Tributação autónoma subverte princípios do IRC

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1 Dezembro 2009 Este suplemento faz parte integrante da Vida Económica nº 1323, de Fiscalidade p. 7 Código Contributivo agrava contribuições para a Segurança Social Multiplicam-se as vozes que contestam o novo Código Contributivo. Desde a esfera política até às associações patronais. É evidente que o alargamento da base de incidência vai aumentar substancialmente o montante das contribuições para a Segurança Social. Trabalhador e empregador são penalizados. Os trabalhadores independentes também se incluem neste rol. A penalização dos contratos a termos terá implicações graves, já que vai desencorajar a criação de emprego e incentivar formas atípicas de trabalho. Quanto à promoção das políticas activas de emprego, as medidas aparentam ser insuficientes, face às dificuldades que afectam a generalidade das empresas e dos trabalhadores. Associativismo p. 10 APOTEC lamenta afastamento da CNC A Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade (APOTEC) esteve três décadas integrada na Comissão de Normalização Contabilística. Não entende agora as razões que levaram ao seu afastamento daquela entidade. O momento escolhido parece ser o pior possível. Os responsáveis associativos consideram que este é um momento em que os profissionais deveriam estar ainda mais presentes na CNC, tendo em conta, por exemplo, a entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística. Várias situações vão representar mudanças profundas na profissão. Tributação autónoma subverte princípios do IRC A generalização das tributações autónomas é susceptível de subverter os princípios fundamentais do IRC. Isto mesmo é referido no relatório do Grupo de Trabalho para a Fiscalidade, recentemente apresentado pelo Ministério das Finanças. No entanto, gera receitas de 200 milhões de euros anuais, pelo que o Estado não estará na disposição de prescindir desta receita extraordinária. O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro refere que como a administração fiscal não consegue aumentar as receitas, então tributam-se os custos, pelo que qualquer dia será absolutamente indiferente a noção do lucro. Domingues de Azevedo é de opinião que a tributação autónoma re- Contabilidade p. 18 Passagem da Câmara a Ordem não foi entendida por alguns profissionais presenta o maior descrédito lançado sobre o IRC. O fisco está sobretudo preocupado em garantir receita fiscal, esquecendo que é também sua função fazer pedagogia, refere o responsável da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. Rogério Fernandes Ferreira é também muito crítico quanto ao regime. Refere a este propósito: A tributação autónoma tem, essencialmente, uma função penalizadora. É um imposto exercido sobre um rendimento que, de facto, não foi auferido. Com a agravante que tem havido um sucessivo alargamento a outras realidades., em sedes de IRC e IRS. Consultório p. 21 Valores excluídos de descontos no Código Contributivo p. 4

2 (recortar ou fotocopiar) Nome Morada C. Postal Telefone Solicito o envio de portes de envio) Nº Contribuinte exemplar(es) do livro Sistema de Normalização Contabilística. * (Adicionar 3 euros para Para o efeito envio cheque/vale nº, s/ o, no valor de A, Debitem A,, no meu cartão com o nº Cód. Seg. emitido em nome de e válido até /. Solicito o envio à cobrança. (Acrescem A 4 para despesas de envio e cobrança). Com a sua encomenda receba a oferta de vale de desconto Vida Económica no valor de A 2. ASSINATURA * Oferta dos portes de envio para encomendas de valor igual ou superior a 15 euros.

3 Sumário Editorial Guilherme Osswald Actualidade Tributação autónoma subverte princípios do IRC Fiscalidade Governo rejeita aumento de impostos na legislatura Código Contributivo agrava contribuições para a Segurança Social Administração pública deixou de ser um problema para as Finanças Associativismo APOTEC lamenta afastamento da Comissão de Normalização Contabilística Sectores Indústria da construção rejeita novo Código Contributivo Informática na Contabilidade Aplicações empresariais móveis condicionam produtividade do teletrabalho Área de Business Intelligence é mais crítica do que nunca iway Software disponibiliza serviço gratuito para avaliar a qualidade dos dados das empresas Contabilidade SNC representa responsabilidades acrescidas para os TOC Passagem da Câmara a Ordem não foi entendida por alguns profissionais Consultório Tributação sem nexo A tributação autónoma é um bom exemplo de como não deve funcionar um sistema fiscal. Pode-se até afirmar que reflecte o que se passa ao nível da fiscalidade em Portugal. Não tanto pela sua legalidade ou eventual ilegalidade, mas pelos princípios que lhe são inerentes. Mais uma vez, os agentes económicos pagam a factura de uma gestão fiscal que deixa muito a desejar. Quando um imposto encapotado sobre as despesas chega a garantir cerca de 200 milhões de euros todos os anos ao fisco, parece estar justificada a sua manutenção. Empresas há que acabarão por não resistir ao pesado fardo fiscal. A questão que se coloca, à partida, é legitimidade efectiva da tributação autónoma. Se o Governo defende a sua manutenção assente no pressuposto que muitas empresas não apresentam o real valor dos seus rendimentos, o que está errado é o sistema que não tem condições para garantir a necessária fiscalização e o controlo das declarações apresentadas. O que significa que os investimentos realizados ao nível informático não estão a dar o retorno esperado. Não se pode aceitar que o IRC, per si, seja descredibilizado desta forma. Acontece que a administração fiscal se substituiu ao bom senso e à racionalidade (ou melhor, o poder político), optando por uma decisão unilateral que prejudica fortemente a competitividade das empresas. Que não restem quaisquer dúvidas que quanto maiores a iniquidade e a injustiça fiscais, mais dificuldade haverá para as empresas cumprirem as suas obrigações contributivas. E de tal forma a tributação autónoma é confusa que nem sequer os fiscalistas se entendem sobre a sua legalidade. São as rasteiras pregadas aos contribuintes, em que estes tropeçam e do só se dão conta quando têm dificuldade para se tornarem a levantar. Parece demasiado evidente que o que está, novamente, em causa é a receita fiscal rápida e sem grande esforço para o fisco. Guilherme Osswald Contabilidade & Empresas Rua Gonçalo Cristóvão, 111-6º Esq Porto Tel.: Fax: Contabilidade & Empresas - Dezembro

4 Actualidade IRC A generalização das tributações autónomas é susceptível de subverter os princípios fundamentais do IRC. Existe consenso entre os agentes económicos contactados pela Contabilidade & Empresas que a tributação autónoma é um regime desadequado e que tem sérias consequências na competitividade das empresas nacionais. Há quem fale de inconstitucionalidade e que o regime é uma subversão relativamente ao próprio princípio do IRC. Com a agravante que tudo leva a crer que o novo Código Contributivo vai influenciar ainda mais negativamente a actual situação. Mas também há quem pense que não será fácil encontrar soluções alternativas à tributação autónoma. De acordo com os fi scalistas Tributação autónoma subverte princípios do IRC Numa altura de crise, é normal que aumentem as críticas relativamente a certos regimes fiscais impositivos, tidos como fora do actual contexto. A tributação autónoma tem sido criticada desde a sua criação, mas agora é visada com mais acuidade. É o caso do fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, que defende que o IRC deve tributar apenas o lucro real. Como a administração fiscal não consegue aumentar as receitas, então tributam-se os custos. Pelo que qualquer dia será absolutamente indiferente a noção do lucro. Com o novo Código Contributivo agrava- -se ainda mais a situação, já que, no âmbito das despesas sujeitas a IRS, estas passam a ser também tributadas em sede de Segurança Social. Para o fiscalista, o Estado não se pode limitar a concentrar exclusivamente na óptica da receita. É necessário pensar numa perspectiva de construção de riqueza. O que acontece é que o sistema não é competitivo e muitas empresas terão mesmo que fechar portas por via das medidas introduzidas pelo novo Código Contributivo. Muito crítico, adianta: Elegemos as mesmas pessoas, portanto muito pouco vai mudar. A perspectiva dos políticos passa por fazer obras públicas. São criadas mais algumas grandes fortunas e esquecida a maioria dos contribuintes, cada vez mais esmagada pela carga fiscal. Posição idêntica têm as consultoras contactadas, mas estas consideram que não é previsível que o Estado abra mão de uma fonte de receita anual na ordem dos 200 milhões de euros. A maioria é de opinião que se trata de um regime que não faz sentido, já que é pago imposto, independentemente do facto de uma empresa ter lucro ou não. É uma realidade que a tributação autónoma foi criada para evitar abusos em determinado tipo de 4 - Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

