CLÁUSULA DA NAÇÃO MAIS FAVORECIDA: UM ESTUDO SOBRE AS PRINCIPAIS CONTROVÉRSIAS QUE A ENVOLVEM NO ÂMBITO DA OMC 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CLÁUSULA DA NAÇÃO MAIS FAVORECIDA: UM ESTUDO SOBRE AS PRINCIPAIS CONTROVÉRSIAS QUE A ENVOLVEM NO ÂMBITO DA OMC 1"

Transcrição

1 CLÁUSULA DA NAÇÃO MAIS FAVORECIDA: UM ESTUDO SOBRE AS PRINCIPAIS CONTROVÉRSIAS QUE A ENVOLVEM NO ÂMBITO DA OMC 1 Adriana Breier Bonato 2 RESUMO: O presente trabalho traz a Cláusula da Nação Mais Favorecida como seu objeto de estudo e contempla as considerações feitas por diversos autores sobre o tema, bem como procede à análise de importantes decisões proferidas pelo Órgão de Solução de Controvérsias acerca de cinco conflitos comerciais ocorridos no âmbito da Organização Mundial de Comércio. Constrói-se o tema partindo da evolução histórica do comércio internacional ocorrida ao longo de diversas rodadas de negociações, culminando na criação da OMC e na ratificação do relevante papel que exercem os princípios do GATT na concretização do sistema multilateral de comércio. Destaca-se, nesse contexto, o princípio da Nação Mais Favorecida, sua importância nas negociações comerciais e, paradoxalmente, a grandiosa contribuição que os casos de inaplicabilidade da Cláusula previstos pelo GATT trouxeram a fim de possibilitar um desenvolvimento mais igualitário entre os Membros da OMC. A reflexão acerca do princípio da Nação Mais Favorecida tornase ainda mais merecida ao passo que se vislumbra a importância de sua aplicação na busca de soluções de conflitos de âmbito internacional, sendo isso o que se propõe demonstrar no presente estudo. Palavras-chave: Cláusula da Nação Mais Favorecida. GATT. Organização Mundial de Comércio. Sistema Multilateral de Comércio. INTRODUÇÃO A criação da OMC representa uma etapa importante no desenvolvimento do comércio internacional, entretanto, como o comércio internacional se expande de forma dinâmica, exige-se, conjuntamente, a expansão das atividades da OMC e a 1 Artigo extraído do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, aprovado, com grau máximo pela banca examinadora composta pelo orientador Professor Dr. Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Prof. Ricardo Koboldt e Prof. Guilherme Jaeger, em 27 de novembro de Acadêmica do Curso de Ciências Jurídicas e Sociais Faculdade de Direito PUCRS. Contato:

2 elaboração de novas regras para o sistema multilateral. Como plano de fundo de todas essas inovações encontra-se o Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio, o GATT, que, passando por diversas alterações ao longo dos anos, possibilitou a criação de um cenário ideal para o desenvolvimento do comércio internacional através de um conjunto sistêmico de normas e diretrizes com aplicação mundial. Através da análise desse conjunto é possível verificar a existência de diversos princípios norteadores das relações comerciais, os quais serão estudados no presente trabalho, e, dentre eles, encontra-se o Princípio da Nação Mais Favorecida, objeto central desse estudo. Será feito um estudo específico acerca da Cláusula da Nação Mais Favorecida, no qual serão expostas considerações de grandes autores sobre o tema, bem como se discorrerá sobre o seu conceito, a sua aplicação, a sua importância para o comércio internacional e sobre quais circunstâncias tal princípio não será aplicado. São de suma importância as explanações que se farão presente nessa parte do trabalho, uma vez que servirão de base para os estudos de casos apresentados no capítulo seguinte. A aplicação imediata e incondicional do Artigo I do GATT, que compreende a Cláusula da Nação Mais Favorecida, às negociações comerciais ocorridas no âmbito da OMC pode acarretar no surgimento de divergências quanto a sua interpretação e a sua aplicabilidade ao caso concreto. Em decorrência disso, são requeridas consultas pelo Membro interessado ao Órgão de Solução de Controvérsias que, quando necessário, instaurará o Grupo Especial a fim de encontrar a solução adequada aos conflitos originados nas negociações comerciais. Assim, proceder-se-á à análise de importantes decisões proferidas pelo Órgão de Solução de Controvérsias acerca da aplicação da Cláusula da Nação Mais Favorecida. Tais decisões originaram-se de conflitos decorrentes de relações comerciais envolvendo Membros da OMC como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Indonésia e Comunidade Européia. Por fim, cabe ressaltar que, embora as decisões não tratem exclusivamente sobre o referido artigo, só serão objeto de análise os assuntos que tenham relação direta com o tema central do presente estudo, qual seja a Cláusula da Nação Mais Favorecida. 1 CLÁUSULA DA NAÇÃO MAIS FAVORECIDA

3 Qualquer vantagem, favor, imunidade ou privilégio concedido por uma Parte Contratante em relação a um produto originário de ou destinado a qualquer outro país, será imediata e incondicionalmente estendido ao produtor similar, originário do território de cada uma das outras Partes Contratantes ou ao mesmo destinado. Este dispositivo se refere aos direitos aduaneiros e encargos de toda a natureza que gravem a importação ou a exportação, ou a elas se relacionem, aos que recaiam sobre as transferências internacionais de fundos para pagamento de importações e exportações, digam respeito ao método de arrecadação desses direitos e encargos ou ao conjunto de regulamentos ou formalidades estabelecidos em conexão com a importação e exportação bem como aos assuntos incluídos nos 2 e 4 do art. III CONCEITO Presente no artigo I do GATT 1947, a Cláusula da Nação Mais Favorecida está entre os mais importantes princípios do GATT. 4 Sobre ela repousa o mecanismo multilateral do livre-comércio mundial, uma vez que, por definição, veda a conclusão de acordos bilaterais e induz à redução geral e recíproca das tarifas de importação. 5 A Cláusula da Nação Mais Favorecida estabelece que qualquer vantagem, favor, privilégio ou imunidade afetando direitos aduaneiros ou outras taxas concedidos a uma parte contratante, deverão ser acordados imediata e incondicionalmente a produtos similares comercializados com qualquer outra parte contratante. Segundo a Corte Internacional de Justiça, o propósito da CNMF é o de estabelecer e de manter a não-discriminação e a igualdade fundamental entre os países envolvidos. Ao estabelecer relação entre a CNMF e o princípio da não-discriminação, explica o autor Minoru Nakada: O princípio da NMF é por vezes considerado como sendo o mesmo em relação ao princípio da não-discriminação, mas existem diferenças conceituais entre estes. Segundo a Comissão de Direito Internacional da ONU, o princípio da não-discriminação é um princípio geral baseado na igualdade dos Estados quanto a sua soberania, enquanto que a cláusula da NMF é um meio ou técnica para efetivar esta igualdade entre os Estados. 6 3 GATT, Artigo I, parágrafo 1º. Disponível em: <http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/secex/omc/acordos/gatt47port.pdf>. Acesso em: 02 jun Embora o princípio da Cláusula da Nação Mais Favorecida também seja encontrado no campo dos serviços (Acordo Geral sobre Comércio de Serviços GATS) e de propriedade intelectual (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio TRIPS), estaremos nos atendo, no presente trabalho, ao estudo específico de sua aplicação no comércio de bens. 5 NETO, José Cretella. Direito Processual na Organização Mundial de Comércio Casuística de Interesse para o Brasil. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p NAKADA, Minoru. A OMC e o Regionalismo. 1. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2002, p. 36.

4 Em outras palavras, pela Cláusula da Nação Mais Favorecida qualquer paísmembro tem direito de ser tratado com igualdade em relação ao país que recebeu um tratamento mais privilegiado, isto é, mais favorecido. Para exemplificar, suponhase que Estados Unidos e França, ambos membros do GATT, iniciem uma negociação. Os Estados Unidos estão interessados em vender maquinário para a França; a França vende produtos têxteis para os Estados Unidos. Ambos os países negociam, selando um acordo em que a França reduzirá a tarifa de maquinários se os EUA reduzirem a tarifa dos têxteis a certo montante. A redução tarifária aplicada aos produtos têxteis franceses será aplicada a todos têxteis importados pelos Estados Unidos e o mesmo valerá para todo maquinário importado pela França em decorrência da aplicação da Cláusula da Nação Mais Favorecida. Continuando o pensamento, explica o autor M. Fogiel: Diante do exposto, pode-se dizer que a cláusula da nação mais favorecida é a concordância de que nenhum membro do GATT será tratado pior do que a "nação mais favorecida" - na verdade, em nenhuma importação realizada por país-membro poderá ser cobrada uma tarifa maior do que a realizada por qualquer outro país-membro, salvo exceções especiais. Embora tenha sido um processo longo, o GATT resultou em uma redução significativa nas barreiras tarifárias mundiais desde que o primeiro acordo entrou em funcionamento. (tradução nossa) 7. A Cláusula da Nação Mais Favorecida conduz a uma relação de nãodiscriminação entre os membros da OMC e sua aplicação abrange todos os encargos referentes a importação e exportação, todos os métodos para imposição de taxas e cobranças e todos os impostos e regulamentos internos. A aplicação da CNMF não alcança somente benefícios, como vantagens, favores e privilégios, mas também a proteção contra efeitos negativos, como as imunidades, dado o fato de que o que um membro da OMC oferecer a um país deverá oferecer a todas as outras partes contratantes. O disposto no Artigo I do GATT 1947 se estende a quatro setores: tarifas aduaneiras de importação e exportação, taxas 8 cobradas na importação e exportação, regras e processo relacionados a importação e exportação, e todos os 7 From the above, we can say that the most favored nation clause is the agreement that no member of GATT will be treated worse than the most favored nation in effect, that no member country s imports can be charged a higher tariff than any other member country, unless special exceptions have been made. Although it has been a long process, GATT has resulted in a major reduction in world tariff barriers since the agreement first went into operation. (FOGIEL, M. The Economics Problem Solver. 1. ed. New Jersey: Research and Education Association, 1980, p. 875). 8 Segundo disposição presente no artigo XVIII, parágrafo 1º do GATT, as taxas não podem ser cobradas com fins protecionistas ou orçamentários.

