H I S T Ó R I A. PAES, Maria Helena Simões. A década de 60: rebeldia, contestação e repressão política. São Paulo : Ática, 1992, p. 20.

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1 H I S T Ó R I A 01 - A respeito de Esparta, uma das mais importantes cidades da Grécia antiga, é correto afirmar que (001) a urbanização da pólis foi totalmente concluída em fins da Época Arcaica e início dos tempos clássicos. (002) a pólis era bastante dependente da importação de cereais e não dispunha de minas de ferro. (004) os esparciatas eram cidadãos da pólis, assim como os periecos, súditos de Esparta sem que fossem metecos, os quais gozavam de autonomia interna em suas cidades e povoados. (008) os esparciatas constituíram um caso extremo de especialização militar, a ponto das atividades econômicas serem deixadas aos periecos e aos hilotas, escravos do Estado a serviço dos próprios esparciatas, os quais, por sua vez, viviam como um exército acampado e não como pessoas fixadas em cidades. (016) o termo que designava oficialmente a pólis espartana os lacedemônios não era sinônimo do conjunto dos cidadãos, diferentemente do que ocorria em outras cidades-estados helênicas O texto que segue trata da história mundial na década de Duas outras palavras relevam também o espírito dessa década: contestação e rebelião. Os inconformados com o mundo em que viviam estiveram em todos os segmentos sociais e em todos os cantos do planeta, não só na Ásia e na África ou na América Latina. Mas, talvez, nenhuma contestação tenha sido tão extraordinária quanto aquela realizada pela juventude. Ao lado dos hippies e dos jovens envolvidos em outras manifestações da chamada contracultura, explodia a rebelião dos enragés, os universitários engajados nos movimentos estudantis. Pacíficos ou violentos, os jovens contestaram todas as estruturas: a capitalista e a socialista. O não unia todos eles. PAES, Maria Helena Simões. A década de 60: rebeldia, contestação e repressão política. São Paulo : Ática, 1992, p. 20. A partir da análise do texto apresentado e de seus conhecimentos sobre História Contemporânea, é correto afirmar que são exemplos do espírito de contestação e rebelião da década de 1960 (001) o rock feito por bandas como The Beatles, Led Zeppelin e The Mamas and the Papas, além do produzido por cantores como Bob Dylan, Joan Baez, Janis Joplin e Jimi Hendrix. (002) a oposição ao lema paz e amor, também muito difundido a partir do famoso festival de Woodstock, em (004) a postura da chamada Nova Esquerda (New Left), surgida nos meios universitários dos Estados Unidos e marcada pelo pensamento de Herbert Marcuse, filósofo da Escola de Frankfurt e professor da Universidade de Berkeley. (008) o apoio público à Guerra do Vietnã. (016) as manifestações estudantis que, nos países capitalistas, recusavam o american way of life ou o campo de concentração de luxo ; e, nos países socialistas, contestavam o autoritarismo stalinista das direções partidárias O texto abaixo trata da representação comumente mais divulgada sobre a Idade Média. Nenhum período da História foi vítima de tantos preconceitos como a Idade Média. A própria denominação, empregada para identificar os dez séculos que separam a queda do Império Romano do Ocidente (476) da conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos (1453), parece atribuir a esse período duas únicas características próprias: a mediocridade e a mediação. Mediação, é verdade, carregada de conotações negativas: entre o esplendor greco-romano da Antiguidade e as fervilhantes transformações do Renascimento, a Idade Média apresentava-se como idade das trevas, a longa noite dos mil anos durante os quais a civilização ocidental teria quedado adormecida, soterrada em sangue, ignorância e fanatismo religioso. INÁCIO, Inês C. & LUCA, Tania Regina de. O pensamento medieval. 2ª ed. São Paulo : Ática, 1991, p. 7. 1

