FACULDADE DO LITORAL SUL PAULISTA

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1 FACULDADE DO LITORAL SUL PAULISTA ALEX MIRANDA CAIRES IDENTIFICAÇÃO AUTOMÁTICA E CAPTURA DE DADOS RIC REGISTRO ÚNICO DE IDENTIDADE CIVIL PRAIA GRANDE 2010

2 ALEX MIRANDA CAIRES IDENTIFICAÇÃO AUTOMÁTICA E CAPTURA DE DADOS RIC REGISTRO ÚNICO DE IDENTIDADE CIVIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial, para obtenção do Grau de Bacharel em Sistemas de Informação apresentado a Faculdade do Litoral Sul Paulista FALS, orientado pelo Prof. Caio Alexandre Costa Sales. PRAIA GRANDE

3 ALEX MIRANDA CAIRES IDENTIFICAÇÃO AUTOMÁTICA E CAPTURA DE DADOS RIC REGISTRO ÚNICO DE IDENTIDADE CIVIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial, para obtenção do Grau de Bacharel em Sistemas de Informação apresentado a Faculdade do Litoral Sul Paulista FALS, orientado pelo Prof. Caio Alexandre Costa Sales., de de Local Data BANCA EXAMINADORA TCC Aprovado ( ) (nome, titulação e assinatura) Aprovado com Louvor ( ) (nome, titulação e assinatura) Reprovado ( ) (nome, titulação e assinatura) 3

4 ALEX MIRANDA CAIRES IDENTIFICAÇÃO AUTOMÁTICA E CAPTURA DE DADOS RIC REGISTRO ÚNICO DE IDENTIDADE CIVIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial, para obtenção do Grau de Bacharel em Sistemas de Informação apresentado a Faculdade do Litoral Sul Paulista FALS, orientado pelo Prof. Caio Alexandre Costa Sales. AVALIAÇÃO: NOTA: ( ), de de Local Data 4

5 AGRADECIMENTOS Ao meu orientador, Caio Sales, pela disponibilidade e dedicação durante o processo de orientação. A Faculdade do Litoral Sul Paulista, pela oportunidade de realização do curso de graduação. A Prefeitura da Estância Balneária de Praia Grande, por conceder a bolsa de estudo. 5

6 RESUMO Este TCC diz respeito ao sistema de Identificação Automática e Captura de dados, o RIC Registro Único de Identidade Civil. O RIC é o novo documento do cidadão brasileiro, criado para facilitar a vida do brasileiro em diversos fatores. Um deles é a facilidade de identificação, já que antigamente era necessário apresentar diversos documentos diante de alguma compra, venda ou algum tipo de cadastro, com o RIC isto se tornará muito mais fácil e prático, pois, nele conterá todos os documentos e dados pessoais como: RG, CPF, Título de Eleitor, Passaporte, Tipo sanguíneo, altura, cor dos olhos e etc. Será comentado também neste mesmo trabalho, a respeito da tecnologia utilizada na Captura destes dados, e também como funciona em diversos outros países que já adquiriram este documento. PALAVRAS-CHAVE: RIC, REGISTRO ÚNICO, RG, CPF, IDENTIDADE, DOCUMENTOS, DADOS PESSOAIS E SEGURANÇA. 6

7 ABSTRACT This TCC concerns about a system for Automatic Identification and Data Capture, RIC - Registration Unified Civil Identity. The RIC is the new Brazilian document, created to facilitate the life of Brazilians on several factors. One is the ease of identification, as was for formerly necessary to submit several documents before any purchase, sale or some sort of registration, with the RIC it will become much easier and more convenient, because it will contain all document and personal data such as RG, CPF, Passport, blood type, height, eye color and etc. Will be discussed also in this same work, about the technology used to capture these data, also how it works in several other countries that have already purchased this document. KEYWORDS: RIC, BRAZILIAN DOCUMENT, CPF, PASSPORT, BLOOD TYPE, DOCUMENTS AND SECURITY. 7

