UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE Warehouse Management System Opção na redução e controle de estoques Por: Natacha Carvalho da Silva Almeida Orientador Prof. ª Ana Claudia Morrissy Rio de Janeiro 2012

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE Warehouse Management System Opção na redução e controle de estoques Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Logística Empresarial Por: Natacha Carvalho da Silva Almeida

3 3 AGRADECIMENTOS A Deus, aos meus pais por tudo que me ensinaram, ao meu irmão por sempre me incentivar e a Cia de Canetas Compactor pelo incentivo e reconhecimento profissional.

4 4 DEDICATÓRIA Dedico essa monografia ao meu esposo Victor por tanta paciência durante o curso e na confecção deste trabalho.

5 5 RESUMO Esse estudo de cunho monográfico e bibliográfico analisou o Warehouse Management System como opção na redução e controle de estoques. Os localizadores de estoque são os produtos de WMS mais simples, executando as funções mais básicas. Os sistemas de controle de armazém (WCS) são produtos de nível intermediário, executando a localização e o controle de estoque, mais os relatórios de desempenho e trabalho executado. Um WMS completo executa todas as funções anteriormente mencionadas, acrescido de mais capacidade de gerenciamento de tarefas e apoio à tomada de decisão. Concluiu-se que o WMS emite sugestões de reposição automática nos locais de picking. Este reabastecimento permite que não falte produto na hora da separação e conseqüentemente não haja perda de tempo nessa operação e ainda permite melhor organização dos locais de armazenagem aliado a utilização dos locais com mais de um produto através da sugestão de armazenagem dos locais parcialmente ocupados. trabalho. ao término da monografia, isso facilita o processo de compreensão do O resumo tem por objetivo, situar o leitor sobre o contexto que o mesmo vai encontrar no corpo do trabalho monográfico. Em uma pesquisa, procura-se ler o resumo e o sumário para averiguar se o conteúdo é satisfatório para uma futura leitura, no momento da coleta de dados e aprofundamento ao tema. Para o processo de orientação, é fundamental para que o mesmo possa saber o que o educando pretende apresentar no trabalho, sua coerência com o curso e temática. O resumo é a descrição do problema e da solução encontrada.

6 6 METODOLOGIA Este trabalho foi elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica em livros e revistas acadêmicas especializadas Os principais autores utilizados na realização deste trabalho foram Ronald Ballou e Donald J. Bowersox. Utilizando também como referencial uma indústria de esferográficas e hidrográficas, acompanhando junto à empresa de consultoria todo o processo de escolha do sistema ideal, levantamentos de todos os dados logisticos necessários, implementação e acompanhamento pós implementação.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 10 CAPÍTULO I - A realidade empresa 11 CAPÍTULO II - ENGENHARIA DE REQUISTOS A engenharia de requisitos em perspectivas Processo de Engenharia de Requisitos para Data Warehouse Requisitos Funcionais Requisitos Não Funcionais 17 CAPÍTULO III - SISTEMAS DATA WAREHOUSE Conceito DataMart Metadados Data Mining On-Line Analytic Processing (OLAP) O Processo de Data Warehousing Extração de dados Limpeza dos dados Transformação dos dados Carga dos dados Modelagem dimensional 24 CAPÍTULO IV - CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES DO WMS 26 CAPÍTULO V - PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DO WMS NO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO Levantamentos de dados específicos do Armazém Identificações de Interfaces Parametrizações e integrações dos Módulos Envolvidos Realizações de testes Integrados para a Modelagem dos Sistemas Parametrizados Definições de relatórios Documentação 31 CAPÍTULO VI - BENEFICIOS DO WMS 32 CONCLUSÃO 34 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 35 BIBLIOGRAFIA CITADA 36

8 8 ANEXOS 37 ÍNDICE 41 FOLHA DE AVALIAÇÃO 42

9 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Sistema Data warehouse 15 Figura 2: Esquema simplificado de uma solução Data Warehouse 15 Figura 3: Data Mart 19 Figura 4: Metadados 20 Figura 5: Data Mining 21 Figura 6: On-Line Analytic Processing (OLAP) 22 Figura 7: Exemplo de Tabela Dimensão 25

