Classificação Histológica e Imunoistoquímica em Três Casos de Linfoma Canino

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1 Revista Eletrônica Novo Enfoque, ano 2010, v. 09, n. 09, p Classificação Histológica e Imunoistoquímica em Três Casos de Linfoma Canino Aline Alvarenga da Rocha¹, Sara Maria de Carvalho e Suzano², Rosaura Leite Rodrigues² 1 Graduanda do Curso de Medicina Veterinária, UCB Campus Penha 2 Professora, UCB Campus Penha Endereço para correspondência: Profª. Sara Maria de Carvalho e Suzano Universidade Castelo Branco Campus Penha - Av. Brasil Telefone

2 RESUMO Os linfomas estão entre as neoplasias mais frequentes nos cães. Foram classificados 03 casos de linfomas caninos de acordo com Kiel e a Working Formulation. A imunofenotipagem utilizou marcadores para linfócitos T (anti-cd3) e linfócitos B (anti-cd79a). De acordo com a Classificação de Kiel, 02 casos foram classificados como de Linfoma Centroblástico e um como Linfoma Centrocítico-Centroblástico. De acordo com a Working Formulation, dois casos foram classificados como Linfoma de Grandes Células não Clivadas, e um caso como Linfoma de Pequenas e Grandes Células. Quanto ao imunofenótipo, obteve-se dois casos classificados como Linfoma B e um caso, como Linfoma T/B. Palavras-chave: Linfoma, canino, imunoistoquímica, classificação histológica, neoplasia ABSTRACT Lymphoma are among the most common neoplasms in dogs. Three cases of canine lymphoma were classified according to Kiel and Working Formulation. The immunophenotyping used markers for T lymphocytes (anti-cd3) and B lymphocytes (anti-cd79a). According to Kiel Classification, 02 cases were classified as Centroblastic Lymphoma and one case as Centrocitic- Centroblastic Lymphoma. According to the Working Formulation, 02 cases were classified as Diffuse Large Cell Lymphoma and one case a Diffuse Mixed Small and Large Lymphoma. As for immunophenotype, 02 cases were classified as Lymphoma B and one case as Lymphoma T/B. Key-words: Lymphoma, canine, immunohistochemistry, histologic classification, neoplasms, 33

3 1- INTRODUÇÃO Os linfomas são tumores malignos que possuem origem hematopoiética e estão entre as neoplasias mais frequentes nos cães. Representam cerca de 7 a 24% de todas as neoplasias caninas e 83% das desordens de origem hematopoiética (VAIL; YOUNG, 2007). A etiologia dos linfomas caninos ainda não é conhecida (JACOBS et al., 2002) embora em outras espécies, como seres humanos, bovinos, felinos, aves e alguns primatas, sua etiologia viral já tenha sido identificada (SEQUEIRA et al., 1999). Os linfomas caninos, por compartilharem características com os linfomas não Hodgkin (LNH) nos seres humanos, alguns trabalhos têm utilizado, com sucesso, as classificações propostas para os LNH na espécie humana (FOURNEL-FLEURY et al 2002; VAIL; YOUNG, 2002). Além da classificação morfológica os linfomas devem ser classificados de acordo com as sua localização anatômica, em multicêntrico, tímico, digestivo, cutâneo e solitário, e ainda a classificação imunofenotípica em Linfoma T, Linfoma B e Linfoma T/B, que interfere diretamente no protocolo de tratamento e prognóstico (VAIL; YOUNG, 2002). O presente trabalho teve como objetivo classificar três casos de linfomas caninos de acordo com o padrão morfológico pelas classificações propostas para LNH nos seres humanos e realizar a inunofenotipagem destes casos utilizando a técnica de imunoistoquímica. 2- REVISÃO DE LITERATURA A etiologia do linfoma canino ainda é desconhecida (JACOBS et al.,2002), embora existam estudos que tentam comprovar, sem muito sucesso, a presença de agentes virais (FOURNEL FLEURY et al., 2002). Diferente do que ocorre na espécie canina, em outras espécies como, seres humanos, roedores, felinos, bovinos, aves e alguns primatas, a etiologia viral já foi identificada (SEQUEIRA et al., 1999). Em relação à faixa etária, o linfoma ocorre com maior frequência em animais adultos, entre 5 a 11 anos, mas existem relatos de cães com menos de um ano e mais de doze anos (GREENLEE et al., 1990; FOURNEL- FLEURY et al., 1997; JACOBS et al., 2002; SUZANO, 2004; MORENO, 2007). Embora a literatura não relate predileção por sexo, há evidências de uma predisposição racial envolvendo principalmente as raças Boxer, Bull Mastife, Basset Hound, São Bernardo, Scottish Terrier, Airdale e Buldogs e menos frenquente em Dachshund e Pomeranians (VAIL; YOUNG, 2007; JACOBS et al. 2002). No que diz respeito aos sinais clínicos apresentados pelo animal com esta neoplasia, a literatura relata que são muito inespecíficos e variam de acordo com o órgão acometido. Mas 34

