empresas do Grupo Rentipar. Nenhum dos representantes designados pelas entidades membros da Comissão de Remunerações para exercício efectivo de funções, acima identificados, é membro dos órgãos de administração ou de fiscalização do Banco Mais, S.A., ou tem com algum daqueles quaisquer vínculos familiares ou dependência de qualquer natureza. A Comissão de Remunerações não recorreu a quaisquer peritos, consultores ou entidades externas com vista à preparação, elaboração e aprovação da Política de Remuneração, tendo tomado em consideração as práticas de remuneração das empresas em geral e as práticas de remuneração no sector financeiro e de outros Bancos portugueses que operam nos mercados nacional e internacional. Banco Banif Mais, S.A. 60

61 3. Descrição da Política de Remuneração 3.1 Conselho de Administração Presidente do Conselho de Administração O Presidente do Conselho de Administração aufere uma remuneração exclusivamente constituída por senhas de presença, de valor fixo, nas reuniões do referido órgão Membros da Comissão Executiva ( Administradores Executivos ) a) Composição da Remuneração A remuneração dos Administradores Executivos tem como referência um conceito de Remuneração Global que compreende 3 elementos chave: Uma Remuneração Fixa Uma Remuneração Variável A remuneração de base (salário base) O prémio de desempenho Um mecanismo de alinhamento dos interesses dos Diferimento de parte da membros executivos do órgão de administração com remuneração variável os interesses de longo prazo da sociedade Limitação do montante da remuneração variável A Remuneração Global, acima referida, poderá ser formalizada, relativamente a cada membro executivo do órgão de administração, num contrato que contempla, nomeadamente, o nível e a estrutura da remuneração (componentes fixa e variável); o respectivo termo e modalidades de rescisão, cláusulas de confidencialidade, nãoconcorrência e exclusividade e eventuais limitações contratuais para a compensação a pagar por destituição sem justa causa. A Remuneração Fixa constitui a parte mais significativa da Remuneração Global, estimando-se que possa representar, numa situação de cumprimento pleno dos objectivos delineados, cerca de 70% da Remuneração Global dos Administradores Executivos. Através dela, pretende-se remunerar os membros executivos do órgão de administração pelas responsabilidades inerentes às suas funções e pelas suas competências específicas. Por sua vez, a Remuneração Variável, referida ao desempenho, deverá constituir a parte menor da Remuneração Global, estimando-se que possa representar, numa situação de cumprimento pleno dos objectivos delineados, cerca de 30% daquela. Banco Banif Mais, S.A. 61

62 A Remuneração Variável Prémio de Desempenho - consiste unicamente num montante em cash, uma vez que o Banco Mais, S.A. não tem acções admitidas à negociação, e, por esta razão, não se considera adequada a implementação de planos de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções a membros do órgão de administração. Subjacente à Remuneração Variável está o objectivo de reconhecer e recompensar o contributo de cada Administrador Executivo, bem como a sua performance enquanto membro do colectivo dirigente do Banco. Os montantes atribuídos a título de prémio de desempenho dependem directamente do desempenho efectivo da instituição, aferido a objectivos qualitativos e quantitativos pré-determinados. Estes objectivos são determinados em função das estratégias delineadas (estratégia global do Banif - Grupo Financeiro e estratégias específicas para o Banco Mais, S.A.). b) Determinação e forma de pagamento da Remuneração Fixa A Remuneração Fixa é estabelecida com uma periodicidade anual, pela Comissão de Remunerações, relativamente a cada um dos Administradores Executivos, tendo em atenção os níveis praticados no mercado para funções equivalentes. Não existem mecanismos de ajustamento automático aos referidos níveis de mercado. A Remuneração Fixa é paga com periodicidade mensal, 14 vezes por ano. c) Condições, critério para a determinação e forma de pagamento da Remuneração Variável2 A Retribuição Variável correspondente a um determinado ano/exercício ( Exercício de Referência ) é determinada/atribuída anualmente, pela Comissão de Remunerações, até ao final do mês de Abril do ano/exercício seguinte, de acordo com o seguinte critério e sujeita às seguintes condições: Definições e respectivas abreviaturas: Remuneração ( RV') Variável Componente da Remuneração Global calculada com base em critérios de desempenho Exercício de Referência ('Exerc. Ref.') Exercício/ano a que diz respeito o desempenho que está na base da atribuição da Remuneração Variável (em regra, o exercício anterior àquele em que tem lugar a deliberação de atribuição de Remuneração Variável) Referência de Atribuição (1) ('Ref. 1') Valor Médio da Taxa Euribor a 12 meses ao longo do Exercício de Referência, acrescido de 2% Referência de Atribuição (2) ('Ref. 2') Valor Médio da Taxa Euribor a 12 meses ao longo do Exercício de Referência, acrescido de 6% 2 Todos os indicadores financeiros são considerados de acordo com a sua contabilização em IAS/IFRS, nos termos do seu contributo para o resultado global do Banif Grupo Financeiro. Banco Banif Mais, S.A. 62

63 Orçamento de Referência Indicadores Seleccionados ('Orçamento') Orçamento para o Exercício de Referência, aprovado pelo Conselho de Administração e validado pela Comissão de Vencimentos, com base no qual são estabelecidos os objectivos de desempenho dos Administradores Executivos. ( ISs ) Indicadores financeiros considerados relevantes para efeito da avaliação do desempenho dos Administradores Executivos e, consequentemente, cálculo da respectiva Remuneração Variável (actualmente os indicadores de Return on Equity e Cost-to-Income 2 ) Return on Equity ('ROE') Return on Equity do Banco no Exercício de Referência 3 Objectivo de Return on Equity ('ROE Obj ) Valor previsto para o indicador Return on Equity no Orçamento de Referência 2 Cost-to-Income ('CtI') Cost-to-Income do Banco no Exercício de Referência 2 Objectivo de Cost-to-Income ('CtI Obj ') Valor previsto para o indicador Cost-to-Income no Orçamento de Referência 2 Resultado Líquido ('RL') Resultado Líquido do Banco no Exercício de Referência 2 Objectivo de Resultado Líquido ('RL Obj ') Valor previsto para o Resultado Líquido do Banco no Orçamento de Referência 2 Objectivo de Remuneração Variável ( RV Obj ) Remuneração Variável devida em caso de cumprimento a 100% dos objectivos estabelecidos, correspondente a 30% da Remuneração Global c) (i) Condição Preliminar de Atribuição da Remuneração Variável Apenas haverá lugar ao pagamento de Remuneração Variável caso o indicador Return on Equity do Banco, no Exercício de Referência, seja superior ao valor médio anual da taxa Euribor a 12 meses durante esse mesmo ano, acrescido de 2% ( Ref. 1 ). [ RV > 0 se ROE > Ref. 1 ] c) (ii) Fórmula de Cálculo da Remuneração Variável caso o Return on Equity seja superior a Ref. 1 e inferior a Ref. 2. RV = RL RL Obj x CtI Ob j CtI x ROE Ref.2 x RV Obj 3 Valores calculados em base IAS/IFRS Banco Banif Mais, S.A. 63

64 c) (iii) Condição de Atribuição da Remuneração Variável em montante superior a 30% da Remuneração Global Como referido supra, de acordo com a estrutura de remuneração proposta, numa situação de cumprimento pleno dos objectivos delineados (isto é, concretização a 100% dos Indicadores Seleccionados do Orçamento de Referência), a Remuneração Variável dos Administradores Executivos corresponderá a 30% da Remuneração Global. Caso o valor real/efectivo dos Indicadores Seleccionados venha a ser mais positivo do que o valor previsto no Orçamento de Referência (cumprimento acima de 100%), o montante da Remuneração Variável de cada Administrador Executivo apenas poderá vir a ser superior a 30% da sua Remuneração Global caso o Return on Equity do Banco, no Exercício de Referência, seja superior ao Valor Médio da Taxa Euribor a 12 meses ao longo do Exercício de Referência, acrescido de 6%. [ RV > RVObj se ROE > Ref. 2 ] c) (iv) Fórmula de cálculo da Remuneração variável caso o Return on Equity seja superior a Ref.2 RV = RL RL Obj x CtI Obj CtI x RV Obj c) (v) Limitações ao montante global da Remuneração Variável O montante de Remuneração Variável atribuído a cada Administrador Executivo, calculado nos termos das alíneas anteriores, não pode exceder 36% da respectiva Remuneração Global. O montante global atribuído à totalidade dos (3) membros da Comissão Executiva a título de Remuneração Variável não pode exceder o montante correspondente a 5% do Resultado Líquido do Exercício de Referência, caso em que o montante a pagar será reduzido a esse limite e rateado na proporção das respectivas remunerações fixas.4 c) (vi) Forma de pagamento da Remuneração Variável No momento presente, tendo em conta a expressão, considerada moderada, que as componentes de remuneração variável assumem na política remuneratória do Banco, bem como a significativa longevidade que tem vindo a caracterizar as relações que a generalidade dos membros executivos do órgão de administração mantêm com a instituição (são, na sua grande maioria, quadros oriundos da estrutura de Direcção do Banco, ao qual se encontram vinculados por contrato de trabalho), não se vislumbra necessidade de proceder ao diferimento de uma parte substancial das Remunerações Variáveis. Não obstante, em linha com a política de remunerações aprovada na Assembleia Geral Anual de 2010, a Comissão de Remunerações deliberou estabelecer que, caso a Remuneração Variável, calculada nos termos das alíneas 4 Valor calculado em base NCA Banco Banif Mais, S.A. 64

65 anteriores, venha a exceder os 30% da Remuneração Global, o pagamento do montante correspondente a tal excedente será diferido para após o apuramento das contas de cada um dos três exercícios subsequentes (havendo lugar ao pagamento de um terço do montante em cada um dos mesmos). Por outro lado, em cada um dos três exercícios seguintes, apenas haverá lugar ao pagamento previsto no parágrafo anterior caso se verifiquem resultados que, de acordo com a Política de Remuneração em vigor em cada um dos mesmos, permitam a atribuição de Remuneração Variável. Remuneração Global Remuneração Fixa (aprox. 70%) Remuneração Variável Até 30% Pagamento aquando da atribuição A partir de 30% pagamento diferido pelos 3 anos subsequentes (1/3 + 1/3 + 1/3) Vogais do Conselho de Administração (Administradores Não Executivos) A remuneração dos membros vogais, não executivos, do Conselho de Administração é exclusivamente constituída por senhas de presença, de valor fixo, nas reuniões do referido órgão. Estes elementos poderão ser remunerados por outras sociedades do Grupo onde exerçam funções, nos casos em que os níveis e a complexidade das respectivas actividades, as práticas de mercado ou outras circunstâncias relevantes o justifiquem. 3.2 Conselho Fiscal A fim de garantir a isenção e o rigor na acção fiscalizadora do Conselho Fiscal, os respectivos membros não deverão vir a auferir qualquer remuneração, fixa ou variável, pelo desempenho dos seus cargos, podendo, no entanto, ser estabelecida uma remuneração exclusivamente em função das respectivas presenças nas reuniões daquele órgão, não estando, por qualquer forma, dependente ou relacionada com os resultados da sociedade. 4. Informações em cumprimento do disposto na Lei n.º 28/2009 de 19 de Junho a) Mecanismos que permitam o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os interesses da sociedade; A Comissão de Remunerações considera que a presente Política de Remuneração integra diversos mecanismos que permitem o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os interesses da sociedade, na medida em que: Banco Banif Mais, S.A. 65

66 i ii iii iv v vi vii A atribuição de uma Retribuição Variável aos Administradores Executivos está dependente de um Resultado Líquido do exercício substancialmente positivo, uma vez que, no Exercício de Referência, o indicador Return on Equity terá que ser superior à média da taxa Euribor 12 meses acrescida de 2%; A conjugação dos indicadores seleccionados para efeito da avaliação de desempenho dos Administradores Executivos faz relevar, não só a componente de resultado do exercício (Return on Equity), mas também a optimização da estrutura de custos e o nível de eficiência da organização (Cost-to-Income), factor considerado da maior importância para o desenvolvimento sustentável da instituição, a médio e longo prazo; A existência de duas hurdles de referência (Ref. 1 e Ref. 2), que o Return on Equity da sociedade terá que superar a fim de que haja lugar à atribuição de uma Remuneração Variável aos Administradores Executivos, por um lado, e para que esta possa atingir um montante superior a 30% da Remuneração Global, por outro, bem como o facto de que ambas estas hurdles dependem de indicadores externos à sociedade, previnem o risco de um aumento desproporcionado da Remuneração Variável decorrente da aprovação de um objectivo/orçamento pouco ambicioso; No mesmo sentido da alínea anterior, aponta a exigência de a Comissão de Remunerações validar o Orçamento de Referência, apresentado pelo Conselho de Administração, bem como o facto de poder anualmente rever a percentagem da Remuneração Global a que corresponde o Objectivo de Remuneração Variável. A existência de limites máximos à remuneração variável (36% da Remuneração Global e 5% do Resultado Líquido do Exercício) obvia situações de assunção de riscos excessivos; O diferimento do pagamento da Remuneração Variável, na componente em que exceda o Objectivo de Remuneração Variável (30% da Remuneração Global) e o seu condicionamento à continuidade dos resultados positivos da sociedade permitem acautelar o risco da atribuição de montantes extraordinariamente elevados num determinado exercício, que se traduzam em reduções substanciais dos resultados nos exercícios seguintes. A inexistência de Remuneração Variável para os Administradores Não Executivos, desligando a respectiva remuneração do nível de desempenho da sociedade em determinado exercício, potencia a sua função de controlo e supervisão da actividade dos Administradores Executivos, numa perspectiva de desenvolvimento prudente e sustentável da sociedade. b) Critérios de definição da componente variável da remuneração; Os critérios para a definição da componente variável da remuneração estão descritos na alínea c. do Ponto supra. c) Existência de planos de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções por parte de membros dos órgãos de administração e de fiscalização; O Banco Mais, S.A. não tem em vigor ou em perspectiva quaisquer planos de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções por parte de membros dos órgãos de administração e fiscalização. Considerando que o Banco Mais, S.A. não tem acções admitidas à negociação em mercado regulamentado e sendo o seu capital social integralmente detido por um accionista único, não se considera adequada ou viável a implementação de planos de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções a membros dos órgãos de administração e fiscalização. Banco Banif Mais, S.A. 66

67 d) Possibilidade de o pagamento da componente variável da remuneração, se existir, ter lugar, no todo ou em parte, após o apuramento das contas de exercício correspondentes a todo o mandato; A forma como o pagamento de parte da Remuneração Variável poderá ter lugar após o apuramento das contas de exercício correspondentes a todo o mandato está descrita na alínea c. (v) do ponto supra. e) Mecanismos de limitação da remuneração variável, no caso de os resultados evidenciarem uma deterioração relevante do desempenho da empresa no último exercício apurado ou quando esta seja expectável no exercício em curso. O mecanismo de limitação da Remuneração Variável (na parte cujo pagamento haja sido diferido), no caso de os resultados evidenciarem uma deterioração relevante do desempenho da empresa está previsto o último parágrafo da alínea c. (v) do ponto supra. 2.2 Indicação do montante anual da remuneração auferida individualmente pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade, incluindo remuneração fixa e variável Montante anual das remunerações auferidas individualmente pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade: Conselho de Administração Conselho de Administração Remunerações fixas (Inclui senhas de presença) Valores em Remunerações variáveis Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos ,00 0,00 Dr. Mário Raul Leite Santos , ,00 Dr. António Manuel Rocha Moreira ,00 0,00 Eng.º Manuel Cardoso Pinto Martha ,00 0,00 Dr. Manuel Carlos de Carvalho Fernandes ,00 0,00 Dr. João Manuel Mora de Ibérico Nogueira , ,00 Dr. Vítor Manuel Farinha Nunes , ,00 Total , ,00 Número total de beneficiários: 7 Banco Banif Mais, S.A. 67

68 Conselho Fiscal Os membros do Conselho Fiscal não auferiram qualquer remuneração no ano de Informações em cumprimento do disposto no n.º 4 do artigo 16.º do Aviso n.º 10/2011 do Banco de Portugal Membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização (em cumprimento do n.º 1 do artigo 16.º do Aviso n.º 10/2011) a) Processo de decisão utilizado na definição da política de remuneração, incluindo, se for caso disso, a indicação do mandato e da composição da comissão de remuneração, bem como a identificação dos consultores externos cujos serviços foram utilizados para determinar a política de remuneração e dos serviços adicionais prestados por estes consultores à sociedade ou aos membros dos órgãos de administração e fiscalização; As informações em referência constam do ponto 2. do Capitulo II.1 supra. b) Relativamente à componente variável da remuneração, os diferentes elementos que a compõem, incluindo a identificação da parcela que se encontra diferida e da parcela que já foi paga; A remuneração dos membros vogais, não executivos, do Conselho de Administração é exclusivamente constituída por senhas de presença, de valor fixo, nas reuniões do referido órgão. A Remuneração Variável dos Administradores Executivos referente ao exercício de 2011 não se encontra estabelecida/paga à presente data. Não existem componentes de remuneração diferidas atribuídas em exercícios anteriores. As diversas componentes da remuneração serão definidas em linha com o descrito no ponto do Capitulo II.1 supra. c) O modo como a política de remuneração permite, de forma adequada, atingir os objectivos de alinhar os interesses dos membros do órgão de administração com os interesses de longo prazo da instituição e de desincentivar uma assunção excessiva de riscos, bem como sobre os critérios utilizados na avaliação do desempenho. As informações em referência constam na alínea a. do ponto 4 do Capitulo II.1 supra. No que respeita aos critérios utilizados na avaliação de desempenho, aplicados na definição da componente variável da remuneração, a descrição mais detalhada consta na alínea c. do Ponto do Capitulo II.1 supra. Banco Banif Mais, S.A. 68

69 2.3.2 Membros Executivos do Órgãos de Administração (em cumprimento do n.º 2 do artigo 16.º do Aviso n.º 10/2011). a) Os órgãos competentes da instituição para realizar a avaliação de desempenho individual; Não existem órgãos da instituição com competência específica para avaliação de desempenho dos Administradores Executivos. A avaliação do desempenho da generalidade dos membros da Comissão Executiva será efectuada por aplicação dos critérios estabelecidos no ponto do Capítulo II.1 supra, para efeito de cálculo da respectiva Remuneração Variável. Não obstante, é à estrutura accionista, nomeadamente ao órgão de administração do accionista Banif Mais - SGPS, S.A. e ao órgão de administração da Banif SGPS, S.A., holding de topo do Banif Grupo Financeiro, que cabe a avaliação do desempenho dos Administradores Executivos. b) Os critérios predeterminados para a avaliação de desempenho individual em que se baseie o direito a uma componente variável da remuneração; As informações em referência constam na alínea c. do ponto do Capitulo II.1 supra. c) A importância relativa das componentes variáveis e fixas, assim como os limites máximos para cada componente; Conforme definido na alínea a. do ponto do Capítulo II.1 supra, a Remuneração Fixa constitui a parte mais significativa da Remuneração Global, estimando-se que possa representar, numa situação de cumprimento pleno dos objectivos delineados, cerca de 70% da Remuneração Global dos Administradores Executivos. d) Informação sobre o diferimento do pagamento da componente variável da remuneração, com menção do período de diferimento; Conforme descrito na alínea c. (vi) do ponto do capítulo II.1, caso a Remuneração Variável, calculada nos termos das alíneas anteriores, venha a exceder os 30% da Remuneração Global, o pagamento do montante correspondente a tal excedente será diferido para após o apuramento das contas de cada um dos três exercícios subsequentes (havendo lugar ao pagamento de um terço do montante em cada um dos mesmos). No ano de 2011 não foram efectuados quaisquer pagamentos referentes a diferimentos do pagamento da componente variável da remuneração nem se encontravam no final do ano devidos ou definidos para pagamento futuro valores desta natureza. e) O modo como o pagamento da remuneração variável está sujeito à continuação do desempenho positivo da instituição ao longo do período de diferimento; O pagamento da remuneração variável não está sujeito à continuação do desempenho positivo da instituição ao longo do período de diferimento. Banco Banif Mais, S.A. 69

70 f) Os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em acções, bem como sobre a manutenção, pelos membros executivos do órgão de administração, das acções da instituição a que tenham acedido, e informações sobre a eventual celebração de contratos relativos a essas acções, designadamente contratos de cobertura (hedging) ou de transferência de risco, respectivo limite, e sua relação face ao valor da remuneração total anual; O Banco Banif Mais, S.A. não tem em vigor ou em perspectiva quaisquer planos de atribuição de acções a membros dos órgãos de administração e fiscalização. g) Os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período de diferimento e do preço de exercício; O Banco Banif Mais, S.A. não tem em vigor ou em perspectiva quaisquer planos de opções de aquisição de acções por parte de membros dos órgãos de administração e fiscalização. h) Os principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários; Não existem quaisquer prémios anuais, para além da componente variável da retribuição dos Administradores Executivos (cujos parâmetros e fundamentos constam da Declaração sobre Política de Remunerações aprovada pela Assembleia Geral e acima transcrita) ou outros benefícios não pecuniários relevantes. i) A remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e ou de pagamento de prémios e os motivos por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos; Não existe remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e ou de pagamento de prémios, para além da componente variável da retribuição dos Administradores Executivos. j) As compensações e indemnizações pagas ou devidas a membros do órgão de administração devido à cessação das suas funções durante o exercício; Não foram pagas nem são devidas a ex-membros executivos do órgão de administração quaisquer quantias/indemnizações decorrentes da cessação das suas funções durante o exercício de k) Implementação de instrumentos jurídicos (de acordo com o artigo 10.º do Aviso n.º 10/2011) adequados para que não seja paga qualquer compensação ou indemnização nos casos em que a destituição do membro do órgão de administração, ou a resolução do seu contrato de trabalho, resultar de um inadequado desempenho das suas funções; Sem prejuízo do regime legal aplicável, não existem instrumentos jurídicos específicos tendentes a assegurar que não será paga qualquer compensação ou indemnização, incluindo pagamentos relacionados com a duração de um período de pré-aviso ou cláusula de não-concorrência, nos casos em que a destituição do membro do órgão de Banco Banif Mais, S.A. 70

