Políticas públicas intersetoriais: como garantir o acesso e a permanência de pessoas com deficiência na escola

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1 Políticas públicas intersetoriais: como garantir o acesso e a permanência de pessoas com deficiência na escola Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC

2 AEE CLASSE COMUM Acessibilidade

3 Acessibilidade Valorização das diferenças Transformação da organização escolar Educação Inclusiva Garantia do direito Todos à educação Direitos humanos Igualdade de oportunidades

4 Modalidade transversal EDUCAÇÃO ENSINO SUPERIOR MÉDIO ENSINO FUNDAMENTAL EDUCAÇÃO INFANTIL

5 A Educação Especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação

6 Aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com as diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. ( 2008 (Decreto Legislativo n 186, de 9 de julho de 6

7 Aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição estudantes com autismo, síndrome de Asperger, síndrome de RETT, transtorno desintegrativo da infância e transtornos invasivos sem outra especificação. 7

8 Aqueles que demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade, artes Apresentam também grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e na realização de tarefas em áreas de seu interesse. 8

9 Identificação das necessidades e elaboração de plano de atendimento: identifica as necessidades específicas do estudante público-alvo, as habilidades do estudante, os resultados desejados, elabora plano de atuação e realiza levantamento de materiais e equipamentos; Atendimento ao estudante: organiza o tipo e o número de atendimentos ao estudante; Produção de materiais: transcreve, confecciona, amplia, grava, entre outros materiais, de acordo com as necessidades dos estudantes;

10 Aquisição de materiais: indica a aquisição de softwares, recursos e equipamentos, mobiliário, entre outros; Acompanhamento do uso dos recursos e do estudante na sala de aula comum: verifica a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos, impactos, efeitos, distorções, pertinência, negligência, limites e possibilidades de uso na sala de aula, na escola e em casa; Orientação ao professor da sala comum quanto ao uso do recurso utilizado pelo aluno: orienta e ensina o uso dos recursos.

11 Necessário promover a formação continuada e em serviço para os professores do AEE, para os professores da sala comum, visando o entendimento das diferenças, e para a comunidade em geral; Deve ter como base sua formação inicial e continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área.

12 Professor especializado da Sala de Recurso Multifuncional; Professor de Libras; Professor em Libras; Professor de Língua Portuguesa como segunda língua de estudantes com surdez; Revisor Braille.

13 Libras, Língua Portuguesa para estudantes com surdes, Sistema Braille, Informática aplicada à produção braille, Recursos tecnológicos e informática aplicada à deficiência visual, Produção braille e adaptação de material impresso em tinta, Recursos ópticos e não ópticos para baixa visão, Técnica de uso do Sorobã, Adaptação de livros didáticos e de literatura para pessoas cegas, Avaliação funcional da visão, Orientação e mobilidade para pessoas cegas, Escrita cursiva, grafia do nome e assinatura em tinta para pessoas cegas, Tecnologia Assistiva, Instrutor de Libras, Desenho universal, Comunicação para o estudante surdo-cego, Outras.

14 Assegurar a inclusão escolar de estudantes público alvo da educação especial, orientando os sistemas de ensino para garantir o acesso de todos os ao ensino regular (com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados de ensino), oferecer o AEE, formar professores para o AEE e demais professores para a inclusão, prover acessibilidade arquitetônica,nos transportes, nos mobiliários, comunicações e informação, estimular a participação da família e da comunidade e promover a articulação intersetorial na implementação das políticas públicas educacionais.

15 AEE Formação Inclusão Acessibilida de Equipa mento

16 Objetivo: Disponibilizar aos sistemas públicos de ensino, equipamentos, mobiliários, materiais pedagógicos e de acessibilidade, com vistas a apoiar a ampliação da oferta do atendimento educacional especializado - AEE. Como acessar: Por meio da apresentação da demanda pelas Secretarias de Educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios, no Plano de Ações Articuladas - PAR SIGETEC