4 destacam-se: linfadenopatia indolor, perda de peso progressivo, apatia, caquexia, edema local ou generalizado e emese (VAIL; YOUNG, 2007). De acordo com Jacobs e colaboradores (2002), as alterações hematológicas mais comumente encontradas são: anemia, trombocitopenia, leucopenia ou leucocitose ou linfopenia ou linfocitose. A síndrome paraneoplásica mais encontrada é a hipercalcemia, que é explicada pela produção de um peptídeo semelhante ao paratormônio pelas células neoplásicas. Esta retira cálcio dos ossos liberando para a circulação, promovendo assim o aumento sérico. Fournel- Fleury et al. (2002) relatam que há uma maior incidência de quadros de hipercalcemia nos casos de linfomas de origem T. Os linfomas podem ser classificados de acordo com sua localização anatômica, o padrão histológico da neoplasia e ainda imunofenotipagem. A classificação histológica é realizada utilizando os protocolos da Working Formulation (NCI, 1982) e classificação de Kiel (LENNER e KELLER, 1990), que foram propostas para o Linfoma não Hodgkin (LNH) humano (VAIL; YOUNG, 2007). Quanto a sua classificação anatômica, os linfomas caninos são classificados em: multicêntrico, digestivo ou alimentar, tímico, cutâneo e solitário ou extranodal (Tabela 1), sendo mais encontrada a forma multicêntrica (SEQUEIRA et al. 1999; JACOBS et al., 2002; SUZANO, 2004; MORENO; BRACARENSE, 2007; VAIL; YOUNG, 2007) seguida da forma alimentar e a forma cutânea sendo a menos comum (VAIL; YOUNG, 2007). A forma multicêntrica frequentemente envolve linfonodos periféricos e profundos, além de órgãos como fígado, baço, rins, pulmão, coração, trato gastrintestinal e medula óssea. Na forma digestiva, as lesões iniciais envolvem órgãos do trato gastrintestinal e linfonodos regionais, podendo, entretanto, haver comprometimento de outros órgãos abdominais como fígado, baço e rins. O linfoma tímico acomete o timo e linfonodos mediastínicos. O linfoma cutâneo ocorre como massas solitárias ou múltiplas na pele, podendo ser uma lesão tardia de um envolvimento sistêmico, como o que ocorre no linfoma multicêntrico. A forma solitária é aquela que envolve apenas um órgão não linfoide (JACOBS et al., 2002).Segundo Greenlee et al., (1990), além dos padrões morfológicos, deve ser realizado, antes de estabelecer o tratamento do paciente, o estadiamento clínico da neoplasia. Este é um fator importante para determinar o tempo de sobrevida do paciente bem como a resposta ao tratamento. O estadiamento clínico dos linfomas foi proposto pela Organização Mundial de Saúde em 1980 e estabelece 5 estádios da neoplasia (Tabela 2), no qual o primeiro estádio acomete apenas um único linfonodo e no mais avançado, estádio V, o paciente apresenta acometimento da medula óssea e com isso apresenta um pior prognóstico. A maior diferença entre as espécies humanas e caninas é que na maioria das vezes os cães já estão em um estádio avançado da 35