8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO DOCUMENTOS ATUAIS SOLUÇÃO MUDANÇA NA IDENTIFICAÇÃO RIC PRINCIPAIS PROBLEMAS SANÇÃO DA LEI 9454 / AFIS HISTÓRIA AFIS SISTEMA DE ARMAZENAMENTO AFIS AFIS NO BRASIL EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA SMART CARD CARTÃO INTELIGENTE O RIC AO REDOR DO MUNDO PORTUGAL ESPANHA BÉLGICA ÁUSTRIA ESTÓNIA COMO TIRAR O SEU RIC...40 GLOSSÁRIO...41 CONCLUSAO...42 BIBLIOGRAFIA

9 1. INTRODUÇÃO O Registro Único de Identidade Civil (RIC) foi implantado no ano de 2009, com base na Lei 9454/1997. Este novo documento substituirá nosso RG convencional, integrando vários outros documentos como carteira de motorista, CPF, título de eleitor e carteira de habilitação e também informações pessoais como Tipo sanguíneo, cor dos olhos, cor da pele, altura e etc. Todos esses dados serão gravados a laser em camadas interiores do cartão, tornando impossível sua remoção por agentes químicos, configurando-se assim em um documento altamente seguro. Além disso, conta com os mais modernos itens de segurança como fundos complexos, tintas e efeitos óticos especiais, além de chip microprocessador que armazenará os dados do cidadão e certificado digital. O RIC possui uma tecnologia onde seus dados são gravados em um Chip, de forma segura, evitando fraude ou falsificação deste documento, a mesma utilizada em Cartões de Crédito e bancários. 9

10 2. DOCUMENTOS ATUAIS Estes documentos, como atualmente utilizados, supõem uma identificação presencial. No sistema atual de identificação brasileiro são emitidos documentos em papel, cujo modelo é padronizado em todo o território nacional (Fonte: LEI Nº 7.116, de 29 de Agosto de 1983, DECRETO Nº , de 27 de Dezembro de 1983). Apesar da padronização, tais documentos são emitidos em meio e formato ultrapassados, facilmente vulnerável a alterações ou fraudes, não fornecendo garantias de nãorepúdio. De acordo com estatísticas fornecidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, as ocorrências envolvendo o roubo de documentos atingiram boletins em 2007, com alta de 23,84% em relação a Este fato demonstra que a falta de mecanismos inteligentes que preservem a garantia de confiabilidade e integridade deste tipo de documento coloca em risco não só a boa reputação do cidadão, que pode ter seus dados copiados e utilizados para fins ilícitos, mas também toda uma cadeia de acreditação que se baseia em técnicas ultrapassadas para promover sua identificação e registro. Com a multiplicação da capacidade de atendimento do Estado a determinados serviços utilizando meios eletrônicos, se torna imperiosa a revisão do conceito de documentação do cidadão, de forma que esse possa acessar remotamente informações pessoais e serviços, sem que se comprometam a Integridade e Confidencialidade dos seus dados, e seja assegurado o Não-Repúdio dos atos por ele praticados. 10

11 3. SOLUÇÃO O Governo Brasileiro buscou informatizar os serviços oferecidos à população, afim de facilitar as relações entre o Estado e o cidadão brasileiro, tornando-as mais ágeis, permitindo que fluam com maior liberdade, pra que o exercício da cidadania seja uma realidade palpável nessa relação entre ambas as partes. Exemplos disso são as criações dos portais E-Gov e Brasil, a consulta à situação fiscal junto à Receita Federal, consulta a serviços do INSS (PrevCidadão), consulta a saldos do FGTS. Até o momento porém, cada uma dessas consultas exige um diferente tipo de cadastramento prévio para fins de acesso, com a Receita Federal utilizando já uma forma dentro dos moldes padronizados e mundialmente adotados de identificação segura. Além disso, alguns bancos já utilizam essa modalidade de autenticação para os clientes de internet banking. Com a instituição da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ICP-Brasil, e com a promulgação de Medidas Provisórias que apóiam a utilização de Certificados Digitais em todas as esferas do Governo e também pelo cidadão comum, buscou-se encontrar uma solução para estas questões, pois se determina que os documentos produzidos, emitidosou recebidos por órgãos e empresas públicas por meio eletrônico têm o mesmo valor jurídico que os produzidos em papel ou em outro meio físico reconhecido legalmente, desde que assegurada a sua autenticidade, integridade e não-repúdio.surge então o RIC (Registro Único de Identidade Civil). 11

