DIREITOS HUMANOS NO BRASIL E O GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DIREITOS HUMANOS NO BRASIL E O GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ."

Transcrição

1 DIREITOS HUMANOS NO BRASIL E O GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ. Cecília Maria Bouças Coimbra* Eduardo Passos** Regina Benevides de Barros*** (...) Os direitos humanos não nos obrigarão a abençoar as alegrias do capitalismo liberal do qual eles participam ativamente. Não há Estado (dito) democrático que não esteja totalmente comprometido nesta fabricação da miséria humana. (G. Deleuze). O tema dos Direitos Humanos é muito antigo na história da civilização, mas ganha um sentido particular construído no interior do capitalismo. A noção que herdamos de defesa dos direitos humanos, portanto, nasce das lutas travadas pela burguesia européia contra o absolutismo estando marcada, desde seu início, pelos princípios da individualidade e da universalidade. Tais princípios são indissociáveis da noção de propriedade privada e da conseqüente distinção entre direito público e direito privado. Segundo as formulações dos teóricos do Direito no século XVIII, é a partir da propriedade tomada como direito natural inalienável que os demais direitos do indivíduo decorrem. Mesmo a instância pública é explicada, doravante, como resultado da concessão de parcelas da liberdade e do direito do indivíduo constituindo-se, assim, em uma instância pública de regulação e de proteção dos interesses privados/individuais. A universalidade, portanto, é o princípio norteador da defesa dos direitos do indivíduo e toda luta pelos Direitos Humanos assenta-se no pressuposto de um fundamento da humanidade, fundamento que se confunde com o sentimento de propriedade definidor da experiência individual burguesa. Os princípios da revolução burguesa de 1789 são afirmados como naturais já que refletindo a essência do que é o humano. Têm-se, então, um determinado rosto para os direitos humanos desde a primeira declaração produzida no bojo da luta realizada em 1789 até a de 1948, Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas após a II Grande Guerra Mundial e em pleno período da chamada guerra fria. Como Marx já havia denunciado em A Questão judaica (1844), há um caráter excessivamente abstrato e universalista na definição dos Direitos Humanos que se apoia em um fundamento absoluto - o da natureza humana. A crítica de autores marxistas como Bobbio[1] indica a ahistoricidade e a não contextualização que define o homem como categoria a priori e, portanto, naturalizada. Mas não é só no contraste entre os ideários burguês e marxista que a discussão se faz. Na verdade, há muitos outros matizes que podem ser verificados no campo dos Direitos Humanos diferenciando posições do ponto de vista jurídico e filosófico[2]. Acompanhando esses debates, verificamos que, desde o século XVIII, eles se assentam em polaridades que separam de modo evidentemente artificial domínios dos direitos: direitos civis e políticos em oposição aos direitos econômicos, sociais e culturais; direitos concernentes à esfera pública e à esfera privada. Essa lógica binarizante se, por um lado, reflete na Declaração de 1948 um mundo polarizado pela guerra fria, encontra outras expressões a partir das reconfigurações do capitalismo no mundo globalizado e transnacional [3]. Assim como o capitalismo vem, nos últimos dois séculos, se modulando e ganhando diferentes rostos, o debate sobre os Direitos Humanos experimenta também alterações guardando, entretanto, uma lógica argumentativa de base. A axiomática capitalista, sabemos, suporta variação com a condição de que certos princípios constituintes não

2 sejam rompidos. Uma lógica binária parece permanecer inalterada, seja nas modulações do capitalismo, seja nas variações dos discursos acerca dos Direitos Humanos. Essa lógica se faz a partir de uma oposição primeira que parece se manter nas suas diferentes manifestações: tratase da oposição entre os que têm direito e aqueles que não têm direito. Assim, sempre estiveram de fora desses direitos à vida e à dignidade os segmentos pauperizados e percebidos como marginais: os deficientes de todos os tipos, os desviantes, os miseráveis. A estes, efetivamente, os direitos humanos sempre foram e continuam sendo negados, uma vez que são definidos como segmentos sub-humanos porque, de alguma forma, comprometeriam a essência do homem. Não há dúvida, portanto, que esses direitos, proclamados nas mais variadas declarações[4], têm uma nítida posição discriminatória: de classe, de gênero, de etnia, de religião, de povos. Eis, então, um problema central que convulsiona o discurso acerca dos Direitos Humanos, pois se essa lógica binarizante é facilmente articulável com o princípio do individualismo, não acontece o mesmo com o princípio da universalidade. Defender os direitos do indivíduo, respeitar as identidades, defender as propriedades, é manter-se na lógica da distinção entre o eu e o outro, o meu e o teu, o próprio e o impróprio. Por outro lado, a defesa da universalidade dos Direitos Humanos não se faz sem que se experimente nas suas lutas concretas um embaraço. Como garantir o direito a todos se, de fato, o todo da humanidade se organiza em binarismos? Esse embaraço, recentemente, ganha uma importante expressão nas tentativas de criação de uma Corte Penal Internacional para tratar as violações aos Direitos Humanos. Veja, por exemplo, as dificuldades relativas à tentativa de julgamento internacional do ditador chileno general Augusto Pinochet, apesar do avanço que se obteve pois, pela primeira vez na história, importantes segmentos internacionais foram favoráveis e mesmo pressionaram para que o julgamento se efetivasse. Entretanto, essas dificuldades ou embaraços atestam ainda a precariedade de uma prática de luta pelos Direitos Humanos com âmbito efetivamente universal.[5] A questão que se coloca agora é a da necessidade de mantermos, ainda, essa articulação entre o tema dos Direitos Humanos e os princípios do individualismo e o da universalidade. E se colocamos em questão esses princípios não podemos fazê-lo sem desestabilizar essa lógica binarizante a eles associada. Queremos pensar uma outra lógica de construção das lutas pelos Direitos Humanos, lógica que diante da multiplicidade de expressões do humano não se comprometa com a organização desse diverso em blocos de oposição. Essa lógica da multiplicidade, consequentemente, impõe que, no lugar de tomar os Direitos Humanos como pautados pela noção de indivíduo, possamos defini-los como defesa ativa dos processos de individuação. Simondon[6] nos ajuda a dar conta desta distinção entre indivíduo e individuação definindo este último como processo ontogenético de diferenciação ou, como prefere o autor, resolução parcial e relativa que se manifesta em um sistema contendo potenciais e guardando uma certa incompatibilidade por relação a si mesmo *7+. A individuação pressupõe, portanto, um processo de produção do indivíduo, processo que vai se realizando por um potencial de diferenciação (em especial, uma diferenciação por relação a si). Substituir a noção de indivíduo pela noção de individuação nos permite fazer da luta pelos Direitos Humanos, uma luta pelos processos de diferenciação que fazem com que o humano nunca seja completamente definido por uma categoria como classe, gênero, etnia, religião, povos. Por outro lado, o princípio de universalidade do homem como fundamento absoluto, essência ou natureza, é substituído por um processo de universalização do compromisso com a vida. A questão da universalidade dos Direitos Humanos ganha, portanto, um outro sentido, dizendo respeito menos a uma universalidade do homem e mais à possibilidade de mobilização ou