5 doença (estádio III, IV e V) durante a avaliação física. Talvez os estágios I e II passem despercebidos pelos proprietários (VAIL; YOUNG, 2007). Os linfomas caninos possuem algumas semelhanças com relação ao linfoma não Hodgkin (LNH) que acomete o homem, no que diz respeito à etiologia, epidemiologia, clínica, morfologia e fenotipagem (KIUPEL, 1999). Por isso, algumas classificações criadas para os seres humanos são aplicadas para os linfomas na espécie canina. Dentre as inúmeras classificações, a Working Formulation - WF (NCI, 1982) e a classificação de Kiel (LENNER e FELLER, 1990) são as mais usadas, pois a Working Formulation classifica a neoplasia de acordo com o padrão tecidual em: folicular, aqueles que acometem somente os folículos linfoides, ou difuso quando as células neoplásicas se apresentam difusamente pelo órgão. De acordo com o tipo celular, a WF, classifica as neoplasias em Linfoma Linfocítico, Linfoma de Pequenas Células Clivadas, Linfoma de Células Mistas, Linfoma de Grandes Células Não Clivadas e Linfoma Imunoblástico, mas não fornece informações sobre a imunofenotipagem da neoplasia. Esta classificação possui mais relação com a biologia do tumor e o tempo de sobrevida do animal. Já a classificação de Kiel (LENNER e KELLER, 1990), além dos padrões morfológicos, utiliza imunofenotipagem e também os classifica em Linfomas T ou B ( VAIL; YOUNG, 2007). De acordo com as características morfológicas, na classificação de Kiel, os Linfomas são divididos em: Linfomas de baixo grau de malignidade como os Linfomas Linfocíticos, que apresentam pequenas células de núcleos redondos e pequenos, sem nucléolos evidentes; os Lifomas Centrocíticos, que são aqueles que possuem células com tamanho pequeno, núcleo pequeno e clivado com aspecto irregular e cromatina densa; e os Linfomas Centrocitico- Centroblásticos, que são constituídos por uma população celular bimórfica, com presença de células pequenas com núcleo irregular ou clivado e células grandes com núcleo não clivado. As neoplasias classificadas como de alto grau de malignidade são os Linfomas Centroblásticos que apresentam grandes células com núcleos redondos, cromatina vesicular e nucléolos múltiplos e periféricos; os Linfomas Imunoblásticos são aqueles que mostram células de tamanho médio ou grande, cromatina vesicular e núcleo proeminente único e central; e os Linfomas Linfoblásticos, que são compostos por células pequenas e médias, com núcleo de forma redonda ou oval e alto índice mitótico. Ambas as classificações dividem as neoplasias em baixo ou alto grau de malignidade, sendo que a Working Formulation acrescenta um grau intermediário de malignidade. Os linfomas de baixo grau são compostos geralmente por células pequenas com baixo índice mitótico, progressão lenta, sobrevida longa do animal. Já os de alto grau possuem alto índice mitótico, progressão rápida, mas têm melhor resposta à quimioterapia (VAIL; YOUNG, 2007). 36