12 4. MUDANÇA NA IDENTIFICAÇÃO Um registro único confere mais praticidade na confecção de novos documentos e na identificação dos cidadãos. Com ele, você poderá retirar uma nova via de qualquer documento em qualquer estado da Federação, com a garantia de manter os mesmos dados e também o mesmo número de documento. Através do número do seu Registro de Identificação Civil, dados e informações referentes a todos os seus documentos são acessados rapidamente, o que também deve agilizar o processo de disponibilização de novos documentos. Ou seja, ao invés de ter que informar seu número de CPF, RG, título de eleitor e tantos outros documentos que existem, apenas uma única sequência numérica dará conta de tudo o que é preciso saber acerca de sua identidade civil. 5. RIC Este novo documento, foi criado para facilitar a vida do cidadão brasileiro. Com ele você será cadastrado em uma central nacional de informações, com todas as suas informações datiloscópicas, fotografia 3x4, números de documentos (RG, CPF, título de eleitor, PIS/PASEP, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação) e também dados como altura e cor dos olhos. O RIC só foi viabilizado por meio de um investimento de 35 milhões de dólares feito pelo Governo Federal em 2004, na aquisição do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (o AFIS, do inglês Automated Fingerprint Identification System). Esse sistema foi repassado ao Ministério da Justiça, o responsável pela identificação dos cidadãos, que planeja que até 2017 o total de 150 milhões de brasileiros façam parte do RIC. 12

13 O projeto brasileiro de um RIC Registro de Identificação Civil será fortemente baseado no sistema AFIS do INI - Instituto Nacional de Identificação. O processo de coleta das impressões digitais seria o embrião do SINRIC Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil. A idéia é submeter as digitais coletadas do cidadão candidato ao documento ao sistema, para que seja verificada, em todo o cadastro já existente (pesquisa 1:N), a existência dessas digitais. Em caso negativo, o sistema atribuirá ao cidadão um número de identificação único para todo o território nacional, e prosseguirá no processo de elaboração do documento. Caso contrário, se trata de tentativa provavelmente fraudulenta - de obter uma nova identidade. Pela proposta atual, a solicitação do documento e a respectiva coleta de dados para sua elaboração caberiam aos Institutos de Identificação estaduais. O Instituto Nacional de Identificação seria o encarregado de operar o sistema e emitir o documento, que seria validado, como vimos, antes da emissão. A captura e posterior remessa dos dados ao INI pode ser on-line, por remessa em meio magnético ou por remessa de formulários em papel, tudo isso dependendo da disponibilidade de meios no local da coleta. As metas divulgadas prevêem o início de um projeto piloto em janeiro de aproveitando parte da estrutura do SINIC além do AFIS, estações de coleta, servidores web e de armazenamento, impressoras visando atingir um público alvo de 2 milhões de cidadãos. Esse número seria ampliado em 2010 para 8 milhões de cidadãos. Em 2011 seriam emitidas 20 milhões de carteiras, com ampliação de capacidade para aquisições/dia, e já cobrindo os 27 estados. Armazenamento também ampliado para 30 milhões. Objetivo final seria alcançado em 2017, com 150 milhões de documentos emitidos. O custo estimado pelo Instituto Nacional de Identificação para todo o projeto seria de US$ , sendo que para ampliação do AFIS e implantação do sistema seriam gastos de US$ 250 a , o custo de emissão das carteiras seria, a preços de hoje, US$ Se prevê a instalação de 4700 estações de coleta, US$ seu custo aproximado. O novo número seria gerado quando da primeira emissão do novo documento, que é estimada para os cidadãos com mais de dezesseis anos de idade. O modelo proposto pelo Instituto 13

14 Nacional de Identificação para o RIC se assemelha aos dos demais países europeus mencionados. Suas funções seriam identificar o cidadão presencial e remotamente. Teria como conteúdo visível foto, assinatura e a impressão digital de um dos indicadores. Teria também o identificador OCR padrão 9303 da ICAO (International Civil Aviation Organization, emite padrões para os MRTD Machine Readable Travel Documents), que o habilitaria como documento internacional em viagens para países do Mercosul, por exemplo. O conteúdo não-visível, gravado no chip, teria, entre outros, impressões digitais dos dez dedos, chaves privada e pública geradas quando de sua emissão, e certificado digital. Seu protótipo é como segue: RIC Modelo brasileiro: imagem retirada do site Carreira de TI. Fonte: 14