10 10 INTRODUÇÃO Nos dias de hoje, com o ambiente empresarial cada vez mais competitivo, a tecnologia da informação, quando bem utilizada, torna-se um grande diferencial entre as empresas pela busca do melhor nível de serviço de atendimento ao cliente. Com a utilização de softwares de gerenciamento é possível melhorar também todo o desempenho de uma cadeia logística, aumentando a integração entre todas as áreas da empresa e direcionando o foco sempre para a melhoria continua. No caso especifico dos depósitos, armazéns e grandes centros de distribuição (CD), os sistemas de gerenciamento conhecidos como WMS possibilitam aperfeiçoar positivamente todas as atividades operacionais e administrativas dentro do processo de armazenagem, incluindo atividades como: recebimento, inspeção, endereçamento, armazenagem, separação, conferência, embalagem, carregamento, expedição, emissão de documentos e controles de inventário. Permite que todas estas etapas sejam mensuras, que sejam desenvolvidos indicadores de desempenho que permitam identificar deficiências realizar as correções necessárias e assim elevar os índices de faturamento da empresa. O WMS surgiu da busca pela melhoria contínua, da necessidade de se melhorar os fluxos de informação e de materiais dentro de um centro de distribuição, tendo como resultados principais a redução de custos, a melhoria na operação e o aumento do nível de serviço prestado aos clientes.

11 11 CAPÍTULO I A REALIDADE DA EMPRESA Antes da implementação do sistema WMS (Warehouse Management System) o tratamento dado ao pedido do cliente, utilizava métodos analógicos para assegurar o atendimento ao cliente, no entanto esse método prejudicava tanto a empresa quanto o cliente, pois, os gastos relacionados a tal atividade eram dispendiosos, demorados, não traziam o retorno desejado, tinha alta propensão a erros e uma enorme dificuldade de identificar os motivos de tais erros. O método usado para o atendimento pode ser descrito da seguinte forma: O representante comercial imputa o pedido de venda em um sistema via internet que permite que o setor comercial realize a importação do mesmo para o sistema ERP (Enterprise Resouce Planning software que gerencia e integras os processos da empresa) e então nasce o pedido que passa por um processo de avaliação de crédito e em seguida é impresso e encaminhado ao Centro de Distribuição onde será separado, conferido e despachado para a transportadora que realiza um frete FOB na maioria das vezes até uma segunda transportadora que realiza a entrega ao cliente final. Muitas vezes por diversos problemas que afetavam os setores produtivos, tais como atraso por parte de fornecedores de insumos, paradas das máquinas para manutenção e até mesmo de capacidade de produção, os pedidos acabavam sendo separados parcialmente até que fossem fabricados os itens que não possuíam saldo em estoque, tal procedimento propiciava falhas no processo de separação e conferencia dos pedidos, podendo facilmente ser entregue ao cliente com faltas e afetar diretamente o nível de satisfação do mesmo. A decisão de aderir um sistema de gestão de estoque veio a partir da necessidade de utilizar o sistema de informação para agilizar os processos, minimizar os erros, reduzir os custos, obter ferramentas para um melhor gerenciamento de todos os passos das operações do CD e garantir a satisfação tanto dos clientes quanto da empresa.

12 12 Embasada também nos conceitos da cadeia logística buscou-se a integração entre todos os setores diretamente ou indiretamente relacionados às atividades logísticas. Nesse aspecto foram feitos levantamentos dos procedimentos realizados, a fim de verificar se haveriam mudanças nestes procedimentos após a implementação do sistema WMS. Então se percebeu a necessidade de desenvolver em paralelo um módulo dentro do próprio WMS que gere uma identificação para os materiais semi-acabados em código de barras, a fim de facilitar o processo de recebimento do WMS no deposito de matéria prima e semi-acabados e também permitisse o reporte de produção automático.