6 A maioria dos linfomas de baixo grau de malignidade tem origem nos linfócitos T, e nos linfomas de alto grau, a sua origem é nos linfócitos B. Cães com linfoma T mostraram uma menor resposta a quimioterapia, menor tempo de remissão e sobrevida quando comparados aos linfomas B (ibid). A maior diferença entre os LNH em humanos e os linfomas caninos é a baixa incidência do linfoma folicular nos cães (VAIL; YOUNG, 2007). Este fato pode ser explicado porque na maioria das vezes o proprietário não percebe nenhuma alteração no seu animal, enquanto ele apresenta o padrão folicular, no estádio inicial da doença. No momento do diagnóstico, já houve infiltração de células neoplásicas em todo o linfonodo, descaracterizando a arquitetura tecidual normal deste órgão, impedindo um diagnóstico de linfoma folicular (MORENO; BRACARENSE, 2007). Segundo Vail e Young (2007), a imunofenotipagem dos linfomas é realizado por meio da técnica de Imunoistoquímica, marcando a expressão de moléculas específicas para linfócitos B (CD79a) e (CD3) para linfócitos T. A determinação do imunofenótipo dos linfomas nos seres humanos tem sido muito importante nas etapas de classificação, determinação do comportamento biológico e na escolha do protocolo de tratamento (MORENO; BRACARENSE, 2007). Nos linfomas caninos, a imunofenotipagem é recente (MORENO; BRACARENSE, 2007) e limitado, porque a maioria dos anticorpos atua melhor em cortes congelados, no entanto vários marcadores disponíveis no mercado, para a espécie humana, já foram testados e utilizados em material citológico e em material parafinado de tecido canino (KIUPEL, 1999; SUZANO, 2004; SUZANO, 2007). A classificação imunofenotípica nos linfomas caninos é realizada, porque, no que diz respeito ao comportamento biológico, os linfomas de T e B são diferentes, consequentemente, tratamento e tempo de sobrevida do animal também (VAIL; YOUNG, 2007). 3- MATERIAL E MÉTODOS Procedência do material: Foram utilizados 3 casos de Linfoma Canino do arquivo do Setor de Anatomia Patológica Veterinária da Universidade Castelo Branco - UCB (RJ), durante o período de 2004 a 2007, que tiveram o diagnóstico confirmado através do exame histopatológico. Classificação Morfológica: O material incluído em parafina foi novamente cortado em micrótomo rotativo, obtendo-se cortes entre três a cinco micrômetros (µm) e foram corados pelo método de Hematoxilina-Eosina (HE). Os três casos foram classificados de acordo com o protocolo Kiel (LENNER e FELLER, 1990) e WF (NCI,1982), propostos para os LNH humanos (Tabela 3). 37

7 Imunofenotipagem dos Linfomas Caninos: A classificação imunofenotípica dos linfomas caninos foi realizada utilizando-se a técnica imunoistoquímica avidina-biotina-peroxidase (HSU, 1981) no laboratório da Unesp, de acordo com o protocolo estabelecido pelo laboratório do Serviço de Patologia Veterinária da FMVZ UNESP - Campus Botucatu SP, que inclui os seguintes procedimentos: As lâminas histológicas foram inicialmente mergulhadas em álcool a 70% e depois de secas imergidas em cola líquida a base de organosilano (A3648 SIGMA). Cortes histológicos com três micrômetros de espessura foram feitos em micrótomo rotativo depositados em lâminas histológicas e em seguida permaneceram em estufa a 60 C por 24 horas, para fixação do tecido à lâmina. Após este procedimento, foram submetidos aos processos de desparafinização e hidratação. A primeira fase da técnica de imunoistoquímica, o bloqueio da peroxidase endógena, foi feita em solução de água oxigenada a 10 volumes por 15 minutos. A recuperação antigênica, as lâminas, foi realizada em solução EDTA 10 µ, ph 8,0 previamente aquecida a 95ºC, em cozimento a vapor ( Steammer ) por 25 minutos. Após o procedimento, o material foi resfriado até atingir a temperatura ambiente. As lâminas foram incubadas com os anticorpos primários em câmara úmida, por 18 horas, a 4ºC, lavadas em solução tampão de TRIS. Foram empregados como marcadores linfoides os seguintes anticorpos primários: Anti-CD3 (Dako A0452): Anticorpo policlonal humano que reconhece uma molécula (antígeno C3) ligado ao receptor das células T. Na diluição de 1:100. Anti-CD79a (Dako M7051): Anticorpo monoclonal humano que reconhece um polipeptídeo que faz parte do complexo receptor de antígeno dos linfócitos B. Na diluição de 1:50 Cada anticorpo primário foi diluído em solução de 1% de albumina bovina e solução tampão de TRIS (TRIZMA Base, D5637). Foi empregado o anticorpo secundário biotinilado e solução avidina-biotina-peroxidase do kit ABC (Dako K0492), por 30 minutos, em câmara úmida, a temperatura ambiente. Para visualização da reação, as lâminas foram tratadas com solução de 3,3 diaminobenzidina (DAB) (1mg/ml) em TRIS e 600 µl de água oxigenada (H2O2) 20 volumes. Os cortes foram contra-corados com Hematoxilina de Harris, por 35 segundos. 4- RESULTADOS De acordo com a classificação de Kiel (LENNERT e KELLER, 1990), dois casos de linfomas apresentaram células grandes, com núcleos redondos, cromatina vesicular e nucléolos múltiplos e periféricos, portanto foram classificados como Linfoma Centroblástico (Figura 1) e um caso era constituído por população de células bimórficas, com presença de células pequenas 38