3 implicação dos diferentes homens na luta pela criação e preservação das diferentes manifestações da vida humana. Nessa outra perspectiva podemos pensar os Direitos Humanos como o direito a diferentes modos de viver e estar no mundo. No Brasil, a luta pelos direitos humanos emergiu com mais força nos movimentos contra a ditadura instaurada pelo golpe militar contra o governo de João Goulart em Em especial, essa luta se efetivou, na segunda metade dos anos 70, através dos movimentos sociais em confronto com o governo militar e o período repressivo por ele instaurado. Estes movimentos, a um só tempo de resistência à ditadura e de luta em defesa dos direitos humanos, politizaram o cotidiano nos locais de trabalho e moradia, inventando outras formas de fazer política. Novos personagens entraram em cena como novos sujeitos políticos *8+ que, no cotidiano, lutavam por melhores condições de vida, trabalho, salário, moradia, alimentação, educação, saúde e pela democratização da sociedade. As experiências políticas criadas a partir da segunda metade da década de 70 foram, de fato, constituídas com os estilhaços *9+ do golpe de 1964 e com o AI-5 *10+, em Os sobreviventes, ao resgatarem criticamente as várias experiências de oposição nos anos 60 e 70, criaram nos bairros e, logo a seguir, nas fábricas, políticas que substituíram as tradicionalmente implementadas. A partir, principalmente, das crises da Igreja, das esquerdas e do sindicalismo que a ditadura acirrou e aprofundou forjaram-se diferentes práticas: algumas ligadas à teologia da libertação *11+, outras que repensaram as propostas marxistas, a oposição armada à ditadura e o próprio movimento sindical. Emergiram, desses novos movimentos sociais, dessas novas práticas, outras maneiras de construir a política dos direitos humanos. Vários grupos surgiram resistindo às violências cometidas e lutando contra a impunidade vigente. Ainda hoje, tais grupos persistem na disposição de resistir considerando as condições concretas de existência daqueles que continuam sendo marginalizados. Os anos 80, no Brasil, apesar dos ecos dos novos movimentos sociais, caracterizou-se pela vitória do conservadorismo. Em 1979 foi sancionada a Lei da Anistia, bastante limitada e estreita, deixando muitos opositores políticos de fora e criando uma estranha figura jurídica denominada crimes conexos que pretendeu dar anistia aos torturadores. A economia sofreu quedas sem precedentes e a recessão tornou-se um fato. Daí, a grande participação que, ao longo de 1983 e 1984 teve a Campanha das Diretas Já pelas eleições democráticas para presidente da República. A ditadura não mais se sustentava. Entretanto, apesar da enorme mobilização da sociedade, as eleições continuaram indiretas. Mais uma vez, em nossa história, o pacto entre as elites se fez e garantiu-se, como pretendiam os militares, uma transição lenta, gradual e segura. Mantinha-se o poder em mãos conservadoras preservando-se a impunidade e esquecendo-se de toda nossa história recente. Somente em 1989, ocorreu a primeira eleição direta para Presidente da República após o golpe de Nesses anos 80, assistiu-se a uma competente campanha, principalmente nos meios de comunicação de massa, que sutilmente associava o aumento da criminalidade ao fim da ditadura militar. A violência tornou-se o tema nacional preferido pela mídia, pelos políticos e pelas elites, em especial, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Com as eleições para governadores, em 1983, a vitória da oposição nesses dois estados trouxe ao debate, ainda que timidamente, o tema dos direitos humanos. Nesse mesmo momento, veicula-se fortemente, através dos meios de comunicação de massa, a questão do aumento da violência nesses dois estados que vem acompanhada de campanhas defendendo o auto-armamento da população, os linchamentos, o policiamento ostensivo e fardado nas ruas. A abertura dos debates acerca dos direitos humanos no início da década de 80 é, assim, acompanhada por um discurso conservador e, paradoxalmente, contra os direitos humanos. Não é difícil entrever nesses discursos contra os direitos humanos e sobre a insegurança gerada pelo aumento da criminalidade um diagnóstico de