5 Actualidade IMPOSTOS despesas por parte das empresas. Mas não é menos verdade que, no ano passado, houve um agravamento da taxa. Naturalmente, o ideal seria a abolição, mas tal afigura-se complicado, tendo em conta que é uma fonte de receita considerável. Por outro lado, seria uma forma de aliviar a corda. Mas a tendência, neste momento, é exactamente a inversa, isto é, apertar a malha fiscal. Se o Governo decidisse pela sua abolição, tal poderia ser encarado como um sinal que as Finanças estavam a facilitar o incumprimento. Descrédito de um imposto A tributação autónoma representa o maior descrédito lançado sobre o IRC. Esta a opinião manifestada por Domingues de Azevedo, presidente da CTOC. Todavia, lembra que a verdade declarativa das nossas empresas também é reduzida. Nem sempre se sabe se os custos são em prol da produção. Ainda há uma certa falta de verdade na imputação dos custos nas empresas. Ou seja, a tributação autónoma resultou da necessidade de introduzir alguma justiça fiscal. Mas Domingues de Azevedo admite que neste processo também houve um abandono das suas funções por parte da administração fiscal. O fisco está sobretudo preocupado em garantir receita fiscal rapidamente, esquecendo que também é sua função fazer pedagogia fiscal. A solução seria as empresas terem mais mais transparência tributária, fazendo acompanhar esta mensagem por uma fiscalização mais activa do lado da DGCI. Aliás, lembra que, de uma maneira geral, o fisco tem uma noção de quais são as empresas menos cumpridoras. Com a informática ao nível actual é muito mais simples e eficaz a referida fiscalização. Com os casos discriminados e o sistema a funcionar, a tributação autónoma poderia ser abolida. Tributação sobre a despesa O Grupo de Trabalho para o Estudo da Política Fiscal considera que a tributação autónoma subverte mesmo a aplicação da taxação directa. Por outras palavras, o que se passa é que se tributa a despesa e não o rendimento, colocando-se UMA DESPESA PARA AS EMPRESAS QUE ESTÁ PARA FICAR O percurso da tributação autónoma, para além do que representa per si, suscita muitas dúvidas quanto à sua legalidade. Nos últimos anos, generalizou-se a quase todo o tipo de despesas da actividade empresarial. Mais, no ano passado, a taxa foi duplicada. Entretanto, a medida tem servido, de algum modo, para sustentar a receita fiscal, mais agora em que a perda é um facto incontestável. Perante este cenário, os fiscalistas contactados não acreditam que se verifique uma revisão séria da tributação autónoma no próximo orçamento do Estado. Há mesmo quem receie que a taxa seja novamente agravada, até porque o Estado necessita desesperadamente de receita para evitar a todo o custo o aumento do défice orçamental. Basta pensar que faz agora um ano que o Governo de Sócrates não teve quaisquer pruridos em duplicar a taxa das tributações autónomas. Com a entrada em vigor do Novo Código Contributivo, a actividade empresarial corre o risco de se tornar ainda mais difícil. Não será de admirar que um conjunto considerável de empresas feche as portas. A carga fiscal que incide sobre as mesmas, o reembolso tardio do IVA, entre outros aspectos, é uma travão ao investimento e à competitividade empresariais. Novo Código Contributivo vai agravar ainda mais os custos das empresas a questão se não haverá ilegalidade quanto ao Direito Fiscal. Até porque se generalizou, em certa medida, a aplicação da tributação autónoma. A este propósito, contactou-se um dos redactores deste relatório, não restaram muitas dúvidas que o problema não é de fácil resolução e que a tributação autónoma representa uma receita interessante para os cofres do Estado, de que não se pretende abrir mão. Rui Duarte Morais considera que se está, antes de mais, perante um problema de carácter formal. As tributações autónomas, em última análise, deveriam estar inscritas no IVA ou no Imposto do Selo, refere o fiscalista. Chama a atenção para o facto de no imediato não existirem alternativas às tributações autónomas. Muitas empresas vivem eternamente com prejuízos e não é possível uma fiscalização porta a porta por parte do fisco. Se uma empresa tiver rentabilidades normais, a tributação autónoma acaba, pelo menos em parte, por ser absorvida. Importa não esquecer que era muito frequente aparecerem despesas que não eram reais. Seja como for, Rui Morais não vê que se possa tratar de uma inconstitucionalidade. Aliás, jamais o assunto subiu ao Tribunal Constitucional. Rogério Fernandes Ferreira é muito crítico quanto ao sistema. Considera que a tributação autónoma tem, essencialmente, uma função penalizadora. Basta ter em conta que acaba por ser um imposto exercido sobre um rendimento que, de facto, não foi auferido. Com a agravante que tem havido um sucessivo alargamento a outras realidades, quer no IRS, quer no IRC. Coloca muitas dúvidas se não se estarão a subverter princípios constitucionalmente aceites. Contabilidade & Empresas - Dezembro

6 Fiscalidade PROGRAMA Governo rejeita aumento de impostos na legislatura O Governo garante que não haverá um agravamento dos impostos e que vai desenvolver todos os esforços no sentido do controlo e da redução da despesa pública. No âmbito da fiscalidade, o Programa de Governo refere que os objectivos centrais a prosseguir serão os da eficiência, da simplicidade e da equidade do sistema fiscal. Algumas reformas estão na perspectiva da administração fiscal, a par do combate à fraude e à evasão fiscais. Por sua vez, os contribuintes deverão ter acesso, em tempo útil, ao andamento dos seus processos. O Governo tenciona reformar a tributação do património imobiliário (IMI e IMT), de forma a incentivar a conservação e a valorização dos edifícios, simplificar os procedimentos e as avaliações e contrariar o crescimento acelerado da receita, no entanto, sem deixar de atender aos interesses das autarquias locais. Não menos importante é a reforma em sede de IRS. Neste caso, trata-se de manter a estabilidade da receita fiscal, tendo como objectivo redistribuir as deduções e benefícios fiscais, num modelo progressivo em favor das classes médias. Há o compromisso de reduzir os prazos de reembolso do IVA e melhorar o regime de prestação de garantias, o que passará pela criação de um novo regime para os pequenos contribuintes. E, contrariando o grupo de trabalho sobre fiscalidade, é intenção do novo Executivo alterar o regime do IVA sobre o ISV na tributação automóvel. Também é referida a necessidade de aproximar o regime da tributação das maisvalias mobiliárias ao praticado na generalidade dos países da OCDE. Outra estratégia passa por incrementar e apoiar o cumprimento voluntário das obrigações fiscais, por exemplo, através da introdução de um meio de pagamento simplificado para serviços ao domicílio que permita o tratamento fiscal e contributivo da transacção de forma automática. Além disso, é novamente referida a intenção de criar condições para uma justiça tributária mais rápida, com criação de soluções précontenciosas eficazes para resolução de conflitos. Combate à fraude e à evasão fiscais O combate à fraude e à evasão fiscais é tido como uma outra prioridade deste Governo. Refere o programa a este propósito: Serão utilizados os instrumentos legais disponíveis, incluindo as possibilidades e condições de derrogação do sigilo bancário e do sigilo fiscal. Será promovido o incremento dos meios informáticos e a melhoria dos sistemas de informação tributários, bem como o cruzamento de informações e os sistemas de troca de informação com administrações fiscais estrangeiras, a par da intensificação da capacidade de fiscalização e cobrança. Entretanto, no âmbito da qualidade da despesa pública, o Governo pretende garantir a consolidação da cultura de avaliação do desempenho dos serviços de dirigentes e trabalhadores. Pelo que é assumida a gestão por objectivos e a necessidade de mecanismos de diferenciação, num quadro de uma maior autonomia e responsabilização dos dirigentes na gestão dos seus organismos. Vai manter-se o princípio da contratação de um funcionário por cada dois que saem e a aposta na formação e valorização dos recursos humanos, sem deixar de se prosseguir uma estratégia de racionalização dos efectivos. A precariedade continuará a ser uma preocupação, pelo que é objectivo acabar com o sistema dos recibos verdes na função pública. Ainda neste contexto, outros aspectos importantes passam pela redução do parque de veículos do Estado e a substituição por frotas ecologicamente avançadas. O objectivo é uma poupança anual de 20 milhões de euros nos próximos quatro anos. Continuará ainda a reestruturação das empresas públicas e a prossecução da convergência entre sistemas de protecção social dos sectores público e privado. 6 - Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