8 com núcleo irregular ou clivado e células grandes com núcleo não clivado, classificando-o como Centrocítico-Centroblástico (Figura 2). Quando utilizada a WF, dois casos de linfomas apresentaram células grandes, portanto foram classificados como Linfoma de Grandes Células não Clivadas e um caso apresentou população celular mista de células pequenas e grandes clivadas, portanto, Linfoma de Pequenas Células e Grandes Células. De acordo com a classificação de Kiel, 02 casos foram classificados como de alto grau de malignidade e um de baixo grau de malignidade. Pela classificação Working Formulation, os 03 casos foram classificados como de médio grau de malignidade. Quanto a classificação imunoistoquímica dos três casos de linfoma, dois obtiveram marcação positiva para o anticorpo monoclonal anti-cd79a (Figura 3) e negativos para o anticorpo policlonal anti-cd3, portanto foram classificados como Linfoma B, e uma amostra foi positiva tanto para o anticorpo monoclonal anti-cd79a como para o anticorpo policlonal anti-cd3 (Figura 4), sendo então classificado como Linfoma T/B. Relacionando a classificação morfológica com o imunofenótipo dos linfomas, obtivemos os dois Linfomas Centroblástico classificados como linfoma B e o Linfoma Centrocítico- Centroblástico, como Linfoma T (Tabela 3). 5- DISCUSSÃO Os linfomas caninos podem ser classificados de acordo com sua localização anatômica, padrão histológico e a imunofenótipo (VAIL, YOUNG; 2007). Os linfomas não Hodgkin, que acometem os seres humanos, apresentam semelhanças com os linfomas caninos, no que diz respeito à epidemiologia, etiologia, clínica, morfologia (KIUPEL, 1999). Devido a essas características, as classificações que são propostas para os linfomas não Hodgkin na espécie humana vem sendo amplamente utilizadas com sucesso (VAIL; YOUNG, 2007). As classificações utilizadas no presente trabalho foram a classificação de Kiel (LENNER; FELLER, 1990), que classifica as neoplasias principalmente de acordo com os padrões morfológicos e um painel imunoistoquímico, restrito na imunofenotipagem, e a da Working Formulation WF (NCI, 1982), que classifica a neoplasia de acordo com o padrão tecidual, em folicular ou difuso, e também de acordo com o tipo celular presente na neoplasia. Dentre os vários esquemas utilizados na espécie humana, estes são os mais utilizados na Medicina Veterinária, exatamente por exacerbar as alterações morfológicas, sendo assim de maior aplicabilidade nas diferentes espécies domésticas. Vários autores já utilizaram essas classificações tanto em material em parafina bem como nas amostras citológicas (KIUPEL; 39

