Pós Graduação Direito de Família e Sucessões.

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1 Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula ministrada dia 02/10/2017. Variedade do regime de bens. Comunhão parcial de bens. Bens que não se comunicam na comunhão parcial: O código civil aborda o tema no artigo 1.659, no inciso VI, a lei deixa claro que não comunica os proventos do trabalho, contudo, o STJ decidiu em Recurso Especial (REsp / RS) que o FGTS entra na partilha de bens em caso de divórcio, devem, por isso, ser objeto de partilha, havendo ou não o saque de valores do fundo durante o casamento. 1 O fundamento da comunicabilidade para o STJ é que tudo provem do trabalho, assim, a não comunicação fere o próprio instituto da comunhão parcial de bens, não ensejando motivos para a opção desse regime se não há comunicabilidade dos bens proventos do trabalho. Comunhão Universal de bens. Comunhão Universal de Bens é feito por pacto antenupcial, antes da lei 6.515/1977 era o regime legal. Comunica tudo, inclusive herança, doação, subrogados. Contudo, é possível excluir bens da comunicação desde que feita já no pacto que tal bem será exclusivo do cônjuge A. Exceção dos bens que não se comunicam na comunhão universal: Proventos do trabalho, STJ entende que comunica, mesmo a lei deixando claro que não comunica; 1 h t t p s : / / w w 2. s t j. j u s. b r / p r o c e s s o / p e s q u i s a /? a p l i c a c a o = p r o c e s s o s. e a & t i p o P e s q u i s a = t i p o P e s q u i s a G e n e r i c a & t e r m o = R E s p %

2 Dívidas que não converte em proveito comum; Instrumento do trabalho; Bens gravados com cláusulas de incomunicabilidade; Pode fazer uma doação para o filho ou testamento com cláusula de incomunicabilidade dos bens, assim, os bens gravados com esta cláusula não comunica mesmo na comunhão universal. Art São excluídos da comunhão: I - os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar; II - os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, antes de realizada a condição suspensiva; III - as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos, ou reverterem em proveito comum; IV - as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de incomunicabilidade; V - Os bens referidos nos incisos V a VII do art Participação final dos aquestos. Regime misto, mistura dois regimes, tratado no artigo e seguintes. Primeira etapa, na constância do casamento será separação total de bens. No final do casamento comunica juros e frutos dos bens particulares ou bens adquiridos em conjunto. Este pacto está em desuso. Separação de bens. O regime de separação de bens se divide em separação absoluta por pacto, e separação obrigatória decorre de lei, não precisa de pacto, mas pode fazer. Art É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: 2

3 I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; II da pessoa maior de 70 (setenta) anos; (Redação dada pela Lei nº , de 2010) III - de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. Separação obrigatória pessoas maiores de 70 anos (evitar casamento por interesse). As causas suspensivas da celebração do casamento estão tratadas no artigo do CC. Art Não devem casar: I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros; II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal; III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal; IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas. 3

4 Parágrafo único. É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I, III e IV deste artigo, provando-se a inexistência de prejuízo, respectivamente, para o herdeiro, para o ex-cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada; no caso do inciso II, a nubente deverá provar nascimento de filho, ou inexistência de gravidez, na fluência do prazo. Súmula 377 STF narra que os bens adquiridos na constância do casamento a título oneroso comunicam, logo, haverá meação, só que não participa da sucessão. Art A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens; ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; (Grifo nosso) II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; III - ao cônjuge sobrevivente; IV - aos colaterais. Provimento 08/2016 da Corregedoria Geral da justiça de Pernambuco torna obrigatório no Estado a informação para quem vai casar no regime obrigatório em razão da idade (70 anos), deve o registrador explicar ao casal que é possível fazer pacto antenupcial para afastar a súmula 377 STF. Em outros estados, é possível fazer, mas não é obrigatório a informação pelo registrador. Separação Absoluta nada se comunica, os bens adquiridos antes, depois, herança, porém, precisa de pacto antenupcial. Na separação absoluta total dispensa outorga uxória, conforme o art , caput, CC. Pode colocar no pacto a não concorrência na sucessão do artigo 1.829, inciso I, CC, fundamentada pela decisão da Ministra Nancy Andrighi do STJ de (Resp ). 4

5 Art Estipulada a separação de bens, estes permanecerão sob a administração exclusiva de cada um dos cônjuges, que os poderá livremente alienar ou gravar de ônus real. Bons Estudos!!! Prof.ª. Adriana Aparecida Duarte. 5

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