4 que tudo está mudando para pior, de que os pobres querem direitos e que se quer dar direitos até para bandidos *12+. Deve-se considerar que, nos anos 80 no Brasil, a nova ordem mundial se impõe: Estado mínimo, livre mercado, livre comércio, privatizações, marketing, rotação rápida, capitalismo financeiro, isolamento tecnocrático, cultura-mercado, dentre outros. É o neo-liberalismo com seus corolários de globalização que gera o que Pegoraro (1996) chamou de paradigma da insegurança *13+. As ameaças de desestabilização da economia e de catástrofe social têm sido conjuradas pelas elites que governam nosso país com discursos sobre eficiência, leis do mercado, competitividade, necessidade de privatizações e livre comércio. Foi nesse contexto que surgiu, em 1985, no Rio de Janeiro, o Grupo Tortura Nunca Mais, o primeiro de muitos outros que, ao longo da década de 90, aparecem em alguns estados brasileiros, como: São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Paraná. Falar desse movimento, fundado por ex-presos políticos, familiares de mortos e desaparecidos políticos e cidadãos que se indignam com a prática cotidiana e banalizada da tortura, é falar de questões que continuam sendo colocadas para debaixo do tapete por diferentes governos civis, eleitos nas urnas. É falar do comprometimento e conivência com a ditadura militar ( ) de todos esses governos que, desde 1985 com a chamada Nova República - substituíram os militares. É falar dos desaparecidos políticos figura perversa inventada pela ditadura brasileira, nos anos 70, exportada para os demais regimes de força latino-americanos que até hoje não tiveram seus restos mortais entregues a seus familiares e amigos. É, portanto, esclarecer as circunstâncias em que ocorreram centenas de assassinatos perpetrados contra os opositores políticos durante aquele período. É esclarecer todos esses crimes cometidos em nome da segurança nacional e lembrar uma parte recente de nossa história, uma história que tem sido sistematicamente negada. A luta dos Grupos Tortura Nunca Mais é a luta para escrever a história dos vencidos *14+ que não consta nos livros da história oficial. Torna-se necessário e atual pensar que memória histórica vem sendo construída em nosso país.[15] Sabemos que há várias maneiras de se narrar a história. Uma visão sempre esquecida é a que tem sido forjada pelos diferentes movimentos populares nas suas lutas cotidianas, nas suas resistências e na sua teimosia em continuar existindo. Nestas histórias, sempre negadas, os segmentos subalternizados não são meros espectadores, como têm sido apresentados, mas produtores de acontecimentos. Assim, o processo de produção da memória coletiva é um importante instrumento de confronto entre grupos sociais. A história que nos tem sido imposta seleciona e ordena os fatos segundo alguns critérios e interesses construindo, com isso, zonas de sombras, silêncios e esquecimentos. A história oficial tem construído desconhecimentos sobre os embates ocorridos em nosso país, como se os vencidos não tivessem estado presentes no cenário político, apagando até mesmo seus projetos e utopias. Documentos confidenciais do período da ditadura militar talvez nos sejam úteis, tendo em vista a orientação que se pretendia dar aos acontecimentos, naquela época. Dizia o documento do Centro de Informações da Aeronáutica (CISA), carimbado de reservado : A imprensa noticia e os Órgãos de Informação costumam referir-se aos bandos terroristas e subversivos que agem no território nacional, como ORGANIZAÇÃO. É comum ler-se que a Organização VPR, a Organização ALN[16], etc., realizou essa ou aquela AÇÃO...

5 A conotação que o termo Organização sugere, é o de uma verdadeira Instituição, algo assim como a Organização das Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, etc. dando ao público uma visão distorcida e permitindo que o bando terrorista se apresente ao público como coisa organizada, bem estruturada, solidificada, baseada em filosofia, doutrina e propósitos profundamente fundamentados, como se fosse uma Instituição de Amparo à Infância ou Associação dos Pais de Família...Por outro lado, a notícia do cometimento de uma AÇÃO apresenta um conotativo de força, energia, batalha. Parece-nos que é inteligente substituir a palavra Organização pela palavra bando, cuja conotação sugere quadrilha de ladrões, banditismo, dando a idéia de ilegalidade, amoralidade, falta de civilidade. A palavra AÇÃO substituída por assalto, crime, roubo, chantagem, assassinato, etc., dará ao público a idéia depreciativa do acontecido, despida de conotação de força, energia, batalha, ressaltando o sentido de injustiça, arbitrariedade, desespero, brutalidade, mesquinhez. Este Centro a partir de 1ºde abril próximo passará a utilizar em seus documentos essas palavras (...) e sugere que o SNI e o MJ[17], em seus relacionamentos com os diversos órgãos de imprensa, busquem a cooperação desses veículos, no sentido de evitar as palavras Organização e Ação (...)*18+ Em resposta a este documento, enviado a todos os órgãos de informação no Brasil (civis e militares), o DOPS/RJ*19+, além de concordar com a sugestão do CISA, acrescentava que: (...). A bem da verdade, essa resolução já vem sendo utilizada pelo Governo Uruguaio, através de legislação especial, proibindo aos órgãos de imprensa, a menção do nome: TUPAMAROS, sendo-lhes usado como substituto, os termos: sediciosos, insurretos. (...) Cumpria, entretanto, não ficar tal proposição no âmbito dos órgãos de segurança, mas também, ser empregado pelos órgãos de comunicação (...)[20] Malgrado todos estes esforços, esta história não tem conseguido silenciar a produção cotidiana de uma outra história da qual têm participado, ativamente, grupos de Direitos Humanos, como o Grupo Tortura Nunca Mais. Os responsáveis por crimes cometidos naquele período, como seqüestros, prisões ilegais, torturas, cárcere privado, assassinatos e ocultação de cadáveres, até hoje não foram responsabilizados e sequer julgados. Ao contrário, continuam sendo premiados e promovidos, exercendo altas funções em diferentes governos municipais, estaduais e mesmo no âmbito federal. O mínimo que se tem conseguido em alguns casos, com o apoio e pressão das entidades internacionais de direitos humanos, é o afastamento de algumas dessas pessoas, comprometidas com crimes contra a humanidade, dos cargos que vêm ocupando. Assim, uma outra frente de luta dos Tortura Nunca Mais tem sido também ações contra a impunidade. É preciso lembrar que, naquele passado recente, o opositor político foi seqüestrado, torturado, isolado, assassinado, desaparecido e enterrado como indigente, perpetuando-se assim, a tortura sobre seus familiares e amigos. Hoje, as mesmas práticas são aplicadas aos pobres em geral, aos excluídos, aos também chamados perigosos. O seu extermínio tem sido plenamente justificado como uma limpeza social, aplaudido pelas elites e por muitos segmentos médios de nossa sociedade. Como nos anos de chumbo, nesses tempos neoliberais, o inimigo interno deve ser não somente calado, mas exterminado. [21]

