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1 Relação de dados biográficos com factores de avaliação do trabalho. Psicossociologia Do Trabalho Resumo Relação de dados biográficos com factores de avaliação do trabalho. Importância de dados biográficos e sua acessibilidade Idade Estereótipos ligados à idade Envelhecimento da população Idade e turnover Idade e absentismo voluntário e involuntário Idade e produtividade/desempenho Modelo de Warr de relação idade-performance Idade, acidentes e problemas de saúde ocupacional Idade e satisfação no trabalho Género sexual Algumas diferenças citadas na literatura Esbatimento das diferenças e mudança de papeis Género sexual, turnover e absentismo Estado civil e pessoas a cargo 1

2 VARIÁVEL INDEPENDENTE VARIÁVEL DEPENDENTE Dados biográficos R? Produtividade Absentismo Turnover Satisfação Acidentes.. IDADE GÉNERO SEXUAL ESTADO CIVIL PESSOAS A CARGO FACTORES FACILMENTE: 1.DEFINÍVEIS, 2.ACESSÍVEIS, FICHA DO TRABALHADOR CURRICULUM VITAE Agumas conclusões Idade parece não ter relações com produtividade. Os trabalhadores mais velhos, são os que têm menor probabilidade de se demitirem (< turnover). Trabalhadores casados têm menores taxas de absentismo e turnover e referem maior satisfação no trabalho do que os não casados. 2

3 IDADE Duas razões para nos preocuparmos com a idade: Ideia (Estereótipo?*) de que com o aumento da idade a performance no trabalho diminui. (Questão: Será a ideia suficiente para mudar a realidade?) Envelhecimento da população geral e população activa (Aging). Envelhecimento da população geral e população activa (Aging). Percentagem de população com idade superior a 65 anos (Adapt. Forteza & Prieto, 1994) 3

4 Relação: Idade Turnover Não se verifica aumento do turnover com a idade Porquê? Menores oportunidades de novo emprego Empregadores preferem pessoas novas Anos de serviço contam para o salário e a reforma Relação: Idade Absentismo Conclusões algo contraditórias: 1 Robbins, 1996 Trabalhadores novos dão mais faltas evitáveis, enquanto os mais velhos dão mais faltas inevitáveis, porque com a idade os trabalhadores adoecem mais e em caso de problemas de saúde têm um tempo de recuperação mais elevado. (Será que isto é verdade para Portugal? c.f. Legislação de trabalho, contratados a prazo) 4

5 Relação: Idade Absentismo 2 Warr 1994 (Resultados de duas meta análises) Absentismo voluntário Absentismo involuntário Assinala-se uma correlação negativa do absentismo voluntário com a idade para os homens e ausência de correlação para as mulheres. Usualmente julga-se que com a idade as faltas involuntárias são mais prolongadas devido ao maior tempo necessário para recuperação de uma doença ou ferimento contudo as meta análises realizadas mostraram a existência de uma pequena correlação negativa com a idade (-0.05 e 0.10). R: Idade Produtividade/desempenho Robbins, 1996 Estudos referem não existir relação entre produtividade e idade. Exigências dos trabalhos não são suficientes para entrarem em conflito com perdas de capacidades devidas à idade. (Questão: Será que isto se mantém, se de base existir uma má adaptação do posto ao trabalhador?) Existindo uma perda de força devido à idade, esta por vezes é compensada por uma maior experiência do trabalhador. 5

6 R: Idade Produtividade/desempenho Warr, 1994 (pg ) Modelo de relação idade performance, segundo quatro tipo de actividades de trabalho. A B C D As capacidades básicas são excedidas com o aumento da idade Não Não Sim Sim O desempenho é melhorado com a idade Sim Não Sim Não Relação prevista com a idade Positiva Zero Zero Negativa Conteúdo de trabalho exemplificativo Decisões baseadas no conhecimento sem pressão temporal Actividades relativamente pouco exigente; tarefas automáticas Trabalho para capacidades manuais Processamento de informação continuamente compassado; Actividades físicas extenuantes; Trabalhos cujos conteúdos mudam continuamente R: Idade Produtividade/desempenho Estereótipos mais frequentes relativamente aos trabalhadores mais idosos: (*, in Forteza & Prieto, 1994; Warr, 1994) Negativos menos eficientes menos criativos mais lentos não interessados em ter formação menos flexíveis mais propensos a doenças e acidentes, etc Positivos Pessoas de maior confiança Mais leais Mais cuidadosos Mais conscienciosos que os colegas mais novos Os resultados dos estereótipos são atitudes discriminatórias. Ao nível das promoções Ao nível das contratações Oportunidades de formação Despedimentos Etc. Possível diminuição de auto estima. 6