71 administração, ou a resolução do seu contrato por acordo, resultar de um inadequado desempenho das suas funções. l) Os montantes pagos a qualquer título por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo com a instituição; Montantes pagos a cada um dos Administradores Executivos do Banco Banif Mais, S.A., a qualquer título, por outras sociedades em relação de domínio ou de Grupo: Valores em Comissão Executiva Remunerações auferidas em outras sociedades do Banif Grupo Financeiro Dr. Mário Raul Leite Santos 4.700,00 Dr. João Manuel Mora de Ibérico Nogueira ,00 Dr. Vítor Manuel Farinha Nunes ,00 m) As principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada, com indicação se foram sujeitas a apreciação pela Assembleia Geral; Os Administradores Executivos do Banco Banif Mais, SA são participantes, desde Maio de 2010, do Plano de Contribuição Definida do Fundo de Pensões do Banco Banif Mais, S.A. gerido pela Banif Açor Pensões Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.. Este Fundo é complementar à Segurança Social. Sendo as suas participações no Fundo idênticas à dos restantes empregados participantes do Fundo, este assunto não foi sujeito à apreciação da Assembleia Geral. n) A estimativa do valor dos benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração não abrangidos nas situações anteriores; Não existem benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração. o) A existência de mecanismos que impeçam a utilização pelos membros do órgão de administração de seguros de remuneração ou responsabilidade, ou quaisquer outros mecanismos de cobertura de risco tendentes a atenuar os efeitos de alinhamento pelo risco inerentes às suas modalidades de remuneração. Não estão definidos mecanismos destinados especificamente a impedir a utilização de seguros de remuneração ou responsabilidade, ou quaisquer outros mecanismos de cobertura de risco tendentes a atenuar os efeitos de alinhamento pelo risco inerentes às suas modalidades de remuneração. Banco Banif Mais, S.A. 71

72 2.3.2 Informações em cumprimento do disposto no n.º 3 do artigo 16.º do Aviso n.º 10/2011 do Banco de Portugal - Política de Remuneração dos colaboradores que, não sendo membros dos órgãos de administração ou de fiscalização, desempenhem funções de responsabilidade na assunção de riscos com impacto material no perfil de risco da instituição, a sua remuneração total os coloque no mesmo escalão de remuneração que os membros dos órgãos de administração ou fiscalização ou exercem funções de controlo previstas no Aviso do Banco de Portugal n.º 5/2008, de 1 de Julho a) Trabalhadores abrangidos Consideram-se abrangidos no ponto II.4 os colaboradores do Banco Banif Mais, S.A. que integram o quadro directivo da instituição ou desempenham funções nas áreas de risco, compliance e auditoria. b) Processo de decisão utilizado na definição da política de remuneração, incluindo, se for caso disso, a indicação do mandato e da composição da comissão de remuneração, bem como a identificação dos consultores externos cujos serviços foram utilizados para determinar a política de remuneração e dos serviços adicionais prestados por estes consultores à sociedade ou aos membros dos órgãos de administração e fiscalização; A política de remuneração dos referidos colaboradores é objecto de discussão e deliberação em Comissão Executiva, nos mesmos termos da generalidade dos colaboradores da instituição. c) Relativamente à componente variável da remuneração, os diferentes elementos que a compõem, incluindo a identificação da parcela que se encontra diferida e da parcela que já foi paga; A remuneração dos colaboradores dos colaboradores acima indicados tem como referência um conceito de "remuneração global" que compreende três componentes: Remuneração fixa, composta pelo vencimento base, complementos e subsídios, atribuídos com carácter de generalidade, tais como prémio de antiguidade e subsídio de almoço. Remuneração variável, constituída, apenas, por um prémio de desempenho. Mecanismo de alinhamento dos interesses dos colaboradores com os interesses de longo prazo da instituição. A remuneração fixa constitui a parte mais relevante da remuneração, estimando-se que possa representar mais de 80% da remuneração global dos colaboradores. Esta remuneração é paga 14 vezes por ano, ou seja, doze salários mensais, acrescidos do subsídio de férias e de natal. O prémio de desempenho não representa, em regra, mais do que 20% da remuneração global, estando a sua atribuição dependente de decisão discricionária do Conselho de Administração sob proposta da Comissão Executiva. Banco Banif Mais, S.A. 72

73 O prémio de desempenho consiste apenas num montante pago de imediato e de uma só vez, tendo em conta a sua expressão relativa, não havendo lugar a diferimento. d) O modo como a política de remuneração permite, de forma adequada, atingir os objectivos de alinhar os interesses dos colaboradores em questão com os interesses de longo prazo da instituição e de desincentivar uma assunção excessiva de riscos, bem como sobre os critérios utilizados na avaliação do desempenho. A remuneração variável para os colaboradores em apreço e para trabalhadores em geral é constituída, apenas, por um prémio de desempenho, cuja atribuição depende dos critérios de avaliação de desempenho estruturados nos objectivos específicos da função (definidos com base nos objectivos da instituição), de compliance e de conduta, cabendo a decisão do prémio à Comissão Executiva. Deste modo, pretende-se promover e motivar um melhor desempenho individual de cada colaborador, no contexto das funções que lhe estão confiadas, sem associar directamente este prémio aos resultados da sociedade, nomeadamente aos resultados no curto prazo. e) Os órgãos competentes da instituição para realizar a avaliação de desempenho individual; Não existem órgãos da instituição com competência específica para avaliação de desempenho colaboradores referidos. A avaliação do desempenho da generalidade dos colaboradores será efectuada com base critérios de avaliação de desempenho estruturados nos objectivos específicos da função (definidos com base nos objectivos da instituição), de compliance e de conduta, cabendo a decisão do prémio à Comissão Executiva. f) Os critérios predeterminados para a avaliação de desempenho individual em que se baseie o direito a uma componente variável da remuneração; Conforme referido na alínea d., a remuneração variável para os colaboradores em apreço e para os trabalhadores em geral é constituída, apenas, por um prémio de desempenho, cuja atribuição depende dos critérios de avaliação de desempenho estruturados nos objectivos específicos da função (definidos com base nos objectivos da instituição), de compliance e de conduta. g) A importância relativa das componentes variáveis e fixas, assim como os limites máximos para cada componente; Conforme definido na alínea a supra, a remuneração fixa constitui a parte mais relevante da remuneração, estimando-se que possa representar mais de 80% da remuneração global dos colaboradores. A componente variável não representa, em regra, mais do que 20% da remuneração global. h) O modo como o pagamento da remuneração variável está sujeito à continuação do desempenho positivo da instituição ao longo do período de diferimento; Não aplicável uma vez que não existe diferimento no pagamento da remuneração. Banco Banif Mais, S.A. 73

74 i) Os critérios em que se baseia a atribuição de remuneração variável em opções e indicação do período de diferimento e do preço de exercício; O Banco Banif Mais, S.A. não tem em vigor ou em perspectiva quaisquer planos de opções de aquisição de acções por parte de colaboradores. j) Os principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários; Não existem quaisquer prémios anuais, para além da componente variável da retribuição dos colaboradores. Os outros benefícios prestados pelo Banco são os seguintes: Seguro de vida; Seguro de saúde Seguro de acidentes de trabalho;.fundo de Pensões Plano de Contribuição Definida. 2.4 Divulgação de informação quantitativa de acordo com o previsto no artigo 17.º do Aviso n.º10/ Informação relativa aos membros dos órgãos de administração e fiscalização a) Montante anual das componentes fixa e variável da remuneração auferida individualmente pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade. Vide ponto 2.2 supra. b) Os montantes e os tipos de remuneração variável, separados por remuneração pecuniária, acções, instrumentos de share-linked e outros tipos. A remuneração variável é na sua totalidade pecuniária. c) O montante da remuneração diferida não paga, separada por componentes investidas e não investidas. Não aplicável, uma vez que não foi efectuado o diferimento de quaisquer remunerações. d) Os montantes anuais da remuneração diferida devida, paga ou objecto de reduções resultantes de ajustamentos introduzidos em função do desempenho individual dos colaboradores. Não aplicável, uma vez que não foi efectuado o diferimento de quaisquer remunerações. Banco Banif Mais, S.A. 74

75 e) O número de novas contratações efectuadas no ano a que respeita. Não se verificaram novas contratações em f) O montante dos pagamentos efectuados ou devidos anualmente em virtude da rescisão antecipada do contrato de trabalho com colaboradores, o número de beneficiários desses pagamentos e o maior pagamento atribuído a um colaborador. No ano de 2011 não foram efectuados nem se encontravam devidos no final do ano pagamentos resultantes da rescisão antecipada do contrato de trabalho Informação relativa aos colaboradores (membros da direcção ou que desempenham funções de controlo nas áreas de risco, compliance e auditoria) a) Montante anual das componentes fixa e variável da remuneração auferida por área de actividade (total agregado e discriminado por área de actividade). Valores em Remunerações fixas Remunerações variáveis Direcção , ,00 Funções de controlo (Gestão de Risco) ,35 550,00 Funções de controlo (Compliance) ,42 460,00 Funções de controlo (Auditoria) , ,00 Total , ,00 Número total de beneficiários: 15 b) Os montantes e os tipos de remuneração variável, separados por remuneração pecuniária, acções, instrumentos de share-linked e outros tipos. A remuneração variável descriminada no ponto anterior é na sua totalidade pecuniária. c) O montante da remuneração diferida não paga, separada por componentes investidas e não investidas. Não aplicável, uma vez que não foi efectuado o diferimento de quaisquer remunerações. Banco Banif Mais, S.A. 75

76 d) Os montantes anuais da remuneração diferida devida, paga ou objecto de reduções resultantes de ajustamentos introduzidos em função do desempenho individual dos colaboradores. Não aplicável, uma vez que não foi efectuado o diferimento de quaisquer remunerações. e) O número de novas contratações efectuadas no ano a que respeita. Número de novas contratações Direcção 0 Funções de controlo (Gestão de Risco) 2 Funções de controlo (Compliance) 1 Funções de controlo (Auditoria) 1 Total 4 As novas contratações referidas resultaram da transferência para as áreas descritas de colaboradores que trabalhavam noutras áreas do Banco. f) O montante dos pagamentos efectuados ou devidos anualmente em virtude da rescisão antecipada do contrato de trabalho com colaboradores, o número de beneficiários desses pagamentos e o maior pagamento atribuído a um colaborador. No ano de 2011 não foram efectuados nem se encontravam devidos no final do ano pagamentos resultantes da rescisão antecipada do contrato de trabalho. Banco Banif Mais, S.A. 76

77 Banco Banif Mais, S.A. 77

78 05 Demonstrações Financeiras DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS para os anos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Pró-forma Notas Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares 3 ( ) ( ) ( ) Margem financeira Rendimentos de instrumentos de capital Resultados de serviços e comissões Resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados 6 ( ) ( ) ( ) Resultados de activos financeiros disponíveis para venda 7 - ( ) ( ) Resultados de reavaliação cambial 8 ( ) ( ) ( ) Outros resultados de exploração Total de proveitos operacionais Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Amortizações do exercício Provisões para crédito líquidas de reversões Imparidade de outros activos financeiros Imparidade de outros activos líquida de reversões Provisões líquidas de reversões 16 ( ) ( ) ( ) Total de custos operacionais Resultado antes de impostos Impostos correntes 17 ( ) ( ) ( ) Impostos diferidos 17 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado líquido do exercício Resultados por acção Básico 18 0,07 0,06 0,07 Diluído 18 0,07 0,06 0,07 Banco Banif Mais, S.A. 78

79 DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL para os anos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Pró-forma Notas Reserva de justo valor Cobertura de fluxos de caixa (45.677) (45.677) Impostos Cobertura de fluxos de caixa 44 ( ) (33.574) (33.574) Diferenças cambiais (36.940) (36.940) Outro rendimento integral do exercício depois de impostos (70.514) (70.514) Resultado líquido do exercício Total do rendimento integral do exercício Banco Banif Mais, S.A. 79

80 BALANÇO em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Pró-forma Notas Activo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Créditos a clientes Activos cedidos com acordo de recompra Derivados de cobertura Activos não correntes detidos para venda Activos tangíveis Activos intangíveis Investimentos em subsidiárias Activos por impostos correntes Activos por impostos diferidos Outros activos Passivo Recursos de bancos centrais Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Passivos financeiros associados a activos transferidos Derivados de cobertura Provisões Passivos por impostos correntes Passivos subordinados Outros passivos Total do Passivo Capital Próprio Capital Outros instrumentos de capital Reservas de justo valor 45 (72.952) ( ) ( ) Outras reservas e resultados transitados 44 e Resultado líquido do exercício Total do Capital Próprio Banco Banif Mais, S.A. 80

81 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA para os anos findos em 31 de Dezembro de 2011 e Notas Fluxos de caixa de actividades operacionais Juros e comissões recebidos Recebimentos por prestação de serviços Juros e comissões pagos ( ) ( ) Pagamentos de prestação de serviços ( ) ( ) Pagamentos a fornecedores e colaboradores ( ) ( ) Recuperação de crédito e juros Outros pagamentos e recebimentos ( ) ( ) Variação nos activos e passivos operacionais: Aplicações e recursos em bancos centrais Crédito a clientes Aplicações em instituições de crédito ( ) Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes ( ) Outros activos e passivos operacionais ( ) ( ) Fluxos de caixa líquidos das actividades operacionais, antes de impostos sobre os lucros Impostos sobre os lucros pagos ( ) Fluxos de caixa líquidos das actividades operacionais Fluxos de caixa de actividades de investimento Activos financeiros detidos para venda / títulos ( ) ( ) Aquisição de investimentos em subsidiárias e associadas ( ) - Activos com acordo de recompra ( ) Venda de activos tangíveis Compra de activos tangíveis e intangíveis ( ) ( ) Dividendos recebidos Fluxos de caixa líquidos das actividades de investimento ( ) ( ) Fluxos de caixa de actividades de financiamento Aumento / Diminuição em: Aumento de capital social Transferências por fusão incorporação cap social da Bgo Emissão de papel comercial Reembolso de papel comercial ( ) ( ) Reembolso de passivos subordinados Reembolso de empréstimos obrigacionistas ( ) Fluxos de caixa líquidos das actividades de financiamento ( ) Efeitos de alterações da taxa de câmbio em caixa e seus equivalentes ( ) ( ) Variação líquida em caixa e seus equivalentes Caixa e seus equivalentes no início do período Caixa e seus equivalentes no fim do período Caixa e seus equivalentes engloba: Caixa Disponibilidades em outras instituições de crédito Recursos de outras instituições de crédito 33 Total Banco Banif Mais, S.A. 81

82 MAPA DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO para os anos findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Valores expressos em ) Capital social Outros instrumentos de capital Reserva de justo valor Reserva legal Outras reservas e resultados transitados Diferenças cambiais Outras reservas Resultados transitados Total outras reservas e resultados transitados Resultado líquido Total dos capitais próprios Saldo a 31 de Dezembro de ( ) Alterações de justo valor - - (33.574) (33.574) Diferenças cambiais (36.940) - - (36.940) - (36.940) Resultado líquido Total do rendimento integral do exercício - - (33.574) - (36.940) - - (36.940) Constituição de reservas ( ) - Saldo a 31 de Dezembro de ( ) Aumento de capital Transferências por fusão (38.801) ( ) ( ) Alterações de justo valor Diferenças cambiais Resultado líquido Total do rendimento integral do exercício (38.801) ( ) ( ) Constituição de reservas ( ) - Saldo a 31 de Dezembro de (72.952) c c c c c c Banco Banif Mais, S.A. 82

83 Banco Banif Mais, S.A. 83

84 06 Notas às Demonstrações Financeiras 1. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS 1.1 Bases de apresentação O Banco Banif Mais, S.A. ( Banco ou Banco Banif Mais ), é um banco privado com sede social em Lisboa, constituído por escritura pública no decurso do mês de Junho de O Banco tem como objecto social o exercício da actividade bancária e a realização de todas as operações permitidas aos bancos pela lei actual ou futura. Adicionalmente, pode efectuar aquisições, nos limites legais, de participações em sociedades com objecto diferente do acima referido, em sociedades reguladas por leis especiais e em agrupamentos complementares de empresas. O Banco através das suas sucursais opera nos mercados de Espanha, da Eslováquia e da Polónia. Em 30 de Dezembro de 2011, o Banco alterou a sua denominação social de Banco Mais, S.A. para Banco Banif Mais, S.A.. Os valores nas demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2010 referem-se às demonstrações financeiras individuais do Banco e são apresentadas apenas para fins comparativos. Adicionalmente, em virtude do processo de cisão/fusão da Banif Go Instituição Financeira de Crédito, S.A ( Banif Go ) ocorrido durante o exercício de 2011 são também apresentadas demonstrações financeiras pró-forma, nas quais os balanços e demonstrações de resultados do Banco Banif Mais e da parcela do património da Banif Go foram agregados. Conforme supra mencionado, os detalhes sobre o processo de cisão/fusão são apresentados nos parágrafos seguintes. O projecto de cisão/fusão foi realizado ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 118º do Código das Sociedades Comerciais mediante cisão (e respectiva dissolução) da Banif Go em dois patrimónios distintos, sendo um deles a integrar, por fusão, no Banco Banif Mais e o outro a integrar, por fusão, no Banif Banco Internacional do Funchal, S.A. e produziu efeitos contabilísticos a partir do dia 1 de Janeiro de O património a integrar no Banco Banif Mais é constituído por todos os activos e passivos que consubstanciam os ramos de actividade Locação financeira mobiliária e Financiamento de aquisições a crédito da Banif Go. Em 28 de Dezembro de 2011, foi efectuada a escritura da fusão nos termos do artigo 119º, e para os fins do artigo 118º, n.º 1, alínea c), ambos do Código das Sociedades Comerciais, o registo da escritura de fusão ocorreu a 30 de Dezembro de 2011, data na qual se procedeu à transferência na sua integralidade do referido património da Banif Go. No âmbito do disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho de 2002, na sua transposição para a legislação Portuguesa através do Decreto-Lei n.º 35/2005, de 17 de Fevereiro e do Aviso n.º 1/2005, do Banco de Portugal, as demonstrações financeiras do Banco Banif Mais, S.A. 84

85 Banco Banif Mais são preparadas de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA), tal como definidas pelo Banco de Portugal. As NCA traduzem-se na aplicação às demonstrações financeiras individuais das Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia, com excepção de algumas matérias reguladas pelo Banco de Portugal, como a provisão para crédito a clientes e o tratamento contabilístico relativo ao reconhecimento em resultados transitados dos ajustamentos das responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência apuradas na transição. Os IFRS incluem as normas contabilísticas emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC), e pelos respectivos órgãos antecessores. As demonstrações financeiras do Banco Banif Mais agora apresentadas reportam-se ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2011 e foram preparadas de acordo com as NCA, as quais incluem os IFRS em vigor tal como adoptados na União Europeia até 31 de Dezembro de As políticas contabilísticas utilizadas pelo Banco Banif Mais na preparação das suas demonstrações financeiras referentes a 31 de Dezembro de 2011 são consistentes com as utilizadas na preparação das Demonstrações Financeiras anuais com referência a 31 de Dezembro de As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao seu justo valor, nomeadamente instrumentos financeiros derivados, activos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados, activos financeiros disponíveis para venda e activos e passivos cobertos, na sua componente que está a ser objecto de cobertura. A preparação de demonstrações financeiras de acordo com as NCA requer que o Banco efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade, ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativos na preparação das demonstrações financeiras encontram-se analisadas na Nota 2. Estas demonstrações financeiras foram aprovadas em reunião do Conselho de Administração em 27 de Fevereiro de Crédito a clientes A rubrica crédito a clientes inclui os empréstimos originados pelo Banco, para os quais não existe uma intenção de venda no curto prazo, sendo o seu registo efectuado na data em que os fundos são disponibilizados aos clientes. O crédito a clientes é desreconhecido do balanço quando: (i) expiram os direitos contratuais do Banco ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) o Banco transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, ou (iii) não obstante, o Banco ter retido parte, mas não substancialmente todos, os riscos e benefícios associados à sua detenção, o controlo sobre os activos foi transferido. Banco Banif Mais, S.A. 85

86 O crédito a clientes é reconhecido inicialmente ao seu justo valor, acrescido das comissões e dos custos externos imputáveis à contratação de operações de crédito, que são periodificados na proporção do registo dos respectivos juros, sendo apresentado em balanço deduzido da imparidade para crédito. Imparidade A política do Banco Banif Mais consiste na avaliação regular da existência de evidência objectiva de imparidade na sua carteira de crédito. As perdas por imparidade identificadas são registadas por contrapartida de resultados, sendo subsequentemente revertidas por resultados caso se verifique uma redução do montante da perda estimada, num período posterior. Após o reconhecimento inicial, um crédito ou uma carteira de créditos sobre clientes, definida como um conjunto de créditos de características de risco semelhantes, poderá ser classificada como com imparidade quando existe evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos, e quando estes tenham impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do crédito ou carteira de créditos sobre clientes, cuja mensuração possa ser estimada com razoabilidade. Inicialmente, o Banco avalia se existe individualmente para cada crédito evidência objectiva de imparidade. Para esta avaliação e na identificação dos créditos com imparidade numa base individual, o Banco utiliza a informação que alimenta os modelos de risco de crédito implementados e considera de entre outros os seguintes factores: - a exposição global ao cliente e a existência de créditos em situação de incumprimento; - a viabilidade económico-financeira do negócio do cliente e a sua capacidade de gerar meios capazes de responder aos serviços da dívida no futuro; - a existência de credores privilegiados; - a existência, natureza e o valor estimado dos colaterais; - o endividamento do cliente com o sector financeiro; - o montante e os prazos de recuperação estimados. Para as carteiras de crédito constituídas por conjuntos homogéneos de crédito, o cálculo das perdas por imparidade efectua-se através de análise colectiva. As perdas por imparidade relativas a conjuntos homogéneos de crédito determinadas em termos colectivos pretendem reflectir as perdas incorridas, incluindo as perdas incorridas ainda não identificadas (IBNR), e são calculadas considerando os seguintes aspectos: - experiência histórica de perdas em carteiras de risco semelhante; - conhecimento da envolvente económica e da sua influência sobre o nível das perdas históricas; - período estimado entre a ocorrência da perda e a sua identificação. A metodologia e os pressupostos utilizados para estimar os fluxos de caixa futuros são revistos regularmente pelo Banco de forma a monitorizar as diferenças entre as estimativas de perdas e as perdas reais. De acordo com as NCA, o valor dos créditos deve ser objecto de correcção, de acordo com critérios de rigor e prudência para que reflicta a todo o tempo o seu valor realizável. Esta correcção de valor (imparidade) não Banco Banif Mais, S.A. 86