2 Com base na análise do texto apresentado e em seus conhecimentos sobre História Medieval, é correto apontar como representações históricas e historiográficas sobre a Idade Média (001) a conotação de decadência, visão pejorativa que foi solidificada e difundida durante o longo processo de ascensão e afirmação da burguesia enquanto classe ascendente na Europa, sobretudo a partir do século XVII. (002) a tolerância religiosa da Igreja Católica para com judeus, hereges, infiéis ou pecadores de qualquer espécie que atentassem contra a ortodoxia moral e ideológica por ela defendida. (004) a idealização dos tempos medievais como sendo um período marcado por um grande número de filósofos e outros pensadores que dedicavam sua vida à compreensão da natureza humana. (008) o estigma de idade das trevas ou barbárie, tradição arraigada que, nos dias de hoje, segue sendo difundida pelos meios de comunicação de massa e até mesmo em certos livros de História. (016) a visão de ter sido a guardiã de todo o conhecimento produzido na Antiguidade greco-romana, relíquia guardada com zelo e ignorância pelos monges medievais Sobre a história do Império Inca e da cultura incaica, é correto afirmar que (001) a expansão dos incas na região dos Andes Centrais se deu a partir do Vale de Cuzco, muito antes da chegada de Francisco Pizarro à América do Sul. (002) o Império mantinha uma forte administração político-administrativa em Cuzco, constituindo uma vasta burocracia fortemente hierarquizada. (004) diferentemente dos astecas, os incas não cultuavam o sol, muito menos adoravam Viracocha, o deus maia criador e civilizador do universo. (008) o ayllu pode ser considerado como uma unidade econômica e social nos Andes Centrais, constituído por famílias ligadas por laços de parentesco e reciprocidade, cuja chefia era exercida pelo Kuraka. (016) o poder do Inca era exercido basicamente pela força e pela coação, haja vista que ele não era adorado como um deus, a exemplo do que aconteceu em civilizações da Mesoamérica Acerca da exploração da mão-de-obra indígena na América Espanhola, é correto afirmar (001) que o texto do Requerimiento dava direito de escravização fundamentado na guerra justa. (002) como foi curto o período da existência legal da escravidão nas colônias, breve também foi o saldo de flagelos deixado para os povos indígenas da Mesoamérica e dos Andes Centrais. (004) que, em 1530, a Coroa de Espanha garantiu, por meio de uma nova legislação, o trabalho escravo nos territórios conquistados, apesar dos fortes protestos da Igreja Católica. (008) que a escravidão e a encomienda foram duas formas de trabalho usadas para extrair as riquezas que os conquistadores buscavam nas colônias; a encomienda, em específico, pode ser vista como uma forma de, ao mesmo tempo, difundir a religião católica e explorar a mão-de-obra nativa. (016) que muitos povos ameríndios foram reduzidos à servidão porque, segundo a visão dos vencedores, eram bárbaros e inferiores em relação aos europeus; além disso, os conquistadores argumentavam que possuir escravos nativos era a justa e legítima recompensa pelos serviços prestados à Coroa e pelo perigo a que estiveram expostos Sobre a chamada Questão do Acre, é correto classificar como ações relacionadas a esse episódio das relações diplomáticas entre Brasil e Bolívia (001) a contratação, pelo Governo boliviano, de uma empresa estrangeira, o Bolivian Syndicate, formada por firmas inglesas e norte-americanas para explorar e administrar o território acreano. (002) a contratação, pelo Governo brasileiro, na época representado pelo Barão do Rio Branco, de uma empresa estrangeira, o Bolivian Syndicate, formada por firmas inglesas e norte-americanas para explorar e administrar o território acreano. (004) o acordo entre o Brasil e a Bolívia, em 1903, consolidado na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro; pelo acordo, o Acre, com um total de Km 2, tornou-se parte do território nacional. (008) a renúncia do Bolivian Syndicate a qualquer reclamação sobre o Acre; para conseguir tal atitude da empresa, o