17 Sala tipo I: Recursos de acessibilidade: Microcomputador com CD e DVD, monitor de LCD de 32 polegadas, fones de ouvido e microfones, scanner, impressora laser, teclado com colméia, mouse com entrada para acionador, acionador de pressão, lupas manuais, lupa eletrônica e laptop. Recursos didático-pedagógicos: Bandinha rítmica, dominó, material dourado, esquema corporal, memória de numerais, tapete quebra-cabeça, software para comunicação alternativa, sacolão criativo, quebra cabeças sobrepostos (sequência lógica), dominó de animais em língua de sinais, memória de antônimos em Língua de Sinais e dominó com textura Mobiliários: Plano inclinado, mesa redonda, cadeiras para computador, cadeiras para mesa redonda, armário de aço, mesa para computador, mesa para impressora, quadro melanínico Sala tipo II: São acrescidas de recursos específicos para atendimento de estudantes com deficiência visual: impressora Braille, máquina Braille, reglete de mesa, soroban, guia de assinatura, globo terrestre tátil, kit de desenho geométrico tátil, calculadora sonora, software para produção de desenhos gráficos e táteis

18 2005 a SRMs SRMs SRMs SRMs * *35 (conversões do tipo I para tipo II) 372 (atualização das salas antigas) Total de SRMs implantadas: (+ as 35 conversões) = % dos municípios atendidos 42% de escolas com matrículas de alunos público alvo da educação especial

19 Objetivo: Apoiar a adequação de prédios escolares para acessibilidade, com vistas a promover o acesso das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a todos os espaços educacionais. Como acessar SIMEC PDDE

20 Dados do Programa 2007: adequação de 672 escolas 2008: adequação de escolas 2009: adequação de escolas 2010: adequação de escolas Até 2010 foram escolas atendidas Atualmente 28% das escolas públicas são acessíveis

21 Objetivo Apoiar os sistemas de ensino na formação continuada de professores, por meio da oferta de cursos de aperfeiçoamento e especialização nas áreas do atendimento educacional especializado e práticas educacionais inclusivas, em parceria com as instituições públicas de educação superior Como acessar Por meio de apresentação da demanda pelas Secretarias de Educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios no Plano de Ações Articuladas PAR Plataforma Paulo Freire.

22 Dados do Programa 2007/ IPES credenciadas 16 cursos de aperfeiçoamento 2 cursos de especialização vagas 12 IPES credenciadas 8 cursos de aperfeiçoamento 3 cursos de especialização vagas IPES credenciadas 12 cursos de aperfeiçoamento vagas 06 IES credenciadas 08 cursos de aperfeiçoamento vagas

23 Renafor Rede Nacional de Formação Chamada Pública que visa cursos articulados envolvendo as áreas de Educação Básica, Educação Especial e Diversidade. Como acessar Por meio de apresentação da demanda pelas Secretarias de Educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios no Plano de Ações Articuladas PAR Plataforma Paulo Freire. Dados do Programa IES 14 cursos de aperfeiçoamento vagas

24

25 Objetivo Apoiar a formação de gestores e educadores para a transformação dos sistemas educacionais em sistemas educacionais inclusivos por meio da realização de seminários de formação presencial. Como acessar Por meio da apresentação da demanda pelas Secretarias de Educação dos Municípios-Pólo do Programa, no Plano de Ações Articuladas PAR. Dados do Programa 168 municípios-pólos, abrangendo a totalidade dos municípios brasileiros 2004 a 2010: gestores e educadores formados

26 Objetivo: Realizar o monitoramento do acesso e permanência na escola das pessoas com deficiência dentro da faixa etária de 0 a 18 anos beneficiárias do Benefício da Prestação Continuada BPC. Como acessar Por meio de termo de adesão o sistema de ensino cria grupo gestor intersetorial, envolvendo as áreas de saúde, educação, direitos humanos e assistência social. Dados do Programa Adesão de 27 UF e municípios

27 Pareamento beneficiários 21% na escola 79% fora da escola Pareamento beneficiários 29,25% na escola 70,75% fora da escola Pareamento ,744 beneficiários 30,28% na escola 69,72% fora da escola Pareamento beneficiários 52,61% na escola 47,39% fora da escola