87 poderá ser inferior ao que for determinado de acordo com o Aviso n.º 3/95, do Banco de Portugal, o qual estabelece o quadro mínimo de referência para a constituição de provisões específicas e genéricas. Desta forma, o Banco aplica nas suas contas a valorimetria e provisionamento do crédito concedido de acordo com o regime definido pelas regras do Banco de Portugal e aplicado pelo Banco nos exercícios anteriores, como segue: i) Provisão específica para crédito concedido A provisão específica para crédito concedido é baseada na avaliação dos créditos vencidos incluindo os créditos vincendos associados, destinando-se a cobrir créditos de risco específico, sendo apresentada como dedução ao crédito concedido. A avaliação desta provisão é efectuada periodicamente pelo Banco, tomando em consideração a existência de garantias e o período de incumprimento. A provisão específica assim calculada assegura o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo Banco de Portugal através dos Avisos n.º 3/95, de 30 de Junho de 1995, n.º 2/99, de 15 de Janeiro de 1999, n.º 8/03 de 8 de Fevereiro de ii) Provisão para riscos gerais de crédito Esta provisão destina-se a cobrir riscos potenciais existentes em qualquer carteira de crédito concedido, incluindo os créditos por assinatura, mas que não foram identificados como de risco específico, encontrando-se registada no passivo. A provisão para riscos gerais de crédito é constituída com base no disposto nos Avisos n.º 3/95, de 30 de Junho de 1995, n.º 2/99, de 15 de Janeiro de 1999 e n.º 8/03 de 8 de Fevereiro de 2003, do Banco de Portugal. Em conformidade com a Carta Circular n.º 15/2009 do Banco de Portugal, a anulação contabilística dos créditos é efectuada quando não existem perspectivas realistas de recuperação dos créditos e para créditos colateralizados, quando os fundos provenientes da realização dos colaterais já foram recebidos, pela utilização de provisões quando estas correspondem a 100% do valor dos créditos. 1.3 Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura O Banco classifica como derivados para gestão do risco os (i) derivados de cobertura e (ii) os derivados contratados com o objectivo de efectuar a cobertura económica de certos activos e passivos designados ao justo valor através de resultados mas que não foram classificados como de cobertura. Todos os restantes derivados são classificados como derivados de negociação. Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação, pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período, excepto no que se refere aos derivados de cobertura. O reconhecimento das variações de justo valor dos derivados de cobertura depende da natureza do risco coberto e do modelo de cobertura utilizado. Banco Banif Mais, S.A. 87

88 O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa (discounted cash flows) e modelos de avaliação de opções, conforme seja apropriado. Contabilidade de cobertura Critérios de classificação Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura, podem ser classificados contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes condições: (i) (ii) (iii) (iv) À data de início da transacção a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura e a avaliação da efectividade da cobertura; Existe a expectativa de que a relação de cobertura seja altamente efectiva, à data de início da transacção e ao longo da vida da operação; A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transacção e ao longo da vida da operação; Para operações de cobertura de fluxos de caixa os mesmos devem ser altamente prováveis de virem a ocorrer. Cobertura de justo valor (fair value hedge) Numa operação de cobertura de justo valor de um activo ou passivo (fair value hedge), o valor de balanço desse activo ou passivo, determinado com base na respectiva política contabilística, é ajustado por forma a reflectir a variação do seu justo valor atribuível ao risco coberto. As variações do justo valor dos derivados de cobertura são reconhecidas em resultados, conjuntamente com as variações de justo valor dos activos ou dos passivos cobertos, atribuíveis ao risco coberto. Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, o instrumento financeiro derivado é transferido para a carteira de negociação e a contabilidade de cobertura é descontinuada prospectivamente. Caso o activo ou passivo coberto corresponda a um instrumento de rendimento fixo, o ajustamento de revalorização é amortizado até à sua maturidade pelo método da taxa efectiva. Durante o período coberto por estas demonstrações financeiras o Banco não detinha operações de cobertura classificados como cobertura do justo valor. Cobertura de fluxos de caixa (cash flow hedge) Numa operação de cobertura da exposição à variabilidade de fluxos de caixa futuros de elevada probabilidade (cash flow hedge), a parte efectiva das variações de justo valor do derivado de cobertura são reconhecidas em reservas, sendo transferidas para resultados nos períodos em que o respectivo item coberto afecta resultados. A parte inefectiva da cobertura é registada em resultados. Banco Banif Mais, S.A. 88

89 Quando um instrumento de cobertura expira ou é vendido, ou quando a cobertura deixa de cumprir os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, as variações de justo valor do derivado acumuladas em reservas são reconhecidas em resultados quando a operação coberta também afectar resultados. Se for previsível que a operação coberta não se efectuará, os montantes ainda registados em capital próprio são imediatamente reconhecidos em resultados e o instrumento de cobertura é transferido para a carteira de negociação. Derivados embutidos Os derivados que estão embutidos em outros instrumentos financeiros são tratados separadamente quando as suas características económicas e os seus riscos não estão relacionados com o instrumento principal e o instrumento principal não está contabilizado ao seu justo valor através de resultados. Estes derivados embutidos são registados ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados. 1.4 Outros activos financeiros Classificação O Banco classifica os seus outros activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias: Activos financeiros ao justo valor através dos resultados Esta categoria inclui: (i) os activos financeiros de negociação, que são aqueles adquiridos com o objectivo principal de serem transaccionados no curto prazo, e (ii) os activos financeiros designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com variações reconhecidas em resultados. O Banco designa, no seu reconhecimento inicial, certos activos financeiros como ao justo valor através de resultados quando: - tais activos financeiros são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor; - são contratadas operações de derivados com o objectivo de efectuar a cobertura económica desses activos, assegurando-se assim a consistência na valorização dos activos e dos derivados (accounting mismatch); ou - tais activos financeiros contêm derivados embutidos. Investimentos detidos até à maturidade Estes investimentos são activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidades definidas, que o Banco tem intenção e capacidade de deter até à maturidade e que não são designados, no momento do seu reconhecimento inicial, como ao justo valor através de resultados ou como disponíveis para venda. Banco Banif Mais, S.A. 89

90 Activos financeiros disponíveis para venda Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) o Banco tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias acima referidas. Reconhecimento e mensuração inicial e desreconhecimento Aquisições e alienações de: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, (ii) investimentos detidos até à maturidade e (iii) activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos na data da negociação, ou seja, na data em que o Banco se compromete a adquirir ou alienar o activo. Os activos financeiros são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, excepto nos casos de activos financeiros ao justo valor através de resultados, caso em que estes custos de transacção são directamente reconhecidos em resultados. Estes activos são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais do Banco ao recebimento dos seus fluxos de caixa ou (ii) o Banco tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Banco tenha transferido o controlo sobre os activos. Mensuração subsequente Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros ao justo valor através resultados são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em resultados. Os activos financeiros detidos para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, até que os investimentos sejam desreconhecidos ou seja identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. As variações cambiais associadas a estes activos são reconhecidas também em reservas, no caso de acções, e em resultados, no caso de instrumentos de dívida. Os juros, calculados à taxa de juro efectiva, e os dividendos são reconhecidos na demonstração dos resultados. Os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva e são deduzidos de perdas de imparidade. O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente (bid-price). Na ausência de cotação, o Banco estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções customizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado. Os instrumentos financeiros para os quais não é possível mensurar com fiabilidade o justo valor são registados ao custo de aquisição. Banco Banif Mais, S.A. 90

91 De acordo com o disposto na Carta-Circular n.º 47/07/DSBDR do Banco de Portugal, o Banco Banif Mais, S.A. passou a apresentar os títulos adquiridos no âmbito das operações de titularização na carteira de Activos financeiros disponíveis para venda, em vez de abater ao passivo financeiro. De acordo com o disposto na referida Carta-Circular, estes activos não são reavaliados e as perdas por imparidade associados ao crédito subjacente à transacção, são atribuídas a títulos e reconhecidas em resultados. Por outro lado, o passivo financeiro originado nas operações de titularização passou a estar líquido das provisões para crédito determinados de acordo com o Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal, segundo a Carta- Circular n.º 47/07/DSBDR. Imparidade Em conformidade com as NCA, o Banco avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida de resultados. Um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, encontra-se em imparidade sempre que exista evidência objectiva de imparidade resultante de um ou mais eventos que ocorreram após o seu reconhecimento inicial, tais como: (i) para os títulos cotados, uma desvalorização continuada ou de valor significativo na sua cotação, e (ii) para títulos não cotados, quando esse evento (ou eventos) tenha um impacto no valor estimado dos fluxos de caixa futuros do activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade. No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do activo e o valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efectiva original do activo financeiro. Estes activos são apresentados no balanço líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um activo com uma taxa de juro variável, a taxa de desconto a utilizar para a determinação da respectiva perda de imparidade é a taxa de juro efectiva actual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante da perda por imparidade diminui, e essa diminuição pode ser objectivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício. Quando existe evidência de imparidade nos activos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, deduzida de qualquer perda de imparidade no activo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição se o aumento for objectivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, excepto no que se refere a acções ou outros instrumentos de capital, caso em que a reversão da imparidade é reconhecida em reservas. Banco Banif Mais, S.A. 91

92 1.5 Activos cedidos com acordo de recompra e empréstimos de títulos Títulos vendidos com acordo de recompra (repos) por um preço fixo ou por um preço que iguala o preço de venda acrescido de um juro inerente ao prazo da operação não são desreconhecidos do balanço. O correspondente passivo é contabilizado em valores a pagar a outras instituições financeiras ou a clientes, conforme apropriado. A diferença entre o valor de venda e o valor de recompra é tratada como juro e é diferida durante a vida do acordo, através do método da taxa efectiva. Títulos comprados com acordo de revenda (reverse repos) por um preço fixo ou por um preço que iguala o preço de compra acrescido de um juro inerente ao prazo da operação não são reconhecidos no balanço, sendo o valor de compra registado como empréstimos a outras instituições financeiras ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o valor de compra e o valor de revenda é tratada como juro e é diferido durante a vida do acordo, através do método da taxa efectiva. Os títulos cedidos através de acordos de empréstimo não são desreconhecidos do balanço, sendo classificados e valorizados em conformidade com a política contabilística referida na Nota 1.4. Os títulos recebidos através de acordos de empréstimo não são reconhecidos no balanço. 1.6 Passivos financeiros Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal. Os passivos financeiros não derivados incluem recursos de instituições de crédito e de clientes, empréstimos, responsabilidades representadas por títulos, outros passivos subordinados e vendas a descoberto. Estes passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa efectiva, com a excepção das vendas a descoberto e dos passivos financeiros designados ao justo valor através de resultados, os quais são registadas ao justo valor. O Banco designa, no seu reconhecimento inicial, certos passivos financeiros como ao justo valor através de resultados quando: - são contratadas operações de derivados com o objectivo de efectuar a cobertura económica desses passivos, assegurando-se assim a consistência na valorização dos passivos e dos derivados (accounting mismatch); ou - tais passivos financeiros contêm derivados embutidos. O justo valor dos passivos cotados é o seu valor de cotação. Na ausência de cotação, o Banco estima o justo valor utilizando metodologias de avaliação considerando pressupostos baseados em informação de mercado, incluindo o próprio risco da entidade emitente. Caso o Banco recompre dívida emitida esta é anulada do balanço e a diferença entre o valor de balanço do passivo e o valor de compra é registado em resultados. Banco Banif Mais, S.A. 92

93 1.7 Activos não correntes detidos para venda Activos não correntes ou grupos para alienação (grupo de activos a alienar em conjunto numa só transacção, e passivos directamente associados que incluem pelo menos um activo não corrente) são classificados como detidos para venda quando o seu valor de balanço for recuperado principalmente através de uma transacção de venda (incluindo os adquiridos exclusivamente com o objectivo da sua venda), os activos ou grupos para alienação estiverem disponíveis para venda imediata e a venda for altamente provável. Imediatamente antes da classificação inicial do activo (ou grupo para alienação) como detido para venda, a mensuração dos activos não correntes (ou de todos os activos e passivos do Banco) é efectuada de acordo com os IFRS aplicáveis. Subsequentemente, estes activos ou grupos para alienação são mensurados ao menor valor entre o valor de reconhecimento inicial e o justo valor deduzido dos custos de venda. 1.8 Activos tangíveis Os activos tangíveis do Banco encontram-se valorizados ao custo deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade. O custo inclui despesas que são directamente atribuíveis à aquisição dos bens. Os custos subsequentes com os activos tangíveis são reconhecidos apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para o Banco. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. Os terrenos não são amortizados. Actualmente, as amortizações referentes aos activos tangíveis são calculadas segundo o método das quotas constantes, às seguintes taxas de amortização que reflectem a vida útil esperada dos bens: Número de anos Imóveis: De serviço próprio 50 Obras em imóveis arrendados 8 a 10 Equipamento: Mobiliário e material 8 Máquinas e ferramentas 3 a 8 Equipamento informático 3 e 4 Instalações interiores 8 a 10 Equipamento de transporte 4 Equipamento de segurança 8 a 10 Outro equipamento 8 Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade, o IAS 36 exige que o seu valor recuperável seja estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de Banco Banif Mais, S.A. 93

94 um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados. O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do activo e da sua alienação no fim da sua vida útil. 1.9 Activos intangíveis Os custos incorridos com a aquisição, produção e desenvolvimento de software são capitalizados, assim como as despesas adicionais suportadas pelo Banco necessárias à sua implementação. Estes custos são amortizados de forma linear ao longo da vida útil esperada destes activos a qual se situa nos 3 anos. Os custos directamente relacionados com o desenvolvimento de aplicações informáticas pelo Banco, sobre os quais seja expectável que estes venham a gerar benefícios económicos futuros para além de um exercício, são reconhecidos e registados como activos intangíveis. Os restantes encargos relacionados com os serviços informáticos são reconhecidos como custos quando incorridos Locações O Banco classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 Locações. São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais. Locação operacional Os pagamentos efectuados pelo Banco à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito. Locação financeira - Como locatário Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período. Banco Banif Mais, S.A. 94

95 - Como locador Os contratos de locação financeira são registados no balanço como créditos concedidos pelo valor equivalente ao investimento líquido realizado nos bens locados. Os juros incluídos nas rendas debitadas aos clientes são registadas como proveitos enquanto que as amortizações de capital também incluídas nas rendas são deduzidas ao valor do crédito concedido a clientes. O reconhecimento dos juros reflecte uma taxa de retorno periódica constante sobre o investimento líquido remanescente do locador Imposto sobre lucros Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com itens que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de activos financeiros disponíveis para venda e de derivados de cobertura de fluxos de caixa são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem. Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição. Os impostos diferidos são calculados, de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem quer o lucro contabilístico quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias na medida em que não seja provável que se revertam no futuro. Os impostos diferidos activos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis Provisões São reconhecidas provisões quando (i) o Banco tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação. Nos casos em que o efeito de desconto é material, a provisão corresponde ao valor actual dos pagamentos futuros esperados, descontados a uma taxa que considere o risco associado à obrigação. Banco Banif Mais, S.A. 95

96 1.13 Reconhecimento de juros Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado e de activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares ou juros e custos similares, utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos e passivos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares ou juros e custos similares, respectivamente. A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta exactamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro. A taxa de juro efectiva é estabelecida no reconhecimento inicial dos activos e passivos financeiros e não é revista subsequentemente. Para o cálculo da taxa de juro efectiva são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro, não considerando, no entanto, eventuais perdas de crédito futuras. O cálculo inclui as comissões que sejam parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios e descontos directamente relacionados com a transacção. No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em juros e proveitos equiparados são determinados com base na taxa de juro utilizada na mensuração da perda por imparidade. No que se refere aos instrumentos financeiros derivados, com excepção daqueles classificados como derivados para gestão de risco, a componente de juro inerente à variação de justo valor não é separada e é classificada na rubrica de resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados. A componente de juro inerente à variação de justo valor dos instrumentos financeiros derivados para gestão de risco é reconhecida nas rubricas de juros e proveitos similares ou juros e custos similares Reconhecimento de rendimentos de serviços e comissões Os rendimentos de serviços e comissões são reconhecidos da seguinte forma: Os rendimentos de serviços e comissões obtidos na execução de um acto significativo são reconhecidos em resultados quando o acto significativo tiver sido concluído. Os rendimentos de serviços e comissões obtidos à medida que os serviços são prestados são reconhecidos em resultados no período a que se referem. Os rendimentos de serviços e comissões que são uma parte integrante da taxa de juro efectiva de um instrumento financeiro são registados em resultados pelo método da taxa de juro efectiva Distribuição de resultados pelos empregados De acordo com os estatutos do Banco, os accionistas, em Assembleia Geral, poderão fixar uma percentagem dos lucros a ser distribuída aos empregados, competindo ao Conselho de Administração fixar os respectivos critérios. Banco Banif Mais, S.A. 96

97 De acordo com o IAS 19 Benefícios dos empregados, as remunerações variáveis (participação nos lucros) atribuídas aos empregados são contabilizadas por contrapartida de resultados no exercício a que diz respeito Reconhecimento de dividendos Os rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando o direito de receber o seu pagamento é estabelecido Reporte por segmentos Um segmento de negócio é um conjunto de activos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio. Os resultados dos segmentos operacionais são periodicamente revistos pela Gestão com vista à tomada de decisões. O Banco prepara regularmente informação financeira relativa a estes segmentos, a qual é reportada à Gestão. Um segmento geográfico é um conjunto de activos e operações localizados num ambiente económico específico que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos. De acordo com o parágrafo 2 da IFRS 8 Segmentos Operacionais, o Banco não necessita de apresentar o reporte por segmentos Resultados por acção Os resultados por acção básicos são calculados dividindo o resultado líquido atribuível a accionistas do Banco pelo número médio ponderado de acções ordinárias emitidas, excluindo o número médio de acções ordinárias compradas pelo Banco e detidas como acções próprias. Para o cálculo dos resultados por acção diluídos, o número médio ponderado de acções ordinárias em circulação é ajustado de forma a reflectir o efeito de todas as potenciais acções ordinárias diluidoras. O efeito da diluição traduz-se numa redução nos resultados por acção, resultante do pressuposto de que os instrumentos convertíveis são convertidos ou de que as opções concedidas são exercidas Caixa e equivalentes de caixa Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, onde se incluem a caixa e disponibilidades em outras instituições de crédito. A caixa e equivalentes de caixa excluem os depósitos de natureza obrigatória realizados junto de bancos centrais. Banco Banif Mais, S.A. 97

98 1.20 Operações em moeda estrangeira As transacções em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio da data da transacção. Os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira, que estão contabilizados ao custo histórico, são convertidos à taxa de câmbio da data de balanço. As diferenças cambiais resultantes da conversão são reconhecidas em resultados. Os activos e passivos não monetários registados ao custo histórico, expressos em moeda estrangeira, são convertidos à taxa de câmbio à data da transacção. Activos e passivos não monetários expressos em moeda estrangeira registados ao justo valor são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor foi determinado. As diferenças cambiais resultantes são reconhecidas em resultados, excepto no que diz respeito às diferenças relacionadas com acções classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, as quais são registadas em reservas. 2. Principais estimativas e julgamentos utilizados na elaboração das demonstrações financeiras As NCA estabeleceram um conjunto de tratamentos contabilísticos que requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pelo Banco são analisadas como segue, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados do Banco e a sua divulgação. Uma descrição alargada das principais políticas contabilísticas utilizadas pelo Banco é apresentada na Nota 1 às demonstrações financeiras. Considerando que em algumas situações as normas contabilísticas permitem um tratamento contabilístico alternativo em relação ao adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados reportados pelo Banco poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que os critérios adoptados são apropriados e que as demonstrações financeiras apresentam de forma adequada a posição financeira do Banco e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes. Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para permitir um melhor entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda O Banco determina que existe imparidade nos seus activos financeiros disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor ou quando prevê existir um impacto nos fluxos de caixa futuros dos activos. Esta determinação requer julgamento, no qual o Banco recolhe e avalia toda a informação relevante à formulação da decisão, nomeadamente a volatilidade normal dos preços dos instrumentos financeiros. Banco Banif Mais, S.A. 98

99 Justo valor dos instrumentos financeiros derivados O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e na sua ausência é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade. Estas metodologias podem requerer a utilização de pressupostos ou julgamentos na estimativa do justo valor. Sempre que possível, o Banco utiliza a informação do justo de valor fornecida pelas entidades externas. Consequentemente, a utilização de diferentes metodologias ou de diferentes pressupostos ou julgamentos na aplicação de determinado modelo, poderia originar resultados financeiros diferentes daqueles reportados. Perdas por imparidade no crédito sobre clientes O Banco efectua uma revisão periódica da sua carteira de crédito de forma a avaliar a existência de imparidade, conforme referido na Nota 1.2, tendo como referência os níveis mínimos exigidos pelo Banco de Portugal através do Aviso n.º 3/95. O processo de avaliação da carteira de crédito de forma a determinar se uma perda por imparidade deve ser reconhecida é sujeito a diversas estimativas e julgamentos. Este processo inclui factores como a frequência de incumprimento, notações de risco, taxas de recuperação das perdas e as estimativas quer dos fluxos de caixa futuros quer do momento do seu recebimento. A utilização de metodologias alternativas e de outros pressupostos e estimativas poderiam resultar em níveis diferentes das perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados do Banco. Impostos sobre os lucros Para determinar o montante global de impostos sobre os lucros foi necessário efectuar determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transacções e cálculos para os quais a determinação dos impostos a pagar é incerto durante o ciclo normal de negócios. Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no exercício. As Autoridades Fiscais têm a atribuição de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pelo Banco, durante um período de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuízos reportáveis. Desta forma, é possível que haja correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção do Conselho de Administração do Banco, de que não haverá correcções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras. Banco Banif Mais, S.A. 99

100 3. Margem financeira O valor desta rubrica é composto por: De activos / passivos ao custo amortizado 2011 De activos / passivos ao justo valor Total Juros e rendimentos similares: Crédito ao consumo no país Crédito ao consumo no estrangeiro Locação financeira Títulos de rendimento Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em outras instituições de crédito Derivados de cobertura Activos cedidos com acordo de recompra Outros juros e rendimentos similares Juros e encargos similares: Passivos por activos titularizados não desreconhecidos ( ) - ( ) Débitos representados por títulos ( ) - ( ) Passivos subordinados ( ) - ( ) Recursos de Bancos Centrais ( ) - ( ) Recursos de outras instituições de crédito no país ( ) - ( ) Recursos de instituições de crédito no estrangeiro ( ) - ( ) Depósitos com pré-aviso ( ) - ( ) Derivados de cobertura - ( ) ( ) Outros juros e encargos similares ( ) - ( ) ( ) ( ) ( ) Margem financeira ( ) Banco Banif Mais, S.A. 100