Governo brasileiro teve de pagar o montante de libras esterlinas. (016) a determinação, pelo Tratado de Petrópolis, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas à Bolívia, referentes às áreas transferidas Sobre a imigração para a América Latina, é correto afirmar que (001) o período de 1870 a 1930, caracterizou-se, na América Latina, por uma nova espécie de imigração, composta de trabalhadores vindos principalmente do Sul da África. (002) os imigrantes que chegaram à Argentina, ao Uruguai e ao Sul do Brasil, principalmente no período de 1870 a 1930, deram a esses países uma identidade europeizada. (004) até a Segunda Guerra Mundial não havia sido registrada a presença de imigrantes japoneses na América Latina. 2

3 (008) desde 1908, já se podia constatar a presença de imigrantes japoneses na América Latina; nesse ano, foram recebidos oficialmente no Brasil os primeiros imigrantes japoneses. (016) durante o período de 1870 a 1930, mais de cinco milhões de imigrantes europeus chegaram à Argentina e se estabeleceram nas províncias próximas a Buenos Aires O texto abaixo apresentado foi escrito por Abraham Lincoln, conhecido presidente dos Estados Unidos da América. Um oitavo de toda a população era formado de escravos de cor, não distribuídos de um modo geral pela União, porém localizados na sua parte meridional. Tais escravos constituíam um interesse peculiar e poderoso. Todos sabiam que esse interesse, de certo modo, foi a causa da guerra. Fortalecê-lo, perpetuá-lo e ampliá-lo era o objetivo pelo qual os insurretos pretendiam dividir a União, nem que tivessem de recorrer à guerra, ao passo que o governo não reclamava outro direito que o de restringir sua difusão territorial. LINCOLN, Abraham. Segundo discurso de posse da presidência dos Estados Unidos da América, apud EISENBER, Peter L. Guerra Civil Americana. São Paulo : Brasiliense, 1982, p 6. A partir da análise do trecho do discurso de Lincoln e de seus conhecimentos sobre História Americana, é correto afirmar que (001) a mão-de-obra escrava de origem africana constituía um dos pilares de sustenção da economia, na região Sul dos Estados Unidos, antes da Guerra Civil Americana. (002) A mão-de-obra escrava de origem africana constituía, um dos pilares de sustenção da economia, especialmente na região Nordeste dos Estados Unidos, antes da Guerra Civil Americana. (004) a prática da escravidão era um dos principais elementos responsáveis pelas divergências políticoadministrativas entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos. (008) os escravos, aliados aos grandes proprietários da parte meridional dos Estados Unidos da América, lutaram pela União entre o Norte e o Sul do país. (016) o governo de Lincoln era favorável à difusão da escravidão na parte Meridional dos Estados Unidos A respeito do mercantilismo, sistema que ganhou força na Europa Ocidental, a partir do século XV, é correto afirmar que (001) havia um grande protecionismo alfandegário, ou seja, altas taxas às importações, porém o Estado não interferia na produção nacional. (002) pregava-se a idéia de circulação das moedas para uma maior dinamização da economia e fortalecimento do comércio. (004) o crescimento demográfico era incentivado, já que um grande aumento na população significaria maior oferta de mão-de-obra e, portanto, de salários mais baixos. (008) a produção interna contava com apoio governamental para que seus produtos se tornassem mais competitivos no mercado externo. (016) a interferência do Estado não só era aceita pelos comerciantes que tinham o apoio institucional como também era incentivada por eles, já que favorecia a produção e a exportação de mercadorias Sobre a conquista e a colonização luso-castelhana da bacia do Alto Paraguai, é correto afirmar que (001) entre as décadas de 1520 e 1540, os primeiros europeus que atingiram a região ali encontraram vários povos indígenas, muitos dos quais formados por grupos classificados, lingüisticamente, como