6 No Brasil, em sintonia com os outros países da América Latina, a luta pelos Direitos Humanos tem sido a forma de resistirmos aos mecanismos repressivos que assumiram a forma de aparelhos de Estado nos anos 60. Pois se no Primeiro Mundo, a democracia mais consolidada impediu que o movimento contracultural desses anos fosse combatido por aparelhos de Estado autoritários, conosco as experimentações das décadas 60/70 tiveram como correlato a formação de um governo ditatorial que usou o Estado para massacrar a vida. Conhecer essa história e inventar outras maneiras de viver são importantes instrumentos para que se possa não só fazer frente às políticas que produzem/fortalecem uma certa natureza para os direitos humanos, como também apostar em outras frentes de luta em defesa dos processos de diferenciação. Pois, se naqueles anos 60, a juventude brasileira em suas experiências de combate ao instituído teve que se confrontar com a reação de um regime autoritário, que lhe impôs a tortura, a morte, a clandestinidade ou o silêncio, a luta pelos Direitos Humanos hoje continua entre nós como a defesa das diferentes manifestações da vida humana. Afirmar esta outra história, outras subjetividades e os direitos humanos como direitos que a todos implicam é o que pretendemos. * Psicóloga, Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense, Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (Pós-Doc), Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ (GTNM/RJ) e da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia. ** Psicólogo, Professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense, Doutor em Psicologia. Integrante do Projeto Clínico- Grupal do GTNM/RJ *** Psicóloga, Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense, Doutora em Psicologia Clínica;. Integrante do Projeto Clínico- Grupal do GTNM/RJ [1] BOBBIO, N. Presente e Futuro dos Direitos do Homem - a Era dos Direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992 [2] DORNELLES, J.R. W. Sobre a Fundamentação histórica e filosófica dos Direitos Humanos. Revista Direitos Humanos Gajop., ed esp, 50 Anos da Declaração, nov/dez, [3] SANÉ, P. Garantir les libertés individuelles. Le Monde Diplomatique, 52, juillet/août, 2000, pp [4] Sobre o assunto consultar: COIMBRA, C. M.B. Cidadania Ainda Recusada: o Plano Nacional de Direitos Humanos e a Lei sobre Mortos e Desaparecidos Políticos in Conselho Federal de Psicologia (Org.) - Psicologia, Ética e Direitos Humanos Brasília: Casa do Psicólogo, 2000, [5] CHEMILLIER-GENDREAU, M. Universalité des droits humains. Le Monde Diplomatique, 52, juillet/août, 2000, pp Ainda sobre o tema, consultar COIMBRA, C. M. B. Imunidade ou Impunidade? Público, 48, agosto, [6+ SIMONDON, G. L individuation psychique et collective. Paris: Aubier, 1989.

7 [7] Ibidem, p.12 [8] SADER, E Quando Novos Personagens Entram em Cena Rio de Janeiro: Paz e Terra, [9] Termo utilizado por TELLES, V. S. Anos 70: Experiências e Práticas Cotidianas in KRISCHKE, P. J. e MAINWARING, S. (orgs.) A Igreja nas Bases em Tempo de Transição Porto Alegre: L± CEDEC, 1986, Sobre o assunto, consultar também COIMBRA, C. M. B. Guardiães da Ordem: Uma Viagem pelas Práticas Psi no Brasil do Milagre Rio de Janeiro: Oficina do Autor, [10] O Ato Institucional número 5 (AI-5), de 13 de dezembro de 1968, deu continuidade aos atos arbitrários do governo ditatorial a partir do golpe militar de Entretanto, este ato é considerado o golpe dentro do golpe, a vitória da chamada linha dura que instituiu a ditadura sem disfarces: o terrorismo de Estado. O terceiro presidente militar, general Médice, realizou um dos mais violentos e repressivos governos da história do Brasil, quando o regime militar consolidou a sua forma mais brutal de atuação. [11] A Teologia da Libertação foi um movimento que, nos anos 70, expandiu-se, em especial entre o clero jovem da América Latina, trazendo um forte compromisso social. Em 1968, houve em Medellín, na Colômbia a Segunda conferência dos Bispos latinoamericanos que se comprometeu na luta contra as causas sociais da miséria, traduzindo os ensinamentos do Concílio Vaticano II para a realidade do 3º mundo. A Teologia da Libertação nasceu desse movimento. [12] In CALDEIRA, T. P. do R. Direitos Humanos ou Privilégios de Bandidos? Desventuras da Democratização Brasileira in Novos Estudos CEBRAP São Paulo, nº. 30, julho/91, [13] PEGORARO, J. S. El Control Social Y El Paradigma de la Inseguridad, in ETIAM Crime, Culpa y Castigo - Buenos Aires, nº. 2, 1996, [14] GAGNEBIN, J. M. Cacos da História São Paulo, Brasiliense, 1986, pp.19,20. [15] Sobre o assunto consultar COIMBRA, C. M. B. Produzindo Esquecimento: histórias negadas Rio de Janeiro, trabalho apresentado na University of the Wertern Cape, 1999, mimeogr. [16] A VPR (Vanguarda Armada Revolucionária), grupo clandestino de luta contra a ditadura foi criada em A ALN (Ação Libertadora Nacional), também grupo clandestino contra o regime militar, foi criada em 1967 por Carlos Marighella (morto pela ditadura) como uma dissidência do PCB (Partido Comunista Brasileiro). [17] O SNI ( Serviço Nacional de Informações) foi criado em 13/6/64 após o golpe militar para coordenar os trabalhos do recém inaugurado Conselho de Segurança Nacional. No início do anos 70, cresceu a tal ponto que se transformou na 4ª Força Armada, embora não militarizada. Foi o órgão da repressão mais importante dentro e fora do país, tendo agências espalhadas por todo território nacional, em cada Ministério, Empresa estatal ou privada, Universidade, Governo Estadual e Municipal. O MJ, refere-se ao Ministério da Justiça, órgão federal que trata das questões de justiça de nosso país. [18] Informação nº 156 CISA/RJ, 19/03/71 Ministério da Aeronáutica/Gabinete do Ministro, p.01, aspas no original.