5 itens relacionados no Artigo III, parágrafos 2º e 4º 9 relativos à tributação interna e legislações específicas. A aplicação automática da CNMF nas reduções tarifárias realizadas pelos países-membros ao longo das rodadas de negociações multilaterais possibilita que todos os membros da OMC tirem proveito da abertura comercial oferecida. Ocorre, entretanto, que uma parcela dos países participantes poderão não querer assumir, apesar do poder e da condição comercial que dispõem, responsabilidades suficientes em relação a concessões e obrigações, pegando carona nos resultados obtidos na negociação de outros países, recebendo benefícios sem terem assumido nenhuma obrigação é a chamada prática das free riders 10. E respeito dela esclarece a autora Vera Thorstensen: Se um participante não oferece reduções, ou não consolida suas novas tarifas, ele acaba se beneficiando das reduções alheias, sem incorrer nos custos de expor a sua economia a uma maior concorrência internacional. A prática condenada é a prática das caronas (free riders) e a prática defendida é a participação de todos. 11 Outra questão que surge com a CNMF é que, embora o Artigo I do GATT 1947 estenda sua aplicação a todos os produtos similares (like products), ele não conceitua, especificamente, o que seriam tais produtos. Conceitualmente, para que um produto seja similar a outro é necessário que sejam concorrentes diretos ou que haja a possibilidade de substituição de um pelo outro GATT, Artigo III: Tratamento Nacional no tocante à tributação e regulamentação internas: 2º Os produtos do território de qualquer Parte Contratante, importados por outra Parte Contratante, não estão sujeitos, direta ou indiretamente, a impostos ou outros tributos internos de qualquer espécie superiores aos que incidem, direta ou indiretamente, sobre produtos nacionais. Além disso, nenhuma Parte Contratante aplicará de outro modo, impostos ou outros encargos internos a produtos importados nacionais, contrariamente as principais estabelecidas no parágrafo 1. 4º Os produtos de território de uma Parte Contratante que entrem no território de outra Parte Contratante não usufruirão tratamento menos favorável que o concedido a produtos similares de origem nacional, no que diz respeito às leis, regulamento e exigências relacionadas com a venda, oferta para venda, compra, transporte, distribuição e utilização no mercado interno. Os dispositivos deste parágrafo não impedirão a aplicação de tarifas de transporte internas diferenciais, desde que se baseiem exclusivamente na operação econômica dos meios de transporte e não na nacionalidade do produto. 10 Free-rider é o país que se beneficia dos resultados de negociações entre outros países, sem ter feito qualquer concessão comercial. O benefício ao país que não fez concessões se dá, em geral, via aplicação da cláusula da nação-mais-favorecida. Disponível em: <http://www.iconebrasil.org.br/pt/?acta=16&areaid=14&secaoid=29&letravc=f>. Acesso em: 01/09/ THORSTENSEN, Vera. OMC - Organização Mundial do Comércio. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2003, p Um produto similar (like product) possui características semelhantes ao produto com o qual é comparado, podendo substituí-lo. O termo like deve ser interpretado como similar ou idêntico, considerando-se a destinação final do produto, os gostos e hábitos dos consumidores, bem como suas propriedades e a qualidade. Disponível em:

6 Ocorre, entretanto, certa dificuldade na aplicação da CNMF no momento de classificação dos produtos para fins tarifários, tendo em vista a ambigüidade do conceito de similaridade o que já foi objeto de diversas deliberações pelo Órgão de Solução de Controvérsias 13. Como a classificação para fins tarifários ainda não está uniformizada a nível mundial 14, cada país pode, conforme a sua conveniência, adotar uma padronização própria em relação a produtos similares com o intuito de proteger o produto nacional dos importados, efetivando uma classificação discriminatória. Ao explicar o nome dado ao princípio da Nação Mais Favorecida, a própria OMC assim expõe: Mais Favorecida soa como uma contradição. Sugere tratamento especial, mas na OMC isso, na verdade, significa não-discriminação tratar a todos igualmente. É isso que acontece. Cada membro trata todos os outros membros de forma igual como o mais favorecido parceiro comercial. Se um país aumenta os benefícios que ele dá a um parceiro comercial, o mesmo melhor tratamento deverá ser estendido a todos os membros da OMC de modo que todos permaneçam como o mais favorecido. (tradução nossa) 15. A CNMF tem solidificado o tratamento não-discriminatório entre os Estados no sistema multilateral de comércio, entretanto, tal disposição só é válida para os países-membros. Um país que não era parte contratante do GATT e ainda não é membro da OMC não pode se beneficiar dos princípios e regras desenvolvidos dentro do sistema do comércio internacional. Como conseqüência, pode ter prejudicado seu fluxo de exportações e importações, e ser discriminado em relação aos demais países-membros CASOS DE APLICABILIDADE <http://www.iconebrasil.org.br/pt/?acta=16&areaid=14&secaoid=29&letravc=p>. Acesso em: 01 set Belgian Family allowances, Gatt, BISD, 1 Supp. 59 (1953); Treatment by Germany of imports of Sardines, BISD, 1 Supp. 53 (1953); EEC programme of minimum import prices, licenses and surety deposits for certain processed fruits and vegetables, BISD, 25 Supp. 68 (1979); Spanish tariff treatment of unroasted coffee, BISD, 36 Supp.102 (1982); Japanese tariff on import of Spruce-Pine-Fir Dimension Lumber, BISD, 36 Supp. 167 (1990); United States restrictions in imports of Tuna from Mexico, BISD, 39 Supp. 155 (1993). 14 Há um trabalho de unificação da classificação para fins tarifários do Conselho de Cooperação Tarifária em Bruxelas, Cf. CCC, Nomenclature for the Classification of Goods in Customs Tariffs (5th ed. 1976); CCC, Harmonized Commodity and Coding System (approved on 14 June 1983). 15 Most-Favoured sounds like a contradiction. It suggests special treatment, but in the WTO it actually means non-discrimination treating virtually everyone equally. This is what happens. Each member treats all the other members equally as most-favoured trading partners. If a country improves the benefits that it gives to one trading partner, it has to give the same best treatment to all the other WTO members so that they all remain most-favoured. Disponível em: <http://www.wto.org/english/thewto_e/whatis_e/tif_e/fact2_e.htm>. Acesso em: 01 set THORSTENSEN, Vera. OMC - Organização Mundial do Comércio. 2. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2003, p. 37.

7 A Cláusula da Nação Mais Favorecida será aplicada de forma imediata e incondicional quando se fizerem presentes dois elementos: negociação comercial entre Países-Membros da OMC e concessão de favorecimento tarifário por, no mínimo, uma das Partes Contratantes. Assim, não se tratando de um dos casos legais de exceção à CNMF, a ocorrência concomitante dos elementos acima referidos acarretará na aplicação do princípio da Nação Mais Favorecida fazendo com que o favorecimento tarifário concedido seja estendido aos produtos similares originários de todos os outros Membros da OMC. Em outras palavras, se um Membro conceder imunidade tributária a um produto originário de determinada Parte Contratante, como o café por exemplo, deverá estender tal imunidade a todos os produtos similares ao café oriundos de todos os outros Membros da OMC Negociação Comercial entre Países-Membros da OMC A OMC é composta, atualmente, por 153 países, os quais estão, desde a Rodada Uruguai, obrigados a aceitar e respeitar os acordos celebrados no âmbito da Organização como um todo, não tendo mais a possibilidade de escolher os acordos aos quais desejam aderir. Dessa forma, todas as relações comerciais estabelecidas entre dois ou mais membros da OMC estão sob a égide do conjunto de normas do GATT, o que faz com que princípios como a Cláusula da Nação Mais Favorecida tenham reflexos nas negociações de forma automática, imediata e incondicional, salvo exceções que serão analisadas como, por exemplo, as negociações ocorridas no âmbito de uniões aduaneiras. Já os países que não fazem parte da OMC, como é o caso do Afeganistão, da Líbia e do Iraque 17, ao negociarem com um País-Membro, não podem invocar a incidência de tais regras em suas relações comerciais a fim de gozarem benefícios fiscais, como redução de impostos e imunidades, uma vez que tais vantagens se restringem aos países integrantes da OMC Concessão de Favorecimento Tarifário 17 Atualmente, 29 países são classificados pela OMC como observadores e, com exceção do Vaticano, os países observadores podem ter acesso às negociações no âmbito da OMC assim que completarem cinco anos como observadores. Disponível em: < Acesso em: 30 out

8 O favorecimento tarifário concedido em uma negociação comercial entre Membros da OMC compreende qualquer vantagem, favor, imunidade ou privilégio que se refira a direitos aduaneiros e encargos que gravem a importação ou a exportação, ou a elas se relacionem, bem como aos que recaiam sobre as transferências internacionais de fundos para pagamento de importações e exportações, digam respeito ao método de arrecadação desses direitos e encargos ou ao conjunto de regulamentos ou formalidades estabelecidos em conexão com a importação e exportação. Considera-se também favorecimento tarifário o que diz respeito às leis, regulamentos e exigências relacionadas com a venda, oferta para venda, compra, transporte, distribuição e utilização no mercado interno Produto Similar A aplicação da Cláusula da Nação Mais Favorecida faz com que os produtos, oriundos dos Membros da OMC, que sejam similares ao produto objeto da negociação passem a receber o mesmo tratamento tarifário que a esse fora concedido. Ocorre, entretanto, que o conceito de produto similar (like product) foi e continua sendo matéria de grande discussão nos conflitos levados ao Órgão de Solução de Controvérsias e, em diversos casos julgados pela OMC, tratou-se do conceito de produto similar devendo o mesmo ser interpretado no sentido de um produto que é idêntico ou semelhante em todos os aspectos ao produto considerado ou, na ausência de tal produto, outros produtos que, embora não sejam idênticos em todos os aspectos, tenham características muito semelhantes às do produto considerado. Em decisão do caso Japan Alcoholic Beverages II, acerca da utilização da expressão produto similar, o Órgão e Apelação afirmou que:...a interpretação do termo deve ser examinada no caso concreto. Isso permitiria uma avaliação justa quanto aos diferentes elementos que constituem um "produto similar". Alguns critérios são sugeridos para determinar se um produto é similar : seu uso comercial; gostos e preferências dos seus consumidores, os quais se alteram de país para país; e as propriedades do produto, sua natureza e qualidade. (tradução nossa) Artigos I e III do GATT/ the interpretation of the term should be examined on a case-by-case basis. This would allow a fair assessment in each case of the different elements that constitute a similar product. Some criteria were suggested for determining, on a case-by-case basis, whether a product is similar : the product s end-uses in a given market; consumers tastes and habits, which change from country to country; the product s properties, nature and quality. Disponível em:

9 Dessa forma, constata-se que a caracterização de um produto como produto similar, ou simplesmente a sua descaracterização, prescinde de uma análise rigorosa que leve em consideração os três critérios acima identificados, bem como todos os elementos presentes no caso em análise. Insta dizer, ainda, que a classificação tarifária do produto é um elemento importante, mas limitado para determinar a similaridade dos produtos. 1.3 CASOS DE INAPLICABILIDADE 20 Embora a Cláusula da Nação Mais Favorecida deva ser aplicada de forma incondicional nas relações comerciais no âmbito do Sistema Mundial de Comércio (SMC), existem exceções quanto a sua aplicabilidade, tendo em vista as profundas diferenças existentes entre os membros da OMC. Em grande parte, as exceções ao princípio da CNMF podem ser vistas como uma condição necessária à existência e permanência do SMC, sob pena de o sistema não alcançar seu objetivo declarado de que os benefícios do comércio internacional sejam estendidos a todos os seus participantes. Tais exceções serviram ao longo do tempo como fator de flexibilização da rigidez com que as normas do GATT poderiam ser interpretadas e, também, como compensação às distorções a que um sistema liberal baseado na liberdade total de trocas e na presunção de igualdade entre seus membros inevitavelmente leva. 21 Nesse sentido, John H. Jackson observa que: Os compromissos sobre as barreiras não-tarifárias, bem como os compromissos tarifários e a Cláusula da Nação Mais Favorecida, estão sujeitos a várias exceções no Gatt, incluindo a exceção geral através de waiver. É muito possível que, sem a flexibilidade proporcionada por estas várias exceções o Gatt teria sido incapaz de sobreviver ao longo do tempo. As exceções melhoraram a rigorosa uniformidade aparentemente exigida pelo código de conduta comercial e permitiram ao Gatt ajustar-se a circunstâncias específicas de determinados países, bem como à mudança de circunstâncias na economia mundial de comércio em geral. (tradução nossa) 22. <http://docsonline.wto.org/imrd/directdoc.asp?ddfdocuments/t/wt/ds/8abr.wpf>. Acesso em: 30 out Classificação extraída do site da OMC (www.wto.otg). 21 NASSER, Rabih Ali. A OMC e os Países em Desenvolvimento. 1. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2003, p The commitments on non tariff barriers, as well as the tariff commitments and the Most-Favored- Nation Clause, are all subject to various exceptions in Gatt, including the general exception through as waiver. It is highly possible that without the flexibility provided by these various exceptions Gatt would have been unable to survive as long as it has. The exceptions have ameliorated the stringent uniformity apparently demanded by the code of trade conduct and enable Gatt to adjust to specific

10 Reconhecendo a ineficácia de uma aplicação absoluta do princípio da CNMF, justifica-se a existência de diversas exceções à sua aplicabilidade em função de três aspectos que devem ser observados nas relações econômicas internacionais: a existência de blocos regionais, a desigualdade de desenvolvimento entre países e a superveniência de circunstâncias excepcionais. Em decorrência dessas circunstâncias, são listadas as seguintes exceções ao princípio da Cláusula da Nação Mais Favorecida: antidumping e medidas compensatórias, uniões aduaneiras e zonas de livre comércio, cláusula de habilitação (enabling clause) e waivers além das exceções gerais 23 previstas no artigo XX do GATT Antidumping e Medidas Compensatórias circumstances in particular countries, as well as changing circumstances in the world economics of trade generally. (JACKSON, John H. World Trade and the Law of Gatt. 1. ed. New York: Merril Company, 1969, p. 30). 23 GATT, Artigo XX: Exceções Gerais: Desde que essas medidas não sejam aplicadas de forma a constituir quer um meio de discriminação arbitrária, ou injustificada, entre os países onde existem as mesmas condições, quer uma restrição disfarçada ao comércio internacional, disposição alguma do presente capítulo será interpretada como impedindo a adoção ou aplicação, por qualquer Parte Contratante, das medidas: (a) necessárias à proteção da moralidade pública; (b) necessárias à proteção da saúde e da vida das pessoas e dos animais e à preservação dos vegetais; (c) que se relacionem à exportação e a importação do ouro e da prata; (d) necessárias a assegurar a aplicação das leis e regulamentos que não sejam incompatíveis com as disposições do presente acordo, tais como, por exemplo, as leis e regulamentos que dizem respeito à aplicação de medidas alfandegárias, à manutenção em vigor dos monopólios administrados na conformidade do 4º do art. II e do art. XVII à proteção das patentes, marcas de fábrica e direitos de autoria e de reprodução, e a medidas próprias a impedir as práticas de natureza a induzir em erro; (e) relativas aos artigos fabricados nas prisões: (f) impostas para a proteção de tesouros nacionais de valor artístico, histórico ou arqueológico; (g) relativas à conservação dos recursos naturais esgotáveis, se tais medidas forem aplicadas conjuntamente com restrições à produção ou ao consumo nacionais; (h) tomadas em execução de compromisso contraídos em virtude de um Acordo intergovernamental sobre um produto de base, em conformidade com os critérios submetidos às Partes Contratantes e não desaprovados por elas e que é ele próprio submetido às Partes Contratantes e não é desaprovado por elas. (i) que impliquem em restrições à exportação de matérias primas produzidas no interior do país e necessárias para assegurar a uma indústria nacional de transformação as quantidades essenciais das referidas matérias-primas durante os períodos nos quais o preço nacional seja mantido abaixo do preço mundial, em execução de um plano governamental de estabilização; sob reserva de que essas restrições não tenham por efeito reforçar a exportação ou a proteção concedida à referida indústria nacional e não sejam contrárias às disposições do presente Acordo relativas à não discriminação. (j) essenciais à aquisição ou a distribuição de produtos dos quais se faz sentir uma penúria geral ou local; todavia, as referidas medidas deverão ser compatíveis com o princípio segundo o qual todas as Partes Contratantes têm direito a uma parte eqüitativa do abastecimento internacional desses produtos e as medidas que são incompatíveis com as outras disposições do presente Acordo serão suprimidas desde que as circunstâncias que as motivaram tenham deixado de existir. As Partes Contratantes examinarão, em 30 de junho de 1960, no máximo, se é necessário manter a disposição da presente alínea.

11 As medidas antidumping têm o objetivo de evitar que os produtos nacionais sejam prejudicados por importações realizadas a preços de dumping, ou seja, a preços inferiores àqueles praticados para o produto similar nas vendas em seu mercado interno o que pode causar um enorme prejuízo à indústria doméstica. Entretanto, é possível verificar e existência de outro objetivo na aplicação das normas antidumping sobre o qual comenta o Professor Welber Barral: As normas antidumping se baseiam em premissas questionáveis. Uma delas se refere à efetiva existência de dumping, uma vez que sua prática efetiva poderia levar à falência da empresa exportadora. Nos casos de venda abaixo do custo, normalmente existem razões comerciais não usuais. Muito raramente tal venda se destina a eliminar a concorrência com vistas a monopolizar futuramente o mercado. Outra premissa questionável é quanto à nocividade dessas vendas para a economia local. Na prática, as normas antidumping são utilizadas como um refúgio protecionista, por grupos de pressão, para eliminar a concorrência estrangeira. Tais normas tendem a se tornar o instrumento mais poderoso de protecionismo, à medida que as barreiras tarifárias forem sendo reduzidas. 24 Outra maneira de combater práticas desleais no comércio internacional é através das medidas compensatórias e sobre tais medidas explica Antonio Carlos Rodrigues do Amaral: Caso uma indústria esteja sendo prejudicada comercialmente por subsídios concedidos a uma indústria específica de outro país, dependendo do tipo de subsídio concedido poderá demandar que a norma que estabelece a concessão do subsídio seja revogada, ou poderá adotar medidas compensatórias, na medida do prejuízo sofrido, com o objetivo de neutralizar um subsídio outorgado pelo país exportador. 25 Tanto as medidas antidumping quanto as medidas compensatórias constituem exceções à Cláusula da Nação Mais Favorecida tendo em vista que são aplicadas a países e empresas específicos, não estendendo, indistintamente, sua aplicação a todos os Membros Uniões Aduaneiras e Zonas de Livre Comércio Outra exceção à aplicação do princípio da CNMF ocorre quando da existência de uniões aduaneiras e zonas de livre comércio. Primeiramente, cabe ressaltar que entende-se por território aduaneiro todo o território para o qual tarifas aduaneiras distintas ou outras regulamentações aplicáveis às trocas comerciais sejam mantidas 24 BARRAL, Welber; MCGEE, Robert. Aplicação de medidas antidumping pelos Estados Unidos. Revista do Instituto de Pesquisas e Estudos, Bauru, n. 20, p , dez./mar. 1997/ AMARAL, Antonio Carlos Rodrigues do. Direito do Comércio Internacional Aspectos Fundamentais. 2. ed. São Paulo: Lex Editora S.A., 2006, p. 238.

12 a respeito de outros territórios para uma parte substancial do comércio do território em questão conforme preceitua o Artigo XXIV, parágrafo 2º do GATT. Partindo desse pressuposto e tomando como referência o conceito de uniões aduaneiras e zonas de livre comércio trazido pelo artigo XXIV, 8º do GATT 26, verifica-se que o fenômeno do regionalismo não se contrapõe ao desenvolvimento do comércio internacional observado, contudo, que a criação de uniões aduaneiras e zonas de livre comércio não oponha obstáculos ao comércio dos outros Países-Membros com esses territórios. Para garantir que o progresso do livre comércio global de modo parcial, isto é, do livre comércio em nível regional, não trouxesse reflexos muito negativos a terceiros países, diversas condições foram impostas para evitar o abuso da nãoaplicação da CNMF 27. Dessa forma e considerando a importância das uniões aduaneiras e zonas de livre comércio para o comércio mundial, esclarece o autor Minoru Nakada a respeito de tal exceção à aplicação da Cláusula da Nação Mais Favorecida: Cláusula de Habilitação Esses acordos regionais são tratados como exceção no GATT, porque as restrições internas da região são abolidas, mas permanecem as restrições em relação a terceiros países, fazendo com que os países não-membros de um acordo regional fiquem numa posição de desvantagem em relação aos países-membros, o que claramente entra em conflito com a cláusula da NMF de não discriminação GATT, Artigo XXIV, 8º do GATT: Para fins de aplicação do presente Acordo: (a) estende-se por união aduaneira, a substituição, por um só território aduaneiro, de dois ou mais territórios aduaneiros, de modo que: (i) os direitos aduaneiros e outras regulamentações restritivas das trocas comerciais (com exceção, na medida necessária, das restrições autorizadas nos termos dos artigos XI, XII, XIII, XIV, XV e XX) sejam eliminados para a maioria das trocas comerciais entre os territórios constitutivos da união, ou ao menos para a maioria das trocas comerciais relativas aos produtos originários desses territórios; (ii) e, à exceção das disposições do parágrafo 9 os direitos aduaneiros e outras regulamentações idênticas em substância sejam aplicadas, por qualquer membro da união, no comércio com os territórios não compreendidos naqueles; (b) entende se por zona de livre troca um grupo de dois ou mais territórios aduaneiros entre os quais os direitos aduaneiros e outras regulamentações restritivas das trocas comerciais (com exceção, na medida necessária, das restrições autorizadas nos termos dos artigos XI, XII, XIII, XIV, XV e XX) são eliminados para a maioria das trocas comerciais relativas aos produtos originários dos territórios constitutivos da zona de livre troca. 27 Exemplos de condições impostas: a integração regional deve envolver o comércio de substancialmente todos os produtos; o início até a conclusão da integração regional deverá se dar dentro de um período razoável de tempo (acordo interino); as regras comerciais e as tarifas aplicadas aos países não-membros do acordo regional não poderão ser maiores ou mais restritivas em relação as que existiam antes de firmado o acordo regional, dentre outras. 28 NAKADA, Minoru. A OMC e o Regionalismo. 1. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2002, p. 47.