101 A rubrica Juros e encargos similares de Recursos de outras instituições de crédito no país inclui o montante de referente a juros de Recursos de outras instituições de crédito contratualizados pela Banif Go e agregados no Balanço e Demonstração de Resultados do Banco no âmbito do processo de fusão/cisão realizado durante o exercício de 2011, como referido na Nota De activos / passivos ao custo amortizado De activos / passivos ao justo valor Total Juros e rendimentos similares: Crédito ao consumo no país Crédito ao consumo no estrangeiro Locação financeira Títulos de rendimento Disponibilidades em outras instituições de crédito Aplicações em outras instituições de crédito Derivados de cobertura Activos cedidos com acordo de recompra Outros juros e rendimentos similares Juros e encargos similares: Passivos por activos titularizados não desreconhecidos ( ) - ( ) Débitos representados por títulos ( ) - ( ) Passivos subordinados ( ) - ( ) Recursos de outras instituições de crédito no país ( ) - ( ) Recursos de instituições de crédito no estrangeiro ( ) - ( ) Recursos de clientes ( ) - ( ) Derivados de cobertura - ( ) ( ) Outros juros e encargos similares ( ) - ( ) ( ) ( ) ( ) Margem financeira ( ) Banco Banif Mais, S.A. 101

102 Os proveitos e encargos resultantes de serviços e comissões que são registados em resultados na rubrica Juros e rendimentos similares, podem ser analisados como segue: Custos resultantes de comissões pagas ( ) ( ) Proveitos resultantes de comissões cobradas ( ) ( ) 4. Rendimentos de instrumentos de capital Esta rubrica refere-se aos dividendos distribuídos das empresas participadas e é composta por: Banif Plus Bank, Zrt TCC Investment Luxembourg, Sarl Resultados de serviços e comissões O valor desta rubrica é composto por: Rendimentos de serviços e comissões: Por serviços de cobrança prestados Outros rendimentos de serviços e comissões Encargos com serviços e comissões: Por serviços de cobrança prestados por terceiros ( ) ( ) Por garantias recebidas ( ) - Outros encargos com serviços e comissões ( ) ( ) ( ) ( ) Resultados líquidos de serviços e comissões A rubrica Rendimentos por serviços de cobrança prestados, refere-se a comissões de gestão e de cobrança de contratos de crédito e outras comissões cobradas aos clientes. Banco Banif Mais, S.A. 102

103 A rubrica Encargos por garantias recebidas inclui o montante de referente a comissões associadas à garantia prestada pelo Banif - Banco Internacional do Funchal, S.A. à Banif Go e agregadas na Demonstração de resultados do Banco no âmbito do processo de fusão/cisão, como referido na Nota Resultados de activos e passivos ao justo valor através de resultados O valor desta rubrica é composto por: Proveitos 2011 Custos Total Activos e passivos detidos para negociação Instrumentos financeiros derivados: Contratos sobre taxas de juro ( ) Outros activos financeiros ( ) ( ) ( ) ( ) Proveitos 2010 Custos Total Activos e passivos detidos para negociação Instrumentos financeiros derivados: Contratos sobre taxas de juro ( ) Contratos sobre taxas de câmbio ( ) ( ) Outros activos financeiros ( ) ( ) ( ) ( ) As rubricas Instrumentos financeiros derivados respeitam a ganhos ou perdas resultantes da reavaliação do justo valor dos instrumentos financeiros derivados detidos para negociação, efectuada numa base regular, conforme referido na política contabilística descrita na Nota 1.3. Banco Banif Mais, S.A. 103

104 A rubrica Outros activos financeiros inclui custos no montante de (2010: ) referentes à remuneração da carteira de crédito associada aos títulos obrigações BMORE Finance No. 4 plc e BMORE Finance No. 5 fundo não detidos pelo Banco. 7. Resultados de activos financeiros disponíveis para venda A 31 de Dezembro de 2010, a rubrica Resultados de activos financeiros disponíveis para venda no montante negativo de , referia-se a perdas de outros títulos de rendimento variável. 8. Resultados de reavaliação cambial O valor desta rubrica é composto por: Proveitos Custos Total Proveitos Custos Total Reavaliação cambial ( ) ( ) ( ) ( ) Esta rubrica inclui os resultados decorrentes da reavaliação cambial de activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira de acordo com a política contabilística descrita na Nota Banco Banif Mais, S.A. 104

105 9. Outros resultados de exploração O valor desta rubrica é composto por: Outros proveitos de exploração: Rendimentos de prestação de serviços Mais-valias em bens de locação financeira Ganhos na alienação de activos tangíveis Outros proveitos de exploração Outros custos de exploração: Menos-valias em bens de locação financeira ( ) ( ) Impostos ( ) (84.549) Donativos e quotizações (18.906) (10.233) Perdas na alienação de activos tangíveis (1.916) ( ) Outros custos de exploração ( ) (5.157) ( ) ( ) As rubricas Mais e Menos-valias em bens de locação financeira referem-se a ganhos e perdas obtidos na venda e relocação de equipamentos de contratos de locação financeira rescindidos, respectivamente. As rubricas Mais e Menos-valias em bens de locação financeira incluem os montantes de e respectivamente, referente a ganhos e a perdas incorridas pela Banif Go, obtidas na venda e relocação de equipamentos de contratos de locação financeira, agregadas na Demonstração de resultados do Banco, no âmbito do processo de fusão/cisão, conforme referido na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 105

106 10. Custos com pessoal O valor desta rubrica é composto por: Remunerações Encargos sociais obrigatórios Encargos sociais facultativos Outros encargos O valor total de remunerações fixas atribuídas ao Conselho de Administração registados na rubrica Remunerações, foi de (2010: ). Durante o exercício findo a 31 de Dezembro de 2011, foi atribuído aos membros do Conselho de Administração, a título de remuneração variável, o montante de (2010: ). A 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor do crédito concedido pelo Banco ao Conselho de Administração encontra-se referido na Nota 24. O efectivo médio de trabalhadores ao serviço do Banco Banif Mais, S.A., distribuído por grandes categorias profissionais, é analisado como se segue: Portugal: Administração 6 7 Directores 8 8 Quadros técnicos Administrativos Outras funções Estrangeiro: Directores 6 6 Quadros técnicos 20 8 Administrativos Durante o exercício de 2011, foram incorporados no Banco Banif Mais 38 trabalhadores, no âmbito do processo de fusão/cisão, conforme referido na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 106

107 11. Gastos gerais administrativos O valor desta rubrica é composto por: Água, energia e combustíveis Impressos e material de consumo corrente Outros fornecimentos de terceiros Rendas e alugueres Comunicação e despesas de expedição Deslocações, estadas e representação Publicidade e acções promocionais Custos com trabalho independente Conservação e reparação Seguros Serviços judiciais, de contencioso e notariado Outros serviços especializados Outros serviços de terceiros A rubrica Publicidade e acções promocionais inclui o montante de (2010: ) referente à organização de eventos comerciais com vista à angariação de contratos de locação e de crédito ao consumo. A rubrica Outros serviços especializados inclui o montante de (2010: ) referente a custos com informática. A rubrica Outros serviços especializados também inclui o montante de referente a custos com empresas externas de recuperação de crédito. A rubrica Outros serviços especializados inclui o montante de referente a custos com o Programa Especial de Inspecções (Troika). Banco Banif Mais, S.A. 107

108 A rubrica Outros serviços especializados incluí os honorários facturados durante os exercícios de 2011 e 2010 pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, que de acordo com o disposto no art.º 508º-F do Código das Sociedades Comerciais, detalham-se como se segue: Revisão legal das contas anuais Outros serviços de auditoria externa Consultoria fiscal Amortizações do exercício O valor desta rubrica é composto por: Activos tangíveis: Imóveis Equipamento Activos intangíveis Provisões para crédito líquidas de reversões e recuperações A rubrica Provisões para crédito líquidas de reversões e recuperações é analisada como segue: Provisão específica para crédito concedido: Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Recuperação de crédito e juros ( ) ( ) A rubrica Provisão específica para crédito concedido, inclui o montante de de dotações do exercício e de reversões do exercício, decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 108

109 14. Imparidade de outros activos financeiros A rubrica Imparidade de outros activos financeiros do exercício, líquida de dotações e reversões, é analisada como segue: Imparidade de outros activos financeiros: Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações A Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações é analisada como segue: Imparidade de activos não correntes detidos para venda: Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Imparidade de outros activos: Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) - ( ) A rubrica Imparidade de activos não correntes detidos para venda, inclui o montante de de dotações do exercício e de reversões do exercício, decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. A rubrica Imparidade de outros activos, inclui o montante de de reversões do exercício, decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 109

110 16. Provisões líquidas de reversões A rubrica Provisões líquidas de reversões é analisada como segue: Provisão para riscos gerais de crédito: Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões para outros riscos e encargos: Dotações do exercício ( ) ( ) A rubrica Provisão para riscos gerais de crédito, inclui o montante de de dotações do exercício e de reversões do exercício, decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota Impostos O encargo com impostos sobre lucros no exercício é analisado como segue: Impostos correntes ( ) ( ) Impostos diferidos ( ) ( ) ( ) ( ) O Banco está sujeito à tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e correspondente Derrama. O cálculo do imposto corrente e diferido do exercício de 2011 e 2010 foi apurado pelo Banco com base numa taxa nominal de IRC e Derrama Municipal de 26,5%, de acordo com a Lei n.º 107- B/2003, de 31 de Dezembro e a Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro (que aprovou a Lei das Finanças Locais). O imposto corrente e diferido relativo ao exercício de 2010 foi apurado com base numa taxa nominal de IRC e Derrama Municipal de 26,5%, acrescida de uma taxa adicional de 2,5% referente à Derrama Estadual prevista no âmbito das medidas adicionais do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) aprovadas pela Lei n.º 12-A/2010, de 30 de Junho. Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) são reflectidos nos resultados do exercício, excepto nos casos em que as transacções que os originaram tenham sido reflectidas noutras rubricas de capital próprio. Banco Banif Mais, S.A. 110

111 Nestas situações, o correspondente imposto é igualmente reflectido por contrapartida de capital próprio, não afectando o resultado do exercício. Os impostos diferidos são calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, as quais correspondem às taxas aprovadas ou substancialmente aprovadas na data de balanço. Na medida em que a alteração das taxas de Derrama Estadual prevista na Lei nº 64-B/2011, de 30 de Dezembro (Lei do Orçamento do Estado para 2012), se aplica apenas aos exercícios de 2012 e de 2013 e não se estima que nesses exercícios ocorra a reversão das diferenças temporárias com impacto líquido significativo, a mesma não foi tomada em consideração no cálculo do imposto diferido a 31 de Dezembro de As declarações de autoliquidação do Banco ficam sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos. Assim, poderão vir a ter lugar eventuais liquidações adicionais de impostos devido essencialmente a diferentes interpretações da legislação fiscal. No entanto, é convicção da Administração do Banco que, não ocorrerão encargos adicionais de valor significativo no contexto das demonstrações financeiras. No seguimento da Lei nº55-a/2010, de 31 de Dezembro, foi criada a Contribuição sobre o Sector Bancário, a qual não é elegível como custo fiscal. A 31 de Dezembro de 2011 o Banco reconheceu como custo do exercício o montante de A reconciliação da taxa de imposto é analisada como segue: % % Lucro antes de impostos Taxa de imposto corrente 26,50% ,50% Custos não dedutíveis 21,54% ,02% Receitas isentas de imposto -25,52% ( ) -25,52% ( ) Alterações nas estimativas 0,24% ,94% Contribuição para o sector bancário 1,38% Tributações autónomas e outros impactos 2,04% ,10% ,27% ,04% Banco Banif Mais, S.A. 111

112 O montante de impostos diferidos em resultados é atribuível às seguintes rubricas: Comissões - (57.605) Provisões para crédito ( ) ( ) Passivos subordinados Desreconhecimento de activos - ( ) Prejuízos fiscais Outros ( ) ( ) 18. Resultados por acção Os resultados por acção são calculados da seguinte forma: Resultado líquido Número médio de acções Resultados por acção básico 0,07 0,07 Resultados por acção diluído 0,07 0,07 Os resultados por acção básico são calculados efectuando a divisão do resultado atribuível aos accionistas do Banco pelo número médio ponderado de acções ordinárias em circulação durante o ano. Os resultados por acção diluído são calculados ajustando o efeito de todas as potenciais acções ordinárias diluidoras ao número médio ponderado de acções ordinárias em circulação e ao resultado líquido atribuível aos accionistas do Banco. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o Banco não detinha potenciais acções ordinárias diluidoras, pelo que os resultados por acção diluído são iguais aos resultados por acção básico. Banco Banif Mais, S.A. 112

113 19. Caixa e disponibilidades em bancos centrais Esta rubrica é analisada como segue: Caixa Depósitos à ordem no Banco de Portugal A rubrica Depósitos à ordem em bancos centrais inclui depósitos de carácter obrigatório, no montante de (2010: ), que têm por objectivo satisfazer os requisitos legais quanto à constituição de disponibilidades mínimas de caixa. De acordo com o Regulamento (CE) n.º 1745/2003 do Banco Central Europeu, de 12 de Setembro de 2003, as disponibilidades mínimas obrigatórias em depósitos à ordem no Banco de Portugal, são remuneradas e correspondem a 2% dos depósitos e títulos de dívida com prazo inferior a 2 anos. Através do comunicado do BCE de 8 de Dezembro de 2011, vertido no Regulamento BCE/2001/26, o coeficiente de reservas mínimas obrigatórias passou para 1% para os períodos com início em 18 de Janeiro de Disponibilidades em outras instituições de crédito Esta rubrica é analisada como segue: Instituições de crédito no país Instituições de crédito no estrangeiro A análise desta rubrica pelo período remanescente das operações é a seguinte: Até 3 meses Banco Banif Mais, S.A. 113

114 21. Activos financeiros detidos para negociação Esta rubrica é analisada como segue: Activos financeiros detidos para negociação: Derivados de taxa de juro A rubrica Activos financeiros detidos para negociação é analisada como se segue: Nocional Justo valor Nocional Justo valor Derivados de negociação Contratos sobre taxas de juro: BMORE Finance No. 4 plc BMORE Finance No. 5 fundo A 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a análise por maturidade dos derivados detidos para negociação é analisada como se segue: Nocional Justo valor Nocional Justo valor Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Todos os activos financeiros detidos para negociação são não cotados. Os activos financeiros detidos para negociação estão valorizados de acordo com metodologias de valorização internas considerando maioritariamente dados observáveis de mercado. Banco Banif Mais, S.A. 114

115 22. Activos financeiros disponíveis para venda Esta rubrica é analisada como segue: Valor nominal 2011 Perdas por imparidade Valor de balanço Obrigações e outros títulos de rendimento fixo de emissores públicos cotadas Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Títulos de rendimento variável ( ) ( ) Valor nominal 2010 Perdas por imparidade Valor de balanço Obrigações e outros títulos de rendimento fixo de emissores públicos cotadas Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Títulos de rendimento variável ( ) ( ) A rubrica Obrigações e outros títulos de rendimento fixo inclui o montante de relativos a títulos adquiridos no âmbito da operação de securitização Atlantes Finance No. 4. A rubrica Obrigações e outros títulos de rendimento fixo inclui também o montante de referente a obrigações da Rentipar Seguros, S.A.. De acordo com o disposto na Carta-Circular n.º 47/07/DSBDR do Banco de Portugal, o Banco Banif Mais, S.A. passou a representar os títulos adquiridos no âmbito das operações de securitização que não conduzem ao desreconhecimento total dos créditos, na carteira de Activos financeiros disponíveis para venda, em vez de abater ao passivo financeiro. De acordo com o disposto na referida Carta-Circular, estes activos não são reavaliados e as perdas por imparidade associadas ao crédito subjacente à transacção, são atribuídas aos títulos e reconhecidas em resultados. Os Títulos de rendimento variável estão registados ao custo de aquisição e são referentes aos títulos das operações de securitização não desreconhecidas que estão contabilizados ao valor nominal líquido de imparidade. Banco Banif Mais, S.A. 115

116 O movimento de imparidade da rubrica Títulos de rendimento variável, líquida de dotações e reversões, é analisada como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Transferências - ( ) Transferências por fusão Utilizações ( ) ( ) A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação das perdas por imparidade dos títulos de rendimento variável da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. A análise por maturidades da rubrica Activos financeiros disponíveis para venda é analisada como se segue: Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Aplicações em instituições de crédito Esta rubrica é analisada como segue: Instituições de crédito no país Instituições de crédito no estrangeiro Banco Banif Mais, S.A. 116

117 A análise desta rubrica pelo período remanescente das operações é a seguinte: Até 3 meses De 1 ano a 5 anos Banco Banif Mais, S.A. 117

118 24. Crédito a clientes Esta rubrica é analisada como segue: Crédito vincendo: Crédito interno: Empresas: Crédito em conta corrente Crédito ao consumo Capital em locação Crédito tomado Particulares: Crédito ao consumo Capital em locação Crédito à habitação Crédito ao exterior: Empresas: Crédito ao consumo Crédito tomado Particulares: Crédito ao consumo Crédito à habitação Crédito vencido: Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 ano até 3 anos Mais de 3 anos Provisão para crédito ( ) ( ) Banco Banif Mais, S.A. 118

119 A rubrica Crédito em conta corrente refere-se a uma linha de crédito (conta caucionada) concedida à Rentipar Industria, SGPS, S.A.. A rubrica Crédito ao consumo é constituída por contratos de crédito, principalmente de veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias em estado usado. A rubrica Capital em locação é constituída por contratos de locação financeira de equipamentos e veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias em estado novo. Esta rubrica inclui o montante de referente a contratos celebrados pela Banif Go e agregados no balanço do Banco Banif Mais, no âmbito do processo de fusão/cisão realizado durante o exercício de 2011, como referido na Nota 1.1. A rubrica Crédito vencido, inclui o montante de decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. A rubrica Crédito à habitação respeita a crédito concedido a colaboradores de acordo com a política de pessoal do Banco. O valor de crédito à habitação, concedido ao Conselho de Administração do Banco, ascende a (2010: ), ao abrigo do nº 4 do Artigo 85º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. A rubrica Crédito tomado inclui todos os valores titulados por factura ou representação documental equivalente. A rubrica Crédito vencido refere-se aos valores de capital das prestações vencidas e não cobradas, bem como ao capital vincendo relativo a contratos em contencioso. O Banco abate ao activo apenas os créditos vencidos provisionados a 100% que após uma análise económica sejam considerados como incobráveis por se concluir que não existem perspectivas da sua recuperação. A análise das rubricas Crédito vincendo e Crédito vencido, de acordo com o prazo remanescente das operações, é a seguinte: Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Duração indeterminada (crédito vencido) Banco Banif Mais, S.A. 119

120 A rubrica Crédito a clientes, de acordo com o tipo de garantia, é a seguinte: Crédito vincendo: Créditos com garantias reais Créditos sem garantias Créditos com outras garantias Crédito vencido: Créditos com garantias reais Créditos sem garantias Créditos com outras garantias A distribuição do crédito vincendo por tipo de taxa, é a seguinte: Taxa fixa Taxa variável Banco Banif Mais, S.A. 120

121 A reconciliação da rubrica Capital em locação, por prazos residuais, é apresentada como segue: Rendas e valores residuais vincendos: Até 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Juros vincendos: Até 1 ano ( ) ( ) De 1 ano até 5 anos ( ) ( ) Mais de 5 anos ( ) ( ) Capital vincendo: ( ) ( ) Até 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Em 31 de Dezembro de 2011, existem quatro operações de securitização celebradas com o Banco e outras instituições financeiras. A rubrica Crédito a clientes inclui os créditos securitizados, após 1 de Janeiros de 2004, relativos a securitizações tradicionais detidas por Entidades de Finalidade Especial (SPE s) que foram reconhecidas em balanço. Os montantes securitizados ao abrigo destas operações registados na rubrica de Crédito a clientes são analisados como se segue: BMORE Finance No. 4 plc BMORE Finance No. 5 fundo Atlantes Finance No Atlantes Finance No Banco Banif Mais, S.A. 121

122 BMORE Finance No. 4 plc A operação de securitização BMORE Finance No. 4 plc foi efectuada em 18 de Maio de 2004 com uma Entidade de Finalidade Especial (SPE) sedeada em Dublin, no âmbito da qual foram vendidos contratos de crédito ao consumo, contratos de locação financeira e contratos de aluguer financeiro em diversas tranches. O prazo total da operação é de 10 anos, com um revolving period de 3 anos e um limite da operação fixado em cerca de BMORE Finance No. 5 fundo A operação de securitização BMORE Finance No. 5 fundo foi efectuada em 7 de Dezembro de 2007, no âmbito da qual foram vendidos contratos de crédito ao consumo, contratos de locação financeira e contratos de aluguer operacional sobre veículos automóveis, máquinas agrícolas e créditos pessoais. Esta operação consistiu num ramp-up assed backed commercial paper com um revolving period de 3 anos, findo em Novembro de 2010, e com um limite fixado em Atlantes Finance No. 3 A operação de securitização Atlantes Finance No. 3 foi efectuada em Julho de 2010, no âmbito do qual foram vendidos contratos de crédito ao consumo e contratos de locação financeira. Esta é uma operação conjunta constituída por contratos originados pelo Banif - Banco Internacional do Funchal, S.A., pela Banif Go Instituição Financeira de Crédito, S.A. e pelo Banco Banif Mais, S.A., três entidades do grupo bancário BANIF. O prazo total da operação é de 16 anos e o limite da operação fixado para o Banco Banif Mais, S.A. é de Atlantes Finance No. 4 A operação de securitização Atlantes Finance No. 4 foi efectuada em Dezembro de 2011, no âmbito do qual foram vendidos contratos de crédito ao consumo e contratos de locação financeira. Esta é uma operação conjunta constituída por contratos originados pelo Banif - Banco Internacional do Funchal, S.A. e pelo Banco Banif Mais, S.A., duas entidades do grupo bancário BANIF. O prazo total da operação é de 16 anos e o limite da operação fixado para o Banco Banif Mais, S.A. é de As obrigações emitidas no âmbito desta operação estão detidas pelo Banco. Banco Banif Mais, S.A. 122