7 Fiscalidade LEGISLAÇÃO Aumentos incidem sobre trabalhadores e empregadores Código Contributivo agrava contribuições para a Segurança Social O novo Código Contributivo continua a suscitar polémica. As críticas sucedem-se e parece haver consenso junto dos fiscalistas e especialistas de outras áreas. Bruno Mestre, durante um seminário promovido pela Mercer e pela PLMJ, defendeu que o alargamento da base de incidência vai aumentar consideravelmente o montante das contribuições para a Segurança Social, penalizando tanto o trabalhador como o empregador. Os trabalhadores independentes também são fortemente penalizados, o mesmo sucedendo com as entidades contratantes. A penalização dos contratos a termo suscita fortes críticas por parte daquele especialista em Direito do Trabalho. É que o regime do Código do Trabalho já regulava satisfatoriamente o regime e prevenia abusos. A penalização dos contratos a termo vai desencorajar a criação de emprego e incentivar o uso de formas atípicas de emprego (recibos verdes, trabalho temporário). Quanto à promoção das políticas activas de emprego, as medidas aparentam ser insuficientes, face às dificuldades que afectam a generalidade dos trabalhadores e das empresas. No que se refere aos trabalhadores subordinados, verifica-se a ampliação da base de incidência e a aproximação à incidência para efeitos de IRS. Passam a estar incluídos, por exemplo, abonos para falhas, acordos de revogação do contrato se houver direito a subsídio de desemprego ou despesas de utilização de viatura própria que gere encargos para o empregador. Tudo o que o código qualificar como retribuição passa a integrar a base de incidência. Verifica-se a exclusão de importantes parcelas remuneratórias, como subsídios para compensação de encargos familiares e valores atribuídos a título de complemento de reforma. Conclui aquele profissional: O próprio Código Contributivo proporciona uma margem de manobra na determinação de base de incidência ao incluir algumas parcelas remuneratórias, mas excluindo outras. Pelo que é possível fazer engenharia remuneratória. Presunção de remuneração média mensal No que se refere aos trabalhadores independentes, estes passam a ser enquadrados num escalão indexado ao IAS com fundamento na remuneração real. O método é a presunção de remuneração média mensal, o que se traduz em 70% do valor total dos serviços prestados no ano anterior a dividir por 12 (20% no caso de produção e venda de bens). A entidade contratante passa a ter uma taxa de 5% sobre o valor de cada serviço auferido por um trabalhador independente. O valor resultante terá que ser entregue à Segurança Social a cada três meses. Os trabalhadores independentes ficam ainda enquadrados num regime unitário, com uma taxa única de 24,6%. Pretende-se o favorecimento d acontratação por tempo indeterminado. Verifica-se a redução da taxa contributiva a cargo da entidade patronal em 1% na contratação por tempo indeterminado e é aplicável tanto a contratos novos como a preexistentes. Por sua vez, há uma penalização de 3% na parcela a cargo da entidade patronal, no caso da celebração de contratos a termo e comissão de serviço sem contrato por tempo indeterminado anterior, nem pacto de permanência por tempo indeterminado na empresa no termo da comissão. Finalmente, quem acumular trabalho subordinado com independente para a mesma sociedade ou sociedade do mesmo agrupamento empresarial será equiparado para efeitos de contribuições a um trabalhador subordinado e a taxa incidirá sobre a totalidade das remunerações ilíquidas. Trata-se de um regime fortemente penalizador desta actividade. Haverá taxas mais baixas para trabalhadores com 65 anos de idade e 40 de carreira contributiva que optem por continuar a trabalhar e para órgãos estatutários de pessoas colectivas. Contabilidade & Empresas - Dezembro

8 Fiscalidade CONGRESSO Na opinião do ministro Teixeira dos Santos Administração Pública deixou de ser um problema para as Finanças A Administração Pública já não é um dos dos problemas na área das finanças públicas, mas um sector que tem capacidade para contribuir positivamente para as soluções necessárias à minimização dos efeitos da crise económicofinanceira. Esta a perspectiva transmitida pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, durante o Congresso da Administração Pública. O governante revelou-se satisfeito com as reformas realizadas e tem como prioridade a sua consolidação. A meritocracia, a transparência, as boas práticas e a gestão criteriosa dos recursos que são afectos pelos contribuintes são os desafios e as prioridades máximas, que serão monitorizados e avaliados. O Governo deu orientações à Inspecção-Geral de Finanças no sentido de alocar mais recursos à identificação de eventuais situações que persistam em matéria de recurso ilegal a prestação de serviços, bem como a acção específica para monitorizar as alterações de posicionamento remuneratório por opção gestionária, a atribuição de prémios e a negociação conducente à determinação de posicionamento remuneratório na sequência de procedimento concursal. Considera o ministro que é essencial um esforço de fundamentação e de publicitação das medidas, objectivos delineados e avaliações realizadas, quer a nível político, quer a nível dos serviços, de modo a que seja viável aferir da coerência e oportunidade das medidas e soluções adoptadas. Reconhece ainda que o Estado tem a responsabilidade de promover políticas de emprego público consentâneas com as necessidades da administração. Assim, garante que o Executivo está empenhado em promover, juntamente com a administração no seu todo, um programa anual de cinco mil estágios, alargando as oportunidades para os jovens que, anualmente, procuram entrar no mercado de trabalho. E responsabiliza-se a encontrar formatos e conteúdos de formação que respondam às necessidades e anseios dos trabalhadores. Adianta sobre esta matéria: Pretendemos alinhar a matriz de formação e valorização dos recursos humanos da administração pública com as boas práticas internacionais e a experiência recolhida no sector privado. Finalmente, Teixeira dos Santos diz que quer regulamentar a atribuição de prémios de gestão aos dirigentes que cumpram e ultrapassem os objectivos que lhe são fixados. Essa é uma possibilidade já prevista na lei e que deve agora ser regulamentada. Oportunidade "versus" ameaças Perante este cenário, as conclusões apresentadas por Teixeira dos Santos revelaram-se optimistas. Desde logo, que, na generalidade dos serviços, as reformas estão a ser encaradas como uma oportunidade e não como uma ameaça e que há espaço nas administrações para a iniciativa e para a criatividade. E que é possível fazer grandes coisas com recursos limitados. Além disso, acha que as boas práticas têm um efeito fecundador e multiplicador, pelo que devem ser replicadas. Garante que foram atingidos objectivos importantes nos últimos anos, como uma administração mais amiga e respeitadora 8 - Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

9 Fiscalidade CONGRESSO dos direitos dos cidadãos, mais transparente e competente, bem como melhor gestora dos seus recursos. Importa agora, na sua perspectiva, aprofundar o esforço de dignificação, iniciado com a reforma e agora orientado por três vectores essenciais, designadamente valorização, eficiência e transparência. Desde Novembro passado que existem novas regras de organização do trabalho e aprofundamento do estatuto profissional. O ministro deixou um apelo: Devem juntar-se ao processo os trabalhadores que não estão filiados nas estruturas sindicais signatárias, pelo que devemos agora trabalhar para que este acordo colectivo se lhes estenda. Qualidade das finanças públicas FINANCIAL TIMES DÁ NOTA NEGATIVA A MINISTRO PORTUGUÊS Numa lista de 19 nomes, Teixeira dos Santos classificou-se no 15º lugar dos melhores ministros das Finanças. No ano passado ficou em último lugar. A francesa Christine Lagarde é tida como a melhor ministra, de acordo com a lista do Financial Times. Teixeira dos Santos é visto como um sobrevivente, mas tem contra si o facto de fazer face a uma economia com grandes fraquezas estruturais e défices externos em crescimento acentuado. À responsável francesa é elogiada a sua performance a nível internacional, nomeadamente no que respeita à regulação da banca. Além disso, a França tem mostrado uma resistência invejável face à crise global. A homóloga espanhola aparece na 16ª posição, com o ministro irlandês a surgir no último lugar da lista. O país está à beira de uma catástrofe económica e o ministro das Finanças terá que dar provas de que a situação não se torna incontrolável. Depois da França, os lugares seguintes vão para os responsáveis alemão e belga. A realidade é que, apesar dos sinais de recuperação económica e de estabilização do sistema financeiro, ainda se verifica um clima de incerteza. Relativamente à actual situação económica, Teixeira dos Santos entende que assume especial importância a qualidade das Finanças Públicas. A realidade é que, apesar dos sinais de recuperação económica e de estabilização do sistema financeiro, ainda se verifica um clima de incerteza, pelo que defende a manutenção das medidas de estímulo orçamental e de apoio à economia e ao emprego. Isto em consonância com uma evolução sustentável das finanças públicas, que requerem uma célere correcção dos défices orçamentais e a gradual correcção dos rácios de dívida pública. O que implica melhorias na qualidade das finanças públicas, com um aumento de eficiência e eficácia e a continuação das reformas estruturais, promovendo o potencial de crescimento do país. Para o ministro não existem dúvidas: Este caminho constitui a melhor forma de se evitar um agravamento dos desequilíbrios macroeconómicos e de se encetar a sua correcção. Faz notar que as políticas anti-crise têm um efeito significativo sobre a dinâmica da dívida, demonstrando a importância acrescida de uma política de rigor orçamental. Assim, há que realizar a análise custo-benefício para os principais projectos de investimento, nomeadamente através da avaliação do seu impacto económico e financeiro, incluindo os encargos orçamentais gerados. Programação financeira plurianual Mas existem outras necessidades, decorrentes da actual situação: Importa a coordenação do design e o acompanhamento das parcerias público-privadas e continuar a melhorar o enquadramento orçamental, nomeadamente implementando uma programação financeira plurianual efectiva. Além disso, haverá que promover a continuação do aproveitamento do potencial associado à gestão partilhada de recursos financeiros, patrimoniais e humanos. É ainda chamada a atenção para a necessidade das medidas de curto prazo deverem ser consistentes com os objectivos das reformas estruturais. Naturalmente, avisa Teixeira dos Santos, as questões orçamentais não podem perder de vista as políticas de emprego e protecção social em tempos de crise. Os princípios orientadores já estão definidos, refere o ministro: As medidas devem contribuir para a redução dos custos de ajustamento e acelerar as transições no mercado de trabalho. As medidas de apoio aos mais desfavorecidos reforçam a coesão social, para além de favorecerem a procura agregada, dada a elevada propensão ao consumo destes rendimentos. Ou seja, as políticas públicas devem combater os efeitos económicos e sociais negativos do desemprego. Contabilidade & Empresas - Dezembro