13 A terceira exceção ao princípio da CNMF decorre da aplicação da Cláusula de Habilitação (Enabling Clause), presente no artigo 1º da Decisão de 28 de novembro de 1979 (L/4903) a qual reconheceu o texto Tratamento Diferenciado e Mais Favorável, Reciprocidade e Participação Mais Completa dos Países em Vias de Desenvolvimento, que consagra que: Não obstante a cláusula do artigo primeiro do Acordo Geral, as Partes Contratantes devem estar de acordo com o tratamento diferenciado e mais favorável aos países em desenvolvimento, sem acordar tal tratamento às outras partes contratantes. (tradução nossa) 29. O disposto no referido parágrafo se aplica, dentre outras questões, ao tratamento tarifário preferencial concedido por partes contratantes desenvolvidas a produtos originários de países em desenvolvimento conforme o Sistema Geral de Preferências, aos acordos regionais ou gerais concluídos entre partes contratantes em desenvolvimento com o fim de reduzir ou eliminar mutuamente as barreiras tarifárias, bem como às medidas não-tarifárias aplicadas aos produtos importados nas negociações comerciais. Verifica-se então a possibilidade de concessão de preferências aos países em desenvolvimento sem que os mesmos precisem respeitar o princípio da reciprocidade, bem como a possibilidade dos países em desenvolvimento concederem preferências entre si sem a necessidade de estendêlas aos países desenvolvidos. A criação da Cláusula de Habilitação parte da verificação de que se todos os Países-Membros têm os mesmo direitos, haveria de ser reconhecida a diversidade de desenvolvimento econômico e social entre eles, o que desaconselhava o tratamento idêntico para todos. Dessa forma, a aplicação pura e simples da Cláusula da Nação Mais Favorecida foi derrogada para permitir tratamento diferenciado pelos países industrializados aos menos desenvolvidos como forma de permitir-lhes a obtenção de um progresso na área econômica. Ainda, faz-se importante referir que a Cláusula de Habilitação é uma faculdade dada aos países desenvolvidos, não constituindo uma obrigação de acordar tal tratamento diferenciado e mais favorável aos países em desenvolvimento. E sobre essa questão aponta o autor Rabih Ali Nasser: 29 Notwithstanding the provisions of Article I of the General Agreement, contracting parties may accord differential and more favourable treatment to developing countries, without according such treatment to other contracting parties. (OMC. Decisão de 28 de Novembro de Disponível em: <http://www.wto.org/english/docs_e/legal_e/enabling1979_e.htm>. Acesso em: 05 out. 2009).

14 (...) os países desenvolvidos com base na discricionariedade de que gozavam na escolha de a quem conceder o benefício utilizavam esse instrumento para consolidar laços com antigas colônias, em detrimento de outros países menos desenvolvidos, ou para exercer pressões e obter concessões dos beneficiários do sistema Waivers Por fim, verifica-se também como exceção à aplicação da Cláusula da Nação Mais Favorecida a concessão de waivers, que consiste na autorização do nãocumprimento de obrigações e responsabilidades legais por um determinado período de tempo a determinados Membros. Assim ocorreu, por exemplo, quando, no encontro de 15 de junho de 1999, o Conselho Geral adotou a decisão acerca do Tratamento Preferencial Tarifário para Países em Desenvolvimento. Essa decisão derrogou as obrigações oriundas do Artigo I do GATT com o objetivo de fornecer um meio para os países desenvolvidos oferecerem tratamento tarifário preferencial aos produtos de países menos desenvolvidos. Consta no texto da referida decisão que: Sujeita aos termos e condições acima indicados, as disposições do parágrafo 1 do Artigo I do GATT 1994 devem ser derrogadas até 30 de junho de 2009, na medida do necessário para permitir que os países desenvolvidos concedam tratamento tarifário preferencial aos países menos desenvolvidos, designados como tal pela Organização das Nações Unidas, sem serem obrigados a conceder as mesmas tarifas aos produtos similares de qualquer outro membro. (tradução nossa) 31. O Entendimento sobre derrogações (waivers) de obrigações sob o acordo geral de tarifas e comércio 1994 faz parte do conjunto de normas do GATT 1994 e nele é explicado como se dá a solicitação de waivers 32, bem como qual o procedimento que um País-Membro deve adotar caso considere que seus benefícios estejam sendo anulados ou prejudicados em conseqüência da incapacidade por 30 NASSER, Rabih Ali. A OMC e os Países em Desenvolvimento. 1. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2003, p Subject to the terms and conditions set out hereunder, the provisions of paragraph 1 of Article I of the GATT 1994 shall be waived until 30 June 2009, to the extent necessary to allow developing country Members to provide preferential tariff treatment to products of least-developed countries, designated as such by the United Nations, without being required to extend the same tariff rates to like products of any other Member. Disponível em: <http://docsonline.wto.org/imrd/directdoc.asp?ddfdocuments/t/wt/l/304.doc>. Acesso em: 21 set Entendimento sobre derrogações (waivers) de obrigações sob o acordo geral de tarifas e comércio 1994, Artigo 1º: A solicitação da uma derrogação ou da extensão de uma derrogação existente descreverá as medidas que o Membro pretende adotar, os objetivos específicos de política (policy) que o Membro deseja perseguir e as razões que impediram o Membro de atingir os mesmo objetivos com medidas compatíveis com suas obrigações sob o GATT Disponível em: <http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/secex/omc/acordos/portugues/09waivers.pdf>. Acesso em: 05 out

15 parte do Membro que recebeu a derrogação de observar os termos e condições da mesma ou da aplicação de uma medida compatível com os termos e condições da derrogação. 33 Diante do exposto, verifica-se que, embora sendo um dos pilares do Sistema Multilateral de Comércio, a aplicação absoluta da Cláusula da Nação mais Favorecida tornaria inviável o comércio entre seus Membros, o que fez com que a existência de diversas exceções a esse princípio se tornasse uma condição essencial à sobrevivência e ao desenvolvimento do comércio internacional. 2 ANÁLISES DE IMPORTANTES CONTROVÉRSIAS ENVOLVENDO A CLÁUSULA DA NAÇÃO MAIS FAVORECIDA 2.1 ESTADOS UNIDOS MEDIDAS APLICADAS À IMPORTAÇÃO DE DETERMINADOS PRODUTOS PROCEDENTES DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS 34 Reclamante: Comunidades Européias Reclamado: Estados Unidos Terceiros participantes: Dominica, Equador, Índia, Jamaica, Japão e Santa Lúcia O presente litígio origina-se nas reclamações formuladas pelas Comunidades Européias em decorrência de medidas adotadas pelos Estados Unidos no que diz respeito a determinadas importações procedentes das Comunidades Européias. Mais especificamente, a uma decisão, tomada pelos Estados Unidos em 03 de março de 1999, que suspendia a liquidação das importações procedentes das Comunidades Européias de uma série de produtos 35 que representavam, em 33 Entendimento sobre derrogações (waivers) de obrigações sob o acordo geral de tarifas e comércio 1994, Artigo 3º: Qualquer Membro que considerar que seus benefícios ao amparo do GATT 1994 estejam sendo anulados ou prejudicados como resultado de: a) incapacidade por parte do Membro que recebeu a derrogação de observar os termos e condições da mesma; ou b) aplicação de uma medida compatível com os termos e condições da derrogação; poderá invocar as disposições do Artigo XXIII do GATT 1994 tal como regulamentadas e aplicadas pelo Entendimento sobre Solução de Controvérsias. 34 United States Import measures on certain products from the European Communities (DS165) 35 Carne suína, exceto pernil, paletas, bacon (toucinho entremeado) e seus cortes, salgados ou em salmoura, secos ou defumados; queijo Pecorino produzido com leite de ovelha, em suas formas originais, que não seja não apropriado para ser ralado; bolachas e biscoitos doces, waffles e barquetes; preparativos para o banho, exceto sais de banho; velas e artigos similares; chapas, folhas,