123 Os movimentos da rubrica Provisão para crédito líquida de reversões e recuperações são analisados como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Utilizações ( ) ( ) Transferências por fusão Transferências Outras transferências Diferenças cambiais (18.603) Saldo em 31 de Dezembro As dotações e reversões do exercício, incluem montantes decorrentes da incorporação de provisões específicas para crédito concedido da Sociedade absorvida, conforme referido na Nota 13. A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação das provisões para crédito da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. A rubrica Transferências refere-se às provisões constituídas de acordo com o Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal, no âmbito da aplicação da Carta-Circular n.º 47/07/DSBDR. Estas provisões foram constituídas por contrapartida da rubrica Passivos financeiros associados a activos transferidos. A 31 de Dezembro de 2010, a rubrica Outras transferências no montante de , referia-se às provisões associadas aos contratos adquiridos, no âmbito da clean-up call da operação de securitização BMORE Finance No.3 plc. O Banco procedeu à anulação contabilística de créditos pela utilização da provisão para crédito, quando estas correspondem a 100% do valor do crédito e quando considerados incobráveis, no montante de (2010: ), conforme referido na política contabilística Activos cedidos com acordo de recompra A 31 de Dezembro de 2010, a rubrica Activos cedidos com acordo de recompra no montante de , correspondia às obrigações vendidas, sobre as quais existe o acordo de as recomprar por um preço pré-estabelecido. O valor registado correspondia ao valor das obrigações acrescido do juro implícito, que foi reconhecido de acordo com o princípio da especialização. O Banco reconheceu as obrigações na sua carteira, uma vez que assumiu os riscos ou benefícios da detenção das mesmas. Banco Banif Mais, S.A. 123

124 26. Activos não correntes detidos para venda Esta rubrica é analisada como segue: Activos tangíveis não correntes detidos para venda: Equipamento Perdas por imparidade ( ) ( ) A rubrica Equipamento, no montante de (2010: ), representa os valores relativos aos bens recuperados por resolução de contratos, cuja mensuração é efectuada de acordo com a política contabilística descrita na Nota 1.7. A 31 de Dezembro de 2011, os movimentos ocorridos nas perdas por imparidade dos Activos tangíveis não correntes detidos para venda são analisados como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Transferências por fusão Utilizações ( ) - Saldo em 31 de Dezembro As dotações e reversões do exercício, incluem montantes decorrentes da incorporação de perdas por imparidade de activos tangíveis não correntes detidos para venda da Sociedade absorvida, conforme referido na Nota 15. A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação das perdas por imparidade dos activos tangíveis não correntes detidos para venda da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 124

125 27. Activos tangíveis Esta rubrica é analisada como segue: Imóveis: De serviço próprio Obras em imóveis arrendados Equipamento: Mobiliário e material Máquinas e ferramentas Equipamento informático Instalações interiores Equipamento de transporte Equipamento de segurança Outros equipamentos Amortizações acumuladas: Relativas ao exercício corrente ( ) ( ) Relativas a exercícios anteriores ( ) ( ) ( ) ( ) A rubrica Imóveis de serviço próprio no montante de (2010: ) refere-se ao imóvel adquirido em regime de locação financeira para as instalações da sede do Banco, conforme mencionado na Nota 42. Banco Banif Mais, S.A. 125

126 Os movimentos da rubrica Activos tangíveis, durante o ano de 2011, são analisados como segue: (Valores expressos em euros) Activo Equipame tangível Imóveis nto em curso Total Custo de aquisição: Saldo a 31 de Dezembro de Adições Abates / alienações ( ) ( ) - ( ) Transferências (3.618) - Diferenças cambiais Saldo a 31 de Dezembro de Adições Abates / alienações (21.978) ( ) - ( ) Transferências por fusão Diferenças cambiais - (21.860) - (21.860) Saldo a 31 de Dezembro de Amortizações: Saldo a 31 de Dezembro de Amortizações do exercício Abates / alienações ( ) ( ) - ( ) Diferenças cambiais Saldo a 31 de Dezembro de Amortizações do exercício Abates / alienações (26.630) ( ) - ( ) Transferências por fusão Diferenças cambiais - (15.676) - (15.676) Saldo a 31 de Dezembro de Saldo líquido a 31 de Dezembro de Saldo líquido a 31 de Dezembro de A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação dos activos tangíveis da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 126

127 28. Activos intangíveis Esta rubrica é analisada como segue: Software Activo intangível em curso Amortizações acumuladas: Relativas ao exercício corrente ( ) ( ) Relativas a exercícios anteriores ( ) ( ) ( ) ( ) Banco Banif Mais, S.A. 127

128 Os movimentos da rubrica Activos intangíveis, durante o ano de 2011, são analisados como segue: (Valores expressos em euros) Software Activo intangível em curso Total Custo de aquisição: Saldo a 31 de Dezembro de Adições Transferências (71.523) - Diferenças cambiais Saldo a 31 de Dezembro de Adições Abates / alienações - (43.661) (43.661) Transferências por fusão Saldo a 31 de Dezembro de Amortizações: Saldo a 31 de Dezembro de Amortizações do exercício Diferenças cambiais (188) - (188) Saldo a 31 de Dezembro de Amortizações do exercício Abates / alienações (3.924) - (3.924) Transferências por fusão Saldo a 31 de Dezembro de Saldo líquido a 31 de Dezembro de Saldo líquido a 31 de Dezembro de A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação dos activos intangíveis da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 128

129 29. Investimentos em subsidiárias Esta rubrica é analisada como segue: Participações financeiras em subsidiárias: Instituições de crédito no estrangeiro Banif Plus Bank, Zrt Outras empresas Tcc Investments Luxembourg, Sarl Em Fevereiro de 2011, o Banco procedeu à subscrição do aumento de capital efectuado pela Tcc Investments Luxemburg, Sarl, no montante de O Banco passou a deter 90% do capital da sociedade. 30. Activos e passivos por impostos correntes A 31 de Dezembro de 2010, o montante de referia-se a imposto sobre o rendimento a recuperar relativo a exercícios anteriores. A diferença entre a carga fiscal imputada e a carga fiscal paga é analisada como segue: Carga fiscal imputada (dotações) Carga fiscal paga ( ) (74.410) Diferença: A receber A pagar ( ) ( ) A carga fiscal paga inclui pagamentos por conta, retenções na fonte e entregas adicionais. A diferença entre a carga fiscal imputada (dotação) e a paga na rubrica Imposto sobre o rendimento a pagar encontra-se totalmente reconhecida. O montante de corresponde a imposto sobre o rendimento a recuperar e está relacionado com pagamentos por conta efectuados durante o exercício de O montante de corresponde a imposto sobre o rendimento a pagar e a tributações autónomas. O montante dos impostos sobre lucros para o Banco Banif Mais, S.A. foi calculado de acordo com os critérios fiscais vigentes à data do balanço. Banco Banif Mais, S.A. 129

130 31. Activos e passivos por impostos diferidos Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço podem ser analisados como segue: Activos Passivos Activos Passivos Provisões para crédito Derivados Prejuízos fiscais Impostos diferidos líquidos Os activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis e crédito de imposto são reconhecidos quando exista uma expectativa razoável de haver lucros tributáveis futuros. A incerteza de recuperabilidade de prejuízos fiscais reportáveis e crédito de imposto é considerada no apuramento de activos por impostos diferidos. Os activos e passivos por impostos diferidos são apresentados pelo seu valor líquido sempre que nos termos da legislação aplicável, o Banco possa compensar activos por impostos correntes com passivos por impostos correntes e sempre que os impostos diferidos estejam relacionados com o mesmo imposto. O movimento do imposto diferido é analisado como segue: Saldo em 1 de Janeiro Transferências por fusão Reconhecido em resultados ( ) ( ) Reconhecido em reservas ( ) Diferenças cambiais Saldo em 31 de Dezembro A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação dos activos e passivos por impostos diferidos da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. Durante o exercício de 2011, o imposto diferido com impacto em reservas teve origem na rubrica de Derivados. Banco Banif Mais, S.A. 130

131 32. Outros activos Esta rubrica é analisada como segue: Banif Mais SGPS, S.A Banif Forfaiting Company, Ltd Operações de titularização Margem Mediação de Seguros, Lda Tecnicrédito ALD - Aluguer de Automóveis, S.A Imposto sobre o valor acrescentado a receber Sector público administrativo Outros devedores Outros proveitos a receber Custos diferidos Património artístico Outras operações a regularizar Imparidade de outros activos ( ) (53.855) A rubrica Banif Forfaiting Company, Ltd. no montante de refere-se ao valor a receber pela venda de contratos de créditos a clientes efectuada pela sociedade Banif Go, S.A. durante o exercício de Os detalhes da venda podem ser analisados como segue: 2011 Crédito Despesas Extrapatrimoniais Total Provisões à data da venda ( ) Activo líquido Valor de venda Impacto positivo da venda Impacto do imposto ( ) Impacto líquido da venda Banco Banif Mais, S.A. 131

132 As Provisões incluem provisões para crédito de cobrança duvidosa e para crédito vencido. A rubrica Operações de titularização no montante de (2010: ) refere-se a valores a regularizar no âmbito das quatro operações de securitização mencionadas na Nota 24. A rubrica Outros devedores inclui o montante de referente ao imposto sobre o valor acrescentado recuperável das prestações não liquidadas. A rubrica Outros devedores inclui também o montante de (2010: ) referente a cauções efectuadas junto da Visa, no âmbito da gestão de cartões de crédito. A rubrica Banif Mais SGPS, S.A. no montante de refere-se a empréstimos concedidos de apoio à tesouraria. Os movimentos ocorridos na Imparidade de outros activos são analisados como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) - Transferências por fusão Saldo em 31 de Dezembro As dotações e reversões do exercício, incluem montantes decorrentes da incorporação de perdas por imparidade de outros activos da Sociedade absorvida, conforme referido na Nota 15. A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação da imparidade de outros activos da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota Recursos de Bancos Centrais Recursos do Sistema Europeu de Bancos Centrais Empréstimos Até 3 meses Banco Banif Mais, S.A. 132

133 A rubrica empréstimos do Sistema Europeu de Bancos Centrais, no montante de refere-se a um financiamento obtido junto do Banco Central Europeu. O financiamento foi colateralizado por activos financeiros do Banco, garantidos pela República Portuguesa (Estado). 34. Passivos financeiros detidos para negociação Esta rubrica é analisada como segue: Passivos financeiros detidos para negociação: Derivados de taxa de juro A rubrica Passivos financeiros detidos para negociação é analisada como se segue: Justo Justo Nocional valor Nocional valor Derivados de negociação Contratos sobre taxas de juro: BMORE Finance No.4 plc A análise por maturidade dos passivos financeiros detidos para negociação é analisada como se segue: Nocional Justo valor Nocional Justo valor Até 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 ano até 5 anos Os passivos financeiros detidos para negociação estão valorizados de acordo com metodologias de valorização internas considerando maioritariamente dados observáveis de mercado. Banco Banif Mais, S.A. 133

134 35. Recursos de outras instituições de crédito Esta rubrica é analisada como segue: Recursos de instituições de crédito no país Recursos de instituições de crédito no estrangeiro A análise da rubrica Recursos de outras instituições de crédito de acordo com o período remanescente das operações, é apresentada como segue: Até 3 meses De 3 meses até 1 ano De 1 ano até 5 anos A rubrica Recursos de outras instituições de crédito inclui o montante de (2010: ) referente a descobertos bancários. A rubrica Recursos de instituições de crédito no país incluí o montante de referente a financiamentos obtidos pela Banif Go e agregados no Balanço e Demonstração de Resultados do Banco no âmbito do processo de fusão/cisão realizado durante o exercício de 2011, como referido na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 134

135 36. Recursos de clientes Esta rubrica no montante de (2010: ) refere-se a depósitos com pré-aviso recebidos de clientes, no âmbito da actividade do Banco Banif Mais, S.A.. Nos termos da Portaria n.º 180/94, de 15 de Dezembro, foi constituído o Fundo de Garantia de Depósitos, cuja finalidade é a garantia de reembolso de depósitos constituídos nas Instituições de Crédito. Os critérios a que obedecem os cálculos das contribuições anuais para o referido Fundo estão fixados no Aviso n.º 11/94 do Banco de Portugal. A rubrica Recursos de clientes tem a seguinte composição de acordo com o prazo residual das operações: Até 3 meses De 3 meses até 1 ano Responsabilidades representadas por títulos Esta rubrica é analisada como segue: Empréstimos obrigacionistas Papel comercial À data de 31 de Dezembro de 2011, esta rubrica é analisada como segue: Data de Data de Taxa 2011 Descrição da emissão emissão reembolso de Juro Obrigações de caixa Banco Banif Mais Out/2007 Out/2012 Euribor 6 meses + 0,40% Periodificações e custos diferidos Banco Banif Mais, S.A. 135

136 A análise desta rubrica pelo período remanescente das operações é a seguinte: Até 3 meses De 3 meses até 1 ano De 1 ano até 5 anos Durante o exercício de 2011, foi reembolsado papel comercial no montante de Passivos financeiros associados a activos transferidos A rubrica Passivos financeiros associados a activos transferidos no montante de (2010: ) estão relacionados com as quatro operações de securitização, mencionados na Nota 24. O Banco aplicou os requisitos de desreconhecimento da IAS 39 apenas para as operações realizadas a partir de 1 de Janeiro de Derivados de cobertura Esta rubrica é analisada como segue: Passivo: Interest rate swaps As operações de cobertura de justo valor em 31 de Dezembro de 2011 podem ser analisadas como segue: (Valores expressos em ) Produto derivado Produto coberto Risco coberto Nocional Justo valor do derivado Variação justo valor do derivado no ano Interest rate swaps Empréstimos Taxa de juro ( ) Interest rate swaps Obrigações Taxa de juro ( ) ( ) Banco Banif Mais, S.A. 136

137 As operações de cobertura de justo valor em 31 de Dezembro de 2010 podem ser analisadas como segue: (Valores expressos em ) Produto derivado Produto coberto Risco coberto Nocional Justo valor do derivado Variação justo valor do derivado no ano Interest rate swaps Empréstimos Taxa de juro (98.793) Interest rate swaps Obrigações Taxa de juro O Banco, contrata instrumentos financeiros derivados para cobrir a sua exposição ao risco de taxa de juro. O tratamento contabilístico depende da natureza do risco coberto, nomeadamente se o Banco está exposto às variações de justo valor, ou a variações de cash-flows ou se se encontra perante coberturas de transacções futuras. O Banco, à data de 31 de Dezembro de 2011 e 2010, e de acordo com os critérios contabilísticos aplicáveis, apresentava na sua carteira de passivos emitidos um conjunto de emissões a taxa variável para as quais existiam àquela data instrumentos financeiros derivados (IRS) com o objectivo de efectuarem a cobertura do risco de taxa de juro associado a essas emissões. O Banco para aquelas relações de cobertura que se enquadram nos requisitos obrigatórios da norma IAS 39, adoptou a contabilidade de cobertura formal, nomeadamente o modelo de cobertura de exposição à variabilidade nos fluxos de caixa (Cash flow hedge) e apresenta na sua carteira de derivados, swaps de taxa de juro, que estão a cobrir o risco de variações nos fluxos de caixa dos Recursos de outras instituições de crédito e Responsabilidades representadas por títulos. O Banco realiza periodicamente testes de efectividade das relações de cobertura existentes. Para o período em análise foi registado por contrapartida de Reservas de justo valor o montante de (2010: ), correspondendo à parte efectiva do justo valor dos derivados de cobertura. A análise da carteira de instrumentos financeiros derivados de cobertura por maturidades é a seguinte: Nocional Justo valor Nocional Justo valor De 1 mês a 3 meses De 3 meses a 1 ano De 1 ano até 5 anos Os derivados de cobertura estão valorizados de acordo com metodologias de valorização internas considerando maioritariamente dados observáveis de mercado. Banco Banif Mais, S.A. 137

138 40. Provisões Esta rubrica é analisada como segue: Provisão para riscos gerais de crédito Provisão para outros riscos e encargos Os movimentos da rubrica Provisão para riscos gerais de crédito são analisados como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações do exercício Reversões do exercício ( ) ( ) Transferências ( ) Transferências por fusão Saldo em 31 de Dezembro A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação das provisões para riscos gerais de crédito da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. As dotações e reversões do exercício, incluem montantes decorrentes da incorporação de perdas por imparidade da Sociedade absorvida, tal como referido na Nota 16. A rubrica Outras transferências refere-se às provisões constituídas de acordo com o Aviso n.º 3/95 do Banco de Portugal, no âmbito da aplicação da Carta-Circular n.º 47/07/DSBDR. Estas provisões foram constituídas por contrapartida do passivo financeiro associado a activos transferidos. A provisão para riscos gerais de crédito foi constituída no âmbito do Aviso n.º 3/95, de 30 de Junho de 1995, n.º 2/99, de 15 de Janeiro de 1999, n.º 8/03 de 8 de Fevereiro de 2003 e Instrução n.º 27/2000 de 15 de Dezembro de 2000 do Banco de Portugal, de acordo com a política contabilística descrita na Nota 1.2. Banco Banif Mais, S.A. 138

139 Os movimentos da rubrica Provisão para outros riscos e encargos são analisados como segue: Saldo em 1 de Janeiro Dotações do exercício Transferências por fusão Saldo em 31 de Dezembro A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação das provisões para outros riscos e encargos da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota Passivos subordinados Esta rubrica representa as responsabilidades do Banco relativamente ao empréstimo obrigacionista subordinado, emitido nas seguintes condições: Data de Data de Taxa de 2011 Descrição da emissão emissão reembolso juro Obrigações de caixa subordinadas Banco Banif Mais 2005/2015 Jun/2005 Jun/2015 Euribor 12 meses + 1,5% Em 15 de Março de 2011, o Banco reembolsou o passivo subordinado Banco Banif Mais 2004/2011. As obrigações de caixa subordinadas Banco Banif Mais 2005/1015, foram emitidas pela Banif Go e agregadas no balanço do Banco Banif Mais no âmbito do processo de cisão/fusão realizado durante o exercício de 2011, como referido na Nota 1.1. A rubrica Passivos subordinados tem a seguinte composição de acordo com o prazo residual das operações: Até 3 meses De 1 a 5 anos Banco Banif Mais, S.A. 139

140 Os encargos imputados e os encargos pagos relativamente a passivos subordinados são analisados como segue: Encargos imputados com passivos subordinados Encargos pagos com passivos subordinados Outros passivos Esta rubrica é analisada como segue: Cauções recebidas Fornecedores de imobilizado em locação financeira Operações de titularização Imposto sobre o valor acrescentado a pagar Companhias de seguros Outros credores Custos a pagar com férias e subsídios de férias e bónus Imposto do selo a pagar Sector público administrativo Outros custos a pagar Proveitos diferidos Outras contas de regularização A rubrica Cauções recebidas no montante de (2010: ) refere-se a cauções recebidas de clientes de locação financeira. A rubrica Fornecedores de imobilizado em locação financeira no montante de (2010: ) refere-se a valores a pagar pelo Banco, relativos ao contrato de locação financeira celebrado durante o exercício de 1999, que tem como objecto o imóvel das instalações do Banco, conforme mencionado na Nota 27. A rubrica Operações de titularização no montante de (2010: ) referente a valores a regularizar no âmbito das quatro operações de securitização mencionadas na Nota 24. A rubrica Companhias de seguros no montante de (2010: ) refere-se a prémios de seguros recebidos de clientes a entregar pelo Banco. Banco Banif Mais, S.A. 140

141 A rubrica Impostos sobre o valor acrescentado a pagar, inclui o montante de , decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. A rubrica Outras contas de regularização, inclui o montante de , decorrente da incorporação da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. A reconciliação da rubrica Fornecedores em locação financeira é apresentada como segue: Rendas e valor residual vincendos: Até 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Juro vincendo: Até 1 ano (86.601) (80.649) De 1 ano até 5 anos ( ) ( ) Mais de 5 anos - (3.788) ( ) ( ) Capital vincendo: Até 1 ano De 1 ano até 5 anos Mais de 5 anos Capital O capital social no montante de (2010: ), representado por acções com o valor nominal de 1 Euro, encontra-se integralmente subscrito e realizado. À data de 31 de Dezembro de 2011, o capital social do Banco Banif Mais, S.A. é detido em 99% pela Banif Mais SGPS, S.A. e em 1% pela Banif Comercial, SGPS, S.A., sendo as suas demonstrações financeiras consolidadas nas demonstrações financeiras da Banif Mais SGPS, S.A.. Em resultado da relação de troca efectuada com o projecto de cisão/fusão com a Banif Go, verificou-se um aumento do capital social do Banco Banif Mais no valor de , passando o capital social do Banco para O aumento do capital social de foi subscrito pela Banif Comercial, SGPS, S.A. como contrapartida das acções correspondentes ao património objecto de fusão/cisão que detinha na Banif Go, como referido na Nota 1.1. Banco Banif Mais, S.A. 141

142 44. Reserva legal Nos termos da legislação portuguesa, o Banco deverá reforçar anualmente a reserva legal com pelo menos 10% dos lucros líquidos anuais, até à concorrência do capital social. Esta reserva não está disponível para distribuição, podendo ser utilizada para absorver eventuais prejuízos futuros e para aumentar o capital social. Em função do resultado líquido do Banco Banif Mais, S.A., para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, deverá ser afecto à reserva legal o montante aproximado de Reservas de justo valor, outras reservas e resultados transitados Os movimentos nas rubricas de Reservas de justo valor e Outras reservas e resultados transitados são apresentados como segue: (Valores expressos em ) Reservas de justo valor Outras reservas e resultados transitados Outros instrumentos de capital Derivados de cobertura Reserva por impostos diferidos Reserva de justo valor Reserva legal Diferenças cambiais Outras reservas Resultados transitados Total outras reservas e resultados transitados Saldo a 31 de Dezembro de ( ) ( ) Alterações de justo valor - (45.677) (33.574) Constituição de reservas Diferenças cambiais (36.940) - - (36.940) Saldo a 31 de Dezembro de ( ) ( ) Transferências por fusão (38.801) ( ) ( ) Alterações de justo valor ( ) Constituição de reservas Diferenças cambiais Saldo a 31 de Dezembro de (99.255) (72.952) A rubrica Transferências por fusão refere-se à incorporação das de reservas de justo valor e outras reservas e resultados transitados da Sociedade absorvida, no âmbito da fusão referida na Nota 1.1. As reservas de justo valor correspondem às variações acumuladas do valor de mercado dos instrumentos financeiros detidos por operações de cobertura em conformidade com a política contabilística descrita na Nota 1.3. Banco Banif Mais, S.A. 142

