AIDS e HIV AIDS NÚMERO ESTIMADO DE MORTES PROVOCADAS PELA AIDS NO MUNDO TODO ( ) A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência

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1 AIDS AIDS e A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome) caracteriza-se por uma profunda imunossupressão associada a infecções oportunistas, neoplasias secundárias e manifestações neurológicas. NÚMERO ESTIMADO DE MORTES PROVOCADAS PELA AIDS NO MUNDO TODO ( )

2 A epidemia da AIDS em milhões de indivíduos duos + 5 milhões de novas infecções/ano 3 milhões de mortes/ano 95% em países em desenvolvimento > casos notificados no Brasil Fonte: UNAIDS Modos de Transmissão do Relação sexual entre: heterossexuais Homossexuais (masculinos) não há casos documentados de transmissão sexual entre mulheres Exposição acidental a sangue ou a objetos/procedimentos relacionados com sangue (transfusões de sangue, agulhas compartilhadas, instrumentos contaminados) Transmissão mãe-criança durante: gravidez parto aleitamento 6 Transmissão do pelo Contato Sexual De cada 100 adultos infectados pelo, contraíram a infecção durante uma relação sexual não protegida 70% destas infecções resultam de uma relação heterossexual As DSTs, especialmente as lesões ulceradas da genitalia, aumentam o risco de transmissão Transmissão do pelo Sangue, Produtos do Sangue e Fluidos Corporais Agulhas compartilhadas/contaminadas por usuários de drogas Corresponde a 5-10% de todas as infecções em adultos Transfusão de sangue ou produtos de sangue contaminados Corresponde a 3-5% de todas as infecções em adultos Instrumentos cirúrgicos contaminados Práticas tradicionais (tatuagens, perfuração das orelhas, circuncisão) Sêmen doado por homem contaminado pelo Fonte: UNAIDS/OMS Fonte: UNAIDS/OMS

3 Transmissão do a Trabalhadores da Saúde Fonte de exposição % Picadas de agulha ou ferimentos 0,3-0,4 Contato com a pele (intata) < 0,1 Respingos em membranas mucosas (olhos, nariz ou boca) 0,1 e Trabalhadores da Saúde A maioria das exposições não resulta em infecção O risco varia com: Tipo de exposição Quantidade de sangue envolvida Quantidade de vírus no sangue do doente no momento da exposição ìnício (ou não) de tratamento após a exposição Fonte: CCD 1996, Gerberding 1995; Seelf Histórico : (CDC) - aparecimento de uma nova doença. Em oito meses apareceram, na área de Los Angeles, cinco casos de uma pneumonia extremamente rara, causada por um fungo (Pneumocystis carinii). - Infecção oportunista que até aquele momento só tinha sido detectada em pessoas com alto grau de comprometimento do sistema imune (câncer, drogas imunossupressoras). - Entre 1967 e 1979 foram diagnosticados apenas dois casos desta infecção. Repentinamente, 5 casos em homossexuais masculinos. Histórico -Ao mesmo tempo, o CDC recebeu 26 casos de Sarcoma de Kaposi, (câncer que envolve os vasos sanguíneos da pele ou órgão internos). -Em 1982, cientistas apontaram como causa do aparecimento destas doenças até então raras, a depleção das células CD , denominada de AIDS Maioria homossexuais homens - Logo após, hemofílicos e usuários de drogas injetáveis Em 1982 primeiros diagnósticos no Brasil (SP/RJ) -1983: isolamento do

4 1983: O vírus da imunodeficiência humana () foi reconhecido como o agente causador da AIDS Luc Montagnier, (Instituto Pasteur França) e Robert Gallo (NIH-USA) 1. Características Gerais Éum retrovírus, membro da subfamília Lentiviridae. Não é oncogênico. Infecta células do sistema imune. A replicação é altamente espécie- específica. Retrovírus: capsídeo protéico e material genético de RNA. Possui também as enzimas: - Transcriptase reversa: converte RNA viral em DNA viral a ser acoplado ao DNA da célula infectada. Essa é a base da infecção pelo. - Integrase: atua na incorporação do DNA viral ao genoma do hospedeiro. - Proteases: separam capsídeos dos novos vírus a serem liberados. Possui capsídio de membrana fosfolipídica dupla, com duas glicoproteínas: gp120 - liga-se à membrana dos linfócitos T (CD4); gp41 - facilita fusão viral com membrana da célula do hospedeiro, além de proteger o ácido nucléico viral (genoma). Seu genoma contém duas moléculas de RNA com inúmeros genes.

