Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana

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1 IV CONGRESSO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO LEITE Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana

2 Perigo (hazard): agente biológico, químico ou físico, ou propriedade do alimento com potencial de causar efeito adverso à saúde. Risco (risk): função da probabilidade da ocorrência de um efeito adverso à saúde e da gravidade desse efeito, causado por um perigo ou perigos existentes no alimento.

3 PERIGO # RISCO RISCO = TOXICIDADE X EXPOSIÇÃO Enfoque tradicional é em perigos

4 ANÁLISE DE RISCO Processo para identificar e controlar o risco de uma população exposta a um PERIGO

5 ANÁLISE DE RISCO AVALIAÇÃO DE RISCO Baseada na Ciência GERENCIAMENTO DE RISCO Baseado na Política COMUNICAÇÃO DE RISCO Troca interativa de informações e opiniões a respeito de riscos

6 AVALIAÇÃO DE RISCO O objetivo principal da avaliação de risco é fornecer aos gestores de risco as informações científicas necessárias para a compreensão da sua natureza e extensão do risco, para o planejamento de ações para mitigação, controle ou prevenção quando necessário.

7 AVALIAÇÃO DE RISCO Diagrama Esquemático PERIGOS: FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS PROPRIEDADE IDENTIFICAÇÃO DO PERIGO AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO DOSE-RESPOSTA CARACTERIZAÇÃO DO RISCO INFORMAÇÃO SOBRE NÍVEIS DE EXPOSIÇÃO AVALIAÇÃO DE EXPOSIÇÃO

8 Caracterização do Perigo IDA (Ingestão Diária Aceitável) estimativa da quantidade de uma substância no alimento ou água, expressa em peso corpóreo, que pode ser ingerida diariamente por toda a vida sem que ocorra risco apreciável (WHO, 1987) ARfD (Dose de Referência Aguda) estimativa da quantidade de uma substância no alimento ou água, expressa em peso corpóreo, que pode ser ingerida por um período de 24 horas ou menos, sem que ocorra risco apreciável com base no conhecimento na época da avaliação (JMPR, 2002)

9 100 Derivando a IDA e a ARfD Efeito tóxico Resposta Indivíduo Sensível ADI/ARfD Indivíduo médio 10 LOAEL NOAEL 10 Estudos com animais Dose

10 ESTUDOS NECESSÁRIOS E PROCEDIMENTOS ESTABELECIMENTO DA IDA IDA mic= MIC 50 (μg/kg) X MCC (g) FA X FS X PC (60 kg) MIC 50 = dose do antimicrobiano que inibe 50% do crescimento das espécies bacterianas mais sensíveis do TGI humano. MCC = Produção fecal humana por dia (250 g). FA = Fração do antimicrobiano disponível ao nível da porção superior do intestino. FS = Fator de segurança, da ordem de 10 ou 100. PC = Peso corporal humano (60 kg).

11 AVALIAÇÃO DE RISCO Diagrama Esquemático PERIGOS: FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS PROPRIEDADE IDENTIFICAÇÃO DO PERIGO AVALIAÇÃO DA RELAÇÃO DOSE-RESPOSTA CARACTERIZAÇÃO DO RISCO INFORMAÇÃO SOBRE NÍVEIS DE EXPOSIÇÃO AVALIAÇÃO DE EXPOSIÇÃO

12 Avaliação de risco para perigos microbiológicos Diferentemente dos perigos químicos, os microorganismos podem multiplicar-se, se as condições do ambiente tornarem-se favoráveis, o que pode ocorrer na cadeia de produção alimentar. Esse é um dos desafios da avaliação de riscos microbiológicos.

13 GERENCIAMENTO DE RISCO Processo de ponderação das distintas opções normativas à luz dos resultados da avaliação de risco e, se for necessário, da seleção e aplicação das possíveis medidas de controle apropriadas, incluídas as medidas regulamentares.

14 GERENCIAMENTO DE RISCOS CÓDIGOS DE PRÁTICA ESTABELECIMENTO DE LIMITES MÁXIMOS COMUNICAÇÃO DE RISCOS PROGRAMAS DE MONITORAMENTO AÇÕES DE FISCALIZAÇÃO

15 Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e Análise de risco (FAO & WHO, 2006) A APPCC é uma ferramenta operacional para o manejo e controle de perigos, utilizada pela indústria de alimentos, enquanto que a análise de risco (AR) é uma ferramenta utilizada normalmente pelos governos para auxiliar processos de tomada de decisão de gerenciamento.

16 Resistência Quando os microrganismos patogênicos se tornam resistentes aos antimicrobianos, eles podem se constituir um grande risco à saúde humana tais como potencial falha em tratamentos, perda de opções de tratamento e aumento da probabilidade de doenças e da severidade destas.

17 Resistência Esta relacionada ao uso de antimicrobianos em qualquer ambiente, incluindo o humano e não humano. O uso de agentes antimicrobianos em animais de produção e na agricultura fornece um potencial fator de risco pela seleção e disseminação de microrganismos resistentes ou de determinantes de resistência de animais ou culturas agrícolas para humanos via consumo de alimentos.

18 Efeito Adverso para Saúde Infecções humanas ou aumento de sua frequência causadas por microrganismos resistentes a antimicrobianos ou determinantes de resistência à antimicrobianos adquiridos de alimentos de origem animal ou plantas bem como o aumento da frequência de infecções ou falhas em tratamentos, perda de opções terapêuticas e aumento da severidade das infecções manifestada por prolongada duração da doença, aumento da hospitalização e aumento da mortalidade.