Aruaque, Guaicuru e Guarani. (002) as primeiras expedições que partiram de Assunção rumo à região hoje em dia conhecida como Pantanal, como a expedição comandada pelo adelantado Alvar Núñez Cabeza de Vaca, na década de 1540, também foram motivadas pela procura das minas de prata do Peru. (004) no século XVII, nenhum dos povos indígenas estabelecidos no Pantanal chegou a participar de qualquer missão ou redução dos padres da Companhia de Jesus, haja vista que a região estava muito distante das províncias jesuíticas do Guairá e do Itatim. (008) até fins do século XVII, os bandeirantes de São Paulo não ultrapassavam os limites geográficos da bacia do Paraná, cujos afluentes eram dominados pelo povo Paiaguá, os temidos índios canoeiros; portanto, não atingiram a baixada paraguaia antes do século XVIII, quando os castelhanos de Assunção descobriram ouro na região dos rios Coxipó e Cuiabá. (016) assim como os europeus fizeram em outras regiões da América do Sul, no Alto Paraguai eles também se valeram das antigas rivalidades existentes entre os povos indígenas para assegurarem a conquista e a colonização daquela porção central da América do Sul. 3

4 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentamos, a seguir, dois textos. O primeiro é um poema de Manuel Bandeira; o segundo, uma notícia publicada na revista Istoé (22/5/02, p. 20). Leia-os, com atenção, para responder às questões de 11 a 14. Fim de tarde. No céu plúmbeo A Lua baça Paira Muito cosmograficamente Satélite. Texto 1: SATÉLITE Desmetaforizada, Desmitificada, Despojada do velho segredo de melancolia, Não é agora o golfão de cismas, O astro dos loucos e enamorados, Mas tão-somente Satélite. Ah Lua deste fim de tarde, Demissionária de atribuições românticas, Sem show para as disponibilidades sentimentais! Fatigado de mais-valia, Gosto de ti assim: Coisa em si, Satélite. (In: Estrela da vida inteira. 4. ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973.) Texto 2: CORAÇÃO DO LUAR Para não desapontar os poetas e os românticos, a Lua esconde por trás da frieza de suas crateras um coração quente e pulsante. Quem garante isso não trabalha com rimas. São, isso sim, os pragmáticos cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena. Eles concluíram que o interior lunar é constituído por rochas derretidas e sua superfície encolhese e expande-se em até 10 cm conforme a gravidade da Terra Em SATÉLITE (texto 1), Bandeira (001) assume uma concepção poética e idealizada da Lua. (002) toma a Lua apenas como um objeto celeste, despojando-a de valores afetivos ou metafóricos. (004) mostra-se avesso aos exageros sentimentais anteriormente atribuídos à Lua. (008) revela seu desprezo pelos loucos e enamorados que se inspiram na Lua para vivenciar seus segredos e emoções. (016) situa a Lua num fim de tarde, descrevendo-a de forma romântica, como mostram os adjetivos plúmbeo e baça. (032) lamenta a frieza do mundo moderno que enfatiza o sentido denotativo da Lua Ao apresentar a Lua como um ser dotado de um coração quente e pulsante, o texto 2 faz uso da prosopopéia ou personificação, que consiste em atribuir a seres inanimados ou irracionais qualidades e/ou sentimentos humanos. Assinale, entre os trechos abaixo, aquele(s) que NÃO apresenta(m) essa figura de pensamento. (001) Contentes, os ramos relaxavam de vez os músculos crispados, já esquecidos das ventanias do Inverno. (Miguel Torga) (002) Toda a noite o rouxinol chorou, Gemeu, rezou, gritou perdidamente. (Florbela Espanca) (004) O sol belisca a pele azul do lago. (Raul Bopp) (008) Minha mãe é um vulto branco. (Roberto Drummond) (016) Naquela manhã de Março o vento Norte levantou-se mal humorado. (Antonio Botto) (032) A geada é um eterno pesadelo. (Monteiro Lobato) 4