13 13 CAPÍTULO II ENGENHARIA DE REQUISTOS 2.1 A engenharia de requisitos em perspectivas De acordo com Falbo (2005) os modelos são fundamentais no desenvolvimento de sistemas. Os objetivos dos mesmos são: possibilitar o estudo do comportamento do sistema; facilitar a comunicação entre os componentes da equipe de desenvolvimento e clientes e usuários; possibilitar a discussão de correções e modificações com o usuário; formar a documentação do sistema. Um modelo enfatiza um conjunto de características da realidade, que corresponde à dimensão do modelo. Além da dimensão que um modelo enfatiza, modelos possuem níveis de abstração. O nível de abstração de um modelo diz respeito ao grau de detalhamento com que as características do sistema são representadas. Em cada nível há uma ênfase seletiva nos detalhes representados. No caso do desenvolvimento de sistemas, geralmente, são considerados três níveis: conceitual: considera características do sistema independentes do ambiente computacional (hardware e software) no qual o sistema será implementado. Essas características são dependentes unicamente das necessidades do usuário. Modelos conceituais são construídos na atividade de análise de requisitos; lógico: características dependentes de um determinado tipo de sistema computacional. Essas características são, contudo, independentes de produtos específicos. 2.2 Processo de Engenharia de Requisitos para Data Warehouse De acordo com Imon (1998) um Data Warehouse é um repositório de informações integradas, disponíveis para análises e consultas. Dados e informações são extraídos de fontes heterogêneas de onde elas são geradas.

14 14 A principal vantagem é que se torna muito mais fácil e eficiente rodar consultas sobre esses dados que sobre os sistemas originais. A subjetividade do conceito de qualidade de informação em um Data Warehouse pode ser exemplificada de forma simples. Tomemos como exemplo dois diferentes setores de uma empresa, que tenham diferentes funções, mas necessitem do mesmo tipo de dado, mas que façam uso diferenciado desses dados. Digamos que para o Setor A os dados sejam críticos, e que quando se deseja verificá-los tenha-se pouco tempo para se tomar uma decisão. O Setor B necessita dos mesmos dados, mas digamos que seja apenas um setor de catalogação e que se os dados demorarem algumas horas para ficarem prontos não causará maior impacto no seu processo produtivo. O tempo de acesso aos dados pode ser considerado como um aspecto de qualidade, mas se um analista apenas satisfizer os requisitos do setor B, para o setor A esses dados, e o seu método de acesso, faltarão com um aspecto muito importante de qualidade. A figura 1 mostra o cubo mo sistema Data warehouse:

15 15 A Figura 1 representa um cubo com cinco faces, cada uma delas uma dimensão demonstrando uma série de resultados de uma empresa fictícia. As dimensões apresentadas são tempo, resultado, produto, unidade de venda e orçamento. A área sombreada indica a interface entre um determinado valor de uma dimensão e a sua correlação com as outras dimensões. Caso desejemos saber qual foi a margem de lucro da unidade Oeste em janeiro, basta hachurar esses valores no cubo e os resultados estarão dentro da área de interseção. Além da facilidade em se fazer consultas nos cubos, uma outra vantagem do modelo OLAP é a facilidade com a qual se faz o chamado Drill- Down A evolução das tecnologias OLAP resultou numa série de outros produtos que passam pelo mesmo conceito. Podemos exemplificar com sistemas que se utilizam de tecnologias MOLAP (Multidimensional OLAP) e ROLAP (Relational OLAP). As ferramentas ROLAP utilizam recursos de bancos de dados convencionais para simular a criação dos cubos. Cada dimensão dos cubos é convertida num modelo de banco de dados adequado ao tipo de consulta necessária para os usuários. Figura 2: Esquema simplificado de uma solução Data Warehouse

16 16 Podemos notar, por meio desse exemplo simples, que um erro comum é considerar-se como a Data Warehouse a ferramenta OLAP, por causa de sua representação de cubo, que é na verdade parte da interface da solução. O Data Warehouse real é o conjunto de dados agregados que podem ser utilizados para a carga das ferramentas de OLAP. Esses dados podem estar guardados em bancos relacionais, arquivos ou outra forma de armazenamento adequada. A importância nessa questão é que as informações contidas sejam as apropriadas para as cargas das dimensões e as mais úteis para os usuários. Bill Inmon, um dos criadores do conceito de Data Warehouse, explica o conceito fazendo analogia com um balde de Legos, em alusão ao popular brinquedo( Inmon, Tenderman, Imhoff (2003)). Os dados no Data Warehouse são os bloquinhos de Lego ou seja, unidades formadoras que podem ser utilizados para a construção de virtualmente qualquer coisa. Esses dados, recebidos das diversas fontes de dados, podem conter informações históricas, atualizações de produção e qualquer outra coisa. Nesse momento, as informações podem conter qualquer nível de agregação, mantendo se o nível de detalhes desejado e as informações em estado mais bruto ou já com um tratamento prévio. Depende apenas das necessidades dos usuários e da solução como um todo para determinar qual a melhor característica de armazenamento e uso dessas informações. 2.3 Requisitos Funcionais Requisitos Funcionais são requisitos diretamente ligados a funcionalidade do software, descrevem as funções que o software deve executar. Por exemplo: O software deve permitir a geração de relatórios sobre o desempenho de vendas no semestre; O software deve permitir planejar/re-planejar de atividades em acordo com a prescrição da metodologia, utilizando-se de modelo de cronograma padrão;

