FINANCIAMENTO AO NIVEL COOPERAÇÃO NO SECTOR SAÚDE: ASPECTOS CONTEMPORÁNEOS MAPUTO 13 DE OUTUBRO

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1 FINANCIAMENTO AO NIVEL DISTRITAL COOPERAÇÃO NO SECTOR SAÚDE: ASPECTOS CONTEMPORÁNEOS MAPUTO 13 DE OUTUBRO

2 Estrutura da apresentação Que é o financiamento externo ao nível distrital? Por que é importante? Como se faz? A Experiência da medicusmundi Metodologia Montantes Aspectos positivos e negativos Qual é a nossa proposta do futuro?

3 Conceito do Financiamento Externo ao nível Distrital: Ajuda Orçamental (AO) Pode se resumir como um apoio financeiro ao orçamento distrital do sector saúde. De igual forma que ao nível nacional e provincial os parceiros da cooperação realizam ajudas aos orçamentos, no nível distrital diferentes ONG estão a aplicar esta metodologia, ainda que de forma diferente. Deve ser previsível e realizar se no marco dos planos distritais.

4 Por que é importante a AO? Deve se enfocar no fortalecimento das capacidades de planificação é gestão no nível distrital. Aumenta os recursos alocados ao nível distrital, favorecendo o processo de descentralização. Permite ter liquidez no distrito em caso de atraso no desembolso de outros financiamentos (OE, FP, etc...)

5 Enquadramento na declaração de Paris Transforma fundos inicialmente verticais em fundos de ajuda orçamental. As ONG podem adoptar um papel mais virado a assistência técnica, ao seguimento da boa execução e justificação dos fundos. Melhora o alinhamento, harmonização e prestação mútua de contas. Fortalece o sistema

6 A importância da Planificação. A base do apoio financeiro ao nível distrital deve ser uma planificação distrital sólida e baseada nas prioridades do MISAU. Os Planos devem ser transformados em orçamentos. A Planificação distrital deve ser o plano comum para todos os parceiros que pretendam fazer ajuda orçamental. Incluir a financiação prevista no plano distrital (PESOD) deve ser a primeira prioridade.

7 O ciclo da planificação

8 As Ferramentas da planificação ao nível distrital

9 O sistema de Gestão Distrital: SISTAFE (SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO ESTADO) OBJECTIVOS SISTAFE: Estabelecer e harmonizar regras e procedimentos de programação, gestão, execução, controlo e avaliação dos recursos públicos.

10 OBJECTIVOS SISTAFE: Desenvolver subsistemas que proporcionem informação oportuna e fiável sobre o comportamento orçamental e patrimonial dos órgãos e instituições do Estado. Estabelecer, implementar e manter um sistema contabilístico de controlo da execução orçamental e patrimonial, adequado às necessidades de registo, da organização da informação e da avaliação do desempenho das acções desenvolvidas no domínio da actividade financeira dos órgãos e instituições do Estado;

11 SISTAFE ESTRUTURA FUNCIONAL SOE STP SCP SPE SCI US UI Central UI províncias UGE 1 UGE 2 UGE n UGB 1 UGB 2 UGB 3 UGB 4 UGB n 11

12 Algumas considerações importantes Os planos devem projectar recursos disponíveis. Os planos devem aplicar sempre o principio da factibilidade. Os planos devem ser abrangentes: todas as fontes de financiamento devem estar incluídas. Os planos devem ter tectos. A planificação tem um ciclo: é indispensável que todos os actores respeitem o ciclo

13 O processo de descentralização Desde o ano 2007 se está a implementar o processo: é novo e ainda não uniformizado. O objectivo e que os distritos devem passar a gerir mais competências e pelo tanto orçamento. As administrações distritais vão ter a capacidade de decidir os orçamentos para cada sector, incluindo saúde.

14 A experiência da medicusmundi: PLANIFICAÇÃO Distrital Técnica e financeira (PI/PESOD) EPGI Comunicação dos compromissos financeiros Reuniões planificação trimestrais. EXECUÇÃO dos Planos e do funcionamento: Entrega dos Fundos Bens e Serviços de MMC Apóio actividades programadas. REUNIÕES SIS: Análise de indicadores Correcto preenchimento fichas estatística SEGUIMENTO dos planos: Reuniões de seguimento. Supervisão Integrada Distrital. AVALIAÇÃO dos planos: Reuniões avaliação. Conselhos Coordenadores Distritais. de

15 Como fazer: financiamento das actividadesno distrito

16 Que apoiamos? FUNDO MEDICUS MUNDI RECURSOS HUMANOS PATRIMONIO e MANUTENÇÃO: bensmóveise inmóveis DESPESAS CORRENTES: água, luz, alimentação

17 Metodologia I 1. Assinatura do acordo entre a medicusmundi e a DPS no inicio da intervenção. Nestes acordos definem-se as rubricas que podem ser usadas, bem como algumas limitações de redistribuição das mesmas ou limite de desvios. 2. Antes de iniciar o ano os administrativos deverão apresentar a DPS a distribuição das rubricas para o Fundo medicusmundi.. Uma vez aprovadas pela DPS serão enviadas para a sua aceitação.

18 Metodologia II 3. O fundo entrega-se ao início do ano, mas antes da realização dos EPGIs provinciais a DPS e os distritos são informados através de carta da quantidade a disponibilizar paraoanoaseguir. 4. Uma vez finalizado o trimestre os distritos apresentam o processo de contas correspondente, o qual é revisado e trabalhado entre o administrador de medicusmundi e o administrativo do distrito. IMPORTANTE: O processo de contas segue a metodologia da função pública de Moçambique. 5. Uma vez finalizado correctamente o processo de contas, medicusmundi escreve um relatório dando o parecer do processo e explicando as melhorias, assim como as falhas do processo.