15 5.1 PRINCIPAIS PROBLEMAS Apesar da segurança e facilidades que estas ferramentas proporcionam, o alto custo de implantação para cidadãos comuns e pequenas empresas tem dificultado a plena difusão da prática do uso do Certificado Digital no dia-a-dia. Complexidade da estrutura do Estado: Intervenção de diversos Ministérios, Estados da federação, Departamento de Polícia Federal, Polícias estaduais, Presidência da República, Banco Central, Tribunal Superior Eleitoral, Cartórios de Registro, entre outros com distintos graus de liberdade e de interesses, resultando em dificuldade de estabelecer padrões. Complexidade da solução Disponibilidade da infra-estrutura, alternativas de coleta e transmissão de dados num país com nossas características geográficas, políticas e sociais. A coleta para o sistema AFIS hoje é aplicada sobre universo de 2 por cento da população, e demanda intervenção humana especializada para dirimir casos de falsos positivos e falsos negativos. Preocupações com a privacidade e o controle que o estado poderia exercer sobre o cidadão, em contraste com um aumento da segurança por identificar claramente os desonestos e dificultar suas ações. 5.2 SANÇÃO DA LEI 9454 / 1997 O projeto tem doze anos que foi aprovado no Congresso Nacional. De autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), a Lei 9.454/97 foi sancionada no dia 07 de abril de 1997, tendo sido aprovada pelo Senado federal em 1996 e pela Câmara dos Deputados em

16 Conforme citado, a Lei 9454/97 que em seu artigo 1º determina que É instituído o número único de Registro de Identidade Civil, pelo qual cada cidadão brasileiro, nato ou naturalizado, será identificado em todas as suas relações com a sociedade e com os organismos governamentais e privados., e no artigo 2º É instituído o Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil, destinado a conter o número único de Registro Civil acompanhado dos dados de identificação de cada cidadão., teve como inspiração fatos que levaram ao impeachment de um presidente brasileiro, e que expuseram uma das fragilidades do sistema de identificação no Brasil, qual seja: Obedecendo ao princípio federativo, cada estado tem competência, delegada pela Lei 7116/83, para emitir carteiras de identidade que são, na sua esmagadora maioria, elaboradas a partir de certidões de nascimento ou casamento. Essas certidões são verificadas visualmente apenas, não sendo impossível sua adulteração ou falsificação. Como não há comunicação entre os estados, nada impede que uma pessoa obtenha documentos de identidade em distintos estados, com numerações diferentes (para não falar na possibilidade da adulteração da certidão original), o que dificulta a identificação. A regulamentação dessa lei, porém, demora até os dias de hoje, dadas as dificuldades materiais e políticas para se mudar a estrutura de identificação vigente, e os debates surgidos em função do número único do RIC. A introdução da Internet com sua posterior expansão para as áreas de finanças (home banking), comércio (ecommerce) e governo (egov), no entanto se encarregou de tirar a Lei 9454 do limbo jurídico, já que passou a ser do interesse dos segmentos citados. De acordo com estatísticas realizadas, dentro de 9 anos pelo menos 150 milhões de brasileiros já terão seu novo documento em mãos, que terá o mesmo número que seu RG, contendo também algumas informações adicionais. Segue abaixo a lei decretada pelo Atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva: DECRETO Nº 7.166, DE 5 DE MAIO DE 2010 Cria o Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil, institui seu Comitê Gestor, regulamenta disposições da Lei nº 9.454, de 7 de abril de 1997, e dá outras providências. 16

17 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea a, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.454, de 7 de abril de 1997, DECRETA: Art. 1º Fica criado o Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil com a finalidade de implementar o número único do Registro de Identidade Civil - RIC e o Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil. 1º O Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil tem como objetivos: I - fixar diretrizes e critérios para implantação, manutenção e controle do RIC e regulamentar sua operacionalização; II - operacionalizar o RIC e o Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil; III - coletar e processar os dados relativos à operacionalização do RIC e do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil; IV - gerir o Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil e adotar as medidas necessárias ao seu aprimoramento; V - compartilhar informações por meio da utilização de sistema informatizado, na forma do art. 8º; e VI - avaliar a eficácia e a efetividade das medidas adotadas. 2º O Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil terá como órgão central o Ministério da Justiça. 3º Os Estados e o Distrito Federal poderão integrar o Sistema Nacional de Registro de 17