9 1999, FOURNEL-FLEURY et al., 1997, FOURNEL-FLEURY et al., 2002, SUZANO, 2004, SUZANO, 2007). Ambas as classificações dividem a neoplasia em baixo ou alto grau, sendo que a WF acrescenta um grau intermediário de malignidade. De acordo com a classificação de Kiel, o presente trabalho, obteve dois casos de Linfoma Centroblástico e um caso de Linfoma Centrocítico-Centroblástico, resultados que concordam com grande parte da literatura consultada. Fournel-Fleury et al., (1997), Suzano (2004) e Greenlee (1990) também relatam a prevalência de Linfoma Centroblástico. Embora Suzano (2007) tenha encontrado mais frequentemente o Linfoma Imunoblástico, em 47,5% dos casos, os Centroblásticos neste estudo foram o segundo tipo mais encontrado representando cerca de 15%. Quando analisado o grau de malignidade das neoplasias, de acordo com a classificação de Kiel, os resultados encontrados neste trabalho também estão de acordo com a literatura. Foram mais frequentes os Linfomas de alto grau de malignidade (2 casos). Um caso de baixo grau de malignidade também relata o predomínio de linfomas de alto grau, quando comparados com o de baixo grau (FOURNEL-FLEURY et al., 2007; GREENLEE, 1990; SUZANO, 2004; SUZANO, 2007). Utilizando a Working Formulation, dois casos foram classificados como Linfoma de Grandes Células não Clivadas e um caso como Linfoma de Pequenas Células e Grandes Células. No que diz respeito à morfologia celular, há uma divergência com os dados encontrados na literatura. Greenlee (1990), Fournel-Fleury et al., (1997) e Suzano (2004) concordam com os resultados deste estudo, e relatam que os Linfomas de Grandes Células não Clivados é o tipo mais frequente, em 48,3%, 40,02% e 33,9% dos casos, respectivamente. No entanto, Suzano (2007), descreve que os Linfomas Imunoblásticos são os mais encontrados, representando 55% dos casos. Ainda de acordo com a WF, todos os três casos foram classificados em Linfoma de grau intermediário de malignidade, o que também foi relatado por Fournel-Fleury et al., (1997), que utilizaram mais de 100 amostras e Suzano (2004), utilizando 59 casos de linfomas em exames citológicos. Nestes trabalhos, foram obtidos mais de 50% dos casos de grau intermediário de malignidade. Em estudo, utilizando 40 animais, Suzano (2007), usando material em parafina, relata em ambas as classificações que os linfomas de alto grau são os mais frequentes (55%), seguido dos linfomas de grau intermediário (35%) e dos linfomas de baixo grau (10%). As diferenças observadas nas classificações histológicas e no grau de malignidade pode ser explicado pelo número de casos restritos neste estudo. Os trabalhos consultados na literatura sempre apresentam um maior número de neoplasias. A determinação do imunofenótipo nos linfomas em seres humanos é utilizado como procedimento de rotina e tem sido essencial na 40