10 Associativismo CNC APOTEC lamenta afastamento da Comissão de Normalização Contabilística A Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade (APOTEC) esteve três décadas integrada na Comissão de Normalização Contabilística (CNC). Os seus responsáveis não entendem quais os motivos que levaram o legislador a afastar algumas entidades daquele organismo, no âmbito da sua reestruturação, quer em termos de constituição, quer ao nível da sua actividade. A situação é tanto mais incómoda quanto esta seria uma altura em que os profissionais deveriam estar ainda mais presentes naquela estrutura, tendo em conta a entrada em vigor para muito em breve do Sistema de Normalização Contabilística (SNC), como faz notar Maria Teresa Neto, vice-presidente da direcção-central da APOTEC. Com o ajustamento à estrutura da Comissão de Normalização Contabilística, a APOTEC e as associações privadas de profissionais deixam de nela estar representadas. No que toca à nossa associação, o trabalho desenvolvido há mais de 30 anos foi ignorado. No entanto, importa notar que, com esta alteração, o Estado não deixa de manter um peso determinante naquela comissão, o que implica uma excessiva dependência relativamente ao poder político. Refere a dirigente associativa sobre esta matéria, com bastante mágoa: A APOTEC integrou a CNC desde o seu início de funcionamento com um membro efectivo e um suplente, os quais desenvolveram um trabalho meritório. Ao longo dos anos foram várias as personalidades que representaram a associação nos respectivos órgãos da CNC, enquanto entidade independente e representativa dos profissionais da contabilidade. Maria Teresa Neto lembra que a APOTEC não se limitou a estar representada, utilizou todos os meios ao seu alcance para divulgar os trabalhos desenvolvidos pela CNC todas as fases do POC, os procedimentos contabilísticos, as directrizes e as normas contabilísticas e, por último, o Sistema de Normalização Contabilística como o nosso jornal, a internet e, sobretudo, as acções de formação que desenvolveu junto dos profissionais. Foi um contributo importante para a melhoria da contabilidade em Portugal. O regime jurídico da discórdia Ora, as coisas mudaram, desde a publicação, em Julho, do decreto-lei que aprova o novo regime jurídico de organização e funcionamento da CNC. De acordo com o seu preâmbulo trata-se de um diploma que tem por objectivo, entre vários outros, a modernização, a simplificação e a flexibilização dos seus processos de actuação. O que serviu de justificação para que fosse reduzido o actual número de membros do conselho geral e da comissão executiva. Considera Maria Teresa Neto que a decisão não é compreensível e se foram apresentadas as merecidas justificações. Certo é que, inadvertidamente, algumas entidades foram afastadas desta importante comissão, a qual tem à sua responsabilidade a transposição das directivas comunitárias. Só que agora sem a associação que representa os profissionais do sector. Manuel Patuleia, presidente da APOTEC, há muito que avisa para uma série de circunstâncias que encara como prejudiciais para a actividade contabilística. Sabendo das movimentações em curso, foi das primeiras vozes a lamentar a possibilidade de a sua associação ser afastada, o que acabou mesmo por suceder. De igual modo, temse insurgido contra a passagem da CTOC a Ordem, considerando que se trata de uma ilegalidade. Mais uma vez, a APOTEC não foi ouvida e as preocupações são crescentes quanto à independência profissional dos técnicos oficiais de contas. Seja como for, os dois dirigentes associativos não deixam de desejar a Domingos Cravo, o novo presidente da CNC, boa sorte, colocando-se ao dispor para colaborarem com a nova entidade sempre que para tal a associação for solicitada Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

11 Sectores CONSTRUÇÃO Poderá representar o golpe de misericórdia para muitas empresas Indústria da construção rejeita novo Código Contributivo A construção é mais um sector que está contra a implementação do novo Código Contributivo, a partir do próximo mês de Janeiro. As empresas que contratem prestações de serviços terão que descontar para a Segurança Social 2,5% sobre 70% do respectivo valor. Como se não bastasse, esta medida tem aplicação progressiva, pelo que a taxa passa para o dobro um ano após a sua entrada em vigor. A Associação das Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) garante que vai combater as medidas preconizadas no novo Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, até porque o sector é particularmente afectado pela nova política. Considera a associação e chama a atenção dos seus associados para o facto que as empresas terão acréscimos acrescidos e significativos nos respectivos custos. Resulta da conjugação das normas do novo diploma relativas aos trabalhadores independentes, com o actualmente disposto no CIRS. O Código Contributivo dispõe que são abrangidos pelo regime dos trabalhadores independentes as pessoas que exerçam actividade profissional por conta própria, geradora de rendimentos a que se reporta o CIRS. Ora, a partir de 2001, o Código deixou de utilizar o conceito de rendimento do trabalho indepen- GOLPE DE MISERICÓRDIA A AECOPS desde o início da discussão do novo diploma que assumiu uma posição contrária a várias das medidas então propostas. Sobretudo por considerar que as mesmas não tinham em consideração as especificidades do sector da construção, bem como o actual cenário de crise económica. Como tal, os responsáveis associativos estão a tentar sensibilizar os novos representantes parlamentares acerca dos graves prejuízos que a aplicação do regime implica para os empresários e, consequentemente, para a já muito débil economia nacional. A associação considera que a oneração do sector com mais este encargo cuja filosofia não tem paralelo em qualquer outro país europeu prefigura o golpe de misericórdia para muitas construtoras, dado que o custo da medida ultrapassará, por certo, o montante da respectiva taxa contributiva. dente, tendo passado a ser utilizado o conceito de rendimentos empresariais e profissionais, que engloba também os rendimentos provenientes de actividades comerciais e industriais, entre as quais se contam a construção civil, as actividades urbanísticas, a exploração de loteamentos. Deste modo, avança aquela associação, constata-se que, salvo raras excepções, ficam abrangidos pelo regime dos trabalhadores independentes do novo código todas as pessoas singulares que exerçam por conta própria qualquer actividade, quer seja profissional, quer seja empresarial (comercial ou industrial). Além disso, explica que acresce que se consideram abrangidas pelo regime dos trabalhadores independentes na qualidade de entidades contratantes as pessoas colectivas e as singulares com actividade empresarial, independentemente da sua natureza e das finalidades que prossigam, que beneficiem da prestação de serviços por trabalhadores independentes. Realidade muito abrangente Neste cenário, as entidades contratantes, que adquiram serviços que tenham sido prestado por pessoas singulares, são consideradas como contribuintes neste regime de segurança social, constituindo-se a obrigação contributiva com a execução da respectiva prestação do serviço. Conclui a AECOPS: O regime dos trabalhadores independentes previsto no novo Código, que define uma base de incidência para a entidade contratante correspondente a 70% do valor de cada serviço prestado e a uma taxa contributiva a seu cargo de 5%, acaba por abranger uma realidade que vai muito para além destes profissionais. Inclui, de facto, todos os prestadores de serviços, designadamente o vasto universo dos empresários em nome individual. Contabilidade & Empresas - Dezembro

12 Análise 8 ª Parte AGOSTINHO COSTA A redução de custos e o uso das novas ferramentas de gestão AGOSTINHO COSTA «Conheço muitos que não puderam, quando deviam, porque não quiseram quando podiam.» François Rabelais Terminamos o último artigo referindo que: Actualmente, com quebras de actividade e grande expectativa sobre os resultados, a pressão sobre os gestores é enorme. A competição global cria pressões tremendas aos gestores. A situação de crise generalizada agrava a situação. As preocupações com a rentabilidade são enormes. Como o nível de influência sobre os preços é reduzida e o lucro é uma questão de sobrevivência, os gestores viram-se para os custos. Então, ao verem quebras acentuadas na rentabilidade, os gestores cortam, muitas vezes, custos indiscriminadamente. Tal situação assemelha-se com aquela em que a dona de casa deitou o bebé fora com a água do banho. Muitas empresas estão a cortar em custos necessários para assegurar competências que são cruciais no futuro da organização, colocando-o assim em causa. Isso é gerir de forma cega. Estas medidas, tomadas de uma forma indiscriminada, podem ter algum efeito, mas só aparente e, na melhor das hipóteses, no curto prazo. Dão a impressão que se pode sair do sufoco, mas podem ser desastrosas a médio ou longo prazo. um gestor que reduz despesas não significa que tenha sido eficaz. Gasta menos, mas não sabe se perdeu oportunidades, e sobretudo, se não reduziu recursos ou competências relevantes para o sucesso da organização no futuro. É fundamental que tenhamos organizações eficientes. Mas isso não se consegue com cortes de custos de forma cega, que possibilitam em determinadas circunstâncias redução de gorduras e noutros redução de músculo, deixando a ilusão de que estamos a ser mais eficientes, apenas porque em termos numerários os custos diminuíram. É mesmo pura ilusão. O que é desejável é que, para um determinado nível de qualidade dum produto ou serviço, os consumos necessários para alcançar esse padrão de qualidade sejam inferiores, pois dessa forma a empresa estará a ser mais competitiva. Só assim poderei falar em aumento de eficiência. Reduzir custos de forma inteligente não significa, portanto, cortes em todas as áreas, mas sim nas áreas em que eles estão ligados a actividades desnecessárias, para os objectivos da organização. É, pois, nesse sentido que surge o método de custeio baseado na actividade ABC. Neste e nos próximos artigos, iremos então falar sobre o sistema de Custeio Baseado em Actividades ABC e sobre a metodologia de gestão ABM Activity Based Management. Estes conceitos e metodologias, conduzem a que a abordagem passe a situar-se nas actividades (aquilo que as pessoas fazem), nos factores de custo associados e nos seus resultados. De acordo com estas metologias, as actividades consomem recursos (pessoal, equipamentos, espaço, comunicações, etc.) e geram resultados que podem/devem ser avaliados e medidos em função do valor que trazem para a organização e para os seus clientes. Existem actividades que acrescentam valor, isto é, contribuem, por exemplo, para a qualidade do produto e para a satisfação do cliente e que podem/ devem ser optimizadas. Todavia, numa organização existem muitas outras actividades que não acrescentam qualquer valor e podem/ devem ser eliminadas (exemplos: revisões, correcções de erros, tempos de espera, alguns controlos de supervisão, etc.). Estas actividades, ao serem eliminadas, permitem que se eliminem os custos associados às mesmas, sem qualquer prejuízo para a organização. Mas tenhamos presente que o facto de estas actividades serem eliminadas, não significa necessariamente, despedimentos, pois os recursos humanos que então ficam disponíveis podem/devem ser mudados de actividades de pouco valor acrescentado para outras de maior valor acrescentado. Por exemplo: Mudar recursos de actividades de revisão, análise e controlo para actividades de relacionamento com clientes ou ligadas à qualidade e inovação dos produtos. Quando compreendemos de forma clara o método ABC custeio baseado nas actividades, parece-nos sem qualquer dúvida que será a metodologia mais adequada que possibilitará uma informação fundamental para uma boa gestão do custo dos produtos e/ou serviços. Todavia, ainda hoje, em muitas organizações, são utilizados sistemas de custeio que não auxiliam em nada a melhoria da gestão dessas empresa, bem pelo contrário. A evolução dos sistemas de custeio Vamos então muito rápidamente sintetizar a evolução dos sistemas de custeio, para, em seguida, aprofundar um pouco mais as ideias essenciais sobre o sistema de custeio ABC. A necessidade de registar as informações sobre as transações comerciais remonta às antigas civilizações. Nessa altura, os registos eram então gravados 12 - Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