143 46. Passivos contingentes e compromissos Esta rubrica é analisada como segue: Garantias e avales prestados Compromissos assumidos perante terceiros Compromissos assumidos por terceiros Activos recebidos em garantia As garantias e avales prestados são na sua totalidade garantias e avales e representam operações bancárias que não se traduzem numa mobilização de fundos por parte do Banco. A totalidade dos Compromissos assumidos perante terceiros são revogáveis e representam acordos contratuais para a concessão de crédito com os clientes do Banco (linhas de crédito não utilizadas) os quais, de forma geral, são contratados por prazos fixos ou com outros requisitos de expiração e, normalmente, requerem o pagamento de uma comissão. Em virtude da natureza destas operações conforme acima descrito, não se prevêem quaisquer perdas materiais nestas operações. 47. Factos relevantes ocorridos durante o ano de 2011 e eventos subsequentes Conforme referido na Nota 1, durante o exercício de 2011, ocorreu a fusão da Banif Go Instituição Financeira de Crédito S.A. com o Banco Banif Mais. O projecto de cisão/fusão foi realizado ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 118º do Código das Sociedades Comerciais mediante cisão (e respectiva dissolução) da Banif Go em dois patrimónios distintos, sendo um deles a integrar, por fusão, no Banco Banif Mais e o outro a integrar, por fusão, no Banif Banco Internacional do Funchal, S.A. e produziu efeitos contabilísticos a partir do dia 1 de Janeiro de Por conseguinte, em resultado da relação de troca, verificou-se um aumento do capital social do Banco Banif Mais no valor de , passando o capital social do Banco para O aumento do capital social de foi subscrito pela Banif Comercial, SGPS, S.A. como contrapartida das acções correspondentes ao Património que detinha na Banif Go. Em Dezembro de 2011, o Banco Banif Mais, S.A. juntamente com o Banif - Banco Internacional do Funchal, S.A., constituíram a operação de securitização Atlantes Finance No. 4. Em Fevereiro de 2011, o Banco procedeu à subscrição do aumento de capital efectuado pela Tcc Investments Luxemburg, Sarl, no montante de O Banco passou a deter 90% do capital da sociedade. Conforme referido na Nota 37, durante o exercício de 2011, o Banco realizou, para além de outras operações recorrentes, uma venda de créditos a partes relacionadas (Banif Forfaiting Company, Ltd.), a qual gerou um resultado positivo líquido de imposto no montante de euros. Banco Banif Mais, S.A. 143

144 48. Balanços e taxas médias O valores contabilísticos médios dos activos, passivos financeiros e juros associados, bem como as taxas de juro médias efectivas, são apresentadas como segue: 2011 Balanço Juros médio do exercício Taxa % Activos geradores de juros: Disponibilidades em outras instituições crédito (1) 0,8% Aplicações em instituições crédito ,7% Crédito a clientes e outros ,1% Total de activos geradores de juros Activos não geradores de juros Total do Activo Passivos geradores de juros: Recursos de outras instituições de crédito ,3% Recursos de clientes ,0% Títulos de dívida emitidos (2) 2,9% Total de passivos geradores de juros Passivos não geradores de juros Total do Passivo Capital Próprio Total do Passivo e do Capital Próprio Taxa de remuneração dos activos 8,08% Banco Banif Mais, S.A. 144

145 2010 Balanço Juros médio do exercício Taxa % Activos geradores de juros: Disponibilidades em outras instituições crédito (1) 0,7% Aplicações em instituições crédito ,9% Activos cedidos com acordo de recompra ,1% Crédito a clientes e outros ,6% Total de activos geradores de juros Activos não geradores de juros Total do Activo Passivos geradores de juros: Recursos de outras instituições de crédito ,6% Recursos de clientes ,7% Títulos de dívida emitidos (2) 3,6% Total de passivos geradores de juros Passivos não geradores de juros Total do Passivo Capital Próprio Total do Passivo e do Capital Próprio Taxa de remuneração dos activos 9,6% (1) (2) Esta rubrica não tem em consideração a remuneração dos depósitos de cash reserves associado às operações de titularização em vigor Esta rubrica não tem em consideração os juros de swaps não detidos pelo Banco Banif Mais associados às operações de titularização em vigor. Banco Banif Mais, S.A. 145

146 49. Justo valor A 31 de Dezembro de 2011, a decomposição dos activos e passivos financeiros do Banco contabilizados ao valor contabilístico (custo histórico) e ao seu justo valor é analisada como segue: Valor contabilístico Justo valor Activos financeiros: Caixa e disp. em bancos centrais Disp. em outras instituições financeiras Detidos para negociação Disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Passivos financeiros: Recursos de bancos centrais Detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Associados a activos transferidos Derivados de cobertura Passivos subordinados Banco Banif Mais, S.A. 146

147 A 31 de Dezembro de 2010, a decomposição dos activos e passivos financeiros do Banco contabilizados ao valor contabilístico (custo histórico) e ao seu justo valor era analisada como segue: Valor contabilístico Justo valor Activos financeiros: Caixa e disp. em bancos centrais Disp. em outras instituições financeiras Detidos para negociação Disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Derivados de cobertura Passivos financeiros: Detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Associados a activos transferidos Derivados de cobertura Passivos subordinados As principais metodologias e pressupostos utilizados na estimativa do justo valor dos activos e passivos financeiros registados no balanço ao custo amortizado são analisados como se segue: Caixa e disponibilidades em bancos centrais, Disponibilidades em outras instituições de crédito e Aplicações em instituições de crédito Considerando que as taxas de juro aplicáveis a estes instrumentos financeiros são renovadas por períodos inferiores a um ano, o valor de balanço representa uma estimativa razoável do respectivo justo valor. Derivados de cobertura e de negociação Todos os derivados se encontram contabilizados pelo seu justo valor. Crédito a clientes O justo valor do crédito a clientes é estimado na actualização dos fluxos de caixa esperados de capital e de juros, considerando que as prestações são pagas nas datas contratualmente definidas. Os fluxos de caixa futuros esperados das carteiras de crédito homogéneas, como por exemplo o crédito ao consumo, são estimados Banco Banif Mais, S.A. 147

148 numa base de portfolio. As taxas de desconto utilizadas correspondem às taxas médias das operações efectuadas em Dezembro de 2011 (condições correntes de mercado). Recursos de outras instituições de crédito O justo valor é baseado em cotações de mercado quando disponíveis, caso não existam, é estimado com base na actualização de fluxos de caixa esperados de capital e juros no futuro para estes instrumentos. Recursos de clientes O justo valor destes instrumentos financeiros é estimado com base na actualização dos fluxos de caixa esperados de capital e de juros, considerando que as prestações ocorrem nas datas contratualmente definidas. A taxa de desconto utilizada é a que reflecte as taxas praticadas para os créditos com características similares à data do balanço. Considerando que as taxas de juro aplicáveis são renovadas por períodos inferiores a um ano, não existem diferenças materialmente relevantes no seu justo valor. Responsabilidades representadas por títulos e Passivos subordinados O justo valor é baseado em cotações de mercado quando disponíveis, caso não existam, é estimado com base na actualização de fluxos de caixa esperados de capital e juros no futuro para estes instrumentos. Banco Banif Mais, S.A. 148

149 50. Partes relacionadas A posição accionista e obrigacionista dos membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização, é a seguinte: Accionistas / Obrigacionistas Movimento do exercício de 2011 Título N.º de títulos Aquisições Alienações Data Preço à data de unitário Membros de Órgãos Sociais Obrigações: Mário Raul Leite Santos Administrador Mar/11 - Manuel Cardoso Pinto Marta Administrador Mar/11 - João Manuel Mora de Ibérico Mar/11 Administrador Nogueira - Vítor Manuel Farinha Nunes (1) Administrador Mar/11 - António Luis Matos Athayde Mar/11 Suplente - - Martha Conselho Fiscal - Vogal Conselho Mar/11 Maria Teresa Andrade Dias Fiscal (1) Posição detida indirectamente em 99%. Em 15 de Março de 2011, foram reembolsadas as obrigações detidas pelos Membros de Órgãos Sociais. À data de 31 de Dezembro de 2011, o valor das transacções do Banco Banif Mais, S.A. com partes relacionadas, assim como os respectivos custos e proveitos reconhecidos no exercício são analisados como segue: Demonstração dos Balanço resultados Activo Passivo Custos Proveitos Banif Banco Internacional do Funchal, S.A Margem Mediação de Seguros, Lda Banif Mais SGPS, S.A Tcc Investments, Luxembourg, Sarl Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, S.A Auto-Industrial, S.A Banif Plus Bank, Zrt Banco Banif Mais, S.A. 149

150 À data de 31 de Dezembro de 2010, o valor das transacções do Banco Banif Mais, S.A. com partes relacionadas, assim como os respectivos custos e proveitos reconhecidos no exercício eram analisados como segue: Demonstração dos Balanço resultados Activo Passivo Custos Proveitos Banif Banco Internacional do Funchal, S.A Banif GO, Instituição Financeira de Crédito, S.A Margem Mediação de Seguros, Lda Banif Mais SGPS, S.A Tcc Investments, Luxembourg, Sarl Tecnicrédito ALD Aluguer de Automóveis, S.A Auto-Industrial, S.A Banif Plus Bank, Zrt Empresas subsidiárias Em 31 de Dezembro de 2011, o Banco detém as seguintes subsidiárias: Actividade Capital % Participação Subsidiária Sede económica Directa Indirecta Banif Plus Bank,Zrt. Budapeste Actividade bancária % - Tcc Investments, Luxembourg, Sarl Luxemburgo Investimentos Financeiros % - A Banif Plus Bank, Zrt. foi constituída em 1 de Maio de 1998, tendo como objecto social a actividade bancária. A Tcc Investments, Luxembourg, Sarl foi constituída em 10 de Dezembro de 2007, tendo como objecto social o exercício de toda e qualquer actividade desde que permitido por lei. Banco Banif Mais, S.A. 150

151 52. Gestão de riscos da actividade A gestão e controlo de riscos da actividade são assumidos por toda a estrutura do Banif Mais e conduzidos pelos princípios e estratégias definidos pela Comissão Executiva. A Direcção de Risco, órgão de primeiro nível da estrutura orgânica do Banco, é responsável pela identificação, análise e acompanhamento dos vários riscos e respectivo reporte à Comissão Executiva e à Direcção de Gestão Global de Risco do Grupo Banif. A gestão dos riscos dispõe de uma política centralizada de identificação, avaliação, acompanhamento e controlo dos riscos da actividade, baseada em princípios de rigor e de prudência que pautam o desenvolvimento sustentado do negócio. A identificação dos riscos relevantes assenta num conhecimento da organização, da actividade e do mercado onde essa actividade é desenvolvida. O Banif Mais centra a sua actividade na concessão de crédito especializado, pelo que os riscos materialmente relevantes a que está exposto, com base na perspectiva de perda que cada um deles pode representar, são o risco de crédito, o risco de taxa de juro, o risco de liquidez, o risco operacional e, no caso específico da sucursal da Hungria, o risco cambial. Risco de crédito A Comissão Executiva define e revê periodicamente a estratégia de gestão de Risco de Crédito. Esta estratégia estabelece a política de risco a implementar e o nível de rentabilidade esperado em função dos diferentes graus de risco de crédito passíveis de serem assumidos. No Regulamento de Crédito de cada sucursal e da filial do Banco, discutido e aprovado centralmente mas devidamente adaptado às especificidades de cada país, está claramente definido e documentado o referido processo de concessão de crédito. O incumprimento deste regulamento encontra-se bloqueado pelo sistema informático, que foi desenvolvido internamente de forma a responder às necessidades específicas do negócio. O cumprimento do Regulamento de Crédito e a detecção de eventuais falhas de controlo são também verificados através de auditorias internas a processos seleccionados aleatoriamente. A concessão de crédito assenta numa análise cuidada do cliente e do bem a financiar, por analistas de crédito experientes, apoiados por um sistema informático que disponibiliza toda a informação relevante para uma completa análise das operações. Estas informações são analisadas de forma individual e combinada, mantendose o scoring como uma importante ferramenta de análise, que entra em linha de conta com diversas variáveis que afectam o risco potencial das operações. Trimestralmente é calculada e integrada no módulo de análise crédito a classificação de risco dos pontos de venda originadores de crédito, permitindo ao analista visualizar em cada proposta a classificação de risco do respectivo prescritor. Esta classificação baseia-se numa análise do risco de crédito das carteiras históricas enviadas para o Banco por cada ponto de venda. No âmbito do acordo de capital regulamentar Basileia II e respeitando os normativos legais decorrentes do mesmo, o Banco tem modelos internos de notação de risco: os scorings de admissão e de acompanhamento e o modelo de cálculo de LGDs (Loss Given Default) para as actividades desenvolvidas em Portugal e na Hungria. A definição anual do pricing de cada produto está assente em critérios que permitem controlar à partida o nível de risco que o Banco está disposto a assumir em cada ano em função da rendibilidade pretendida. O cálculo Banco Banif Mais, S.A. 151

152 deste pricing baseia-se nos custos associados ao financiamento (nomeadamente os custos de funding, nos custos administrativos), no risco associado às operações e no spread líquido que se pretende obter em cada segmento, relevando a concorrência de cada segmento. O Banco possui modelos de avaliação do risco de crédito que permitem a produção de informação de forma integrada e segmentada. Esta informação é elaborada pela Direcção de Risco e mensalmente reportada à Direcção e Administração para acompanhamento e gestão permanente do risco das carteiras de crédito originadas em cada ano e relativas a cada produto pelas diferentes sucursais e filial. É também reportada informação sobre risco de crédito a entidades externas, de entre as quais se destaca o Banco de Portugal. A repartição por tipo de cliente da exposição ao risco de crédito e garantias prestadas, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, encontra-se apresentada no quadro seguinte. Este quadro espelha a informação excluindo os activos e garantias objecto de fusão com a integração de parte do património da ex Banif Go no final de 2011 (posição comparável com o período homólogo do ano anterior), assim como a posição a final a 31 de Dezembro de 2011 e o respectivo impacto da referida fusão (Valores expressos em euros) Excluindo créditos a clientes cindidos da ex Banif Go Crédito a clientes cindidos da ex Banif Go Activos financeiros disponíveis para venda Garantias prestadas Valor bruto Provisões Valor bruto Provisões Valor bruto Provisões Crédito a empresas Crédito a particulares - Habitação Crédito a particulares - Outro Outros Total A repartição por tipo de cliente da exposição ao risco de crédito e garantias prestadas, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, encontra-se apresentada conforme segue: (Valores expressos em euros) 2010 Activos financeiros Crédito a clientes Garantias disponíveis para venda prestadas Valor bruto Provisões Valor bruto Provisões Crédito a empresas Crédito a particulares - Habitação Crédito a particulares - Outro Outros Total Risco de taxa de juro A política de gestão do risco de taxa de juro do Banco passa pela monitorização periódica deste risco de modo a, em cada momento e face ao nível de exposição detectado, serem contratados instrumentos de cobertura de modo a manter a exposição do Banco ao risco de taxa de juro a níveis baixos. Banco Banif Mais, S.A. 152

153 Semestralmente é elaborada uma análise da exposição do Banco ao risco de taxa de juro, considerando as maturidades e repricings das exposições, avaliando potenciais perdas em cenários de evolução das taxas de juro (stress tests). A análise da exposição ao risco de taxa de juro, que reflecte a fusão do património da ex-banif Go, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, encontra-se apresentada abaixo: (Valores expressos em euros) 2011 Activo Valor de Balanço Não sensíveis Até 3 meses De 3 a 6 meses De 6 a 12 meses De 1 a 5 anos Mais de 5 anos Caixa e disponilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Créditos a clientes Outros Activos Passivo Recursos de Bancos Centrais Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Passivos subordinados Passivos financeiros associados a activos transferidos Outros passivos Respeitando os critérios definidos na Instrução n.º 19/2005 do Banco de Portugal, uma variação da taxa de juro de 200 p.b. origina um impacto acumulado negativo no Capital próprio no montante de 12,0 milhões de euros que corresponde a um impacto negativo de 6,5%. A mesma variação da taxa de juro para os instrumentos sensíveis à taxa de juro até um ano origina um impacto acumulado negativo na Margem financeira no montante de 0,1 milhões de euros, que corresponde a um impacto nulo. Replicando a análise acima descrita excluindo o impacto da fusão do património da ex Banif Go não altera de forma significativa os resultados, verificando-se um impacto acumulado negativo no Capital próprio no montante de 9,9 milhões de euros que corresponde a um impacto negativo de 5,6%. A mesma variação da taxa de juro para os instrumentos sensíveis à taxa de juro até um ano origina um impacto acumulado negativo na Margem financeira no montante de 0,5 milhões de euros que corresponde a um impacto negativo de 1,5%. Banco Banif Mais, S.A. 153

154 A análise da exposição ao risco de taxa de juro, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, encontra-se apresentada como segue: (Valores expressos em euros) 2010 Valor de Balanço Não sensíveis Até 3 meses De 3 a 6 meses De 6 a 12 meses De 1 a 5 anos Mais de 5 anos Activo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Crédito a clientes Activos cedidos com acordo de recompra Passivo Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Passivos financeiros associados a activos transferidos Passivos subordinados Risco de taxa de câmbio No que respeita ao risco cambial, o Bank Plus Bank Zártkorúen Múkodó Részvénytársaság é a entidade do subgrupo cuja carteira de crédito apresenta níveis significativos de exposição a moeda estrangeira para o Banco. Com o objectivo único de se proteger da sua carteira de crédito indexada em moeda estrangeira (euros e francos suíços) de variações cambiais, esta participada segue uma política de cobertura através da constituição de responsabilidades em moeda e montante equivalente à carteira de crédito indexada a cada moeda e, não sendo esta medida suficiente, através da contratação de instrumentos derivados de cobertura. Banco Banif Mais, S.A. 154

155 A repartição dos activos e passivos, a 31 de Dezembro de 2011, por moeda, é analisada como segue: 2011 (Valores expressos em euros) Euro Zloty Poláco Forint Húngaro Valor Total Activo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Créditos a clientes Activos não correntes detidos para venda Activos tangíveis Activos intangíveis Investimentos em subsidiárias Activos por impostos correntes Activos por impostos diferidos Outros activos Total do Activo Passivo Recursos de Bancos Centrais Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Passivos financeiros associados a activos transferidos Derivados de cobertura Provisões Passivos por impostos correntes Passivos subordinados Outros passivos Total do Passivo Total Capital Próprio Total Passivo e Capital Próprio No que respeita ao património fundido da ex Banif Go, importa referir que o mesmo está na sua totalidade denominado em euros, não tendo daí advindo risco cambial. Banco Banif Mais, S.A. 155

156 A repartição dos activos e passivos, a 31 de Dezembro de 2010, por moeda, é analisada como segue: (Valores expressos em euros) 2010 Euro Zloty Poláco Forint Húngaro Valor total Activo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Activos financeiros detidos para negociação Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Créditos a clientes Activos cedidos com acordo de recompra Derivados de cobertura Activos não correntes detidos para venda Activos tangíveis Activos intangíveis Investimentos em associadas Activos por impostos correntes Activos por impostos diferidos Outros activos Total do Activo Passivo Passivos financeiros detidos para negociação Recursos de outras instituições de crédito Recursos de clientes Responsabilidades representadas por títulos Passivos financeiros associados a activos transferidos Derivados de cobertura Provisões Passivos por impostos correntes Passivos subordinados Outros passivos Total do Passivo Total Capital Próprio ( ) Total Passivo e Capital Próprio Risco de liquidez O risco de liquidez, definido como a probabilidade de ocorrência de impactos negativos nos resultados ou no capital decorrentes da incapacidade da instituição dispor, sobretudo no curto prazo, de fundos líquidos para o cumprimento das suas obrigações financeiras, à medida que as mesmas se vencem, é gerido de forma centralizada. O planeamento financeiro do Banco é gerido numa perspectiva de sub-grupo Banif Mais. Neste sentido, é elaborado e integrado no orçamento geral do sub-grupo Banif Mais um orçamento das necessidades de tesouraria para cada actividade, que quantifica e integra as directrizes estratégicas de gestão de liquidez. Este orçamento é analisado e aprovado pela Comissão Executiva. Banco Banif Mais, S.A. 156

157 Com uma periodicidade mensal é revisto e actualizado o orçamento de tesouraria para os doze meses seguintes, sendo que é igualmente elaborado e dado a conhecer à Direcção Financeira e à Comissão Executiva um relatório de tesouraria que releva, entre outros, a gestão da liquidez e da execução do orçamento de Tesouraria bem como a avaliação e controlo das exigências líquidas de fundos actuais e expectáveis em função de simulações de diversos cenários no que concerne às necessidades de fundos e à disponibilidade dos instrumentos financeiros projectados. Mensalmente é ainda preparado e apresentado à Comissão Executiva o mapa de gestão de fundos que enuncia, entre outras, todas as linhas de crédito contratadas, valores negociados e respectivas utilizações. A integração do Banco no Grupo Banif, permite a construção da política de liquidez do subgrupo Banif Mais, de uma forma integrada com a estratégia do Grupo Banif. Risco operacional A estratégia de gestão do risco operacional do Banif Mais estabelece os princípios de identificação, avaliação, controlo e mitigação do risco e está contida e sistematizada nas Normas Internas. Este é o documento de base que enforma as regras de prevenção do risco operacional definidas e logo as normas ajustadas às especificidades do negócio e de cada país onde o Banco opera. A Área de Compliance, órgão de staff independente que reporta directamente à Comissão Executiva e ao Compliance Corporativo do Grupo Banif, tem à sua responsabilidade a função de compliance, no âmbito da qual, em parceria com as diversas áreas funcionais de Portugal e dos restantes países, procede à revisão, divulgação e publicação dos normativos internos. Estes normativos encontram-se publicados na intranet disponível em todos os países e acessível a todos os colaboradores. O seu cumprimento é alvo de verificação e controlo periódico em todos os departamentos das diversas participadas e respectivas sucursais, através de auditorias elaboradas pelas equipas de Auditoria Interna. Estes processos de auditoria culminam na elaboração de relatórios de auditoria que são veiculados junto das respectivas Direcções e da Comissão Executiva. Em paralelo com as referidas Normas Internas, o Banco Mais tem em utilização em Portugal por um conjunto seleccionado de colaboradores a ferramenta de registo de eventos de risco operacional utilizada no âmbito o Banif Grupo Financeiro SasOpRisk. Esta ferramenta veio substituir o anterior módulo de registo de eventos de risco operacional, tendo a vantagem de uniformizar e agregar a informação das várias entidades do Grupo. Os colaboradores com acesso a esta aplicação são os gestores de risco operacional seleccionados para cada área relevante, tendo a sua selecção se regrado pela experiência dos mesmos e tido o cuidado de abranger todas as áreas passíveis de comportar risco operacional. Através desta ferramenta de gestão de risco operacional é possível registar todas as ocorrências nas áreas consideradas mais relevantes para o negócio, identificar, avaliar, medir e monitorar o risco operacional e armazenar informações associadas a este risco. A monitorização passa também pela produção de relatórios periódicos sobre os resultados obtidos. São também efectuados controlos à base de dados, com o intuito de detectar a existência de incongruências. Banco Banif Mais, S.A. 157