8 [19] Os DOPS( Departamentos de Ordem Política e Social), órgãos vinculados aos Governos dos Estados através das Secretarias de Segurança Pública eram encarregados de investigar ações políticas que colocavam em risco a segurança do regime. Foram criados nos anos 30 com o objetivo de acompanhar as ações dos cidadãos considerados perigosos como os anarquistas, comunistas, dentre outros. Órgãos do sistema repressivo que, além do acompanhamento efetuavam prisões e, utilizavam, abundantemente práticas de tortura. [20] Informação de 22/03/71 Estado da Guanabara Secretaria de Segurança Pública, Departamento de Ordem Política e Social/Divisão de Operações/Serviço de Buscas Especiais, p.1, aspas e grifo no original. [21] Sobre o assunto consultar COIMBRA, C. M. B. Discurso sobre Segurança Pública e Produção de Subjetividades: Violência urbana e alguns de seus efeitos São Paulo, Trabalho de Pós - Doutorado, USP, 1998.

Psicologia, Direitos Humanos e Neoliberalismo *

Psicologia, Direitos Humanos e Neoliberalismo * REVISTA PSICOLOGIA POLÍTICA Psicologia, Direitos Humanos e Neoliberalismo * Psychology, Human Rigths and Neo-Liberalism Cecília M. B. Coimbra ** gtnm@alternex.com.br Resumo Este trabalho aponta algumas

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo II: Conselhos dos Direitos no Brasil

Leia mais

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 Capacitação em Educação em Direitos Humanos FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 1 FUNDAMENTOS HISTÓRICO-FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Direitos Humanos: sua origem e natureza

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org O Movimento Social Palestino rumo ao FME O Fórum Mundial da Educação na Palestina será realizado

Leia mais

ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela *

ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela * ANÁLISE DAS CATEGORIAS SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA A PARTIR DA RELAÇÃO IGREJA- ESTADO DURANTE A DITADURA MILITAR NO BRASIL Camila da Silva Portela * Este artigo traz indagações referentes a uma pesquisa mais

Leia mais

Por que defender o Sistema Único de Saúde?

Por que defender o Sistema Único de Saúde? Por que defender o Sistema Único de Saúde? Diferenças entre Direito Universal e Cobertura Universal de Saúde Cebes 1 Direito universal à saúde diz respeito à possibilidade de todos os brasileiros homens

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

Período pré-colonial

Período pré-colonial CHILE Período pré-colonial O navegador português Fernão de Magalhães, a serviço do rei da Espanha, foi o primeiro europeu a visitar a região que hoje é chamada de Chile. Os mapuches, grande tribo indígena

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

COMISSÃO DE CULTURA PROJETO DE LEI Nº 3388, DE 2012

COMISSÃO DE CULTURA PROJETO DE LEI Nº 3388, DE 2012 COMISSÃO DE CULTURA PROJETO DE LEI Nº 3388, DE 2012 Dá o nome de Ponte Herbert de Souza Betinho, à atual Ponte Presidente Costa e Silva, localizada do km 321 ao 334, na BR 101/RJ. Autor: Deputado Chico

Leia mais

Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça!

Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça! Acesso aos Arquivos da Ditadura: Nem Perdão, nem Talião: Justiça! Tânia Miranda * A memória histórica constitui uma das mais fortes e sutis formas de dominação. A institucionalização da memória oficial

Leia mais

A INDÚSTRIA CULTURAL E SEU DOMINIO SOBRE A CLASSE TRABALHADORA. Aurius Reginaldo de Freitas Gonçalves

A INDÚSTRIA CULTURAL E SEU DOMINIO SOBRE A CLASSE TRABALHADORA. Aurius Reginaldo de Freitas Gonçalves A INDÚSTRIA CULTURAL E SEU DOMINIO SOBRE A CLASSE TRABALHADORA Aurius Reginaldo de Freitas Gonçalves Estamos vivendo um período extremamente difícil, onde as relações sociais encontram em plena estagnação.

Leia mais

A DITADURA BRASILEIRA DE 1964

A DITADURA BRASILEIRA DE 1964 A DITADURA BRASILEIRA DE 1964 Dalmo A. Dallari * 1. A DITADURA E SUAS VARIANTES A história da humanidade tem sido uma confirmação reiterada do acerto da advertência do eminente político e historiador inglês

Leia mais

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Alceu Terra Nascimento O terceiro setor no Brasil, como categoria social, é uma "invenção" recente. Ele surge para identificar um conjunto

Leia mais

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos

MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE. Silvia Ramos MÍDIA E VIOLÊNCIA COMO OS JORNAIS RETRATAM A VIOLÊNCIA E A SEGURANÇA PÚBLICA NA BAIXADA FLUMINENSE Silvia Ramos A pesquisa mídia e violência O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA

SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA SAÚDE COMO UM DIREITO DE CIDADANIA José Ivo dos Santos Pedrosa 1 Objetivo: Conhecer os direitos em saúde e noções de cidadania levando o gestor a contribuir nos processos de formulação de políticas públicas.

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL

TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

SVAMPA, Maristella. Los que ganaron: la vida en los countries y barrios privados. 2ª ed. Buenos Aires: Biblos, 2008, 301 p.