13 Análise AGOSTINHO COSTA em blocos de pedra. Com o tempo, o sistema de registos foi aperfeiçoado. Mas, até a Revolução Industrial, quase só existia a Contabilidade Geral, que estava preparada basicamente para dar resposta às necessidades das empresas comerciais. Com o aparecimento das indústrias surgiu a necessidade de avaliar stocks de produtos em curso de fabrico e produtos acabados. Dessa forma, para se obter com maior rigor o apuramento de resultados, em cada período, a contabilidade tradicional procedeu a uma adaptação de técnicas, pois não estava preparada, inicialmente, para dar informação sobre o valor deste tipo de stocks. Surge, assim, a contabilidade de custos industrial. Com a contabilidade de custos, aparecem os sistemas de custeio, que são os métodos de apropriação de custos. Os métodos são basicamente dois: - o custeio por absorção ou total (é o método tradicional); - o custeio directo ou variável. O sistema de custeio total ou por absorção é um método de custeio que afecta os custos directos e indirectos aos produtos. Considera os custos administrativos, comerciais e os financeiros, como custos do período. A repartição dos Custos Indirectos de Produção é feita pela utilização de diferentes critérios, subjectivos, o que proporciona resultados que podem levar a custos totais também diferentes para cada produto, de acordo com os critérios de repartição utilizados. O sistema de custeio por absorção, que surgiu para atender às necessidades das empresas a fim de avaliar os stocks de produtos em curso e de produtos acabados (para elaboração de demonstrações fiscais e financeiras) é o adoptado pela contabilidade geral e o único aceite pelo fisco. No entanto, tem as suas limitações para efeito de decisão de Gestão. A principal crítica ao método do custeio total reside nos critérios de repartição dos custos indirectos. São critérios subjectivos, que podem originar distorções no apuramento dos custos dos produtos. Surge, então, o sistema de custeio directo ou variável. O sistema de custeio directo ou variável trata os CIP fixos como custos do período e não como custos do produto. Por este método, são considerados custos dos produtos apenas os custos variáveis. Este sistema traz informações importantes, como a Margem de Contribuição (diferença entre proveito e custo variável). Este conceito mostra de forma simples, sem qualquer questão de subjectividade, a potencialidade de cada produto, mostrando como cada um contribui para, em primeiro lugar, amortizar os gastos fixos e depois, formar o lucro. A utilização da margem de contribuição é importante na tomada de decisões sobre o mix de produtos a serem produzidos. Indica-nos qual o mix de produtos que maior margem de contribuição proporciona à organização e, dessa forma, que mais rapidamente amortiza os custos fixos. É também de grande utilidade para nos informar qual o preço mínimo a ser utilizado, por forma a poder rentabilizar a capacidade ociosa da empresa e proporcionar-se dessa forma um acréscimo da rentabilidade. O sistema de custeio variável proporciona ainda outras informações importantes, como, por exemplo: - O cálculo do Ponto crítico ( break even ); - A Margem de Segurança; - O efeito Alavanca Operacional. O Ponto Crítico ( break even ) indica o nível mínimo de actividade com que empresa deve operar para não ter prejuízo. É o chamado ponto de equilíbrio contabilístico. No ponto de equilíbrio contabilístico, os resultados operacionais, são iguais a zero. Poderemos ainda falar em duas outras noções de Ponto crítico. São elas as seguintes: 1. Ponto de equilíbrio económico - quando também é considerada a recuperação do capital investido; 2. Ponto de equilíbrio financeiro - quando é deduzida a depreciação contida nos custos fixos e somada a amortização das dívidas. A Margem de Segurança indica o quanto a empresa pode ter de redução do seu volume de negócios sem entrar na faixa de prejuízo. A Alavanca Operacional indica quantas vezes o lucro aumenta com o aumento da actividade. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência Segundo Porter, a base da vantagem competitiva está no baixo custo e na diferenciação. No actual cenário de competição global elevada e crescente, a necessidade de modernização das organizações, para enfrentar a concorrência, fez com que estas se preocupassem com a melhoria dos seus produtos/serviços e processos, e, simultaneamente com a melhoria dos sistemas de informação de custos. Surgiram, em muitos sectores de actividade, grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. O conhecimento exacto dos custos dos produtos e o seu perfeito controlo tornaram-se importantíssimos. A implementação de novas ideias em gestão de custos e os trabalhos desenvolvidos por Johnson e Kaplan, sobre a relevância da análise de custos nas empresa, tornaram-se a base para o desenvolvimento das técnicas contabilísticas conhecidas como ABC (custeio baseado em actividades). O Sistema de Custeio ABC e o ABM O custeio baseado em actividades (ABC - Activity Based Costing) é uma metodologia que surgiu como instrumento da análise estratégica de custos, relacionados com as actividades que têm mais impacto no consumo de recursos de uma empresa. A metodologia do custeio baseado em actividades parte do princípio de que todos os custos incorridos numa empresa acontecem na execução de actividades. A execução de tais actividades é que determina o consumo dos recursos da empresa, e, portanto, dos custos de produção. Partindo desse pressuposto, são, actividades que devem estar sob cuidadosa observação e análise. Ao assinalar as causas que levam ao aparecimento dos custos, o ABC permite aos gestores uma actuação mais selectiva e eficaz sobre o comportamento dos custos da organização. (Continua no próximo número) Contabilidade & Empresas - Dezembro