18 Identificação Civil, mediante convênio ou ajuste a ser firmado com o Ministério da Justiça. 4º Os órgãos e entidades da União, que tenham cadastros de identificação civil em âmbito nacional, poderão integrar o Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil. Art. 2º O Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil contará com um Comitê Gestor, responsável pelo estabelecimento de diretrizes para seu funcionamento, disseminação e gestão, cabendo-lhe ainda: I - disciplinar procedimentos para implementação, operacionalização, controle e aprimoramento do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil, do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil e do RIC; II - definir as especificações do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil e do documento de identificação a ser emitido com o RIC, estabelecendo seu formato, conteúdo e demais características, inclusive tecnológicas; III - estabelecer os níveis de acesso às informações do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil e os procedimentos para sua utilização em base de dados de outros órgãos ou entidades públicas, de acordo com suas competências institucionais; Civil; IV - fixar critérios para participação no Sistema Nacional de Registro de Identificação V - estabelecer diretrizes e procedimentos para orientar a substituição de outros processos ou documentos de identificação; VI - zelar pela eficácia e atuação harmônica dos órgãos responsáveis pela implementação, coordenação e controle do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil; VII - requisitar a realização de estudos e pesquisas voltados para o aprimoramento do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil; e 18

19 VIII - aprovar seu regimento interno, com regras para sua organização e funcionamento, observadas as disposições deste Decreto. Art. 3º O Comitê Gestor será composto por um representante de cada órgão e entidade a seguir indicados: I - Ministério da Justiça, que o coordenará; II - Ministério da Defesa; III - Ministério da Fazenda; IV - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; V - Ministério do Trabalho e Emprego; VI - Ministério da Previdência Social; VII - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; VIII - Ministério da Saúde; IX - Ministério das Cidades; X - Ministério do Desenvolvimento Agrário; XI - Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; XII - Casa Civil da Presidência da República; e XIII - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - ITI. 19

20 1º Será assegurado o direito à participação no Comitê Gestor de um representante por região geográfica de órgãos de identificação civil estadual ou distrital, integrantes do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil, bem como do Instituto Nacional de Identificação do Departamento de Polícia Federal. Gestor. 2º O Ministério da Justiça exercerá a função de Secretaria-Executiva do Comitê 3º Os membros do Comitê Gestor, titular e suplente, serão indicados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade que representam e designados pelo Ministro de Estado da Justiça, para cumprimento de mandato de três anos, permitida uma recondução. 4º Os nomes dos representantes das regiões geográficas referidos no 1º serão aprovados previamente, por consenso, pelas unidades federadas conveniadas da respectiva região. 5º Na ausência de consenso entre as unidades da região geográfica, adotar-se-á o revezamento entre os Estados e o Distrito Federal, por ordem alfabética, não se aplicando no caso a recondução prevista no 3º. Art. 4º As deliberações do Comitê Gestor serão adotadas por maioria simples, presentes pelo menos metade mais um dos seus membros, cabendo ao coordenador votar somente com a finalidade de desempate. Art. 5º O Comitê Gestor poderá convidar representantes de órgãos ou entidades, públicas ou privadas, para participar de suas atividades. Art. 6º A participação no Comitê Gestor é considerada atividade de relevante interesse público e não será remunerada. Art. 7º O Ministério da Justiça ficará responsável pela coordenação, armazenamento e controle do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil, cabendo-lhe ainda: 20