17 17 gerência; O software deve possibilitar acompanhamento do cronograma pela O software deve possibilitar o registro de execução das atividades. 2.4 Requisitos Não Funcionais Requisitos não funcionais são aqueles que não estão diretamente relacionados à funcionalidade de um software. Estes requisitos têm um papel de suma importância durante o desenvolvimento de um sistema, podendo ser usados como critérios de seleção na escolha de alternativas de projeto, estilo arquitetural e forma de implementação. Requisitos não Funcionais expressam condições que o software deve atender ou qualidades específicas que o software deve ter, estes requisitos colocam restrições no sistema. As restrições podem levar em consideração: sistemas operacionais; plataformas arquiteturais; características do ambiente de desenvolvimento e/ou produção; compatibilidade com softwares específicos ou sistemas legados;

18 18 CAPÍTULO III SISTEMAS DATA WAREHOUSE 3.1 Conceito Segundo W.H.Inmon (um dos "pais" dos conceitos de DW), um Data Warehouse é uma coleção de dados orientada por assuntos, integrada, variante no tempo, e não volátil, que tem por objetivo dar suporte aos processos de tomada de decisão. A construção de um Data Warehouse deve-se formar num ambiente estruturado, extensível, projetado para a análise de dados não voláteis, lógica e fisicamente transformados, provenientes de diversas aplicações, alinhados com a estrutura da empresa, atualizados e mantidos por um longo período de tempo, referidos em termos utilizados no negócio e sumariados para análise de grande volume de dados e obtenção de informações estratégicas. 3.2 DataMart O Data Mart, também conhecido como Warehouse Departamental, é uma abordagem descentralizada do conceito de Data Warehouse. Data Mart é um sub-conjunto de dados de um Data Warehouse, que atende a certas áreas específicas por um determinado assunto ou área da empresa e é voltado para o processo decisório gerencial. Geralmente são dados referentes à um assunto em especial (Ex: Vendas, Marketing, Produção) ou diferentes níveis de sumarização (Ex: Vendas Anual, Vendas Mensal).

19 19 Figura 3: Data Mart 3.3 Metadados Os metadados são definidos como dados dos dados, informações sobre informações, informações de como as informações estão estruturadas. Num projeto de DW, deve-se gerar documentação sobre o levantamento de dados, do banco de dados, relatórios a serem gerados, origem dos dados que alimentam o DW, processos de extração, tratamento e rotinas de carga dos dados, além das regras de negócio da empresa e todas suas mudanças.

20 20 Figura 4: Metadados 3.4 Data Mining Data Mining (ou mineração de dados) são ferramentas que utilizam técnicas de consultas e pesquisas no DW e através de algoritmos específicos conseguem encontrar padrões de comportamento nas informações armazenadas e apresentá-lo de forma relevante aos seus usuários, significa a descoberta de conhecimento a partir da mineração em grandes bases de dados corporativas que freqüentemente contêm tendências desconhecidas, relações entre objetos são de importância estratégica para a organização.

21 21 Figura 5: Data Mining 3.5 On-Line Analytic Processing (OLAP) O OLAP é processamento analítico em tempo real que proporciona as condições de análise de dados on-line necessárias para responder às diversas consultas dos analistas, gerentes e executivos. As ferramentas OLAP são as aplicações onde os usuários finais fazem a consulta e análise dos dados contidos nos Data Warehouses e Data Marts, com as seguintes características: consultas ad-hoc (casuas é únicas), slice-and-dice (analise das informações de diferentes prismas), drill down/up (exploração em diferentes níveis de detalhe das informações), queries (consultas simples ao OLAP).