14 Informática na Contabilidade DIVERSOS Aplicações empresariais móveis condicionam produtividade do teletrabalho De acordo com as conclusões de inquérito elaborado pela Harris Interactive, a produtividade de um colaborador, fora do seu local de trabalho, é prejudicada pelas dificuldades de aceder de forma eficiente a software ou ficheiros profissionais remotamente. O inquérito concluiu também que os colaboradores trabalhariam fora do escritório mais frequentemente se os seus ficheiros e software pudessem ser carregados mais rapidamente. De salientar que cada vez mais o acesso remoto ao trabalho se impõe como ferramenta essencial num desempenho mais produtivo, num esforço para aproveitar horários de trabalho flexíveis e para um melhor contacto com os clientes no terreno. Por outro lado, numa altura em que o teletrabalho é a solução apontada nos planos de contingência da Gripe H1N1, este estudo vem demonstrar que esta medida só será efectivamente eficaz se acompanhada de ferramentas de software mais rápidas e eficientes. Adicionalmente, entre os colaboradores que já acederam a software ou ficheiros profissionais a partir de um local remoto, 29% fazem-no pelo menos 5 vezes por semana, enquanto 33% afirmam que aceder a software ou ficheiros profissionais remotamente afecta a sua produtividade negativamente. De acordo com a Riverbed, o rápido acesso remoto a ficheiros constitui um desafio crescente para as empresas. As empresas estão cada vez mais a consolidar os seus centros de dados numa localização central, enquanto que os colaboradores estão cada vez mais distribuídos geograficamente e a trabalhar a partir de computadores portáteis. Este facto aumenta a distância entre os colaboradores e os ficheiros e o software de que precisam para realizarem o seu trabalho, o que pode prejudicar a produtividade. Microsoft anuncia próxima geração do Dynamics CRM A próxima versão do Microsoft Dynamics CRM incluirá software e serviços e, segundo a empresa de Redmond, vem reforçar o poder de escolha disponibilizado aos clientes e parceiros quer nas suas instalações (on-premise) ou em modo on-demand. A versão de pré-lançamento já foi disponibilizada a um número limitado de parceiros Microsoft através do programa Community Technology Preview (CTP). O programa terá várias fases e onde serão acrescentados mais parceiros em cada uma das fases. Durante o primeiro trimestre de 2010, o CTP oferecerá acesso à versão de prélançamento aos parceiros em todo o mundo através do serviço CRM Online em funcionamento em centros de dados na América do Norte e nas regiões EMEA e Ásia/ Pacífico. Para o terceiro trimestre de 2010, está previsto um programa de acesso antecipado mundial para clientes, com disponibilidade através de software on-premise, versões alojadas por parceiros e CRM Online. A próxima versão estará comercialmente disponível aos clientes em todo o mundo como um serviço pronto para a produção através do CRM Online no quarto trimestre de Xerox lança novo serviço de digitalização e arquivo electrónico A Xerox Portugal lançou no mercado solução Paper- Less Box, um serviço de digitalização e arquivo electrónico desenvolvido para pequenas e médias empresas. O novo produto é uma solução web-based baseada em software e serviços, que centraliza o processamento de documentos sem as complicações de instalações software e hardware, das soluções tradicionais mais complexas. A par disto e como mais-valia evidente, não existe investimento inicial, estando o delivery da solução baseada num volume de documentos processados mensalmente e uma taxa fixa que o cliente paga em igual período, durante o tempo de duração do contrato (12, 24 ou 36 meses), explicou a empresa em comunicado de imprensa. O ponto central é, para a Xerox, dar flexibilidade, pois, não obstante a existência de uma baseline fixa de documentos mensal, é possível ao cliente agregar excedentes sem necessidade de renegociação ou acertos no contrato. Uma das modalidades desta solução assenta na infra-estrutura de MFD, já disponível nos clientes, procedendo a Xerox à integração dos serviços pós-digitalização, acrescentando, assim, valor aos documentos e libertando os clientes dos processos morosos e de custos indirectos difíceis de contabilizar e medir Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

15 Informática na Contabilidade ESTRATÉGIA Área de Business Intelligence é mais crítica do que nunca A IBM Cognos defende que o Business Intelligence (BI) está mais crítico do que nunca. A empresa explana que as empresas, governos e consumidores têm sentido nos últimos meses como a incerteza se tem apoderado da economía, para além de que os salários baixaram e as ajudas para o desemprego dispararam. O sector da construção está a enfrentar um forte reajuste e as entidades bancárias mantêm a restrição do crédito a empresas e particulares. E, como consequência, o aumento dos preços energéticos teve um impacto significativo em praticamente todos os sectores económicos, relembra num alerta feito aos meios de comunicação social. Nesta situação, a empresa asume ser natural que as empresas desejem reduzir o gasto e os investimentos, mantendo uma postura cautelosa. Contudo, convém não esquecer que esta conjuntura económica pode oferecer novas oportunidades para empresas que queiram investir nas suas infra-estruturas e apostem em estratégias sustentáveis de negócio, ajustadas e competitivas. Este tipo de situações fomentam uma evolução no sector tecnológico visto que força os governos e as empresas a apostar na eficiência e a encontrar ou inventar novas solucões face aos problemas de negócio. Assim, a Inteligência de Negócio ou Business Intelligence (BI) surge no mundo empresarial como uma ferramenta para, defende a IBM Cognos, aumentar o controlo sobre a informação em tempo real e poder reagir às mudanças. uma das maiores oportunidades será o investimento em ferramentas de TI realizado pelas companhias e governos, já que são as ferramentas tecnológicas as que ajudam as empresas a ser mais ágeis e competitivas. Mas o observável é exactamente o contrário, sendo as TI as que primeiro sofrem os cortes em períodos de dificuldades económicas. Os pontos chave, para muitos CIO, são o Business Intelligence (BI) e Performance Management (PM) gestão de rendimento. Para os mais experientes, diz a IBM Cognos, o BI inclui aquelas tecnologias que permitem agregar, filtrar, analisar e navegar pela informação relacionada com os temas de negócio e processos, com o objetivo de tomar melhores decisões de negócio e de forma mais rápida. Normalmente, isto inclui uma rigorosa planificação empresarial, reporting, análise e tabelas de resultados. Com o BI, as empresas podem identificar tendências e empreender atempadamente as acções para resolver problemas, capitalizar as oportunidades e mitigar/prevenir as ameaças. Por outras palavras, ajuda as empresas e administrações e converter a adversidade em vantagem. Divisão de Integração da Information Builders iway Software disponibiliza serviço gratuito para avaliar a qualidade dos dados das empresas A iway Software, divisão de soluções de integração da Information Builders, anunciou a disponibilização ao mercado do Data-Quality Challenge, um serviço que permite às empresas avaliar a qualidade dos seus activos de dados. Este serviço, gratuito, funciona através de três opções: envio do extracto detalhado dos dados da empresa, ferramentas de análise de dados e gestão de qualidade para analisar a integridade dos mesmos e, por último, solicitação dos consultores da iway para que estes acedam ao site corporativo e analisem e tracem o perfil de amostras aleatórias da informação corporativa. Para poder aceder ao serviço de avaliação da qualidade de informação da iway, os ficheiros de amostras de dados devem ter um mínimo de mil registos e máximo de 100 mil, em formato Excell ou CSV, nos quais devem constar dados detalhados ou de transacção, sem fórmulas de resumo ou agregações e em que os ficheiros não podem incluir mais de 15 campos de dados. Segundo José María Garcia-Soto, vice-presidente da Information Builders para Portugal, Espanha e México, com o Data-Quality Challenge, as empresas poderão ter acesso a uma visão total da viabilidade da informação da qual dependem para conduzir a performance do seu negócio, compreendendo melhor onde se encontram as maiores ameaças e a extensão dos danos que podem causar se não forem corrigidas e colmatadas. Contabilidade & Empresas - Dezembro

16 Informática na Contabilidade SEGURANÇA Através do Programa Custo x Página OKI ajuda empresas a poupar até 40% Desde a implementação no mercado, em Junho de 2009, a empresa garante que Plano BUY&Print regista um crescimento mensal na ordem dos 20%. A OKI, empresa especializada em soluções profissionais de impressão, anunciou os resultados dos primeiros quatro meses de implementação do Programa Custo por Página da marca, direccionado a pequenas e médias empresas e profissionais liberais, com cerca de 100 contratos assinados. O Programa Custo x Página da OKI, destaca-se pelo Plano Buy&Print, através do qual o cliente só paga o que imprime, sem se preocupar com os consumíveis ou a assistência técnica do equipamento. Com cerca de 100 contratos assinados desde Junho de 2009, a empresa explica que o plano é uma solução baseada em quatro conceitos chave: simplicidade, flexibilidade, mensurabilidade e liberdade do cliente para o seu core business. A sublinhar o sucesso desta solução está o mais recente contrato fechado com a empresa unilabs. De acordo com o responsável Marco Pinto, IT Support da unilabs, com o aumento do nosso parque de impressão, sentimos cada vez mais a necessidade de proceder à sua uniformização e gestão centralizada, de modo a conseguirmos um melhor controlo sobre custos e equipamentos instalados. Recorremos à OKI para nos ajudar nessa tarefa e rapidamente obtivemos resultados visíveis, como o maior equilíbrio entre os custos e a produtividade, a gestão de custos ao nível do utilizador/equipamento, mais tempo do pessoal de TI para outras tarefas e, consequentemente, utilizadores finais mais satisfeitos, gestão e manutenção centralizada do parque e, igualmente importante, a contribuição para a sustentabilidade da empresa. O modelo de gestão Custo x Página apresenta muitas vantagens em relação a outros mais tradicionais para toda a cadeia de agentes envolvidos, defende a OKI. Por um lado, dizem, é uma ferramenta muito rentável que permite ao cliente controlar o seu orçamento de impressão. Por outro lado, permite ao canal de distribuição e revenda oferecer um serviço ajustado às necessidades dos clientes, o que reforça a sua fidelização, e uma fórmula de venda segura, rápida e sem riscos, baseada unicamente na utilização do equipamento. O sucesso do nosso programa Custo por Página excede as nossas expectativas, dado o período do ano em que foi lançado. Enche- -nos de orgulho, não só pela forma como os clientes aderiram a esta fórmula inovadora, mas também pela forma como o nosso canal de distribuição o conseguiu adoptar, adianta Carlos Sousa, director-geral adjunto da OKI em Portugal. E acrescenta: As condicionantes com que as empresas se depararam no último ano levaram-nas a uma mudança de atitude, que acreditamos permanecer: a análise permanente de custos e a rentabilização máxima dos investimentos para um real retorno dos mesmos e enfoque no seu core business Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