16 conjunto, um valor superior a 500 milhões de dólares anuais, e conferia uma obrigação contingente correspondente a impostos de 100 por cento sobre cada uma das importações de produtos afetados a partir dessa data. As Comunidades Européias alegaram que esta medida inclui disposições administrativas que prevêem, entre outras coisas, a constituição de uma fiança para cobrir a totalidade de obrigações eventuais. Antecedendo esse litígio, o Órgão de Solução de Controvérsias, em setembro de 1997, na decisão da disputa Comunidades Européias Regime para importação, venda e distribuição de bananas 36, recomendou que as Comunidades Européias pusessem seu regime de importação de bananas em conformidade com suas obrigações perante a OMC. Como as Comunidades Européias não realizaram as devidas adequações no prazo estipulado, os Estados Unidos pediram autorização para suspender a aplicação de concessões e outras obrigações ao abrigo do parágrafo 2 do artigo 22 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias 37. As Comunidades Européias, por sua vez, solicitaram que o nível de suspensão de concessões e outras obrigações proposto pelos Estados Unidos se submetesse à arbitragem a cargo do Grupo Especial. Ocorre, entretanto, que antes da decisão dos películas, tiras e lâminas não-aderentes, não-celulares, sem reforçar ou combinar com outros materiais, de polímeros de propileno; bolsas de mão, com ou sem alça, com a superfície de folhas de plástico; artigos de bolso ou de bolsa de mão, com a superfície exterior de plástico reforçado ou estratificado; papel e cartão camurça e papel e cartolina, sem revestimento, em rolos ou em folhas; caixas e cartonagens, dobráveis, feitas de papel ou papelão sem ondulações; litografias sobre papel ou cartão, de espessura não superior a 0,51mm, impressa há 20 anos ou menos da sua data de importação; suéteres, malhas de jérsei, blusões estilo pulôveres, cardigãs, coletes ou artigos similares, inclusive com gola alta, de tricô e inteiramente de cachemira; roupas de cama, exceto de tricô, estampada, de algodão, que não comporte bordados, rendas, tranças, bordas, enfeites, caimento ou aplicações, nem seja felpuda; baterias de chumbo, que não seja o tipo utilizado para iniciar motores de pistão ou como a principal fonte de alimentação elétrica para veículos com motor elétrico; utensílios termoelétricos para preparação de café ou chá de uso doméstico. 36 Relatórios do Grupo Especial WT/DS27/R/ECU, WT/DS27/R/GTM, WT/DS27/R/HND, WT/DS27/R/MEX, WT/DS27/R/USA e relatório do Órgão de Apelação WT/DS27/AB/R. Os reclamantes no litígio em comento eram Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras e México. 37 Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias, Artigo 22, 2º: Se o Membro afetado não adaptar a um acordo abrangido a medida considerada incompatível ou não cumprir de outro modo as recomendações e decisões adotadas dentro do prazo razoável determinado conforme o parágrafo 3º do art. 21, tal Membro deverá, se assim for solicitado, e em período não superior à expiração do prazo razoável, entabular negociações com quaisquer das partes que hajam recorrido ao procedimento de solução de controvérsias, tendo em vista a fixação de compensações mutuamente satisfatórias. Se dentro dos 20 dias seguintes à data de expiração do prazo razoável não se houver acordado uma compensação satisfatória, quaisquer das partes que hajam recorrido ao procedimento de solução de controvérsias poderá solicitar autorização do OSC para suspender a aplicação de concessões ou de outras obrigações decorrentes dos acordos abrangidos ao Membro interessado. Disponível em: <http:// /search?q=cache:odlaskutswcj:www.mre.gov.br/portugues/ministerio/sitios_se cretaria/cgc/controversias.doc+entendimento+sobre+solu%c3%a7%c3%a3o+de+controv%c3%a9rs ias&cd=1&hl=pt-br&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 28 out

17 árbitros, os Estados Unidos distribuíram um memorando com o título Sanções européias que continha instruções aos Diretores de Territórios Aduaneiros e de Portos para que aplicassem determinadas medidas com relação aos produtos designados importados das Comunidades Européias a partir de 03 de março de Somente em 19 de abril de 1999, os Estados Unidos obtiveram autorização para suspender a aplicação de concessões e outras obrigações em quantia determinada pelos árbitros, podendo, assim, impor tarifas aduaneiras de cem por cento sobre os produtos designados pelo relatório de arbitragem importados das Comunidades Européias. Entretanto, as Comunidades Européias já haviam solicitado uma consulta ao Órgão de Solução de Controvérsias questionando a medida tomada em 03 de março de 1999 e informando que tal medida priva as importações nos Estados Unidos dos produtos em questão procedentes das Comunidades Européias do direito a uma tarifa não superior à consolidada na Lista dos Estados Unidos. Ademais, informa que, ao exigir a prestação de fiança, os Estados Unidos impõem, de fato, sobre cada importação impostos de 100 por cento cuja devolução é incerta, tendo em vista que depende de decisões futuras dos Estados Unidos. Alega, por fim e em conseqüência, que desde 03 de março de 1999 os Estados Unidos impedem, efetivamente, a entrada em seu território dos produtos em questão procedentes das Comunidades Européias. Em 11 de maio de 1999, as Comunidades Européias solicitaram o estabelecimento de um Grupo Especial e no pedido sustentaram que: Tenho a honra de solicitar em nome das Comunidades Européias, o estabelecimento de um grupo especial de conformidade com o artigo XXIII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994), e os artigos 4 e 6 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias (ESC) com respeito à decisão dos Estados Unidos, efetiva desde 03 de março de 1999, de suspender a liquidação das importações procedentes das CE de produtos (incluídos em uma lista), que representam em conjunto um valor de 520 milhões de dólares anuais, e impor uma obrigação contingente correspondente a impostos de 100 por cento sobre cada uma das importações de produtos afetados a partir dessa data (anexo 1). Esta medida inclui disposições administrativas que prevêem, entre outras coisas, a constituição de uma fiança para cobrir a totalidade de obrigação eventual. [...] Quando os Estados Unidos foram autorizados pela OMC, em 19 de abril de 1999, a suspender a partir dessa data concessões com respeito a importações de produtos procedentes das CE por um valor anual de 191,4 milhões de dólares somente, se estabeleceu, com alguns produtos da lista anterior, uma lista mais reduzida de produtos (anexo 2). Ao mesmo tempo, apesar do caráter prospectivo da autorização da OMC, os Estados Unidos confirmaram que os produtos da lista que figuram no anexo 2 que haviam sido despachados para o consumo nos Estados Unidos desde 03 de março de 1999 ficariam sujeitos ao pagamento de impostos de 100 por cento. As

18 Comunidades Européias consideram que esta medida constitui uma infração flagrante das seguintes disposições da OMC: - os artigos 3, 21, 22 e 23 do ESC; - os artigos I, II, VIII e XI do GATT Mediante estas violações de normas fundamentais da OMC, a medida dos Estados Unidos anula ou prejudica vantagens resultantes para as Comunidades Européias direta ou indiretamente do GATT Esta medida também compromete o cumprimento de objetivos importantes do GATT 1994 e da OMC. (tradução nossa) 38. Quanto à alegação de afronta à cláusula da nação mais favorecida, as Comunidades Européias alegam que a Medida de 03 de março infringiu o Artigo I do GATT, porquanto era aplicada somente a produtos das Comunidades Européias e não a outros produtos similares procedentes de todos os Membros da OMC. Ademais, os requisitos adicionais em matérias de fiança impostos infringiram a CNMF, tendo em vista que eram aplicados unicamente às importações procedentes das Comunidades Européias, enquanto que produtos idênticos procedentes de outros Membros da OMC não estavam sujeitos a esses requisitos adicionais em matéria de fianças. A distinção regulamentária (ou seja, a necessidade ou não de um requisito adicional em matéria de fiança) não se baseou em nenhuma característica do produto, mas sim no que dependia, exclusivamente, da origem do produto e estava dirigido, exclusivamente, a determinadas importações procedentes das Comunidades Européias. Após a análise de tais alegações, o Grupo Especial constatou que, ao adotar a Medida de 03 de março, os Estados Unidos atuaram de maneira incompatível com 38 I have the honour to request, on behalf of the European Communities, the establishment of a panel pursuant to Article XXIII of the General Agreement on Tariffs and Trade 1994 (GATT 1994) and Articles 4 and 6 of the Dispute Settlement Understanding (DSU) with respect to the US decision, effective as of 3 March 1999, to withhold liquidation on imports from the EC of a list of products, together valued at $520 million on an annual basis, and to impose a contingent liability for 100 per cent duties on each individual importation of affected products as of this date (annex 1). This measure includes administrative provisions that foresee, among other things, the posting of a bond to cover the full potential liability. [ ] When the US received WTO authorization on 19 April 1999 to suspend concessions as of that date on EC imports of products with an annual value of only $191.4 million, a more limited list of products was selected from the previous list (annex 2). At the same time, the US confirmed, despite the prospective nature of the WTOs, the liability for 100 per cent duty on the products on the list in annex 2 that had entered the US for consumption with effect from 3 March The European Communities considers that this US measure is in flagrant breach of the following WTO provisions: - Articles 3, 21, 22 and 23 of the DSU; - Articles I, II, VIII and XI of GATT Through these violations of fundamental WTO rules, the US measure nullifies or impairs benefits accruing, directly or indirectly, to the European Communities under GATT This measure also impedes important objectives of GATT 1994 and of the WTO. Disponível em: <http://docsonline.wto.org/gen_highlightparent.asp?qu=%28%40meta%5fsymbol+wt%fcds165 %FC%2A%29&doc=D%3A%2FDDFDOCUMENTS%2FT%2FWT%2FDS%2F165%2D8%2EDOC%2E HTM&curdoc=11&popTitle=WT%2FDS165%2F8>. Acesso em: 28 out

19 as obrigações decorrentes dos artigos I e II do GATT Concluiu, assim, dentre outros aspectos, que, embora a Medida de 03 de março não esteja mais em vigor, ela infringiu o Artigo I do GATT e solicitou ao Órgão de Solução de Controvérsias que notificasse os Estados Unidos para que coloque suas medidas em conformidade com as obrigações que lhes cabe pelas normas da OMC. Quando da apelação interposta pelos Estados Unidos, os mesmos não apelaram contra as constatações do Grupo Especial acerca da incompatibilidade com os artigos I e II do GATT Por conseguinte, o Órgão de Apelação se baseou no fato dos Estados Unidos terem aceitado as conclusões do Grupo Especial no sentido de que, ao adotar a Medida de 03 de março, implementando medidas unilaterais a fim de reparar o que consideram descumprimentos das obrigações assumidas no âmbito da OMC por outros países-membros, os Estados Unidos atuaram de maneira incompatível com as obrigações decorrentes dos artigos I e II do GATT Implementação das novas medidas O Órgão de Apelação declarou que o Grupo Especial incorreu em erro ao solicitar que os Estados Unidos adequassem sua medida em conformidade com as normas da OMC, tendo em vista que a Medida de 03 de março já não se encontrava mais em vigor. Dessa forma, não houve implementação de novas medidas a ser realizada pelos Estados Unidos. 2.2 COMUNIDADES EUROPÉIAS CONDIÇÕES PARA CONCESSÃO DE TARIFAS PREFERENCIAIS A PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO 39 Reclamante: Índia Reclamado: Comunidades Européias Terceiros participantes: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Paraguai, Peru, Sri Lanka, Venezuela, Estados Unidos, Nicarágua, Panamá, Ilhas Mauricius, Paquistão e Bolívia. 39 European Communities Conditions for the Granting of Tariff Preferences to Developing Countries (DS246)