7 R: Idade Produtividade/desempenho Resultados de estudos que negam os estereótipos: Apesar de alguns trabalhadores sentirem, com o passar do tempo, alguma diminuição das suas capacidades. Essas capacidades são suficientes para responder às exigências de uma actividade normal. Nos trabalhos que tenham sido desempenhados por muitos anos, e nos quais não tenham existido mudanças tecnológicas drásticas, a experiência pode compensar as perdas atribuídas à idade. Com a idade perde-se velocidade. Mas naqueles trabalhos em que a velocidade extrema não é um factor essencial, os trabalhadores mais velhos têm performances idênticas aos mais novos. Quando os trabalhadores podem controlar o seu próprio tempo, não são afectados pelas suas perdas de capacidade. Por outro lado, eles podem ser afectados nos trabalhos onde se exige uma taxa de desempenho específica. O esforço físico moderado não é uma causa de envelhecimento precoce. Como tal, não é aconselhável mudar os trabalhadores mais velhos para lugares mais confortáveis. Nesses trabalhos, em vez dos esforços físicos por vezes exige-se muitas capacidades perceptivas ou então os trabalhadores são obrigados a permanecer na mesma posição durante longos períodos de tempo, o que para eles se pode tornar desconfortável ou mesmo prejudicial. Quando são feitas comparações entre pessoas de diversas idades ao nível do desempenho, o factor experiência modera a ligação entre idade e performance. Uma meta análise a estudos de idade-desempenho indica que os indicadores de desempenho subjectivos são menos favoráveis aos trabalhadores mais velhos, do que aqueles estudos que são baseados em medidas objectivas Gleen Gould De J.S. Bach Variações de Golberg (Aria e Variação 1) (Gravações de ) 7

8 Anos Anos 8

9 Relação: Idade Acidentes Warr, Velhos menos acidentes mas mais graves. Tipo de acidentes Velhos Fracturas Hérnias Lesões múltiplas Novos Queimaduras Cortes Lacerações Relação: Idade Acidentes Durinck, J.R., (P42, Estudo realizado na Philips Holanda, que tem cerca de trabalhadores.). Relação idade, problemas de saúde ocupacional Percentagem de problemas ergonómicos e psico-sociais apresentados durante a consulta de medicina ocupacional em relação à idade Barras negras Queixas de tipo ergonómico Barras cinzentas Queixas do tipo psico-social Este gráfico ilustra que com o aumento da idade há uma tendência para aumentarem as queixas de ordem psico-social e manterem-se ou baixarem as ergonómicas. 9

10 Relação: Idade Acidentes Durinck, J.R., (P42, Estudo realizado na Philips Holanda, que tem cerca de trabalhadores.). Percentagem de idas ao médico da empresa por faixa etária A linha representa a percentagem (eixo da direita) de trabalhadores, que vão ao médico da empresa, relativamente a cada grupo etário. As barras representam o número de trabalhadores por faixa etária (Eixo da esquerda x1000). Conforme se pode constatar com o aumento da idade, há um aumento de visitas ao médico da empresa. Relação: Idade Satisfação Estudos mostram grande diversidade de resultados. Ex. de 2 comportamentos da satisfação ao longo da idade. Trabalhadores liberais (com elevado nível de formação) Satisfação no trabalho Idade Trabalhadores não liberais (com menor nível de formação) Satisfação no trabalho Idade 10

11 GÉNERO SEXUAL GÉNERO SEXUAL Exemplos de diferenças citadas na literatura: Atenção, as diferenças registradas são em termos de médias o que significa que há sobreposição de resultados (p. ex. em média os homens são mais altos do que as mulheres mas há mulheres que são mais altas do que muitos homens) Aptidões mentais (Gleitman cit. Very 1967): 11

12 GÉNERO SEXUAL Detecção do movimento de veículos automóveis (Noriega 1997) As mulheres dão menos erros mas são mais lentas, homens são mais rápidos mas dão mais erros. Em termos ecológicos ambos comportamentos são perigosos. GÉNERO SEXUAL Robbins (1996) refere que as diferenças apontadas em estudos de psicologia, como maior conformismo das mulheres e/ou maior agressividade dos homens e maiores expectativas de sucesso, são diferenças que hoje em dia estão esbatidas. Com mudanças sociais dos últimos anos: Mudança na atribuição de papeis sexuais Aumento de taxas de participação de mão de obra feminina Estudos não encontraram diferenças entre o género sexual, nem ao nível da produtividade nem na satisfação no trabalho. (Questão: Porque existem mais lugares de chefia, se é que existem, no sexo masculino? maior competência? machismo?) 12

13 GÉNERO SEXUAL Robbins refere que é importante começar por reconhecer que existem poucas, ou nenhumas diferenças entre os géneros sexuais que afectem a performance no trabalho. Da revisão que fez não encontrou diferenças consistentes entre os sexos na: Capacidades de resolução de problemas Condução competitiva Motivação Sociabilidade Capacidade de aprendizagem Relação: Género sexual turnover Estudos contraditórios e falta de informação: Estudos a referirem mais turnover das mulheres. Estudos a referirem inexistência de diferenças. 13

14 Relação: Género sexual absentismo Estudos contraditórios e falta de informação: Taxa mais elevada nas mulheres Pq? Relação com papel maternal (Questão: Diminuição da taxa de natalidade ou Mudança de papeis?) ESTADO CIVIL Estudos apontam para que casados tenham: Menos absentismo. Menos turnover. Maior satisfação no trabalho. Casamento impõe responsabilidades que aumentam a necessidade de manter emprego. (Questão: Poderá a causalidade ser inversa, isto é, será que são as pessoas que estão mais satisfeitas e que são mais conscienciosas que casam mais?) 14

15 PESSOAS A CARGO Número de filhos Correlação positiva Absentismo Satisfação no trabalho (principalmente no sexo feminino). 15

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