17 Contabilidade SNC De acordo com Joaquim da Cunha Guimarães SNC representa responsabilidades acrescidas para os TOC A principal novidade do Sistema de Normalização Contabilística relativamente ao modelo contabilístico do actual POC é o reforço das responsabilidades do técnico oficial de contas no que respeita ao aumento da sua intervenção e tomada de decisão, designadamente no que se refere às políticas contabilísticas das empresas e à mensuração dos factos patrimoniais. Esta a opinião manifestada por Joaquim da Cunha Guimarães, revisor e técnico oficial de contas, em trabalho publicado na revista TOC, em que também aponta o facto de o justo valor ser alvo de uma utilização indevida. Quanto ao SNC, defende que há um maior apelo aos aspectos teórico-conceptuais e respectiva interpretação pelo profissional. O que aumenta os juízos de valor e, consequentemente, a subjectividade. Este aspecto está integrado no sistema, quando se refere que o mesmo se baseia mais em princípios (ou conceitos) do que em regras. Lembra que, nos termos do actual Estatuto, o TOC tem funções e responsabilidades na regularidade técnica nas áreas contabilística e fiscal, as quais são assumidas pela assinatura, em conjunto com o representante legal da entidade, das demonstrações financeiras e das declarações fiscais. Acresce ainda que se prevê um conjunto de regras de controlo de aplicação das normas, o designado enforcement, ao qual está associada a aplicação de coimas, que incidem sobre as entidades sujeitas ao SNC, no âmbito da legislação que aprovou o SNC, explica Joaquim da Cunha Guimarães. Neste contexto, dado que o TOC é o responsável pela regularidade técnica e contabilística e considerando que essas normas sancionatórias se referem ao incumprimento de factos contabilísticos coloca-se a questão se o profissional não responderá subsidiariamente pelas entidades. Ou seja, tendo em conta o exemplo da reversão fiscal prevista na Lei Geral Tributária, levanta-se a questão se poderá invocar a existência de reversão contabilística. Para Joaquim da Cunha Guimarães, esta é uma situação que importa ser urgentemente esclarecida por parte da Comissão de Normalização Contabilística. Este profissional rejeita que o SNC represente uma revolução contabilística, tratando-se antes de uma evolução. O sistema constitui uma alteração significativa, apenas, relativamente ao modelo POC. Em particular no que tange à melhoria dos aspectos técnico-conceptuais, em particular a estrutura conceptual e as normas contabilísticas e de relato financeiro. Mas lembra que essas normas, compreendidas no SNC, resultam da adaptação e não adopção das NIC e NIRF, sendo que as primeiras já estavam a ser adaptadas no modelo POC, através das directrizes contabilísticas. Aliás, importa relembrar que Portugal foi considerado um dos países que melhor efectuaram essa convergência. Justo valor continua a gerar polémica O justo valor tem sido uma das matérias que mais polémicas têm gerado, quer no âmbito das normas internacionais de contabilidade e das normas internacionais de relato financeiro quer no âmbito do SNC. Naturalmente, com a crise financeira, a discussão sobre o assunto acentuou-se. Joaquim da Cunha Guimarães lembra que chega mesmo a ser apontado como o critério de mensuração responsável pela criatividade contabilística, que provocou tal descalabro da economia mundial. Considera que o problema não é do justo valor, enquanto critério de mensuração, mas sim da sua utilização indevida. O justo valor já está consagrado no modelo POC e o mesmo tem registado uma aplicação prática reduzida, sendo o caso mais conhecido o das reavaliações ou revalorizações no SNC, livres dos activos corpóreos. Ora, na opinião de Joaquim da Cunha Guimarães, o SNC alarga a aplicação do justo valor, mas continuará a ter uma aplicação reduzida, especialmente nas empresas de menores dimensões. Aliás, o justo valor não é aplicável às empresas que se encontrem em condições de optar pela norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades. O justo valor tem restrições estruturais, não só quanto ao seu cálculo e cumprimento da característica da fiabilidade, exigindo-se a existência de mercado regulamentado, mas também quanto às limitações à distribuição dos ganhos potenciais incluídos nos resultados e nos capitais próprios. Tais incrementos apenas podem ser distribuídos na medida da sua realização, através do abate, inutilização ou abate e pelo uso, através da depreciação, conclui Joaquim da Cunha Guimarães. Contabilidade & Empresas - Dezembro

18 Contabilidade ORDEM Na perspectiva de Domingues de Azevedo Passagem da Câmara a Ordem não foi entendida por alguns profissionais A passagem da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas a Ordem acabou por se rodear de muita polémica. Domingues de Azevedo considera que houve comportamentos que revelaram que alguns profissionais não compreenderam o que estava em jogo. Foram defendidas posições contrárias à profissão, como a estrutura societária das sociedades comerciais de contabilidade e da estrutura da sua gerência. Na óptica do presidente da CTOC, o Conselho Nacional das Ordens Profissionais não esteve à altura das suas responsabilidades. A intransigente defesa que foi feita relativamente à sujeição à Lei 6/2008 mostrou que os críticos não compreenderam que os profissionais só tinham a perder se ficassem sujeitos à disciplina daquele normativo. Domingues de Azevedo faz também notar que a passagem a Ordem teve algumas características específicas. Faz uma forte crítica ao papel desempenhado pelo Conselho Nacional das Ordens Profissionais: Não esteve à altura das suas responsabilidades enquanto entidade agregadora e dinamizadora das profissões de interesse pública, dificultando um percurso de mérito reconhecido. Por outro lado, acha que a questão de fundo do que se passou na Assembleia da República tem uma origem mais remota e que assenta sobretudo na dificuldade histórica que alguns partidos políticos têm em lidar com a profissão de técnico oficial de contas e na concepção menorizada que dela têm, cujo apogeu se materializa na vergonhosa Lei 27/98. É ainda de opinião que o próprio contexto politico condicionou a discussão, para além que o deputado-relator nunca percebeu o que é que estava em causa e deixouse embrulhar por pareceres técnicos, na sua opinião deficientemente elaborados. Refere ainda sobre a matéria: Outra questão que baralhou a discussão da proposta foi o facto de ser a primeira que confrontava situações nunca vividas, após a publicação da Lei 6/2008, sendo prova mais que evidente o teor do relatório da comissão especializada que invoca razões completamente contrárias à lei ou dúvidas que a proposta não suscitava, como eram os casos da incidência dessa lei ou até a questão complementar da Segurança Social. A Contabilidade para os contabilistas Domingues de Azevedo considera que as alterações introduzidas no Estatuto vão devolver a contabilidade aos contabilistas. Daí se ter sugerido que a maioria do capital das sociedades fosse detida por um TOC e que as gerências fossem também, maioritariamente, exercidas por estes. Mas o legislador não entendeu desta forma, tendo-se criado a figura do responsável técnico. Não foi a solução ideal, mas deu-se um enorme passo na criação de situações de maior igualdade entre os TOC no exercício da profissão. Perante todo este cenário, o responsável máximo da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas assume que foi dado um passo muito importante para vencer a batalha da credibilidade, afirmando-se como uma classe emergente e cada vez com mais maturidade, sendo que a mesma não pode ser ignorada pelo poder político. Domingues de Azevedo rejeita confirmar se será candidato ao cargo de bastonário nas eleições de Fevereiro ou Março, mas quer que os TOC sejam esclarecidos como funcionam as novas vertentes do Estatuto e as alterações introduzidas. No âmbito do apoio social aos membros, diz que vai haver novidades em breve no que respeita ao projecto Casa do TOC e garante que o fundo de pensões está a recuperar, pelo que apela aos membros para retornarem às entregas Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