SVAMPA, Maristella. Los que ganaron: la vida en los countries y barrios privados. 2ª ed. Buenos Aires: Biblos, 2008, 301 p. SVAMPA, Maristella. Los que ganaron: la vida en los countries y barrios privados. 2ª ed. Buenos Aires: Biblos, 2008, 301 p. Regina Horta Duarte Professora Associada do Departamento de História UFMG. Doutora

Leia mais

25 de Abril de 2015 Comemoração dos 41 anos da Revolução dos Cravos

25 de Abril de 2015 Comemoração dos 41 anos da Revolução dos Cravos 25 de Abril de 2015 Comemoração dos 41 anos da Revolução dos Cravos Intervenção da Deputada Municipal do PSD Célia Sousa Martins Senhora Presidente da Assembleia Municipal, Senhor Presidente da Câmara

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo

Ciências Humanas. História e Geografia Professor: Renato Pellizzari e Claudio Hansen 08/10/2014. Material de apoio para Aula ao Vivo Ciências Humanas Material de apoio para Aula ao Vivo 1. A charge expressa enfaticamente uma característica do processo histórico de urbanização da sociedade brasileira. A crítica contida na charge refere-se

Leia mais

População de rua leva cartão vermelho Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

População de rua leva cartão vermelho Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) População de rua leva cartão vermelho Viviane Tavares - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) População de rua aumenta nos últimos anos e a resposta da gestão pública é a violência,

Leia mais

Notas sobre experiências de Pacificação em favelas do Rio de Janeiro - Brasil.

Notas sobre experiências de Pacificação em favelas do Rio de Janeiro - Brasil. Conferencia Internacional Violencia en Barrios en America Latina Notas sobre experiências de Pacificação em favelas do Rio de Janeiro - Brasil. Lia de Mattos Rocha Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL Prof. José Junior O surgimento do Serviço Social O serviço social surgiu da divisão social e técnica do trabalho, afirmando-se

Leia mais

1) Qual foi o contexto em que foi criada a lei 5.766/71?

1) Qual foi o contexto em que foi criada a lei 5.766/71? Entrevista com Cecília Coimbra (CRP 05/1780), psicóloga, professora da UFF e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ. 1) Qual foi o contexto em que foi criada a lei 5.766/71? No Brasil, de 1970 a 1974,

Leia mais

DITADURAS DE SEGURANÇA NACIONAL NA AMÉRICA LATINA ENRIQUE SERRA PADRÓS 2012

DITADURAS DE SEGURANÇA NACIONAL NA AMÉRICA LATINA ENRIQUE SERRA PADRÓS 2012 DITADURAS DE SEGURANÇA NACIONAL NA AMÉRICA LATINA ENRIQUE SERRA PADRÓS 2012 ANTECEDENTES GUERRA FRIA - REVOLUÇÃO BOLIVIANA (1952) - INTERVENÇÃO NA GUATEMALA (1954) - QUEDA DE GETÚLIO VARGAS (1954) - QUEDA

Leia mais

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo Princípios e diretrizes de Segurança Pública Eixo 1 1. Fortalecimento do pacto federativo; 2. Municipalização da Segurança Pública; 3. Estabelecer

Leia mais

Sucinta retrospectiva histórica do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás (CEEDH-GO)

Sucinta retrospectiva histórica do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás (CEEDH-GO) Goiânia, 23 de março de 2010. Sucinta retrospectiva histórica do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás (CEEDH-GO) Apesar da luta pela promoção e efetivação dos Direitos Humanos em nosso

Leia mais

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Décima Oitava Sessão Agenda item 43 Resoluções aprovadas pela Assembléia Geral 1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial A Assembléia Geral,

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

50 anos depois, ainda vivemos o horror

50 anos depois, ainda vivemos o horror Especial 50 anos do golpe 50 anos depois, ainda vivemos o horror Tratar o passado de violações é constatar que o presente está marcado pela continuidade das violências por João Ricardo W. Dornelles publicado

Leia mais

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA, ÉTICA E SALA DE AULAS Cipriano Carlos Luckesi 1 Nos últimos dez ou quinze anos, muito se tem escrito, falado e abordado sobre o fenômeno da gestão democrática da escola. Usualmente,

Leia mais

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes.

Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes. Ditadura: É uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

A América Latina na Guerra Fria A ditadura militar no Brasil

A América Latina na Guerra Fria A ditadura militar no Brasil ID/ES Tão perto e ainda tão distante A 90 milhas de Key West. Visite Cuba. Cartão postal de 1941, incentivando o turismo em Cuba. 1 Desde a Revolução de 1959, Cuba sofre sanções econômicas dos Estados

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

Educação Ambiental Crítica: do socioambientalismo às sociedades sustentáveis

Educação Ambiental Crítica: do socioambientalismo às sociedades sustentáveis Educação Ambiental Crítica: do socioambientalismo às sociedades sustentáveis Ciclo de Cursos de Educação Ambiental Ano 4 Secretaria de Estado do Meio Ambiente Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

FELIPE CARCELIANO Nº 10 JENNIFER SANTAROZA DE SOUZA Nº 20 NATHALIA NOVAES Nº 30 GEOGRAFIA TEMA VIII HAITI E.E. DR. JOÃO THIENNE.