21 I - propor ao Comitê Gestor as diretrizes e critérios para implementação, operacionalização, controle e aprimoramento do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil e prover os meios para o seu funcionamento; II - promover o contínuo aprimoramento do Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil; III - fornecer o RIC aos órgãos de identificação conveniados ao Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil, aos quais compete controlar sua distribuição e utilização; e IV - gerir convênios ou ajustes celebrados no âmbito do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil. Art. 8º Caberá aos entes federados conveniados, em regime de compartilhamento com o órgão central: I - operacionalizar e atualizar o Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil; II - controlar o processo de distribuição do RIC; III - transmitir os dados de identificação colhidos para emissão do RIC ao órgão central do Sistema; e IV - emitir documento de identificação contendo o RIC. Art. 9º O Cadastro Nacional de Registro de Identificação Civil será constituído a partir da utilização do RIC para indexação dos dados necessários à identificação unívoca dos cidadãos. Art. 10º Os demais cadastros públicos federais de identificação do cidadão poderão adotar o RIC em substituição ao seu próprio número, observadas as peculiaridades de cada órgão ou entidade. 21

22 Parágrafo único. A implementação do RIC não comprometerá a validade dos demais documentos de identificação. Art. 11º O RIC deverá observar sistemática que favoreça a unificação dos demais documentos de identificação vigentes, com prioridade para a integração das bases de dados das carteiras de identidade emitidas por órgãos de identificação dos Estados e do Distrito Federal, na forma da Lei nº 7.116, de 29 de agosto de Art. 12º O RIC será: I - gerado e fornecido pelo órgão central, após a confirmação da unicidade da identificação do cidadão, com base no processo datiloscópico padrão decadactilar; II - representado por número seqüencial; e III - formado por dígitos que comportem número de registros acumulados da ordem de unidade de bilhão, com dígito de controle de verificação. Parágrafo único. Em nenhuma hipótese o RIC poderá ser reutilizado. Art. 13º O documento de identificação contendo o RIC possuirá fé pública, validade em todo o território nacional e será emitido, em formato padronizado, regularmente pelos órgãos indicados pelos entes federados conveniados ou, quando necessário, pelo órgão central. Art. 14º O intercâmbio de informações entre os integrantes do Sistema Nacional de Registro de Identificação Civil será garantido por sistema padronizado e seguro, disponibilizado pelo órgão central. Art. 15º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 5 de maio de 2010; 189º da Independência e 122º da República. 22

23 LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 5.3 AFIS Um sistema AFIS captura impressões digitais e permite processá-las estabelecendo um relacionamento entre as impressões e pessoas que tenham sido previamente cadastradas. Reconhecimento da Impressão digital. (Fonte: Existem duas maneiras de projetar um sistema AFIS. Na primeira, chamada 1:1, cadastram-se pessoas que supostamente terão algum direito restrito a elas e suas impressões digitais. Posteriormente, confirma-se a presença dessas pessoas pela análise das digitais fornecidas. É o caso de sistemas que usam impressões digitais como senhas. O nome 1:1 indica que o universo de pessoas a consultar é pequeno e para cada tentativa todo o banco de dados pode ser percorrido. 23

24 Os sistemas 1:n, ao contrário, buscam identificar uma determinada impressão, a priori desconhecida, contra um arquivo de impressões, que em geral é grande, para se verificar se aquela impressão já não fora anteriormente capturada. Existem 2 tipos de erro associados a este exame. O chamado falso negativo, quando a impressão já existe no arquivo, mas ela deixa de ser recuperada. O falso positivo, é o retorno de uma impressão de pessoa diferente como se fosse daquela proprietária da impressão sob análise. Todos estes sistemas analisam a imagem da impressão, efetuam uma série de processamentos visando melhorar a imagem e depois identificam-na. Os processos de melhoria são o recorte, a limiarização e o afinamento. A identificação passa pela localização de pontos chave na impressão (denominadas minúcias) e sua codificação de alguma maneira. Veja na figura ao lado, duas minúcias. Cada software em uso no mundo para AFIS usa uma tecnologia proprietária para fazer esta identificação. Por exemplo, no software ARID (Análise e Reconhecimento de Impressões Digitais) desenvolvido aqui pertinho de nós, no CEFET-PR e em uso em inúmeros clientes Brasil afora, a identificação se faz pela criação de um grafo descritor das minúcias. A transformação da imagem em um descritor de minúcias, também conhecido como template, dá-se com uma razoável economia de espaço. Uma imagem de impressão digital (512 x 512 pixels em 256 níveis de cinza, em 500 dpi) que ocupa bytes antes de ser comprimida e entre 20 e 30 Kb após, gera um template de cerca de 5K bytes. O template não só é menor, como permite comparação e cálculo de similaridade, coisas que a imagem pura não permite. O algoritmo de compressão utilizado neste tipo de sistema é conhecido como WSQ e garante taxas de compressão de cerca de 15:1. Além do template, necessário para posteriormente recuperar a identidade do proprietário de uma dada impressão, as imagens também têm de ser guardadas. Isto é feito para possibilitar a um perito humano a emissão de um laudo 24