19 Coluna do Técnico de Contas O FANTASMA DE JOSÉ SÓCRATES O Governo presidido de novo pelo engenheiro José Sócrates é um governo de maioria relativa e, ao contrário do que possa parecer, tem condições objectivas para cumprir o seu contrato eleitoral de 4 anos. Nestes primeiros passos para viabilização de medidas controversas do Governo passado, é isso que parece sobressair vide o mais que provável acordo entre PS e PSD sobre a avaliação de professores, deixando cair a figura da suspensão, verdadeiro patinho feio para o Governo anterior, pelo que sendo importante retira-se a palavra suspensão, porém suspende-se tudo na mesma Quer dizer com maleabilidade, golpe de rins e alguma falta de coerência táctica, se este governo quiser, levará a carta a Garcia. Manuel Benavente rodrigues TOC Assim o queira, mais do que assim o possa. E outros assuntos quentes vão aparecer e serão resolvidos de forma semelhante. Veja-se o caso do Código Contributivo. Não parece ter grandes condições para ser posto em vigor no próximo dia 1 de Janeiro, dada a oposição generalizada que se verifica pelo país fora, seja na Assembleia da República, seja no país quotidiano. E quer-me parecer que alguma solução a bem ou a mal será encontrada. Porque penso que é ainda demasiado cedo para que José Sócrates abandone a imagem do doutor bem educado para passar a engenheiro mal encarado. Também a célebre discórdia do TGV irá ter uma solução no médio prazo, até para não se alienarem as comparticipações de Bruxelas, pondo-se o PS e o PSD, decerto, de acordo, pois, como dizia o distinto estudante de medicina Vasco Leitão na nossa Canção de Lisboa andamos todos ao mesmo. E fazendo aqui um pequeno parêntesis, em relação a estes megaprojectos de longuíssimo prazo que sucessivos governos assumem muito para além da legislatura em que foram investidos, na ingénua suspeição de sua preclaridade, sejam eles sobre a saúde, a educação, os transportes, as finanças, a justiça, diga-se que só se actua assim à revelia do país, por ignorância das mais elementares regras democráticas, por inconsciência das elites alienadas de um país periférico como o nosso e pelo oportunismo mais tacanho de arregimentação de votos futuros. Em mundos mais civilizados que o nosso, há comissões para tecnicamente serem tratados esses importantes assuntos, comissões obviamente nomeadas pelos parlamentos e pelas tendências que reflectem, porém tendências descentralizadas e sem eufeudamentos ao senhor que no momento está em Lisboa, em S. Bento, a habitar a casa de primeiro-ministro. Isto levar-nos-ia longe, muito longe para lamentar o nacional-porreirismo, a panelinha, o seguidismo, para onde a estrutura partidária criada após a revolução de 1974 nos está a conduzir. Mas adiante que eu quero ficar apenas pelo novo Governo liderado pelo engenheiro José Sócrates. Ora, pelo que deixo escrito, à primeira vista se vê que este governo poderia durar muitos e bons anos. Porém, a vida que lhe assiste é presidida por alguém que imita a sua própria maneira de fazer política e que, independentemente das louváveis tácticas que utilizar para sobreviver seja a que preço for, vai pagar algum preço pelo que já fez e e pelo que for fazer. O engenheiro Sócrates, para seu benefício pessoal, e para prejuízo do país, não vai chegar ao fim da legislatura, porque isso seria o seu harakiri puro e simples. O engenheiro Sócrates vai prosseguir no paciente papel de doutor educado o que fará ele ao fumo que devia deitar pelas orelhas mais as chispas que devia expelir pelos olhos?, e vai-se deixar crucificar na sua simulação dialogante, chispando então como é preciso, para depois ter a esperança em renascer como Fénix das cinzas. Porém, porque títere no espaço que ocupa, tanto mal lhe causa fazer a vontade dos outros como não fazer, apenas pode ganhar mais ou menos tempo. Com o devido respeito, quando vejo a sua tropa de choque nuclear tomar a palavra procurando manter coerente a trama da rede governamental do seu chefe, vejo-os sempre com um esgar de esforço, de quem foi obrigado a beber litros de óleo de fígado de bacalhau. Porque a mim me parece que o timing político de alguns destes homens se esgotou e se fazia sentido, era no governo anterior. Lembram-se decerto do Quincas Berro d Água do Jorge Amado, que, já morto e bem morto, frequentava todas as espeluncas, amigos, copos e mulheres a que estava habituado, sem ainda estar morto para os outros Em resumo é o que está a acontecer ao nosso primeiro-ministro, que, sendo um fantasma de si próprio, adia o inadiável. Fala, mexe-se, até se queixa das escutas, e consegue mesmo às vezes pôr um ar afectuoso, mas foi ele que abriu e beneficiou da sua caixa de Pandora. É verdade que polarizam em si acusações de toda a espécie, mas a truculência com que o atacam é a truculência com que agrediu os outros. Tendo sete foles como os gatos, vai dar um trabalhão a muita gente, mas tantos dardos lhe assestam que algum lhe vai acertar. A sua existência política, hoje, é um mera imitação da vida. E por cada dia que passa, o seu personagem cada vez precisa mais de um autor. Os motores do Partido Socialista, em tempos próximos, vão começar a aquecer, desconheço se a tempo. Porque não é só o PSD que anda aos papéis com as suas elites; o Partido Socialista também vegeta em alguma mediocridade disfarçada na unanimidade hipócrita do socratismo por onde andam António Vitorino, João Cravinho, Medeiros Ferreira por exemplo? A autenticidade de todo o aparelho político-partidário até poderia não ter ocasionado o gozo de uma maioria absoluta, mas hoje o país não teria também a sensação de que o rei vai mesmo nu Contabilidade & Empresas - Dezembro

20 Consultório E xistem muitas alterações no preenchimento da nova declaração periódica do IVA? A Administração Fiscal divulgou o Ofício n.º 30112, de , da Dir. de Serviços do IVA, da DGCI para esclarecer eventuais dúvidas que pudessem surgir no preenchimento da nova declaração periódica do IVA, tendo em conta as alterações legislativas entretanto realizadas. Assim: Tendo presente a realidade emergente das novas regras de inversão do sujeito passivo, de reembolso do imposto regulado no Despacho Normativo n.º 53/2005, de 15 de Dezembro (alterado e republicado pelo Despacho Normativo n.º 23/2009, de 17 de Junho) e da localização das prestações de serviços de carácter comunitário decorrentes da transposição da legislação comunitária designada por Pacote IVA, transpostas pelo Decreto-Lei n.º 186/2009, de 12 de Agosto, houve necessidade de ajustar o modelo de declaração periódica de IVA, a que se refere a alínea c) do n.º 1 do art. 29.º do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA). O novo modelo de declaração periódica do IVA e respectivas instruções de preenchimento foi aprovado pela Portaria n.º 988/2009, publicada em Diário da República, Iª série, n.º 173, de 7 de Setembro de As alterações introduzidas ditam a necessidade das presentes instruções. I Âmbito de aplicação 1. A nova declaração é construída na óptica de preservar a simplicidade que sempre a caracterizou, norteando os critérios adoptados para a necessidade de evidenciar três objectivos identificados: - Apuramento do imposto no período de tributação; - Apuramento do volume de negócios para efeitos de aplicação dos prazos a que se refere o artigo 41.º do CIVA; - Apuramento da percentagem a que se refere o número 5 do Despacho Normativo n.º 53/2005, de 15 de Dezembro. 2. Neste contexto, realça-se, de entre os ajustes efectuados, a separação dos montantes das aquisições intracomunitárias de bens no Quadro 06, com e sem imposto liquidado pelo sujeito passivo, por desdobramento do anterior campo 10 nos novos campos 12, 14 e 15, fazendo coincidir o valor do imposto declarado no campo 13 com a base tributável no campo 12. São criados dois campos, com os números 16 e 17, destinados a evidenciar as bases tributáveis e imposto correspondente, relativos a prestações de serviços efectuadas por entidades residentes noutros Estados membros, cujo imposto é liquidado pelo declarante, à semelhança do que sucede com as aquisições intracomunitárias de bens. 3. É também criado o Quadro 06A, cujo objectivo é expurgar das bases tributáveis mencionadas no Quadro 06 aquelas que não fazem parte do volume de negócios do sujeito passivo, mas em que este tem a obrigação legal de liquidar o imposto. São aí visadas as operações em que o declarante liquidou o imposto na qualidade de adquirente: - Efectuadas por entidades residentes em países comunitários, que não constituam aquisições intracomunitárias de bens ou prestações de serviços (campo 97); - Efectuadas por entidades não residentes no território da Comunidade (campo 98); - Operações internas, em que ocorre a regra de inversão do sujeito passivo (99 a 102). São igualmente visadas as operações que, de harmonia com as disposições do Código do IVA, não são consideradas para o cálculo do volume de negócios: - Operações referidas nas alíneas f) e g) do n.º 3 do art.º 3.º e alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 4.º do CIVA (campo 103); - Operações referidas nas alíneas a), b) e c) do art.º 42.º do CIVA (campo 104). 4. É reformulado o Anexo R (operações em espaço territorial diferente do da sede do declarante), em conformidade com a declaração. II Utilização do novo modelo 5. O novo modelo de declaração periódica é de utilização exclusiva para os períodos de imposto posteriores a 1 de Janeiro de 2010, uma vez que contempla as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 186/2009, de 12 de Agosto, que implicam a separação e autonomização das obrigações declarativas actualmente constantes do anexo recapitulativo das transmissões intracomunitárias, que passam a constar da nova declaração recapitulativa em conjunto com as prestações de serviços realizadas entre sujeitos passivos do imposto sedeados em Estados membros distintos. 6. Em consequência, deve continuar a ser utilizado o actual modelo da declaração e, quando for o caso, os respectivos anexos recapitulativos, até ao último período de tributação de 2009, ou seja, relativamente às operações ocorridas até 31 de Dezembro. III Declarações submetidas fora do prazo 7. Considerando que o novo modelo de declaração, de utilização exclusiva para operações realizadas a partir de 1 de Janeiro de 2010, é incompatível com o que se encontra actualmente em vigor, a apresentação de declarações periódicas respeitantes a períodos anteriores àquela data e que venham a ser submetidas após a mesma (em substituição de uma declaração anteriormente apresentada ou para suprir uma falta de apresentação), deve ser sempre feita através do modelo actualmente em vigor, que permanece disponível enquanto não se esgotar o prazo de caducidade a que se refere o n.º 1 do artigo 94.º do Código do IVA. 8. Chama-se a atenção para as instruções administrativas veiculadas através do ofício-circulado n.º 30113, de , respeitantes à nova obrigação de entrega da declaração recapitulativa. Consultório é um espaço onde se procura dar resposta, de forma clara e sucinta, às questões jurídico-fi scais que mais frequentemente são colocadas pelos nossos leitores. Assim, os leitores poderão colocar questões do foro jurídico-fi scal que, pelo seu interesse e oportunidade, queiram ver esclarecidas nesta rubrica, as quais deverão ser dirigidas à Contabilidade & Empresas Contabilidade & Empresas - Dezembro 2009

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