FELIPE CARCELIANO Nº 10 JENNIFER SANTAROZA DE SOUZA Nº 20 NATHALIA NOVAES Nº 30 GEOGRAFIA TEMA VIII HAITI E.E. DR. JOÃO THIENNE. FELIPE CARCELIANO Nº 10 JENNIFER SANTAROZA DE SOUZA Nº 20 NATHALIA NOVAES Nº 30 GEOGRAFIA TEMA VIII HAITI E.E. DR. JOÃO THIENNE Nova Odessa SP Maio / 2014 1 JENNIFER SANTAROZA DE SOUZA FELIPE CARCELIANO

Leia mais

A MULHER E OS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS

A MULHER E OS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS A MULHER E OS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS Os Direitos Humanos surgiram na Revolução Francesa? Olympe de Gouges (1748-1793) foi uma revolucionária e escritora francesa. Abraçou com destemor

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012 PROJETO DE LEI Nº 128/2012 Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate a Homofobia, a

Leia mais

CONFLITO EM GAZA: ENTENDA A GUERRA ENTRE ISRAEL E OS PALESTINOS

CONFLITO EM GAZA: ENTENDA A GUERRA ENTRE ISRAEL E OS PALESTINOS CONFLITO EM GAZA: ENTENDA A GUERRA ENTRE ISRAEL E OS PALESTINOS Um assunto que volta e meia ocupa as manchetes de jornais do mundo inteiro há décadas é a questão sobre o conflito entre israelenses e palestinos

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Por Carlos ley Noção e Significados A expressão direitos humanos é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Sem esses direitos a pessoa não

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Andréa Bolzon Escritório da OIT no Brasil. Salvador, 08 de abril de 2013

Andréa Bolzon Escritório da OIT no Brasil. Salvador, 08 de abril de 2013 Andréa Bolzon Escritório da OIT no Brasil Salvador, 08 de abril de 2013 Fundada em 1919 (Tratado de Versalhes) Mandato: promover a justiça social e o reconhecimento internacional dos direitos humanos e

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília Nome do Evento: Fórum Mundial de Direitos Humanos Tema central: Diálogo e Respeito às Diferenças Objetivo: Promover um

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

Presidência da República Federativa do Brasil. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Presidência da República Federativa do Brasil. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Presidência da República Federativa do Brasil Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial A SEPPIR CRIAÇÃO A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial)

Leia mais

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Brasília,12 de Dezembro de 2012. O Comitê Brasileiro de Defensoras/es

Leia mais

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA

PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA Memorial da Resistência de São Paulo PROGRAMA LUGARES DA MEMÓRIA CEMITÉRIO MUNICIPAL DE AREIA BRANCA Endereço: Avenida Nossa Senhora de Fátima, 768, Areia Branca, Santos,SP. Classificação: Cemitério Identificação

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO.

1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra o regime absolutista. 2º - Abriu espaço para o avanço do CAPITALISMO. APRESENTAÇÃO Aula 08 3B REVOLUÇÃO FRANCESA Prof. Alexandre Cardoso REVOLUÇÃO FRANCESA Marco inicial da Idade Contemporânea ( de 1789 até os dias atuais) 1º - Foi um movimento liderado pela BURGUESIA contra

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 65 Discurso na solenidade do Dia

Leia mais

O DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL E NA CHINA: ANÁLISE COMPARATIVA

O DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL E NA CHINA: ANÁLISE COMPARATIVA SÃO PAULO RIO DE JANEIRO BRASÍLIA CURITIBA PORTO ALEGRE RECIFE BELO HORIZONTE LONDRES LISBOA XANGAI BEIJING MIAMI BUENOS AIRES O DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL E NA CHINA: ANÁLISE COMPARATIVA DURVAL

Leia mais

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Senhor Representante de Sua Excelência o Presidente da República, General Rocha Viera, Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Leia mais

Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes).

Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes). Em busca do arquivo perdido: a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (AESI/Ufes). RESUMO: O principal objetivo deste artigo é apresentar os problemas relacionados

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES Alexandre do Nascimento Sem a pretensão de responder questões que devem ser debatidas pelo coletivo, este texto pretende instigar

Leia mais

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação Entrevista concedida por Álvaro Santin*, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem

Leia mais

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte PROJETO MUTAÇÕES: O início do século XXI impressiona não apenas pelo volume das mudanças que se efetivaram em todos os campos da ação humana, mas também na velocidade com que elas têm se processado. Em

Leia mais

Avanços e Perspectivas dos Direitos da Criança com Ênfase na Área da Saúde

Avanços e Perspectivas dos Direitos da Criança com Ênfase na Área da Saúde Avanços e Perspectivas dos Direitos da Criança com Ênfase na Área da Saúde Falar dos direitos da criança implica necessariamente um resgate do maior avanço em âmbito jurídico e político-ideológico relacionado

Leia mais

AMAJUM. No próximo dia 7 de outubro, o povo brasileiro retorna às urnas, desta vez para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

AMAJUM. No próximo dia 7 de outubro, o povo brasileiro retorna às urnas, desta vez para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. No próximo dia 7 de outubro, o povo brasileiro retorna às urnas, desta vez para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Produção: Ação conjunta: Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso Parceiro:

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Cantando as Diferenças, destinado a promover a inclusão social de grupos discriminados e dá outras providências. O

Leia mais

Proposta de Recomendações. GT dos Trabalhadores da CNV

Proposta de Recomendações. GT dos Trabalhadores da CNV Proposta de Recomendações GT dos Trabalhadores da CNV DOS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE 1. Reconhecer e acatar as normas do direito internacional sobre crimes contra a humanidade. Ratificação da Convenção

Leia mais

LIMITES E POSSIBILIDADES DO USO DO MARCO LÓGICO/ZOOP EM UMA MÉDIA ONG DE EDUCAÇÃO POPULAR. Cristina Schroeter Simião 1

LIMITES E POSSIBILIDADES DO USO DO MARCO LÓGICO/ZOOP EM UMA MÉDIA ONG DE EDUCAÇÃO POPULAR. Cristina Schroeter Simião 1 LIMITES E POSSIBILIDADES DO USO DO MARCO LÓGICO/ZOOP EM UMA MÉDIA ONG DE EDUCAÇÃO POPULAR. Cristina Schroeter Simião 1 I. Introdução do Marco Lógico/Zopp na Aditepp: Limites e Possibilidades. No ano de