10 etapa de classificação, comportamento biológico da neoplasia e, consequentemente, escolha da terapia utilizada no tratamento dos pacientes (BRACARENSE; MORENO, 2007). Diferente do que ocorre na medicina humana, a imunofenotipagem dos linfomas na Medicina Veterinária ainda é recente e pouco utilizada. Estas restrições são principalmente pelo custo da técnica, necessidade de um laboratório específico para esta técnica, disponibilidade e escassez de anticorpos específicos para os cães. A maioria dos marcadores utilizados é para a espécie humana e podem ser utilizados nos animais por apresentarem reações cruzadas entre as espécies (KIUPEL, 1999). Os anticorpos utilizados foram: o anti-cd3, que marca as células T e o anti-cd79a que, por sua vez, marca as células B. Já foram utilizados em vários tipos de materiais, como de congelação, citológico e histológico (KIUPEL; 1999, FOURNEL-FLEURY et al. 1997, FOURNEL-FLEURY et al., 2002, SUZANO; 2004, SUZANO; 2007). Utilizando a imunoistoquímica, obtivemos dois casos classificados como Linfoma B e um caso classificado como Linfoma T/B. Muitos autores também relatam um predomínio nos linfomas de origem B tanto em material citológico como em material em parafina (VAIL, YOUNG; 2007, FOURNEL-FLEURY et al., 1997; FOURNEL-FLEURY et al., 2002). No entanto, Suzano (2004), relata uma maior prevalência nos Linfomas T (57,89%) e 34,21% dos casos como Linfoma B, quando analisou esfregaços citológicos de linfomas caninos. Em 2007, o mesmo autor, estudando material em parafina, descreve a mesma porcentagem de Linfomas T e B. Os resultados encontrados neste trabalho concordam com a literatura que relata o predomínio de Linfomas Centroblásticos de origem B, os casos classificados como Centroblásticos tiveram marcação positiva para o marcador CD-79a e negativo para CD-3 (FOURNEL-FLEURY et al., 1997; SUZANO 2007). Considerações finais Dentre os três casos de linfomas classificados neste trabalho, as neoplasias de alto grau de malignidade são as mais frequentes e, de acordo com a Classificação de Kiel, o tipo mais frequente é o Linfoma Centroblástico. Algumas classificações propostas para o Linfoma não Hodgkin nos seres humanos podem ser utilizadas na classificação morfológica dos linfomas na espécie canina. A imunofenotipagem dos Linfomas caninos pode ser realizada por meio da técnica de imunoistoquímica, utilizando marcadores para tecido humano. 41

11 6- REFERÊNCIAS FOURNEL-FLEURY, C. et al. Cytohistological and immunological classification of canine malignant lymphomas: comparison with human non-hodking s lymphomas. J. Comp. Pathol., Liverpool, v.117, n.1, p , Growth fractions in canine non-hodgkin s lymphoma as determined in situ by the expression of Ki-67 antigen. J. Comp. Path. v.117, n.1, p.61-62, Canine T-cell Lymphoma: a morphological, immunological, and clinical study of 46 new cases. Vet. Pathol. v.32, p , GREENLEE, P. G et al. Lymphoma in dogs: a morphologic, immunologic and clinical study. Cancer., Philadelphia, v.66, p , JACOBS, R. M.; MESSICK, J.B.; VALLI, V.E. Tumors of the Hemolymphatic system. In: MEUTEN, D. J. Tumors in domestic animals. 4ed. Iowa: State Press, 2002, p JONES, C. T.; HUNT, D.H.; KING, N.W. Patologia veterinária. São Paulo: Manole, KIUPEL, M.; TESKE, E.; BOSTOCK, D. Prognostic factors for treated canine malignant lymphoma. Vet. Pathol. v.36, p , LENNERT, K.; FELLER, A.C. Histopathology of Non-Hodgkin s Lymphomas. 2 ed. Berlim: Springer-Verlag, 1990, 312p. MORENO, K.; BRACARENSE, A.P.F.R.L. Linfoma canino de células T: aspectos epidemiológicos, clínicos e morfológicos de 38 casos. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci., São Paulo. v.44. suplemento. p , NACIONAL CANCER INSTITUTE. Sponsored study of classification of non-hodgkin s lymphomas: summary and description of a Working Formulation for a clinical usage. Cancer, v.48, p , OWEN, L. T. N. M. Classification of tumors in domestic animals. Geneva. World Health Organization. p , SEQUEIRA, J.L. et al. Características anatomoclínicas dos linfomas caninos na região de Botucatu/SP. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Belo Horizonte, v. 51, n.3, p , SUZANO, S. M. C. Classificação Citológica e Imunocitoquímica dos Linfomas Caninos. Botucatu, p. Dissertação (Mestrado) Universidade Estadual Paulista. 42