158 Os softwares utilizados na gestão operacional do negócio revelam elevado nível de customização ao negócio desenvolvido e às realidades dos países onde o grupo opera, traduzindo-se tal facto num número de restrições, limites e controlos impostos pelo próprio sistema informático. Saliente-se ainda o nível de segregação de funções como mais uma forma de controlo de irregularidades, conseguido através da gestão regular de acessos ao sistema e rede. O software denominado Informação de Gestão é um módulo de reports onde consta a informação mais relevante segmentada por país, dentro de cada país, pelos vários departamentos, e com diferentes permissões de acesso consoante o tipo de utilizador. Este software permite um controlo mais rápido e eficaz sobre o risco operacional da empresa, permite a monitorização on-line das performances relacionadas com a actividade corrente, em cada uma das actividades desenvolvidas, e da prevenção e controlo de possíveis falhas, entre outros. Do ponto de vista do Controlo Interno esta aplicação permitiu que diversos controlos estejam disponíveis na rede interna do Banco. O Banco tem implementado um Plano de Contingência que contempla a garantia do funcionamento contínuo da actividade após a ocorrência de eventos susceptíveis de afectar essa continuidade (Business Continuity Plan), nomeadamente no que respeita à impossibilidade, parcial ou total, de desenvolvimento da sua actividade a partir do Edifício Sede, situado na Avenida 24 de Julho, em Lisboa. Em 2011 terminou o trabalho de articulação com o Plano de Continuidade do Negócio do Grupo Banif e o novo Plano foi aprovado pela Comissão Executiva. Gestão de capital e Rácio de solvabilidade Os principais objectivos da gestão de capital são (i) cumprir os requisitos mínimos definidos pelas entidades de supervisão em termos de adequação de capital e (ii) assegurar o cumprimento dos objectivos estratégicos do Banco em matéria de adequação de capital. Banco Banif Mais, S.A. 158

159 O quadro seguinte representa um sumário dos cálculos de adequação de capital do Banco Banif Mais para 31 de Dezembro de 2011 e 2010: (Valores expressos em ) A - Fundos Próprios Capital Realizado e Acções Próprias Resultados, Reservas Legais, Estatutárias e Resultados não distribuidos Resultados positivos provisórios do exercício em curso - - Reservas de Reavaliação Cambiais Activos Intangiveis ( ) ( ) A1 - Fundos Próprios de Base excluindo Acções Preferenciais (CORE TIER I) Dedução de Particip. em Sociedades Financeiras ( ) ( ) A2 - Fundos Próprios de Base (TIER I) Divida Subordinada elegivel Provisões para Risco Gerais de Crédito Dedução de Particip. em Sociedades Financeiras ( ) ( ) Fundos Próprios Complementares (TIER II) A3 - Fundos Próprios Elegíveis Totais B- Activos de Risco Equivalentes Calculados de Acordo com o Aviso 5/07 (Risco de Crédito) Calculados de Acordo com o Aviso 9/07 (Risco Operacional) Total de Activos de Risco Equivalentes D- Rácios Prudenciais Rácio Core Tier 1 (A1 / B) 23,90% 26,39% Rácio Tier 1 (A2 / B) 23,43% 25,85% Rácio de Solvabilidade (A3 / B) 24,38% 26,03% Banco Banif Mais, S.A. 159

160 53. Fusão da Banif Go Instituição Financeira de Crédito, S.A. Em 28 de Dezembro de 2011, foi efectuada a escritura da fusão nos termos do artigo 119º e para os fins do artigo 118º, n.º 1, alínea c, ambos do Código das Sociedades Comerciais. O registo da escritura por fusão ocorreu a 30 de Dezembro de 2011, data na qual se procedeu à transferência na sua integralidade do património da Banif Go, afecto ao Banco. O projecto de cisão/fusão foi realizado ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 118º do Código das Sociedades Comerciais mediante cisão (e respectiva dissolução) da Banif Go em dois patrimónios distintos, sendo um deles a integrar, por fusão, no Banco Banif Mais e o outro a integrar, por fusão, no Banif Banco Internacional do Funchal, S.A. e produziu efeitos contabilísticos a partir do dia 1 de Janeiro de O património a integrar no Banco Banif Mais é constituído por todos os activos e passivos que consubstanciam os ramos de actividade Locação financeira mobiliária e Financiamento de aquisições a crédito da Banif Go. Banco Banif Mais, S.A. 160

161 O balanço da Banif Go integrado no Banco Banif Mais pode ser considerado como segue: Activo Caixa e disponibilidades em bancos centrais Disponibilidades em outras instituições de crédito Activos financeiros disponíveis para venda Aplicações em instituições de crédito Créditos a clientes Activos não correntes detidos para venda Activos tangíveis Activos intangíveis Activos por impostos correntes Activos por impostos diferidos Outros activos Passivo Recursos de outras instituições de crédito Passivos financeiros associados a activos transferidos Provisões Passivos por impostos correntes Passivos subordinados Outros passivos Total do Passivo Capital Próprio Capital Outros instrumentos de capital Outras reservas e resultados transitados ( ) Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Total do Capital Próprio ( ) Banco Banif Mais, S.A. 161

162 A demonstração de resultados da Banif Go integrada no Banco Banif Mais pode ser considerado como segue: Juros e rendimentos similares Juros e encargos similares ( ) ( ) Margem financeira ( ) ( ) Resultados de serviços e comissões ( ) (70.470) Outros resultados de exploração Total de proveitos operacionais ( ) Custos com pessoal Gastos gerais administrativos Amortizações do exercício Provisões para crédito líquidas de reversões Imparidade de outros activos financeiros Imparidade de outros activos líquida de reversões Provisões líquidas de reversões ( ) Resultado antes de impostos ( ) ( ) Impostos correntes (728) - Impostos diferidos Resultado líquido do exercício ( ) ( ) 54. Normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas Normas, alterações e interpretações efectivas em ou a partir de 1 de Janeiro de 2011 As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas que entraram em vigor e que o Banco aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras podem ser analisadas como segue: IFRS 7 - Instrumentos financeiros: Divulgações Transferências de activos financeiros O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Outubro de 2010, a IFRS 7 - Instrumentos financeiros: Divulgações Transferências de activos financeiros, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2011, sendo a sua adopção antecipada permitida. As alterações requeridas às divulgações sobre as operações que envolvem transferência de activos financeiros, nomeadamente securitizações de activos financeiros, têm como objectivo que os utilizadores das demonstrações financeiras possam vir a avaliar o risco e os impactos associados a essas operações ao nível das demonstrações financeiras. Banco Banif Mais, S.A. 162

163 Annual Improvement Project Em Maio de 2010, o IASB publicou o Annual Improvement Project, o qual efectuou 11 alterações em 7 normas. A data de efectividade das alterações, possibilidade de adopção antecipada e requisitos de aplicação na transição são definidos em cada norma. A maioria das alterações serão de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de O Banco não obteve qualquer impacto significativo da adopção destas alterações às normas em vigor ao nível das demonstrações financeiras. Normas, alterações e interpretações emitidas mas ainda não efectivas para o Banco IFRS 9 - Instrumentos financeiros O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Novembro de 2009, a IFRS 9 - Instrumentos financeiros parte I: Classificação e mensuração, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2015, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma, em Outubro de 2010 foi alterada. A IFRS 9 não foi ainda adoptada pela União Europeia. Esta norma insere-se na primeira fase do projecto global do IASB de substituição da IAS 39 e aborda os temas de classificação e mensuração de activos financeiros. Os principais aspectos considerados são os seguintes: - Os activos financeiros podem ser classificados em duas categorias: ao custo amortizado ou ao justo valor. Esta decisão será efectuada no momento inicial de reconhecimento dos activos financeiros. A sua classificação depende de como uma entidade apresenta no modelo de gestão do negócio esses activos financeiros e as características contratuais dos fluxos financeiros associados a cada activo financeiro; - Apenas podem ser mensurados ao custo amortizado os instrumentos de dívida cujos fluxos financeiros contratados representam apenas capital e juros, isto é, que contenham apenas características básicas de dívida, e para os quais uma entidade no modelo de gestão do negócio apresenta esses activos financeiros com o objectivo de capturar apenas esses fluxos financeiros. Todos os outros instrumentos de dívida são reconhecidos ao justo valor; - Os instrumentos de capital emitidos por terceiras entidades são reconhecidos ao justo valor com as variações subsequentes registadas em resultados. Contudo, uma entidade poderá irrevogavelmente eleger instrumentos de capital para os quais as variações de justo valor e as mais ou menos-valias realizadas são reconhecidas em reservas de justo valor. Os ganhos e perdas aí reconhecidos não podem ser reciclados por resultados. Esta decisão é discricionária não implicando que todos os instrumentos de capital assim sejam tratados. Os dividendos recebidos são reconhecidos em resultados do exercício; - A excepção para deter investimentos em instrumentos de capital cujo justo valor não possa ser determinado com fiabilidade e derivados relacionados, prevista na IAS 39, não é permitida na IFRS 9; e - As alterações ao justo valor atribuíveis ao risco de crédito próprio dos passivos financeiros classificados na categoria de Opção de justo valor (Fair Value option) serão reconhecidas em Other Comprehensive income Banco Banif Mais, S.A. 163

164 (OCI). As restantes variações de justo valor associadas a estes passivos financeiros serão reconhecidas em resultados. Os montantes registados em OCI nunca poderão ser transferidos para resultados. O Banco encontra-se a analisar os possíveis impactos desta norma. IFRS 10 - Demonstrações financeiras consolidadas O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, a IFRS Demonstrações financeiras consolidadas, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma introduz um novo enfoque na determinação de quais os investimentos que devem ser consolidados (método integral), substituindo a IAS 27 - Demonstrações financeiras consolidadas e individuais e a SIC 12 Consolidação de SPE. Desta forma, apresenta uma nova definição de controlo e requisitos para a sua aplicação. Um investidor detém controlo sobre uma participada quando está exposto, ou tem o direito, a retornos variáveis decorrentes do seu envolvimento na participada e tem a capacidade de influenciar esses retornos devido ao seu poder sobre a participada. Foi introduzido o conceito de de facto control. Dois principais objectivos foram incluídos nesta norma: - Introdução de um único modelo de consolidação para todo o tipo de entidades, assegurando-se que uma entidade consolida todo as entidades que controla; e - Introdução de requisitos de divulgação mais extensos, nomeadamente sobre os investimentos que a entidade não consolida. O Banco não terá impactos com a adopção desta norma. IFRS 11 - Acordos conjuntos O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, a IFRS Acordos conjuntos, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma substitui a anterior norma IAS 31, mantendo a mesma definição de um acordo conjunto. Contudo, foram introduzidas duas novas categorias de acordos conjuntos: 1) Joint operations: e 2) Joint ventures. As principais alterações introduzidas por esta norma foram: - A estrutura dos acordos conjuntos deixou de ser o factor crítico para determinação do modelo contabilístico a seguir. A classificação de um acordo conjunto exige a identificação e avaliação da estrutura, da forma jurídica, do acordo contratual e de outros factos e circunstâncias; - Introdução da obrigatoriedade de aplicação da equivalência patrimonial a uma joint venture, eliminando assim a opção de consolidação pelo método proporcional. O Banco não terá impactos com a adopção desta norma. Banco Banif Mais, S.A. 164

165 IFRS 12 - Divulgações de interesses noutras entidades O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, a IFRS Divulgações de interesses noutras entidades, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Divulgações mais detalhadas sobre o envolvimento com entidades que consolidam (subsidiárias) e aquelas que não consolidam, nomeadamente: - A natureza e os riscos associados aos interesses noutras entidades; e - os efeitos desses interesses ao nível da situação financeira, resultados das operações e fluxos de caixa na entidade que reporta. O Banco encontra-se a analisar os possíveis impactos desta norma. IFRS 13 - Mensuração do justo valor O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, a IFRS Divulgações de interesses noutras entidades, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma apresenta um conceito revisto de justo valor assim como novos requisitos de informação. Desta forma, os principais aspectos considerados são: - Princípios que estão na base de um justo valor; - Técnicas de valorização apropriadas e os três níveis de hieraquização dos justos valores; e - Requisitos mais alargados no que respeita a informação para divulgação. O Banco encontra-se a analisar os possíveis impactos desta norma. IAS 27 - Demonstrações financeiras individuais O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, a IAS Demonstrações financeiras individuais com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma IAS 27 (2011) não introduz alterações sobre os requisitos de aplicação da IAS 27 no âmbito das demonstrações financeiras individuais, apenas clarifica: 1) que uma entidade que prepara demonstrações financeiras individuais terá que seguir todas as normas relevantes das IFRS, e 2) necessidades de requisitos de divulgação. O Banco encontra-se a analisar os possíveis impactos desta norma. Banco Banif Mais, S.A. 165

166 IAS 28 - Investimentos em associadas e Joint ventures O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, a IAS Investimentos em associadas e Joint ventures com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma veio substituir a IAS 28 (2003) e descreve o tratamento contabilístico a adoptar pelo investidor dos investimentos em associadas e em joint ventures, definindo assim os requisitos contabilísticos para aplicação da equivalência patrimonial, quer para associadas quer para joint ventures. A IFRS 11 determina qual o tipo de acordo conjunto que uma entidade está envolvida, e uma vez determinado que existe um interesse numa joint venture, uma entidade aplica o método da equivalência patrimonial nas contas consolidadas de acordo com a IAS 28 (revista em 2011), excepto de foram aplicadas as excepções previstas nessa norma. A IFRS 12 descreve quais os requisitos de divulgação de informação. O Banco não terá impactos com a adopção desta norma. IFRS 7 (Alterada) - Divulgações - Offsetting de activos e passivos financeiros O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, uma alteração à IFRS 7 - Divulgações - Offsetting de activos e passivos financeiros com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma alterou os requisitos de divulgação de informação de modo a que os utilizadores das demonstrações financeiras possam avaliar o efeito ou potencial efeito da apresentação de forma líquida de activos e passivos financeiros na situação financeira de uma entidade. O Banco encontra-se a analisar os possíveis impactos desta norma. IAS 32 (Alterada) - Offsetting de activos e passivos financeiros O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Maio de 2011, uma alteração à IAS 32 - Offsetting de activos e passivos financeiros com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2014, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta alteração veio substituir o parágrafo AG38 da IAS 32 pelos novos parágrafos AG38A-AG38F, relativamente às condições requeridos para se efectuar a apresentação de forma líquida de activos e passivos financeiros, na situação financeira de uma entidade: - o critério de que uma entidade tem o direito legal de efectuar a liquidação pelo valor líquido dos valores reconhecidos; e - o critério de que uma entidade tem a intenção de liquidar os valores de forma líquida ou de realizar os activos e liquidar os passivos em simultâneo. O Banco encontra-se a analisar os possíveis impactos desta norma. Banco Banif Mais, S.A. 166

167 Banco Banif Mais, S.A. 167

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172 Banco Banif Mais, S.A. 172

173 08 Informações Adicionais 1. Informação nos termos do art.º 447.º do Código das Sociedades Comerciais Informação sobre as acções e obrigações previstas no art.º 447.º do Código das Sociedades Comerciais, com referência a 31 de Dezembro de 2011, incluindo o movimento de acções e obrigações realizado durante o respectivo exercício. Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos Pessoalmente, era titular de acções da Banif SGPS, SA. Era titular, ainda, de 1 acção do Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil), SA, 1 acção do Banif - Banco de Investimento (Brasil), SA e 1 acção da Banif - Corretora de Valores e Câmbio, SA (acções preferenciais sem direito a voto), 1 acção da Banif Brasil (Holdings), SA e 1 acção da Centaurus Realty Group Investimentos Imobiliários, SA. Não transaccionou, directamente ou através de entidade(s) relacionada(s), valores mobiliários emitidos pelo Banif Banco Internacional do Funchal, SA (incluindo acções e/ou instrumentos financeiros com elas relacionados) e/ou por sociedades que com ela estejam em relação de domínio ou de grupo, no período em referência. Dr. Mário Raul Leite Santos Pessoalmente, era titular de Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais 2004/2011, no valor nominal unitário de 50,00 euros. Em 15 de Março de 2011, foram reembolsadas Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais , no valor total de ,00. Dr. António Manuel Rocha Moreira Pessoalmente, era titular de acções da Banif SGPS, SA, 125 Obrigações Banif SGPS, SA , no valor unitário de 1.000,00, 50 Obrigações Banif SGPS, SA , no valor unitário de 1.000,00, 15 Obrigações Rentipar Financeira, SGPS 2008/2012. Durante o exercício de 2011, foram-lhe reembolsados de Obrigações Banif SGPS, S.A. 2008/2011, e subscreveu Obrigações Banif SGPS, S.A. 2011/2013, no valor unitário de Banco Banif Mais, S.A. 173

174 Engº Manuel Cardoso Pinto Martha Pessoalmente, era titular de Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais 2004/2011, no valor nominal unitário de 50,00 euros. Em 15 de Março de 2011, foram reembolsadas Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais , no valor total de ,00. Dr. João Manuel Mora de Ibérico Nogueira A Iberparticipa, SGPS, SA, sociedade por si controlada, era titular de acções da Banif SGPS, SA, de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em acções da Banif SGPS, SA e de Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais 2004/2011, no valor nominal de 50,00 euros. Em 15 de Março de 2011, foram reembolsadas Obrigações de caixa Subordinadas detidas pela Iberparticipa, SGPS, SA, no valor total de ,00. Transacções de acções da Banif SGPS, SA em 2011 (art.º 447.º, n.º 5 CSC) Tipo Nº Montante (em Entidade Envolvida Operação Data acções euros) Iberparticipa, SGPS, SA Compra , Venda , Dr. Vitor Manuel Farinha Nunes A FN Participações, SGPS, SA, sociedade por si detida, era titular de acções da Banif - SGPS, SA, de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em acções da Banif SGPS, SA e de Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais 2004/2011, no valor nominal unitário de 50,00 euros. Em 15 de Março de 2011, foram reembolsadas Obrigações de caixa Subordinadas detidas pela FN Participações SGPS, SA, no valor total de ,00. Banco Banif Mais, S.A. 174

175 CONSELHO FISCAL Dr. António Freitas dos Santos Não é titular, directamente ou através de entidade(s) relacionada(s), de quaisquer valores mobiliários emitidos pelo Banco Banif Mais, SA (incluindo acções e/ou instrumentos financeiros com estas relacionados) e/ou por sociedades que com ela estejam em relação de domínio ou de grupo. Não transaccionou, directamente ou através de entidade(s) relacionada(s), valores mobiliários emitidos pelo Banco Banif Mais, SA, SA (incluindo acções e/ou instrumentos financeiros com estas relacionados) e/ou por sociedades que com ela estejam em relação de domínio ou de grupo, no período em referência. Dr. Manuel Rui dos Santos Caseirão Não é titular, directamente ou através de entidade(s) relacionada(s), de quaisquer valores mobiliários emitidos pelo Banco Banif Mais, SA (incluindo acções e/ou instrumentos financeiros com estas relacionados) e/ou por sociedades que com ela estejam em relação de domínio ou de grupo. Não transaccionou, directamente ou através de entidade(s) relacionada(s), valores mobiliários emitidos pelo Banco Banif Mais, SA (incluindo acções e/ou instrumentos financeiros com estas relacionados) e/ou por sociedades que com ela estejam em relação de domínio ou de grupo, no período em referência. Dra. Maria Teresa Correia da Silva Andrade Dias Pessoalmente, era titular de 561 Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais 2004/2011, no valor nominal unitário de 50,00 euros. Em 15 de Março de 2011, foram reembolsadas 561 Obrigações de Caixa Subordinadas Banco Mais , no valor total de ,00. Banco Banif Mais, S.A. 175

176 Informação referente às transacções de acções e obrigações por sociedades em que os membros dos órgãos de administração e fiscalização exercem funções, nos termos da alínea d) do n.º 2 do art.º 447.º do Código das Sociedades Comerciais: Banif - SGPS, SA (Valores em, excepto quando indicada outra moeda) VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 MOBILIÁRIOS Operação Data Quant. Valor Quant. Valor Acções Banif Mais, SGPS, SA ,51 Acções Banif - Investimentos ,20 SGPS, SA Acções Banif Comercial, SGPS, ,71 SA Acções Banif - Imobiliária, SA Aumento Capital Social Banif Imobiliária , ,25 Acções Rentipar Seguros, SGPS, SA ,49 Acções Banco Caboverdiano de Negócios, SA Acções Preferenciais Banif Bank Malta PLC Aumento Capital Social Banif Bank Malta , , ,00 Acções Banif Bank Malta PLC ,60 Acções Banca Pueyo, SA ,59 Acções Bankpime ,00 Banif Holding (Malta) PLC Aumento , ,00 Capital Social Banif Holding (Malta) Acções Banieuropa, SL ,00 Acções Inmobiliária Vegas Altas ,58 Banco Banif Mais, S.A. 176

177 Acções Banif Finance Ltd Compra ,00 Venda ,00 Compra , ,00 Acções Banif Finance Ltd Compra (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Compra (USD) , (USD) ,00 Banif Comercial, SGPS, SA VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Obrigações Banif 2009 Float Perp Compra ,00 Cond Venda , Acções Banif (Açores) SGPS, SA ,00 Acções Banif Banco Internacional Aumento do , ,12 do Funchal SA Capital Social do Banif, SA, incluído na operação de fusão com a Banif Go Acções Banif Banco Internacional ,25 do Funchal SA Acções Banco Banif Mais, SA Aquisição , ,10 incluída na operação de fusão com a Banif Go Acções Banif Rent ,00 Acções Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil), SA Aumento do Capital Social ,83 do Banif (Brasil), SA Acções Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil), SA ,06 Acções Banif International Bank, Ltd ,00 Acção Banif Bank Malta PLC 1 0,40 Banco Banif Mais, S.A. 177

178 Banif Banco Internacional do Funchal, SA Valores Mobiliários Movimentos Posição 31/12/2011 Operação Data Quantidade Valor Quantidade Valor Acções Preferenciais: Acções Pref Banif Finance FLT PRP Entrada Entrada Entrada Entrada Saída Acções Pref Banif Finance 2009 USD Entrada Obrigações Não Residentes: Obrigações Banif Finance FLT DEZ Obrigações Banif Finance Sub DEZ Obrigações Banif Fin. 5% NOV 13 USD Saída USD Saída USD Saída USD 0 0 Obrigações Banif Fin. 6% NOV 13 Saída Saída Obrigações Residentes: Obrigações Banif 05/15 (ex- Leasing) Obrigações INV.TX VR Obrigações Rentipar 2008/2012 Entrada Entrada Entrada Banco Banif Mais, S.A. 178