20 O presente litígio originou-se de uma reclamação formulada pela Índia referente à concessão, pelas Comunidades Européias, de preferências tarifárias a países em desenvolvimento em virtude do Regulamento (CE) nº 2501/2001, mais especificamente, referente ao Regime Especial de apoio à luta contra a produção e o tráfico de drogas o chamado Regime Droga. O Regulamento (CE) nº 2501/2001 consiste na aplicação de um sistema de preferências tarifárias generalizadas entre 1º de janeiro de 2002 e 31 de dezembro de 2004 e compreende cinco regimes tarifários preferenciais: o Regime Geral, o Regime Especial de estímulo à proteção de direitos laborais, o Regime Especial de estímulo para a proteção ao meio ambiente, o Regime Especial em favor dos países menos avançados e o Regime Especial de apoio à luta contra a produção e o tráfico de drogas. Todos os países enumerados pelo Regulamento têm direito a receber preferências tarifárias de acordo com o Regime Geral, que dispõe sobre a suspensão de direitos da Pauta Aduaneira Comum sobre os produtos incluídos como não sensíveis e a redução dos direitos ad valorem sobre os produtos incluídos como sensíveis. 40 Os outros quatro regimes concedem preferências tarifárias adicionais às já concedidas pelo Regime Geral, sendo que as preferências abarcadas pelo Regime objeto do presente litígio, o Regime Droga, são concedidas apenas aos seguintes países: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paquistão, Peru e Venezuela. Segundo alegações formuladas pela Índia, o Regime Droga é incompatível com o Artigo I do GATT 1994, o qual exige que as Comunidades Européias concedam tratamento de nação mais favorecida de forma incondicional aos produtos procedentes dos territórios de todos os Membros da OMC. Ocorre, no presente caso, que as Comunidades Européias não estendem as vantagens de preferências tarifárias aos produtos similares oriundos dos outros Membros e, tampouco, o faz de forma incondicional. Além disso, declara a Índia que o Regime Droga não pode ser justificado através da Cláusula de Habilitação, tendo em vista que a Cláusula de Habilitação permite que os países desenvolvidos concedam tratamento diferenciado e mais 40 Regulamento (CE) nº 2501/2001, artigos 7.1 e 7.1. Disponível em: <http://eurlex.europa.eu/smartapi/cgi/sga_doc?smartapi!celexplus!prod!docnumber&lg=pt&type_doc=regulatio n&an_doc=2001&nu_doc=250>. Acesso em 29 out

OMC: suas funções e seus acordos de comércio

OMC: suas funções e seus acordos de comércio OMC: suas funções e seus acordos de comércio Prof.Nelson Guerra Surgiu para combater o protecionismo criado pelos países no período entreguerras. O GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) surgiu em 1947

Leia mais

ACORDO SOBRE MEDIDAS DE INVESTIMENTO RELACIONADAS AO COMÉRCIO

ACORDO SOBRE MEDIDAS DE INVESTIMENTO RELACIONADAS AO COMÉRCIO ACORDO SOBRE MEDIDAS DE INVESTIMENTO RELACIONADAS AO COMÉRCIO Os Membros, Considerando que os Ministros acordaram em Punta del Este que "em seguida a um exame da operação dos Artigos do GATT relacionados

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 Dispõe sobre medidas de suspensão e diluição temporárias ou extinção de da proteção de direitos de propriedade

Leia mais

Sumário. Capítulo 3 Dois Vetores Fundamentais da OMC: Cláusula da Nação Mais Favorecida e Tratamento Nacional 25

Sumário. Capítulo 3 Dois Vetores Fundamentais da OMC: Cláusula da Nação Mais Favorecida e Tratamento Nacional 25 Uô / Comércio erior Sumário Capítulo I Negociações Internacionais I Introdução 1 Definição: Negociação 1 Negociação Distributiva ou Posicionai 3 Negociação Cooperativa 4 Negociações Internacionais 7 Leitura

Leia mais

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO 3.5 GATT 1994 NAÇÕES UNIDAS Nova York e Genebra, 2003 NOTA O Curso sobre Solução de

Leia mais

http://revistagloborural.globo.com/noticias/politica/noticia/2014/10/brasil-nao-deveentrar-em-nova-disputa-com-eua-na-omc-diz-neri-geller.

http://revistagloborural.globo.com/noticias/politica/noticia/2014/10/brasil-nao-deveentrar-em-nova-disputa-com-eua-na-omc-diz-neri-geller. http://revistagloborural.globo.com/noticias/politica/noticia/2014/10/brasil-nao-deveentrar-em-nova-disputa-com-eua-na-omc-diz-neri-geller.html Celso Lafer, A OMC e a regulamentação do comércio internacional.

Leia mais

Nota de trabalho. Estado actual das negociações comerciais multilaterais sobre os produtos agrícolas REPRESENTAÇÃO COMERCIAL

Nota de trabalho. Estado actual das negociações comerciais multilaterais sobre os produtos agrícolas REPRESENTAÇÃO COMERCIAL MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA Estado actual das negociações comerciais multilaterais sobre os produtos agrícolas

Leia mais

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial BRICS Monitor A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial Outubro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento, Comércio, Finanças

Leia mais

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras CONVENÇÃO DE NOVA YORK Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Decreto nº 4.311, de 23/07/2002 Promulga a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

Capitulo 5: O Comércio Internacional

Capitulo 5: O Comércio Internacional Capitulo 5: O Comércio Internacional O comércio nacional é regido por leis e diretrizes que regulamentam as negociações de bens e serviços entre duas ou mais pessoas, sejam físicas ou jurídicas. Dessa

Leia mais

DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo.

DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo. DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos

Leia mais

Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra)

Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra) Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra) 1. ACEITAÇÃO DA ORDEM DE COMPRA Esta Ordem de Compra somente será aceita pelo PNUD mediante a assinatura por ambas as partes e fornecimento de acordo

Leia mais

Bruxelas, 18 de Março de 2002

Bruxelas, 18 de Março de 2002 Bruxelas, 18 de Março de 2002 O tratado da UE institui uma política comercial comum cuja execução é da competência da Comissão Europeia : A política comercial comum assenta em princípios uniformes, designadamente

Leia mais

SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA

SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA Convenção 135 SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, Convocada em Genebra pelo Conselho

Leia mais

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Análise Integração Regional / Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 15 de outubro de 2003 Organização Mundial do Comércio: Possibilidades

Leia mais

ACORDO GERAL SOBRE O COMÉRCIO DE SERVIÇOS

ACORDO GERAL SOBRE O COMÉRCIO DE SERVIÇOS ACORDO GERAL SOBRE O COMÉRCIO DE SERVIÇOS PREÂMBULO Parte I - ALCANCE E DEFINIÇÃO Artigo I - Alcance e Definição Parte II - OBRIGAÇÕES E DISCIPLINAS GERAIS Artigo II - Tratamento de Nação Mais Favorecida

Leia mais

regulamentadores dos negócios internacionais

regulamentadores dos negócios internacionais 1.1 Operações e órgãos regulamentadores dos negócios internacionais DISCIPLINA: Negócios Internacionais FONTES: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo:

Leia mais

PATENTES MERECEM SER QUEBRADAS?

PATENTES MERECEM SER QUEBRADAS? www.brasil-economia-governo.org.br PATENTES MERECEM SER QUEBRADAS? FERNANDO B. MENEGUIN 1 Vimos no texto Por que proteger a propriedade intelectual? a importância de se garantir direito de propriedade

Leia mais

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição,

DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição, DECRETO Nº 4.702, DE 21 DE MAIO DE 2003. Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América Relativo à Cooperação entre suas Autoridades de Defesa

Leia mais

A República Federativa do Brasil. A República Argentina (doravante denominadas as Partes ),

A República Federativa do Brasil. A República Argentina (doravante denominadas as Partes ), ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A REPÚBLICA ARGENTINA RELATIVO À COOPERAÇÃO ENTRE SUAS AUTORIDADES DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA NA APLICAÇÃO DE SUAS LEIS DE CONCORRÊNCIA A República

Leia mais

COMÉRCIO INTERNACIONAL Políticas Comerciais. Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial

COMÉRCIO INTERNACIONAL Políticas Comerciais. Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial Políticas Comerciais, Barreiras e Medidas de Defesa Comercial Prof.Nelson Guerra Políticas Comerciais Conceito: São formas e instrumentos de intervenção governamental sobre o comércio exterior, e sempre

Leia mais

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37 Noções básicas de Comércio Exterior Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37 Regimes Aduaneiros É o conjunto de procedimentos ou regras previstas em lei para efetivar uma importação

Leia mais

&RPpUFLR,QWHUQDFLRQDO±&RQIOLWRV

&RPpUFLR,QWHUQDFLRQDO±&RQIOLWRV &RPpUFLR,QWHUQDFLRQDO±&RQIOLWRV 3RU 'HQLV &RUWL] GD 6LOYD $QGHUVRQ 1RYDHV 9LHLUD 5RGROIR )DUDK 9DOHQWH )LOKR 'DQLHO5XGUD)HUQDQGHV,QWURGXomR A criação da OMC (Organização Mundial do Comércio) foi um grandioso

Leia mais

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino ED/2003/CONV/H/1 Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino Adotada a 14 de dezembro de 1960, pela Conferência Geral da UNESCO, em sua 11ª sessão, reunida em Paris de 14 de novembro

Leia mais

ANEXO 1 CLÀUSULAS NEGOCIADAS

ANEXO 1 CLÀUSULAS NEGOCIADAS ANEXO 1 CLÀUSULAS NEGOCIADAS CLÁUSULA OITAVA - SIGILO E CONFIDENCIALIDADE 8.1 - Cada Partícipe se compromete em manter sigilo sobre as informações trocadas e geradas durante a execução das atividades do

Leia mais

Preocupados com a discriminação de que são objeto as pessoas em razão de suas deficiências;

Preocupados com a discriminação de que são objeto as pessoas em razão de suas deficiências; CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA (CONVENÇÃO DA GUATEMALA), de 28 de maio de 1999 Os Estados Partes nesta Convenção,

Leia mais

Negócios Internacionais

Negócios Internacionais International Business 10e Daniels/Radebaugh/Sullivan Negócios Internacionais Capítulo 3.2 Influencia Governamental no Comércio 2004 Prentice Hall, Inc Objectivos do Capítulo Compreender a racionalidade

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA I. Aplicabilidade Estas Condições Gerais serão aplicáveis a todas as vendas efetuadas pela Nefab e suas afiliadas (VENDEDOR) aos seus clientes (COMPRADOR). Desvios destas Condições

Leia mais

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17)

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17) 1984L0450 PT 12.06.2005 002.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa

Leia mais

EVOLUÇÃO RECENTE DOS MECANISMOS DE PROTEÇÃO NA SIDERURGIA MUNDIAL. Germano Mendes de Paula *