5 O vírus v 3. Classificação -1, com nove subtipos (A-I) -2, com cinco subtipos (A-E) - Lentivirus,, uma das 3 sub-fam famílias dos retrovírus rus.

6 ORIGEM DO A maioria dos cientistas supõe que a transmissão ao Homem ocorreu através de macacos portadores do vírus SIV (Imunodeficiência Símia do chimpanzé) na África, cujo código genético foi comparado com amostras de, revelando similaridade. ORIGEM DO Vem da África o caso mais antigo de infecção por conhecido, um homem de etnia Bantu morto em 1959 no Congo (antigo Congo-Belga). A coincidência genética e geográfica confirma que o passou para o Homem por contato de caçadores com sangue dos animais abatidos. Infecção pelo : 3 fases distintas: 1 - Síndrome Aguda. Surge em 2 a 6 semanas a- pós a exposição ao. Sintomas inespecíficos. 2 - Latência Clínica. Pode ser totalmente assintomática e se manter por anos, com níveis de partículas do no sangue indetectáveis (janela imunológica). 3 - Fase Crítica ou Final. Explosão da carga viral, tornando o indivíduo suscetível ao ataque de microorganismos que nada causam em sadios (infecções oportunistas).

7 Características Clínicas da Infecção pelo 1- Síndrome Aguda pelo, surge em 2 a 6 semanas após a exposição ao. Os sintomas não se manifestam da mesma forma em todas as pessoas Febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou linfonodos ( ínguas ) embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. 2a fase: Latência Clínica. A replicação viral é aumentada, mas dentro dos tecidos linfóides mantendo, assim, os níveis de partículas do no sangue indetectáveis momentaneamente (janela imunológica). Esta fase pode ser totalmente assintomática e se manter por anos, sendo a volta da febre, erupções cutâneas e linfoadenopatia generalizada um alerta importante para o início da terceira e última fase. 3a fase: Após anos, a quantidade de vírus começa a subir aceleradamente e os linfócitos mal contam 200 por milímetro cúbico. Isso torna o indivíduo suscetível ao ataque de microorganismos que nada causam em sadios (infecções oportunistas), grande marca da terceira fase. Principais infecções oportunistas na AIDS: Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (quase 80% dos casos);

8 Principais infecções oportunistas na AIDS: Citomegalovirose; Candidíase da cavidade oral e esôfago pelo fungo Candida albicans (o "sapinho"); Principais infecções oportunistas na AIDS: Meningite pelo fungo Cryptococcus neoformans, Toxoplasmose (Sistema Nervoso Central) pelo protozoário Toxoplasma gondii; Tuberculose, por Mycobacterium tuberculosis; Infecção por herpes vírus na boca, esôfago, genitália externa e região perianal; Diarréias graves por protozoários e bactérias oportunistas como a Salmonella e Shigella; Aumento da incidência de certos cânceres como o Sarcoma de Kaposi, um tumor maligno presente em até 40% dos indivíduos com infecções oportunistas.

9 5. Diagnóstico Laboratorial Isolamento do vírus: Cultura Sorologia: ELISA: sensibilidade e especificidade > 98% Western blot: Detecta anticorpos contra proteínas do com peso molecular específico PCR RT-PCR. 6. Tratamento: Highly Active Anti Retroviral Treatment (HAART) Redução da mortalidade em 40-70% Redução da hospitalização em 80 % Aumento da qualidade e tempo de vida A Aids é transmitida pelo mosquito Aides Egipsio Estudante prestando exame nacional do ensino médio (ENEM)

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