179 Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Amortização Obrigações Açoreana TX VR DEZ 17 Entrada ,41 Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Rentipar Seguros 2015 Saída Obrigações Banif SGPS 2008/2011 Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Reembolso Obrigações Banif SGPS 2010/2013 Entrada Fundos Residentes Abertos: Infrainvest FEIA Fundos Residentes Fechados: Fundo de Capital de Risco Capven Banco Banif Mais, S.A. 179

180 Banif Renda Habitação Saída Banif Imogest Saída Banif Gestão Imobiliária Saída Banif (Açores), SGPS, SA VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Obrigações Açoreana TX VR DEZ17 Obrigações Rentipar Seguros 2010/ , ,00 Obrigações Banif 08/18 CX SUB ,00 Obrigações Euroinvest / 2012 Aquisição 29/06/ , ,30 Investaçor SGPS, SA ,00 Habiprede, SA ,00 Banif Investimentos, SGPS, SA VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Quota Espaço Dez ,00 Acções Banif Banco de Investimento, SA Acções Banif Comercial, SGPS, SA Aumento do Capital Social , , ,00 Acções Banif (Cayman), Ltd ,00 Acções Banif Brasil, Ltda ,00 Acções Banif Securities Holding, Ltd Acções Banif International Bank, Ltd , ,00 Banco Banif Mais, S.A. 180

181 Acções Banif - Banco de Investimento (Brasil), SA Acções Banif International Holdings Aumento do Capital Social do BBI Brasil , , Banif Açor Pensões, SA VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS Operação Data Quantidade Valor Quantidade / Valor Nominal em 31/12/2011 Banif Banco de Investimento Alienação , Banif International Asset Management VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS Quantidade / Valor Nominal em 31/12/2011 Operação Data Quantidade Valor Acções Banif Multifund, Ltd 100 USD Numberone, SGPS, Lda VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS Quantidade / Valor em 31/12/2011 Operação Data Quantidade Valor Acções Banif Finance, Ltd / ,37 EUR Banco Banif Mais, S.A. 181

182 Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd MOVIMENTOS VALORES MOBILIÁRIOS Posição 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Moeda Obrigações BANIF 08/18 CX SUB ,00 EUR PTBAFOXE0003 Obrigações CX BCA 2007/ ,00 EUR PTBCAIXE0004 Obrigações BANIF 01/11 CX SUB 0 Reembolso Final , ,00 EUR PTBAFGXE0003 Obrigações CX BCA 2007/ ,00 EUR PTBCAFXE0007 Obrigações BANIF FIN FLT DEZ ,00 EUR XS Obrigações BANIF FIN FLT DEZ Venda , ,00 EUR XS Acções BANIF FIN ACC PRF EUR XS Acções BANIF FIN ACC PRF USD XS Acções BANIF FIN ACC PRF Compra ,00 USD XS Acções BANIF FIN ACC PRF Compra ,00 EUR XS Acções BANIF FIN ACC PRF Banco Banif Mais, S.A. 182

183 XS Banif International Bank, Ltd (Bahamas) VALORES MOBILIÁRIOS Obrigações BANIF FIN SUB DEZ14 MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Venda ,00 0 XS Obrigações BANIF FIN SUB 3% DEZ19 XS Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Banco Banif Mais, S.A. 183

184 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Banco Banif Mais, S.A. 184

185 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 Compra ,00 Venda ,00 0 0,0 Acções BANIF FIN ACC PRF 04 XS Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 0 0,0 Obrigações BANIF FIN SUB PERP XS Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Venda ,00 Banco Banif Mais, S.A. 185

186 0 0,0 Acções BANIF ACC PRF 07 XS Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Venda ,00 0 0,0 Acções BANIF FIN ACC PRF 09 XS Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Compra ,00 Venda ,00 0 0,0 Banco Banif Mais, S.A. 186

187 Banif Holding (Malta) PLC VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Acções Banif Investimentos, SGPS, SA PREF.S/VOTO ,00 Banif Bank Malta PLC VALORES MOBILIÁRIO Obrigações Banif SGPS 2008/2011 PTBNFLOE0002 MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Reembolso Final , OBRIGAÇÕES BANIF FIN FLT MAI12 XS Compra ,00 Compra , OBRIGAÇÕES BANIF FIN 6% NOV 13 XS Compra ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Banco Banif Mais, S.A. 187

188 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Banco Banif Mais, S.A. 188

189 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda ,00 Venda , ,00 Obrigações BANIF FIN 5% NOV 13 XS Compra (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD ) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Banco Banif Mais, S.A. 189

190 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) ,00 Venda (USD) , ,00 Banif Finance Ltd VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Obrigações Banif Float 30 DEZ 2015 Venda ,00 Obrigações Banif Float 30 DEZ 2015 Venda , Obrigações Banif SFE 09 FIT PRP ,00 Obrigações BIB 6,5% PERP ,00 Banif Mais - SGPS, SA VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Acções Banco Mais, SA ,00 Acções Tecnicrédico ALD Aluguer de Automóveis, SA ,00 Quotas Margem Mediação de Seguros, Lda ,97 Banco Banif Mais, S.A. 190

191 Acções TCC Investments Luxembourg SARL Obrigações de Caixa Subordinadas com Juro Suplementar Banco Mais 2004 / 2011 Reembolso , ,00 Banco Banif Mais, SA VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Acções Banif Plus Bank Zártkoruen Mukodo Reszvenytársaság Obrigações BMORE 4 Class E Amortização Parcial , HUF Amortização Parcial ,71 Amortização Parcial ,25 Amortização Parcial , , ,60 Obrigações BMORE 5 Class B ,00 Acções TCC Investments Luxemburg SARL Banco Mais, SA 3Y Floating Rate Government Guaranteed Notes Obrigações de Caixa Subordinadas Banif Leasing, SA 2005 / 2015 Obrigações Atlantes Finance 3 Class C Aumento Capital Social , ,00 Operação Reforço Liquidez , , Incorporação da BanifGo , , ,00 Obrigações Atlantes Finance 4 Investimento , ,75 Banco Banif Mais, S.A. 191

192 Class D Financeiro 69,02 TCC Investments Luxembourg, SARL VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/11 Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor Obrigações BMORE 4 Class D Obrigações BMORE 4 Classe E Amortização Parcial , ,00 57, ,00 Amortização Parcial ,85 Amortização Parcial ,86 Amortização Parcial ,78 Amortização Parcial , , ,03 Obrigações BMORE 5 Class C ,00 Banif - Banco de Investimento, SA Entidade Valor Mobiliário Tipo de Transacção Movimentos Data Quantidade Valor Quantidade / valor nominal em 31/12/11 BANIF - BANCO DE INVESTIMENTO, SA Banif Gestão de Activos, SA Banif Açor Pensões, SA Aquisição Banif Capital, SA Banco Banif Mais, S.A. 192

193 Centro Venture Alienação Gamma STC, SA Banif International Asset Management USD Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Aquisição Alienação Alienação Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 193

194 Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Alienação Alienação Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Acções Banif Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 194

195 SGPS 2011 Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Alienação Banco Banif Mais, S.A. 195

196 Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Aquisição Alienação Aquisição Alienação Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Alienação Aquisição Alienação Aquisição Acções Banif Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 196

197 SGPS 2011 Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Alienação Aquisição Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Aquisição Alienação Aquisição Aquisição Alienação Alienação Aquisição Alienação Aquisição Alienação Alienação Banco Banif Mais, S.A. 197

198 Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Acções Banif SGPS Aquisição Aquisição Aquisição Alienação Alienação Aquisição Banif Imobiliária, SA Aquisição Trade Invest LTD Var 06/11 Reembolso Trade Invest 06/11 Reembolso Euro Invest 12/29/49 Aquisição Euro Invest Ltd Euro I 5 12/29/49 Alienação EUR EUR EUR Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 198

199 Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banco Banif Mais, S.A. 199

200 Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Alienação Banco Banif Mais, S.A. 200

201 Cayman Banif SA Aquisição Banif SA Aquisição Banif SA Aquisição Banif SA Aquisição Banif SA Alienação Banif SA Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 201

202 Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Alienação Banco Banif Mais, S.A. 202

203 Cayman Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Aquisição Banif Finance Cayman Banco Banif Mais, S.A. 203

204 2049 Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banif Finance Cayman Alienação Banif Finance Cayman Alienação Banco Banif Mais, S.A. 204

205 Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Cayman Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 205

206 Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Alienação Banif Finance Ltd 05/12 Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Aquisição Banif Banco de investimento Banco Banif Mais, S.A. 206

207 Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banif Banco de investimento Aquisição Banco Comercial dos Açores Float 03/11 Reembolso Banco Comercial dos Açores Float 10/16 Alienação Banco Banif Mais, S.A. 207

208 Banco Comercial dos Açores Float 09/17 Alienação Banif Float 07/11 Alienação Banif SA Aquisição Banif SA Alienação EUR Banif Finance Aquisição Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Aquisição Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banco Banif Mais, S.A. 208

209 Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Aquisição Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banif Finance Aquisição Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Aquisição Banif Finance Alienação Banif Finance Alienação Banco Banif Mais, S.A. 209

210 Banif Invest. Brasil 5 1/4 03/12 Alienação Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Alienação Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Alienação Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banco Banif Mais, S.A. 210

211 Banif Invest. Brasil 03/26/12 Alienação Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Alienação Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição Banif Invest. Brasil 03/26/12 Aquisição EUR Banif SGPS Alienação Banif SGPS Aquisição EUR Banif Banco de investimento Float 07/14 Emissão Banif Banco de investimento Float 07/14 Subscrição Banif Banco de investimento Float 12/14 Emissão Banif Banco de investimento Float 12/14 Subscrição Banco Banif Mais, S.A. 211

212 2. Informação nos termos do Art.º 448.º do Código das Sociedades Comerciais Dando cumprimento ao disposto no Art.º 448º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais e segundo os registos da Sociedade e informações prestadas, informa-se que, na data do encerramento do exercício a que se reporta o presente relatório anual, a Banif Mais SGPS, S.A. era titular de 99,01% do Capital Social da Sociedade, sendo os restantes 0,9% detidos pela Banif Comercial SGPS, S.A.. 3. Acções Próprias e Participações Sociais Qualificadas As acções do Banco Banif Mais, S.A. são detidas pelas seguintes entidades: Banif Mais SGPS, S.A. que detém de acções correspondentes a 99,01% do capital social e 99,01% dos direitos de voto da sociedade. Banif Comercial SGPS, S.A. que detém de acções correspondentes a 0,9% do capital social e 0,9% dos direitos de voto da sociedade. Não se verifica a existência de acções próprias ou de outras participações qualificadas. Banco Banif Mais, S.A. 212

213 Banco Banif Mais, S.A. 213

214 09 Recomendações do FSF e do CEBS relativas à Transparência de Informação e à Valorização de Activos 0. INTRODUÇÃO A informação que se segue, relativa à transparência de informação e à valorização de activos, consubstancia o cumprimento do disposto na Carta-Circular nº 46/08/DSBDR, de 15/7/2008, Carta-Circular nº 97/2008/DSB, de 3/12/2008, e Carta-Circular nº 58/2009/DSB, de 5/8/2009, do Banco de Portugal, sobre a Adopção das recomendações do FSF e do CEBS relativas à transparência de informação e à valorização de activos. I. MODELO DE NEGÓCIO 1. Descrição do modelo de negócio (i.e. razões para o desenvolvimento das actividades/negócios e respectiva contribuição para o processo de criação de valor) e, se aplicável, das alterações efectuadas (por exemplo, em resultado do período de turbulência). O Banco Banif Mais, S.A. (Banif Mais) centra a sua actividade na concessão de crédito especializado, sobretudo no crédito automóvel a particulares. O modelo de negócio do Banco encontra-se descrito nas partes SÍNTESE DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO ANO, ANÁLISE DA ACTIVIDADE POR PAÍS e CAPTAÇÃO DE FUNDOS do Relatório de Gestão. 2. Descrição das estratégias e objectivos (incluindo as estratégias e objectivos especificamente relacionados com a realização de operações de titularização e com produtos estruturados) A estratégia do Banif Mais no que respeita à realização de operações de titularização é a sua utilização como uma fonte de financiamento, utilizada a par com outras fontes de financiamento mais tradicionais. O detalhe das operações de titularização do Banco encontra-se descrito nas notas 24. CRÉDITO A CLIENTES e 38 PASSIVOS FINANCEIROS ASSOCIADOS A ACTIVOS TRANSFERIDOS das Notas às Demonstrações Financeiras. Banco Banif Mais, S.A. 214

215 3. Descrição da importância das actividades desenvolvidas e respectiva contribuição para o negócio (incluindo uma abordagem em termos quantitativos) As actividades desenvolvidas pelo Banco e respectiva contribuição para o negócio encontram-se descritas nas partes SÍNTESE DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO ANO, ANÁLISE DA ACTIVIDADE POR PAÍS e CAPTAÇÃO DE FUNDOS do Relatório de Gestão. 4. Descrição do tipo de actividades desenvolvidas, incluindo a descrição dos instrumentos utilizados, o seu funcionamento e critérios de qualificação que os produtos/investimentos devem cumprir O tipo de actividades desenvolvidas, instrumentos e produtos/investimentos encontram-se descritos nas partes ANÁLISE DA ACTIVIDADE POR PAÍS e CAPTAÇÃO DE FUNDOS do Relatório de Gestão e na nota 24. CRÉDITO A CLIENTES das Notas às Demonstrações Financeiras. O Banif Mais detém 4 operações de titularização de créditos vivas. Estas operações (descritas na referida nota 24. CRÉDITO A CLIENTES ) implicaram a cedência a SPEs de conjuntos de contratos representativos da carteira de crédito do Banco a cada momento, tendo estas SPE financiado a aquisição destes créditos emitindo dívida que, com excepção das operações Atlantes Finance No. 3 e Atlantes Finance No. 4, foi adquirida por entidades externas ao Grupo. Foram também retidos no sub-grupo Banif Mais os títulos first lost position de todas as operações de titularização vivas. No caso da Bmore 5 foram também retidas Júnior Units e no caso da Atlantes Finance No. 4 foram adquiridos a totalidade dos títulos emitidos. 5. Descrição do objectivo e da amplitude do envolvimento da instituição (i.e. compromissos e obrigações assumidos), relativamente a cada actividade desenvolvida. Os objectivos e envolvimento do Banco relativamente a cada actividade desenvolvida encontram-se descritos nas partes ANÁLISE DA ACTIVIDADE POR PAÍS e CAPTAÇÃO DE FUNDOS do Relatório de Gestão. No que respeita às operações de titularização, o objectivo do Banif Mais ao realizar estas operações na condição de Originador é obter financiamento para o desenvolvimento da sua actividade. Para além da posição de Originador assumida pelo Banif Mais nas operações realizadas e da retenção em empresas do sub grupo Banif Mais de parte dos títulos emitidos ao brigo das operações em que é originador, o Banif Mais assume também a qualidade de servicer das operações. Banco Banif Mais, S.A. 215

216 II. RISCOS E GESTÃO DE RISCOS 6. Descrição da natureza e amplitude dos riscos incorridos em relação a actividades desenvolvidas e instrumentos utilizados A natureza e amplitude dos riscos incorridos em relação a actividades desenvolvidas e a instrumentos utilizados encontram-se descritas na nota 52 GESTÃO DE RISCOS DA ACTIVIDADE das Notas às Demonstrações Financeiras. 7. Descrição das práticas de gestão de risco (incluindo, em particular, na actual conjuntura, o risco de liquidez) relevantes para as actividades, descrição de quaisquer fragilidades/fraquezas identificadas e das medidas correctivas adoptadas As políticas e práticas de gestão de risco do Banco são detalhadamente descritas na nota 52. GESTÃO DE RISCOS DA ACTIVIDADE das Notas às Demonstrações Financeiras. III. IMPACTO DO PERÍODO DE TURBULÊNCIA FINANCEIRA NOS RESULTADOS 8. Descrição qualitativa e quantitativa dos resultados, com ênfase nas perdas (quando aplicável) e impacto dos "write-downs" nos resultados; Não aplicável. 9. Decomposição dos "write-downs"/perdas por tipos de produtos e instrumentos afectados pelo período de turbulência, designadamente, dos seguintes: commercial mortgagebacked securities (CMBS), residential mortgage-backed securities (RMBS), colateralised debt obligations (CDO), asset-backed securities (ABS) Não aplicável. 10. Descrição dos motivos e factores responsáveis pelo impacto sofrido Não aplicável. 11. Comparação de i) impactos entre períodos (relevantes) e de ii) demonstrações financeiras antes e depois do impacto do período de turbulência Não aplicável. Banco Banif Mais, S.A. 216

217 12. Decomposição dos "write-downs" entre montantes realizados e não realizados Não aplicável. 13. Descrição da influência da turbulência financeira na cotação das acções da entidade Não aplicável. 14. Divulgação do risco de perda máxima e descrição de como a situação da instituição poderá ser afectada pelo prolongamento ou agravamento do período de turbulência ou pela recuperação do mercado Não aplicável. 15. Divulgação do impacto que a evolução dos "spreads" associados às responsabilidades da própria instituição teve em resultados, bem como dos métodos utilizados para determinar este impacto Não aplicável. IV. NÍVEIS E TIPOS DAS EXPOSIÇÕES AFECTADAS PELO PERÍODO DE TURBULÊNCIA 16. Valor nominal (ou custo amortizado) e justo valor das exposições vivas ; Não aplicável. 17. Informação sobre mitigantes do risco de crédito (e.g. através de credit default swaps) e o respectivo efeito nas exposições existentes; Não aplicável. Banco Banif Mais, S.A. 217

218 18. Divulgação detalhada sobre as exposições, com decomposição por: Nível de senioridade das exposições/tranches detidas; Nível da qualidade de crédito (e.g. ratings, vintages); Áreas geográficas de origem; Sector de actividade; Origem das exposições (emitidas, retidas ou adquiridas); Características do produto: e.g. ratings, peso/parcela de activos sub-prime associados, taxas de desconto, spreads, financiamento; Características dos activos subjacentes: e.g. vintages, rácio loan-to-value, privilégios creditórios; vida média ponderada do activo subjacente, pressupostos de evolução das situações de pré-pagamento, perdas esperadas. Não aplicável. 19. Movimentos ocorridos nas exposições entre períodos relevantes de reporte e as razões subjacentes a essas variações (vendas, write-downs, compras, etc.) Não aplicável. 20. Explicações acerca das exposições (incluindo veículos e, neste caso, as respectivas actividades) que não tenham sido consolidadas (ou que tenham sido reconhecidas durante a crise) e as razões associadas; Não aplicável. 21. Exposição a seguradoras de tipo monoline e qualidade dos activos segurados: Valor nominal (ou custo amortizado) das exposições seguradas bem como o montante de protecção de crédito adquirido; Justo valor das exposições vivas, bem como a respectiva protecção de crédito; Valor dos write-downs e das perdas, diferenciado entre montantes realizados e não realizados; Decomposição das exposições por rating ou contraparte. Não aplicável. O Banco não detém exposições desta natureza. Banco Banif Mais, S.A. 218

219 V. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E MÉTODOS DE VALORIZAÇÃO 22. Classificação das transacções e dos produtos estruturados para efeitos contabilísticos e o respectivo tratamento contabilístico A política de classificação de instrumentos financeiros está descrita nas notas 1.3. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS E CONTABILIDADE DE COBERTURA, 1.4. OUTROS ACTIVOS FINANCEIROS, 1.5. ACTIVOS CEDIDOS COM ACORDO DE RECOMPRA E EMPRÉSTIMOS DE TÍTULOS e 1.6. PASSIVOS FINANCEIROS das Notas às Demonstrações Financeiras. No âmbito das operações de titularização de créditos, o Banco consolida pelo método integral ou proporcional as SPEs, constituídas especificamente para o cumprimento de um objectivo restrito e bem definido, quando a substância da relação com tais entidades indicia que o Banco exerce controlo sobre as suas actividades, independentemente da percentagem que detém sobre os seus capitais próprios. A avaliação da existência de controlo é efectuada com base nos critérios estabelecidos na SIC 12 Consolidação de Entidades de Finalidade Especial. 23. Consolidação das SPE e de outros "veículos" e reconciliação destes com os produtos estruturados afectados pelo período de turbulência No que respeita à consolidação das SPE foi respondido no ponto 22. O restante não se aplica. 24. Divulgação detalhada do justo valor dos instrumentos financeiros Instrumentos financeiros aos quais é aplicado o justo valor: O Banco aplica o justo valor à sua carteira de derivativos, composta por swaps de taxa de juro, que visam cobrir o risco de alguns dos passivos de taxa variável. Hierarquia do justo valor (decomposição de todas as exposições mensuradas ao justo valor na hierarquia do justo valor e decomposição entre disponibilidades e instrumentos derivados bem como divulgação acerca da migração entre níveis da hierarquia): O Banco não apresenta uma hierarquia de justo valor, uma vez que todas as valorizações são obtidas de instituições financeiras que operam no mercado. O detalhe dos Activos / Passivos financeiros de negociação encontra-se nas notas 21 ACTIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO e 34 PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO das Notas às Demonstrações Financeiras. Tratamento dos "day 1 profits" (incluindo informação quantitativa): Os critérios de determinação do justo valor de instrumentos derivados são os descritos na nota 1.3. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS E CONTABILIDADE DE COBERTURA das Notas às Demonstrações Financeiras. Banco Banif Mais, S.A. 219

220 As variações de justo valor do exercício de 2011 são detalhadas no ponto 6 RESULTADOS DE ACTIVOS E PASSIVOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE RESULTADOS das Notas às Demonstrações Financeiras. Utilização da opção do justo valor (incluindo as condições para a sua utilização) e respectivos montantes (com adequada decomposição). Não se aplica. 25. Descrição das técnicas de modelização utilizadas para a valorização dos instrumentos financeiros ( ). Não se aplica, pois o Banco não utiliza modelos internos de avaliação para valorizar os instrumentos identificados no ponto acima. VI. OUTROS ASPECTOS RELEVANTES NA DIVULGAÇÃO 26. Descrição das políticas de divulgação e dos princípios que são utilizados no reporte das divulgações e do reporte financeiro. As políticas, princípios e procedimentos de divulgação de informação financeira estão subordinados às orientações da casa-mãe, a Banif-SGPS, S.A., e encontram-se descritos no ponto III.16. Referência à existência de um Gabinete de Apoio ao Investidor ou a outro serviço similar da parte VII RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE, do RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS 2011 da Banif - SGPS, S.A. e Banif - Grupo Financeiro Consolidado, divulgado no site institucional do Grupo (www.grupobanif.pt) e CMVM. Banco Banif Mais, S.A. 220

221 Banco Banif Mais, S.A. 221

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