25 comparativo. De acordo com a lei, peritos têm de confrontar duas imagens antes de atestar pela igualdade e além disso, peritos não sabem interpretar templates. Em resumo, um sistema AFIS de identificação de pessoas, passa pelos seguintes passos: 1. Cadastramento e identificação de pessoas, através de 2 fotos (frente e perfil), 10 imagens de impressão digital, dados alfanuméricos, assinatura e, eventualmente, imagens dos originais de documentos apresentados no cadastramento. A captura das digitais pode ser feita on-line (em sensores especiais) ou pelo rastreamento (scanner) de impressões de dedos entintados em papel, o que se conhece na gíria como tocar piano. 2. Para os 10 dedos capturados, as imagens são convertidas em WSQ e salvas. 3. Para cada imagem WSQ salva, o sistema AFIS faz um tratamento e uma extração de minúcias, gerando um template, que também é salvo. Tudo isto é armazenado em computadores, à espera do dia em que uma certa imagem de uma digital, ou de parte de uma digital (também conhecida como latente) precise ter sua origem investigada. Por exemplo, na reidentificação de pessoas ou no levantamento de impressões na cena de um crime. Nestes casos: 1. A impressão é obtida diretamente da pessoa ou indiretamente através de técnicas policiais. 2. É fornecida ao sistema AFIS, junto com parâmetros de limiares de confiança. 3. O AFIS processa essa impressão, gera-lhe as minúcias e passa o template agora gerado para um computador que terá a missão de confrontar este template com os templates lá guardados. Este computador é denominado match server. 4. Todas as impressões existentes no arquivo serão colocadas em um dos 3 grupos: a) Seguramente não é esta pessoa. 25

26 b) Talvez seja esta pessoa. c) Seguramente é esta pessoa. O tamanho dos grupos é controlado pelo parâmetro limiar. Para um limiar pequeno, o grupo do talvez será pequeno (ou até vazio) e o grupo da certeza terá 1 ou nenhum elemento. O risco aqui é o do falso negativo. Para um limiar maior, o grupo do talvez cresce e, eventualmente, até o grupo da certeza. O problema aqui é a maior quantidade de trabalho manual na posterior confrontação de imagens. Note-se que a busca, mesmo feita por computadores, é demorada, razão pela qual na medida em que cresce o tamanho do arquivo há que se colocar mais match servers a fim de manter o tempo de busca e recuperação dentro de parâmetros aceitáveis. Qualquer auxílio na busca é bem vindo. Por exemplo, se for dito que uma determinada impressão é de um dedo da mão direita, o tamanho da busca cai à metade. Se se conseguir individualizar de qual dedo é a impressão, a busca cai a 10% do tamanho original. Apenas para exemplificar esta parte, vamos aos seguintes dados do sistema de identificação do DETRAN/PR. Lá existem dois problemas: garantir que uma mesma pessoa não tire duas carteiras distintas e garantir que na hora do exame o examinado seja de fato a pessoa em nome da qual sairá a carteira. O sistema tem um arquivo de impressões digitais (cerca de pessoas com 5 dedos em média de cada um) e um ritmo de entrada de cerca de 1000 novas pessoas/dia, são processadas quanto à duplicidade em cerca de 1h30 em um Pentium 450MHz com 2 processadores. O objetivo deste sistema é impedir que pessoas já cadastradas busquem um novo cadastro falseando informações de identidade. Ressalte-se que o sistema já pegou uns bons quantos sujeitos tentando fazer isso. Outro exemplo bem interessante de uso desta tecnologia está na Secretaria de Segurança Pública. Lá um sistema AFIS está identificando e cadastrando todas as pessoas que passam pelo centro de triagem. Ressalte-se que no aspecto criminal é muito importante que as pessoas 26

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