5 13 - Comparando o texto 1 e o texto 2, concluímos que (001) o texto 1 mostra-se mais condescendente com aqueles que propõem uma imagem poética ou romântica da Lua do que o texto 2. (002) em ambos os textos, há dois pontos de vista em jogo: aquele que idealiza a Lua, atribuindo-lhe valores sentimentais, e o que a vê de forma pragmática, como um elemento inserido na realidade. (004) a visão da Lua enfatizada por Bandeira mostra-se incompatível com a conclusão manifestada pelos cientistas americanos. (008) a presença marcante da ironia pode ser detectada no texto 1, mas não no texto 2. (016) ao contrário do texto 2, que procura harmonizar diferentes visões da Lua, o texto 1 se constrói sobre uma relação de oposição Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). (001) Nos vocábulos desmetaforizada, desmitificada e demissionária (texto 1), observamos a presença de prefixo que indica ação contrária. (002) A palavra Lua, que aparece com inicial maiúscula nos dois textos, poderia ser escrita também com inicial minúscula sem qualquer alteração de sentido, o mesmo ocorrendo com o vocábulo Terra (texto 2). (004) Na última estrofe de Satélite (texto 1), o poeta se dirige à Lua, tomando-a como interlocutora. (008) No verso Gosto de ti assim... (texto 1), o advérbio em negrito é um mecanismo de coesão que faz remissão a elemento já citado anteriormente (anáfora). (016) Para não desapontar os poetas e românticos (texto 2) é uma oração reduzida de infinitivo que indica finalidade e possui sujeito elíptico. (032) No céu plúmbeo (texto 1) e por trás da frieza de suas crateras (texto 2) exercem a função sintática de adjunto adverbial de lugar Longe de ser um objeto estático, homogêneo e uniforme, uma língua varia no tempo e no espaço e se diversifica de acordo com as circunstâncias em que se processa a interação verbal. Observe o quadrinho abaixo e assinale a proposição que expressa adequadamente o tipo de variante em jogo. (Fonte: Correio do Estado) (001) Variante histórica ou diacrônica, que diz respeito à evolução da língua no tempo. Assim, o português utilizado numa cantiga de amigo da época medieval é muito diferente do português empregado num poema da atualidade. (002) Variante geográfica ou espacial, que se refere aos usos regionais da língua, ou seja, às particularidades que ela adquire em cada região ou zona onde é utilizada. Por exemplo, os habitantes das regiões Norte e Nordeste usam o termo macaxeira em lugar de mandioca. (004) Variante social, que abrange, além do nível socioeconômico do falante, fatores como idade, sexo e profissão. Desse modo, observam-se diferenças significativas na fala dos mais jovens e na dos mais velhos, na do homem e na da mulher, na de pessoas com ocupações diversas. Trata-se, pois, das variações de um grupo social para o outro. (008) Variante estilística, que engloba as variantes observadas num mesmo indivíduo, conforme a situação de comunicação em que se encontra. Há, portanto, situações que permitem uma linguagem bem informal (conversa com amigos num bar) e outras que exigem um grau considerável de formalidade (apresentação de um trabalho na escola). (016) Variante inerente, que diz respeito ao fato de que um mesmo segmento proferido por um mesmo locutor, numa mesma situação, pode exibir, às vezes, num lapso de tempo bastante breve, diferentes realizações. Um bom exemplo, no português do Brasil, é o emprego de a gente e nós numa mesma frase. 5

6 16 - Entre as alternativas que seguem, assinale aquela(s) cujo comentário está INADEQUADO. (001) A vida podia ser muito mais divertida com um som SEMP TOSHIBA.(Veja, 29/5/02) O conteúdo pressuposto é o de que a vida não é divertida. (002) Dezesseis dias antes de afogar os filhos, o médico de Andrea Yates suspendeu-lhe os medicamentes. (Istoé, 13/3/02) A frase é ambígua, fazendo crer que quem afogou os filhos foi o médico e não a paciente, Andrea Yates. (004) Se correr, o bicho não pega. (Veja, 26/6/02) A frase está em intertextualidade com conhecido dito popular, mas subverte-lhe o sentido. (008) Perfeitos para levar a qualquer lugar. Não pesam na mala nem no bolso. (Veja, 29/5/02) Nesse anúncio sobre computadores de mão, o verbo pesar apresenta dois sentidos