28 Objetivo: Promover a acessibilidade a estudantes com deficiência, nas instituições públicas de educação superior, por meio da instituição de núcleos de acessibilidade Como Acessar Será inserido diretamente nas IES Dados do Programa 2005: 13 IPES atendidas 2006: 28 IPES atendidas 2007: 38 IPES atendidas 2008: 36 IPES atendidas 2009: 40 IPES atendidas 2010: 42 IPES atendidas Total de 197 Projetos atendidos

29 Objetivo: Apoiar projetos de pesquisa e de formação na área da educação especial na perspectiva da educação inclusiva em âmbito de pósgraduação stricto sensu. Como Acessar Por meio de edital, em parceria com a CAPES Dados do Programa De 2003 a 2009 foram apoiados 48 projetos de 35 IES

30 Objetivo: Certificar tradutores e intérpretes para o ensino e a tradução e interpretação da Libras Como Acessar Anualmente, por meio de edital, até 2015 Dados do Programa De 2006 a 2009 o PROLIBRAS certificou profissionais

31 Objetivo: Promover a acessibilidade, no âmbito do Programa Nacional de Materiais Didáticos, assegurando aos alunos com deficiência sensorial matriculados em escolas públicas da educação básica livros em formatos acessíveis. Dados do Programa 56 centros públicos de produção de material didático acessível; Disponibilização de laptops para estudantes com cegueira; Desenvolvimento do Mecdaisy; Criação do ADA Acervo Digital Acessível; Disponibilização dos títulos do Programa Nacional do Livro Didático e do Programa da Biblioteca Escolar nos formatos MecDaisy, Braille, Tipo ampliado/braille e Libras/Língua Portuguesa.

32 Objetivo: Apoiar os sistemas de ensino na formação continuada de professores e na produção de recursos didáticos e pedagógicos acessíveis CAP / NAPPB Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual Núcleos de Apoio Pedagógico e Produção Braille Total de 55 CAPs/NAPPBs CAS Centros de Formação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez Total de 30 CAS NAAH/S Núcleos de Atividades para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação Total de 27 NAAH/S

33 Municípios com matrículas de estudantes público alvo da educação especial: Crescimento de 61,6 % De para Matrícula de estudantes público alvo da educação especial em escolas públicas: Crescimento de 155,3% De para Matrícula de estudantes público alvo da educação especial no ensino regular: Crescimento de 493 % De para

34 Escola comum com matrícula de estudantes público alvo da educação especial: Crescimento de 550% De para Professor com formação na educação especial: Crescimento de 102,3% De para Escola pública com acessibilidade arquitetônica: Crescimento de 595,8% De para

35 100,0% 90,0% 80,0% 70,0% 60,0% 87,0% 83,1% 78,6% 79,9% 75,4% 71,2% 65,6% 59,0% 53,6% 53,0% 54% 60,5% 69% 50,0% 40,0% 41,0% 46,4% 47,0% 46% 39,5% 30,0% 34,4% 31% 20,0% 10,0% 13,0% 16,9% 21,4% 20,1% 24,6% 28,8% 0,0% % de Matrículas em Escolas Especializadas e Classes Especiais % de Matrículas em Escolas Regulares/Classes Comuns (inclusão)

36 CONADE Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência CAT Comitê de Ajudas Técnicas CBB Comissão Brasileira do Braille

37 A educação inclusiva permite que a escola responda a todos os estudantes enquanto indivíduos, reconhecendo e reestruturando a sua organização curricular e a provisão e utilização de recursos para melhorar a igualdade de oportunidades. (Sebba e Ainscow, 1996)

38 defimaestudantedo saber dopartirprecisaescolaa construir novos saberes; O processo de formação em serviço deve instigar o exercício de reflexão constante; Deve-se favorecer o compartilhamento de ideias, sentimentos e ações, incentivar a formação de grupos; E sugerir o estabelecimento de parcerias com outros professores, estudantes, pais e comunidade escolar.

39 Não significa dizer para o outro o que ele deve fazer, mas sobretudo contribuir com seu conhecimento sobre sua área e sobre a sua ação com a pessoa, para que outras áreas possam compreendê-lo melhor.

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