12 . Avaliação da proliferação celular pelos métodos de agnors e ki-67, da expressão do p53 e da apoptose pelo método da caspase-3 nos linfomas caninos. Botucatu, p. Tese (Doutorado) Universidade Estadual Paulista. VAIL, D.M.; YOUNG, K.M. Hematopoietic tumors. In: WITHROW, S.J.; MACEWEN, E.G. Small animal clinical oncology. 4. ed. Philadelphia: W.B. Saunders,

13 Anexos Tabela 1 Classificação Anatômica dos Linfomas Caninos (segundo Jacobs et al., 2002). Forma Multicêntrica Digestiva Tímica Cutânea Solitária Localização Linfonodos periféricos e profundos, podendo envolver órgãos como fígado, baço, rins, pulmão, coração, trato gastrintestinal e medula óssea. Trato gastrintestinal e linfonodos regionais, podendo envolver órgãos abdominais como fígado, baço e rins. Envolve o timo e linfonodos regionais. Envolve a pele sob forma de massas solitárias ou múltiplas, estas acompanhadas ou não de um envolvimento sistêmico. Envolvimento de apenas um órgão. Tabela 2 Estadiamento Clínico dos Linfomas Caninos Proposto pela Organização Mundial de Saúde (OWEN, 1980; GRAY et al., 1984). Estádio Envolvimento I Envolvimento limitado a um único linfonodo ou tecido linfoide de um único órgão (exceto medula óssea). II Envolvimento de vários linfonodos regionais com ou sem envolvimento das tonsilas. III Envolvimento generalizado dos linfonodos. IV Envolvimento do fígado e/ou baço, com ou sem envolvimento generalizado dos linfonodos. V Envolvimento do sangue, medula óssea e/ou outros órgãos. Os estádios ainda são subdivididos em A (sem sinais sistêmicos) ou B (com sinais sistêmicos), de acordo com Greenlee et al., (1990). Tabela 3 Classificação Morfológica e Imunoistoquímica dos 3 Casos de Linfoma Canino. Caso Classificação Morfológica Imunofenótipo 01 Centroblástico Linfoma B 02 Centroblástico Linfoma B 03 Centrocítico/Centroblástico Linfoma T/B 44

14 Tabela 4: Esquema de Classificação Proposto para LNH Humanos Dividindo as Neoplasias nos Diferentes Graus de Malignidade. WORKING FORMULATION BAIXO GRAU Linfocítico, pequenas células. Folicular, com predomínio de células clivadas e pequenas. Folicular, misto de células pequenas e grande clivadas. GRAU INTERMEDIÁRIO Folicular, com predomínio de grandes células. Difuso, células pequenas clivadas. Difuso, misto de células pequenas e grande clivadas. ALTO GRAU Difuso, grandes células não clivadas. Imunoblático. Linfoblástico. KIEL BAIXO GRAU Linfocítico Linfoplasmocítico Centrocítico (Folicular) Centrocítico/ centroblástico (Folicular) Centrocítico/ centroblástico Centrocítico (Difuso) Centrocítico/ centroblástico ALTO GRAU Centroblástico Imunoblástico Linfoblástico B Linfoblástico T 45

15 Figura 1 Canino, Linfoma Centroblástico, HE (400X) Figura 2 Canino, Linfoma Centrocítico-Centroblástico, HE (400X) 46

16 Figura 3 Canino, Linfoma Centroblástico, Linfoma B marcação positiva para anti-cd79a, ABC, Hematoxilina. (400X) Figura 4 Canino, Linfoma Centrocítico-Centroblástico, Linfoma T/B marcação positiva para anti-cd3, ABC, Hematoxilina. (400X) 47

Proliferação celular nos linfomas caninos

Proliferação celular nos linfomas caninos 313 Proliferação celular nos linfomas caninos Sara Maria de Carvalho e SUZANO 1 Julio Lopes SEQUEIRA 2 Adriana Wanderley de Pinho PESSOA 3 Camila Dias PORTO 1 Deílson Elgui de OLIVEIRA 4 Correspondência

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