22 22 Figura 6: On-Line Analytic Processing (OLAP) 3.6 O Processo de Data Warehousing A etapa de ETL (extração, limpeza, transformação e carga dos dados) é uma das mais críticas de um projeto de DW, pois uma informação carregada erroneamente trará conseqüências imprevisíveis nas fases posteriores. O objetivo desta fase é fazer a integração de informações de fontes múltiplas e complexas. Se a equipe de projetista do DW optar por desenvolver um software, o sistema de gerenciamento deverá executar, pelo menos, processos ou a maior parte deles, para que seja possível extrair os dados de um banco de dados de produção e enviá-los para o DW. O conjunto desses processos é chamado, por Ralph Kimball, de Sistema de Extração de Dados de Produção - SEDP, os processos são: extração primária; identificação dos registros modificados; generalização de chaves para dimensões em modificações; transformação em imagens de registro de carga; migração do sistema legado para o sistema DW; classificação e construção de agregados; generalização de chaves para agregados; carregamento; processamento de exceções; garantia de qualidade e, publicação.

23 23 Podem-se citar cinco operações principais realizadas pelas ferramentas back end, Extração dos dados de fontes internas e externas; Limpeza dos dados extraídos; Transformação; Carga no DW Extração de dados A extração de dados de fontes externas geralmente é feita através de gateways e interfaces padrão do tipo ODBC ou outras, com diversos produtos já existentes Limpeza dos dados De uma maneira geral, podemos dizer que o processo de limpeza e transformação dos dados que serão carregados num sistema de DW serve para corrigir algumas imperfeições contidas na base de dados transacional, a fim de fornecer ao usuário do sistema analítico dados concisos e com uma qualidade que permita uma tomada de decisão baseada em valores mais próximos dos reais. A própria modelagem do sistema OLTP (On-line transaction Processing, usado para armazenar as transações de negócio) pode conter "pontos fracos" que permitam, por assim dizer, a existência de dados inconsistentes, os quais podem e devem ser filtrados antes da carga no DW 3.7 Transformação dos dados O processo de transformação de dados no DW ocorre, dentre outras situações, devido ao desenvolvimento de sistemas que não levaram em consideração o compartilhamento de processos e os dados foram criados e consistidos para atender somente os requisitos dos sistemas legados. Uma vez que as origens dos dados podem ser de sistemas diferentes, às vezes é

24 24 necessário padronizar os diferentes formatos, transformar esses dados e deixálos num formato uniforme normalmente sugerido pelo próprio usuário Carga dos dados A carga do Data Warehouse é uma operação efetuada por processos específicos de cada DBMS ou por processos independentes de carga rápida (Fastload), que é a tecnologia que consegue tempos de carga significativamente mais rápidos através do pré-processamento dos dados e de dispensa das operações de verificação de integridade dos dados e de registro das operações efetuadas. 3.8 Modelagem dimensional De acordo com Horita (2011) a modelagem dimensional é muito comum nos bancos de dados que trabalham em conjunto com os sistemas disponíveis no ambiente de produção das empresas, o Diagrama Entidade- Relacionamento (DER) é composto essencialmente por tabelas que se relacionam entre si e procuram representam determinadas ações, situações, históricas ou objetos que compõe o contexto em que o sistema está inserido. Sobre as tabelas dimensão, Horita (2011) ressalta que as tabelas dimensão são compostas pelas informações complementares as tabelas fato. As tabelas de dimensão estão sempre acompanhadas de tabelas de fatos. Sem os fatos, não há informações para exibir. A partir da combinação das várias dimensões com o fato, uma informação é gerada, para que a alta gerência possa tomar suas decisões. Estas tabelas são compostas basicamente por colunas que contêm elementos textuais que descrevem o negócio e uma chave primária que irá compor a chave composta de sua tabela fato. A identificação de uma tabela dimensão é facilmente perceptível através da utilização da palavra por ; por exemplo, quando desejamos saber o a quantidade de venda de um determinado produto por vendedor e por

25 25 bairros, o a quantidade de venda representa um fato e o vendedor e os bairros representam as dimensões. Figura 7: Exemplo de Tabela Dimensão