19 Alguns dados Cabo Delgado e Nampula Fundos entregues. % sobre o orçamento distrital. Fundos justificados

20 NAMPULA DISTRITO ERATI Fundos MM AO ,00 3,14% ,00 Fundos MM Apoio Actividades ,55 5,51% ,65 Apio Fundo Contratação , ,65 OE ,66 91,35%?? Outros 0,00 0,00%?? Fundos Justificados MM 100% 47% * Inclui SDSMAS Erati, HD Alua e CS Mirrote Fonte: Balanço PES Distrital

21 NAMPULA SASMAS MEMBA Fundos MM AO ,00 4,42% ,00 Fundos MM Apoio Actividades ,00 1,54% ,00 OE ,00 94,04%?? Outros 0,00 0,00%?? Fundos Justificados MM 100% 80% Fonte: Balanço PES Distrital

22 NAMPULA ICS NAMPULA Fundos MM AO ,00 0,64% ,00 Fundos MM Apoio Actividades ,00 16,17% ,00 OE ,88 83,20%?? Outros 0 0,00%?? Fundos Justificados MM 100% 100%

23 NAMPULA DISTRIBUIÇÃO AJUDA ORÇAMENTAL 2009 e 2010 PROGRAMA SAÚDE ERATI 1% 1% 1% BRIGADAS MÓVEIS 14% 23% MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS COMBUSTÍVEL ALIMENTAÇÃO 19% MATERIAL NÃO DURADOURO 21% AJUDAS DE CUSTO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO 20% LUZ E AGUA

24 CABO DELGADO SDSMAS MONTEPUEZ Fundos MM AO ,00 6,37% ,46 7,00% ,85 Fundos MM Apoio Actividades ,21 14,56% ,00 28,99% ,56 OE ,00 28,49% ,00 8,65%?? FCP ,00 40,56% ,00 55,36%?? Outros ,00 11,15% 0,00 0,00%?? Fundos Justificados MM 89% 100% 85% Não estao incluidos fundos HR Montepuez Fonte: Balanço PES Distrital

25 CABO DELGADO SDSMAS BALAMA Fundos MM AO ,00 8,86% ,46 7,55% ,00 Fundos MM Apoio Actividades ,32 12,48% ,89 13,76% ,41 OE ,00 32,48% ,00 20,32%?? FCP ,00 46,18% ,00 58,38%?? Outros 0,00 0,00% 0,00 0,00%?? Fundos Justificados MM 99% 100% 32% Fonte: Balanço PES Distrital

26 CABO DELGADO SDSMAS NAMUNO Fundos MM AO ,00 10,05% ,95 5,82% ,00 Fundos MM Apoio Actividades ,09 11,07% ,12 7,66% ,64 OE ,00 38,30% ,00 26,40%?? FCP ,96 40,58% ,00 30,77%?? Outros 0,00 0,00% ,00 29,35%?? Fundos Justificados MM 81% 98,00% 73% Fonte: Balanço PES Distrital

27 CABO DELGADO DISTIBUIÇÃO AJUDA ORÇAMENTAL PROJECTO CD SUL-CABO DELGADO 2% 4% 2% 3% 2% 4% 8% Pessoal Combustiveis Manutençao e Rep. Inmoveis 21% Manutençao e Rep. Equipamentos Material nao douradouro de escritorio Material douradouro de escritorio Outros Bens Nao Duradouros Outros Bens Duradouros Passagens dentro do País 34% 5% Manutençao e Rep. Inmoveis Manutençao e Rep. Equipamentos 10% Agua e electricidade Outros serviços 2% 3%

28 Aspectos positivos Fortalecimento das capacidades técnicas em planificação dos distritos. Fortalecimento das capacidades técnicas em gestão e administração. Aumento da disponibilidade orçamental. Liquidez. Elevado grão de justificação dos processos contáveis.

29 Dificuldades Em muitas ocasiões os planos não são adaptados aos tectos disponíveis por falta de informação. Planos não reais, dificuldades no seguimento (desmotivação). Diferentes metodologias de apoio orçamental das ONG aos distritos: sobre carga de gestão, dificuldades na coordenação, duplicação de actividades/financiamentos. Ainda o nível distrital gere uma quantidade mínima do OE para sector saúde.

30 Dificuldades As SDSMAS são UG não UO de igual forma que o resto das Secções Distritais. Aqueles distritos que tem SISTAFE justificam as despesas de todas as secções distritais, de forma que o atraso em uma secção afecta a todo o resto dificultando a chegada antecipada de fundos.

31 Mais propostas SWAP Distrital? ONG: assistência técnica. Todo o dinheiro no mesmo plano. Indicadores distritais comuns. Instrumento de seguimento comum: Planificação Integrada ligada ao PESOD. Respeito pelos ciclos de planificação e previsibilidade dos fundos. Contabilidade comum: balancetes do governo. Compromissos mínimos de intervenção (2/4 anos)

32 Mais propostas O fundo de apoio distrital deve ser sempre adicional e não substitutivo: devem se assinar acordos nesta línea (atenção ao processo de descentralização) ONG participam na gestão dos fundos de forma ONG participam na gestão dos fundos de forma integral.

33 Propostas de coordenação Inserir um grupo de ONGs no grupo SWAP de financiamento. Envolver o grupo SWAP das ONGs. NAIMA+ deve actuar como catalisador das NAIMA+ deve actuar como catalisador das propostas das ONG em pro da coordenação.

34 Alguns aspectos por definir Fundo comum no nível distrital: Fundo Comum ano nível de apoio administrativo o ao nível sectorial? Conta bancária do Distrito Vs Conta separada (Fundo Comum)?

35 OBRIGADA

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