19 MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS AVALIAÇÃO DE RISCO: IDA do resíduo Resíduos no alimento curva decaimento LMR / Boas Práticas Agropecuárias IDA microbiológica Microrganismos resistentes no alimento e no ambiente

20 AVALIAÇÃO DE RISCO COMBINAÇÃO ESPÉCIE DE MICRORGANISMO ANTIMICROBIANO ESPÉCIE ANIMAL

21 MICRORGANISMOS Salmonella Campylobacter E. Coli Enterococcus

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23 RESISTÊNCIA OPÇÕES DE GERENCIAMENTO DE RISCO Código de Práticas (higiene, uso responsável de antimicrobianos, alimentação animal) Controle das condições de uso dos medicamentos veterinários e aditivos antimicrobianos (limitação da comercialização, limitação da extensão de uso, restrição de uso não previsto (offlabel)extra rótulo, retirada de autorização)

24 RESISTÊNCIA OPÇÕES DE GERENCIAMENTO DE RISCO Diretrizes de Tratamento Melhora do diagnóstico microbiológico com uso de testes de sensibilidade aos antimicrobianos Implementação de programas de controle para minimizar a transmissão pelos alimentos de microrganismos patogênicos e determinantes de resistência entre animais e de animais para humanos

25 RESISTÊNCIA OPÇÕES DE GERENCIAMENTO DE RISCO Substituição do uso de agentes antimicrobianos por tratamentos com não antimicrobianos ou uso combinado do antimicrobiano com tratamentos alternativos; Tratamento somente no estágio onde tem a probabilidade de ser é mais efetivo. Gerenciamento dos Resíduos /Esterco Recolhimento de produtos com microrganismos resistentes para reprocessamento ou destruição

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27 USO DE ANTIMICROBIANOS EM ANIMAIS PRODUTORES DE ALIMENTOS Terapêutico Profilático Melhorador de desempenho zootécnico

28 ESTRATÉGIA GLOBAL União Européia: banimento dos antimicrobianos como melhoradores zootécnicos Consultas de especialistas- Elaboração de listas (OMS/OIE) de antimicrobianos e recomendações Codex- Força Tarefa para elaborar Diretrizes para Análise de Risco

29 LISTAS DE ANTIMICROBIANOS Classificação de antimicrobianos segundo a sua importância ( criticamente, altamente e importante) pelos seguintes critérios: única ou uma das poucas alternativas para tratar doenças humanas sérias; antimicrobiano usado para tratar doenças causadas por organismos que pode ser transmitido a partir de fontes de via não humana ou doenças por organismos que podem adquirir genes de resistência a partir de fontes não humanas.

30 LISTAS DE ANTIMICROBIANOS Classificação de antimicrobianos segundo a sua importância ( criticamente, altamente e importante) pelos seguintes critérios: Criticamente Importante critério 1 E 2 Altamente Importante critério 1 OU 2 Importante nem critério 1 nem 2

31 ANTIMICROBIANOS Macrolideos são amplamente usados em animais de produção, inclusive como promotores de crescimento, e são conhecidos por selecionar Campylobacter spp resistentes. Os macrolídeos são uma das poucas alternativas terapeuticas para infecções sérias por Campylobacter, especialmente em crianças para as quais as quinolonas não são recomendadas.

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35 LACUNAS DE DADOS IDENTIFICADAS Dados de ocorrência de bacterias de origem alimentar isoladas de infecções em humanos, alimentos e animais de produção. Dados de espécies de mos/ medicamento usado/ especies tratadas

36 LACUNAS DE DADOS IDENTIFICADAS Informações mais específicas sobre a frequencia de transferência de elementos genéticos e de disseminação de bactérias resistentes no ambiente. Informações sobre a ligação entre resistência e virulência, particularmente para for Salmonella spp. e Campylobacter spp.

37 IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS DE SAÚDE PODEM SER OBTIDOS A PARTIR DAS SEGUINTES FONTES: Monitoramento de microrganismos nos alimentos Pesquisa do uso de antimicrobianos Monitoramento ambiental Vigilância de doenças humanas e animais Investigações laboratoriais Surtos de doenças de origem alimentar

38 IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS DE SAÚDE PODEM SER OBTIDOS A PARTIR DAS SEGUINTES FONTES: Estudos epidemiológicos/ clínicos e toxicológicos Pesquisas sobre transferência de resistência Monitoramento de resíduos de antimicrobianos Vigilância da resistência a antimicrobianos em animais e alimentos de origem animal.

39 QUESTÃO DOS MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS ANTIMICROBIANOS NO BRASIL Controle precário da prescrição e uso de antimicrobianos na medicina humana, Controle precário da prescrição e uso de antimicrobianos na medicina veterinária, Deficiência de conhecimento e sensibilização dos profissionais para o uso racional, Forte componente econômico.

40 COMUNICAÇÃO DE RISCO Intercambio interativo de informações e opiniões sobre os riscos, entre as pessoas encarregadas da avaliação dos riscos e do gerenciamento dos riscos, os consumidores e outras partes interessadas.

41 COMUNICAÇÃO DE RISCO Alerta a População (comunicado na mídia, advertência no rótulo de produtos, elaboração de material informativo) Alerta Sanitário (para o público interno e externo) Troca de informações entre as pessoas encarregadas da avaliação de risco e as do gerenciamento de risco

42 O CONSUMIDOR E A SEGURANÇA ALIMENTAR ESTAR SEGURO RISCO REAL SENTIR-SE SEGURO RISCO PERCEBIDO (Percepção de risco)

43 Segurança Alimentar COMUNICAÇÃO CORRETA RISCO PERCEBIDO IGUAL AO RISCO OBJETIVO

44 OBRIGADA! Ligia Lindner Schreiner GGALI/ANVISA Tel.: (61)

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