26 26 CAPÍTULO IV CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES DO WMS É muito importante saber o que pode ser feito por um WMS. Há muita variedade de produtos no mercado que levam esse nome, mas há três níveis de tecnologias de WMS. Os localizadores de estoque são os produtos de WMS mais simples, executando as funções mais básicas. Os sistemas de controle de armazém (WCS) são produtos de nível intermediário, executando a localização e o controle de estoque, mais os relatórios de desempenho e trabalho executado. Um WMS completo executa todas as funções anteriormente mencionadas, acrescido de mais capacidade de gerenciamento de tarefas e apoio à tomada de decisão. Para alguns armazéns, especialmente instalações pequenas e com poucos SKUs, um localizador de estoque ou WCS pode ser o produto adequado. Entretanto, instalações muito grandes e que desempenham tarefas mais complicadas, como cross docking onde a mercadoria é recebida em um centro de distribuição e redirecionada ao consumidor final sem que seja estocada, formação de kits ou reembalagem, podem exigir o WMS completo. Conforme pode ser visto no ANEXO A. Definir previamente as funções a serem executadas no armazém auxiliará na escolha do nível adequado de WMS. Uma analise cuidadosa deve ser executada nos produtos WMS, sobre compatibilidade com o hardware, sistema operacional e banco de dados. A participação da área de Tecnologia da Informação é indispensável em qualquer implantação de WMS, pois é preciso definir interfaces necessárias para a integração entre o WMS e o sistema corporativo, quais dados e quando devem ser atualizados. Por ser um sistema de gerenciamento informatizado de armazéns em geral o Warehouse Managemente System (WMS) visa aprimorar as operações logísticas através de uma gestão eficaz da informação. A demonstração do gerenciamento na estruturação de dados do WMS pode ser observada no ANEXO B.

27 27 Atualização precisa das informações de estoque, faltas e excessos de estoque são prejudiciais tanto a empresa quanto aos consumidores. Com a implantação de um WMS o controle de estoque acontece em tempo real e digitalmente, é possível realizar um total controle sobre prazos de validade (FIFO First-In-First-Out ), controle de lotes, diferenciação por moldes, datas de entrada e saída das mercadorias, identificar itens que sofrem ou não controle de qualidade e suporte total aos consumidores com percentual baixíssimo de erros. Aumentar a velocidade e qualidades das operações do Centro de Distribuição, a tendência do mercado atual, considerando as vantagens das operações Just in Time onde se deve produzir, transportar somente o que for vendido o esperado é que cada vez mais os pedidos sejam menores e fragmentados, porém mais freqüentes, sendo assim as operações de recebimento e separação dos pedidos devem ser bem dinâmicas. E nesse processo é indispensável a utilização de sistemas de comunicação on-line por rádio frequência e códigos de barras. O WMS auxilia no projeto do layout de armazenagem, e permite uma agilidade em todos os processos utilizando um conceito de convocação ativa onde cada colaborador esta associado a atividade que realiza dentro do sistema permitindo que o mesmo direcione suas tarefas, realizando endereçamento automático de mercadorias, reconhecendo as limitações físicas dos endereços, padroniza a consolidação do Picking List, determina rotas de separação, determina a melhor seqüência de paradas na separação, forma kits. Preparar documentos para a expedição possui banco de dados com taxas de fretes, apresenta relatórios do Status do veículo, determina a prioridade de carga e descarga e gerencia o pátio. Aumentar a produtividade do pessoal e dos equipamentos do depósito, lotes e prazos menores, porém muito mais freqüentes obrigam o gerenciamento mais eficaz e produtivo dos recursos empregados. As habilidades dos sistemas em trabalhar com equipamentos de movimentação automatizados proporcionam uma redução de custos com pessoal e dispositivos tecnológicos.