diferentes. (016) Setor aéreo tem de gastar para cortar custos. (O Estado de S. Paulo, 16/9/02) Essa manchete está incoerente, pois cortar custos implica necessariamente não gastar. (032) O PPS e o PDT acertaram com o PT apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva irrestrito e entusiástico, segundo Ciro Gomes, e incondicional, no caso de Leonel Brizola. (Folha de S. Paulo, 9/10/02) Na notícia em questão, as aspas têm por função sinalizar a presença de discurso direto Qual(is) das opções abaixo NÃO está(ão) de acordo com a norma culta da língua portuguesa? (001) O que para você são vontades para o Bradesco são realizações. (Istoé, 10/4/02) (002) Tenho certeza de que Deus estava entre a bala e eu, diz Bial. (Istoé, 10/4/02) (004) Aumento do número de seqüestros assusta a população. (Folha de S. Paulo, 16/9/02) (008) Nós olhamos para você, pensamos em você e fizemos um banco para encaixar certinho nas suas necessidades. (O Estado de S. Paulo, 16/9/02) (016) Eu posso usar Versace, passar as férias em Paris, mas eu sou mesmo é caipira. Zezé Di Carmargo, cantor. (Istoé, 13/3/02) (032) Justiça intermedeia por pagamento de carvoeiro. (Correio do Estado, 5/10/02) 18 - O texto que você lerá a seguir foi retirado do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078, de 11 de setembro de 1990), a partir do site Art. 21. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto, considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do consumidor. Da leitura do artigo acima, depreende-se que (001) todos os produtos necessariamente precisam de reparos. (002) o consumidor tem um amparo legal quanto aos serviços de reparação dos produtos adquiridos. (004) está explicitada a obrigatoriedade, por parte do fornecedor de serviços, de proceder à reparação de produtos. (008) o fornecedor de serviço de reparação de qualquer produto tem a obrigação de empregar componentes de reposição originais adequados e novos e, se isso não for possível, deve utilizar os que mantenham as especificações técnicas de fábrica. (016) quando não for possível a utilização de componentes originais ou similares com especificação técnica de fábrica, o fornecedor de serviços de reposição só poderá utilizar componentes diferentes mediante autorização do consumidor. 6

7 19 - Quando o trem chegar a Aquidauana Cruzando noites E sonhos na escuridão O silêncio de uma procissão Mostra os caminhos E as lendas do Pantanal É um tempo bem mais verdadeiro Algo que deixa a gente sem falar direito Imagens que iluminam nossa memória Pra contar e relembrar nossa história (Boaventura - Rio dos Tuiuiús) No trecho da canção acima, de José Boaventura Sá Rosa, artista da terra, aparece o vocábulo gente, usado como tratamento de 1ª pessoa. Dentre as opções que seguem, assinale onde há emprego similar. (001) E no meio de tanta gente eu encontrei você Entre tanta gente chata sem nenhuma graça Você veio. (Marisa Monte e Arnaldo Antunes - Não vá embora) (002) Poetas contam histórias de gente para quem a honra estava em primeiro lugar nos cordéis. (Propaganda divulgada pelo Banco do Brasil) (004) A gente melhorou a vida deles, claro. Mas eles fizeram muito mais por nós. Fizeram a gente ter a certeza de que solidariedade, atenção e afeto não custam, mas valem muito. (Propaganda da UNICSUL, Veja, 30/10/02) (008) O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência (Lenine - Paciência) (016) Gente, que é que é isso!? (Popular forma exclamativa) (032) Então por que quem escreve, se escrever é afinal dar, evita gente por perto e procura se isolar? (João Cabral de Melo Neto Museu de tudo) 20 - Marque a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Convém que não nos... muito nesses... e sim naqueles mais difíceis de... (001) demoremos - ítens - explicarem (002) demoramos - ítens - explicamos (004) demoremos - itens - explicar (008) demoramos - itens - explicar-se (016) demoremos - ítens - explicar 7

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