Leia mais

Reportagem do portal Terra sobre o Golpe de 1964

Reportagem do portal Terra sobre o Golpe de 1964 Reportagem do portal Terra sobre o Golpe de 1964 http://noticias.terra.com.br/brasil/golpe-comecou-invisivel-diz-sobrinho-de-substitutode-jango,bc0747a8bf005410vgnvcm4000009bcceb0arcrd.html acesso em 31-03-2014

Leia mais

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados PRESIDENCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Assunto: DISCURSO DO EXMO. SUBCHEFE DE ASSUNTOS FEDERATIVOS DA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA

Leia mais

Manifesto da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG. 7 de novembro de 2012

Manifesto da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG. 7 de novembro de 2012 Manifesto da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG 7 de novembro de 2012 Nós, da Frente Independente pela Verdade, Memória e Justiça-MG, viemos a público manifestar nossa concepção sobre

Leia mais

A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação

A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação A ditadura civil-militar brasileira através das artes: uma experiência com alunos do ensino médio no Colégio de Aplicação Beatrice Rossotti rossottibeatrice@gmail.com Instituto de História, 9º período

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA. MOVIMENTO BURGUÊS França antes da revolução TEVE APOIO DO POVO Monarquia absolutista Economia capitalista.(costumes feudais) sociedade estamental. 1º Estado-

Leia mais

coleção Conversas #6 Respostas que podem estar passando para algumas perguntas pela sua cabeça.

coleção Conversas #6 Respostas que podem estar passando para algumas perguntas pela sua cabeça. coleção Conversas #6 Eu Posso com a s fazer próprias justiça mãos? Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora AfroReggae nasceu com o desejo

Leia mais

Ouvidor: Dr. Luiz Gonzaga Dantas

Ouvidor: Dr. Luiz Gonzaga Dantas Ouvidor: Dr. Luiz Gonzaga Dantas Ouvidoria na Defesa dos Direitos Humanos Na concepção individualista da sociedade 1º vem o indivíduo que tem valor em si mesmo, depois vem o Estado. Essa concepção diz

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

Política e Comunicação - A comunicação com pensamento

Política e Comunicação - A comunicação com pensamento Política e Comunicação - A comunicação com pensamento Onde o comunicador não é considerado protagonista da história da organização, não pode haver comunicação eficaz. Paulo Nassar No mundo da comunicação

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo III: Conselhos dos Direitos no

Leia mais

CARTA PÚBLICA. À Excelentíssima Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff

CARTA PÚBLICA. À Excelentíssima Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff À Excelentíssima Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff A instituição de Organismos de Políticas Públicas para as Mulheres pelo Poder Executivo é uma proposta dos movimentos feministas e de mulheres

Leia mais

ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR

ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA (CIVIL) MILITAR Cesar

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

semestre do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria. E-mail: gphoffmeister@hotmail.com 2

semestre do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria. E-mail: gphoffmeister@hotmail.com 2 OS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES ENQUANTO UMA CATEGORIA ESPECÍFICA DE DIREITOS HUMANOS Guilherme Pittaluga Hoffmeister 1 Luiz Henrique Silveira dos Santos 2 Eduardo da Silva Fagundes 3 1 INTRODUÇÃO A concepção

Leia mais

ELEIÇÕES 2008 A RELAÇÃO ENTRE VEREADORES, ADMINISTRAÇÕES PETISTAS E O MOVIMENTO SINDICAL SUGESTÕES

ELEIÇÕES 2008 A RELAÇÃO ENTRE VEREADORES, ADMINISTRAÇÕES PETISTAS E O MOVIMENTO SINDICAL SUGESTÕES ELEIÇÕES 2008 A RELAÇÃO ENTRE VEREADORES, ADMINISTRAÇÕES PETISTAS E O MOVIMENTO SINDICAL 1) INTRODUÇÃO SUGESTÕES Ao longo dos seus vinte e oito anos e com a experiência de centenas de administrações que

Leia mais

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná.

A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. A PRÁTICA DE FORMAÇÃO DE DOCENTES: DIFERENTE DE ESTÁGIO Maria de Fátima Targino Cruz Pedagoga e professora da Rede Estadual do Paraná. O Curso de Formação de Docentes Normal, em nível médio, está amparado

Leia mais

Enquete. Dia dos Professores

Enquete. Dia dos Professores Enquete Dia dos Professores No dia 15 de outubro será comemorado o dia do professor. Muito se fala que a profissão, apesar de muito importante, perdeu seu glamour e prestígio, sendo incapaz de atrair a

Leia mais

O Brasil. na era da ditadura. Memória em foco

O Brasil. na era da ditadura. Memória em foco Foto: Breno Mendes O Brasil na era da ditadura Agradecimento ao site http://memoriasoswaldohernandez.blogspot.com.br/, de onde as imagens e as informações para as legendas foram retiradas. Com a suposta

Leia mais

Senhor Presidente PROJETO DE LEI

Senhor Presidente PROJETO DE LEI Senhor Presidente PROJETO DE LEI " INSTITUI, NO CALENDÁRIO OFICIAL DE DATAS E EVENTOS DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO SUL, A 'SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE ÉTICA E CIDADANIA', E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS."

Leia mais

Direitos das Pessoas Idosas e a Implementação da Convenção

Direitos das Pessoas Idosas e a Implementação da Convenção Direitos das Pessoas Idosas e a Implementação da Convenção Perly Cipriano Subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos - Brasil Dados atuais sobre envelhecimento no mundo No ano de 2007, 10.7%

Leia mais

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão.

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. Osdireitosdohomemedocidadãonocotidiano (OscarNiemeyer,1990) "Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável,

Leia mais

A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro

A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro Durante o regime militar brasileiro, a organização Anistia Internacional (AI), trabalhou na defesa de presos políticos e na divulgação

Leia mais

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1373/XII/4ª

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1373/XII/4ª PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1373/XII/4ª Recomenda ao Governo a definição de uma estratégia para o aprofundamento da cidadania e da participação democrática e política dos jovens A cidadania é, além de um

Leia mais