28 28 CAPÍTULO V PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DO WMS NO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO Como já citado anteriormente o WMS tem como principal objetivo a redução dos custos e a melhoria no nível de serviço e operação. Para que estes objetivos sejam atingidos existem dois fatores críticos de sucesso. São eles: Comprometimento e apoio explícito da alta administração; Uso da estrutura organizacional adequada à cultura e à situação do momento. O projeto possui duas grandes etapas: processo de implementação e a implementação em si. O processo de implementação, tem por objetivo coordenar todas as atividades a serem desenvolvidas, além de alocação de pessoal, disponibilidade de equipamentos e atividades de controle do projeto. Nessa etapa são realizadas as configurações do sistema e a parametrização dos aplicativos, sejam operacionais ou de configuração. Dessa forma se faz necessário o levantamento de todos os dados específicos do Centro de Distribuição, para que os objetivos dessa etapa sejam atingidos dentro dos prazos estabelecidos no cronograma do projeto. Durante o processo de implementação são realizadas visitas ao CD, para que fossem levantados todos os dados necessários para garantir que todas as informações imputadas no novo sistema estivessem corretas. Sendo necessário medir e pesar alguns materiais, em alguns casos alguns fornecedores foram contatados para solicitação de que fossem atendidas algumas especificações para armazenagem. A etapa de implementação consiste no treinamento, no monitoramento da transição e a implementação em si. O treinamento é dado aos funcionários que são responsáveis pela operação diária no Centro de Distribuição.

29 Levantamentos de dados específicos do Armazém É imprescindível realizar o levantamento de todos os dados necessários a realização da configuração do sistema. Os principais dados e definições levantadas e validados são: 1. A planta baixa dos CDs com suas reais dimensões; 2. As dimensões dos locais para definição das capacidades; 3. As características de cada local, área ou região do CD; 4. As capacidades máximas de cada local; 5. A definição das unidades de medidas e conversões a serem utilizadas; 6. As características dos itens a serem armazenados; 7. As dimensões e pesos dos itens a serem armazenados; 8. A definição do perfil de cada item; 9. As operações de entrada e saída do CD; 10. Levantamento das reais necessidades de relatórios para a gestão do CD. 5.2 Identificações de Interfaces Todas as interfaces com os demais módulos do ERP envolvidos (Compras, Contas a Pagar, Contas a Receber, Faturamento, dentre outros) tiveram que ser identificadas nesse momento para que as providências, no que diz respeito a integração, fossem tomadas pelos grupos responsáveis pelas interfaces. Isto se faz necessário visto que o ERP é um sistema integrado e qualquer problema no WMS poderá refletir-se nos demais módulos que possuam interface com este. Durante a realização dos testes integrados é possível mapear toda a operação, desde a colocação dos pedidos no ERP feita pelo setor Comercial até a emissão da nota fiscal no Centro de Distribuição. Esta etapa é extremamente importante visto que qualquer falha na parametrização pode impactar diretamente na operação e conseqüentemente

30 30 no faturamento da empresa, detalhes mínimos como de quantos em quantos segundos as interfaces serão disparadas fazem toda a diferença. O diagrama que exemplifica a integração do WMS com o ERP encontrase no ANEXO C. 5.3 Parametrizações e integrações dos Módulos Envolvidos Nesse momento foi necessário buscar entender a cadeia logística como um todo, a utilização e desenvolvimento de mapas de processo (cartas de fluxo) ajudam a melhor compreender a cadeia logística interna das cadeias logísticas maiores. Uma cadeia fragmentada oferece riscos desnecessários, podendo interromper o fluxo de materiais e aumentar os custos. A integração pode trazer muitos benefícios tais como, custos diminuídos devido às operações balanceadas, eliminação das atividades que desperdiçam tempo ou não criam valor ao produto, melhoria no planejamento, no fluxo de produtos com movimentos mais rápidos e de confiança alem do aperfeiçoamento no serviço ao cliente. Os módulos do ERP ou outros sistemas de informação, que de alguma forma fazem interface com o modulo WMS, podem necessitar algum tipo de parametrização para que sejam atendidas todas as integrações e funcionalidades. Ao atingir este ponto foram necessárias varias reuniões com setores de TI, Comercial e Gerência de produção, a fim de repassar todos os processos realizados por estes setores no ERP que geravam informação para o WMS. Nesse momento também foi definido e documentado um procedimento para os usuários destes módulos, foram dados treinamentos e levantadas as necessidades de relatórios que permitissem um acompanhamento por parte destes setores visto que eles não teriam acesso ao WMS. Todos os produtos, locais e pallets também devem ser padronizados. Os endereços foram padronizados para facilitar a identificação no WMS, inclusive os locais de picking.

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