EVOLUÇÃO RECENTE DOS MECANISMOS DE PROTEÇÃO NA SIDERURGIA MUNDIAL. Germano Mendes de Paula * EVOLUÇÃO RECENTE DOS MECANISMOS DE PROTEÇÃO NA SIDERURGIA MUNDIAL Germano Mendes de Paula * No dia 5 de março de 2002, o Presidente George W. Bush anunciou a adoção de medidas de salvaguardas, com vistas

Leia mais

ACORDO CONSTITUTIVO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO

ACORDO CONSTITUTIVO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO ACORDO CONSTITUTIVO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO As Partes do presente Acordo, Reconhecendo que as suas relações na esfera da atividade comercial e econômica devem objetivar a elevação dos níveis

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 1 1G203 - ECONOMIA INTERNACIONAL A regulação das trocas internacionais: do GATT à OMC 1.3 OMC: Objectivos e princípios. Perspectiva histórica da liberalização

Leia mais

Negócios Internacionais

Negócios Internacionais Negócios Internacionais Capítulo 3.3 Integração da Economia Regional e Acordos Cooperativos International Business 10e Daniels/Radebaugh/Sullivan 2004 Prentice Hall, Inc Objectivos do Capítulo Definir

Leia mais

(no edital de ATRFB-2009, é o tópico 2) Multilateralismo no comércio internacional

(no edital de ATRFB-2009, é o tópico 2) Multilateralismo no comércio internacional 1 2. A Organização Mundial do Comércio (OMC): textos legais, estrutura, funcionamento. 2.1. O Acordo sobre o Comércio de Bens (GATT-1994); princípios básicos e objetivos. 2.2. O Acordo Geral sobre o Comércio

Leia mais

CESA Comitê de Apoio ao Comércio Exterior

CESA Comitê de Apoio ao Comércio Exterior A ALCA E OS INTERESSES BRASILEIROS Thomas Benes Felsberg Agnes Borges O Brasil no Mercado Internacional Respondemos hoje por menos de 1% do comércio mundial. Exportações brasileiras não superam a marca

Leia mais

ACORDO SOBRE PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA AS MIGRAÇÕES.

ACORDO SOBRE PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA AS MIGRAÇÕES. Resolução da Assembleia da República n.º 30/98 Acordo sobre Privilégios e Imunidades Celebrado entre o Governo da República Portuguesa e a Organização Internacional para as Migrações, assinado em Lisboa

Leia mais

Cada grupo irá explorar os blocos econômicos que serão definidos em sala de aula.

Cada grupo irá explorar os blocos econômicos que serão definidos em sala de aula. Trabalho 01 dividido em 2 partes 1ª Parte Cada grupo irá explorar os blocos econômicos que serão definidos em sala de aula. 2ª Parte Perguntas que serão expostas após a apresentação da 1ª Parte, e que

Leia mais

Organização Mundial do Comércio I. Histórico

Organização Mundial do Comércio I. Histórico Organização Mundial do Comércio I Histórico No final da Segunda Guerra Mundial, diversos países resolveram reunir- -se, sob a influência norte-americana, para formular as diretrizes do sistema econômico-financeiro

Leia mais

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS MERCOSUL/CMC/DEC N 16/98 PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão Nº 8/95 do Conselho do Mercado

Leia mais

Bens remanufaturados e as negociações em curso na OMC. Nota Técnica

Bens remanufaturados e as negociações em curso na OMC. Nota Técnica Bens remanufaturados e as negociações em curso na OMC Nota Técnica 1. Introdução O comércio internacional de bens usados tem sido, em muitos países, objeto de um tratamento diferenciado em comparação com

Leia mais

CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS

CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS DA CEG 1.º PARTES a) CEG: COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE

Leia mais

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS Decreto n.º 23/94 de 26 de Julho Aprova o Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Roménia sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos Nos termos da alínea c) do n.º 1 do

Leia mais

RESOLUÇÃO CNSP N o 296, DE 2013.

RESOLUÇÃO CNSP N o 296, DE 2013. MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS RESOLUÇÃO CNSP N o 296, DE 2013. Dispõe sobre as regras e os critérios para operação do seguro de garantia estendida, quando da aquisição de

Leia mais

www.caparroz.com Comércio Internacional Prova AFRFB 2009 Comentários do Prof. Roberto Caparroz

www.caparroz.com Comércio Internacional Prova AFRFB 2009 Comentários do Prof. Roberto Caparroz Comércio Internacional Prova AFRFB 2009 Comentários do Prof. Roberto Caparroz 51- A participação no comércio internacional é importante dimensão das estratégias de desenvolvimento econômico dos países,

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO TÉCNICA OCPC 08

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO TÉCNICA OCPC 08 COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO TÉCNICA OCPC 08 Reconhecimento de Determinados Ativos ou Passivos nos relatórios Contábil-Financeiros de Propósito Geral das Distribuidoras de Energia Elétrica

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 3.034,DE 2011 Dispõe sobre a assistência internacional prestada pelo Brasil sobre matéria de valoração aduaneira e dá outras

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA DA NEFAB (tradução para Português)

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA DA NEFAB (tradução para Português) CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA DA NEFAB (tradução para Português) Válidas desde 10-10-2005 Em caso de discrepância entre a versão inglesa e a tradução portuguesa das condições gerais de venda, ou em caso de

Leia mais

Maio 2005 geral@economia-internacional.org. Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços - GATS

Maio 2005 geral@economia-internacional.org. Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços - GATS Maio 2005 geral@economia-internacional.org Acordo Geral sobre o Comércio - GATS de Serviços I. Enquadramento (histórico) O GATS entrou em vigor em 01/01/1995; juntamente com o GATT e o TRIPS, completam

Leia mais

.: DAI - Divisão de Atos Internacionais

.: DAI - Divisão de Atos Internacionais 1 von 6 31.05.2010 10:06.: DAI - Divisão de Atos Internacionais DECRETO Nº 2.579, DE 6 DE MAIO DE 1998. Promulga o Acordo Básico de Cooperação Técnica, celebrado entre o Governo da República Federativa

Leia mais

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos,

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos, O Acordo de Madrid relativo ao Registro Internacional de Marcas e o Protocolo referente a este Acordo: Objetivos, Principais Características, Vantagens Publicação OMPI N 418 (P) ISBN 92-805-1313-7 2 Índice

Leia mais

DECRETO Nº 91.332, DE 14 DE JUNHO DE 1985

DECRETO Nº 91.332, DE 14 DE JUNHO DE 1985 PORTUGAL Acordo de Co-Produção Brasil - Portugal - 03/02/1981 Decreto Nº 91.332, de 14 de junho de 1985 DECRETO Nº 91.332, DE 14 DE JUNHO DE 1985 Promulga o Acordo de Co-Produção Cinematográfica entre

Leia mais

CURSO CANAL DISCIPLINA: COMÉRCIO INTERNACIONAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA

CURSO CANAL DISCIPLINA: COMÉRCIO INTERNACIONAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA CURSO CANAL DISCIPLINA: COMÉRCIO INTERNACIONAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA EXERCÍCIOS 1 (AFRF/2002-1) Por meio dos elementos abaixo determine, com

Leia mais

RODADA DE NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS MULTILATERAIS: RODADA DO URUGUAI

RODADA DE NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS MULTILATERAIS: RODADA DO URUGUAI RODADA DE NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS MULTILATERAIS: RODADA DO URUGUAI Andréia Nádia Lima de Sousa 1 RESUMO: O trabalho tem por objeto estudar a origem da Organização Mundial do Comércio dentro do cenário econômico

Leia mais

ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE O COMÉRCIO E INVESTIMENTO PREÂMBULO

ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE O COMÉRCIO E INVESTIMENTO PREÂMBULO ACORDO QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE O COMÉRCIO E INVESTIMENTO PREÂMBULO O Governo da República de Angola e o Governo dos Estados Unidos

Leia mais

REACH. Andamento das discussões sobre o REACH na OMC. Rodrigo Carvalho Secretaria de Tecnologia Industrial

REACH. Andamento das discussões sobre o REACH na OMC. Rodrigo Carvalho Secretaria de Tecnologia Industrial REACH Andamento das discussões sobre o REACH na OMC Rodrigo Carvalho Secretaria de Tecnologia Industrial Brasília, 07 de Abril de 2009 Andamento das Discussões sobre o REACH na OMC 1. Visão geral do Acordo

Leia mais

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL Título: REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL RBAC nº 11 EMENDA nº 00 PROCEDIMENTOS E NORMAS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE REGRAS E EMENDAS AOS REGULAMENTOS BRASILEIROS DA AVIAÇÃO CIVIL Aprovação: Resolução

Leia mais

Desejando progredir mais no caminho que identificaram para permitir que alcancem uma solução mutuamente acordada para o contencioso, Seção I

Desejando progredir mais no caminho que identificaram para permitir que alcancem uma solução mutuamente acordada para o contencioso, Seção I MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE UM FUNDO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E FORTALECIMENTO DA CAPACITAÇÃO RELATIVO AO CONTENCIOSO

Leia mais

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO Instituições de Direito Profª Doutora Ideli Raimundo Di Tizio p 41 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO O imposto de importação é de competência da União, é também conhecido como tarifa aduaneira. Sua função é predominantemente

Leia mais

Regulamento da Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio

Regulamento da Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio 1 Regulamento da Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio Política aprovada em 26 de agosto de 1999 Documentos de implementação aprovados em 24 de outubro de 1999 Versão em

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DE COMPRA

CONDIÇÕES GERAIS DE COMPRA CONDIÇÕES GERAIS DE COMPRA I. Aplicabilidade Estas Condições Gerais serão aplicáveis a todas as compras efetuadas pela Nefab e suas afiliadas (COMPRADOR) junto aos seus fornecedores (VENDEDOR). Desvios

Leia mais

CURSO CANAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA

CURSO CANAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA CURSO CANAL MÓDULO: VALORAÇÃO ADUANEIRA PROF: LUIZ ROBERTO MISSAGIA LISTA DE EXERCÍCIOS DE AULA EXERCÍCIOS 1 (AFRF/2002-1) Por meio dos elementos abaixo determine, com base no Método Primeiro, o valor

Leia mais

CONVENÇÃO SOBRE ASILO DIPLOMÁTICO

CONVENÇÃO SOBRE ASILO DIPLOMÁTICO CONVENÇÃO SOBRE ASILO DIPLOMÁTICO Os Governos dos Estados Membros da Organização dos Estados Americanos, desejosos de estabelecer uma Convenção sobre Asilo Diplomático, convieram nos seguintes artigos:

Leia mais

CARTA DE ACORDO Nº I - DO OBJETO

CARTA DE ACORDO Nº I - DO OBJETO CARTA DE ACORDO Nº Pelo presente instrumento, sob a égide do Acordo Básico de Assistência Técnica firmado entre a República Federativa do Brasil e a Organização das Naçõe Unidas, suas Agências Especializadas

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Bruxelas, 26 de Fevereiro de 2009 (OR. en) 6553/09 ANTIDUMPING 7 COMER 23 CHINE 7

CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Bruxelas, 26 de Fevereiro de 2009 (OR. en) 6553/09 ANTIDUMPING 7 COMER 23 CHINE 7 CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA Bruxelas, 26 de Fevereiro de 2009 (OR. en) 6553/09 ANTIDUMPING 7 COMER 23 CHINE 7 ACTOS LEGISLATIVOS E OUTROS INSTRUMENTOS Assunto: Regulamento do Conselho que encerra o reexame

Leia mais

(Actos não legislativos) REGULAMENTOS

(Actos não legislativos) REGULAMENTOS 23.4.2010 Jornal Oficial da União Europeia L 102/1 II (Actos não legislativos) REGULAMENTOS REGULAMENTO (UE) N. o 330/2010 DA COMISSÃO de 20 de Abril de 2010 relativo à aplicação do artigo 101. o, n. o

Leia mais

COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Companhia Aberta. CNPJ/MF n. 76.500.180/0001-32 NIRE 41.3.000.5081-3

COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Companhia Aberta. CNPJ/MF n. 76.500.180/0001-32 NIRE 41.3.000.5081-3 COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Companhia Aberta CNPJ/MF n. 76.500.180/0001-32 NIRE 41.3.000.5081-3 PLANO DE OPÇÕES DE COMPRA DE AÇÕES DA COMPANHIA CAPÍTULO I OBJETIVOS DO PLANO Cláusula 1.ª

Leia mais

TRATADO DE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE PATENTES 1

TRATADO DE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE PATENTES 1 Os Estados contratantes, TRATADO DE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE PATENTES 1 Desejosos de contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, Desejosos de aperfeiçoar a proteção legal das invenções,

Leia mais

Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil

Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil Introdução 5 INTRODUÇÃO A seguir, são descritos os comportamentos e princípios gerais de atuação esperados dos Colaboradores da Endesa

Leia mais

AIR LIQUIDE SOLDADURA, LDA. CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA

AIR LIQUIDE SOLDADURA, LDA. CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA AIR LIQUIDE SOLDADURA, LDA. CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA Junho de 2015 Primeira.- Definições. Produtos significa todos os equipamentos, instalações, consumíveis, processos, sistemas, soluções e serviços relacionados

Leia mais

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE 2008: Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da África do Sul no Campo da Cooperação Científica e Tecnológica,

Leia mais

Decreto n.º 118/80 Acordo Económico e Comercial entre o Governo da República Portuguesa e o Governo dos Estados Unidos Mexicanos

Decreto n.º 118/80 Acordo Económico e Comercial entre o Governo da República Portuguesa e o Governo dos Estados Unidos Mexicanos Decreto n.º 118/80 Acordo Económico e Comercial entre o Governo da República Portuguesa e o Governo dos Estados Unidos Mexicanos O Governo decreta, nos termos da alínea c) do artigo 200.º da Constituição,

Leia mais

PROCEDIMENTOS E NORMAS GE- RAIS PARA A ELABORAÇÃO DE REGRAS E EMENDAS AOS REGU- LAMENTOS BRASILEIROS DE AVIAÇÃO CIVIL

PROCEDIMENTOS E NORMAS GE- RAIS PARA A ELABORAÇÃO DE REGRAS E EMENDAS AOS REGU- LAMENTOS BRASILEIROS DE AVIAÇÃO CIVIL REGULAMENTO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO CIVIL N 11 RBAC 11 PROCEDIMENTOS E NORMAS GE- RAIS PARA A ELABORAÇÃO DE REGRAS E EMENDAS AOS REGU- LAMENTOS BRASILEIROS DE AVIAÇÃO CIVIL APROVAÇÃO: RESOLUÇÃO XX ANAC,

Leia mais

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da

Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio. internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da Moção relativa à próxima negociação sobre o comércio internacional de produtos do sector têxtil e da

Leia mais

Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos Aprovado pela resolução AG/RES. 447 (IX-O/79), adotada pela Assembléia Geral da OEA, em seu Nono Período Ordinário de Sessões, realizado em La Paz,

Leia mais

Resolução da Assembleia da República n.º 37/94 Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Resolução da Assembleia da República n.º 37/94 Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Resolução da Assembleia da República n.º 37/94 Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Aprova, para ratificação, a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

DEMURRAGE OBJETIVO DA INFORMAÇÃO

DEMURRAGE OBJETIVO DA INFORMAÇÃO Página1de6 DEMURRAGE OBJETIVO DA INFORMAÇÃO O tema demurrage, embora não seja novo, é o de maior contencioso do Direito Marítimo. Assim, e sabendo-se que a quase totalidade das mercadorias importadas ou

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DOS ES ^ A OS AMERICANOS

ORGANIZAÇÃO DOS ES ^ A OS AMERICANOS ORGANIZAÇÃO DOS ES ^ A OS AMERICANOS OEA/Ser.D/V. 2/88 17 de março de 1988 Original: Português Distribución limitada ACORDO ENTRE A SECRETARIA-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS E 0 GOVERNO DA

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE 1. OBJETIVO Este Anexo ao Contrato de Prestação de Serviço TRANS-MUX

Leia mais

A China como Membro da OMC VERA THORSTENSEN Missão do Brasil junto das Organizações Internacionais, Genebra

A China como Membro da OMC VERA THORSTENSEN Missão do Brasil junto das Organizações Internacionais, Genebra A Nova Fronteira? A China na Arena Mundial A China como Membro da OMC VERA THORSTENSEN Missão do Brasil junto das Organizações Internacionais, Genebra I - Introdução A acessão da China à OMC Organização

Leia mais

IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI

IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI CAIO AUGUSTO TAKANO MESTRANDO EM DIREITO ECONÔMICO, FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO USP ESPECIALISTA EM DIREITO TRIBUTÁRIO IBET PROFESSOR-ASSISTENTE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DO

Leia mais

ACORDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

ACORDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL ACORDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL O Japão e a República Federativa do Brasil, Desejosos de regular suas relações mútuas na área de Previdência Social, Acordaram

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2011

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2011 Minuta PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2011 Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), para dispor sobre o comércio eletrônico. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art.

Leia mais

ÂMBITO E FINALIDADE SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO DE VALORES MOBILIÁRIOS

ÂMBITO E FINALIDADE SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO DE VALORES MOBILIÁRIOS Dispõe sobre empréstimo de valores mobiliários por entidades de compensação e liquidação de operações com valores mobiliários, altera as Instruções CVM nºs 40, de 7 de novembro de 1984 e 310, de 9 de julho

Leia mais

Jornal oficial no. L 171 de 07/07/1999 P. 0012-0016. Texto:

Jornal oficial no. L 171 de 07/07/1999 P. 0012-0016. Texto: Directiva 1999/44/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Maio de 1999, relativa a certos aspectos da venda de bens de consumo e das garantias a ela relativas Jornal oficial no. L 171 de 07/07/1999

Leia mais

BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ/MF n.º 07.628.528/0001-59

BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ/MF n.º 07.628.528/0001-59 BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS CNPJ/MF n.º 07.628.528/0001-59 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES APROVADO PELA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA BRASILAGRO COMPANHIA BRASILEIRA DE

Leia mais

www.juristep.com Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto

www.juristep.com Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto CÓDIGO DE INVESTIMENTOS Este texto tem carácter meramente informativo e não dispensa a consulta dos diplomas originais, conforme publicados no Diário da República. Quando

Leia mais

REPÚBLICA DA NAMÍBIA. Lei de Investimentos Estrangeiros

REPÚBLICA DA NAMÍBIA. Lei de Investimentos Estrangeiros REPÚBLICA DA NAMÍBIA Lei de Investimentos Estrangeiros Promulgada em 7 de julho de 1992 e com emenda pela Lei 24 de 1993, Emenda da Lei de Investimentos Estrangeiros de 1993 LEI Para a disposição ao fomento

Leia mais

DOMíNIO PÚBLICO E DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL

DOMíNIO PÚBLICO E DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DOMíNIO PÚBLICO E DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL Gilsomar Silva Barbalho Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor,

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Preço de Transferência método dos preços independentes comparados (PIC).

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Preço de Transferência método dos preços independentes comparados (PIC). Preço de Transferência método dos preços independentes comparados (PIC). 28/09/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas Apresentadas pelo Cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 3 3.1.

Leia mais

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 15, de 23 de abril de 1976 - DOU de 26.04.76

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 15, de 23 de abril de 1976 - DOU de 26.04.76 Acordo Marítimo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa Assinado em 24 de outubro de 1975 Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 15, de 23 de abril de 1976 - DOU

Leia mais

OMC: estrutura institucional

OMC: estrutura institucional OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 Enquanto o GATT foi apenas

Leia mais

TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011

TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011 TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011 Dispõe sobre os contratos de integração, estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e

Leia mais

Regulamento do Programa de Mediação, Negociação e Arbitragem do Núcleo de Prática Jurídica do Curso de Direito

Regulamento do Programa de Mediação, Negociação e Arbitragem do Núcleo de Prática Jurídica do Curso de Direito Associação Catarinense de Ensino FACULDADE GUILHERME GUIMBALA - FGG Curso de Direito Autorização da Unificação de Mantidas - FGG: Portaria SESu Nº 56, de 18/01/2008 (DOU de 21/01/2008) Curso de Direito

Leia mais

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS Objectivo do presente documento O presente documento descreve a actual situação no que se refere ao comércio electrónico e serviços

Leia mais

Orientações sobre a definição e a notificação de «medida de caráter fiscal ou financeiro» para efeitos da Diretiva 98/34/CE

Orientações sobre a definição e a notificação de «medida de caráter fiscal ou financeiro» para efeitos da Diretiva 98/34/CE Orientações sobre a definição e a notificação de «medida de caráter fiscal ou financeiro» para efeitos da Diretiva 98/34/CE As presentes orientações representam exclusivamente o ponto de vista da Direção-Geral

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO

A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO Fabíola de Moura Sérvulo 1 RESUMO A Organização Mundial do Comércio é a principal organização internacional para questões de comércio. Ainda que não seja uma agência especializada

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais